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A Liderança na Educação Segundo Paulo 
Freire
A liderança educacional em Freire é complexa, desafiando o modelo tradicional autoritário. Ela se fundamenta no 
diálogo, participação e construção coletiva do conhecimento, promovendo uma cultura educacional mais 
democrática e inclusiva. Freire acreditava que o verdadeiro poder de um líder educador estava na sua capacidade 
de inspirar e guiar seu grupo em um sólido caminho de aprendizado mútuo e inovação pedagógica. Para Freire, 
líderes devem não apenas transmitir conhecimento mas também provocar um pensamento crítico e independente, 
essenciais para a formação de cidadãos capazes de transformar suas realidades.
Liderança como serviço: Apoiar e orientar para promover autonomia e protagonismo nos educandos. Este 
aspecto ressalta a importância de ver cada estudante como um ser potente, encorajando a autodescoberta e a 
autocrítica, um serviço que redefine a noção de autoridade para uma parceria de aprendizado conjunto. Líderes 
eficazes nesta abordagem têm a habilidade de ouvir ativamente e personalizar experiências de aprendizado 
que ressoem com as vidas individuais dos estudantes, criando um espaço onde todos se sintam valorados e 
engajados.
Construção coletiva do conhecimento: O educador facilita a aprendizagem, valorizando a participação crítica 
e o conhecimento prévio dos alunos. Esta abordagem estimula não apenas a absorção de conteúdo, mas a 
interatividade constante que fomenta um ambiente de aprendizado dinâmico, onde o diálogo e a reflexão crítica 
são essenciais. Freire considerava cada interação uma oportunidade para o desenvolvimento mútuo, um 
método que quebra as barreiras tradicionais da educação.
Priorização do diálogo: O diálogo permite colaboração entre educadores e educandos, enriquecendo o 
conhecimento. Através do diálogo, as barreiras tradicionais entre professor e aluno são quebradas, 
estabelecendo um espaço onde o questionamento e a criatividade florescem, levando à inovação no método 
educativo. Dialogar é um processo não linear que requer paciência e compromisso, mas quando bem 
estabelecido, transforma o salão de aula em uma autêntica comunidade de aprendizado.
Formação crítica e transformadora: Capacitar cidadãos críticos, conscientes de seus direitos, para agir como 
agentes de transformação social. Esta formação crítica é essencial para que indivíduos desenvolvam a 
capacidade de analisar e intervir em realidades sociais, promovendo mudanças significativas na sociedade. A 
educação, nessa perspectiva, é vista como uma ferramenta potente que inspire pessoas a desafiarem o status 
quo e participarem ativamente na construção de um futuro mais justo e igualitário.
Portanto, Freire propõe uma liderança colaborativa, onde o poder é coletivo, e o educador é um mediador, 
promovendo uma educação crítica e transformadora. Essa visão amplia o papel do educador para além da sala de 
aula, inserindo-o como um modelo de liderança participativa que inspira uma nova geração de pensadores críticos 
e conscientes. Ao adotar esses princípios de liderança, a prática educacional se enriquece, tornando-se um pilar 
fundamental na construção de sociedades mais equitativas e celebrando a diversidade como um motor da 
inovação e progresso.

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