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Problema 02 da Tutoria II Objetivo 1: Compreender a fisiologia do hormônio do crescimento. Imagem Eixo Hipotalâmico-Hipofisário-Hepático Mostre a Figura 40-17 (imagem 1): Esta imagem é fundamental para explicar a regulação do GH. Fale sobre a secreção: Explique que o GH é secretado pela hipófise anterior, mas sua liberação é controlada por dois hormônios hipotalâmicos: o Hormônio Liberador do GH (GHRH): Estimula a secreção do GH. o Somatostatina (SS): Inibe a secreção do GH. Explique a alça de feedback: Mostre como o GH e o fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) , produzido principalmente no fígado, agem no hipotálamo e na hipófise para controlar sua própria secreção. O feedback negativo é crucial para manter a homeostase. A imagem detalha o Eixo Hipotalâmico-Pituitário-Hepático e a regulação do Hormônio do Crescimento (GH), influenciando diversos tecidos e processos metabólicos. 1. Neurônios Hipotalâmicos: Neurônio produtor de GHRH: Libera o Hormônio Liberador do Hormônio do Crescimento (GHRH), que estimula a produção e secreção de GH. Neurônio produtor de Somatostatina (SS): Libera a Somatostatina, que inibe a produção e secreção de GH. Regulação: Fatores como estresse, exercício físico, inanição, hipoglicemia aguda e envelhecimento podem influenciar a liberação desses hormônios. 2. Somatotrofo da Pituitária: Receptores: Possui receptores para GHRH (GHRH-R) e Somatostatina (SS-R). Estímulo/Inibição: O GHRH-R, via PKA, estimula a síntese e secreção de GH. O SS-R inibe esses processos. Retroalimentação: O GH exerce uma retroalimentação de alça curta, inibindo a secreção de GHRH e estimulando a de Somatostatina. 3. Hormônio do Crescimento (GH): Circulação: O GH circula ligado à Proteína de Ligação do Hormônio do Crescimento (GHBP). Ação: Atua em tecidos como o adiposo, hepático e muscular, ligando-se a receptores de GH (GH-R). 4. Ações do GH nos Tecidos: Tecido Adiposo: Estimula a lipólise (quebra de gordura) e diminui a captação de glicose. Músculo: Aumenta a síntese de proteínas e a captação de glicose. Hepatócito (Fígado): Estimula a produção de IGF-I (Fator de Crescimento Semelhante à Insulina I) e IGFBP (Proteína de Ligação dos Fatores de Crescimento Semelhantes à Insulina), além de ALS (Subunidade Ácido- Lábil), formando o Complexo IGF-I/IGFBP/ALS. Também estimula enzimas gliconeogênicas. 5. Fator de Crescimento Semelhante à Insulina I (IGF-I): Produção: Produzido principalmente no fígado em resposta ao GH. Ação: O IGF-I atua em diversos órgãos viscerais, cartilagem, osso e outros tecidos, ligando-se ao Receptor de IGF-I e ativando vias de sinalização que resultam em diversos efeitos, como o crescimento e o anabolismo. Imagem Interação com a Insulina Mostre a Figura 40-20 (imagem 2): Use esta figura para explicar a complexa relação entre o GH e a insulina, um ponto crucial para os alunos de medicina. Explique as três situações: o Ingestão de proteínas: GH e insulina agem de forma sinérgica para aumentar a síntese de proteínas e o crescimento. o Ingestão de carboidratos: A alta insulina inibe o GH, promovendo o armazenamento calórico. o Jejum: O GH é alto, enquanto a insulina é baixa. O GH mobiliza reservas energéticas (lipólise), enquanto a baixa insulina ajuda a preservar a glicose para o cérebro. A imagem "Figura 40-20" do livro "BERNE e LEVY - Fisiologia" detalha a regulação complementar da secreção do Hormônio do Crescimento (GH) e da insulina, coordenando a oferta de nutrientes com o anabolismo (síntese e armazenamento) ou a mobilização calórica. 1. Ingestão de Proteínas: A ingestão de proteínas leva a um aumento na secreção de GH e insulina. O GH e a insulina, por sua vez, estimulam a somatomedina. O aumento desses hormônios e da somatomedina resulta em: o Aumento da síntese de proteínas. o Aumento do crescimento. o Aumento do armazenamento calórico. 2. Ingestão de Carboidratos: A ingestão de carboidratos provoca uma diminuição do GH e da somatomedina. No entanto, há um aumento significativo da insulina. O resultado é: o Sem alterações significativas na síntese de proteínas. o Sem alterações significativas no crescimento. o Aumento do armazenamento calórico. 3. Jejum: Durante o jejum, ocorre um aumento do GH. Em contrapartida, há uma diminuição da somatomedina e da insulina. Isso leva a: o Diminuição da síntese de proteínas. o Diminuição do crescimento. o Aumento da mobilização calórica (por exemplo, de lipídios). Legenda: ↑ Aumento: Indica um aumento no nível ou na atividade. ↓ Diminuição: Indica uma diminuição no nível ou na atividade. ↑↓ Sem alterações significativas: Indica que não há mudanças notáveis ou que o efeito é neutro em relação à condição específica. Em resumo: A imagem ilustra como o corpo ajusta a secreção de GH e insulina em resposta à ingestão de diferentes macronutrientes ou à ausência de ingestão (jejum), direcionando o metabolismo para o anabolismo/armazenamento ou para a mobilização de energia conforme a necessidade. Imagem Ações Biológicas do GH Mostre a Figura 40-18 (imagem 3): Use este fluxograma detalhado para explicar onde o GH atua e quais são seus efeitos. Ações Diretas (GH): o Tecido adiposo: Aumenta a lipólise (quebra de gordura) e diminui a captação de glicose. Isso resulta na redução da adiposidade (gordura corporal). o Músculo: Aumenta a captação de aminoácidos e a síntese de proteínas, levando ao aumento da massa muscular magra. Ações Indiretas (via IGF-1): o Fígado: O GH estimula o fígado a produzir IGF-1 (também chamado de somatomedina). o Outros tecidos (ossos, cartilagem, rins, etc.): O IGF-1 é o principal mediador do efeito de crescimento do GH. Ele estimula a síntese de proteínas, DNA e o crescimento celular, levando ao crescimento linear (aumento do tamanho dos ossos) e ao aumento do tamanho e funcionamento dos órgãos. A Figura 40-18 ilustra as ações biológicas do Hormônio do Crescimento (GH) e seus efeitos no crescimento linear, no tamanho dos órgãos e na massa corporal magra, que são parcialmente mediados pelos Fatores de Crescimento Semelhantes à Insulina (IGFs) ou somatomedinas. Ações do GH em diferentes tecidos: Tecido Adiposo: O GH diminui a captação de glicose e aumenta a lipólise, resultando em uma redução da adiposidade. Fígado: O GH estimula a síntese de RNA e proteínas, a gliconeogênese, a produção de IGFBP (proteína de ligação dos fatores de crescimento semelhantes à insulina) e a produção de IGFs. Músculo: O GH diminui a captação de glicose, mas aumenta a captação de aminoácidos e a síntese de proteínas, levando a um aumento da massa corporal magra. Ações dos IGFs em outros tecidos-alvo: Os IGFs, produzidos principalmente no fígado e em outros tecidos-alvo do GH, atuam em diversos órgãos e tecidos, incluindo: Rins, Pâncreas, Intestinos, Ilhotas, Paratireoides e Pele: Nestes tecidos, os IGFs promovem o aumento da síntese de proteínas, RNA e DNA, além de estimular o aumento do tamanho e número de células, resultando no aumento do tamanho e funcionamento dos órgãos. Ossos, Coração e Pulmões (e Condrócitos): Nos condrócitos e nestes órgãos, os IGFs aumentam a captação de aminoácidos, a síntese de proteínas, RNA e DNA, a produção de colágeno e sulfato de condroitina, e o aumento do tamanho e número de células, culminando no crescimento linear. Jejum aumenta a secreção de GH Imagem Regulação da Secreção do GH Mostre a Tabela 76-3 (imagem 4): Use essa tabela para detalhar os fatores que influenciam a secreção de GH. Fatores que estimulam: o Sono: Destaque o sono profundo (estágios II e IV). o Exercício: Explique que exercícios intensos aumentam a secreção (use o gráfico da imagem 4). o Hipoglicemia: A baixa glicose no sangue é um potente estímulo. o Jejum, estresse e traumatismo: São mecanismos de adaptação do corpo. Fatores que inibem: o Hiperglicemia: Níveis elevados de glicose no sangue. o Obesidade e envelhecimento: Fatoresde risco que levam à diminuição da secreção. A imagem apresenta detalhes sobre a secreção do hormônio do crescimento (GH), extraídos do livro "Guyton e Hall. Tratado de Fisiologia Médica. 13 ed.". 1. Tabela 76-3: Fatores que Estimulam ou Inibem a Secreção do Hormônio do Crescimento Estimulam a Secreção do Hormônio do Crescimento: Diminuição da glicose no sangue. Diminuição dos ácidos graxos livres no sangue. Aumento dos aminoácidos no sangue (arginina). Privação ou jejum, deficiência de proteínas. Traumatismo, estresse, excitação. Exercícios. Testosterona, estrogênio. Sono profundo (estágios II e IV). Hormônio liberador do hormônio do crescimento (GHRH). Grelina. Inibem a Secreção do Hormônio do Crescimento: Glicose sérica aumentada. Aumento dos ácidos graxos livres no sangue. Envelhecimento. Obesidade. Hormônio inibidor do hormônio do crescimento (somatostatina). Hormônio do crescimento (exógeno). Somatomedinas (fatores de crescimento semelhantes à insulina), também conhecidas como IGFs (Insulin-like Growth Factors). 2. Figura 76-6: Variações típicas na secreção do hormônio do crescimento durante o dia Gráfico: O gráfico mostra os níveis de hormônio do crescimento (ng/mL de plasma) ao longo de um período de 24 horas (8h, 12h, 16h, 20h, 00h, 4h, 8h). Picos de Secreção: Exercícios Intensos: O gráfico ilustra picos notáveis de secreção de GH que coincidem com períodos de "Exercícios intensos", indicando que a atividade física vigorosa é um potente estimulador da liberação de GH. Sono Profundo: Há também um pico significativo de secreção de GH durante as primeiras horas do "Sono" (Meia-noite a 4h), o que corresponde aos estágios mais profundos do sono, conforme mencionado na Tabela 76-3. Variação Diurna: A secreção de GH não é constante ao longo do dia, apresentando flutuações e picos em resposta a estímulos específicos como exercícios e sono. Em resumo: A imagem detalha os diversos fatores que influenciam a secreção do hormônio do crescimento, tanto estimuladores quanto inibidores, e ilustra graficamente a variação diária dos níveis desse hormônio, com destaque para a forte influência dos exercícios intensos e do sono profundo. Fases do Sono e sua Relação com o Crescimento: O sono é dividido em fases NREM (sono sem movimento rápido dos olhos) e REM (sono com movimento rápido dos olhos). Fases NREM: Estágios N1 e N2: Sono leve, onde o corpo começa a relaxar e a atividade cerebral diminui. Estágios N3 (Sono Profundo): Crucial para o crescimento físico, pois é nesta fase que ocorre a maior liberação do hormônio do crescimento (GH) e o fortalecimento do sistema imunológico. O sono profundo ocorre predominantemente na primeira metade da noite. Fase REM (Rapid Eye Movement): Caracterizada por movimentos oculares rápidos, respiração irregular e intensa atividade cerebral, semelhante ao estado de vigília. Importância: Essencial para o desenvolvimento cerebral, consolidação de memórias, aprendizado e processamento de informações. É também a fase onde ocorrem os sonhos mais vívidos. Relação com o Crescimento: Embora o pico de GH ocorra no sono profundo (NREM), a fase REM é vital para a recuperação mental e o desenvolvimento neurológico, que indiretamente apoiam o bem-estar geral e a capacidade de crescimento. Em resumo, a imagem e as informações complementares demonstram que tanto fatores fisiológicos quanto comportamentais influenciam a secreção do hormônio do crescimento, com o sono profundo sendo um período crítico para a liberação de GH e a fase REM essencial para a saúde cerebral e o desenvolvimento cognitivo [Tabela 76-3, Figura 76-6, 8, 9]. Imagem Mostre a Figura 40-19 (imagem 5): Use essa figura para ilustrar como os níveis de GH variam ao longo da vida, destacando o pico na puberdade. Essa é uma ótima forma de começar, pois contextualiza a importância do hormônio em diferentes fases da vida. Conclusão Faça um resumo dos pontos principais: o O GH é regulado pelo hipotálamo e tem seu pico na puberdade. o Sua ação é tanto direta (nos tecidos adiposo e muscular) quanto indireta (via IGF-1, mediando o crescimento). o A relação com a insulina é fundamental para coordenar o metabolismo energético em diferentes estados nutricionais. O hormônio do crescimento (GH) apresenta um padrão de secreção que varia significativamente ao longo da vida, conforme ilustrado na "Figura 40-19. Padrão da secreção de GH durante a vida". Infância e Puberdade: Os níveis de GH são mais elevados na infância e atingem um pico acentuado durante a puberdade, período de intenso crescimento. Idade Adulta: Após a puberdade, a secreção de GH diminui consideravelmente, mantendo-se em níveis mais baixos na idade adulta. Velhice: A secreção de GH continua a declinar com o avanço da idade, sendo significativamente menor na velhice em comparação com a infância e a puberdade. Padrão Pulsátil e Sono: A secreção de GH ocorre de forma pulsátil, com picos de liberação, sendo o sono, especialmente o sono de ondas lentas, um importante fator fisiológico que aumenta a liberação de GH, principalmente em adultos. Influência Hormonal: Hormônios sexuais, como os estrogênios, desempenham um papel crucial na modulação da secreção de GH, e a deficiência de GH pode resultar em atraso no crescimento e baixa estatura. explique tipos de hormônio IGfs suas funções e importâncias. IGF: Fatores de Crescimento Semelhantes à Insulina IGF (Insulin-like Growth Factor), ou Fator de Crescimento Semelhante à Insulina, é uma família de hormônios e proteínas que desempenham um papel crucial no crescimento e desenvolvimento de nosso corpo. Eles são chamados assim por sua semelhança estrutural com a insulina. Os dois tipos mais conhecidos são o IGF-1 e o IGF-2. Tipos de IGF 1. IGF-1 (Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1) O IGF-1 é o tipo mais estudado e conhecido. Sua produção é principalmente estimulada pelo Hormônio do Crescimento (GH), que é secretado pela glândula pituitária. O fígado é o principal produtor de IGF-1 em resposta ao GH, mas ele também é produzido em outros tecidos, como os músculos e ossos. Funções e Importância: Crescimento da Célula e Tecidos: O IGF-1 é essencial para o crescimento e desenvolvimento de praticamente todos os tecidos e órgãos do corpo, especialmente durante a infância e a adolescência. Ele promove a proliferação, diferenciação e sobrevivência das células. Crescimento Ósseo: Ele tem um papel fundamental no crescimento das placas epifisárias, contribuindo para o alongamento dos ossos e, consequentemente, para o aumento da estatura. Massa Muscular: O IGF-1 estimula o crescimento e a reparação das fibras musculares, o que o torna importante para o desenvolvimento da massa muscular e para a recuperação após exercícios. Metabolismo da Glicose: Embora seu nome sugira uma função semelhante à da insulina, a principal função do IGF-1 no metabolismo da glicose é diferente. Ele ajuda a regular o metabolismo, mas não com a mesma intensidade que a insulina, que é a principal responsável pela absorção de glicose pelas células. 2. IGF-2 (Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 2) O IGF-2 é mais relevante durante o desenvolvimento fetal. Ele é essencial para o crescimento e a formação do feto no útero. Após o nascimento, os níveis de IGF-2 diminuem, mas ele continua a ser produzido em pequena quantidade, desempenhando funções de manutenção e crescimento em tecidos específicos. Funções e Importância: Desenvolvimento Fetal: O papel mais crítico do IGF-2 é no crescimento pré-natal. Ele é crucial para o desenvolvimento da placenta e do feto, garantindo que o bebê cresça de forma saudável durante a gestação. Função Pós-Natal: No adulto, o IGF-2 tem um papel menos proeminente, mas está envolvido na função de certos tecidos, como o sistema nervoso e os músculos. Sua função exata em adultosainda está sendo estudada. A Relação entre GH e IGF-1 A relação entre o Hormônio do Crescimento (GH) e o IGF-1 é um dos eixos hormonais mais importantes do corpo, conhecido como o Eixo GH-IGF-1. O GH é liberado pela glândula pituitária e viaja pela corrente sanguínea até o fígado, onde estimula a produção de IGF-1. O IGF-1, por sua vez, age em várias partes do corpo para promover o crescimento. Essa interação é controlada por um mecanismo de feedback negativo: quando os níveis de IGF-1 estão altos, eles sinalizam para a glândula pituitária para diminuir a liberação de GH, o que ajuda a manter os hormônios em equilíbrio. Importância e Implicações Médicas A regulação dos níveis de IGF-1 é fundamental para a saúde. Deficiência de IGF-1: Níveis baixos podem resultar em problemas de crescimento, como nanismo, se a deficiência ocorrer na infância. Em adultos, pode causar perda de massa muscular, diminuição da densidade óssea e fadiga. Excesso de IGF-1: Níveis elevados de IGF-1 podem levar a condições como o gigantismo (na infância) e a acromegalia (na vida adulta), caracterizadas pelo crescimento excessivo de tecidos moles e ossos. Há também evidências de que níveis muito altos podem estar ligados a um maior risco de certos tipos de câncer, já que o hormônio estimula a proliferação celular. Em resumo, os IGFs, especialmente o IGF-1, são hormônios essenciais que atuam em coordenação com o GH para controlar o crescimento, o desenvolvimento e a manutenção dos tecidos do nosso corpo. Seu equilíbrio é vital para a nossa saúde. o hormônio Gh age para além do crescimento. Sim, o hormônio do crescimento (GH) tem funções que vão muito além de apenas promover o crescimento. Ele é um hormônio anabólico e metabólico complexo que afeta diversas partes do corpo. Funções do GH Além do Crescimento Metabolismo de Gordura: O GH estimula a lipólise, que é a quebra das células de gordura para obter energia. Isso ajuda a reduzir a massa gorda no corpo, especialmente a gordura abdominal. Metabolismo de Carboidratos: O GH atua no metabolismo da glicose. Ele diminui a captação de glicose pelas células e estimula a produção de glicose no fígado, o que pode aumentar os níveis de açúcar no sangue. Metabolismo de Proteínas: Ele promove a síntese de proteínas nos músculos, o que é fundamental para a recuperação e o aumento da massa muscular. Ele também reduz a quebra de proteínas, atuando de forma protetora nos tecidos. Saúde Óssea: O GH desempenha um papel importante na densidade óssea, estimulando a formação de osso novo e a absorção de cálcio, o que é crucial para manter os ossos fortes. Outros Efeitos: O GH também tem impactos sobre o sistema imunológico, a função cardiovascular e o bem- estar geral. Em resumo, o GH é um hormônio essencial para a manutenção da composição corporal, a saúde metabólica e a vitalidade de forma geral, e não apenas para o crescimento linear. Objetivo 2: Entender as diferenças no desenvolvimento estatural entre os gêneros na adolescência. Imagem Baseado na busca pelo artigo "Crescimento e desenvolvimento puberal na adolescência" de Lourenço B. e Queiróz L.B., publicado na Revista de Medicina (São Paulo) em 2010, compilei as seguintes informações importantes para sua apresentação na UNIVASF sobre as diferenças de desenvolvimento estatural entre os gêneros na adolescência: Puberdade e Adolescência: A puberdade é o período da adolescência caracterizado por mudanças biológicas, como o crescimento esquelético linear, que dura de dois a quatro anos. O artigo menciona que a puberdade é marcada por um "estirão de crescimento", que é uma aceleração no crescimento. Fatores que Influenciam o Crescimento: O processo de crescimento e desenvolvimento é influenciado por fatores intrínsecos (constitucionais ou genéticos) e extrínsecos (ambientais), como o clima, condições socioeconômicas, hormônios e, especialmente, a nutrição. Diferenças no Desenvolvimento entre Gêneros (a partir de informações relacionadas encontradas na pesquisa): o Início da Puberdade: A puberdade em meninas começa mais cedo do que em meninos. A idade considerada normal para o início da puberdade é de 8 a 13 anos para meninas (média de 10 anos) e de 9 a 14 anos para meninos (média de 11,5 anos). o Pico de Crescimento: O pico de velocidade de crescimento (o estirão) é diferente entre os sexos. Artigos correlatos indicam que, na puberdade, os homens adquirem massa magra a uma velocidade maior e por mais tempo do que as mulheres. o Composição Corporal: Durante a puberdade, a massa muscular relativa nas meninas diminui (de 80% para 75% do peso corporal), enquanto nos meninos aumenta (de 80-85% para 90% na maturidade). O ganho de tecido adiposo é mais acentuado no sexo feminino. como a testosterona influência na diferênça de tamanho entre meninos e meninas na adolescencia A testosterona desempenha um papel fundamental na diferença de tamanho entre meninos e meninas durante a adolescência. Essa fase é marcada por um crescimento acelerado conhecido como estirão de crescimento, e a testosterona é o principal hormônio responsável pelas mudanças físicas que ocorrem nos meninos. Como a testosterona atua nos meninos Durante a puberdade, os níveis de testosterona nos meninos aumentam significativamente. Esse hormônio: Estimula o crescimento dos ossos longos: A testosterona promove o alongamento dos ossos das pernas e dos braços, o que leva a um aumento considerável na altura. Aumenta a massa muscular: É um hormônio anabólico, ou seja, ajuda a construir e a fortalecer os músculos. Isso resulta em maior massa e força muscular nos meninos em comparação com as meninas. Ampla os ombros e a caixa torácica: A testosterona contribui para o desenvolvimento de uma estrutura óssea mais larga nos ombros e no tórax, o que é uma característica típica do corpo masculino adulto. O papel dos estrogênios nas meninas Enquanto a testosterona é o hormônio predominante nos meninos, nas meninas o crescimento é impulsionado principalmente pelos estrogênios. Os estrogênios também causam um estirão de crescimento, mas de forma diferente: Crescimento mais rápido, porém mais curto: O estirão de crescimento nas meninas geralmente começa e termina mais cedo do que nos meninos. Os estrogênios, em certo ponto, causam o fechamento das cartilagens de crescimento nos ossos longos (placas epifisárias), interrompendo o crescimento em altura. Distribuição de gordura: Os estrogênios são responsáveis por uma maior deposição de gordura nas mamas, quadris e coxas, moldando a silhueta feminina. O resultado final A combinação desses fatores hormonais faz com que, ao final da puberdade, os meninos tendam a ser, em média, mais altos, mais pesados e com maior massa muscular do que as meninas. A testosterona não só impulsiona o crescimento ósseo e muscular, mas também define a distribuição de peso e a estrutura corporal que diferencia os sexos na fase adulta. É importante lembrar que esses são os efeitos médios e que a genética individual também tem um papel muito importante no tamanho final e na altura de cada pessoa. qual é a idade final da puberdade A idade final da puberdade pode variar bastante de pessoa para pessoa, mas, de forma geral, costuma se encerrar por volta dos 18 a 20 anos. É importante entender que a puberdade não é um evento único, mas sim um processo gradual que começa mais cedo e termina mais tarde, com diferentes estágios e marcos. A idade de início varia: nas meninas, pode começar a partir dos 8 anos, enquanto nos meninos, geralmente começa a partir dos 9 ou 10 anos. Marcos do fim da puberdade O fim da puberdade é marcado por alguns eventos biológicos e físicos: Fechamento das placas de crescimento: Este é um dos marcos mais definitivos. As placas de crescimento (ou cartilagens epifisárias), localizadas nas extremidades dos ossos longos, se fundem, e o crescimento em altura é praticamente finalizado. Isso costuma acontecerem torno dos 16 anos nas meninas e entre 18 e 20 anos nos meninos. Desenvolvimento de características sexuais secundárias: Características como voz grave e pelos faciais nos meninos, e o desenvolvimento completo das mamas e quadris nas meninas, geralmente já estão plenamente estabelecidas. Maturidade sexual e reprodutiva: Os órgãos sexuais atingem a maturidade completa, com a produção de espermatozoides e a regularização do ciclo menstrual. Embora o corpo atinja a maturidade biológica nessa faixa etária, o desenvolvimento cerebral e a maturidade emocional continuam por mais tempo, estendendo-se até os 25 anos ou mais. Objetivo 3: Explicar a origem genética e as características da acondroplasia. Imagem Este artigo, "Achondroplasia: Development, pathogenesis, and therapy/ Acondroplasia: Desenvolvimento, patogênese e terapia ", de Ornitz e Legeai-Mallet, explica que a acondroplasia é uma doença genética causada por uma mutação no gene FGFR3. Origem Genética A acondroplasia é causada por uma mutação de ponto no gene FGFR3 (receptor 3 do fator de crescimento de fibroblastos), que se encontra no cromossomo 4. Essa mutação é responsável por mais de 99% dos casos. O gene FGFR3 desempenha um papel importante na regulação do crescimento ósseo, agindo para inibir a proliferação e a diferenciação dos condrócitos (células da cartilagem). A mutação no gene FGFR3 torna o receptor hiperativo, ou seja, ele envia sinais de inibição de forma exagerada, o que leva à desaceleração do crescimento ósseo e da cartilagem. A maioria dos casos de acondroplasia (cerca de 80%) ocorre como resultado de uma nova mutação genética, ou seja, a mutação não é herdada dos pais. Nos casos restantes, a doença é herdada de um dos pais com acondroplasia, seguindo um padrão de herança autossômica dominante. Isso significa que a presença de apenas uma cópia do gene mutado é suficiente para causar a doença. Características Clínicas As características da acondroplasia são as seguintes: Nanismo de membros curtos: É a característica mais proeminente, os braços e as pernas são desproporcionalmente curtos em relação ao tronco. Macrocefalia: A cabeça é grande em comparação com o corpo. Protuberância frontal: A testa é proeminente. Ponte nasal achatada: O nariz tem uma aparência achatada. Hipotonia: O tônus muscular é baixo, especialmente na infância. Mãos largas e curtas: Os dedos são curtos e têm um formato de tridente. Lordose lombar: A curvatura da coluna vertebral na região lombar é acentuada. Arqueamento das pernas: As pernas são curvadas. É importante ressaltar que a acondroplasia afeta o crescimento de ossos longos, mas geralmente não afeta o desenvolvimento cognitivo. OBS: No caderno fininho no problema 6 módulo 2 da Tutoria I fala sobre GH e a formação óssea. Na acondroplasia há algum parâmetro hormonal? Sim, existem parâmetros hormonais que podem estar alterados na acondroplasia, embora a condição seja primariamente causada por uma mutação genética no gene FGFR3. A mutação leva a uma superativação do receptor, que inibe o crescimento dos ossos. O principal hormônio que se relaciona com a acondroplasia é o Hormônio do Crescimento (GH) e seu mediador, o Fator de Crescimento Semelhante à Insulina tipo 1 (IGF-1). Aqui estão os pontos principais sobre essa relação: Níveis de GH e IGF-1: Pessoas com acondroplasia geralmente têm níveis normais de GH. No entanto, o efeito do GH é mediado pelo IGF-1, e a ação do IGF-1 é limitada pelo crescimento ósseo deficiente. Ou seja, mesmo com níveis normais de GH, a resposta de crescimento é ineficaz devido à forma como a mutação do gene FGFR3 interfere no processo. Tratamentos: O uso de GH para tratar a acondroplasia tem resultados limitados, pois o problema não é a falta do hormônio, mas a incapacidade do esqueleto de responder a ele. Por isso, as terapias mais recentes, como o medicamento Vosoritide, focam em inibir a via de sinalização superativa de FGFR3, que é a causa raiz da condição, e não em aumentar os hormônio do crescimento. Em resumo, embora não haja uma deficiência hormonal clássica na acondroplasia, a via hormonal do crescimento (GH/IGF-1) é crucial para entender a fisiopatologia da condição e por que certas terapias não funcionam. Nosologia y clasificacion de los transtornos esqueléticos de origem genética, revision 2010 (warman Ml, et al. Am J Med Genet. Segundo essa fonte explique as caracteristicas físicas da acondroplasia e explique os termos distância interpedicular, macrocefalia, nariz curto e pelves estreitas e sua relação com acondroplasia. A acondroplasia é a forma mais comum de nanismo de origem genética, caracterizada principalmente por um crescimento ósseo deficiente. Características físicas da acondroplasia De acordo com a fonte mencionada, a acondroplasia apresenta as seguintes características físicas principais: Nanismo de membros curtos: Os braços e as pernas são significativamente mais curtos que o tronco. Isso é resultado de uma falha no crescimento da cartilagem que forma os ossos longos. Macrocefalia: A cabeça é anormalmente grande em relação ao corpo. Testa proeminente: A parte da frente da cabeça (testa) é mais destacada do que o normal. Hipoplasia da porção média da face: A região central da face (incluindo o nariz e a maxila) é subdesenvolvida, o que contribui para um nariz com aparência curta. Lordose lombar exagerada: A curva da parte inferior da coluna (região lombar) é mais acentuada, dando a impressão de um bumbum para fora. Encurtamento dos ossos do quadril: Isso contribui para uma pelve de aparência estreita. Perímetro cefálico grande: A medida da circunferência da cabeça é maior que a média para a idade. Baixa estatura: A altura final é significativamente menor que a média. Explicação dos termos e sua relação com a acondroplasia Distância interpedicular: Refere-se à distância entre os pedículos de duas vértebras adjacentes na coluna vertebral. Na acondroplasia, essa distância não aumenta no sentido craniocaudal como em indivíduos sem a condição. Essa falta de alargamento é uma característica radiográfica importante para o diagnóstico. Macrocefalia: É o termo médico para uma cabeça anormalmente grande. Na acondroplasia, ocorre devido a uma combinação de fatores, incluindo o desenvolvimento normal do cérebro em um crânio que tem a base subdesenvolvida. A macrocefalia é uma das características mais marcantes e presentes desde o nascimento. Nariz curto: Este termo descreve uma característica facial comum na acondroplasia. É resultado da hipoplasia da porção média da face, que é o subdesenvolvimento da parte central do rosto. A ponte do nariz é baixa e o nariz parece pequeno em comparação com o resto do rosto. Pelve estreita: Ocorre devido ao crescimento ósseo deficiente dos ossos que compõem a pelve. Isso pode levar a complicações durante o parto em mulheres com acondroplasia, já que o canal pélvico é mais estreito que o normal. O termo pelve estreita é usado para descrever o formato dos ossos do quadril característico da condição. Não existe um tratamento universalmente aprovado com o hormônio do crescimento (GH) para a acondroplasia, e sua eficácia tem sido questionada por especialistas. Além disso, o GH é liberado na rede pública brasileira apenas para casos de deficiência do hormônio de crescimento ou síndrome de Turner. No entanto, um novo medicamento chamado vosoritida (nome comercial: Voxzogo®) foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é especificamente indicado para o tratamento da acondroplasia. Veja as idades para o uso da vosoritida: Idade mínima: O tratamento com vosoritida pode ser iniciado a partir dos 6 meses de idade para pacientes com acondroplasia com epífises (placas de crescimento) não fechadas, ou seja, enquanto a criança ainda está em fase de crescimento. Idade máxima: O tratamento é indicado enquantoas epífises (placas de crescimento) do paciente ainda estiverem abertas. A idade cronológica não é o único critério, e sim a idade óssea, que é avaliada por radiografias. Uma vez que as placas de crescimento se fecham, o tratamento não é mais eficaz para aumentar a estatura. O uso de qualquer medicamento para tratar a acondroplasia deve ser sempre acompanhado por um médico geneticista ou endocrinologista pediátrico. como age esse medicamento chamado vosoritida A vosoritida atua diretamente na causa genética da acondroplasia. Para entender como ela funciona, é preciso saber o que causa a condição. A Acondroplasia e o Gen FGF-3 A acondroplasia é uma doença genética causada por uma mutação no gene FGFR3. Esse gene é responsável por produzir uma proteína chamada Receptor 3 do Fator de Crescimento de Fibroblastos, que, entre outras funções, age como um "freio" no crescimento dos ossos longos. Em pessoas sem a mutação, essa proteína atua de forma equilibrada, permitindo o crescimento normal. No entanto, em quem tem acondroplasia, a mutação faz com que a proteína se torne hiperativa. É como se o "freio" estivesse sempre acionado, impedindo que os ossos cresçam na velocidade e proporção corretas. Como a Vosoritida age A vosoritida é um análogo do peptídeo natriurético tipo C (CNP). Na prática, ela atua como um "sinal" que neutraliza o efeito do "freio" do gene FGFR3. Ela se liga aos receptores das células ósseas, ativando uma via de sinalização diferente que promove a proliferação e diferenciação dos condrócitos (as células que formam a cartilagem) na placa de crescimento. Ou seja, a vosoritida age "liberando" o crescimento ósseo, permitindo que a taxa de crescimento volte a ser mais próxima do normal, o que resulta em um aumento da velocidade de crescimento da criança. O tratamento é feito por meio de injeções diárias e é indicado para pacientes com placas de crescimento abertas, pois é nelas que o medicamento exerce seu efeito. Objetivo 4: Analisar as causas e consequências ao bullying no ambiente escolar da adolescência. Imagem O artigo "Bullying: Implicações no desenvolvimento físico, social e psicológico da criança e do adolescente no ambiente escolar e a necessidade da atuação dos profissionais", de Pugsley et al. (2024), aborda o fenômeno do bullying e suas ramificações, especialmente na adolescência. De acordo com a pesquisa, o bullying é um comportamento agressivo e intencional que se manifesta de forma repetitiva e acontece em uma relação de desequilíbrio de poder, na qual uma pessoa com mais força (física, psicológica ou social) domina outra. Causas do bullying no ambiente escolar O artigo aponta diversas causas para o bullying, que podem estar relacionadas a questões sociais, familiares e individuais. Problemas familiares: Dificuldades no ambiente familiar, como falta de afeto, comunicação ineficaz e violência, podem levar a um comportamento agressivo na escola. Influências sociais e midiáticas: A exposição constante à violência na mídia e a pressão social para se encaixar em determinados grupos podem incentivar comportamentos agressivos. Problemas psicológicos: Baixa autoestima, dificuldade em lidar com emoções, falta de empatia e insegurança também são fatores que podem causar o bullying. Consequências do bullying na adolescência O artigo ressalta que as consequências do bullying são graves e de longo prazo, afetando a saúde física, emocional e social das vítimas. Problemas psicológicos: As vítimas de bullying podem desenvolver ansiedade, depressão, baixa autoestima, transtornos de estresse pós-traumático (TEPT) e, em casos mais graves, pensamentos suicidas. Problemas sociais: A vitimização pode levar ao isolamento social, dificuldade de construir amizades e um desempenho acadêmico insatisfatório. Problemas físicos: O estresse crônico pode se manifestar em dores de cabeça, problemas estomacais e distúrbios do sono. É importante destacar que o artigo também reforça a necessidade de atuação de profissionais, como psicólogos e educadores, para a prevenção e o combate ao bullying nas escolas. há alguma relação do bullyng nas escolas com o fato de o cortex pré-frontal dos adolescentes ainda não estar completamente formado? Sim, existe uma relação direta entre o bullying nas escolas e o fato de o córtex pré-frontal dos adolescentes ainda não estar completamente desenvolvido. Essa imaturidade cerebral é um fator-chave para entender tanto o comportamento do agressor quanto a forma como a vítima reage. Córtex Pré-frontal e o Comportamento Adolescente O córtex pré-frontal é a parte do cérebro responsável por funções executivas complexas, como: Controle de Impulsos: A capacidade de inibir comportamentos impulsivos e pensar antes de agir. Tomada de Decisão: A avaliação de riscos e consequências de uma ação. Empatia: A habilidade de se colocar no lugar do outro e compreender seus sentimentos. Como essa área só amadurece completamente no início da vida adulta (por volta dos 25 anos), os adolescentes tendem a ser mais suscetíveis a comportamentos de risco, impulsividade e dificuldade em lidar com as emoções, o que pode influenciar diretamente a ocorrência de bullying. Como essa Imagem Cerebral Afeta o Bullying Para o Agressor: A imaturidade do córtex pré-frontal pode resultar em uma falta de empatia. Ele pode não conseguir compreender a dimensão do sofrimento que está causando ou não ter a capacidade de regular a raiva ou a necessidade de dominar os outros. A impulsividade leva a ações sem uma avaliação completa das consequências. Para a Vítima: A vítima pode ter mais dificuldade em encontrar estratégias para se defender ou pedir ajuda, por conta da falta de ferramentas cognitivas maduras. A exposição ao estresse e ao trauma do bullying em um cérebro em desenvolvimento pode causar danos duradouros, afetando a saúde mental e a capacidade de socialização. Em resumo, a fase da adolescência, com o cérebro ainda em desenvolvimento, é um período de maior vulnerabilidade tanto para a prática quanto para a vivência do bullying. A falta de controle de impulsos e de empatia, características da imaturidade do córtex pré-frontal, são fatores que contribuem diretamente para a dinâmica desse problema. Objetivo 5: Relatar os níveis de atenção do SUS relacionando-os também a acondroplasia. Imagem A rede de atenção à saúde do SUS e a acondroplasia A rede de atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) é organizada em diferentes níveis de complexidade, que visam garantir um atendimento integral e hierarquizado à população. Cada nível tem um papel específico e é responsável por um tipo de cuidado. Para pessoas com acondroplasia, a articulação entre esses níveis é essencial para um acompanhamento adequado e contínuo. Níveis de atenção do SUS Atenção Primária à Saúde (APS) A APS é a porta de entrada para o SUS. É o nível de atenção mais próximo do cidadão, oferecendo serviços de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação. As equipes de saúde da família e os postos de saúde são exemplos de unidades de APS. Relação com a acondroplasia: Na APS, o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança com acondroplasia é fundamental. Exames de rotina, vacinação e orientações sobre a condição são realizados nesse nível. A equipe de saúde pode identificar sinais de complicações e encaminhar a criança para os níveis de atenção mais especializados. Atenção Secundária à Saúde Este nível de atenção é composto por serviços de média complexidade, como consultas com especialistas e exames mais elaborados. Os hospitais de pequeno e médio porte, as clínicas especializadas e os ambulatórios de especialidades fazem parte da atenção secundária. Relação com a acondroplasia: Pessoas com acondroplasia podem ser encaminhadas para a atenção secundária para consultas com especialistas como ortopedistas, neurologistas, geneticistas e fisioterapeutas. O objetivo é tratar e prevenir complicaçõescomo a compressão da medula espinhal ou a hidrocefalia. Atenção Terciária à Saúde A atenção terciária é o nível mais complexo da rede de saúde, que engloba hospitais de grande porte e centros de alta complexidade. Esses locais oferecem serviços de alta tecnologia, como cirurgias complexas, procedimentos de alta tecnologia e tratamentos intensivos. Relação com a acondroplasia: Quando há necessidade de cirurgias mais complexas para correção de deformidades esqueléticas ou para tratar a compressão do forame magno, por exemplo, o paciente com acondroplasia é encaminhado para a atenção terciária. É nesse nível que as intervenções mais sofisticadas são realizadas. No âmbito do SUS, o atendimento à acondroplasia é regido por normativos mais amplos que incluem as doenças raras, uma vez que a acondroplasia é classificada como uma delas. No entanto, é importante notar que, até a presente data, não existe um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) específico para a acondroplasia publicado pelo Ministério da Saúde. As principais normativas que tratam do tema de forma indireta ou que servem de base para o atendimento são: Portaria nº 199/GM/MS, de 30 de janeiro de 2014: Esta portaria instituiu a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no âmbito do SUS. Ela estabelece a criação de serviços de referência em doenças raras, que incluem as displasias esqueléticas como a acondroplasia, e define diretrizes para o diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos pacientes. Portaria nº 981, de 21 de maio de 2014: Altera a portaria anterior para incluir o "Serviço de Atenção às Pessoas com Doenças Raras" na Tabela de Serviços Especializados do Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES), com classificações específicas para o diagnóstico de anomalias congênitas e outras doenças raras genéticas. Em relação a novos tratamentos, como o medicamento vosoritida, as notas técnicas e pareceres emitidos por órgãos como a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) indicam que, embora o medicamento tenha registro na ANVISA, ele ainda não foi incorporado formalmente ao rol de tecnologias do SUS, o que impossibilita o seu fornecimento de maneira padronizada. As fontes desta pesquisa foram documentos públicos do Ministério da Saúde e pareceres técnicos de órgãos judiciais e de saúde que discutem a aplicação da legislação e a incorporação de novas tecnologias no SUS para o tratamento da acondroplasia. A Portaria nº 199/GM/MS, de 30 de janeiro de 2014, é um marco fundamental para o cuidado de pessoas com doenças raras no Brasil, pois instituiu a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no âmbito do SUS. Para sua apresentação, os pontos mais importantes sobre diagnóstico, tratamento e acompanhamento de pacientes com doenças raras, como a acondroplasia, podem ser resumidos da seguinte forma: Diagnóstico Identificação e Detecção Precoce: O objetivo é garantir que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível, preferencialmente na Atenção Primária à Saúde, para que o tratamento e o acompanhamento se iniciem sem demora. Acesso a Exames Especializados: A portaria prevê a garantia de acesso a exames laboratoriais e de imagem de alta complexidade, que são essenciais para confirmar o diagnóstico de doenças raras. Fluxo de Encaminhamento: Estabelece que os pacientes com suspeita de doença rara devem ser encaminhados rapidamente para os Centros de Referência de Doenças Raras para a investigação diagnóstica, evitando longas esperas. Tratamento Integralidade do Cuidado: A política assegura um tratamento integral, que vai além do uso de medicamentos. Inclui acompanhamento médico, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, entre outras especialidades, conforme a necessidade de cada paciente. Disponibilização de Medicamentos: O texto orienta que os medicamentos e produtos especiais, já aprovados e incorporados ao SUS, sejam disponibilizados para o tratamento das doenças raras, seguindo as diretrizes clínicas e terapêuticas. Rede de Atenção: A portaria institui a criação de uma rede de atenção, com serviços de referência divididos em: o Serviços de Atenção Especializada em Doenças Raras: Oferecem atendimento multidisciplinar e realizam o diagnóstico e o tratamento. o Centros de Referência em Doenças Raras: São unidades de alta complexidade que atuam como polo de capacitação e pesquisa, além de oferecerem serviços completos de diagnóstico e tratamento. Acompanhamento Acompanhamento Multiprofissional: O acompanhamento do paciente deve ser feito por uma equipe multiprofissional, garantindo a continuidade do cuidado ao longo da vida, considerando as diferentes fases do desenvolvimento e as necessidades específicas. Integração com a Atenção Primária: A política reforça a importância da APS no acompanhamento contínuo do paciente, em coordenação com os Centros de Referência. A equipe de saúde da família atua no monitoramento do quadro clínico e na reabilitação, além de oferecer apoio e orientação para o paciente e sua família. Monitoramento de Pacientes: O SUS deve criar mecanismos para o monitoramento e a avaliação dos pacientes com doenças raras, o que permite a coleta de dados e a melhoria contínua da qualidade do atendimento. Esses pontos mostram como a Portaria nº 199/GM/MS estabelece um modelo de atenção completo, que busca a integralidade, a coordenação e a continuidade do cuidado para as pessoas com doenças raras no SUS. O processo de referência e contrarreferência no SUS (Sistema Único de Saúde) é o principal mecanismo para garantir a continuidade e a integralidade do cuidado ao paciente entre diferentes níveis de atenção à saúde. A referência acontece quando um profissional de saúde, geralmente na atenção primária (como uma Unidade Básica de Saúde), encaminha um paciente para um serviço de maior complexidade, como um especialista, um hospital ou um centro de diagnóstico, a fim de obter um cuidado mais específico. Já a contrarreferência é o caminho inverso, sendo o processo no qual o profissional ou serviço de maior complexidade devolve o paciente à atenção primária, acompanhado de um relatório detalhado sobre o diagnóstico, tratamento realizado e os cuidados necessários para a continuidade do acompanhamento. Esse ciclo assegura que o paciente receba o tratamento adequado em cada etapa, sem perder o vínculo com seu ponto de origem no sistema de saúde. Referências bibliográficas KOEPPEN, Bruce M.; STANTON, Bruce A. Berne & Levy: Fisiologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. (Objetivo 1) LOURRENÇO, B.; QUEIROZ, L. B. Crescimento e desenvolvimento puberal na adolescência. Rev Med (São Paulo), São Paulo, v. 89, n. 2, p. 70-5, abr./jun. 2010. (Objetivo 2) ORNITZ, D. M.; LEGEAI-MALLET, L. Achondroplasia: Development, pathogenesis, and therapy. Developmental Dynamics, Hoboken, v. 246, n. 4, p. 291-309, abr. 2017. DOI: 10.1002/dvdy.24479. (Objetivo 3) PUGSLEY, Valéria Regina Favaro et al. BULLYING: IMPLICAÇÕES NO DESENVOLVIMENTO FÍSICO, SOCIAL E PSICOLÓGICO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE NO AMBIENTE ESCOLAR E A NECESSIDADE DA ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS. REVISTA FOCO, v. 17, n. 10, p. e6623-e6623, 2024. (Objetivo 4) BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 199/GM/MS, de 30 de janeiro de 2014. Institui a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e dá outras providências. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014. (Objetivo 5)