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<p>Didática: uma prática organizada</p><p>Estudando para o sucesso</p><p>Flávia Maria de F. Dornelas Moreira</p><p>1</p><p>Objetivos de aprendizagem</p><p>Conceituar a didática.</p><p>Relacionar a didática com as estratégias de ensino</p><p>Estabelecer relação entre a didática e o processo de socialização.</p><p>A trajetória histórica da didática: pressupostos teóricos, filosóficos e sociais</p><p>A didática como o caminho para o saber, ou seja, a consumação da teorização.</p><p>Vale ressaltar que a palavra didática surge do grego didaktiké, com o abrangente significado de “a arte de ensinar tudo a todos”.</p><p>Colocou em evidência a condição do ser criança.</p><p>3</p><p>Ratke,1629</p><p>A arte de ensinar tudo a todos</p><p>Comenius, 1657</p><p>A arte de ensinar tudo a todos</p><p>Didática Magna</p><p>Rousseau, Sec. XVIII</p><p>Trouxe um novo e inovador conceito de infância</p><p>Vamos considerar as percepções e construções de alguns pensadores e pensadoras</p><p>Dimensões sociais</p><p>A didática encontra-se sobretudo em princípios, e não em regras</p><p>O foco de atenção vai para às condições para o desenvolvimento harmônico do aluno.</p><p>didática deve ser compreendida como reflexão sistemática em busca de alternativas para os problemas da prática pedagógica</p><p>A didática é o principal ramo de estudos da Pedagogia.</p><p>Investiga os fundamentos, condições e modos de realização da instrução e do ensino.</p><p>4</p><p>Pestalozzi</p><p>(1826)</p><p>Candau, 1986</p><p>Libâneo, 1992</p><p>Considerando as diferentes concepções defendidas por esses e diversos outros autores e autoras, encontramos na história da educação períodos históricos nos quais emergiram novas tendências educacionais, que foram se sustentando e se materializando como importantes correntes didático-pedagógicas</p><p>5</p><p>O processo histórico da didática no Brasil</p><p>O processo ocorrido na segunda metade do século XX, reflete na prática de ensino dos docentes até os dias atuais</p><p>Entre 1960 e 1970, eram sinônimos de qualidade na prática de ensino:</p><p>Em 1980, ocorreu um grande marco no desenvolvimento da didática:</p><p>De 1990 até os dias atuais, o processo didático e a prática de ensino e aprendizagem se fortaleceram:</p><p>Principais marcos históricos que foram fundamentais para a constituição da didática</p><p>De acordo com Araújo (2008):</p><p>Como disciplina, a didática é desenvolvida em cursos de graduação, licenciaturas e cursos de formação de professores, de modo a oferecer as ferramentas teórico-práticas necessárias para que o futuro docente possa lecionar em sala de aula.</p><p>Como área do conhecimento, ela aponta os grupos que pesquisam e constroem saberes específicos nessa área.</p><p>Como ação humana, a didática expressa a preocupação dos seres humanos em preparar o ensino, organizar as aulas e escolher as metodologias próprias para ensinar determinado conteúdo.</p><p>Como organização institucional, ela busca técnicas e metodologias que organizem os processos institucionais de ensino e aprendizagem, para que estes favoreçam o processo de construção do conhecimento.</p><p>Marcos históricos que contribuíram para que a didática evoluísse e chegasse onde chegou. Destacam-se os seguintes nomes:</p><p>Jean-Jacques Rousseau (1712–1778):</p><p>procurou interpretar essas aspirações, propondo uma concepção nova do ensino, com base nas necessidades e nos interesses imediatos da criança.</p><p>Henrique Pestalozzi (1746–1827):</p><p>deu grande importância ao ensino como meio de educação e desenvolvimento das capacidades humanas.</p><p>Johann Friedrich Herbart (1766–1841):</p><p>influência e relevância na didática e na prática docente. Para ele, o fim da educação é a moralidade;</p><p>a instrução é introduzir ideias corretas na mente do homem.</p><p>Marcos históricos que contribuíram para que a didática evoluísse e chegasse onde chegou. Destacam-se os seguintes nomes:</p><p>A. Diesterweg (1790–1866):</p><p>didata alemão que estudou e pesquisou sobre o desenvolvimento do professor.</p><p>John Dewey (1859–1952):</p><p>foi um destacado representante de uma das tendências do pragmatismo didático. Na didática, a sua maior contribuição está no ensino laboral e na relação do ensino com a vida.</p><p>Paulo Freire (1921–1997):</p><p>pedagogos do século XX. Como ocorreu em outras épocas, grandes pedagogos se converteram também em grandes didatas — ou, ainda, grandes didatas se tornaram grandes pedagogos.</p><p>Mudanças e avanços da didática na atualidade</p><p>Pensar na didática para a atualidade requer pensar nos diferentes movimentos que a sociedade produz e nas diversas demandas que emergem a todo tempo.</p><p>Requer, também, compreender as muitas dimensões que atravessam os sujeitos, bem como os múltiplos contextos nos quais eles estão inseridos.</p><p>São características dos novos tempos: o ensino e aprendizagem e a prática educativa vistos como prática social. Desse modo, a didática precisa se reinventar e propor novos alcances, novas propostas e novos vieses.</p><p>Na perspectiva de se pensar os processos inovadores da didática na atualidade, emerge uma proposta que tem se firmado cada vez mais como transformadora e eficaz junto à prática docente e à construção do conhecimento:</p><p>As metodologias ativas</p><p>O estudante torna-se responsável pela sua trajetória e pelo alcance de seus objetivos.</p><p>Ele deve ser capaz de auto gerenciar e autogovernar o seu processo de formação.</p><p>Entre os meios utilizados para adquirir conhecimento, há alguns cujo processo de assimilação ocorre mais facilmente. Desse modo, temos como referência uma teoria do psiquiatra americano William Glasser para explicar como as pessoas geralmente aprendem e qual é a eficiência dos métodos nesse processo.</p><p>Como os alunos geralmente aprendem?</p><p>POR QUE FALAR DE METODOLOGIAS ATIVAS REQUER MUDANÇAS E QUEBRA DE PARADIGMAS?</p><p>Acadêmicos com diferentes interesses e habilidades;</p><p>Dificuldade docente em atrair e manter a atenção dos universitários;</p><p>Crescente falta de motivação dos alunos, com impactos sobre o desempenho e taxas de evasão;</p><p>Os métodos tradicionais de ensino e aprendizagem não conseguem atender as necessidades dos jovens.</p><p>Alguns exemplos de metodologias ativas.</p><p>Flipped classroom – sala de aula invertida</p><p>Na sala de aula invertida, os alunos fazem uma leitura prévia do conteúdo fora da sala de aula. Durante a aula, o professor aproveita o tempo para discussões em grupos e para a realização de exercícios e projetos.</p><p>Problem based learning – aprendizagem baseada em problemas (PBL)</p><p>Essa metodologia ativa de ensino e aprendizagem se utiliza de problemas da realidade para mobilizar o aprendizado.</p><p>World café</p><p>Os participantes sentam-se em grupos e, após as explicações em relação ao processo de trabalho, é iniciada uma conversação sobre um tema predefinido.</p><p>As oficinas proporcionam momentos de interação e troca de saberes a partir de uma horizontalidade na construção do saber inacabado. A sua dinâmica toma como base o diálogo na relação educador e educando.</p><p>A Gamificação utiliza elementos encontrados em jogos e os insere em contextos diferentes, buscando transportar o aspecto lúdico e motivacional dos games para outros ambientes.</p><p>Dramatização na escola tem como finalidade buscar a participação dos alunos, o estímulo e o convívio social, além do crescimento cultural e da linguagem oral e corporal.</p><p>Finalmente, para que isso seja possível, faz-se necessário um planejamento de ensino que una os profissionais da educação nesse processo (professores, coordenadores, agentes educacionais, diretores), ou seja, um trabalho em equipe, para que as novas propostas didáticas sejam compreendidas e se construa uma educação para os novos tempos.</p><p>Os avanços na área da didática têm contribuído muito para a transformação do currículo escolar. Este, por sua vez, para ser eficaz e ter qualidade, deve:</p><p>possibilitar a formação continuada dos professores,</p><p>perceber o aluno como principal agente no processo de aprendizagem</p><p>e fazer uso inteligente das novas tecnologias.</p><p>O currículo escolar deve estimular a utilização de metodologias que sejam significativas e que alcancem os diferentes tipos de alunos, de modo a proporcionar a participação destes como sujeitos do processo</p><p>educativo.</p><p>POR QUE ESSA URGENCIA?</p><p>A Escola e suas funções</p><p>A função da escola, concebida como instituição especificamente configurada para desenvolver o processo de socialização das novas gerações, surge como garantia da reprodução social e cultural como requisito para a sobrevivência mesma da sociedade.</p><p>Por outro lado, a escola não é a única instância social que cumpre com esta função reprodutora; a família, os grupos sociais, os meios de comunicação são instâncias primárias de convivência e intercâmbios que exercem de modo direto o influência reprodutor da comunidade social.</p><p>E a escola?</p><p>A função educativa da escola, a partir do diálogo entre reprodução e mudança, oferece uma contribuição complicada mas específica:</p><p>Utilizar o conhecimento, historicamente construído como ferramenta de análise para compreender o sentido das influências que sofrem na sociedade e os mecanismos que se utilizam para sua interiorização pelas novas gerações.</p><p>Deste modo, explicitando o sentido das influências que o indivíduo recebe na escola e na sociedade, pode oferecer àquela espaços adequados de autonomia para a construção sempre complexa e condicionada do indivíduo adulto.</p><p>Assim, a função educativa da escola na contemporaneidade deve-se concretizar em dois eixos complementares de intervenção:</p><p>• Organizar o desenvolvimento das diferenças de origem, mediante a atenção e o respeito pela diversidade, e...</p><p>• Provocar e facilitar a reconstrução dos conhecimentos, como diria Wood (1984, p. 239), preparar os alunos para pensar criticamente e agir democraticamente numa sociedade democrática ou não.</p><p>ENSINAR: tornar possível uma aprendizagem;</p><p>INSTRUIR: garantir ao ensino uma aplicação imediata; instrumentalizar para a realização de uma tarefa;</p><p>EDUCAR: realizar uma prática social ou levar adiante uma ação orientada por um valor (político, social, ético, estético) assumido como relevante;</p><p>FORMAR: contribuir para a construção social da personalidade e da coletividade</p><p>PARA QUE SERVE A ESCOLA?</p><p>DOCÊNCIA: docére (ação de ensinar, instruir, mostrar, indicar, exercer o magistério).</p><p>MAGISTÉRIO: magíster (aquele que exerce autoridade moral, intelectual e doutrinal do alto clero da Igreja católica, como seu corpo magisterial ou ministerial). Magistrado, magistral, magna, mestre(a), maestro, MAGISTRA.</p><p>CORPO DOCENTE: conjunto daqueles que ensinam.</p><p>PROFESSOR: profissão daquele cujo oficio é professar uma crença, um conhecimento sobre algum assunto sobre o qual deve se constituir como autoridade.</p><p>E quem Somos nós?</p><p>Isto ocorre mediante a vivência de um tipo de relações sociais na aula e na escola, de experiências de aprendizagem, intercâmbio e atuação que justifiquem e requeiram esses novos modos de pensar e fazer</p><p>Não se consegue a reconstrução dos conhecimentos, atitudes e modos de atuação dos alunos, mediante a transmissão ou intercâmbio de idéias, por mais ricas e fecundas que sejam.</p><p>AS MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO, VEM DAS MUDANÇAS NA FORMAÇÃO DOS DOCENTES, DAQUELES QUE GUIARÃO O PROCESSO!</p><p>E então, conseguiremos realmente sair</p><p>Obrigada!!!</p><p>image2.jpg</p><p>image3.jpeg</p><p>image5.gif</p><p>image6.gif</p><p>image7.gif</p><p>image4.jpg</p><p>image1.jpeg</p><p>image8.gif</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.gif</p><p>image13.gif</p><p>image14.gif</p><p>image15.png</p><p>image16.gif</p><p>image17.gif</p><p>image18.gif</p><p>image19.png</p><p>image20.gif</p><p>image21.gif</p><p>image22.gif</p><p>image23.png</p><p>image24.gif</p><p>image25.png</p><p>image26.gif</p>