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LICENCIATURA EM LETRAS PRÁTICA DE ENSINO: INTRODUÇÃO À DOCÊNCIA (PE:ID) POSTAGEM 2: ATIVIDADE 2 REFLEXÕES REFERENTES AO TEXTO SELECIONADO JULIANA LIMA ARAÚJO – RGM 2163051 Parnamirim - 2021 Sumário: 1. Texto selecionado...........................................................................................4 2. Reflexão sobre o texto selecionado................................................................3 3. Referências.....................................................................................................5 1. Texto selecionado Título: Questionar para aprender Autor: José Moran Para aprender de verdade precisamos fazer perguntas importantes, buscar respostas incompletas, rever sínteses consolidadas, aprender a desaprender. A vida é um processo longo e sinuoso de caminhar de certezas para um universo de incertezas. Quem aprende ativamente, a partir dos seus interesses e expectativas, tem mais chances de questionar, de rever crenças, de problematizar progressivamente questões fundamentais: quem somos, de onde viemos e para onde caminhamos. Aprender é um processo que se torna progressivamente mais complexo ao longo da nossa vida. Aprendemos, quando crianças, a olhar o mundo através dos olhos dos adultos, e em geral incorporamos modelos prontos, simplistas, que aceitamos pela relação de confiança e dependência. Conforme crescemos, vamos construindo sínteses mais abrangentes, que se modificam, de acordo com as nossas experiências, percepções, interações, questionamentos e grau de autonomia. Quem vive em ambientes mais fechados, com visões de mundo monolíticas e crenças limitadoras, precisa realizar um esforço muito maior para reavaliar, desaprender, aceitar novas visões, questionar certezas, realizar novas escolhas. Isso não é simples e pode demorar muitos anos. Vivi desde pequeno em uma sociedade bastante fechada, monolítica, conservadora, com valores reducionistas definidos e uma visão dualista do bem e do mal, do que é certo (nós) e errado (os demais). Durante anos essa visão foi se aprofundando, refinando, com uma formação teórica sólida, mas não questionadora dessa visão de mundo. Só quando adulto consegui, aos poucos, confrontar minhas certezas com novas questões, que me levaram a impasses e a algumas escolhas difíceis, que, por sua vez, levantaram novas perguntas. Olhando minha linha do tempo percebo como demorei para desconstruir um mundo pronto e abrir brechas com perguntas para realizar novas sínteses provisórias, que continuam evoluindo até hoje. Gostaria de ter tido uma educação mais desafiadora desde criança, que me tivesse incentivado a questionar, a empreender, a ser criativo. Isso teria ajudado muito no desenvolvimento das competências emocionais, na percepção de outras possibilidades e na tomada mais ágil de decisões. Das certezas para as perguntas educar é ajudar a transitar de um mundo de certezas para um mundo incerto através de novas perguntas. Uma educação aberta e ativa nos oferece mais chances de aprender com tudo e com todos, de confrontar nossos valores com os dos demais, de rever nossas crenças e escolhas, de fazer perguntas mais desafiadoras, de não ter respostas para tudo. Permitir-nos duvidar e questionar não significa que sejamos niilistas ou céticos. Significa que nossas certezas são provisórias, que vamos acrescentando camadas de complexidade à nossa visão de mundo e realizamos as escolhas que nos parecem possíveis em cada momento com o grau de conhecimento que conseguimos em cada etapa da vida. Há perguntas libertadoras e perguntas opressoras. Elas podem abrir horizontes, criar pontes ou fechar portas. Um papel relevante do educador hoje é o de orientar seus estudantes, escutá-los ativamente, ajuda-los com apoio afetivo e perguntas importantes, principalmente em torno ao seu projeto de vida. Muitas pessoas vivem no piloto automático, repetindo os mesmos gestos e rotinas, inebriados nas redes sociais, sem tempo para rever, questionar-se, meditar. Isso dificulta uma percepção mais profunda, uma reavaliação mais objetiva e tomadas de decisão adequadas. No meio de tantas atividades e correria, é importante encontrar tempos para a aprendizagem pessoal profunda, meditando, refletindo, reavaliando nosso percurso. Podemos registrar num e- portfólio nossa caminhada, avanços e dificuldades, sempre num clima de apoio e afeto. Reler esse registro pode ser muito útil para ter um diagnóstico mais amplo e profundo de onde nos encontramos, quais são as questões importantes, nossos pontos de atenção e as ações viáveis no curto e no médio prazo. 2. Reflexão referentes ao texto selecionado: Pais e professores que estão sempre buscando novas maneiras de aprendizado para sua evolução, são bons exemplos para crianças e jovens evoluírem também, questionando mais, buscando novas perguntas e respostas mais abrangentes. Pois pessoas que possuem o interesse de aprender ativamente, possuem um leque de questionamentos, de rever várias coisas em sua vida, como suas escolhas e refaze-las se foram possíveis. Isso não significa que pessoas assim sejam céticos e sim de que certezas não são para sempre, são provisórias. Com o tempo vamos acrescentando em nossas vidas multiplicidades em nossa forma de enxergar o mundo, a cada momento vamos realizando de acordo com o grau de conhecimento que adquirimos em casa etapa de nossas vidas vamos realizando / vivendo nossas escolhas, posteriormente novas escolhas e assim por diante. 3. Referências: Questionar para aprender, autor José Moran, Educador e pesquisador de projetos de transformação da educação, disponível em: http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2018/02/questionar.pdf