Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Avaliação da Pupila e Escala de Glasgow
Prof. Esp. Carlos Henrique Crispim 
O que é Avaliação da Pupila?
• A avaliação pupilar consiste em avaliar o tamanho das pupilas, sua
simetria e presença de reflexo foto motor.O tamanho pupilar é
controlado pelo sistema nervoso simpático e parassimpático.
• O nervo simpático ocasiona dilatação (MIDRÍASE – 7 a 8 mm), por outro
lado o parassimpático ocasiona contração (MIOSE – 1 a 2 mm).
• Uma diferença pupilar de 1 mm é considerada normal, da mesma forma,
é considerada uma variação normal de 2 a 6 mm, com diâmetro médio
de 3,5 mm.
Avaliação da Pupila 
• Sua avaliação é feita através de um estímulo luminoso apontado ao
olho, esperando obter resposta pupilar bilateral e simétrica, pela
ativação do nervo oculomotor.
-Na avaliação das pupilas será importante pesquisar os seguintes dados:
• Reatividade;
• Simetria;
• Forma;
• Diâmetro.
Avaliação da Pupila 
A reatividade demonstra o funcionamento dos III e IV pares
cranianos. Quando ocorre reação pupilar à luz, é dita que houve reação
foto motora ( RFM + ).Caso não houver reação pupilar, afirmamos que a
reação é foto motora negativa ( RFM – ).Sendo assim, a simetria das
pupilas é classificada de acordo com a reação foto motora aplicada a
elas e também envolve a forma que esta se apresenta.
Classificação da Pupila 
• Isocóricas – pupilas com diâmetros iguais;
• Anisocóricas – uma pupila maior do que a outra provável lesão no
cérebro (no lado inverso da pupila dilatada);
• Midríase – pupila dilatada;
• Miose – pupila contraída. Provável choque anafilático (overdose,
intoxicação, uso de anestésico nas cirurgias, etc.);
• Fotorreagentes – quando reagem à exposição da luz contraindo-se e
dilatando no escuro.
Classificação da Pupila 
Objetivos da avaliação pupilar
• Contribuir para o diagnóstico diferencial entre os quadro metabólicos (hipernatremia,
uremia, etc.) e os originados por lesões estruturais do SNC;
• Detectar presença e a localização de doenças de tronco cerebral que levam ao coma;
• Identificar sofrimento do SNC, aumento de Pressão Intracraniana (PIC), edemas cerebrais,
isquemias, hematomas, hidrocefalias, etc;
• Favorecer intervenção imediata clínica e/ou cirúrgica que possam evitar sequelas, danos
indesejáveis e morte encefálica.
>Observação
• Caso a pupila seja lentamente reativa à luz – provável compressão do nervo óptico, pode 
ser edema, hematoma, etc.
• Caso não reaja à luz – provável lesão em ambos os lados do cérebro, um dos critérios para 
morte encefálica.
https://enfermagempiaui.com.br/teleconsulta-de-enfermagem-0634-2020/
Material utilizado
• Lanterna Clinica 
Descrição do Procedimento
• Deve ser realizado independente do nível de consciência;
• Informar ao paciente sobre o procedimento;
• Fechar os olhos do paciente por alguns segundos;
• Abrir os olhos e com a lanterna clínica incidir a luz diretamente sobre
cada uma das pupilas por alguns segundos;
• Avaliar, classificar e registrar no prontuário.
>Observação: em caso de pupilas anisocóricas, registrar a maior em
relação à menor. Ex.: pupilas anisocóricas, esquerda maior que a direita
(E>D).
Escala de Glasgow 
O que é?
• A escala de Glasgow foi criada em 1974, por Jennett e Teasdale,
professores de neurologia no Instituto de Ciências Neurológicas de
Glasgow, na Escócia. A unidade era líder em pesquisas sobre lesões
cerebrais e o método de avaliação se tornou referência nesse campo.
• Essa escala se baseia em uma avaliação de valor máximo de 15
pontos, divididos em três categorias, utilizada para estimar e categorizar
os resultados de lesões.
Escala de Glasgow
Escala de Glasgow 
Classificação da Lesão 
• Lesão leve (Pontuação: 13-15)
• É o tipo mais comum de avaliação em lesões cranioencefálicas.
• Algumas pessoas que sofrem esse tipo de lesão sofrem com os seus
sintomas por um ano ou mais.
• Os sintomas incluem fadiga, dores de cabeça, tonturas, entre outros.
Classificação da Lesão 
• Lesão moderada (Pontuação: 9-12)
• As lesões moderadas são caracterizadas pela perda de
consciência por mais de 30 minutos e apresentam danos
físicos ou cognitivos.
• Lesão grave (Abaixo de 8)
• Os pacientes que apresentam uma lesão com pontuação
abaixo de oito (sendo três o valor mínimo) estão inconscientes,
o que caracteriza o estado de coma, tendo a necessidade
de intubação imediata.
Referências 
CINTRA, E. A; NISHIDE, V. M. NUNES, W. A. In: Assistência de
Enfermagem ao Paciente Gravemente Enfermo. 2. ed. Atheneu: São
Paulo, 2002.
PALVEQUEIRES, S. et. al Manobras Avançadas de Suporte ao Trauma
e Emergências Cardiovasculares (MAST). 5.ed. EDA: Rio de Janeiro,
2002.
PHTLS Atendimento Pré-hospitalizado ao Traumatizado. 8ª ed. Jones &
Bartlett Learning, 2017.
	Slide 1: Avaliação da Pupila e Escala de Glasgow
	Slide 2: O que é Avaliação da Pupila?
	Slide 3: Avaliação da Pupila 
	Slide 4: Avaliação da Pupila 
	Slide 5: Classificação da Pupila 
	Slide 6: Classificação da Pupila 
	Slide 7: Objetivos da avaliação pupilar 
	Slide 8: Material utilizado 
	Slide 9: Descrição do Procedimento 
	Slide 10: Escala de Glasgow 
	Slide 11: O que é?
	Slide 12: Escala de Glasgow
	Slide 13: Escala de Glasgow 
	Slide 14: Classificação da Lesão 
	Slide 15: Classificação da Lesão 
	Slide 16: Referências

Mais conteúdos dessa disciplina