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<p> PROF Msc.: ERIVERTON RESENDE</p><p>INADIMPLEMENTO</p><p>Professor Dr. Eriverton Resende - 1</p><p>INADIMPLEMENTO DAS OBRIGAÇÕES</p><p>CONCEITO: consiste na falta da prestação</p><p>devida ou a não satisfação daquilo a que o</p><p>devedor está obrigado na:</p><p>forma;</p><p>lugar; e</p><p>prazo ajustados.</p><p>- Refere-se à obrigação não executada e que</p><p>decorrem em efeitos do inadimplemento.</p><p>INADIMPLEMENTO ABSOLUTO</p><p>- Ocorre quando a obrigação não foi cumprida</p><p>total ou parcialmente no tempo, lugar e forma</p><p>convencionados e não mais poderá sê-lo, ou</p><p>porque o devedor não tem meios para fazê-lo ou</p><p>porque o seu cumprimento fora do prazo não</p><p>interessa mais ao credor.</p><p>INADIMPLEMENTO RELATIVO</p><p>- Ocorre quando a obrigação ainda pode ser</p><p>cumprida. O cumprimento da obrigação ainda é</p><p>útil para o credor. O devedor está em mora de</p><p>cumpri-la: MORA.</p><p>UTILIDADE!!!!!!!!!</p><p>EFEITOS: Arts. 389, 395, CC.</p><p>- Perdas e danos;</p><p>- Juros;</p><p>- Atualização monetária segundo índices oficiais</p><p>regularmente estabelecidos;</p><p>- Honorários de advogado;</p><p>- Cláusula penal.</p><p>- Responsabilidade patrimonial: Arts. 391, e</p><p>942, CC.</p><p>- Responsabilidade do devedor: CULPA –</p><p>reponsabilidade subjetiva.</p><p>- Caso fortuito e força maior: Art. 393, CC.</p><p>Exceções:</p><p>1. Ajuste entre as partes (Art. 393, parte final); e</p><p>2. Coisa incerta (Art. 246, CC).</p><p>DA MORA</p><p>CONCEITO: quando a obrigação não foi</p><p>cumprida no tempo, no lugar ou na forma</p><p>ajustados, entretanto poderá ser cumprida e de</p><p>forma proveitosa para o credor: cumprimento</p><p>imperfeito da obrigação.</p><p>- FUNÇÃO: imputar a responsabilidade ao</p><p>devedor ou ao credor.</p><p>DA MORA</p><p>ESPÉCIES:</p><p>a) Do devedor: mora solvendi: Art. 394, CC.</p><p>b) Do credor: mora accipiendi: Art. 394, CC.</p><p>ELEMENTOS:</p><p>Elemento objetivo (retardamento) + elemento</p><p>subjetivo (culpa).</p><p>Impossibilidade da prestação: caso</p><p>fortuito/força maior/culpa (Art. 399, CC).</p><p>LUIZ</p><p>OSCAR</p><p>DA MORA</p><p>MOMENTO:</p><p>- Termo (Art. 397, CC)</p><p>- Sem termo (Art. 397, PU, CC)</p><p>- Condição: após a implementação</p><p>- Ato ilícito: Art. 398, CC</p><p>Súmula 54, STJ: os juros moratórios fluem a partir</p><p>do evento danoso, em caso responsabilidade</p><p>extracontratual.</p><p>Súmula 43, STJ: incide correção monetária sobre a</p><p>dívida por ato ilícito a partir da data do efetivo</p><p>prejuízo.</p><p>Súmula 362, STJ: a correção monetária do valor da</p><p>indenização do dano moral incide desde a data do</p><p>arbitramento (data da sentença).</p><p>http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&ved=2ahUKEwiO_5q83O_aAhWkV98KHeeDCaEQjRx6BAgBEAU&url=http://www.tiberio.com.br/blog/dicas-e-mercado/entenda-as-diferencas-entre-juros-e-correcao-monetaria&psig=AOvVaw0jGcrIIup8e-_QoJfZhWyU&ust=1525649227096629</p><p>CONSEQUÊNCIAS DA MORA DO CREDOR:</p><p>a) O devedor não responde pelos juros</p><p>moratórios.</p><p>b) O devedor fica isento do encargo de</p><p>conservação da coisa, no entanto, não pode agir</p><p>com dolo.</p><p>c) O credor fica obrigado a ressarcir as despesas.</p><p>- PURGAÇÃO DA MORA: comportamento</p><p>espontâneo do contratante moroso (credor ou</p><p>devedor) para cessar os efeitos dela decorrentes,</p><p>(Art. 401, I e II, CC).</p><p>DAS PERDAS E DANOS</p><p>(Arts. 402 a 405, CC)</p><p>CONCEITO: é o prejuízo efetivo e atual que</p><p>promove o desfalque ao patrimônio (dano</p><p>emergente) mais ainda os lucros ou frutos que</p><p>não possam ser percebidos (lucros cessantes).</p><p>JUROS LEGAIS (406 e 407, CC)</p><p>CONCEITO: é o preço do uso do capital.</p><p>ESPÉCIES:</p><p>a) COMPENSATÓRIOS: quando os juros são</p><p>frutos do capital empregado. Não é pelo atraso, é</p><p>para compensar.</p><p>b) MORATÓRIOS: quando constituem uma</p><p>indenização pelo prejuízo resultante do</p><p>retardamento culposo.</p><p>JUROS LEGAIS</p><p>REQUISITOS JUROS MORATÓRIOS:</p><p>a) a existência de uma dívida exigível; e</p><p>b) a demora do não-pagamento da dívida.</p><p>MORATÓRIOS (CLASSIFICAÇÃO):</p><p>a) Convencionais.</p><p>b) Legais.</p><p>JUROS LEGAIS</p><p>CC:</p><p>- Mútuo: Art. 591. Destinando-se o mútuo a fins</p><p>econômicos, presumem-se devidos juros, os quais, sob</p><p>pena de redução, não poderão exceder a taxa a que se</p><p>refere o art. 406, permitida a capitalização anual.</p><p>- Juros de mora: Art. 406. Quando os juros moratórios</p><p>não forem convencionados, ou o forem sem taxa</p><p>estipulada, ou quando provierem de determinação da lei,</p><p>serão fixados segundo a taxa que estiver em vigor</p><p>para a mora do pagamento de impostos devidos à</p><p>Fazenda Nacional.</p><p>CLÁUSULA PENAL (408 a 416)</p><p>CONCEITO: trata-se de uma multa que é imposta</p><p>ao devedor para o caso de descumprir uma certa</p><p>obrigação ou cumpri-la de forma defeituosa.</p><p>- Obrigação acessória.</p><p>- FINALIDADE:</p><p>a) Reforço do vínculo obrigacional</p><p>b) Liquidação antecipada das perdas e danos</p><p>DAS ARRAS OU SINAL (417 a 420, CC)</p><p>CONCEITO: constituem a importância em dinheiro</p><p>ou a coisa dada como sinal e para garantia de um</p><p>contrato.</p><p>- Presunção de acordo final.</p>