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RESPOSTA IMUNE 
CONTRA TUMORES 
Vigilância imune: controle e 
eliminação de células malignas 
Necrose tumoral: DAMPs 
Estímulo para co-estimulação 
Apresentação cruzada 
60 
Mecanismos imunes de 
combate ao tumor 
Papel de LTCD4+, NK, anticorpos e 
macrófagos ainda desconhecido 
CTL: golpe 
letal 
IMUNOLOGIA DOS TUMORES 
E DOS TRANSPLANTES 
Prof. Paulo Eduardo Alencar de Souza 
Antígenos tumorais 
Antígenos citossólicos (MHC-I) 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2021 
Câncer tem habilidade de 
escapar da destruição pelo 
sistema imune 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
TUMOR= Neoplasia- designa uma nova formação de células- surgem quando acontece mutação gênica no DNA da célula-- função e características diferentes da célula normal que originou o tumor
Tumor- tem que ter mutações no DNA --> RNA codificado pelo gene é mutante --> proteínas que essa célula produz a partir desse RNA também é mutante
Sistema imune: capaz de detectar a geração, o surgimento de novos antígenos estranhos no nosso corpo e atacar aquela célula destruindo aquela célula 
Resposta imune mais intensa contra tumor- melhor resposta ao tratamento, sobrevida melhor, maior chance de cura
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Para que um câncer se estabeleça e cresça, dentre outras características, ele terá que escapar da resposta imune
Antígenos tumorais que Sistema Imune é capaz de detectar: Ag no citosol da célula-- se a célula como um todo foi submetida à exposição agente carcinogênico ou mesmo espontaneamente, ocorreram mutações no DNA das células, codifica RNA e proteínas mutantes em seu interior (citoplasma- citosol).
Proteínas- apresentadas por meio de moléculas de MHC de classse I
 
 
semelhante aos microrganismos
Câncer de epitélio- células epiteliais que começaram a se multiplicar de forma descontrolada (câncer). Células se multiplicam de forma contínua, e isso gera muita morte de célula
Célula dendrítica: tem contato com DAMP- expressam B7 (segundo sinal, coestimulador)
apresentação de antígeno
TCR do linfócito T- reconhece antígeno mutante
ativação do LTCD8 virgem
diferencia 
em LTCD8 efetor- específico para antígeno do tumor
ao redor do tumor= muita inflamação (TC)
quando CTL passar pelo vaso- adere, diapedese, sai do vaso e chega no tumor
ao reconhecer Ag estranhos- emite golpe letal- libera granzima e perforina- morte da célula tumoral
controle do tumor
morte de células malignas
LTCD4, NK, anticorpos- PRINCIPAL- LTCD8+
61 
Imunoterapia contra o câncer 
Vacinas com as próprias células tumorais (ou antígenos) do paciente 
Vacinas contra vírus oncogênicos (HPV) 
(CD20 para linfoma de células B; HER2 para câncer de mama) 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2021 
Evasão das respostas 
imunes pelos tumores 
Progressão tumoral 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
PERDA DA ANTIGENICIDADE
5/7 dia quando LTCD8 chegar no tecido- célula tumoral já sofreu nova mutação, não expressa mais antígeno que produzia anteriormente- produz outra proteína mutante
LT tem receptor para Ag tumoral inicial, mas ele não é mais produzido pela célula- não consegue combater
- em função a instabilidade genômica (muitas mutações)= multiplicação elevada e rápida acumula novas mutações- pode perder a capacidade de processar e apresentar antígenos por MHC-I,pode parar de expressar MHC-I na superfície ou não conseguir processar e apresentar antígenos direito- sem reconhecimento por LT (CD8) e consequente morte
- célula tumoral- produção de citocinas imunossupressoras ou expressam moléculas na superfície que inibem LT- desativação de LT- ATRAPALHA COMBATE E MORTE DE CÉLULAS MALIGNAS
ATRAPALHA EFETIVIDADE DA RESPOSTA IMUNE
AUMENTO DA SOBREVIDA, MELHOR TRATAMENTO, CURA CLÍNICA
HIPERESTIMULAÇÃO E ATIVAÇÃO
INJETADO
aumento da morte de células tumorais ou até eliminação do tumor
proteína alvo- injeta anticorpos anti-CD20- Ac se ligam nas células tumorais/ moléculas de CD20
quando Ac IgG . ex. se liga em uma célula- ativa sist. do complemento, enzimas e células NK, opsonização ,
células tumorais marcadas como alvo pelos Ac- destruídas pelos mecanismos efetores da imunidade humoral
proteínas expressas na superfície de células tumorais
MAMA- biópsia de mama para verificar se há muitas proteínas HER 2, se tumor expressa muito HER2- injeta no sangue Ac- marca alvo para que haja destruição pelo sistema imune
estimulação do sist. imune
Ag + moléculas que potencializam resposta imune (VACINA)
REDUÇÃO DA INCIDÊNCIA DE CÂNCER DE COLO 
vacina contra HPV- sist. imune consegue eliminar células infectadas e o próprio vírus-- dificulta até a ocorrência de câncer de boca e orofaringe (associadas também a infecção por HPV)
IMUNOLOGIA DOS TRANSPLANTES 
Transplante  retirada de células, tecidos ou órgãos (enxertos) de um indivíduo (doador) e colocação em um 
indivíduo geralmente diferente (receptor). 
 
Transfusão  transplante de células sanguíneas e/ou plasma de um indivíduo para outro. 
 
- transplante autólogo (auto-enxerto): do indivíduo para ele mesmo; 
 
- transplante alogênico (aloenxerto): feito entre 2 indivíduos geneticamente diferentes e da mesma espécie; 
 
- transplante xenogênico (xenoenxerto): feito entre indivíduos de espécies diferentes. 
Imunologia do transplante alogênico 
62 
 
- moléculas do MHC 
 
- antígenos de histocompatibilidade menor (grupo sanguíneo ABO) 
Moléculas dos aloenxertos reconhecidas como estranhas pelos linfócitos e anticorpos do receptor são chamadas 
aloantígenos (genes polimórficos, herdados do pai e da mãe): 
A principal limitação do sucesso do 
transplante é a resposta imune do receptor 
contra o tecido do doador 
REJEIÇÃO 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
doador e receptor geneticamente diferentes
pega um tecido de um indivíduo e transplanta para outra parte do corpo do mesmo indivíduo- NÃO HÁ REJEIÇÃO, não há moléculas estranhas
transplante de órgãos
*
*exceção: feito entre gêmeos univitelinos (singênico- indivíduos com o mesmo genoma)
animas mais compatíveis com os seres humanos- primatas superiores. dentre dos animais de criação, os porcos são os que possuem maior histocompatibilidade com o ser humano
- RISCOS- NÃO SE SABE COMO TECIDO ANIMAL SE COMPORTARIA EM NOSSO CORPO; VÍRUS SILECIOSOS PRESENTES NO PORCO- modificações, possível gerar forma/ espécie de vírus capaz de gerar doença grave no ser humano
grande maioria das moléculas presentes no corpo ( pessoas diferentes) são iguais, mesma molécula existe nos corpo dos seres humanos- o que gera diferença é a quantidade e disposição dessas moléculas (somos muito parecidos em termos de composição proteica)- alguns genes são muitos diferentes entre pessoas- GENES POLIMÓRFICOS- codificam proteínas diferentes
diferentes entre doador e receptor
população mundial humana- mais de dez mil moléculas de MHC diferentes (genes diferentes)- cada pessoa tem em torno de 20
maior chance de encontrar moléculas de MHC iguais- herança genética inteira: entre irmãos
todo rato branco Wistar- mesmo genoma
MHCa- Ag próprio
APCs do doador 
podem sair do 
enxerto, migrar para 
os linfonodos do 
receptor e ativar LT 
virgens alorreativos. 
APCs do receptor 
podem entrar no 
enxerto, coletar 
aloantígenos (MHC) 
e apresentar para 
LT (via indireta). 
Reconhecimento de aloantígeno 
 Cerca de 1 a 10% de todos os LT do receptor respondem à uma única 
molécula de MHC alogênico 
 Muitos dos LT são de memória, gerados durante infecção microbiana 
prévia (reação cruzada) 
Respostas primárias aos 
enxertos são muito fortes 
Genes do MHC são herdados como haplótipos ligados: 25% de chance de que 2 irmãos tenham MHCs idênticos 
Antígeno X 
Aloantígeno 
Reação cruzada 
63 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
2 formas:
APC
receptor
enxerto
outro processo- linfócito do receptor, quando entram em contato com células dendríticas do enxerto (circulação)- quando MHC (cel. dendríticas) do enxerto (doador) toca em TCRde linfócitos- consegue ativar independente do antígeno em seu interior-- MHC das células dendríticas do doador consegue apresentar Ag's próprios (até antígenos iguais ao do receptor)- quando MHC encosta em TCR de vários linfócitos do receptor- ativação, independente da especificidade do Ag, independente de "para que,em que o TCR se liga" - só de tocar no MHC estranho (enxerto) isso é capaz de gerar a ativação do LT- ATIVAÇÃO MACIÇA- milhares/milhões de LT são ativados a partir de um único MHC diferente- resposta intensa/potente
apresentado Ag diferentes- consegue ativar vários clones de linfócitos diferentes
Infecção de garganta- Streptococcus
Transplante- MHC doador
moléculas diferentes- um segmento da molécula do Ag bacteriano é identico a um segmento da molécula do aloantígeno
-- resposta imune contra proteina bacteriana- Ac prontos e linfócitos de memória contra esse segmento
resposta pronta- memória- respoota forte
resposta primária ao enxerto- resposta como se houvesse imunizção
64 
Mecanismos imunológicos de rejeição do enxerto 
Resposta imune contra transplantes 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
circulação
Hiperativação
do macrófago- inflamação no local, destroi tecido do enxerto
REJEIÇÃO- combate do sist. imune contra enxerto
MECANISMOS EFETORES- humoral e celular 
citocinas- LB ativação e troca de isotipos
3 principais mecanismos: golpe letal (LTCD8), produção de Ac que se ligam às células do enxerto, ativando repostas como sistema do complemento, opsonização, e o processo inflamatório, onde há apresentação contínua dos alantígenos pelos macrófagos para os LTCD4 que liberam citocinas continuamente, causando inflamação e destruição do enxerto
COMBATE ÀS CÉLULAS DE ENXXERTO
Rejeição hiperaguda (trombose vascular e necrose isquêmica) 
- Começa nos primeiros minutos ou horas. 
 
- Mediada por anticorpos alorreativos circulantes (reação cruzada - resposta a transfusão e transplantes prévios 
ou gestações múltiplas) 
Necrose isquêmica 
irreversível 
Para evitar rejeição hiperaguda deve haver compatibilidade do sistema ABO entre doador e receptor 
Mecanismos de rejeição de aloenxertos 
Rejeição aguda (lesão vascular e do parênquima) 
- Dias ou semanas após o transplante (ativação de LTCD4+, LTCD8+ e LB em resposta aos aloantígenos). 
- Tratamento a base de corticosteroides e drogas imunossupressoras. 
CELULAR 
Lesão endotelial e 
trombose 
Lesão do parênquima 
Lesão endotelial e trombose 
HUMORAL 
65 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
comunicação entre leucócitos do receptor e APC's e antígenos presentes no enxerto-- processo de rejeição
hiperaguda- muito rápido
assim que ocorre a ligação do enxerto no sistema circulatório (vasos sanguíneos) do receptor, o sangue do receptor começa a circular dentro dos vasos do enxerto
já existem, estão prontos no sangue do receptor- MEMÓRIA 
RESPOSTA IMEDIATA- o Ac já está pronto no sangue do receptor- Ac produzido contra outro Ag
Muitas vezes, o enxerto é destruído ou a perfusão sanguínea é bloqueada nesse enxerto poucas horas depois da cirurgia
FORMA GRAVE
HOJE EM DIA, ESSA FORMA DE REJEIÇÃO NÃO OCORRE TANRO- Existem formas de testar o receptor e o doador para predizer se há chances de ocorrer esse tipo de rejeição (compatibilidade)
a partir do momento que o sangue entra no endotélio do vaso do enxerto, o endotélio expressa aloantígenos (estranhos para o receptor), porque a célula endotelial tem MHC
Se o receptor já possui Ac específicos para outro Ag mas que faz reação cruzada com o aloantígeno
Assim que ligam os vasos- Ac circulam nos vasos do enxerto- ligação com os Aloantígenos na parede interna do vaso
IgG- ativa via clássica do complemento
C1
INFLAMAÇÃO E DESTRUIÇÃO DO ENDOTÉLIO- complemento- poros- lise da célula alvo. além disso, libera mediadores como C3a, C5a- recrutam e ativam neutrófiilos- inflamação 
Neutrófilos se ligam à parede do vaso, secretam radicais livres, enzimas lisossômicas- inflamação leva à lesão ou destruição das células endoteliais que formam as paredes -- TROMBOSE
lesão do endotélio- coagulação do sangue dentro do vaso- TROMBOSE- luz do vaso diminui- menor perfusão e circulação de sangue- menos O2 e nutrientes- pode levar à morte das células do enxerto
necrose= morte celular por agressão (falta de O2)
Isquêmica= redução do fluxo sanguíneo, falta de oxigenação
NÃO HÁ TRATAMENTO!
SEM CÉLULAS DE MEMÓRIA OU Ag PRONTOS
Ag do enxerto começam a chegar nos órgãos linfoides para ativar LB
Inicia o reconhecimento de Ag- seleção clonal- expansão clonal -diferenciação- resposta imune efetora 
Inibição- minimiza
LTCD4 e LTCD8- saem do órgão linfoide e se direcionam para o enxerto
enxerto
enxerto- APC que apresentam Ag próprios do enxerto
Alguns deles são estranhos para o receptor- aloantígenos
citocinas- recrutam mais APCs
liberam enzimas, radicais livres, que acabam lesando e destruindo tecidos
e linfócitos- do sangue para o tecido- enxerto
parênquima- conjunto de células funcionais do órgão
ex.: fígado- hepatócitos
LTCD8- libera perforina e granzima- golpe letal- morte de células
Highlight
Highlight
macrófagos, neutrófilos e LTCD8- ATACAM AS CÉLULAS DO PARÊNQUIMA- LESÃO DO PARÊNQUIMA
LTCD8- reconhecem aloantígenos expressos por células endoteliais dos vasos do enxerto- golpe letal- lesão, destruição de células endoteliais- TROMBOSE
lesão do parênquima e dos vasos sanguíneos (trombose- atrapalham perfusão sanguínea naquele tecido)
LB ativados- multiplicam- plasmócitos- secretam Ac
Ac- classe IgG- se ligam aos aloantígenos presentes no endotélio dos vasos sanguíneos do enxerto
IgG ou IgM ligados na superfície do endotélio- ativam o sistema do complemento- inflamação do endotélio (endotelite)- destruição do endotélio --> formação do trombo
- DESTRUIÇÃO DO VASO SANGUÍNEO
- TROMBOSE
- REDUÇÃO DO FLUXO SANGUÍNEO PARA O ENXERTO
66 
Rejeição crônica (arteriosclerose) - principal causa de insucesso de transplantes. 
- Ocorre 6 meses a 1 ano após o transplante (mecanismos pouco conhecido). 
 
- Mediada por LT auxiliares (CD4+) e macrófagos. 
Prevenção e tratamento da rejeição de aloenxertos 
Arteriosclerose 
Corticosteroides 
Inibem a produção de 
citocinas, quimiocinas, 
prostaglandinas, ROI 
(anti-inflamatórios) 
(dano tecidual) 
Imunossupressores 
 Seleção de doadores (menor diferença entre antígenos) 
 Uso de fármacos 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
- Tratamento a base de 
corticosteroides e drogas 
imunossupressoras. 
- tipagem sanguínea ABO (aglutinação de hemácias com anticorpo anti-A e anti-B), usado como protocolo para 
transplantes de coração e rim; 
Quanto maior o número de alelos do MHC compatíveis entre o doador e o receptor, maior a probabilidade de 
sobrevivência do enxerto 
- tipagem do MHC-I (HLA-A e B) e MHC-II (HLA-DR) do receptor e doador (PCR e sequenciamento de DNA); 
feita no transplante renal (rim pode ficar ate 72h armazenado). 
- teste da presença de anticorpos no soro do receptor contra MHCs mais prevalentes na população ou MHCs 
dos leucócitos do doador potencial; 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Inibem a síntese 
de guanina 
Porção extracelular do CTLA-4 
ligado a Fc de IgG 
Bloqueia B7 
Imunossupressão contínua nos pacientes transplantados aumenta a susceptibilidade à infecções virais e 
aos tumores malignos associados à vírus: 
 - Epstein-Barr  linfoma de células B 
 - Papilomavírus (HPV)  carcinoma cervical uterino 
Transplantados recebem terapia antiviral profilática 
demora para começar e dura um tempo maior- não se sabe ao certo o mecanismo preciso do disparo dessa rejeição
começa + tardiamente
LTCD4 específicos para aloAg- CIRCULAÇÃO- diapedese-chegam no enxerto
dentro do enxerto há um grande número de macrófagos (células normais de qualquer tecido)
macrófago próprio do enxerto- apresentação de Ag próprios
reconhecimento dos aloantígenos apresentados pelas enxerto pelo LTCD4
ATIVAÇÃO DO LTCD4- secretacitocinas- aumentam a ativação dos macrófagos e também se ligam às células de músculo liso que formam a parede das artérias e arteríolas
células musculares lisas respondem às citocinas e a outros mediadores produzidos- estes mediadores e citocinas estimulam a proliferação, a multiplicação das células do músculo liso- não há destruição das células do enxerto- processo inflamatório- produção contínua das citocinas- parede do vaso engrossa- reduz passagem de sangue (luz do vaso menor)- passar dos meses e dos anos- luz dos vasos dos enxertos diminuem gradativamente- células do enxerto morrem lentamente- órgão diminui de tamanho e função- INSUFICIÊNCIA DO ÓRGÃO- perda do enxerto
diminuição da inflamação e da ativação da resposta imune contra os aloantígenos
aglutinina
IgM- SE LIGA AS HEMACIAS- UNE AS HEMÁCIAS
PLASMA DO RECEPTOR E MISTURA COM CÉLULAS SANGUÍNEAS DO DOADOR- aglutinação: sangue do receptor já tem Ac prontos contra AloAg do enxerto do doador
previne 
rejeição hiperaguda
verifica compatibilidade e risco de perda do enxerto
2 classes:
GAMA DE MEDICAMENTOS- moléculas que inibem a resposta imune
inibem alguma das vias de ativação e expansão clonal (multiplicação) de linfócitos T- inibe resposta
inibe TCD4 (general): atrapalha todas as respostas imunológicas
inibe TCD8: INIBE MECANISMOS DE REJEIÇÃO AGUDA QUE CAUSAM MORTE DIRETA PELO TCD8
 
CONTROLE DA REJEIÇÃO
Podem ser usados em associação aos imunossupressores
inibem mecanismos efetores que atacam enxerto
sem sua produção em níveis adequados, não há recrutamento e ativação de leucócitos- diminuição do dano tecidual 
inibe a produção de intermediários reativos de oxigênio- radicais livres
radicais livres e enzimas lisossômicas que causam dano tecidual (degradam matriz, células, agridem células)
-- lesão do órgão enxertado
PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA REJEIÇÃO AGUDA E CRÔNICA
USO DE FÁRMACOS- DURANTE ANOS- enquanto usa medicamento- estará imunossuprimido (sistêmica)
medicamentos- inibem todas as respostas imunes e LT
PACIENTE- IMUNOSSUPRESSÃO CONTÍNUA
Alguns vírus são ONCOGÊNICOS-
ao entrar na célula, causa instabilidade genômica e favorece a ocorrência de mutações gênicas- imunossuprimido- vírus tem maior capacidade de se proliferar e infectar células do corpo
imunossuprimidos- risco aumentado de alguns tipos de câncer:
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Highlight
Tomam anti-virais- minimiza ativação de vírus que já estão dentro dele e para diminuir risco de ser infectado e desenvolver uma infecção viral que possa levar a morte ou aumentar o risco de transformação maligna de algum tecido e a ocorrência de câncer decorrente dessa infecção por um vírus oncogênico
TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOIÉTICAS 
Transplante de células-tronco hematopoiéticas (CTHs) 
Indicação: 
- imunodeficiências congênitas 
- leucemias (linfoide e mieloide crônicas) 
 
DOADOR selecionado não apresenta diferenças alogênicas no MHC (geralmente irmãos) 
Mobilização de células-tronco de medula por meio de tratamento do doador com CSFs 
 COLETA DE SANGUE 
 ASPIRAÇÃO DE MEDULA 
RECEPTOR é tratado com radio, imuno e/ou quimioterapia para a eliminação das células 
hematopoiéticas e neoplásicas 
Infiltrado inflamatório e apoptose 
de queratinócitos 
Complicações imunológicas dos transplantes de CTHs 
- Rejeição do transplante por leucócitos residuais do hospedeiro 
- Imunodeficiência pós-transplante, por deficiência no desenvolvimento da medula óssea transplantada 
- Doença do Enxerto-Versus-Hospedeiro (DECH/GVHD), onde LT reconhecem aloantígenos do hospedeiro e 
reagem, causando lesões na pele, fígado e TGI 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Referências: 
 
ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica: funções e distúrbios do sistema 
imunológico. 5. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2017 1 recurso online ISBN 9788535285512. 
Livro Eletrônico 
 
ABBAS, Abul K; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica funções e distúrbios do sistema 
imunológico. 6. Rio de Janeiro GEN Guanabara Koogan 2021 1 recurso online. ISBN 9788595158672. 
 
ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro 
Elsevier c2019 E-book ISBN 9788535290752. 
Livro Eletrônico 
67 
Transplante de medula óssea
mutações em genes importantes para o funcionamento do sistema imune- pacientes susceptíveis e risco de morte por infecções que corriqueiramente são combatidas/ eliminadas pelo sistema imune de um indivíduo imunocompetente 
neoplasia maligna- decorre de células da medula óssea
mutações que podem levar à formação de células cancerosas (câncer no sangue)
algumas leucemias são tratadas com quimioterapias e para outras, o tratamento é o transplante de medula óssea
vários subtipos
CONDIÇÃO:
MHC's do doador iguais as do receptor, senão há alto risco de rejeição
diferente do transplante de órgãos sólidos, haverá o transplante de medula- ela que produz o sistema imune- transplanta sist. imune de um indivíduo para outro indivíduo-- rejeição diferente
medula (tecido que vai gerar o novo sistema imune) recebida pelo receptor pode atacar as células e tecidos do receptor
REJEIÇÃO É DIFERENTE
COLETA SANGUE DO RECEPTOR- tipagem dos MHC's (sequenciamento) de suas células - informações lançadas no sistema de transplante nacional- busca compatibilidade entre doador e receptor (geralmente entre irmãos- mesmos MHC)
Doador- doa/ exame de sangue- pequena amostra de sangue -- sequenciamento- define MHC do indivíduo- tipagem do MHC- Sistema-- verifica compatibilidade
2 formas de coleta das células tronco:
antes do transplante, é feita uma infusão no sangue do paciente de drogas quimioterápicas, chamadas mieloablativas
destruição das células da medula óssea, destrói todas as células do sistema imune, leucócitos do corpo do receptor
medula óssea tem mesmos MHC's mas não tem todos os Ag iguais- ainda existem alguns aloAg menos importantes que vieram na medula do doador- diferenças (não são gêmeos univitelinos)
não consegue produzir quantidade adequada de hemácias e leucócitos no sangue
enxerto- medula transplanta
medula- pode produzir sistema imune que combata todos os tecidos do corpo do receptor (tecidos diferentes do doador, de onde veio a medula óssea)
não se sabe ainda com precisão dos mecanismos imunes envolvidos nesta doença
no geral, LT da medula transplantada reconhecem aloantígenos do hospedeiro e começam a reagir- causam lesões em diversos ógãos, principalmente na pele, no fígado e na mucosa do trato gastrointestinal (boca, esôfago, estômago, intestino- principalmente)
nesses órgãos, há uma agressão um pouco maior, mas todos os órgãos do corpo do receptor podem ser atacados por esta doença
PACIENTE QUE RECEBEU TRANSPLANTE DE MEDULA DEVE SER TRATADO COM IMUNOSSUPRESSORES, COTICOSTEROIDES, drogas que irão inibir a ativação da resposta imunológica
DOENÇAS DE HIPERSENSIBILIDADE e AUTO-IMUNIDADE 
68 
HIPERSENSIBILIDADE 
Doenças de hipersensibilidade  distúrbios gerados pelas respostas imunes que causam lesão tecidual. 
Causas: 
- Respostas descontroladas contra antígenos estranhos 
- Respostas contra antígenos próprios por falha da autotolerância (doenças autoimunes) 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Tipos de hipersensibilidade 
Prof. Paulo Eduardo Alencar de Souza 
Sensibilidade (em Imunologia): Resposta Imune, sensibilizar é ativar a resposta imune 
Ex.: tuberculose (infecção bacteriana persistente)
Autotolerância (uma das propriedades da resposta imune adaptativa): LT e LB que reconhecem antigenos próprios (Saúde- não se ativam- ficam inativados)
Falha- reconhecem células e Ag próprios- reconhecem como Ag estranhos-- ativam resposta imune
Alergia
Produção de IgE contra antígeno ambiental
Ac direcionados contra antígenos presentes nos tecidos ou na matriz extracelular
Respostas tecido-específicas
Infecções microbianas, respostas auto-imunes
IgM e IgG- presentes no sangue
Formam imuno-complexos (longas cadeiascom Ag e Ac- geram inflamação na parede dos vasos
PREDOMINA VASCULITE)
Não depende de Ac
Ex.: Diabetes auto-imunes
Diabetes tipo I ou Diabetes Juvenil
HIPERSENSIBILIDADE IMEDIATA (tipo I) – alergias 
Reação caracterizada pela ativação de mastócitos e basófilos, mediada pela IgE, que se inicia 
rapidamente e causa grandes conseqüências patológicas. 
Anafilaxia  forma sistêmica da hipersensibilidade. 
 
Indivíduos atópicos (alérgicos)  tendem a produzir IgE em resposta a vários antígenos 
ambientais e apresentam fortes reações de hipersensibilidade imediata. 
 
Alérgeno  antígenos protéicos ambientais capazes de causar hipersensibilidade imediata. 
 
* Alergias se manifestam de diferentes formas (rinite alérgica, asma, urticária, eczemas). 
Nos indivíduos geneticamente 
susceptíveis, o alérgeno estimula o 
LT CD4+ a se diferenciar em LTh2 
(produtor de IL-4). 
Somente antígenos proteicos 
ou substâncias ligadas à 
proteínas induzem alergia  
dependência do LTh2. 
69 
Ausência 
de 
adjuvante 
Alérgenos comuns: 
 
- Pólen 
- Ácaros (poeira doméstica) 
- Pêlos de animais 
- Alimentos 
- Drogas (penicilina) - HAPTENO 
Não ativam macrófagos 
Abbas & Lichtman, 2007 
Th2, 
SENSIBILIZAÇÃO 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
desgranulação 
IgE na circulação 
sanguínea 
REAÇÃO DE 
HIPERSENSIBILIDADE 
(reação alérgica) 
(IL-4) 
até eosinófilos
gera ativação de mastócitos, basófilos, etc, gerando inflamação 
pode levar até a um choque anafilático
LT CD4 com TCR que se liga facilmente e se ativa intensamente frente a um Ag ambiental- pessoa tende a ter alergia- Predisposição
dermatite de contato, anafilaxia, alergia digestiva, etc
alergia sazonal
vivem em regiões onde há muita queratina- se alimentam da queratina descamada da nossa pele- travesseiro, colchão, cama, sofá, etc
Highlight
Highlight
*ácaros- quando ele defeca- em suas fezes há proteínas alergênicas- alérgenos, quando chegam na cavidade nasal/pulmão, desencadeiam reação alérgica
proteínas
não são proteínas ambientais
HAPTENO- molécula que quando entra em nosso corpo, interage com alguma proteína nossa e transforma esse conjunto em um alérgeno-- Complexo proteico reconhecido pelo LT
penicilina- corrente sanguínea- para ser transportada interage com proteínas como albumina- reação; brinco- ligas de metal: oxidam (sal da pele, umidade, calor)- óxidos metálicos (hapteno- óxido) entram no corpo e interagem com proteínas -- formam alérgenos
não são irritativos
citocinas- estimulam a troca do isotipo para IgE
subtipos
Ausência de estimulação de APC (ausência de PAMP)
Highlight
TECIDO
CD4- receptor reconhece fácil e fortemente alérgeno apresentado
Th2
Tfh- Linfócito T folicular (envolvido com a alergia)
ambos produzem IL-4
LB- pode apresentar Ag proteico par ao LT
Quando LB reconhece o alérgeno, captura-o, quebra em pedaços e apresenta novamente ao LT
IL-4- estimula LB a se transformar em plasmócito e produzir Ac da classe IgE
Após 5/7 dias da montagem da resposta imune adaptativa, alérgeno não está mais em grande quantidade no corpo
-> IgE: se espalha pelo corpo e se liga, pela cauda (Fc) em receptores que existem em mastócitos (células encontradas em toda a mucosa)
exposição
repetida
Ativação do mastócito 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Produção de mediadores 
dos mastócitos 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
(leucotrienos) 
Efeitos biológicos 
dos mediadores 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
70 
Highlight
Highlight
mediadores aumentam a permeabilidade dos vasos
áreas avermelhadas:
grânulos
liberação do conteúdo dos grânulos- vai perdendo os grânulos em seu interior
antes x após ativação
DESGRANULAÇÃO
histamina
após cerca de 15 min
induzem edema, vermelhidão, dor
após 2-4h
instalação do processo inflamatório no tecido onde o alérgeno entrou
histamina:
se liga na parede dos vasos sanguíneos da região
vermelhidão
passa mais sangue na área- transparência do epitélio
histamina- se liga ao endotélio- aumenta permeabilidade vascular- EDEMA (INCHAÇO)
pulmão:
bronquios envoltos por musculo liso- leucotrienos- capazes de induzir contração do músculo- falta de ar
aumento da secreção de muco- pigarro, nariz escorre, tosse
contração do músculo liso visceral (estomago, intestino)- alergia alimentar: pode ter cólica, vômito, diarreia, aumento do peristaltismo
quimiocinas
recrutamento de leucócitos (mastócitos, neutrófilos, eosinófilos, etc.)do sangue para os tecidos
persistente
liberadas pelo mastócito
digestão da matriz, por exemplo
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS DAS ALERGIAS 
2 a 4 horas  TNF, IL-4, IL-5 e quimiocinas (eotaxina) 
recrutam e ativam linfócitos Th2, basófilos e eosinófilos 
(infiltrado inflamatório) 
5 a 10 minutos  histamina e 
prostaglandinas causam VD e PV 
Reação imediata Reação tardia 
Citocinas 
Prostaglandinas 
Leucotrienos 
Enzimas 
Reações imediata e de fase tardia 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Teste de puntura (leitura rápida – 15 a 20 min) 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Reação de pápula e eritema 
Indivíduos atópicos: 
 
- produzem  níveis de IgE para determinados 
antígenos. 
- possuem mais LTh2 no sangue e essas 
células produzem mais IL-4. 
- possuem mais eosinófilos ativados no 
sangue. 
Caráter hereditário  descendentes tendem 
a apresentar alergia em graus e localizações 
variáveis. 
71 
ASSIM QUE OCORRE O CONTATO COM O ALÉRGENO
vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular
aumento da PV: fluxo de plasma que sai dos vasos aumenta- aumento de plasma nos tecidos- distenção no tecido- edema (aumento de volume)
Mastócitos não tem citocinas prontas:ele tem que ativar a transcrição dos genes das citocinas, para formar RNAm que será traduzido, para então formar os polipeptídeos,que são as citocinas que serão secretadas, por isso a demora maior
liberação de citocinas
células de defesa: diapedese e acúmulo no tecido onde houve contato com o alérgeno
células ficam por horas ou dias, enquanto estiverem lá, liberam mais mediadores inflamatórios- processo se perpetua
amplificam e perpetuam a reação alérgica, com seus sinais e sintomas
Aumento de IgE e de eosinófilos- pode ser indicativo de infecção por vermes helmintos
ALERGIA:
TENDÊNCIA: pais muito alérgicos gerem filhos com alguma alergia
não obrigatoriamente o mesmo tipo de alergia
Doenças alérgicas humanas 
Ocorrem na área de contato com o alérgeno: 
 
 - inalado  TR (rinite alérgica, sinusite, asma brônquica) 
 
 - ingerido  TGI (alergias alimentares, anafilaxia) 
 
 - contato  pele (dermatite atópica - eczema): reação de pápula e eritema e endurecimento tardio 
 
 - injetado na pele ou absorvido  circulação sistêmica (anafilaxia) 
72 
 
- edema na mucosa; 
- infiltração de eosinófilos; 
- tosse, espirros e dificuldade de respirar; 
- conjuntivite alérgica com prurido ocular. 
- aumento da secreção gastro-intestinal; 
- vômitos e diarréias. 
*Pode causar urticária (pele) e anafilaxia. 
(TR superior) 
(TR inferior) 
- obstrução intermitente e reversível das vias aéreas; 
- inflamação brônquica crônica com eosinófilos; 
- hipertrofia do músculo liso brônquico e hiper-reatividade aos 
broncoconstritores (mediadores inflamatórios). 
Asma brônquica 
Recrutamento 
de eosinófilos, 
basófilos e LTh2 
Liberação de 
citocinas e outros 
mediadores 
Hipertrofia do músculo liso e 
hiper-reatividade aos 
broncoconstritores 
Características clínicas 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Músculo 
liso 
Abbas & Lichtman, 2007 
http://www.google.com.br/url?sa=i&rct=j&q=edema+de+glote&source=images&cd=&cad=rja&docid=bXe_WceVZlNy6M&tbnid=kkXLzBYlWT8XkM:&ved=0CAUQjRw&url=http%3A%2F%2Fwww.fiqueinforma.com%2Fexercicios%2Fcorrida%2Fo-que-e-a-coceira-no-corpo-quando-faco-caminhada-ou-corrida%2F&ei=VlOIUbTHE4PW8gTd3ICIDQ&bvm=bv.45960087,d.dmQ&psig=AFQjCNEIXLvC_NSZ6AN-2Blr0z3eD0frJA&ust=1367974984819402
 trato respiratório superior
rinite- inflamação na cavidade nasal
sinusite- seios da face
trato respiratório inferior(pulmão)
cólica, diarreia, vomito, dor abdominal
Highlight
alergia alimentar-- se há deglutição, o alérgeno pode ser absorvido no intestino, cair na corrente sanguínea em quantidades adequadas, podendo gerar anafilaxia
coceira e vermelhidão
dermatite atópica pode evoluir para eczema-- pele pode apresentar fissuras, rachaduras, ressecamento, feridas de acordo com intensidade da reação alérgica
decorrente de um edema que persiste devido à fase tardia- infiltrado inflamatório
trato digestivo
aumento da permeabilidade- mucosa incha- parede lateral e medial da mucosa colabam-- nariz entope
tentativa do corpo expulsar o alérgeno
vermelhidão, coceira
alergias alimentares- contato com a mucosa digestiva- pode ocorrer coceira na glote, no palato mole, na orofaringe-- quando o alimento desce pelo esofago, isso leva a uma manifestação no trato digestivo inferior- contração do musculo intestinal, pode gerar vomitos, diarreias, colicas (aumento do peristaltismo- desconforto intestinal)
fezes- começam a sair envoltas em muco transparente (aumento da secreção do TGI)
pelo sangue, alérgeno se espalha
pode ser fatal se não tratada
parte da água (plasma) do sangue sai e fica em todos os tecidos- volume muito grande de plasma nos tecidos-- sai água- volume do sangue reduz-- 
pressão arterial cai 
hipotensão causa choque- choque= falência circulatória (vários tipos, causas diferentes
Tratamento das alergias 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
Anti-histamínico 
Agonista b2 adrenérgico: 
Salbutamol (Aerolin®) 
Antagonista de leucotrieno: 
Montelucaste (Singulair®) 
Inibidor de fosfodiesterase: 
Teofilina 
Agonista b2 adrenérgico 
vascular 
Tratamento da asma 
Inibe a desgranulação 
Inibem a síntese de citocinas 
AAS e AINES em 
doses elevadas 
exacerbam a 
broncoconstrição 
(asma) 
Anti-histamínicos 
não atuam no 
tratamento da asma 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 SALBUTAMOL 
73 
adrenalina
injeção na pele
ou corrente sanguínea
aumento da PA
* AUMENTO DA CAPACIDADE DO BOMBEAMENTO DO CORAÇÃO, relaxa a musculatura lisa bronquica e do intestino- diminui colica intestinal e abre a luz do bronquio, respiração mais efetiva
*
adrenalina- reduz edema e contrai vasos- ajuda evitar asfixia por edema de glote
Anti-histaminico- inibe a ligação e ação da histamina na célula alvo- dificuldade de se ligar e agir nas celulas dos vasos sanguineos, celulas musculares- bloqueia efeito da histamina
não muito utilizado para asma
(cromoglicato de sódio)
usado em asma
ação importante para outras formas de alergia
reduz prurido e edema
TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA 
Tolerância central 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
Falta de resposta imune aos autoantígenos. 
TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA e HIPERSENSIBILIDADE TIPO II 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
Tolerância periférica 
74 
Mecanismos de 
autoimunidade 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
MHC 
CTLA-4 
IL-2 
IL-10 
Papel das infecções na autoimunidade 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
(reação cruzada) 
75 
Doenças causadas por anticorpos contra antígenos presentes nas células ou na MEC, ocasionando lesões 
ou disfunções teciduais. 
- São geralmente auto anticorpos (doença autoimune), mas podem ser anticorpos contra antígenos 
estranhos agindo em reação cruzada com antígenos próprios. 
- Doenças tendem a ser localizadas. 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
76 
HIPERSENSIBILIDADE TIPO II 
Mecanismos efetores 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Hipertireoidismo 
(Doença de Graves) 
Miastenia grave 
(fraqueza muscular, paralisia) 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
Tratamento da hipersensibilidade tipo II: corticosteroides e imunossupressores 
(efeitos colaterais) 
77 
HIPERSENSIBILIDADE TIPO III 
Doenças causadas por imunocomplexos circulantes compostos por antígenos próprios ou 
estranhos ligados a vários anticorpos. 
Mecanismos efetores 
Imunocomplexos são produzidos durante respostas imunes normais, 
mas só causam doença quando produzidos em excesso. 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
Lupus 
eritematoso 
sistêmico 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Imunocomplexos se depositam geralmente nos capilares dos 
glomérulos renais e da sinóvia, locais onde o plasma é 
ultrafiltrado a alta pressão para formar urina e líquido 
sinovial. 
Doenças tendem a ser sistêmicas. 
Tratamento da 
hipersensibilidade tipo III: 
corticosteroides e 
imunossupressores 
(efeitos colaterais) 
78 
HIPERSENSIBILIDADE TIPO IV 
Doenças causadas por LTCD4+ e LTCD8+ específicos para antígenos próprios (autoimune) ou para 
antígenos estranhos (microrganismos) ligados às células ou à matriz extracelular. 
 Mecanismo efetor (LTCD4+) 
LT reconhecem 
Ag nos tecidos 
Secreção de 
TNF e IFN-g 
Recrutamento e ativação 
de macrófagos e 
neutrófilos 
(INFLAMAÇÃO) 
Liberação de enzimas 
lisossômicas e 
radicais livres 
(LESÃO TECIDUAL) 
Macrófagos secretam Fatores de Crescimento FIBROSE 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
Exemplo de doença infecciosa: 
Recrutamento e 
ativação de 
macrófagos 
Inflamação com 
destruição 
pulmonar e 
fibrose 
TUBERCULOSE 
- Tosse produtiva, fraqueza 
- Febre e sudorese noturna 
- Emagrecimento 
- Insuficiência respiratória 
Tuberculose (infecção crônica intracelular persistente pelo Mycobacterim tuberculosis) 
LTCD4+ reconhecem 
Ag da bactéria nas 
vesículas dos 
macrófagos 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Inflamação granulomatosa 
Infecção microbiana persistente 
79 
Reação de 
hipersensibilidade 
do tipo tardio (DTH) 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Teste para tuberculose 
Antígeno proteico do M. tuberculosis 
(PPD/tuberculina) 
Infiltrado de LT e 
macrófagos 
 Mecanismo efetor (LTCD8+) 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2017 
LTCD4+ e LTCD8+ 
auto-reativos contra 
antígenos próprios 
das células das 
ilhotas pancreáticas 
(insulina e outros) 
Inflamação e lise direta 
das células por 
LTCD8+ (CTLs) 
Destruição das 
células b 
produtoras de 
insulina 
DIABETES MELITO 
(tipo I / diabetes 
juvenil) 
- Hiperglicemia 
- Atersoclerose progressiva 
- Obstrução microvascular 
- Lesão na retina, glómerulos renais 
e nervos periféricos 
Diabetes melito insulino-dependente 
Exemplos de doenças auto-imunes: 
LTCD4+ auto-
reativos contra 
antígenos próprios da 
bainha de mielina do 
SNC 
Recrutamento de 
macrófagos e 
inflamação na 
substância branca do 
SNC 
Destruição da 
mielina 
ESCLEROSE 
MÚLTIPLA 
- Fraqueza e dores pelo corpo 
- Paralisia 
- Sintomas oculares 
(exacerbações e remissões) 
Esclerose múltipla (adultos jovens) 
Líquen plano 
LTCD4+ e LTCD8+ auto-reativos contra antígenos próprios das células epiteliais da mucosa ou pele 
80 
81 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Abordagens terapêuticas para doenças imunológicas 
- Corticosteroides 
- Imunossupressores 
- Antagonistas de citocinas 
- Bloqueio de moléculas 
Referências: 
 
ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica: funções e distúrbios do sistema 
imunológico. 5. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2017 1 recurso online ISBN 9788535285512. 
Livro Eletrônico 
 
ABBAS, Abul K; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica funções e distúrbios do sistema 
imunológico. 6. Rio de Janeiro GEN Guanabara Koogan 2021 1 recurso online. ISBN 9788595158672. 
 
ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia celular e molecular. 9. ed. Rio de Janeiro 
Elsevier c2019 E-book ISBN 9788535290752. 
Livro Eletrônico 
82 
IMUNODEFICIÊNCIAS 
Prof. Paulo Eduardo Alencar de Souza 
Doenças graves causadas por defeitos congênitos ou adquiridos nos linfócitos, fagócitos ou outros mediadores 
da imunidade inata ou adquirida. 
 Classificação: 
 
 - imunodeficiências primárias ou congênitas: defeitos genéticos que resultam no aumento da 
susceptibilidade às infecções. Podem se manifestar desde a fase de lactação ou somente na vida adulta. 
 
 - imunodeficiências secundárias ou adquiridas:surgem em decorrência de desnutrição, câncer 
disseminado, tratamento com drogas imunossupressoras ou infecção de células do sistema imune. 
Aumento da susceptibilidade às infecções e certas neoplasias 
A imunodeficiência predispõe ao surgimento de certos tipos de câncer: 
 
 - vírus oncogênicos (Epstein-Barr, HPV) podem causar câncer; 
 
 - linfócitos T desempenham importante papel na vigilância contra tumores. 
Imunodeficiências 
adquiridas 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2021 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
A imunodeficiência pode resultar de: 
 - defeitos na maturação ou ativação de linfócitos; 
 - defeitos nos mecanismos efetores da imunidade inata (proteínas do complemento, adesão leucocitária 
ou enzima fagócito oxidase) ou adquirida (MHC-II, moléculas co-estimulatórias, Ig). 
SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (Aids) 
Causada pelo vírus HIV e caracterizada por imunodepressão profunda com infecções oportunísticas e 
malignidades associadas, perda de peso e degeneração do SNC. 
HIV (retrovírus: HIV-1 e HIV-2) 
 
• Infecta linfócitos T CD4+, macrófagos e células dendríticas. 
 
• Transmitido através de: 
Estrutura do HIV 
- 2 fitas de RNA 
- matriz protéica 
- envelope de bicamada 
fosfolipídica (origem 
celular) 
gp 120 se liga ao CD4 e à 
receptores de quimiocinas 
(CCR5 e CXCR4) 
gp 41 se insere na 
membrana da célula e 
promove a fusão com o 
vírus 
83 
 - sêmen (infecta mucosa retal ou vaginal traumatizada); 
 
 - inoculação com sangue (agulhas, transfusão); 
 
 - mãe durante a gravidez ou pelo leite materno. 
Mutações no gene GP120 
podem alterar o tropismo do 
vírus por células humanas 
Predomínio de vírus LT-trópico 
(se liga ao CXCR4 para infectar) 
Mais tardiamente 
Predomínio de vírus macrófago-trópico 
(se liga ao CCR5 para infectar) 
Início da doença 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Ciclo de vida 
do vírus 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Célula hospedeira 
infecção das 
células 
transcrição reversa 
liberação do RNA 
e síntese de 
proteínas 
fusão do DNA pró-
viral ao DNA celular 
Ciclo de 
vida viral 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Paciente HIV+ 
Destruição dos LT dos tecidos 
linfoides e mucosas (1x109 LT/dia) 
Infecção por 
outros 
microrganismos 
Apresentação 
antigênica e 
citocinas 
Ativação de 
linfócitos T e 
monócitos 
infectados 
latentemente 
Ativação da 
replicação viral 
(brotamento) 
Morte de LTCD4+ 
84 
Progressão clínica da 
infecção pelo HIV 
Sinais e sintomas 
inespecíficos: febre, cefaleia, 
linfadenopatia generalizada 
Síndrome aguda do HIV 
Dias após infecção 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Ativação das respostas 
imunes celular e humoral 
contra HIV 
- CTL: 2 a 3 semanas 
- Ig: 6 a 9 semanas 
(janela imunológica) 
Sem sintomas da Aids 
 12 semanas pós infecção 
BAIXA VIREMIA 
Sistema imune competente 
para combater a maioria das 
outras infecções 
Infecções oportunísticas, neoplasias (por vírus oncogênicos), 
caquexia (TNF) e lesões no SNC (infecção de células da glia) 
Menos de 200 LT 
CD4+/mm3 de sangue 
85 
A evolução da doença é acompanhada pelas dosagens de LTCD4+ (citometria de fluxo) 
e da carga viral no sangue (RT-PCR) 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
 a) Morte dos LT CD4+ pelo vírus: 
 
 - brotamento de partículas virais (apoptose por influxo de cálcio ou lise celular); 
 
 - fusão de LT infectados com LT não infectados formando sincícios (inativação e morte celular); 
 
 - produção viral pode interferir nas sínteses do LT causando morte. 
Natureza e mecanismos da imunossupressão 
 b) Alterações no sistema imune: 
 
 - gp120 solúvel se liga à CD4 (impede ligação de MHC-II e ativação do linfócito); 
 
 - pacientes HIV+ apresentam ↓ LTh1 e ↑ LTh2 (IL-4 e IL-10). 
 
 c) Resposta imune contra células infectadas pelo vírus: 
 
 
 - atividade de CTL contra LTCD4+ expressando antígenos virais; 
 
 - ligação de Ig à superfície do LTCD4+ infectado, induzindo morte por fagocitose. 
Mecanismos de evasão imunológica pelo HIV 
 
HIV sofre mutações (transcrição reversa) alterando o padrão de expressão de seus antígenos e escapando 
dos mecanismos da imunidade adquirida. Pode ocorrer 1 nova mutação por dia. 
 Teste rápido  detecção de anticorpos 
anti-HIV no soro. 
Exames para diagnóstico da infecção 
https://www.tuasaude.com/teste-caseiro-de-hiv/ 
Detecção de anticorpos anti-gp41 
(30 a 60 dias) 
“Janela imunológica” 
86 
• Teste rápido de “4ª geração” 
“Janela imunológica” 
Abbas, Lichtman, Pillai, 2019 
Detecção de anticorpos anti-p24 
(2 a 3 semanas) 
 ELISA Western blot 
(mais específico) 
(se for positivo) 
Vírus sofre mutações na transcriptase reversa e escapa dos medicamentos 
 
 
HAART (terapia antirretroviral altamente ativa)  combinação de 1 inibidor de protease e 2 inibidores da 
transcriptase reversa 
 - Reduz a carga viral (RNA) para níveis não detectáveis no sangue. 
 - Não elimina o pró-vírus das células infectadas latentes. 
Tratamento 
 - inibidores da transcriptase reversa (AZT e outros) 
 - inibidores de protease (bloqueiam o processamento de proteínas virais) 
Reservatórios 
celulares de HIV 
Abbas & Lichtman, 2007 
87 
Referências: 
 
ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica: funções e distúrbios do 
sistema imunológico. 5. ed. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier, 2017 1 recurso online ISBN 
9788535285512. 
Livro Eletrônico 
 
ABBAS, Abul K; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia básica funções e distúrbios do 
sistema imunológico. 6. Rio de Janeiro GEN Guanabara Koogan 2021 1 recurso online. ISBN 
9788595158672. 
 
ABBAS, Abul K.; LICHTMAN, Andrew H; PILLAI, Shiv. Imunologia celular e molecular. 9. ed. Rio de 
Janeiro Elsevier c2019 E-book ISBN 9788535290752. 
Livro Eletrônico 
 
KUMAR, Vinay et al. Robbins e Cotran, patologia: bases patológicas das doenças. 8. ed. Rio de 
Janeiro: Elsevier, 2010, 1458p. 
 
Dificuldades para o tratamento 
 
- Alto custo 
- Efeitos colaterais (dores, indisposição gástrica, vômitos, cefaléia) 
- Desenvolvimento de resistência aos fármacos → sequenciamento do genoma viral para detecção das 
mutações e alteração do fármaco 
Perspectivas para o tratamento 
- Testes de vacinas em macacos e humanos (vírus atenuado e proteínas antigênicas virais) 
Outros tratamentos 
- Inibidores de integrase 
- Bloqueadores de entrada (antagonistas do CD4 ou CCR5 e bloqueadores da gp120 e gp41) 
88

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