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P á g i n a | 1 
 
 
BIN @ FANTIN 
 
 
 
 
1. Identificação 
❖ Nome. 
❖ Data de nascimento. 
❖ Nome da mãe (nomes comuns podem ser motivo 
de confusão). 
❖ Acompanhante (se houver). 
❖ Idade (doenças prevalentes em determinadas faixas 
etárias). 
❖ Sexo (doenças específicas em determinado sexo). 
❖ Raça ou cor/ etnia (doenças comuns em 
determinada raça). 
❖ Estado civil. 
❖ Ocupação (doenças relacionadas ao tipo/local de 
trabalho); questionar a profissão atual, as profissões 
anteriores e qual o local de trabalho. 
❖ Naturalidade. 
❖ Residência atual e anteriores (zonas endêmicas). 
❖ Número do prontuário. 
❖ Plano de saúde (se houver). 
 
2. Queixa principal 
❖ A queixa que motivou a consulta (nas palavras do 
paciente e entre aspas) e a sua duração. 
 
❖ "O que o senhor está sentindo?"; "Qual o seu 
problema?"; "Em que posso ajudá-lo?". 
 
 
 
 
 
3. História da Moléstia Atual 
❖ Quando começou? 
❖ Como começou? 
❖ Como evoluiu? - ordem cronológica. 
❖ Sinais e sintomas associados. 
❖ Como está agora? - estado atual da doença 
 
✓ Buscar um sintoma guia. 
✓ Os novos sintomas em ordem cronológica, com 
todos os sintomas bem analisados, quanto à 
localização, caráter, quantidade, intensidade, 
extensão, irradiação, duração, volume, 
circunstâncias de aparecimento, fatores 
agravantes, fatores atenuantes, evolução, sintomas 
associados. 
✓ Repercussão da doença sobre o estado geral. 
✓ Sintomas gerais associados (anorexia, febre, 
emagrecimento, astenia). 
✓ Sintomas positivos e negativos pertinentes. 
✓ Ao final, pode-se apurar a evolução (exames, 
tratamentos e procedimentos já realizados). 
✓ Dor: localização, tipo, irradiação, intensidade (O a 
10), duração, fatores de alívio, fatores de piora, 
evolução, manifestações concomitantes. 
✓ Febre: início, intensidade, duração, modo de 
evolução e término. 
 
 
Interação Comunitária 
Prática 
 
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BIN @ FANTIN 
4. Revisão dos Sistemas / 
Interrogatório Sintomatológico 
Inicia-se pelo aparelho ou sistema lesado, seguindo-se 
para aqueles sistemas que possam ter relação 
fisiopatológica com o mesmo. 
❖ Sintomas gerais: febre, calafrios, sudorese, alteração 
de peso (quantos quilos; em quanto tempo); astenia, 
fadiga, prurido, alteração do revestimento cutâneo; 
alteração do desenvolvimento físico. 
❖ Crânio, face e pescoço: dor; alteração de cabelos e 
pelos; alteração de movimentos; alterações do 
pescoço. 
❖ Pele a anexos: caráter, pigmentação, prurido, lesões 
cutâneas, alterações de pelos e unhas, exposição a 
drogas ou irritantes. 
❖ Olhos: dor ocular; cefaleia; hiperemia; 
lacrimejamento ou epífora; sensação de olho seco; 
iantopsia (visão violeta); cloropsia (visão esverdeada); 
xantopsia (visão amarelada); amaurose (cegueira); 
ambliopia (perda parcial); prurido; queimação ou 
ardência; diplopia (visão dupla); fotofobia; nistagmo; 
escotomas; secreção. 
❖ Ouvidos: otalgia; 'piorreia; otorragia; anacusia 
(surdez); hipoacusia; hiperacusia; vertigem 
(subjetiva: o paciente gira; objetiva: o objeto gira); 
zumbido. 
❖ Nariz e cavidades paranasais: dor; coriza; rinorreia 
posterior, obstrução nasal; esternutação (espirros); 
epistaxe; prurido; alterações da fonação; anosmia 
(abolição do olfato); hiposmia; hiperosmia; cacosmia 
(odor pútrido); parosmia (perversão do olfato). 
❖ Orofaringe: dor, sialose (produção excessiva de 
saliva); halitose; inflamações; ulcerações; disfagia; 
odinofagia; alterações da voz; cor das mucosas; 
estado dentário. 
❖ Mamas: nódulos, secreção, dor, lesões. 
❖ Sistema respiratório: dor torácica, tosse, 
expectoração e caráter do escarro, hemoptise, 
vômica, dispneia, cianose, chieira, sudorese noturna, 
vómica; estridor. 
❖ Sistema circulatório: dor retroesternal, dispnéia aos 
esforços, ortopnéia, dispneia paroicística noturna, 
edema, palpitação, cianose, lipotimia, síncope, 
choque, hipertensão, claudicação intermitente, 
cilimbras, alteração da temperatura das 
extremidades, varizes de membros inferiores. 
❖ Sistema digestório: dor abdominal, alterações do 
apetite (anorexia, inapetência; hiporexia; hiperorexia; 
bulimia); odinofagia, disfagia, pirose, regurgitação, 
sialorréia, eructação, náusea, vômitos, hematêmese, 
melena, hematoquesia (estrias de sangue nas fezes); 
diarreia, flatulência, constipação, enterorragia, 
tenesmo, parasitas nas fezes, icterícia, acolhi, hérnias, 
distensão abdominal, dispepsia; esteatorreia; 
obstipação intestinal 
❖ Sistema musculo-esquelético: dor espontânea ou 
aos movimentos (Óssea, muscular, articular), 
aumento do volume articular, hipertermia, 
vermelhidão local, limitação dos movimentos, 
deformidades, fraquezas musculares, fraturas. 
❖ Sistema nervoso: alterações da linguagem, marcha, 
movimentos, cefaleia, vertigem, alterações da 
sensibilidade, parestesias, paresias, paralisias, 
alterações dos órgãos dos sentidos (diplopia, 
escotomas, anosmias, anacusia), transtornos da 
consciência, convulsões, alterações emocionais.. 
❖ Sistema locomotor: artralgias; limitações de 
movimentos; rigidez articular; edema periarticular; 
lombalgia; dorsalgia; cervicalgia; cianose; varizes; 
edema; palidez. 
 
5. História Pessoal não 
Patológica 
❖ Condições de nascimento: gravidez, medicações, 
viroses, condições do parto, estado ao nascer, 
ordem de nascimento, número de irmãos. 
❖ Desenvolvimento psicomotor e neural: dentição, 
marcos do desenvolvimento, aproveitamento 
escolar. 
❖ Desenvolvimento sexual: pubarca, menarca, sexarca, 
menopausa, orientação sexual. 
 
 
6. História Pessoal Patológica 
❖ Doenças crónicas: há quanto tempo foram 
diagnosticadas e quais medicações usam 
(hipertensão, diabetes, pneumopatias, hepatopatias, 
nefropatias, cardiopatias). 
❖ Doenças anteriores (inclusive da infância). 
❖ Cirurgias prévias (quais e quando). 
❖ Traumatismos prévios e como foram tratados. 
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BIN @ FANTIN 
❖ História obstétrica: G-gestações, P-partos, A-abortos, 
número de filhos (se homem). 
❖ Transfusões sanguíneas. 
❖ Imunização. 
❖ Viagens recentes. 
❖ Alergias. 
❖ Medicamentos em uso. 
 
 
7. Hábitos de vida e condições 
socioeconômicas e culturais 
❖ Alimentação: consumo de carboidratos, proteínas, 
gorduras, fibras, água. 
❖ Higiene pessoal. 
❖ Ocupação atual e anteriores - natureza do trabalho, 
substâncias em contato. 
❖ Atividade física: tipo de exercício, frequência, 
duração e a quanto tempo pratica - sedentário, 
atividades físicas moderadas, intensas e constantes 
ou ocasionais. 
❖ Tabagismo: tipo, quantidade, frequência, duração do 
vício e se já tentou parar. 
❖ Consumo de bebidas alcoólicas: tipo de bebida, 
quantidade, frequência, duração do vício e se já 
tentou parar (Já sentiu necessidade de parar de 
beber ou diminuir a quantidade? Já se sentiu 
aborrecido ao ser criticado por beber? Já se sentiu 
culpado em relação a beber? Já bebeu logo ao 
acordar pela manhã para diminuir o nervosismo ou 
a ressaca? 2 respostas positivas identificam 75% 
dos alcoólatras). 
❖ Uso de anabolizantes ou anfetaminas, além de 
sedativos. 
❖ Consumo de drogas ilícitas: tipo, quantidade, 
frequência, duração do vício e se já tentou parar. 
❖ Habitação: casa ou apartamento, se casa de 
alvenaria ou não; quantidade de cômodos; se tem 
saneamento básico; animais domésticos. 
❖ Renda mensal. 
❖ Religião. 
❖ Escolaridade, analfabeto ou não. 
❖ Vida conjugal. 
❖ Relacionamento com pais e filhos. 
❖ Tatuagens. 
❖ Renda familiar. 
 
8. Histórico familiar 
❖ Estado de saúde dos pais e irmãos. Se falecidos, qual 
a idade e causa de falecimento. 
❖ Casos de doenças hereditárias. 
❖ Casos de tuberculose, hipertensão, diabetes, 
doenças infectocontagiosas, câncer, alergias, varizes, 
úlcera péptica, colelitíase. 
❖ Estado de saúde cônjuge em relação a doenças 
sexualmente transmissíveis. 
❖ Estado de saúde dos filhos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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BIN @ FANTIN 
 
 
 
1. Dados vitais 
❖ Pressãoarterial (PA). 
❖ Frequência cardíaca (FC). 
❖ Frequência respiratória (FR). 
❖ Temperatura (T). 
 
 
 
 
2. Medidas Antropométricas 
❖ Peso. 
❖ Altura. 
❖ IMC (índice de Massa Corpórea): 
Peso(kg)/Altura (m2). 
✓ Baixo peso: < 19,9 
✓ Normal: 18 a 24,9 
✓ Sobrepeso: 25 a 29,9 
✓ Obesidade: 30 a 39,9 
✓ Obesidade mórbida: > 40 
❖ Circunferência abdominal. Normal: homens até 102 
cm e mulheres até 88 cm. 
❖ Envergadura: técnica: indivíduo com os braços 
abertos, em abdução de 90 graus; é a distância 
compreendida entre os extremos dos membros 
superiores. Normal: equivalente à altura. 
 
 
 
 
 
 
3. Ectoscopia 
❖ Estado geral: bom, regular ou ruim. 
❖ Nível de consciência (estado de vigília): consciente, 
confuso ou obnubilado ou em coma; Se confuso ou 
comatoso, fazer escala de coma de glasgow citada 
posteriormente no exame neurológico. 
❖ Fala e linguagem: normais, afonia ou disfonia 
(alteração no timbre da voz), dislalia (alterações 
menores da fala), disartria (alterações músculos da 
fala, incoordenação cerebral, hipertonia ou perda de 
controle piramidal), disfasia (pertubação na 
elaboração cortical da fala), afasia (mudo). 
✓ Escrita: disgrafia. 
✓ Leitura: dislexia. 
❖ Estado de hidratação: hidratado ou normohidratado, 
hiperhidratado ou desidratado. 
✓ Sinais de desidratação no adulto: sede, 
queda abrupta de peso: leve ou primeiro 
grau (<5%); moderada ou segundo grau 
(entre 5 e 10%) e elevada (>10%), pele seca, 
com elasticidade e turgor diminuídos, 
mucosas secas, ausência de umidade na 
fossa axilar, olhos fundos, estado geral 
comprometido, prostração, oligúria, 
hipotensão, taquicardia (em casos graves). 
✓ Em crianças: agitação e irritabilidade 
também são sinais de desidratação. Em 
lactentes: leve: fontanelas normais ou 
pouco fundas; moderada: fontanelas fundas; 
grave: fontanela muito funda e choro sem 
lágrimas. 
❖ Nutrição: nutrido ou normonutrido, desnutrido ou 
hiponutrido, obeso (ver IMC). 
✓ Sinais de desnutrição: musculatura hipotrófica, 
IMC abaixo de 18, panículo adiposo escasso, 
pele seca e rugosa, cabelos avermelhados, 
finos, secos e quebradiços; sinais de 
hipovitaminose a, b, c e d. 
✓ Graus de desnutrição: 
➢ Primeiro grau: déficit de peso > 10% 
➢ Segundo grau: déficit de peso > 25% 
➢ Terceiro grau: déficit de peso > 40% 
 
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BIN @ FANTIN 
❖ Desenvolvimento físico: normal, hábito grácil 
(constituição corporal frágil), infantilismo 
(persistência de características infantis), nanismo ou 
hipodesenvolvimento, gigantismo ou 
hiperdesenvolvimento. 
❖ Fácies: normal ou atípica, adenoideana, mongolóide, 
de depressão, renal, acromegálica, cushingoide ou 
de lua cheia, miastênica, leonina, esclerodérmica, 
etílica, do deficiente mental, mixedematosa, 
basedowiana, da paralisia facial periférica, 
parkinsoniana, hipocrática, pseudobulbar. 
❖ Atitude: 
✓ Voluntárias: ortopneia, genupeitoral, cócoras, 
parkinsoniana. 
✓ Involuntárias: passiva, ortótono (tronco e 
membros rígidos), opistótono (contratura da 
musculatura lombar; o corpo se apoia na cabeça 
e nos calcanhares), emprostótono (corpo forma 
concavidade voltada para diante), pleurotótono 
(corpo se curva para o lado), posição em gatilho 
(hiperextensão da cabeça, flexão das pernas 
sobre as coxas e encurvamento do tronco com 
concavidade para diante). 
✓ De partes do corpo: torcicolo, mão pêndula. 
❖ Decúbito preferido: dorsal, ventral, lateral direito ou 
lateral esquerdo. 
❖ Mucosas: 
✓ Coloração: normocoradas, hipercoradas, 
hipocoradas ou descoradas: de + até ++++/4+. 
✓ Cianose: acianóticas, cianóticas: de + até 
++++/4+. 
✓ Icterícia: anictéricas, ictéricas: de + até ++++ / 
4+. 
✓ Leucoplasias: ausentes ou presentes. 
✓ Umidade: normal ou secas. 
❖ Pele: 
✓ Coloração: palidez, hiperemia, fenómeno de 
raynaud, cianose, albinismo, bronzeamento, 
dermatografismo, icterícia. 
✓ Umidade: normal, seca ou sudoreica. 
✓ Textura: normal, lisa ou fina, áspera, enrrugada. 
✓ Espessura: normal, atrófica, hipertrófica ou 
espessa. 
✓ Temperatura: normal, hipertermia ou hipotermia. 
✓ Elasticidade: normal, hiperelástica e hipoelástica. 
✓ Mobilidade: normal, diminuída ou aumentada. 
✓ Turgor: normal ou diminuído. 
✓ Sensibilidade: 
1. dolorosa: analgesia, hipoalgesia ou 
hiperestesia. 
2. tátil: normal, anestesia e hipoestesia. 
3. térmica (calor e frio): normal ou diminuída. 
✓ Lesões elementares: descrição das lesões, com 
sua localização: 
 
 
 : 
❖ Mancha ou mácula: alterações na cor da pele sem 
relevo ou depressão. 
✓ Manchas vásculo-sanguineas: ocorrem por 
vasodilatação, constrição, ou pelo 
extravasamento de hemácias. 
✓ Eritema: mancha vermelha por vasodilatação, 
que desaparece com digito ou vitropressão. 
✓ Púrpura: mancha vermelha por extravasamento 
de hemácias, não desaparece com vitropressão; 
muda de coloração de acordo com o tempo por 
alteração da hemoglobina, tornando-se 
arroxeada e depois verde-amarelada. É chamada 
de petéquia quando possui até 1cm e de 
equimose quando possui mais de lcm. 
❖ Manchas pigmentares: manchas pigmentares ou 
discromias resultam de diminuição ou aumento de 
melanina ou depósitos de outros pigmentos e 
substâncias na derme. 
✓ Leucodermia: mancha branca por diminuição 
ou ausência de melanina. 
✓ Hipocromia: redução da pigmentação. 
✓ Acromia: ausência completa de pigmentação. 
✓ Hipercromia: cor variável por aumento de 
melanina ou outros pigmentos como sais 
biliares e carotenoides. 
 
 
São elevações circunscritas causadas por edema na 
derme ou hipoderme. 
 Urticária: elevação efêmera, irregular, de 
tamanho e cor variável do branco-róseo ao 
vermelho. Pruriginosa, resulta do extravasamento 
de plasma com formação de edema dérmico.
 Angioedema: área de edema circunscrito, que 
pode ocorrer no subcutâneo, causando 
tumefação. 
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BIN @ FANTIN 
 : 
Resultam de processo inflamatório ou neoplásico, atinge 
isoladamente ou conjuntamente epiderme, derme e 
hipoderme. 
 Pápula: lesão sólida, circunscrita, elevada e menor 
que 1 cm.
 Placa: lesão elevada, de superfície geralmente plana, 
maior que 1 cm, pode apresentar superfície 
descamativa, crostosa ou queratinizada, pode ser 
formada pela confluência de pápulas.
 Nódulo: lesão sólida, circunscrita, saliente ou não de 
1 a 3 cm de tamanho.
 Nodosidade ou tumor: lesão sólida, circunscrita e 
maior que 3 cm, o termo tumor é utilizado 
preferencialmente para neoplasia.
 Goma: nódulo ou nodosidade que se liquefaz na 
porção central, podendo ulcerar e eliminar material 
necrótico.
 Vegetação: lesão sólida e pedunculada, com 
aspecto de couve-flor e superfície friável.
 Verrucosidade: lesão sólida, elevada, de superfície 
dura e inelástica, formada por hiperqueratose. 
 
 
 : 
Lesões de conteúdo líquido que pode ser serosidade, 
sangue ou pus. 
 Vesícula: elevação circunscrita de até lcm, com 
conteúdo claro (seroso).
 Bolha ou flictena: difere-se da vesícula apenas pelo 
tamanho, que é maior que 1 cm.
 Pústula: elevação de até 1cm e de conteúdo 
purulento. 
 Abscesso: possui tamanho variável, é formado por 
coleção purulenta da pele ou tecidos subjacentes. 
Sinais flogisticos podem estar presentes: edema, 
dor, rubor, calor. 
 Hematoma: formada por derrame de sangue na 
pele ou tecidos subjacentes, difere-se da equimose 
por haver alteração de espessura. Pode infectar e 
haver presença de sinais flogisticos, e o conteúdo 
hemorrágico pode tomar-se purulento. 
 
 
 
 
 
 
 Queratose: espessamento da pele por aumento da 
camada córnea, tomando-se áspera e com a 
superfície amarelada. 
 Liquenificação: espessamento da pele com 
acentuação dos sulcos e da cor própria, 
apresentando aspecto quadriculado.
 Edema: aumento de espessura, depressível, cor da 
própria pele ou rósea-avermelhada por 
extravasamento de plasma
 Esclerose: alteração da espessura com aumento da 
consistência da pele, tornando-se lardácea ou 
coriácea. A pele pode estar espessada ou 
adelgaçada,havendo hiper ou hipocromia associadas. 
Resulta de fibrose do colágeno. 
 Atrofia: diminuição da espessura da pele. Ocorre 
redução do número e volume dos constituintes 
teciduais.
 
Lesões oriundas da eliminação ou destruição patológicas 
e de reparações em tecidos subcutâneos. 
✓ Escama: massa furfurácea, micácea ou follácea que 
se desprende a superfície cutânea por alteração de 
queratinização. 
✓ Exulceração: perda superficial somente de 
epiderme. 
✓ Ulceração: perda circunscrita de epiderme e derme, 
podendo atingir hipoderme e tecidos subjacentes. 
✓ Fissura: perda linear da epiderme e derme, no 
contorno de orifícios naturais ou em áreas de 
pregas e dobras. 
✓ Crosta: concreção de cor amarela, esverdeada ou 
vermelha escura, que se forma em área de perda 
tecidual. Resulta do dessecamento da serosidade, 
pus ou sangue misturado a restos epiteliais. 
✓ Cicatriz: lesão de aspecto variável, pode ser saliente 
ou deprimida, móvel ou aderente. Não possui poros 
ou anexos cutâneos. Resulta da reparação de 
processo destrutivo da pele, associado a atrofia, 
fibrose e discromia. 
✓ Queloide: cicatriz saliente, cujo tecido extravasa 
pelas bordas cicatriciais. Geralmente associada à 
prurido e ardor. 
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BIN @ FANTIN 
✓ Cicatriz hipertroficas: cicatriz saliente, cujo tecido 
não extravasa pelas bordas cicatriciais. 
 
❖ Fâneros: 
✓ Cabelos: 
t. Implantação: isossexual ou anisossexual. 
2. Distribuição: uniforme, alopécia universal, 
alopécia areata. 
3. Quantidade: normal ou diminuído. 
4. Coloração e brilho: normais ou alterados. 
✓ Pelos: distribuição isossexual, distribuição 
anisossexual, hirsutismo, hipertricose. 
✓ Unhas: distrofia, leuconíquias, onicólise, unhas em 
vidro de relógio, palidez, cianose, onicomicose, 
perioníquias, onicofagia. 
 
❖ Tecido celular subcutâneo: celulite, fibromas, 
lipomas e cistos sebáceos. 
 
❖ Panículo adiposo: inspeção e palpação. 
✓ Quantidade: normal, aumentada ou diminuída. 
✓ Distribuição: ginecóide, andróide, centrípeta, 
gibosidade, lipomas. 
 
❖ Musculatura: inspeção e palpação. 
✓ Tonicidade: normotônica, hipertónica, espástica 
ou rigica, hipotõnica ou flácida. 
✓ Troficidade: normotrófica, hipertrófica ou 
hipotrófica. 
 
❖ Movimentos involuntários: tremores, movimentos 
coreicos, movimentos atetósicos ou atetose, 
hemibalismo, mioclonias, mioquinlas, asterix-flapping, 
tiques convulsões, tetania, fasciculações. 
 
❖ Enfisema subcutâneo: presente ou ausente. 
 
❖ Linfonodos: submandibulares, submentonianos, pré-
auricular, retroauricular, supra e infraclaviculares, 
axilares, inguinais e poplfteos. 
✓ Localização, tamanho, consistência, mobilidade, 
sensibilidade, alterações na pele adjacentes. 
 
❖ Veias superficiais: desenho venoso, varizes, 
microvarizes, flebite. 
 
❖ Pulsos: temporais, carotídeos, axilares, braquiais, 
radiais, femorais, poplíteos, pediosos e tibiais 
posteriores. 
✓ Comparar o pulso homólogo imediatamente 
após o término da análise 
✓ Estado da parede arterial: normal, endurecida, 
irregular, tortuosa Frequência (contar durante 1 
minuto na artéria radial e no precórdio: normal: 
60 a 100 bpm): normal, taquisfigmia, bradisfigmia, 
déficit de pulso: FC > frequência do pulso. 
✓ Ritmo: regular ou irregular 
✓ Amplitude: ampla, mediana ou pequena. 
✓ Tensão: duro ou mole. 
✓ Tipos de onda: normal, célere ou em martelo 
d'água, filiforme, alternante ou paradoxal 
❖ Circulação colateral: tipo braquiocefálica, tipo cava 
superior, tipo porta, tipo cava inferior 
✓ Sinais de insuficiência venosa periférica crônica: 
eczema de estase, úlceras de estase, dermatite 
ocre, dermatofibrose e edema. 
 
❖ Edema: 
✓ Localização: localizado ou generalizado 
(anasarca). 
✓ Intensidade (sinal de cacifo - profundidade da 
fóvea): de +/4+ a ++++/4+. 
✓ Consistência: duro ou mole. 
✓ Elasticidade: elástico ou inelástico. 
✓ Temperatura da pele adjacente: normal, 
diminuída ou aumentada. 
✓ Sensibilidade: doloroso ou indolor. 
✓ Coloração: cianose, hiperemia ou palidez. 
✓ Textura da pele: lisa, brilhante, espessa ou 
enrrugada. 
 
❖ Postura na posição de pé: boa postura, má postura, 
cifose, escoliose, lordose, cifoescoliose. 
 
❖ Marcha: normal, hemiplégica, anserina ou do pato, 
parkinsoniana, cerebelar ou do ébrio, tabética, de 
pequenos passos, vestibular, escarvante, claudicante, 
em tesoura ou espástica. —) 
 
❖ Icterícia: examinar a mucosa conjuntival e o freio da 
língua; ausente ou +/4+ a +++ +/4+. 
 
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BIN @ FANTIN 
❖ Cianose: pesquisar ao redor dos lábios, na ponta do 
nariz, nos lobos das orelhas e extremidades das 
mãos e pés - leito ungueal e polpas digitais. 
✓ Classificar em leve, moderada ou intensa. 
✓ Generalizada: vista na pele toda. 
✓ Localizada ou segmentar: segmento corporal. 
 
❖ Turgência ou estase jugular a 45°: presente ou 
ausente. 
 
Cabeça (inspeção) 
1- Tamanho: normal, macro ou microcefalia. 
2- Forma do crânio: normal, em torre, dolicocefalia, 
braquicefalia, escafocefalia ou plagiocefalia. 
3- Posição: mediana ou torcicolo. 
4- Movimentos: normais, tiques ou coreicos. 
5- Superfície e couro cabeludo: normais, tumores, 
tumefações, bossas, hematomas, depressões ou 
pontos dolorosos. 
6- Face: simétrica ou assimétrica. 
7- Supercílios: normais ou madarose. 
8- Pálpebras: normais, ecmose, xantelasma, ptose 
palpebral ou lagoftalmo. 
9- Fenda palpebral: normal, aumentada - exoftalmia, 
diminuída ou ausente - ptose palpebral. 
10- Globos oculares: normais, exoftalmia, enoftalmia, 
nistagmo: horizontal, vertical. 
11- Conjuntivas: normais, ictéricas, hipocoradas, 
hiperêmicas, com secreções. 
12- Cristalinos: normais ou opacificados - catarata. 
13- Córneas: normais, ulcerações, arco senil, ceratite, 
anel de keiser-fleischer. 
14- Pupilas: 
✓ Forma: normais ou discóricas. 
✓ Localização: central ou excêntrica. 
✓ Tamanho: normal, midríase, miose, isocóricas, 
anisocóricas, puntiformes. 
✓ Reflexos: fotomotor, consensual, 
acomodação, convergência. 
✓ Movimentação ocular: normal ou alterada 1 
15- Nariz: formato, batimento de asa nasal, rinorreia 
anterior, epistaxe anterior, hiperplasia de cornetos, 
hiperemia, desvio de septo. 
16- Lábios: normais, palidez, cianose, lábio leporino, 
edema, vesícula, ulceração, leucoplasia, tumores, 
quellite. 
17- Cavidade bucal: normal, afta, candidiase, leucoplasia, 
tumores, ulcerações, deformidades de palato. 
18- Língua: posição, cor, umidade, superfície, textura, 
movimentos, lesões, tamanho. 
19- Gengivas: cor, consistência, desenvolvimento, lesões. 
20- Dentes: número, cáries, hipoplasia de esmalte, má 
oclusão, desgaste, obturação. 
21- Orofaringe (orofaringoscopia): 
✓ Tonsilas palatinas: normais, hipertróflcas, 
hipotróficas, placas purulentas, hiperemia, 
cáseo, abcesso, vesículas. 
✓ Parede posterior da faringe: normal, rinorreia 
posterior, hiperemia. 
✓ Véu palatino: normal, manchas, ulcerações. 
✓ Úvula: normal, desviada. 
22- Ouvidos (otoscopia): pavilhão auditivo, conduto 
auditivo (descamação, rolha ceruminosa), membrana 
timptmica (perfuração, abaulamentos, opacificação, 
secreções, brilho). 
23- Laringe (laringoscopia): lesões de pregas vocais, 
epiglote, hipofaringe e laringe. 
 
Pescoço (inspeção, palpação e 
ausculta) 
1- Forma e volume: normal ou alterados. 
2- Posição: mediana, torcicolo, desvios laterais. 
3- Mobilidade: normal ou alterada. 
4- Turgência de jugulares: ausente ou presente. 
5- Pulsos arteriais e venosos: visíveis ou não visíveis. 
6- Tireoide: 
✓ Volume: normal, aumento difuso, aumento 
segmentar. 
✓ Consistência: normal (fibroelástica), firme, 
endurecida, pétrea. 
✓ Mobilidade: normal, aderida aos planos 
profundos. 
✓ Superfície: lisa, nodular, irregular. 
✓ Temperatura da pele adjacente: normal ou 
aumentada. 
✓ Sensibilidade: indolor ou dolorosa. 
✓ Frêmito: ausente ou presente. 
7- Exame dos vasos: ausculta aa. carótidas, vv. 
jugulares,tireoide e aa. vertebrais: ausência ou 
presença de sopros. 
 
 
 
INTERAÇÃO COMUNITÁRIA III 
 
EXAME FÍSICO CABEÇA E PESCOÇO- 2023 
Elaborado por: Prof. Me. Mateus Goulart Alves; Prof. Me. Iacara de Oliveira; Prof. Dra. Nariman Lenza; Prof. Me. Camilla 
Borges; Prof. Dra. Elexandra Bernardes; Prof. Dra. Amanda Aparecida Borges 
 
1 ANAMNESE 
• Identificação: Nome completo, DM/idade, sexo, estado civil, profissão, procedência/naturalidade, 
endereço e viagens recentes. 
• Queixa Principal: motivo principal que o levou à consulta médica. 
• História na Moléstia atual: dor - tipo, localização, intensidade, duração, frequência, irradiação, 
fatores de melhora ou piora, sintomas associados. Evolução cronológica dos sintomas. 
• História Patológica Pregressa: doenças na infância, traumas, vacinações, hemotransfusões, 
cirurgias, uso de medicamento, exames de rastreio, história obstétrica, alergias, vícios. 
• História familiar: vasculhar doenças na família pra encontrar caracteres genéticos associados ao 
desenvolvimento de doenças multifatoriais, bem como traçar um perfil psicológico familiar. Óbitos 
e causas, autoextermínio, depressão, drogas, etilismo, tabagismo e violência. 
• História pessoal e social: Escolaridade, trabalho, moradia, hábitos de vida, planos para o futuro, 
alimentação, ingesta hídrica, evacuação e diurese, círculo social. 
 
2 REVISÃO DE SISTEMAS 
• Alteração na pele: cor, textura, umidade, temperatura, prurido, sensibilidade, lesões, queda de 
cabelo, unhas, nevos, pelos faciais [em mulher]. 
• Cabeça: cefaleia, tonturas, traumatismos 
• Olhos: uso de óculos ou lente de contato, exoftalmia, fotofobia, hiperemia, diplopia, dor, 
Glaucoma, catarata, lacrimejamento, Último exame oftalmológico 
• Ouvidos: otalgia, otorragia, otorreia, prurido, vertigem, tinido, Uso de aparelhos auditivos. 
• Nariz e seios da face: congestão, coriza, dor facial, epistaxe 
• Cavidade oral e anexos: aftas, boca seca, dor de dente, halitose, próteses dentárias, rouquidão, 
sangramentos gengivais, dor de garganta. 
• Pescoço: nódulos, rigidez, linfadenopatia, bócio. 
 
3 EXAME FÍSICO DA CABEÇA E CRÂNIO 
 
✓ CABEÇA 
• Inspeção e palpação: tamanho geral (Macrocefalia ou microcefalia), contorno do crânio 
(Cranioestenose: acrocefalia ou crânio em torre (cabeça alongada para cima, pontuda, lembrando 
uma torre), escafocefalia (levantamento da parte mediana do crânio, conferindo um aspecto de 
casco de navio invertido) , dolicocefalia (aumento do diâmetro anteroposterior, que se torna maior no 
transverso), braquicefalia (corresponde ao aumento do diâmetro do transverso) e plagiocefalia 
(deformação que confere ao crânio um aspecto assimétrico; pode estar relacionado à posição de dormir). 
 
• Verifique se há: Deformidades; depressões; nódulos; sensibilidades e movimentos anormais. 
 
 
 
 
 
 
 
✓ COURO CABELUDO 
• Inspeção: Implantação, distribuição, quantidade, coloração, brilho, espessura, consistência, queda 
de cabelo e outros. 
 
• Palpação: Reparta o cabelo do paciente em vários locais. Verifique se há: Descamação - causada 
por doenças inflamatórias, como dermatite seborreica e foliculite; Depressões - são pequenos 
abaulamentos ao longo do couro cabeludo; Tumores - podem estar escondidos em meio ao cabelo; 
Tumefações - Aumento de volume de uma parte do couro cabeludo. Pode indicar processos 
inflamatórios, cistos intradérmicos ou até mesmo, tumores intradérmicos; Bossas - elevação 
geralmente causados por acumulo de secreções serosas ou sangue entre a pele e os ossos, podendo 
invadir as suturas cranianas; Hematomas - acúmulos de sangue entre a derme e os ossos, 
geralmente causado por traumas ou lesões mecânicas; Nódulos - são caroços/elevações 
avermelhadas ou arroxeadas e de consistência mais sólida. Podem indicar cistos calcificados, alguns 
tipos de tumores; Nevos - são manchas ou pintas, podendo ou não ter diferença de textura ou 
relevo. 
• Pontos dolorosos - são pontos na região de couro cabeludo que apresentam dor. Geralmente o 
paciente chega com a queixa definida. Outras vezes pode-se acontecer de detectá-los durante o 
exame físico: à pressão, o paciente pode demonstrar desconforto ou mesmo queixar-se de dor. 
 
 
✓ FACE 
• Inspeção e palpação: expressão fisionômica, contorno facial, pele e pelos. Simetria ou assimetria. 
Edema, movimentos involuntários, massas, palidez, cianose, icterícia, queda de sobrancelhas e 
manchas. 
• Identificar o tipo de Fácies: Normal ou atípica, Hipocrática (olhos fundos, parados e inexpressivos. 
O nariz afila-se, e os lábios se tornam adelgaçados. Palidez cutânea e uma discreta cianose labial), 
Renal (edema que predomina ao redor dos olhos, palidez cutânea. Síndrome nefrótica e na 
glomerulonefrite difusa aguda), Leonina (lesões do mal de Hansen. A pele, é espessa e tem 
lepromas de tamanhos variados. Os supercílios caem, o nariz se espessa e se alarga. Os lábios 
tornam-se mais grossos e proeminentes. As bochechas se deformam pelo aparecimento de 
nódulos), Adenoideana (o nariz pequeno e afilado e a boca sempre entreaberta), Parkinsoniana (a 
cabeça inclina-se um pouco para frente e permanece imóvel nesta posição. O olhar fixo, os 
supercílios elevados e a fronte enrugada conferem ao paciente uma expressão de espanto) , 
Basedowiana (olhos salientes (exoftalmia) e brilhantes, destacando-se sobremaneira no rosto 
magro, presença de bócio. Indica hipertireoidismo), Mixedematosa (constituída por um rosto 
arredondado, nariz e lábios grossos, pele seca, espessada e com acentuação de seus sulcos. As 
pálpebras tomam-se infiltradas e enrugadas. Os supercílios são escassos e os cabelos secos e sem 
brilho. Ex: Hipotireodismo), Acromegálica (Saliência das arcadas supraorbitárias, proeminência das 
maçãs do rosto e maior desenvolvimento do maxilar inferior, além do aumento do tamanho do 
nariz, lábios e orelhas), Cushingóide (arredondamento do rosto, com atenuação dos traços faciais), 
Mongolóide (está na fenda palpebral seu elemento característico: é uma prega cutânea (epicanto) 
que torna os olhos oblíquos, bem distantes um do outro, lembrando o tipo de olhos dos chineses), 
Depressão (Cabisbaixo, os olhos com pouco brilho e fixos em um ponto distante), Pseudobulbar 
(súbitas crises de choro ou riso, involuntárias, mas conscientes, que levam o paciente a tentar 
contê-las, dando um aspecto espasmódico à fácies), Paralisia periférica (Há assimetria da face, com 
impossibilidade de fechar as pálpebras e há repuxamento do lábio para o lado), Miastênica ou 
fácies de Hutchinson (Ocorre na miastenia gravis e em outras miopatias que comprometem os 
 
músculos da pálpebra superior) Deficiência mental (é muito característica, mas de difícil descrição. 
Os traços faciais são apagados e grosseiros; a boca constantemente entreaberta, às vezes com 
salivação) , Etílica (chamam a atenção os olhos avermelhados e certa ruborização da face. O hálito 
etílico, a voz pastosa e um sorriso meio indefinido), Esclerodérmico (denominada também fácies 
de múmia pois sua característica fundamental é a quase completa imobilidade facial. Isso se deve 
às alterações da pele, que se torna apergaminhada, endurecida e aderente aos planos profundos, 
com repuxamento dos lábios, afinamento do nariz e imobilização das pálpebras. A fisionomia é 
inexpressiva, parada, imutável). 
• Pele: cor, a pigmentação, a textura, a espessura, lesões e a distribuição de pelos. 
• Posição e movimentos: movimentos anormais. Observe: Torcicolo, contrações e tiques 
 
✓ OLHOS 
• Inspeção: Sensação de corpo estranho, Queimação ou ardência, Prurido, Sensação de olho seco, 
Lacrimejamento, Epífora (lacrimejamento excessivo), Dor ocular, Fotofobia (aversão à luz pela dor 
que ela produz em casos de afecções oculares ou neurológicas), Cefaleia, Xantopsia (Visão 
amarelada), Escotoma (O escotoma caracteriza-se pela perda total ou parcial da capacidade de 
visão de uma região do campo visual), Nistagmo (Movimentos repetitivos rítmicos dos olhos). 
• Principais sintomas dasafecções oculares: Diminuição e perda da visão: Se sim, qual a localização, 
forma, tamanho, intensidade e quando teve início/evolução. 
• Fâneros - cílios e supercílios (Madarose (termo utilizado para a perda parcial de cílios e/ou da 
sobrancelha) Triquíase (Os cílios crescem com desvio para dentro do globo ocular), Poliose 
(Branqueamento precoce e/ou localizado do cabelo devido a causas hereditárias, congênitas ou 
adquiridas) - Implantação: Entrópio (a pálpebra (geralmente a pálpebra inferior) se dobra para 
dentro lesionando a córnea), Ectrópio (a pálpebra se dobra para fora (evertida) de modo que sua 
borda não entra em contato com o globo ocular). 
• Reborda óssea: Hipertelorismo (é uma malformação do crânio do bebê, que ocorre durante a 
gestação, e se caracteriza pelo afastamento dos olhos); Microftalmia (é a denominação de um 
olho patologicamente pequeno, mal formado, normalmente possuindo uma capacidade visual bem 
comprometida), Exoftalmia (é a saliência ou protusão do globo ocular para fora). 
• Ducto nasolacrimal: aumento de volume, secreção, dor à palpação, Consistência, Profundidade, 
Sensibilidade das glândulas lacrimais. (Para reconhecer pequenos aumentos de volume, levante a 
pálpebra do paciente, pedindo que ele olhe para baixo e para dentro; Para verificar se há presença 
de secreção, peça ao paciente que olhe para cima e pressione sua pálpebra inferior, próximo ao 
canto medial, na borda interna da órbita óssea). 
• Conjuntiva: rósea; pálidas; amareladas; hiperemiadas; hiperemia conjuntival, conjuntivite, 
hemorragia subconjuntival (Para avaliar sinais de anemia faça a eversão da pálpebra inferior - basta 
apenas puxá-la para baixo. Para avaliar a conjuntiva deve everter a pálpebra superior). 
• Pálpebras: Inspeção e Palpação: edemas e lesões. Se o edema não for visível, faça uma pinça com 
os dedos para verificação de edemas nas pálpebras. Ptose: é o termo utilizado para referir a queda 
da pálpebra superior. Pode ser uni ou bilateral. Suas causas incluem a miastenia grave, lesão do 
nervo oculomotor e lesão da inervação simpática (síndrome de Horner). 
Peça para que o paciente olhe para baixo, segure seus cílios 
com uma das mãos puxando para fora e para baixo, ao 
mesmo tempo que exerce pressão com um cotonete. Para 
voltar a posição normal basta pedir que o paciente olhe 
para cima. 
 
 
• Esclera: icterícia, hipercoloração (vermelhidão), hipocoloração (rosa-pálido ou branco), Pterígio 
(Espessamento vascularizado da conjuntiva, de forma triangular, que se estende do ângulo interno 
do olho na direção da córnea), nódulos, edema. 
• Córnea: Megalocórnea (Refere-se ao alargamento da córnea, que pode ultrapassar 13 mm, não 
progressiva, presente desde o nascimento. Pacientes nesta condição apresentam alto grau de 
miopia e astigmatismo), Microcórnea (Refere-se à diminuição do tamanho da córnea. Presente na 
catarata), Leucoma (É uma opacidade corneana. A córnea toma aspecto branco em toda sua 
extensão). Catarata: é uma opacidade parcial ou total do cristalino. Assim a opacidade acontece no 
alo da córnea. 
• Pupilas: Formas, localização e Tamanho: Isocoria (Estado normal das duas pupilas, que apresentam 
a mesma dimensão) Midríase (Dilatação da pupila), Miose (é um termo utilizado para a constrição 
(diminuição do diâmetro) da pupila), Anisocoria (É uma condição caracterizada pelo tamanho 
(diâmetro) desigual das pupilas). 
• Diminuição e perda da visão: localização, forma, tamanho, intensidade, início/ evolução 
 
✓ TESTE: Avaliação da acuidade visual (Snellen) 
• Tabela de Snellen, boa iluminação, paciente a uma distância de 20 pés (6 metros) do quadro. 
• Paciente para cobrir um dos olhos com um cartão ou, se cobrir com as mãos, solicite ao paciente 
que não pressione, pois pode causar distorção na imagem. 
• Se o paciente não conseguir ler, deve ser posicionado mais próximo do quadro, anotando a distância. 
• A acuidade visual normal por convenção é 20/20, na qual o numerador indica a distância que o 
paciente está em relação ao quadro, e o denominador, a distância que um paciente com visão 
normal consegue ler as letras. 
 
✓ TESTE: Verificação dos movimentos extraoculares (Teste do H) 
• Peça ao paciente que acompanhe seu 
dedo ou um lápis 
• Trace um grande H no ar, conduzindo 
o olhar do paciente: Para a extrema 
direita do paciente, Para a direita e 
para cima, Para baixo no lado 
direito; em seguida, Sem pausar no 
centro, para a extrema esquerda, 
Para a esquerda e para cima, e Para 
baixo no lado esquerdo 
• Faça uma pausa entre o movimento 
para cima e para o lado buscando 
detectar nistagmo 
 
✓ TESTE: Verificação do reflexo de acomodação visual/ convergência 
• Paciente que acompanhe seu dedo ou o lápis 
• Examinador desloca lápis em direção ao dorso do nariz dele. 
• Olhos convergentes normalmente acompanham o objeto até cerca de 5 a 8 cm do nariz. 
 
 
 
 
 
 
✓ TESTE: Verificação campo visual (4 quadrantes) 
• Campo visual | Teste estático 
• Posicione-se a uma distância de um 
braço do paciente, feche um olho, 
para imitar o campo de visão do 
paciente, e peça para que ele cubra o 
olho que está de frente para o seu 
olho aberto; 
• Coloque as mãos a cerca de 60 cm de 
distância da vista do paciente, lateral 
às orelhas dele; 
• Mexa seus dedos e lentamente os 
aproximepara o centro da visão do 
paciente. Solicite que ele avise 
quando perceber o movimento dos 
seus dedos. 
• Teste cada quadrante. 
 
• Campo visual | Teste cinético. 
• De frente para o paciente, mova um alfinete de 5 mm com a cabeça vermelha desde os limites de 
cada quadrante do campo visual até a linha média; 
• Peça ao paciente para avisar quando percebe a cor vermelha pela primeira vez. 
 
✓ TESTE: Verificação do teste do reflexo fotomotor direto e consensual 
• Sala com baixa iluminação 
• Solicite ao paciente que olhe para um ponto distante e ilumine obliquamente uma pupila de cada 
vez, com uma luz forte. 
• Verifique se há a presença de duas reações: reação direta e reação consensual 
 
✓ OFTALMOSCOPIA 
• Use o oftalmoscópio direto 
• Sala com baixa iluminação 
• Solicite ao paciente que olhe para um ponto fixo (oftalmoscópio) e ilumine o olho do paciente. 
• Observar se existem lesões brancas na retina (coloração normal é vermelha), observar o disco 
óptico, o nervo óptico e os vasos da retina. 
• Usar mão direita para examinar olho direito do paciente. 
• Usar mão esquerda para examinar o olho esquerdo do paciente. 
 
✓ OUVIDOS 
• Inspeção: Pavilhão auricular: Tecidos adjacentes, deformidades, nódulos e lesões cutâneas. 
secreção ou inflamação. 
• OTOSCOPIA: Avaliar Meato acústico e tímpano: Tumefações, crescimento ósseo exagerado, 
secreção corpos estranhos, edema e cerume. No Tímpano: Coloração, contorno, formas do martelo. 
• Palpação: Deslocar o pavilhão para cima e para baixo; comprimir o trago e pressionar a parte atrás 
da orelha externa; 
 
• Antes de iniciar os testes auditivos pergunte ao paciente: Percebeu perda auditiva ou maior 
dificuldade para ouvir? Qual lado escuta melhor? 
 
 
✓ TESTES: Voz sussurrada 
• Examinador fica de pé 60 cm atrás do paciente sentado, de modo que ele não consiga ler seus 
lábios. 
• Tampe a orelha que não está sendo avaliada com um dedo da mão e delicadamente freccione o 
trago em um movimento circular para evitar transferência do som para orelha que não está sendo 
testada. 
• Expire bem antes de sussurrar para garantir que a voz sairá baixa. 
• Sussurre uma combinação de três números e letras, tais como 3-U-1. 
• Use uma combinação diferente de números/letras para testar a outra orelha. 
 
✓ Teste com diapasão - TESTE DE WEBER 
• Utilize diapasão de 512 cps (ciclos por segundo) 
• Coloque no vértice da abóbada craniana após estimulá-lo. 
• Vibração é percebida igualmente por ambos os ouvidos (Weber "indiferente"). 
• Quando há surdez unilateral, entretanto, as vibrações são bem mais audíveis por um dos ouvidos. 
Quando se trata de surdez unilateral por lesão da orelha interna(surdez neurossensorial), a 
vibração sonora é mais bem percebida pelo ouvido normal; quando, porém, há lesão da orelha 
média ou do ouvido externo (surdez de transmissão), a vibração sonora é mais audível pelo ouvido 
surdo (Weber lateralizado para a esquerda ou para a direita). 
 
✓ Teste com diapasão - TESTE DE RINNE 
• Apoie a base do diapasão em vibração suave no processo mastoide, por trás da orelha e no mesmo 
nível do meato acústico. 
• Quando o paciente deixar de escutar o som, aproxime rapidamente o diapasão do meato acústico 
e 
• Pergunte ao paciente se escuta a vibração. 
• Nesse momento, o “U” do diapasão deve estar virado para frente, o que maximiza a transmissão do 
som para o paciente. 
• Normalmente, o som é escutado mais tempo quando conduzido pelo ar que pelo osso. 
 
✓ NARIZ E SEIOS PARANASAIS 
• Sinais e sintomas: Obstrução nasal, rinorreia, alteração do olfato e epistaxe 
• Inspeção: pirâmide nasal (dismorfias, distúrbios de desenvolvimento e desvios); sinais sugestivos 
de processos infecciosos: hiperemia, edema e abaulamento; presença de traço sobre o dorso nasal 
denominado “saudação alérgica” que pode estar presente em pacientes com rinite. 
• Observar a fáceis característica do respirador bucal (ausência de vedamento labial, encurtamento 
de lábio superior, eversão de lábio inferior, narinas estreitas, olheiras evidentes). 
 
✓ Rinoscopia anterior: 
• Exame das cavidades nasais 
• Necessário iluminação obtida por uma fonte de luz externa. 
• Com um espéculo nasal apropriado e de tamanho adequado para cada paciente, promove-se a 
lateralização da asa do nasal para permitir melhor visão do interior da cavidade nasal. 
• Observar: Inferiormente, o assoalho da cavidade nasal e se há secreções ou lesões; lateralmente, a 
cabeça da concha inferior (coloração da mucosa, hipertrofia, degenerações polipoides), cabeça da 
concha média e meato médio (local em que ocorre drenagem das secreções provenientes dos seios 
frontal maxilar e etmoidal anterior); medialmente, septo nasal (deformidades, perfurações, 
 
ulcerações e abaulamentos). 
 
✓ Rinoscopia posterior: 
• Com a língua relaxada, apoiada no assoalho da boca e assim mantida com auxílio de abaixador de 
língua, introduz o espelho de laringe pequeno, previamente aquecido à parede posterior da 
orofaringe até ultrapassar os limites do palato mole. 
• Avaliar as paredes da rinofaringe, as cóanas, a cauda da concha inferior, a porção posterior do septo 
nasal, o tamanho das tonsilas faríngeas e as tubas auditivas bilateralmente (exame de difícil 
realização em crianças e pacientes não colaborativos). 
 
✓ BOCA 
Realizar Oroscopia: Usando luvas, palpe qualquer 
lesão da cavidade oral. Com a mão direita, segure 
a ponta da língua com uma gaze e, delicadamente, 
desloque-a para a esquerda do paciente. Palpe-a 
com a mão esquerda enluvada. Repita o 
procedimento do lado oposto. Utilize abaixador de 
língua (espátula) e lanterna. 
 
 
 
• Palpação dos seios paranasais: Comprima a parte óssea das sobrancelhas, de baixo para cima (não 
comprimir os olhos), para palpar os seios frontais. Em seguida, comprima os seios maxilares, 
também de baixo para cima. 
• Avaliar a região bucomaxilofacial: Maxila, Mandíbula, Cavidade bucal, Articulação temporal 
mandibular, Músculos da mastigação, Cavidades nasais, Glândulas salivares, Complexo 
dentoalveolar
• Sinais e sintomas: Dor de garganta, dispneia, disfagia, tosse e halitose. 
• Inspeção: avaliar o formato, simetria e a coloração das estruturas (orofaringe, tonsilas palatinas, 
os arcos palatoglosso e palatofaríngeo, o tamanho da língua e sua relação com o palato mole). 
• Palpação: palpar os músculos a mastigação, fazer a palpação da articulação temporomandibular 
para ajudar no diagnóstico de tendinites, capsulites. 
• Músculos da mastigação: Compreendem: masseter, temporal, pterigoides medial e lateral e 
diagástrico. O exame ocorre concomitante com a articulação tempomandibular. 
• Intrabucal: Semimucosa labial superior e inferior (Forma; coloração; textura; simetria; flexibilidade; 
presença de lesões). Mucosa labial superior e inferior deve estar (Úmida, brilhante e corada). 
• Avaliar os palatos mole e duro. 
• Observar os dentes. 
• No assoalho da boca os tecidos devem se apresentar hidratados e ricos em vascularização. 
• Língua (avaliar): Posição, tamanho, cor, umidade, textura, movimentos e existência de lesões. 
Tonsilas: Palpe regiões suspeitas nas tonsilas. 
 
CLASSIFICAÇÃO DE BRODSKY - avalia a posição e o tamanho das tonsilas. 
CLASSIFICAÇÃO DE MALLAMPATI – avalia a visualização da úvula.
 
 
 
✓ PARÓTIDA 
• A glândula parótida está situada posteriormente a mandíbula (visível e palpável quando 
aumentada). 
• A abertura dos ductos parotídeos são quase sempre visíveis na cavidade oral. 
• Palpe a região em busca de alterações 
 
✓ ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR 
• Orientar o paciente em abrir e fechar a mandíbula 
• Orientar o paciente a fazer protusão e retração (projetando a mandíbula para frente) 
• Orientar o paciente a movimentar a mandíbula de um lado para o outro 
• Dedo na boca (abertura) 
• Coloque a ponta dos dedos indicadores à frente do trago de cada orelha e peça ao paciente para 
abrir a boca. 
 
✓ PESCOÇO 
• Pele: Fistulização; Presença de cicatrizes; Sinais flogísticos (edema, calor, rubor e dor). 
• Forma e volume: alterações da forma e volume decorrente do aumento da tireoide (Exame da 
tireoide), linfonodos (Exame físico dos linfonodos), parótidas e presença de tumores benignos ou 
malignos. 
 
✓ PULSO CAROTÍDEO 
• Examine o pulso carotídeo, incluindo o impulso ascendente carotídeo, sua amplitude e contorno, 
e a presença ou ausência de frêmitos ou sopros. 
• Pulso carotídeo fornece informações valiosas sobre a função cardíaca, principalmente Estenose da 
valva aórtica e regurgitação. 
• Amplitude e contorno. 
• O paciente deve ser deitado com a cabeça do leito elevado aproximadamente 30º. 
• Examine primeiro, o pescoço para pulsação carotídeas, frequentemente visíveis imediatamente 
mediais aos músculos esternocleidomastoideos. 
• Palpação: coloque seus dedos, indicador e médio ou polegar esquerdo sobre a artéria carótida 
direita no terço inferior do pescoço e palpe para ver se há pulsações. 
• Evite comprimir o seio carotídeo, situado adjacente a cartilagem tireóidea, utilize seu dedo ou 
polegar direito para examinar a artéria carotídea esquerda. 
• Nunca palpe as artérias carótidas ao mesmo tempo. Isso pode diminuir o fluxo sanguíneo para o 
cérebro e induzir sincope. 
• Frêmitos e ruídos da artéria carótida: vibrações, ou frêmito percebidos como a garganta de um 
gato ronronando. 
• Ausculte ambas as artérias carótidas para ouvir um sopro um ruído semelhante a uma bulha 
decorrente de fluxo sanguíneo arterial turbulento. 
• Pede-se ao paciente que prenda a respiração por 15 segundos detecta os sons mais agudos dos 
ruídos arteriais melhor que a campânula. 
• Faça a ausculta das artérias carótidas, na face lateral do pescoço, uma cada vez, sem pressionar 
muito. 
 
 
 
✓ EXAME DA TIREOIDE 
• Inspeção: Definir a forma e o tamanho da glândula. Se houver aumento, deve-se esclarecer se é 
global ou localizado. Solicitar que o paciente realize deglutições em seco. 
• Palpação: Definir a forma e os limites da tireoide (deslizar os dedos em vários sentidos, procurando 
definir a forma e os limites da tireóide). 
• Abordagem posterior: paciente sentado e o examinador de pé atrás dele. As mãos e os dedos 
rodeiam o pescoço com os polegares fixos na nuca, e as pontas dos indicadores e médios quase a 
se tocarem na linha mediana. O lobo direito é palpado pelos dedos médios e o indicador da mão 
direita; para o lobo esquerdo, usamos os dedos médio e indicador da mão esquerda. 
• Abordagem anterior: paciente sentado ou em pé e o examinador também sentado ou em pé, 
postado à sua frente. São os dedos indicadores e médios que palpam a glândula enquanto os 
polegares apoiam-se sobre o tórax do paciente.O lado direito é palpado pelos dedos médio e 
indicador da mão esquerda e o lobo esquerdo é palpado pelos dedos médio e indicador da mão 
direita. 
 
✓ LINFONODOS 
• Inspeção: Observar região do pescoço. 
• Palpação: palpe os seguintes linfonodos: 
• Pré-auriculares: à frente da orelha 
• Auriculares Posteriores: sobre o processo mastoide; 
• Occiptais: na base do crânio, posteriores; 
• Tonsilares: no ângulo da mandibula 
• Submandibulares: localizados no ponto médio entre o ângulo e a extremidade da mandibula 
• Submentuais: na linha médio, atrás da extremidade da mandíbula 
• Cervicais superficiais: superficiais ao músculo esternocleidomastóideo 
• Cervicais posteriores: ao longo da borda anterior do músculo trapézio 
• Cadeia cervical profunda: profundos em relação ao músculo esternocleidomastóideo e 
frequentemente inacessíveis ao exame. Faça um gancho com seu polegar e seus dedos em torno de 
cada lado do músculo esternocleidomastoideo, na tentativa de palpá-los 
• Supraclaviculares profundos: ângulo formado pela clavícula e o músculo esternocleidomastóideo. 
• Características a se analisar: Localização, Tamanho ou volume, Coalescência (junção de dois ou 
mais linfonodos, formando uma massa de limites imprecisos), Consistência (endurecido, 
amolecido, flutuação), Mobilidade, Sensibilidade. 
 
 
 
Referências: 
 
BATES, B. HOCHELMAN, R.A. Propedêutica Médica. 12 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2018. 
Cap 7, 209-259. 
 
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia médicaICelmoCelenoPorto ; coeditor Arnaldo Lemos Porto. - 
8. ed.- Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. Cap. 6; 8 (50-66; 78-116) 15-30 (176- 245). 
 
PORTO, C. C. et al. Exame de Cabeça e Pescoço. In: PORTO, C.C.; PORTO, A.L. Exame Clínico. 8. ed. Rio 
de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. cap. 15, 341- 362 
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BIN @ FANTIN 
Aparelho respiratório 
❖ Inspeção estática: 
➢ Formato do tórax: 
✓ Atípico. 
✓ Tórax chato: diminuição do diâmetro 
ántero-posterior. 
✓ Tórax em tonel (síndrome obstrutiva): 
aumento do diâmetro ântero-posterior. 
Soprador rosado (pink puffer). 
✓ Tórax cifótico (síndrome restritiva). 
✓ Tórax infundibiliforme ou tórax de sapateiro: 
congénito. 
✓ Tórax cariniforme ou em peito de pombo: 
esterno proeminente, congénito ou 
raquitismo na infância. 
✓ Em sino ou piriforme. 
✓ Cifoescoliótico. 
➢ Abaulamentos, retrações, cicatrizes, rosário 
raquítico: presentes ou ausentes. 
➢ Circulação colateral: presente ou ausente. 
➢ Mamas e mamilos: forma, tamanho, 
abaulamentos, retrações, cicatrizes, inversão 
mamilar, lesões. 
➢ Observar mucosas (cianose) e baqueteamento 
digital. 
 
❖ Inspeção dinâmica: 
➢ Frequência respiratória (normal: 16 a 20 ipm): 
eupneico, taquipneico, bradipneico, apneia. 
➢ Batimento de asas do nariz. 
➢ Ortopneia, dispneia. 
➢ Padrão respiratório: torácico, abdominal ou 
tóracoabdominal. 
➢ Amplitude: normal, superficial ou profunda. 
➢ Expansibilidade: normal ou diminuída. 
➢ Observar uso de musculatura acessória. 
➢ Tiragem intercostal localizada ou difusa. 
Supraclavicular, infraclavicular, intercostal ou 
epigástrica. 
➢ Movimentos respiratórios paradoxais. 
➢ Cornagem: ausente ou presente. 
➢ Observar o tipo respiratório: 
✓ Normal. 
✓ Biot/atáxica: uma fase de apnéia seguida de 
uma fase de frequência e amplitude de 
incursões anárquicas (meningite, depressão 
repsiratória, ave, tce). 
✓ Cheyne Stokes: pausas de apneia seguidas 
de movimentos respiratórios que, a 
princípio, superficiais e quase 
imperceptíveis, vão gradativamente 
tornando-se mais profundos, mais amplos, 
mais longos, agitados e ruidosos; para 
depois diminuírem progressivamente até a 
nova pausa (ICC grave, uremia, HIC, TCE). 
✓ Kussmaul: movimentos respiratórios de 
grande amplitude, com períodos de apnéia 
ao fim de cada movimento. (cetoacidose 
diabética). 
✓ Respiração suspirosa. 
 
❖ Palpação: 
➢ Estrutura da parede torácica: normal, dor à 
palpação, lesões. 
➢ Expansibilidade torácica: normal ou diminuída. 
➢ Frêmito toracovocal: normal ou diminuído. 
➢ Frêmito brônquico (estertores) e pleural (atrito). 
➢ Palpação dos grupos ganglionares relacionados. 
 
❖ Percussão: campos pulmonares, área de projeção 
hepática, espaço de traube, área de projeção de 
baço. 
 
❖ Ausculta: sons pleuropulmonares: 
➢ Sons normais: 
✓ Som traqueal. 
✓ Respiração brônquica. 
✓ Murmúrio vesicular. 
✓ Respiração broncovesicular. 
➢ Sons anormais: 
✓ Estertores finos ou grossos. 
✓ Roncos. 
✓ Sibilos. 
✓ Estridor. 
✓ Atrito pleural. 
➢ Sons vocais: 
✓ Broncofonia. 
✓ Egofonia. 
✓ Pectorilóquia fónica e afônica. 
 
 
1 
Linhas torácicas horizontais: 
 
 
 
 
 
INTERAÇÃO COMUNITÁRIA II 
 
 
 
EXAME FÍSICO DO TÓRAX 
LINHAS E REGIÕES TORÁCICAS: 
Linhas torácicas verticais: 
▪ Linha medioesternal: 
▪ Linha esternal lateral: 
▪ Linha hemiclavicular: 
▪ Linha paraesternal: 
▪ Linha axilar anterior: 
▪ Linha axilar posterior: 
▪ Linha axilar média: 
▪ Linha vertebral: 
▪ Linha escapular: 
 
 
▪ Linha da 2ª articulação esternocondral: 
▪ Linha da 6ª articulação esternocondral: 
▪ Linha clavicular: 
▪ Linha escapular superior: 
EXAME FÍSICO DO TÓRAX E MAMAS -2022 
 
2 
▪ Linha escapular inferior: 
Regiões da face anterior do tórax: 
▪ Região esternal: 
▪ Região esternal inferior: 
▪ Região esternal superior: 
▪ Região infraclavicular: 
▪ Região mamária: 
▪ Região inframamária ou hipocondríaca: 
Regiões da face lateral do tórax: 
▪ Região axilar: 
▪ Região infra-axilar: 
Regiões da face posterior do tórax: 
▪ Região supraescapular: 
▪ Região supraespinhal: 
▪ Região infraespinhal: 
▪ Região interescapulovertebral: 
▪ Região infraescapular: 
▪ Bases pulmonares: 
▪ Campos pulmonares: 
 
* Limites dos pulmões: estão aproximadamente a 4 dedos transversos abaixo da ponta da escápula 
 
SINAIS E SINTOMAS 
Dor: 
▪ Dor mediastínica: 
▪ Dor pleurítica: 
▪ Dor torácica: 
▪ Dissecção aguda de aorta: 
▪ Esofagite: 
▪ Pneumonia alveolar: 
▪ Pneumotórax espontâneo benigno: 
▪ Traqueobronquites: 
▪ Laringotraqueítes: 
▪ Viroses respiratórias: 
Tosse: 
▪ Resulta de estimulação dos receptores das mucosas respiratórias, podendo ser de natureza 
inflamatória, mecânica, química e térmica. 
▪ Tosse produtiva: 
▪ Tosse seca: 
▪ Tosse quintosa: 
▪ Tosse-síncope: 
▪ Tosse bitonal: 
▪ Tosse rouca: 
▪ Tosse reprimida: 
▪ Tosse associada ao comer ou beber: 
▪ Expectoração: 
▪ Seroso: 
▪ Mucoide: 
▪ Purulento: 
▪ Hemoptóico: 
3 
Vômica: 
EXAME FÍSICO 
INSPEÇÃO: 
 
 
▪ Conceito: Dificuldade 
para respirar, podendo 
o paciente ter ou não 
consciência disso. 
▪ Escala de dispneia 
 
 
 
 
 
 
▪ Eliminação através da glote de liquido (pus e outros). 
 
▪ Mudança do timbre de voz. 
 
▪ Dificuldade inspiratória por diminuição do calibre das VAS manifesta por estridor de laringe 
tiragem intercostal. 
 
 
▪ Inspeção estática: 
▪ Inspeção dinâmica: 
▪ Pele: 
▪ Sistema muscular: Avaliar de maneira comparativa 
• Sinal de Ramond: 
• Sinal de Lemos Torres: 
▪ Sistema ósseo: Observar retrações ou abaulamentos. 
• Sulcos de Harrison: 
• Rosário raquítico: 
▪ Tipo de tórax: 
• Tórax chato ou plano: 
• Tórax alado: 
• Tórax em tonel ou globoso: 
• Tórax infundiforme:. 
• Tórax cariniforme: 
• Tórax cônico ou em sino: 
• Tórax cifótico: 
• Tórax cifoescoliótico: 
▪ Frequência respiratória: 
▪ Sincronia respiratória: 
▪ Tipo respiratório: 
▪ Ritmo respiratório: 
• Normal: 
Cornagem: 
Rouquidão ou disfonia: 
Dispneia: 
4 
AUSCULTA 
• Respiração de Kussmaul: 
• Respiração de Biot: 
• Respiração de Cheyne-Stokes: 
• Dispneia: 
• Respiração suspirosa: 
 
▪ Dor: 
▪ Temperatura: 
▪ Anormalidades cutâneas 
▪ Edema 
▪ Enfisema subcutâneo: 
▪ Linfonodos: 
▪ Expansibilidade dos ápices pulmonares: 
▪ Expansibilidade das bases pulmonares: 
▪ Frêmito toracovocal: 
▪ Frêmito brônquico: 
▪ Frêmito pleural: 
 ▪ 
 
▪ Como executar: 
▪ Tonalidades obtidas: 
• Som claro pulmonar ou Sonaridade pulmonar: 
• Som timpânico: 
• Som maciço: 
• Som submaciço:▪ Método mais importante do exame físico dos pulmões. 
▪ Localização: 
▪ Examinador: 
▪ Paciente:. 
▪ Sons pleuropulmonares normais: 
• Som traqueal: 
• Som brônquico: 
• Murmúrio vesicular: 
• Som broncovesicular: 
▪ Sons pleuropulmonares anormais descontínuos: 
• Estertor fino ou creptantes: 
• Estertor grosso ou bolhosos: 
▪ Sons pleuropulmonares anormais contínuos: 
PERCUSSÃO: 
 ▪ Tiragem: 
PALPAÇÃO: 
5 
REFERÊNCIAS: 
ANAMNESE 
MAMA FEMININA 
INSPEÇÃO 
• Ronco: 
• Sibilo: 
• Estridor: 
• Sopro: 
• Atrito pleural: 
• Sons Vocais: 
• Ressonância vocal: 
• Broncofonia: 
• Egofonia: 
• Pectorilóquia fônica: 
• Pectorilóquia afônica: 
 
 
 
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019, p.227-267. 
 
BATES, B; HOCHELMAN, R. A. Propedêutica Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2019. p.295-336. 
 
 
 MAMA 
 
▪ Investigação: Massa ou nódulo, dor ou desconforto mamários, ciclo menstrual, alterações na 
mama, contorno, edema, depressão, retração da pele. 
▪ Secreção: espontânea /compressão/coloração /unilateral / bilateral. 
 
▪ Padronização: exame de cima para baixo; movimento circulares das polpas digitais. A 
palpação pode ser realizada por meio de 02 técnicas: 
▪ Velpeaux: em que se utiliza a região palmar dos dedos. 
▪ Bloodgood: em que são utilizadas as falanges distais, semelhante ao tocar de um piano. 
 
 
▪ ESTÁTICA: 
▪ Paciente: Braços pendendo ao lado do corpo. Paciente sentada MMSS paralelos ao longo 
do tronco, usando um avental tipo camisola com abertura para frente, Observe: 
▪ Aspecto da pele, incluindo: 
• Contorno das mamas. Pesquise alterações como massas, depressões ou achatamentos. 
Compare um lado com outro. 
• Coloração 
• Volume 
• Espessamento da pele e proeminência incomum dos poros, que podem acompanhar 
obstrução linfática. 
TÉCNICAS DE EXAME 
6 
PALPAÇÃO 
• Simetria e tamanho das mamas. É comum e normal haver diferença no tamanho das 
mamas, inclusive das aréolas. 
• Características dos mamilos, inclusive tamanho e formato, direção para a qual apontam, 
erupções cutâneas ou ulcerações, e quaisquer secreções. 
• Simetria glandular, pigmentação da aréola, o aspecto da papila,presença de abaulamentos 
ou de retrações, a circulação venosa e a presença de sinais flogísticos (edema e rubor). 
▪ DINÂMICA 
▪ Paciente: Braços sobre a cabeça; mãos nos quadris; paciente inclinada para frente. 
▪ Solicita-se ao paciente que eleve os braços ou que pressione as asas dos ossos ilíacos (mãos 
apoiadas firmemente nos quadris e inclinada para frente) para aumentar a tensão dos 
ligamentos, colocando as mãos na cintura e fazendo compressão. 
▪ Inspecionar retrações e assimetrias de contornos, a retração e/ou o desvio da papila, 
abaulamentos e comprometimento muscular por neoplasias. 
▪ Se as mamas forem grandes ou pendulares, vale a pena pedir à paciente para ficar de pé e 
inclinar-se para frente, apoiada no encosto da cadeira ou nas mãos do examinador. 
 
▪ A melhor maneira de se palpar a mama é com o tecido 
mamário retificado. 
▪ Paciente deve ficar em decúbito dorsal, com as mãos 
apoiadas atrás da cabeça e os braços bem abertos. 
▪ Palpe a área retangular, que se estende desde a clavícula 
até a linha inframamária, ou do sutiã, e da linha esternal 
média até a linha axilar posterior, avançando bem até a 
axila, para pesquisar a cauda mamária. 
▪ Utilize as polpas do segundo, do terceiro e do quarto dedo 
das mãos, mantendo os dedos em discreta flexão. 
▪ O padrão de faixas verticais, atualmente, é a técnica mais 
bem validada para detectar massas da mama. 
▪ Palpe em pequenos círculos concêntricos em cada ponto 
examinado, se possível aplicando compressões suaves, 
médias e intensas. 
▪ Necessário comprimir com mais firmeza para atingir os 
tecidos mamários profundos nas mamas de maior volume. 
▪ O exame deve englobar toda a mama, inclusive a periferia, a cauda e a axila. 
▪ Para examinar a parte lateral da mama: solicite à paciente que deite sobre o quadril oposto, 
colocando a mão na testa, mas mantendo os ombros comprimidos contra o leito ou a mesa 
de exame. Isso achata o tecido mamário lateral. 
▪ Inicie a palpação pela axila, movimentando-se seguindo uma linha reta caudalmente até a 
linha do sutiã. 
▪ Movimente os dedos medialmente e palpe uma faixa vertical do tórax até a clavícula. 
Continue por faixas verticais superpostas até alcançar o mamilo e, depois, reposicione a 
paciente para manter achatada a parte medial da mama. 
7 
▪ Para examinar a parte medial da mama, solicite à paciente que se deite com os ombros 
tocando a mesa de exame ou o leito, colocando a mão no pescoço e levantando o cotovelo 
até este ficar alinhado com o ombro. 
▪ Palpe seguindo o sentido de uma linha reta, desde o mamilo até a linha do sutiã, e depois, de 
volta até a clavícula, continuando em faixas superpostas verticais até a região média do 
esterno. 
 
 
 
▪ Examine o tecido mamário com cuidado, verificando: 
• Consistência dos tecidos. 
• Aumento de sensibilidade que pode ocorrer antes 
da menstruação. 
• Nódulos- avalie e descreva a localização, tamanho, 
as características de quaisquer nódulos 
encontrados incluindo consistência, superfície e 
aderência a planos superficiais e profundos. 
• Localização- por quadrante ou relógio, com 
centímetros contados a partir do mamilo. 
• Tamanho- em centímetros. 
• Formato- redondo ou cístico, discoide ou de 
contorno irregular. 
• Consistência- mole, firme ou dura. 
• Delimitação- bem circunscrito ou não. 
• Dor à palpação 
• Mobilidade – em relação à pele, à fáscia peitoral e 
à parede torácica. Afaste cuidadosamente a mama 
próximo à massa e pesquise se ocorrem retrações. 
• Palpe os mamilos, observando sua elasticidade. 
▪ Se o paciente relatar secreção mamilar, tente 
determinar sua origem mediante a compressão da 
aréola com o indicador. Colocando em posições 
radiais em torno do mamilo. Verifique se há secreção 
eliminada por qualquer uma das aberturas ductais na 
superfície mamilar. 
▪ Registre a coloração, a consistência e o volume da 
secreção, assim como o local exato de sua origem. 
▪ Expressão papilar. Terminando a palpação, faz-se uma 
delicada pressão no nível da aréola e da papila. 
▪ Identificada à presença de secreção papilar, é 
importante esclarecer: 
8 
MAMA MASCULINA 
INSPEÇÃO 
PALPAÇÃO 
• Se a secreção provém de um único conduto ou de vários 
• Se o óstio ductal, sede do derrame, é periférico 
(dueto superficial) ou central (dueto profundo) 
• Localização 
• Aspecto da secreção. 
• Qualquer secreção deve ser submetida a exame 
citológico, sobretudo para diagnóstico diferencial 
das neoplasias malignas, desde que a paciente não 
esteja grávida ou em período de lactação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
▪ O exame da mama masculina pode ser sucinto, mas é importante. 
▪ Inspecione o mamilo e a aréola pesquisando nódulos, tumefação ou ulceração. 
▪ Palpe a aréola e o tecido mamário em busca de nódulos. Se a mama parecer maior (> 2cm), 
diferencie o aumento do tecido adiposo que acompanha a obesidade (pseudoginecomastia) 
e do disco rígido benigno de aumento glandular (ginecomastia). O tecido mamário na 
ginecomastia é frequentemente doloroso. 
 
 AXILAS 
 
▪ As axilas podem ser examinadas com o paciente deitado, porém é preferível a posição 
sentada. 
 
▪ Inspecione a pele de cada axila, à procura de: Erupções cutâneas; Infecção e Pigmentação 
incomum. 
 
9 
EXAME DA PACIENTE MASTECTOMIZADA OU COM IMPLANTE MAMÁRIO 
▪ Para examinar a axila esquerda, pede-se paciente para relaxar, 
mantendo o braço esquerdo abaixado e avise que o exame pode 
ser desconfortável. O braço esquerdo é levantado com a mão 
esquerda e palpa-se a axila com a mão direita. 
▪ Palpação da axila direita. A paciente fica sentada de frente para 
o examinador, que usa sua mão direita para levantar o braço 
direito da paciente. Com a mão esquerda espalmada, faz-se 
palpação deslizante do oco axilar e nas proximidades. 
▪ Paraa axila esquerda, o braço esquerdo é levantado com a mão 
esquerda e palpa-se a axila com a mão direita, e vice-versa. 
▪ O punho ou a mão esquerda do paciente é apoiado na mão 
esquerda do examinador. 
▪ O examinador junta os dedos da mão direita e tenta alcançar o 
mais profundamente possível o ápice da axila. 
▪ Os dedos do examinador devem posicionados diretamente por trás dos músculos peitorais, 
“apontando” no sentido da linha medioclavicular (hemiclavicular). Em seguida, com a parede 
torácica comprimida, movimente os dedos para baixo, tentando palpar os linfonodos centrais 
contra a parede do tórax. Desses linfonodos axilares, os centrais são os pais prováveis de 
serem palpados. Um ou mais linfonodos macios, pequenos (<1cm) e indolores podem, com 
frequência, ser palpados. 
▪ Se, à palpação, os linfonodos centrais estiverem aumentados de tamanho, endurecidos ou 
dolorosos, ou houver uma lesão nas regiões de drenagem de linfonodos axilares, pesquise 
outros grupos de linfonodos linfáticos axilares: 
• Linfonodos peitorais – segure a prega axilar anterior entre o polegar e os outros dedos e, 
com estes últimos, palpe por dentro da borda do músculo peitoral 
• Linfonodos laterais – a partir da região superior da axila, palpe a parte superior do úmero. 
• Linfonodos subescapulares – fique por trás do paciente e, com os dedos, palpe por dentro 
do músculo na prega axilar posterior. 
▪ Palpação dos linfonodos axilares e supraclaviculares. Antes de fazer a palpação, deve-se 
inspecionar as axilas à procura de erupções provocadas por desodorantes ou por material 
para depilação, 
 
 
 
 
▪ A mulher mastectomizada merece cuidados especiais durante o exame. 
10 
AUTOEXAME DAS MAMAS 
▪ INSPEÇÃO: 
• Inspecione cuidadosamente a cicatriz da mastectomia e a axila, pesquisando massas ou 
modularidade anormais. 
• Observe se há modificações da coloração da pele ou sinais de inflamação. Pode haver 
linfedema na região axilar e no braço, decorrente da restrição à drenagem linfática 
provocada pela cirurgia. 
▪ PALPAÇÃO: 
• Palpe a cicatriz com cuidado – esses tecidos podem ser muito sensíveis. 
• Faça movimentos circulares, usando dois ou três dedos. Preste muita atenção ao 
quadrante superior externo e à axila. 
• Pesquise linfadenopatia e sinais de inflamação ou infecção. É muito importante palpar 
minuciosamente o tecido mamário e as linhas de incisão em mulheres submetidas a 
mamoplastia para aumento de volume ou reconstrução das mama. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
REFERÊNCIAS: 
 
 
 
 
 
 
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019, p.881-890. 
12 
BATES, B; HOCHELMAN, R. A. Propedêutica Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2019. p.407-430. 
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BIN @ FANTIN 
Aparelho cardiovascular 
❖ Inspeção: 
➢ Abaulamentos, retrações ou cicatrizes: 
presente ou ausente; anotar localização. 
➢ Ictus cordis: visível ou não-visível; anotar em 
qual espaço intercostal e em qual linha. 
 
❖ Palpação: 
➢ Ictus cordis: localização, extensão, intensidade, 
deslocamento, ritmo e frequência. 
➢ Bulhas: palpáveis ou não. 
➢ Pulsação epigástrica: presente ou ausente. 
➢ Pulsação supra-esternal: presente ou ausente. 
➢ Palpação de pulsos periféricos: freqüência, 
simetria, ritmo, intensidade, formato. 
➢ Frêmito cardiovascular: palpável ou não. 
 
❖ Percussão: sem valor semiológico importante. 
 
❖ Ausculta: 
➢ Ciclo cardíaco (resumo): 
✓ Estímulo nervoso (QRS) —> contração 
ventricular -> aumenta a pressão nos 
ventrículos, que supera a pressão nos átrios 
-> fechamento da valva mitral e tricúspide 
(B1) -> aumenta a pressão ventricular que 
supera a pressão da aorta e da pulmonar -
> abertura da valva aórtica e pulmonar -> 
contração isovolumétrica -> esvaziamento 
ventricular -> a pressão da aorta e 
pulmonar supera a pressão ventricular -> 
fechamento da valva aórtica e pulmonar 
(B2) -> relaxamento ventricular -> 
diminuição da pressão ventricular que será 
superada pela pressão atrial -> abertura da 
valva mitral e tricúspide -> enchimento 
ventricular. 
➢ Focos cardíacos: 
✓ Foco aórtico: segundo espaço intercostal 
direito, junto ao esterno. 
✓ Foco aórtico acessório: terceiro espaço 
intercostal esquerdo, junto ao esterno. 
✓ Foco pulmonar: segundo espaço intercostal 
esquerdo. junto ao esterno. 
✓ Mitral: quarto ou quinto espaço intercostal 
esquerdo, na linha hemiclavicular. 
✓ Tricúspide: base do apêndice xifóide, 
ligeiramente para a esquerda. 
✓ Auscultar região axilar, pescoço, axila, 
região paraesternal direita. 
➢ Passos da ausculta cardíaca: 
✓ Bulhas: B1(fechamento das av/ sístole 
ventricular) e B2 (fechamento das 
semilunares/diástole ventricular). 
✓ Ritmo: rítmicas ou arrítmicas. 
✓ Fonese: normofonéticas, hiperfonéticas ou 
hipofonéticas. 
✓ Desdobramentos: ausente ou presente. 
➔ Fisiológico de B2 na inspiração. 
➔ Anotar em qual/quais bulhas. 
✓ 3 e 4 bulhas. 
➔ O B3: protodiastólico. Corresponde as 
vibrações na parede ventricular 
distendida no período de enchimento 
ventricular rápido, mais audível em 
crianças e adultos jovens, foco mitra!, 
campânula, decúbito lateral esquerdo. 
➔ B4: no final da diástole ou na pré-sístole. 
Brusca desaceleração do sangue após 
a contração atrial. 
✓ Ciques e estalidos: ausentes ou presentes; 
em qual foco de ausculta e em qual situação 
do ciclo cardíaco. 
✓ Sopros: 
➔ Fase do ciclo: 
➔ Tipo. 
➔ Localização. 
- Foco mais audível. 
➔ Intensidade. 
- I a 4 +/ 4+. 
➔ Timbre. 
- Suave, rude, musical, aspirativo, rufiar, 
em jato de vapor, plante. 
➔ Irradiação. 
- Cervical, axilar, demais focos. 
✓ Atrito pericárdico: situação no ciclo 
cardíaco, foco de ausculta, irradiação, 
intensidade, timbre. 
✓ Extra-sístoles: ausentes ou presentes. 
 
 
 
 
INTERAÇÃO COMUNITÁRIA II 
 
EXAME FÍSICO CARDIOLÓGICO 
ANAMNESE 
 Identificação: 
 Antecedentes pessoais: 
 Antecedentes familiares: 
 Hábitos de vida: 
 Condições socioeconômicas e culturais: 
SINAIS E SINTOMAS 
 Dor precordial 
 Dor na isquemia miocárdica 
 Dor torácica 
 Dor de origem pericárdia 
 Dor de origem psicogênica 
 Dor de origem aórtica 
 Palpitações 
 Dispnéia 
 Tosse 
 Expectoração 
 Sibilância, Chieira ou chiado 
 Hemoptise 
 Desmaio 
 Alteração do sono 
 Cianose 
 Edema 
 Astenia 
Sorriso-MT 
 Posição de Cócoras 
 
TÉCNICAS DE EXAME 
 Verificar da Pressão Arterial – aferir nos 4 membros; 
 
* Verificar PRESSÃO VENOSA JUGULAR (PVJ): 
- Ponto de oscilação da PVJ 
- Interpretação 
- Etapas para a avaliação da PVJ 
 
 
 Verificação da Frequência Cardíaca - Pulsos: 
1) Carotídeo (central) 
- Pulso alternante 
- Pulso parodoxal 
- Frêmitos e ruídos da artéria carótida 
2) Braquial 
3) Radial 
4) Femoral (central) 
5) Poplíteo; 
6) Tibial; 
7) Pedioso. 
Simetria: ( ) normal ( ) diminuído ( ) ausente não palpável ( ) 
 
EXAME FÍSICO 
Inclui a Inspeção, a Palpação e a Ausculta. 
• Permanecer de pé do lado direito do paciente; 
• Paciente em decúbito dorsal com elevação da cabeceira a 30º; 
• Para avaliar o Ictus Cordis e os sons cardíacos extras como B3 ou B4 posicionar o 
paciente em decúbito lateral esquerdo. 
INSPEÇÃO 
 Tangencial 
 Frontal 
Observar: 
- Turgência jugular; 
- Ictus cordis (Impulso apical – Ponto de Impulso 
Máximo: PIM); 
- Abaulamentos, cicatrizes e retrações; 
- Batimentos ou movimentos visíveis. 
 
 
 
 
PALPAÇÃO 
 Paraesternais e frêmitos 
 Palpação levantamentos paraesternais 
 Palpação dos frêmitos 
 Palpação impulsos do VD 
 Área ventricular esquerda 
Ictus cordis/impulso apical ou PIM: 
- Localização 
- Diâmetro 
- Amplitude 
- Duração 
Área ventricular direita/ borda esternal esquerda no 3º, 4º e 5º espaços intrecostais 
 
 
 
 Foco pulmonar/2º espaço intercostal esquerdo 
 Foco aórtico/2º espaço intercostal direito 
AUSCULTA 
• Ausculta das bulhas e sopros cardíacosleva diretamente a vários diagnósticos clínicos. 
• Ambiente silencioso (ruídos cardíacos são de pequena intensidade), 
• Tórax descoberto. 
Focos ou áreas de ausculta: 
 Foco ou área mitral 
 Foco ou área pulmonar 
 Foco ou área aórtica 
 Foco ou área tricúspide 
 
• Outras regiões recomendadas de ausculta 
▪ Borda esternal esquerda, que corresponde à região situada entre a área 
pulmonar e a tricúspide; 
▪ Borda esternal direita, que vai do foco aórtico ao 5º espaço intercostal direito, 
justaesternal; 
▪ Endoápex ou mesocárdio, que é a área situada entre o foco tricúspide, o 
foco mitral e o aórtico acessório; 
▪ Regiões infra e supraclaviculares, direita e esquerda; 
▪ Regiões laterais do pescoço, muito importantes para a caracterização do sopro 
de estenose aórtica cuja irradiação segue a direção do fluxo sanguíneo ejetado 
pelo ventrículo esquerdo; 
▪ Regiões interescapulovertebrais, principalmente a região 
interescapulovertebral esquerda, em que melhor se ausculta, com frequência, 
o sopro da persistência do canal arterial. 
• Posição do paciente e do examinador. 
▪ Paciente nas posições deitada, sentada e em decúbito lateral esquerdo, pode 
utilizar a posição na qual o paciente se põe de pé, debruçando−se sobre a mesa 
de exame ou sobre o próprio leito. 
▪ Padrão: decúbito dorsal com a cabeça apoiada em um pequeno travesseiro, com 
o tórax completamente descoberto. 
▪ Examinador do lado direito, de pé ou sentado, conforme a altura da cama ou 
da mesa de exame. 
 
 
 
• Orientações ao paciente: inspirar e expirar, e ou aumento ou diminuição da amplitude 
• Escolha do receptor adequado: inclui o tipo e o tamanho do receptor (estetóscopio). 
• Aplicação correta do receptor: o receptor, seja do tipo de diafragma ou de 
campânula, deve ficar levemente apoiado sobre a pele, procurando−se, ao mesmo 
tempo, obter uma perfeita coaptação de suas bordas na área que está sendo 
auscultada. 
• Auscultar os seguintes aspectos: bulhas cardíacas, ritmo e frequência cardíaca, 
ritmos tríplices, alterações das bulhas cardíacas, cliques ou estalidos, sopros, ruído da 
pericardite constritiva, atrito pericárdico e rumor venoso. 
Bulhas cardíacas 
▪ PRIMEIRA BULHA (B1) 
▪ SEGUNDA BULHA (B2) 
▪ TERCEIRA BULHA (B3) 
▪ QUARTA BULHA (B4) 
 
 Reconhecimento das Bulhas: TUM-TÁ; TUM-TÁ- TUM- TÁ 
 Alteração 1ª bulha: TLUM-TÁ; TLUM-TÁ; TLUM-TÁ 
 Alteração 2ª bulha: TUM-TLÁ; TUM-TLÁ; TUM-TLÁ 
 
Classificação das Bulhas, quanto a: 
1) Intensidado do Som 
• Normofonéticas 
• Hipofonéticas 
• Hiperfonéticas 
2) Tempo: normal 2 tempos (TUM-TÁ) 
3) Ritmo: Rítmicas/Arrítmicas 
4) Alterações: 
Arritmias cardíacas; 
Sopros. 
REFERÊNCIAS PARA ESTUDO 
BATES, B; HOCHELMAN, R. A. Propedêutica Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2019. P. 464-494 (pdf) 
 
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019. P. 440 - 486 
P á g i n a | 11 
 
 
BIN @ FANTIN 
Aparelho locomotor 
❖ Posição anatômica. 
❖ Deformidades. 
❖ Movimentos: 
✓ Flexão extensão. 
✓ Abdução adução. 
✓ Pronação supinação. 
✓ Circundução. 
✓ Inversão eversão. 
✓ Flexão plantar dorsiflexão. 
✓ Rotação interna rotação externa. 
❖ Exame: 
✓ inspeção 
✓ palpação 
✓ mobilidade 
✓ testes especiais 
 
Esqueleto axial (tronco e pescoço): 
❖ Inspeção: 
✓ Paciente sentado 
➢ alteração tráfico, cicatriz, lesões. 
➢ desvio cabeça \ pescoço. 
➢ assimetria: clavícula (cintura escapular). 
✓ Paciente de pé 
➢ Anterior 
- Simetria mamilar e ombro. 
- Morfologia muscular (peitoral maior). 
- Deformidade torácica. 
➢ Perfil 
- Curvaturas fisiológicas (lordose cervical e 
lombar, cifose torácica). 
 
 
 
 
 
✓ Posterior 
➢ Assimetria ombro e muscular. 
➢ Alteração tegumentar. 
➢ Alinhamento coluna e desvios. 
➢ Ângulo entre tronco e membros 
superiores. 
❖ Palpação: 
✓ Posterior: processos espinhosos e musculatura 
paravertebral. 
✓ Mobilidade rotação lateral flexão do tronco 
extensão do tronco lateralização. 
✓ Testes especiais: 
➢ Decúbito dorsal: lasegue. 
➢ Pé: teste de shober. 
➢ Cervical: tração, compressão e spurling. 
 
Membros superiores (comparar 
bilateral): 
❖ Inspeção: 
✓ 1 Volume. 
✓ Rubor. 
✓ Hipotrofia. 
✓ Desalinhamento articular. 
✓ Deformidades. 
✓ Fistulas. 
✓ Nódulos. 
✓ Alteração trófica. 
✓ Cicatrizes. 
✓ Morfologia das estruturas. 
✓ Ângulo de carregamento (braço-tronco) - valgo. 
✓ Ombro: sinal da dragona, escápula alada, sinal do 
Popeye. 
✓ Cotovelo: bursite olecraniana, tofo gotoso, 
edema. 
✓ Punho: desvio ulnar. 
✓ Mão: dedo em salsicha, dedo em botoneira, dedo 
em pescoço de cisne, nódulos. – 
❖ Palpação: 
✓ Ombro: 
➢ Clavícula: articulação esternoclavicular e 
acromioclavicular. 
➢ Acrômio. 
➢ Tubérculo maior do úmero. 
➢ Sulco da cabeça longa do bíceps 
(hiperextensão do ombro). 
➢ Tendão supraespinhoso. 
 
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BIN @ FANTIN 
✓ Pontos dolorosos: esternoclavicular, 
acromioclavicular, subacromial, bicipitale axilar. 
✓ Cotovelo: epicondilo medial e lateral, olécrano e 
cabeça do rádio (prono-supinação). 
✓ Punho: metacarpofalangianas, interfalangianas, 
hipotenar e tenar. 
✓ RI e RE cotovelo com flexão do cotovelo 90° e 
adução do ombro contra resistência. 
✓ Adução + RI (colocar a mão no ombro oposto). 
✓ Abdução + RE (tocar a nuca). 
❖ Mobilidade 
✓ Abdução + elevação MMSS (amplitude 
completa). 
✓ Ombro: ABD, AD, FLE, EXT, Circundução, RI e 
RE. 
✓ Cotovelo: FLE, EXT, PRO, SUP. 
✓ Punho: FLE, EXT, desvio ulnar (ABD) e radial 
(AD). 
✓ Mão e dedos: FLE, EXT, FLE \ EXT \ ABD e 
AD polegar, ABD \ AD dedos; oposição dedos. 
 
Membros inferiores e quadril 
(comparar bilateral): 
❖ Inspeção 
✓ ! Volume 
✓ Rubor 
✓ Hipotrofia 
✓ Desalinhamento articular 
✓ Deformidades 
✓ Fístulas 
✓ Nódulos 
✓ Simetria quadril (eias) e joelhos 
✓ Deformidade joelho: vago, valgo, recurvatum 
✓ Deformidade pé: plano, cavo, etc sinais flogisticos 
edema 
✓ Medida membros inferiores DD: crista ilíaca até 
maléolo medial 
❖ Palpação 
✓ Quadril: tuberosidade isquiática, trocánter maior 
do fêmur. 
✓ DD: eias e DV: EIPS. 
✓ Joelho: pateia, condilo medial e lateral, platô tibial, 
tendao pata de ganso, cabeça da fibula. 
✓ Tornozelo: maleolo medial e lateral; tendão 
calcãneo. 
✓ Pé: halux, cabeça metatarsos e calcâneo. – 
❖ Mobilidade 
✓ Quadril: FLE, EXT, RI, RE. 
✓ Joelho: FLE, EXT. 
✓ Tornozelo: FLE plantar, dorsiflexão, EVE, INV, 
circundução. 
✓ Pé: FLE, EXT, ABD, AD. 
❖ Testes especiais 
✓ Quadril: thomas, trendelemburg, fabere joelho: 
sinal da tecla, sinal da gaveta anterior e posterior, 
teste varização e valgização (colateral medial e 
lateral) teste compressão e tração de apley. 
✓ Menisco medial: dor na face interna: RE (pé para 
linha lateral). 
✓ Menisco lateral: dor na face externa: RI (pé para 
linha medial). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3
EXAME FÍSICO
ETAPAS: 
1. Inspecione a simetria articular, alterações de alinhamento, deformidade ósseas, volume, edema ou tumefação (↑ volume provocado por processo 
inflamatório)
2. Inspecione e palpe de marcos ósseos + estruturas de tecidos moles  os tecidos circunvizinhos (alterações cutaneas, nódulos, atrofia muscular, calor, 
pontos dolorosos) / crepitação (ruído de trituração audível / palpável durante o movimento de tendões ou ligamentos sobre os ossos). Sempre comparando os 
dois lados.
3. Mobilidade: Avalie a amplitude de movimentos e manobras para testar a função e estabilidade articulares, integridade de ligamentos, tendões e bolsas – 
(traumas / dor) 
--> capacidade de realizar atividades da vida diária + facilidade de executar movimentos
--> amplitude do mov ativa (pelo paciente) + passiva (pelo examinador) --> dor demonstrada pelo paciente durante o movimento
4. Avaliar as áreas de inflamação, dor a palpação, edema // memb sinovial = empastada / amolecida; derrame pelo excesso de liquido sinovialno espaço 
articular; estrutura de tec moles (bolsas, tendões e bainha tendinosas), calor, vermelhidão (rubor), tumefação
5. Teste a força muscular
Articulação Temporomandibular (ATM)
Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação
--> + ativa
--> movimento de abertura e 
fechamento,
--> formada pela fossa 
mandibular e tubérculo articular 
do osso temporal e pelo côndilo 
da mandíbula, 
--> situa no ponto médio entre 
o meato acústico externo e arco 
zigomático
--> Tipo: Artic. Sinovial 
bicondilar
--> Mm: pterigoide externo 
(abrir)
Masseter, temporais e 
pterigoide interno (fechar a 
boca)
--> inervação --> nervo craniano 
V (Trigemeo) 
--> simetria da face;
 
--> Tumefação ou 
ver-melhidão na 
articulação;
-->Edema = saliencia 
arredondada +/- 
0,5cm anterior ao 
meato acús-tico 
externo
- Coloque a ponta dos dedos 
indicadores à frente do tragus 
(trago) de cada orelha e peça 
usuário abrir a boca (pontas 
dos dedos deverão deslizar 
para os espaços articulares).
- Movimento é uniforme? 
estalido ou clique e escutado 
em pessoas normais 
- Palpação mm: 
Masseteres: externamente 
ângulo da mandíbula
Temporais: externamente 
durante a contração e 
relaxamento da mandíbula
Pterigóides: internamente 
entre os pilares tonsilares na 
mandíbula
--> Tumefação / dor? 
solicite ao usuário para:
a) “abrir e fechar a boca” --> 
Movimentos de deslizamento - parte 
superior e de dobradiça - parte inferior 
 
b) “movimentar a mandíbula para 
frente e para traz” (protrusão [os 
dentes inferiores ficam colocados à 
frente dos dentes superiores] e 
retração)
c) “movimento lateral de um lado 
para outro”
Boca aberta: é possível inserir três 
dedos entre os incisivos
 
palpação
3
OMBRO
Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação
Artic. Glenoumeral (esferoidal)
--> mov grande amplitude em 
todas as direções
--> estrutura complexa 
interconectada
--> deriva sua mobilidade:
- 3 ossos (úmero, escapsula - 
ancorada no esq axial, 
clavícula)
- 3 articulações (glenoumeral / 
esternoclavicular / 
acromioclavicular)
- 3 grupos musculares
Grup escapuloumeral (mm 
SIRS do manguito rotador): 
supraespinal / infraespinal / 
redondo menor / subescapular -
-> rotação lateral + empurra p/ 
baixo e gira a cabeça do úmero
Grup. Axioescapular: trapézio / 
romboide / serrátil anterior e 
levantador da escápula --> 
rotação escapular + puxam 
ombro posteriormente
Grup Axioumeral: peitoral maior 
/ peitoral menor / latíssimo do 
dorso --> rotação do ombro 
internamente
--> capsula articular --> 
revestida por uma memb 
sinovial com duas evaginações:
* Bolsa subcapsular --> 
posiciona entre o acromio e a 
cabeça do úmero;
* Bainha sinovial do tendão da 
cabeça longa do mm bíceps 
De frente para o 
usuário
--> inspecione o 
ombro e a cintura 
escapular
Paciente de costa 
para o examinador:
--> inspecione as 
escápulas e os mm 
correlacionados na 
parte posterior
Obs:
*tumefação (reg 
anterior da cápsula 
articular),
* deformidade,
*atrofia,
*fasciculações 
(tremores finos dos 
mm),
*posicionamento 
anormal,
*abaulamento na 
bolsa subacromial,
* mudança de 
coloração,
* alteração cutaneas 
ou contornos ósseos 
- Palpar o contorno dos marcos 
ósseos e estruturas do ombro;
- Palpe área de dor --> artic. 
Esternoclavicular, acompanhe 
a lateral da clavícula com os 
dedos 
--> por trás acompanhe a 
espinha óssea da escápula 
lateral e para cima até o 
acrômio (é áspera e convexa)
- Dedo indicador sobre a parte 
superior do acrômio, comprima 
polegar até encontra a crista 
elevada que marca a 
extremidade distal da 
clavícula (artic. 
Acromioclavicular) deslocar o 
polegar para baixo até o 
processo coracóide, deslizam 
mais os dedos e alcançar a 
face lateral do úmero e palpar o 
tubérculo maior.
6 movimentos: 
- flexão 
- extensão
- abdução (afastamento do tronco)
- adução (aproxima do tronco)
- rotação interna (medial)
- rotação externa (lateral) 
Verificar se movimento é suave, de 
frente para o usuário + uniforme
Levante os bra-
ços à frente e 
acima da cabeça
Mm deltóide ant;
peitoral maior; 
coracobraquial;
bíceps braquial
Leve os braços 
para trás
Mm
latíssimo do dor-
so
Redondo maior
Deltoide posterior
Bíceps braquial
Levante os 
braços para o 
lado e acima 
da cabeça
Mm 
Supraespinal
Deltoide
Serrátil anterior
Artic. Acro-
mioclavixular
Palpe e com-
pare as arti-
culações a 
procura de 
edema ou dor
Teste de adução do corpo 
cruzado ou TESTE DO 
CRUZAMENTO:
efetue a adução do braço do 
paciente através do tórax.
Rotação geral do ombro:
Teste da escarificação de Apley: 
peça ao paciente p/ tocar a 
escápula oposta usando os dois 
movimentos acima
Manguito rotador
Sinal de com-
pressão de 
Neer (dor)
Compressão 
uma das mãos 
sobre a escá-
pula p/ impedir 
seu movimento 
e erga o braço 
do usuário com 
a outra mão
3
braquial 
- Palpar o tendão no mm 
bíceps braquial (polegar no 
processo coracoide e os dedos 
as mãos sobre a face lateral do 
úmero).
 
- Bolsas subacromial e 
subdeltóidea: estenda o 
úmero de forma passiva, 
elevando cotovelo para trás 
(estrutura lateral ao acrômio) 
palpe as bolsas
Palpação dos mm SIRS: 
*Supraespinal: no acrômio
*Infraespinal: posterior ao m 
supraespinal
*Redondo menor: posterior e 
inferior à ruptura do m 
supraespinal do manguito 
rotador
*Subescapular: Anteriormente 
(não é palpável) 
Cruze os bra-
ços à frente de 
seu corpo
Mm
Peitoral maior
Coracobraquial
Latíssimo do 
dorso
Redondo maior
Subescapular
coloque uma 
das mãos nas 
costas e toque a 
escápula 
Identifique o pro-
cesso espinhoso 
mais alto da linha 
média que o usu-
ário consegue al-
cançar.
Mm
Subescapular
Deltoide anterior
Peitoral maior
Redondo maior
Latíssimo do 
dorso
Isso comprime a tuberosidade do 
úmero contra o acrômio 
Sinal de 
compres
são de 
Hawkins
(dor)
Flexione o ombro e o cotovelo do 
usuário a 90º com a palma de sua 
mão voltada para baixo. Com uma 
das mãos no antebraço e a outra 
no braço, efetue a rotação interna 
do braço.
Isso Comprime a tuberosidade 
maior do úmero contra o tendão do 
m. supraespinal e o ligamento 
coracoacromial.
Teste p/ 
queda do 
braço
Pedir paciente abduzir o braço ao 
nível do ombro, até 90º e baixe-o 
lentamente, observar abdução 
acima do ombro de 90 a 120º 
reflete ação do m deltoide. 
3
Levante os bra-
ços até o nível 
do ombro; do-
bre o cotovelo e 
rode seu ante-
braço em dire-
ção ao teto
Ou 
Coloque uma 
das mãos atrás 
do pescoço co-
mo se você esti-
vesse pentean-
do o cabelo
Mm 
Infraespinal
Redondo menor
deltóide
Teste de supinação do antebraço
Flexione o antebraço do paciente a 
90º no cotovelo e efetue a 
pronação do punho do paciente. 
Faça resistência quando o paciente 
supinar o antebraço.
TESTES COMPOSTOS
Teste de 
resistên-
cia da ro-
tação ex-
terna 
Pedir paciente que aduza e flexione 
os cotovelos a 90º com os 
polegares virados para cima, 
estabilize os cotovelos com uma 
das mãos e aplique pressão 
proximal ao pulso do usuário, 
conforme o usuário pressiona o 
punho para fora em rotação 
externa. 
Teste da 
lata vazia 
Eleve os braços a 90º e faça rotação 
interna dos braços com os polegares 
apontando para baixo, como ao 
esvaziar uma lata. Solicite ao usuário 
que resista enquanto vc empurra para 
baixo os braços dele.
3
COTOVELO
Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação
 Função: ajuda a posicionar a 
mão no espaço e estabilizar a 
ação de alavanca do antebraço.
 formado: úmero + rádio e 
ulna (ossos do antebraço)
 Articulações: * Umeroulnar 
 * Radioumeral
 * Radioulnar 
Mm:
* bíceps braquial e 
braquiorradial (flexão)
* Tríceps braquial (extensão)
* Pronador redondo (pronação)
* Supinador (supinação) 
Observar localização da bolsa 
subcutânea do olecrano entre o 
elecrano e a pele  
normalmente não é palpável , 
fica edemaciada e dolorosa 
quando inflamada
 cavidade articular + 
revestimento sinovial
Antebraço apoiado 
pelamão oposta do 
exa-minador de modo 
que cotovelo fique 
flexiona-do em cerca 
de 70º. 
Identifique os 
epicôndi-los medial e 
lateral e o olecrano 
da ulna. 
Inspecione os 
contornos do 
cotovelo, incluindo a 
superfície extensora 
da ulna e do olecrano 
– verifique nódulos ou 
edema
Palpe o olecrano e comprime 
os epicôndilos  derrame ou 
dor?
Palpe os sulcos entre os 
epicôndilos e os olecranos, 
onde e mais fácil examinar a 
sinóvia  normalmente não 
são palpáveis (sinóvia ou 
bolsas do olecrano)
O nervo ulnar, muito sensível, 
pode ser palpado 
posteriormente, entre o 
olecrano e o epicôndilo medial.
 flexão e extensão do cotovelo
 pronação e a supinação do antebraço 
(também move o punho e a mão)
Flexão: m bíceps braquial, braquial, 
braquiorradial  “Dobre seu 
cotovelo”
Extensão: m tríceps braquial, 
ancôneo ”Estenda seu 
cotovelo”
Supinação: m bíceps braquial, 
supinador  “Gire as palmas das 
mãos para cima, como se 
estivesse carregando uma tigela 
de sopa” 
Pronação: m pronador redondo, 
pronador quadrado  “Vire a 
palma de suas mãos para baixo” 
PUNHOS E MÃOS
Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação
 Pouca proteção por tecidos 
moles, ↑ vunerabilidade a 
trauma-tismos e incapacidade.
Ossos: 
PUNHO  formado pela parte 
distal do radio e a ulna, com 
ossos do carpo (semilunar, 
cuneiforme, hamato, trapezoide, 
 posição das mãos 
(em movimento)  
movimentos = unifor-
mes e naturais?
 dedos = discreta-
mente flexionados + 
bordas das unhas = 
PUNHO:
partes distais do rádio e da 
ulna + superfícies lateral e 
medial  o sulco de cada 
articulação do punho  edema, 
empastamento ou hipersensi-
bilidade?
PUNHO 
* Flexão: Mm. flexor radial do carpo, 
flexor ulnar do carpo  “Com a palma 
de suas mãos para baixo, aponte 
seus dedos para o chão”.
* Extensão: Mm. extensor ulnar do 
carpo, extensor radial longo do carpo, 
PUNHO 
* Sensibilidade: 
- Polpa do dedo indicador – nervo 
mediano
- Polpa do quinto dedo – nervo 
ulnar
- Espaço interdigital dorsal do 
polegar e do dedo indicador – nervo 
3
trapézio, capitato, escafoide)
MÃOS  metacarpos, falanges 
proximal, média e distal  
polegar = 2 falanges (proximal e 
distal)
 Articulações
Punho:
* radiocarpal, 
* radioulnar distal
* intercarpais + capsula articular 
+ disco articular + memb 
sinovial (unem radio, ulna e 
ossos proximais carpo)
Mãos:
* metacarpofalângicas (MCF)
* interfalângicas proximais (IFP) 
* interfalângicas distais (IFD). 
Flexione a mão e identifique o 
sulco que marca a articulação 
MCF de cada dedo. Ela fica 
localizada na porção distal aos 
nós dos dedos e o melhor local 
para palpá-la é de cada lado do 
tendão extensor.
Musculos:
Punho:
Flexão = 2 mm do carpo  nas 
superfícies radial e ulnar.
Extensão = 2 mm radiais e 1 m 
ulnar
Supinação e pronação = mm 
localizados no antebraço
Mãos:
* Polegar 
Flexão, abdução e oposição  
3 mm = eminência tenar
Extensão  mm da base do 
polegar, ao longo da borda 
radial. 
* demais dedos
em paralelo (em re-
pouso)
 superfícies: palmar 
e dorsal do punho e 
da mão  edema su-
pra-articular ou si-
nais de traumatis-
mos?
 deformidade do 
punho, da mão ou 
dos ossos dos dedos 
ou nas angulação?
 contornos da pal-
ma da mão  emi-
nências tenar e hipo-
tênar?
 espessamento dos 
tendões flexores ou 
contraturas em flexão 
nos dedos das mãos?
(mantendo os seus polegares 
no dorso do punho e os outros 
dedos por baixo dele)
processo estiloide do rádio + 
tabaqueira anatômica (de-
pressão imediatamente distal 
ao processo estiloide do rádio) 
= mm abdutores e extensores 
do polegar
Palpe os 8 ossos do carpo + 
cada um dos 5 metacarpos + 
falanges proximal, média e 
distal
Palpe qualquer região 
suspeita de anormalidade. 
Aperte a mão do usuário entre 
o seu polegar e os dedos das 
mãos, comprimindo, as 
articulações MCF.
extensor radial curto do carpo  “Com 
a palma de suas mãos para baixo, 
aponte seus dedos para o teto”.
* Adução (desvio radial): M. flexor ulnar 
do carpo  “Com a palma de suas 
mãos para baixo, traga seus dedos 
para a linha média”.
* Abdução (desvio ulnar): M. flexor 
radial do carpo  “Com a palma de 
suas mãos para baixo, afaste seus 
dedos da linha média”.
DEDOS INDCADORES E POLEGARES 
* Flexão e extensão  flexão // testar os 
mm lumbricais e os mm flexores dos 
dedos  “Cerre o punho de uma das 
mãos, polegar através das nós dos 
dedos” + “estique e separe os 
dedos” Nas artic. MCF os dedos se 
estendem além da posição neutra. 
radial
Preensão manual. Teste a força 
da preensão manual  solicite ao 
paciente que segure seu 2º e 3º de-
dos da mão = testa a função das 
artic. do punho, dos flexores dos 
dedos e dos músculos intrínsecos e 
artic. da mão. 
 
Movimento do polegar: Solicite ao 
usuário que segure o polegar 
contra a palma da mão e então 
mova o punho em direção à linha 
média em desvio ulnar (teste de 
Finkelstein). 
3
Movimento depende da ação 
dos tendões dos mm flexores e 
extensores localizados no 
antebraço e punho
Flexão (lumbricais), abdução 
(interósseos dorsais) e adução 
(interósseos palmares)  mm 
intrínsecos da mão, fixados nos 
ossos metacarpais
6 tendões extensores e 2 
tendões flexores  cruzam o 
punho e a mão p/ se inserirem 
nos dedos. Grande parte de seu 
trajeto é percorrido em bainhas 
com formato de túnel  
palpáveis = edema ou 
inflamação
estruturas no túnel do carpo = 
canal entre a superfície palmar 
do punho e a parte proximal da 
mão  contém a bainha e os 
tendões flexores dos mm do 
antebraço + nervo mediano.
ligamento transverso (retiná- 
culo dos mm flexores)  
mantém no lugar os tendões e 
suas bainhas.
Nervo mediano  responsável 
pela sensibilidade da região 
palmar
Inspecione + palpe as faces 
medial e lateral de cada 
articulação IFP + IFD entre 
seu polegar e indicador  
tumefação, empastamento, 
hipertrofia óssea e dor?
 
* Flexão e extensão das articulações 
IFP e IFD (mm lumbricais). Os dedos 
devem se abrir e fechar com facilidade
* Abdução e adução  “separe os 
dedos (abdução m interósseos dorsais) 
e una-os novamente” (adução dos m 
interósseos palmares) = movimento é 
uniforme e coordenado?
Polegares 
* Flexão e extensão  “mova o 
polegar através da palma da mão e 
tocar a base do quinto dedo da mão” 
+ “mova o polegar de volta através da 
palma da mão, afastando-se dos 
dedos”
* Abdução e adução  “coloque os 
dedos e o polegar na posição neutra, 
com a palma da mão voltada para 
cima”  “mova o polegar 
anteriormente em direção oposta a 
Síndrome do Túnel do carpo – 
abdução do polegar, Teste de 
Tinel e Teste de Phalen para 
compreensão no nervo médio.  
Teste a abdução do polegar: 
solicitando ao usuário que levante o 
polegar diretamente para cima, 
enquanto você aplica resistência 
para baixo.
Teste o sinal de Tinel percutindo 
levemente sobre o trajeto do nervo 
mediano no túnel do carpo.
Teste o sinal de Phalen: Solicita 
ao usuário que mantenha os 
punhos em flexão por 60 segundos 
com cotovelos estendidos. Solicite 
p/ pressionar o dorso das mãos 
uma contra a outra formando um 
ângulo 90º (comprime o nervo 
mediano).
3
palma”  “de volta” 
* oposição  “toque o polegar na 
ponta de cada um dos dedos”
COLUNA VERTEBRAL
Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento
 estrutura de sustentação 
importante do tronco e do dorso 
 curvaturas côncavas 
(cervical e lombar) + curvatura 
convexa (torácica e 
sacrococcígea) = ajudam a 
distribuir o peso da parte 
superior do corpo p/ a pelve e 
os mmii + amortecer o impacto 
(concussão) deambulação ou 
corrida
 complexa mecânica do dorso 
reflete a ação coordenada:
* Das vértebras e dos discos 
intervertebrais
* De um sistema interligado de 
ligamentos entre partes anterior 
e posterior vértebras; entre 
processos espinhosos; e entre a 
lâmina de duas vértebras 
 Verifique a postura 
do usuário ao entrar 
na sala  posição do 
pescoço e do tronco.
 Avalie se a 
posição da cabeça = 
ereta, coordenação e 
a uniformidadeda 
movimentação do 
pescoço, e a facilida 
de de deambulação.
 expor todo o dorso 
p/a inspeção comple-
ta. Se possível, deve 
ficar de pé, na 
posição mais natural 
possível (com os pés 
unidos e os braços ao 
lado do corpo)  
cabeça = linha média 
 usuário sentado ou de pé  
palpe os processos espinhosos 
de cada uma das vértebras 
com seu polegar.
* pescoço  processos 
articulares das articulações = 
localizadas entre as vertebras 
cervicais 1 a 2 cm lateralmente 
os processos espinhosos de C 
II a C VII  estão 
profundamente localizadas ao 
mm trapézio e podem não ser 
palpáveis  musculatura do 
pescoço = relaxada. 
* Região lombar  vértebras 
fora de alinhamento  
processo espinhoso = 
proeminência / retração  dor 
à palpação?
PESCOÇO 
* Flexão: Mm. esternocleidomastóideo, 
escaleno, pré-vertebrais  “Encoste 
seu queixo no peito.”
* Extensão: Mm. esplênios da cabeça e 
do pescoço, pequenos músculos 
intrínsecos do pescoço  “Olhe para o 
teto.”
* Rotação: Mm. esternocleidomastóideo, 
pequenos músculos intrínsecos do 
pescoço  “Olhe por sobre um dos 
ombros e depois por sobre o outro 
ombro”
* Inclinação lateral: Mm. escalenos e 
pequenos músculos intrínsecos do 
pescoço  “Coloque seu ouvido no 
ombro”
Dor a palpação, perda de sensibili-
(continuação)
* Rotação: M abdominais, m 
intrínsecos do dorso  “Gire de 
um lado para o outro.”
Estabilize a pelve do paciente 
colocando uma das mãos no 
quadril do paciente e a outra no 
ombro oposto.
Efetue então a rotação do tronco, 
puxando o ombro e depois o quadril 
posteriormente. Repita essas 
manobras para o lado oposto.
3
adjacentes
* Dos grandes m superficiais, 
dos m intrínsecos mais 
profundos e dos m da parede 
abdominal
Ossos = 24 vértebras 
sustentadas pelo sacro e 
cóccix. (Processo espinhoso; 
Processos articulares; Forame 
vertebral)
Articulações = cartilaginosas 
ligeiramente móveis entre os 
corpos vertebrais e as faces 
articulares.
Grupos musculares: m 
trapézio e latíssimo do dorso 
constituem a grande camada 
muscular externa que se fixa de 
cada lado da coluna vertebral  
recobre:
* Mm esplênio da cabeça, 
esplênio do pescoço e 
sacroespinal (fixa a cabeça, 
pescoço e processos 
espinhosos)
* Mm psoas e mm parede 
abdominal (fixam a superfície 
anterior das vertebras)
+ mesmo plano do 
sacro, enquanto fi-
cam nivelados os om-
bros e a pelve.
 Inspecione o 
usuário de costas 
para você e procure 
identificar os marcos. 
* Processos espinho-
sos = proeminentes 
em C VII e T I e mais 
evidentes à flexão 
para diante
* mm paravertebrais 
de cada lado da linha 
média
* Cristas ilíacas
* Espinhas ilíacas 
posterossuperiores = 
“covinhas” na pele.
 inspecione por um 
dos lados e por tras
 
Perfil Curvaturas 
cervical, torácica e 
lombar.
* artic. sacroilíaca = 
concavidade sobre a espinha 
ilíaca posterossuperior
 Percussão  hipersensibili- 
dade (utiliza-se a superfície 
ulnar do punho, não com muita 
força. 
* mm paravertebrais = espas-
mo e hipersensibilidade?
Com o quadril flexionado e 
deitado sobre o lado oposto, 
palpe o nervo isquiático
Situa-se entre o trocanter maior 
e a tuberosidade isquiática, ao 
deixar a pelve através da 
incisura isquiática
 irradiação de dor  
nádegas, períneo ou mmii
 avalie lombalgia // 
compressão da cauda equina 
 paralisia dos mm ou 
disfunção intestinal/vesical
dade ou fraqueza muscular  ava-
liação cuidadosa neurológicas do 
pescoço + mmss
COLUNA VERTEBRAL 
* Flexão: Mm. psoas maior, psoas 
menor, quadrado lombar; músculos 
abdominais ligados as vertebras 
anteriores, como os oblíquos interno e 
externo e o reto do abdome  “Incline-
se para frente e tente tocar nos 
dedos dos pés” 
Observe a uniformidade e assimetria do 
movimento, a amplitude de movimento e 
a curva na região lombar. Com o 
prosseguimento da flexão, a 
concavidade lombar deve retificar-se.
Flexão Extensão
* Extensão: M. intrínsecos profundos do 
dorso = grupos eretor da espinha e 
transverso da espinha  “Incline-se 
para trás o mais que puder.” 
Apoie o paciente colocando sua mão na 
espinha ilíaca posterossuperior, com 
seus dedos apontando para a linha 
média.
* Inclinação lateral: Mm. 
abdominais, músculos intrínsecos 
do dorso  “Incline-se para o 
lado a partir da cintura.”
 Estabilize a pelve do paciente 
colocando sua mão no quadril dele. 
Repita para o lado oposto.
3
Posterior
Coluna vertebral em 
posição ortostática
QUADRIL
Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação
 localizada profundamente na 
pelve 
 atributos = força, estabilidade 
e grande amplitude de 
movimento. A estabilidade da 
artic. é essencial p/ sustentação 
de peso // profundo encaixe da 
cabeça do fêmur no acetábulo, 
de sua forte cápsula articular 
fibrosa e da poderosa muscula-
tura que cruza a artic. e se 
insere abaixo da cabeça do 
fêmur  ação de alavanca 
necessária p/ movimentação do 
fêmur.
Óssea: pelve = acetábulo, ilío e 
ísquio, inserção inf na sínfise 
pública e a conexão post c/ 
 começa pela obs. 
da marcha do usuá 
rio ao entrar na sala. 
Duas fases da mar-
cha.
1 - Postural – quando 
o pé está apoiado no 
solo e sustenta o pe-
so (60% do ciclo de 
caminhada)
2 - Oscilação – qdo o 
pé se move para 
diante e não sustenta 
peso (40% do ciclo).
a) Marcos osseos
Marcos anteriores
- Identifique a crista ilíaca na 
borda superior da pelve, ao 
nível de L IV
- Siga a curva anterior para 
baixo e localize o tubérculo 
ilíaco, que marca o ponto mais 
largo da crista, e continue em 
sentido descendente até a 
espinha ilíaca anterossupe-
rior
- Coloque seus polegares sobre 
as espinhas anterossuperiores 
e deslize os seus dedos, desde 
o tubérculo ilíaco até o 
trocanter maior do fêmur.
- Movimente, então, os seus 
polegares medial e obliqua-
* Flexão: M. iliopsoas  “Coloque seu 
joelho no peito e puxe-o contra o 
abdome”
* Extensão (hiperextensão): M. glúteo 
máximo  “Deite-se de bruços, 
depois dobre o joelho e levante-o” 
Ou “Deitado de costas, afaste a perna 
da linha média e pendure-a sobre a 
beirada da maca”
* Abdução: Mm. glúteos médio e mínimo 
 “Deitado de costas, afaste a perna 
da linha média.”
* Adução: Mm. adutor curto, adutor 
longo, adutor magno, pectíneo, grácil  
“Deitado de costas, dobre o joelho e 
mova a perna, afastando-a da linha 
(continuação)
* Abdução. Estabilize a pelve, 
mediante a compressão para baixo 
da espinha ilíaca anterossuperior 
oposta, com uma das mãos. 
Usando a mão livre, segure o 
tornozelo e realize a abdução da 
perna em extensão até sentir a 
movimentação da espinha ilíaca. 
Esse movimento marca o limite da 
abdução do quadril.
3
osso sacroilíaco
- face anterior do quadril:
* crista ilíaca no nível de L IV; 
* tubérculo ilíaco;
* espinha ilíaca anterossuperior;
* trocanter maior;
* tubérculo púbico
- face posterior do quadril:
* espinha ilíaca posterossuperior;
* trocanter maior; 
* tuberosidade isquiática;
* articulação sacroilíaca.
Grup musculares:
Grupo flexor situa-se na parte 
anterior e flexiona a coxa (m 
iliopsoas)
Grupo extensor localiza-se na 
parte posterior e estende a coxa 
(m glúteo máximo)
Grupo adutor é medial e 
movimenta a coxa em direção 
ao corpo. Os mm originam-se 
nos ramos do púbis e do ísquio 
e terminam por inserirem-se na 
face posteromedial do fêmur. 
Grupo abdutor é lateral 
estendendo-se da crista ilíaca 
até a cabeça do fêmur, e 
movimenta a coxa em direção 
contrária à do corpo (m. glúteo 
médio e glúteo mínimo), ajudam 
a estabilizar a pelve durante a 
fase estática da marcha.
Outras estruturas:
- Cápsula articular: forte e 
densa, estendendo-se desde a 
acetábulo ao colo femural, 
envolve e reforça a articulação 
do quadril
Inspecione marcha 
qto à largura da base, 
ao deslocamento da 
pelve e à flexão do 
joelho  A largura da 
base deve ser de 5 a 
10 cm de um calca- 
nhar ao outro. 
marcha normal = 
ritmo regular e 
contínuo.
 parte lombar da 
coluna vertebral  
lordose? + compri-
mento dos mmii = 
simetricos (pte em 
decúbito dorsal)
 superfíciesant e 
post do quadril  
atrofia ou contusão 
muscular?
mente até a tubérculo púbico 
que se situa no mesmo nível do 
trocanter maior.
Marcos posteriores 
- Palpe a espinha ilíaca 
posterossuperior diretamente 
abaixo das depressões visíveis 
logo acima das nádegas
- Colocando seu polegar e seu 
dedo indicador esquerdos 
sobre a espinha ilíaca pósteros-
superior, localize a seguir o 
trocanter maior lateralmente 
com seus dedos, no nível da 
prega glútea, e coloque seu 
polegar medialmente sobre a 
tuberosidade isquiática. 
A artic sacroilíaca nem 
sempre é palpável, mas pode
ser dolorosa à palpação. 
Observe que uma linha 
imaginária traçada ao longo 
das espinhas ilíacas pósteros-
superiores cruza a articulação 
no nível de S II.
b) Estruturas inguinais. 
Com o usuário em decúbito 
dorsal, solicite a ele que 
coloque o calcanhar da perna 
que está sendo examinada 
sobre o joelho oposto. Palpe, 
então, ao longo do ligamento 
inguinal (da espinha ilíaca 
anterossuperior até o tubérculo 
pélvico)
Mnemônico NAVEL // 
sequência de elementos 
anatômicos da região lateral 
para a medial: Nervo, Artéria, 
Veia, Espaço vazio, Linfonodo.
c) Bolsas 
média”.
* Rotação externa (lateral): Mm 
obturadores externo e interno, quadrado 
femoral, gêmeos superior e inferior  
“Deitado de costas, dobre o joelho e 
mova a perna e o pé cruzando a linha 
média”.
* Rotação interna: Mm. Iliopsoas  
“Deitado de costas, dobre o joelho e 
mova a perna e o pé, afastando-os da 
linha média.”
Manobras 
 Ajudar o paciente com os 
movimentos do quadril.
* Flexão. Coloque a sua mão sob a 
coluna lombar do usuário em decúbito 
dorsal. Solicite a ele que flexione um 
joelho de cada vez em direção ao tórax 
e puxe o joelho firmemente contra o 
abdome.
OBS: as costas deve encostar na mão 
do examinador
* Extensão. Com o usuário em decúbito 
* Adução. Estabilize a pelve, do 
paciente em decúbito dorsal, 
segure um dos tornozelos e 
movimente a perna medialmente 
cruzando o corpo e sobre o 
membro oposto.
* Rotação externa e interna. 
Flexione o membro inferior em 90° 
na altura do quadril e joelho, 
estabilize a coxa com uma das 
mãos, segure o tornozelo com a 
outra mão e gire a perna – 
medialmente para a rotação 
externa do quadril, e lateralmente 
para a rotação interna.
3
- 3 ligamentos sobrejacentes
- uma membr. Sinovial
- 3 bolsas principais:
* bolsa do psoas (iliopectinea / 
iliopsoas)
* bolsa trocantérica
* bolsa isquial
- bolsa iliopectínea (do psoas), 
localizada abaixo do ligamento 
inguinal, porém em um plano 
mais profundo, no caso de dor 
no quadril. 
- bolsa trocantérica (decúbito 
lateral e o quadril flexionado e 
em rotação interna)
- bolsa isquioglútea (situada 
sobre a tuberosidade isquiática) 
 palpável só qdo inflamada.
ventral, promova a extensão da coxa 
em sua direção, em um sentido 
posterior. Como alternativa, posicione o 
em decúbito dorsal, na beirada da 
mesa, e estenda a perna dele posterior-
mente.
JOELHO
Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação
É a maior artic. do corpo 
humano. Envolvendo:
* três ossos: o fêmur, a tíbia e a 
patela,
* 3 superfícies articulares: 2 
Examinar as 7 estru-
turas do joelho:
1 - meniscos medial
2 - meniscos lateral
3 - LCL 
 Solicite ao usuário que se 
sente na borda da mesa de 
exame, com os joelhos 
flexionados (pontos de 
referência anatômicos ficam 
* Flexão: Grupo isquiotibial: Mm. bíceps 
femoral, semitendíneo e semimem-
branáceo  “Dobre ou flexione o 
joelho” Ou “Agache-se no chão”
 Testar a estabilidade e a 
integridade ligamentar dos 
meniscos medial e lateral, o LCM e 
o LCL, o tendão patelar e o LCA e o 
LCP (não palpável), examinar 
3
entre o fêmur e a tíbia e 1 entre 
o fêmur e a patela.
Óssea: 
* Face medial, identifique o 
tubérculo adutor, o epicôndilo 
medial do fêmur e o côndilo 
medial da tíbia
* Face anterior, identifique a 
patela, que repousa sobre a 
superfície articular anterior do 
fêmur, no ponto médio entre os 
epicôndilos, embutida no tendão 
do músculo quadríceps femoral
* Face lateral, encontre o 
epicôndilo lateral do fêmur e o 
côndilo lateral da tíbia e a 
cabeça da fíbula.
Articulação
* tibiofemorais bicondilares são 
formadas pelas curvas conve-
xas dos côndilos medial e 
lateral do fêmur em sua 
articulação com os côndilos 
côncavos da tíbia.
* Artic.patelofemoral A patela 
desliza pelo sulco localizado na 
face anterior do fêmur distal, 
denominado sulco troclear, 
durante a flexão e a extensão 
do joelho.
Grupos musculares:
* movimentam e sustentam o 
joelho o m quadríceps femoral 
estende a perna, recobrindo as 
faces anterior, medial e lateral 
da coxa.
* mm isquiotibiais  respon-
sável pela flexão do joelho
Outras estruturas
* Meniscos medial e lateral 
amortecem a ação do fêmur 
4 – LCM
5 - LCA 
6 – LCP
7 - tendão patelar.
 LCA e LCP não 
são palpáveis, 
testados por 
manobras 
especificas.
 marcha = rítmica e 
regular enquanto ele 
adentra sala de exa-
me. O joelho deve es-
tar estendido quando 
o calcanhar toca o 
solo e flexionado em 
todas as outras fases 
de oscilação e 
postura
 Verifique o alinha-
mento e os contornos 
dos joelhos: atrofia 
dos músculos quadrí-
ceps femorais?
 Inspecione o desa-
parecimento das con-
cavidades normais 
em torno da patela e 
da bolsa suprapatelar 
edema?
mais visíveis + mm, tendões e 
ligamentos estão mais 
relaxados)
Artic. tibiofemoral. 
 Palpe a articulação tíbio-
femoral. De frente para o 
joelho, coloque seus polegares 
na depressão de tecido mole 
localizada de cada lado do 
tendão patelar  identifique o 
sulco da articulação tíbiofe-
moral. Observe que o polo in-
ferior da patela situa-se na 
linha articular tibiofemoral. Ao 
pressionar seus polegares para 
baixo é possível sentir a borda 
do platô tibial.
Acompanhe-o primeiro no sen-
tido medial e depois no sentido 
lateral, até ser interrompido 
pela convergência do fêmur e 
da tíbia. Movendo os polegares 
para cima, na direção da linha 
média, até a parte superior da 
patela, é possível acompanhar 
a superfície articular do fêmur e 
identificar as bordas da 
articulação.
- Palpe o menisco medial, com-
primindo a depressão de tecido 
mole medial ao longo da borda 
superior do platô tibial. É mais 
fácil palpar o menisco medial 
quando a tíbia apresentar uma 
ligeira rotação interna. Coloque 
o joelho em discreta flexão e 
palpe o menisco lateral ao 
longo da linha articular lateral.
-Compartimentos articulares 
medial e lateral da articulação 
tibiofemoral com o joelho flexio-
nado em aproximadamente 90° 
* Extensão: M. quadríceps: reto femoral, 
vasto medial, lateral e intermédio  
“Estenda a perna” Ou “Depois de se 
agachar no chão, fique de pé”
* Rotação interna: Mm. sartório, grácil, 
semitendíneo, semimembranáceo  
“Sentado, mova a parte inferior da 
perna em direção à linha média”
* Rotação externa: M. bíceps femoral  
“Sentado, mova a parte inferior da 
perna afastando-a da linha média”
Palpação (continuação)
Testes para palpação de derrame na 
articulação do joelho  detectar 
líquido na articulação:
 
1 - Sinal do Abaulamento: Coloque sua 
mão esquerda sobre o joelho do 
ambos os joelhos, história de 
traumatismo
Meniscos: medial e lateral
Teste de McMurray. Em decúbito 
dorsal, segure o calcanhar e 
flexione o joelho. Coloque a outra 
mão sobre a Artic do joelho, com os 
dedos e o polegar posicionados ao 
longo da linha articular medial. A 
partir do calcanhar faça a rotação 
lateral (externa) da perna, depois, 
empurre a parte lateral para aplicar 
tensão em valgo na face medial da 
artic. Ao mesmo tempo, faça a 
rotação externa da perna e 
estenda-a devagar.
A mesma manobra com rotação 
interna (medial) do pé exerce 
tensão sobre o menisco lateral. Se 
for auscultado ou palpado um 
estalido na linha articular durante a 
flexão e a extensão do joelho, ou se 
houver dor à palpação ao longo da 
linha articular, deve-se pesquisar 
uma possível ruptura posterior do 
menisco.
Ligamento Colateral medial 
(LCM)
Teste de tensãoem valgo 
(abdução) forçada. Em decúbito 
dorsal e o joelho discretamente 
flexionado, mova a coxa dele cerca 
de 30° lateralmente, em direção à 
3
sobre a tíbia. Esses discos 
fibrocartilaginosos em forma de 
crescente conferem ao platô 
tibial, em geral plano, uma 
superfície em forma de taça
* Ligamento colateral medial 
(LCM) não é facilmente palpável 
e corresponde a um ligamento 
largo e plano, que conecta o 
epicôndilo medial do fêmur ao 
côndilo medial da tíbia. A parte 
medial do LCM também se fixa 
ao menisco medial
* Ligamento colateral lateral 
(LCL) conecta o epicôndilo 
lateral do fêmur com a cabeça 
da fíbula. O LCM e o LCL 
proporcionam estabilidade 
medial e lateral à articulação do 
joelho.
* Ligamento cruzado anterior 
(LCA) cruza obliquamente da 
tíbia medial anterior para o 
côndilo lateral do fêmur, 
impedindo que a tíbia deslize 
para frente por sobre o fêmur.
* Ligamento cruzado posterior 
(LCP) vai da parte posterior da 
tíbia e do menisco lateral até o 
côndilo lateral do fêmur, 
impedindo a tíbia de deslizar 
para trás por sobre o fêmur.
* Espaço indrapatelar negativo 
e bolsa suprapatelar:
 inspecione as concavidades 
que são evidentes adjacentes e 
superiores a cada lado da 
patela, conhecidas como espa-
ço infrapatelar negativo . 
sobre a mesa de exame. 
- Compartimento medial. Me-
dialmente, mova seus polega-
res para cima para palpar o 
côndilo medial do fêmur. O 
tubérculo adutor fica posterior 
ao côndilo medial do fêmur. 
Mova seus polegares para 
baixo para palpar o platô tibial 
medial.
- Palpe ao longo da linha articu- 
lar e identifique o LCM, que une 
o epicôndilo medial do fêmur ao 
côndilo medial e à face superior 
medial da tíbia. Palpe ao longo 
desse ligamento largo e plano, 
desde sua origem até sua 
inserção.
- Compartimento lateral. Late-
ralmente ao tendão patelar, 
mova seus polegares para cima 
para palpar o côndilo lateral do 
fêmur e para baixo para palpar 
o platô lateral da tíbia. Os 
epicôndilos do fêmur situam-se 
lateralmente aos côndilos do 
fêmur quando o joelho está 
flexionado.
-Compartimento patelofemoral. 
Localize agora a patela e a-
companhe o tendão patelar dis-
talmente até palpar a tubero-
sidade tibial. Solicite ao usuário 
que estenda a perna, no intuito 
de se certificar da integridade 
do tendão patelar.
- Em decúbito dorsal e o joelho 
estendido, comprima a patela 
contra o fêmur subjacente. 
Solicite ao usuário que contraia 
paciente em extensão e comprima a 
bolsa suprapatelar, deslocando ou 
“ordenhando” o líquido para baixo.
2 - Sinal do Balão: Coloque seu polegar 
e o indicador da mão direita de cada 
lado da patela; com a mão esquerda, 
comprima a bolsa suprapatelar contra o 
fêmur. Palpe o liquido ejetado nos 
espaços próximos a patela sob seu 
polegar e indicador.
3 - Rechaço da Patela: Para avaliar 
grandes derrames, pode-se também 
comprimir a bolsa suprapatelar e 
“rechaçar” ou empurrar a patela 
firmemente contra o fêmur. Fique atento 
ao líquido retornando para a bolsa 
suprapatelar.
borda da mesa de exame. Coloque 
uma das suas mãos contra a parte 
lateral do joelho, para estabilizar o 
fêmur, e a outra mão em torno da 
parte medial do tornozelo. Empurre 
medialmente o joelho e puxe 
lateralmente o tornozelo, de forma 
a “abrir” a articulação do joelho na 
sua parte medial (tensão em valgo).
Ligamento colateral lateral (LCL)
Teste de tensão em varo (adução) 
forçada. Com a coxa e o joelho do 
paciente na mesma posição, mude 
sua posição para poder colocar 
uma das mãos contra a superfície 
medial do joelho e a outra em torno 
da parte lateral do tornozelo. 
Empurre lateralmente o joelho e 
puxe medialmente o tornozelo, de 
forma a “abrir” a articulação do 
joelho na sua parte lateral (tensão 
em varo).
Ligamento cruzado anterior 
(LCA)
Sinal da gaveta anterior. Com o 
paciente em decúbito dorsal, os 
quadris flexionados, os joelhos fle-
xionados a 90° e os pés apoiados 
na mesa, coloque suas mãos envol-
3
Bolsas:
* bolsa pré-patelar: localiza-se 
entre a patela e a pele 
sobrejacente. 
* bolsa anserina situa-se de 2,5 
a 5 cm abaixo da articulação do 
joelho na superfície medial, pro-
ximal e medialmente às fixa-
ções dos músculos isquiotibiais 
mediais sobre a tíbia proximal. 
Ela não pode ser palpada de-
vido a esses tendões sobre-
jacentes. 
o músculo quadríceps femoral, 
pois isto faz com que a patela 
se desloque distalmente no 
sulco troclear. Verifique se o 
movimento de deslizamento é 
uniforme (o teste do rangido 
patelofemoral).
- Bolsas suprapatelar, pré-
patelar e anserina. Palpar 
qualquer espessamento ou 
edema na bolsa suprapatelar e 
ao longo das bordas da patela. 
Inicie a palpação 10 cm acima 
da borda superior da patela, 
bem acima da bolsa, e palpe as 
partes moles entre o seu 
polegar e os outros dedos. 
Mova sua mão no sentido 
distal, em etapas progressivas, 
tentando identificar a bolsa. 
Continue a sua palpação pelos 
lados da patela e verifique se 
há dor à palpação ou 
temperatura superior à dos 
tecidos circundantes.
vendo o joelho, com os polegares 
sobre a linha articular medial e 
lateral e os outros dedos nas in-
serções medial e lateral dos mús-
culos isquiotibiais. Puxe a tíbia para 
frente e observe se ela desliza 
nesse sentido (como uma gaveta) 
deixando sua posição debaixo do 
fêmur. Compare o grau de movi-
mento para frente com o joelho 
oposto.
Teste de Lachman. Coloque o 
joelho do paciente em flexão de 15° 
e rotação externa. Segure a região 
distal do fêmur com uma das mãos 
e a região superior da tíbia com a 
outra. Coloque o polegar da mão 
apoiada na tíbia sobre a linha 
articular e, simultaneamente, puxe 
a tíbia para frente e o fêmur para 
trás. Faça uma estimativa do grau 
de movimentação para frente.
Ligamento cruzado posterior 
(LCP)
Sinal da gaveta posterior. 
Posicione o paciente e coloque 
suas mãos nas posições descritas 
para o teste da gaveta anterior. 
Empurre a tíbia no sentido posterior 
3
e observe o grau de movimento 
para trás do fêmur.
 
TORNOZELO E PÉ
Visão Geral Inspeção Palpação Amplitude de movimento Manobras/Avaliação
 O peso total do corpo é 
transmitido através do tornozelo 
para o pé. O tornozelo e o pé 
precisam equilibrar o corpo + 
absorver os impactos proveni-
entes da batida do calcanhar no 
solo e da marcha. 
O tornozelo e o pé são locais 
frequentes de entorses e lesões 
ósseas, apesar do acolchoa-
mento espesso nos dedos dos 
pés, nas plantas dos pés e no 
calcanhar, além dos ligamentos 
estabilizadores nos tornozelos. 
 Óssea e artic: articulação do 
tipo gínglimo, formada pela tí-
bia, pela fíbula e pelo tálus.
Artic. tibiotalar, situada entre a 
tíbia e o tálus, e a articu. Talo-
calcânea. Observe os principais 
marcos anatômicos do torno-
zelo: o maléolo medial, a proe-
minência óssea na extremidade 
distal da tíbia e o maléolo la-
teral, na extremidade distal da 
fíbula. O calcâneo, ou cal-
canhar, fica situado abaixo do 
tálus e projeta-se para trás.
As cabeças dos ossos metatar-
Observe todas as 
superfícies dos torno-
zelos e dos pés  
deformidades, nódu-
los, edema, cornos 
cutâneos ou calosida- 
des? 
Palpe com os polegares a face 
anterior de cada Artic. do 
tornozelo  empastamento, e-
dema ou hipersensibilidade? 
Sinta o tendão de Aquiles  
nódulos e dor?
Palpe o calcanhar, especial-
mente as partes posterior e 
inferior, bem como a fáscia 
plantar, e verifique se isso pro-
voca dor.
Verifique se a palpação dos 
ligamentos medial e lateral do 
tornozelo e dos maléolos me-
dial e lateral provoca dor, es-
pecialmente nos casos de 
traumatismo.
Palpe as artic. Metatarsofa- 
lângicas, Verificando se isso 
provoca dor. Comprima a parte 
anterior do pé entre o polegar e 
os dedos. Comprima um ponto 
* Flexão do tornozelo (flexão plantar): 
Mm. gastrocnêmio, sóleo, plantar, tibial 
posterior  “Aponte o pé para o 
chão”
* Extensão do tornozelo (dorsiflexão): 
Mm. tibial anterior, extensor longo dos 
dedos e extensor longo do hálux  
“Aponte o pé para o teto”
* Inversão:Mm. tibiais posterior e 
anterior  “Incline o calcanhar para 
dentro”
* Eversão: Mm. fibulares longo e curto 
 “Incline o calcanhar para fora”
Artic. do tornozelo (tibiotalar). 
Promova a dorsiflexão e a flexão 
plantar do pé do paciente ao nível 
do tornozelo.
Artic. talocalcânea. 
Estabilize o tornozelo com uma das 
mãos, segure o calcanhar com a 
outra e efetue a inversão e a 
eversão do pé.
3
sais são palpáveis na parte na-
terior da planta do pé. Também 
identifique na parte anterior do 
pé as articulações
Metatarsofalângicas (MTF), pro-
ximais às membranas inter-
digitais, e as articulações Inter-
falângicas proximais (IFP) e 
distais (IFD) dos dedos do pé.
O movimento na artic do torno-
zelo limita-se à dorsiflexão e à 
flexão plantar. A flexão plantar é 
realizada pelos m gastrocnêmio 
e tibial posterior e pelos m 
flexores dos dedos dos pés. Os 
tendões localizam-se atrás dos 
maléolos. Os dorsiflexores in-
cluem o mm tibial anterior e os 
músculos extensores dos dedos 
dos pés. Eles se situam de ma-
neira proeminente na superfície 
anterior, ou dorso, do tornozelo, 
anteriormente aos maléolos.
 
imediatamente proximal às 
cabeças do 1º e do 5º meta-
tarsais.
Palpe as cabeças dos cinco 
ossos metatarsais e os sulcos
entre eles com seu polegar e 
indicador. Coloque seu polegar 
no dorso do pé e o indicador na 
superfície plantar.
Artic transversa do tarso.
Estabilize o calcanhar e efetue a 
inversão e a eversão da parte 
anterior do pé.
Artic. metatarsofalângicas. Mova a 
falange proximal de todos os dedos 
dos pés para cima e para baixo.
P á g i n a | 13 
 
 
BIN @ FANTIN 
Sistema neurológico 
❖ Exame do estado mental: consciência, atenção e 
orientação. 
❖ Exame da fala (articulação e expressão através da 
palavra falada). 
❖ Exame dos nervos cranianos: avaliar o tamanho e a 
reatividade pupilar (II e III nervos cranianos), realizar o 
exame de fundo de olho (II nervo craniano), avaliar 
a motricidade ocular (III, IV e VI nervos cranianos). 
Avaliar a mímica facial (VII nervo craniano). Avaliar a 
motricidade da língua (XII nervo craniano). Obs: 
quando frente a queixas específicas (hipoacusia, 
p.ex.), realizar a avaliação do nervo potencialmente 
envolvido (VIII nervo, vestíbulo-coclear). 
❖ Exame da motricidade: avaliar a motricidade 
voluntária, a espontânea e a motricidade reflexa 
(realizar os reflexos bicipital, patelar e aquileu). Avaliar 
a força e o tônus muscular com atenção a possíveis 
atrofias. Avaliar o reflexo cutâneo-plantar. 
❖ Exame da marcha: peça ao paciente para andar em 
linha reta, preferencialmente em um corredor. 
Sensibilize a pesquisa, se necessário, solicitando ao 
paciente que deambule no calcanhar e na ponta dos 
pés. 
❖ Exame da coordenação motora e equilíbrio: realizar 
prova índex-nariz-índex Pesquisa do sinal de 
romberg. 
❖ Exame da sensibilidade: pesquisa da sensibilidade 
superficial (tátil e dolorosa) e profunda (vibratória). 
❖ Exame neurovascular: palpação das artérias 
temporais superficiais e ausculta carotídea. 
 
1 
 
 
INTERAÇÃO COMUNITÁRIA III _ 2023 
EXAME FÍSICO SISTEMA NEUROLÓGICO 
 
PARTE 1 
ANAMNESE: 
• Data do início da doença: Aguda, subaguda ou crônica. 
• Evolução cronológica dos sintomas: quando e como os sintomas foram surgindo ou 
desaparecendo. 
• Exames e tratamentos realizados: avaliar/interpretar os resultados 
• Estado atual do paciente: exame físico no momento do exame 
• Antecedentes Familiares: Ênfase às doenças musculares e heredodegenerativas, investigar 
consanguinidade dos pais, doenças contagiosas e incompatibilidade sanguínea materno-fetal. 
• Antecedentes pessoais: Condições pré-natais, condições do nascimento, condições do 
desenvolvimento psicomotor, aleitamento materno, vacinações, doenças anteriores e hábitos de 
vida. 
 
SINAIS E SINTOMAS: 
A. Distúrbios da consciência: 
Atualmente opta-se por usar a Escala de Coma de Glasgow para avaliação do nível de consciência. 
 
 
 
SORRISO-MT 
13 
 
PARTE 2 
• Estado mental: avaliação da orientação temporoespacial, memória e linguagem. Pode ser avaliado 
aplicando o Miniexame do Estado Mental (MEEM): 
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• Gnosias: Significa reconhecimento (função do córtex cerebral) 
A sua perda dá-se o nome de agnosia, cujas manifestações mais importantes são para o 
reconhecimento dos sons (agnosia auditiva), da visão de objetos (cegueira cortical ou psíquica), dos 
objetos colocados em sua mão ao ser suprimida a visão (estereoagnosia), do próprio corpo em relação 
ao espaço (somatoagnosia), da fisionomia alheia (prosopoagnosia) ou de sua própria 
(autoprosopoagnosia). Vale ressaltar a possibilidade de associação de manifestações, configurando a 
clássica síndrome de Gerstmann: desorientação direita esquerda, agnosia digital bilateral, acalculia e 
disgrafia. A lesão situa-se no lobo parietal dominante, na porção posterior e inferior. As lesões 
causadoras dos distúrbios gnósticos localizam se em pontos diversos do cérebro, mas predominam no 
córtex dos lobos parietal, temporal e occipital. Tais lesões costumam decorrer de acidentes vasculares 
cerebrais, traumatismo cranioencefálico e neoplasia. 
➢ Agnosia auditiva: Perda do reconhecimento dos sons. 
 
➢ Cegueira: Perda do reconhecimento da visão de objetos. 
 
➢ Astereoagnosia: Perda de reconhecimento de objetos colocados em sua mão ao ser 
suprimida a visão. 
 
➢ Somatoagnosia: Perda do reconhecimento do próprio corpo em relação ao espaço. 
 
➢ Prosopoagnosia: Perda de reconhecimento da fisionomia alheia. 
 
➢ Autoprosopoagnosia: Perda de reconhecimento da sua própria fisionomia. 
14 
 
• Praxias: significa atividade gestual consciente e intencional. 
➢ Apraxia: dificuldade ou incapacidade de realizar atividade gestual consciente e 
intencional, sem que haja paralisias, ataxias ou hipercinesias. 
 
➢ Apraxia construtiva: Corresponde à perda dos gestos normalmente organizados, tais 
como: desenhar, modelar ou copiar modelos. 
 
➢ Apraxia ideomotora: Reflete a dificuldade ou a incapacidade para a execução de gestos 
simples, permanecendo inalteradas a atividade automática e a ideia do ato a ser realizado. 
Assim, quando se ordena que o paciente segure a sua orelha ou bata três vezes na porta 
ou sobre a mesa, ele, apesar do entendimento, não consegue realizar os atos 
determinados ou os faz com dificuldade variável. 
 
➢ Apraxia ideatória: Ocorre quando diferentes gestos simples, realizados isoladamente, ao 
serem constituídos em um ato mais complexo, perdem ou reduzem a sua sequência lógica 
e harmoniosa. Dê ao paciente, por exemplo, uma caixa de fósforos e um maço de cigarros, 
e ele terá dificuldade ou incapacidade para executar todos os atos que o levariam a fumar: 
retirar o palito da caixa de fósforos e o cigarro do maço, levar o cigarro à boca, riscar o 
palito, acender o cigarro e fumar. 
 
➢ Apraxia do vestir: É caracterizada pela dificuldade ou incapacidade para executar os atos 
habituais de despir se ou vestir-se. O paciente apresenta dificuldade variável para abotoar 
a camisa, vestir a manga da camisa, dar o nó na gravata – ou a coloca antes da camisa. As 
lesões ocupam a topografia retrorrolândica direita. 
 
➢ Apraxia da marcha: Causada pela lesão frontal de ambos os hemisférios, que propicia o 
aparecimento de dificuldade da marcha, em especial o seu início. 
 
➢ Apraxia bucolinguofacial: Consiste na alteração dos gestos da mímica facial, da boca e da 
língua, permanecendo inalterado o automatismo. Decorre de lesões frontais e do 
hemisfério esquerdo. O paciente não consegue realizar adequadamente atos simples, 
como mostrar a língua ou os dentes, colocar a língua em diversas posições, reproduzir a 
mímica de sorrir, chorar ou beijar. 
 
 
J. Marcha ou equilíbrio dinâmico 
• Disbasia: Atodo e qualquer distúrbio da marcha, dá-se o nome de disbasia. pode ser uni ou 
bilateral, e os tipos mais representativos são determinados a seguir. 
➢ Marcha heliocópode, ceifante ou hemiplégica: Ao andar, o paciente mantém o membro 
superior fletido em 90°C no cotovelo e em adução, e a mão fechada em leve pronação. O 
membro inferior do mesmo lado é espástico, e o joelho não flexiona. Devido a isso, a perna 
tem de se arrastar pelo chão, descrevendo um semicírculo quando o paciente troca o 
passo. Esse modo de caminhar lembra o movimento de uma foice em ação. Aparece nos 
pacientes que apresentam hemiplegia espástica, cuja causa mais comum é acidente 
vascular cerebral. 
 
➢ Marcha anseriana ou de pato: O paciente para caminhar acentua a lordose lombar e vai 
inclinando o tronco ora para a direita, ora para a esquerda, alternadamente, lembrando o 
15 
 
andar de um pato. É encontrada em doenças musculares e traduz diminuição da força dos 
músculos pélvicos e das coxas. 
 
➢ Marcha parkinsoniana: O doente anda como um bloco, enrijecido, sem o movimento 
automático dos braços. A cabeça permanece inclinada para a frente, e os passos são 
miúdos e rápidos, dando a impressão de que o paciente “corre atrás do seu centro de 
gravidade” e vai cair para a frente. Ocorre nos portadores da doença de Parkinson. 
 
➢ Marcha cerebelar ou do ébrio: Ao caminhar, o doente ziguezagueia como um bêbado. Esse 
tipo de marcha traduz incoordenação de movimentos em decorrência de lesões do 
cerebelo. 
 
➢ Marcha tabética: Para se locomover, o paciente mantém o olhar fixo no chão; os membros 
inferiores são levantados abrupta e explosivamente, e, ao serem recolocados no chão, os 
calcanhares tocam o solo de modo bem pesado. Com os olhos fechados, a marcha 
apresenta acentuada piora, ou se torna impossível. Indica perda da sensibilidade 
proprioceptiva por lesão do cordão posterior da medula. Aparece na tabes dorsalis 
(neurolues), na mielose funicular (mielopatia por deficiência de vitamina B12, ácido fólico 
ou vitamina B6), mielopatia vacuolar (ligada ao vírus HIV), mielopatia por deficiência de 
cobre após cirurgias bariátricas, nas compressões posteriores da medula (mielopatia 
cervical). 
 
➢ Marcha de pequenos passos: É caracterizada pelo fato de o paciente dar passos muito 
curtos e, ao caminhar, arrastar os pés como se estivesse dançando “marchinha”. Aparece 
na paralisia pseudobulbar e na atrofia cortical degenerativa. 
 
➢ Marcha vestibular: O paciente com lesão vestibular (labirinto) apresenta lateropulsão 
quando anda; é como se fosse empurrado para o lado ao tentar mover-se em linha reta. Se 
o paciente for colocado em um ambiente amplo e lhe for solicitado ir de frente e voltar de 
costas, com os olhos fechados, ele descreverá uma figura semelhante a uma estrela, daí 
ser denominada também marcha em estrela. 
 
➢ Marcha escarvante: Quando o doente tem paralisia do movimento de flexão dorsal do pé, 
ao tentar caminhar, toca com a ponta do pé o solo e tropeça. Para evitar isso, levanta 
acentuadamente o membro inferior, o que lembra o “passo de ganso” dos soldados 
prussianos. 
 
➢ Marcha claudicante: Ao caminhar, o paciente manca em um dos lados. Ocorre na 
insuficiência arterial periférica, em lesões do aparelho locomotor e na estenose do canal 
vertebral lombar. 
 
➢ Marcha em tesoura ou espática: Os dois membros inferiores enrijecidos e espásticos 
permanecem semifletidos, os pés se arrastam e as pernas se cruzam uma na frente da outra 
quando o paciente tenta caminhar. O movimento das pernas lembra uma tesoura em 
funcionamento. Esse tipo de marcha é bastante frequente nas manifestações espásticas da 
paralisia cerebral. 
 
 
 
16 
 
K. Coordenação motora: 
• Ataxia: A perda de coordenação. 
 
• Diadococinesia: Prova calcanhar e joelho. Na posição de decúbito dorsal, o paciente é solicitado a 
tocar o joelho oposto com o calcanhar do membro a ser examinado. A prova deve ser realizada 
várias vezes, de início com os olhos abertos; depois, fechados. Nos casos de discutível alteração, 
“sensibiliza-se” a prova mediante o deslizamento do calcanhar pela crista tibial, após tocar o joelho. 
Diz-se que há dismetria (distúrbio na medida do movimento) quando o paciente não consegue 
alcançar com precisão o alvo. 
 
Prova dos movimentos alternados: 
Determina-se ao paciente que realize movimentos rápidos e alternados, tais como: abrir e fechar a 
mão, movimento de supinação e pronação, extensão e flexão dos pés. Tais movimentos denominam-se 
diadococinesia, e a capacidade de realiza-los é chamada eudiadococinesia. Sua dificuldade é designada 
disdiadococinesia e a incapacidade de realiza-los recebe o nome de adiadococinesia. 
 
• Eudiadococinesia: Capacidade de realizar os movimentos rápidos e alternados. 
 
• Disdiadococinesia: Dificuldade de realizar os movimentos rápidos e alternados. 
 
• Adiadococinesia: Incapacidade de realizar os movimentos rápidos e alternados. 
 
 
L. Pupilas 
• Discoria: A irregularidade do contorno pupilar. 
 
• Midriase: Quando o diâmetro pupilar se acha aumentado. 
 
• Miose: Diâmetro pupilar se acha diminuído. 
 
• Isocoria: Igualdade de diâmetro pupilar. 
 
• Anisocoria: Desigualdade no diâmetro pupilar 
 
• Diâmetro pupilar: 
 
17 
 
EXAME FÍSICO: 
PARTE 3 
Avaliação Habilidade Interpretação 
PESCOÇO E COLUNA CERVICAL 
Limitação dos 
movimentos 
Movimento de extensão, flexão, rotação e 
lateralizarão da cabeça. 
Graduação de leve a grave. 
Relacionado a doenças 
osteomusculares, meningites, 
HSA e outras. 
 
Rigidez de nuca 
Paciente em DD e MMSSII estendidos, 
examinador coloca uma das mãos na região 
occipital e, suavemente, tenta fletir a cabeça do 
paciente. 
Espera-se movimento fácil e 
amplo. 
Relacionado à HSA e 
meningite. 
 Prova de 
Brudzinski 
Paciente em DD e MMSSII estendidos, 
examinador repousa uma das mãos sobre p 
tórax do paciente e a outra na região occipital, 
executando uma flexão forçada da cabeça. 
Positiva quando o paciente 
flete p MMII e fisionomia de 
sensação dolorosa. 
 
COLUNA LOMBOSSACRA 
Limitação dos 
movimentos 
Movimentos de flexão, extensão, rotação e 
lateralização da coluna. 
Observa-se limitação na 
amplitude de movimentos. 
 
Prova de Lasègue 
Paciente em DD e MMII estendidos, 
examinador levanta um dos membros 
estendidos. 
Positiva quando paciente 
reclama de dor na face 
posterior de membro com 
cerca de 30º de elevação. 
 
Prova de Kerning 
Extensão da perna, estando a coxa fletida em 
ângulo reto sobre a bacia e a perna sobre a 
coxa 
Positiva quando o paciente 
sente dor ao longo do trajeto 
do nervo ciático e tenta 
impedir o movimento. 
 
18 
 
MARCHA 
Alteração de 
marcha 
Solicite para que o paciente deambule pelo 
consultório Classificar o tipo de disbasia. 
 
EQUILÍBRIO 
Prova de 
Romberg 
Paciente em posição vertical, com os pés juntos 
e olhando para frente, permanecendo assim 
por alguns segundos. Em seguida ordena-se 
para que o paciente feche os olhos. 
Positiva quando apresenta 
oscilações do corpo, com 
desequilíbrio e forte 
tendência à queda. 
 
FORÇA MUSCULAR 
Verificação força 
no bíceps 
braquial 
Paciente com braço fletido, examinador com 
mão em punho e cotovelo. Paciente com 
movimento de flexão do antebraço, com 
oposição aplicada pelo examinador. 
Classificação: 
- Força normal nos 4 
membros 
- Força discretamente 
diminuída 
- Força moderadamente 
diminuída 
- Força muito reduzida 
- Força abolida 
 
Menos utilizado: 
Grau: 
Grau V: força normal 
Grau IV: movimento completo contra a força 
da gravidade e contra certa força do 
examinador 
Grau III: movimento contra a força da 
gravidade 
Grau II: movimento completo sem a força da 
gravidade 
Grau I: discreta contração muscular 
Grau 0: nenhum movimento observável 
 
Verificação força 
no tríceps 
braquial 
Paciente com braço fletido, examinador com 
mão em punho e ombro. Paciente com 
movimento de extensão do antebraço, com 
oposição aplicada pelo examinador.Verificação força 
dos punhos 
Examinador com mão em punho e dedos. 
Paciente com movimento de flexão do punho, 
com oposição aplicada pelo examinador. 
 
Verificação força 
dos dedos e 
polegar 
Examinador com mão em punho e sob os 
dedos. Paciente com movimento de flexão dos 
dedos, com oposição aplicada pelo 
examinador. 
 
19 
 
Verifica flexão e 
extensão da 
perna 
Paciente em DD. Examinador com mão em 
perna e coxa. Paciente com movimento de 
flexão e extensão da perna, com oposição 
aplicada pelo examinador. 
 
Verifica flexão e 
extensão da coxa 
Paciente em DD e perna fletida em 90º. 
Examinador com mão em perna/pé e coxa. 
Paciente com movimento de flexão e extensão 
da coxa, com oposição aplicada pelo 
examinador. 
Verifica flexão 
dorsal e plantar 
dos pés 
Paciente em DD. Examinador com mão em 
joelho e pés. Paciente com movimento de 
flexão e extensão do pé, com oposição aplicada 
pelo examinador. 
 
Teste dos Braços 
estendidos 
Braços totalmente expendidos, paralelo ao 
solo. Faz de olho aberto e, depois, fechado. 
Observa se há desvio postural 
(acima de 2 a 3cm) 
 
Manobra de 
Mingazzini 
Em DD, coxas levantadas em ângulo reto, 
pernas fletidas em ângulo reto em relação às 
coxas. 
Observa-se queda do membro 
afetado. 
 
TONUS MUSCULAR 
Avaliação do 
tônus muscular 
Paciente em DD e completo relaxamento 
muscular. Examinador: Inspeciona a existência 
ou não de achatamento das massas musculares 
Busca identificar a diminuição 
(hipotonia) ou o aumento 
 
20 
 
em contato com o leito, avalia os movimentos 
passivos dos MMSSII. Palpa as massas 
musculares e averigua o grau de consistência 
muscular. Realiza balanço passivo (examinador 
segura e balança o antebraço, observando o 
movimento da mão). 
(hipertonia) do tônus 
muscular. 
COORDENAÇÃO MOTORA 
Prova dedo-nariz 
Com o membro superior estendido 
lateralmente, solicita-se ao paciente, em pé ou 
sentado, tocar a ponta do nariz com o 
indicador, com olhos aberto e depois fechado. 
Paciente alcança o alvo. 
 
Prova calcanhar-
joelho 
Em DD o paciente é solicitado a tocar o joelho 
oposto com o calcanhar do membro a ser 
examinado, com olhos aberto e depois 
fechado. 
Paciente alcança o alvo. 
 
Prova dos 
movimentos 
alternados 
Determine que o paciente realize movimentos 
rápidos e alternados (abrir e fechar a mão, 
supinação e pronação, extensão e flexão dos 
pés) 
Paciente realiza o movimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
PARTE 4 
REFLEXOS SUPERFICIAIS 
Calcâneo-plantar 
(Sinal de 
Babinski) 
DD e MMII estendidos, o examinador estimula 
superficialmente a região plantar, próximo a 
borda lateral e desliza no sentido 
posteroanterior, fazendo um leve semicírculo 
na parte mais anterior. 
Resposta alterada é a 
extensão dos dedos 
(movimento de leque). 
 
Reflexo cutâneo-
abdominal 
DD e parede abdominal em com parede 
abdominal em completo relaxamento, o 
examinador estimula o abdome do paciente no 
sentido da linha mediana em três níveis: 
superior, médio e inferior. 
Contração do musculo 
abdominal (determinado por 
leve deslocamento da cicatriz 
umbilical). 
 
REFLEXOS PROFUNDOS 
Aquileu 
Estimulo feito através da percussão com 
martelo de reflexos na região do tendão de 
Aquilies. 
Flexão do pé 
 
Patelar 
Estimulo feito através da percussão com 
martelo de reflexos na região do tendão 
rotuliano (porção inferior do joelho) 
Extensão da perna 
 
Flexor dos dedos 
Estimulo feito através da percussão com 
martelo de reflexos na região da face anterior 
do punho. 
Flexão dos dedos da mão. 
 
22 
 
Supinador 
Estimulo feito através da percussão com 
martelo de reflexos na região do punho – 
apófise estiloide do rádio. 
Flexão do antebraço. 
 
Pronador 
Estimulo feito através da percussão com 
martelo de reflexos na região do punho – 
processo estiloide da ulna. 
Pronação da mão e antebraço 
 
Biciptal 
Estimulo feito através da percussão com 
martelo de reflexos na região do cotovelo/fossa 
antecubital – tensão distal do bíceps. 
Flexão do antebraço 
 
Triciptal 
Estimulo feito através da percussão com 
martelo de reflexos na região do 
cotovelo/porção inferior do antebraço – tensão 
distal do tríceps. 
Extensão do antebraço. 
 
SENSIBILIDADE 
23 
 
Tátil Roçar em várias partes do corpo um pedaço de algodão ou pincel macio. 
*Necessário que o paciente 
esteja de olhos fechados, 
evitar sugestões e roupas 
sumárias. 
 
 
 
 
 
Espera-se que paciente 
reconheça o tipo e local do 
estímulo sensitivo. 
 
Térmica Tubos de ensaio com água quente e fria tocam várias partes do corpo. 
 
Dolorosa 
Estilete rombo, capaz de provocar dor sem 
ferir, deve ser tocado em várias partes do 
corpo. 
 
Vibratória Diapasão é estimulado e colocado em saliências ósseas. 
 
Cinético-postural 
(Batiestesia) 
Deslocando qualquer segmento do corpo em 
várias direções, em certo momento, fixa-se o 
segmento. Usa-se hálux ou polegar. 
 
À pressão 
(Barestesia) 
Compressão manual em qualquer parte do 
corpo, em especial nos músculos. 
 
Estereognesia Reconhecimento de objeto (chave, botão, grampo cabelo) na mão sem o auxílio da visão. 
 
Proprioceptiva 
Colocar um dos membros numa determinada 
posição e solicitar para que coloque o membro 
homólogo na mesma posição 
 
Grafestesia Capacidade de perceber a escrita de palavras ou números escrita sobre a pele. 
 
PARTE 5 
24 
 
NERVOS CRANIANOS 
I - Olfatório 
Aproximar de cada narina substâncias como 
café, canela, cravo, álcool, estando o paciente 
de olhos fechados. 
*Afastar as condições que 
interfiram no olfato. 
 
Paciente deve reconhecer o 
aroma. 
II - Óptico 
Teste da Acuidade visual [Snellen] 
Respostas de acordo com o 
exame realizado. 
 
Campo visual [Teste H] 
Fundoscopia 
III - Oculomotor 
IV - Troclear 
VI - Abducente 
Paciente com a cabeça imóvel, examinador 
solicita para que desloque os olhos no sentido 
horizontal e vertical. Respostas de acordo com o 
exame realizado. 
 
Prova de Convergência ocular 
Reflexo fotomotor (direto, consensual e 
acomodativo) 
V - Trigêmio 
Raiz motora 
Avaliação de atrofia na região temporal e 
masseteriana. 
Ausência de atrofia na região 
temporal e masseteriana; 
abertura da boca, cerrar os 
dentes, lateralização da 
mandíbula: sem 
alterações/limitação. 
 
Abertura da boca 
Cerrar os dentes 
Lateralização da mandíbula. 
V - Trigêmio 
Raiz sensitiva 
Reflexo córneo-palpebral: mecha de algodão 
tocando entre a esclera e córnea, olhos 
voltados para lado oposto. 
Contração orbicular das 
pálpebras. 
 
Avaliação de sensibilidade (conforme 
apresentado anteriormente) nos ramos 
oftálmicos. 
Avaliação de sensibilidade (conforme 
apresentado anteriormente) nos ramos maxilar 
25 
 
Avaliação de sensibilidade (conforme 
apresentado anteriormente) nos ramos maxilar 
e mandibular. 
 
VII - Facial 
Solicita-se ao paciente que enruga a testa. 
Resposta esperada é que 
paciente atenda as 
solicitações. 
 
Solicita-se ao paciente que franze o supercílio. 
Solicita-se ao paciente que fecha as pálpebras. 
Solicita-se ao paciente que mostre os dentes. 
Solicita-se ao paciente que abra a boca. 
Solicita-se ao paciente que infle a boca. 
Solicita-se ao paciente que assovie. 
Solicita-se ao paciente que contraia o platisma 
ou musculo cutilar do pescoço. 
VIII - 
Vestibulococlear 
Atrito suave das polpas digitais próximas da 
orelha. 
Paciente deve acusar a 
percepção do som. 
 
Prova de Rinne: Aplicar o diapasão na região 
mastoide, quando o paciente deixar de ouvir, 
coloca-se o aparelho próximo ao conduto 
auditivo. 
IX - 
Glossofaríngeo 
 
X – Vago 
Solicita ao paciente que pronuncie as vogais 
“ah” e “eh” com o examinador realizando 
inspeção da cavidade oral 
Desvio do véu palatino e da 
parede posterior da faringe 
para o lado normal 
 
 Avaliação das qualidades acústicas da voz 
(intensidade, tom, timbre e duração). Voz sem alterações. 
XI - Acessório 
Elevação do ombro(movimento do músculo 
trapézio), com examinador realizando força 
contrária. 
Paciente com força muscular 
preservada. 
26 
 
Rotação da cabeça/pescoço (movimento do 
músculo esternocleidomastoídeo), com 
examinador realizando força contrária. 
 
XII - Hipoglosso 
Movimento da língua em todos os 
lados/direções, encostando-a na bochecha e 
palpando-a para avaliar a consistência. 
Movimento e consistência 
preservados. 
 
 
 
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: 
 
PORTO, C. C. Semiologia Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019 
BATES, B; HOCHELMAN, R. A. Propedêutica Médica. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019.

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