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Agentes Infectoparasitários II 
CRIPTOCOCOSE
Isabella Benayon, Raissa Ferreira e Natanael Lopes
Turma 1.2
Universidade do Estado do Amazonas
Conceito
Agente etiológico
Transmissão
Manifestações clínicas
Patogenia
Tratamento
Epidemiologia
Diagnóstico
Diagnóstico diferencial
Artigos
Sumário
 Criptococose é uma
infecção levedurótica de
caráter oportunista.; 
 Foco primitivo =
pulmonar;
 Pode disseminar-se para
o sistema nervoso
central, pele, mucosa,
ossos e vísceras. 
Conceito
CRIPTOCOCOSE
Blastomicose
Europeia
Doença de
Busse-Buschke
Torulose
SIDRIM & ROCHA, 2004; REGO, 2019. 
 Isolado e identificado
pela 1º vez em 1894 na
Alemanha;
 Confusão taxônomica -
Saccharomyces, Tolura e
Cryptococcus;
 Cryptococcus 
neoformans em 1950;
 Variedades: neoformans¹
e gattii²;
Agente etiológico
¹Excretas de pombos;
²Árvores em decomposição
(regiões tropicais e
subtropicais).
SIDRIM & ROCHA, 2004; REGO, 2019. 
Fonte: Canva Fonte: Canva
 Não existe transmissão
inter-humana dessa micose,
nem de animais ao homem;
 Os seres humanos estão
expostos à doença por meio
da inalação dos fungos
causadores da Criptococose.
Transmissão
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023.
Fonte: FREITAS, 2019.
Manifestações clínicas
Criptococose pulmonar
Pulmonar regressiva
Pulmonar progressiva
Criptococose disseminada
SIDRIM & ROCHA, 2004. 
Manifestações clínicas
Criptococose pulmonar
 Pulmonar regressiva:
infecção primária,
assintomática, diagnóstico
achado casual (nódulos
residuais pulmonares).
 Pulmonar progressiva: 10%
dos casos, lesão cística,
massa repleta de células
fúngicas com sintomatologia
inespecífica e escassa.
SIDRIM & ROCHA, 2004. 
Fonte: Canva Fonte: SILVA et al., 2016.
Manifestações clínicas
 90% dos casos;
 Disseminação hematogênica;
 Manifestações unifocais
cutâneas ou ósseas + lesões
pulmonares e/ou do SNC;
 Progredir da lesão no SNC =
redução/perda de visão,
hipertensão intracraniana e
hidrocefalia 
Criptococose disseminada
Os
te
om
ie
li
te
cr
ip
to
có
ci
ca
SIDRIM & ROCHA, 2004. 
Patogenia
 Os três principais fatores de
virulência são: termotolerância,
síntese de melanina e presença
de cápsula;
 Síntese de manitol no fungo;
 Secreção de proteinases;
fosfolipase; urease; metabolismo
de inositol.
PINHEIRO, 2019.
Fonte: PINHEIRO, 2019.
Tratamento
 A Anfotericina B em
associação com outro
antifungico é utilizada para
casos disseminados da
doença;
 Fluconazol e Itraconazol
podem ser usados em
associação com a
Anfotericina em
imunodeprimidos. 
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023.
EPIDEMIOLOGIA
 A criptococose ocorre como
primeira manifestação
oportunista em cerca de 4,4%
dos casos de AIDS no Brasil;
 
 A C. neoformans associada à
AIDS predomina nas regiões
Sul, Sudeste e Centro-Oeste
do Brasil;
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023.
EPIDEMIOLOGIA
 O perfil epidemiológico da
criptococose nas Regiões
Norte e Nordeste atinge
principalmente crianças e
indivíduos jovens nativos,
afetados com alta letalidade
pela variedade endêmica C.
neoformans var. gattii; 
MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2023.
DIAGNÓSTICO
 A associação de quadro
clínico de acometimento do
SNC com pneumonia
inespecífica meses antes ou
com achado de lesão pulmonar
regressiva deve levantar a
suspeita de criptococose.
 Em indivíduos sem evidência
de fator predisponente, todo
quadro de meningoencefalite
subaguda e crônica deve ser
submetido a investigação
laboratorial para
criptococose.
DIAGNÓSTICO
 Radiografia de tórax; 
 Cultura e pesquisa direta
de fungos no escarro,
hemocultura, histopatologia
e antígeno criptocócico
sérico;
Forma Pulmonar
 Punção lombar e exame do
líquor (LCR): Culturas em
líquido cefalorraquidiano.
Meningite Criptocócica
DIAGNÓSTICO
 Levedura capsulada em
preparações com tinta
nanquim a partir de 
raspados de lesões cutâneas
e fragmentos de tecidos.
Histopatológico Imunológico
 Consiste na pesquisa de
antígenos capsulares 
polissacarídeos através de
aglutinação de partículas de
látex sensibilizadas;
 Sangue, LCR, urina, LBA.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
 Pulmonar: 
Paracoccidioidomicose Actinomicose Tuberculose Câncer de pulmão
Meningoencefalite:
NeurocisticercoseMeningite sifilítica
Cutânea:
Acne Úlceras crônicasCarcinoma epidermóideSífilis
ARTIGOS
Criptococoma Cerebral em Paciente
Imunocompetente: Relato de caso
 Mulher de 42 anos; 
 Imunocompetente, com exame
neurológico normal;
 Cefaleia, náuseas, vômitos
e crise epiléptica parcial
simples; 
 Neuroimagem evidenciou
lesão expansiva frontal
hipointensa;
 Grande semelhança entre o
criptococoma e algumas
neoplasias = necessidade de
diagnósticos diferenciais;
 Mau prognóstico e
tratamento tardio.
CHERAIN et al., 2020.
Descrição clínica de um caso de Criptococose
associado a Linfoma Não Hodgkin de células B
 Maior risco de infecção por
Cryptococcus neoformans; 
 Dificulta a melhora clínica
e a resposta ao Fluconazol;
 Monitoramento da função
hepática;
 Paciente presumivelmente
imunocompetente;
 Diagnóstico de Linfoma tipo
B não Hodgkin feito no
decorrer do tratamento da
neurocriptococose;
 Sinais de meninginismo,
linfoadenomegalia inguinal
bilateral e esplenomegalia
grau II;
SOUZA et al., 2022.
Vasculite Parainfecciosa por
Neurocriptococose: Relato de Caso
 C. neoformans e C. gattii
mais relacionados à infecção
em humanos
 Acometimento de individuos
imunossuprimidos
 Pulmão é o mais acometido
mas pode atingir o SNC
(principal forma
extrapulmonar)
Introdução
 Em raros casos temos a
vasculite cerebral 
 Infartos cerebrais em
capsula interna, talamo e
nucleos da base 
JESUS et al., 2023.
Vasculite Parainfecciosa por
Neurocriptococose: Relato de Caso
 Mulher, 56 anos com quadro
súbito de ptose no olho
esquerdo, diplopeia e
cefaléia intensa
 LES e SAAF
 Ressônancia magnética de
crânio --> AVC isquêmico
agudo no mesencéfalo
Relato de caso
JESUS et al., 2023.
Vasculite Parainfecciosa por
Neurocriptococose: Relato de Caso
 LES aumenta o risco de
infecção --> defeitos
imunológicos e terapia
imunossupressora
 LES pode gerar
comprometimento imunologico
direto inclusive por estar
associado ao SAAF
Discussão
 O estudo do líquido
cefalorraquidiano é
essencial
 Utilização da tinta da
China e sua importância 
 Inicialmente o AVC foi
tratado como complicação da
doença 
JESUS et al., 2023.
SIDRIM, J. J. C. & ROCHA, M. F. G. Micologia médica à luz
de autores contemporâneos. Rio De Janeiro: Guanabara
Koogan, 2004.
REGO, M. F. et al. Análise bibliográfica dos principais
aspectos da criptococose. Brazilian Journal of Health
Review, v. 2, n. 4, p. 3797–3807, 2019.
BRASIL. Criptococose. Ministério da Saúde. Disponível em:
<https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-
z/c/criptococose>. Acesso em: 12 de ago. 2023.
Referências bibliográficas
FREITAS, A. L. D. Análise do efeito antifúngico de
compostos sintéticos sobre Cryptococcus spp. 2019, 97 p.
Dissertação (Mestrado em Biotecnologia) – Instituto de
Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo, São Paulo.
SILVA, P. S. M. P.; MARCSICO, G.A.; MARINE, J.; LOUREIRO,
G.L.; et al. Criptococose pulmonar em paciente
imunocompetente. Relatos Casos Cir.2016;(4):1-4
PINHEIRO, S. B. Aspectos clínicos e moleculares da
criptococose em pacientes não HIV no Estado do Amazonas.
2019. 89f. Dissertação (Mestrado em Ciências
Farmacêuticas) - Universidade Federal do Amazonas.
Amazonas, 2019.
Referências bibliográficas
JESUS, P. A. P. et al. Vasculite Parainfecciosa por
Neurocriptococose: Relato de Caso. Rev. Cient. HSI
2023;Jun(7):86-89, 2023.
CHERAIN, L. G. G. et al. Brain Cryptococcoma In
Immunocompetent Patient - A case report. J Bras Neurocirur
31(4): 353-356, 2020. 
SOUZA, L. R. et al. Descrição clínica de um caso de
Criptococose associado a Linfoma Não Hodgkin de células B.
Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 15, n. 6, p. e10385, 2
jun. 2022.
Referências bibliográficas

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