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Relatório Bromatologia-- Aula Prática 7 - Caracterização de Lipídios

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS 
BIOMEDICINA – 4º PERIODO 
 
 
 
 
 
 
Relatório 7: Caracterização de Lipídios 
 
 
 
 
 
 
Ana Clara Gonçalves Pereira 
Ana Luiza de Oliveira 
Bruno Felipe Alves Puliti 
 
 
 
Outubro 2024 
POÇOS DE CALDAS 
 
 
 
 
 
 
 
PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA – PUC MINAS 
CAMPUS POÇOS DE CALDAS 
GRADUAÇÃO EM BIOMEDICINA 
RELATÓRIO DE BROMATOLOGIA 
2024 
 
Aluno(a): Ana Clara Gonçalves Pereira. 
Grupo: Ana Clara Gonçalves Pereira, Ana Luiza de Oliveira, Bruno Felipe Alves Puliti. 
 
Prática 7: Caracterização de Lipídeos. 
 
Introdução: 
Este presente relatório disserta os resultados obtidos do experimento da sexta aula prática 
de Bromatologia, realizado no dia 02 de outubro de 2024. O experimento, auxiliado pelo 
Prof. Lázaro Medeiros, visou a avaliação das propriedades lipídicas, tais como 
solubilidade, saponificação e insaturação, permitindo o conhecimento prático das 
características, classificações e comportamentos de lipídeos e, assim, diferenciá-los. Os 
lipídios são fundamentais para fornecer e armazenar energia, proteger órgãos, compor 
membranas celulares, produzir hormônios e permitir a absorção de vitaminas. Os lipídios 
variam em estrutura e função, desempenhando papéis importantes, como 
armazenamento de energia, isolamento, composição de membranas celulares, formação 
de camadas repelentes à água em folhas e atuam na construção de hormônios, como a 
testosterona. Existem diversos tipos de lipídios, incluindo gorduras e óleos, ceras, 
fosfolipídios e esteroides. (LIPÍDIOS) 
Objetivo geral: Avaliar algumas propriedades dos lipídios. 
 
Objetivo específico: 
• Avaliar a solubilidade dos triglicerídeos em diferentes solventes; 
• Conhecer a reação de saponificação a partir de óleos e gorduras; 
• Identificar a presença de ácidos graxos insaturados em amostras de óleo. 
 
Fundamento: 
 
 
 
 
Teste de Solubilidade 
Identifica a presença de lipídios nas amostras. Para isso utiliza-se algumas substâncias 
como éter, água e hidróxido de sódio. Sabendo que os lipídios são moléculas apolares e 
conhecendo o princípio da solubilidade que "semelhante dissolve semelhante", 
certamente as amostras que contêm lipídios formarão soluções de apenas uma fase com 
as substâncias apolares; e com as substâncias polares formarão soluções onde 
observaremos mais de uma fase. 
Teste de Saponificação 
A reação de saponificação também é muito conhecida como hidrólise alcalina e é através 
dela que se dá o processo de manufatura do sabão. Em termos químicos, seria a mistura 
de um éster (proveniente de um ácido graxo) e uma base (hidróxido de sódio) para se 
obter sabão (sal orgânico). 
A equação apresenta esse processo: Éster + base forte → sabão + glicerol 
Praticamente, todos os ésteres são oriundos de óleos e gorduras, daí o porquê de se usar 
o óleo comestível para a confecção do sabão caseiro. 
Teste de Insaturação 
Este teste identifica a presença de ácido graxo insaturado. Ocorre uma reação de 
halogenação, em que o iodo reage com as duplas ligações do ácido graxo insaturado. Se 
houver dupla ligação, o iodo será consumido e a coloração característica da solução de 
iodo diminuirá de intensidade. 
 
Materiais e Métodos 
Os materiais utilizados para a caracterização dos lipídios foram: 
• Tubos de ensaios; 
• Óleo vegetal; 
• Óleo de coco; 
• Água; 
• Éter etílico; 
• Hidróxido de sódio (NaOH); 
• Solução de hidróxido de sódio (NaOH) a 5%; 
• Lugol; 
• Pinça; 
• Pipeta graduada e pipetador; 
• Pipeta de Pasteur; 
• Capela de Exaustão. 
Os procedimentos realizados foram: 
Preparo da vidraria: 
• Examinar se a vidraria está limpa. Se não estiver limpa, fazer a limpeza da mesma. 
 
 
 
 
Teste de solubilidade: 
• Colocar 5 gotas de óleo vegetal e 5 gotas de óleo de coco em cada um de 3 tubos 
de ensaio; 
• Acrescentar 2 ml dos seguintes solventes: no primeiro e quarto (TUBOS 1 e 4), 
água (H2O), no segundo e quinto (TUBOS 2 e 5), éter etílico (H3C-CH2-O-CH2-
CH3) e no terceiro e sexto (TUBOS 3 e 6), hidróxido de sódio (NaOH) 0,1M; • Agitar 
e observar a solubilidade da amostra nos respectivos solventes; 
Teste de saponificação: 
• Colocar em tubo de ensaio (TUBO 1) 1 ml de óleo vegetal e 1 ml de óleo de coco 
(TUBO 2); 
• Adicionar 3 ml de solução de hidróxido de sódio (NaOH) a 5%; 
• Com o auxílio da pinça, colocar o tubo de ensaio no banho maria em ebulição por 
5 min; 
• Após este tempo, retirar o tubo do banho-maria, novamente com a pinça, e 
acrescentar 5 ml de água e agitar; 
Teste de insaturação: 
• Colocar em tubo de ensaio (TUBO 1) 1 ml de óleo vegetal e 1 ml de óleo de coco 
(TUBO 2); 
• Adicionar 3 gotas de lugol e agitar levemente até que o todo o lugol se misture aos 
óleos; 
• Aquecer direto na chama CAUTELOSAMENTE, ou em banho maria a 100 ºC 
durante 3 min; 
• Observar a mudança de coloração do sistema. 
 
Resultados e Discussão 
Após a realização dos respectivos procedimentos, de forma adequada, os resultados 
obtidos foram os seguintes: 
Teste de solubilidade: 
O teste de solubilidade se baseia na lei de dissolução “semelhante dissolve semelhante”. 
Assim, as amostras que possuem lipídios formam soluções com apenas uma fase com 
substâncias apolares. Já em referência às substâncias polares, serão observadas 
soluções com mais de uma fase (LIPÍDIOS, p. 10) 
 
O objetivo do teste de solubilidade é determinar a capacidade de um lipídio de se dissolver 
em solventes orgânicos específicos, fornecendo informações sobre sua polaridade. 
No tubo 1, contendo óleo e água, é formada uma mistura heterogênea, isto é, o óleo é 
insolúvel em água (e vice-versa). Isso se deve ao fato de que a água é polar, já o óleo 
(que é um lipídio) é apolar. 
 
 
 
 
Já no tubo 2, a mistura entre óleo e éter etílico resultou em uma mistura homogênea, isto 
é, o éter etílico é solúvel em óleo (e vice-versa), isto é, o éter etílico é lipossolúvel. Isso se 
deve ao fato de ambos serem apolares (os éteres possuem baixa polaridade). O éter é 
um solvente orgânico que dissolve lipídios. 
Já no tubo 3, contendo óleo e hidróxido de sódio, é possível concluir que o NaOH é 
parcialmente solúvel em óleo, devido à polaridade do hidróxido de sódio. O NaOH não se 
dissolve diretamente no óleo por causa das diferenças de polaridade (NaOH é polar e o 
óleo é apolar). O NaOH pode reagir com certos componentes do óleo, como ácidos graxos 
livres, formando sabões (sais de ácidos graxos). Esses sabões possuem características 
anfifílicas, ou seja, possuem uma parte polar e uma parte apolar. A porção polar interage 
com o NaOH, enquanto a parte apolar interage com o óleo, o que pode facilitar uma certa 
"dissolução" ou dispersão do NaOH no óleo, embora não seja uma dissolução verdadeira 
como em água. A mistura entre óleo e hidróxido de sódio (NaOH) é parcialmente solúvel 
por causa das características químicas distintas dessas substâncias. Óleos são 
compostos apolares, enquanto o hidróxido de sódio é um composto iônico altamente polar. 
Substâncias polares e apolares tendem a não se misturar bem, como no caso da água e 
do óleo. Contudo, quando hidróxido de sódio entra em contato com o óleo em certas 
condições, ocorre uma reação chamada saponificação. Nesta reação, o NaOH reage com 
os triglicerídeos presentes no óleo (gorduras), quebrando-os em glicerol (glicerina) e sais 
de ácidos graxos (sabão). O sabão, que é o produto da reação, tem uma propriedade 
anfifílica, ou seja, uma parte polar (que se dissolve na água) e uma parte apolar (que se 
dissolve no óleo). Dessa forma, a mistura parece ser parcialmente solúvel porque, embora 
o óleo e o NaOH por si só não sejam solúveis, o sabão formado pode ajudar a dispersar 
o óleo em água. A presença do sabão permite que partes da mistura sejam solúveis em 
água, enquanto outras não, dando essa característica de solubilidade parcial. Ademais,no óleo, que é apolar, o NaOH não consegue se ionizar porque o ambiente do óleo não 
tem a capacidade de separar e estabilizar os íons de forma eficiente. O NaOH permanece 
principalmente em sua forma sólida ou não dissociada, pois o óleo não pode promover a 
ionização necessária. Assim, esse aspecto esbranquiçado se deve ao aspecto 
esbranquiçado característico do hidróxido de sódio, além de que a quebra dos 
triglicerídeos em ácido graxo e glicerol gera essa turbidez, caracterizando essa mistura 
como parcialmente solúvel. O resultado da reação de saponificação é uma molécula de 
glicerol e um sal de ácido graxo (sabão). Esta formação de sabão também influencia na 
formação de uma solução turva. 
No óleo, que é apolar, o NaOH não consegue se ionizar porque o ambiente do óleo não 
tem a capacidade de separar e estabilizar os íons de forma eficiente. O NaOH permanece 
principalmente em sua forma sólida ou não dissociada, pois o óleo não pode promover a 
ionização necessária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figuras 1 e 2- Tubos para Teste de Solubilidade 
 
Fonte: Arquivos Pessoais 
 
Teste de saponificação: 
Primeiramente, a reação de saponificação consiste em uma reação de hidrólise que ocorre 
com ésteres de ácidos graxos (como óleos e gorduras) em um meio alcalino, com o 
objetivo de produzir sabão (sais de ácidos graxos). Como subproduto, forma-se o glicerol 
(um triálcool). Normalmente, utiliza-se hidróxido de sódio ou hidróxido de potássio para 
essa ocorrência, que requer um nível de aquecimento para acontecer. (NOVAIS) 
 
Figura 3- Reação simplificada de saponificação
 
Fonte: Manual da Química 
 
No tubo utilizado para a reação de saponificação, após a mistura de óleo vegetal e NaOH 
5%, banho maria por 5 minutos e adição de água, foi observada a formação de uma 
mistura heterogênea, com mais de uma fase. Isso se deve ao fato da separação do óleo, 
com formação de espuma (evidenciando a formação de sabão). 
 
 
 
 
 
Figura 4- Tubo para Teste de Saponificação 
 
Fonte: Arquivos Pessoais 
 
Teste de Insaturação: 
O teste de insaturação se baseia O lugol é um componente importante para esta técnica. 
O lugol é uma solução aquosa de iodo e iodeto de potássio, cuja ocorrência de reação 
entre o iodo e as insaturações é um processo de halogenação, onde o iodo interage com 
as duplas ligações presentes nos ácidos graxos insaturados. Durante esse fato, o iodo é 
consumido, o que faz com que a coloração da solução contendo iodo se torne menos 
intensa. (PRÁTICA-..., p. 2) 
 
Figura 5- Teste de insaturação 
 
Fonte: UFPB 
 
 
 
 
 
No tubo 1, contendo óleo vegetal e lugol, após banho maria, houve mudança de cor, visto 
que o óleo vegetal é possui ácidos graxos insaturados em sua estrutura, isto é, lipídios 
que apresentam dupla ligação. O iodo possui afinidade por dupla ligação do óleo. Por isso, 
com o aquecimento, o iodo será consumido, reagindo com as duplas ligações, havendo 
degradação e consequente mudança de coloração (que diminui sua intensidade). 
Já no tubo 2, contendo óleo de coco e lugol, após banho maria, não houve mudança de 
cor, pois o óleo de coco não possui insaturações, isto é, é um lipídio saturado. Com isto, 
não há reação nem consumo do iodo, e a coloração permanece inalterada. 
Assim, de forma geral, a caracterização dos lipídios é essencial para diversas áreas, como 
biologia, nutrição e indústria. Biologicamente, os lipídios são fundamentais para o 
armazenamento de energia, estrutura celular e sinalização. Na saúde, entenda sua 
composição ajuda a monitorar doenças como obesidade e problemas cardiovasculares, 
além de orientar recomendações nutricionais. Na indústria alimentícia, uma análise de 
lipídios garante a qualidade e a estabilidade dos produtos. Também auxilia na descoberta 
de novos compostos bioativos e no diagnóstico de doenças. Por fim, na ecologia, os 
lipídios ajudam a estudar dietas e poluição ambiental. 
 
Figuras 5 e 6- Tubos de Saponificação antes e após adição de lugol e aquecimento 
 
Fonte: Arquivos Pessoais 
 
Conclusão: 
Os experimentos realizados em laboratório apresentaram os resultados previstos pelo uso 
dos testes, sendo esses resultados: 
 
Para o teste de solubilidade: 
 
 
 
 
• Tubo 1 (Óleo vegetal + Água): Formação de substância heterogênea bifásica por 
ser uma reação entre moléculas polares e apolares, que naturalmente se repelem. 
 
 
• Tubo 2 (Óleo vegetal + Éter etílico): Formação de substância homogênea pela 
reação entre moléculas apolares, que se dissolvem. 
 
 
• Tubo 3 (Óleo vegetal + Hidróxido de sódio): Formação de substância 
heterogênea pela reação entre moléculas polares e apolares. 
 
 
Para o teste de saponificação: 
• No tubo havia uma reação entre óleo vegetal e hidróxido de sódio (NaOH), que 
resultou em uma substância heterogênea com formação de espuma, deixando em 
evidência o sucesso no processo de saponificação. 
 
 
Para o teste de insaturação: 
• Tubo 1 (Óleo vegetal + lugol): Após a solução sair do banho maria nota-se a 
diferença na coloração causada pela reação entre o iodo e as duplas ligações 
presentes. 
 
• Tubo 2 (Óleo de coco + lugol): Após a solução sair do banho maria nota-se que 
a cor da solução não foi alterada, isso se dá pela falta de duplas ligações para gerar 
reação com o iodo. 
 
Ao final dos processos, o grupo agora apresenta mais conhecimentos acerca dos lipídeos, 
tal qual suas funções e possíveis aplicações. 
Portanto, esta prática foi bem sucedida e obteve resultados satisfatórios, permitindo a 
avaliação de algumas propriedades lipídicas, avaliando aspectos como solubilidade, 
saponificação e insaturação. A realização desses testes é fundamental para a 
caracterização dos lipídios, pois cada um disponibiliza uma propriedade específica. O 
teste de solubilidade verifica a polaridade das moléculas, confirmando a natureza apolar 
dos lipídios. O teste de saponificação demonstra a capacidade dos lipídios, especialmente 
os triglicerídeos, de se transformarem em sabão e glicerol, evidenciando sua estrutura de 
éster. Já o teste de insaturação indica a presença de ácidos graxos insaturados, que 
influenciam a reatividade química e as propriedades físicas dos lipídios. Avaliar essas 
 
 
 
 
propriedades é importante para entender seu comportamento em processos biológicos e 
industriais. 
 
 
 
Referências 
1. LIPÍDIOS. Disponível em: 
https://pt.khanacademy.org/science/biology/macromolecules/lipids/a/lipids. Acesso 
em: 9 out. 2024. 
2. LIPÍDIOS. UFPB- DBM BIOQUÍMICA MONITORIA. UFPB- DBM Bioquímica 
Monitoria. p. 12. Disponível em: 
https://docente.ifsc.edu.br/lucia.martins/MaterialDidatico/Bioquímica/Textos/Lipídio
s.docx#:~:text=Este%20teste%20identifica%20a%20presença,ligações%20do%2
0ácido%20graxo%20insaturado. Acesso em: 9 out. 2024. 
3. NOVAIS, Stéfano Araújo. Saponificação: o que é, processo, exemplo - Manual da 
Química. Disponível em: https://www.manualdaquimica.com/quimica-
organica/reacao-saponificacao.htm. Acesso em: 9 out. 2024. 
4. PRÁTICA- CARACTERIZAÇÃO DE LIPÍDEOS. Universidade Federal da Paraíba 
(UFPB)- Departamento de Biologia Molecular. Disponível em: 
http://plone.ufpb.br/ldb/contents/documentos/caracterizacao_de_lipideos.pdf. 
Acesso em: 9 out. 2024. 
	PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS

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