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Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Anamnese Neurológica Particularidades da anamnese neurológica: ● Forma de instalação e evolução da doença → aguda ou crônica? ○ Aguda→ AVC, guillain-barré ○ Crônica→Parkinson, síndromes demenciais ● Transtornos paroxísticos – filmar! ○ Em crises ○ Cefaléia, epilepsia, neuralgia do trigêmeo ● Avaliação de comorbidades psíquicas ● História familiar Ao avaliar um órgão, avaliamos sua função: ● Existe disfunção? Onde está? Qual a causa? Questionamentos fundamentais ● Existe comprometimento do SN? ● O processo é focal, multifocal ou difuso? ● Qual a causa do processo mórbido? Raciocínio diagnóstico ● Diagnóstico sindrômico → ex.: síndrome piramidal deficitária de predomínio crural ● Diagnóstico topográfico → no giro pré-central na parte medial ● Diagnóstico patológico→ trombo ● Diagnóstico etiológico→ AVC Exame Físico Antropometria ● Peso e estatura ● Perímetro cefálico Exame físico: ● Geral ● Regional→ crânio, face, coluna vertebral e pele ● Observar se há lesões lesões de pele devido a formação embrionária do SN, proveniente da ectoderme.→Neurofibromatose Estado mental funções corticais superiores ● Mini-mental e avaliação geral ● MOCA Inspeção estática Atitude ● Inspeção de um segmento corporal até o aspecto geral do paciente na posição deitada, sentada ou de pé. ● Observar se existe alguma deformidade → cifose, pescoço curto, escoliose ou cifoescoliose, torcicolo, pé cavo, implantação das orelhas, estatura, teleangiectasias… Fáceis→ mímica facial Alteração do formato do crânio Presença de mov. anormais ou involuntários Postura → posição relativa de várias partes do corpo entre si e com o meio ● Decúbito ● Sentado ● Ortostase Equilíbrio estático → dinâmica postural durante a estática a fim de prevenir quedas ● Ortostase ○ Olhos abertos→ 100% aos 3 anos ○ Olhos fechados ■ 52,5% aos 3 anos ■ 92,5% aos 4 anos ○ Sinal de Romberg → propriocepção → fascículos grácil e cuneiforme ■ Estereotipado → vestibular → cai p lado da lesão ■ Cerebelar→ cai p lado da lesão tbm ■ Estérico→ não cai fica todo errado 1 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Teste de tração do pronador → paciente em posição vertical com os braços estendidos para a frente ● Sinal de esgrimista em neonato ● Cifose/lordose ● Instabilidade corporal Inspeção Dinâmica Marcha: ● Cerebelo, núcleos da base, córtex motor primário (giro pré-frontal), propriocepção ● Deve ser realizado com o paciente despido ou em trajes sumários. ● O examinador deve olhar a marca dentro de uma perspectiva global, para em seguida observar os pormenores. ● Algumas manobras podem ser empregadas: ○ Pedir para o paciente lentificar ou acelerar a marcha ○ Executar meia volta durante a marcha ○ Andar sobre a ponta dos pés e sobre os calcanhares ○ Andar de lado e para trás ○ Subir e descer escadas ○ Andar de olhos fechados para frente e para trás ● Marchas patológicas: ○ Marcha paraparética espástica→ marcha em tesoura → paciente caminha traçando, com o membro inferior comprometido, um semicírculo ou movimento de circundação → lesão no primeiro neurônio motor ou medular → síndrome piramidal bilateral ■ Doença de Little ○ Marcha escarvante ou do pé caído ou digitígrada → encosta a ponta do pé primeiro → Arrastam os pés ou elevam-no bem alto, com joelhos flexionados trazendo ao chão de maneira que faça uma batida. Patologia: fraqueza nos músculos peroneais e tibial anterior; DOENÇAS DO NEURÔNIO MOTOR INFERIOR. → nervo fibular inferior ○ Marcha atáxica da síndrome cordonal posterior (ataxia sensitiva) → base mais larga, desequilíbrio → paciente caminha olhando para o solo para regularizar os movimentos incoordenados dos membros inferiores através do contato visual. → soldado, alteração na propriocepção ○ Marcha anserina → estilo gravidinhas → O paciente dá um passo e o quadril oposto cai. → Patologia: Fraqueza dos músculos da cintura pélvica, devido a distrofia muscular ou luxação de quadril. ○ Marcha parkinsoniana → postura anterofletida, arrastando os pés e passos encurtados → arteriosclerose cerebral avançada tbm! ○ Hemiparesia espástica → Andar com um braço flexionado imóvel e pŕoximo ao corpo. A perna fica esticada com flexão plantar do pé. Patologia: doença do trato corticoespinhal, AVC. ○ Marcha cerebelar ou do Ébrio ou ataxia cerebelar → Oscilante, instável e de base larga; com dificuldade de fazer curvas. → doenças cerebelares ou dos tratos associados. ○ Marcha tabética ou talonante → Mantém o olhar fixo ao chão, levanta abruptamente os MMII e ao serem realocados, os calcanhares tocam o chão pesadamente (lembra a marcha dos soldados). → Patologia: lesões no nervo fibular, nos nervos periféricos, radiculites, polineurites e poliomielites que impede a dorsiflexão dos pés. Neurossífilis (tabes dorsalis) e lesão do cordão posterior da medula (proprioceptiva). ○ Marcha hemiplégica espástica → ceifante → andar num riacho contra a correnteza, puramente espástico ou paretoespástico (passos curtos e podendo apresentar inclinações do tronco para avançar) ○ Síndrome vestibular → marcha em estrela (lateropulsão) ○ Marcha antálgica ou laudatória → lombociatalgia ○ Marcha apráxica (como se estivessem presos no solo) → HPN (hidrocefalia de pressão normal e distúrbios degenerativos no geral) ○ Marcha histérica → a mais bizarra que tem→ camptocormia (tronco fletido para frente em quase 90º) ○ Ataxia e abasia → não consegue ficar de pé e nem deambular 2 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Amplitude dos movimentos ● As doenças que comprometem o sistema nervoso e musculo-esquelético podem cursar com alteração da amplitude de movimentos, sem que haja alteração da força muscular. ● Pede-se ao paciente para realizar movimentos amplos, como elevação e rotação dos membros superiores, elevação dos membros inferiores e movimentos com o pescoço e o tronco ● Parkinson→ diminuído ● Coreia→ aumentado Força Manobras de contraposição → o paciente executa manobras contra a oposição do examinador Manobras deficitárias → quando a diminuição da força é sutil ou quando o paciente não colabora ● Manobra de braços estendidos: ○ Déficit sutil→ primeiro prona e depois cai ○ Lembrar dos dedos separados ● Ver no Sanvito Manobras: ● Manobra do pára-quedas (reflexo primitivo) ● Rechaço ● Manobra de beira leito Grau de força ● Paralisia ou plegia → ausência de movimentação voluntária ● Paresia→ déficit parcial da movimentação voluntária ● Plegia ● Contração Havendo dúvida eu faço manobra deficitária ● Manobra dos braços estendidos → Paciente sentado ou em pé deve manter seus membros superiores estendidos e dedos separados. Depois de 1 min, segundo o grau de déficit motor, o membro apresenta oscilações e tende a baixar lenta e progressivamente. ● Manobra Raimiste → Com o paciente em decúbito dorsal, os antebraços são fletidos sobre os braços em ângulo reto e as mãos são estendidas com os dedos separados. Em caso de déficit motor, a mão e o antebraço do lado comprometido caem sobre o tronco de modo lado ou lento. Manobra útil para testar musculatura distal. ● Manobra de Mingazzini→Paciente em decúbito dorsal flete as pernas em ângulo de reto sobre as coxas e esta sobre a bacia. Em caso de déficit essa posição não se mantém por muito tempo, apresentando oscilação ou queda das pernas, da coxa ou de ambos segmentos. ● Manobra de Barré → Paciente em decúbito ventral, com pernas fletidas formando ângulo reto com a coxa. Em caso de déficit, ocorre oscilação ou queda, imediata ou progressiva, de uma ou ambas as pernas. ● Prova da queda do membro inferior em abdução → Com o paciente em decúbito dorsal, as pernas fletidas sobre as coxas, mantendo-se o apoio plantar bilateral sobre o leito, formando um ângulo reto entre os membros inferiores e o tronco. Em caso de déficit, surge queda do membro em abdução de maneira progressiva ou imediata. ● Prova da mão escavada Hemiparesia dupla● Depende da forma de instalação → Como em dois AVCs com acometimento de um lado e em seguida o outro lado DIstúrbios: ● Disparesia ● Parafraseia crural ● Paraparesia braquial ● Monoparesia braquial ● Monoparesi crural 3 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Tetraparesia ● Hemiparesia dupla Sensibilidade Tato protopático ● Grosseiro ● Tato que não consegue discriminar Tato epicrítico ● Fino ● Discriminativo Temperatura Dor ● Agulha de ponta romba, tampa de caneta, palito de dente Palestesia ● Vibratória ● Uso do diapasão → Colocado nas eminências ósseas (joelho, cotovelo, processo estilóide do rádio, crista ilíaca, maléolos) Propriocepção consciente ● Noção do corpo com o espaço e dos segmentos corporais com o corpo ● Olhos fechados e questionar sobre a posição dos quiro e pododáctilos Artrestesia ● Gira gira e para de um lado para ver qual local parou→ testa propriocepção 🚨 SEMPRE Comparar lados e proximal com proximal, distal com distal! Exteroceptiva → veicula estímulos externos → visão, audição, paladar, olfato e sensibilidade cutânea Proprioceptiva→ posição do corpo e dos seguimentos Interoceptiva→ vísceras e vasos sanguíneos Divididas em superficiais (sensibilidade tátil, térmica, dolorosa e discriminação táctil) e profundas (vibratórias, cinético-postural, barestésica, dolorosa profunda e estereognósica) ● A sensibilidade tátil deve ser pesquisada utilizando um cotonete/algodão, a dolorosa com um palito de dente, e a térmica com materiais quente e frio ● Sensibilidade profunda ○ Cinético-postural → índex-nariz; calcanhar-joelho. Mover o hálux e o paciente falar a forma com q ele está ○ Vibratória→ diapasão ○ Barestésica ou sensibilidade à pressão → aplicar uma pressão progressiva com um dedo ○ Dolorosa à compressão profunda: pesquisada mediante compressão das massas musculares, nervos de tendões não provoca dor ○ Localização e discriminação táteis→ estímulo único ou duplo? onde ele é? desenhar uma letra na mão do paciente ○ Sensibilidade estereognósica → indivíduo de reconhecer objetos à palpação Distúrbios: ● Hipoestesia→ perda parcial da sensibilidade ● Anestesia→ perda total da sensibilidade ● Hiperestesia→Aumento da intensidade ● Parestesia → sensações espontâneas de dor, adormecimento, formigamento, picadas ou de queimação ○ Neuropatia diabética ○ Dormência negativa ○ Formigamento positiva ● Alodínia → percepção anormal da dor a partir de estímulo não doloroso ○ Fibromialgia, enxaqueca crônica ● Disestesia→ má interpretação do estímulo cutâneo ○ Sensação desagradável com alguma superfície que não causaria em outra situação, como meia, lençol ● Hiperpatia→AVC talâmico Tratos envolvidos: ● Grácil e cuneiforme→ tato epicrítico e propriocepção ○ Grácil MMII ○ Cuneiforme MMSS ● Espinotalâmico lateral→ dor e temperatura ● Espinotalâmico anterior→ tato protopático ● Dor e temperatura cruza imediato ● Tato protopático cruza em 2-3 níveis acima ● Propriocepção cruza somente lá em cima a nível de 1-2 neurônio em bulbo, 2-3 em tálamo para o córtex Receptores: 4 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA ● Terminações livres→ dor ● Propioceptores→ tendões e músculos; propriocepção ● Pressão, temperatura, etc DIstúrbios: ● Síndrome sensitiva alterna ● Anestesia suspensa (seringomielia→ acúmulo de líquor com dilatação do orifício central da medula) → Acomete inicialmente a sensibilidade (dor e temperatura), propriocepção e motora) ● Síndrome em bota e luva → neuropatia diabética é a mais comum) ● Propriocepção é ipsilateral; Motor é contralateral acima do bulbo e ipsilateral abaixo da decussação ● Sensibilidade superficial é contralateral pq cruza no mesmo nível; profunda cruza no bulbo ● Brown-sequard ● Anestesia em sela na região inervada pela raízes da cauda equina ● Tabes dorsalis → acometimento de grácil e cuneiforme com distúrbio de propriocepção ● Gnosia pode ser tátil, auditivo, etc: interpretação cortical ● Praxias → capacidade de desenvolver atividades aprendidas no neurodesenvolvimento ○ Em quadros demenciais é comum, reconhece objetos mas não sabe utilizar Tônus ● Avalio através da inspeção, palpação, movimentação passiva e balanço passivo ● Contração basal ● Grau de contração de um músculo em repouso → avaliação do sistema piramidal Inspeção ● Espástico→ hipertônico ● Hipotonia Palpação: ● Palpar grupos musculares e comparar uns com os outros ● Hiper ou hipotonia Movimentação passiva + Balanço passivo Hipertonia: ● Plástica ou rigidez → síndromes extrapiramidais ou lesões piramidais tardias ○ Sinal de roda denteada→ você sente o tônus quando palpa ○ Sinal do canal de chumbo ● Elástica ou espasticidade→ síndrome piramidal ○ Sinal de canivete Hipotonia: ● Lesões musculares→ miopatias ● Fase aguda das lesões de neurônios motores superiores ● Lesões cerebelares ● Lesões de motoneurônio Outras síndromes ● Hemiparesia, paraparesia crural , paraparesia braquial; hemiparesia (completa quando envolve face → desproporcional ou proporcional), monoparesia braquial, monoparesia crural, tetraparesia, diparesia, hemiparesia dupla ● Diparesia → quando os dois membros estão afetados (paciente com alguma doença insidiosa)→ caso seja ● Hemiparesia dupla Coordenação Testes: ● Sinal de Romberg; ● Prova do copo d´água → Ao apanhar um copo em cima da mesa, um cerebelopata já demonstra dificuldade, ato desajeitado, descoordenado e com tremor. ● Prova índex-nariz → Paciente deve estender os membros superiores e em seguida, procure tocar a ponta do nariz com a ponta do dedo indicador. A prova deve ser feita, inicialmente com os olhos abertos, posteriormente, com os olhos fechados ● Prova índex-nariz-índex. ● Prova índex-índex ● Prova calcanhar-joelho → Paciente em decúbito dorsal com membros inferiores estendidos, deve tocar o seu joelho com a ponta do calcanhar do lado oposto, diversas vezes. ● Provas dos braços estendidos; ● Prova de movimentos alternativos → Paciente sentado, pede-se que o paciente realize movimento alternado de pronação e supinação das mãos sobre as coxas, o mais rápido possível. ● Prova de Stewart-Holmes (ou do rechaço) → Pede-se ao paciente, que deve estar sentado, para executar uma flexão do antebraço contra resistência oposta pelo examinador, que bruscamente a relaxa. No 5 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA caso de déficit cerebelar o antebraço não pode frear seu movimento. ● Prova de assinergia tronco-membros → Estando o paciente em decúbito dorsal (sem apoio de travesseiro) em uma superfície firme e os braços cruzados no peito, pede-se que ele sente. O cerebelopata contrai simultaneamente os músculos do tronco e dos membros, realizando um movimento de “gangorra”. ● Prova gráfica → Pede-se para o paciente unir duas linhas verticais através e linhas horizontais ● Exploração da fala → a fala o cerebelopata é denominada de escandida(silabada) e se caracteriza por ser explosiva, com interrupções bruscas. ● Movimentos alternados - diacocinesia Distúrbios ● Ataxia→ fora de ordem ● Observar em atividades rotineiras (vestir, comer, amarrar sapato, desabotoar a abotoar) ● Dismetria (erros de medida - hiper ou hipotensão), decomposição do movimento ● Erros de direção ● Dificuldade em executar os movimentos alternados rápidos (disdiadococinesia) Reflexos Contração brusca do músculo ao ser submetido a um estiramento rápido ● Reflexos profundos sao sempre medulares —> tbm chamados de miotaticos ou tendíneos Miotáticos ou profundos: ● Bicipital→C5-6 ● Tricipital→C6-8 ● Estilorradial→C5-6 ● Flexores do punho→C6-T1 ● Patelar→ L2-L4 ● Aquileu→ L5-S2 ○ Fazer leve dorsiflexão 🚨É possível topografar ao verificar os reflexos Quais as alterações? ● Hiporreflexia → dano na via aferente ou eferente (constituem o arco reflexo) ○ Neuropatias, AVC agudo, doenças neuromusculares (miastenia graves) ● Hiperrreflexia → lesão tardia do trato piramidal. Condições normais o trato piramidal exerce uma ação inibitóriasobre o arco reflexo ○ Reflexos vivos, exaltados ou patológicos ○ Lesão do trato piramidal, AVC (crônico) ○ Reflexo inesgotável ou que dura muito → clônus→ patelar e aquileu Escala: ● Arreflexia 0 ● Hiporreflexia +1 ● Normorreflexia +2 ● Reflexos vivos +3 ● Hiperreflexia +4 Sinal de Babinski→ positivo→ lesão piramidal ● Negativo→ flexão plantar ● Positivo→ dorsiflexão Superficiais ou exteroceptivos ● Contração muscular secundária à estimulação de pele mucosas ● Reflexos polissilábico, que esgotam-se facilmente ● Esgota mais rápido que o profundo por período refratário do neurônio ● Cutâneo-plantar→ L5-S2 ○ Sinal de babinski → fisiológico ate os 6 meses ● Cremastérico→ L1-2 ● Cutâneo-abdominal→ t6-t12 ○ Contração ipsilateral com desvio da linha alba e cicatriz abdominal ○ Superior, medio e inferior ● Palmo-mandibular→ patológico ● Glabelar→ facilmente esgotável ● Mentoniano ● Geralmente muito exacerbados em doenças neurodegenerativas Sinais Meningorradiculares ● Rigidez da nuca ● Sinal de Brudzinski → Flete a cervical e responde com flexão de perna ● Sinal de Kernig→Decúbito dorsal, flete a coxa sobre o quadril e levanta ● Sinal contralateral da perna de Brudzinski 6 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Consciência: Entender, compreender; Vigil, orientado em tempo e espaço tem a consciência preservada Nível de consciência→ vigil, torporoso, comatoso Linguagem→ leitura, expressão e compreensão Afasia → global, motora, compreensão e Wernick (sensitiva) e Brocart (motora) Síndrome Extrapiramidal Lesões que decorrem de lesões no núcleo da base, subst. negra e núcleo subtalâmico ● Dist. de equilíbrio, coordenação por outros distúrbios motores, não compreendidos nas ataxias Alteração de tônus muscular, dificuldade em iniciar movimento e presença de movimentos involuntários Classificado em hipercinética-hipotônica (Coreia) e oligo cinética-hipertônica (Parkinson) Nervos Cranianos I - Olfatório Terminações nervosas livres que formam as fitas olfativas, conectadas com vários sistemas (cortical, límbico, etc) Teste: ● Café, cânfora, álcool é pouco indicado, mas usa na falta ● Testa em uma narina e em outra, paciente de olhos fechados ● É importante que o paciente identifique o cheiro, se este for simple Distúrbios: ● Anosmia→ perda total ● Hiposmia→ diminuição ● Parosmia→ perversão, interpretação errada do olfato ● Cacosmia→ sente cheiro desagradável em tudo ● Osmofobia —> sensibilidade aumentada aos cheiros —> nao se relaciona ao nervo Doenças: ● TCE frontal→ perde em definitivo o olfato ● Rinite alérgica ● Doença de Parkinson ● Tabes dorsalis→ atrofia dos nervos olfatórios ● Lesões das vias olfatórias no decurso da meninge ou de sífilis meningovascular II - Óptico Parte da retina do bulbo ocular → canais ópticos do esferóide → convergem p/ a margem ventral e anterior do diencéfalo → cruzam o quiasma óptico → as fibras mediais (nasais) cruzam para o lado oposto e as laterais (temporais) continuam ipsilateral → os axônio seguem para os corpos geniculados laterais do metatálamo (duas eminências no tálamo dorsal) → chegam ao trato ‘óptico onde ocorre a sinapse → lobo occipital (área 17 de Brodmann) Acuidade visual —> Teste →Avaliação da capacidade de leitura dos números e letras da placa ● Não solicita a retirada dos óculos ● Caso não consiga enxergar o escrito, solicita para contar dedos ● Avaliando um olho e outro ● Se não ver dedos→ enxergar vultos→ Se não ver, se enxerga foco luminoso (caso não enxergue → amaurótico (amaurose) ● Avaliar os campos visuais —> campimetria —> estudo por confrontação —> comparo o campo visual do paciente com o meu ● Visão 20 para 20 —> normal ● Alterações: ○ Ambliopia→ diminuição da acuidade visual ○ Amaurose→ abolição da acuidade visual Avaliar reflexo fotomotor ● Inicia lateralmente→ contração ● Reflexo motor direto e indireto (ou consensual) por conexão; após estímulo, chega ao tronco cerebral e retorna para ambos ● Aferente→ óptico ● Eferente→ oculomotor; ● Atuação do sistema parassimpático Exame de fundo de olho: ● Hipertensão intracraniana ● A papila é o nervo óptico ○ O nervo é a junção dos axônios de cones e bastonetes ● O ideal é ver a delimitação da papila ● Cones: cores ● Bastonetes: escala de claro e escuro 7 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Alterações dos campos visuais ● As retinas são divididas em nasal e temporal ● As fibras da retina nasal cruzam no quiasma óptico (50%) e em seguida formam o trato óptico ● A retina nasal enxerga o campo temporal e a retina temporal enxerga o campo nasal ● As variações do trato desembocam na área calcarina (área 17 de brodmann) ● Alterações: ○ Hemianopsia → falha se estende a uma metade do campo visual dos dois olhos ○ Córtex visual —> + comum —> AVC —> hemianopsia homônima —> E ○ Falo em relacao ao lado q o pcte enxerga, nao o lado que ocorreu a lesão Avaliação das pupilas: ● A depender da região de lesão é possível topografar a resposta do reflexo fotomotor III - Oculomotor, IV - Troclear e VI - Abducente Oculomotor → reto superior, oblíquo inferior, reto medial, reto inferior ● Pedir para que o paciente fixe o olhar em um objeto distante e, em seguida, incidir a luz obliquamente. Troclear ou patético→ oblíquo superior Abducente→ inervação reto-lateral 🔍Testa os movimentos e de acomodação e convergência V - Trigêmeo Sensibilidade: ● Nervos da face→ Oftálmico, Maxilar e Mandibular ● tatil e dolorosa Motricidade: ● Músculos da mastigação → pterigóideos lateral e medial, masseter e temporal ● Reflexo corneopalpebral ● Exploração: ○ Pede pro paciente morder um abaixador de língua ○ Pede pro paciente abrir a boca ○ Reflexo mandibular ou massetérico Zooster —> mais comum no ramo oftálmico VII - Facial Mímica facial, expressão ● Exceto o elevador da pálpebra ● Ventre posterior do digástrico, estapédio, estilo-hióideo Sensibilidade gustativa dos 2/3 anteriores da língua e do pavilhão auditivo ● Pode causar disacusia por inervar o músculo do tímpano (estapédio) ● Surdez por condução ou sensitiva ● Rompimento do tímpano leva a surdez por condução Teste deWeber→ vibração por condução óssea nos dois lados, se não ouvir em um dos lados é um distúrbio: surdez neurosensorial 8 Sandy Vanessa Med 08 - UFPE-CAA Teste de Rinne→ aproximação do pavilhão auditivo 💡 Paralisia facial central → andar inferior da face é comprometido ● No núcleo ou supranuclear Paralisia facial periférica ou de Bell: ● Recebe informa ● Lesão infranuclear VIII - Vestíbulo-coclear Formado por dois contingentes de fibras: o acústico, relacionado com a audição, e o vestibular, ligado ao equilíbrio. Ambos sensoriais Exploração: ● Função auditiva → mediante voz alta ou cochichada, o uso de relógio, diapasões ou audiômetros. ● Prova Weber → Mediante colocação de diapasão vibrando no vértice do crânio ou na fonte ● Prova de Rinne→ diapasão encostado atrás da orelha, quando o paciente parar de sentir coloca no ouvido para ele escutar Exploração sistema vestibular: ● Reflexo vestíbulo-coclear → gira a cabeça do paciente e pede para ele ficar olhando fixo para o nariz do avaliador IX - Glossofaríngeo e X - Vago ● Paleta na parede posterior da orofaringe ● Observar a centralização da úvula ○ Sinal da cortina→ quando o palato mole “cai” por alteração de glossofaríngeo → disfonia e disfagia ( a úvula sofre desvio) Glossofaríngeo→ gustação do terço posterior da língua XI - Acessório: ● Exclusivamente motor ● Inervação do esternocleidomastóideo e porção superior do trapézio XII - Hipoglosso ● Motricidade da língua ● Exclusivamente motor Havendo paralisia: ● A língua dentro da boca desvia o contrário; quando colocada para fora→desvia para ipsilateral da lesão 9