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4. SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR E OSTEOMUSCULAR a) semiologia cardiovascular - No adulto > diafragma bem formado e bem verticalizado - nos lactentes, o diafragma é mais horizontalizado >> coração fica mais deitado sobre o diafragma - sempre questionar febre reumática, chagas, síndromes cardíacas, infecções congênitas, síndromes genéticas (S. down tem problemáticas cardíacas) - observar cianose, se criança consegue fazer atividade física - no RN é importante perguntar se a mamada é normal (considerada a atividade física do bebê), se criança tem sudorese excessiva, cansaço e cianose - o ictus pode ser visualizado mais facilmente em bebês e crianças por pouca quantidade de tecido que sobrepõe - i. assimetria - ii. Abaulamento > cardiomegalia - desvio de ictus: atelectasia, derrame - na tetralogia de Falot, a criança pode estar com cianose, mesmo sem choro - cianose periférica pode ser por hipotermia - policitemia - mais presente em crianças mais velhas - sempre aquecer a mão - lado D da maca - tentar palpar ictus cordis com as pontas dos dedos - a localização do ictus no RN e lactente é diferente do local do ictus em adultos pela posição do diafragma - na pediatria é melhor usar o diafragma - na pediatria, há áreas de abrangência e não pontos de ausculta específica - foco tricúspide é diferente na pediatria e no adulto - 37ºC as crianças já podem apresentar taquicardia - bloqueios cardíacos também podem gerar bradicardia - nos RN é comum taquicardia, especialmente se bebê estiver chorando > se contar muitos segundos na pediatria, pode se perder >> contar por 6s a FC e multiplicar por 10 - FC nas crianças é mais elevada - 1º bulha: TUM | 2º bulha: TÁ - TUM TRA >> desdobramento fisiológico - desdobramento fixo > pode ser devido a alguma problemática congênita - pode tentar contar FC no colo da mãe, enquanto não inicia choro - anemia é comum em crianças - criança em internação prolongada, uso de CPAP pode ter - o ritmo de galope sempre é acompanhado de taquicardia - é sempre sinal de gravidade >> PA TA TA - usar o receptor menor para observar realmente a localização dos sopros - sopros inocentes são comuns na pediatria >>> são sempre sistólicos - benigno em lactentes e em pré escolar - sopro suave, sem frêmitos - pode ser que seja auscultado ou não em diferentes posições e em diferentes localizações - podem se tornar mais intensos na febre e na anemia (na anemia grave pode haver todos possíveis sopros) - sopros diastólicos devem ser investigados - sopros devem ser diferenciados quanto a serem congênitos ou adquiridos - PCA: persistência do canal arterial >> existe durante a gestação - atrito pericárdico e pericardite são incomuns na pediatria - bebês têm pescoço pequeno > na urgência/emergência: palpar femoral em crianças <1a - comparar bilateralmente e comparar membros superiores e inferiores (descartar diagnóstico de coarctação da aorta) - arritmia sinusal ou respiratória pode ser confundida com extra-sístoles - aferição de pressão arterial em todas as crianças - o quadro ao lado demonstra doenças pelas quais as crianças devem ser aferidas quanto à pressão antes dos 3 anos - <1a >> deve colocar no gráfico - deve ser feito depois de 24h do nascimento >> dar o tempo de fechamento do canal arterial e do ducto venoso para a circulação do bebê normalizar - não pode haver diferença de mais de 3% entre medida de mmss e mmii >> deve investigar - o teste do coraçãozinho não diagnostica todas as doenças, apenas cardiopatias críticas, que dependem do canal - forame oval patente: comunicação dos átrios permanece - criança nasce bem e começa ficar mal após o fechamento > choque cardiogênico - bebê pode ficar mal depois que receber a alta >> coarctação de aorta: aorta tem um estreitamento e pode dar diferença de pulsos entre mmss e mmii >> tem diferentes gravidades e pode ser passado batido a depender da gravidade b) Sistema ósteo-muscular - observar marcha e postura da criança assim que os pais já entram com ela na sala - sinal da tecla: observar se há edema líquido em joelho > se positivo, sente-se uma “tecla - sinal de Galeazzi: assimetria de membros >> avalia-se o joelho - Geno valgo fisiológico tem menor angulação do que o patológico - geno valgo comum até 3 anos >> preocupante se criança cai muito – orientar que a angulação deve mudar até os 7 anos para paralelo - geno varo comum até os 2 anos >> obesidade ou começar andar muito cedo ** adolescentes com geno valgo são preocupantes ** crianças +2 anos geno varo são preocupantes - observar altura da crista ilíaca e observar assimetria de mmii no teste de Adams - as fontanelas e suturas também são avaliadas no osteomuscular - muito comum a fratura de clavículas no parto > sempre palpar clavícula RN e lactente - se houver fratura, futuramente aparecerá um calo ósseo que irá regredir depois - membro com lesão de plexo braquial, membro sem movimentação >> repouso e fisioterapia, acompanhamento com ortopedia >> vai retornando aos poucos - é fisiolófico ser mais fundo essa região sacococcigiana - ter hemangioma, nevo, fosseta em região sacococcigiana >> não é normal e deve ser avaliado - adolescentes que são pacientes novos: SEMPRE avaliar a região >> paciente pode ter infecção crônica ou constipação crônicas em decorrência dessa problemática - ficar na frente do paciente - obs: estralo deve vir da região do quadril e não do joelho >> o teste positivo é quando há estralo do quadril >> encaminhar, fazer US >> todos RN pélvicos devem fazer US e avaliação para análise de displasia pélvica – perguntar na anamnese se um dos pais teve displasia de quadril (usou colete pélvico) - esse teste deve ser realizado até que a criança comece andar >> pode haver sinal tardio - na criança: haverá alteração na marcha >> criança mancando - assimetria das pernas na criança de costas > sulco abaixo da nadega e presença de sulco na coxa em uma das pernas e ausente em outra - obs: evitar que criança fique direto sentada em posição de W pois pode prejudicar o desenvolvimento osteo-muscular - US gestacional já consegue detectar o pé torto gestacional >> tto com gesso - pé metatarso varo >> precisa de tratamento – pode ser necessário alongamento e uso de bota - pé um pouco torto pode ser por posição durante a gestação >> pé deve ser mais maleável - pé plano não é muito comum, mas crianças com dor ao caminhar pode ser por essa causa - criança com dor no corpo precisa ser avaliada - a criança pode se apresentar com dor crônica, com desgaste articular - síndrome é formada por sinais + sintomas e deve ser realizado tratamento de fortalecimento para reduzir o desgaste - >=4 pontos é sinal de hipermobilidade >> se houver sintomas trata-se da síndrome - a síndrome é apenas se há sintomas >> fisioterapia - obs: crianças autistas podem ter comportamento obsessivo-compulsivo, o que pode refletir em uma forma específica de preferência da criança andar - o exame muscular das crianças deve ser feito objetivando analisar a estrutura de suporte dos indivíduos em desenvolvimento - o roteiro do exame deve ser seguido em crianças a partir de 7 anos de idade > devido à fase de desenvolvimento psicomotor - objetiva diagnóstico precoce de doenças osteomusculares > PGALS - exame reumatológico - análise de simetria bilateral - palpação e alinhamento da coluna - avaliação de articulações - avaliação da força muscular >> obs: tropeçar muito/cair muito: pode ser problemas musculares ou neurológicos >> obs: crianças com sequelas neurológicas >> problemas posturais e osteopenia >> obs: frouxidão ligamentar – maiores riscos de lesão >> obs: síndrome de Down – músculos hipotônicos >> obs:força e equilíbrio – aos 4 anos é esperado que criança troque suas roupas