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GT 2 Puberdade CRESCIMENTO NORMAL —> Fases do Crescimento Normal : distintas porem congruentes 1. Pré-natal 2. Lactância 3. Segunda infância 4. Adolescência * A detecção precoce de desvio da velocidade de crescimento normal é crucial para a avaliação e o diagnostico imediatos da criança com anormalidade do crescimento. * Após o nascimento a taxa de crescimento é simultaneamente a mais rápida e a que diminui mais rapidamente em toda a experiencia de crescimento da criança, alcançando cerca de 25cm por ano e, então declinando para cerca de 15 cm por ano durante os primeiros 2 anos de vida ==> Essa rápida redução da taxa de crescimento coincide com a diminuição da produção de esteroides sexuais após o nascimento e a influência dos efeitos do IGF responsivos à nutrição para dependência principal do GH. * A taxa de crescimento continua a desacelerar constantemente até 4 anos de idade, quando normalmente a criança passa para a fase da segunda infância, caracterizada por uma taxa de crescimento média de 5 a 6 cm por ano. * A adolescência caracteriza-se pelo retorno do crescimento rápido, com taxas de crescimento máximas de até 15 cm por ano. ==> o estirão de crescimento puberal ocorre mais cedo nas meninas do que nos meninos, porém estes ficarão em média 13 cm mais altos antes da fusão das placas de crescimento epifisárias. * A estatura final média maior dos meninos é um resultado desse tempo mais longo na fase pré- puberal, o que permite período estendido de crescimento antes da fusão das placas epifisárias. * A faixa relativamente larga do início da puberdade normal (cerca de 9,5 a 14 anos para meninos, 7,5 a 13 anos para meninas) pode fazer com que a criança de crescimento tardio mostre percentis decrescentes em relação aos seus pares, que estão entrando na fase de crescimento acelerado da puberdade. —> Medição : * Gráfico de Crescimento : o cálculo e registro da velocidade de crescimento para idade em gráficos de referência (www.cdc. gov/growthcharts) permitem a comparação do crescimento a curto prazo com padrões normais. ==> Os gráficos de crescimento sempre devem ser seleciona-dos com base no sexo, para registro do comprimento ou da estatura, e, se relevante, na síndrome presente. ==> Os gráficos da estatura e do comprimento para idade incluem dados de crianças de 2 a 3 anos. * CURVA DE CRESCIMENTO : O crescimento é avaliado por comparação a uma curva de referência, utilizando-se percentil ou escore-Z. O diagnóstico é baseado na inclinação da curva (ascendente, descendente, paralelo), o que indica a velocidade de crescimento. Valores para o crescimento normal estão entre os percentis 3 e 97 ou entre - 2 Z e 2 Z. * VELOCIDADE DE CRESCIMENTO : Altura ganha em determinado intervalo de tempo. Melhor parâmetro para detectar crescimento adequado ou não. O cálculo é feito com o tempo decimalizado: três meses equivale a um quarto do ano (0,25). No período pré-puberal, a velocidade de crescimento é de 5-7cm/ano. Durante a puberdade a velocidade de crescimento aumenta, atingindo um pico médio de 9cm/ano para a menina e 10cm/ano para o menino. VC (cm/ano) = altura atual — altura anterior ————————————— Diferença entre 2 medidas GT 2 Puberdade * ALVO PARENTAL/ CANAL FAMILIAR : Relativiza a altura da criança à altura dos pais. O intervalo de altura determinado indica que 95% dos filhos do casal devem ter a altura na idade adulta entre os valores encontrados. —> Maturação do Esqueleto : * Essa avaliação fornece informações sobre a contribuição de um ritmo lento ou acelerado de crescimento no padrão de crescimento da criança. * Influência hormonal : GH, IGF-1, tiroxina e hormônios sexuais ==> O estrogênio (produzido a partir dos androgênios por meio da enzima aromatase) controla a época de ocorrência do estirão do crescimento, a conversão dos condrócitos proliferadores em hipertróficos porém senescentes na placa de crescimento (e portanto o progresso para o fechamento e acréscimo de massa óssea) * Idade Óssea : A maturação do esqueleto está sob a influência de fatores genético- constitucionais, hormonais, nutricionais, socioeconômicos, climáticos, sazonais e bioquímico- farmacológicos. Essa maturação ocorre por meio da mineralização progressiva dos núcleos dos ossos curtos e das epífises dos ossos longos. Nos ossos longos, a cartilagem de conjugação determina o crescimento progressivo rumo à dimensão e forma finais. Assim, a parada do crescimento ósseo coincide com a ossificação completa dessa cartilagem. => Para avaliar a maturação biológica deve-se verificar se uma criança tem um ritmo de crescimento mais rápido (maturador rápido) ou mais lento (maturador lento), o que é determinado pela maturidade esquelética ou idade óssea. => radiografia da mão e do punho esquerdos obtidas após o período neonatal. Compara-se a IO com a idade cronológica do paciente para obter um indicador do ritmo de crescimento, potencial de crescimento remanescente e (por intermédio de dados de referência normativos ± DP) detecção de atraso ou avanço estatisticamente anormal. OBS : como a mão não contribui para a estatura, sua acurácia na predição do potencial de crescimento pode ser limitada. => 2 métodos para avaliar a IO : 1. Greulich-Pyle: consiste em um atlas com fotos de radiografias da mão e punho, com o qual o profissional compara a do seu cliente e atribui a idade óssea. Esse método é mais usado para triagem. 2. TW2: consiste em um sistema de pontuação, em que 20 ossos da mão e punho esquerdos são avaliados e atribuídos uma letra que indica estágio maturacional, o qual recebe uma pontuação, e a soma total leva a um número que é verificado em uma tabela, sendo atribuída a idade óssea. Esse método é mais preciso. Na clínica, determina-se o número de desvios padrão de idade óssea em relação a idade cronológica, aceitando-se dois desvios padrão, para mais ou menos, para considerar, respectivamente, atraso ou adiantamento da idade óssea. Meninos : altura da mãe + (altura do pai + 13cm) —————————————————- 2 Fazer o registro no gráfico e acrescentar 10 cm acima e 10cm abaixo Meninas : altura da mãe + (altura do pai - 13cm) ————————————————— 2 Fazer o registro no gráfico e acrescentar 9 cm acima e 9 cm abaixo GT 2 Puberdade => Fatores que afetam a IO: atraso (doenças crônicas, desnutrição, deficiência de GH, hipotireoidismo) e avanço (obesidade, hipertireoidismo, uso de hormônios sexuais). —> Predição da Estatura Adulta e Alvo Genético dos Pais : alvo parental * O grau de maturação do esqueleto pode ser empregado para dizer o potencial da estatura. * Todos os métodos criados para a predição da estatura adulta tem em comum : todos se baseiam na premissa de que o atraso na IO em relação à idade cronológica é proporcional ao potencial de crescimento remanescente. ==> Para cada um dos métodos, à medida que a IO avança, a predição da estatura adulta se torna mais acurada. * Método mais usado —> criado por Bayley e Pinneau e baseia-se no Radiographic Atlas of Skeletal Development de Greulich e Pyle —> PEA ==> O cálculo leva em conta a IO, a idade cronológica e a estatura atual e introduz uma ponderação semiquantitativa para a idade cronológica ==> A PEA é usada juntamente com o alvo genético da estatura média dos pais (EMP), o qual leva em conta fatores genéticos familiares no potencial de crescimento e na estatura. OBS : O cálculo da EMP é a média da estatura da mãe e do pai ajustada para a diferença média de estatura de 13 cm entre os sexos. Assim, no cálculo do alvo genético de paciente do sexo feminino, subtraem-se 13 cm da estatura do pai antes de calcular a média com a estatura da mãe. Na avaliação do menino, somam-se 13 cm à estatura da mãe antes de calcular a média da estatura dos pais. OBS 2 : A EMPtambém é útil para definir se a trajetória atual e prevista do crescimento de uma criança difere do esperado; isto é, disparidade significativa entre o percentil de crescimento da criança (i. e., ± 10 cm) e o percentil da EMP deve suscitar investigação adicional (que mais frequentemente revelará atraso ou antecipação constitucional do crescimento e desenvolvimento), ainda que a criança esteja dentro da faixa de percentis normais. OBS 3 : Embora o crescimento de uma criança possa ser influenciado de maneira desproporcional pelo padrão de um dos pais, a reavaliação estatística das médias populacionais mostra que a estatura final da prole tende a regredir para a média. Se isso não for levado em conta, a EMP menor calculada pode ser usada indevidamente para explicar a baixa estatura de uma criança. —> Regulação Endócrina : * Durante a Vida Fetal : o GH é secretado prontamente, mas parece relativamente pouco importante para o crescimento fetal em comparação com os efeitos da nutrição, da insulina e das influências do IGF independentes do GH. * ==> O papel importante da insulina no crescimento fetal é enfatizado pelos estados de excesso de insulina (p. ex., hiperglicemia materna levando a hiperinsulinemia fetal) que induzem hipercrescimento, enquanto a deficiência de insulina (p. ex., agenesia pancreática) ou resistência a ela (p. ex., leprechaunismo) provoca restrição do crescimento. * Primeiros Meses da Lactância : a adequação nutricional continua a exercer forte influência sobre o crescimento linear, de modo que a deficiência de GH infantil nem sempre se manifesta como atraso do crescimento nessa idade. ==> O hormônio tireóideo é um dos principais fatores para o crescimento pós- natal, porém, a exemplo do GH, tem relativamente pouca importância no crescimento do feto. Por outro lado, o GT 2 Puberdade hipotireoidismo pós-natal pode causar atraso profundo do crescimento e virtual parada da maturação óssea. ==> Além de ter efeitos diretos sobre a cartilagem epifisária, os hormônios tireóideos parecem ser essenciais à secreção normal de GH. * Na Segunda Infância : regulado principalmente pela nutrição, GH e hormônio tireóideo. * Na Adolescência : regulado tanto por estrogênio e androgênios quanto por nutrição, GH e hormônio tireóideo. ==> Os esteroides gonadais produzem um estirão de crescimento em parte pela promoção da secreção de GH (via aromatização da testosterona em estrogênio no SNC), e também por estimulação da produção de IGF-1 e proliferação de condrócitos na placa de crescimento diretamente. OBS : Ademais, aumentos associados à puberdade dos níveis séricos de insulina podem contribuir de maneira independente para a taxa de crescimento linear puberal mais alta. No entanto, sem GH o adolescente não terá um surto de crescimento puberal normal. * Durante o fim da adolescência e a idade adulta : o GH continua a ter efeitos metabólicos relevantes. 1. estimulação da remodelagem óssea com aumento final da massa óssea. 2. estimulação da lipólise e utilização de gordura para dispêndio de energia. 3. crescimento e preservação da massa tecidual magra e função muscular. 4. facilitação do metabolismo lipídico normal * durante a adolescência as mulheres tem níveis mais altos de GH que homens. * Adultos : continuam a secretar pulsos de GH, mas a amplitude diminui com a idade, retornando a um padrão mais típico da criança pré-púbere no início da idade adulta, seguido por declínio gradual porém constante com o envelhecimento. —> Hormônios : GH (hormônio do crescimento) • Produzido pela hipófise anterior. • Estimula o crescimento do esqueleto promovendo o crescimento linear da cartilagem, porém, sem a ocorrência de aumento da maturação epifisária. • Estimula o crescimento dos neurônios via IGF (insulina growth factor). • Estimula o metabolismo de lipídios e carboidratos. • Estimula a produção dos IGF. • A síntese e secreção de GH ocorrem no lobo anterior da hipófise começam com a estimulação pelo hormônio de liberação de hormônio do crescimento (GHRH) Hormônios Tireóideos • Aceleram a idade óssea e preparam o tecido ósseo para a ação do GH • Estimulam o RNA, a síntese proteica, a proliferação celular e a atividade dos IGF. • Regulam a síntese de secreção de GH na hipófise. • Estimulam a produção de calorias : T3 aumenta a respiração celular atuando sobre as mitocôndrias, o que resulta em aumento da capacidade de formação de ATP.. • Estimulam o metabolismo de carboidratos, lipídios e vitaminas. Insulina • Em vida intrauterina, tem sido considerada hormônio de crescimento por excelência. GT 2 Puberdade Andrógenos • Tanto de origem adrenal, quanto os de gonadal, são fatores determinantes no crescimento e na maturação óssea acelerados. • Ha evidencias de que eles aumentariam a secreção de GH, mas não elevam seus níveis basais. • A testosterona é um potente acelerador de idade óssea e de altura, alem de ser capaz de multiplicar os condrócitos. Estrógenos • Tem um efeito inibidor sobre o crescimento somático • Em doses elevadas, estimula a idade óssea • Capazes de aumentar os níveis basais de GH em testes de estimulo Hormônios Glicocorticoides • O cortisol em excesso ( exógeno ou endógeno ) leva a prejuízo da altura final • Em doses elevadas inibe de modo evidente a secreção do GH no adulto, porem, na criança essa inibição é discreta. • A inibição da secreção endógena do GH se da por meio do aumento do tônus da somatostatina. • Interferem na retenção mineral e nitrogenada, na síntese de colágeno, na sulfatação da cartilagem, na mitose dos condrócitos, na ligação do receptor do GH e na atividade do IGF-1 Grelina • Estimula o crescimento Atuação hormonal sobre o esqueleto HORMÔNIOS CONDROGÊNESE CALCIFICAÇÃO OSTEOGÊNESE GH AUMENTA TIREÓIDOEOS AUMENTA AUMENTA SEXUAIS AUMENTA AUMENTA INSULINA AUMENTA GLICOCORTICÓIDES DIMINUI DIMINUI