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P á g i n a | 1 BIN @ FANTIN 1. Identificação ❖ Nome. ❖ Data de nascimento. ❖ Nome da mãe (nomes comuns podem ser motivo de confusão). ❖ Acompanhante (se houver). ❖ Idade (doenças prevalentes em determinadas faixas etárias). ❖ Sexo (doenças específicas em determinado sexo). ❖ Raça ou cor/ etnia (doenças comuns em determinada raça). ❖ Estado civil. ❖ Ocupação (doenças relacionadas ao tipo/local de trabalho); questionar a profissão atual, as profissões anteriores e qual o local de trabalho. ❖ Naturalidade. ❖ Residência atual e anteriores (zonas endêmicas). ❖ Número do prontuário. ❖ Plano de saúde (se houver). 2. Queixa principal ❖ A queixa que motivou a consulta (nas palavras do paciente e entre aspas) e a sua duração. ❖ "O que o senhor está sentindo?"; "Qual o seu problema?"; "Em que posso ajudá-lo?". 3. História da Moléstia Atual ❖ Quando começou? ❖ Como começou? ❖ Como evoluiu? - ordem cronológica. ❖ Sinais e sintomas associados. ❖ Como está agora? - estado atual da doença ✓ Buscar um sintoma guia. ✓ Os novos sintomas em ordem cronológica, com todos os sintomas bem analisados, quanto à localização, caráter, quantidade, intensidade, extensão, irradiação, duração, volume, circunstâncias de aparecimento, fatores agravantes, fatores atenuantes, evolução, sintomas associados. ✓ Repercussão da doença sobre o estado geral. ✓ Sintomas gerais associados (anorexia, febre, emagrecimento, astenia). ✓ Sintomas positivos e negativos pertinentes. ✓ Ao final, pode-se apurar a evolução (exames, tratamentos e procedimentos já realizados). ✓ Dor: localização, tipo, irradiação, intensidade (O a 10), duração, fatores de alívio, fatores de piora, evolução, manifestações concomitantes. ✓ Febre: início, intensidade, duração, modo de evolução e término. Interação Comunitária Prática P á g i n a | 2 BIN @ FANTIN 4. Revisão dos Sistemas / Interrogatório Sintomatológico Inicia-se pelo aparelho ou sistema lesado, seguindo-se para aqueles sistemas que possam ter relação fisiopatológica com o mesmo. ❖ Sintomas gerais: febre, calafrios, sudorese, alteração de peso (quantos quilos; em quanto tempo); astenia, fadiga, prurido, alteração do revestimento cutâneo; alteração do desenvolvimento físico. ❖ Crânio, face e pescoço: dor; alteração de cabelos e pelos; alteração de movimentos; alterações do pescoço. ❖ Pele a anexos: caráter, pigmentação, prurido, lesões cutâneas, alterações de pelos e unhas, exposição a drogas ou irritantes. ❖ Olhos: dor ocular; cefaleia; hiperemia; lacrimejamento ou epífora; sensação de olho seco; iantopsia (visão violeta); cloropsia (visão esverdeada); xantopsia (visão amarelada); amaurose (cegueira); ambliopia (perda parcial); prurido; queimação ou ardência; diplopia (visão dupla); fotofobia; nistagmo; escotomas; secreção. ❖ Ouvidos: otalgia; 'piorreia; otorragia; anacusia (surdez); hipoacusia; hiperacusia; vertigem (subjetiva: o paciente gira; objetiva: o objeto gira); zumbido. ❖ Nariz e cavidades paranasais: dor; coriza; rinorreia posterior, obstrução nasal; esternutação (espirros); epistaxe; prurido; alterações da fonação; anosmia (abolição do olfato); hiposmia; hiperosmia; cacosmia (odor pútrido); parosmia (perversão do olfato). ❖ Orofaringe: dor, sialose (produção excessiva de saliva); halitose; inflamações; ulcerações; disfagia; odinofagia; alterações da voz; cor das mucosas; estado dentário. ❖ Mamas: nódulos, secreção, dor, lesões. ❖ Sistema respiratório: dor torácica, tosse, expectoração e caráter do escarro, hemoptise, vômica, dispneia, cianose, chieira, sudorese noturna, vómica; estridor. ❖ Sistema circulatório: dor retroesternal, dispnéia aos esforços, ortopnéia, dispneia paroicística noturna, edema, palpitação, cianose, lipotimia, síncope, choque, hipertensão, claudicação intermitente, cilimbras, alteração da temperatura das extremidades, varizes de membros inferiores. ❖ Sistema digestório: dor abdominal, alterações do apetite (anorexia, inapetência; hiporexia; hiperorexia; bulimia); odinofagia, disfagia, pirose, regurgitação, sialorréia, eructação, náusea, vômitos, hematêmese, melena, hematoquesia (estrias de sangue nas fezes); diarreia, flatulência, constipação, enterorragia, tenesmo, parasitas nas fezes, icterícia, acolhi, hérnias, distensão abdominal, dispepsia; esteatorreia; obstipação intestinal ❖ Sistema musculo-esquelético: dor espontânea ou aos movimentos (Óssea, muscular, articular), aumento do volume articular, hipertermia, vermelhidão local, limitação dos movimentos, deformidades, fraquezas musculares, fraturas. ❖ Sistema nervoso: alterações da linguagem, marcha, movimentos, cefaleia, vertigem, alterações da sensibilidade, parestesias, paresias, paralisias, alterações dos órgãos dos sentidos (diplopia, escotomas, anosmias, anacusia), transtornos da consciência, convulsões, alterações emocionais.. ❖ Sistema locomotor: artralgias; limitações de movimentos; rigidez articular; edema periarticular; lombalgia; dorsalgia; cervicalgia; cianose; varizes; edema; palidez. 5. História Pessoal não Patológica ❖ Condições de nascimento: gravidez, medicações, viroses, condições do parto, estado ao nascer, ordem de nascimento, número de irmãos. ❖ Desenvolvimento psicomotor e neural: dentição, marcos do desenvolvimento, aproveitamento escolar. ❖ Desenvolvimento sexual: pubarca, menarca, sexarca, menopausa, orientação sexual. 6. História Pessoal Patológica ❖ Doenças crónicas: há quanto tempo foram diagnosticadas e quais medicações usam (hipertensão, diabetes, pneumopatias, hepatopatias, nefropatias, cardiopatias). ❖ Doenças anteriores (inclusive da infância). ❖ Cirurgias prévias (quais e quando). ❖ Traumatismos prévios e como foram tratados. P á g i n a | 3 BIN @ FANTIN ❖ História obstétrica: G-gestações, P-partos, A-abortos, número de filhos (se homem). ❖ Transfusões sanguíneas. ❖ Imunização. ❖ Viagens recentes. ❖ Alergias. ❖ Medicamentos em uso. 7. Hábitos de vida e condições socioeconômicas e culturais ❖ Alimentação: consumo de carboidratos, proteínas, gorduras, fibras, água. ❖ Higiene pessoal. ❖ Ocupação atual e anteriores - natureza do trabalho, substâncias em contato. ❖ Atividade física: tipo de exercício, frequência, duração e a quanto tempo pratica - sedentário, atividades físicas moderadas, intensas e constantes ou ocasionais. ❖ Tabagismo: tipo, quantidade, frequência, duração do vício e se já tentou parar. ❖ Consumo de bebidas alcoólicas: tipo de bebida, quantidade, frequência, duração do vício e se já tentou parar (Já sentiu necessidade de parar de beber ou diminuir a quantidade? Já se sentiu aborrecido ao ser criticado por beber? Já se sentiu culpado em relação a beber? Já bebeu logo ao acordar pela manhã para diminuir o nervosismo ou a ressaca? 2 respostas positivas identificam 75% dos alcoólatras). ❖ Uso de anabolizantes ou anfetaminas, além de sedativos. ❖ Consumo de drogas ilícitas: tipo, quantidade, frequência, duração do vício e se já tentou parar. ❖ Habitação: casa ou apartamento, se casa de alvenaria ou não; quantidade de cômodos; se tem saneamento básico; animais domésticos. ❖ Renda mensal. ❖ Religião. ❖ Escolaridade, analfabeto ou não. ❖ Vida conjugal. ❖ Relacionamento com pais e filhos. ❖ Tatuagens. ❖ Renda familiar. 8. Histórico familiar ❖ Estado de saúde dos pais e irmãos. Se falecidos, qual a idade e causa de falecimento. ❖ Casos de doenças hereditárias. ❖ Casos de tuberculose, hipertensão, diabetes, doenças infectocontagiosas, câncer, alergias, varizes, úlcera péptica, colelitíase. ❖ Estado de saúde cônjuge em relação a doenças sexualmente transmissíveis. ❖ Estado de saúde dos filhos. P á g i n a | 4 BIN @ FANTIN 1. Dados vitais ❖ Pressãoarterial (PA). ❖ Frequência cardíaca (FC). ❖ Frequência respiratória (FR). ❖ Temperatura (T). 2. Medidas Antropométricas ❖ Peso. ❖ Altura. ❖ IMC (índice de Massa Corpórea): Peso(kg)/Altura (m2). ✓ Baixo peso: < 19,9 ✓ Normal: 18 a 24,9 ✓ Sobrepeso: 25 a 29,9 ✓ Obesidade: 30 a 39,9 ✓ Obesidade mórbida: > 40 ❖ Circunferência abdominal. Normal: homens até 102 cm e mulheres até 88 cm. ❖ Envergadura: técnica: indivíduo com os braços abertos, em abdução de 90 graus; é a distância compreendida entre os extremos dos membros superiores. Normal: equivalente à altura. 3. Ectoscopia ❖ Estado geral: bom, regular ou ruim. ❖ Nível de consciência (estado de vigília): consciente, confuso ou obnubilado ou em coma; Se confuso ou comatoso, fazer escala de coma de glasgow citada posteriormente no exame neurológico. ❖ Fala e linguagem: normais, afonia ou disfonia (alteração no timbre da voz), dislalia (alterações menores da fala), disartria (alterações músculos da fala, incoordenação cerebral, hipertonia ou perda de controle piramidal), disfasia (pertubação na elaboração cortical da fala), afasia (mudo). ✓ Escrita: disgrafia. ✓ Leitura: dislexia. ❖ Estado de hidratação: hidratado ou normohidratado, hiperhidratado ou desidratado. ✓ Sinais de desidratação no adulto: sede, queda abrupta de peso: leve ou primeiro grau (<5%); moderada ou segundo grau (entre 5 e 10%) e elevada (>10%), pele seca, com elasticidade e turgor diminuídos, mucosas secas, ausência de umidade na fossa axilar, olhos fundos, estado geral comprometido, prostração, oligúria, hipotensão, taquicardia (em casos graves). ✓ Em crianças: agitação e irritabilidade também são sinais de desidratação. Em lactentes: leve: fontanelas normais ou pouco fundas; moderada: fontanelas fundas; grave: fontanela muito funda e choro sem lágrimas. ❖ Nutrição: nutrido ou normonutrido, desnutrido ou hiponutrido, obeso (ver IMC). ✓ Sinais de desnutrição: musculatura hipotrófica, IMC abaixo de 18, panículo adiposo escasso, pele seca e rugosa, cabelos avermelhados, finos, secos e quebradiços; sinais de hipovitaminose a, b, c e d. ✓ Graus de desnutrição: ➢ Primeiro grau: déficit de peso > 10% ➢ Segundo grau: déficit de peso > 25% ➢ Terceiro grau: déficit de peso > 40% P á g i n a | 5 BIN @ FANTIN ❖ Desenvolvimento físico: normal, hábito grácil (constituição corporal frágil), infantilismo (persistência de características infantis), nanismo ou hipodesenvolvimento, gigantismo ou hiperdesenvolvimento. ❖ Fácies: normal ou atípica, adenoideana, mongolóide, de depressão, renal, acromegálica, cushingoide ou de lua cheia, miastênica, leonina, esclerodérmica, etílica, do deficiente mental, mixedematosa, basedowiana, da paralisia facial periférica, parkinsoniana, hipocrática, pseudobulbar. ❖ Atitude: ✓ Voluntárias: ortopneia, genupeitoral, cócoras, parkinsoniana. ✓ Involuntárias: passiva, ortótono (tronco e membros rígidos), opistótono (contratura da musculatura lombar; o corpo se apoia na cabeça e nos calcanhares), emprostótono (corpo forma concavidade voltada para diante), pleurotótono (corpo se curva para o lado), posição em gatilho (hiperextensão da cabeça, flexão das pernas sobre as coxas e encurvamento do tronco com concavidade para diante). ✓ De partes do corpo: torcicolo, mão pêndula. ❖ Decúbito preferido: dorsal, ventral, lateral direito ou lateral esquerdo. ❖ Mucosas: ✓ Coloração: normocoradas, hipercoradas, hipocoradas ou descoradas: de + até ++++/4+. ✓ Cianose: acianóticas, cianóticas: de + até ++++/4+. ✓ Icterícia: anictéricas, ictéricas: de + até ++++ / 4+. ✓ Leucoplasias: ausentes ou presentes. ✓ Umidade: normal ou secas. ❖ Pele: ✓ Coloração: palidez, hiperemia, fenómeno de raynaud, cianose, albinismo, bronzeamento, dermatografismo, icterícia. ✓ Umidade: normal, seca ou sudoreica. ✓ Textura: normal, lisa ou fina, áspera, enrrugada. ✓ Espessura: normal, atrófica, hipertrófica ou espessa. ✓ Temperatura: normal, hipertermia ou hipotermia. ✓ Elasticidade: normal, hiperelástica e hipoelástica. ✓ Mobilidade: normal, diminuída ou aumentada. ✓ Turgor: normal ou diminuído. ✓ Sensibilidade: 1. dolorosa: analgesia, hipoalgesia ou hiperestesia. 2. tátil: normal, anestesia e hipoestesia. 3. térmica (calor e frio): normal ou diminuída. ✓ Lesões elementares: descrição das lesões, com sua localização: : ❖ Mancha ou mácula: alterações na cor da pele sem relevo ou depressão. ✓ Manchas vásculo-sanguineas: ocorrem por vasodilatação, constrição, ou pelo extravasamento de hemácias. ✓ Eritema: mancha vermelha por vasodilatação, que desaparece com digito ou vitropressão. ✓ Púrpura: mancha vermelha por extravasamento de hemácias, não desaparece com vitropressão; muda de coloração de acordo com o tempo por alteração da hemoglobina, tornando-se arroxeada e depois verde-amarelada. É chamada de petéquia quando possui até 1cm e de equimose quando possui mais de lcm. ❖ Manchas pigmentares: manchas pigmentares ou discromias resultam de diminuição ou aumento de melanina ou depósitos de outros pigmentos e substâncias na derme. ✓ Leucodermia: mancha branca por diminuição ou ausência de melanina. ✓ Hipocromia: redução da pigmentação. ✓ Acromia: ausência completa de pigmentação. ✓ Hipercromia: cor variável por aumento de melanina ou outros pigmentos como sais biliares e carotenoides. São elevações circunscritas causadas por edema na derme ou hipoderme. Urticária: elevação efêmera, irregular, de tamanho e cor variável do branco-róseo ao vermelho. Pruriginosa, resulta do extravasamento de plasma com formação de edema dérmico. Angioedema: área de edema circunscrito, que pode ocorrer no subcutâneo, causando tumefação. P á g i n a | 6 BIN @ FANTIN : Resultam de processo inflamatório ou neoplásico, atinge isoladamente ou conjuntamente epiderme, derme e hipoderme. Pápula: lesão sólida, circunscrita, elevada e menor que 1 cm. Placa: lesão elevada, de superfície geralmente plana, maior que 1 cm, pode apresentar superfície descamativa, crostosa ou queratinizada, pode ser formada pela confluência de pápulas. Nódulo: lesão sólida, circunscrita, saliente ou não de 1 a 3 cm de tamanho. Nodosidade ou tumor: lesão sólida, circunscrita e maior que 3 cm, o termo tumor é utilizado preferencialmente para neoplasia. Goma: nódulo ou nodosidade que se liquefaz na porção central, podendo ulcerar e eliminar material necrótico. Vegetação: lesão sólida e pedunculada, com aspecto de couve-flor e superfície friável. Verrucosidade: lesão sólida, elevada, de superfície dura e inelástica, formada por hiperqueratose. : Lesões de conteúdo líquido que pode ser serosidade, sangue ou pus. Vesícula: elevação circunscrita de até lcm, com conteúdo claro (seroso). Bolha ou flictena: difere-se da vesícula apenas pelo tamanho, que é maior que 1 cm. Pústula: elevação de até 1cm e de conteúdo purulento. Abscesso: possui tamanho variável, é formado por coleção purulenta da pele ou tecidos subjacentes. Sinais flogisticos podem estar presentes: edema, dor, rubor, calor. Hematoma: formada por derrame de sangue na pele ou tecidos subjacentes, difere-se da equimose por haver alteração de espessura. Pode infectar e haver presença de sinais flogisticos, e o conteúdo hemorrágico pode tomar-se purulento. Queratose: espessamento da pele por aumento da camada córnea, tomando-se áspera e com a superfície amarelada. Liquenificação: espessamento da pele com acentuação dos sulcos e da cor própria, apresentando aspecto quadriculado. Edema: aumento de espessura, depressível, cor da própria pele ou rósea-avermelhada por extravasamento de plasma Esclerose: alteração da espessura com aumento da consistência da pele, tornando-se lardácea ou coriácea. A pele pode estar espessada ou adelgaçada,havendo hiper ou hipocromia associadas. Resulta de fibrose do colágeno. Atrofia: diminuição da espessura da pele. Ocorre redução do número e volume dos constituintes teciduais. Lesões oriundas da eliminação ou destruição patológicas e de reparações em tecidos subcutâneos. ✓ Escama: massa furfurácea, micácea ou follácea que se desprende a superfície cutânea por alteração de queratinização. ✓ Exulceração: perda superficial somente de epiderme. ✓ Ulceração: perda circunscrita de epiderme e derme, podendo atingir hipoderme e tecidos subjacentes. ✓ Fissura: perda linear da epiderme e derme, no contorno de orifícios naturais ou em áreas de pregas e dobras. ✓ Crosta: concreção de cor amarela, esverdeada ou vermelha escura, que se forma em área de perda tecidual. Resulta do dessecamento da serosidade, pus ou sangue misturado a restos epiteliais. ✓ Cicatriz: lesão de aspecto variável, pode ser saliente ou deprimida, móvel ou aderente. Não possui poros ou anexos cutâneos. Resulta da reparação de processo destrutivo da pele, associado a atrofia, fibrose e discromia. ✓ Queloide: cicatriz saliente, cujo tecido extravasa pelas bordas cicatriciais. Geralmente associada à prurido e ardor. P á g i n a | 7 BIN @ FANTIN ✓ Cicatriz hipertroficas: cicatriz saliente, cujo tecido não extravasa pelas bordas cicatriciais. ❖ Fâneros: ✓ Cabelos: t. Implantação: isossexual ou anisossexual. 2. Distribuição: uniforme, alopécia universal, alopécia areata. 3. Quantidade: normal ou diminuído. 4. Coloração e brilho: normais ou alterados. ✓ Pelos: distribuição isossexual, distribuição anisossexual, hirsutismo, hipertricose. ✓ Unhas: distrofia, leuconíquias, onicólise, unhas em vidro de relógio, palidez, cianose, onicomicose, perioníquias, onicofagia. ❖ Tecido celular subcutâneo: celulite, fibromas, lipomas e cistos sebáceos. ❖ Panículo adiposo: inspeção e palpação. ✓ Quantidade: normal, aumentada ou diminuída. ✓ Distribuição: ginecóide, andróide, centrípeta, gibosidade, lipomas. ❖ Musculatura: inspeção e palpação. ✓ Tonicidade: normotônica, hipertónica, espástica ou rigica, hipotõnica ou flácida. ✓ Troficidade: normotrófica, hipertrófica ou hipotrófica. ❖ Movimentos involuntários: tremores, movimentos coreicos, movimentos atetósicos ou atetose, hemibalismo, mioclonias, mioquinlas, asterix-flapping, tiques convulsões, tetania, fasciculações. ❖ Enfisema subcutâneo: presente ou ausente. ❖ Linfonodos: submandibulares, submentonianos, pré- auricular, retroauricular, supra e infraclaviculares, axilares, inguinais e poplfteos. ✓ Localização, tamanho, consistência, mobilidade, sensibilidade, alterações na pele adjacentes. ❖ Veias superficiais: desenho venoso, varizes, microvarizes, flebite. ❖ Pulsos: temporais, carotídeos, axilares, braquiais, radiais, femorais, poplíteos, pediosos e tibiais posteriores. ✓ Comparar o pulso homólogo imediatamente após o término da análise ✓ Estado da parede arterial: normal, endurecida, irregular, tortuosa Frequência (contar durante 1 minuto na artéria radial e no precórdio: normal: 60 a 100 bpm): normal, taquisfigmia, bradisfigmia, déficit de pulso: FC > frequência do pulso. ✓ Ritmo: regular ou irregular ✓ Amplitude: ampla, mediana ou pequena. ✓ Tensão: duro ou mole. ✓ Tipos de onda: normal, célere ou em martelo d'água, filiforme, alternante ou paradoxal ❖ Circulação colateral: tipo braquiocefálica, tipo cava superior, tipo porta, tipo cava inferior ✓ Sinais de insuficiência venosa periférica crônica: eczema de estase, úlceras de estase, dermatite ocre, dermatofibrose e edema. ❖ Edema: ✓ Localização: localizado ou generalizado (anasarca). ✓ Intensidade (sinal de cacifo - profundidade da fóvea): de +/4+ a ++++/4+. ✓ Consistência: duro ou mole. ✓ Elasticidade: elástico ou inelástico. ✓ Temperatura da pele adjacente: normal, diminuída ou aumentada. ✓ Sensibilidade: doloroso ou indolor. ✓ Coloração: cianose, hiperemia ou palidez. ✓ Textura da pele: lisa, brilhante, espessa ou enrrugada. ❖ Postura na posição de pé: boa postura, má postura, cifose, escoliose, lordose, cifoescoliose. ❖ Marcha: normal, hemiplégica, anserina ou do pato, parkinsoniana, cerebelar ou do ébrio, tabética, de pequenos passos, vestibular, escarvante, claudicante, em tesoura ou espástica. —) ❖ Icterícia: examinar a mucosa conjuntival e o freio da língua; ausente ou +/4+ a +++ +/4+. P á g i n a | 8 BIN @ FANTIN ❖ Cianose: pesquisar ao redor dos lábios, na ponta do nariz, nos lobos das orelhas e extremidades das mãos e pés - leito ungueal e polpas digitais. ✓ Classificar em leve, moderada ou intensa. ✓ Generalizada: vista na pele toda. ✓ Localizada ou segmentar: segmento corporal. ❖ Turgência ou estase jugular a 45°: presente ou ausente. Cabeça (inspeção) 1- Tamanho: normal, macro ou microcefalia. 2- Forma do crânio: normal, em torre, dolicocefalia, braquicefalia, escafocefalia ou plagiocefalia. 3- Posição: mediana ou torcicolo. 4- Movimentos: normais, tiques ou coreicos. 5- Superfície e couro cabeludo: normais, tumores, tumefações, bossas, hematomas, depressões ou pontos dolorosos. 6- Face: simétrica ou assimétrica. 7- Supercílios: normais ou madarose. 8- Pálpebras: normais, ecmose, xantelasma, ptose palpebral ou lagoftalmo. 9- Fenda palpebral: normal, aumentada - exoftalmia, diminuída ou ausente - ptose palpebral. 10- Globos oculares: normais, exoftalmia, enoftalmia, nistagmo: horizontal, vertical. 11- Conjuntivas: normais, ictéricas, hipocoradas, hiperêmicas, com secreções. 12- Cristalinos: normais ou opacificados - catarata. 13- Córneas: normais, ulcerações, arco senil, ceratite, anel de keiser-fleischer. 14- Pupilas: ✓ Forma: normais ou discóricas. ✓ Localização: central ou excêntrica. ✓ Tamanho: normal, midríase, miose, isocóricas, anisocóricas, puntiformes. ✓ Reflexos: fotomotor, consensual, acomodação, convergência. ✓ Movimentação ocular: normal ou alterada 1 15- Nariz: formato, batimento de asa nasal, rinorreia anterior, epistaxe anterior, hiperplasia de cornetos, hiperemia, desvio de septo. 16- Lábios: normais, palidez, cianose, lábio leporino, edema, vesícula, ulceração, leucoplasia, tumores, quellite. 17- Cavidade bucal: normal, afta, candidiase, leucoplasia, tumores, ulcerações, deformidades de palato. 18- Língua: posição, cor, umidade, superfície, textura, movimentos, lesões, tamanho. 19- Gengivas: cor, consistência, desenvolvimento, lesões. 20- Dentes: número, cáries, hipoplasia de esmalte, má oclusão, desgaste, obturação. 21- Orofaringe (orofaringoscopia): ✓ Tonsilas palatinas: normais, hipertróflcas, hipotróficas, placas purulentas, hiperemia, cáseo, abcesso, vesículas. ✓ Parede posterior da faringe: normal, rinorreia posterior, hiperemia. ✓ Véu palatino: normal, manchas, ulcerações. ✓ Úvula: normal, desviada. 22- Ouvidos (otoscopia): pavilhão auditivo, conduto auditivo (descamação, rolha ceruminosa), membrana timptmica (perfuração, abaulamentos, opacificação, secreções, brilho). 23- Laringe (laringoscopia): lesões de pregas vocais, epiglote, hipofaringe e laringe. Pescoço (inspeção, palpação e ausculta) 1- Forma e volume: normal ou alterados. 2- Posição: mediana, torcicolo, desvios laterais. 3- Mobilidade: normal ou alterada. 4- Turgência de jugulares: ausente ou presente. 5- Pulsos arteriais e venosos: visíveis ou não visíveis. 6- Tireoide: ✓ Volume: normal, aumento difuso, aumento segmentar. ✓ Consistência: normal (fibroelástica), firme, endurecida, pétrea. ✓ Mobilidade: normal, aderida aos planos profundos. ✓ Superfície: lisa, nodular, irregular. ✓ Temperatura da pele adjacente: normal ou aumentada. ✓ Sensibilidade: indolor ou dolorosa. ✓ Frêmito: ausente ou presente. 7- Exame dos vasos: ausculta aa. carótidas, vv. jugulares,tireoide e aa. vertebrais: ausência ou presença de sopros. INTERAÇÃO COMUNITÁRIA III EXAME FÍSICO CABEÇA E PESCOÇO- 2023 Elaborado por: Prof. Me. Mateus Goulart Alves; Prof. Me. Iacara de Oliveira; Prof. Dra. Nariman Lenza; Prof. Me. Camilla Borges; Prof. Dra. Elexandra Bernardes; Prof. Dra. Amanda Aparecida Borges 1 ANAMNESE • Identificação: Nome completo, DM/idade, sexo, estado civil, profissão, procedência/naturalidade, endereço e viagens recentes. • Queixa Principal: motivo principal que o levou à consulta médica. • História na Moléstia atual: dor - tipo, localização, intensidade, duração, frequência, irradiação, fatores de melhora ou piora, sintomas associados. Evolução cronológica dos sintomas. • História Patológica Pregressa: doenças na infância, traumas, vacinações, hemotransfusões, cirurgias, uso de medicamento, exames de rastreio, história obstétrica, alergias, vícios. • História familiar: vasculhar doenças na família pra encontrar caracteres genéticos associados ao desenvolvimento de doenças multifatoriais, bem como traçar um perfil psicológico familiar. Óbitos e causas, autoextermínio, depressão, drogas, etilismo, tabagismo e violência. • História pessoal e social: Escolaridade, trabalho, moradia, hábitos de vida, planos para o futuro, alimentação, ingesta hídrica, evacuação e diurese, círculo social. 2 REVISÃO DE SISTEMAS • Alteração na pele: cor, textura, umidade, temperatura, prurido, sensibilidade, lesões, queda de cabelo, unhas, nevos, pelos faciais [em mulher]. • Cabeça: cefaleia, tonturas, traumatismos • Olhos: uso de óculos ou lente de contato, exoftalmia, fotofobia, hiperemia, diplopia, dor, Glaucoma, catarata, lacrimejamento, Último exame oftalmológico • Ouvidos: otalgia, otorragia, otorreia, prurido, vertigem, tinido, Uso de aparelhos auditivos. • Nariz e seios da face: congestão, coriza, dor facial, epistaxe • Cavidade oral e anexos: aftas, boca seca, dor de dente, halitose, próteses dentárias, rouquidão, sangramentos gengivais, dor de garganta. • Pescoço: nódulos, rigidez, linfadenopatia, bócio. 3 EXAME FÍSICO DA CABEÇA E CRÂNIO ✓ CABEÇA • Inspeção e palpação: tamanho geral (Macrocefalia ou microcefalia), contorno do crânio (Cranioestenose: acrocefalia ou crânio em torre (cabeça alongada para cima, pontuda, lembrando uma torre), escafocefalia (levantamento da parte mediana do crânio, conferindo um aspecto de casco de navio invertido) , dolicocefalia (aumento do diâmetro anteroposterior, que se torna maior no transverso), braquicefalia (corresponde ao aumento do diâmetro do transverso) e plagiocefalia (deformação que confere ao crânio um aspecto assimétrico; pode estar relacionado à posição de dormir). • Verifique se há: Deformidades; depressões; nódulos; sensibilidades e movimentos anormais. ✓ COURO CABELUDO • Inspeção: Implantação, distribuição, quantidade, coloração, brilho, espessura, consistência, queda de cabelo e outros. • Palpação: Reparta o cabelo do paciente em vários locais. Verifique se há: Descamação - causada por doenças inflamatórias, como dermatite seborreica e foliculite; Depressões - são pequenos abaulamentos ao longo do couro cabeludo; Tumores - podem estar escondidos em meio ao cabelo; Tumefações - Aumento de volume de uma parte do couro cabeludo. Pode indicar processos inflamatórios, cistos intradérmicos ou até mesmo, tumores intradérmicos; Bossas - elevação geralmente causados por acumulo de secreções serosas ou sangue entre a pele e os ossos, podendo invadir as suturas cranianas; Hematomas - acúmulos de sangue entre a derme e os ossos, geralmente causado por traumas ou lesões mecânicas; Nódulos - são caroços/elevações avermelhadas ou arroxeadas e de consistência mais sólida. Podem indicar cistos calcificados, alguns tipos de tumores; Nevos - são manchas ou pintas, podendo ou não ter diferença de textura ou relevo. • Pontos dolorosos - são pontos na região de couro cabeludo que apresentam dor. Geralmente o paciente chega com a queixa definida. Outras vezes pode-se acontecer de detectá-los durante o exame físico: à pressão, o paciente pode demonstrar desconforto ou mesmo queixar-se de dor. ✓ FACE • Inspeção e palpação: expressão fisionômica, contorno facial, pele e pelos. Simetria ou assimetria. Edema, movimentos involuntários, massas, palidez, cianose, icterícia, queda de sobrancelhas e manchas. • Identificar o tipo de Fácies: Normal ou atípica, Hipocrática (olhos fundos, parados e inexpressivos. O nariz afila-se, e os lábios se tornam adelgaçados. Palidez cutânea e uma discreta cianose labial), Renal (edema que predomina ao redor dos olhos, palidez cutânea. Síndrome nefrótica e na glomerulonefrite difusa aguda), Leonina (lesões do mal de Hansen. A pele, é espessa e tem lepromas de tamanhos variados. Os supercílios caem, o nariz se espessa e se alarga. Os lábios tornam-se mais grossos e proeminentes. As bochechas se deformam pelo aparecimento de nódulos), Adenoideana (o nariz pequeno e afilado e a boca sempre entreaberta), Parkinsoniana (a cabeça inclina-se um pouco para frente e permanece imóvel nesta posição. O olhar fixo, os supercílios elevados e a fronte enrugada conferem ao paciente uma expressão de espanto) , Basedowiana (olhos salientes (exoftalmia) e brilhantes, destacando-se sobremaneira no rosto magro, presença de bócio. Indica hipertireoidismo), Mixedematosa (constituída por um rosto arredondado, nariz e lábios grossos, pele seca, espessada e com acentuação de seus sulcos. As pálpebras tomam-se infiltradas e enrugadas. Os supercílios são escassos e os cabelos secos e sem brilho. Ex: Hipotireodismo), Acromegálica (Saliência das arcadas supraorbitárias, proeminência das maçãs do rosto e maior desenvolvimento do maxilar inferior, além do aumento do tamanho do nariz, lábios e orelhas), Cushingóide (arredondamento do rosto, com atenuação dos traços faciais), Mongolóide (está na fenda palpebral seu elemento característico: é uma prega cutânea (epicanto) que torna os olhos oblíquos, bem distantes um do outro, lembrando o tipo de olhos dos chineses), Depressão (Cabisbaixo, os olhos com pouco brilho e fixos em um ponto distante), Pseudobulbar (súbitas crises de choro ou riso, involuntárias, mas conscientes, que levam o paciente a tentar contê-las, dando um aspecto espasmódico à fácies), Paralisia periférica (Há assimetria da face, com impossibilidade de fechar as pálpebras e há repuxamento do lábio para o lado), Miastênica ou fácies de Hutchinson (Ocorre na miastenia gravis e em outras miopatias que comprometem os músculos da pálpebra superior) Deficiência mental (é muito característica, mas de difícil descrição. Os traços faciais são apagados e grosseiros; a boca constantemente entreaberta, às vezes com salivação) , Etílica (chamam a atenção os olhos avermelhados e certa ruborização da face. O hálito etílico, a voz pastosa e um sorriso meio indefinido), Esclerodérmico (denominada também fácies de múmia pois sua característica fundamental é a quase completa imobilidade facial. Isso se deve às alterações da pele, que se torna apergaminhada, endurecida e aderente aos planos profundos, com repuxamento dos lábios, afinamento do nariz e imobilização das pálpebras. A fisionomia é inexpressiva, parada, imutável). • Pele: cor, a pigmentação, a textura, a espessura, lesões e a distribuição de pelos. • Posição e movimentos: movimentos anormais. Observe: Torcicolo, contrações e tiques ✓ OLHOS • Inspeção: Sensação de corpo estranho, Queimação ou ardência, Prurido, Sensação de olho seco, Lacrimejamento, Epífora (lacrimejamento excessivo), Dor ocular, Fotofobia (aversão à luz pela dor que ela produz em casos de afecções oculares ou neurológicas), Cefaleia, Xantopsia (Visão amarelada), Escotoma (O escotoma caracteriza-se pela perda total ou parcial da capacidade de visão de uma região do campo visual), Nistagmo (Movimentos repetitivos rítmicos dos olhos). • Principais sintomas dasafecções oculares: Diminuição e perda da visão: Se sim, qual a localização, forma, tamanho, intensidade e quando teve início/evolução. • Fâneros - cílios e supercílios (Madarose (termo utilizado para a perda parcial de cílios e/ou da sobrancelha) Triquíase (Os cílios crescem com desvio para dentro do globo ocular), Poliose (Branqueamento precoce e/ou localizado do cabelo devido a causas hereditárias, congênitas ou adquiridas) - Implantação: Entrópio (a pálpebra (geralmente a pálpebra inferior) se dobra para dentro lesionando a córnea), Ectrópio (a pálpebra se dobra para fora (evertida) de modo que sua borda não entra em contato com o globo ocular). • Reborda óssea: Hipertelorismo (é uma malformação do crânio do bebê, que ocorre durante a gestação, e se caracteriza pelo afastamento dos olhos); Microftalmia (é a denominação de um olho patologicamente pequeno, mal formado, normalmente possuindo uma capacidade visual bem comprometida), Exoftalmia (é a saliência ou protusão do globo ocular para fora). • Ducto nasolacrimal: aumento de volume, secreção, dor à palpação, Consistência, Profundidade, Sensibilidade das glândulas lacrimais. (Para reconhecer pequenos aumentos de volume, levante a pálpebra do paciente, pedindo que ele olhe para baixo e para dentro; Para verificar se há presença de secreção, peça ao paciente que olhe para cima e pressione sua pálpebra inferior, próximo ao canto medial, na borda interna da órbita óssea). • Conjuntiva: rósea; pálidas; amareladas; hiperemiadas; hiperemia conjuntival, conjuntivite, hemorragia subconjuntival (Para avaliar sinais de anemia faça a eversão da pálpebra inferior - basta apenas puxá-la para baixo. Para avaliar a conjuntiva deve everter a pálpebra superior). • Pálpebras: Inspeção e Palpação: edemas e lesões. Se o edema não for visível, faça uma pinça com os dedos para verificação de edemas nas pálpebras. Ptose: é o termo utilizado para referir a queda da pálpebra superior. Pode ser uni ou bilateral. Suas causas incluem a miastenia grave, lesão do nervo oculomotor e lesão da inervação simpática (síndrome de Horner). Peça para que o paciente olhe para baixo, segure seus cílios com uma das mãos puxando para fora e para baixo, ao mesmo tempo que exerce pressão com um cotonete. Para voltar a posição normal basta pedir que o paciente olhe para cima. • Esclera: icterícia, hipercoloração (vermelhidão), hipocoloração (rosa-pálido ou branco), Pterígio (Espessamento vascularizado da conjuntiva, de forma triangular, que se estende do ângulo interno do olho na direção da córnea), nódulos, edema. • Córnea: Megalocórnea (Refere-se ao alargamento da córnea, que pode ultrapassar 13 mm, não progressiva, presente desde o nascimento. Pacientes nesta condição apresentam alto grau de miopia e astigmatismo), Microcórnea (Refere-se à diminuição do tamanho da córnea. Presente na catarata), Leucoma (É uma opacidade corneana. A córnea toma aspecto branco em toda sua extensão). Catarata: é uma opacidade parcial ou total do cristalino. Assim a opacidade acontece no alo da córnea. • Pupilas: Formas, localização e Tamanho: Isocoria (Estado normal das duas pupilas, que apresentam a mesma dimensão) Midríase (Dilatação da pupila), Miose (é um termo utilizado para a constrição (diminuição do diâmetro) da pupila), Anisocoria (É uma condição caracterizada pelo tamanho (diâmetro) desigual das pupilas). • Diminuição e perda da visão: localização, forma, tamanho, intensidade, início/ evolução ✓ TESTE: Avaliação da acuidade visual (Snellen) • Tabela de Snellen, boa iluminação, paciente a uma distância de 20 pés (6 metros) do quadro. • Paciente para cobrir um dos olhos com um cartão ou, se cobrir com as mãos, solicite ao paciente que não pressione, pois pode causar distorção na imagem. • Se o paciente não conseguir ler, deve ser posicionado mais próximo do quadro, anotando a distância. • A acuidade visual normal por convenção é 20/20, na qual o numerador indica a distância que o paciente está em relação ao quadro, e o denominador, a distância que um paciente com visão normal consegue ler as letras. ✓ TESTE: Verificação dos movimentos extraoculares (Teste do H) • Peça ao paciente que acompanhe seu dedo ou um lápis • Trace um grande H no ar, conduzindo o olhar do paciente: Para a extrema direita do paciente, Para a direita e para cima, Para baixo no lado direito; em seguida, Sem pausar no centro, para a extrema esquerda, Para a esquerda e para cima, e Para baixo no lado esquerdo • Faça uma pausa entre o movimento para cima e para o lado buscando detectar nistagmo ✓ TESTE: Verificação do reflexo de acomodação visual/ convergência • Paciente que acompanhe seu dedo ou o lápis • Examinador desloca lápis em direção ao dorso do nariz dele. • Olhos convergentes normalmente acompanham o objeto até cerca de 5 a 8 cm do nariz. ✓ TESTE: Verificação campo visual (4 quadrantes) • Campo visual | Teste estático • Posicione-se a uma distância de um braço do paciente, feche um olho, para imitar o campo de visão do paciente, e peça para que ele cubra o olho que está de frente para o seu olho aberto; • Coloque as mãos a cerca de 60 cm de distância da vista do paciente, lateral às orelhas dele; • Mexa seus dedos e lentamente os aproximepara o centro da visão do paciente. Solicite que ele avise quando perceber o movimento dos seus dedos. • Teste cada quadrante. • Campo visual | Teste cinético. • De frente para o paciente, mova um alfinete de 5 mm com a cabeça vermelha desde os limites de cada quadrante do campo visual até a linha média; • Peça ao paciente para avisar quando percebe a cor vermelha pela primeira vez. ✓ TESTE: Verificação do teste do reflexo fotomotor direto e consensual • Sala com baixa iluminação • Solicite ao paciente que olhe para um ponto distante e ilumine obliquamente uma pupila de cada vez, com uma luz forte. • Verifique se há a presença de duas reações: reação direta e reação consensual ✓ OFTALMOSCOPIA • Use o oftalmoscópio direto • Sala com baixa iluminação • Solicite ao paciente que olhe para um ponto fixo (oftalmoscópio) e ilumine o olho do paciente. • Observar se existem lesões brancas na retina (coloração normal é vermelha), observar o disco óptico, o nervo óptico e os vasos da retina. • Usar mão direita para examinar olho direito do paciente. • Usar mão esquerda para examinar o olho esquerdo do paciente. ✓ OUVIDOS • Inspeção: Pavilhão auricular: Tecidos adjacentes, deformidades, nódulos e lesões cutâneas. secreção ou inflamação. • OTOSCOPIA: Avaliar Meato acústico e tímpano: Tumefações, crescimento ósseo exagerado, secreção corpos estranhos, edema e cerume. No Tímpano: Coloração, contorno, formas do martelo. • Palpação: Deslocar o pavilhão para cima e para baixo; comprimir o trago e pressionar a parte atrás da orelha externa; • Antes de iniciar os testes auditivos pergunte ao paciente: Percebeu perda auditiva ou maior dificuldade para ouvir? Qual lado escuta melhor? ✓ TESTES: Voz sussurrada • Examinador fica de pé 60 cm atrás do paciente sentado, de modo que ele não consiga ler seus lábios. • Tampe a orelha que não está sendo avaliada com um dedo da mão e delicadamente freccione o trago em um movimento circular para evitar transferência do som para orelha que não está sendo testada. • Expire bem antes de sussurrar para garantir que a voz sairá baixa. • Sussurre uma combinação de três números e letras, tais como 3-U-1. • Use uma combinação diferente de números/letras para testar a outra orelha. ✓ Teste com diapasão - TESTE DE WEBER • Utilize diapasão de 512 cps (ciclos por segundo) • Coloque no vértice da abóbada craniana após estimulá-lo. • Vibração é percebida igualmente por ambos os ouvidos (Weber "indiferente"). • Quando há surdez unilateral, entretanto, as vibrações são bem mais audíveis por um dos ouvidos. Quando se trata de surdez unilateral por lesão da orelha interna(surdez neurossensorial), a vibração sonora é mais bem percebida pelo ouvido normal; quando, porém, há lesão da orelha média ou do ouvido externo (surdez de transmissão), a vibração sonora é mais audível pelo ouvido surdo (Weber lateralizado para a esquerda ou para a direita). ✓ Teste com diapasão - TESTE DE RINNE • Apoie a base do diapasão em vibração suave no processo mastoide, por trás da orelha e no mesmo nível do meato acústico. • Quando o paciente deixar de escutar o som, aproxime rapidamente o diapasão do meato acústico e • Pergunte ao paciente se escuta a vibração. • Nesse momento, o “U” do diapasão deve estar virado para frente, o que maximiza a transmissão do som para o paciente. • Normalmente, o som é escutado mais tempo quando conduzido pelo ar que pelo osso. ✓ NARIZ E SEIOS PARANASAIS • Sinais e sintomas: Obstrução nasal, rinorreia, alteração do olfato e epistaxe • Inspeção: pirâmide nasal (dismorfias, distúrbios de desenvolvimento e desvios); sinais sugestivos de processos infecciosos: hiperemia, edema e abaulamento; presença de traço sobre o dorso nasal denominado “saudação alérgica” que pode estar presente em pacientes com rinite. • Observar a fáceis característica do respirador bucal (ausência de vedamento labial, encurtamento de lábio superior, eversão de lábio inferior, narinas estreitas, olheiras evidentes). ✓ Rinoscopia anterior: • Exame das cavidades nasais • Necessário iluminação obtida por uma fonte de luz externa. • Com um espéculo nasal apropriado e de tamanho adequado para cada paciente, promove-se a lateralização da asa do nasal para permitir melhor visão do interior da cavidade nasal. • Observar: Inferiormente, o assoalho da cavidade nasal e se há secreções ou lesões; lateralmente, a cabeça da concha inferior (coloração da mucosa, hipertrofia, degenerações polipoides), cabeça da concha média e meato médio (local em que ocorre drenagem das secreções provenientes dos seios frontal maxilar e etmoidal anterior); medialmente, septo nasal (deformidades, perfurações, ulcerações e abaulamentos). ✓ Rinoscopia posterior: • Com a língua relaxada, apoiada no assoalho da boca e assim mantida com auxílio de abaixador de língua, introduz o espelho de laringe pequeno, previamente aquecido à parede posterior da orofaringe até ultrapassar os limites do palato mole. • Avaliar as paredes da rinofaringe, as cóanas, a cauda da concha inferior, a porção posterior do septo nasal, o tamanho das tonsilas faríngeas e as tubas auditivas bilateralmente (exame de difícil realização em crianças e pacientes não colaborativos). ✓ BOCA Realizar Oroscopia: Usando luvas, palpe qualquer lesão da cavidade oral. Com a mão direita, segure a ponta da língua com uma gaze e, delicadamente, desloque-a para a esquerda do paciente. Palpe-a com a mão esquerda enluvada. Repita o procedimento do lado oposto. Utilize abaixador de língua (espátula) e lanterna. • Palpação dos seios paranasais: Comprima a parte óssea das sobrancelhas, de baixo para cima (não comprimir os olhos), para palpar os seios frontais. Em seguida, comprima os seios maxilares, também de baixo para cima. • Avaliar a região bucomaxilofacial: Maxila, Mandíbula, Cavidade bucal, Articulação temporal mandibular, Músculos da mastigação, Cavidades nasais, Glândulas salivares, Complexo dentoalveolar • Sinais e sintomas: Dor de garganta, dispneia, disfagia, tosse e halitose. • Inspeção: avaliar o formato, simetria e a coloração das estruturas (orofaringe, tonsilas palatinas, os arcos palatoglosso e palatofaríngeo, o tamanho da língua e sua relação com o palato mole). • Palpação: palpar os músculos a mastigação, fazer a palpação da articulação temporomandibular para ajudar no diagnóstico de tendinites, capsulites. • Músculos da mastigação: Compreendem: masseter, temporal, pterigoides medial e lateral e diagástrico. O exame ocorre concomitante com a articulação tempomandibular. • Intrabucal: Semimucosa labial superior e inferior (Forma; coloração; textura; simetria; flexibilidade; presença de lesões). Mucosa labial superior e inferior deve estar (Úmida, brilhante e corada). • Avaliar os palatos mole e duro. • Observar os dentes. • No assoalho da boca os tecidos devem se apresentar hidratados e ricos em vascularização. • Língua (avaliar): Posição, tamanho, cor, umidade, textura, movimentos e existência de lesões. Tonsilas: Palpe regiões suspeitas nas tonsilas. CLASSIFICAÇÃO DE BRODSKY - avalia a posição e o tamanho das tonsilas. CLASSIFICAÇÃO DE MALLAMPATI – avalia a visualização da úvula. ✓ PARÓTIDA • A glândula parótida está situada posteriormente a mandíbula (visível e palpável quando aumentada). • A abertura dos ductos parotídeos são quase sempre visíveis na cavidade oral. • Palpe a região em busca de alterações ✓ ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR • Orientar o paciente em abrir e fechar a mandíbula • Orientar o paciente a fazer protusão e retração (projetando a mandíbula para frente) • Orientar o paciente a movimentar a mandíbula de um lado para o outro • Dedo na boca (abertura) • Coloque a ponta dos dedos indicadores à frente do trago de cada orelha e peça ao paciente para abrir a boca. ✓ PESCOÇO • Pele: Fistulização; Presença de cicatrizes; Sinais flogísticos (edema, calor, rubor e dor). • Forma e volume: alterações da forma e volume decorrente do aumento da tireoide (Exame da tireoide), linfonodos (Exame físico dos linfonodos), parótidas e presença de tumores benignos ou malignos. ✓ PULSO CAROTÍDEO • Examine o pulso carotídeo, incluindo o impulso ascendente carotídeo, sua amplitude e contorno, e a presença ou ausência de frêmitos ou sopros. • Pulso carotídeo fornece informações valiosas sobre a função cardíaca, principalmente Estenose da valva aórtica e regurgitação. • Amplitude e contorno. • O paciente deve ser deitado com a cabeça do leito elevado aproximadamente 30º. • Examine primeiro, o pescoço para pulsação carotídeas, frequentemente visíveis imediatamente mediais aos músculos esternocleidomastoideos. • Palpação: coloque seus dedos, indicador e médio ou polegar esquerdo sobre a artéria carótida direita no terço inferior do pescoço e palpe para ver se há pulsações. • Evite comprimir o seio carotídeo, situado adjacente a cartilagem tireóidea, utilize seu dedo ou polegar direito para examinar a artéria carotídea esquerda. • Nunca palpe as artérias carótidas ao mesmo tempo. Isso pode diminuir o fluxo sanguíneo para o cérebro e induzir sincope. • Frêmitos e ruídos da artéria carótida: vibrações, ou frêmito percebidos como a garganta de um gato ronronando. • Ausculte ambas as artérias carótidas para ouvir um sopro um ruído semelhante a uma bulha decorrente de fluxo sanguíneo arterial turbulento. • Pede-se ao paciente que prenda a respiração por 15 segundos detecta os sons mais agudos dos ruídos arteriais melhor que a campânula. • Faça a ausculta das artérias carótidas, na face lateral do pescoço, uma cada vez, sem pressionar muito. ✓ EXAME DA TIREOIDE • Inspeção: Definir a forma e o tamanho da glândula. Se houver aumento, deve-se esclarecer se é global ou localizado. Solicitar que o paciente realize deglutições em seco. • Palpação: Definir a forma e os limites da tireoide (deslizar os dedos em vários sentidos, procurando definir a forma e os limites da tireóide). • Abordagem posterior: paciente sentado e o examinador de pé atrás dele. As mãos e os dedos rodeiam o pescoço com os polegares fixos na nuca, e as pontas dos indicadores e médios quase a se tocarem na linha mediana. O lobo direito é palpado pelos dedos médios e o indicador da mão direita; para o lobo esquerdo, usamos os dedos médio e indicador da mão esquerda. • Abordagem anterior: paciente sentado ou em pé e o examinador também sentado ou em pé, postado à sua frente. São os dedos indicadores e médios que palpam a glândula enquanto os polegares apoiam-se sobre o tórax do paciente.O lado direito é palpado pelos dedos médio e indicador da mão esquerda e o lobo esquerdo é palpado pelos dedos médio e indicador da mão direita. ✓ LINFONODOS • Inspeção: Observar região do pescoço. • Palpação: palpe os seguintes linfonodos: • Pré-auriculares: à frente da orelha • Auriculares Posteriores: sobre o processo mastoide; • Occiptais: na base do crânio, posteriores; • Tonsilares: no ângulo da mandibula • Submandibulares: localizados no ponto médio entre o ângulo e a extremidade da mandibula • Submentuais: na linha médio, atrás da extremidade da mandíbula • Cervicais superficiais: superficiais ao músculo esternocleidomastóideo • Cervicais posteriores: ao longo da borda anterior do músculo trapézio • Cadeia cervical profunda: profundos em relação ao músculo esternocleidomastóideo e frequentemente inacessíveis ao exame. Faça um gancho com seu polegar e seus dedos em torno de cada lado do músculo esternocleidomastoideo, na tentativa de palpá-los • Supraclaviculares profundos: ângulo formado pela clavícula e o músculo esternocleidomastóideo. • Características a se analisar: Localização, Tamanho ou volume, Coalescência (junção de dois ou mais linfonodos, formando uma massa de limites imprecisos), Consistência (endurecido, amolecido, flutuação), Mobilidade, Sensibilidade. Referências: BATES, B. HOCHELMAN, R.A. Propedêutica Médica. 12 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. Cap 7, 209-259. PORTO, Celmo Celeno. Semiologia médicaICelmoCelenoPorto ; coeditor Arnaldo Lemos Porto. - 8. ed.- Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. Cap. 6; 8 (50-66; 78-116) 15-30 (176- 245). PORTO, C. C. et al. Exame de Cabeça e Pescoço. In: PORTO, C.C.; PORTO, A.L. Exame Clínico. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. cap. 15, 341- 362 P á g i n a | 9 BIN @ FANTIN Aparelho respiratório ❖ Inspeção estática: ➢ Formato do tórax: ✓ Atípico. ✓ Tórax chato: diminuição do diâmetro ántero-posterior. ✓ Tórax em tonel (síndrome obstrutiva): aumento do diâmetro ântero-posterior. Soprador rosado (pink puffer). ✓ Tórax cifótico (síndrome restritiva). ✓ Tórax infundibiliforme ou tórax de sapateiro: congénito. ✓ Tórax cariniforme ou em peito de pombo: esterno proeminente, congénito ou raquitismo na infância. ✓ Em sino ou piriforme. ✓ Cifoescoliótico. ➢ Abaulamentos, retrações, cicatrizes, rosário raquítico: presentes ou ausentes. ➢ Circulação colateral: presente ou ausente. ➢ Mamas e mamilos: forma, tamanho, abaulamentos, retrações, cicatrizes, inversão mamilar, lesões. ➢ Observar mucosas (cianose) e baqueteamento digital. ❖ Inspeção dinâmica: ➢ Frequência respiratória (normal: 16 a 20 ipm): eupneico, taquipneico, bradipneico, apneia. ➢ Batimento de asas do nariz. ➢ Ortopneia, dispneia. ➢ Padrão respiratório: torácico, abdominal ou tóracoabdominal. ➢ Amplitude: normal, superficial ou profunda. ➢ Expansibilidade: normal ou diminuída. ➢ Observar uso de musculatura acessória. ➢ Tiragem intercostal localizada ou difusa. Supraclavicular, infraclavicular, intercostal ou epigástrica. ➢ Movimentos respiratórios paradoxais. ➢ Cornagem: ausente ou presente. ➢ Observar o tipo respiratório: ✓ Normal. ✓ Biot/atáxica: uma fase de apnéia seguida de uma fase de frequência e amplitude de incursões anárquicas (meningite, depressão repsiratória, ave, tce). ✓ Cheyne Stokes: pausas de apneia seguidas de movimentos respiratórios que, a princípio, superficiais e quase imperceptíveis, vão gradativamente tornando-se mais profundos, mais amplos, mais longos, agitados e ruidosos; para depois diminuírem progressivamente até a nova pausa (ICC grave, uremia, HIC, TCE). ✓ Kussmaul: movimentos respiratórios de grande amplitude, com períodos de apnéia ao fim de cada movimento. (cetoacidose diabética). ✓ Respiração suspirosa. ❖ Palpação: ➢ Estrutura da parede torácica: normal, dor à palpação, lesões. ➢ Expansibilidade torácica: normal ou diminuída. ➢ Frêmito toracovocal: normal ou diminuído. ➢ Frêmito brônquico (estertores) e pleural (atrito). ➢ Palpação dos grupos ganglionares relacionados. ❖ Percussão: campos pulmonares, área de projeção hepática, espaço de traube, área de projeção de baço. ❖ Ausculta: sons pleuropulmonares: ➢ Sons normais: ✓ Som traqueal. ✓ Respiração brônquica. ✓ Murmúrio vesicular. ✓ Respiração broncovesicular. ➢ Sons anormais: ✓ Estertores finos ou grossos. ✓ Roncos. ✓ Sibilos. ✓ Estridor. ✓ Atrito pleural. ➢ Sons vocais: ✓ Broncofonia. ✓ Egofonia. ✓ Pectorilóquia fónica e afônica. 1 Linhas torácicas horizontais: INTERAÇÃO COMUNITÁRIA II EXAME FÍSICO DO TÓRAX LINHAS E REGIÕES TORÁCICAS: Linhas torácicas verticais: ▪ Linha medioesternal: ▪ Linha esternal lateral: ▪ Linha hemiclavicular: ▪ Linha paraesternal: ▪ Linha axilar anterior: ▪ Linha axilar posterior: ▪ Linha axilar média: ▪ Linha vertebral: ▪ Linha escapular: ▪ Linha da 2ª articulação esternocondral: ▪ Linha da 6ª articulação esternocondral: ▪ Linha clavicular: ▪ Linha escapular superior: EXAME FÍSICO DO TÓRAX E MAMAS -2022 2 ▪ Linha escapular inferior: Regiões da face anterior do tórax: ▪ Região esternal: ▪ Região esternal inferior: ▪ Região esternal superior: ▪ Região infraclavicular: ▪ Região mamária: ▪ Região inframamária ou hipocondríaca: Regiões da face lateral do tórax: ▪ Região axilar: ▪ Região infra-axilar: Regiões da face posterior do tórax: ▪ Região supraescapular: ▪ Região supraespinhal: ▪ Região infraespinhal: ▪ Região interescapulovertebral: ▪ Região infraescapular: ▪ Bases pulmonares: ▪ Campos pulmonares: * Limites dos pulmões: estão aproximadamente a 4 dedos transversos abaixo da ponta da escápula SINAIS E SINTOMAS Dor: ▪ Dor mediastínica: ▪ Dor pleurítica: ▪ Dor torácica: ▪ Dissecção aguda de aorta: ▪ Esofagite: ▪ Pneumonia alveolar: ▪ Pneumotórax espontâneo benigno: ▪ Traqueobronquites: ▪ Laringotraqueítes: ▪ Viroses respiratórias: Tosse: ▪ Resulta de estimulação dos receptores das mucosas respiratórias, podendo ser de natureza inflamatória, mecânica, química e térmica. ▪ Tosse produtiva: ▪ Tosse seca: ▪ Tosse quintosa: ▪ Tosse-síncope: ▪ Tosse bitonal: ▪ Tosse rouca: ▪ Tosse reprimida: ▪ Tosse associada ao comer ou beber: ▪ Expectoração: ▪ Seroso: ▪ Mucoide: ▪ Purulento: ▪ Hemoptóico: 3 Vômica: EXAME FÍSICO INSPEÇÃO: ▪ Conceito: Dificuldade para respirar, podendo o paciente ter ou não consciência disso. ▪ Escala de dispneia ▪ Eliminação através da glote de liquido (pus e outros). ▪ Mudança do timbre de voz. ▪ Dificuldade inspiratória por diminuição do calibre das VAS manifesta por estridor de laringe tiragem intercostal. ▪ Inspeção estática: ▪ Inspeção dinâmica: ▪ Pele: ▪ Sistema muscular: Avaliar de maneira comparativa • Sinal de Ramond: • Sinal de Lemos Torres: ▪ Sistema ósseo: Observar retrações ou abaulamentos. • Sulcos de Harrison: • Rosário raquítico: ▪ Tipo de tórax: • Tórax chato ou plano: • Tórax alado: • Tórax em tonel ou globoso: • Tórax infundiforme:. • Tórax cariniforme: • Tórax cônico ou em sino: • Tórax cifótico: • Tórax cifoescoliótico: ▪ Frequência respiratória: ▪ Sincronia respiratória: ▪ Tipo respiratório: ▪ Ritmo respiratório: • Normal: Cornagem: Rouquidão ou disfonia: Dispneia: 4 AUSCULTA • Respiração de Kussmaul: • Respiração de Biot: • Respiração de Cheyne-Stokes: • Dispneia: • Respiração suspirosa: ▪ Dor: ▪ Temperatura: ▪ Anormalidades cutâneas ▪ Edema ▪ Enfisema subcutâneo: ▪ Linfonodos: ▪ Expansibilidade dos ápices pulmonares: ▪ Expansibilidade das bases pulmonares: ▪ Frêmito toracovocal: ▪ Frêmito brônquico: ▪ Frêmito pleural: ▪ ▪ Como executar: ▪ Tonalidades obtidas: • Som claro pulmonar ou Sonaridade pulmonar: • Som timpânico: • Som maciço: • Som submaciço:▪ Método mais importante do exame físico dos pulmões. ▪ Localização: ▪ Examinador: ▪ Paciente:. ▪ Sons pleuropulmonares normais: • Som traqueal: • Som brônquico: • Murmúrio vesicular: • Som broncovesicular: ▪ Sons pleuropulmonares anormais descontínuos: • Estertor fino ou creptantes: • Estertor grosso ou bolhosos: ▪ Sons pleuropulmonares anormais contínuos: PERCUSSÃO: ▪ Tiragem: PALPAÇÃO: 5 REFERÊNCIAS: ANAMNESE MAMA FEMININA INSPEÇÃO • Ronco: • Sibilo: • Estridor: • Sopro: • Atrito pleural: • Sons Vocais: • Ressonância vocal: • Broncofonia: • Egofonia: • Pectorilóquia fônica: • Pectorilóquia afônica: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019, p.227-267. BATES, B; HOCHELMAN, R. A. Propedêutica Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. p.295-336. MAMA ▪ Investigação: Massa ou nódulo, dor ou desconforto mamários, ciclo menstrual, alterações na mama, contorno, edema, depressão, retração da pele. ▪ Secreção: espontânea /compressão/coloração /unilateral / bilateral. ▪ Padronização: exame de cima para baixo; movimento circulares das polpas digitais. A palpação pode ser realizada por meio de 02 técnicas: ▪ Velpeaux: em que se utiliza a região palmar dos dedos. ▪ Bloodgood: em que são utilizadas as falanges distais, semelhante ao tocar de um piano. ▪ ESTÁTICA: ▪ Paciente: Braços pendendo ao lado do corpo. Paciente sentada MMSS paralelos ao longo do tronco, usando um avental tipo camisola com abertura para frente, Observe: ▪ Aspecto da pele, incluindo: • Contorno das mamas. Pesquise alterações como massas, depressões ou achatamentos. Compare um lado com outro. • Coloração • Volume • Espessamento da pele e proeminência incomum dos poros, que podem acompanhar obstrução linfática. TÉCNICAS DE EXAME 6 PALPAÇÃO • Simetria e tamanho das mamas. É comum e normal haver diferença no tamanho das mamas, inclusive das aréolas. • Características dos mamilos, inclusive tamanho e formato, direção para a qual apontam, erupções cutâneas ou ulcerações, e quaisquer secreções. • Simetria glandular, pigmentação da aréola, o aspecto da papila,presença de abaulamentos ou de retrações, a circulação venosa e a presença de sinais flogísticos (edema e rubor). ▪ DINÂMICA ▪ Paciente: Braços sobre a cabeça; mãos nos quadris; paciente inclinada para frente. ▪ Solicita-se ao paciente que eleve os braços ou que pressione as asas dos ossos ilíacos (mãos apoiadas firmemente nos quadris e inclinada para frente) para aumentar a tensão dos ligamentos, colocando as mãos na cintura e fazendo compressão. ▪ Inspecionar retrações e assimetrias de contornos, a retração e/ou o desvio da papila, abaulamentos e comprometimento muscular por neoplasias. ▪ Se as mamas forem grandes ou pendulares, vale a pena pedir à paciente para ficar de pé e inclinar-se para frente, apoiada no encosto da cadeira ou nas mãos do examinador. ▪ A melhor maneira de se palpar a mama é com o tecido mamário retificado. ▪ Paciente deve ficar em decúbito dorsal, com as mãos apoiadas atrás da cabeça e os braços bem abertos. ▪ Palpe a área retangular, que se estende desde a clavícula até a linha inframamária, ou do sutiã, e da linha esternal média até a linha axilar posterior, avançando bem até a axila, para pesquisar a cauda mamária. ▪ Utilize as polpas do segundo, do terceiro e do quarto dedo das mãos, mantendo os dedos em discreta flexão. ▪ O padrão de faixas verticais, atualmente, é a técnica mais bem validada para detectar massas da mama. ▪ Palpe em pequenos círculos concêntricos em cada ponto examinado, se possível aplicando compressões suaves, médias e intensas. ▪ Necessário comprimir com mais firmeza para atingir os tecidos mamários profundos nas mamas de maior volume. ▪ O exame deve englobar toda a mama, inclusive a periferia, a cauda e a axila. ▪ Para examinar a parte lateral da mama: solicite à paciente que deite sobre o quadril oposto, colocando a mão na testa, mas mantendo os ombros comprimidos contra o leito ou a mesa de exame. Isso achata o tecido mamário lateral. ▪ Inicie a palpação pela axila, movimentando-se seguindo uma linha reta caudalmente até a linha do sutiã. ▪ Movimente os dedos medialmente e palpe uma faixa vertical do tórax até a clavícula. Continue por faixas verticais superpostas até alcançar o mamilo e, depois, reposicione a paciente para manter achatada a parte medial da mama. 7 ▪ Para examinar a parte medial da mama, solicite à paciente que se deite com os ombros tocando a mesa de exame ou o leito, colocando a mão no pescoço e levantando o cotovelo até este ficar alinhado com o ombro. ▪ Palpe seguindo o sentido de uma linha reta, desde o mamilo até a linha do sutiã, e depois, de volta até a clavícula, continuando em faixas superpostas verticais até a região média do esterno. ▪ Examine o tecido mamário com cuidado, verificando: • Consistência dos tecidos. • Aumento de sensibilidade que pode ocorrer antes da menstruação. • Nódulos- avalie e descreva a localização, tamanho, as características de quaisquer nódulos encontrados incluindo consistência, superfície e aderência a planos superficiais e profundos. • Localização- por quadrante ou relógio, com centímetros contados a partir do mamilo. • Tamanho- em centímetros. • Formato- redondo ou cístico, discoide ou de contorno irregular. • Consistência- mole, firme ou dura. • Delimitação- bem circunscrito ou não. • Dor à palpação • Mobilidade – em relação à pele, à fáscia peitoral e à parede torácica. Afaste cuidadosamente a mama próximo à massa e pesquise se ocorrem retrações. • Palpe os mamilos, observando sua elasticidade. ▪ Se o paciente relatar secreção mamilar, tente determinar sua origem mediante a compressão da aréola com o indicador. Colocando em posições radiais em torno do mamilo. Verifique se há secreção eliminada por qualquer uma das aberturas ductais na superfície mamilar. ▪ Registre a coloração, a consistência e o volume da secreção, assim como o local exato de sua origem. ▪ Expressão papilar. Terminando a palpação, faz-se uma delicada pressão no nível da aréola e da papila. ▪ Identificada à presença de secreção papilar, é importante esclarecer: 8 MAMA MASCULINA INSPEÇÃO PALPAÇÃO • Se a secreção provém de um único conduto ou de vários • Se o óstio ductal, sede do derrame, é periférico (dueto superficial) ou central (dueto profundo) • Localização • Aspecto da secreção. • Qualquer secreção deve ser submetida a exame citológico, sobretudo para diagnóstico diferencial das neoplasias malignas, desde que a paciente não esteja grávida ou em período de lactação. ▪ O exame da mama masculina pode ser sucinto, mas é importante. ▪ Inspecione o mamilo e a aréola pesquisando nódulos, tumefação ou ulceração. ▪ Palpe a aréola e o tecido mamário em busca de nódulos. Se a mama parecer maior (> 2cm), diferencie o aumento do tecido adiposo que acompanha a obesidade (pseudoginecomastia) e do disco rígido benigno de aumento glandular (ginecomastia). O tecido mamário na ginecomastia é frequentemente doloroso. AXILAS ▪ As axilas podem ser examinadas com o paciente deitado, porém é preferível a posição sentada. ▪ Inspecione a pele de cada axila, à procura de: Erupções cutâneas; Infecção e Pigmentação incomum. 9 EXAME DA PACIENTE MASTECTOMIZADA OU COM IMPLANTE MAMÁRIO ▪ Para examinar a axila esquerda, pede-se paciente para relaxar, mantendo o braço esquerdo abaixado e avise que o exame pode ser desconfortável. O braço esquerdo é levantado com a mão esquerda e palpa-se a axila com a mão direita. ▪ Palpação da axila direita. A paciente fica sentada de frente para o examinador, que usa sua mão direita para levantar o braço direito da paciente. Com a mão esquerda espalmada, faz-se palpação deslizante do oco axilar e nas proximidades. ▪ Paraa axila esquerda, o braço esquerdo é levantado com a mão esquerda e palpa-se a axila com a mão direita, e vice-versa. ▪ O punho ou a mão esquerda do paciente é apoiado na mão esquerda do examinador. ▪ O examinador junta os dedos da mão direita e tenta alcançar o mais profundamente possível o ápice da axila. ▪ Os dedos do examinador devem posicionados diretamente por trás dos músculos peitorais, “apontando” no sentido da linha medioclavicular (hemiclavicular). Em seguida, com a parede torácica comprimida, movimente os dedos para baixo, tentando palpar os linfonodos centrais contra a parede do tórax. Desses linfonodos axilares, os centrais são os pais prováveis de serem palpados. Um ou mais linfonodos macios, pequenos (<1cm) e indolores podem, com frequência, ser palpados. ▪ Se, à palpação, os linfonodos centrais estiverem aumentados de tamanho, endurecidos ou dolorosos, ou houver uma lesão nas regiões de drenagem de linfonodos axilares, pesquise outros grupos de linfonodos linfáticos axilares: • Linfonodos peitorais – segure a prega axilar anterior entre o polegar e os outros dedos e, com estes últimos, palpe por dentro da borda do músculo peitoral • Linfonodos laterais – a partir da região superior da axila, palpe a parte superior do úmero. • Linfonodos subescapulares – fique por trás do paciente e, com os dedos, palpe por dentro do músculo na prega axilar posterior. ▪ Palpação dos linfonodos axilares e supraclaviculares. Antes de fazer a palpação, deve-se inspecionar as axilas à procura de erupções provocadas por desodorantes ou por material para depilação, ▪ A mulher mastectomizada merece cuidados especiais durante o exame. 10 AUTOEXAME DAS MAMAS ▪ INSPEÇÃO: • Inspecione cuidadosamente a cicatriz da mastectomia e a axila, pesquisando massas ou modularidade anormais. • Observe se há modificações da coloração da pele ou sinais de inflamação. Pode haver linfedema na região axilar e no braço, decorrente da restrição à drenagem linfática provocada pela cirurgia. ▪ PALPAÇÃO: • Palpe a cicatriz com cuidado – esses tecidos podem ser muito sensíveis. • Faça movimentos circulares, usando dois ou três dedos. Preste muita atenção ao quadrante superior externo e à axila. • Pesquise linfadenopatia e sinais de inflamação ou infecção. É muito importante palpar minuciosamente o tecido mamário e as linhas de incisão em mulheres submetidas a mamoplastia para aumento de volume ou reconstrução das mama. 11 REFERÊNCIAS: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019, p.881-890. 12 BATES, B; HOCHELMAN, R. A. Propedêutica Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. p.407-430. P á g i n a | 10 BIN @ FANTIN Aparelho cardiovascular ❖ Inspeção: ➢ Abaulamentos, retrações ou cicatrizes: presente ou ausente; anotar localização. ➢ Ictus cordis: visível ou não-visível; anotar em qual espaço intercostal e em qual linha. ❖ Palpação: ➢ Ictus cordis: localização, extensão, intensidade, deslocamento, ritmo e frequência. ➢ Bulhas: palpáveis ou não. ➢ Pulsação epigástrica: presente ou ausente. ➢ Pulsação supra-esternal: presente ou ausente. ➢ Palpação de pulsos periféricos: freqüência, simetria, ritmo, intensidade, formato. ➢ Frêmito cardiovascular: palpável ou não. ❖ Percussão: sem valor semiológico importante. ❖ Ausculta: ➢ Ciclo cardíaco (resumo): ✓ Estímulo nervoso (QRS) —> contração ventricular -> aumenta a pressão nos ventrículos, que supera a pressão nos átrios -> fechamento da valva mitral e tricúspide (B1) -> aumenta a pressão ventricular que supera a pressão da aorta e da pulmonar - > abertura da valva aórtica e pulmonar -> contração isovolumétrica -> esvaziamento ventricular -> a pressão da aorta e pulmonar supera a pressão ventricular -> fechamento da valva aórtica e pulmonar (B2) -> relaxamento ventricular -> diminuição da pressão ventricular que será superada pela pressão atrial -> abertura da valva mitral e tricúspide -> enchimento ventricular. ➢ Focos cardíacos: ✓ Foco aórtico: segundo espaço intercostal direito, junto ao esterno. ✓ Foco aórtico acessório: terceiro espaço intercostal esquerdo, junto ao esterno. ✓ Foco pulmonar: segundo espaço intercostal esquerdo. junto ao esterno. ✓ Mitral: quarto ou quinto espaço intercostal esquerdo, na linha hemiclavicular. ✓ Tricúspide: base do apêndice xifóide, ligeiramente para a esquerda. ✓ Auscultar região axilar, pescoço, axila, região paraesternal direita. ➢ Passos da ausculta cardíaca: ✓ Bulhas: B1(fechamento das av/ sístole ventricular) e B2 (fechamento das semilunares/diástole ventricular). ✓ Ritmo: rítmicas ou arrítmicas. ✓ Fonese: normofonéticas, hiperfonéticas ou hipofonéticas. ✓ Desdobramentos: ausente ou presente. ➔ Fisiológico de B2 na inspiração. ➔ Anotar em qual/quais bulhas. ✓ 3 e 4 bulhas. ➔ O B3: protodiastólico. Corresponde as vibrações na parede ventricular distendida no período de enchimento ventricular rápido, mais audível em crianças e adultos jovens, foco mitra!, campânula, decúbito lateral esquerdo. ➔ B4: no final da diástole ou na pré-sístole. Brusca desaceleração do sangue após a contração atrial. ✓ Ciques e estalidos: ausentes ou presentes; em qual foco de ausculta e em qual situação do ciclo cardíaco. ✓ Sopros: ➔ Fase do ciclo: ➔ Tipo. ➔ Localização. - Foco mais audível. ➔ Intensidade. - I a 4 +/ 4+. ➔ Timbre. - Suave, rude, musical, aspirativo, rufiar, em jato de vapor, plante. ➔ Irradiação. - Cervical, axilar, demais focos. ✓ Atrito pericárdico: situação no ciclo cardíaco, foco de ausculta, irradiação, intensidade, timbre. ✓ Extra-sístoles: ausentes ou presentes. INTERAÇÃO COMUNITÁRIA II EXAME FÍSICO CARDIOLÓGICO ANAMNESE Identificação: Antecedentes pessoais: Antecedentes familiares: Hábitos de vida: Condições socioeconômicas e culturais: SINAIS E SINTOMAS Dor precordial Dor na isquemia miocárdica Dor torácica Dor de origem pericárdia Dor de origem psicogênica Dor de origem aórtica Palpitações Dispnéia Tosse Expectoração Sibilância, Chieira ou chiado Hemoptise Desmaio Alteração do sono Cianose Edema Astenia Sorriso-MT Posição de Cócoras TÉCNICAS DE EXAME Verificar da Pressão Arterial – aferir nos 4 membros; * Verificar PRESSÃO VENOSA JUGULAR (PVJ): - Ponto de oscilação da PVJ - Interpretação - Etapas para a avaliação da PVJ Verificação da Frequência Cardíaca - Pulsos: 1) Carotídeo (central) - Pulso alternante - Pulso parodoxal - Frêmitos e ruídos da artéria carótida 2) Braquial 3) Radial 4) Femoral (central) 5) Poplíteo; 6) Tibial; 7) Pedioso. Simetria: ( ) normal ( ) diminuído ( ) ausente não palpável ( ) EXAME FÍSICO Inclui a Inspeção, a Palpação e a Ausculta. • Permanecer de pé do lado direito do paciente; • Paciente em decúbito dorsal com elevação da cabeceira a 30º; • Para avaliar o Ictus Cordis e os sons cardíacos extras como B3 ou B4 posicionar o paciente em decúbito lateral esquerdo. INSPEÇÃO Tangencial Frontal Observar: - Turgência jugular; - Ictus cordis (Impulso apical – Ponto de Impulso Máximo: PIM); - Abaulamentos, cicatrizes e retrações; - Batimentos ou movimentos visíveis. PALPAÇÃO Paraesternais e frêmitos Palpação levantamentos paraesternais Palpação dos frêmitos Palpação impulsos do VD Área ventricular esquerda Ictus cordis/impulso apical ou PIM: - Localização - Diâmetro - Amplitude - Duração Área ventricular direita/ borda esternal esquerda no 3º, 4º e 5º espaços intrecostais Foco pulmonar/2º espaço intercostal esquerdo Foco aórtico/2º espaço intercostal direito AUSCULTA • Ausculta das bulhas e sopros cardíacosleva diretamente a vários diagnósticos clínicos. • Ambiente silencioso (ruídos cardíacos são de pequena intensidade), • Tórax descoberto. Focos ou áreas de ausculta: Foco ou área mitral Foco ou área pulmonar Foco ou área aórtica Foco ou área tricúspide • Outras regiões recomendadas de ausculta ▪ Borda esternal esquerda, que corresponde à região situada entre a área pulmonar e a tricúspide; ▪ Borda esternal direita, que vai do foco aórtico ao 5º espaço intercostal direito, justaesternal; ▪ Endoápex ou mesocárdio, que é a área situada entre o foco tricúspide, o foco mitral e o aórtico acessório; ▪ Regiões infra e supraclaviculares, direita e esquerda; ▪ Regiões laterais do pescoço, muito importantes para a caracterização do sopro de estenose aórtica cuja irradiação segue a direção do fluxo sanguíneo ejetado pelo ventrículo esquerdo; ▪ Regiões interescapulovertebrais, principalmente a região interescapulovertebral esquerda, em que melhor se ausculta, com frequência, o sopro da persistência do canal arterial. • Posição do paciente e do examinador. ▪ Paciente nas posições deitada, sentada e em decúbito lateral esquerdo, pode utilizar a posição na qual o paciente se põe de pé, debruçando−se sobre a mesa de exame ou sobre o próprio leito. ▪ Padrão: decúbito dorsal com a cabeça apoiada em um pequeno travesseiro, com o tórax completamente descoberto. ▪ Examinador do lado direito, de pé ou sentado, conforme a altura da cama ou da mesa de exame. • Orientações ao paciente: inspirar e expirar, e ou aumento ou diminuição da amplitude • Escolha do receptor adequado: inclui o tipo e o tamanho do receptor (estetóscopio). • Aplicação correta do receptor: o receptor, seja do tipo de diafragma ou de campânula, deve ficar levemente apoiado sobre a pele, procurando−se, ao mesmo tempo, obter uma perfeita coaptação de suas bordas na área que está sendo auscultada. • Auscultar os seguintes aspectos: bulhas cardíacas, ritmo e frequência cardíaca, ritmos tríplices, alterações das bulhas cardíacas, cliques ou estalidos, sopros, ruído da pericardite constritiva, atrito pericárdico e rumor venoso. Bulhas cardíacas ▪ PRIMEIRA BULHA (B1) ▪ SEGUNDA BULHA (B2) ▪ TERCEIRA BULHA (B3) ▪ QUARTA BULHA (B4) Reconhecimento das Bulhas: TUM-TÁ; TUM-TÁ- TUM- TÁ Alteração 1ª bulha: TLUM-TÁ; TLUM-TÁ; TLUM-TÁ Alteração 2ª bulha: TUM-TLÁ; TUM-TLÁ; TUM-TLÁ Classificação das Bulhas, quanto a: 1) Intensidado do Som • Normofonéticas • Hipofonéticas • Hiperfonéticas 2) Tempo: normal 2 tempos (TUM-TÁ) 3) Ritmo: Rítmicas/Arrítmicas 4) Alterações: Arritmias cardíacas; Sopros. REFERÊNCIAS PARA ESTUDO BATES, B; HOCHELMAN, R. A. Propedêutica Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. P. 464-494 (pdf) PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. P. 440 - 486 P á g i n a | 11 BIN @ FANTIN Aparelho locomotor ❖ Posição anatômica. ❖ Deformidades. ❖ Movimentos: ✓ Flexão extensão. ✓ Abdução adução. ✓ Pronação supinação. ✓ Circundução. ✓ Inversão eversão. ✓ Flexão plantar dorsiflexão. ✓ Rotação interna rotação externa. ❖ Exame: ✓ inspeção ✓ palpação ✓ mobilidade ✓ testes especiais Esqueleto axial (tronco e pescoço): ❖ Inspeção: ✓ Paciente sentado ➢ alteração tráfico, cicatriz, lesões. ➢ desvio cabeça \ pescoço. ➢ assimetria: clavícula (cintura escapular). ✓ Paciente de pé ➢ Anterior - Simetria mamilar e ombro. - Morfologia muscular (peitoral maior). - Deformidade torácica. ➢ Perfil - Curvaturas fisiológicas (lordose cervical e lombar, cifose torácica). ✓ Posterior ➢ Assimetria ombro e muscular. ➢ Alteração tegumentar. ➢ Alinhamento coluna e desvios. ➢ Ângulo entre tronco e membros superiores. ❖ Palpação: ✓ Posterior: processos espinhosos e musculatura paravertebral. ✓ Mobilidade rotação lateral flexão do tronco extensão do tronco lateralização. ✓ Testes especiais: ➢ Decúbito dorsal: lasegue. ➢ Pé: teste de shober. ➢ Cervical: tração, compressão e spurling. Membros superiores (comparar bilateral): ❖ Inspeção: ✓ 1 Volume. ✓ Rubor. ✓ Hipotrofia. ✓ Desalinhamento articular. ✓ Deformidades. ✓ Fistulas. ✓ Nódulos. ✓ Alteração trófica. ✓ Cicatrizes. ✓ Morfologia das estruturas. ✓ Ângulo de carregamento (braço-tronco) - valgo. ✓ Ombro: sinal da dragona, escápula alada, sinal do Popeye. ✓ Cotovelo: bursite olecraniana, tofo gotoso, edema. ✓ Punho: desvio ulnar. ✓ Mão: dedo em salsicha, dedo em botoneira, dedo em pescoço de cisne, nódulos. – ❖ Palpação: ✓ Ombro: ➢ Clavícula: articulação esternoclavicular e acromioclavicular. ➢ Acrômio. ➢ Tubérculo maior do úmero. ➢ Sulco da cabeça longa do bíceps (hiperextensão do ombro). ➢ Tendão supraespinhoso. P á g i n a | 12 BIN @ FANTIN ✓ Pontos dolorosos: esternoclavicular, acromioclavicular, subacromial, bicipitale axilar. ✓ Cotovelo: epicondilo medial e lateral, olécrano e cabeça do rádio (prono-supinação). ✓ Punho: metacarpofalangianas, interfalangianas, hipotenar e tenar. ✓ RI e RE cotovelo com flexão do cotovelo 90° e adução do ombro contra resistência. ✓ Adução + RI (colocar a mão no ombro oposto). ✓ Abdução + RE (tocar a nuca). ❖ Mobilidade ✓ Abdução + elevação MMSS (amplitude completa). ✓ Ombro: ABD, AD, FLE, EXT, Circundução, RI e RE. ✓ Cotovelo: FLE, EXT, PRO, SUP. ✓ Punho: FLE, EXT, desvio ulnar (ABD) e radial (AD). ✓ Mão e dedos: FLE, EXT, FLE \ EXT \ ABD e AD polegar, ABD \ AD dedos; oposição dedos. Membros inferiores e quadril (comparar bilateral): ❖ Inspeção ✓ ! Volume ✓ Rubor ✓ Hipotrofia ✓ Desalinhamento articular ✓ Deformidades ✓ Fístulas ✓ Nódulos ✓ Simetria quadril (eias) e joelhos ✓ Deformidade joelho: vago, valgo, recurvatum ✓ Deformidade pé: plano, cavo, etc sinais flogisticos edema ✓ Medida membros inferiores DD: crista ilíaca até maléolo medial ❖ Palpação ✓ Quadril: tuberosidade isquiática, trocánter maior do fêmur. ✓ DD: eias e DV: EIPS. ✓ Joelho: pateia, condilo medial e lateral, platô tibial, tendao pata de ganso, cabeça da fibula. ✓ Tornozelo: maleolo medial e lateral; tendão calcãneo. ✓ Pé: halux, cabeça metatarsos e calcâneo. – ❖ Mobilidade ✓ Quadril: FLE, EXT, RI, RE. ✓ Joelho: FLE, EXT. ✓ Tornozelo: FLE plantar, dorsiflexão, EVE, INV, circundução. ✓ Pé: FLE, EXT, ABD, AD. ❖ Testes especiais ✓ Quadril: thomas, trendelemburg, fabere joelho: sinal da tecla, sinal da gaveta anterior e posterior, teste varização e valgização (colateral medial e lateral) teste compressão e tração de apley. ✓ Menisco medial: dor na face interna: RE (pé para linha lateral). ✓ Menisco lateral: dor na face externa: RI (pé para linha medial). 3 EXAME FÍSICO ETAPAS: 1. Inspecione a simetria articular, alterações de alinhamento, deformidade ósseas, volume, edema ou tumefação (↑ volume provocado por processo inflamatório) 2. Inspecione e palpe de marcos ósseos + estruturas de tecidos moles os tecidos circunvizinhos (alterações cutaneas, nódulos, atrofia muscular, calor, pontos dolorosos) / crepitação (ruído de trituração audível / palpável durante o movimento de tendões ou ligamentos sobre os ossos). Sempre comparando os dois lados. 3. Mobilidade: Avalie a amplitude de movimentos e manobras para testar a função e estabilidade articulares, integridade de ligamentos, tendões e bolsas – (traumas / dor) --> capacidade de realizar atividades da vida diária + facilidade de executar movimentos --> amplitude do mov ativa (pelo paciente) + passiva (pelo examinador) --> dor demonstrada pelo paciente durante o movimento 4. Avaliar as áreas de inflamação, dor a palpação, edema // memb sinovial = empastada / amolecida; derrame pelo excesso de liquido sinovialno espaço articular; estrutura de tec moles (bolsas, tendões e bainha tendinosas), calor, vermelhidão (rubor), tumefação 5. Teste a força muscular Articulação Temporomandibular (ATM) Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação --> + ativa --> movimento de abertura e fechamento, --> formada pela fossa mandibular e tubérculo articular do osso temporal e pelo côndilo da mandíbula, --> situa no ponto médio entre o meato acústico externo e arco zigomático --> Tipo: Artic. Sinovial bicondilar --> Mm: pterigoide externo (abrir) Masseter, temporais e pterigoide interno (fechar a boca) --> inervação --> nervo craniano V (Trigemeo) --> simetria da face; --> Tumefação ou ver-melhidão na articulação; -->Edema = saliencia arredondada +/- 0,5cm anterior ao meato acús-tico externo - Coloque a ponta dos dedos indicadores à frente do tragus (trago) de cada orelha e peça usuário abrir a boca (pontas dos dedos deverão deslizar para os espaços articulares). - Movimento é uniforme? estalido ou clique e escutado em pessoas normais - Palpação mm: Masseteres: externamente ângulo da mandíbula Temporais: externamente durante a contração e relaxamento da mandíbula Pterigóides: internamente entre os pilares tonsilares na mandíbula --> Tumefação / dor? solicite ao usuário para: a) “abrir e fechar a boca” --> Movimentos de deslizamento - parte superior e de dobradiça - parte inferior b) “movimentar a mandíbula para frente e para traz” (protrusão [os dentes inferiores ficam colocados à frente dos dentes superiores] e retração) c) “movimento lateral de um lado para outro” Boca aberta: é possível inserir três dedos entre os incisivos palpação 3 OMBRO Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação Artic. Glenoumeral (esferoidal) --> mov grande amplitude em todas as direções --> estrutura complexa interconectada --> deriva sua mobilidade: - 3 ossos (úmero, escapsula - ancorada no esq axial, clavícula) - 3 articulações (glenoumeral / esternoclavicular / acromioclavicular) - 3 grupos musculares Grup escapuloumeral (mm SIRS do manguito rotador): supraespinal / infraespinal / redondo menor / subescapular - -> rotação lateral + empurra p/ baixo e gira a cabeça do úmero Grup. Axioescapular: trapézio / romboide / serrátil anterior e levantador da escápula --> rotação escapular + puxam ombro posteriormente Grup Axioumeral: peitoral maior / peitoral menor / latíssimo do dorso --> rotação do ombro internamente --> capsula articular --> revestida por uma memb sinovial com duas evaginações: * Bolsa subcapsular --> posiciona entre o acromio e a cabeça do úmero; * Bainha sinovial do tendão da cabeça longa do mm bíceps De frente para o usuário --> inspecione o ombro e a cintura escapular Paciente de costa para o examinador: --> inspecione as escápulas e os mm correlacionados na parte posterior Obs: *tumefação (reg anterior da cápsula articular), * deformidade, *atrofia, *fasciculações (tremores finos dos mm), *posicionamento anormal, *abaulamento na bolsa subacromial, * mudança de coloração, * alteração cutaneas ou contornos ósseos - Palpar o contorno dos marcos ósseos e estruturas do ombro; - Palpe área de dor --> artic. Esternoclavicular, acompanhe a lateral da clavícula com os dedos --> por trás acompanhe a espinha óssea da escápula lateral e para cima até o acrômio (é áspera e convexa) - Dedo indicador sobre a parte superior do acrômio, comprima polegar até encontra a crista elevada que marca a extremidade distal da clavícula (artic. Acromioclavicular) deslocar o polegar para baixo até o processo coracóide, deslizam mais os dedos e alcançar a face lateral do úmero e palpar o tubérculo maior. 6 movimentos: - flexão - extensão - abdução (afastamento do tronco) - adução (aproxima do tronco) - rotação interna (medial) - rotação externa (lateral) Verificar se movimento é suave, de frente para o usuário + uniforme Levante os bra- ços à frente e acima da cabeça Mm deltóide ant; peitoral maior; coracobraquial; bíceps braquial Leve os braços para trás Mm latíssimo do dor- so Redondo maior Deltoide posterior Bíceps braquial Levante os braços para o lado e acima da cabeça Mm Supraespinal Deltoide Serrátil anterior Artic. Acro- mioclavixular Palpe e com- pare as arti- culações a procura de edema ou dor Teste de adução do corpo cruzado ou TESTE DO CRUZAMENTO: efetue a adução do braço do paciente através do tórax. Rotação geral do ombro: Teste da escarificação de Apley: peça ao paciente p/ tocar a escápula oposta usando os dois movimentos acima Manguito rotador Sinal de com- pressão de Neer (dor) Compressão uma das mãos sobre a escá- pula p/ impedir seu movimento e erga o braço do usuário com a outra mão 3 braquial - Palpar o tendão no mm bíceps braquial (polegar no processo coracoide e os dedos as mãos sobre a face lateral do úmero). - Bolsas subacromial e subdeltóidea: estenda o úmero de forma passiva, elevando cotovelo para trás (estrutura lateral ao acrômio) palpe as bolsas Palpação dos mm SIRS: *Supraespinal: no acrômio *Infraespinal: posterior ao m supraespinal *Redondo menor: posterior e inferior à ruptura do m supraespinal do manguito rotador *Subescapular: Anteriormente (não é palpável) Cruze os bra- ços à frente de seu corpo Mm Peitoral maior Coracobraquial Latíssimo do dorso Redondo maior Subescapular coloque uma das mãos nas costas e toque a escápula Identifique o pro- cesso espinhoso mais alto da linha média que o usu- ário consegue al- cançar. Mm Subescapular Deltoide anterior Peitoral maior Redondo maior Latíssimo do dorso Isso comprime a tuberosidade do úmero contra o acrômio Sinal de compres são de Hawkins (dor) Flexione o ombro e o cotovelo do usuário a 90º com a palma de sua mão voltada para baixo. Com uma das mãos no antebraço e a outra no braço, efetue a rotação interna do braço. Isso Comprime a tuberosidade maior do úmero contra o tendão do m. supraespinal e o ligamento coracoacromial. Teste p/ queda do braço Pedir paciente abduzir o braço ao nível do ombro, até 90º e baixe-o lentamente, observar abdução acima do ombro de 90 a 120º reflete ação do m deltoide. 3 Levante os bra- ços até o nível do ombro; do- bre o cotovelo e rode seu ante- braço em dire- ção ao teto Ou Coloque uma das mãos atrás do pescoço co- mo se você esti- vesse pentean- do o cabelo Mm Infraespinal Redondo menor deltóide Teste de supinação do antebraço Flexione o antebraço do paciente a 90º no cotovelo e efetue a pronação do punho do paciente. Faça resistência quando o paciente supinar o antebraço. TESTES COMPOSTOS Teste de resistên- cia da ro- tação ex- terna Pedir paciente que aduza e flexione os cotovelos a 90º com os polegares virados para cima, estabilize os cotovelos com uma das mãos e aplique pressão proximal ao pulso do usuário, conforme o usuário pressiona o punho para fora em rotação externa. Teste da lata vazia Eleve os braços a 90º e faça rotação interna dos braços com os polegares apontando para baixo, como ao esvaziar uma lata. Solicite ao usuário que resista enquanto vc empurra para baixo os braços dele. 3 COTOVELO Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação Função: ajuda a posicionar a mão no espaço e estabilizar a ação de alavanca do antebraço. formado: úmero + rádio e ulna (ossos do antebraço) Articulações: * Umeroulnar * Radioumeral * Radioulnar Mm: * bíceps braquial e braquiorradial (flexão) * Tríceps braquial (extensão) * Pronador redondo (pronação) * Supinador (supinação) Observar localização da bolsa subcutânea do olecrano entre o elecrano e a pele normalmente não é palpável , fica edemaciada e dolorosa quando inflamada cavidade articular + revestimento sinovial Antebraço apoiado pelamão oposta do exa-minador de modo que cotovelo fique flexiona-do em cerca de 70º. Identifique os epicôndi-los medial e lateral e o olecrano da ulna. Inspecione os contornos do cotovelo, incluindo a superfície extensora da ulna e do olecrano – verifique nódulos ou edema Palpe o olecrano e comprime os epicôndilos derrame ou dor? Palpe os sulcos entre os epicôndilos e os olecranos, onde e mais fácil examinar a sinóvia normalmente não são palpáveis (sinóvia ou bolsas do olecrano) O nervo ulnar, muito sensível, pode ser palpado posteriormente, entre o olecrano e o epicôndilo medial. flexão e extensão do cotovelo pronação e a supinação do antebraço (também move o punho e a mão) Flexão: m bíceps braquial, braquial, braquiorradial “Dobre seu cotovelo” Extensão: m tríceps braquial, ancôneo ”Estenda seu cotovelo” Supinação: m bíceps braquial, supinador “Gire as palmas das mãos para cima, como se estivesse carregando uma tigela de sopa” Pronação: m pronador redondo, pronador quadrado “Vire a palma de suas mãos para baixo” PUNHOS E MÃOS Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação Pouca proteção por tecidos moles, ↑ vunerabilidade a trauma-tismos e incapacidade. Ossos: PUNHO formado pela parte distal do radio e a ulna, com ossos do carpo (semilunar, cuneiforme, hamato, trapezoide, posição das mãos (em movimento) movimentos = unifor- mes e naturais? dedos = discreta- mente flexionados + bordas das unhas = PUNHO: partes distais do rádio e da ulna + superfícies lateral e medial o sulco de cada articulação do punho edema, empastamento ou hipersensi- bilidade? PUNHO * Flexão: Mm. flexor radial do carpo, flexor ulnar do carpo “Com a palma de suas mãos para baixo, aponte seus dedos para o chão”. * Extensão: Mm. extensor ulnar do carpo, extensor radial longo do carpo, PUNHO * Sensibilidade: - Polpa do dedo indicador – nervo mediano - Polpa do quinto dedo – nervo ulnar - Espaço interdigital dorsal do polegar e do dedo indicador – nervo 3 trapézio, capitato, escafoide) MÃOS metacarpos, falanges proximal, média e distal polegar = 2 falanges (proximal e distal) Articulações Punho: * radiocarpal, * radioulnar distal * intercarpais + capsula articular + disco articular + memb sinovial (unem radio, ulna e ossos proximais carpo) Mãos: * metacarpofalângicas (MCF) * interfalângicas proximais (IFP) * interfalângicas distais (IFD). Flexione a mão e identifique o sulco que marca a articulação MCF de cada dedo. Ela fica localizada na porção distal aos nós dos dedos e o melhor local para palpá-la é de cada lado do tendão extensor. Musculos: Punho: Flexão = 2 mm do carpo nas superfícies radial e ulnar. Extensão = 2 mm radiais e 1 m ulnar Supinação e pronação = mm localizados no antebraço Mãos: * Polegar Flexão, abdução e oposição 3 mm = eminência tenar Extensão mm da base do polegar, ao longo da borda radial. * demais dedos em paralelo (em re- pouso) superfícies: palmar e dorsal do punho e da mão edema su- pra-articular ou si- nais de traumatis- mos? deformidade do punho, da mão ou dos ossos dos dedos ou nas angulação? contornos da pal- ma da mão emi- nências tenar e hipo- tênar? espessamento dos tendões flexores ou contraturas em flexão nos dedos das mãos? (mantendo os seus polegares no dorso do punho e os outros dedos por baixo dele) processo estiloide do rádio + tabaqueira anatômica (de- pressão imediatamente distal ao processo estiloide do rádio) = mm abdutores e extensores do polegar Palpe os 8 ossos do carpo + cada um dos 5 metacarpos + falanges proximal, média e distal Palpe qualquer região suspeita de anormalidade. Aperte a mão do usuário entre o seu polegar e os dedos das mãos, comprimindo, as articulações MCF. extensor radial curto do carpo “Com a palma de suas mãos para baixo, aponte seus dedos para o teto”. * Adução (desvio radial): M. flexor ulnar do carpo “Com a palma de suas mãos para baixo, traga seus dedos para a linha média”. * Abdução (desvio ulnar): M. flexor radial do carpo “Com a palma de suas mãos para baixo, afaste seus dedos da linha média”. DEDOS INDCADORES E POLEGARES * Flexão e extensão flexão // testar os mm lumbricais e os mm flexores dos dedos “Cerre o punho de uma das mãos, polegar através das nós dos dedos” + “estique e separe os dedos” Nas artic. MCF os dedos se estendem além da posição neutra. radial Preensão manual. Teste a força da preensão manual solicite ao paciente que segure seu 2º e 3º de- dos da mão = testa a função das artic. do punho, dos flexores dos dedos e dos músculos intrínsecos e artic. da mão. Movimento do polegar: Solicite ao usuário que segure o polegar contra a palma da mão e então mova o punho em direção à linha média em desvio ulnar (teste de Finkelstein). 3 Movimento depende da ação dos tendões dos mm flexores e extensores localizados no antebraço e punho Flexão (lumbricais), abdução (interósseos dorsais) e adução (interósseos palmares) mm intrínsecos da mão, fixados nos ossos metacarpais 6 tendões extensores e 2 tendões flexores cruzam o punho e a mão p/ se inserirem nos dedos. Grande parte de seu trajeto é percorrido em bainhas com formato de túnel palpáveis = edema ou inflamação estruturas no túnel do carpo = canal entre a superfície palmar do punho e a parte proximal da mão contém a bainha e os tendões flexores dos mm do antebraço + nervo mediano. ligamento transverso (retiná- culo dos mm flexores) mantém no lugar os tendões e suas bainhas. Nervo mediano responsável pela sensibilidade da região palmar Inspecione + palpe as faces medial e lateral de cada articulação IFP + IFD entre seu polegar e indicador tumefação, empastamento, hipertrofia óssea e dor? * Flexão e extensão das articulações IFP e IFD (mm lumbricais). Os dedos devem se abrir e fechar com facilidade * Abdução e adução “separe os dedos (abdução m interósseos dorsais) e una-os novamente” (adução dos m interósseos palmares) = movimento é uniforme e coordenado? Polegares * Flexão e extensão “mova o polegar através da palma da mão e tocar a base do quinto dedo da mão” + “mova o polegar de volta através da palma da mão, afastando-se dos dedos” * Abdução e adução “coloque os dedos e o polegar na posição neutra, com a palma da mão voltada para cima” “mova o polegar anteriormente em direção oposta a Síndrome do Túnel do carpo – abdução do polegar, Teste de Tinel e Teste de Phalen para compreensão no nervo médio. Teste a abdução do polegar: solicitando ao usuário que levante o polegar diretamente para cima, enquanto você aplica resistência para baixo. Teste o sinal de Tinel percutindo levemente sobre o trajeto do nervo mediano no túnel do carpo. Teste o sinal de Phalen: Solicita ao usuário que mantenha os punhos em flexão por 60 segundos com cotovelos estendidos. Solicite p/ pressionar o dorso das mãos uma contra a outra formando um ângulo 90º (comprime o nervo mediano). 3 palma” “de volta” * oposição “toque o polegar na ponta de cada um dos dedos” COLUNA VERTEBRAL Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento estrutura de sustentação importante do tronco e do dorso curvaturas côncavas (cervical e lombar) + curvatura convexa (torácica e sacrococcígea) = ajudam a distribuir o peso da parte superior do corpo p/ a pelve e os mmii + amortecer o impacto (concussão) deambulação ou corrida complexa mecânica do dorso reflete a ação coordenada: * Das vértebras e dos discos intervertebrais * De um sistema interligado de ligamentos entre partes anterior e posterior vértebras; entre processos espinhosos; e entre a lâmina de duas vértebras Verifique a postura do usuário ao entrar na sala posição do pescoço e do tronco. Avalie se a posição da cabeça = ereta, coordenação e a uniformidadeda movimentação do pescoço, e a facilida de de deambulação. expor todo o dorso p/a inspeção comple- ta. Se possível, deve ficar de pé, na posição mais natural possível (com os pés unidos e os braços ao lado do corpo) cabeça = linha média usuário sentado ou de pé palpe os processos espinhosos de cada uma das vértebras com seu polegar. * pescoço processos articulares das articulações = localizadas entre as vertebras cervicais 1 a 2 cm lateralmente os processos espinhosos de C II a C VII estão profundamente localizadas ao mm trapézio e podem não ser palpáveis musculatura do pescoço = relaxada. * Região lombar vértebras fora de alinhamento processo espinhoso = proeminência / retração dor à palpação? PESCOÇO * Flexão: Mm. esternocleidomastóideo, escaleno, pré-vertebrais “Encoste seu queixo no peito.” * Extensão: Mm. esplênios da cabeça e do pescoço, pequenos músculos intrínsecos do pescoço “Olhe para o teto.” * Rotação: Mm. esternocleidomastóideo, pequenos músculos intrínsecos do pescoço “Olhe por sobre um dos ombros e depois por sobre o outro ombro” * Inclinação lateral: Mm. escalenos e pequenos músculos intrínsecos do pescoço “Coloque seu ouvido no ombro” Dor a palpação, perda de sensibili- (continuação) * Rotação: M abdominais, m intrínsecos do dorso “Gire de um lado para o outro.” Estabilize a pelve do paciente colocando uma das mãos no quadril do paciente e a outra no ombro oposto. Efetue então a rotação do tronco, puxando o ombro e depois o quadril posteriormente. Repita essas manobras para o lado oposto. 3 adjacentes * Dos grandes m superficiais, dos m intrínsecos mais profundos e dos m da parede abdominal Ossos = 24 vértebras sustentadas pelo sacro e cóccix. (Processo espinhoso; Processos articulares; Forame vertebral) Articulações = cartilaginosas ligeiramente móveis entre os corpos vertebrais e as faces articulares. Grupos musculares: m trapézio e latíssimo do dorso constituem a grande camada muscular externa que se fixa de cada lado da coluna vertebral recobre: * Mm esplênio da cabeça, esplênio do pescoço e sacroespinal (fixa a cabeça, pescoço e processos espinhosos) * Mm psoas e mm parede abdominal (fixam a superfície anterior das vertebras) + mesmo plano do sacro, enquanto fi- cam nivelados os om- bros e a pelve. Inspecione o usuário de costas para você e procure identificar os marcos. * Processos espinho- sos = proeminentes em C VII e T I e mais evidentes à flexão para diante * mm paravertebrais de cada lado da linha média * Cristas ilíacas * Espinhas ilíacas posterossuperiores = “covinhas” na pele. inspecione por um dos lados e por tras Perfil Curvaturas cervical, torácica e lombar. * artic. sacroilíaca = concavidade sobre a espinha ilíaca posterossuperior Percussão hipersensibili- dade (utiliza-se a superfície ulnar do punho, não com muita força. * mm paravertebrais = espas- mo e hipersensibilidade? Com o quadril flexionado e deitado sobre o lado oposto, palpe o nervo isquiático Situa-se entre o trocanter maior e a tuberosidade isquiática, ao deixar a pelve através da incisura isquiática irradiação de dor nádegas, períneo ou mmii avalie lombalgia // compressão da cauda equina paralisia dos mm ou disfunção intestinal/vesical dade ou fraqueza muscular ava- liação cuidadosa neurológicas do pescoço + mmss COLUNA VERTEBRAL * Flexão: Mm. psoas maior, psoas menor, quadrado lombar; músculos abdominais ligados as vertebras anteriores, como os oblíquos interno e externo e o reto do abdome “Incline- se para frente e tente tocar nos dedos dos pés” Observe a uniformidade e assimetria do movimento, a amplitude de movimento e a curva na região lombar. Com o prosseguimento da flexão, a concavidade lombar deve retificar-se. Flexão Extensão * Extensão: M. intrínsecos profundos do dorso = grupos eretor da espinha e transverso da espinha “Incline-se para trás o mais que puder.” Apoie o paciente colocando sua mão na espinha ilíaca posterossuperior, com seus dedos apontando para a linha média. * Inclinação lateral: Mm. abdominais, músculos intrínsecos do dorso “Incline-se para o lado a partir da cintura.” Estabilize a pelve do paciente colocando sua mão no quadril dele. Repita para o lado oposto. 3 Posterior Coluna vertebral em posição ortostática QUADRIL Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação localizada profundamente na pelve atributos = força, estabilidade e grande amplitude de movimento. A estabilidade da artic. é essencial p/ sustentação de peso // profundo encaixe da cabeça do fêmur no acetábulo, de sua forte cápsula articular fibrosa e da poderosa muscula- tura que cruza a artic. e se insere abaixo da cabeça do fêmur ação de alavanca necessária p/ movimentação do fêmur. Óssea: pelve = acetábulo, ilío e ísquio, inserção inf na sínfise pública e a conexão post c/ começa pela obs. da marcha do usuá rio ao entrar na sala. Duas fases da mar- cha. 1 - Postural – quando o pé está apoiado no solo e sustenta o pe- so (60% do ciclo de caminhada) 2 - Oscilação – qdo o pé se move para diante e não sustenta peso (40% do ciclo). a) Marcos osseos Marcos anteriores - Identifique a crista ilíaca na borda superior da pelve, ao nível de L IV - Siga a curva anterior para baixo e localize o tubérculo ilíaco, que marca o ponto mais largo da crista, e continue em sentido descendente até a espinha ilíaca anterossupe- rior - Coloque seus polegares sobre as espinhas anterossuperiores e deslize os seus dedos, desde o tubérculo ilíaco até o trocanter maior do fêmur. - Movimente, então, os seus polegares medial e obliqua- * Flexão: M. iliopsoas “Coloque seu joelho no peito e puxe-o contra o abdome” * Extensão (hiperextensão): M. glúteo máximo “Deite-se de bruços, depois dobre o joelho e levante-o” Ou “Deitado de costas, afaste a perna da linha média e pendure-a sobre a beirada da maca” * Abdução: Mm. glúteos médio e mínimo “Deitado de costas, afaste a perna da linha média.” * Adução: Mm. adutor curto, adutor longo, adutor magno, pectíneo, grácil “Deitado de costas, dobre o joelho e mova a perna, afastando-a da linha (continuação) * Abdução. Estabilize a pelve, mediante a compressão para baixo da espinha ilíaca anterossuperior oposta, com uma das mãos. Usando a mão livre, segure o tornozelo e realize a abdução da perna em extensão até sentir a movimentação da espinha ilíaca. Esse movimento marca o limite da abdução do quadril. 3 osso sacroilíaco - face anterior do quadril: * crista ilíaca no nível de L IV; * tubérculo ilíaco; * espinha ilíaca anterossuperior; * trocanter maior; * tubérculo púbico - face posterior do quadril: * espinha ilíaca posterossuperior; * trocanter maior; * tuberosidade isquiática; * articulação sacroilíaca. Grup musculares: Grupo flexor situa-se na parte anterior e flexiona a coxa (m iliopsoas) Grupo extensor localiza-se na parte posterior e estende a coxa (m glúteo máximo) Grupo adutor é medial e movimenta a coxa em direção ao corpo. Os mm originam-se nos ramos do púbis e do ísquio e terminam por inserirem-se na face posteromedial do fêmur. Grupo abdutor é lateral estendendo-se da crista ilíaca até a cabeça do fêmur, e movimenta a coxa em direção contrária à do corpo (m. glúteo médio e glúteo mínimo), ajudam a estabilizar a pelve durante a fase estática da marcha. Outras estruturas: - Cápsula articular: forte e densa, estendendo-se desde a acetábulo ao colo femural, envolve e reforça a articulação do quadril Inspecione marcha qto à largura da base, ao deslocamento da pelve e à flexão do joelho A largura da base deve ser de 5 a 10 cm de um calca- nhar ao outro. marcha normal = ritmo regular e contínuo. parte lombar da coluna vertebral lordose? + compri- mento dos mmii = simetricos (pte em decúbito dorsal) superfíciesant e post do quadril atrofia ou contusão muscular? mente até a tubérculo púbico que se situa no mesmo nível do trocanter maior. Marcos posteriores - Palpe a espinha ilíaca posterossuperior diretamente abaixo das depressões visíveis logo acima das nádegas - Colocando seu polegar e seu dedo indicador esquerdos sobre a espinha ilíaca pósteros- superior, localize a seguir o trocanter maior lateralmente com seus dedos, no nível da prega glútea, e coloque seu polegar medialmente sobre a tuberosidade isquiática. A artic sacroilíaca nem sempre é palpável, mas pode ser dolorosa à palpação. Observe que uma linha imaginária traçada ao longo das espinhas ilíacas pósteros- superiores cruza a articulação no nível de S II. b) Estruturas inguinais. Com o usuário em decúbito dorsal, solicite a ele que coloque o calcanhar da perna que está sendo examinada sobre o joelho oposto. Palpe, então, ao longo do ligamento inguinal (da espinha ilíaca anterossuperior até o tubérculo pélvico) Mnemônico NAVEL // sequência de elementos anatômicos da região lateral para a medial: Nervo, Artéria, Veia, Espaço vazio, Linfonodo. c) Bolsas média”. * Rotação externa (lateral): Mm obturadores externo e interno, quadrado femoral, gêmeos superior e inferior “Deitado de costas, dobre o joelho e mova a perna e o pé cruzando a linha média”. * Rotação interna: Mm. Iliopsoas “Deitado de costas, dobre o joelho e mova a perna e o pé, afastando-os da linha média.” Manobras Ajudar o paciente com os movimentos do quadril. * Flexão. Coloque a sua mão sob a coluna lombar do usuário em decúbito dorsal. Solicite a ele que flexione um joelho de cada vez em direção ao tórax e puxe o joelho firmemente contra o abdome. OBS: as costas deve encostar na mão do examinador * Extensão. Com o usuário em decúbito * Adução. Estabilize a pelve, do paciente em decúbito dorsal, segure um dos tornozelos e movimente a perna medialmente cruzando o corpo e sobre o membro oposto. * Rotação externa e interna. Flexione o membro inferior em 90° na altura do quadril e joelho, estabilize a coxa com uma das mãos, segure o tornozelo com a outra mão e gire a perna – medialmente para a rotação externa do quadril, e lateralmente para a rotação interna. 3 - 3 ligamentos sobrejacentes - uma membr. Sinovial - 3 bolsas principais: * bolsa do psoas (iliopectinea / iliopsoas) * bolsa trocantérica * bolsa isquial - bolsa iliopectínea (do psoas), localizada abaixo do ligamento inguinal, porém em um plano mais profundo, no caso de dor no quadril. - bolsa trocantérica (decúbito lateral e o quadril flexionado e em rotação interna) - bolsa isquioglútea (situada sobre a tuberosidade isquiática) palpável só qdo inflamada. ventral, promova a extensão da coxa em sua direção, em um sentido posterior. Como alternativa, posicione o em decúbito dorsal, na beirada da mesa, e estenda a perna dele posterior- mente. JOELHO Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação É a maior artic. do corpo humano. Envolvendo: * três ossos: o fêmur, a tíbia e a patela, * 3 superfícies articulares: 2 Examinar as 7 estru- turas do joelho: 1 - meniscos medial 2 - meniscos lateral 3 - LCL Solicite ao usuário que se sente na borda da mesa de exame, com os joelhos flexionados (pontos de referência anatômicos ficam * Flexão: Grupo isquiotibial: Mm. bíceps femoral, semitendíneo e semimem- branáceo “Dobre ou flexione o joelho” Ou “Agache-se no chão” Testar a estabilidade e a integridade ligamentar dos meniscos medial e lateral, o LCM e o LCL, o tendão patelar e o LCA e o LCP (não palpável), examinar 3 entre o fêmur e a tíbia e 1 entre o fêmur e a patela. Óssea: * Face medial, identifique o tubérculo adutor, o epicôndilo medial do fêmur e o côndilo medial da tíbia * Face anterior, identifique a patela, que repousa sobre a superfície articular anterior do fêmur, no ponto médio entre os epicôndilos, embutida no tendão do músculo quadríceps femoral * Face lateral, encontre o epicôndilo lateral do fêmur e o côndilo lateral da tíbia e a cabeça da fíbula. Articulação * tibiofemorais bicondilares são formadas pelas curvas conve- xas dos côndilos medial e lateral do fêmur em sua articulação com os côndilos côncavos da tíbia. * Artic.patelofemoral A patela desliza pelo sulco localizado na face anterior do fêmur distal, denominado sulco troclear, durante a flexão e a extensão do joelho. Grupos musculares: * movimentam e sustentam o joelho o m quadríceps femoral estende a perna, recobrindo as faces anterior, medial e lateral da coxa. * mm isquiotibiais respon- sável pela flexão do joelho Outras estruturas * Meniscos medial e lateral amortecem a ação do fêmur 4 – LCM 5 - LCA 6 – LCP 7 - tendão patelar. LCA e LCP não são palpáveis, testados por manobras especificas. marcha = rítmica e regular enquanto ele adentra sala de exa- me. O joelho deve es- tar estendido quando o calcanhar toca o solo e flexionado em todas as outras fases de oscilação e postura Verifique o alinha- mento e os contornos dos joelhos: atrofia dos músculos quadrí- ceps femorais? Inspecione o desa- parecimento das con- cavidades normais em torno da patela e da bolsa suprapatelar edema? mais visíveis + mm, tendões e ligamentos estão mais relaxados) Artic. tibiofemoral. Palpe a articulação tíbio- femoral. De frente para o joelho, coloque seus polegares na depressão de tecido mole localizada de cada lado do tendão patelar identifique o sulco da articulação tíbiofe- moral. Observe que o polo in- ferior da patela situa-se na linha articular tibiofemoral. Ao pressionar seus polegares para baixo é possível sentir a borda do platô tibial. Acompanhe-o primeiro no sen- tido medial e depois no sentido lateral, até ser interrompido pela convergência do fêmur e da tíbia. Movendo os polegares para cima, na direção da linha média, até a parte superior da patela, é possível acompanhar a superfície articular do fêmur e identificar as bordas da articulação. - Palpe o menisco medial, com- primindo a depressão de tecido mole medial ao longo da borda superior do platô tibial. É mais fácil palpar o menisco medial quando a tíbia apresentar uma ligeira rotação interna. Coloque o joelho em discreta flexão e palpe o menisco lateral ao longo da linha articular lateral. -Compartimentos articulares medial e lateral da articulação tibiofemoral com o joelho flexio- nado em aproximadamente 90° * Extensão: M. quadríceps: reto femoral, vasto medial, lateral e intermédio “Estenda a perna” Ou “Depois de se agachar no chão, fique de pé” * Rotação interna: Mm. sartório, grácil, semitendíneo, semimembranáceo “Sentado, mova a parte inferior da perna em direção à linha média” * Rotação externa: M. bíceps femoral “Sentado, mova a parte inferior da perna afastando-a da linha média” Palpação (continuação) Testes para palpação de derrame na articulação do joelho detectar líquido na articulação: 1 - Sinal do Abaulamento: Coloque sua mão esquerda sobre o joelho do ambos os joelhos, história de traumatismo Meniscos: medial e lateral Teste de McMurray. Em decúbito dorsal, segure o calcanhar e flexione o joelho. Coloque a outra mão sobre a Artic do joelho, com os dedos e o polegar posicionados ao longo da linha articular medial. A partir do calcanhar faça a rotação lateral (externa) da perna, depois, empurre a parte lateral para aplicar tensão em valgo na face medial da artic. Ao mesmo tempo, faça a rotação externa da perna e estenda-a devagar. A mesma manobra com rotação interna (medial) do pé exerce tensão sobre o menisco lateral. Se for auscultado ou palpado um estalido na linha articular durante a flexão e a extensão do joelho, ou se houver dor à palpação ao longo da linha articular, deve-se pesquisar uma possível ruptura posterior do menisco. Ligamento Colateral medial (LCM) Teste de tensãoem valgo (abdução) forçada. Em decúbito dorsal e o joelho discretamente flexionado, mova a coxa dele cerca de 30° lateralmente, em direção à 3 sobre a tíbia. Esses discos fibrocartilaginosos em forma de crescente conferem ao platô tibial, em geral plano, uma superfície em forma de taça * Ligamento colateral medial (LCM) não é facilmente palpável e corresponde a um ligamento largo e plano, que conecta o epicôndilo medial do fêmur ao côndilo medial da tíbia. A parte medial do LCM também se fixa ao menisco medial * Ligamento colateral lateral (LCL) conecta o epicôndilo lateral do fêmur com a cabeça da fíbula. O LCM e o LCL proporcionam estabilidade medial e lateral à articulação do joelho. * Ligamento cruzado anterior (LCA) cruza obliquamente da tíbia medial anterior para o côndilo lateral do fêmur, impedindo que a tíbia deslize para frente por sobre o fêmur. * Ligamento cruzado posterior (LCP) vai da parte posterior da tíbia e do menisco lateral até o côndilo lateral do fêmur, impedindo a tíbia de deslizar para trás por sobre o fêmur. * Espaço indrapatelar negativo e bolsa suprapatelar: inspecione as concavidades que são evidentes adjacentes e superiores a cada lado da patela, conhecidas como espa- ço infrapatelar negativo . sobre a mesa de exame. - Compartimento medial. Me- dialmente, mova seus polega- res para cima para palpar o côndilo medial do fêmur. O tubérculo adutor fica posterior ao côndilo medial do fêmur. Mova seus polegares para baixo para palpar o platô tibial medial. - Palpe ao longo da linha articu- lar e identifique o LCM, que une o epicôndilo medial do fêmur ao côndilo medial e à face superior medial da tíbia. Palpe ao longo desse ligamento largo e plano, desde sua origem até sua inserção. - Compartimento lateral. Late- ralmente ao tendão patelar, mova seus polegares para cima para palpar o côndilo lateral do fêmur e para baixo para palpar o platô lateral da tíbia. Os epicôndilos do fêmur situam-se lateralmente aos côndilos do fêmur quando o joelho está flexionado. -Compartimento patelofemoral. Localize agora a patela e a- companhe o tendão patelar dis- talmente até palpar a tubero- sidade tibial. Solicite ao usuário que estenda a perna, no intuito de se certificar da integridade do tendão patelar. - Em decúbito dorsal e o joelho estendido, comprima a patela contra o fêmur subjacente. Solicite ao usuário que contraia paciente em extensão e comprima a bolsa suprapatelar, deslocando ou “ordenhando” o líquido para baixo. 2 - Sinal do Balão: Coloque seu polegar e o indicador da mão direita de cada lado da patela; com a mão esquerda, comprima a bolsa suprapatelar contra o fêmur. Palpe o liquido ejetado nos espaços próximos a patela sob seu polegar e indicador. 3 - Rechaço da Patela: Para avaliar grandes derrames, pode-se também comprimir a bolsa suprapatelar e “rechaçar” ou empurrar a patela firmemente contra o fêmur. Fique atento ao líquido retornando para a bolsa suprapatelar. borda da mesa de exame. Coloque uma das suas mãos contra a parte lateral do joelho, para estabilizar o fêmur, e a outra mão em torno da parte medial do tornozelo. Empurre medialmente o joelho e puxe lateralmente o tornozelo, de forma a “abrir” a articulação do joelho na sua parte medial (tensão em valgo). Ligamento colateral lateral (LCL) Teste de tensão em varo (adução) forçada. Com a coxa e o joelho do paciente na mesma posição, mude sua posição para poder colocar uma das mãos contra a superfície medial do joelho e a outra em torno da parte lateral do tornozelo. Empurre lateralmente o joelho e puxe medialmente o tornozelo, de forma a “abrir” a articulação do joelho na sua parte lateral (tensão em varo). Ligamento cruzado anterior (LCA) Sinal da gaveta anterior. Com o paciente em decúbito dorsal, os quadris flexionados, os joelhos fle- xionados a 90° e os pés apoiados na mesa, coloque suas mãos envol- 3 Bolsas: * bolsa pré-patelar: localiza-se entre a patela e a pele sobrejacente. * bolsa anserina situa-se de 2,5 a 5 cm abaixo da articulação do joelho na superfície medial, pro- ximal e medialmente às fixa- ções dos músculos isquiotibiais mediais sobre a tíbia proximal. Ela não pode ser palpada de- vido a esses tendões sobre- jacentes. o músculo quadríceps femoral, pois isto faz com que a patela se desloque distalmente no sulco troclear. Verifique se o movimento de deslizamento é uniforme (o teste do rangido patelofemoral). - Bolsas suprapatelar, pré- patelar e anserina. Palpar qualquer espessamento ou edema na bolsa suprapatelar e ao longo das bordas da patela. Inicie a palpação 10 cm acima da borda superior da patela, bem acima da bolsa, e palpe as partes moles entre o seu polegar e os outros dedos. Mova sua mão no sentido distal, em etapas progressivas, tentando identificar a bolsa. Continue a sua palpação pelos lados da patela e verifique se há dor à palpação ou temperatura superior à dos tecidos circundantes. vendo o joelho, com os polegares sobre a linha articular medial e lateral e os outros dedos nas in- serções medial e lateral dos mús- culos isquiotibiais. Puxe a tíbia para frente e observe se ela desliza nesse sentido (como uma gaveta) deixando sua posição debaixo do fêmur. Compare o grau de movi- mento para frente com o joelho oposto. Teste de Lachman. Coloque o joelho do paciente em flexão de 15° e rotação externa. Segure a região distal do fêmur com uma das mãos e a região superior da tíbia com a outra. Coloque o polegar da mão apoiada na tíbia sobre a linha articular e, simultaneamente, puxe a tíbia para frente e o fêmur para trás. Faça uma estimativa do grau de movimentação para frente. Ligamento cruzado posterior (LCP) Sinal da gaveta posterior. Posicione o paciente e coloque suas mãos nas posições descritas para o teste da gaveta anterior. Empurre a tíbia no sentido posterior 3 e observe o grau de movimento para trás do fêmur. TORNOZELO E PÉ Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação O peso total do corpo é transmitido através do tornozelo para o pé. O tornozelo e o pé precisam equilibrar o corpo + absorver os impactos proveni- entes da batida do calcanhar no solo e da marcha. O tornozelo e o pé são locais frequentes de entorses e lesões ósseas, apesar do acolchoa- mento espesso nos dedos dos pés, nas plantas dos pés e no calcanhar, além dos ligamentos estabilizadores nos tornozelos. Óssea e artic: articulação do tipo gínglimo, formada pela tí- bia, pela fíbula e pelo tálus. Artic. tibiotalar, situada entre a tíbia e o tálus, e a articu. Talo- calcânea. Observe os principais marcos anatômicos do torno- zelo: o maléolo medial, a proe- minência óssea na extremidade distal da tíbia e o maléolo la- teral, na extremidade distal da fíbula. O calcâneo, ou cal- canhar, fica situado abaixo do tálus e projeta-se para trás. As cabeças dos ossos metatar- Observe todas as superfícies dos torno- zelos e dos pés deformidades, nódu- los, edema, cornos cutâneos ou calosida- des? Palpe com os polegares a face anterior de cada Artic. do tornozelo empastamento, e- dema ou hipersensibilidade? Sinta o tendão de Aquiles nódulos e dor? Palpe o calcanhar, especial- mente as partes posterior e inferior, bem como a fáscia plantar, e verifique se isso pro- voca dor. Verifique se a palpação dos ligamentos medial e lateral do tornozelo e dos maléolos me- dial e lateral provoca dor, es- pecialmente nos casos de traumatismo. Palpe as artic. Metatarsofa- lângicas, Verificando se isso provoca dor. Comprima a parte anterior do pé entre o polegar e os dedos. Comprima um ponto * Flexão do tornozelo (flexão plantar): Mm. gastrocnêmio, sóleo, plantar, tibial posterior “Aponte o pé para o chão” * Extensão do tornozelo (dorsiflexão): Mm. tibial anterior, extensor longo dos dedos e extensor longo do hálux “Aponte o pé para o teto” * Inversão:Mm. tibiais posterior e anterior “Incline o calcanhar para dentro” * Eversão: Mm. fibulares longo e curto “Incline o calcanhar para fora” Artic. do tornozelo (tibiotalar). Promova a dorsiflexão e a flexão plantar do pé do paciente ao nível do tornozelo. Artic. talocalcânea. Estabilize o tornozelo com uma das mãos, segure o calcanhar com a outra e efetue a inversão e a eversão do pé. 3 sais são palpáveis na parte na- terior da planta do pé. Também identifique na parte anterior do pé as articulações Metatarsofalângicas (MTF), pro- ximais às membranas inter- digitais, e as articulações Inter- falângicas proximais (IFP) e distais (IFD) dos dedos do pé. O movimento na artic do torno- zelo limita-se à dorsiflexão e à flexão plantar. A flexão plantar é realizada pelos m gastrocnêmio e tibial posterior e pelos m flexores dos dedos dos pés. Os tendões localizam-se atrás dos maléolos. Os dorsiflexores in- cluem o mm tibial anterior e os músculos extensores dos dedos dos pés. Eles se situam de ma- neira proeminente na superfície anterior, ou dorso, do tornozelo, anteriormente aos maléolos. imediatamente proximal às cabeças do 1º e do 5º meta- tarsais. Palpe as cabeças dos cinco ossos metatarsais e os sulcos entre eles com seu polegar e indicador. Coloque seu polegar no dorso do pé e o indicador na superfície plantar. Artic transversa do tarso. Estabilize o calcanhar e efetue a inversão e a eversão da parte anterior do pé. Artic. metatarsofalângicas. Mova a falange proximal de todos os dedos dos pés para cima e para baixo. P á g i n a | 13 BIN @ FANTIN Sistema neurológico ❖ Exame do estado mental: consciência, atenção e orientação. ❖ Exame da fala (articulação e expressão através da palavra falada). ❖ Exame dos nervos cranianos: avaliar o tamanho e a reatividade pupilar (II e III nervos cranianos), realizar o exame de fundo de olho (II nervo craniano), avaliar a motricidade ocular (III, IV e VI nervos cranianos). Avaliar a mímica facial (VII nervo craniano). Avaliar a motricidade da língua (XII nervo craniano). Obs: quando frente a queixas específicas (hipoacusia, p.ex.), realizar a avaliação do nervo potencialmente envolvido (VIII nervo, vestíbulo-coclear). ❖ Exame da motricidade: avaliar a motricidade voluntária, a espontânea e a motricidade reflexa (realizar os reflexos bicipital, patelar e aquileu). Avaliar a força e o tônus muscular com atenção a possíveis atrofias. Avaliar o reflexo cutâneo-plantar. ❖ Exame da marcha: peça ao paciente para andar em linha reta, preferencialmente em um corredor. Sensibilize a pesquisa, se necessário, solicitando ao paciente que deambule no calcanhar e na ponta dos pés. ❖ Exame da coordenação motora e equilíbrio: realizar prova índex-nariz-índex Pesquisa do sinal de romberg. ❖ Exame da sensibilidade: pesquisa da sensibilidade superficial (tátil e dolorosa) e profunda (vibratória). ❖ Exame neurovascular: palpação das artérias temporais superficiais e ausculta carotídea. 1 INTERAÇÃO COMUNITÁRIA III _ 2023 EXAME FÍSICO SISTEMA NEUROLÓGICO PARTE 1 ANAMNESE: • Data do início da doença: Aguda, subaguda ou crônica. • Evolução cronológica dos sintomas: quando e como os sintomas foram surgindo ou desaparecendo. • Exames e tratamentos realizados: avaliar/interpretar os resultados • Estado atual do paciente: exame físico no momento do exame • Antecedentes Familiares: Ênfase às doenças musculares e heredodegenerativas, investigar consanguinidade dos pais, doenças contagiosas e incompatibilidade sanguínea materno-fetal. • Antecedentes pessoais: Condições pré-natais, condições do nascimento, condições do desenvolvimento psicomotor, aleitamento materno, vacinações, doenças anteriores e hábitos de vida. SINAIS E SINTOMAS: A. Distúrbios da consciência: Atualmente opta-se por usar a Escala de Coma de Glasgow para avaliação do nível de consciência. SORRISO-MT 13 PARTE 2 • Estado mental: avaliação da orientação temporoespacial, memória e linguagem. Pode ser avaliado aplicando o Miniexame do Estado Mental (MEEM): [ To ta l: 30 p on to s | ≤ 23 p on to s: C om pr om et im en to d o es ta do m en ta l] • Gnosias: Significa reconhecimento (função do córtex cerebral) A sua perda dá-se o nome de agnosia, cujas manifestações mais importantes são para o reconhecimento dos sons (agnosia auditiva), da visão de objetos (cegueira cortical ou psíquica), dos objetos colocados em sua mão ao ser suprimida a visão (estereoagnosia), do próprio corpo em relação ao espaço (somatoagnosia), da fisionomia alheia (prosopoagnosia) ou de sua própria (autoprosopoagnosia). Vale ressaltar a possibilidade de associação de manifestações, configurando a clássica síndrome de Gerstmann: desorientação direita esquerda, agnosia digital bilateral, acalculia e disgrafia. A lesão situa-se no lobo parietal dominante, na porção posterior e inferior. As lesões causadoras dos distúrbios gnósticos localizam se em pontos diversos do cérebro, mas predominam no córtex dos lobos parietal, temporal e occipital. Tais lesões costumam decorrer de acidentes vasculares cerebrais, traumatismo cranioencefálico e neoplasia. ➢ Agnosia auditiva: Perda do reconhecimento dos sons. ➢ Cegueira: Perda do reconhecimento da visão de objetos. ➢ Astereoagnosia: Perda de reconhecimento de objetos colocados em sua mão ao ser suprimida a visão. ➢ Somatoagnosia: Perda do reconhecimento do próprio corpo em relação ao espaço. ➢ Prosopoagnosia: Perda de reconhecimento da fisionomia alheia. ➢ Autoprosopoagnosia: Perda de reconhecimento da sua própria fisionomia. 14 • Praxias: significa atividade gestual consciente e intencional. ➢ Apraxia: dificuldade ou incapacidade de realizar atividade gestual consciente e intencional, sem que haja paralisias, ataxias ou hipercinesias. ➢ Apraxia construtiva: Corresponde à perda dos gestos normalmente organizados, tais como: desenhar, modelar ou copiar modelos. ➢ Apraxia ideomotora: Reflete a dificuldade ou a incapacidade para a execução de gestos simples, permanecendo inalteradas a atividade automática e a ideia do ato a ser realizado. Assim, quando se ordena que o paciente segure a sua orelha ou bata três vezes na porta ou sobre a mesa, ele, apesar do entendimento, não consegue realizar os atos determinados ou os faz com dificuldade variável. ➢ Apraxia ideatória: Ocorre quando diferentes gestos simples, realizados isoladamente, ao serem constituídos em um ato mais complexo, perdem ou reduzem a sua sequência lógica e harmoniosa. Dê ao paciente, por exemplo, uma caixa de fósforos e um maço de cigarros, e ele terá dificuldade ou incapacidade para executar todos os atos que o levariam a fumar: retirar o palito da caixa de fósforos e o cigarro do maço, levar o cigarro à boca, riscar o palito, acender o cigarro e fumar. ➢ Apraxia do vestir: É caracterizada pela dificuldade ou incapacidade para executar os atos habituais de despir se ou vestir-se. O paciente apresenta dificuldade variável para abotoar a camisa, vestir a manga da camisa, dar o nó na gravata – ou a coloca antes da camisa. As lesões ocupam a topografia retrorrolândica direita. ➢ Apraxia da marcha: Causada pela lesão frontal de ambos os hemisférios, que propicia o aparecimento de dificuldade da marcha, em especial o seu início. ➢ Apraxia bucolinguofacial: Consiste na alteração dos gestos da mímica facial, da boca e da língua, permanecendo inalterado o automatismo. Decorre de lesões frontais e do hemisfério esquerdo. O paciente não consegue realizar adequadamente atos simples, como mostrar a língua ou os dentes, colocar a língua em diversas posições, reproduzir a mímica de sorrir, chorar ou beijar. J. Marcha ou equilíbrio dinâmico • Disbasia: Atodo e qualquer distúrbio da marcha, dá-se o nome de disbasia. pode ser uni ou bilateral, e os tipos mais representativos são determinados a seguir. ➢ Marcha heliocópode, ceifante ou hemiplégica: Ao andar, o paciente mantém o membro superior fletido em 90°C no cotovelo e em adução, e a mão fechada em leve pronação. O membro inferior do mesmo lado é espástico, e o joelho não flexiona. Devido a isso, a perna tem de se arrastar pelo chão, descrevendo um semicírculo quando o paciente troca o passo. Esse modo de caminhar lembra o movimento de uma foice em ação. Aparece nos pacientes que apresentam hemiplegia espástica, cuja causa mais comum é acidente vascular cerebral. ➢ Marcha anseriana ou de pato: O paciente para caminhar acentua a lordose lombar e vai inclinando o tronco ora para a direita, ora para a esquerda, alternadamente, lembrando o 15 andar de um pato. É encontrada em doenças musculares e traduz diminuição da força dos músculos pélvicos e das coxas. ➢ Marcha parkinsoniana: O doente anda como um bloco, enrijecido, sem o movimento automático dos braços. A cabeça permanece inclinada para a frente, e os passos são miúdos e rápidos, dando a impressão de que o paciente “corre atrás do seu centro de gravidade” e vai cair para a frente. Ocorre nos portadores da doença de Parkinson. ➢ Marcha cerebelar ou do ébrio: Ao caminhar, o doente ziguezagueia como um bêbado. Esse tipo de marcha traduz incoordenação de movimentos em decorrência de lesões do cerebelo. ➢ Marcha tabética: Para se locomover, o paciente mantém o olhar fixo no chão; os membros inferiores são levantados abrupta e explosivamente, e, ao serem recolocados no chão, os calcanhares tocam o solo de modo bem pesado. Com os olhos fechados, a marcha apresenta acentuada piora, ou se torna impossível. Indica perda da sensibilidade proprioceptiva por lesão do cordão posterior da medula. Aparece na tabes dorsalis (neurolues), na mielose funicular (mielopatia por deficiência de vitamina B12, ácido fólico ou vitamina B6), mielopatia vacuolar (ligada ao vírus HIV), mielopatia por deficiência de cobre após cirurgias bariátricas, nas compressões posteriores da medula (mielopatia cervical). ➢ Marcha de pequenos passos: É caracterizada pelo fato de o paciente dar passos muito curtos e, ao caminhar, arrastar os pés como se estivesse dançando “marchinha”. Aparece na paralisia pseudobulbar e na atrofia cortical degenerativa. ➢ Marcha vestibular: O paciente com lesão vestibular (labirinto) apresenta lateropulsão quando anda; é como se fosse empurrado para o lado ao tentar mover-se em linha reta. Se o paciente for colocado em um ambiente amplo e lhe for solicitado ir de frente e voltar de costas, com os olhos fechados, ele descreverá uma figura semelhante a uma estrela, daí ser denominada também marcha em estrela. ➢ Marcha escarvante: Quando o doente tem paralisia do movimento de flexão dorsal do pé, ao tentar caminhar, toca com a ponta do pé o solo e tropeça. Para evitar isso, levanta acentuadamente o membro inferior, o que lembra o “passo de ganso” dos soldados prussianos. ➢ Marcha claudicante: Ao caminhar, o paciente manca em um dos lados. Ocorre na insuficiência arterial periférica, em lesões do aparelho locomotor e na estenose do canal vertebral lombar. ➢ Marcha em tesoura ou espática: Os dois membros inferiores enrijecidos e espásticos permanecem semifletidos, os pés se arrastam e as pernas se cruzam uma na frente da outra quando o paciente tenta caminhar. O movimento das pernas lembra uma tesoura em funcionamento. Esse tipo de marcha é bastante frequente nas manifestações espásticas da paralisia cerebral. 16 K. Coordenação motora: • Ataxia: A perda de coordenação. • Diadococinesia: Prova calcanhar e joelho. Na posição de decúbito dorsal, o paciente é solicitado a tocar o joelho oposto com o calcanhar do membro a ser examinado. A prova deve ser realizada várias vezes, de início com os olhos abertos; depois, fechados. Nos casos de discutível alteração, “sensibiliza-se” a prova mediante o deslizamento do calcanhar pela crista tibial, após tocar o joelho. Diz-se que há dismetria (distúrbio na medida do movimento) quando o paciente não consegue alcançar com precisão o alvo. Prova dos movimentos alternados: Determina-se ao paciente que realize movimentos rápidos e alternados, tais como: abrir e fechar a mão, movimento de supinação e pronação, extensão e flexão dos pés. Tais movimentos denominam-se diadococinesia, e a capacidade de realiza-los é chamada eudiadococinesia. Sua dificuldade é designada disdiadococinesia e a incapacidade de realiza-los recebe o nome de adiadococinesia. • Eudiadococinesia: Capacidade de realizar os movimentos rápidos e alternados. • Disdiadococinesia: Dificuldade de realizar os movimentos rápidos e alternados. • Adiadococinesia: Incapacidade de realizar os movimentos rápidos e alternados. L. Pupilas • Discoria: A irregularidade do contorno pupilar. • Midriase: Quando o diâmetro pupilar se acha aumentado. • Miose: Diâmetro pupilar se acha diminuído. • Isocoria: Igualdade de diâmetro pupilar. • Anisocoria: Desigualdade no diâmetro pupilar • Diâmetro pupilar: 17 EXAME FÍSICO: PARTE 3 Avaliação Habilidade Interpretação PESCOÇO E COLUNA CERVICAL Limitação dos movimentos Movimento de extensão, flexão, rotação e lateralizarão da cabeça. Graduação de leve a grave. Relacionado a doenças osteomusculares, meningites, HSA e outras. Rigidez de nuca Paciente em DD e MMSSII estendidos, examinador coloca uma das mãos na região occipital e, suavemente, tenta fletir a cabeça do paciente. Espera-se movimento fácil e amplo. Relacionado à HSA e meningite. Prova de Brudzinski Paciente em DD e MMSSII estendidos, examinador repousa uma das mãos sobre p tórax do paciente e a outra na região occipital, executando uma flexão forçada da cabeça. Positiva quando o paciente flete p MMII e fisionomia de sensação dolorosa. COLUNA LOMBOSSACRA Limitação dos movimentos Movimentos de flexão, extensão, rotação e lateralização da coluna. Observa-se limitação na amplitude de movimentos. Prova de Lasègue Paciente em DD e MMII estendidos, examinador levanta um dos membros estendidos. Positiva quando paciente reclama de dor na face posterior de membro com cerca de 30º de elevação. Prova de Kerning Extensão da perna, estando a coxa fletida em ângulo reto sobre a bacia e a perna sobre a coxa Positiva quando o paciente sente dor ao longo do trajeto do nervo ciático e tenta impedir o movimento. 18 MARCHA Alteração de marcha Solicite para que o paciente deambule pelo consultório Classificar o tipo de disbasia. EQUILÍBRIO Prova de Romberg Paciente em posição vertical, com os pés juntos e olhando para frente, permanecendo assim por alguns segundos. Em seguida ordena-se para que o paciente feche os olhos. Positiva quando apresenta oscilações do corpo, com desequilíbrio e forte tendência à queda. FORÇA MUSCULAR Verificação força no bíceps braquial Paciente com braço fletido, examinador com mão em punho e cotovelo. Paciente com movimento de flexão do antebraço, com oposição aplicada pelo examinador. Classificação: - Força normal nos 4 membros - Força discretamente diminuída - Força moderadamente diminuída - Força muito reduzida - Força abolida Menos utilizado: Grau: Grau V: força normal Grau IV: movimento completo contra a força da gravidade e contra certa força do examinador Grau III: movimento contra a força da gravidade Grau II: movimento completo sem a força da gravidade Grau I: discreta contração muscular Grau 0: nenhum movimento observável Verificação força no tríceps braquial Paciente com braço fletido, examinador com mão em punho e ombro. Paciente com movimento de extensão do antebraço, com oposição aplicada pelo examinador.Verificação força dos punhos Examinador com mão em punho e dedos. Paciente com movimento de flexão do punho, com oposição aplicada pelo examinador. Verificação força dos dedos e polegar Examinador com mão em punho e sob os dedos. Paciente com movimento de flexão dos dedos, com oposição aplicada pelo examinador. 19 Verifica flexão e extensão da perna Paciente em DD. Examinador com mão em perna e coxa. Paciente com movimento de flexão e extensão da perna, com oposição aplicada pelo examinador. Verifica flexão e extensão da coxa Paciente em DD e perna fletida em 90º. Examinador com mão em perna/pé e coxa. Paciente com movimento de flexão e extensão da coxa, com oposição aplicada pelo examinador. Verifica flexão dorsal e plantar dos pés Paciente em DD. Examinador com mão em joelho e pés. Paciente com movimento de flexão e extensão do pé, com oposição aplicada pelo examinador. Teste dos Braços estendidos Braços totalmente expendidos, paralelo ao solo. Faz de olho aberto e, depois, fechado. Observa se há desvio postural (acima de 2 a 3cm) Manobra de Mingazzini Em DD, coxas levantadas em ângulo reto, pernas fletidas em ângulo reto em relação às coxas. Observa-se queda do membro afetado. TONUS MUSCULAR Avaliação do tônus muscular Paciente em DD e completo relaxamento muscular. Examinador: Inspeciona a existência ou não de achatamento das massas musculares Busca identificar a diminuição (hipotonia) ou o aumento 20 em contato com o leito, avalia os movimentos passivos dos MMSSII. Palpa as massas musculares e averigua o grau de consistência muscular. Realiza balanço passivo (examinador segura e balança o antebraço, observando o movimento da mão). (hipertonia) do tônus muscular. COORDENAÇÃO MOTORA Prova dedo-nariz Com o membro superior estendido lateralmente, solicita-se ao paciente, em pé ou sentado, tocar a ponta do nariz com o indicador, com olhos aberto e depois fechado. Paciente alcança o alvo. Prova calcanhar- joelho Em DD o paciente é solicitado a tocar o joelho oposto com o calcanhar do membro a ser examinado, com olhos aberto e depois fechado. Paciente alcança o alvo. Prova dos movimentos alternados Determine que o paciente realize movimentos rápidos e alternados (abrir e fechar a mão, supinação e pronação, extensão e flexão dos pés) Paciente realiza o movimento. 21 PARTE 4 REFLEXOS SUPERFICIAIS Calcâneo-plantar (Sinal de Babinski) DD e MMII estendidos, o examinador estimula superficialmente a região plantar, próximo a borda lateral e desliza no sentido posteroanterior, fazendo um leve semicírculo na parte mais anterior. Resposta alterada é a extensão dos dedos (movimento de leque). Reflexo cutâneo- abdominal DD e parede abdominal em com parede abdominal em completo relaxamento, o examinador estimula o abdome do paciente no sentido da linha mediana em três níveis: superior, médio e inferior. Contração do musculo abdominal (determinado por leve deslocamento da cicatriz umbilical). REFLEXOS PROFUNDOS Aquileu Estimulo feito através da percussão com martelo de reflexos na região do tendão de Aquilies. Flexão do pé Patelar Estimulo feito através da percussão com martelo de reflexos na região do tendão rotuliano (porção inferior do joelho) Extensão da perna Flexor dos dedos Estimulo feito através da percussão com martelo de reflexos na região da face anterior do punho. Flexão dos dedos da mão. 22 Supinador Estimulo feito através da percussão com martelo de reflexos na região do punho – apófise estiloide do rádio. Flexão do antebraço. Pronador Estimulo feito através da percussão com martelo de reflexos na região do punho – processo estiloide da ulna. Pronação da mão e antebraço Biciptal Estimulo feito através da percussão com martelo de reflexos na região do cotovelo/fossa antecubital – tensão distal do bíceps. Flexão do antebraço Triciptal Estimulo feito através da percussão com martelo de reflexos na região do cotovelo/porção inferior do antebraço – tensão distal do tríceps. Extensão do antebraço. SENSIBILIDADE 23 Tátil Roçar em várias partes do corpo um pedaço de algodão ou pincel macio. *Necessário que o paciente esteja de olhos fechados, evitar sugestões e roupas sumárias. Espera-se que paciente reconheça o tipo e local do estímulo sensitivo. Térmica Tubos de ensaio com água quente e fria tocam várias partes do corpo. Dolorosa Estilete rombo, capaz de provocar dor sem ferir, deve ser tocado em várias partes do corpo. Vibratória Diapasão é estimulado e colocado em saliências ósseas. Cinético-postural (Batiestesia) Deslocando qualquer segmento do corpo em várias direções, em certo momento, fixa-se o segmento. Usa-se hálux ou polegar. À pressão (Barestesia) Compressão manual em qualquer parte do corpo, em especial nos músculos. Estereognesia Reconhecimento de objeto (chave, botão, grampo cabelo) na mão sem o auxílio da visão. Proprioceptiva Colocar um dos membros numa determinada posição e solicitar para que coloque o membro homólogo na mesma posição Grafestesia Capacidade de perceber a escrita de palavras ou números escrita sobre a pele. PARTE 5 24 NERVOS CRANIANOS I - Olfatório Aproximar de cada narina substâncias como café, canela, cravo, álcool, estando o paciente de olhos fechados. *Afastar as condições que interfiram no olfato. Paciente deve reconhecer o aroma. II - Óptico Teste da Acuidade visual [Snellen] Respostas de acordo com o exame realizado. Campo visual [Teste H] Fundoscopia III - Oculomotor IV - Troclear VI - Abducente Paciente com a cabeça imóvel, examinador solicita para que desloque os olhos no sentido horizontal e vertical. Respostas de acordo com o exame realizado. Prova de Convergência ocular Reflexo fotomotor (direto, consensual e acomodativo) V - Trigêmio Raiz motora Avaliação de atrofia na região temporal e masseteriana. Ausência de atrofia na região temporal e masseteriana; abertura da boca, cerrar os dentes, lateralização da mandíbula: sem alterações/limitação. Abertura da boca Cerrar os dentes Lateralização da mandíbula. V - Trigêmio Raiz sensitiva Reflexo córneo-palpebral: mecha de algodão tocando entre a esclera e córnea, olhos voltados para lado oposto. Contração orbicular das pálpebras. Avaliação de sensibilidade (conforme apresentado anteriormente) nos ramos oftálmicos. Avaliação de sensibilidade (conforme apresentado anteriormente) nos ramos maxilar 25 Avaliação de sensibilidade (conforme apresentado anteriormente) nos ramos maxilar e mandibular. VII - Facial Solicita-se ao paciente que enruga a testa. Resposta esperada é que paciente atenda as solicitações. Solicita-se ao paciente que franze o supercílio. Solicita-se ao paciente que fecha as pálpebras. Solicita-se ao paciente que mostre os dentes. Solicita-se ao paciente que abra a boca. Solicita-se ao paciente que infle a boca. Solicita-se ao paciente que assovie. Solicita-se ao paciente que contraia o platisma ou musculo cutilar do pescoço. VIII - Vestibulococlear Atrito suave das polpas digitais próximas da orelha. Paciente deve acusar a percepção do som. Prova de Rinne: Aplicar o diapasão na região mastoide, quando o paciente deixar de ouvir, coloca-se o aparelho próximo ao conduto auditivo. IX - Glossofaríngeo X – Vago Solicita ao paciente que pronuncie as vogais “ah” e “eh” com o examinador realizando inspeção da cavidade oral Desvio do véu palatino e da parede posterior da faringe para o lado normal Avaliação das qualidades acústicas da voz (intensidade, tom, timbre e duração). Voz sem alterações. XI - Acessório Elevação do ombro(movimento do músculo trapézio), com examinador realizando força contrária. Paciente com força muscular preservada. 26 Rotação da cabeça/pescoço (movimento do músculo esternocleidomastoídeo), com examinador realizando força contrária. XII - Hipoglosso Movimento da língua em todos os lados/direções, encostando-a na bochecha e palpando-a para avaliar a consistência. Movimento e consistência preservados. REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019 BATES, B; HOCHELMAN, R. A. Propedêutica Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.