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Administração Geral e Pública- AJAA TRT-CE 
Aula 07 
Prof. Marcelo Camacho 
 
 
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AULA 7 
Administração Geral e Pública 
Comunicação 
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Olá, pessoal! 
Vamos a nossa sétima aula. Tratarei dos temas abaixo: 
 
Aula Conteúdo Programático Data 
07 
2.4.2 Comunicação. 2.4.3 Descentralização e 
delegação. 2.5 Controle. 2.5.1 Características. 2.5.2 
Tipos, vantagens e desvantagens. 2.5.3 Sistema de 
medição de desempenho organizacional. 
10/09 
 
 
 
Sumário 
1.	Controle	.....................................................................................................................................................	3	
1.1	Componentes	do	Processo	de	Controle	...................................................................................................	5	
1.2	Tipos	de	Controle	.....................................................................................................................................	8	
1.3.	Sistemas	de	Medição	de	Desempenho	Organizacional	..........................................................................	9	
1.3.1. Meta Modelo de Avaliação do Gespública	........................................................................................	15	
2.	Comunicação	............................................................................................................................................	18	
2.1	Funções	da	Comunicação	.......................................................................................................................	19	
2.2	Processo	de	Comunicação	.....................................................................................................................	19	
2.3.	Barreiras	à	Comunicação	......................................................................................................................	24	
2.4	Estilos	de	Conversação	...........................................................................................................................	28	
2.5	Comunicação	Organizacional	.................................................................................................................	29	
2.6	Comunicação	em	equipes	......................................................................................................................	38	
2.	7	Comunicação	na	gestão	pública	............................................................................................................	40	
2.8.	Descentralização	e	Delegação	...............................................................................................................	49	
3.	Lista	de	Questões	.....................................................................................................................................	56	
4.	Gabarito	...................................................................................................................................................	64	
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1.	Controle		
	
Controlar é a função da administração que assegura que os objetivos estão 
sendo alcançados. Consiste no monitoramento e na avaliação do desempenho 
organizacional e na comparação com os objetivos traçados. 
 
Na administração o processo de controle não tem o significado semântico de 
fiscalização. Controle administrativo segundo Maximiano “é o processo de 
produzir e usar informações para tomar decisões, sobre a execução de 
atividades e sobre os objetivos”. 
 
O processo de controle fornece informações para a tomada de decisões sobre os 
seguintes aspectos: 
 
• Quais objetivos devem ser atingidos por uma organização ou sistema. 
• O desempenho da organização ou sistema em comparação com os 
objetivos. 
• Riscos e oportunidades no trajeto desde o inicio das atividades até o 
objetivo. 
• O que deve ser feito para assegurar a realização dos objetivos. 
• A eventual necessidade de mudar o objetivo. 
 
Vejamos algumas questões 
 
 
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ITEM 1. (CESPE/TRE-RS/2003/ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRAÇÃO)	
Os sistemas de controle de desempenho podem assinalar quando o desempenho de uma 
unidade está se deteriorando; em termos motivacionais, podem ser utilizados para provocar 
melhores desempenhos. 
 
A afirmativa está CERTA! Um sistema de controle tem o objetivo de monitorar 
o desempenho de uma unidade organizacional ou de uma organização e ajudar 
a demonstrar o quanto ela se aproxima ou se afasta do cumprimento de seus 
objetivos.	
 
ITEM 2. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL DE INTELIGÊNCIA/ADMINISTRAÇÃO) 
O êxito de uma organização depende, em grande parte, do poder de controle exercido sobre os 
seus colaboradores. Como a maioria deles interioriza suas obrigações e cumpre voluntariamente 
seus compromissos, o controle é facilmente mantido nas organizações em geral. 
 
Pessoal, controle não é isso! Vimos que a função controle na administração não 
se refere a fiscalização sobre o cumprimento ou não de deveres. Não diz 
respeito à disciplina e manutenção da ordem. O controle é uma função que tem 
por objetivo monitorar o alcance dos objetivos organizacionais. Desta forma a 
afirmativa está ERRADA! 
 
 
ITEM 3. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL DE INTELIGÊNCIA/ADMINISTRAÇÃO) 
O controle administrativo refere-se ao poder de fiscalização e correção que a administração 
pública exerce, por iniciativa própria ou externa, sobre sua própria atuação. 
 
Pessoal, interessante esta questão! Vejam que aplicaram a função controle 
administrativo na administração pública. Não se trata de fiscalização sobre os 
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servidores públicos ou sobre os usuários. A fiscalização mencionada é sobre os 
objetivos da administração pública, se estes estão sendo cumpridos. Neste 
sentido a fiscalização é controle administrativo. Porém, convém ressaltar que 
apenas neste sentido podemos considerar fiscalização no processo de controle, 
não sobre pessoas, mas sobre processos relativos ao cumprimento dos 
objetivos organizacionais. Desta forma, a afirmativa está CERTA! 
 
1.1	Componentes	do	Processo	de	Controle	 	
 
Maximiano elenca quatro elementos no processo de controle: padrões de 
controle, aquisição de informações, comparação e ação corretiva e recomeço do 
ciclo de planejamento. 
1. Padrões de controle. São as definições extraídas dos objetivos ou 
resultados esperados de um processo administrativo, necessárias para 
que se efetue o controle administrativo. São estes padrões que permitirão 
avaliar o desempenho e subsidiar a tomada de decisão. Os padrões de 
controle estão registrados nas ferramentas de planejamento: 
cronogramas, orçamentos, planilhas de recursos, especificações de 
qualidade, etc. 
 
2. Aquisição de Informações. O processo de controle depende de 
informações sobre o andamento das atividades e o progresso em direção 
aos objetivos. Esta etapa é também chamada de monitoramento ou 
acompanhamento. Aqui deve ser definido que informação deve ser 
produzida, como e em que momento. 
 
3. Comparação e ação corretiva. Esta é a etapa final do processo de 
controle. Neste momento comparam-se as informações coletadas sobre o 
desempenho real com o desempenho esperado. O resultado desta 
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comparação pode indicar a necessidade de uma ação corretiva para se 
garantir o alcance dos objetivos ou reforço da atividade como está. 
 
4. Recomeço do ciclo de planejamento: A informação produzida pelo 
processo de controle deve realimentar o processo de planejamento. 
Muitas vezes só é possível planejar com base nas informações de 
controle. 
 
 
ITEM 4. (CESPE/TJ-PA/2006/ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRAÇÃO) 
Desvios indesejados em relação ao alcance de metas organizacionais são minimizados por meio 
da adoção de sistemas de controle. 
 
A afirmativa está CERTA! Perfeito! É através do processo de controle que se 
identificam desvios em relação ao plano e podemos corrigir o rumo do plano e 
atingir os objetivos desejados. 
 
Chiavenato apresenta o processo de controle também com quatro etapas. 
Assim como Maximiano, argumenta que o processo de controle consiste em 
guiar a atividade exercida para um fim previamente determinado, que são os 
resultados esperados. As quatro etapas são: 
 
1. Estabelecimento de objetivos ou padrões de desempenho. 
2. Avaliação ou mensuração do desempenho atual. 
3. Comparação do desempenho atual com os objetivos ou padrões 
estabelecidos. 
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4. Tomada de ação corretiva para corrigir possíveis desvios ou 
anormalidades. 
 
 
ITEM 5. (CESPE/TRE-RS/2003/ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRAÇÃO) 
 O planejamento para ação impõe decisões específicas e ações para serem levadas a efeito em 
um determinado momento, enquanto o controle de desempenho impõe padrões de desempenho 
por um período de tempo, sem referência a ações específicas. 
 
A afirmativa está CERTA! O planejamento, como vimos no tópico inicial, 
preocupa-se em elaborar um diagnóstico e elaborar um plano de ação para a 
organização, já o controle pretende avaliar o alcance das metas do plano de 
ação, verificar o cumprimento dos objetivos na linha do tempo, sem se 
preocupara com ações específicas, mas sim com o desempenho da organização. 
 
ITEM 6. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL DE INTELIGÊNCIA/ADMINISTRAÇÃO) 
Uma das finalidades do processo de controle é gerar elementos para dar retorno aos 
integrantes da equipe. Esse retorno pode ser considerado o processo de avaliar, informar ou 
corrigir o desempenho humano. 
 
Perfeito, monitorar o desempenho e gerar retroação (feedback) é uma das 
finalidades do processo de controle. Através da retração é possível corrigir 
rumos. Como o desempenho organizacional depende do desempenho das 
pessoas, dar retorno da eficácia das ações é fundamental para o processo 
organizacional. Desta forma a afirmativa está CERTA! 
 
 
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1.2	Tipos	de	Controle	
 
Maximiano e Chiavenato classificam o controle em três níveis: estratégico, 
tático ou gerencial e operacional. Maximiano chama o controle tático de 
controles administrativos, o que em minha opinião confunde com o próprio 
Controle Administrativo em sentido macro. 
1. Controle estratégico. É o complemento ao planejamento estratégico. 
Baseia-se em informações a respeito de: 
• Grau de realização das missões, estratégias e objetivos 
estratégicos; 
• Adequação das missões, objetivos e estratégias às ameaças e 
oportunidades do ambiente; 
• Desempenho global da organização, medido por indicadores como 
a satisfação dos acionistas, clientes e imagem na sociedade; 
• Concorrência e outros fatores externos; 
• Eficiência e outros fatores internos. 
 
2. Controle Tático ou Controles Administrativos. São os controles praticados 
nas áreas funcionais como Recursos Humanos, Marketing, Suprimentos, 
etc. Produzem informações especializadas e possibilitam a tomada de 
decisões nas áreas específicas. São exemplos de informações geradas por 
este tipo de controle: 
• Quantidade e qualidade dos produtos e serviços e 
produtividade(área de produção); 
• Taxas de rotatividade, absenteísmo e atrasos (Recursos Humanos); 
• Participação no mercado e desempenho do esforço promocional 
(área de marketing). 
 
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3. Controle Operacional: é o controle que focaliza as atividades e o consumo 
de recursos em qualquer área funcional. As principais ferramentas são 
cronogramas, orçamentos, diagramas de precedência, etc. 
 
 
ITEM 7. (CESPE/SEBRAE_AC/2007/CONSULTOR) 
O controle do processo de planejamento estratégico deve ser realizado apenas durante sua 
elaboração, não sendo necessários a avaliação e o monitoramento contínuos durante sua 
implantação. 
 
A afirmativa está ERRADA! O controle é uma função que deve ser exercida 
durante toda a fase de realização de uma ação. Vimos acima na aula que o 
controle estratégico garante o desenvolvimento do que foi planejado 
 
ITEM 8. (CESPE/ABIN/ ANALISTA DE INFORMAÇÕES /2004) 
Apesar	 de	 permitir,	 quando	 bem	 escolhido	 e	 implementado,	 identificar	 problemas	 com	 relação	 ao	
cumprimento	 de	 metas	 e	 objetivos	 planejados,	 o	 sistema	 de	 controle	 não	 auxilia	 na	 verificação	 das	
estratégias	da	organização,	nem	tampouco	na	análise	de	suas	políticas.	
	
A afirmativa está ERRADA! Vimos em aula que uma das etapas do processo 
de controle é a avaliação ou mensuração do desempenho atual e a comparação 
com os objetivos traçados. 
1.3.	Sistemas	de	Medição	de	Desempenho	Organizacional	
 
Medir desempenho significa aferir algo que já aconteceu. Em uma organização, 
a medição de desempenho é parte constituinte de diversas atividades e provê 
informações sobre o desempenho para diversas finalidades. Sua 
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operacionalização ocorre através de medidas de desempenho, as quais buscam 
quantificar o desempenho do objeto de estudo. As medidas de desempenho 
representam um conjunto de informações necessárias para que as equipes 
gerenciais possam administrar a competitividade do sistema organizacional. 
 
A mensuração de desempenho tem como objetivo prover os gestores com 
insights, para que estes possam saber o que se fez, o modo como se fez, onde 
pode ser melhorado e quando o sistema está sob ou fora de controle, de forma 
a motivar e encorajar os elementos da organização. Um sistema de 
mensuração deve ser moldado de forma a captar e organizar dados, comunicar 
resultados, permitindo aos elementos da organização tomar as providências 
cabíveis, no sentido de melhorar o desempenho global. 
 
A mais importante razão para medir o desempenho de um sistema é apoiar a 
sua melhoria, fazendo-o crescer continuamente. Os sistemas de medição de 
desempenho foram criados para permitir monitorar e impulsionar as 
organizações para o sucesso. 
 
A medição do desempenho deve ser entendida não somente como um processo 
de coleta de dados associado a um objetivo pré-definido, mas como um sistema 
de alerta direcionado à obtenção da melhor adequação em relação ao uso dos 
recursos dos quais a entidade dispõe. 
 
Indicadores de Desempenho 
A medição de desempenho é operacionalizada através de informações que 
indiquem a posição do desempenho da empresa. Essas informações são 
medidores também conhecidos por indicadores de desempenho. Um dos 
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principais problemas da medição de desempenho é a definição precisa do que 
se quer medir, pois para medir o desempenho é necessário definir medidas que 
de fato avaliem aquilo que se quer medir. 
As medidas de desempenho comunicam o que é importante paratoda a 
organização: a estratégia da gerência do primeiro escalão para os demais 
níveis, os resultados dos processos, desde os níveis inferiores até o primeiro 
escalão, e o controle e melhoria dentro do processo. 
 
Um indicador de desempenho é uma medida de desempenho comparativa 
utilizada para responder a questão “como nós estamos indo?”. 
 
O indicador de desempenho pode ser definido como sendo um parâmetro usado 
para quantificar a eficiência e/ou eficácia de uma ação tomada pela empresa. 
 
Os indicadores de desempenho são parte integrante do sistema de 
gerenciamento da performance empresarial. Constituem-se em informações 
quantitativas e qualitativas mensuradas e registradas para garantir a 
implantação e o monitoramento de estratégias. As decisões devem ser tomadas 
com base em elementos que representem fidedignamente a realidade. 
 
Sistemas de Medição de Desempenho 
É necessário dispor de informações e dados que permitam gerenciar o presente 
e o futuro das organizações em face das mudanças do mercado. Um sistema de 
medição objetiva estabelecer o grau de evolução ou estagnação dos seus 
processos, assim como, da adequação ao uso de seus bens e serviços, 
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fornecendo informação tempestivamente, para que se possam tomar as ações 
preventivas/corretivas que levem à consecução das metas da organização. 
O sistema de medição de uma organização compreende o conjunto de 
indicadores e relatórios que ela usa para avaliar como está indo e esclarecem 
que toda empresa possui um sistema de medição de desempenho por mais 
simples que seja. 
Os sistemas de medição de desempenho possuem algumas características, a 
saber: 
 
· Ser congruente com a estratégia competitiva; 
· Ter medidas financeiras e não financeiras; 
· Direcionar e suportar a melhoria contínua; 
· Identificar tendências e progressos; 
· Facilitar o entendimento das relações de causa-e-efeito; 
· Ser facilmente inteligível para os funcionários; 
· Abranger todo o processo, desde o fornecedor até o cliente; 
 
Um sistema de medição de desempenho é um sistema integrado de medição de 
desempenho com objetivos e foco bem definido e que na maioria das vezes são 
criados como parte de sistemas de gerenciamento estratégico concebidos por 
empresas específicas ou propostos por estudiosos no assunto. 
 
Existem diversos modelo de sistemas de medição de desempenho na literatura, 
dentre eles: 
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• SMART – “Performance Pyramid” 
• Sistema de Medição de Desempenho para Competição Baseada em tempo 
• Balanced Scorecard 
• Modelo de Medição para Valor Adicionado 
• Estrutura de Indicadores de Gestão 
• Desempenho Quantum 
 
Esses modelos são estruturados em grupos de medidas que focalizam aspectos 
como ambiente, aprendizado e crescimento, cliente, competitividade, controle, 
criação de valor, cultural, custo, desenvolvimento, eficiência e eficácia, recursos 
humanos e outros. 
Alguns dos modelos estão resumidos a seguir: 
a) Balanced Scorecard (1992): teve como autores Kaplan e Norton e tem como 
objetivo prover uma estrutura compreensiva que traduza a visão e a estratégia 
da empresa. Seu foco foi concebido em quatro perspectivas básicas: financeira, 
cliente, processos internos do negócio e aprendizado e crecimento; 
b) SMART (Strategic Measurement and Reporting Technique) e Performance 
Pyramid/Wang Laboratories (1998) ou Performance Pyramid/Mcnair, Lynch e 
Cross (1990): 
É baseado na estratégia geral da empresa e orientado para o cliente. Seus 
focos são: financeiro, mercado, satisfação do consumidor, flexibilidade, 
produtividade, qualidade, entrega, tempo de processo e custo. 
 
c) Modelo proposto por Schiemann e Lingle (1999): Tem como objetivo criar um 
sistema estratégico de medição que orientasse as mudanças organizacionais e 
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os resultados do negócio. Seus focos são: mercado, financeiro, pessoas, 
operações, ambiente e parceiros e fornecedores; 
 
d) Sistema de Mensuração baseado no Modelo de Input-Processamento-Output 
(1994): Concebido por Bogan e English. Tem por objetivo identificar os mais 
importantes fluxos de trabalho da organização. Seus focos são: inputs, 
processos, outputs e satisfação do consumidor. Considera inputs tangíveis e 
intangíveis, tais como informação; 
 
e) Sistema de Mensuração Baseado em Benchmarks (1994): Concebido por 
Bogan e English. O seu foco não é definido. Seu objetivo é ter um painel amplo 
de medidas que inclua medidas financeiras e não-financeiras; 
 
f) Modelo Típico Sugerido por Czarnecki (1999): Concebido por Czarnecki. Seu 
objetivo é definir um modelo típico representativo da maioria das empresas 
investigadas. Seus focos são: qualidade, produtividade, tempo de ciclo e 
controle. 
 
g) Modelo de Relacionamento Qualidade-Lucro (Lentes do Consumidor) (1999): 
Desenvolvido por Johnson e Gustafsson. Tem por objetivo estabelecer relações 
mais explícitas entre qualidade, satisfação do consumidor, lealdade do 
consumidor e lucratividade (performance financeira). Seus focos são: Qualidade 
interna, satisfação do consumidor, lealdade do consumidor e lucro; 
 
 
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ITEM 9. (CESPE/SERPRO/2010/ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO DE SERVIÇOS) 
A elaboração de um sistema de medição de desempenho consiste da fixação dos objetivos do 
sistema, da definição das variáveis-chaves que devem ter seu desempenho medido e da 
definição de um conjunto de indicadores que irão operacionalizar a medição de desempenho. 
 
Perfeito pessoal! Esta é uma boa definição de um sistema de medição de 
desempenho organizacional. Fixam-se objetivos, definem-se variáveis e 
constroem-se indicadores para acompanhar. A afirmativa está CERTA! 
1.3.1. Meta Modelo de Avaliação do Gespública 
O Gespública, o modelo de gestão da administração pública, sugere um modelo 
de avaliação de resultados e desempenho. Este modelo está publicado no guia 
referencial para medição de desempenho e manual de construção de 
indicadores do Gespública. Trata-se do metamodelo de avaliação de 
desempenho através da cadeia de valor inserido nas ferramentas do Gespública.			
	
Segundo o artigo de Bruno Palvarini sobre o guia referencial de avaliação do 
gespública: 
 “o desafio do Guia é proporcionar a construção de modelos específicos de mensuração do 
desempenho. Logo, isto implica a definição de variáveis (aspectos ou dimensões) do 
desempenho que devem ser consideradas (incluídas no modelo). Trata-se, portando, de 
um modelo lógico-dedutivo, que inclui variáveis sugeridas pela literatura e estabelece uma 
ordem de causalidade entre elas: desempenho = aspectos relativos aos esforços + 
aspectos relativos aos resultados; ou seja, um conjunto de esforços que 
(presumivelmente) causam um conjunto de resultados” 
	
O guia referencial do Gespública traz a seguinte definição: 
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“O	modelo	da	Cadeia	de	Valor	e	dos	6Es	do	Desempenho	constitui-se	das	dimensões	de	esforço	e	
de	 resultado	 desdobradas	 em	 outras	 dimensões	 do	 desempenho.	 As	 dimensões	 de	 esforço	 são	
economicidade,	 execução	 e	 excelência;	 e	 as	 dimensões	 de	 resultado	 são	 eficiência,	 eficácia	 e	
efetividade.”	
 
Palvarini, traz a definição em seu artigo das seis categorias básicas de 
indicadores, a saber: 
 
• Efetividade são os impactosgerados pelos produtos/serviços, 
processos ou projetos. A efetividade está vinculada ao grau de satisfação 
ou ainda ao valor agregado. 
 
• Eficácia é a quantidade e qualidade de produtos e serviços 
entregues ao usuário (beneficiário direto dos produtos e serviços da 
organização). 
 
• Eficiência é a relação entre os produtos/serviços gerados (outputs) 
com os insumos empregados, usualmente sob a forma de custos ou 
produtividade. 
 
 
• Execução refere-se à realização dos processos, projetos e planos 
de ação conforme estabelecidos; 
 
• Excelência é a conformidade a critérios e padrões de 
qualidade/excelência para a realização dos processos, atividades e 
projetos na busca da melhor execução e economicidade; sendo um 
elemento transversal. 
 
• Economicidade está alinhada ao conceito de obtenção e uso de 
recursos com o menor ônus possível, dentro dos requisitos e da 
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quantidade exigidas pelo input, gerindo adequadamente os recursos 
financeiros e físicos. 
 
Abaixo segue a esquematização da cadeia de valor e dos 6E´s do Desempenho: 
 
 
 
ITEM 10. (CESPE/MCTI/2012/ANALISTA DE C&T) 
Além	 da	 dimensão	 de	 resultado	 composta	 por	 eficiência,	 eficácia	 e	 efetividade,	 o	 desempenho	
governamental	é	medido	pela	dimensão	de	esforço,	que	engloba	economicidade,	excelência	e	execução.	A	
união	de	todos	esses	elementos	ficou	conhecida	como	os	6	és	(6E)	do	desempenho.	
	
Pessoal, a afirmativa está CERTA! A figura que apresentei acima na aula 
demonstra exatamente a divisão dos 6 E´s nas duas dimensões: resultado e 
esforço. 
 
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2.	Comunicação 
 
Uma organização funciona a partir dos processos de comunicação. Esta é 
fundamental para assegurar a coesão e a interligação entre todos os membros 
da organização. Sem comunicação as pessoas ficam isoladas e sem contato 
entre si. Quando falamos de comportamento humano e cultura organizacional a 
comunicação deve ser a primeira área a ser enfocada, em face de sua 
importância para o trabalho nestas outras áreas. 
 
Comunicação pode ser conceituada como a transferência e compreensão de 
mensagens. Um conceito mais amplo: fluxo de mensagens entre um emissor 
para um destinatário utilizando um canal. Neste processo o receptor pode 
responder com uma outra mensagem, que podemos de chamar de feedbakc ou 
retroação. A comunicação pode ter sua eficácia afetada durante o processo por 
ruídos, ou elementos/fenômenos que interfiram no correto entendimento da 
mensagem enviada. 
 
 
ITEM 11. (CESPE/HEMOBRAS/ RELAÇÕES PÚBLICAS /2008) 
A comunicação organizacional é o conjunto de subáreas da comunicação que atuam 
separadamente e com objetivos distintos.	
 
A afirmativa está ERRADA! Definição esdrúxula e sem sentido. Questões 
como esta não podemos bobear! Relembrem a definição de comunicação 
organizacional: ”é o processo por meio do qual a informação é intercambiada 
pelas pessoas dentro de uma organização”. Portanto, não faz sentido ser uma 
subárea que atua separadamente e com objetivos distintos. 
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2.1	Funções	da	Comunicação	
 
A comunicação apresenta quatro funções básicas: controle, motivação, 
expressão emocional e informação. 
1. Controle. A comunicação apresenta a função de controle quando é 
utilizada para divulgar normas e procedimentos de trabalho. É um 
instrumento hierárquico neste sentido. No plano informal um grupo 
controla outro quando o hostiliza. 
 
2. Motivação. Quando a comunicação é utilizada na organização para 
comunicar metas e definir objetivos ela serve como instrumento para 
promover a motivação. 
 
3. Expressão emocional. É a forma pela qual um grupo pode exprimir seus 
sentimentos de satisfação ou insatisfação. 
 
4. Informação. Proporciona as informações necessárias ao processo de 
tomada de decisão. 
 
2.2	Processo	de	Comunicação	
 
O modelo de comunicação mais utilizado é o de Shannon, Weaver e Schramm. 
A comunicação neste modelo é fluxo bem definido. A interrupção do fluxo é 
geradora de problemas na comunicação. Neste modelo a comunicação é 
composta de sete partes: 
 
1. Fonte. É o emissor ou comunicador da mensagem. Inicia a comunicação 
através da codificação de uma mensagem. A mensagem é um produto 
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físico: pode ser a fala, a escrita, um quadro, uma música, um gesto. A 
mensagem é afetada pelo código ou símbolos que utilizamos. 
 
2. Codificação. Para ser transmitida a mensagem precisa ser codificada 
adequadamente, isto é, seus símbolos precisam ser traduzidos de forma 
que se tronem inteligíveis atreves do canal que escolhemos. 
3. Canal. É o veículo ou mídia através do qual a mensagem é encaminhada. 
É um meio existente fora do comunicador e é escolhido por ele. Pode ser 
percebido por todos. Pode ser um discurso oral, documentação escrita, 
comunicação não-verbal. Também pode-se utilizar as modernas 
tecnologias como veículos: e-mail, telefone, internet. O canal pode ser 
formal quando é determinado pela organização para transmitir 
informações relativas ao trabalho ou informal como as redes sociais e 
pessoais que transmitem informações de forma espontânea. 
4. Decodificação. É o processo de tradução dos símbolos utilizados na 
mensagem na mente do receptor. Quando a imagem decodificada 
corresponde à imagem transmitida houve sucesso na comunicação. O 
receptor deve ser capaz de poder traduzir a mensagem enviada, ou seja, 
ele precisa ter capacidade para decodificar os símbolos transmitidos, do 
contrário não haverá comunicação eficaz. Quando se transmite uma 
mensagem deve se levar em conta as capacidades do receptor neste 
sentido. 
5. Receptor. É o sujeito final da mensagem. É o destinatário da 
comunicação. 
6. Retroação. É a verificação do sucesso da comunicação. É o feedback 
enviado pelo receptor ao emissor sobre a compreensão da mensagem ( 
ou não). A comunicação eficaz é aquela que vai do emissor ao receptor e 
de retorna ao emissor com retroação positiva, ou seja, com perfeito 
entendimento da mensagem. A retroação pode ser verbal ou não-verbal. 
Se houver uma reação inapropriada significa que a comunicação não foi 
bem sucedida. 
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7. Ruído. São os fatores que podem distorcer uma mensagem. São 
perturbações indesejáveis que tendem a alterar, distorcer ou alterar, de 
maneira imprevisível, a mensagem transmitida. Pode ocorrer em 
qualquer etapa do processo de comunicação. Estão incluídos entre os 
ruídos a geração de boatos, as informações ambíguas, as interferências 
em comunicações telefônicas ( como barulhos, cruzamento de linhas, 
etc) que causam falta de compreensão. 
 
Veja no quadro a seguir alguns exemplos de comunicação. 
 
 Fonte: Chiavenato (2005) 
 
Vejamos como a ESAF cobrou as etapas do processo de comunicação. 
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ITEM 12. (ESAF/ ANEEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2004)	
Identifique	 a	 opção	 que	 indica,	 em	 ordem	 seqüencial,	 elementos	 que	 constituem	 o	 processo	 de	
comunicação	entre	os	membros	da	organização.	
	
a) Fonte, transmissão, escrita, fax, decodificação e resposta. 
b) Fonte, codificação, transmissão, recebimento, decodificação e feedback. 
c) Idéia, receptor, transmissão,codificação, recebimento e resposta. 
d) Idéia, escrita, recebimento, decodificação e feedback. 
e) Escrita, fax, codificação, transmissão, decodificação e resposta. 
	
Esta ficou fácil! O gabarito é alternativa B! É exatamente a seqüência do 
processo de comunicação que vimos em aula. 
As outras alternativas incluem elementos que não fazem parte do processo de 
comunicação ou estão fora da seqüência que vimos em aula. 
 
O processo de comunicação pode ser eficiente e eficaz. A eficiência se relaciona 
com o correto uso dos meios utilizados para a comunicação. A eficácia está 
relacionada com o alcance dos objetivos desejados com a transmissão da 
mensagem. 
A comunicação humana, a despeito das modernas tecnologias, ainda é passível 
aos mesmos fenômenos que perturbavam a comunicação de nossos 
antepassados. As diferenças individuais, os traços de personalidade, percepção 
e atribuição, motivação e limitações humanas influenciam a capacidade humana 
em termos de comunicação. 
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Vejam o quadro abaixo com a esquematização do processo de comunicação. 
 
Fonte: Chiavenato (2005) 
 
ITEM 13. (ESAF/ ANEEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2009)	
Assinale	a	opção	que	apresenta	uma	forma	de	controle	tanto	para	a	abordagem	organizacional	dos	sistemas	
quanto	para	a	comunicação	interpessoal	nas	organizações.	
a) entropia 
b) feedback 
c) homeostasia 
d) conflito 
e) legitimidade 
 
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O gabarito é a alternativa B! Para a teoria dos sistemas, as organizações 
recebem feedback externo e com isto são influenciadas pelo meio externo. 
Vimos que na comunicação um dos elementos é o feedback ou retroação. 
2.3.	Barreiras	à	Comunicação	
 
Vimos acima que nem sempre o processo de comunicação funciona 
adequadamente. O correto funcionamento depende dos sete componentes que 
o constituem. Nem sempre a mensagem é decodificada pelo receptor da forma 
que foi enviada. Isto acontece por que em todo processo de comunicação 
existem barreiras que servem obstáculos ao perfeito entendimento. São três 
estes tipos de barreiras: 
 
1. Barreiras pessoais. São interferências que decorrem de limitações, 
emoções e valores humanos de cada indivíduo. As barreiras mais comuns 
em situações de trabalho são hábitos deficientes de ouvir, percepções, 
emoções, motivações, sentimentos pessoais. 
 
2. Barreiras físicas. São interferências que ocorrem no ambiente em que 
acontece o processo de comunicação. Um evento que possa distrair, uma 
porta que se abre, a distância física entre as pessoas, ruídos ao telefone, 
etc. 
 
3. Barreiras semânticas. São as limitações ou distorções decorrentes do 
símbolos por meio dos quais a comunicação é feita. As palavras, gestos, 
sinais, símbolos, etc., podem ter diferentes significados e sentidos para 
diferentes pessoas. As diferenças de idiomas são um exemplo de 
barreiras semânticas. 
 
 
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Barreiras organizacionais: 
• Barreiras administrativas burocráticas – Decorrem das formas 
como as organizações atuam e processam suas informações. 
 
O excesso de informações é outra barreira bastante presente na atualidade. A 
sobrecarga de informações de toda ordem e nas mais variadas formas, a 
proliferação de papéis administrativos e institucionais, reuniões desnecessárias 
e inúteis, etc. 
 
A falta de seleção e de prioridades acaba confundindo o público em vez de 
propiciar uma comunicação eficaz. 
As comunicações incompletas e parciais também constituem mais uma barreira 
na comunicação organizacional. São encontradas nas informações 
fragmentadas, distorcidas ou sujeitas a dúvidas, nas informações não 
transmitidas ou sonegadas, etc.. 
	
Além das barreiras acima o processo de comunicação pode sofrer com 
outros fatores organizacionais, interpessoais ou individuais que afetam 
sua eficácia. São elas: 
 
a) Filtragem. É a manipulação da informação pelo emissor, para que 
seja vista de maneira mais favorável pelo receptor. 
b) Percepção seletiva. Ocorre quando emissor, receptor, ou ambos 
vêem e escutam seletivamente com base em suas próprias 
necessidades, motivações, interesses e experiências. 
 
c) Sobrecarga de informação. Ocorre quando o volume ou quantidade 
de informação ultrapassa os limites de processamento do 
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destinatário, ocasionando perda de informação ou distorção do 
conteúdo. 
 
d) Distorção. Ocorre quando a mensagem sofre alteração, deturpação 
ou modificação, alterando seu conteúdo original. 
 
e) Omissão. Ocorre quando aspectos importantes da comunicação 
cortados ou cancelados, seja pela fonte ou pelo destinatário, 
ocasionando que o conteúdo da comunicação perca substância. 
 
As barreiras podem ocorrer simultaneamente ocasionando que a mensagem 
seja filtrada, bloqueada ou distorcida como ilustrado no quadro abaixo. 
 
Fonte: Chiavenato (2005) 
 
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ITEM 14.(ESAF/ ANEEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2009)	
Assinale a opção que apresenta apenas barreiras à comunicação interpessoal nas organizações. 
 
a) ruído - decodificação - diferenças de linguagem 
b) diferenças de linguagem - decodificação – reações emocionais 
c) codificação - reações emocionais – percepções diferentes 
d) percepções diferentes - ruído - diferenças de linguagem 
e) reações emocionais - codificação - ruído 
	
O gabarito é a alternativa D! Estas constituem barreiras pessoais à 
comunicação: percepções, diferenças de linguagem e ruídos. 
Todas as outras alternativas estão erradas. Notem que decodificação e 
codificação são etapas do processo de comunicação e não barreiras à 
comunicação. 
	
ITEM 15. (FCC/TJ-AP/2014/	ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA -) 
Sobre as barreiras da Comunicação Interna é INCORRETO afirmar: 
 a) A presença de grupos multidisciplinares que trabalham as informações nas organizações é 
uma barreira para a gestão da comunicação interna. 
 b) As barreiras administrativas ocorrem quando a empresa processa suas informações 
considerando a distância física, grupos com diferentes culturas, relações de poder etc. 
 c) As barreiras pessoais referem-se à personalidade de cada comunicador, seu estado de 
espírito, suas emoções, seus valores e na forma como se comporta dentro de determinado 
contexto. 
 d) A sobrecarga de informações caracteriza uma barreira na comunicação, uma vez que há um 
limite de atenção cerebral. 
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 e) O meio mais rico de comunicação é o face a face, caracterizado pela riqueza das expressões 
adicionais. 
 
Pessoal, vamos analisar as alternativas: 
A) ERRADO. É evidente que grupos multidisciplinares que se empenham 
em trabalhar as informações não pode se constituir como barreira à 
comunicação. 
B) CERTO. Perfeito! As barreiras administrativas dizem respeito aos 
aspectos burocráticos de uma organização e a forma como ela se 
organiza. 
C) CERTO. Barreiras pessoais são interferências que decorrem de limitações, 
emoções e valores humanos de cada indivíduo. 
D) CERTO. Vimos que a sobrecarga de informações constitui de fato uma 
barreira à informação. 
E) CERTO. Veja que as comunicações diretas, verbais, diminuem a 
possibilidade de ruídos, pois permitem o esclarecimentodas eventuais 
dúvidas ou não entendimentos de forma imediata, por isto se afirma que 
é o meio mais rico de comunicação. 
 
Portanto, o gabarito é a alternativa A. 
 
2.4	Estilos	de	Conversação	
 
Para que a comunicação seja eficaz é necessário que as pessoas entendam 
como é seu processo conversacional. Alguns autores do Marketing adaptaram 
uma abordagem típica daquela disciplina para a comunicação, com o objetivo 
de incentivar a compreensão do processo de comunicação entre as pessoas. 
Entender como o outro funciona pode trazer benefícios para as pessoas que 
trabalham em uma organização. Veja o quadro abaixo com os estilos de 
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conversação. Não vi ainda isto ser cobrado em concurso, porém estou incluindo 
no material como precaução. 
 
Fonte: Chiavenato (2005) 
2.5	Comunicação	Organizacional	
A comunicação organizacional é o processo por meio do qual a informação é 
intercambiada pelas pessoas dentro de uma organização. Esta comunicação 
pode fluir através de canais formais ou informais, subir e descer através da 
hierarquia, ou se movimentar lateral ou horizontalmente. 
Os canais formais de comunicação são aqueles que fluem dentro da cadeia de 
comando ou responsabilidade da organização. Existem três tipos de canais 
formais: 
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1. Comunicações descendentes: São as mensagens enviadas do topo aos 
subordinados. Pode ser feita através de conversas, reuniões, mensagens 
em publicações da organização, correio eletrônico, memorando, vídeos, 
seminários, manuais de políticas, etc. 
2. Comunicações ascendentes: São as que fluem dos níveis mais baixos 
para cima. 
3. Comunicações horizontais: é o intercâmbio lateral ou diagonal de 
mensagens entre pares ou colegas. Serve aos propósitos de coordenação 
das atividades na organização. 
 
Veja no quadro abaixo os três tipos, o propósito a que servem e as principais 
configurações de cada tipo. 
 
Fonte: Chiavenato (2005) 
É importante ressaltar que as organizações são sistemas abertos e, como tal, 
intercambiam com o ambiente externo e recebem feedback. Portanto a 
comunicação organizacional também afeta o ambiente externo à organização, 
no qual ela está inserida. 
Vejam a tabela abaixo com os tipos de comunicação e suas aplicações. 
 
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Tipo de 
Comunicação 
Direção Objeto Exemplo 
ASCENDENTE 
 
Níveis 
hierárquicos 
superiores 
 
Solicitações, 
informações e 
sugestões 
memorandos, relatórios, sugestões, 
reclamações, pesquisas 
 
DESCENDENTE 
 
Níveis 
hierárquicos 
inferiores 
 
informações que 
não apresentem 
controvérsias e 
quando o 
propósito é mais 
informativo que 
persuasivo. 
 
políticas, procedimentos, regras, 
regulamentos, manuais 
 
HORIZONTAL 
(lateral) 
 
entre 
unidades de 
mesmo nível 
hierárquico 
 
redução das 
dificuldades de 
comunicação 
burocráticas 
 
grupos de trabalho, equipes, interação 
entre empregados, memorandos inter 
departamentais 
 
TRANSVERSAL 
ou 
LONGITUDINAL 
 
todos os 
níveis 
hierárquicos, 
com 
formalismos 
 
mais adequado 
em organizações 
mais flexíveis 
(criar condições 
para a interação 
e intervenção em 
diferentes áreas) 
 
Formação de redes organizacionais 
CIRCULAR 
 
todos os 
níveis 
hierárquicos, 
sem 
formalismos 
 
mais adequado 
em Organizações 
Informais 
(favorece a 
efetividade no 
trabalho) 
 
Reportar abuso 
 
	
ITEM 16. (CESPE/HEMOBRAS/ RELAÇÕES PÚBLICAS /2008) 	
A	comunicação	organizacional	envolve	instituição,	mercado	e	público	interno.	
 
A afirmativa está CERTA! Como vimos em aula, as organizações são sistemas 
abertos, portanto a comunicação afeta o ambiente interno e externo 
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ITEM 17. (FCC/TCE-GO/2009/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO- GESTÃO DE PESSOAS) 
Em relação às barreiras à comunicação em uma organização. 
(A) (B) (C) (D) (E) 
I. Quanto menor o número de níveis de autoridade por meio dos quais as comunicações devem 
passar, tanto menor será a perda ou a distorção da informação. 
II. A comunicação horizontal ocorre quando as informações são partilhadas entre as pessoas do 
mesmo nível hierárquico, podendo ocorrer tanto entre pessoas da mesma equipe de trabalho 
como entre pessoas de departamentos diferentes. 
III. A sobrecarga de informação é um problema decorrente do excesso de liberdade na relação 
entre os níveis gerenciais e operacionais da organização. 
IV. O fluxo de comunicação de baixo para cima deve ser estritamente controlado pela direção; 
os funcionários devem ser motivados a fornecer apenas as informações previamente solicitadas. 
V. É fundamental para a eficiência da organização que a alta direção procure reduzir o fluxo de 
informações informais, especialmente as de tipo horizontal. 
 
 
(A) Estão corretas APENAS as afirmativas I e II. 
(B) Estão corretas APENAS as afirmativas I, II e V. 
(C) Estão corretas APENAS as afirmativas I, III e V. 
(D) Estão corretas APENAS as afirmativas II, III e IV. 
(E) Estão corretas APENAS as afirmativas II, III, IV e V. 
 
A afirmativa I está CERTA! Bastava a intuição para “matar” esta afirmação. 
Se o número de interlocutores é menor a possibilidade de ruído na comunicação 
também é menor. 
A afirmativa II está CERTA! Vimos no quadro do Chiavenato que a 
comunicação horizontal ocorre entre pares e entre departamentos. 
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A afirmativa III está ERRADA! Não, sobrecarga de informação não se 
relaciona com liberdade na relação. 
A afirmativa IV está ERRADA! Não, esta é uma perspectiva autoritária e 
deletéria para qualquer organização. Vimos que devem ser incentivadas a 
comunicação que ofereça sugestões de melhoria, por exemplo. 
A afirmativa V está ERRADA! Reduzir a comunicação horizontal é prejudicar 
a coordenação das ações dentro da organização. 
 
Sendo assim, o gabarito é a alternativa A. 
 
 
ITEM 18. (FCC/TCE-GO/2009/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO- GESTÃO DE PESSOAS) 
Em relação ao fluxo informal de informações em uma organização é correto afirmar: 
 
(A) O livre fluxo de informações informais gera redundância e sobrecarga de informação sem 
utilidade 
para a melhoria da gestão. 
(B) Uma das consequências mais negativas do livre fluxo de informações dentro da organização 
é o 
surgimento de centrais de boatos que podem colocar em risco a credibilidade da direção. 
(C) Quanto maior e mais centralizado o fluxo de informações formais da organização, menor a 
necessidade de uma rede informal de comunicação. 
(D) O fluxo informal de informações não pode ser controlado dentro da organização e deve ser 
estimulado pela direção. 
(E) Com o desenvolvimento de sistemas informatizados de comunicação, as redes informais de 
comunicação tendem a se formalizar, reduzindo a intensidade das críticas à direção. 
 
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O gabarito é a alternativa D. É verdade o fluxo informal de informações não 
pode ser controlado pela organização e é fundamental para a coordenação das 
atividades. Muitas ações são desenvolvidas, acertos são realizados, em virtude 
da comunicação informal. 
Mais uma questão da FCC 
 
ITEM 19. (FCC/TJ-AP/2009/ANALISTA JUDICIÁRIO- ADMINISTRAÇÃO) 
No intuito de melhorar a comunicação interpessoal e intergrupal numa organização de grandeporte deve-se 
(A) aperfeiçoar os fluxos descendentes e formais de comunicação escrita para melhorar a 
imagem da direção. 
(B) centralizar os fluxos ascendentes e informais de comunicação oral visando elevar o controle 
gerencial. 
(C) estimular os fluxos horizontais de comunicação informal e oral entre todos os funcionários 
em torno de metas e projetos. 
(D) incentivar a comunicação formal e escrita entre os altos dirigentes dos setores de marketing 
e RH. 
(E) reduzir os fluxos laterais de comunicação formal e informal para impedir as chamadas 
“centrais de boatos”. 
 
Vejam que outra vez estão questionando a forma de melhorar a comunicação 
na organização. Outra vez a resposta está relacionada aos fluxos horizontais de 
comunicação. O gabarito da questão é a alternativa C. É através da 
comunicação horizontal que se melhora a coordenação na organização. 
 
ITEM 20. (FCC/TRT-4/2011/ANALISTA JUDICIÁRIO- ADMINISTRAÇÃO) 
Para reduzir as dificuldades de comunicação nas organizações públicas derivadas do padrão 
burocrático de gestão é recomendável 
 a) investir em novas Tecnologias da Informação. 
 b) incentivar os fluxos descendentes de informação. 
 c) concentrar o fluxo de informação oficial na Intranet. 
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 d) fortalecer os fluxos laterais ou horizontais de informação. 
 e) eliminar os fluxos informais de informação. 
Pessoal, vimos que a comunicação lateral ou horizontal deve ser o meio usado 
para reduzir problemas burocráticos na comunicação. Portanto, o gabarito é a 
alternativa D. 
 
Segundo Kunsch, existem quatro diferentes níveis de análise dos problemas da 
comunicação: o intrapessoal, o interpessoal, o organizacional e o tecnológico. 
No nível intrapessoal , a preocupação maior é o estudo do que se passa dentro do 
indivíduo enquanto este adquire, processa e consome informações. Conhecer o que se 
passa dentro do individuo requer um conhecimento maior sobre a sua formação 
profissional, social e cultural, através de questões que devem ser realizadas para o mesmo 
desde que possibilite esta análise. 
No nível interpessoal ,se analisa a comunicação entre os indivíduos, como as pessoas se 
afetam mutuamente e, assim, se regulam e se controlam uns aos outros. Ou seja, avalia 
a adequação do canal utilizado e sua pertinência ao que está sendo comunicado, levando 
em consideração o que, como, por que, onde, quando, e por quem está sendo utilizado a 
comunicação. 
No nível organizacional , se trata das redes de sistemas de dados e dos fluxos que ligam 
entre si os membros da organização e desta com o meio ambiente. Ou seja, se é analisado 
a comunicação entre cliente interno e externo, assim como a comunicação utilizada para 
fornecedores, prestadores de serviços e outros que necessitem de informação da 
organização em evidência. 
Por fim temos como análise o nível tecnológico onde segundo Kunsch, o centro de atenção 
recai na utilização dos equipamentos mecânicos e eletrônicos, nos programas formais para 
produzir, armazenar, processar, traduzir e distribuir informações. Observamos que o 
mesmo registra grande parte das informações dos clientes internos e externos, assim 
como o armazenamento dos dados que forem pertinentes à organização. 
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Os principais problemas encontrados nas empresas têm como principal causa um sistema 
de comunicação não bem definido. O sistema de comunicação de uma determinada 
organização se implementado levando em consideração os componentes que envolvem os 
quatros níveis da comunicação apresentados, terá maiores chances de obter os resultados 
esperados, pois evitará possíveis desvios, que dificultem o alcance dos objetivos 
estabelecidos. Segundo Kunsch ,ao dispor de um sistema de comunicação, não deve, em 
nenhum momento, deixar de considerar esses níveis, tanto no seu contexto formal como 
no informal. 
Na organização, como pode ser observado, independente da sua estrutura organizacional 
ou de seu segmento, o administrador tem que utilizar vários recursos oferecidos pela 
comunicação para alcançar os seus objetivos e compreender determinadas situações. Ele 
deve conhecer o modo de pensar e agir, as necessidades de seus clientes (internos e 
externos), tarefa não muito fácil já que cada grupo tem a sua própria cultura. 
Existem várias ferramentas na comunicação que são utilizadas para identificar e atender as 
necessidades dos clientes de uma determinada organização. Essas ferramentas constituem 
a Comunicação Organizacional. 
A comunicação organizacional deve ser conduzida por um centro de coordenação 
responsável pelas pesquisas, as estratégias, as táticas, as políticas, as normas, os 
métodos, os processos, os canais, os fluxos, os níveis, os programas, os planos, os 
projetos, tudo isso apoiado por técnicas que denotem uma cultura e uma identidade 
organizacional. A Comunicação Organizacional é composta por: Comunicação Institucional 
(Relações Públicas); Comunicação Interna (Comunicação Administrativa) e Comunicação 
Mercadológica (Marketing), que segundo Kunsch , pode ser administrada sob uma mesma 
direção. 
Para as organizações em geral, é muito importante a integração de suas atividades de 
comunicação, em função do fortalecimento do conceito institucional , mercadológico e 
corporativo junto a toda a sociedade. É preciso incorporar a idéia de uma comunicação 
globalizante, que nos ajude a compreender e acompanhar o ritmo acelerado das 
mudanças no Brasil e no mundo. 
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Este organograma apresentado por kunsch, dá uma idéia de como a gestão da 
comunicação organizacional pode estar inserida no setor de comunicação de forma 
integrada. 
 
 
ITEM 21. (FCC/TRT_RS/2009/ANALISTA JUDICIÁRIO/PSICOLOGIA) 
Há pelo menos quatro níveis de análise dos problemas de comunicação: o intrapessoal, o 
interpessoal, o organizacional e o tecnológico. No nível organizacional estuda-se 
 
(A) o comportamento de cada indivíduo, sua tipologia e estágio de compreensão das metas que 
lhe foram designadas a serem cumpridas no ambiente de trabalho. 
(B) os programas formais de processamento, tradução, distribuição e exibição dos dados que 
geram zonas cinzentas e de conflito no processo comunicativo no ambiente de trabalho. 
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(C) as redes de sistemas de dados, informações, fatos que ligam entre si os membros da 
organização e fornecem os meios por intermédio dos quais a empresa se relaciona com o meio. 
(D) o clima, a cultura e os valores preponderantes no ambiente de trabalho e que interferem 
diretamente nos processos de relacionamentos interpessoais e intrapessoais, dentro e fora da 
organização. 
(E) o processo comunicativo de cada membro da equipe, visando desta forma diagnosticar 
estilos e a partir daí realizar ajustes nas ferramentas e instrumentos institucionais de 
comunicação na empresa. 
 
Pessoal, conforme vimos no nível organizacional trata-se das redes de sistemas de dados e 
dos fluxos que ligam entre si os membros da organização e desta com o meio ambiente. 
Portanto a alternativa correta é a alternativa C. 
 
2.6	Comunicação	em	equipes	
O trabalho em equipe exige que a informação flua adequadamente para se 
solucionem os problemas do dia-dia. Cada tipo de equipe exige um fluxo 
diferente de comunicação. Equipes que executam atividades complexas e 
difíceis precisam de informações circulando continuamente entre todos os 
membros, de forma descentralizada. Por outro ladoquando a equipe executa 
tarefas rotineiras, a rede de informações pode ser centralizada. 
 
A vantagem da rede centralizada é que ela proporciona soluções mais rápidas 
para problemas mais simples. Produz poucos erros em relação aos problemas 
simples e muitos erros em relação aos problemas complexos. 
Na rede descentralizada os problemas complexos são resolvidos de forma mais 
rápida por que as informações estão compartilhadas entre todos os membros 
da rede. As decisões são mais rápidas e melhores. É muito acuradas na 
resolução de problemas complexos e pouco acurada na resolução de problemas 
simples. 
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O quadro abaixo mostra os diversos tipos de comunicação em equipe em função 
da natureza das tarefas e da solução de problemas. 
 
 
Fonte: Chiavenato (2005) 
 
Apresento abaixo um quadro com as formas de propagação da informação. 
Acho que pode ser útil para questões que exijam um quadro mental sobre cada 
tipo de informação, sua forma de propagação, tamanho de público e duração. 
 
TIPO	DE	COMUNICAÇÃO	 TAMANHO	DA	
AUDIÊNCIA	
DURAÇAO	DA	
MENSAGEM	
CONSUMO	 EXEMPLOS	
INTERPESSOAL	 Pequeno	 Curta	 Variável	 Conversas,	reuniões	informais,	
fofocas,	assuntos	de	família,	
conselhos,	instruções	
administrativas,	etc.	
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ACADÊMICA/	
EDUCACIONAL	
Grande	 Longa	 Longo	 Classes,	aulas	teóricas,	workshops,	
treinamento,	cursos,	etc.	
CULTURAL	 Variado	 Longa	 Curto	 Concertos,	recitais,	teatro,	
literatura,	poesia,	etc.	
ENTRETENIMENTO	 Variado	 Curta	 Curto	 Esportes,	cinema,	shows,	
televisão,	etc.	
INFORMACIONAL	 Grande	 Curta	 Longo	 Jornais,	notícias	econômicas,	
informações	gerenciais,	revistas,	
etc.	
 
 
 
ITEM 22. (CESPE/HEMOBRAS/ RELAÇÕES PÚBLICAS /2008)) 
A comunicação integrada busca associar diversas áreas da comunicação por meio de objetivos 
comuns. 
	
A afirmativa está CERTA! Embora nosso foco não seja o estudo rigoroso das 
diversas sub-divisões da função comunicação (dentro de uma perspectiva da 
Comunicação Social) é bom ressaltarmos que a comunicação organizacional 
preocupa-se com a integração das diversas áreas da comunicação de uma 
organização (endomarketing, assessoria de imprensa, comunicação externa, 
etc.) 
2.	7	Comunicação	na	gestão	pública		
	
Pessoal, para este tópico trabalhei com uma compilação de textos importantes 
sobre o assunto. Um deles foi o texto “As novas configurações da Gestão 
Pública: comunicação, conhecimento e pessoas” de Michelle Ferreira. 
Vamos começar com a questão da comunicação na gestão pública.	
	
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O cenário mundial atual traz consigo uma série de mudanças que afetam tanto 
a realidade empresarial como os processo de comunicação das organizações. 
Considera-se que a sociedade é a principal responsável pela sua própria 
organização e pela provisão de suas necessidades. Assim, há um crescente 
deslocamento de tarefas públicas para a esfera privada, o que vem exigindo das 
empresas públicas um maior diálogo e comunicação com a sociedade. 
A sociedade da informação, a qual atualmente vivenciamos, se caracteriza pela 
necessidade de respostas rápidas e por uma cultura acentuadamente voltada 
aos relacionamentos internos e externos, transformações que se localizam 
principalmente nas formas e no tempo de distribuição da informação, resultado 
de inovações tecnológicas e da importância ofertada ao desenvolvimento social. 
O ambiente das comunicações também mudou, com a inclusão das novas 
tecnologias que, de um lado, oferece mais recursos e, de outro lado, acelera os 
processos e altera uma cultura bastante tradicional de relacionamentos entre as 
comunidades interna e externa das organizações. Assim, temos notícias via 
satélite e por redes de computadores, Internet e Intranet, a explosão da 
informação em nosso cotidiano, crescente autonomia comunicacional do 
cidadão, a diminuição da prestação de serviços públicos presenciais, o crescente 
envolvimento da mídia com o mercado, enfim tudo parece indicar que existe 
uma grande transformação da cultura de comunicação na sociedade 
contemporânea. 
Historicamente, pode-se dizer que a Administração no Brasil passou por fases 
conceituais distintas: 
• Administração Pública Patrimonialista (anterior à Revolução de 30). 
• Administração Pública Burocrática (criação do Departamento de Administração 
do Serviço Público –DASP , em 1938). 
• Administração Pública Gerencial (com enfoque no cidadão, nos resultados e na 
descentralização dos serviços). 
 
Nos ano 90, a Administração Pública tem um ótimo período com a investida do 
governo em inovações tecnológicas que facilitam o acesso às redes 
informatizadas na esfera pública, permitindo o processo de interação do cidadão 
com os vários órgãos prestadores de serviços públicos, criando novas 
oportunidades para a área de comunicação. Essa participação no setor público 
envolve os sistemas de Co-gestão, Autogestão, Planejamento Participativo, 
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Orçamento Participativo, Comunidades virtuais e os Instrumentos de Consulta 
Constitucional. 
Com o propósito de atender melhor às demandas e interesses da cidadania, 
bem como trazer o cidadão às esferas públicas, os governos são desafiados à 
qualificação permanente em torno de técnicas de negociação, habilidades de 
harmonia de interesses, diversidades e da administração de conflitos. 
Em meio a esse cenário, a gestão da comunicação na esfera pública pode ser 
explicada pela administração de conflitos, da diversidade e da cooperação entre 
os públicos e a necessidade de uma gestão de relações entre a esfera pública e 
a esfera privada. 
A configuração dessa nova realidade conduz ao debate para o espaço da 
comunicação, onde a definição de novas redes sociais, passa a impor medidas 
que assegurem ao cidadão a facilidade de acesso e disponibilidade de 
informações. 
Para Mattelart existe uma perspectiva de ampliação do espaço da comunicação, 
ao afirmar que: 
 
Essas novas redes sociais passam a fazer parte do debate sobre a possibilidade de 
um espaço público em escala planetária. Em todas as latitudes, a problemática da 
transformação do espaço público, nacional e internacional, tende, aliás, a ocupar 
lugar de destaque nas abordagens críticas inspiradas pela sociologia, pela ciência 
política e pela economia política. 
	
Alguns autores apontam quatro formas de comunicação nas organizações, 
sintetizadas a seguir: 
 
• Cultural – quando as pessoas falam umas com as outras. 
• Administrativa – que reúne cartas internas, memorandos. 
• Sistema de informações – agrega informações armazenadas em bancos de 
dados. 
• Social – caracteriza-se por um processo indireto, unilateral e público, 
envolvendo as áreas de jornalismo, relações públicas, publicidade, editoração e 
marketing. 
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ITEM 23. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO) 
A problemática da transformação do espaço público, nacional e internacional tende a ocupar 
lugar de destaque nas abordagens críticas inspiradas pela sociologia, pela ciência política e pela 
economia política. 
 
Vejam que é a perspectiva de Mattelart citada por Michele Ferreira. Reveja a 
citação na aula. A afirmativa está CERTA. 
 
Adotando-se esta perspectiva para a comunicação social, a gestão da 
comunicação corresponde a um elenco de atividades básicasque envolvem 
analisar tendências, assessorar o poder de decisão, realizar diagnósticos, 
prognósticos, planejar e implementar programas de comunicação que tenham 
como diretriz o sistema organizações-público. 
A gestão da comunicação nas organizações requer a prática de um diagnóstico, 
análise crítica da organização e a avaliação de seus públicos, a fim de se obter 
as principais dimensões que concorrem para o processo da comunicação. A 
base dessa comunicação está no sistema de relações que compreende: 
• uma escala crescente que se inicia com as relações humanas – formado 
pela transação de pessoas; 
• continua com o nível de relações grupais – sistema social estruturado nas 
relações entre grupos; 
• prossegue com o nível das relações públicas – sistema social constituído 
pelas transações entre organizações e seus públicos; 
• e, alcança o nível das relações partidárias. 
 
Segundo Mintzberg, os gerentes das organizações precisam usar uma parcela 
considerável de seu tempo, compartilhando suas informações, tanto com 
terceiros (em espécie de porta-voz) quanto com o pessoal interno (em uma 
espécie de disseminador). Assim, para esse autor, o ato de gerenciar é 
fundamentalmente uma questão de processar informações nas organizações, 
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notadamente falando e ouvindo. As organizações, portanto, devem recorrer a 
meios de informação para a viabilização da melhor decisão. 
A informação, nas organizações, é transmitida na forma de um sistema aberto, 
compreendendo um conjunto de elementos dinamicamente relacionados, 
formando uma rede de comunicação e reações, desenvolvendo um 
processo/atividade para o alcance de um ou mais objetivos. Isso requer a 
existência de feedback contínuo. Além disso, nem sempre é possível assegurar 
que as informações veiculadas atendam o desejo dos públicos das 
organizações, porque como fontes emissoras de informações para seus mais 
diversos públicos, não devem ter a ilusão de que todos os seus atos 
comunicativos causam os efeitos positivos desejados ou são automaticamente 
respondidos e aceitos da forma como foram intencionados. É preciso levar em 
conta os aspectos relacionais, os contextos, os condicionamentos internos e 
externos, bem como a perplexidade que permeia todo o processo comunicativo. 
Vimos isto quando estudamos anteriormente o fluxo do processo da 
comunicação. 
 
A título exemplificativo, vejam esta questão da CESPE 
 
 
ITEM 24. (CESPE/ 2008 /TCU/ ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO - AUDITORIA 
GOVERNAMENTAL) 
A comunicação no serviço público está sujeita a algumas falhas caracterizadas pelos autores 
como distorção, quando, por exemplo, as chefias não transmitem a orientação necessária à 
realização das tarefas atribuídas ao servidor, ou, então, como omissão, quando a quantidade de 
informações transmitidas excede a capacidade do destinatário de processá-las adequadamente. 
 
Pessoal, Os conceitos estão trocados. Leia-se omissão na definição da distorção 
e vice-versa. Nesta questão bastava ter atenção com o significado das palavras 
para “matar” a questão. Desta forma a afirmativa está ERRADA! 
 
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Assim, a informação não só contribui com a gestão, assegurando maior 
eficiência e eficácia ao processo decisório, como também passou a ampliar os 
meios tradicionais de comunicação nas organizações (telefone, fax, jornal, 
revista, TV, rádio), implementando as funções de armazenamento (disco ótico, 
sites, database, arquivos magnéticos) e sistemas de processamento 
(computadores, processadores), rompendo com os possíveis limites e fronteiras 
pela via das redes Inrternet, Extranet/Intranet. 
 
Ainda, quando se trata de enfatizar o papel da comunicação, é importante 
resgatar as diferenças entre a comunicação governamental, comunicação 
política e comunicação pública. 
Pode-se dizer que a comunicação governamental é a praticada por um 
determinado governo, visando à prestação de contas, o estímulo para o 
engajamento da população nas políticas adotadas e o reconhecimento das 
ações promovidas nos campos político, econômico e social. 
 
A comunicação política ou marketing político, expressão mais usual nos últimos 
anos, carece da indispensável legitimidade para ser considerada como sendo 
pública, respeitando-se o sentido estrito deste conceito, buscando atingir a 
opinião pública, quase sempre com métodos publicitários. 
 
Quanto à comunicação pública, ao contrário, se faz no espaço público, sobre 
tema de interesse público, sendo uma informação de caráter cívico e que inclui 
a accountability. Uma pessoa ou instituição é considerada accountable quando é 
responsável por decisões e pelas conseqüências de suas ações, resguardando a 
sua reputação, contando com alto nível de credibilidade junto à sociedade e aos 
mais diversos públicos. 
 
 
 
 
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ITEM 25. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO 
Denomina-se accountable a pessoa ou instituição que assume a responsabilidade por decisões 
tomadas e pelas conseqüências de suas ações e inações, mantendo a sua integridade e 
resguardando a sua reputação. 
 
Vejam que é exatamente a definição da em aula. Uma pessoa ou instituição é 
considerada accountable quando é responsável por decisões e pelas 
conseqüências de suas ações, resguardando a sua reputação, contando com 
alto nível de credibilidade junto à sociedade e aos mais diversos públicos. 
Desta forma, a afirmativa está CERTA. 
 
A comunicação pública é aquela que remete ao processo de comunicação 
instaurado em uma esfera pública que engloba Estado, governo e sociedade, 
um espaço de debate, negociação e tomada de decisões relativas à vida pública 
do país. Portanto, é esta visão de mundo que deve nortear a proposta de 
construção da cidadania, tanto que precisa ser difundido e aplicado por 
profissionais de comunicação, com a finalidade de que estes se engajem nesse 
novo contexto, integrado às novas formas de condutas de gestão e políticas 
públicas. 
Por outro lado, deve-se também considerar que a gestão da comunicação na 
esfera pública, em geral, responde normalmente por processos críticos que 
lidam diretamente com o conflito. Entretanto, as áreas de comunicação e de 
administração tratam o conflito mediante visões diferentes. 
A área de administração gerencia o conflito por meio das funções de 
direção/liderança e a área de comunicação administra o conflito mediante a 
gestão das atividades de jornalismo, publicidade/propaganda e relações 
públicas. 
O gestor, atuando na função de comunicação, deve responder por um conjunto 
de comportamentos adequados, agrupados em três categorias: interpessoal, 
informacional e de decisão, de acordo com a classificação de Mintzberg. 
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Na categoria interpessoal, a gestão do processo de comunicação no âmbito 
público, situa o gestor em uma posição única para obter informações 
organizacionais: representação (cerimoniais, receber e fazer visitas, atender 
solicitações e estar presente nos eventos); líder (motivar, dirigir pessoas, 
responsável pelo desenvolvimento de competências etc.); relação (manter 
ligações interna e externa à organização). 
 
Quanto à categoria informacional, refere-se às condições de monitor (procurar e 
receber grande variedade de informações especiais e atuais e elabora 
relatórios); disseminador (transmite a informação recebida de assessores para 
demais membros da organização) e porta-voz (transmite ao meio externo 
informações,políticas, planos e ações da organização). 
 
Na categoria decisão, existem situações próprias de administração: 
empreendedor (iniciar mudanças e projetos de melhoria); gestor de problemas 
(responsável por atitudes corretivas frente aos problemas inesperados); gestor 
de recursos (responsável por administrar e alocar recursos organizacionais, 
programas,etc.); negociador (responsabilidade de representar a organização 
nas principais negociações). 
 
Todas essas categorias e suas dimensões são exercidas de forma integrada no 
contexto das organizações na esfera pública, como uma atividade de 
comunicação, envolvendo todo o processo administrativo. 
Os gestores devem ter em mente que a natureza da informação é agregar valor 
a uma tomada de decisão, enquanto que a comunicação é estabelecer 
processos de interação e relacionamento entre os públicos. 
 
 
ITEM 26. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO 
O gestor público, na função de comunicador, não deve responder por um conjunto de 
comportamentos, mas monitorar a comunicação agrupada nas categorias interpessoal, 
informacional e de decisão. 
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Pessoal, vejam a sutileza da questão. Conforme vimos, segundo Mintzberg, O 
gestor deve responder por um conjunto de comportamentos agrupados em três 
categorias: interpessoal, informacional e de decisão. Desta a afirmativa está 
ERRADA! 
 
Todo processo de comunicação deve ser analisado sob a ótica de três 
elementos: os públicos, os profissionais da comunicação e as mediações. 
Assim, é integrado pelas atividades de jornalismo (representado através das 
assessorias de imprensa, é um elo entre o poder público e os meios de 
comunicação); relações públicas (formar públicos, levantar as controvérsias, 
fornecendo todas as informações e facilitando a discussão à procura de opinião 
ou decisão) e publicidade/propaganda (conjunto de técnicas e atividades de 
informação e persuasão cujo objetivo é atrair a atenção do público para a 
marca, a mensagem publicitária para influenciar opiniões e comportamentos) 
Especificamente, a publicidade é considerada como um dos princípios que 
devem ser obedecidos pela administração pública. 
É importante ressaltar que os meios de comunicação não devem ser 
confundidos com a comunicação em si, isto porque, enquanto a comunicação 
representa um processo social primário, com relação ao qual os chamados 
meios de comunicação de massa, constituem apenas uma mediação 
tecnológica. Assim a comunicação deve ser considerada como um processo de 
interação humana. Os instrumentos de gestão utilizados são relacionados como 
cerimonial-protocolo, segmentação de públicos, pesquisa (satisfação, clima, 
opinião), planejamento estratégico, marketing social, marketing político, 
briefing, programas de qualidade, auditorias, relatórios, prognósticos, 
diagnósticos, clipping, sugestão de pauta, SAC’s. 
 
Entretanto, a idéia do “direito à comunicação” não recebeu ainda sua forma 
definitiva, nem o seu conteúdo pleno. Os elementos que integram esse direito 
fundamental do homem são os seguintes, sem que sejam de modo algum 
limitativos: a) o direito de reunião, de discussão, de participação e outros 
direitos de associação; b) o direito de fazer perguntas, de ser informado, de 
informar e outros direitos de informação; c) o direito à cultura, o direito de 
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escolher, o direito à proteção da vida privada e outros direitos relativos ao 
desenvolvimento do indivíduo. 
 
Acredita-se que esse enfoque oferece a perspectiva de um progresso da 
democratização da comunicação em todos os planos, internacional, nacional, 
local e individual. Implica um acesso maior do público aos meios de 
comunicação existentes, mas o acesso é apenas um dos aspectos da 
democratização. Nesse sentido, podem ser mencionadas as ações 
governamentais para a implementação do governo eletrônico e a recente Lei de 
Acesso à Informação. 
Governos do mundo inteiro têm se empenhado na questão de como usar as 
novas tecnologias da informação em prol da sociedade. As medidas tomadas 
incluem regulamentação do setor, políticas de segurança, investimento em 
infra-estrutura, disponibilização de informações e serviços na Internet e 
políticas de democratização do acesso. 
 
Vejamos outra questão da CESPE 
 
ITEM 27. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO 
A publicidade de utilidade pública deve vincular-se a objetivos sociais de inquestionável 
interesse público e assumir caráter educativo, informativo ou de orientação social. 
 
Perfeito pessoal. A publicidade na administração pública visa ao interesse 
público, cumprindo objetivos sociais. A afirmativa está CERTA! 
 
2.8.	Descentralização	e	Delegação	
 
Segundo Maximiano uma organização em que a autoridade está concentrada 
em uma pessoa, ou em poucas pessoas, é uma organização centralizada. Na 
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situação oposta, em que o poder de decisão está distribuído, é descentralizada. 
A autoridade é descentralizada por meio do processo de delegação. 
Chiavenato diz que o grau de centralização refere-se ao nível hierárquico no 
qual as decisões devem ser tomadas. Centralização significa que a autoridade 
para tomar decisões está alocada próximo ao topo da organização. Com a 
descentralização, a autoridade de tomar decisões é colocada para os níveis mais 
baixos da organização. 
Delegação é a transferência de determinado nível de autoridade de um chefe 
para um subordinado, criando a correspondente responsabilidade pela execução 
da tarefa delegada, muito embora a responsabilidade original, do chefe para 
com seu superior, não possa ser delegada ("Pode-se delegar autoridade, mas 
não responsabilidade"). 
A descentralização tem caráter permanente e é impessoal, enquanto que a 
delegação tem caráter transitório e é quase sempre pessoal, nominal. 
A descentralização, portanto, refere-se aos níveis organizacionais e a 
delegação aos sujeitos de uma organização. 
Vejam no quadro abaixo as principais distinções entre descentralização e 
centralização. 
DESCENTRALIZAÇÃO 
 
DELEGAÇÃO 
 
Ligada ao cargo 
Geralmente atinge vários níveis hierárquicos 
1. Caráter mais formal 
2. Menos pessoal 
3. Mais estável no tempo 
 
Ligada à pessoa 
Atinge um nível hierárquico 
1. Caráter mais informal 
Mais pessoal 
2. Menos estável no tempo 
 
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A descentralização envolve problemas de três naturezas: 
- Estratégica: ocorre, geralmente, como forma de resolver 
problemas de uma organização altamente diversificada, em termos de 
produtos e de mercados. Provoca descentralização por produtos. 
- Estrutural: ocorre quando o trabalho geral da empresa é 
dividido, cabendo a cada órgão criado o desenvolvimento de uma 
parcela específica, segundo critérios de função, produto, tempo, etc. 
- Comportamental: quando a descentralização traduz uma 
filosofia gerencial, visando ampliar estreito controle sobre o pessoal e a 
dependência dos altos centros de decisão característicos da 
organização hierárquica tradicional. Esse tipo de descentralização gera 
uma força de trabalho com maior liberdade para programar e dirigir 
suas próprias atividades, sendo motivada a assumir responsabilidades 
e riscos. 
Pesquisas em grandes organizações têm demonstrado que uma administração 
eficaz se fundamenta na centralização das decisões finalísticas, compreendendo 
não só a formulaçãode políticas e as decisões estratégicas, mas também uma 
acentuada descentralização das responsabilidades pelas decisões sobre meios, 
envolvendo a tradução das políticas em objetivos, metas e atividades. 
Porém, o processo de descentralização deve ser adotado de maneira dosada. 
Cada dirigente deve encontrar o ponto de equilíbrio na definição e 
implementação da política organizacional, segundo as pressões do ambiente 
interno e externo. 
 Problemas decorrentes de uma elevada autonomia das autoridades: tomada de 
decisão inadequada por parte da alta administração em virtude da falta de 
informação, mudanças contínuas e rápidas das condições ambientais e tarefas 
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internas à empresa são desconhecidas da alta cúpula, privação dos empregados 
dos escalões operacionais de informações indispensáveis ao correto 
desempenho de tarefas. 
Em virtude desses problemas, os administradores devem buscar uma 
combinação ótima entre autoridade, informação e competência. 
 
ITEM 28. (CESPE/2008/TCU/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO) 
Para a ciência da administração, realiza uma delegação o gestor que decide pela transferência 
de atribuições de um órgão para outro da organização. 
 
Pessoal, a afirmativa está ERRADA! 
 
A delegação ocorre quando se transfere determinado nível de autoridade de um 
chefe para seu subordinado, originando a respectiva responsabilidade pela 
execução da tarefa delegada. 
 
A transferência de atribuições de um para outro órgão caracteriza mera 
reorganização administrativa. Se a transferência for de um nível hierárquico 
superior (DIRETORIA) para o nível gerencial, ocorre a descentralização. 
Um importante conceito associado à delegação e descentralização é o da 
amplitude administrativa. 
Amplitude administrativa, também denominada amplitude de controle ou 
amplitude de comando refere-se ao número de funcionários que um 
administrador consegue dirigir com eficiência e eficácia. Essa amplitude está 
relacionada diretamente ao número de níveis hierárquicos de uma organização 
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e a configuração geral de sua estrutura organizacional (centralização). Quanto 
maior a amplitude administrativa, menor será a quantidade de níveis 
hierárquicos de uma empresa, o que produzirá uma estrutura organizacional 
achatada e dispersa horizontalmente. Já uma amplitude administrativa menor 
aumentará a quantidade de níveis hierárquicos e produzirá uma estrutura 
organizacional alta e alongada. 
Vejam no quadro abaixo a comparação entre sistemas que usam menor ou 
maior amplitude de controle. 
 
Amplitude de controle menor Amplitude de controle maior 
Trabalho criativo e inovador Trabalho rotineiro e previsível 
Tarefas diversificadas Tarefas similares 
Dispersão física das pessoas Concentração física das pessoas 
Necessidade de orientação Pessoal treinado e preparado 
Ausência de regras e procedimentos Regras e procedimentos 
Poucos sistemas de suporte Sistemas de apoio e suporte 
Muitas atividades não-administrativas Poucas atividades não-administrativas 
Preferências pessoais Preferências impessoais 
Custo administrativo maior Custo administrativo menor 
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ITEM 29 . (CESPE/2011/TJ-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO) 
Não há correlação entre a amplitude administrativa e a necessidade de delegação no âmbito de 
uma organização. 
 
A afirmativa está ERRADA! 
 
A Amplitude administrativa, amplitude de controle ou ainda amplitude 
de supervisão, refere-se ao número de subordinados que um chefe 
pode supervisionar pessoalmente, de maneira efetiva e adequada. 
 
Como vimos, quanto maior a amplitude administrativa, menor será a 
quantidade de níveis hierárquicos de uma empresa, o que produzirá uma 
estrutura organizacional achatada e dispersa horizontalmente. Portanto, há 
correlação entre amplitude administrativa e delegação. 
 
ITEM 30. (CESPE/2010/ABIN/AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA) 
A delegação de autoridade, vinculada aos níveis hierárquicos de uma instituição, independe do 
tipo de estrutura organizacional centralizada ou descentralizada. 
 
A afirmativa está CERTA! 
A delegação de autoridade nada mais é que repassar o poder de decisão para 
determinada pessoa. Isso pode ser feito tanto em organizações centralizadas 
como descentralizadas. 
 
 
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ITEM 31. (CESPE/2010/ABIN/AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA) 
A descentralização atinge, geralmente, diversos níveis hierárquicos, ao passo que a delegação 
restringe-se a um único nível. 
 
Pessoal, a afirmativa está CERTA! 
A descentralização ocorre entre diversos níveis hierárquicos e a delegação 
ocorre entre um nível hierárquico, como vimos no quadro da aula. 
 
ITEM 32. (CESPE/2008/TCU/ANALISTA DE CONTROLE INTERNO) 
Para a ciência da administração, realiza uma delegação o gestor que decide pela transferência 
de atribuições de um órgão para outro da organização. 
 
A afirmativa está ERRADA! 
Pessoal, a delegação é entre pessoas. De acordo com Maximiano a delegação 
pode ser feita de uma pessoa para outra pessoa, com a transferência de poder 
e decisão para a execução de tarefas específicas. A descentralização acontece 
entre departamentos, ela é mais formal e altera a divisão do trabalho entre 
cargos e departamentos, por causa disso é mais duradoura e tem mais alcance 
que a delegação entre pessoas. 
 
 
Bem, pessoal, fecho por aqui esta aula! Revejam As questões sem consultar o 
gabarito!		
 
Até a próxima! 
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3.	Lista	de	Questões	
 
ITEM 1. (CESPE/TRE-RS/2003/ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRAÇÃO)	
Os sistemas de controle de desempenho podem assinalar quando o desempenho de uma 
unidade está se deteriorando; em termos motivacionais, podem ser utilizados para provocar 
melhores desempenhos. 
 
ITEM 2. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL DE INTELIGÊNCIA/ADMINISTRAÇÃO) 
O êxito de uma organização depende, em grande parte, do poder de controle exercido sobre os 
seus colaboradores. Como a maioria deles interioriza suas obrigações e cumpre voluntariamente 
seus compromissos, o controle é facilmente mantido nas organizações em geral. 
 
ITEM 3. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL DE INTELIGÊNCIA/ADMINISTRAÇÃO) 
O controle administrativo refere-se ao poder de fiscalização e correção que a administração 
pública exerce, por iniciativa própria ou externa, sobre sua própria atuação. 
 
ITEM 4. (CESPE/TJ-PA/2006/ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRAÇÃO) 
Desvios indesejados em relação ao alcance de metas organizacionais são minimizados por meio 
da adoção de sistemas de controle. 
 
ITEM 5. (CESPE/TRE-RS/2003/ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRAÇÃO) 
 O planejamento para ação impõe decisões específicas e ações para serem levadas a efeito em 
um determinado momento, enquanto o controle de desempenho impõe padrões de desempenho 
por um período de tempo, sem referência a ações específicas. 
 
ITEM 6. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL DE INTELIGÊNCIA/ADMINISTRAÇÃO) 
Uma das finalidades do processo de controle é gerar elementos para dar retorno aos 
integrantes da equipe. Esse retorno pode ser considerado o processo de avaliar, informar ou 
corrigir o desempenho humano. 
 
 
 
 
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ITEM 7. (CESPE/SEBRAE_AC/2007/CONSULTOR) 
O controle do processode planejamento estratégico deve ser realizado apenas durante sua 
elaboração, não sendo necessários a avaliação e o monitoramento contínuos durante sua 
implantação. 
 
ITEM 8. (CESPE/ABIN/ ANALISTA DE INFORMAÇÕES /2004) 
Apesar	 de	 permitir,	 quando	 bem	 escolhido	 e	 implementado,	 identificar	 problemas	 com	 relação	 ao	
cumprimento	 de	 metas	 e	 objetivos	 planejados,	 o	 sistema	 de	 controle	 não	 auxilia	 na	 verificação	 das	
estratégias	da	organização,	nem	tampouco	na	análise	de	suas	políticas.	
	
ITEM 9. (CESPE/SERPRO/2010/ANALISTA DE ADMINISTRAÇÃO DE SERVIÇOS) 
A elaboração de um sistema de medição de desempenho consiste da fixação dos objetivos do 
sistema, da definição das variáveis-chaves que devem ter seu desempenho medido e da 
definição de um conjunto de indicadores que irão operacionalizar a medição de desempenho. 
 
ITEM 10. (CESPE/MCTI/2012/ANALISTA DE C&T) 
Além	 da	 dimensão	 de	 resultado	 composta	 por	 eficiência,	 eficácia	 e	 efetividade,	 o	 desempenho	
governamental	é	medido	pela	dimensão	de	esforço,	que	engloba	economicidade,	excelência	e	execução.	A	
união	de	todos	esses	elementos	ficou	conhecida	como	os	6	és	(6E)	do	desempenho.	
 
ITEM 11. (CESPE/HEMOBRAS/ RELAÇÕES PÚBLICAS /2008) 
A comunicação organizacional é o conjunto de subáreas da comunicação que atuam 
separadamente e com objetivos distintos.	
 
ITEM 12. (ESAF/ ANEEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2004)	
Identifique	 a	 opção	 que	 indica,	 em	 ordem	 seqüencial,	 elementos	 que	 constituem	 o	 processo	 de	
comunicação	entre	os	membros	da	organização.	
a) Fonte, transmissão, escrita, fax, decodificação e resposta. 
b) Fonte, codificação, transmissão, recebimento, decodificação e feedback. 
c) Idéia, receptor, transmissão, codificação, recebimento e resposta. 
d) Idéia, escrita, recebimento, decodificação e feedback. 
e) Escrita, fax, codificação, transmissão, decodificação e resposta. 
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ITEM 13. (ESAF/ ANEEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2009)	
Assinale	a	opção	que	apresenta	uma	forma	de	controle	tanto	para	a	abordagem	organizacional	dos	sistemas	
quanto	para	a	comunicação	interpessoal	nas	organizações.	
 
a) entropia 
b) feedback 
c) homeostasia 
d) conflito 
e) legitimidade 
 
ITEM 14.(ESAF/ ANEEL/ANALISTA ADMINISTRATIVO/2009)	
Assinale a opção que apresenta apenas barreiras à comunicação interpessoal nas organizações. 
 
a) ruído - decodificação - diferenças de linguagem 
b) diferenças de linguagem - decodificação – reações emocionais 
c) codificação - reações emocionais – percepções diferentes 
d) percepções diferentes - ruído - diferenças de linguagem 
e) reações emocionais - codificação - ruído 
 
ITEM 15. (FCC/TJ-AP/2014/	ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA ADMINISTRATIVA -) 
Sobre as barreiras da Comunicação Interna é INCORRETO afirmar: 
 a) A presença de grupos multidisciplinares que trabalham as informações nas organizações é 
uma barreira para a gestão da comunicação interna. 
 b) As barreiras administrativas ocorrem quando a empresa processa suas informações 
considerando a distância física, grupos com diferentes culturas, relações de poder etc. 
 c) As barreiras pessoais referem-se à personalidade de cada comunicador, seu estado de 
espírito, suas emoções, seus valores e na forma como se comporta dentro de determinado 
contexto. 
 d) A sobrecarga de informações caracteriza uma barreira na comunicação, uma vez que há um 
limite de atenção cerebral. 
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 e) O meio mais rico de comunicação é o face a face, caracterizado pela riqueza das expressões 
adicionais. 
 
ITEM 16. (CESPE/HEMOBRAS/ RELAÇÕES PÚBLICAS /2008) 	
A	comunicação	organizacional	envolve	instituição,	mercado	e	público	interno.	
 
ITEM 17. (FCC/TCE-GO/2009/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO- GESTÃO DE PESSOAS) 
Em relação às barreiras à comunicação em uma organização. 
(A) (B) (C) (D) (E) 
I. Quanto menor o número de níveis de autoridade por meio dos quais as comunicações devem 
passar, tanto menor será a perda ou a distorção da informação. 
II. A comunicação horizontal ocorre quando as informações são partilhadas entre as pessoas do 
mesmo nível hierárquico, podendo ocorrer tanto entre pessoas da mesma equipe de trabalho 
como entre pessoas de departamentos diferentes. 
III. A sobrecarga de informação é um problema decorrente do excesso de liberdade na relação 
entre os níveis gerenciais e operacionais da organização. 
IV. O fluxo de comunicação de baixo para cima deve ser estritamente controlado pela direção; 
os funcionários devem ser motivados a fornecer apenas as informações previamente solicitadas. 
V. É fundamental para a eficiência da organização que a alta direção procure reduzir o fluxo de 
informações informais, especialmente as de tipo horizontal. 
 
(A) Estão corretas APENAS as afirmativas I e II. 
(B) Estão corretas APENAS as afirmativas I, II e V. 
(C) Estão corretas APENAS as afirmativas I, III e V. 
(D) Estão corretas APENAS as afirmativas II, III e IV. 
(E) Estão corretas APENAS as afirmativas II, III, IV e V. 
 
 
 
 
 
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ITEM 18. (FCC/TCE-GO/2009/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO- GESTÃO DE PESSOAS) 
Em relação ao fluxo informal de informações em uma organização é correto afirmar: 
 
(A) O livre fluxo de informações informais gera redundância e sobrecarga de informação sem 
utilidade 
para a melhoria da gestão. 
(B) Uma das consequências mais negativas do livre fluxo de informações dentro da organização 
é o 
surgimento de centrais de boatos que podem colocar em risco a credibilidade da direção. 
(C) Quanto maior e mais centralizado o fluxo de informações formais da organização, menor a 
necessidade de uma rede informal de comunicação. 
(D) O fluxo informal de informações não pode ser controlado dentro da organização e deve ser 
estimulado pela direção. 
(E) Com o desenvolvimento de sistemas informatizados de comunicação, as redes informais de 
comunicação tendem a se formalizar, reduzindo a intensidade das críticas à direção. 
 
ITEM 19. (FCC/TJ-AP/2009/ANALISTA JUDICIÁRIO- ADMINISTRAÇÃO) 
No intuito de melhorar a comunicação interpessoal e intergrupal numa organização de grande 
porte deve-se 
 
(A) aperfeiçoar os fluxos descendentes e formais de comunicação escrita para melhorar a 
imagem da direção. 
(B) centralizar os fluxos ascendentes e informais de comunicação oral visando elevar o controle 
gerencial. 
(C) estimular os fluxos horizontais de comunicação informal e oral entre todos os funcionários 
em torno de metas e projetos. 
(D) incentivar a comunicação formal e escrita entre os altos dirigentes dos setores de marketing 
e RH. 
(E) reduzir os fluxos laterais de comunicação formal e informal para impedir as chamadas 
“centrais de boatos”. 
 
 
 
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ITEM 20. (FCC/TRT-4/2011/ANALISTA JUDICIÁRIO- ADMINISTRAÇÃO) 
Para reduzir as dificuldades de comunicação nas organizações públicas derivadas do padrão 
burocrático de gestão é recomendável 
 a) investir em novas Tecnologias da Informação. 
 b) incentivar os fluxos descendentes de informação. 
 c) concentrar o fluxo de informação oficial na Intranet. 
 d) fortalecer os fluxos laterais ou horizontais de informação. 
 e) eliminar os fluxos informais de informação. 
 
ITEM 21. (FCC/TRT_RS/2009/ANALISTA JUDICIÁRIO/PSICOLOGIA) 
Há pelo menos quatro níveis de análise dos problemas de comunicação: o intrapessoal, o 
interpessoal, o organizacional e o tecnológico. No nível organizacional estuda-se 
 
(A)o comportamento de cada indivíduo, sua tipologia e estágio de compreensão das metas que 
lhe foram designadas a serem cumpridas no ambiente de trabalho. 
(B) os programas formais de processamento, tradução, distribuição e exibição dos dados que 
geram zonas cinzentas e de conflito no processo comunicativo no ambiente de trabalho. 
(C) as redes de sistemas de dados, informações, fatos que ligam entre si os membros da 
organização e fornecem os meios por intermédio dos quais a empresa se relaciona com o meio. 
(D) o clima, a cultura e os valores preponderantes no ambiente de trabalho e que interferem 
diretamente nos processos de relacionamentos interpessoais e intrapessoais, dentro e fora da 
organização. 
(E) o processo comunicativo de cada membro da equipe, visando desta forma diagnosticar 
estilos e a partir daí realizar ajustes nas ferramentas e instrumentos institucionais de 
comunicação na empresa. 
 
ITEM 22. (CESPE/HEMOBRAS/ RELAÇÕES PÚBLICAS /2008)) 
A comunicação integrada busca associar diversas áreas da comunicação por meio de objetivos 
comuns. 
 
 
 
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ITEM 23. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO) 
A problemática da transformação do espaço público, nacional e internacional tende a ocupar 
lugar de destaque nas abordagens críticas inspiradas pela sociologia, pela ciência política e pela 
economia política. 
 
ITEM 24. (CESPE/ 2008 /TCU/ ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO - AUDITORIA 
GOVERNAMENTAL) 
A comunicação no serviço público está sujeita a algumas falhas caracterizadas pelos autores 
como distorção, quando, por exemplo, as chefias não transmitem a orientação necessária à 
realização das tarefas atribuídas ao servidor, ou, então, como omissão, quando a quantidade de 
informações transmitidas excede a capacidade do destinatário de processá-las adequadamente. 
 
ITEM 25. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO 
Denomina-se accountable a pessoa ou instituição que assume a responsabilidade por decisões 
tomadas e pelas conseqüências de suas ações e inações, mantendo a sua integridade e 
resguardando a sua reputação. 
 
ITEM 26. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO 
O gestor público, na função de comunicador, não deve responder por um conjunto de 
comportamentos, mas monitorar a comunicação agrupada nas categorias interpessoal, 
informacional e de decisão. 
 
ITEM 27. (CESPE/ABIN/2010/OFICIAL TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA/PLANEJAMENTO 
ESTRATÉGICO 
A publicidade de utilidade pública deve vincular-se a objetivos sociais de inquestionável 
interesse público e assumir caráter educativo, informativo ou de orientação social. 
 
ITEM 28. (CESPE/2008/TCU/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO) 
Para a ciência da administração, realiza uma delegação o gestor que decide pela transferência 
de atribuições de um órgão para outro da organização 
 
 
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ITEM 29 . (CESPE/2011/TJ-ES/ANALISTA JUDICIÁRIO) 
Não há correlação entre a amplitude administrativa e a necessidade de delegação no âmbito de 
uma organização. 
 
ITEM 30. (CESPE/2010/ABIN/AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA) 
A delegação de autoridade, vinculada aos níveis hierárquicos de uma instituição, independe do 
tipo de estrutura organizacional centralizada ou descentralizada. 
 
ITEM 31. (CESPE/2010/ABIN/AGENTE TÉCNICO DE INTELIGÊNCIA) 
A descentralização atinge, geralmente, diversos níveis hierárquicos, ao passo que a delegação 
restringe-se a um único nível. 
 
ITEM 32. (CESPE/2008/TCU/ANALISTA DE CONTROLE INTERNO) 
Para a ciência da administração, realiza uma delegação o gestor que decide pela transferência 
de atribuições de um órgão para outro da organização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4.	Gabarito	
	
1	 2	 3	 4	 5	 6	 7	 8	 9	 10	
CERTO	 ERRADO	 CERTO	 CERTO	 CERTO	 CERTO	 ERRADO	 ERRADO	 CERTO	 CERTO	
11	 12	 13	 14	 15	 16	 17	 18	 19	 20	
ERRADO	 B	 B	 D	 D	 CERTO	 A	 D	 C	 D	
21	 22	 23	 24	 25	 26	 27	 28	 29	 30	
C	 CERTO	 CERTO	 ERRADO	 CERTO	 ERRADO	 CERTO	 ERRADO	 ERRADO	 CERTO	
31	 32	 33	 34	 35	 36	 37	 38	 9	 10	
CERTO	 ERRADO

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