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AULA : CARACTERIZAÇÃO DE LIPÍDEOS
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Os lipídeos são biomoléculas orgânicas, insolúveis na água e
que podem ser extraídos de células e tecidos por solventes não polares, como por exemplo,
clorofórmio, éter, benzeno e outros. Existem várias classes de lipídeos e a grande maioria
deriva suas propriedades distintas a partir da natureza hidrocarbonada de uma porção principal
de suas estruturas, os ácidos graxos.
1- Solubilidade:
Técnica: Preparar a bateria de tubos como a tabela abaixo, observar os resultados de
solubilidade e concluir:
Tubos 3 mL Óleo Solubilidade
1 H2O 5 gotas
2 HCL 5 gotas
3 NaOH 5 gotas
4 Etanol 5 gotas
5 Éter 5 gotas
6 Clorofórmio 5 gotas
2. Verificação da acidez: Os óleos com menor grau de pureza apresentam maior número de
ácidos graxos livres.
Técnica: Preparar os tubos como na tabela abaixo, concluir os resultados*:
Tubo 1 Tubo 2
Etanol 2mL 2mL
NaOH 0,1mL 0,1mL
Fenolftaleína 1 gota 1 gota
Óleo rançoso Até descorar Não
Óleo fresco Não Até descorar
* Fazer o teste do óleo rançoso primeiro, anotar o número de gotas usadas nessa neutralização
e adicionar o dobro desse número para tentar neutralizar o tubo contendo óleo fresco.
3. Saponificação: Os óleos e gorduras, quando tratados com soluções alcalinas concentradas,
se hidrolisam, produzindo glicerol e os sais alcalinos dos ácidos graxos (sabões).
Técnica:
Em um tubo de ensaio grande, colocar 15 gotas de óleo vegetal e 5 mL de
potassa alcoólica (2,5 mL de KOH 40% e 2,5 mL de etanol). Aquecer o tubo em banho-maria
fervente por 30 minutos. Nestas condições o óleo é saponificado, obtendo-se uma solução
opalescente de sais de potássio de ácidos graxos (sabões) e glicerol.
3.1. Propriedades dos Sabões.
Técnica:
Repartir a solução de sabão em 3 tubos de ensaio e realizar os seguintes testes:
3. 1. Abaixamento da tensão superficial - Adicionar água destilada até 1/3 do
tubo, e verificar a formação de espuma.
3. 2. Precipitação de ácidos graxos - Adicionar ao tubo 2, gota a gota, ácido
acético concentrado até notar o aparecimento de um precipitado branco de ácidos graxos. A
reação, tende para formação de ácidos graxos que são insolúveis devido ao seu baixo grau de
dissociação sendo, portanto, compostos muito menos polares que os sabões.
Exemplo:
CH3.(CH2)7.CH=CH.(CH2)7COO-K+ + CH3-COOH → CH3.(CH2)7.CH=CH(CH2)7COOH +
CH3-COO-K+.
3. 3. Precipitação de sabões de cálcio insolúveis: Adicionar gota a gota, solução
de CaCl2 a 10%, até aparecimento de um precipitado de sabões de cálcio.
4. Caracterização do Glicerol (Formação de Acroleína).
O glicerol sob ação de um desidratante como o bissulfito de potássio dá origem a
acroleína, reconhecida pelo odor característico (fritura).
Técnica:
Em um tubo de ensaio seco, colocar 2 gotas de óleo vegetal (fresco). Adicionar 1
pitada de bissulfito de potássio e aquecer cuidadosamente no bico de bunsen, observar e
concluir.
AULA: EXTRAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE LECITINAS
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: A lecitina é um fosfolipídio que pode ser hidrolisada totalmente
pela adição de bases e ácidos. Com a hidrólise alcalina em NaOH ocorre a liberação dos
ácidos graxos (sais de ácidos graxos) e da colina e com a adição de ácido acético glacial,
libera-se o ácido fosfórico e o glicerol.
Figura 1. Glicerofosfolipídios. A porção hidrofílica de sua molécula consta do grupo fosfato
ligado a um grupo polar, variável, representado por X; as cadeias carbônicas dos ácidos graxos
esterificados ao glicerol constituem a porção hidrofóbica.
Procedimento
1. Extração e Hidrólise da Lecitina
Extração
1g de gema de ovo (previamente extraída com acetona)
Adicionar 10 mL CHCl3 (1a filtragem) + 10 mL CHCl3 (2a filtragem)
⇓
Recolher o filtrado em Erlenmeyer
⇓
Evaporar em banho-maria até reduzir a 1/5 do volume.
⇓
Hidrólise
Adicionar 5 mL de etanol + 2 mL NaOH (10N) + 8 mL água destilada.
⇓
Ferver 10 minutos e resfriar
⇓
Adicionar CH3COOH até fraca reação do papel tornassol
⇓
Aquecer por 1 minuto e filtrar em papel pré-umedecido
⇓
O filtrado será utilizado para os testes de caracterização.
2. Caracterização da Lecitina
a. Detecção da Colina
A colina liberada da lecitina através da hidrólise pode ser detectada pela adição de
iodo a baixas temperaturas. A colina reage com o iodo e forma iodidrato de colina (cristais de
florence).
Técnica:
Em uma lâmina adicionar uma gota do filtrado e uma gota de lugol, cobrir com
lamínula e levar ao freezer por 5 minutos. Observar imediatamente ao microscópio formação de
cristais que indica presença de colina.
b. Detecção do fosfato
O fosfato liberado da hidrólise da lecitina, pode reagir com molibdato de amônio,
formando o fosfomolibdato de amônio, que pode ser reduzido pelo agente redutor α-amino
naftol sulfônico e formar óxidos de molibdênio (cor azul clara positiva o teste).
Técnica:
Colocar 2 ml do filtrado em um tubo de ensaio. Adicionar 2 mL de molibdato de
amônio 2,5% em H2SO4. Aquecer por 2 a 3 minutos. O produto formado será fosfomolibdato de
amônio. Adicionar o agente redutor. Observar a formação da coloração azul.

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