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Prof.: Bruno Eduardo M Nunes HAM V 2024.1 EXAME FÍSICO NEUROLÓGICO ¡ Avaliar grau de orientação § Temporal § Espacial ¡ Avaliar lucidez § Realizar testes como o minimental § Outros testes podem ser utilizados para avaliar o grau vigilância e consciência do paciente como: Escala de Glasgow ou Ramsay AVALIÇÃO GERAL MINIMENTAL ESCALA DE COMA DE GLASGOW I. Olfatório II .Óptico II I .Oculomotor IV.Troclear V.Trigêmeo VI.Abducente VII.Facial VII I .Vestibulococlear IX.Glossofaríngeo X.Vago XI.Acessório XII.Hipoglosso PARES CRANIANOS PARES CRANIANOS I. Nervo Ofatório: Ofato II. Nervo Óptico: testar quiasma óptico e exame oftalmológico - visão III. Nervo Oculomotor: Testar o globo ocular pálpebra superior tamanho da pupila. IV. Nervo Troclear: movimento ocular V. Trigêmeo: Sensibilidade da face e motricidade dos músculo da face VI. Nervo Abducente: movimento lateral do olho. VII. Nervo Facial: expressão facial, a secreção de saliva e de lágrimas, além das sensações gustativas. VII. Vestibulococlear: Teste Rinne e Weber, equilíbrio. IX. Nervo glossofaríngeo: testar gustação, deglutição e secreção salivar. X. Nervo vago: Abaixador língua- testar a faringe, voz (rouquidão). XI. Nervo acessório: testar deglutição e movimentos da cabeça, os músculos do pescoço. XII. Nervo hipoglosso: testar a musculatura intrínseca da língua. ¡ Reflexo Foto-motor: miose (3ºpar) ¡ Reflexo Consensual: miose ocorrendo também no outro olho que não está sendo iluminado. ¡ Reflexo de Acomodação: Anteparo ou lanterna apagada a 10 cm dos olhos e ao aproximar observamos miose. REFLEXO PUPILAR (II E III) REFLEXO PUPILAR Estimulo luminoso é levado pelo nervo óptico (II) e a resposta é executado pelo oculomotor (III par) MIDRÍASE E MIOSE REFLEXO PUPILAR (II E III PAR) MOBILIDADE DO GLOBO OCULAR Movimentos oculares: ¡ Pedimos o paciente para acompanhar com olhos a ponta do dedo do examinador, que desenhará de forma lenta no ar a letra H. ¡ Iremos avaliar o 3º (oculomotor), 4º (troclear) e 6º (abducente) par craniano ¡ Musculatura extrínseca: - Musculo reto laterais, mediais, superiores e inferiores. - Musculo oblíquo superior e inferior - Músculo elevador da pálpebra superior MOVIMENTOS CONJUGADOS Musculatura extrínseca: ¡ Reto superior: elevação vertical (3º par) ¡ Reto inferior: depressão vertical (3ºpar) ¡ Reto lateral: abdução (lateraliza, movimento divergente) - 6º par ¡ Reto medial: adução (Internaliza, movimento convergente) - 3º par ¡ Oblíquo superior: canto superior lateral (4º par) ¡ Oblíquo inferior: Canto superior medial (3º par) MOTRICIDADE OCULAR (III, IV, VI) TRIGÊMEO Gânglio trigeminal (de Gasser), que está localizado perto do vértice da parte petrosa do osso temporal [ Gânglio trigeminal (de Gasser), que está localizado perto do vértice da parte petrosa do osso temporal. Nervo sensitivo e motor Ramo: • Oftálmico • Maxilar • Mandibular REFLEXO CORNEAL (SENSITIVO) Peça para o paciente olhar para um ponto distante. Passe um cotonete limpo pela esclera de um lado para outro em direção a córnea. Observar se o paciente fecha os olhos com uma reação de reflexo ou se vira os olhos para longe em direção ascendente (para cima). Compare esquerda e direita e pergunte ao paciente se a sensação foi igual em ambos os olhos. Aferente: V (ramo sensitivo) Eferente: VII (motor = musc. Orbicular dos olhos) Mesencéfalo Ponte TRIGÊMEO (V PAR) - MOTRICIDADE Peça para o paciente cerrar os dentes firmemente. Apalpe o músculo masseter em ambos os lados e avalie o tônus muscular. Coloque uma espátula entre os molares do paciente. - Peça ao paciente para morder. - Tente puxar a espátula para fora da boca do paciente (atenção para dentaduras). - Compare esquerda e direita. FACIAL (VII PAR) - MOTRICIDADE Observar a face do paciente e determine se é simétrica. A assimetria leve durante o repouso é fisiológica. Peça para o paciente: 1. levantar as sobrancelhas 2. fechar os olhos com força 3. encher as bochechas de ar 4. amuar os lábios 5. mostrar os dentes Observe se o paciente é capaz de realizar esses movimentos de forma simétrica. Qualquer mímica facial espontânea (por exemplo, diferenças entre esquerda/direita quando o paciente ri). MÍMICA FACIAL PARALISIA FACIAL ¡ Pergunte ao paciente se teve qualquer perda do paladar: Se o paciente indicar que este é o caso ou se você tem razões para suspeitar perda de função do VII par, você ainda pode testar o paladar com papéis de filtro (por exemplo, filtros de café) embebido em uma solução de sal ou açúcar contra a parte lateral da língua do paciente e pedir para o paciente identificar o gosto. O paciente deve referir o gosto antes de colocar a língua para trás na boca (hipoglosso) ¡ Pergunte ao paciente se é sensível a ruídos altos (hiperacusia): Este sintoma também pode surgir com a perda da função do VII par e pode ser devido a paralisia do músculo estapédio ou do músculo do estribo. FACIAL (VII PAR) GLOSSOFARÍNGEO (IX-PAR) Fibras sensorias, motoras, somatosensoriais e parassimpáticas: Fibras sensoriais conduzem o estímulo das papilas gustativas do terço posterior da língua; Fibras motoras inervam o músculo estilofaríngeo; Fibras somatosensoriais inervam a parte posterior da língua, a parede da faringe e as tonsilas; Fibras parassimpáticas inervam a glândula parótida. ¡ Paladar ¡ Deglutição (musculo estilofaríngeo – elevação da faringe) ¡ Salivação GLOSSOFARÍNGEO (IX-PAR) VAGO – X PAR Fibras motoras inervam músculos do céu da boca, laringe e faringe. Fibras parassimpáticas inervam músculos do esôfago, brônquios, coração, pulmões, íleo e parte do cólon. Fibras somatossensoriais são responsáveis pela sensibilidade do canal externo, entre outras funções, como controle da respiração, frequência cardíaca e pressão arterial. O nervo craneano IX e X são examinados conjuntamente. AVALIAÇÃO DO IX E X PAR Peça para o paciente abrir a boca e avalie a posição do arco do palato e peça para o paciente dizer “ah” ou “ee”: Observe se os arcos palatais se contraem de forma ascendente e simétrica. Sinal da Cortina Se o paciente tem a voz rouca, pode-se usar a laringoscopia indireta para obter uma impressão de como as cordas vocais estão funcionando. REFLEXO DA TOSSE (DO VÔMITO) Tente tocar levemente a parede posterior da faringe usando uma espátula: Observe se isso desencadeia ânsia de vômito. Compare esquerda e direita Aferente: IX Eferente: X Bulbo Músculo esternocleidomastóideo : Fique atrás do paciente e posicione sua mão direita contra a mandíbula inferior direita do paciente. Peça para o paciente para empurrar a sua mão. Deste modo você irá avaliar a força do músculo esquerdo. Examine posteriormente, a força do músculo direito. ACESSÓRIO (XI PAR) ACESSÓRIO (XIPAR) Músculo trapézio: Peça para o paciente levantar os ombros. Coloque as mãos sobre os ombros do paciente e tente empurrá-los para baixo. Gradue a força do músculo trapézio e do músculo esternocleidomastóideo. Compare esquerda e direita. O IX, X e XI par todos saem do crânio pelo forame jugular, qualquer patologia perto deste forame (carcinoma, meningite) muitas vezes causa perda da função nos três nervos. ¡ Peça para o paciente abrir a boca; ¡ Avaliar a forma e posição da língua; ¡ Peça para o paciente colocar a língua para fora: HIPOGLOSSO (XII PAR) Observe se ao colocar a língua para fora ela direciona-se para a esquerda ou direita. (se há desvio) Avaliação da Força da Língua: ¡ Peça ao paciente para empurrar sua língua firmemente contra a própria bochecha. ¡ Exerça uma contra-pressão no exterior da bochecha e avalie a força da língua. ¡ Compare esquerda e direita. ¡ Exame pouco utilizado. HIPOGLOSSO (XII PAR) Reflexos relacionados ao tronco cerebral (Mesencéfalo, Bulbo e Ponte): Avaliados nos casos de morte cerebral § Reflexo da tosse ou vomito ou vagal § Reflexo óculo-cefálico (olhos de boneca) § Reflexo córneo-palpebral ou trigeminal oucorneal § Reflexo óculo-vestibular TRONCO CEREBRAL Realizamos movimentos bruscos para a direita e para a esquerda e posteriormente no sentido de flexão e extensão da cabeça. Quando o reflexo oculocefálico está presente (olhos de boneca positivo), os olhos não giram com a cabeça, mas no sentido oposto, ou seja não se mantém centralizados. REFLEXO ÓCULO-CEFÁLICO Aferente: VIII Eferente: III, IV, VI Mesencéfalo e Ponte REFLEXO ÓCULO-VESTIBULAR Feita através da irrigação devagar com auxilio de uma seringa com soro gelada nos condutos auditivos externos do paciente, depois de se verificar que a membrana timpânica está íntegra. Esta manobra deve ser realizada com a cabeceira do leito elevada 30º, a fim de que a resposta seja mais fidedigna, iremos observar desvio do olho para o ouvido estimulado. Em um paciente consciente, este procedimento provoca nistagmo com batimento rápido para o lado oposto do ouvido estimulado, o que pode indicar uma causa psicogênica para o coma. Aferente: VIII Eferente: III e VI Mesencéfalo e Ponte Como avaliar: • Pedir o paciente para mobi l izar os membros vencendo a gravidade e não conseguindo, repetimos sem o efei to da gravidade (membro apoiado na mesa ou cama). • Pedimos o paciente real izar movimento vencendo uma • resistência. • Pedimos o paciente para apertar a mão do examinar e • real izamos a comparação da força. CLASSIFICAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR Grau da Força Descrição Grau 4 – Boa Grau 1 – Mínima Grau 0 – Ausente Grau 5 – Normal Grau 3 – Regular Grau 2 – Fraca Grau 4 –Boa Grau 2 –Fraca Grau 1 –Mínima Grau 0 –Ausente Grau 5 –Normal Grau 3 –Regular Mobilidade completa com resistência acentuada e contra a ação da gravidade Mobilidade integrala com certa resistência e contra a ação da gravidade. Movimentosde amplitude normal contra a ação da gravidade Movimentosem todos os sentidos normais, com a eliminação da gravidade Sinaisde discreta contratilidade, sem movimentos da articulação Não se observasinais de contração muscular • Hemiparesia: Diminuição da força de um hemicorpo • Hemiplegia: Ausência da força de um dimídio • Paraparesia: Diminuição da força da c intura para baixo • Paraplegia: Ausência da força da c intura para baixo • Tetraplegia: Ausência da força do pescoço para baixo FORÇA MUSCULAR Manobra de Raimiste: Manobra de Mingazzini : Decúbito dorsal, solicite que o paciente flexione o quadril e o joelho a 90º, mantendo por 10 segundos Decúbito dorsal, solicite ao paciente que flexione os antebraços a 90º, mantendo-se nesta posição por 10 segundos EXAME DA FORÇA MUSCULAR Manobra de Mingazzini: Tônus muscular: Tensão presente no músculo em repouso. Palpação com a mão estendida da musculatura a ser examinada. Alterações que podemos encontrar: • Espasticidade (tônus muscular aumentado) • Rigidez (resistência ao estiramento passivo) • Flacidez TÔNUS Clônus (da palavra Grega para "movimento confuso, violento") é uma série de contrações musculares involuntárias devido a um estiramento súbito do músculo. O clônus é um sinal de algumas condições neurológicas, e é particularmente associado à esclerose múltipla e a danos na medula espinhal. CLÔNUS Difícil avaliação: • Subjetividade • Necessidade de tempo e de colaboração do paciente e necessidade de ambiente tranquilo. • Tátil e dolorosa: Ponta afiada, pincel • Térmica: Tubos de ensaios (quente e frio) SENSIBILIDADE SENSIBILIDADE TÁTIL v SUPERFICIAL • Epicrítica • Protopática ou fina (percebe os detalhes com o tato) v PROFUNDA • Posição segmentar (artrocinética) • Vibratória (palestesia) • Pressão (barestesia) • Estereognosia (reconhecer objetos com o tato, através do tato fino) AVALIAÇÃO DA DOR v Tabética: (Tabes dorsalis , mielosefunicular) • Perda de sensibilidade tátil e profunda com conservaçãoda térmica de dodorosa. v Sir ingomiélica: (sir ingomielia, tumores) • Abolição da sensibilidade térmica e dolorosa com conservação da tátil e profunda DISSOCIAÇÃO DE SENSIBILIDADE •Síndrome cerebelar •Área vestibular •Labirinto •Sistema de propriocepção COORDENAÇÃO E EQUILÍBRIO SISTEMA DE PRORIOCEPÇÃOE DIADOCOCINESIA vPropriocepção Ø Prova índex-nariz (dismetria) Ø Tocar dedos polegar, tocar nariz Ø Observar velocidade, simetria e grau de dificuldade ØPassar calcanhar tíbia da outra perna vDiadococinesia ØA diadococinesia descreve a alternação rápida de movimentos, por exemplo, pronação e supinação dos antebraços. Estas funções podem ser influenciadas negativamente pelas alterações piramidais, extrapiramidais e cerebelar. PROVA DEDO NARIZ DEDO-DEDO CALCANHAR -JOELHO DIADOCOCINESIA Peça ao paciente para fazer movimentos rapidamente alternados, como pronação e supinação com os antebraços. Se necessár io demonstre a ação. Compare esquerda e direita. v Sinal de Romberg: v Exame para detectar vertigem posicional Manobra de Hallpikeou Teste de Nylen-Barany Paciente fica em pé, pés juntos e braços lado do corpo, primeiramente com os olhos abertos e após com os olhos fechados, durante 20 a 30 seg. Oscilação discreta –normal Perda do equilíbrio –teste de Rombergpositivo SÍNDROME VESTIBULAR E LABIRINTO EXAME CLÍNICO GERAL MARCHA § Marcha helicópode: (ceifante ou hemiplégica) : o membro superior permanece fletido em 90º no cotovelo e em adução e a mão fechada em leve pronação. A perna se arrasta pelo chão, descrevendo um semicírculo quando o paciente troca o passo. Aparece em pacientes com hemiplegia, cuja causa mais comum é o AVC. § Marcha anserina: lordose lombar acentuada, com o tronco inclinado ora para a direita, ora para a esquerda. Traduz diminuição da força dos músculos pélvicos e das coxas. É encontrado em doenças musculares. § Marcha parkinsoniana: o paciente caminha em bloco, enrijecido, sem o movimento automático dos braços. A cabeça fica inclinada para a frente, passos miúdos e rápidos, como se o doente fosse cair para a frente. Ocorre na doença de Parkinson. EXAME CLÍNICO GERAL MARCHA ¡ Marcha cerebelar ou atáxica: paciente ziguezagueia como um bêbado. Indica incoordenação dos movimentos em decorrência de lesões cerebelares. ¡ Marcha tabética: paciente olha f ixamente para o chão ao se locomover. Membros infer iores são levantados abrupta e explosivamente e, ao serem recolocados no chão, os calcanhares tocam o solo pesadamente. Indica perda d a sensibi l idade propriocept iva do cordão poster ior da medula. Ocorre na tabes dorsal is (neurossíf i l is) , mielose fonicular (def iciência de B12, ácido fól ico, B6), mielopat ia vacuolar ( l igada ao HIV), miopat ia por def iciência de cobre etc. ¡ Marcha vestibular: paciente apresenta lateropulsão quando anda. Com presença de movimentos correiocos e atetosicos é chamado de marcha coréica. Pacientes com movimentos coréicos: esses movimentos são movimentos involuntár ios de t ipo anárquico e não repet i t ivos (Coréia de Sydenham e a Coréia de Hunt ington) EXAME CLÍNICO GERAL MARCHA ¡ Marcha escarvante: o pac ien te t ropeça ao caminhar, por para l is ia do mov imento de f lexão dorsa l do pé . Ocorre nas neuropat ias per i fé r icas . ¡ Marcha miopática (var iante da anserina): Fraqueza muscu lar dos membros in fe r io res , p resente na po l ineuropat ias , m ios i tes e po l im ios i te . Anserina comum na grav idas ¡ Marcha c laudicante: pac ien te manca para um dos lados. Ocorre na insu f ic iênc ia a r te r ia l per i fé r ica e em lesões do apare lho locomotor. ¡ Marcha em tesoura (ou espást ica) : os MMII enr i jec idos e espást icos permanecem semi f le t idos, os pés se arras tam, e as pernas se cruzam uma na f ren te da outra quando pac ien te ten ta caminhar. Ocorre nas fo rmas espást icas da para l is ia cerebra l MARCHA ¡ https://youtu.be/EvFQHTucCz0 - ceifante ¡ https://youtu.be/Pv5VwI5GGMw - parkinsoniana ¡ https://youtu.be/1C3hvOyPB9A - atáxica ¡ https://youtu.be/NFbW99Np1kE - correia¡ https://youtu.be/-Dusn7cSh0U - escarvante ¡ https://youtu.be/Qn7QmrbepGo - miopática https://youtu.be/EvFQHTucCz0 https://youtu.be/Pv5VwI5GGMw https://youtu.be/1C3hvOyPB9A https://youtu.be/NFbW99Np1kE https://youtu.be/-Dusn7cSh0U https://youtu.be/Qn7QmrbepGo SINAL DE ROMBERG MARLETO DE REFLEXO ¡Avaliamos: neurônio sensorial (periférico), intermediário (medula) e neurônio motor (central) ¡ Exaltados: • Síndromes piramidais (AVC antigo) • Compressão medular ¡ Diminuídos: • Choque medular (trauma ou AVC agudo) • Doenças neuromusculares ARCO REFLEXO ARCO REFLEXO ¡ É gerado golpeando o tendão do bíceps do cotovelo flexionado, o examinador sustenta o antebraço com um braço, enquanto coloca o polegar contra o tendão, colidindo o polegar com o martelo de reflexo. ¡RESPOSTA NORMAL-FLEXÃO DO COTOVELO E CONTRAÇÃO DO BÍCEPS. REFLEXO DO BÍCEPS REFLEXO BICIPITAL ¡ O braço do paciente é flexionado no cotovelo e posicionado diante do tórax. O examinador sustenta o braço do paciente e identifica o tendão do tríceps ao palpar acima do cotovelo. ¡PRODUZ A CONTRAÇÃO DO MÚSCULO TRÍCEPS E EXTENSÃO DO COTOVELO. REFLEXO DO TRÍCEPS ¡ Com antebraço do paciente repousando sobre o colo ou por diante do abdome, é avaliado o reflexo braquiorradial (estiloradial), com golpe suave acima do punho. ¡ C5 – T1 ¡ N. Radial ¡RESULTA EM FLEXÃO E SUPINAÇÃO DO ANTEBRAÇO REFLEXO BRAQUIORRADIAL REFLEXO BRAQUIORRADIAL ¡ Provocado golpe abaixo da patela. ¡ L2 –L4 ¡ N. Femural ¡EXTENSÃO DO JOELHO REFLEXO PATELAR REFLEXO PATELAR ¡ Pé é dorso- fletido no tornozelo e o martelo golpeia o tendão de Aquiles estirado. ¡ L5-S2 ¡ N. tibial ¡PRODUZ FLEXÃO PLANTAR REFLEXO DO TORNOZELO (REFLEXO DE AQUILES) REFLEXO AQUILEU Utilize a extremidade romba da haste de um cotonete de algodão, ou a região da mão do martelo de reflexo, passe-o na região lateral da planta do pé e, em seguida, no coxim do pé, primeiramente com suavidade e depois com mais firmeza se necessário. BABINSKI (REFLEXO CUTÂNEO-PLANTAR) ¡A flexão plantar com os dedos juntos é normal (Babinki negativo) ¡A extensão é possivelmente combinada com a flexão de toda a perna é patológica, indicando uma lesão no trato piramidal (Reflexo de Babinski positivo), assim como a ausência de reação e a abertura dos dedos em leque. ¡Se não houver nenhuma reação, outros fatores podem ser responsáveis, tais como pés frios. Repita o teste após o aquecimento dos pés. BABINSKI (REFLEXO CUTÂNEO-PLANTAR) BABINSKI BABINKI ¡ Chaddock - atrito na região inframaleolar externa; ¡ Schaefer - compressão do tendão de Aquiles; ¡ Gordon – compressão da panturrilha; ¡ Austregésilo – Esposel – compressão da face anterior da coxa; ¡ Oppenheim: atrito sobre a crista da tíbia. SUCEDÂNEOS DE BABINSKI SUCEDÂNIOS DE BABINSKI ¡ Estimulação cutânea, rápida, da parede abdominal, no sentido látero-medial, provoca contração dos músculos abdominais ipsilaterais, causando desvio da linha alba e da cicatriz umbilical para o lado estimulado. ¡ Distinguem-se os reflexos cutâneo-abdominais superior, médio e inferior, conforme a região estimulada: § Epigástrica (T6 – T9) § Umbilical (T9 – T11) § Hipogástrica (T11 – T12) ¡ Esses reflexos são abolidos na síndrome piramidal aguda. Como a pesquisa é dificultada por obesidade, cicatriz cirúrgica e flacidez, tem maior valor o encontro de assimetrias. REFLEXOS CUTÂNEO-ABDOMINAIS: REFLEXO CUTÂNEO -ABDOMINAL REFLEXOS SUPERFICIAIS ¡ Reflexo cremastérico: a estimulação do terço superior da face medial da coxa, estando o paciente em decúbito dorsal, com os membros inferiores estendidos e em abdução, desencadeia Contração do cremáster e elevação do testículo ou grandes lábios ipsilateral. (L1 – L2) ¡ Reflexo anal: Contração do esfíncter anal externo em resposta à estimulação cutânea da região perianal (S4 – S5) ¡ Reflexo de Hof fmann: Apoia-se a falange média do dedo médio do paciente, flexiona a falange distal e o solta bruscamente gerando flexão do polegar e dos demais dedos. Ocorre em pacientes com lesão piramidal, mas também em pessoas normais com hiperreflexia tendinosa difusa. OUTROS REFLEXOS SUPERFICIAS ¡ Cefáleia, alteração de consciência, fotofobia ¡ Pode haver febre, paralisias, convulsões ¡ Vômitos em jato (sem enjoo) e/ou papiledema (fundo de olho) ¡ Meningismo: § Posição em gatilho ou fetal § Rigidez da nuca (rigidez e dificuldade na flexão passiva da cabeça) § Kernig (não conseguimos realizar a extensão da perna com o paciente em posição supina e coxa fletida em 90 graus) § Brudzinski (flexão ativa involuntária da coxa com flexão passiva da cabeça) SI ́NDROME DE IRRITAC ̧A ̃O MENI ́NGEA RIGIDEZ DE NUCA RIGIDEZ DE NUCA ¡ Sinal de Lhermitte : § Flexão brusca do pescoço determina dor em “descarga elétrica” ao longo da coluna, chegando até as extremidades inferiores. § Aparece em lesões em nível cervical — hérnias, tumores, aderências meníngeas — bem como em afecções desmielinizanates (esclerose múltipla e doença de Behçet); OUTROS SINAIS DE MENIGISMO LASÈGUE Com o paciente deitado presença de dor na parte posterior da coxa quando a perna com joelho estendido e elevada a menos de 40 graus. AVALIAÇÃO DA COLUNA LOMBAR AVALIAÇÃO DA COLUNA LOMBAR ¡ É uma medida da flexibilidade lombar. Duas marcas são feitas verticalmente a partir do bordo superior do sacro, separadas pela distância normal de 10 cm. O paciente é então instruído para inclinar-se para a frente sem flexionar os joelhos. A distância entre as duas marcas, que incialmente era de 10 cm, alonga-se para 15 ou 16 cm. ¡ Usamos para avaliar flexão da coluna lombar em doenças como na espondilite anquilosante. MANOBRA DE SCHÖBER MANOBRA DE SCHÖBER MANOBRA DE PATRICK-FABERE ¡ Flexão da coxa sobre o quadril em concomitância com flexão do joelho, abdução da coxa, seguida de rotação externa da perna formando um "quatro”. ¡ Na posição de execução, agora, o analisador deverá colocar uma das mãos sobre a espinha ilíaca anterossuperior contralateral à articulação analisada e sobre a articulação tíbiofemoral (lado medial que estará voltado para cima) ipsilateral, fazendo pressão nessas áreas, forçando, assim, as duas articulações em questão no sentido posterior. ¡ Usamos para avaliar sacroii l iate (artrite psoriásica) PATRICK-FABERE