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<p>LELLA MALTA</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 2</p><p>Copyright © 2021 Lella Malta</p><p>Capa: Gabriella Malta</p><p>Linha Visual e Diagramação: Gabriella Malta</p><p>Todos os direitos reservados.</p><p>Nenhuma parte do conteúdo deste livro poderá ser utilizada ou repro-</p><p>duzida em qualquer meio ou forma, seja ele impresso, digital, áudio ou</p><p>visual sem a expressa autorização da autora.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 3</p><p>Para vovôPara vovô, que gentilmente</p><p>transmitiu-me o amor pelas palavras.</p><p>Por causa dele (e por ele), vivo este sonho.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 4</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Em uma página em branco, é possível organizar emoções, cons-</p><p>truir uma identidade própria e alcançar o protagonismo que nos é</p><p>vetado constantemente.</p><p>A escrita é um antídoto para os nossos medos. Ao entender o nosso</p><p>mundo interior fazendo uso das palavras, abraçamos com generosidade</p><p>quem somos e tiramos o poder e a voz daquele crítico interno que não</p><p>nos permite ir além.</p><p>Escrever acaba por nutrir a reflexão sobre quem somos e como pode-</p><p>mos encarar a vida.</p><p>Não corra! É impossível fugir do que vem de dentro.</p><p>As palavras, sobre o outro ou sobre si mesma, ganham vida; perso-</p><p>nagens viram gente e enredos narram estórias que trazem cores vívidas</p><p>para nossa conturbada existência.</p><p>Ao escrever, ganhamos voz. Mostramos que não apenas reproduzimos</p><p>relatos apresentados por homens como universais, mas que somos agen-</p><p>tes históricas e heroínas sem capa — exaustas, mas ainda de pé.</p><p>Nossos textos — como nosso peito aguerrido e nosso ventre bendito —</p><p>têm o poder de acolher o mundo, criam e recriam a realidade. Falam de tan-</p><p>tas Marias, de tantas Joanas! Gritam sobre o cansaço sem ponto final, sobre</p><p>as muitas vírgulas explicativas que ousam definir nossa imensidão feminina.</p><p>As palavras, ainda que individuais, iniciam um traçar cujo ponto final</p><p>é o fortalecimento da consciência coletiva, expressada por ações de em-</p><p>poderamento das mulheres e o desenvolvimento da equidade de gênero.</p><p>Brotam do nosso peito para descobrir outras muitas por aí — ou apenas</p><p>para encontrar o nosso eu há tanto tempo perdido, processo que é força</p><p>motriz para grandes transformações.</p><p>Além de praticar a escrita, precisamos também ser representadas na-</p><p>quilo que lemos. O apagamento da escrita de mulheres é uma realidade</p><p>na literatura, afinal, escrever é marcar lugar na existência — e o mundo,</p><p>construído sobre tintas do patriarcado, não tem histórico de nos convi-</p><p>dar para passear em todos os seus campos.</p><p>Este livro é um convite para que você se entregue a cada página. A</p><p>escrita é só um amontoado de palavras se você não doa seu tempo, sua</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 5</p><p>energia e suas emoções para o papel. Encare esta oportunidade como a</p><p>abertura de um canal de escuta consigo mesma.</p><p>Aconselho que a prática seja diária e que você reserve um tempo na</p><p>agenda — cerca de 15 minutos — e um horário— preferencialmente pela</p><p>manhã — em local sem distrações. Com este caderno e um lápis ou ca-</p><p>neta em mãos, permita que os pensamentos fluam sem julgamentos ou</p><p>amarras. Ou seja, questões gramaticais, ortográficas ou de coerência, de-</p><p>vem permanecer em segundo plano.</p><p>As possibilidades das palavras se tornarem ponte para o agora, para</p><p>você e para o outro são infinitas, mas nos próximos 30 dias, darei uma</p><p>pequena amostra do que você pode encontrar por aí.</p><p>Por fim, ressalto a importância de reler todos os exercícios que foram</p><p>realizados — e até repeti-los de tempos em tempos. Esse processo de re-</p><p>visitação nos auxilia a relembrar e ressignificar experiências, fazer esco-</p><p>lhas mais assertivas e alinhadas com o nosso propósito de vida e ampliar</p><p>nossa visão geral de mundo — além de nos surpreender com a forma de</p><p>expressão escolhida anteriormente.</p><p>Lembre-se: o papel, como a gente, precisa mesmo é de vida!</p><p>A escrita liberta, cura e salva.</p><p>Com carinho,</p><p>Lella Malta</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 6</p><p>DIA 1</p><p>QUAL É A SUA HISTÓRIA?</p><p>A sala está em total silêncio. Na cadeira à sua frente, diante de uma</p><p>mesa repleta de quinquilharias, um executivo de meia-idade, calvo e de</p><p>semblante fechado, aguarda a sua resposta.</p><p>Ele é todo confiança e não parece querer perder qualquer segundo do</p><p>seu dia com mais uma candidata ao emprego dos sonhos.</p><p>— Qual é mesmo a sua história? — ele repete, diante da hesitação que</p><p>você demonstra ter.</p><p>Você precisa se destacar, mostrar o seu potencial e conhecimento.</p><p>No entanto, você também quer ir além: deseja verdadeiramente en-</p><p>cantá-lo, afinal, histórias servem para isso, não é mesmo? Ademais, tudo</p><p>o que você viveu não tem como ser repetido ou comparado. Sua vida é</p><p>única como você!</p><p>Escreva abaixo a história que você gostaria de contar ao entrevista-</p><p>dor, capte sua atenção, gere uma conexão imediata, mantenha-o aberto,</p><p>atento e interessado. Use uma narrativa que mobilize o que você tem de</p><p>melhor como potencial para convencê-lo da sua importância em qual-</p><p>quer tipo de enredo — seja naquela empresa ou na vida!</p><p>Eu sei que você tem coisa boa demais guardadinha aí e que já é prota-</p><p>gonista da sua própria história. Manda ver!</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 7</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 8</p><p>DIA 2</p><p>EXAUSTÃO</p><p>“Quando são levadas em conta as tarefas domésticas, as mulheres do</p><p>mundo inteiro acabam trabalhando o dobro de horas dos homens”</p><p>A frase do livro O Mito da Beleza, de Naomi Wolf, revela o nosso trá-</p><p>gico cenário.</p><p>A verdade é que estamos cansadas de usar o look cansaço, olheiras e</p><p>muito sono.</p><p>Ao longo do processo de emancipação feminino, vestimos a fantasia</p><p>de Supermulher e fomos levadas a acreditar que somos as melhores em</p><p>multitarefa.</p><p>Somos bombardeadas por atribuições profissionais, familiares e do-</p><p>mésticas e incentivadas ao acúmulo de papéis sociais constantemente.</p><p>Para ficar um pouquinho mais difícil, o sistema patriarcal ainda nos co-</p><p>bra que sejamos eternamente jovens e bonitas — dentro dos mais cruéis</p><p>padrões existentes.</p><p>O Carnaval já passou. Que tal deixar a fantasia em casa e assumir de</p><p>vez que está exausta?</p><p>Você não faz bem muita coisa ao mesmo tempo, ninguém faz — a não</p><p>ser ler um bom livro enquanto beberica uma tacinha de vinho.</p><p>Complete as seguintes frases:</p><p>Estou cansada de...</p><p>Eu não estaria tão cansada se...</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 9</p><p>Eu trocaria a tarefa de ... por ....</p><p>Os sintomas do meu cansaço são...</p><p>Me sinto tão cansada que estou com dificuldade de...</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 10</p><p>DIA 3</p><p>UNIVERSOS DE GENTE</p><p>Viajar requer mais do que um passaporte na mão, um voo comprado</p><p>ou uma mala a postos.</p><p>O abismo cultural não faz convite, ele nos obrigada a praticar</p><p>a empatia.</p><p>Não conhecemos fronteiras ao colocar o pé na estrada, mas pintamos</p><p>linhas grossas ao nos limitar de quem nos cerca.</p><p>O paradoxo é: somos globalizados, mas individualistas; cada vez mais</p><p>cosmopolitas, mas também egoístas.</p><p>Desejamos o mundo, mas temos verdadeiros universos de gente, bem</p><p>ao nosso lado, para desbravar.</p><p>Sem falar que a forma pela qual interpretamos o outro é um reflexo do</p><p>que somos, não é mesmo?</p><p>Se pudesse estar em qualquer outro lugar do mundo, onde você estaria</p><p>agora? Quem seria o seu acompanhante? O que vocês estariam fazendo?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 11</p><p>Agora pense em alguém que você definitivamente não se dá bem.</p><p>Transforme essa pessoa em um personagem e leve-a para passear com</p><p>você em algum lugar do mundo.</p><p>Onde vocês estão e o que fazem neste momento?</p><p>Qual é o propósito do personagem que lhe acompanha?</p><p>Quais são suas vulnerabilidades?</p><p>O que o faz pensar e agir daquela forma?</p><p>Cite uma característica positiva desse personagem.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 12</p><p>DIA 4</p><p>TEMPOS PANDÊMICOS</p><p>Os dias seguem em um misto de esgotamento</p><p>e apatia. Numa inver-</p><p>são de prioridades, objetivos outros deram espaço apenas ao instinto ur-</p><p>gente de sobreviver diante do caos.</p><p>Carregamos nos ombros o isolamento, o distanciamento social e a</p><p>mudança brusca de nossas rotinas — fardo pesado para aqueles que já</p><p>escondem sob uma máscara tantos medos e inseguranças.</p><p>Mas a verdade é que a pandemia escancarou uma série de outras ques-</p><p>tões, entre elas a de que estamos cansados de não descansar. A vontade</p><p>de correr para o campo, distantes de tudo, numa reconexão com a natu-</p><p>reza, é um autoexílio sintomático de uma desconexão com nós mesmos.</p><p>Uma fuga que busca ao mesmo tempo romper com julgamentos e com</p><p>diferenças que simplesmente não admitimos mais tolerar, mas também</p><p>uma (re)descoberta de um eu sob um entulhamento de diferentes perso-</p><p>nagens que desfilamos socialmente.</p><p>A viagem como instrumento de aguçamento daquele eu, todavia, pode</p><p>se dar de outras maneiras. Uma delas a jornada interior, em que mãos, ao</p><p>contrário dos pés, podem ser pontes para o agora quando evidenciam o</p><p>poder terapêutico da escrita.</p><p>Não é apenas um elemento criativo. A escrita pode expressar emoções</p><p>reprimidas e fazer uso da catarse como ferramenta para uma mudança</p><p>terapêutica positiva, sobretudo em tempos pandêmicos. Ao organizar</p><p>ideias e pensamentos e mergulhar nas profundezas do nosso ser, ela é</p><p>capaz de revirar certezas, contribuir para o enfrentamento da ansiedade</p><p>e facilitar a dolorosa experiência do luto. É um recurso poderoso, mas</p><p>também simples e democrático, no longo e árduo processo que é o auto-</p><p>conhecimento.  Para a fadiga — pandêmica ou costumeira —, vá de papel</p><p>e lápis na mão. Acredite: as palavras podem provocar o tão sonhado des-</p><p>canso em nós mesmos.</p><p>Artigo de Lella Malta para o caderno de Política do Estadão (Estado de São Paulo)</p><p>Veiculado em 09 de junho de 2021.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 13</p><p>A pandemia nos trouxe um lembrete contundente de nossa finitu-</p><p>de. Conscientes de como somos efêmeros, mudamos nossa rotina brus-</p><p>camente, encaramos medidas de isolamento e convivemos diariamente</p><p>com o medo, a insegurança e a instabilidade. Ao pensar em tudo o que</p><p>passamos desde o início de 2020, cite 5 lições que você aprendeu ao en-</p><p>frentar tempos pandêmicos.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 14</p><p>DIA 5</p><p>CARREIRA E EXPRESSÃO</p><p>Você sabia que sua carreira profissional pode expressar a sua me-</p><p>lhor versão?</p><p>O trabalho não é sofrimento ou prazer. Isso são consequências,</p><p>emoções ou resultados. Trabalho é energia — e energia que precisa ser</p><p>reposta em algum momento.</p><p>Como todo o nosso viver, o ambiente profissional também possui</p><p>pressões, tensões e tudo o que nos move, mas também pode ser fonte de</p><p>estímulo de recursos pessoais de autoconhecimento, desenvolvimento</p><p>de lideranças engajadoras, fonte de criatividade e de realização.</p><p>Responda:</p><p>Quais foram os motivos que me fizeram decidir pela minha carreira</p><p>profissional atual?</p><p>Minhas atividades profissionais me incomodam?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 15</p><p>Quais são minhas principais frustrações quando o assunto é trabalho?</p><p>Quais são as características de uma rotina profissional coerente com</p><p>as minhas habilidades como indivíduo?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 16</p><p>DIA 6</p><p>CARTA PARA O MEU EU CRIANÇA</p><p>Para o início deste exercício, é possível que você precise da ajuda de</p><p>um familiar que guarde uma caixa recheada de lembranças. Afinal, antes</p><p>de escrever, gostaria que você colasse abaixo uma foto do seu eu criança.</p><p>COLE AQUI A SUA FOTO</p><p>Agora você redigirá uma carta direcionada exatamente ao seu eu do</p><p>passado. Não esqueça de transmitir acolhimento, aceitação e compreen-</p><p>são. Seu eu do passado, como o seu eu do presente, precisa se sentir</p><p>abraçado e querido.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 17</p><p>Olhe para a foto anterior com carinho e leve em consideração alguns</p><p>direcionamentos:</p><p>Eu desejo que...</p><p>Eu reconheço que...</p><p>Eu demonstro gratidão por...</p><p>Eu perdoo você por...</p><p>Te peço um pouco de...</p><p>Eu aconselho que você...</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 18</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 19</p><p>DIA 7</p><p>IMAGEM, AUTOACEITAÇÃO E SOFT SKILLS</p><p>O processo de autoconhecimento também passa pela autoaceitação</p><p>da nossa imagem.</p><p>Ao se olhar no espelho, se despindo da necessidade desenfreada de</p><p>se atingir padrões inalcançáveis impostos por uma sociedade doente e</p><p>aceitando nosso corpo com todas as suas curvas e marcas, acolhemos</p><p>parte do que somos com o carinho merecido.</p><p>Sim, o corpo é parte de um todo, não é tudo — independentemente da</p><p>estrutura, mobilidade, idade ou peso que tem.</p><p>Não conte calorias. Conte sorrisos, conte histórias.</p><p>Não colecione etiquetas. Pratique o desapego, invista da moda sus-</p><p>tentável, compre do pequeno.</p><p>Não incentive a competitividade feminina e fuja de comparações.</p><p>Somos únicas e muitas em uma só.</p><p>Somos lindas, inquietas, fortes, destemidas — e um corpo, mesmo tão</p><p>perfeito quanto aquele que nos veste, não é o bastante para definir a</p><p>complexidade do que somos.</p><p>Liste 10 características físicas positivas do seu corpo — vale ressaltar a</p><p>beleza dos seus cachos, o desenho do seu sorriso ou o formato do seu pé.</p><p>Agora liste 10 “presentes” que o seu corpo — e a sua mente — são capa-</p><p>zes de lhe ofertar, como escrever este exercício ou dançar um bom forró.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 20</p><p>Abaixo, marque um X nas habilidades que você já manja muito bem e</p><p>um coração naquelas que você ainda precisa desenvolver.</p><p>[ ] Comunicação eficaz</p><p>[ ] Escrita</p><p>[ ] Empatia</p><p>[ ] Colaboração</p><p>[ ] Organização e planejamento</p><p>[ ] Flexibilidade</p><p>[ ] Resiliência</p><p>[ ] Trabalhar sob pressão</p><p>[ ] Capacidade de resolver problemas</p><p>[ ] Pensamento criativo</p><p>[ ] Relacionamento interpessoal</p><p>[ ] Liderança</p><p>[ ] Inteligência emocional</p><p>[ ] Negociação</p><p>[ ] Ética</p><p>[ ] Autoconfiança</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 21</p><p>DIA 8</p><p>O QUE ME IMPEDE DE IR ALÉM?</p><p>Medo, vergonha, procrastinação, falta de tempo para experimentar o</p><p>ócio criativo?</p><p>A resposta talvez não seja tão óbvia ou imediata, mas essa restrição</p><p>retarda o seu desenvolvimento — seja pessoal ou profissional — impe-</p><p>dindo que você execute aquilo que é verdadeiramente importante na sua</p><p>vida hoje.</p><p>Derrube os seus muros, garota!</p><p>A remoção de obstáculos é, acima de tudo, um método de redução do</p><p>esforço para maximizar o resultado que você deseja obter na sua vida.</p><p>Subtraindo dos seus dias aquilo que faz você desperdiçar tempo, ener-</p><p>gia e esforço em projetos sem tanta importância e relevância, você pro-</p><p>duzirá mais e melhor aquilo que é fundamental, que te faz feliz, realiza-</p><p>da e uma mulher cada vez mais completa.</p><p>Qual é o obstáculo que atualmente te impede de ir além? Que tal es-</p><p>crever um pouquinho sobre como ele está afastando você das suas metas?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 22</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 23</p><p>DIA 9</p><p>FAZENDO O IMPOSSÍVEL</p><p>Este livro já foi apenas um sonho.</p><p>Na verdade, viver para — e da — minha escrita era algo que pare-</p><p>cia impossível para a Lella de vinte e poucos anos.</p><p>Sempre fui uma sonhadora, mas depois dos trinta, resolvi também</p><p>ser uma grande executora dos meus planos. Enfrentei uma transição de</p><p>carreira, voltei a me dedicar aos estudos, me movimentei em direção ao</p><p>meu propósito.</p><p>O livro Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll´s, narra a sur-</p><p>realista jornada de uma das heroínas mais amadas da literatura e nos</p><p>convida a viver dentro de um sonho fantasioso e irracional. Em um tre-</p><p>cho, a personagem principal diz para a Rainha Branca que “não se pode</p><p>acreditar em coisas impossíveis”. Como resposta, recebe um “ora, algu-</p><p>mas vezes cheguei a acreditar em</p><p>até seis coisas impossíveis antes do</p><p>café da manhã”.</p><p>Fomos ensinadas a viver em uma realidade que consiste em criar</p><p>limites baseados no inconsciente coletivo — com todas as suas imagens</p><p>latentes (arquétipos) e imagens primordiais (que herdamos dos nossos</p><p>ancestrais). Não somos levadas a acreditar em coisas “impossíveis”.</p><p>Você está criando uma vida a fim de corresponder ao que todas as pes-</p><p>soas já estão fazendo, ao que é possível e não “fora da caixa”?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 24</p><p>O que você pode fazer hoje para criar mais para o agora e para o futuro?</p><p>Escreva 3 ações impossíveis de serem implementadas em sua rotina hoje.</p><p>Avalie a resposta da questão 3. É realmente verdade que essas ações</p><p>são impossíveis de serem implementadas? O que você teria que mudar,</p><p>escolher e instituir a fim de que isso apareça em sua vida?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 25</p><p>DIA 10</p><p>NARRATIVA</p><p>A arte de contar histórias, verídicas ou fictícias, acompanha a evolu-</p><p>ção da humanidade.</p><p>Desde os primórdios, desenvolvemos a capacidade de expressão que</p><p>desembocou na linguagem que nos diferencia de outras tantas espécies.</p><p>As pinturas rupestres não são representações visuais e simbólicas de um</p><p>recorte da realidade? A gente faz e conta história há muito tempo.</p><p>Para uma narrativa ter sentido, no entanto, precisamos estar atentas</p><p>aos seus elementos constitutivos.</p><p>Neste exercício, proponho que você se transforme em um desses ele-</p><p>mentos: a personagem. Contudo, uma personagem bem diferente de</p><p>quem você é hoje. Ela pode viver no passado, no futuro ou mesmo no</p><p>presente, mas em outro lugar. Nome, propósito e descrição física tam-</p><p>bém não corresponderão a sua realidade de hoje. Não seja quem você é,</p><p>mas quem, em algum momento, gostaria de ser.</p><p>Qual é o seu nome?</p><p>Onde e em qual momento da história você vive? Sua personagem pre-</p><p>cisa de um tempo e lugar para existir.</p><p>Qual é a sua origem — uma grande metrópole, uma vila alpina, um</p><p>grupo de refugiados?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 26</p><p>Quais são as suas características incomuns? Um jeito de tomar café di-</p><p>ferente, mechas de cabelo candy colors, uma cicatriz no couro cabeludo?</p><p>Descreva alguns dos seus aspectos físicos.</p><p>O que te move? Qual é o seu grande propósito nesta narrativa que</p><p>está escrevendo?</p><p>Quais são seus medos e suas grandes fraquezas?</p><p>Como seria o seu tão esperado final feliz?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 27</p><p>DIA 11</p><p>MOCINHAS VELHAS</p><p>Eu sempre li romances românticos. Românticos mesmo.</p><p>Mocinho, mocinha, um problema que demora um pouquinho para ser</p><p>resolvido e puft: mais um final feliz para me entreter em dias difíceis.</p><p>Lá pelos meus 20 e poucos anos, uma amiga me indicou alguns livros</p><p>da Rachel Gibson, uma escritora norte-americana que tinha tudo para ser</p><p>a minha nova autora favorita. Ao menos foi o que a tal amiga me disse.</p><p>Quatro livros integravam aquela série. O universo criado desenvolvia</p><p>a história de também quatro escritoras que eram melhores amigas. Capa</p><p>maneira, sinopses atrativas e... mocinhas velhas.</p><p>Deixei de lado por motivos óbvios. O que mocinhas velhas teriam como</p><p>propósito? Todas não deveriam estar vivendo os seus finais felizes com</p><p>uma carreira de sucesso, um príncipe encantado ao lado, uma casa dos</p><p>sonhos e algumas crianças adoráveis e bem-educadas? Pois é. Mocinhas</p><p>velhas não deveriam ser protagonistas de nenhum romance romântico.</p><p>No dia 19 de junho de 2021, completei 34 anos. Exatamente a idade</p><p>daquelas amigas escritoras da Rachel Gibson que eu considerava velhas</p><p>demais há algum tempo.</p><p>Meu significado de sucesso é outro, questiono o papel da maternida-</p><p>de e aprendi que príncipes encantados são homens de carne e osso que</p><p>também precisam de terapia e de alguns bons modos. Casa se tornou o</p><p>lugar onde eu posso verdadeiramente ser.</p><p>E hoje sou quando escrevo.</p><p>Que ironia do destino ter me tornado uma escritora exatamente como</p><p>aquelas mulheres dos livros da Rachel!</p><p>Estou envelhecendo sim, mas nunca me senti mais jovem — princi-</p><p>palmente por ter encontrado o meu lugar de voz, de protagonismo e de</p><p>empoderamento; por usar as minhas palavras para ser todas as minhas</p><p>muitas versões e ter a idade que eu bem entender.</p><p>Ao envelhecer, paradigmas que nos acompanharam durante toda a</p><p>vida em relação a identidade de gênero são ampliados ou mais facilmen-</p><p>te reproduzidos. O envelhecer de mulheres e homens não é o mesmo,</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 28</p><p>afinal, sexo e idade são duas variáveis fundamentais para entendermos</p><p>os papéis e posições que os indivíduos ocupam na sociedade.</p><p>Sim, o processo do envelhecimento, que é natural e inevitável, traz</p><p>desafios para todos — adoecimento, solidão, perdas cada vez mais fre-</p><p>quentes —, mas para as mulheres é intensificado pelas cobranças sociais</p><p>relacionadas, sobretudo, aos padrões de beleza e de comportamento.</p><p>Você acredita que nossa sociedade estabeleça uma relação direta en-</p><p>tre beleza feminina e juventude?</p><p>Como você encara o processo de envelhecimento? Responda esta per-</p><p>gunta analisando cada uma das temáticas a seguir:</p><p>Sexualidade</p><p>Produtividade</p><p>Estética</p><p>Autoconhecimento</p><p>Morte</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 29</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 30</p><p>DIA 12</p><p>DE VOLTA AOS TEMPOS DE ESCOLA</p><p>Certamente você se lembra daquele caderno de perguntas da escola</p><p>que era capaz de trazer à tona verdadeiras revelações da nossa infância</p><p>e adolescência. Em um brochura encapado, escrevíamos uma pergunta e</p><p>enumerávamos as linhas seguintes para que nossos colegas registrassem</p><p>as suas respostas.</p><p>O caderno circulava de cá para lá, de mão em mão, de carteira em car-</p><p>teira. Promovia intrigas, desavenças, romances e todo tipo de diversão.</p><p>Ainda me recordo da sensação de ter o coração disparado cada vez que</p><p>eu passava o meu caderno — que tinha uma infinidade de cores distintas</p><p>provenientes da minha extensa coleção de canetinhas — para o garoto</p><p>que eu estava de olho. Quando chegasse na página 15 e se deparasse com</p><p>a fatídica pergunta “você gosta de alguém?”, o que ele responderia? Mais</p><p>além, lá na página 20, o que ele escreveria ao ser indagado sobre o que</p><p>achava da dona daquele caderno? Vale adiantar que, naquela época, eu</p><p>não tinha qualquer sorte no amor.</p><p>É nesse clima nostálgico que proponho revivermos o caderno de per-</p><p>guntas neste exercício. Não responda como se ainda fosse uma criança</p><p>ou adolescente, mas como você é hoje: uma mulher dona do próprio na-</p><p>riz, linda de morrer e que adora escrever.</p><p>Qual é o seu nome?</p><p>Quando e onde nasceu?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 31</p><p>Qual é o seu signo?</p><p>O que você quer ser quando crescer?</p><p>Qual é a sua maior qualidade?</p><p>Qual é o seu maior defeito?</p><p>Qual é a sua cor favorita?</p><p>Qual foi o melhor momento da sua vida?</p><p>Você gosta mais do dia ou da noite?</p><p>Você gosta mais de doce ou de salgado?</p><p>Pratica esportes? Qual é o seu favorito?</p><p>Gosta de ler? Qual é o seu livro favorito?</p><p>O que você faz para melhorar o mundo?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 32</p><p>Qual foi o seu maior mico?</p><p>Você gosta de alguém?</p><p>Quem é o seu melhor amigo?</p><p>Você prefere campo ou praia?</p><p>Qual é a sua comida favorita?</p><p>Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?</p><p>O que você acha sobre a dona deste caderno?</p><p>(no caso, você mesma!)</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 33</p><p>DIA 13</p><p>RESGATANDO MULHERES</p><p>Uma das minhas bisavós era conhecida como Vovó Dina.</p><p>Nós, infelizmente, não nos conhecemos em vida, mas resgatei há pou-</p><p>co a sua história de força, que agora desejo compartilhar com você.</p><p>Bernardina Batista dos Santos nasceu em 19 de maio de 1905 e teve</p><p>dez filhos — todos com nomes de santos. Perdeu alguns para o tifo, ou-</p><p>tros para a gripe espanhola. Meu avô materno, no entanto, ainda está por</p><p>aqui: firme, forte e lindo.</p><p>Vó Dina era</p><p>conhecida por todos como uma mulher de muita fé. Ben-</p><p>zedeira — ofício herdado de sua mãe Alexandrina—, aplicava seus co-</p><p>nhecimentos de cura para aliviar os males físicos e espirituais daqueles</p><p>que a procuravam, sobretudo de mulheres que não conseguiam engravi-</p><p>dar e buscavam realizar o sonho da maternidade.</p><p>Católica fervorosa, seu oratório era o lugar mais frequentado da casa.</p><p>Adorava fazer feijoada enquanto tomava goles de uma boa pinga. Na</p><p>sobremesa? Sempre ia de marmelada.</p><p>Por sentir muito frio nas orelhas, vivia desfilando por aí com touquinhas</p><p>na cabeça. Minha mãe diz que era a cena mais fofa do mundo vê-la assim!</p><p>Aos 78 anos, enquanto dormia tranquila, Papai do Céu a levou para os</p><p>seus braços, deixando na Terra um legado de fé, esperança e permanente</p><p>conexão com o divino e com a unidade familiar.</p><p>Vovó Dina, que a senhora sempre me benza.</p><p>E que Deus, por sua incessante intercessão, sempre me cure!</p><p>O exercício de hoje é um convite ao resgate da história de uma mulher</p><p>da sua família que já se foi. Escreva sobre essa pessoa e reconecte-se com</p><p>a sua ancestralidade.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 34</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 35</p><p>DIA 14</p><p>AUTOCUIDADO</p><p>O mundo continuará girando e girando com ou sem você. Por alguns</p><p>minutinhos, horas ou dias de afastamento da sua rotina louca e de dedi-</p><p>cação exclusiva para si mesma, ele não vai acabar. Pois é.</p><p>Para não surtar de vez, precisamos estabelecer uma rotina de auto-</p><p>cuidado — que é simplesmente o ato de adotar uma abordagem holística</p><p>à sua saúde e bem-estar, colocando-se em primeiro lugar e sendo gentil</p><p>consigo mesma. Dessa forma, o autocuidado não pode ser visto como</p><p>justificativa para uma relação contábil com a vida ou como mais uma</p><p>tarefa a ser ticada ao longo do dia.</p><p>Também não é um ato egoísta, não é frescura e nem sempre vai te</p><p>fazer gastar dinheirinhos.</p><p>Cite 5 práticas de autocuidado que já estão inseridas no seu dia a dia</p><p>e outras 5 que gostaria de adicionar para cada vez mais encontrar valor</p><p>nos momentos de pausa que geralmente são atropelados pelas deman-</p><p>das do mundo, do trabalho e da família.</p><p>- já INseridas - - quero adicionar -</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 36</p><p>DIA 15</p><p>O QUE EU NUNCA DISSE</p><p>A psicanalista e autora francesa lacaniana Catherine Millot, certa</p><p>vez disse:</p><p>ESCREVE-SE O QUE NÃO PODE SER DITO</p><p>Concordo.</p><p>Para mim, escrever também é libertar a alma do que, por algum moti-</p><p>vo, não consigo verbalizar.</p><p>Você já deve ter percebido que a escrita é um recurso valioso para</p><p>desenvolvermos a auto-observação, ou seja, a capacidade de refletirmos</p><p>sobre um amplo espectro dos próprios sentimentos e experiências — in-</p><p>cluindo conceitos sobre si mesma, valores e objetivos —, seja no tempo</p><p>presente ou no passado remoto.</p><p>A escrita nasce de uma conversa interior, mas na hora que transfe-</p><p>rimos tudo para o papel, a mão parece escrever sozinha e ganhar total</p><p>autonomia. Registramos o que não é possível de ser dito, uma extensão</p><p>de tudo aquilo que colhemos no árduo processo de autoconhecimento.</p><p>Fazendo uso da catarse, desbloqueando memórias e abrindo alçapões</p><p>psicológicos sob os quais escondemos nossos problemas, purificamos e</p><p>oxigenamos nossas emoções, permitindo que estados mais saudáveis,</p><p>mais leves e relaxados ganhem espaço.</p><p>O exercício de hoje é um convite para que você escreva algo que nun-</p><p>ca conseguiu dizer em voz alta: um desejo, uma declaração de amor, uma</p><p>situação vergonhosa. Lembre-se que este espaço é de total acolhimento</p><p>e liberdade. Entregue-se!</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 37</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 38</p><p>DIA 16</p><p>ONLINE</p><p>Na vida offline, ninguém é só bom ou ruim.</p><p>Trazemos em nossa essência como seres humanos o traço certeiro</p><p>da imperfeição.</p><p>Somos complexos até mesmo em nossas singularidades. Gigantes den-</p><p>tro de corpos que parecem ser pequenos demais para nossa imensidão.</p><p>Erramos, acertamos e seguimos, passo a passo, em direção ao ponto</p><p>final que a todos espera.</p><p>Estamos além da famosa dinâmica binária das redes sociais — curto</p><p>ou não, sigo ou não?</p><p>Somos um mosaico de pequenas partes coloridas.</p><p>Não somos esse ou aquele.</p><p>Não somos apenas um discurso, o que fazemos ou temos.</p><p>Não somos sempre, somos o enquanto.</p><p>Somos e vivemos a(na) intersecção.</p><p>Esqueça as redes sociais que você usa ou já usou.</p><p>Este é o momento perfeito para criarmos um universo virtual coman-</p><p>dado apenas por você mesma. Nele, parecer feliz não é obrigação, não</p><p>há cancelamento, algoritmos não têm poder algum e a realidade não é</p><p>maquiada por qualquer tipo de filtro. Você não se sente avaliada, julgada</p><p>ou constantemente vigiada e se relaciona apenas com quem te faz bem.</p><p>Como seria a sua biografia/descrição nesta rede social?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 39</p><p>Quem você faria questão de seguir, bater um papo e criar laços</p><p>de amizade?</p><p>Quem você jamais manteria contato?</p><p>Se tivesse que postar uma foto típica do seu dia a dia, sem qualquer</p><p>produção, como ela seria?</p><p>Em um vídeo aberto para todos os seus seguidores, o que você faria</p><p>questão de ensinar ou aconselhar?</p><p>Se tivesse que divulgar a notícia dos seus sonhos para os seus amigos,</p><p>qual seria?</p><p>Se pudesse criar um grupo para debater apenas uma temática especí-</p><p>fica, qual seria?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 40</p><p>Se tivesse a certeza de que qualquer pessoa viva neste mundo pudesse</p><p>ler sua mensagem privada, para quem e o que escreveria?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 41</p><p>DIA 17</p><p>DIÁRIO DA GRATIDÃO</p><p>Exercitar a gratidão é um caminho sem volta. Depois de inserirmos a prá-</p><p>tica no dia a dia e colhermos os seus muitos benefícios, como a redução das</p><p>emoções tóxicas e o aumento da felicidade, não largamos mais. Ao sermos gra-</p><p>tas, liberamos no organismo um neurotransmissor que gera ondas internas de</p><p>bem-estar e prazer chamado dopamina, que também atua no controle motor,</p><p>cognição e regulação de humor.</p><p>Vale ressaltar que a gratidão não está atrelada a um caráter espiritual, mas</p><p>deve ser vista, no sentido mais amplo, como um reconhecimento pelas dádivas</p><p>que nos são ofertadas diariamente.</p><p>Escreva abaixo 10 presentes pelos quais você é grata hoje. Esteja ciente de</p><p>suas emoções enquanto você “saboreia” cada um deles em sua imaginação.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 42</p><p>DIA 18</p><p>COMER, COMER</p><p>Há quem conte calorias.</p><p>Há quem controle o carboidrato.</p><p>Há quem demonize o pão, o leite, o grão de bico, o ovo e a minha escrita.</p><p>Há quem, por medo de engordar ainda “mais”, exagere na atividade física e</p><p>no jejum. Vômito, laxantes e diuréticos também valem.</p><p>Há quem faça a dieta da lua, do ovo, do abacaxi e do chá verde sem qualquer</p><p>acompanhamento profissional.</p><p>Há quem desconsidere o caráter ancestral, social, político e revolucionário</p><p>do alimento.</p><p>Há quem acredite que tudo pode estar envenenado, contaminado, estragado.</p><p>Há quem coma de forma incontrolável, mesmo sem estar de fato com fome.</p><p>Há também quem não come — por falta do pão, por sobra de pressão social</p><p>para entrar em um manequim 36.</p><p>Muitas são as dores que são levadas à mesa.</p><p>Que elas não sejam mudas — e que a comida seja sempre a nossa amiga.</p><p>Você come as suas emoções?</p><p>Quais pratos acessam suas memórias afetivas e te deixam emocionada?</p><p>Você sente culpa ou tristeza após comer?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 43</p><p>Como você descreveria a sua relação com a comida?</p><p>Se pudesse comer qualquer coisa, o que você comeria agora?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 44</p><p>DIA 19</p><p>LUTO</p><p>A vida se torna uma morte lenta, um padecimento indizível. O lamento perpé-</p><p>tuo de alguém que nada deseja, que pouco sente e que quase tudo negligencia.</p><p>Foi assim que descrevi a experiência do luto do personagem principal de</p><p>um dos meus romances, o Qual é o nome da vez?.</p><p>Matt é um viúvo fechado</p><p>em uma casca dura e solitária, sem sonhos, sem alegria, sem vida. Por trás da</p><p>quase mudez e da cara fechada, o tal mocinho se esconde em uma rotina de</p><p>bebida além da conta, recusa de ajuda profissional e constantes crises de pâni-</p><p>co. Apresentar uma perda tão significativa sob a lente masculina, foi uma das</p><p>experiências mais lancinantes do meu processo de escrita. Vivi, de mãos dadas</p><p>com o meu personagem, cada resposta emocional ao fato de ver sua esposa</p><p>inexistir prematuramente.</p><p>Se o pesar da ficção grita tamanho desalento, ainda não pode ser comparado</p><p>ao luto da vida real: um processo natural que ocorre em reação a um rompi-</p><p>mento brusco de vínculo e que a grande maioria dos indivíduos terá que lidar</p><p>mais cedo ou mais tarde no decorrer da vida. Sem tempo de duração definido,</p><p>ele pode se estender por anos e levar ao adoecimento físico e mental, caso não</p><p>haja conscientização sobre a importância do acolhimento, da desconstrução da</p><p>interdição do luto e de sua naturalização. Esquivar-se da tristeza como meca-</p><p>nismo de fuga não liberta e não cura.</p><p>Durante os tempos pandêmicos, o processo se tornou ainda mais complexo</p><p>com força de fenômeno coletivo, afinal, a morte se fez cada vez mais próxima e</p><p>escancarada em uma emergência sanitária global.</p><p>A escrita terapêutica, por sua vez, pode auxiliar o enlutado a vivenciar sua</p><p>dor emocional e adaptar-se gradualmente em um novo contexto de vida de</p><p>ausência do ente querido. Não substitui o acompanhamento psicoterapêu-</p><p>tico ou psiquiátrico, mas é mais uma ferramenta a ser inserida no cotidiano</p><p>do indivíduo a fim de acalentar o sofrimento diante da perda e equilibrar seu</p><p>estado emocional.</p><p>Um dos exercícios mais recomendados é o da escrita de uma carta para al-</p><p>guém que já se foi, registrando em um papel suas memórias, agradecimentos,</p><p>desculpas e qualquer palavra que deseja dizer hoje para a pessoa amada que já</p><p>não está presente. Que tal escrever a sua?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 45</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 46</p><p>DIA 20</p><p>FANTASMA DA PÁGINA EM BRANCO</p><p>Prazo editorial, cobrança dos leitores, problemas com construção de perso-</p><p>nagens... O bloqueio criativo, tão temido no mundo das palavras, drena a ener-</p><p>gia do escritor profissional e pode ser considerado o seu pior pesadelo.</p><p>No mundo da escrita terapêutica, no entanto, a página em branco não é um</p><p>fantasma, mas espaço de liberdade — e de muitas possibilidades.</p><p>O exercício de hoje não é guiado: escreva em uma página em branco.</p><p>Registre o que lhe vier à cabeça, seja lá o que for. Não se preocupe com esti-</p><p>lo, arte, coerência, questões gramaticais e julgamentos.</p><p>Dê passagem ao seu fluxo de pensamento.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 47</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 48</p><p>DIA 21</p><p>MONSTRO DE ESTIMAÇÃO</p><p>A escrita tem o poder de libertar os nossos monstros de estimação — aqueles</p><p>que estão nos armários mais profundos do nosso ser, escondidos nos vales do</p><p>inconsciente e revestindo com pesada armadura nossos corações.</p><p>Há quem cuide de um monstrinho chamado exaustão, há quem viva uma re-</p><p>lação de amor e ódio com um outro que se chama ansiedade. Tem monstro que</p><p>é gente, tem monstro que é medo, tem monstro que a gente sabe que existe,</p><p>mas nem conhece direito.</p><p>Diga aí, qual é o nome do seu monstro?</p><p>Que tal dar uma de Tarsila do Amaral, ou até de Frida Kahlo, e desenhar esse</p><p>terrível ser neste espaço abaixo?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 49</p><p>Onde o seu monstro vive?</p><p>Qual é o alimento preferido dele?</p><p>Como ele cresceu a ponto de ganhar tanto espaço em seu armário?</p><p>É preciso vencê-lo ou torná-lo um aliado?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 50</p><p>DIA 22</p><p>AUTORRESPONSABILIDADE</p><p>Melhor do que um mergulho em águas cristalinas, é aquele em si mes-</p><p>ma — sem volta e sem fim.</p><p>Refletindo sobre nossas crenças limitantes, sobre os padrões de vida</p><p>que reproduzimos e as escolhas que outrora fizemos.</p><p>Alinhando nossas decisões com o propósito que definimos, organi-</p><p>zando metas e sonhos, desenvolvendo novos hábitos e rotinas.</p><p>Reprogramando nossa mente a fim de controlar emoções positivas e</p><p>negativas.</p><p>Acolhendo tudo o que somos.</p><p>Tomando para si a responsabilidade de fazer, acontecer e ser feliz.</p><p>Quais são as maiores desculpas que conto para mim mesma?</p><p>Costumo assumir o papel de vítima ou vencedora diante da vida?</p><p>Prefiro me calar ou criticar as pessoas que estão ao meu redor?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 51</p><p>Costumo justificar os meus erros ou aprender com eles?</p><p>Minha rotina é movida pelo sentimento de culpa ou pela busca por</p><p>soluções para cada um dos meus problemas?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 52</p><p>DIA 23</p><p>MATERNIDADE</p><p>“Uma mulher espera mais substância de sua mãe do que</p><p>de seu pai, ele vindo em segundo.”</p><p>J. Lacan</p><p>“Não se pode compreender uma mulher, a não ser considerando-se</p><p>a fase de sua ligação pré-edípica à sua mãe.”</p><p>Freud</p><p>“Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto.”</p><p>Cris Guerra</p><p>“A criança inscreve-se no destino reservado</p><p>pela mãe à sua falta como mulher”</p><p>Malvine Zalcberg</p><p>“A maternidade é uma dádiva maravilhosa, mas não</p><p>seja apenas definida por ela. Seja uma pessoa completa.</p><p>Vai ser bom para a sua filha.”</p><p>Chimamanda Ngozi Adichie</p><p>“O ideal materno oscila entre a mãe sacrificada, a serviço da</p><p>família e das crianças, e a superwoman capaz de conseguir tudo</p><p>conciliando trabalho e criação dos filhos.”</p><p>Esther Vivas</p><p>“Exploram as mulheres e elas se deixam explorar em nome do amor.”</p><p>Simone de Beauvoir</p><p>“Não há como ser uma mãe perfeita, há um milhão de</p><p>maneiras de ser uma boa mãe.”</p><p>Jill Churchill</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 53</p><p>A relação entre mãe e filha é idealizada. Vivemos sob um contrato</p><p>implícito de que todas as filhas devem eterna gratidão às mães. Se es-</p><p>pera das mães, em contrapartida, dedicação exclusiva e uma espécie de</p><p>anulação do seu eu. Quando as exigências não são cumpridas, o conflito</p><p>é instalado — acompanhado de culpa e sofrimento.</p><p>Também há, no inconsciente coletivo, a difusão da maternidade com-</p><p>pulsória — a ideia de que a mulher jamais será completa se não puder ou</p><p>não desejar ser mãe.</p><p>Mães podem se sentir solitárias, obrigadas a amar a maternidade im-</p><p>posta, culpadas por sofrerem diante de uma realidade que pode tolher</p><p>sua individualidade e liberdade.</p><p>Filhas podem conviver com as dores de ter uma mãe narcisista, tó-</p><p>xica, ausente.</p><p>Até mesmo nas relações saudáveis, conflitos sempre estarão presentes.</p><p>Diante de tantos padrões inatingíveis, exigências e expectativas, o ob-</p><p>jetivo do exercício de hoje é explorar um pouco a questão da maternidade.</p><p>Toda mulher nasceu para ser mãe – verdade ou construção social?</p><p>Uma mulher sem filhos jamais será completa?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 54</p><p>O que eu gostaria de dizer para a minha mãe hoje?</p><p>Se eu tivesse a certeza de que minha mãe me dissesse a mais pura ver-</p><p>dade, sem qualquer tipo de filtro, o que eu perguntaria a ela?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 55</p><p>DIA 24</p><p>TEMPESTADE DE PALAVRAS</p><p>O exercício de hoje é quase um jogo, por isso, espero que você tam-</p><p>bém se divirta.</p><p>Vou oferecer uma palavra e você, permitindo que o pensamento corra</p><p>em seu fluxo natural, escreverá ao lado qualquer outra palavra que ve-</p><p>nha à sua mente.</p><p>Vamos lá?</p><p>MORTE</p><p>HOMEM</p><p>SEXO</p><p>CHUVA</p><p>SAUDADE</p><p>BALANÇA</p><p>PÁSSARO</p><p>DINHEIRO</p><p>VIAGEM</p><p>VESTIDO</p><p>ADEUS</p><p>CAMINHO</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 56</p><p>CORAGEM</p><p>HONESTIDADE</p><p>CARREIRA</p><p>AGENDA</p><p>CRIANÇA</p><p>VERGONHA</p><p>ESCOLA</p><p>AMIZADE</p><p>SONHO</p><p>ORGULHO</p><p>MEDO</p><p>AZUL</p><p>INFINITO</p><p>RECOMEÇO</p><p>PRIMAVERA</p><p>SORRISO</p><p>SILÊNCIO</p><p>CASTIGO</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 57</p><p>DIA 25</p><p>ROTINA</p><p>Outro dia fui fazer check</p><p>up médico e dar aquela geral no coração.</p><p>Antes do teste ergométrico, ao preencher o meu perfil, a doutora in-</p><p>dagou: sua rotina é calma ou estressante? Pergunta rotineira nas avalia-</p><p>ções médicas, mas que me fez refletir sobre todas as mudanças vivencia-</p><p>das nos últimos tempos.</p><p>Respondi sem peso ou culpa:</p><p>— Ela é calma, doutora.</p><p>Eu nunca havia dado esta resposta tão libertadora antes. Por vezes,</p><p>em outra vida, cheguei até a estufar o peito para dizer o quanto meu</p><p>trabalho era duro e estressante — valorizando meu cansaço constante, a</p><p>falta de tempo na agenda, a lista de problemas a serem solucionados em</p><p>um curto espaço de tempo e toda a pressão que me consumia.</p><p>Pois é, vivemos em um mundo que parece enaltecer o estresse, já</p><p>percebeu?</p><p>Agora é a sua vez!</p><p>Minha rotina é calma ou estressante?</p><p>Eu romantizo o estresse, o cansaço e a produtividade em excesso?</p><p>Eu me considero uma pessoa plenamente saudável?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 58</p><p>Tenho cuidado da minha saúde?</p><p>Tenho tempo para dormir, descansar e experimentar o ócio criativo?</p><p>Se um exame pudesse captar todos os sentimentos que hoje enchem</p><p>o meu peito, o que ele encontraria?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 59</p><p>DIA 26</p><p>TESTAMENTO</p><p>Hoje é dia de elaborar o seu testamento.</p><p>Não é permitido, entretanto, que ele contenha bens ou posses.</p><p>Você registrará apenas 5 conselhos gerais que serão deixados para to-</p><p>dos aqueles que permanecerem vivos após a sua partida.</p><p>Pense sobre os ensinamentos que a vida lhe trouxe.</p><p>Não esqueça de ser empática e fazer uso de palavras construtivas.</p><p>1.</p><p>2.</p><p>3.</p><p>4.</p><p>5.</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 60</p><p>DIA 27</p><p>LADRÕES DE ENERGIA</p><p>Você já parou para pensar que alguns hábitos interferem direta-</p><p>mente em sua energia vital e que as sensações de fracasso, desânimo</p><p>e desorganização podem desaparecer da sua rotina com algumas mu-</p><p>danças assertivas?</p><p>Abaixo você encontrará alguns dos drenos de vigor mais comuns. É</p><p>dia de escrever sobre eles!</p><p>Costumo reclamar muito e sobre quase tudo? Se sim, sobre o que mais</p><p>reclamo nos últimos dias?</p><p>Mantenho pensamentos obsessivos sobre determinados temas que</p><p>consomem a força que deveria ser utilizada em atitudes concretas? Se</p><p>sim, esses pensamentos estão ligados a quais temáticas?</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 61</p><p>Costumo me comparar aos outros? Se sim, de que forma?</p><p>Estou endividada, com contas atrasadas? Se sim, como eu poderia so-</p><p>lucionar essa situação?</p><p>Na listinha de atitudes autodestrutivas abaixo, marque todas as alter-</p><p>nativas que estão presentes em sua vida neste momento:</p><p>( ) Procrastinação</p><p>( ) Abuso de álcool e/ou drogas</p><p>( ) Automutilação</p><p>( ) Compulsão alimentar</p><p>( ) Autossabotagem</p><p>( ) Isolamento social</p><p>( ) Compras por impulso</p><p>( ) Descaso com a saúde</p><p>( ) Dificuldade em falar não</p><p>( ) Desvalorização do sono</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 62</p><p>DIA 28</p><p>A FORÇA DO PERDÃO</p><p>Todas nós temos um perdão guardado em algum lugar esperando o</p><p>dia perfeito para ser oferecido.</p><p>Bom, parece que esse dia chegou!</p><p>Perdoar não é esquecer, é ainda que mantendo o fato na memória,</p><p>sejamos capazes de não sofrer e olhar para o passado com objetividade</p><p>e clareza.</p><p>O processo exige um investimento interno e passa pelo avanço de</p><p>consciência por outras percepções, fazendo com que enxerguemos o</p><p>ocorrido de um outro modo. Para perdoar de verdade, é preciso olhar</p><p>para dentro, praticar o desapego gradual e contínuo daquilo que nos fez</p><p>sofrer e estar pronta para doar o seu direito de estar ressentida.</p><p>O perdão reestrutura o seu eu, fazendo com que emoções negativas</p><p>encontrem espaço de ressignificação e purificação.</p><p>Abraçamos o crescimento e a maturidade, impossibilitamos que uma</p><p>situação do passado diminua o impacto da felicidade no presente e sau-</p><p>damos uma vida mais leve, sadia e construída a partir de recomeços.</p><p>A carta de hoje será direcionada a alguém que você precisa perdoar.</p><p>Ainda que ela jamais seja fisicamente entregue, este exercício é prova de</p><p>que hoje você está abrindo mão da dor que sente, transformando-a em</p><p>algo positivo e construtivo.</p><p>Liberte-se!</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 63</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 64</p><p>DIA 29</p><p>O MUNDO E EU</p><p>Somos seres sociais por natureza — mais felizes, mais leves e mais</p><p>completos quando temos uma poderosa e sólida rede de apoio.</p><p>Essa rede é formada por pessoas, grupos, comunidades e instituições</p><p>que sempre estão ali quando precisamos, a partir da convivência e de</p><p>trocas afetivas e sendo constituída por laços e vínculos de segurança</p><p>e confiança.</p><p>Nos retângulos abaixo, escreva o nome de 3 pessoas/grupos/comuni-</p><p>dades/instituições que fazem parte da sua rede de apoio, destacando nas</p><p>linhas correspondentes a importância de cada uma delas quando você se</p><p>sente vulnerável ou com dificuldade de encontrar alternativas para um</p><p>determinado problema.</p><p>EU</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 66</p><p>DIA 30</p><p>FINAL FELIZ</p><p>Em um confortável banco de madeira, você observa o movimento das</p><p>folhas que balançam contra o vento. É um fim de tarde frio e silencioso.</p><p>Você está com 98 anos de idade e sabe que tem apenas mais alguns</p><p>dias de vida.</p><p>Em sua mente, uma retrospectiva é feita e toda a sua história aparece</p><p>diante dos seus olhos: seus muitos amores, sua família, seu trabalho,</p><p>todos os bons e maus momentos que lhe trouxeram até aqui.</p><p>Você pensa: nada poderia me amadurecer tanto quando o enfrenta-</p><p>mento da própria mortalidade!</p><p>Com este cenário em mente, complete as frases a seguir:</p><p>O meu final poderia ser mais feliz se...</p><p>Se pudesse nascer novamente, eu...</p><p>Eu gostaria de ter sido mais...</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 67</p><p>Eu não deveria ter me preocupado tanto com...</p><p>Eu gostaria de ter tido mais coragem para...</p><p>Eu deveria ter passado mais tempo com...</p><p>30 dias de escrita terapêutica - lella malta • 68</p><p>SOBRE A AUTORA</p><p>Lella Malta, desde sempre, ama as palavras. É única, mas muitas em</p><p>uma só: cientista social, escritora, preparadora literária e terapeuta de</p><p>escrita expressiva.</p><p>Atualmente se dedica ao estudo da Psicanálise e da Psicologia Positiva.</p><p>É louca por literatura, viagens, gastronomia e vinhos.</p><p>Usa a escrita para transformar vidas e acredita no poder das palavras</p><p>como instrumento terapêutico no processo de autoconhecimento.</p><p>Contato</p><p>Instagram @lellamalta</p><p>E-mail: oilellamalta@gmail.com</p>

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