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O sistema imunológico serve para proteção contra agravos conferindo proteção, entretanto
hoje em dia estuda-se muito o fato de ele causar doenças, como o lúpus e a artrite
reumatoide, por exemplo. Outras doenças autoimunes (onde o corpo perde a capacidade de
reconhecer o que é próprio e não próprio) são:
● tireoidite de Hashimoto
● psoríase
● vitiligo (paciente não reconhece seu melanócitos e o encara como um corpo
estranho)
● pênfigo
● diabetes tipo I (acomete crianças a partir de 3/5 anos - paciente encara seu próprio
pâncreas como estranho e não produz mais insulina).
5% da população tem doenças autoimunes e esse valor tem tendência de aumento
Uma doença que é muito prevalente e autoimune é a alergia. Muitas alergias = sistema
imune desregulado, bem como paciente com doença autoimune
O ápice do sistema imunológico vai dos 14 aos 40 anos.
Após os 60 anos, ele passa a ficar falho. Nos dois extremos etários há o sistema imune não
totalmente pronto ou já deficitário, dando maior propensão a contrair certas doenças.
Bom sistema imunológico significa um sistema bem regulado, que é forte contra os
patógenos e não ataca estruturas próprias.
Todo sistema imune deve ter uma determinada tolerância. Identificar o Ag, mas não atacá-lo
ANTÍGENO (Ag) é qualquer substância não sintetizada pelo nosso próprio DNA
IMUNÓGENO é um antígeno, que leva à formação de um anticorpo (Ac)
ANTICORPO (Ac) é uma proteína sintetizada para atuar contra o Ag. Resposta final do
imunógeno
Fatores envolvidos no aparecimento das doenças
● fatores genéticos
● fatores imunológico
● fatores ambientais
A REGULAÇÃO DO S. IMUNE
É feita com citocina como elemento chave na regulação da resposta imune
● citocinas pró inflamatórias = ativa resposta imunológica
● citocinas supressoras = desativa respostas
Gripe - sintomatologia acontece por liberação do interferon, uma citocina pró inflamatória
Brasil - alta diversidade étnica, com muita variedade genética, o que faz com que indivíduos
reajam de maneira diferente a mesma doença (isso interfere muito em medidas de saúde)
Ac produzidos por linfócitos T. È ele quem marca a presença de doenças
Ac monoclonais: tratam uma variedade de doenças
Invasores: bactérias, fungos e vírus
Imunodeprimidos: aidéticos, medicamentos, idosos, neoplasias, desnutridos…
- DESNUTRIDOS são imunossuprimidos porque a medula óssea tem poucos aa,
vitaminas, proteínas, etc impedindo a proliferação celular, então o indivíduo fica
literalmente com poucas células
- GESTANTES são mais imunossuprimidas para que suas células de defesa não
ataquem o próprio feto, visto que metade de seu DNA não vem da mãe. Células
imunológicas maternas não passam para o bebê, apenas os Ac, o IgG. Grávidas só
tomam vacinas inativadas
- CRIANÇAS DE ATÉ 2 ANOS: apresentam uma boa replicação celular mas uma
péssima memória imune
- IDOSOS: apresentam uma boa memória imune mas uma replicação celular baixa -
imunossenescência
- PACIENTES ONCOLÓGICOS: células tumorais consomem tanta energia que resta
pouca para a medula produzir células imunes; quimioterápicos funcionam como
antimitóticos
Magnésio, Zinco, cálcio, vitamina D,E,A,B.C são extremamente necessários para o sistema
imune
ÓRGÃOS LINFÓIDES E CÉLULAS DO SISTEMA
IMUNE
ÓRGÃOS LINFÓIDES PRIMÁRIOS
MEDULA ÓSSEA
● órgão formador de células sanguíneas, plaquetas e elemento figurados do sangue
● Local onde os linfócitos são produzidos
● Local onde os linfócitos B são amadurecidos
● produz 100 milhões de células por dia
● presente principalmente em ossos longos e em ossos chatos
● biópsia geralmente é feita no osso esterno
● doação de medula ocorre no osso ilíaco
● A principal célula produzida é a célula-tronco hematopoiética pluripotente, que se
diferencia em diversas outras linhagens por meio de vias de sinalização por citocinas
e necessidades fisiológicas
TIMO
● massa bilobulada, localizada abaixo do esterno
● muito ativo durante a embriogênese e na infância
● seleciona e educa os linfócitos T - amadurecimento
○ células T, produzidas na medula e amadurecidas no timo, têm receptor TCR
reagindo frente a antígenos. Se reagir com antígenos próprios ele vai ser
deletado, caso não seja, a pessoa terá doenças autoimunes. Por fim, essas
células serão armazenadas nos linfonodos
● involui um pouco antes da puberdade - ocorre por volta dos 6 anos em crianças com
síndrome de down
ÓRGÃOS LINFÓIDES SECUNDÁRIOS
Local onde se iniciam as respostas adaptativas e são mantidos os linfócitos
Capturam o antígeno ingerido pelas células dendríticas ou pelos macrófagos dos locais de
infecção e apresentando-o aos pequenos linfócitos migratórios para, assim, induzir as
respostas imunes adaptativas
LINFONODOS
● localizados nos pontos de convergência de vasos do sistema linfático, um extenso
sistema que coleta o fluido extracelular dos tecidos, retornando-o para o sangue. Os
vasos linfáticos, através da linfa e células imunes levam bactérias ou outras
substâncias danosas até o linfonodo, atuando como filtros do sistema linfático
● linfonodos aumentados indicam processos inflamatórios, podendo, ou não, estar
associados a processos infecciosos
○ aumentam de tamanho decorrente de um aumento da proliferação celular em
seu interior, garantindo um aumento de seu volume
● são os locais de armazenamento de células imunes (linfócitos)
● são encontrados no pescoço, axilas, peito, abdome e virilha
○ mononucleose é a doença que mais aparece com os linfonodos aumentados
● TGI, TR, TGU tem bastante linfonodos pois são locais de entrada de vários
patógenos
BAÇO
● armazena leucócitos, linfócitos e sangue
● retira glóbulos vermelhos velhos e partículas estranhas ao corpo, sendo um filtro
para a corrente sanguínea.
TECIDOS LINFÓIDES ASSOCIADOS AO INTESTINO (GALT)
Apêndice
Amígdalas
Adenóides
TECIDO LINFÓIDE ASSOCIADO À MUCOSA (MALT)
CITOCINAS
Proteínas sintetizadas por uma célula que afetam o comportamento de outras células
Produzidas, geralmente, por Linfócitos T helper e Macrófagos
Aumentam ou inibem a atividade de um tipo de célula
Atuam em receptores específicos nas células alvo
Cada uma tem seu receptor (proteína)
Regulação e comunicação do sistema imune
Exemplos: IL (interleucina)-2, IL-6, interferon (IFN), fator de necrose tumoral (TNF)
Interferon é a principal citocina para vírus
quanto mais interferon, maior o caso clínico do paciente
febre, dor no corpo, dor de cabeça, dor articular, rash cutâneo, coriza e tosse
Liberação é importante para a ativação da resposta imune, vinda de células imunes ao sítio
infeccioso, mas exige regulação
● Paciente com sintomas de virose. É correto dar anti-inflamatório e
corticoesteróides(imunossupressor - segura a inflamação/o sistema imune)? Não.
Porque o medicamento vai fazer o oposto do que tem feito o sistema imunológico. O
corretor é fazer analgesia e antitérmico (>37,5º)
Citocinas pró-inflamatórias: IFN, TNF, IL-6, IL-2 → ativam o SI
Citocinas supressoras: IL-10, TGF beta → inativam o SI
Cytokine storm
Presente em pacientes com COVID-19
Resposta imune muito intensa acarretando em uma enxurrada de citocinas
pró-inflamatórias, que podem causar danos tissulares
Pode ocasionar problema na coagulação, choque (diminui PA), injúria pulmonar, sistema
imunológico fica parado, falência renal
Requer uso de imunossupressores para reduzir a RI
Dexametasona: corticoesteróide imunossupressor
Tocilizumabe: anticorpo monoclonal usado na artrite reumatoide, atua no receptor da
IL-6
CÉLULAS DO SISTEMA IMUNE
INFLAMAÇÃO
ocorre uma vasodilatação com afluxo de células e de moléculas
contenção do microrganismo no local quando não é possível eliminá-lo
reparo tecidual
assim que o sistema imune é ativado esse processo já deve ocorrer para que não ocorra
inflamações excessivas pois essas evoluem para lesão tecidual
inflamação excessiva causa lesão tecidual
FORMA DE COMBATER PATÓGENOS
FAGOCITOSE
os patógenos são extracelulares como bactérias e fungos
algumas são patogênicas e
macrófagos são rapidamente acionados
neutrófilos que ocasionam a grande formação de pus
fagolisossomosdestruição do patógeno eliminação patógeno
CITOTOXICIDADE
os patógenos são intracelulares como vírus
ativa as Natural Killers cells (NK) - resposta imune imediata
ativa linfócitos TCD8 (T Citotóxico) - resposta imune adaptativa
Célula infectada pelo vírus vai expressar na membrana que tem o antígeno viral, o linfócito
vai identificar e vai liberar substâncias citotóxicas, que vão causar poros na membrana
citoplasmática da célula que será morta para que o vírus não tenha como se multiplicar. Em
algum momento cai no espaço extracelular (na forma de vírions) o macrófago pega e
fagocita. Célula dendrítica também faz fagocitose de vírus precisam pegar o antígeno viral
para apresentar ao linfócito T helper
DEGRANULAÇÃO DE EOSINÓFILOS
combate helmintos/ vermes
atrai eosinófilos, que ao se aproximarem lançam grânulos citotóxicos
BACTÉRIAS INTRACELULARES: tuberculose, clamídia, hanseníase
citotoxicidade não funciona - o vírus precisa de células para se multiplicar, se mato a célula
ele morre, mas bactérias não necessitam das células hospedeiras para sua multiplicação,
então se uma célula morre, a bactéria sai e vai pra outra
ATIVAÇÃO DE MACRÓFAGOS - resposta imune celular
combate bactérias intracelulares
os macrófagos jogam superóxidos e enzimas líticas causando lise tissular
HANSENÍASE causa perda da sensibilidade porque a bactéria fica armazenada nos nervos
periféricos. Os macrófagos ao liberarem superóxidos e enzimas líticas acarretando em
danos como neurite, por exemplo
MORFOLOGIA DOS LINFÓCITOS
● Possui muitos receptores na superfície de membrana
● Núcleo condensado, com pouco citoplasma
● Com coloração e morfologia não dá para saber qual tipo de linfócito é
MARCADORES DE MEMBRANA
PROTEÍNAS DE SUPERFÍCIE CELULAR
● Na estrutura da membrana há proteínas que vão receber o nome de CD (conjunto
de diferenciação) proteínas de superfície celular
○ Diferencia uma célula de outra - cada célula imunológica tem um CD
específico
○ Marca fases de diferenciação celular (célula madura/ imatura)
○ Garante diferentes funções para cada linfócito
● Todas as células imunológicas têm CD
Células T sempre tem célula CD3
- T helper: possui TCD4
- T citotóxico: TCD8
Células B sempre tem CD19
Técnica de citometria de fluxo serve para identificar
LINFÓCITOS T
Produzidos na medula e amadurecidos no timo
Todos os linfócitos T tem um TCR específico (receptor de células T), que só se liga a um
antígeno específico (um só pra caxumba, um só pra staphylococcus coagulase negativo)
Exercem uma resposta específica contra virtualmente qualquer antígeno estranho
✔ Linfócito T helper na presença do antígeno libera citocinas, que vai ativar
linfócito B, que vai ativar macrófago, que vai ativar linfócito T citotóxico e
ativar eosinófilo
LINFÓCITOS T HELPER OU AUXILIAR (TCD4)
● Principal ativador e organizador da resposta imunológica
○ é pra quem o Ag é mostrado, reconhece quem é e comenda a atividade
imunológica
● Produz grande quantidade de citocinas que determinarão qual tipo celular será
aumentado (ex eosinófilo)
● Pessoa normal: acima de 1.000 células/mm3
○ Reduzidos em pacientes com HIV: 500 a 600 células/mm3
○ Pessoa com AIDS: abaixo de 200 células/mm3
■ é um vírus citolítico dos linfócitos TCD4
LINFÓCITOS T CITOTÓXICO (TCD8)
● CD8 positivo
● responsável pela proteção antiviral e antitumoral
● resposta imune adaptativa
● matam as células infectadas por vírus
LINFÓCITOS T REGULADOR
● suprimem a resposta imunológica
● produz citocinas anti-inflamatórias
● evitam doenças devido ao excesso de atividade do sistema imune
● em menor expressão em doenças autoimunes
LINFÓCITOS T DE MEMÓRIA
● armazenado nos linfonodos
● confere memória imunológica a imunógenos
LINFÓCITOS B
Originados e amadurecidos na medula óssea
Ficam armazenadas nos órgãos linfóides
Diferenciam-se em células plasmáticas que fazem a produção de anticorpos
Quando ativado é capaz de gerar célula de memória
Se diferenciam em plasmócitos
Anticorpos são moléculas agrupadas em uma classe de substâncias conhecidas
como imunoglobulinas, em geral abreviadas como Ig, e o receptor de antígeno do
linfócito B (BCR) é conhecido como imunoglobulina de membrana
EOSINÓFILOS
Granulócito
Corresponde a 2-3% dos leucócitos
Núcleo bilobulado e citoplasma ocupado por grânulos citotóxicos
Resposta a helmintos - liberação de grânulos citotóxicos
Resposta a processos alérgicos (interleucinas 4 e 5)
BASÓFILOS
Granulócito
1% das células na circulação central
Citoplasma com grânulos de histamina (aumenta a permeabilidade (vasoativa)) e heparina
(anticoagulante) melhorando o trânsito celular
Atua na inflamação e nas respostas alérgicas
NEUTRÓFILOS
Granulócito
50-60% de células imunes circulantes
Principais células fagociticas de combate direto as bactérias
Citoplasma repleto de grânulos com superóxidos e enzimas
Alto potencial destrutivo por fagocitose
Grande mobilidade
Ativado por citocinas pró-inflamatórias
Altamente produzido na medula óssea
Piogênicos
CÉLULAS NATURAL KILLER - NK
10 a 15% dos linfócitos do sangue
Destrói células tumorais ou infectadas por vírus
Resposta imune inespecífica/inato/imediata
Não possui receptores antígeno-específicos
Ativada pelas citocinas liberadas pelo linfócito TCD4
Reconhece os fragmentos proteicos dos vírus
Pode-se afirmar que as células NK (natural killer) são aquelas capazes de: Destruir
uma variedade de células-alvo infectadas e transformadas por vírus
CÉLULAS FAGOCÍTICAS = CÉLULAS DENDRÍTICAS + MACRÓFAGOS
● localizadas abaixo do epitélio
● capturam Ag e os transporta até os tecidos linfóides
● A apresentação do antígeno deve ser feita ao linfócito TCD4 naive (virgem), o qual
não foi apresentado ao anticorpo ainda
● Participam tanto da imunidade inata quanto a adquirida
● Principalmente células dendríticas e macrófagos. Linfócitos B somente quando há
memória imunológica
● Fazem parte do retículo epitelial
MACRÓFAGOS
Primeira linha de defesa
Têm alto poder fagocitário, de destruição
É presentador de antígenos (início da resposta imune adaptativa) aos linfócitos TCD4
Produz citocinas pró inflamatórias, causando inflamação e quimiotaxia
Faz a limpeza de tecidos necrosados
Quando faz fagocitose da bactéria Libera citocinas inflamação, quimiotaxia chama
para o local células de combate
Após combater, ocorre uma ‘’sujeirada’’ e novamente ele faz limpeza/ restaurar o tecido/
cicatrização
CÉLULAS DENDRÍTICAS
Apresentadoras de antígenos para ativação de linfócitos TCD4
As células dendríticas imaturas passam pelo sangue para entrar nos tecidos periféricos.
Quando encontram um patógeno potencial, elas maturam e migram para os tecidos
linfóides, onde ativam linfócitos T antígeno-específicos.
Não destrói o patógeno, apenas apresenta
INFILTRADO INFLAMATÓRIO NO MÚSCULO CARDÍACO
- doença de chagas
- Trypanosoma cruzi
- tem inúmeras células imunes
Exame de papanicolau para avaliar a celularidade, ver se há células imunes. Caso elas
existam em quantidade significativa indica alguma inflamação
Os sistemas inatos de defesa precoce, que dependem de receptores invariáveis
capazes de reconhecer características comuns de agentes patogênicos, são de
crucial importância, mas podem ser superados por muitos microrganismos, sem
desencadear memória imune.
A capacidade de reconhecer todos os patógenos especificamente e de fornecer uma
maior proteção contra a reinfecção são características únicas da imunidade
adaptativa, baseada na seleção clonal de linfócitos portadores de receptores
antígeno-específicos.
A imunidade adaptativa é iniciada quando ocorre uma falha na eliminação de uma
nova infecção, e as células apresentadoras de antígeno ativadas, portadoras desse
antígeno, são levadas aos tecidos linfóides de drenagem. Quando um linfócito
recirculante encontra um antígeno estranho específico nos tecidos linfóides, ele é
induzido a proliferar, e sua progênie a se diferenciar em células efetoras que podem
eliminar o agente infeccioso. Um subgrupo desses linfócitos em proliferação se
diferencia em células da memória, prontas a responder rapidamenteao mesmo
agente, se encontrado novamente.
RESPOSTA IMUNE INATA
Exposição > adesão > invasão > colonização e crescimento - infecção > produção de
toxinas + invasividade de outros tecidos > inflamação ou dano tissular
O sistema imunológico tenta não deixar ocorrer: adesão (resposta imune inata), invasão
(resposta imune inata) e crescimento
A pele é um exemplo de cuidado pra que esses passos não aconteça
A resposta inata não precisa ser preparada, é imediata
É inespecífica para um único Ag
Não resulta em resposta imunológica
Célula dendrítica, neutrófilos, eosinófilos, basófilos, macrófago
Mecanismos que estão presentes e prontos para atacar invasores a qualquer momento
É ativada quando as barreiras epiteliais são rompidas
Principal mecanismo de defesa é a fagocitose
Principalmente em tecidos epiteliais e mucosas
Barreiras físicas
São as barreiras epiteliais contra infecção
Mecânica
- células epiteliais unidas por junções fortes
- fluxo de ar ou fluido
- movimentação de muco e cílios
Químicas
- ácidos graxos
PELE
Atua como barreira física ao se descamar impedindo a adesão de agentes infecciosos.
Barreira biológica contra microorganismos
Barreira química: pH ácido, ácido lático, lisozimas e ácidos graxos
TRATO RESPIRATÓRIO
Impede que diversos micro-organismos vão para o trato respiratório inferior, menos
protegido contra a entrada de agentes patogênicos
Composto pelo movimento muco-ciliar das células encontradas na traqueia, impedindo a
entrada e saída de diversas bactérias. Ainda, a presença de células fagocitarias ajuda no
processo.
Espirrar é um mecanismo fisiológico de expulsão de invasores do trato respiratório,
juntamente com vômito e diarreia referente a entrada de agentes patogênicos no trato
gastrointestinal.
Quando as defesas inatas do trato respiratório estão diminuídas (o movimento ciliar e a
limpeza por células fagocitárias) é documentado um aumento do risco de infecção
bacteriana após infecções virais prévias. Ainda, a presença das cânulas em pacientes
entubados pode estar associada a uma maior taxa de infecção bacteriana de VA nesses
pacientes.
TRATO DIGESTIVO
Saliva na cavidade bucal, composta por uma grande variedade de enzimas;
O pH baixo do estômago (somente aceito pelo H. pylori, que garante o desenvolvimento
de úlceras gástricas. Impede o desenvolvimento e proliferação de demais bactérias);
Bactérias comensais presentes no intestino (impedem que ocorra a aderência de novos
patógenos)
● Impedindo que ocorra a aderência de novos patógenos na mucosa de nosso trato
gastrointestinal, dada a competição por espaço e nutrientes e a produção de
substâncias antibacterianas por nossas bactérias comensais.
Não se corta diarréia porque é uma resposta inata do sistema digestivo
Existem indivíduos que têm MUITAS células imunológicas no trato gastrointestinal,
resultando em uma inflamação da mucosa local, caracterizando doenças auto-imunes.
Como exemplos dessas doenças podemos citar doença de Crohn e retocolite ulcerativa.
Deve haver a quantidade certa de células imunológicas nessa região, visto que tanto seu
excesso (doenças auto-imunes) quanto sua falta (infecções oportunistas) podem facilitar o
desenvolvimento de quadros clínicos graves.
APARELHO GENITO URINÁRIO
pH ácido (impede a proliferação de agentes infecciosos);
Fluxo urinário (a bactéria E. coli tenta ascender pela uretra indo até o trato genitourinário
superior, garantindo o desenvolvimento de infecções urinárias);
Flora bacteriana (manutenção do pH ácido no ambiente vaginal, impedindo o
desenvolvimento de condições como vaginites bacterianas e candidíase)
CONJUNTIVA DOS OLHOS
É feita pela lisozima e pelas células epiteliais - lisozima, uma substância produzida pela
mucosa ocular que impede o desenvolvimento de algumas bactérias. É encontrada nas
lágrimas, compondo a principal via de defesa dessa mucosa
O patógeno invadiu a barreira epitelial ocorre a ação das células
Primeira linha de defesa
1. Macrófago
a. (guardião de mucosa, funciona como sentinela)
b. fagocita o patógeno
c. libera citocinas
d. ativa o sistema imunológico
2. Neutrófilos
a. atua em extracelulares
b. fagocitose
c. liberação de citocinas pró inflamatórias
d. forma pus
3. Células NK
a. antiviral e antitumoral
b. reconhece as moléculas alteradas nas membranas citoplasmáticas das
células alteradas
c. citotóxicas
d. fazem a degranulação
i. ocitocina antiviral é interferon (IFN) gama
ii. mata as células hospedeiras de vírus
e. não são específicas para um determinado Ag
4. Citocinas
a. aumentam a inflamação: IL-10; IL-13
b. supressoras: interferon; alfa TNF(altera a permeabilidade dos vasos); IL-6; IL-2
5. Sistema complemento
a. principal mecanismo de defesa humoral não específico
b. pode levar ao aumento da permeabilidade vascular, recrutamento de células
fagocitárias, lise e opsonização da bactéria
c. constituído por uma ‘’cascata’’ enzimática que ajuda na defesa contra
infecções
RESPOSTA IMUNE ADAPTATIVA
Há um período de tempo para que a resposta seja máxima
É gerada para um Ag específico
Induz resposta imunológica
Consome muito mais energia
Possui memória imunológica
Discrimina o que é próprio e não próprio
Células envolvidas
Células apresentadoras de antígenos (APC) - macrófagos e dendríticas - são fagocitárias-
neutrófilos, eosinófilos, basófilos,
Linfócitos B e T, (anticorpos)
Início
É iniciada pela RI imediata
Ag é capturado nos tecidos e fagocitado pelas APC
Resposta imune inata não conseguiu controlar a multiplicação do vírus que libera muito
interferon causando os sintomas: tosse, febre, congestão nasal, coriza, dor de garganta, de
cabeça e muscular e fadiga
Depois de aproximadamente 3 dias a RI adaptativa é ativada e a melhora inicia
Não se faz uso de medicação antiviral para quadros de influenza
Após ativação dos linfócitos B e T entram em mitoses sucessivas
A resposta imune adaptativa é feita de fato, a partir de quando ela apresenta o Ag ao
linfócito T helper (TCD4)
Apresentação do Ag
O antígeno é normalmente uma proteína
1. Célula apresentadora de antígeno, transforma essa proteína em peptídeo (pedaços.
menores) e apresenta ele para o linfócito T helper com TCR específico
complementar para aquele antígeno, que está no linfonodo
2. Linfócito TCD4 helper identifica o tipo de Ag
3. Linfócito libera citocinas pró inflamatórias
a. Se for intracelular ativa NK e macrófagos
b. Se for extracelular ativa Linfócitos B
O linfócito vai organizar e direcionar toda a resposta imune por meio da liberação de
citocinas
Célula apresentadora não vai apresentar para qualquer linfócito T, mas sim para aquele que
é compatível/complementar
Essa busca pelo seu complementar que causa a demora da resposta no primeiro
contato
Se não achar, não vai ter resposta imune adaptativa
Cada linfócito T CD4 tem um TCR específico complementar a um único antígeno
TCR pode ser adaptado, mas isso varia entre os indivíduos
A memória imunológica, criada após a expansão clonal. O microrganismo não consegue
se multiplicar rapidamente pois os linfócitos de memória são ativados rapidamente
Vacinar é promover memória imunológica
Linfócito T Helper, quando o moo for extracelular vai ativar as células B criando Ac; quando
é intracelular, ativa os macrófagos (fagociticos) e as células NK
O primeiro contato com o antígeno provoca a proliferação e diferenciação de células
efetoras
● Linfócitos T auxiliares (LTCD4)
● Linfócitos T citotóxicos, (LTCD8)
● Linfócitos T reguladores (LTCD4+CD25+)
● Linfócitos de memória B e T
As citocinas, que vão direcionar a resposta imunológica, são liberadas de acordo com o Ag
e a genética do indivíduo
Tipos de respostas adaptativas
HUMORAL
Ativação de linfócitos B
Formação de Ac pelos plasmócitos
Defesa extra celular
Células B capazes de produzir Ac são denominadas plasmócitos
LINFÓCITOS B também são responsáveis por remover as impurezas presentes na
linfa
CELULAR
Formação de linfócitos TCD8 citotóxicos específicos para o Ag
Linfócito TCD8 faz a lise ou induz a apoptose de células infectada
Ativação de macrófagos com alto poderde destruição dos patógenos
Diversas células e moléculas
Defesa inter celular
Fases da RI
1. Reconhecimento de antígeno
2. Ativação de linfócitos
3. Eliminação do antígeno
4. Declínio
5. Memória
Resposta imune primária
Primeiro contato entre o Ag e o sistema imunológico
com linfócitos virgens
Níveis de Ac demoram cerca de 5 a 7 dias para
aumentar
Período necessário para proliferação da resposta
Pico de Ac com cerca de 14 dias
Vacinas são muito mais efetivas para vírus do que para bactérias
Resposta imune secundária
Em 1-2 dias as concentrações séricas de Ac já são elevadas (100 a 1000 vezes maiores
que na resposta primária)
São mantidos por mais tempo
Ocorre com a proliferação dos linfócitos T CD8
Memória imunológica
Os linfócitos de memória são responsáveis pela resposta imunitária secundária, mais
rápida, de maior intensidade e de duração mais longa
O antígeno específico é reconhecido e há maior eficácia na proliferação de células efetoras
para o seu combate e produção de mais células – memória
Idosos têm muita memória imunológica mas têm baixa velocidade na movimentação e
proliferação celular
IMUNOGLOBULINA/ ANTICORPOS
1. Por que é difícil tratar pacientes utilizando citocinas para aumentar a imunidade?
gera uma inflamação no paciente
não há imunorregulação antígeno-específica
2. Dê algumas recomendações para melhorar a imunidade de um idoso
dieta balanceada, dormir bem, exercícios físicos
3. Criança está com a imunidade baixa – como avaliar?
quando a criança faz mais de 6 infecções por ano já é recorrente
investigar quando
- pneumonia , que evoluiu para sepse
- meningite
- evolução atípica
4. De algumas recomendações para melhorar a imunidade de uma criança de 2 anos
amamentação
vacinação
sol
brincar bastante
5. Leucogen
princípio ativo: timomodulina - peptídeo hormonal extraído do timo do bezerro (Bovino Jovem).
Esse Timo é uma glândula, que apresenta grande relevância na defesa imunitária, protegendo o
organismo contra doenças e estimulando as defesas naturais do organismo contra infecções
6. Por que crianças com mais de 4 anos ficam menos doentes?
SI mais desenvolvido
já tem células de memória
7. Qual a função da vitamina D na imunidade?
vitamina D é capaz de modular o sistema imune inato
8. Câncer e imunidade
causa imunossupressão
pq as células tumorais têm um alto gasto energético
9. Quimioterapia e imunidade
quimioterápicos inibem mitose células
quimioterapia não é seletiva afetando as células da medula óssea também, não produzindo
células imunitárias
anemia, plaquetopenia e leucopenia - PANCITOPENIA
É uma glicoproteína secretada pelos PLASMÓCITOS (linfócito B ativado) em resposta a um
antígeno
Célula dendrítica TCD4 organiza resposta ativa RI fagocitose ativação de
células B diferenciação em plasmócitos liberação do anticorpo liberação de células
de memória
Macrófago faz fagocitose do antígeno apresenta ao T helper organiza resposta imune
humoral ativação do linfócito B plasmócito produção de anticorpo que recobre o
antígeno para o qual foi criado (OPSONIZAÇÃO)
Proteína pequena (glicoproteína) que é secretada pelo plasmocito (linfócito B maduro) em
resposta a um estímulo específico (imunógeno resposta imune adaptativa completa)
Macrófago faz fagocitose do antígeno apresenta ao T helper - organiza resposta imune
humoral ativação do linfócito B plasmócito produção de anticorpo que recobre a
bactéria
Anticorpo é uma molécula com estrutura muito conhecida (Fab – onde se liga o antígeno e
Fc – constante- o que define ser IgG, IgM, etc)
Estrutura
Apresenta duas regiões: FC + FAB
FRAGMENTO CONSTANTE - FC
se liga às células imunológicas
define se será IgG, IgM, IgA…
é a cauda do Y
cadeia pesada
FRAGMENTO FAB - antigen binding
se liga às estruturas presentes nas membranas dos antígenos
extremamente variável conforme o antígeno
é a cabeça do Y
cadeia leve
DOBRADIÇA - HINGE
permite a flexibilidade dos anticorpos
permite que a porção Fab se ligue a dois antígenos
Funções
1. Aglutinação e formação de precipitados
a. IgG faz aglutinação favorecendo a fagocitose
b. Complexos imunes Ag-Ac são insolúveis, formando um precipitado, e
facilmente fagocitáveis e destruídos por célula fagocíticas
2. É opsonizante
a. Macrófagos e neutrófilos têm nas suas membranas receptores para Fc da Igs
b. Resultado: Aumento da capacidade fagocítica das células, levando à
destruição dos microorganismos
c. se tem anticorpo cobrindo a bactéria, vai ter fagocitose
Pegou produziu anticorpo anticorpo recobriu patógeno fagocitose
MUITO mais rápido e potente
d. Anticorpo ativa o sistema complemento
3. Citotoxicidade dependente de Ac e mediadas por células
a. Porção FAB se liga à célula alvo
b. Células NK possuem receptores específicos para Fc
c. Resultado: a IgG direcionam a ação das células NK que destroem o alvo
4. Neutralização de toxinas
a. IgG neutraliza toxinas do tétano, botulismo, venenos de cobra e escorpião
b. As IgG são as moléculas de escolha para a imunização passiva contra
toxinas e venenos, devido a sua meia vida ser longa
c. É importante para proteção contra vírus e toxinas
5. Imobiliza bactérias
a. IgG reage contra flagelos e cílios de bactérias móveis,
b. Impede que microrganismos se espalhem e invadem tecidos
6. Neutralização de vírus
a. Não permite ligação do vírus no receptor presente na célula por conta da
proteína (anticorpo)
7. Ativa sistema complemento
Classes
O que difere é a estrutura da cadeia pesada
IgM
IgG - mais importante; cadeia pesada gama - globulina gama; geralmente produz soros
imunes
IgD
IgA
IgE
IgG
Apresenta subclasses IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4
Intravascular
Extracelular
Apresenta meia vida de 5 meses
Monomérica
É a única imunoglobulina que passa pela placenta, pois a placenta só apresenta receptores
para IgG, sendo assim, a mãe e o bebê ficam protegidos. Um bebê nascido a termo
recebeu toda carga de anticorpos necessária. Na vida intrauterina, o feto NÃO é capaz de
produzir IgG, mas no 5º mês de gestação pode produzir IgM, o 3º mês pós nascimento é
capaz de reduzir os níveis de IgG recebidos pela mãe e a produzir seu próprios
síndrome de Brutton
ligada ao cromossomo X
Agamaglobulinemia
falha na conversão do LB para plasmócito
recebe mensalmente gamaglobulinas purificadas
proveniente doadores de sangue
macrófagos deficientes
fica mais difícil a sobrevivência devido a sua grande variedade de funções
participa da resposta imune inata e da adaptativa
síndrome de Chediak-Higashi
deficiência na mobilização e prolif de neutrófilos sendo mais susceptível a
infecção bacteriana
TTO de deficiências celulares: transplante de medula óssea
IgM
Apresenta um peso molecular maior
Tem estrutura metamérica - pentâmero
Imunoglobulina de fase aguda pois é a primeira a ser produzida após
infecção ou imunização sendo importante pra defesa precoce contra
infecções bacterianas
Restrita ao espaço intravascular - tem função de aglutinação
Tempo de meia vida de curta duração
Não atravessa a placenta, mas pode ser sintetizada pelo feto a partir da 5ª
semana
É neutralizadora das bactérias no tecido, faz a precipitação das bactérias e dos vírus
Forma complexos insolúveis pela aglutinação
IgA
Protetor de mucosas
Concentrações maiores em mucosas
Pode se apresentar como monômeros ou dímeros
Importante na defesa primária contra infecções locais em áreas como o TR e TGI, devido
sua presença nas secreções
Impede que o Ag se ligue e penetre na superfície do epitélio
Maior concentração de IgA nos tecidos é na lâmina própria dos tecidos (camada abaixo do
epitélio) sendo ativamente transportada pelo epitélio
Atua bem contra GRAM - na presença de lisozimas
2ª mais abundante no soro (monomérica)
Neutraliza vírus
Principal Ac presente em secreções externas como saliva, muco, suor, suco gástrico e
lágrimas
Principal Ac presente no colostro e leite: principal fonte de proteção contra patógenos de
mucosa em neonato
IgA pelo leite materno
a termo, peso adequado até o 5º mês não tem nenhuma infecção
a partir do 6º mês elas começam a surgir, IgG materno parade fazer efeito, bebê vai pra
creche e vai iniciar a RI primária
1: 700 brasileiros apresentam deficiência seletiva de IgA
- criança tem infecção de repetição de em mucosas como pneumonite e gastroenterite
GESTANTE NÃO PODE RECEBER VACINA COM VÍRUS
IgE
Faz a degranulação de mastócitos com Ag de helmintos - libera histamina - aumenta
permeabilidade
Alergia é mediada por IgE - alergia é uma situação anormal
Concentração no soro é a mais baixa das Igs
Níveis elevados de IgE no sangue: indica infecções por helmintos ou alergias
Distribuição no corpo
No SNC NÃO há imunoglobulinas
- barreira hematoencefálica impede a entrada de células
- SI causa inflamações, e caso essas inflamações ocorram no SNC vai ter muitos
sintomas, inflamando o SNC como um todo
PCR
Ensaios de amplificação de ácido nucléico (PCR)
● Busca de sequências únicas de ácido nucleico viral em uma reação em cadeia da
polimerase por transcriptase reversa (PCR)
● RT-PCT real time
● Pode usar materiais como secreções, sangue, tecidos
● Ao se tratar de doenças infecciosas procura-se o material genético do patógeno
● Os kits comerciais e software são específicos para o patógeno a ser testado
○ Covid - naso faríngea
○ HIV - sangue
○ gonococos - raspado cervico vaginal
● Coleta-se de 24h a 48h do início dos sintomas
● Teste gold standard
● Vantagens:
○ busca material genético do patógeno
○ falso positivo raro
● Desvantagem
○ tempo 7-10 dias para os resultados - com a pandemia melhorou muito
○ custo
○ requer profissional treinado e qualificado
○ equipamentos caros e restritos a grandes centros
○ em caso de RNA virus - tempo para análise de 4h após coleta
○ sensível, porém o vírus tem que estar replicando no momento da coleta
SOROLOGIA
Busca o Ac no soro
Auxilia no diagnóstico de doenças infecciosas
- Ac anti HIV
- Ac anti HCV
- Ac anti rubéola
- Sorologia para sífilis
- Sorologia para dengue
- Sorologia para coronavírus
Auxilia no diagnóstico de doenças autoimunes
- Ac anti tiroperoxidase (doença de Hashimoto)
- Ac anti nuclear (FAN - lúpus eritematoso)
- Ac anti transglutaminase
Técnicas ELISA, quimioluminescência
Utiliza-se soro ou sangue total para a realização
Uso de sabonetinho ou cassete - teste rápido
Vantagens
- material acessível
- sem constrangimento para o paciente
- alta concentração de Ac no sangue
- custo acessível
- método estudado e conhecido
Limitação
- Janela Imunológica: período entre a infecção e o aparecimento de Ac em
concentrações detectáveis (11 dias após infecção com covid)
Fazer entre 30 dias
Com perfurocortantes e estupro faz hoje, daqui 30 dias e em 60 dias
Período de incubação: da infecção até o início dos sintomas
Para covid, serve para ver se já teve a doença
Se encontrar anticorpo
indica que o paciente teve contato com o patógeno!
Nos bancos de sangue se faz: ANTI-HIV, ANTI-HCV, ANTI-HBV, ANTI-CHAGAS, ANTI-HTLV,
ANTI-TREPONEMA
COMPLEXO PRINCIPAL DE
HISTOCOMPATIBILIDADE (MHC ou CPH)
HLA - HUMAN LEUKOCYTE ANTIGEN
HLA é nosso carimbo genético, identifica seu principal antígeno de compatibilidade
genética. Mostra células que são ou não minhas, self non self. Presente em todas as células
do nosso corpo
Identifica compatibilidades para transplantes, deve ser compatível ao HLA e MHC
Se tem MHC é próprio, se não tem é não próprio sofrendo ataque
HLA= quando está no leucócito
MHC= qualquer célula somática e na membrana do leucócito
MHC
Os genes MHC estão em todos os vertebrados
Presentes no braço curto do cromossomo 6
Pode ser dividido em classes I, II e III
No homem é denominada HLA, os genes mais polimórficos do genoma humano
Conjunto de genes que codificam a síntese de glicoproteínas de superfície celular, que
permite que as células do SI:
● Diferencie self e non self
● Participar do processo de apresentação do antígeno
CLASSES
Classe I: todas as células nucleadas do organismo (inclusive célula apresentadora de
antígeno)
Classe II: expresso apenas nas células apresentadoras de antígenos - macrófago, célula
dendritica, linfócito B
● Moléculas transmembrana, com domínios citoplasmáticos, inseridos na membrana
● Participa da apresentação de antígeno
Tipagem de HLA
● Testar compatibilidade
● Principal molécula de histocompatibilidade
● Necessário em transplantes e doação de medula óssea
Serve para o SI identificar a célula como própria
Muito utilizado em transplante de órgãos (tem que ser idêntico ou ter 5 dos 6 alelos iguais),
determina a aceitação ou não entre indivíduos da mesma espécie ou de espécies diferentes
1. Ter compatibilidade ABO
2. Compatibilidade do HLA
Compatibilidade: 50% do pai e 50% da mãe
A probabilidade de encontrar pessoas, exceto familiares, com HLA compatível é de
1:100.000 em pessoas da mesma etnia
O processo de meiose dificulta que irmãos dos mesmos pais tenham HLA idênticos
(25% idêntico ou distinto e 50% haploidêntico - igual pai e mãe 50%
compatível)
Gêmeos univitelinos apresentam HLA idênticos
Apresentam um enorme polimorfismo
É relevante para a RI, para o transplante de órgãos e para a predisposição de doenças
(celíaca em caucasianos, tuberculose em africanos)
APRESENTAÇÃO DO ANTÍGENO
Antígeno é apresentado em conjunto com o MHC, é uma proteína de encaixe
1. Introdução de antígenos protéicos nas APC
2. Degradação proteolítica dessas proteínas em peptídeos
3. Ligação de peptídeos as moléculas recém-montadas do MHC
4. Exposição dos complexos peptídeos MHC na superfície das células APCs para o
reconhecimento pelas células T
Relacionam-se com a maiores ou menores suscetibilidade a patógenos e a doenças
auto-imunes
O reconhecimento do Ag ocorre, sendo sempre apresentada com MHC
MHC I só vai se ligar a CD8
- Combatido por citotoxicidade
- Combate vírus
- Apresenta para o TCD8 ( joga grânulos ou induz apoptose)
- Ag entra sozinho na célula
MHC II só vai se ligar no CD4
- Produzido no RER
- Apresenta para o TCD4
- Em células que apresentam antígeno
- Ag para entrar na célula precisa ser fagocitado
A proteína do patógeno é degradada e apresentada junto do MHC
O tempo todo produzidos MHC I e II
Porque na medula óssea exige maior compatibilidade?
● Pois é um órgão de produção de células imunes
● Exige 100% de compatibilidade
● Inter vivos
● Retira do osso pélvico, e o receptor recebe via endovenosa
● Transplante mais feito é o de córnea, não é vascularizada e não há chegada de
células imunológicas por isso não importa o HLA
- Pode ser retirada até 12h após a morte
● A busca de doadores ocorre primeiro entre irmãos dos mesmos pais - redome (rede
de doadores de medula óssea) - rede internacional de doadores de sangue
Doença do enxerto contra o hospedeiro
● A medula óssea ataca o hospedeiro
● Quando não é 100% de compatibilidade
INFLUENZA
https://www.youtube.com/watch?v=Rpj0emEGShQ
Doença respiratória
Febril com sintomas sistêmicos
Causada por uma variedade de outros organismos
Inadequadamente denominada gripe
Mais de 100 tipos de vírus
Vírus Sincicial Respiratório: relevante para prematuros, cardiopatas, pneumopatas -
causa pneumonia viral ocasionando até a morte
Transmissão principalmente com gotículas, por aerossóis (grande quantidade de virions por
gotícula - 100.000 a 1.000.000)
Período de incubação: 18 a 72 horas (dois dias geralmente)
ELiminação do vírus
- Pode ocorrer 1 dia antes dos sintomas
- Transmissão máxima nos 3 dias iniciais da doença - sugere-se isolamento
- Quanto mais febre, maior está sendo a liberação do vírus (isolamento de 24h após o
fim da febre)
Sintomas
- Febre
- Dor de cabeça
- Mialgia
- Tosse
- Rinite
- Sintomas oculares
Os medicamentos viram reduzir os sintomas, sendo basicamente analgesia e repouso
https://www.youtube.com/watch?v=Rpj0emEGShQ
Características virais
- RNA vírus
- vírus envelopado
- patógeno do SR
- tipos A, B e C (o que menos importa)
- Capsídeo + material genético + envelope com as proteínas: hemaglutinina e
neuraminidases + espículas (proteínas - adesão e invasão nos tecidos)
- H1N1: hemaglutinina 1 e neuraminidase 1 → cepa mais virulenta
- H3N7: hemaglutinina 3 e neuraminidase7
Tipo A tem relação com porcos e aves
ALTERAÇÕES ANTIGÊNICAS - antigenic drifts
Ocorre no tipo A
As mutações ocorrem devido às novas HA e NA, que podem vir dos porcos ou aves
Genes codificadores de HA e NA acumulam mutações
Mutações anuais
Gera epidemias esporádicas
Dificuldade de controle do SI por ser vírus mutado - precisa mudar TCR
● Paciente tem uma gripe por ano porque pega o vírus do ano, ou duas caso o
paciente tenha viajado
H1N1
● 2009
● Matava mais jovens e gestantes
○ Por que pra eles era mais difícil rearranjar os TCR
○ As mortes ocorriam devido a alta inflamação dos pulmões e a incapacidade
respiratória
● Tipo A
Os infuenza B sofrem mutação shift
Grupos de risco para complicar mas todo mundo pode se infectar
● Gestantes
● Crianças < 24 meses, < 5 anos ?
● Pessoas com doenças crônicas cardiovasculares, pulmonares, renais, hepáticas e
diabetes, Anemias
● Imunidade baixa (transplantados…)
● Obesidade mórbida
● Pessoas com 60 anos ou mais ???
Síndrome Gripal
● Febre acompanhada de tosse ou dor de garganta
● início dos sintomas nos últimos 7 dias
Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)
● indivíduo hospitalizado com febre, mesmo que referida, acompanhada de tosse ou
dor de garganta e que apresente dispneia
● Também podem ser observados os seguintes sinais: saturação de O2 menor que
95% ou desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória.
● Agravamento
○ Dificuldade para respirar
○ persistência ou aumento da febre por mais de três a cinco dias (podendo
indicar pneumonia),
○ piora de sintomas gastrointestinais (como vômito e diarreia)
● Febre + tosse + dispneia = INTERNAÇÃO
Tratamento
Oseltamivir - Tamiflu
A vacinação dos idosos é uma medida para evitar hospitalizações por pneumonia
Qual a relação?
Um caso gripal causa um desgaste no SI, além disso o vírus é citopático, ou seja,infecta e
destrói as células ciliadas da traqueia reduzindo ainda mais o batimento dessas células o
que favorece a adesão de bactérias
Pneumonia mais causada por pneumococos, que fazem parte da flora residente das vias
aéreas superiores, ocorre ao atingir os alvéolos pulmonares, liberar pneumolisina e causa
pneumonia
Vacina para pneumonia: anti-pneumocócica
● 23 sorotipos - adultos
● 10-valente - crianças
● dura anos
● calendário obrigatório para crianças
Complicações pulmonares
● crupe (crianças e jovens) - doença inflamatória dos tratos respiratórios superior e
inferior
● pneumonia primária pelo vírus
● infecções bacterianas secundárias (S. pneumoniae, S. aureus, H. influenzae)
● Sinais clínicos que sugerem pneumonia por infecção bacteriana secundária
○ Febre após período de recuperação da virose aguda;
○ Consolidação lobar em Rx tórax
○ Novo comprometimento respiratório após quatro a sete dias do início dos
sintomas
○ Cultura mostrando organismo bacteriano
Diagnóstico
H1N1
● PCR: reação de cadeia da polimerase - é o teste mais sensível e específico, colhido
por swab nasofaríngeo ou de faringe ou aspirado nasofaríngeo
● Positivo em média por 6 dias (1-17 dias)
Vacina de gripe
Feita com vírus inativado - não tem o vírus vivo, que nem está completo;são apenas
fragmentos
Crescida em ovos - quem tem alergia pode apresentar problemas
Vacina segura, com poucas reações
Sua eficácia depende do SI do receptor
Reações adversas
● De 15% a 20% relatam sentir dor e, vermelhidão e endurecimento no local da
aplicação
● São reações leves que desaparecem em até 48 horas
● Manifestações sistêmicas como febre, mal-estar e dor muscular também são
benignas e breves
● Têm inicio de 6 a 12 horas após a vacinação e persistem por um a dois dias
● Reações alérgicas são raras
Como fazer vacina para um vírus que muda todo ano?
- Sazonal: 3 cepas (disponível no SUS)
- tipo A - H1N1
- tipo A - H3N2
- tipo B (rede privada tem 2 pra B)
IMUNIZAÇÃO - VACINAS
Panorama
● Importante ferramenta da saúde pública
● Expectativa de vida no brasil aumentou consideravelmente (75/76 anos) e a vacina
contribuiu bastante
● A partir da década de 70/80 caiu o número de mortes por doenças infecciosas
o VARÍOLA - erradicação
▪ matou quase 500 milhões de pessoas no século xx
▪ Foi extinta em 1980 com o desenvolvimento das vacinas
● Diminui também a mortalidade infantil
● Zé gotinha: intensa campanha da vacinação contra poliomielite (VOP) – erradicação
● 1980 vacina de febre amarela com pistola de ar comprimido (era doloroso) -
erradicação
● Vacina tem que ativar o sistema imunológico até a resposta imune adaptativa
Objetivos
● No indivíduo: prevenir a doença
● Na população: erradicar a doença
Imunização ativa
Administra-se determinado Ag que leva a produção ativa de imunidade
Criar memória imunológica - é celular
Vacinação e imunização natural ao contrair a doença infecciosa
Imunização passiva
Administração de soro contendo anticorpos pré-formados, que conferem proteção passiva
ao receptor
Soro anti-tétano (artificial), imunização vertical (natural - mãe passa IgG pela placenta e IgA
pelo leite materno)
Não confere memória permanente
Proteção temporária
Ao inocular um antígeno ocorrem algumas reações adversas esperadas, são elas
- dor local
- vermelhidão
- dor no corpo
- talvez febre
- inflamação local
Não se deve fazer uso de antinflamatórios, eles agem contra o sistema imunológico, visto
que impedem a inflamação e isso acarretaria em uma não produção de Ac. Caso necessite,
é recomendado analgesico antipirético (dipirona e paracetamol)
Tipos de vacinas
ATENUADAS
● Microorganismo obtido a partir de um indivíduo animal infectado
● Moo é atenuado por meios de cultura diminuindo seu poder infeccioso
● Ex.: caxumba, rubéola, sarampo, febre amarela, varicela, rotavírus, poliomielite,
BCG ( tuberculose e hanseníase; bacilo de Calmette-Guerin; única feita com
microbactéria atenuada, as outras são vírus)
INATIVADAS
● Moo mortos por agentes químicos ou físico
● Ex.: poliomielite (SALK - vacina oral), hepatite A, B, influenza, HPV e DTP (difteria,
tétano e coqueluche)
VACINAS CONJUGADAS
● Produzidas para combater diferentes tipos de doenças causadas por bactérias
encapsuladas
● Ex.: vacina pneumocócica 23 - protege contra 23 cepas de pneumococos
VACINAS COMBINADAS
● Vacinas que em uma única dose protegem contra várias vacinas
● Ex.: DTP (difteria, tétano e coqueluche); vacina hexa (difteria, tétano, coqueluche,
pólio inativada, HIB, hepatite B)
● É mais imunogênica
RISCOS DAS VACINAS COM AGENTES VIVOS
- Não devem ser administradas a pessoas grávidas pelo risco de infecção fetal
(vacinação prévia ou pós gestação)
- Indivíduos imunodeprimidos (podem desenvolver doenças graves)
- Indivíduos utilizando imunossupressores - câncer, AIDS, etc
- Deve-se avaliar risco e benefício
ADJUVANTE VACINAL
● Substância que quando adicionada à formulação vacinal aumenta sua
imunogenicidade
● Tipos: imunoestimuladores, particulados (sais minerais, partículas lipídicas), mucosa
● Finalidade:
○ Aumentar o potencial antigênico do microorganismo, melhorar a exposição
do Ag ao sistema imunológico
○ Favorecer a fagocitose do Ag pelas células de defesa
● Ex: Alumínio e conjugados proteicos
EFEITOS ADVERSOS
Reações alérgicas às proteínas do ovo, que está envolvido na produção de vacinas virais
como contra sarampo, caxumba, influenza..
Reações à conservantes como timerosal e mercúrio.
CONTRA INDICAÇÕES GERAIS
Pessoas com imunodeficiência congênita ou adquirida
Pessoas acometidas por câncer
Pessoas em tratamento com corticóides, outros imunossupressores, quimioterapia,
radioterapia
Gravidez – verificar se pode ou deve
Febre
Recém-nascidos menores de 2.000g - RI não vai reagir bem
IMUNIDADE DE REBANHO
Alguns indivíduos irão responder pobremente e não ficarão protegidos. No entanto, como a
maior parte dos seus contatos está protegido a um agente infeccioso, a chance dele entrar
em contato com a doença diminui
Fenômeno conhecido como Imunidade de multidões ou de Rebanho
Protege indivíduos que não podem ser vacinados por ser muito imunossuprimido
Por que o fato do meu vizinho não vacinar seu filho de 3 anos para o sarampopode
prejudicar o meu filho com Sd. de Down que foi vacinado?
Criança com down tem um SI não muito eficiente, sendo imunocomprometido. Mesmo ao
tomar vacina, ele pode nao imuno converter então pegar a doença. Além disso, caso o filho
do vizinho pegue o sarampo, provavelmente vai evoluir bem, o que não ocorre com o
indivíduo com down.
Qual conhecimento é necessário para produzir uma vacina?
1. Entender o ciclo de vida do patógeno
Encontrar o melhor estágio para servir de alvo
2. Entender os mecanismos imunológicos estimulados pelo patógeno
Resposta imune celular/ humoral?
*Aparentemente no COVID, precisa de uma resposta celular (melhor vacina atenuada) bem
eficaz para evitar proliferação
Fases para desenvolvimento de vacinas
● Tendência é começar a vacinar pessoas imunocomprometidas
● Deve-se testar a eficácia e segurança
Cuidados com imunobiológicos
● Prazo de validade
● Conservação (temperatura)
● Transporte
● Dose
● Diluição (algumas vem em pó)
● Validade após a diluição
A geladeira deve estar conectada a um gerador. Caso não haja e ocorra falta de energia,
deve-se descartar todas as vacinas
Riscos e benefícios
● De forma geral, os benefícios superam os riscos
● Pais que tem medo de vacinar seus filhos tendem a superestimar os riscos da
vacina e minimizar os riscos da doença
● Há risco, porém ele é pequeno
Desafios atuais
● Covid 19
● Reintrodução do sarampo
● Surtos de febre amarela entre 2014 e 2019
● HPV- baixa adesão
● Meningite meningocócica e pneumocócica
● Imigração de países como Venezuela – mudou perfil das doenças
infectocontagiosas no Brasil
Calendário vacinal da gestante
● Todas as vacinas são inativadas
● Hepatite B (duas doses), difteria e tétano, coqueluche
Introdução do antígeno, captura do antígeno, apresenta para o linfócito, memória
Sites importantes
• https://sbim.org.br/
• https://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao
• https://www.who.int/
Vacinas COVID
Não existem medicamentos que façam a prevenção ou antivirais para o COVID, restando
apenas a vacinação
+ vacina - circulação de vírus - casos
Por que surgiram tão rápido?
- trabalho em conjunto
- comunicação entre cientistas
- avanços nos conhecimentos de Biologia Molecular
- investimento financeiro (governo + iniciativa privada)
- alta tecnologia
Não deve ser feita coadministração - não tem estudos sobre - esperar 14 dias
*vírus atenuada ainda está em testes para o covid - empresa indiana
BUTANTAN - CORONAVAC
● Vírus inativado
● Vírus reproduzido em laboratório - cultivado em células de privada
● Inativado com calor ou produtos químicos
● cultivo → inativação química → adição de hidróxido de alumínio (adjuvante vacinal -
confere mais imuno mais imunogenicidade) → formação das doses → aplicação →
fagocitose do vírus inativado → peptídeo da proteína S é apresentado pela APC →
criação da memória imunológica
● Conservada entre 2º-8ºC
● Adm IM no deltoide
● Dose em frascos-ampola de 0,5mL
● Duas doses de 14-28 dias de intervalo
● Segurança: a vacina foi bem tolerada e demonstrou bom perfil de segurança na
dosagem estudada
● Eventos adversos foi leve — o mais comum dor no local da aplicação
● Soroconversão: mais de 90% para anticorpos neutralizantes
● Eficácia Brasill: 50,39% (35,2-61,9%)
FIOCRUZ - OXFORD - ASTRAZENECA
● Vetor viral não replicante - vírus geneticamente modificado
● Adenovírus (vetor) de chimpanzé que instrui células humanas a produzirem proteína
Spike do SARS-CoV-2 que será apresentada para a resposta imunológica
● Temperatura normal de refrigeramento
● Conservada entre 2º-8ºC
● Frasco com 10 doses de 0,5mL
● Duas doses com intervalo de 12 semanas
● Segurança: a vacina foi bem tolerada e demonstrou bom perfil de segurança
● Uso IM
● A maioria dos eventos adversos foi leve — os mais frequentes são manifestações
locais, como dor e vermelhidão na área da aplicação
● Eficácia (Brasil, Reino Unido e África do Sul): Geral: 70,4% (54,8-80,6%)
SPUTNIK
● Vetor viral não replicante - vírus geneticamente modificado
● Adenovírus (vetor) de chimpanzé que instrui células humanas a produzirem proteína
Spike do SARS-CoV-2 que será apresentada para a resposta imunológica
● Temperatura normal de refrigeramento
● Conservada entre 2º-8ºC
MODERNA e PFIZER - BIONTECH
● RNA - parte do código genético do vírus
● Codifica no organismo uma proteína com estrutura semelhante à proteína S
● Proteína imunogênica – produção de memória
MODERNA: -20ºC por até 6 meses
PFIZER: -70ºC
RNAm entra no citoplasma → se liga no ribossomo → sintetiza proteína S ou o antígeno
(em geral) → Ag se espalha pela superfície das células → reconhecimento pelo sistema
imunológico → produção de anticorpos
RNA não consegue chegar ao núcleo e depois é degradado
Vacinação nas Gestantes
Prioriza-se vacinas INATIVADAS (patógeno morto ou pedaços dele)
Etapas da formação da resposta imunológica por vacinas
1. Fagocitose pela APC – macrófago ou célula dendrítica
2. Encontro com TCR complementar
3. Expansão clonal
4. Formação de memória imunológica celular
Explique o surto de caxumba em 2016
Houve alta circulação do vírus
Transmissão por gotículas
Todos os alunos foram vacinados na infância
Alguns não haviam gerado anticorpos e memória imunológica
A taxa de soroconversão varia em cada indivíduo
Tétano
Bactéria anaeróbica que produz potente toxina
Bacilo tetânico é extremamente disseminada, com distribuição oblíqua na forma de
esporos
Quando entra em ferimento, há anaerobiose, bactéria volta a sua forma ativa e
produz a toxina
Posição de opistótono, riso sardônico, dificuldade em falar
Criança, 3 anos, ferimento com sujidade, perigo de tétano. Carteira vacinal completa (3
doses). Procedimento apenas lavar bem o ferimento. Vacinas completas com validade de
10 anos.
Adulto, 22 anos, ferimento com sujidade, perigo de tétano. Sem carteira vacinal.
Procedimento: lavar o ferimento + soro imune anti-tetânico + vacina anti-tetânica. Se o
ferimento foi MUITO provável de ser tétano faz ambos, mas se possivelmente é tétano, dá
só a vacina que é mais barata e fácil de ser encontrada
Paciente no PS apresentando sintomas de tetania - riso sardônico. HMP trauma com
sujidade há 3 semanas. Foi localizado um sítio infeccioso. Procedimento: soro imune anti
tetânico + ATB Metronidazol + debridamento do sítio infeccioso + paciente em quarto escuro
e sem som
Primeira picada por cobra, dou soro anti ofídico de 250 mL e deu certo. Na segunda
ocasião, essa dose não foi efetiva e foi necessário dobrar. Isso ocorre pq o corpo gerou
anticorpos pelo anticorpos do cavalo aplicado da primeira vez
Mesmo vacinada a pessoa pode ter a doença? SIM
a. paciente não soroconverteu
i. qualidade da vacina
ii. falha no armazenamento
iii. aplicação errônea
iv. imunossupressão
Reações adversas são esperadas
Reações graves: choque anafilático e fazer a doença (apenas em vacinas de vírus
atenuados)
Única vacina para bactérias atenuada - BCG
Síndrome de Guillain-Barré
● Inflamação aguda com perda da bainha de mielina dos nervos periféricos
● Pode ter parada diafragmática
● Doença em que o sistema imunológico ataca os nervos - LTCD8
● A condição pode ser desencadeada por uma infecção bacteriana ou viral aguda.
● Os sintomas começam como fraqueza e formigamento nos pés e nas pernas que se
espalham para a parte superior do corpo. Pode ocorrer paralisia.
● O tratamento pode ajudar - imunossupressor
Meu filho está com febre 38,5º devo ou não vacinar? Pode esperar uns 2 dias caso a mãe
sempre o leve para as vacinações. Caso os pais não vacinem com regularidade, vacina do
mesmo jeito e todas juntas pra garantir
Esqueci de tomar dose de reforço? vai o mais rápido possível
HPV vacina
● Reduzir casos de câncer de colo de útero
● Meninos também devem vacinar pois previne câncer de penis e boca
● O limite de idade se dá pelo início da vida sexual, onde provavelmente já tem o vírus
HEMOGRAMA
Exame de triagem
Avalia série vermelha - quantidade de hemoglobina
O sangue não pode coagular, para isso coloca-se em tubo azul, com anticoagulante EDTA
(retira cálcio; mantéma morfologia da célula sanguínea)
Tubo seco: colesterol, sorológicos
Não requer jejum
No hospital, em casos de emergência, pode pedir
Equipamentos
● Eritrograma - série vermelha
● Leucograma - série branca
● Contagem de plaquetas
● Dosa quantidade de hemoglobinas
Série vermelha
Número de hemácias
Hematócrito
Dosagem de hemoglobinas
Contagem de plaquetas
Valores de referência para ADULTOS
citose e filia indicam aumento
penia indica redução
1º verificar anemia
2º plaquetas > 140.000
- plaquetopenia
HEMATÓCRITO/VOLUME GLOBULAR (VG)
● verifica a % de volume ocupada pelos glóbulos vermelhos ou hemácias no volume
total de sangue
● + hematocrito + hemoglobina
● deve ser > 40%
● relação direta com a quantidade de hemoglobina
● mulher, 18 anos
○ hemácias (milhões) 4,65
○ hemoglobina 10,5
○ hematócrito 36%
○ contagem de plaquetas 248.000
○ ANEMIA
DIFERENCIAÇÃO DAS CÉLULAS - CONTAGEM DIFERENCIAL
Neutrófilos = segmentados (cél, madura) + bastonetes (cél. imatura)
Feito de acordo com a morfologia
Através do microscópio - Lâmina
Contagem por 100 células
Desvio nuclear à esquerda
● aumento do número de bastonetes - neutrófilos jovens
● marcam doença infecciosa mais grave
○ os leucócitos maduros já foram utilizados
● leucopenia marcador de pior prognóstico
● + desvio nuclear à esquerda + grave o caso de infecção
● apenas em infecções bacterianas
VALORES DE REFERÊNCIA para adultos
Em processos infecciosos - LEUCOCITOSE
Infecção por bactéria - LEUCOCITOSE + NEUTROFILIA
Infecção por vírus - LINFOCITOSE
Alergias ou vermes - EOSINOFILIA
alterações de x - investigar
● plaquetopenia + linfocitose - dengue (plaquetas “normal” até 80.000, caso esteja
abaixo, é provável que tenha dengue hemorrágica)
*cuidar o que está AUMENTADO
dengue e gripe apresentam: dor no corpo + dor retro orbitária + febre, mas gripe tem
também sintomas respiratórios
febre + rigidez na nuca + dor no corpo - meningite
Irregularidades no endotélio vascular faz com que as plaquetas se aderem nos vasos
Febre e dor de cabeça sem origem específica faz-se punção de líquor, que é límpido. Caso
fique turvo é meningite, caso aumente o nro de células imunes também. Quais são as
porcentagens de PMN polimorfonucleares (bacteriana - neutrófilos) e MN
monomorfonucleares (viral - linfócitos TCD4)? Isso indica se é viral ou bacteriana
Tuberculose é bactéria intracelular, sendo assim, não haverá aumento de neutrófilos
PANCITOPENIA redução de
● HEMÁCIAS
● LEUCÓCITOS
● PLAQUETAS
SENSIBILIDADE E ESPECIFICIDADE
Sensibilidade
● Positivo em quem tem a doença
● Identifica quem tem a doença
○ Paciente com LES
■ FAN = ANA - Sensibilidade de 99,5%
■ Anti-DNA - Sensibilidade 60% isso significa que 40% dos pacientes
que têm lúpus terão teste falso negativo
■ Anti-Sm - Sensibilidade 30% (70% falsos negativos)
● Negativo
● TRIAGEM
Especificidade
● Não aparece em outras doenças
● Negativo em quem NÃO tem aquela doença
○ Paciente com LES
■ FAN = ANA - Especificidade de 40% (60% é falso positivo)
■ Anti-DNA - Especificidade 90% (10% são falsos positivos - dá pra
confiar mais)
■ Anti-Sm - Especificidade 95%
● Positivo
● Alta especificidade tem bastante positivos
● CONFIRMAÇÃO
PCR marca inflamação aguda
● alta sensibilidade
● baixa especificidade
VHS marca inflamação crônica
● alta sensibilidade
● baixa especificidade
AST e ALT marcam lesão hepática
● alta sensibilidade
● baixa especificidade
Exames de triagem tem alta sensibilidade
Teste confirmatório tem alta especificidade
Estudo científico de acurácia indica a sensibilidade e especificidade dos exames
● Ca mama
○ Mamografia
■ Alta sensibilidade
■ Moderada especificidade
○ PAAF + ultrassonografia
■ Alta especificidade
○ Autoexame de mama não é nenhum dos dois visto que o nódulo só
aparecerá se seu tamanho for significativo >1 cm
● Ca próstata
○ PSA (Antigeno especifico)
■ Alta sensibilidade
■ Baixa especificidade
○ Toque retal
● Sangue oculto nas fezes
○ Se der positivo faz a investigação
● Menstruação 2 dias atraso
○ Teste de farmácia + gravidez
■ S = 90%
■ E = 60% - 40% de chance de ser falso
○ BHCG
■ S = 99%
■ E = 98%
Para excluir uma possibilidade faz-se um teste com alta SENSIBILIDADE, o mesmo ocorre
em bancos de doação de sangue
VPP - valor preditivo positivo
● se der positivo
● + VPP + especificidade
VPN - valor preditivo negativo
● se der negativo
● sensibilidade
● MAIS sensível MAIOR vpn
Testes rápidos tem problema de especificidade
FÁRMACOS QUE ATUAM SOBRE A
RESPOSTA IMUNOLÓGICA
CORTICÓIDES - CORTICOESTERÓIDES CTC
São hormônios esteróides de 21 carbonos derivados do metabolismo do colesterol virando
cortisona
Ação antiinflamatória e antialérgica
Em doses maiores - imunossupressores
A produção de cortisol funciona como feedback negativo, quando em grandes proporções
* No ciclo circadiano, a maior concentração de cortisol é 1h após acordar, ao dormir ele é
reduzido e é por isso que a noite as dores são mais frequentes
Deve ser consumido na parte da manhã
Ainda é tratamento padrão para muitas doenças inflamatórias imunológicas e não
imunológicas
Terminados em ONA
AÇÕES DO CORTISOL
● Suprime o sistema imunitário
● Diminui a serotonina
● Diminui a sensibilidade a dor
● Aumenta a PA
● Aumenta memória e atenção
● Aumenta açúcar no sangue
Trata os sintomas, mas não resolve o problema de inflamação - tto sintomático, não curativo
Pomadas, colírios e bombinhas são menos prejudiciais a saúde, e em casos de rinite, por
exemplo, é muito recomendado
Amplo uso em: asma, AR,
Não devem ser empregados em alta frequência, mas em situações especiais quando o
sofrimento do doente resiste aos esquemas planejados com outras drogas e em casos
agudos
PREDNISONA E PREDNISOLONA
● A prednisona é a forma inativa, que será convertida em ativa dentro do organismos
● Já a prednisolona já é a forma ativa
5 mg/dia é dose baixa, 20mg/dia é intermediária e 40 mg/dia alta
PRINCIPAIS INDICAÇÕES CLÍNICAS
● Asma - inalação ou via sistêmica
● Inflamações pele, olhos, ouvido e nariz - uso tópico
● Reações de hipersensibilidade - reações alérgicas graves ou veneno de insetos
● Doenças autoimunes
● Após transplante de órgãos
MECANISMO DE AÇÃO
● Reduz movimentação e proliferação de células imunes - neutrófilos, macrofagos,
linfocitos, NK…
○ Reduz a produção de citocinas, de imunoglobulinas, e proteínas séricas do
sistema complemento
○ Paciente fica imunossuprimido
Os glicocorticóides atuam inibindo a migração de granulócitos e macrófagos, aumentam a
apoptose de linfócitos T ativos e imaturos, além de inibir a ativação e diferenciação de algumas
células imunes e suprimem a produção de mediadores pró-inflamatórios. O sítio de ação dos
glicocorticóides é na produção de ácido aracdônico pela inibição da produção de fosfolipase A2, e
os AINES atuam inibindo a produção de ciclooxigenases.
NA INFLAMAÇÃO AGUDA
● Reduz o influxo e atividade de células imunológicas como leucócitos
NA INFLAMAÇÃO CRÔNICA
● Reduz a atividade nas células mononucleares e a proliferação de vasos sangüíneos
NAS ÁREAS LINFÓIDES
● expansão das cels T e B e ação das cels TCD4
EFEITOS INDESEJÁVEIS
● Supressão do cortisol endógeno
● Sd de cushing
○ Mais perceptível em mulheres
○ Ganho de peso (retenção de líquidos, alterações metabólicas)
○ Pele fina, abdômen pronunciado, aparecimento de estrias e equimose,
osteoporose em pacientes jovens
○ Rosto em forma de luz cheia
○ Pele acneica, muito pilosa e avermelhada
○ Obesidade troncular, corcova de búfalo e face em lua cheia
● Osteoporose
● Miopatia
○ Fraqueza motora MMSS e MMII
● Retardo do crescimento
○ Músculo esquelético
● Retenção de Na e H2O - edema e HAS
● Diabetes sacarino
● Catarata, aumento de pressão intraocular
● SNC
○ Euforia
○ Transtornos psiquiátricos
■ Psicose, que permanece mesmo com a redução da medicação
■ Prejuízo de memória
EFEITOS DO TRATAMENTO PROLONGADO
● Sistema Imunológico
○ Supressão da movimentação celular
○ Supressão da FUNÇÃO E DA PROLIFERAÇÃO das células imunes
○ Infecções de difícil diagnóstico
■ Germes Atípicos e Oportunistas
○ Pacientescom Hx de TB: profilaxia antes de iniciar corticóide
○ Neutrofilia
■ Diapedese - diminuição - moléculas não se expressarão
○ Vacinação não tão efetiva
■ Movimentação, proliferação e apresentação de Ag estão
comprometidas
● Supressão da adrenal
○ Adrenal, produtora de cortisol, devido ao uso do medicamento não faz mais a
sua produção - fica estacionada
○ Devido ao feedback negativo, a alta concentração de cortisol, que suprime a
adenohipófise a o hipotálamo
○ Suspensão rápida
■ Crise adrenal aguda
● Hipotensão e choque
● Desidratação
● Náusea e vômito
● Fraqueza e apatia
● Confusão mental
● Hipertermia
● Taquicardia
● Anorexia
● Hipoglicemia
● Desorientação
■ Deve ser feito o desmame
● 20mg/dia 5 dias → 10mg/dia 5 dias → 5mg/dia 5 dia → 0mg
Excelente medicamento, mas deve ser usado com cuidados
Deve ser usado por até 10 dias, em dose adequada - a menor possível
Risco benefício deve ser avaliado
MENOR TEMPO E MENOR DOSE POSSÍVEL
CTC NA COVID
● O grande problema é a tempestade de citocinas, que causa inflamações
pulmonares. O risco de usar é pela infecção ser viral, e o fármaco é
imunossupressor, correndo o risco de reduzir a ação do sistema imunológico
contra o vírus. Para pacientes necessitando de oxigenoterapia, dexametasona
reduziu morte
● Anticoagulante + CTC + suporte de oxigênio = tto adequado dos pacientes com
doença moderada e grave
● NÃO usar em pacientes assintomáticos ou oligossintomáticos
● Apenas em pacientes com queda da oxigenação, por curto período de tempo
DROGAS MODIFICADORAS DO CURSO DA DOENÇA
Ciclosporina
Tacrolimus - geralmente utilizado pelos transplantados
Metotrexato
Azatioprina
Ciclofosfamida
Serve para transplantados e para doenças autoimunes
Pacientes transplantados, ao receberem o novo órgão, o SI percebe e inicia o ataque
TIPOS DE ENXERTOS - ALOENXERTO
● Transplante entre indivíduos da mesma espécie
● Enxerto é rejeitado - rejeição celular (TCD8)
● Grande maioria dos enxertos
● Reação do SI
○ Resposta celular por linfócitos TCD8
* atrai células imunes para a região afetada
● O reconhecimento dos aloantígenos pode ocorrer de maneiras distintas
○ Alorreconhecimento direto
■ Célula T reconhece a molécula do MHC alogênica não-processada
na APC do enxerto
○ Apresentação indireta de aloantígenos
■ Apresentação de peptídeo processado de moléculas do MHC
alogênicas ligado a molécula do MHC própria
É capaz de reduzir a velocidade e a grandeza da inflamação, além de diminuir as lesões
teciduais
Como conseqüência os danos articulares e outras manifestações são prevenidas - previne
danos
Essa intervenção é de grande importância prática, pois tenta prevenir danos, não apenas
combatendo os sintomas da doença
Drogas modificadoras das doenças reumáticas - DMARDs
Imunossupressor
Previne inflamações das articulações, reduzindo assim o dano articular
A prevenção da inflamação preserva a função articular e mantém as articulações saudáveis.
Isto reduz a dor e rigidez para o paciente, e pode ajudar o paciente a evitar complicações
Inibidores da Calcineurina
CICLOSPORINA
● Inibe acentuadamente e de forma seletiva a proliferação de linfócitos T
● Inativa a calcineurina (proteína)
○ Ativa genes de citocinas (IL-2, GM-CSF, TNF alfa, interferon)
○ Com isso ocorre:
■ ↓ Linfócitos TCD4
■ ↓ Linfócitos killer
● Imunidade humoral é mantida
● Não promove depressão na medula óssea
○ Não faz anemia e plaquetopenia
● Importante no tratamento e prevenção de rejeição em transplantes de órgãos
● Psoríase, Artrite reumatóide (AR)
● Efeitos colaterais
○ Nefrotoxicidade
○ Hepatotoxicidade
○ Maior susceptibilidade a infecções virais
TACROLIMUS
● Droga mais utilizada para o tratamento de rejeição de transplantes
● Mecanismo de ação similar à ciclosporina
● Inibe a Calcineurina
● Suprime a ativação e proliferação de das células TCD8 (principalmente)
○ As outras células imunológicas permanecem com sua proliferação inalterada
● 100x mais potente que a ciclosporina e menos tóxico
● Melhor tolerância e menos efeitos colaterais, mas é caro
● Psoriase, vitiligo, AR...
SIRULIMO - RAPAMICINA
● Similar ao tacrolimus, mas NÃO inibe calcineurina
● Inibe proliferação e diferenciação de linfócitos T
● Usado em associação com outros imunossupressores
● Pouco utilizado
Antimetabólitos
IMUNOMODULADORES ANTIMETABÓLITOS
Impedem a expansão clonal de linfócitos T e B
Agentes citotóxicos: propriedade de matar as células
● Tto de câncer
● Em doses menores para doenças autoimunes
A resposta imune inata fica preservada
Leflunomida
Micofenolato mofetil
Metotrexato
Azatioprina
São bons medicamentos se utilizados de forma adequada
Todos têm efeitos colaterais
Importante conhecer o manejo
Monitoramento contínuo do paciente
METOTREXATO
● Antineoplasico
● Tóxico para a medula óssea
● Tomada semanal
● Antagonista do folato
○ Inibe a replicação celular
● Fármaco modificador de doença mais amplamente prescrito dos EUA no tto de AR -
primeira escolha , em baixas doses semanais
● Bloqueia células T e B
● Condições inflamatórias como
○ AR
○ Polimiosite
○ LES
○ Esclerose múltipla
○ Doença de Crohn
○ Rejeição de transplantes
● Efeitos colaterais
○ Nefrotoxicidade
○ Hepatotoxicidade
○ Desordens gastrointestinais (úlceras, diarréia, dispepsia)
○ Teratogênico
○ Infecções oportunistas
○ Anemia, plaquetopenia, leucopenia - hemogramas constantes (3 em 3
meses)
AZATIOPRINA
● Não se conhece exatamente o mecanismo de ação
● Antagoniza o metabolismo das purinas
● Inibe a síntese de DNA das células imunes
● Causa linfocitopenia de células B e T - de linfócitos em geral
● Quando associado a corticoesteróides, frequentemente proporciona uma redução da
dose necessária para controlar a doença, sendo considerada um agente poupador
de corticoesteróides
● Usos: LES, doença inflamatória intestinal, esclerose múltipla…
● Efeitos colaterais
○ Mielossupressão, principalmente leucopenia
○ Distúrbios gastrointestinais
○ Hepatopatia
CICLOFOSFAMIDA
● Ação citotóxica sobre os linfócitos B (única)
● Baixa produção de anticorpos
● Impede replicação do DNA
● Deprime a resposta humoral, particularmente a produção de anticorpos
● Indicações
○ Doses baixas via oral – vasculites
○ Doses semanais via IV – LES
○ Pulsoterapia – doses altas via IV
■ Ao invés de tratar diariamente ou semanalmente, de tempos em
tempos se dá uma dose bem maior
● Efeitos colaterais
○ Mielossupressão, principalmente leucopenia e plaquetopenia
○ Disturbios gastrointestinales – náuseas, vómitos
○ Hepatopatia
ANTICORPOS MONOCLONAIS
MABs
Anticorpos que se ligam em uma única região do antígeno - epítopo (pedaço da proteína)
Inicialmente serviu como ferramenta de diagnósticos em exames laboratoriais
A partir de 2000, passaram a ser aplicados na terapia e diversas doenças como câncer
Geralmente não são a primeira escolha devido ao custo
São imunobiológicos
Terminados em MAB
ANTICORPOS POLICLONAIS
● Usado somente em laboratório
● Vários anticorpos se ligam ao mesmo antígeno – reconhece múltiplos sítios
antigênicos do material inoculado
ANTICORPOS MONOCLONAIS
● Usado in vivo
● Reconhece um sítio antigênico do material inoculado
● Altamente específicos
Produção do monoclonal
1. O antígeno que tem interesse é purificado (proteína) e injetado em um
camundongo (Camundongo tem pouca exposição antigênica)
2. Camundongo vai produzir linfócito B contra esse antígeno (esse linfócito iria
morrer rapidamente – não é fácil manter viável em laboratório)
3. Para isso, faz-se uma fusão desse linfócito B com uma célula tumoral humana -
célula tumoral geralmente é imortal - (cria uma linhagem celular – hibridoma - que
fica viável por muito tempo, se prolifera bastante, muita mitose sucessiva e produz
bastante anticorpos)
4. Hibridoma produz um anticorpo quimérico (duas espécies, uma parte relacionada
ao camundongo e outra ao humano)
Monoclonais no laboratório
● Amplo uso em diversas técnicas
● ELISA, quimioluminescência, imunofluorescência, imunohistoquímica, citometria
● Amplo uso
● Alta sensibilidade e especificidade (aumento da acurácia)
● Aumento daconfiabilidade
● Desenvolvimento de novos biomarcadores das doenças
○ Infecções, doenças autoimunes, oncologia, etc....
● Aumento dos custos
MARCAÇÃO DE CÉLULAS
● Define os marcadores presentes na membrana celular e identifica qual é a célula
presente
● Busca marcadores presentes na célula
● Se ligam de maneira específica e sensível
LEUCEMIAS AGUDAS
● Monoclonais ajudam a definir qual o tipo de população celular presente nos tecidos –
muito útil na definição de doenças
○ Por ex: células maduras expressam um tipo de CD, células imaturas, outros
tipos de CDs Células tumorais podem ter CD específico
● Faz a imunotipagem para achar CD específicos para cada tipo de célula
Monoclonais no tratamento do câncer
● Câncer é um clone celular que não respeita sinais de parada de crescimento,
invadindo outros tecidos
● A dificuldade do SI para combate essas células se dá por
○ Por ser uma célula própria – nosso SI é ensinado a não atacar célula própria
○ A célula tumoral pode expressar um antígeno “exclusivo” dessa linhagem
celular
● O monoclonal irá se ligar a esse antígeno, sinalizando e facilitando o combate pelo
SI
○ Citotoxicidade dependente de anticorpos – imunoterapia para câncer
● O tratamento baseia em fazer o sistema imunológico identificar e atacar a célula
tumoral
DESENVOLVIMENTO DE UM MONOCLONAL para tratar um tipo de câncer
1. Descobrir o principal antígeno tumoral na membrana celular da celular neoplásica
2. Antígeno tumoral na membrana celular da célula neoplásica deve estar presente
APENAS em células tumorais
● Monoclonal se liga nas células tumorais, que passam a ser reconhecidas marcando
as células. Assim as NK entram em ação fazendo intensa toxicidade
● Tratamento mais judicializado - ativação jurídica para que o SUS ou os planos de
saúde cubram o tratamento
NAKED MONOCLONAL
● Não carregam nenhuma substância
● Podem destruir células tumorais por vários mecanismos
● Antibody-Dependent Cellular Cytotoxicity (ADCC)
○ Citotoxicidade dependente de anticorpos
○ Célula tumoral expressando sua proteína monoclonal se liga na proteína
(está naked, não está ligado a nenhuma substância) expõe porção FC
para células NK faz com que a célula seja morta por citotoxicidade
○ Importante para imunoterapia para o câncer
■ Coleta sangue do paciente com câncer separo as células NK add
agente mitótico para NK em meio de cultura no lab produzo 1 milhão
de céls NK do paciente injetado no paciente
● Direct induction of apoptosis
● Utilizado na imunoterapia do câncer
Aplicações da terapia com monoclonais
1. citotoxicidade
2. acelera o processo de fagocitose
3. morte celular por sinalização
4. sistema complemento lisando a célula
5. acopla droga a célula
Estrutura
A vantagem de adc um quimioterápico na estrutura do monoclonal é a alta especificidade
Exames de imagem
● Scan com uso de monoclonais
● PET SCAN
○ Emitem partículas radioativas
● Marca células tumorais com metástase
TRASTUZUMAB
● medicamento consagrado para câncer de mama
● monoclonal naked
● inibidor de HER-2 - bloqueia HER-2 (receptor de estrógeno) e muda sua estrutura,
reduzindo sua multiplicação
● combate metástases tumorais
MURINICOS - só laboratório
- 15 % dos paciente rejeitam essa parte
QUIMÉRICO - tem parte quimérica e parte murínica. É reconhecido como não próprio
Tocilizumab
- Utilizado para AR
- Anti IL-6
- Foi testado para covid pois na sua tempestade de citocinas tem grande quantidade
IL-6
1. Qual a maior dificuldade em formar um monoclonal para câncer?
a. Descobrir qual a proteína diferente
2. Como esse mecanismo imunológico funciona em conjunto com o uso dos
monoclonais no combate a focos de metástases tumorais
a. a imunoterapia vai atrás das metástases de maneira sistêmica, a rádio
destrói as células
b. se baseia na adcc - citotoxicidade mediada por células dependente de
anticorpos
3. Quais as principais vantagens no uso de monoclinais para câncer
a. atuação pontual
b. menos efeitos colaterais
c. não atua sobre a medula óssea - anemia, plaquetopenia e leucopenia
4. Efeitos colaterais graves
a. similares à gripe - dor no corpo, fadiga, febre
b. náusea e vômito
c. falta de apetite
d. erupções cutâneas
e. dores de cabeça
f. se se ligar em outros locais não esperado vai matar aquela célula por
citotoxicidade
5. Qual o primeiro passo de se criar um anticorpo monoclonal em doenças
autoimunes?
a. Qual a principal molécula ativadora da doença que deve ser bloqueada
b. Todas elas super expressão de TNF alfa
c. Tem forte resposta imune celular - L TCD8
Infliximab
● psoríase, doença de crohn, AR,
● bloqueia TNF alfa
● quimérico
● infusão endovenosa
6. Qual a causa mais frequente de uma monoclonal quimérica como o infliximab
perder sua eficácia?
a. não ocorre da primeira vez, mas o corpo cria memória imunológica contra a
parte murínica
i. acontece em 15% da população
7. Além dos efeitos colaterais, não se toma porque é caro
8. Armazenar entre 2 e 8º C
Adalimumab
● 100% humano (terminando em umab)
● aplicação intradérmica
● usado em pacientes que não obtiveram sucesso com a terapia com infliximabe
Etanercept
● proteína de fusão
● simula o receptor de TNF alfa
IMUNOTERAPIA E CÂNCER
Câncer
● Doença que se origina nas células do corpo humano, que perdem o controle sobre si
mesmas e se multiplicam desordenadamente
● Mais de 100 tipos de doenças
● Pilares de tratamento
○ Quimioterapia
○ Cirurgia
○ Radioterapia
○ Imunoterapia
Imunoterapia
● Estimula as células de defesa, melhorando sua resposta contra o câncer
● É diferente da quimioterapia e da radioterapia, que atacam diretamente a célula do
tumor
● Ainda não há imunoterapia para todos os tipos de câncer, apenas para alguns
RI e células tumorais
● A célula tumoral apresenta alguma diferença estrutural e o objetivo é que esta
‘’anormalidade’’ seja reconhecida pelo sistema imune
● Se esse componente tumoral for reconhecido e combatido de forma eficiente pelo
sistema imune - ATUAÇÃO EFETIVA DO SI CONTRA O TUMOR
● Principais objetivos das pesquisas
○ Identificar o antígeno tumoral
○ Mostrar que ele não está presente na célula normal
IMUNOVIGILÂNCIA DO CÂNCER
● O organismo constantemente produz células neoplásicas que, em indivíduos sadios,
são rapidamente reconhecidas e eliminadas pelo sistema imunológico
● O câncer somente consegue progredir se as células tumorais não forem
reconhecidas pelos linfócitos TCD8 e células NK
ATORES DA RI CONTRA O CÂNCER
● Muito mediado por citotoxicidade
1. Antígenos associados a tumores (céls. Tumorais podem expressar)
2. Células Apresentadoras de Ag (APCs)
3. Células TCD4 e TCD8
4. Células B (prod Ac)
5. Anticorpos (ADCC) e bloqueios
6. NK
● Sendo TCD8* e NK os mais relevantes
CA E IMUNODEFICIÊNCIA
● SI deficiente deixa o indivíduo mais suscetível a alguns tipos de câncer como o
sarcoma de Kaposi e tumores de SNC, mais presente em pacientes com HIV
● Mais imunodeficiência = Maior tendência de tumores malignos
● No entanto os cânceres comuns, não se desenvolvem com maior frequência em
pessoas imunodeficiências
○ Camundongos deficientes em linfócitos T, não são mais suscetíveis do que
camundongos normais a tumores quimicamente induzidos ou espontâneos
○ Observações experimentais apontam que o sistema imunológico pode não
conseguir diferenciar as células tumorais das normais e saudáveis
EVASÃO DA RI
● Sistema imunológico → reconhece e destrói células tumorais
● Existem mecanismos de regulação que impedem a auto-imunidade
○ Perda de MHC e proteínas envolvidas no processamento de antígenos
○ Exaustão das células T
■ Estimulação repetida de células T
■ Tumores expressam PDL-1
○ Secreção de moléculas imunossupressoras como TGF-beta
● Células tumorais desenvolveram a capacidade de induzir tolerância imunológica,
impedindo o reconhecimento e destruição
● Existem duas vias importantes para o reconhecimento das células tumorais
○ PD-L1 - na célula tumoral
■ Algumas células a tem, e se ligam na PD-1 presente nos linfócitos T,
com isso desliga o TCD8
O PD-1 é uma proteína de ponto de verificaçãodas células T.
Normalmente age como um tipo de interruptor desligado que impede
que as células T ataquem outras células do corpo. Ele faz isso
quando se liga à PD-L1, uma proteína em células normais (e câncer).
Quando a PD-1 se liga à PD-L1, basicamente diz à célula T para não
atacar. Algumas células cancerígenas têm grandes quantidades de
PD-L1, o que permite que escapem do ataque imunológico
○ CTLA-4 – na APC
■ Desliga TCD4
● Moléculas co estimulatórias podem aumentar ou reduzir a evasão da resposta imune
Monoclonais no tratamento
● Mabs bloqueadores do checkpoint
● Efeitos colaterais: doenças autoimunes e ataques indiferenciados às células próprias
Vacinas Para Câncer
Imunoterapia ativa
A vacinação com células tumorais mortas ou antígenos ou peptídeos tumorais
Objetivo: limitar o crescimento tumoral e evitar metástases
Estas vacinações também proporcionam células T de memória
Cultivo de células imunes
A terapia celular adotiva é uma terapia passiva (células NK e LTCD8)
Realização de cultivos de células imunes antitumorais que serão transferidas para os
pacientes com câncer.
Uso associado com monoclonais
MELANOMA
● A curva de sobrevida da quimioterapia era tão brutal que, em menos de cinco anos,
todos os pacientes morriam
● Cada mês que passa, o tratamento imunoterápico é mais eficaz, tanto no melanoma
quanto nos cânceres de pulmão, renal, colo de útero, entre outros
● Nos próximos cinco anos, 50% dos medicamentos contra o câncer sejam
imunoterápicos
UMAB = 100% humano
XIMAB = quimérico
MÉTODOS IMUNOLÓGICOS
ELISA
Enzyme Linked Immunosorbent Assay
Ensaio imunoenzimático de adsorção
Busca indireta da doença busca os anticorpos
Feito por kits, cada doença tem seu kit específico
Ao identificar o Ac posso dizer que o paciente teve contato com o vírus, mas no caso de
HIV, por não haver cura, posso dizer que ele está com o vírus. Nesse caso, faz-se outro
teste, se deu positivo é 99% de chance de ser mesmo
Apresenta altíssima sensibilidade > 90%
Cut off ajuda a aumentar a especificidade
1. Antígeno é adsorvido no poço
2. lavagem
3. Anticorpo específico liga-se ao antígeno
4. Lavagem
5. Anticorpos ligados à enzima ligam-se aos anticorpos humanos
6. Lavagem
7. Substrato é adicionado e convertido pela enzima a uma determinada cor. A
coloração é proporcional a quantidade de Ac
Leitor
O leitor lê a densidade ótica - DO
Quando maior a intensidade da cor, maior a DO
Varia entre 0,1 a 3,0
Toda placa de ELISA tem controles positivo, negativo e cut-off
Medidas
Controle positivo – DO =2,8
Controle negativo – DO = 0,1
Cut-off – Ponto de corte = DO = 1,0 ou seja, serão considerados positivos somente os
acima de 1,0
Atenção: o Cut off varia de acordo com o kit de ELISA – informação vem no laudo
Cut off
Ajuda a excluir falsos positivos
Marca o mínimo de Ac que deve ter para ser considerado positivo
Ajuda a aumentar a especificidade
Ac anti HIV
ELISA EM SANDUÍCHE
● Busca o antígeno
● Consegue capturar pequenas quantidades de proteínas (ng/ml)
● Muito utilizado para dosagens de hormônios
● Faz uso de monoclonais
Quimioluminescência
Emissão de partículas quimioluminescentes que serão contadas por um leitor – gera um
valor
Variação e evolução do ELISA
Sensibilidade e especificidade similar ao ELISA
Mais automatizado
Boa metodologia e leitura facilitada
Utiliza uma quantidade menor de amostra do paciente
Também tem Cut-off
Atualmente, maioria dos testes de sorologia são feitos por essa técnica
Sensível e específica
Sorologia para Sífilis, HIV, rubéola, Toxo, Chagas, Hepatites B e C, etc..
Também dá para fazer QML- sanduíche ou captura
■ Mesmo princípio do ELISA em sanduíche
■ T4, TSH, prolactina, ferritina, insulina, cortisol, GH, etc....
Imunofluorescência
Uso de tecido não fixado (IF direta)
Soro do próprio paciente (IF indireta)
Reação antígeno-anticorpo
Conjugados a um fluorocromo (marcador fluorescente) que, quando excitado por radiações
ultra-violetas, emitem luz no espectro visível, permitindo a sua identificação
Esta fluorescência é detectada visualmente usando-se a microscopia
Imunofluorescência direta
1. Material do paciente: (biópsia, aspirado, secreção, etc..)
2. Material é fixado na lâmina
3. Anticorpo marcado com fluoresceína é incubado
4. Leitura em microscópio de fluorescência
Imunofluorescência indireta
FAN só pode ser feito por indireta
Utilizados para detecção e localização de antígenos em células e tecidos
Método de alta sensibilidade e alta especificidade
Método manual – desvantagem
Custo acessível
Treinamento do leitor, compra do microscópio de IF
Não faz captura de Ag - dosagens
SISTEMA COMPLEMENTO
Composto por proteínas, ajudando no sistema imunológico
Conjunto de proteínas plasmáticas que podem ser ativadas através de uma reação em
cascata, isto é, cada componente ativado é capaz de ativar o outro componente do sistema
complemento
Composto por 35 proteínas plasmáticas e associadas às membranas
Proteínas de síntese hepática
- Pacientes hepatopatas crônicos apresentam sangramentos e déficits imunológicos
Importante via efetora da resposta imune e inflamatória
Faz parte da resposta imune inata e adaptativa
Possibilita grande resposta inflamatória - pró inflamatório
NOMENCLATURA: letra C seguida de um número - C1, C2…, C9
A medida que vai ocorrendo a ativação, fragmentos são gerados
C3 anda de forma ativa no sangue
Os fragmentos maiores recebem a denominação b e os menores a, por exemplo: C4b e
C4a, sendo que o fragmento maior sempre continua na cascata
Ativar o sistema complemento é sinônimo de inflamação
POR QUE ATIVAR O SISTEMA COMPLEMENTO?
1. Aumentar inflamação
2. Atividades biológicas do sistema complemento
VIAS DE ATIVAÇÃO
VIA CLÁSSICA
● Necessita de um complexo antígeno anticorpo ou diretamente por patógenos
● Duas moléculas de IgG ou uma de IgM
● Faz parte da resposta imune adaptativa
● C1q, C1r, C1s, C1q, C4, C2
VIA ALTERNATIVA
● Pode ser ativada quando em contato com qualquer parede celular não própria como
de bactérias e fungos
● Resíduo de açúcares
● Qualquer superfície estranha que não seja o endotélio vascular pode ativar
● Resposta imune inata
● C3b, FATOR B, FATOR D, FATOR P
VIA DAS LECTINAS
● Resposta imune inata
● Ativada por carboidratos como:
○ Manose - parede celular de patógenos, principalmente de bactérias
■ Ocorre ligação da MBL e então da MASP 2, que quebra C4-C3-C5...
○ N-acetil glucosamina, N-acetil manosamina, fucose presentes em
membranas celulares de vários patógenos
● MBL, MASP-1, MASP-2, C4, C2
Todas as vias conduzem a formação da enzima C3 convertase, que quebra a molécula de
C3 em C3a (quimiotaxia) e C3b (se liga a proteína, formando C5) e sua função é ativada
Atividades biológicas do sistema
LISE DE MEMBRANAS
1. As vias formam C3 → C3a e C3b
2. C3a (quimiotaxia) e C3b se liga a proteína, formando C5
3. C5 se insere na membrana, clivando C6 e C7 e C8
4. C9 faz a lise direta da parede transmembrana
5. Complexo de ataque a membrana
6. Quebra o equilíbrio hidromotico bacteriano pois faz vários furos nela
Em doenças autoimunes, o sistema complemento pode causar distrofias retinianas.
Máculas onde as células da retina são destruídas. Um dos responsáveis é o C5 B9
Anemia hemolítica autoimune - o paciente faz Ac contra suas hemácias ativando o
sistema complemento via clássica, o que conduz a destruição das hemácias pelo
sistema complemento - via clássica
OPSONIZAÇÃO
● Favorecer a fagocitose
● C3b é opsonizante
● Opsonização de patógenos extra-celulares por numerosas moléculas de C3b é o
evento central da ativação do sistema complemento
● Fagócitos apresentam receptores para complemento na membrana
QUIMIOTAXIA E INFLAMAÇÃO
● C3a e C5a
○ C5a é a mais potente quimiocina - agente quimiotático - que traz grande
quantidade de células inflamatórias ao local
○ Contração do músculo liso e degranulação de basófilos e mastócitos
○ Quimiotaxia para neutrófilos e monócitos, induzindo migração, adesão e
aumento de atividade dessas células
REMOÇÃO DE COMPLEXOS IMUNES
● Ocorre via clássica
● Ocorre a inserção de C3bno complexo imune e na membrana das nossas hemácias
existe CR1, que se liga ao C3b e carreia o complexo imune ao fígado ou baço onde
será depurado
REMOÇÃO DE CÉLULAS APOPTÓTICAS
Lúpus
Por algum motivo (ainda não descoberto) faz-se uma apoptose irregular. Suas vesículas
apoptóticas são formadas de maneira incorreta, então o material nuclear que deveria
conter dentro de suas vesículas, fica exposto ao sistema imunológico, que o reconhece
como antígeno. Vai ser capturado pelo sistema imunológico e vai formar muitos
anticorpos antinucleares - FAN, anti RNA, anti-RNP.
Faz com que uma grande quantidade de linfócitos B seja produzida, apresentando um
excesso de atividade de linfócitos B.
O excesso de autoanticorpos e auto antígenos nucleares ligam-se formando
diversos complexos imunes circulantes (CICS).
Esses complexos se depositam em articulações, pele, rins (nefrite lúpica), serosite
(inflamação das serosas), SNC (20% convulsionam, 5% fazem psicose), vasculite. Isso
faz lise celular, atrai células inflamatórias - neutrófilos liberam superóxidos,
enzimas líticas aumentando a lesão tissular
Além disso, o paciente também tem dificuldade em eliminar os complexos imunes
circulantes
Quem tem sd. do anticorpo antifosfolípide faz muita trombose
Para verificar a atividade: dosagem de C3, C4 e VSH - a cada 3 meses caso esteja com a
doença controlada
Deficiência de componentes (aumenta susceptibilidade a infecções)
Ativação do complemento pela passagem do sangue por equipamentos (Pulmão de choque,
Síndrome da Angústia Respiratória no Adulto)
REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE
São ações deletérias, exacerbadas
Resultam em doenças
É uma falha na questão regulatória
Geralmente o organismo consegue remover e eliminar o Ag sem causar danos aos tecidos
Em algumas circunstâncias, a inflamação causada resulta em dano tecidual
Ação celular e humoral
Tipos de Hipersensibilidade
CLASSIFICAÇÃO DE GEL & COOMBS
TIPO I - MEDIADA POR IgE
● Alergia clássica
● Mediada por IgE
● Imediata
● Reação anormal do organismo que responde de forma exagerada ao entrar em
contato com substâncias provenientes do exterior - inócuas
● Ocorre em pessoas geneticamente predispostas - atópicos ou alérgicos
● Multifatorial, poligênica e causa não conhecida
TIPO II - CITOTÓXICA MEDIADA POR AC
● Citotóxica mediada por anticorpo
● Antígeno
● ADCC - Citotoxicidade celular dependente de anticorpo
○ Ac marca a célula alvo → Macrófago, neutrófilo e célula NK tem receptor
para fragmento Fc do anticorpo → Lise celular ou fagocitose
Miastenia grave: liberação de acetilcolina neuro sináptica, que se liga no receptor, gera
influxo de sódio e permite a transmissão do impulso nervoso. No paciente com miastenia
grave, há a produção de autoanticorpo que se liga no receptor de acetilcolina e destrói o
receptor então os impulsos nervosos não conseguem ser transmitidos - hipersensibilidade
do tipo II
Eritroblastose fetal: mãe Rh, sensibilizada por gestação prévia, passa anticorpos de
classe IgG, promovendo lesões tissulares no feto
TIPO III - COMPLEXO IMUNE CIRCULANTE
● Mediada por complexo imune circulante - CICs
● Anticorpos IgG ou IgM podem formar complexos com o antígeno, e ser depositado
em tecidos, podendo ativar o complemento e atrair células
● Resposta inflamatória localizada nos tecidos
● Ex: LES, vasculites autoimunes
● Formam-se complexos antígeno-anticorpo, que se depositam em algum tecido
ativando o sistema complemento, liberando C5a, que atrai neutrófilos ao local.
O neutrófilo joga radicais livres/superóxidos/enzimas líticas causando lesão
tissular e intensa inflamação
● Complexos imunes podem interagir com o sistema de complemento, gerando C3a
que interagem com plaquetas através dos receptores Fc levando à formação
de trombos
● Pode ser causada por medicações
TIPO IV - TARDIA, MEDIADA POR CÉLULAS
● Hipersensibilidade tipo tardia - células
● Reação de linfócitos T citotóxicos e T helper e macrófagos contra antígenos
depositados em tecidos
● Demora um pouco mais para ocorrer a reação
● Migração celular
● SEM participação de Ac
● Ex: Artrite reumatóide: auto-Ag presente na sinóvia articular ativa resposta por
linfócitos T citotóxico. Líquido sinovial fica espesso devido a celularidade, ocorrem
inflamações
Dermatite de contato: migração de linfócitos T e macrófagos devido ao estímulo
como couro, níquel, látex
Algumas doenças podem ter mais de um tipo
● Artrite reumatoide
○ Tipo II e IV
Hipersensibilidade TIPO I - MEDIADA POR IgE
ANAFILAXIA
Alergia clássica
Mediada por IgE
Imediata
Reação anormal/exacerbada do organismo que responde de forma exagerada ao entrar em
contato com substâncias provenientes do exterior - inócuas
Ocorre em pessoas geneticamente predispostas - atópicos ou alérgicos
Multifatorial, poligênica e causa não conhecida
Acomete mais crianças e jovens devido a: SI mais ativo e pouco amadurecido
Resposta aguda/ rápida
Atingindo pico em 5-30 minutos, raramente pode perdurar por vários dias
Envolve a liberação de mediadores dos mastócitos e recrutamento de células inflamatórias
Sintomas e sinais, isolados ou combinados, que ocorrem em minutos ou em até poucas
horas da exposição
Pode ser de intensidade leve, moderada ou grave. Na maioria dos casos, intensidade leve,
mas tem o potencial de evoluir para fatalidade
Mecanismo da alergia
1. Primeira exposição
2. Reconhecimento do alérgeno que é fagocitado e apresentado a linfócitos T que tem
TCR complementar
3. Formação do linfócito B plasmócitos grande produção de IgE
4. IgE fica fixado na parede do mastócito
5. Porção Fab do IgE se liga ao patógeno liberação do conteúdo citoplasmático do
mastócito ocorrendo a degranulação de histamina
6. Histamina leva a vasodilatação, aumento da permeabilidade dos vasos produzindo
edema, coceira, causa constrição das vias respiratórias e rubor
No primeiro contato não há respostas, apenas criação da memória imunológica
Em indivíduos normais, IgE não é detectado no soro
Quem tem IgE elevado no soro há duas possibilidades: alergia ou parasitose
Teoria da higiene: locais com pouco saneamento há menos pessoas com alergia, pois o SI
está ocupado combatendo vermes, por exemplo
Anti-histamínicos atuam como competição na ligação com os receptores de histamina
Corticosteróides atuam inibindo linfócitos B e na liberação de interleucinas e na
proliferação de mastócitos - usados apenas de forma aguda
Monoclonais em alérgicos se ligam ao IgE - Omalizumab - urticária crônica e asma
grave
IgE está envolvida na proteção especialmente direcionada a helmintos
Em países industrializados, muitas pesquisas sobre IgE, devido à grande prevalência de
alergias na população
Alérgenos
● Geralmente são proteínas pequenas, solúveis, estáveis, que quando em contato
com a mucosa se difunde
● Antígenos que induzem seletivamente as células TCD4 a induzirem linfócito B a
produzirem Ig
● Fezes de ácaro, pólen, alimentos - amendoim, leite, carne suína, crustáceos,
tomate-, picadas de insetos, medicamentos - penicilina, dipirona, metoclopramida,
contraste radiográfico
Patogênese
● Degranulação dos mastócitos, liberam os grânulos de heparina (ação
anticoagulante) e histamina (provoca reações alérgicas)
● Coceira – edema – prurido são características de hipersensibilidade
● Mediadores pré formados
○ Histamina: broncoconstrição, secreção de muco, permeabilidade vascular,
vasodilatação
○ Triptase: proteólise
○ Cininogenase: cininas - permeabilidade vascular, vasodilatação, edema
● A degranulação dos mastócitos desencadeia:
Indivíduo atópico
● Predisposição genética de produzir respostas IgE a antígenos ambientais comuns
● Poligênica (diferentes genes em diferentes populações)
● Filhos de pais alérgico tem são mais predispostos a terem alergia
● Apresenta mais de uma forma de manifestação alérgica (rinite + asma, urticária e
rinite...)
Principais doenças
RINITE ALÉRGICA
● Sintomas: corrimento e congestão nasal, olhos irritados, espirros, dificuldade em
respirar, tosse, cansaço, comichão no nariz, no céu da boca
● Espirros seguidos ou em crises,coriza aquosa, obstrução nasal e prurido
● Iniciam após exposição aos alérgenos como poeira, ácaros, fungos, pelos de
animais como cão e gato, polens), poluentes ambientais (como fumaça de cigarro)
● Sintomas mais recentes a noite: redução do cortisol endógeno e ao deitar,
aumenta-se o edema
● é a doença crônica da mucosa do nariz que mais afeta as crianças e adultos,
diminuindo a qualidade de vida, afetando o desempenho escolar e social
● A associação com outras doenças, como asma, conjuntivite, sinusites, otites …
○ Coriza é meio de cultura bacteriana podendo favorecer infecções como
sinusite e otite
ASMA ALÉRGICA
● Doença inflamatória das vias aéreas, com obstrução crônica ao fluxo de ar nas vias
respiratórias, cuja causa não está completamente elucidada
● Edema da mucosa brônquica, contração da musculatura lisa das vias aéreas,
(broncoespasmo)
● Desencadeada pela liberação de histamina
● Alto custo de tratamento
● 10 a 30% dos indivíduos atópicos tem asma
● Origem genética complexa e poligênica
● Fatores ambientais importantes
Geralmente o paciente que tem asma têm rinite (60-80%), mesmo também ocorre, mas
menos frequente
URTICÁRIA
● É uma reação na pele que afeta mais de 20% da população em algum momento da
vida
● Podem aparecer vergões vermelhos, elevados, mudando de tamanho e forma
rapidamente
● As lesões podem ser mais ou menos localizadas
● Aparecimento súbito de manchas avermelhadas elevadas que tendem a ter o centro
mais claro
● Em geral, a coceira é intensa, podendo estar ausente em alguns casos
● As lesões também podem apresentar ardência e ferroadas
● A urticária depende de uma predisposição genética da pessoa
● Com freqüência, o paciente tem outras manifestações alérgicas, como asma, rinite
CHOQUE ANAFILÁTICO
● O choque anafilático é uma reação alérgica intensa que ocorre minutos após a
exposição ao alérgeno (via IV ou absorvido rapidamente pela mucosa gástrica)
● Após o contato com o alérgeno, degranulação rápida dos mastócitos – edema –
saída de líquido da circulação central para os tecidos
● Sintomas
○ taquicardia e taquipnéia
○ sensação de desmaio, pulso rápido
○ dificuldade de respiração, incluindo chiados no peito
○ inchaço nos lábios, língua ou garganta (edema de glote)
○ placas altas e pruriginosas na pele: urticária
○ pele pálida, fria e úmida
○ confusão mental e perda da consciência
○ pode haver parada cardíaca
● Pressão arterial pode cair abruptamente
● Diminuição do fluxo sanguíneo
○ Pouco oxigênio chega ao cérebro e outros órgãos vitais, entrando em estado
de choque
● Outros sinais: edema, "rash" (vermelhidão) da pele e um prurido (coceira) intenso
● Os efeitos clínicos dependem:
○ Da quantidade de IgE específica presente no indivíduo
○ Da via de introdução do Antígeno (alérgeno)
○ Da dose do alérgeno
● É uma emergência
● Manejo é feito principalmente com EPINEFRINA
ATOPIA
HIV E AIDS
Surgiu na África (1980) e ganhou relevância ao chegar nos EUA, sendo considerada como
catástrofe global pela ONU em 2001
AZT foi o primeiro medicamento descoberto (1987), fornecido pelo SUS a partir de 1996
HIV → vírus causador da AIDS → síndrome clínica
O vírus HIV apresenta grande evasão do sistema imunológico
Caso o indivíduo saiba que é portador do vírus HIV de maneira precoce e inicie os
tratamentos inibidores da replicação viral, muito provavelmente ele não manifestará os
sintomas de AIDS
Paciente fica acometido de infecções oportunistas, com patógenos de baixa virulência, ou
seja, só causam doenças pois o indivíduo está imunologicamente fragilizado
TB é muito frequente nesses pacientes
Características gerais do HIV
● Apresenta vida curta/ pouco resistente
○ Totalmente inativado por desinfetantes domésticos à 10%, etanol a 50% e
peróxido de hidrogênio a 0,3% por 10 minutos
○ Inativado em pHs extremos e em aquecimento a 56ºC
● Necessita de mucosas para apresentar possibilidade de contaminação
● Vírus envelopado
● Apresenta espículas de glicoproteínas e proteínas
○ GP120 - se liga ao receptor da célula alvo (principal)
○ GP41 - reforça a ação da GP120
○ P24 - detectada em casos de proliferação viral, sendo marcados da infecção
● Família Retroviridae
● RNA vírus da subfamília dos Lentivírus
○ Longo período de latência/ incubação - demora para causar o quadro da
doença
● Vírus persiste no hospedeiro e apresenta alta taxa de mutação
● Liga-se no CD4, muito presente nos Linfócitos T helper (TCD4), responsável por
organizar a resposta imunológica, sendo a principal célula do sistema imunológico
● Pode infectar monócitos/macrófagos, células gliais/nervosas
○ A infecção de células nervosas pode conduzir à demência
● Reduz a quantidade de TCD4 por
○ Ciclo lítico
○ Linfócito, ao ser contaminado, expressam MHC de classe 1 com o peptídeo
do vírus gerando resposta imunológica fazendo com que os TCD8 os
destruam por citotoxicidade
1. Ligação da GP120 viral com o TCD4
2. HIV entra nas células
3. RNA vírus é processado pela transcriptase reversa formando DNA, que se
incorpora ao núcleo células dos TCD4 fazendo uma replicação
a. Paciente normal: 1000 células/mm
Paciente imunossuprimido: 500 células/mm
Paciente com AIDS: 200 células/mm
4. Lise da célula hospedeira
● O paciente com AIDS apresenta falha numérica e não funcional dos linfócitos TDC4,
pois são destruídos pelo HIV causando a imunodeficiência adquirida
● Proteínas importantes para sua replicação viral: proteases, integrases e
transcriptase reversa
○ Impedidas pela medicação TARV
TIPOS DE HIV
HIV-1: presente no mundo inteiro
❖ 9 subtipos (A-I)
HIV-2: presente apenas na África
❖ 5 subtipos (A-E)
❖ Menos patogênico
● Ao ser diagnosticado com os anticorpos, faz-se a genotipagem a fim de definir o
subtipo viral
Transmissão
● Transmissão por fluidos orgânicos
● SEXUAL: anal, vaginal ou oral
● SANGUÍNEA: transfusão sanguínea e de hemoderivados e compartilhamento de
seringas
● VERTICAL: placentária e aleitamento
OBSERVAÇÕES
1. A transmissão pelo aleitamento materno ocorre mesmo com baixo incócuo.
Isso se dá devido a imaturidade do sistema imune do RN
2. A transmissão sexual em uma ÚNICA relação sexual tranquila é muito baixa (1%),
mesmo que sem uso de preservativo - mas para os pacientes, digam que é alta
3. Mulheres apresentam maior risco para a contaminação
a. Inóculo maior devido ao maior volume da ejaculação que ela recebe quando
comparado com o volume da secreção vaginal
i. O sangue do ciclo menstrual aumenta a contaminação masculina
b. Área de mucosa muito vaior
c. Relação sexual produz microfissuras utilizada pelo vírus para adentrar no
novo organismo
i. Relação sexual anal aumenta tais fissuras e por consquencia as
chanes de contmainação (5%)
4. Gestantes soropositivas se não tratadas apresentam 80% de chance de
transmitirem a infecção ao feto, já quando tratadas adequadamente, tal taxa
cai para 2%
O HIV, ao lisar os linfócitos TCD4 causa então a AIDS
Com ela, surgem infecções oportunistas (causada por patógenos de baixa virulência) e
atípicas e muito graves
A vacinação em pacientes portadores de HIV depende da adesão ao tratamento
antiviral. Se o paciente não aderir ao tratamento, suas concentrações de Linfócitos
TCD4 serão baixas e com isso não ocorrerá soroconversão
As manifestações clínicas da AIDS se dão quando a concentração de TCD4 estão muitos
baixas e a viral muito alta
Durante o período de latência, geralmente de 8 anos, o paciente encontra-se
assintomático
● Períodos de latência: 10% por até 2 anos, 80% por até 8 anos, 10% mais de 9 anos
● Nesse período o indivíduo pode transmitir a doença em momentos de proliferação
viral
Estágios da infecção
1. INFECÇÃO PRIMÁRIA
● Sintomas leves e diversos de virose
● Alta transmissão
● Duração de até 4 semanas
● Geralmente o diagnóstico não é reconhecido
2. LATÊNCIA
● Nos monócitos
3. INFECÇÃO SINTOMÁTICA PRECOCE
4. AIDS
5. INFECÇÃO AVANÇADA
Principal causa de mortalidade entre pacientes que vivem com AIDS é pneumonia
O emagrecimento é decorrente da diarréia. Seus sistema imunológico debilitado não
combate possíveisbactérias patogênicas
Vítimas de violências sexual devem receber em até 72h coquetel de: azitromicina, penicilina
e ceftriaxona, coquetel antiviral e pílula do dia seguinte
PREP: tratamento pré infecção feito em indivíduos com maior risco de contaminação. São
eles: homens que fazem sexo com homens, usuarios de drogas injetávies, trabalhadores do
sexo e transsexuais
Brasil: média de 20 casos a cada 100 mil habitantes e está estabilizada
Redução de casos de morte por HIV (5,8 → 4,1 óbitos/100.000 habitantes)
Sintomatologias comuns
● Candidíase oral
● Tuberculose
● Linfomas
● Câncer de pele -- Sarcoma de Kaposi
● Emagrecimento
Tratamento - TARV
● Baseado em agentes antivirais
● HIGHLY ACTIVE ANTIRETROVIRAL TREATMENT (HAART)
○ Aumenta qualidade e tempo de vida
○ Atuam nas proteases, transcriptase reversa e integrases
● Apresentam diversos efeitos colaterais
● Redução da mortalidade em 40-70%
● Redução da hospitalização em 80 %
● Aumento da qualidade e tempo de vida
DROGAS ANTIVIRAIS
● Suprimem níveis de replicação viral e viremia
● Preservam contagem e função de CD4+
● Principais causas da redução de morbilidade/mortalidade
● Não conseguem erradicar o vírus
Testes
● Para que o diagnóstico do paciente seja considerado positivo, deverão ser
realizados dois testes de triagem e um teste confirmatório.
● A partir da janela imunológica o paciente passa a ser soropositivos para os
anticorpos
● Objetivos: diagnóstico, vigilância, segurança da transfusão sanguínea
● Exigem TCLE e confidencialidade
● DIRETO: busca o vírus
INDIRETO: busca o Ac
PRÉ TESTE
ELISA de quarta geração
● Diagnóstico
● Busca Anticorpos
● Busca p24 (ensaio em sanduíche) proteína do envelope viral
● Sensibilidade >98%
● Janela imunológica: 17 a 20 dias após contaminação
* paciente como toda sintomatologia, fiz e deu negativo. repito em 15 dias negativo, repito
em 25 dias negativo - não posso descartar HIV, não há preocupação com janela
imunológica pq os sintomas são de AIDS (não há janela imunológica), sintomas paraecem
depois de 1/2 anos
Teste rápido
● Diagnóstico
● Permitem a detecção de anticorpos anti- HIV, cujo resultado pode ser visualizado em
cerca de 15 minutos após a coleta da amostra
● Alta sensibilidade
● Duas linhas positivo - linha C sempre aparece (controle)
● Janela diagnóstica de 12 dias
● A amostra com resultado reagente no TR1 é definida como “Amostra reagente para
HIV”, o paciente deve ser encaminhado para exame de quantificação da carga viral,
dispensando a realização do TR2
Exame de PCR
● Diagnóstico e monitoramento
● Carga viral
○ Indetectável em pacientes tomando a medicação (quase não transmite)
● Amostra: sangue
● Coberto pelo SUS
Contagem de CD4
● Monitoramento
● Citometria de fluxo
● Usa Ac monoclonal que se liga ao TCD4
● Ideal que esteja alto - indica baixa atividade viral
Acompanhamento
Dificuldades para criação de uma vacina eficiente
● Alta taxa de mutação da gp120
● Pouca sobrevida dos LT e LB de memória
● Capacidade de evasão do HIV
TESTES PARA SÍFILIS
Treponema pallidum
Pode ser primária, secundária, latente precoce e terciária ou tardia
CANCRO DURO
● Cancro no local da inoculação
● Pápula única indolor
● Erosão e induração
● Base lisa e bordas elevadas e firmes
● “Limpa”, sem exsudato
● Indolor
● Raspagem do cancro
● Pesquisa direta do T.pallidum
● Pesquisa em campo escuro
Fase Primária
● O cancro duro não se desenvolve em todos os casos ou pode ser tão discreto que
não chega a ser percebido
● Podem ocorrer lesões múltiplas
● Espiroquetas podem ser demonstradas nessas lesões
● Geralmente desaparecem espontaneamente dentro de 2 a 8 semanas
Fase Secundária
● Algumas semanas após o desaparecimento do cancro
● Disseminação hematogênica do treponema
● Nesse momento a resposta imune se torna bastante intensa
● Linfadenopatia generalizada ● Febre, adinamia, astenia
● Manifestação clínica: lesões em pele
○ Erupção cutânea não pruriginosa
○ Máculo-papular
○ Acomete tronco, palmas das mãos e plantas dos pés
○ Podem ser confundíveis com outras dermatoses
Sífilis Latente
● Após o quadro secundário desaparecer, tem início a fase de latência
● Recidivas de quadro secundário podem ocorrer até quatro anos após o contato, fase
latente é dividida em:
○ Latente precoce ou recente: recidivas possíveis;
○ Latente tardia: recidivas muito improváveis;
● Diagnóstico através testes sorológicos
Fase Terciária
● Doença ativa com manifestações clínicas aparentes ou inaparentes
● Desenvolve-se em até 1/3 dos pacientes não tratados
● Maioria das lesões envolvem a artéria aorta e artérias do SNC, ou ambos
● Lesão característica - GUMAS - lesão granulomatosa com centro coagulado ou
amorfo e endarterite de pequenos vasos;
● Manifestações
○ Lesões gomosas de pele, ossos e tecido celular subcutâneo
○ Lesões cardiovasculares – Aneurisma de aorta – Insuficiência aórtica
○ Neurossífilis
■ 5 a 30 anos após a infecção (pacientes com AIDS – muito rápido)
■ Meningite
■ Quadros demenciais
■ Paralisia do nervo óptico
■ Tabis dorsalis
Sífilis Congênita
● É uma infecção causada pela disseminação hematogênica do Treponema pallidum
no concepto transmitida pela gestante infectada
● A infecção na gestante pode resultar em abortamento espontâneo, morte fetal,
prematuridade, feto hidrópico, recém nascidos sintomáticos ou assintomáticos
● Manifestações clínicas
○ Aborto, parto prematuro, natimorto e morte neonatal em até 40% dos casos
○ A maioria dos RN é assintomática
○ Baixo peso ao nascer, hepatoesplenomegalia, rash cutâneo, anemia, lesões
ósseas
○ Lesões perianais de sífilis congênita
○ Malformações congênitas
○ Lesões ósseas de sífilis congênita: necrose de epífises.
● Pode apresentar manifestações de sífilis nos primeiros dois anos de vida
● Risco de transmissão: 50 a 70% em gestantes com sífilis primária, secundária ou
latente precoce
○ Maior risco na fase secundária devido a disseminação hematogênica
● Se não se sabe do pré natal e a mãe tem sífilis, ao nascer, faz no feto raio X, punção
de líquor e eventualmente tratamento com penicilina
Sorologia
● Vantagens: facilidade na coleta, pouco constrangimento
● Alta sensibilidade e especificidade da sífilis secundária
● Doença silenciosa - testes de triagem
● Não distinguem se é uma doença ativa ou cicatriz sorológica
NÃO TREPONÊMICOS
● São quantitativos - expressos em títulos: 1:2, 1:4
● Importantes para o diagnóstico e para o seguimento pós-terapêutico
● 1 gota do sangue, 1 gota do reagente (lecitina, colesterol e cardiolipina)
VDRL
● Títulos do VDRL com títulos baixos (1:1, 1:2, 1:4) podem ser falso-positivos
● Título acima 1:8 são altos
● Confirmar com os testes treponêmicos
● Causas de falsos positivos
○ TÍTULOS ALTOS: LES, síndrome antifosfolipídica - Acs anti cardiolipina
(teste confirmatório sai negativo)
○ TÍTULOS BAIXOS: Outras colagenoses, hepatite crônica, uso de drogas
ilícitas injetáveis, Hanseníase, Malária, Mononucleose, gravidez e em idosos
● Requer confirmação
● Forma de monitorar o tratamento
○ Tratamento correto o VDRL deve negativar em 6 a 12 meses
○ Nos casos de sífilis primária e secundária os títulos devem declinar em torno
de 4 vezes em 3 meses e 8 vezes em 6 meses
● Positivos a partir da segunda semana após o aparecimento do cancro duro - janela
imunológica
● Maior sensibilidade na fase secundária da doença
● Sensibilidade tem redução natural após o primeiro ano de evolução da doença
● Tem falha na sensibilidade para fase terciária
● Se der + está com sífilis ativa
● Sempre devem ser feitos em casos de teste treponêmico POSITIVO
● Marca doença ATIVA
● Alta sensibilidade na sífilis secundária e latente precoce
● Único que controla tratamento
● Cuidados: pode dar falso positivo em títulos baixos
● Em altos títulos com teste treponemico negativo – Ac anti cardiolipina
● Gestantes reagentes para sífilis fazem exames mensalmente
● Título do VDRL não cai de um dia para outro
● É necessário que se saiba diferenciar entre a persistência do exame reagente e a
re-infecção pelo T.pallidum
RPR
TREPONÊMICOS
● Os testestreponêmicos detectam a presença de anticorpos anti Treponema pallidum
e são específicos e confirmam a infecção
●
ELISA
● IgG
● Quimioluminescência é uma variação da técnica
● Alta sensibilidade e alta especificidade
● Automação
● Preço acessível atualmente
QUIMILUMINESCÊNCIA
● São testes que utilizam o treponema como antígeno
● Alta sensibilidade (99 a 100%)
● Alta especificidade (96 a 99%)
● Os resultados são qualitativos (positivo ou negativo)
● Vai ser positivo para sempre
IMUNOFLUORESCÊNCIA INDIRETA (FTA - fluorescent treponemal antibody)
● IgG
● Vai ser positivo para sempre
TESTE RÁPIDO
● Alta sensibilidade, boa especificidade
● Resultado em 15 minutos
● Situação de emergência
● Sala de parto
● UBS
● Regiões de alto risco
● Dois riscos positivos
se positivo é encarado como sífilis, mas precisa confirmar
Mãe que teve sífilis na gestação, filho sempre vai ser VDRL positivo, porque IgG passam
pela placenta. Se a reação do filho for maior que a da mãe, aí é ruim

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