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RESPOSTA IMUNE CONTRA TUMORES Vigilância imune: controle e eliminação de células malignas Necrose tumoral: DAMPs Estímulo para co-estimulação Apresentação cruzada 60 Mecanismos imunes de combate ao tumor Papel de LTCD4+, NK, anticorpos e macrófagos ainda desconhecido CTL: golpe letal IMUNOLOGIA DOS TUMORES E DOS TRANSPLANTES Prof. Paulo Eduardo Alencar de Souza Antígenos tumorais Antígenos citossólicos (MHC-I) Abbas, Lichtman, Pillai, 2021 Câncer tem habilidade de escapar da destruição pelo sistema imune Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 TUMOR= Neoplasia- designa uma nova formação de células- surgem quando acontece mutação gênica no DNA da célula-- função e características diferentes da célula normal que originou o tumor Tumor- tem que ter mutações no DNA --> RNA codificado pelo gene é mutante --> proteínas que essa célula produz a partir desse RNA também é mutante Sistema imune: capaz de detectar a geração, o surgimento de novos antígenos estranhos no nosso corpo e atacar aquela célula destruindo aquela célula Resposta imune mais intensa contra tumor- melhor resposta ao tratamento, sobrevida melhor, maior chance de cura Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Para que um câncer se estabeleça e cresça, dentre outras características, ele terá que escapar da resposta imune Antígenos tumorais que Sistema Imune é capaz de detectar: Ag no citosol da célula-- se a célula como um todo foi submetida à exposição agente carcinogênico ou mesmo espontaneamente, ocorreram mutações no DNA das células, codifica RNA e proteínas mutantes em seu interior (citoplasma- citosol). Proteínas- apresentadas por meio de moléculas de MHC de classse I semelhante aos microrganismos Câncer de epitélio- células epiteliais que começaram a se multiplicar de forma descontrolada (câncer). Células se multiplicam de forma contínua, e isso gera muita morte de célula Célula dendrítica: tem contato com DAMP- expressam B7 (segundo sinal, coestimulador) apresentação de antígeno TCR do linfócito T- reconhece antígeno mutante ativação do LTCD8 virgem diferencia em LTCD8 efetor- específico para antígeno do tumor ao redor do tumor= muita inflamação (TC) quando CTL passar pelo vaso- adere, diapedese, sai do vaso e chega no tumor ao reconhecer Ag estranhos- emite golpe letal- libera granzima e perforina- morte da célula tumoral controle do tumor morte de células malignas LTCD4, NK, anticorpos- PRINCIPAL- LTCD8+ 61 Imunoterapia contra o câncer Vacinas com as próprias células tumorais (ou antígenos) do paciente Vacinas contra vírus oncogênicos (HPV) (CD20 para linfoma de células B; HER2 para câncer de mama) Abbas, Lichtman, Pillai, 2021 Evasão das respostas imunes pelos tumores Progressão tumoral Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 PERDA DA ANTIGENICIDADE 5/7 dia quando LTCD8 chegar no tecido- célula tumoral já sofreu nova mutação, não expressa mais antígeno que produzia anteriormente- produz outra proteína mutante LT tem receptor para Ag tumoral inicial, mas ele não é mais produzido pela célula- não consegue combater - em função a instabilidade genômica (muitas mutações)= multiplicação elevada e rápida acumula novas mutações- pode perder a capacidade de processar e apresentar antígenos por MHC-I,pode parar de expressar MHC-I na superfície ou não conseguir processar e apresentar antígenos direito- sem reconhecimento por LT (CD8) e consequente morte - célula tumoral- produção de citocinas imunossupressoras ou expressam moléculas na superfície que inibem LT- desativação de LT- ATRAPALHA COMBATE E MORTE DE CÉLULAS MALIGNAS ATRAPALHA EFETIVIDADE DA RESPOSTA IMUNE AUMENTO DA SOBREVIDA, MELHOR TRATAMENTO, CURA CLÍNICA HIPERESTIMULAÇÃO E ATIVAÇÃO INJETADO aumento da morte de células tumorais ou até eliminação do tumor proteína alvo- injeta anticorpos anti-CD20- Ac se ligam nas células tumorais/ moléculas de CD20 quando Ac IgG . ex. se liga em uma célula- ativa sist. do complemento, enzimas e células NK, opsonização , células tumorais marcadas como alvo pelos Ac- destruídas pelos mecanismos efetores da imunidade humoral proteínas expressas na superfície de células tumorais MAMA- biópsia de mama para verificar se há muitas proteínas HER 2, se tumor expressa muito HER2- injeta no sangue Ac- marca alvo para que haja destruição pelo sistema imune estimulação do sist. imune Ag + moléculas que potencializam resposta imune (VACINA) REDUÇÃO DA INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE COLO vacina contra HPV- sist. imune consegue eliminar células infectadas e o próprio vírus-- dificulta até a ocorrência de câncer de boca e orofaringe (associadas também a infecção por HPV) IMUNOLOGIA DOS TRANSPLANTES Transplante retirada de células, tecidos ou órgãos (enxertos) de um indivíduo (doador) e colocação em um indivíduo geralmente diferente (receptor). Transfusão transplante de células sanguíneas e/ou plasma de um indivíduo para outro. - transplante autólogo (auto-enxerto): do indivíduo para ele mesmo; - transplante alogênico (aloenxerto): feito entre 2 indivíduos geneticamente diferentes e da mesma espécie; - transplante xenogênico (xenoenxerto): feito entre indivíduos de espécies diferentes. Imunologia do transplante alogênico 62 - moléculas do MHC - antígenos de histocompatibilidade menor (grupo sanguíneo ABO) Moléculas dos aloenxertos reconhecidas como estranhas pelos linfócitos e anticorpos do receptor são chamadas aloantígenos (genes polimórficos, herdados do pai e da mãe): A principal limitação do sucesso do transplante é a resposta imune do receptor contra o tecido do doador REJEIÇÃO Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 doador e receptor geneticamente diferentes pega um tecido de um indivíduo e transplanta para outra parte do corpo do mesmo indivíduo- NÃO HÁ REJEIÇÃO, não há moléculas estranhas transplante de órgãos * *exceção: feito entre gêmeos univitelinos (singênico- indivíduos com o mesmo genoma) animas mais compatíveis com os seres humanos- primatas superiores. dentre dos animais de criação, os porcos são os que possuem maior histocompatibilidade com o ser humano - RISCOS- NÃO SE SABE COMO TECIDO ANIMAL SE COMPORTARIA EM NOSSO CORPO; VÍRUS SILECIOSOS PRESENTES NO PORCO- modificações, possível gerar forma/ espécie de vírus capaz de gerar doença grave no ser humano grande maioria das moléculas presentes no corpo ( pessoas diferentes) são iguais, mesma molécula existe nos corpo dos seres humanos- o que gera diferença é a quantidade e disposição dessas moléculas (somos muito parecidos em termos de composição proteica)- alguns genes são muitos diferentes entre pessoas- GENES POLIMÓRFICOS- codificam proteínas diferentes diferentes entre doador e receptor população mundial humana- mais de dez mil moléculas de MHC diferentes (genes diferentes)- cada pessoa tem em torno de 20 maior chance de encontrar moléculas de MHC iguais- herança genética inteira: entre irmãos todo rato branco Wistar- mesmo genoma MHCa- Ag próprio APCs do doador podem sair do enxerto, migrar para os linfonodos do receptor e ativar LT virgens alorreativos. APCs do receptor podem entrar no enxerto, coletar aloantígenos (MHC) e apresentar para LT (via indireta). Reconhecimento de aloantígeno Cerca de 1 a 10% de todos os LT do receptor respondem à uma única molécula de MHC alogênico Muitos dos LT são de memória, gerados durante infecção microbiana prévia (reação cruzada) Respostas primárias aos enxertos são muito fortes Genes do MHC são herdados como haplótipos ligados: 25% de chance de que 2 irmãos tenham MHCs idênticos Antígeno X Aloantígeno Reação cruzada 63 Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 2 formas: APC receptor enxerto outro processo- linfócito do receptor, quando entram em contato com células dendríticas do enxerto (circulação)- quando MHC (cel. dendríticas) do enxerto (doador) toca em TCRde linfócitos- consegue ativar independente do antígeno em seu interior-- MHC das células dendríticas do doador consegue apresentar Ag's próprios (até antígenos iguais ao do receptor)- quando MHC encosta em TCR de vários linfócitos do receptor- ativação, independente da especificidade do Ag, independente de "para que,em que o TCR se liga" - só de tocar no MHC estranho (enxerto) isso é capaz de gerar a ativação do LT- ATIVAÇÃO MACIÇA- milhares/milhões de LT são ativados a partir de um único MHC diferente- resposta intensa/potente apresentado Ag diferentes- consegue ativar vários clones de linfócitos diferentes Infecção de garganta- Streptococcus Transplante- MHC doador moléculas diferentes- um segmento da molécula do Ag bacteriano é identico a um segmento da molécula do aloantígeno -- resposta imune contra proteina bacteriana- Ac prontos e linfócitos de memória contra esse segmento resposta pronta- memória- respoota forte resposta primária ao enxerto- resposta como se houvesse imunizção 64 Mecanismos imunológicos de rejeição do enxerto Resposta imune contra transplantes Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 circulação Hiperativação do macrófago- inflamação no local, destroi tecido do enxerto REJEIÇÃO- combate do sist. imune contra enxerto MECANISMOS EFETORES- humoral e celular citocinas- LB ativação e troca de isotipos 3 principais mecanismos: golpe letal (LTCD8), produção de Ac que se ligam às células do enxerto, ativando repostas como sistema do complemento, opsonização, e o processo inflamatório, onde há apresentação contínua dos alantígenos pelos macrófagos para os LTCD4 que liberam citocinas continuamente, causando inflamação e destruição do enxerto COMBATE ÀS CÉLULAS DE ENXXERTO Rejeição hiperaguda (trombose vascular e necrose isquêmica) - Começa nos primeiros minutos ou horas. - Mediada por anticorpos alorreativos circulantes (reação cruzada - resposta a transfusão e transplantes prévios ou gestações múltiplas) Necrose isquêmica irreversível Para evitar rejeição hiperaguda deve haver compatibilidade do sistema ABO entre doador e receptor Mecanismos de rejeição de aloenxertos Rejeição aguda (lesão vascular e do parênquima) - Dias ou semanas após o transplante (ativação de LTCD4+, LTCD8+ e LB em resposta aos aloantígenos). - Tratamento a base de corticosteroides e drogas imunossupressoras. CELULAR Lesão endotelial e trombose Lesão do parênquima Lesão endotelial e trombose HUMORAL 65 Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 comunicação entre leucócitos do receptor e APC's e antígenos presentes no enxerto-- processo de rejeição hiperaguda- muito rápido assim que ocorre a ligação do enxerto no sistema circulatório (vasos sanguíneos) do receptor, o sangue do receptor começa a circular dentro dos vasos do enxerto já existem, estão prontos no sangue do receptor- MEMÓRIA RESPOSTA IMEDIATA- o Ac já está pronto no sangue do receptor- Ac produzido contra outro Ag Muitas vezes, o enxerto é destruído ou a perfusão sanguínea é bloqueada nesse enxerto poucas horas depois da cirurgia FORMA GRAVE HOJE EM DIA, ESSA FORMA DE REJEIÇÃO NÃO OCORRE TANRO- Existem formas de testar o receptor e o doador para predizer se há chances de ocorrer esse tipo de rejeição (compatibilidade) a partir do momento que o sangue entra no endotélio do vaso do enxerto, o endotélio expressa aloantígenos (estranhos para o receptor), porque a célula endotelial tem MHC Se o receptor já possui Ac específicos para outro Ag mas que faz reação cruzada com o aloantígeno Assim que ligam os vasos- Ac circulam nos vasos do enxerto- ligação com os Aloantígenos na parede interna do vaso IgG- ativa via clássica do complemento C1 INFLAMAÇÃO E DESTRUIÇÃO DO ENDOTÉLIO- complemento- poros- lise da célula alvo. além disso, libera mediadores como C3a, C5a- recrutam e ativam neutrófiilos- inflamação Neutrófilos se ligam à parede do vaso, secretam radicais livres, enzimas lisossômicas- inflamação leva à lesão ou destruição das células endoteliais que formam as paredes -- TROMBOSE lesão do endotélio- coagulação do sangue dentro do vaso- TROMBOSE- luz do vaso diminui- menor perfusão e circulação de sangue- menos O2 e nutrientes- pode levar à morte das células do enxerto necrose= morte celular por agressão (falta de O2) Isquêmica= redução do fluxo sanguíneo, falta de oxigenação NÃO HÁ TRATAMENTO! SEM CÉLULAS DE MEMÓRIA OU Ag PRONTOS Ag do enxerto começam a chegar nos órgãos linfoides para ativar LB Inicia o reconhecimento de Ag- seleção clonal- expansão clonal -diferenciação- resposta imune efetora Inibição- minimiza LTCD4 e LTCD8- saem do órgão linfoide e se direcionam para o enxerto enxerto enxerto- APC que apresentam Ag próprios do enxerto Alguns deles são estranhos para o receptor- aloantígenos citocinas- recrutam mais APCs liberam enzimas, radicais livres, que acabam lesando e destruindo tecidos e linfócitos- do sangue para o tecido- enxerto parênquima- conjunto de células funcionais do órgão ex.: fígado- hepatócitos LTCD8- libera perforina e granzima- golpe letal- morte de células Highlight Highlight macrófagos, neutrófilos e LTCD8- ATACAM AS CÉLULAS DO PARÊNQUIMA- LESÃO DO PARÊNQUIMA LTCD8- reconhecem aloantígenos expressos por células endoteliais dos vasos do enxerto- golpe letal- lesão, destruição de células endoteliais- TROMBOSE lesão do parênquima e dos vasos sanguíneos (trombose- atrapalham perfusão sanguínea naquele tecido) LB ativados- multiplicam- plasmócitos- secretam Ac Ac- classe IgG- se ligam aos aloantígenos presentes no endotélio dos vasos sanguíneos do enxerto IgG ou IgM ligados na superfície do endotélio- ativam o sistema do complemento- inflamação do endotélio (endotelite)- destruição do endotélio --> formação do trombo - DESTRUIÇÃO DO VASO SANGUÍNEO - TROMBOSE - REDUÇÃO DO FLUXO SANGUÍNEO PARA O ENXERTO 66 Rejeição crônica (arteriosclerose) - principal causa de insucesso de transplantes. - Ocorre 6 meses a 1 ano após o transplante (mecanismos pouco conhecido). - Mediada por LT auxiliares (CD4+) e macrófagos. Prevenção e tratamento da rejeição de aloenxertos Arteriosclerose Corticosteroides Inibem a produção de citocinas, quimiocinas, prostaglandinas, ROI (anti-inflamatórios) (dano tecidual) Imunossupressores Seleção de doadores (menor diferença entre antígenos) Uso de fármacos Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 - Tratamento a base de corticosteroides e drogas imunossupressoras. - tipagem sanguínea ABO (aglutinação de hemácias com anticorpo anti-A e anti-B), usado como protocolo para transplantes de coração e rim; Quanto maior o número de alelos do MHC compatíveis entre o doador e o receptor, maior a probabilidade de sobrevivência do enxerto - tipagem do MHC-I (HLA-A e B) e MHC-II (HLA-DR) do receptor e doador (PCR e sequenciamento de DNA); feita no transplante renal (rim pode ficar ate 72h armazenado). - teste da presença de anticorpos no soro do receptor contra MHCs mais prevalentes na população ou MHCs dos leucócitos do doador potencial; Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Inibem a síntese de guanina Porção extracelular do CTLA-4 ligado a Fc de IgG Bloqueia B7 Imunossupressão contínua nos pacientes transplantados aumenta a susceptibilidade à infecções virais e aos tumores malignos associados à vírus: - Epstein-Barr linfoma de células B - Papilomavírus (HPV) carcinoma cervical uterino Transplantados recebem terapia antiviral profilática demora para começar e dura um tempo maior- não se sabe ao certo o mecanismo preciso do disparo dessa rejeição começa + tardiamente LTCD4 específicos para aloAg- CIRCULAÇÃO- diapedese-chegam no enxerto dentro do enxerto há um grande número de macrófagos (células normais de qualquer tecido) macrófago próprio do enxerto- apresentação de Ag próprios reconhecimento dos aloantígenos apresentados pelas enxerto pelo LTCD4 ATIVAÇÃO DO LTCD4- secretacitocinas- aumentam a ativação dos macrófagos e também se ligam às células de músculo liso que formam a parede das artérias e arteríolas células musculares lisas respondem às citocinas e a outros mediadores produzidos- estes mediadores e citocinas estimulam a proliferação, a multiplicação das células do músculo liso- não há destruição das células do enxerto- processo inflamatório- produção contínua das citocinas- parede do vaso engrossa- reduz passagem de sangue (luz do vaso menor)- passar dos meses e dos anos- luz dos vasos dos enxertos diminuem gradativamente- células do enxerto morrem lentamente- órgão diminui de tamanho e função- INSUFICIÊNCIA DO ÓRGÃO- perda do enxerto diminuição da inflamação e da ativação da resposta imune contra os aloantígenos aglutinina IgM- SE LIGA AS HEMACIAS- UNE AS HEMÁCIAS PLASMA DO RECEPTOR E MISTURA COM CÉLULAS SANGUÍNEAS DO DOADOR- aglutinação: sangue do receptor já tem Ac prontos contra AloAg do enxerto do doador previne rejeição hiperaguda verifica compatibilidade e risco de perda do enxerto 2 classes: GAMA DE MEDICAMENTOS- moléculas que inibem a resposta imune inibem alguma das vias de ativação e expansão clonal (multiplicação) de linfócitos T- inibe resposta inibe TCD4 (general): atrapalha todas as respostas imunológicas inibe TCD8: INIBE MECANISMOS DE REJEIÇÃO AGUDA QUE CAUSAM MORTE DIRETA PELO TCD8 CONTROLE DA REJEIÇÃO Podem ser usados em associação aos imunossupressores inibem mecanismos efetores que atacam enxerto sem sua produção em níveis adequados, não há recrutamento e ativação de leucócitos- diminuição do dano tecidual inibe a produção de intermediários reativos de oxigênio- radicais livres radicais livres e enzimas lisossômicas que causam dano tecidual (degradam matriz, células, agridem células) -- lesão do órgão enxertado PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA REJEIÇÃO AGUDA E CRÔNICA USO DE FÁRMACOS- DURANTE ANOS- enquanto usa medicamento- estará imunossuprimido (sistêmica) medicamentos- inibem todas as respostas imunes e LT PACIENTE- IMUNOSSUPRESSÃO CONTÍNUA Alguns vírus são ONCOGÊNICOS- ao entrar na célula, causa instabilidade genômica e favorece a ocorrência de mutações gênicas- imunossuprimido- vírus tem maior capacidade de se proliferar e infectar células do corpo imunossuprimidos- risco aumentado de alguns tipos de câncer: Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Highlight Tomam anti-virais- minimiza ativação de vírus que já estão dentro dele e para diminuir risco de ser infectado e desenvolver uma infecção viral que possa levar a morte ou aumentar o risco de transformação maligna de algum tecido e a ocorrência de câncer decorrente dessa infecção por um vírus oncogênico TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOIÉTICAS Transplante de células-tronco hematopoiéticas (CTHs) Indicação: - imunodeficiências congênitas - leucemias (linfoide e mieloide crônicas) DOADOR selecionado não apresenta diferenças alogênicas no MHC (geralmente irmãos) Mobilização de células-tronco de medula por meio de tratamento do doador com CSFs COLETA DE SANGUE ASPIRAÇÃO DE MEDULA RECEPTOR é tratado com radio, imuno e/ou quimioterapia para a eliminação das células hematopoiéticas e neoplásicas Infiltrado inflamatório e apoptose de queratinócitos Complicações imunológicas dos transplantes de CTHs - Rejeição do transplante por leucócitos residuais do hospedeiro - Imunodeficiência pós-transplante, por deficiência no desenvolvimento da medula óssea transplantada - Doença do Enxerto-Versus-Hospedeiro (DECH/GVHD), onde LT reconhecem aloantígenos do hospedeiro e reagem, causando lesões na pele, fígado e TGI Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Referências: ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica: funções e distúrbios do sistema imunológico. 5. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2017 1 recurso online ISBN 9788535285512. Livro Eletrônico ABBAS, Abul K; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica funções e distúrbios do sistema imunológico. 6. Rio de Janeiro GEN Guanabara Koogan 2021 1 recurso online. ISBN 9788595158672. ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro Elsevier c2019 E-book ISBN 9788535290752. Livro Eletrônico 67 Transplante de medula óssea mutações em genes importantes para o funcionamento do sistema imune- pacientes susceptíveis e risco de morte por infecções que corriqueiramente são combatidas/ eliminadas pelo sistema imune de um indivíduo imunocompetente neoplasia maligna- decorre de células da medula óssea mutações que podem levar à formação de células cancerosas (câncer no sangue) algumas leucemias são tratadas com quimioterapias e para outras, o tratamento é o transplante de medula óssea vários subtipos CONDIÇÃO: MHC's do doador iguais as do receptor, senão há alto risco de rejeição diferente do transplante de órgãos sólidos, haverá o transplante de medula- ela que produz o sistema imune- transplanta sist. imune de um indivíduo para outro indivíduo-- rejeição diferente medula (tecido que vai gerar o novo sistema imune) recebida pelo receptor pode atacar as células e tecidos do receptor REJEIÇÃO É DIFERENTE COLETA SANGUE DO RECEPTOR- tipagem dos MHC's (sequenciamento) de suas células - informações lançadas no sistema de transplante nacional- busca compatibilidade entre doador e receptor (geralmente entre irmãos- mesmos MHC) Doador- doa/ exame de sangue- pequena amostra de sangue -- sequenciamento- define MHC do indivíduo- tipagem do MHC- Sistema-- verifica compatibilidade 2 formas de coleta das células tronco: antes do transplante, é feita uma infusão no sangue do paciente de drogas quimioterápicas, chamadas mieloablativas destruição das células da medula óssea, destrói todas as células do sistema imune, leucócitos do corpo do receptor medula óssea tem mesmos MHC's mas não tem todos os Ag iguais- ainda existem alguns aloAg menos importantes que vieram na medula do doador- diferenças (não são gêmeos univitelinos) não consegue produzir quantidade adequada de hemácias e leucócitos no sangue enxerto- medula transplanta medula- pode produzir sistema imune que combata todos os tecidos do corpo do receptor (tecidos diferentes do doador, de onde veio a medula óssea) não se sabe ainda com precisão dos mecanismos imunes envolvidos nesta doença no geral, LT da medula transplantada reconhecem aloantígenos do hospedeiro e começam a reagir- causam lesões em diversos ógãos, principalmente na pele, no fígado e na mucosa do trato gastrointestinal (boca, esôfago, estômago, intestino- principalmente) nesses órgãos, há uma agressão um pouco maior, mas todos os órgãos do corpo do receptor podem ser atacados por esta doença PACIENTE QUE RECEBEU TRANSPLANTE DE MEDULA DEVE SER TRATADO COM IMUNOSSUPRESSORES, COTICOSTEROIDES, drogas que irão inibir a ativação da resposta imunológica DOENÇAS DE HIPERSENSIBILIDADE e AUTO-IMUNIDADE 68 HIPERSENSIBILIDADE Doenças de hipersensibilidade distúrbios gerados pelas respostas imunes que causam lesão tecidual. Causas: - Respostas descontroladas contra antígenos estranhos - Respostas contra antígenos próprios por falha da autotolerância (doenças autoimunes) Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Tipos de hipersensibilidade Prof. Paulo Eduardo Alencar de Souza Sensibilidade (em Imunologia): Resposta Imune, sensibilizar é ativar a resposta imune Ex.: tuberculose (infecção bacteriana persistente) Autotolerância (uma das propriedades da resposta imune adaptativa): LT e LB que reconhecem antigenos próprios (Saúde- não se ativam- ficam inativados) Falha- reconhecem células e Ag próprios- reconhecem como Ag estranhos-- ativam resposta imune Alergia Produção de IgE contra antígeno ambiental Ac direcionados contra antígenos presentes nos tecidos ou na matriz extracelular Respostas tecido-específicas Infecções microbianas, respostas auto-imunes IgM e IgG- presentes no sangue Formam imuno-complexos (longas cadeiascom Ag e Ac- geram inflamação na parede dos vasos PREDOMINA VASCULITE) Não depende de Ac Ex.: Diabetes auto-imunes Diabetes tipo I ou Diabetes Juvenil HIPERSENSIBILIDADE IMEDIATA (tipo I) – alergias Reação caracterizada pela ativação de mastócitos e basófilos, mediada pela IgE, que se inicia rapidamente e causa grandes conseqüências patológicas. Anafilaxia forma sistêmica da hipersensibilidade. Indivíduos atópicos (alérgicos) tendem a produzir IgE em resposta a vários antígenos ambientais e apresentam fortes reações de hipersensibilidade imediata. Alérgeno antígenos protéicos ambientais capazes de causar hipersensibilidade imediata. * Alergias se manifestam de diferentes formas (rinite alérgica, asma, urticária, eczemas). Nos indivíduos geneticamente susceptíveis, o alérgeno estimula o LT CD4+ a se diferenciar em LTh2 (produtor de IL-4). Somente antígenos proteicos ou substâncias ligadas à proteínas induzem alergia dependência do LTh2. 69 Ausência de adjuvante Alérgenos comuns: - Pólen - Ácaros (poeira doméstica) - Pêlos de animais - Alimentos - Drogas (penicilina) - HAPTENO Não ativam macrófagos Abbas & Lichtman, 2007 Th2, SENSIBILIZAÇÃO Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 desgranulação IgE na circulação sanguínea REAÇÃO DE HIPERSENSIBILIDADE (reação alérgica) (IL-4) até eosinófilos gera ativação de mastócitos, basófilos, etc, gerando inflamação pode levar até a um choque anafilático LT CD4 com TCR que se liga facilmente e se ativa intensamente frente a um Ag ambiental- pessoa tende a ter alergia- Predisposição dermatite de contato, anafilaxia, alergia digestiva, etc alergia sazonal vivem em regiões onde há muita queratina- se alimentam da queratina descamada da nossa pele- travesseiro, colchão, cama, sofá, etc Highlight Highlight *ácaros- quando ele defeca- em suas fezes há proteínas alergênicas- alérgenos, quando chegam na cavidade nasal/pulmão, desencadeiam reação alérgica proteínas não são proteínas ambientais HAPTENO- molécula que quando entra em nosso corpo, interage com alguma proteína nossa e transforma esse conjunto em um alérgeno-- Complexo proteico reconhecido pelo LT penicilina- corrente sanguínea- para ser transportada interage com proteínas como albumina- reação; brinco- ligas de metal: oxidam (sal da pele, umidade, calor)- óxidos metálicos (hapteno- óxido) entram no corpo e interagem com proteínas -- formam alérgenos não são irritativos citocinas- estimulam a troca do isotipo para IgE subtipos Ausência de estimulação de APC (ausência de PAMP) Highlight TECIDO CD4- receptor reconhece fácil e fortemente alérgeno apresentado Th2 Tfh- Linfócito T folicular (envolvido com a alergia) ambos produzem IL-4 LB- pode apresentar Ag proteico par ao LT Quando LB reconhece o alérgeno, captura-o, quebra em pedaços e apresenta novamente ao LT IL-4- estimula LB a se transformar em plasmócito e produzir Ac da classe IgE Após 5/7 dias da montagem da resposta imune adaptativa, alérgeno não está mais em grande quantidade no corpo -> IgE: se espalha pelo corpo e se liga, pela cauda (Fc) em receptores que existem em mastócitos (células encontradas em toda a mucosa) exposição repetida Ativação do mastócito Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Produção de mediadores dos mastócitos Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 (leucotrienos) Efeitos biológicos dos mediadores Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 70 Highlight Highlight mediadores aumentam a permeabilidade dos vasos áreas avermelhadas: grânulos liberação do conteúdo dos grânulos- vai perdendo os grânulos em seu interior antes x após ativação DESGRANULAÇÃO histamina após cerca de 15 min induzem edema, vermelhidão, dor após 2-4h instalação do processo inflamatório no tecido onde o alérgeno entrou histamina: se liga na parede dos vasos sanguíneos da região vermelhidão passa mais sangue na área- transparência do epitélio histamina- se liga ao endotélio- aumenta permeabilidade vascular- EDEMA (INCHAÇO) pulmão: bronquios envoltos por musculo liso- leucotrienos- capazes de induzir contração do músculo- falta de ar aumento da secreção de muco- pigarro, nariz escorre, tosse contração do músculo liso visceral (estomago, intestino)- alergia alimentar: pode ter cólica, vômito, diarreia, aumento do peristaltismo quimiocinas recrutamento de leucócitos (mastócitos, neutrófilos, eosinófilos, etc.)do sangue para os tecidos persistente liberadas pelo mastócito digestão da matriz, por exemplo MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DAS ALERGIAS 2 a 4 horas TNF, IL-4, IL-5 e quimiocinas (eotaxina) recrutam e ativam linfócitos Th2, basófilos e eosinófilos (infiltrado inflamatório) 5 a 10 minutos histamina e prostaglandinas causam VD e PV Reação imediata Reação tardia Citocinas Prostaglandinas Leucotrienos Enzimas Reações imediata e de fase tardia Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Teste de puntura (leitura rápida – 15 a 20 min) Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Reação de pápula e eritema Indivíduos atópicos: - produzem níveis de IgE para determinados antígenos. - possuem mais LTh2 no sangue e essas células produzem mais IL-4. - possuem mais eosinófilos ativados no sangue. Caráter hereditário descendentes tendem a apresentar alergia em graus e localizações variáveis. 71 ASSIM QUE OCORRE O CONTATO COM O ALÉRGENO vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular aumento da PV: fluxo de plasma que sai dos vasos aumenta- aumento de plasma nos tecidos- distenção no tecido- edema (aumento de volume) Mastócitos não tem citocinas prontas:ele tem que ativar a transcrição dos genes das citocinas, para formar RNAm que será traduzido, para então formar os polipeptídeos,que são as citocinas que serão secretadas, por isso a demora maior liberação de citocinas células de defesa: diapedese e acúmulo no tecido onde houve contato com o alérgeno células ficam por horas ou dias, enquanto estiverem lá, liberam mais mediadores inflamatórios- processo se perpetua amplificam e perpetuam a reação alérgica, com seus sinais e sintomas Aumento de IgE e de eosinófilos- pode ser indicativo de infecção por vermes helmintos ALERGIA: TENDÊNCIA: pais muito alérgicos gerem filhos com alguma alergia não obrigatoriamente o mesmo tipo de alergia Doenças alérgicas humanas Ocorrem na área de contato com o alérgeno: - inalado TR (rinite alérgica, sinusite, asma brônquica) - ingerido TGI (alergias alimentares, anafilaxia) - contato pele (dermatite atópica - eczema): reação de pápula e eritema e endurecimento tardio - injetado na pele ou absorvido circulação sistêmica (anafilaxia) 72 - edema na mucosa; - infiltração de eosinófilos; - tosse, espirros e dificuldade de respirar; - conjuntivite alérgica com prurido ocular. - aumento da secreção gastro-intestinal; - vômitos e diarréias. *Pode causar urticária (pele) e anafilaxia. (TR superior) (TR inferior) - obstrução intermitente e reversível das vias aéreas; - inflamação brônquica crônica com eosinófilos; - hipertrofia do músculo liso brônquico e hiper-reatividade aos broncoconstritores (mediadores inflamatórios). Asma brônquica Recrutamento de eosinófilos, basófilos e LTh2 Liberação de citocinas e outros mediadores Hipertrofia do músculo liso e hiper-reatividade aos broncoconstritores Características clínicas Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Músculo liso Abbas & Lichtman, 2007 http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=edema+de+glote&source=images&cd=&cad=rja&docid=bXe_WceVZlNy6M&tbnid=kkXLzBYlWT8XkM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fwww.fiqueinforma.com%2Fexercicios%2Fcorrida%2Fo-que-e-a-coceira-no-corpo-quando-faco-caminhada-ou-corrida%2F&ei=VlOIUbTHE4PW8gTd3ICIDQ&bvm=bv.45960087,d.dmQ&psig=AFQjCNEIXLvC_NSZ6AN-2Blr0z3eD0frJA&ust=1367974984819402 trato respiratório superior rinite- inflamação na cavidade nasal sinusite- seios da face trato respiratório inferior(pulmão) cólica, diarreia, vomito, dor abdominal Highlight alergia alimentar-- se há deglutição, o alérgeno pode ser absorvido no intestino, cair na corrente sanguínea em quantidades adequadas, podendo gerar anafilaxia coceira e vermelhidão dermatite atópica pode evoluir para eczema-- pele pode apresentar fissuras, rachaduras, ressecamento, feridas de acordo com intensidade da reação alérgica decorrente de um edema que persiste devido à fase tardia- infiltrado inflamatório trato digestivo aumento da permeabilidade- mucosa incha- parede lateral e medial da mucosa colabam-- nariz entope tentativa do corpo expulsar o alérgeno vermelhidão, coceira alergias alimentares- contato com a mucosa digestiva- pode ocorrer coceira na glote, no palato mole, na orofaringe-- quando o alimento desce pelo esofago, isso leva a uma manifestação no trato digestivo inferior- contração do musculo intestinal, pode gerar vomitos, diarreias, colicas (aumento do peristaltismo- desconforto intestinal) fezes- começam a sair envoltas em muco transparente (aumento da secreção do TGI) pelo sangue, alérgeno se espalha pode ser fatal se não tratada parte da água (plasma) do sangue sai e fica em todos os tecidos- volume muito grande de plasma nos tecidos-- sai água- volume do sangue reduz-- pressão arterial cai hipotensão causa choque- choque= falência circulatória (vários tipos, causas diferentes Tratamento das alergias Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 Anti-histamínico Agonista b2 adrenérgico: Salbutamol (Aerolin®) Antagonista de leucotrieno: Montelucaste (Singulair®) Inibidor de fosfodiesterase: Teofilina Agonista b2 adrenérgico vascular Tratamento da asma Inibe a desgranulação Inibem a síntese de citocinas AAS e AINES em doses elevadas exacerbam a broncoconstrição (asma) Anti-histamínicos não atuam no tratamento da asma Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 SALBUTAMOL 73 adrenalina injeção na pele ou corrente sanguínea aumento da PA * AUMENTO DA CAPACIDADE DO BOMBEAMENTO DO CORAÇÃO, relaxa a musculatura lisa bronquica e do intestino- diminui colica intestinal e abre a luz do bronquio, respiração mais efetiva * adrenalina- reduz edema e contrai vasos- ajuda evitar asfixia por edema de glote Anti-histaminico- inibe a ligação e ação da histamina na célula alvo- dificuldade de se ligar e agir nas celulas dos vasos sanguineos, celulas musculares- bloqueia efeito da histamina não muito utilizado para asma (cromoglicato de sódio) usado em asma ação importante para outras formas de alergia reduz prurido e edema TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA Tolerância central Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 Falta de resposta imune aos autoantígenos. TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA e HIPERSENSIBILIDADE TIPO II Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 Tolerância periférica 74 Mecanismos de autoimunidade Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 MHC CTLA-4 IL-2 IL-10 Papel das infecções na autoimunidade Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 (reação cruzada) 75 Doenças causadas por anticorpos contra antígenos presentes nas células ou na MEC, ocasionando lesões ou disfunções teciduais. - São geralmente auto anticorpos (doença autoimune), mas podem ser anticorpos contra antígenos estranhos agindo em reação cruzada com antígenos próprios. - Doenças tendem a ser localizadas. Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 76 HIPERSENSIBILIDADE TIPO II Mecanismos efetores Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Hipertireoidismo (Doença de Graves) Miastenia grave (fraqueza muscular, paralisia) Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 Tratamento da hipersensibilidade tipo II: corticosteroides e imunossupressores (efeitos colaterais) 77 HIPERSENSIBILIDADE TIPO III Doenças causadas por imunocomplexos circulantes compostos por antígenos próprios ou estranhos ligados a vários anticorpos. Mecanismos efetores Imunocomplexos são produzidos durante respostas imunes normais, mas só causam doença quando produzidos em excesso. Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 Lupus eritematoso sistêmico Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Imunocomplexos se depositam geralmente nos capilares dos glomérulos renais e da sinóvia, locais onde o plasma é ultrafiltrado a alta pressão para formar urina e líquido sinovial. Doenças tendem a ser sistêmicas. Tratamento da hipersensibilidade tipo III: corticosteroides e imunossupressores (efeitos colaterais) 78 HIPERSENSIBILIDADE TIPO IV Doenças causadas por LTCD4+ e LTCD8+ específicos para antígenos próprios (autoimune) ou para antígenos estranhos (microrganismos) ligados às células ou à matriz extracelular. Mecanismo efetor (LTCD4+) LT reconhecem Ag nos tecidos Secreção de TNF e IFN-g Recrutamento e ativação de macrófagos e neutrófilos (INFLAMAÇÃO) Liberação de enzimas lisossômicas e radicais livres (LESÃO TECIDUAL) Macrófagos secretam Fatores de Crescimento FIBROSE Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 Exemplo de doença infecciosa: Recrutamento e ativação de macrófagos Inflamação com destruição pulmonar e fibrose TUBERCULOSE - Tosse produtiva, fraqueza - Febre e sudorese noturna - Emagrecimento - Insuficiência respiratória Tuberculose (infecção crônica intracelular persistente pelo Mycobacterim tuberculosis) LTCD4+ reconhecem Ag da bactéria nas vesículas dos macrófagos Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Inflamação granulomatosa Infecção microbiana persistente 79 Reação de hipersensibilidade do tipo tardio (DTH) Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Teste para tuberculose Antígeno proteico do M. tuberculosis (PPD/tuberculina) Infiltrado de LT e macrófagos Mecanismo efetor (LTCD8+) Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 LTCD4+ e LTCD8+ auto-reativos contra antígenos próprios das células das ilhotas pancreáticas (insulina e outros) Inflamação e lise direta das células por LTCD8+ (CTLs) Destruição das células b produtoras de insulina DIABETES MELITO (tipo I / diabetes juvenil) - Hiperglicemia - Atersoclerose progressiva - Obstrução microvascular - Lesão na retina, glómerulos renais e nervos periféricos Diabetes melito insulino-dependente Exemplos de doenças auto-imunes: LTCD4+ auto- reativos contra antígenos próprios da bainha de mielina do SNC Recrutamento de macrófagos e inflamação na substância branca do SNC Destruição da mielina ESCLEROSE MÚLTIPLA - Fraqueza e dores pelo corpo - Paralisia - Sintomas oculares (exacerbações e remissões) Esclerose múltipla (adultos jovens) Líquen plano LTCD4+ e LTCD8+ auto-reativos contra antígenos próprios das células epiteliais da mucosa ou pele 80 81 Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Abordagens terapêuticas para doenças imunológicas - Corticosteroides - Imunossupressores - Antagonistas de citocinas - Bloqueio de moléculas Referências: ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica: funções e distúrbios do sistema imunológico. 5. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2017 1 recurso online ISBN 9788535285512. Livro Eletrônico ABBAS, Abul K; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica funções e distúrbios do sistema imunológico. 6. Rio de Janeiro GEN Guanabara Koogan 2021 1 recurso online. ISBN 9788595158672. ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro Elsevier c2019 E-book ISBN 9788535290752. Livro Eletrônico 82 IMUNODEFICIÊNCIAS Prof. Paulo Eduardo Alencar de Souza Doenças graves causadas por defeitos congênitos ou adquiridos nos linfócitos, fagócitos ou outros mediadores da imunidade inata ou adquirida. Classificação: - imunodeficiências primárias ou congênitas: defeitos genéticos que resultam no aumento da susceptibilidade às infecções. Podem se manifestar desde a fase de lactação ou somente na vida adulta. - imunodeficiências secundárias ou adquiridas:surgem em decorrência de desnutrição, câncer disseminado, tratamento com drogas imunossupressoras ou infecção de células do sistema imune. Aumento da susceptibilidade às infecções e certas neoplasias A imunodeficiência predispõe ao surgimento de certos tipos de câncer: - vírus oncogênicos (Epstein-Barr, HPV) podem causar câncer; - linfócitos T desempenham importante papel na vigilância contra tumores. Imunodeficiências adquiridas Abbas, Lichtman, Pillai, 2021 Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 A imunodeficiência pode resultar de: - defeitos na maturação ou ativação de linfócitos; - defeitos nos mecanismos efetores da imunidade inata (proteínas do complemento, adesão leucocitária ou enzima fagócito oxidase) ou adquirida (MHC-II, moléculas co-estimulatórias, Ig). SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (Aids) Causada pelo vírus HIV e caracterizada por imunodepressão profunda com infecções oportunísticas e malignidades associadas, perda de peso e degeneração do SNC. HIV (retrovírus: HIV-1 e HIV-2) • Infecta linfócitos T CD4+, macrófagos e células dendríticas. • Transmitido através de: Estrutura do HIV - 2 fitas de RNA - matriz protéica - envelope de bicamada fosfolipídica (origem celular) gp 120 se liga ao CD4 e à receptores de quimiocinas (CCR5 e CXCR4) gp 41 se insere na membrana da célula e promove a fusão com o vírus 83 - sêmen (infecta mucosa retal ou vaginal traumatizada); - inoculação com sangue (agulhas, transfusão); - mãe durante a gravidez ou pelo leite materno. Mutações no gene GP120 podem alterar o tropismo do vírus por células humanas Predomínio de vírus LT-trópico (se liga ao CXCR4 para infectar) Mais tardiamente Predomínio de vírus macrófago-trópico (se liga ao CCR5 para infectar) Início da doença Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Ciclo de vida do vírus Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Célula hospedeira infecção das células transcrição reversa liberação do RNA e síntese de proteínas fusão do DNA pró- viral ao DNA celular Ciclo de vida viral Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Paciente HIV+ Destruição dos LT dos tecidos linfoides e mucosas (1x109 LT/dia) Infecção por outros microrganismos Apresentação antigênica e citocinas Ativação de linfócitos T e monócitos infectados latentemente Ativação da replicação viral (brotamento) Morte de LTCD4+ 84 Progressão clínica da infecção pelo HIV Sinais e sintomas inespecíficos: febre, cefaleia, linfadenopatia generalizada Síndrome aguda do HIV Dias após infecção Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Ativação das respostas imunes celular e humoral contra HIV - CTL: 2 a 3 semanas - Ig: 6 a 9 semanas (janela imunológica) Sem sintomas da Aids 12 semanas pós infecção BAIXA VIREMIA Sistema imune competente para combater a maioria das outras infecções Infecções oportunísticas, neoplasias (por vírus oncogênicos), caquexia (TNF) e lesões no SNC (infecção de células da glia) Menos de 200 LT CD4+/mm3 de sangue 85 A evolução da doença é acompanhada pelas dosagens de LTCD4+ (citometria de fluxo) e da carga viral no sangue (RT-PCR) Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 a) Morte dos LT CD4+ pelo vírus: - brotamento de partículas virais (apoptose por influxo de cálcio ou lise celular); - fusão de LT infectados com LT não infectados formando sincícios (inativação e morte celular); - produção viral pode interferir nas sínteses do LT causando morte. Natureza e mecanismos da imunossupressão b) Alterações no sistema imune: - gp120 solúvel se liga à CD4 (impede ligação de MHC-II e ativação do linfócito); - pacientes HIV+ apresentam ↓ LTh1 e ↑ LTh2 (IL-4 e IL-10). c) Resposta imune contra células infectadas pelo vírus: - atividade de CTL contra LTCD4+ expressando antígenos virais; - ligação de Ig à superfície do LTCD4+ infectado, induzindo morte por fagocitose. Mecanismos de evasão imunológica pelo HIV HIV sofre mutações (transcrição reversa) alterando o padrão de expressão de seus antígenos e escapando dos mecanismos da imunidade adquirida. Pode ocorrer 1 nova mutação por dia. Teste rápido detecção de anticorpos anti-HIV no soro. Exames para diagnóstico da infecção https://www.tuasaude.com/teste-caseiro-de-hiv/ Detecção de anticorpos anti-gp41 (30 a 60 dias) “Janela imunológica” 86 • Teste rápido de “4ª geração” “Janela imunológica” Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 Detecção de anticorpos anti-p24 (2 a 3 semanas) ELISA Western blot (mais específico) (se for positivo) Vírus sofre mutações na transcriptase reversa e escapa dos medicamentos HAART (terapia antirretroviral altamente ativa) combinação de 1 inibidor de protease e 2 inibidores da transcriptase reversa - Reduz a carga viral (RNA) para níveis não detectáveis no sangue. - Não elimina o pró-vírus das células infectadas latentes. Tratamento - inibidores da transcriptase reversa (AZT e outros) - inibidores de protease (bloqueiam o processamento de proteínas virais) Reservatórios celulares de HIV Abbas & Lichtman, 2007 87 Referências: ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica: funções e distúrbios do sistema imunológico. 5. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2017 1 recurso online ISBN 9788535285512. Livro Eletrônico ABBAS, Abul K; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica funções e distúrbios do sistema imunológico. 6. Rio de Janeiro GEN Guanabara Koogan 2021 1 recurso online. ISBN 9788595158672. ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro Elsevier c2019 E-book ISBN 9788535290752. Livro Eletrônico KUMAR, Vinay et al. Robbins e Cotran, patologia: bases patológicas das doenças. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010, 1458p. Dificuldades para o tratamento - Alto custo - Efeitos colaterais (dores, indisposição gástrica, vômitos, cefaléia) - Desenvolvimento de resistência aos fármacos → sequenciamento do genoma viral para detecção das mutações e alteração do fármaco Perspectivas para o tratamento - Testes de vacinas em macacos e humanos (vírus atenuado e proteínas antigênicas virais) Outros tratamentos - Inibidores de integrase - Bloqueadores de entrada (antagonistas do CD4 ou CCR5 e bloqueadores da gp120 e gp41) 88