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A dívida resultante da aquisição de mercadorias, cujo preço já está especificado em contrato e expresso em moeda nacional, constitui uma obrigação líquida, passível de imediata exigibilidade e cálculo de encargos moratórios, ao contrário da obrigação ilíquida que requer prévia quantificação judicial ou extrajudicial. No contexto de um financiamento bancário concedido a dois mutuários, com previsão de solidariedade passiva, a instituição credora pode demandar a integralidade do valor devido de qualquer um dos devedores, que, ao efetuar o pagamento completo, adquire o direito de pleitear o reembolso da parte correspondente do outro coobrigado. A promessa de doação de um bem imóvel, ainda não formalizada por escritura pública, gera uma obrigação natural, na qual o cumprimento voluntário impede a repetição do indébito, refletindo um dever moral que o ordenamento jurídico reconhece, mas não confere exigibilidade coercitiva, distinguindo-se das obrigações civis pela ausência de sanção. A situação em que um condomínio edilício impõe a todos os condôminos a obrigação de contribuir para as despesas comuns, independentemente de sua vontade expressa,
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Gildete Rosa Santos

mês passado

Respostas

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mês passado

Vamos analisar passo a passo os conceitos apresentados: 1. Dívida por aquisição de mercadorias com preço especificado em contrato e moeda nacional: Essa dívida é uma obrigação líquida, pois o valor está determinado e pode ser exigido imediatamente, inclusive com cálculo de encargos moratórios em caso de atraso. Diferentemente da obrigação ilíquida, que necessita de quantificação judicial ou extrajudicial prévia. 2. Financiamento bancário com dois mutuários e solidariedade passiva: Na solidariedade passiva, a instituição credora pode cobrar a totalidade da dívida de qualquer um dos devedores. Quem pagar integralmente tem o direito de cobrar dos outros coobrigados a parte que lhes cabe (direito de regresso). 3. Promessa de doação de bem imóvel sem escritura pública: Gera uma obrigação natural, que não é exigível judicialmente, mas o cumprimento voluntário impede a repetição do valor pago (não pode ser devolvido). É um dever moral reconhecido pelo ordenamento, mas sem sanção coercitiva. 4. Obrigação de condôminos para despesas comuns: O condomínio pode impor a todos os condôminos a obrigação de contribuir para as despesas comuns, independentemente da vontade individual, pois decorre do direito real sobre a unidade autônoma e da convenção condominial. Resumo objetivo: - Dívida com preço certo = obrigação líquida, exigível imediatamente. - Solidariedade passiva = credor pode cobrar qualquer devedor integralmente; pagador tem direito de regresso. - Promessa de doação sem escritura = obrigação natural, sem exigibilidade coercitiva. - Condôminos obrigados a contribuir = obrigação real, independente da vontade individual. Se precisar de mais detalhes sobre algum ponto, é só avisar!

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