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1 ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL CLÍNICA E CIRURGIA Dr Douglas dos Santos Minotelli UNIMES 1 2 AVC em Geral Fluxo Sanguíneo Cerebral(FSC): normal 45-65 ml por 100g tecido/min FSC = PPC = PAmed – PIC RCV RCV PPC = pressão de perfusão cerebral RCV = resistência cerebrovascular PIC = pressão intracraniana PAmed = pressão arterial média A RCV e o FSC dependem do diâmetro do vaso A RCV é afetada pelo CO2 FSC 4 mm de espessura – risco p/ AVC recorrentes (IAM, embolia perif., etc) 4 5 AVC em geral Avaliação: 1. história e exames físicos e neurológicos 2. avaliação cardiológica 3. exames de sangue: eletrólitos, hemograma completo, VDRL, perfil lipídico em jejum, Fator antinuclear(FAN), triagem anemia falciforme, triagem toxicológica(sangue e urina p/ drogas),eletroforese de proteínas sérica. 5.Rx de tórax, líquor quando indicado. 6. angiografia cerebral. 5 6 AVC em Geral Avaliação: 7. CT crânio 8. RNM de crânio 6 7 Hemorragia subaracnóide Etiologias: Trauma: causa mais comum Espontâneas: a) aneurismas rotos – 75 a 80% b) MAVs cerebrais 4-5 % c) certas vasculites d) coagulopatias e) MAVs espinhais f) causas desconhecidas em 14-22% 7 8 8 HSA 9 10 Hemorragia subaracnóide por aneurisma cerebral 10 % dos pacientes morrem antes de chegar ao hospital Nos pacientes que sobrevivem, o ressangramento é a principal causa de morbidade e mortalidade nos pacientes sem cirurgia Risco de ressangramento em 15-20% dentro de 2 semanas Cirurgia precoce diminui o risco de ressanagramento 8% morrem por deterioração progressiva da hemorragia inicial Vasoespasmo mata 7% e causa déficit grave noutros 7% De modo geral a mortalidade é de 50% no primeiro mês de hemorragia Idade mais freqüente 55-60 anos, 20% entre 15 a 45 30% ocorrem durante o sono 10 11 Hemorragia subaracnóide por aneurisma cerebral Fatores de risco: Hipertensão Contraceptivos orais Tabagismo Cocaína Álcool Gestação e parto 11 12 Hemorragia subaracnóide por aneurisma cerebral Características clínicas: Cefaléia: súbita e intensa Vômitos Síncope Meningismo Fotofobia Déficits focais de nervos cranianos Coma pós HSA: (PIC aumentada, lesão do tecido cerebral pela hemorragia, hidrocefalia, isquemia difusa, convulsões) Hemorragias oculares 12 III NERVO CRANIANO NERVO MAIS IMPORTANTE DO EXAME NEUROLÓGICO NAS HEMORRAGIAS CEREBRAIS 13 13 14 14 15 15 16 16 17 Hemorragia subaracnóide por aneurisma cerebral Avaliação laboratoriais/radiológicas: TC de crânio sem contraste: ventrículos, hematomas, infartos, quantidade de sangue nas cisternas, aneurismas, localização do aneurisma. Punção lombar: discutível, pressão, aspecto, líquido sanguinolento incoagulável, xantocromia, proteína elevada RNM de crânio: insensível inicialmente Angiografia cerebral: padrão ouro p/ avaliação, demonstra aneurisma, localização, vasoespasmo. Angio RNM e Angio CT, ainda dependem de evolução. 17 ANGIOGRAFIA DIGITAL 18 ANGIOGRAFIA DIGITAL 19 ANGIOGRAFIA DIGITAL 20 21 Gradação da HSA Classificação de HUNT e HESS da HSA Grau: 1. assintomático ou cefaléia leve e rigidez de nuca leve 2. paralisia de nervos cranianos( III, VI), cefaléia moderada a intensa, rigidez de nuca. 3. déficit focal leve, letargia ou confusão. 4. esturpor, hemiparesia moderada a grave, rigidez de descerebração. 5. coma profundo, rigidez descerebração, aspecto moribundo. Obs: adiciona 1 grau p/ doença sistêmica grave( HAS, DM, aterosclerose grave, DPOC) ou vasoespasmo severo na angio. 21 22 Manejo inicial da HSA Ressangramento Hidrocefalia Déficit neurológico isquêmico Hipovolemia TVP e embolia pulmonar Convulsões Determinação da fonte de sangramento: Angio Controle adequado da hipertensão arterial Entubação orotraqueal s/n Monitoração da PIC s/n 22 23 Manejo inicial da HSA Solicitação de internação: Internar em UTI Sinais vitais com exame neurológico sucinto Repouso absoluto no leito Cabeceira a 30, cuidados de enfermagem, ambiente calmo e tranqüilo, baixa iluminação Meias elásticas p/ prevenir TVP Cirurgia precoce quando possível Sondas vesical e nasogástricas s/n Reposição hídrica com SF Corrigir Ht e Hb s/n 23 24 Manejo inicial da HSA 10. Evitar medicação IM ( evitar dor) 11. Anticonvulsivantes profiláticos: hidantoína, fenobarbital 12. Sedação leve 13. Analgésicos leves e morfina s/n 14. Dexametazona 15. Emoliente fecal 16. Antieméticos 17. Bloqueadores de canal de cálcio 18. Anti ulcerosos 19. Oxigenação 20. Manejo cuidadoso da HAS 24 25 Vasoespasmo cerebral Constricção arterial: conseqüência da liberação de produtos da degradação do sangue cisternal (tromboxano A2, trombina, oxiemoglobina, serotonina, uridina trifosfato(UTP) que é um poderoso vasoconstrictor. Diagnóstico: clínico e radiológico Tratamento: terapia dos 3 Hs (hipertensão arterial induzida, hemodiluiçao e hipervolemia) 25 ANGIOGRAFIA DIGITAL 26 27 27 28 28 29 29 30 Aneurismas cerebrais Etiologia: Predisposição congênita Aterosclerótica ou hipertensiva Embólico Traumático Infecciosos (micóticos) 30 31 Localização: 1. Sistema carotídeo 85 a 95 % dos aneurismas 30% em art. Comunic. Anterior 25% em art. Comunic. Posterior 20% em art. Cerebral média 2. Sistema vértebro basilar 5 a 15 % 10% art. Basilar ( topo) 5% em art. vertebrais 31 32 Tipo de aneurisma por localização: Aneurisma da artéria comunicante anterior Aneurisma da artéria cerebral anterior distal Aneurisma da artéria comunicante posterior Aneurisma da bifurcação da artéria carótida interna Aneurisma da artéria cerebral média Aneurismas supraclinoideos Aneurisma de porção oftálmica Aneurisma basilar Aneurisma vertebral 32 33 Tratamento: Tratamento cirúrgico com clipagem direta do aneurisma Tratamento endovascular: 1. molas de platina destacáveis de Guglielmi 2. Ônix (cola) 33 ABORDAGEM CIRÚRGICA 34 ABORDAGEM CIRÚRGICA 35 ABORDAGEM CIRÚRGICA 36 ABORDAGEM CIRÚRGICA 37 ABORDAGEM CIRÚRGICA 38 ABORDAGEM CIRÚRGICA 39 ABORDAGEM CIRÚRGICA 40 41 41 42 42 43 43 4444 45 45 46 46 47 47 48 48 49 49 50 50 51 51 52 52 53 Momento da cirurgia: Cirurgia precoce: 48 a 96 horas após a HAS Cirurgia tardia: 10 a 14 dias após a HSA 53 54 MAVs Lesões vasculares não neoplásicas Artérias e veias dilatadas com vasos displásicos Lesões congênitas com risco de sangramento de 2-4% por toda vida Em geral apresentam-se com hemorragia Demonstráveis na angio, RNM e TC Apresentação: 1. hemorragia 2. convulsões 3. efeito de massa 4. isquemias 5. cefaléia 6. PIC aumentada 54 55 55 56 56 57 Tratamento: Cirurgia: alto risco Rxt convencional: não é considerada terapia efetiva Radiocirurgia estereotáxica: MAVs pequenas Embolização 57 58 Hemorragia intracerebral Hemorragia dentro do parênquima cerebral Fatores de risco: 1. idade – aumenta após 55 anos 2. sexo – mais comuns nos homens 3. raça – afeta mais os negros 4. consumo de álcool 5. tabagismo 6. drogas cocaína, anfetaminas 7. disfunção hepática – redução dos fatores de coagulação 58 59 Localização: 1. 50% gânglios da base 2. 15% tálamo 3. 10 a 15% ponte 4. 10% cerebelo 5. 10 a 20% substância branca 6. 1 a 6% tronco cerebral 59 HEMORRAGIA INTRACEREBRAL 60 HEMORRAGIA INTRACEREBELAR 61 62 62 63 63 64 Etiologia: HAS AVC prévio MAVs Arteriopatias Tumor cerebral Transtornos da coagulação Uso e anticoagulante Infecção do SNC Pós trauma Idiopática 64 65 Avaliação: Clínica TC Angiografia Tratamento: Conservador Cirúrgico 65 66 66 image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image25.png image26.png image27.png image28.png image29.png image30.png image31.png image32.jpeg image33.jpeg image34.jpeg image35.jpeg image36.jpeg image37.jpeg image38.jpeg image39.jpeg image40.jpeg image41.jpeg