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1 Integradora - HAM 2 Enízia Simões - 2º período SINAIS MENÍNGEOS—----------------- TESTE DE BRUDZINSKI - Examinador flexiona a cabeça do paciente, e o sinal é positivo se tiver uma reação de flexão espontânea de quadril e joelho, além da dor TESTE DE KERNIG - Perna deve estar flexionada a 90 graus e depois o examinador estica o joelho. É positivo quando o paciente sente dor ao estender o joelho *Positivo em UMA perna: radiculopatia *Positivo nas DUAS perna: irritação meníngea RIGIDEZ NA NUCA - Examinador flete a cabeça do paciente, se o movimento for fácil não tem rigidez SINAIS RADICULOPATIA—------------- -Testa compressão de raízes nervosas LASÉGUE - Estende a perna e o sinal é positivo de tiver dor (em 30 graus de elevação mais ou menos) LASEGUE SENSIBILIZADO/BRAGARD - Estende a perna igual em lasegue e faz dorsiflexão do pé REFLEXOS—------------------------- SUPERFICIAIS/CUTÂNEO - Reflexo cutâneo plantar: se o paciente fletir os dedos significa sinal de Babinski positivo. Em condições normais espera-se uma flexão ou nenhuma reação. Indica lesão da via piramidal ou corticoespinhal - Reflexo cutâneo abdominal:(vai de T8 a T12) resposta normal é a contração de músculos abdominais, com leve deslocamento da cicatriz umbilical para o lado afetado. Indica lesão na via piramidal PROFUNDOS/TENDINOSOS *Cada reflexo de estiramento envolve segmentos espinais - Reflexo aquileu: S1 - Reflexo patelar: L2, L3 e L4 - Reflexo supinador(braquiorradial): C5 e C6 - Reflexo bicipital: C5 e C6 - Reflexo tricipital(cotovelo): C6 e C7 NERVOS CRANIANOS---------------- 1 - OLFATÓRIO - Função: olfação - emerge do bulbo olfatorio Parosmia: ocorre uma distorção, ou seja, o cheiro sentido é diferente do normal/ do que devia sentir - Anosmia: perda de olfato 2 - ÓPTICO - Função: visão central (acuidade visual), periférica (campo visual) e fundos oculares. As imagens são recolhidas na retina por meio dos cones e bastonetes, e conduzidas ao centro da visão no lobo occipital - Emergência cranial é o canal óptico e encefálica é o quiasma óptico - Acuidade visual (tabela de snellen) *Ambliopia: diminuição da acuidade - Campo visual (até onde pode ver) - Fundoscopia *Visão de túnel: perda de visão periférica, pode ser um tumor na base do crânio 3 - OCULOMOTOR 4 - TROCLEAR - emerge do véu medular (posterior a ponte e o bulbo) 6 - ABDUCENTE - Avalia o reflexo motor e a ptose palpebral (OCULOMOTOR) - abducente emerge do sulco bulbo pontino - Inspecionar pupilas (OCULOMOTOR) *Anisocoria: diferença entre pupilas *Isocórica: tem mesmo diâmetro e reagem igualmente a luz - Função: motricidade ocular extrínseca e intrínseca do olho - Motilidade extrínseca ↠ Tendo predomínio de algum músculo do globo ocular, pode ocorrer o estrabismo (desvio do olho), podendo ser horizontal (convergente ou divergente) ou vertical (superior ou inferior) ↠ Paciente desloca os olhos no sentido horizontal e vertical - Motilidade intrínseca *Discoria: tem diferença nas pupilas *Midríase: diâmetro da pupila aumentado (dilata) *Miose: diminui de tamanho (contrai) *Reflexo fotomotor consensual: contração da pupila contrária ao estímulo 5 - TRIGÊMEO - Função: Sensibilidade facial: e motricidade dos músculos mastigatórios - emergência encefálica entre a ponte e o pedúnculo cerebral médio - Palpar músculos masseter e temporal, pedindo que o paciente cerre a mandíbula (observar força de contração muscular) - Pedir para mover mandíbula de um lado e para outro - Reflexo córneo-palpebral (contração das pálpebras é reflexo normal) - Avaliar sensibilidade superficial e dolorosa 7 - FACIAL - Função: Mímica facial; secreção das glândulas lacrimal, sublingual e submandibular; gustação dos 2/3 anteriores da língua - emerge do sulco bulbo pontino - Pedir para fazer ações de mímica facial e perguntar sobre o paladar *Na paralisia unilateral observa-se lagoftalmia (olho sempre aberto), ausência do ato de piscar, desvio da boca para o lado normal. * Paralisia periférica: toda a hemiface é comprometida. Olho não fecha (quando tenta fechar aparece só o branco do olho - sinal de bell) testa não enruga e boca desvia para o lado contrário da lesão. Lesão no núcleo do facial (na ponte), ou abaixo desse núcleo (fibras que sai da ponte) e a lesão de um lado, causa paralisia do mesmo lado. * Paralisia central: Somente a metade inferior da face se mostra alterada. Olho fecha, testa enruga e boca desvia para o lado contrário da paralisia. A lesão se localiza acima do núcleo do facial (lesão de um lado, paralisia do outro) 8- VESTIBULOCOCLEAR - Função: equilíbrio e audição - Emerge do sulco bulbo pontino - AUDIÇÃO (COCLEAR) -Prova de rinne: diapasão da região mastóide e depois próximo ao ouvido. Em condições normais, rinne positivo. Transmissão óssea (mastóide) mais prolongada do que o aéreo, é rinne negativo e significa alguma deficiência auditiva de condução. -Prova de weber: diapasão no meio do crânio. Normalmente o som é ouvido igualmente, se tiver laterização, tem perda auditiva *Hipoacusia condutiva: som lateraliza para o lado afetado *Hipoacusia neurossensorial: som é localizado pela orelha não afetada - EQUILÍBRIO (VESTIBULAR) -Paciente queixa vertigem, náuseas vômitos e desequilíbrio -Romberg é positivo quando o paciente desequilibra para o mesmo lado que foi lesado 9 - GLOSSOFARÍNGEO E 10 - VAGO - Na lesão unilateral desses nervos, observa-se: desvio do véu palatino para o lado normal e disfagia (dificuldade para engolir) e diminuição do reflexo de vômito 11 - ACESSÓRIO - Inerva o músculo esternocleidomastoideo e parte superior do trapézio - Pedir ao paciente que levante os ombros contra a resistência do sua mão, verificando força e contração do trapézio - Pedir para movimentar a cabeça contra a resistência da sua mão, observando força do esternocleidomastoideo 12 - HIPOGLOSSO - Inerva músculos da língua - Em lesão unilateral, tem desvio da língua, atrofia e fasciculações do lado da lesão SISTEMA GENITAL MASCULINO— ----- - Os principais sintomas das afecções dos órgãos genitais masculinos são: dor, hematúria, alterações miccionais, retenção urinária, priapismo, hemospermia, corrimento uretral e também ejaculação precoce, impotência sexual e esterilidade *Dor à micção: disúria, indica inflamação *Hematúria: presença de hemácias na urina *A urina que resta na bexiga favorece a proliferação bacteriana. *Retenção urinária é a incapacidade de esvaziar, parcial ou completamente, a bexiga. *Polaciúria: vontade frequente de urinar, mesmo que em pequena quantidade *O priapismo: ereção persistente, prolongada e dolorosa, sem desejo sexual. *Hemospermia: presença de sangue no esperma - O exame físico dos órgãos genitais masculinos externos é realizado por INSPEÇÃO e PALPAÇÃO, devendo o paciente ficar em decúbito dorsal ou de pé - Os órgãos genitais internos são examinados pelo toque retal. - No exame do pênis é indispensável retrair completamente o prepúcio, única maneira de obter uma boa visualização da glande e do sulco balanoprepucial, expondo-se, dessa maneira, lesões que poderiam passar despercebidas - No exame da bolsa escrotal, investigam-se o formato, o tamanho, as características da pele e os aspectos vasculares. Faz-se a INSPEÇÃO, PALPAÇÃO E TRANSLUMINAÇÃO. *Em condições normais, o testículo esquerdo situa-se mais baixo que o direito. *A palpação é o método de maior valor na análise dos testículos - Os epidídimos são facilmente perceptíveis entre os dedos indicador e polegar, fazendo-os deslizar de baixo para cima e de diante para trás, ao longo de ambas as faces dos testículos (MANOBRA DE CHEVASSU). *Os canais deferentes intraescrotais são palpados com facilidade em condições normais *Lesões dos cordões espermáticos são percebidas por palpação. TOQUE RETAL - Posição de Sims ou lateral esquerda, mantendo-se o membro inferior em semiextensão e o superior flexionado. - Posição genupeitoral: é a mais adequada, preferida pela maioria dos examinadores. - Posição de decúbito supino, na qual o pacientefica semissentado com as pernas flexionadas -As estruturas analisadas neste exame: ● Parede anterior: próstata, as vesículas seminais e o fundo de saco vesicorreta; ● parede lateral esquerda e direita; ● parede posterior: sacro e cóccix ● pra cima, até onde o dedo alcançar *As vesículas seminais não costumam ser acessíveis ao exame palpatório. Para avaliá-las, deve-se recorrer ao método de Picker. AVALIAÇÃO DAS MAMAS— ----- - O exame físico das mamas deve seguir a seguinte ordem: • INSPEÇÃO ESTÁTICA E DINÂMICA; • PALPAÇÃO; • EXPRESSÃO PAPILAR; • PALPAÇÃO DOS LINFONODOS AXILARES E SUPRACLAVICULARES. - A inspeção estática é realizada com a paciente sentada, com os membros superiores dispostos paralelamente ao longo do tronco. Observa-se volume, contorno, aréolas e etc… - A inspeção dinâmica é realizada com duas manobras: levantamento dos braços para aumentar a tensão dos ligamentos de Cooper e contração dos peitorais. - Realiza-se a palpação da mama estando a paciente deitada com as mãos atrás da cabeça e os braços bem abertos. A palpação deve ser feita delicadamente, partindo-se da região subareolar e estendendo-se até as regiões paraesternais, infraclaviculares e axilares *A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) é indicada para pacientes com anormalidades mamográficas ou lesões palpáveis da mama. -MANOBRA DE BLOODGOOD: utilização das pontas dos dedos, simulando o tocar de um piano, como fonte de pesquisa do tecido mamário. -MANOBRA DE VELPEAU: realizada com mão espalmada e movimentos circulares -Expressão papilar: faz-se uma pressão sobre a mama, das suas bordas em direção à aréola, de modo a “ordenhar” a secreção SISTEMA GENITAL FEMININO— – —* - Inspecionar a vulva *VALSALVA: Separe os lábios menores dos maiores e inspecione o sulco interlabial, por fim separe o espaço entre os pequenos lábios, neste momento, pede-se para o paciente tossir 3 vezes, com força (manobra de valsalva) para verificar se tem o prolapso de alguma estrutura pelo introito vaginal - Palpação: Da região onde se encontra as glândulas de Bartholin direita e esquerda. *GLÂNDULAS DE BARTHOLIN: ou vestibulares maiores localizam se em cada lado do introito vaginal, abaixo do hímen, estando seus orifícios de saída situados na parte posterior do vestíbulo, entre os pequenos lábios e o hímen; eles correspondem às glândulas bulbouretrais no homem e secretam muco, especialmente no ato sexual. - Expressão uretral: examinador introduz o dedo indicador na vagina e ordenha delicadamente a uretra, de dentro para fora *GLÂNDULAS DE SKENE: ou parauretrais ou vestibulares menores, homólogas da próstata masculina, têm seus orifícios externos localizados lateroposteriormente ao meato uretral. -Exame escapular: avalia a vagina e o colo uterino, ou seja, a genitália interna e requer um instrumento a utilização de um espéculo *Exame de colpocitologia: Durante o exame especular pode ser realizado o exame de colpocitologia oncótica ou Papanicolau, utilizado para o rastreamento do colo do útero. -Toque vaginal combinado: É um exame exclusivo para mulheres que já tiveram relação sexual. Vai se avaliar: útero, ovário e vagina - Toque retal: pode também ser feito no exame ginecológico de rotina em mulheres, pois ajuda a detectar problemas no canal vaginal ou útero SISTEMA URINÁRIO— —--------– —* *Oligúria: Caracteriza-se por excreção de um volume de urina inferior às necessidades de excreção de solutos, ou seja, pouca diurese (Produção e secreção de urina pelo rim) *Anuria: não tem diurese *Poliúria: muita diurese *Polaciúria: aumento da frequência miccional *Noctúria: vontade de urinar frequente a noite *Retenção urinária: incapacidade de esvaziar a bexiga *Incontinência: micção involuntária *Hematúria: sangue na urina *Hemoglobinuria: hemoglobina na urina *Sinal de cacifo ou sinal de Godet é um sinal clínico avaliado por meio da pressão digital sobre a pele, por pelo menos 5 segundos, a fim de se evidenciar edema. - O exame físico do sistema urinário deve começar pela INSPEÇÃO DO ABDOME, DOS FLANCOS E DAS COSTAS, com o paciente sentado. Em seguida, deve-se fazer a PALPAÇÃO E A COMPRESSÃO DOS ÂNGULOS COSTOVERTEBRAIS. Posteriormente, efetua-se a percussão com a face interna da mão fechada, chamada "PUNHOPERCUSSÃO". - Manobra de giordano: Faz uma súbita punho-percussão, com a borda ulnar da mão, na região da fossa lombar do paciente, mais especificamente, na altura da loja renal (flancos). -Por fim, deve ser realizada AUSCULTA ABDOMINAL, que será útil na verificação de sopros abdominais como ocorre na estenose de artérias renais. -EXAME DOS URETERES: Pela PALPAÇÃO profunda da parede abdominal anterior, é possível determinar dois pontos dolorosos quando existe infecção ou obstrução dos ureteres. -EXAME DA BEXIGA: bexiga vazia não é palpável, porém pode haver hipersensibilidade na área suprapúbica ao se fazer a PALPAÇÃO. Retenção urinária aguda ou crônica, levando à distensão vesical, pode ser percebida por INSPEÇÃO, PALPAÇÃO E PERCUSSÃO da região suprapúbica. SISTEMA ENDÓCRINO— —----------- TIREOIDE - Hipotireoidismo: sonolência, apatia, hipersensibilidade ao frio, diminuição da sudorese, aumento de peso, unha quebradiça, pele seca, rouquidão, bradicardia, mixedema… - Hipertireoidismo: taquicardia, hipersensibilidade ao calor, aumento da sudorese, perda de peso, tremor, irritabilidade, insônia, exoftalmia, hiperreflexia (vê principalmente no de aquileu)… -INSPEÇÃO: Pode definir a forma e o tamanho da glândula. Ocorre na região anterior do pescoço *sinal de pemberton: aparece quando se eleva o braço, o paciente fica dispneico, pletora facial *sinal de woltman: ou sinal de woltman de hipertireoidismo, é o retardo na fase de relaxamento de um reflexo tendinoso (calcanhar de aquiles) -PALPAÇÃO: ● Paciente sentado e o examinador de pé atrás dele (abordagem posterior). As mãos e os dedos rodeiam o pescoço, com os polegares fixos na nuca e as pontas dos indicadores e médios quase a se tocarem na linha mediana. O lobo direito é palpado pelos dedos da mão esquerda, enquanto os dedos da outra mão afastam o esternocleidomastóideo. Para o lobo esquerdo, as coisas se invertem. ● Paciente sentado ou de pé e o examinador sentado ou de pé, postado à sua frente (abordagem ● anterior). São os polegares que palpam a glândula, enquanto os outros dedos apoiam-se nas regiões supraclaviculares. ● Paciente e examinador nas mesmas posições da abordagem anterior, fazendo-se a palpação com uma das mãos, que percorre toda a área correspondente à tireoide. *A flexão do pescoço, ou a rotação discreta do pescoço para um lado ou para o outro, provoca relaxamento do músculo esternocleidomastóideo, facilitando a palpação da tireoide *Solicitar que o paciente degluta ● A palpação avalia: tamanho, contorno, irregularidade, mobilidade -ASCULTA: aumento de fluxo sanguíneo pode determinar a ocorrência de sopro e algumas vezes acompanhada de frêmitos PARATIREÓIDE - Sinal de Trosseau: Pode ser provocado ao se manter o manguito do aparelho de pressão insuflado, por 3 min, 20 mm de mercúrio acima da pressão sistólica do paciente. Nos casos de hipocalcemia, ocorrem flexão do punho, extensão das articulações interfalangianas e adução do polegar - Sinal de chvostek: Percute-se a região pré-auricular (nervo facial). Quando há hipocalcemia, aparece contração da musculatura da face e do lábio superior no lado em que se fez a percussão. PÉ DIABÉTICO - É a complicação mais comum do diabete mellitus - Avaliação da pele: pés, unhas, arco plantar - Avaliação musculoesquelética: busca atrofia muscular, deformidade, áreas de risco para ulcerações *Pé frequentemente ressecado, pele fria - Avaliação vascular: deve contemplar a palpação dos pulsos pediosos e tibiais posteriores - Avaliação neurológica: é a avaliação da sensibilidade (tátil, dolorosa-térmica e vibratória) a avaliação da função motora e reflexos tendinosos ● teste com diapasão no hálux, avalia sensibilidade vibratória ● reflexo de aquileu ● reflexo cutâneo plantar *midríase: dilatada(pupila maior) *meiose: contraída (pupila menor) - lembrar do tamanho do nome *pupilas isocóricas são aquelas que possuem o mesmo diâmetro e reagem igualmente à luz *discoria: forma ou dimensão anômala *pupilas anisocóricas são pupilas de tamanhos diferentes Reflexos hiperativos: lesões do SNC do trato corticospinal descendente. Reflexos hipoativos ou ausentes: lesões das raízes dos nervos espinais, dos nervos espinais, dos plexos ou dos nervos periféricos ESTEREOGNOSIA: capacidade de reconhecer um objeto com a mão sem a visão Paresia→ redução da força Plegia→ ausência da força Parestesia→ formigamento FORÇA— —--------–----------- —* *O tônus muscular pode ser definido como estado de tensão do músculo no repouso e possui como estrutura responsável pelo seu controle o sistema nervoso. - O tônus muscular pode ser examinado pela inspeção, palpação e movimentação passiva A inspeção revelará o estado do trofismo muscular e a presença de atitudes anormais ou movimentos involuntários A palpação dos músculos permite avaliar a consistência muscular À movimentação passiva, o examinador realiza movimentos das diferentes articulações, avaliando a resistência oferecida. Imprimem-se movimentos naturais de flexão e extensão dos membros, observando se há • Resistência: tônus aumentado • Passividade: tônus diminuído • Extensibilidade: se existe ou não exagero no grau de extensibilidade da fibra muscular. GRAU DE FORÇA • GRAU O: sem movimento • GRAU 1: discreta contração • GRAU 2: movimento completo sem força da gravidade • GRAU 3: movimento contra a força da gravidade • GRAU 4: movimento completo contra a força da gravidade e contra a resistência aplicada pelo examinador • GRAU 5: força normal -MANOBRA DE MINGAZZINI: decúbito dorsal e joelho fletido. Avalia força dos flexores do quadril e extensores do joelho -MANOBRA DE BARRÉ: decúbito ventral e joelho fletido. Avalia-se a força dos músculos flexores do joelho -BRAÇO ESTENDIDO HIPOTONIA: observa-se o relaxamento exagerado dos músculos, o achatamento das massas musculares, consistência muscular diminuída, passividade aumentada e extensibilidade aumentada HIPERTONIA: caracteriza-se por tensão muscular exagerada ou permanente do músculo em repouso e pode refletir-se numa espasticidade ou numa rigidez muscular. A consistência muscular aumentada, passividade diminuída e extensibilidade aumentada. A hipertonia está presente nas lesões das vias motoras piramidais e extrapiramidais A coordenação das atividades motoras, cujo o bom funcionamento depende do cerebelo (centro coordenador) e da sensibilidade proprioceptiva (sistema sensorial) *À sensibilidade proprioceptiva cabe informar continuamente ao cerebelo as modificações de posição dos vários segmentos corporais. Nas lesões de sensibilidade proprioceptiva, quando o paciente fecha os olhos, acentua-se a ataxia. Tal fato não acontece nas lesões cerebelares *Ataxia: perda da coordenação *dismetria (distúrbio na medida do movimento) quando o paciente não consegue alcançar o alvo com precisão Diadococinesia é a capacidade de executar movimentos rápidos, repetidos e alternados. SISTEMA OSTEOMUSCULAR—---------- *A motricidade voluntária é estudada por meio de duas técnicas, uma para análise da motricidade espontânea e outra para a avaliação da força muscular, a qual pede para o paciente realizar movimentos OMBRO E COTOVELO -Inspeção estática e dinâmica. (na dinâmica pede ao paciente para empurrar a parede) -Palpação: Utilizar a técnica da digitopressão para a palpação do ombro buscando dor, tumefações, crepitações ou edemas. -Movimentos: Realização dos movimentos ativamente e depois passivamente QUADRIL -Inspeção: Do quadril e dos MMII em pé e deitado. -Palpação: Utilizar a técnica da digitopressão -Movimentos: Flexão • Extensão • Rotação interna • Rotação externa • Adução • Abdução • Circundação -Manobras: ● TRENDELENBURG: É realizado com o paciente em pé, e o quadril oposto àquele a ser examinado mantido em extensão e o outro com o joelho fletido. Testa-se a função do glúteo médio da perna estendida. ● THOMAS: O paciente é posicionado em decúbito dorsal em superfície firme. O médico vai colocar uma das mãos na coluna lombar e a outra vai fletir a coxa do paciente. É positivo se o paciente fletir a outra perna. ● PATRICK FABERE: É realizado na posição supina (decúbito dorsal), com quadril e o joelho flexionados e o pé apoiado sobre o joelho contralateral. Uma das mãos fixa a crista ilíaca (pelve) e a outra abaixa o joelho, realizando sua abdução e rotação. Positivo quando a dor que aparecer for exacerbada com a rotação do joelho. A dor cística origina-se no nervo ciático (plexo lombosacral). JOELHO -Inspeção estática e dinâmica: *Na estática verifique o alinhamento (desalinhamentos em varo ou em valgo) Na dinâmica, pedir para andar -Palpação: Utilizar a técnica da digitopressão -Movimentos: Flexão • Extensão -Manobras meniscais: ● APLEY: Paciente em decúbito ventral, com o joelho inicialmente em 90° de flexão, aplicase a compressão axial na perna. Em seguida sensibiliza-se o teste fazendo a rotação interna, que avalia o menisco lateral e a externa, que avalia o medial ● MCMURRAY: paciente em decúbito dorsal, palpa-se as interlinhas articulares, segura-se com a mão esquerda o joelho direito e com a outra segura-se o pé e realiza-se movimentos de flexo-extensão e rotação interna e externa da perna, observando-se a ocorrência de estalitos ou ressaltos de dor. -Manobras para avaliar ligamentos do joelho: ● BOCEJO LATERAL (LCL): ou teste de estresse em adução ou varo. Testa-se a instabilidade em varo do joelho, forçando-o para a lateral. ● BOCEJO MEDIAL (LCM): ou teste de estresse em abdução ou valgo. Testa-se a instabilidade em valgo do joelho, forçando-o para a direção medial. ● GAVETA ANTERIOR (LCA): provocando deslocamento anterior sobre a coxa. ● GAVETA POSTERIOR (LCP): provocando deslocamento posterior, observando o deslocamento da tíbia sobre o fêmur. TORNOZELO E PÉ -Inspeção dorsal e plantar -Palpação -Movimentos: Dorsiflexão • Flexão plantar • Inversão • Eversão -Manobras ● TESTE DE THOMPSON: avaliação da integridade do tendão calcâneo. Compressão manual da panturrilha produz encurtamento da massa muscular que se transmite pelo tendão calcâneo até o pé que faz uma flexão plantar ● TESTE DA GAVETA ANTERIOR DO TORNOZELO (fibulo-talar anterior): É utilizada para testar a integridade do ligamento fíbulo-talar anterior e da porção antero-lateral da capsula articular. Promove-se o deslocamento anterior do talus.