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<p>Formação ao</p><p>MUNDO DO TRABRALHO</p><p>Introdução ao Mundo do Trabalho: Explorando Oportunidades</p><p>APRESENTAÇÃO</p><p>Sejam bem-vindos(as) ao primeiro módulo da Formação ao Mundo do Trabalho!</p><p>Neste módulo, dividido em três unidades, exploraremos os princípios da educação técnico-profissional, do projeto de vida e das competências para o mundo do trabalho. Veremos também como desenvolver projetos de iniciação científica de modo a resolver problemas da sociedade, além de algumas noções sobre processo criativo e inovação social.</p><p>No sumário a seguir você poderá visualizar melhor o que te espera neste primeiro módulo:</p><p>· Unidade 1 - Mundo do trabalho01</p><p>· 1.1 Habilidades em foco02</p><p>· 1.2 O Novo Ensino Médio e o Mundo do Trabalho02</p><p>· 1.3 Alicerçando conceitos05</p><p>· 1.4 Competências duráveis05</p><p>· 1.5 Papel profissional09</p><p>· 1.6 Sua apresentação09</p><p>· 1.7 Postura profissional10</p><p>· 1.8 Se preparando para uma entrevista10</p><p>· Unidade 2 - Investigação científica13</p><p>· 2.1 Habilidades em foco13</p><p>· 2.2 Estratégias de investigação14</p><p>· 2.3 Delineamento de pesquisa15</p><p>· 2.4 A pesquisa e a inovação social16</p><p>· 2.5 Qual o seu problema?16</p><p>· 2.6 Validando hipóteses17</p><p>· Unidade 3 - Processos criativos19</p><p>· 3.1 Habilidades em foco19</p><p>· 3.2 Da Ideia à Inovação19</p><p>· Considerações Finais25</p><p>· Referências26</p><p>Introdução ao Mundo do Trabalho: Explorando Oportunidades</p><p>SLIDE 2</p><p>Unidade 1 - Mundo do Trabalho</p><p>Nesta unidade, estudaremos os princípios da educação técnico-profissional, o projeto de vida, as competências essenciais para o futuro do trabalho, a leitura de oportunidades e os conceitos de autoconhecimento e autocuidado. Os objetivos principais são: oferecer atividades pedagógicas que facilitem os professores na orientação das escolhas profissionais para o Mundo do trabalho; conhecer e refletir sobre competências necessárias do futuro trabalho; aprender estratégias didáticas articuladas para engajar os estudantes considerando os contextos sociais, seu propósito e projeto de vida; e conhecer os princípios e práticas inerentes à Educação Profissional e Tecnológica.</p><p>1.1 Habilidades em foco</p><p>· (EMIFCG10) reconhecer e utilizar qualidades e fragilidades pessoais com confiança para superar desafios e alcançar objetivos pessoais e profissionais, agindo de forma proativa e empreendedora e perseverando em situações de estresse, frustração, fracasso e adversidade.</p><p>· (EMIFCG11) utilizar estratégias de planejamento, organização e empreendedorismo para estabelecer e adaptar metas, identificar caminhos, mobilizar apoios e recursos, para realizar projetos pessoais e produtivos com foco, persistência e efetividade.</p><p>· (EMIFCG12) refletir continuamente sobre seu próprio desenvolvimento e sobre seus objetivos presentes e futuros, identificando aspirações e oportunidades, inclusive relacionadas ao mundo do trabalho, que orientem escolhas, esforços e ações em relação à sua vida pessoal, profissional e cidadã (BRASIL, 2018).</p><p>Fonte: Portaria MEC no 1432 de 28/12/2018.</p><p>1.2 O Novo Ensino Médio e o Mundo do Trabalho</p><p>Primeiramente, a BNCC (2018b) afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação integral, e reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – considerando-os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades. Além disso, a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades.</p><p>Nesse sentido, sobre o estudante devemos considerar:</p><p>a) a Resolução n.o 3 (BRASIL, 2018a), que normatiza e atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Novo Ensino Médio e considerando que os currículos são compostos pela Formação Geral Básica e pelos Itinerários Formativos, indissociavelmente;</p><p>b) que a Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (BRASIL, 1996), ratificada em 1996 pelo Plano Nacional de Educação, bem como pelo Estatuto da criança e do adolescente (ECA 8069/1990) e pelo Estatuto da Juventude (EJ/1990), colocam o Ensino Médio como um aprofundamento do Ensino Fundamental, bem como uma oportunidade de preparação importante para o exercício da cidadania e do mundo do trabalho em um modelo de Lifelong Learning;</p><p>c) que o estudante é central do processo; jovem como solução e não como problema, empoderado, desenvolvido intelectualmente, capaz de postura e ação ética, crítico e com autonomia intelectual, compreendendo tanto os fundamentos científicos-tecnológicos quanto teórico-práticos, apropriado da sua vida como oportunidade de realização e contribuição social relevante, criativa e empreendedora para si e suas comunidades;</p><p>d) que segundo a OECD (2017), apenas 58% dos jovens de 15 a 17 anos estão matriculados no Ensino Médio, em comparação a 90% dos jovens na mesma idade em outros países e que a transição entre o EF e o EM se dá com dificuldades de adaptação pelas exigências de novas demandas intelectuais;</p><p>e) o alto índice de reprovações no primeiro ano do EM também como uma causa da evasão dos jovens;</p><p>SLIDE 3</p><p>Sobre o Currículo, devemos considerar:</p><p>f) que os Eixos Estruturantes (Investigação Científica, Processos Criativos, Mediação e intervenção Cultural e Empreendedorismo) devem perpassar todos os diferentes arranjos dos Itinerários Formativos (Linguagens e suas tecnologias, Matemática e suas tecnologias, Ciências da natureza e suas tecnologias, Ciências humanas e sociais aplicadas e Formação técnica e profissional) e, neste caso, mais especificamente o Itinerário Formativo de Formação Técnica e Profissional, onde os estudantes matriculados no Ensino Médio regular terão a possibilidade de cursar integralmente um itinerário técnico, fazer um curso técnico junto com cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), ou até mesmo um conjunto de FICs articuladas entre si. Existe ainda a oportunidade de os jovens percorrerem itinerários voltados para uma ou mais áreas do conhecimento complementados por cursos FIC;</p><p>Figura 1 – Formação técnica e profissional</p><p>Fonte: Porvir (2019, documento on-line).</p><p>Sobre as Competências, devemos considerar:</p><p>g) que na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho;</p><p>h) que ao definir essas competências, a BNCC reconhece que a “[...] educação deve afirmar valores e estimular ações que contribuam para a transformação da sociedade, tornando-a mais humana, socialmente justa e, também, voltada para a preservação da natureza” (BRASIL, 2013, documento on-line), mostrando-se também alinhada à Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) (BRASIL, 2018b).</p><p>i) que, segundo o Fórum Econômico Social (WORLD ECONOMIC FORUM, 2020), em seu relatório sobre o Futuro do Trabalho, informa que algumas competências têm se mostrado desejáveis do ponto de vista de trabalhabilidade 1 nos últimos 5 anos, em detrimento da empregabilidade (2021), havendo mudança em suas posições no ranking, mas mantendo-se no ranking, como mostra a Figura 2, logo abaixo.</p><p>Figura 2 - Relatório do Futuro dos Trabalhos, Top 10 Competências</p><p>Fonte: Fórum Econômico Mundial (2020, documento on-line).</p><p>· que cabe observar a existência de um alinhamento entre as competências aqui colocadas pelo Fórum e as preconizadas como necessárias pela BNCC.</p><p>Afora as competências gerais aqui abordadas, torna-se oportuno entender quais outras serão necessárias em um futuro próximo, considerando um mundo que deixa de ser VUCA (volátil, incerto,</p><p>isso use 8 minutos (4 para cada um, ou seja, você entrevistará seu/sua colega e será entrevistado por ele/ela). Anote os pontos importantes da sua primeira entrevista.</p><p>· Aprofunde (6min)</p><p>Aprofunde os assuntos. Para isso use 6 minutos (3 para cada um) O que você ainda não percebeu do outro, o que mais você descobriu?</p><p>· Capture as descobertas</p><p>Agora, reserve individualmente três minutos para organizar seus pensamentos e refletir sobre o que aprendeu sobre seu colega, organizando seus aprendizados em dois grupos:</p><p>1) os objetivos e desejos do seu parceiro, e</p><p>2) as percepções que você descobriu. Procure usar verbos para expressar os objetivos e desejos. Essas são as necessidades dele, relacionadas à carteira e à vida. Pense nas necessidades físicas e emocionais. Por exemplo, talvez seu colega precise minimizar o número de coisas que carrega, ou precisa sentir que está apoiando a comunidade local e a economia. Os insights são descobertas que você pode aproveitar ao criar soluções. Por exemplo, você pode ter descoberto o insight de que comprar com dinheiro faz seu parceiro valorizar mais a compra e tomar mais cuidado com as decisões, ou que ele vê uma carteira como um lembrete e sistema de organização, não como um dispositivo de transporte.</p><p>Reformule o problema: ___________________________________________________</p><p>· Identifique as descobertas (3 min)</p><p>Objetivos e desejos: o que seu colega desejaria ganhar ou conquistar?</p><p>Insights: quais os novos aprendizados e motivações sobre os sentimentos de seu colega. O que você vê sobre o seu colega que talvez ele não veja?</p><p>Faça inferências a partir do que você ouviu ou sentiu.</p><p>· Posicione-se a partir de um ponto de vista (3mim)</p><p>(Nome do colega)</p><p>____________________________</p><p>Precisa de uma forma para (Colocar qual a necessidade que você identificou)</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>Porquê (ou “mas”, ou “surpreendentemente”)</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>___________________________________________________________________________________</p><p>· Posicione-se com um ponto de vista</p><p>Já tendo identificado as descobertas, é hora de selecionar a necessidade mais convincente e o insight mais interessante para articular um ponto de vista.</p><p>Esse é o seu ponto de vista. Tome uma posição, afirmando especificamente o desafio significativo que você vai enfrentar. Ex.: “Janice precisa de uma maneira de sentir que tem acesso a todas as suas coisas e está pronta para agir. Surpreendentemente, carregar a bolsa a faz sentir menos pronta para agir”. Ou, “Arthur precisa de uma forma de socializar com seus amigos, enquanto se alimenta de forma saudável, mas ele sente que não participa, se não estiver segurando uma bebida”.</p><p>· Esboce pelo menos 5 maneiras radicais de atender as necessidades do seu colega (5 min).</p><p>Ajuda para idealizar: reescreva a declaração do problema no topo da página. Lembre-os de que agora estão criando soluções para o novo desafio que você identificou.</p><p>Faça volume! Este é o momento de geração de ideias, não de avaliação - você pode avaliar suas ideias mais tarde. Veja se você consegue ter pelo menos 7 ideias!</p><p>Procure ser VISUAL - use palavras apenas quando necessário, para destacar os detalhes.</p><p>· Escreva aqui o problema que você vai resolver</p><p>· Partilhe suas soluções e peça feedback!</p><p>· Compartilhe suas soluções e obtenha feedback. - PROTÓTIPOS - 10 min (5 minutos para cada).</p><p>Agora, é hora de compartilhar seus esboços com seu colega!</p><p>O que você pensou? Passe algum tempo ouvindo as reações e perguntas de seus parceiros. Não se trata apenas de validar suas ideias. Lute contra o desejo de explicar e defender suas ideias. Esta é outra oportunidade de aprender mais sobre os sentimentos e motivações do seu colega.</p><p>· Interaja e recrie com base nos feedbacks.</p><p>AVALIAÇÃO DO MÓDULO 2</p><p>Módulo Avaliativo</p><p>Instruções</p><p>Realize as atividades avaliativas da Formação ao Mundo do Trabalho.</p><p>São 14 atividades no total e, ao final, você deve garantir uma nota mínima de 6 para finalizar o curso e ter acesso ao certificado.</p><p>Sucesso!</p><p>Atividades Avaliativas</p><p>Questão 8</p><p>Existem muitas formas de adentrar ao mercado de trabalho, seja como jovem aprendiz, como celetista, como empreendedor (autônomos, sociais), empresário, voluntário etc. Dentro desse contexto do mundo do trabalho, como podemos definir o conceito de papel social levando em conta a definição de Santos (2020)?</p><p>a</p><p>conjunto de normas, direitos e deveres que precisam ser seguidos.</p><p>b</p><p>é aquilo que estudamos e nos preparamos para executar, atuar como trabalho.</p><p>c</p><p>é a estrada que se deseja seguir, o estilo de vida e tipo de atuação que se deseja ter, conjunto de trilhas e possibilidades</p><p>d</p><p>conjunto de inovações no mundo do trabalho.</p><p>Comentário: A resposta correta é letra A. Segundo SANTOS (2020), papel social é o conjunto de normas, direitos e deveres que precisam ser seguidos.</p><p>Questão 14</p><p>Segundo Gil (2010), a pesquisa é o processo de organizar o pensamento científico, é o procedimento racional e sistemático que busca proporcionar respostas aos problemas. Identifique dentre as diferentes alternativas a seguir qual etapa do processo de pesquisa científica se correlaciona aos resultados da pesquisa com as teorias existentes ou surgimento de potenciais inovações.</p><p>a</p><p>descobrimento do problema ou lacuna.</p><p>b</p><p>investigação das consequências da solução obtida.</p><p>c</p><p>procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema.</p><p>d</p><p>correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou dados empregados na obtenção da solução incorreta.</p><p>Comentário: A resposta correta é letra B. A investigação das consequências da solução obtida é a etapa em que se correlaciona os resultados da pesquisa com teorias existentes ou surgimento de potenciais inovações.</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p><p>image3.png</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.wmf</p><p>image17.png</p><p>image18.png</p><p>image19.png</p><p>image20.png</p><p>image21.png</p><p>image22.png</p><p>image23.png</p><p>image24.png</p><p>image25.png</p><p>image26.png</p><p>image27.wmf</p><p>complexo e ambíguo) para um espaço BANI (Brittle, Anxious, Nonlinear e Incomprehensible), ou, em português frágil, ansioso, não linear e incompreensível. Como exemplo de frágil, um vírus teve a capacidade de parar o mundo por mais de 18 meses, e ainda não tem data para retomada do que possa ser considerado normal ou novo normal. Esta fragilidade causa sentimentos como insegurança, medo e ansiedade, dificultando a tomada de decisões. A não linearidade apresenta-se como uma desconexão entre causa e efeito, exemplificada pelas mudanças climáticas (uma consequência também de decisões individuais) e incompreensível, visto que a quantidade de dados não consegue ser convertida para analisar fatos, causas e efeitos.</p><p>Figura 3 - Infográfico Competências Gerais BNCC</p><p>Conteúdo originalmente publicado em 25 de maio de 2017 com dados da terceira versão da BNCC e atualizado em 6 de março de 2018 de acordo com informações presentes na versão homologada pelo MEC.</p><p>Fonte: Porvir (2017, documento on-line).</p><p>SAIBA MAIS</p><p>Considerando todo o contexto acima citado, embasado nos respectivos documentos legais, insere-se o MÓDULO DO MUNDO DO TRABALHO. Siga em frente!</p><p>SLIDE 4</p><p>Desenvolvimento do trabalho</p><p>Este módulo contempla entender o que é o Mundo do Trabalho, considerando a oportunidade de falar sobre propósito, competências duráveis e mais permanentes em um mundo que deixa de ser VUCA e passa a ser BANI, bem como o que se tratando de uma postura profissional, com diferenças geracionais, entre outros. Lembremo-nos que a atuação desta prática pedagógica está prevista para jovens entre 14 e 16 anos, podendo estender-se para alguns anos a mais, talvez um pouquinho a menos.</p><p>A realidade socio-cultural-econômica local, regional e nacional é imperativa na compreensão do mundo do trabalho. Que esta realidade seja vista/encarada/percebida/sentida não como determinante de futuro, mas antes de tudo, como ponto de partida para qualquer oportunidade de mudança, apesar do contexto. Atuar considerando prática + teoria ajudará muito a entender como as coisas acontecem no mundo do trabalho.</p><p>Figura 4 – Projeto de Vida: Essência da Carreira Profissional</p><p>Observa-se que há uma integração estrutural, cujo elemento central é o projeto de vida do estudante, que tem como um dos pilares a condição de inserção dele neste mercado, mas não como supridor de “mão de obra” necessária à economia e sim como sujeito interventor e criador de uma nova realidade, em especial para si e para sua comunidade local.</p><p>Fonte: Frente Novo Currículo Médio adaptado pela autora</p><p>A carreira, aqui conceituada como “etapas evolutivas do crescimento profissional”, seja no empreendedor ou intraempreendedor, deve ser considerada a partir do projeto de vida, ou seja, entendendo quais são os potenciais e talentos.</p><p>Existem muitas formas de adentrar o mercado de trabalho, desde ser jovem aprendiz, empreendedores (autônomos, sociais), empresários, voluntários etc. Os educandos muitas vezes relatam não ter experiência por não terem tido experiência formal... Veja a dica abaixo:</p><p>#FICAADICA: MÃOS NA MASSA</p><p>Material: post it e caneta.</p><p>O que fazer: Lembre-se de que alguma experiência é melhor que nenhuma. Ajude seu educando a tomar contato consigo mesmo. Ele já fez atividades variadas ao longo da juventude. Já foram “traquinas” (então, eles têm criatividade); Já “cabularam aula” (então, alguma condição de planejamento possuem); já “fizeram gincana na escola” (demonstram condições de atuar em conjunto, grupo ou equipe). Cada experiência conta para sabermos quem somos, o que é natural para um ou outro. Pode haver talento aí. Você já organizou uma festa? Então, tem alguma noção de planejamento, orçamento, decoração, cardápios... e de como o conjunto vai funcionar considerando o público que vai atender. Muitas vezes ignoramos o que sabemos fazer, porque não nos valorizamos. A fórmula da Felicidade é simples, mas segue regras de mercado: saiba o que você gosta de fazer e encontre quem te pague por isso. Comece por você, Educador: o que você ainda não sabe que sabe? Quem mais é você além de docente/profissional da educação? Que outras competências e habilidades você possui? Quais poderiam ser usadas para incrementar/mudar/diversificar/dinamizar a sua sala de aula ou o seu cotidiano? Anote suas respostas em post its e mantenha-as sempre por perto!</p><p>SLIDE 5</p><p>1.3 Alicerçando conceitos</p><p>Entre os muitos conceitos de aprendizagem (dentre as tantas correntes existentes), como pontos comuns, tem-se que aprendizagem é mudança, está calcada na experiência, oportuniza insights, mas, acima, ou antes de tudo, é SIGNIFICATIVA e contextualizada. Aprendizado envolve pensar, sentir e agir (não necessariamente nesta ordem), também conhecidos como aprendizado cognitivo, afetivo (emocional) e psicomotor.</p><p>No mundo organizacional, ainda que não haja concordância total, entende-se que competências têm relação com conhecimentos, habilidades e atitudes que geram reconhecimento (social e econômico ao indivíduo) e resultados organizacionais (FLEURY; FLEURY, 2001).</p><p>Outro conceito pode ser: um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos e habilidades, que agreguem valor econômico à organização e valor social ao indivíduo (FLEURY; FLEURY, 2001).</p><p>1.4 Competências duráveis</p><p>Quando falamos em futuro torna-se oportuno saber que algumas questões comporão a “LLL” ou Lifelong Learning (Aprendizado ao longo da vida). A velocidade das mudanças nos tornou aprendizes para toda a vida. Porém, ainda que as competências do futuro mudem, e elas vão mudar, algumas ajudarão a nos mantermos ativos e inseridos no mercado de trabalho. Algumas seguem aqui, mas você pode encontrar outras. Observe as competências das figura abaixo:</p><p>Figura 5: Competências duráveis</p><p>Fonte: Adaptado de Motomura (2017).</p><p>Observe que elas perduram apesar das mudanças no mundo e atendem as necessidades de muitas áreas do conhecimento.</p><p>Observe o alinhamento existente entre as competências gerais preconizadas pela BNCC e as propostas de exercícios, leituras e desenvolvimento no Módulo do Mundo do Trabalho. Observe em especial o item 6, estruturante desta proposta, mas sem desconsiderar os demais tópicos tangenciados nas diversas propostas de trabalho aqui postuladas.</p><p>#FICAADICA – PARA SABER MAIS</p><p>Material: Você e um pouco de disposição.</p><p>O que fazer: Ler o material da Unesco sobre Educação para a cidadania global preparando alunos para os desafios do século XXI . O material está incrível. Permite entender melhor, não apenas a Educação para a cidadania global em seus aspectos básicos, como quais são os parâmetros de cidadania global e os fatores capacitores, como fazê-los na prática e nos currículos. Vale muito conferir a seção Formação de professores e iniciativas lideradas por jovens. Que tal degustar o conteúdo em três tempos de 30 minutos? Desafie-se anotando pelo menos duas ideias novas para cada tópico lido ou seus insights no template abaixo:</p><p>SLIDE 6</p><p>Contemporaneamente, habilidades resultam em desempenho (se não houve desempenho, entende-se que a habilidade não está adequadamente desenvolvida 1 ), que devem estar sustentadas por conhecimento para serem transferíveis (NAPPER; NEWTON, 2016).</p><p>Vamos, agora, diferenciar Conhecimento, Habilidade e Atitude:</p><p>Conhecimento, segundo o dicionário, é:</p><p>1. o ato ou efeito de conhecer.</p><p>2. ato de perceber ou compreender por meio da razão e/ou da experiência.</p><p>3. faculdade de conhecer.</p><p>4. POR EXTENSÃO</p><p>domínio, teórico ou prático, de uma arte, uma ciência, uma técnica etc.</p><p>"ter bons c. de português"</p><p>relacionamento ou conjunto de relacionamentos que uma pessoa ou grupo de pessoas mantém com outras, quer por amizade, quer por mera formalidade.</p><p>"são gente do meu c."</p><p>5. POR EXTENSÃO</p><p>fato ou condição de estar ciente ou consciente de algo; ciência, informação, notícia.</p><p>"não temos c. de seu estado atual"</p><p>somatório do que se conhece; conjunto das informações e princípios armazenados pela humanidade.</p><p>6. COMÉRCIO</p><p>recibo.</p><p>7. FILOSOFIA</p><p>ato ou faculdade do pensamento que permite a apreensão de um objeto, por meio de mecanismos cognitivos diversos e combináveis, como a intuição, a contemplação, a classificação, a analogia, a experimentação, etc.</p><p>8. erudição, cultura, instrução.</p><p>Habilidade, segundo o dicionário, é:</p><p>1. Característica ou particularidade daquele que é hábil; capacidade, destreza, agilidade.</p><p>2. Demonstração de destreza; engenho: meu filho tem muitas habilidades.</p><p>Atitude, segundo o dicionário, é:</p><p>1. Maneira de se comportar, agir ou reagir, motivada por uma disposição interna ou por uma circunstância determinada; comportamento: qual foi a atitude do diretor em relação ao aluno? Demonstrou uma atitude irônica.</p><p>2. Modo que indica a posição do corpo; postura: policiais em atitude de combate.</p><p>3. Objetivo, desejo: atitude de decepcionar alguém.</p><p>4. Comportamento repleto por afetação.</p><p>Logo, do ponto de vista do mundo do trabalho, interessa a capacidade do educando de saber cognitivamente o que está fazendo, sem desconsiderar as demais.</p><p>Habilidade significa destreza, ou seja, o saber fazer, aplicar. Vem em segundo lugar no conceito, pois parte-se do princípio (do ponto de vista de competências) que primeiro sabemos o que estamos fazendo e depois fazemos... Observe que isso vale neste contexto. Por exemplo, ninguém estuda como andar de bicicleta e depois sobe em uma... no entanto, primeiro, estudamos matemática, para depois aplicar em finanças…</p><p>Atitudes tem relação com querer ou não. Simples assim: posso saber o que preciso, ser talentoso ou hábil e não ter o desejo ou disciplina para fazer. São predisposições de ação, justamente o contrário de apatia e inércia.</p><p>#FICAADICA – MÃOS NA MASSA</p><p>Material: post it e caneta.</p><p>O que fazer: Você já pensou se algum destes pontos (entre conhecimento, habilidade e atitude) preponderam quando o assunto é perfil profissional? Pense sobre isso um instante, antes de continuar seu aprendizado, e anote sua resposta. Depois de refletir, considere a possibilidade de que quem tem predisposição para agir (atitude) busca o conhecimento que falta e treina a habilidade que necessita.</p><p>SLIDE 7</p><p>Ainda dentro da necessidade de alicerçar conceitos, cabe trazer à tona o que são Valores, pois eles são fundamentais para a vida em sociedade:</p><p>Valores são predisposições de ação diante de alguma circunstância e eles norteiam nossas decisões em qualquer ambiente. Pense no valor “ambição”: não há problemas em sê-lo ou tê-lo, mas a forma como sua personalidade foi formada pode fazer com que este valor seja usado de forma positiva ou negativa. Positivamente, será usado para buscar crescimento, seu e dos que o cercam. Negativamente, poderá ser usado para crescer a qualquer custo, desonestamente, talvez.</p><p>#FICAADICA: MÃOS NA MASSA</p><p>Material: post it e caneta.</p><p>O que fazer: Pense por um instante quais são os seus valores? Como eles afetam você? Eles mudaram ao longo da sua vida? Anote as respostas e veja as reflexões abaixo.</p><p>Reflexões: Ambição, ganância, respeito, honestidade, empatia, senso de justiça e ética são exemplos de valores. Eles embasam nossas decisões e norteiam nossas vidas. Nem sempre temos consciência de quais são, ainda assim eles nos afetam... reflita sobre eles. Defina como impactam sua vida. Pense no seu educando, como isso impacta as escolhas dele? Consegue ampliar seus valores, ou a compreensão que ele tem deles, ou inserir novos?</p><p>Sem perder de vista os assuntos vistos acima, ampliaremos incluindo o tema Propósito. Considerando que, quanto mais perto da fonte, mais pura é a água, vamos iniciar pelo conceito:</p><p>Propósito tem relação com objetivo, vontade de fazer ou alcançar... com relação ao Propósito de Vida, vale entender e pensar sobre alguns pontos. Por que estamos aqui? Qual será o meu legado, qual a razão de atuar com educação? Responder a isso, de forma verdadeira, pode ser bastante desconfortável, mas torna-se necessário quando pensamos em Trabalho. Ainda que possamos entender que questões de sobrevivência são soberanas, também podemos refletir sobre como saber nosso propósito para poder mudar a realidade ao entorno.</p><p>O filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), escreve com sabedoria que “quem tem um porquê, enfrenta qualquer como”, mas quem debulha este conceito é ninguém menos que o Dr. Viktor Emil Frankl, médico neurologista e psiquiatra, fundador da Logoterapia e Análise Existencial e autor de vários livros que abordam desde o Sentido da Vida, quanto a necessidade de busca do mesmo para que a vida tenha significado, propondo uma abordagem psicológica e entendendo que esta busca é individual para cada pessoa.</p><p>Considere que Frankl (2003, 2008, 2011) classifica os valores através de três categorias:</p><p>· Valores de criação, criando um trabalho ou praticando um ato;</p><p>· Valores de experiência (ou vivência), experimentando algo ou encontrando alguém;</p><p>· Valores de atitude, pela decisão que tomamos perante o sofrimento inevitável.</p><p>A depender das circunstâncias, um valor pode ter mais sentido de ser realizado do que outro. Em um momento da vida, o trabalho pode nos exigir mais; em outro, a experiência de amar e/ou ser amado pode ser mais significativa. E quando nada restar, o valor estará na coragem e atitude perante o sofrimento (FRANKL, 2011).</p><p>É fundamental deixar claro que valores são abstratos e universais, enquanto o sentido é algo concreto, objetivo, que o sujeito pode realizar em uma situação única.</p><p>Assim quando falamos em Propósito, uma forma de buscá-lo é aprofundar o exercício abaixo:</p><p>#FICAADICA: MÃOS NA MASSA</p><p>Material: post it e caneta.</p><p>O que fazer: entreviste um colega e busque saber:</p><p>1. Quem ele é?</p><p>2. Qual a sua maior paixão?</p><p>3. O que mais o incomoda neste mundo?</p><p>Depois, elabore um Pitch (pequena apresentação) sobre o que você ouviu e sentiu sobre as respostas do colega. Caso esteja sozinho, convide um colega que também esteja fazendo a formação para trabalhar com você. Além de quebrar um pouco a leitura, será uma ótima oportunidade de conversar, ou de se aproximar, ou de conhecer algum colega, ou de tudo isso junto.</p><p>Você deve estar se questionando como as perguntas anteriores auxiliam a descobrir o propósito. Observe que ele impacta em tudo, em nossa vida, nos nossos relacionamentos, na carreira e na sociedade. Cada paixão e/ou cada incômodo é uma oportunidade de mudar o seu mundo. Veja o exemplo abaixo:</p><p>Boyan Slat - Holandês</p><p>CEO e fundador da The Ocean Cleanup (A limpeza do oceano, em livre tradução). Inventor desde o nascimento.</p><p>Fundou a The Ocean Cleanup aos 18 anos. O mais jovem ganhador do maior prêmio ambiental da ONU.</p><p>Que tal descobrir mais sobre as inquietações dele e o que o levou a fazer diferença no mundo?</p><p>https://theoceancleanup.com/</p><p>#FICAADICA: MÃOS NA MASSA</p><p>Material: acesso a internet e boa vontade.</p><p>O que fazer:</p><p>1. Descobrir outros exemplos como os de Boyan Slat e pensar se seria possível transformar o problema do lixo nos oceanos em solução;</p><p>2. Explorar o site, os vídeos, as atualidades, as oportunidades de carreira;</p><p>3. Buscar entender como a inquietude pode ser útil para mudar a sua vida, a vida do seu educando e a comunidade onde vive.</p><p>4. Descobrir outras pessoas que empreenderam a partir do seu propósito.</p><p>5. Descobrir empresas nacionais e regionais criadas a partir do propósito.</p><p>SLIDE 8</p><p>1. PERGUNTAS COM PROPÓSITO</p><p>2. PERGUNTAS COM PROPÓSITO: o que Robinson Shiba nos ensina sobre sonhar? (China in box): https://www.youtube.com/watch?v=R0SyDIyW93g</p><p>3. Paixão e propósito: Cassio Bobsin se reinventou muitas vezes para transformar a Zenvia em um negócio global: https://endeavor.org.br/historia-de-empreendedores/historia-empreendedor-endeavor/zenvia/</p><p>4. Porto Social... Somos um “Porto Social” – o lugar de juntar todo mundo que está mudando o mundo através de iniciativas sociais. Usam o termo incubadora e aceleradora para definir o que somos, porém, o nosso desafio é cuidar, zelar e empoderar os “muda-mundo”. Você vai conhecer através deste vídeo, das fotos, dos depoimentos “A casa do Empreendedorismo</p><p>Social”. Seja muito bem-vindo! Neste lugar cabe você também, venha se abastecer no Porto Social e siga daqui para mudar o mundo: http://www.portosocial.com.br/sobre-nos/</p><p>Falar sobre Propósito pode ser bastante ansiogênico para muitas pessoas. Toda mudança ou reflexão sobre a vida deve gerar desconforto. Atente-se que um “desconforto” deve ser forte o bastante para gerar um movimento, mas não pode ser tão impactante a ponto de causar paralisia. Equilíbrio e gentileza são as palavras de ordem.</p><p>Trabalho e sofrimento não são conceitos correlatos. O trabalho pode e deve ser entendido como fonte de realização pessoal, de crescimento, de mudança e de florescimento.</p><p>QUESTÃO 1</p><p>Antes de seguir, preencha o Curtograma, e descubra o que ele fala sobre você.</p><p>CURTO E FAÇO</p><p>CURTO E NÃO FAÇO</p><p>NÃO CURTO E FAÇO</p><p>NÃO CURTO E NÃO FAÇO</p><p>Curtograma é uma técnica amplamente usada na psicologia positiva que ajuda a ampliar seu autoconhecimento. Preencher os quadrantes auxilia a fazer distinções, diferenciações sobre o que gostamos ou não, e também a refletir sobre “como e onde” investimos nosso tempo (FALEIROS, 2014).</p><p>#FICAADICA: PARA SABER MAIS</p><p>Material: muitas respirações profundas para as revelações e insights vindouros!</p><p>Vamos pensar nas dimensões Trabalho, Sucesso, Felicidade e Propósito, aprofundando nosso entendimento através de um painel, com a visão de três grandes pensadores brasileiros, juntamente com o mais longo estudo feito sobre Felicidade, realizado em Harvard, com duração de 75 anos e Michele Sullivan, uma inovadora social:</p><p>a) Leandro Karnal fala 6 minutos sobre felicidade no trabalho: https://youtu.be/SbI2JfA_AqQ</p><p>b) Luiz Felipe Pondé, nos ajuda a refletir sobre a “Ode a Felicidade”</p><p>https://youtu.be/dvPT3md6Hj0</p><p>c) Monja Coen fala sobre UnHappy Work: Trabalho infeliz?</p><p>https://youtu.be/q3YwwmTDcjE</p><p>Como fechamento do “Alicerçando Conceitos”, partilhamos com você o mais longo estudo sobre Felicidade, Sucesso e Mundo do Trabalho, conduzido por Harvard. O estudo durou 75 anos e é considerado o mais longevo estudo sobre o assunto até o momento. Ele traz importantes reflexões sobre o que consideramos sucesso, o que traz saúde ao longo das nossas vidas e o que pode ser oportuno considerar no quesito Mundo do Trabalho e Projeto de Vida.</p><p>#FICAADICA: PARA SABER MAIS</p><p>1. Assista o vídeo sobre Felicidade. Encontre as três lições importantes contidas nele: https://www.ted.com/talks/robert_waldinger_what_makes_a_good_life_lessons_from_the_longest_study_on_happiness?subtitle=pt-br</p><p>2. Após, veja o que podemos aprender sobre desafios pessoais, sucesso individual e coletivo, preconceitos e novos significados com Michele Sullivan, em: https://www.ted.com/talks/michele_l_sullivan_asking_for_help_is_a_strength_not_a_weakness</p><p>Agora, use o seu coração para refletir em cima do template proposto a seguir.</p><p>Fonte: Napper e Newton (2016).</p><p>Observação</p><p>Observe que este exercício pode ser usado em diversas oportunidades de aprendizado, tanto o seu, como o dos seus educandos. Como sugestão, faça essa reflexão dentro das 24 horas seguintes à experiência (isso ajuda a cortar o excesso de detalhes) e não deixe ultrapassar 48 horas (para prevenir esquecimentos).</p><p>Havendo alicerçado conceitos, vamos seguir com novos aprendizados sobre o Mundo do Trabalho!</p><p>SLIDE 9</p><p>1.5 Papel profissional</p><p>Entender o que se espera de nós dentro do espaço de trabalho é oportuno e importante, independente se este espaço é informal ou formal, grande ou pequeno, organizado ou não.</p><p>A definição usada por Moreno (SANTOS, 2020) sobre o Papel Profissional refere-se às responsabilidades atribuídas a determinado indivíduo ou grupos sociais, ou seja, as ações que a sociedade espera de uma pessoa que ocupa certa posição. Há um padrão comportamental e, por isso, o papel social define o conjunto de normas, direitos e deveres que precisam ser seguidos. Cada um de nós têm vários “papéis” na vida. Somos pais, mães, filhos, amigos, conselheiros, educadores, chefes, líderes, funcionários…</p><p>Assim, tendo compreendido melhor o que é papel, torna-se oportuno entender o que é esperado do “ocupante do cargo”, diante dos seus públicos de relacionamento.</p><p>Vamos começar pensando em como conseguir uma colocação profissional.</p><p>1.6 Sua apresentação</p><p>Muitas são as formas de você se apresentar, vamos começar por duas:</p><p>Seu Curriculum Vitae – CV (pronuncia Vite), o que deve constar nele, como prepará-lo, para onde encaminhar... todas essas dúvidas são comuns e normais. Sim, querido docente, sabemos que não somos experts em Recursos Humanos, mas podemos ajudar nosso educando através das dicas abaixo. Um Currículo deve ser estratégico, ou seja, para cada objetivo que temos devemos ter um CV diferente. Observe que não faz sentido ter o mesmo CV se queremos uma posição em Finanças e outra em Vendas... e, quando estamos começando a vida profissional, podemos querer experimentar as duas…</p><p>Assim, defina seu objetivo e coloque as experiências que você possui com relação aquela vaga. Ex.: se for finanças, comente como você auxiliou o Grêmio Estudantil a organizar e controlar suas finanças, ou o grupo de alunos do ensino médio a organizar suas contas para a viagem de final de ano, a festa de formatura, etc. Se for para a área de vendas, comente como você “vendeu um projeto”. Procure ter em mente o que foi feito, como e que resultados conseguiu.</p><p>#FICAADICA: PARA SABER MAIS</p><p>Que tal ler um pouco mais sobre como conseguir experiência?</p><p>Essa empresa especializada tem um blog muito bom sobre diversos assuntos relacionados ao Mundo do Trabalho e sobre como conseguir experiência: http://blog.manpowergroup.com.br/afinal-como-posso-ter-experiencia-se-e-meu-primeiro-emprego</p><p>1. Onde conseguir Templates de CV: No canva é possível criar muitas coisas. Que tal criar seu CV? Acesse: https://www.canva.com/pt_br/criador/editor-curriculo-v1/?utm_source</p><p>2. Existem modelos no Word, em app, em sites... Olha só esse aqui: https://app.onlinecurriculo.com/editor/cv/64e8cd82-8046-41f6-ab9b-cdc6c1ff75a2/templates</p><p>3. Outras empresas especializadas também oferecem versões não pagas de algumas ferramentas, como a seguinte:</p><p>https://zety.com/br/blog/curriculo-primeiro-emprego.</p><p>Observação: Alguns recursos da plataforma podem ser pagos, fique atento, ok?</p><p>Lembre-se que um CV bem organizado tem por objetivo ajudá-lo a se tornar interessante para ser chamado para uma entrevista.</p><p>#FICAADICA: PARA SABER MAIS</p><p>Muitas são as formas de conseguir experiências: trabalho voluntário é uma delas.</p><p>Depois de elaborar seu CV, é hora de buscar uma oportunidade.</p><p>Muitos sites ajudam nessa hora. Seguem aqui alguns deles:</p><p>· No Infojobs você pode cadastrar seu CV e verificar quais são as empresas mais desejadas, o que elas buscam, locais onde existem vagas, quais os cargos mais procurados.</p><p>https://login.infojobs.com.br/cadastrar-curriculo.aspx.</p><p>· Na mesma linha do InfoJobs, temos a Catho: https://www.catho.com.br/lp/acathofunciona.</p><p>· LinkedIn é considerada uma das melhores redes profissionais. Vale muito a pena se cadastrar nela. Ela é útil para conhecer profissionais, ampliar sua network, aprender sobre diversos assuntos e se relacionar:</p><p>https://br.linkedin.com/jobs.</p><p>· O Indeed é um site de empregos que trabalha para colocar os candidatos em primeiro lugar, dando a eles acesso livre à busca de vagas, à publicação de currículos e à pesquisa de empresas:</p><p>https://br.indeed.com/?from=gnav-employer--tophat--employer</p><p>Sobre a primeira oportunidade de trabalho...Vamos falar sobre isso?</p><p>Sempre existe oportunidade, mas temos que garimpá-las, buscá-las, descobri-las… Um dos programas existentes é o Programa Jovem Aprendiz, onde empresas de portes variados podem contratar jovens aprendizes, desde aquele estabelecimento do seu bairro até organizações públicas e privadas. Portanto, existem algumas empresas que realizam processos seletivos todos os anos e renovam suas grades de funcionários aprendizes. São elas: Espro, Caixa Econômica Federal, Correios, Senai, Senac, Aprendiz Legal, etc.</p><p>Existe uma série de empresas que contratam jovens entre</p><p>14 e 24 anos para participar do Jovem Aprendiz. Saiba maiores informações no site https://jovemaprendizbr.com.br/.</p><p>Outro site muito bom é o Centro de Integração Empresa-Escola, o CIEE, que, além de dicas, oferece vários cursos gratuitos: https://portal.ciee.org.br/#section1.</p><p>SLIDE 10</p><p>1.7 Postura profissional</p><p>Ok. Você conseguiu elaborar seu CV, buscou sua primeira oportunidade e, agora, vamos nos preparar para uma entrevista. Lembre-se que sua postura profissional é fundamental para o seu sucesso.</p><p>A ONG Na Prática, um projeto da Fundação Estudar, juntamente com a revista Exame, criou uma websérie para explicar, de maneira rápida, como se destacar nos pontos mais críticos de processos seletivos e sanar as principais dúvidas dos candidatos. Você pode aproveitar todo este conteúdo a seguir:</p><p>SAIBA MAIS</p><p>1.8 Se preparando para uma entrevista</p><p>Ok, sabemos que entrevistas de emprego geram dúvidas, desconfortos etc. Muitos sites e vídeos preparam para o que fazer no momento da entrevista, e entendemos que o antes é tão oportuno quanto o momento em si. Aqui estão algumas dicas preciosas preparadas para você.</p><p>Antes da entrevista – a preparação</p><p>· Informe-se: Mesmo que o anúncio da vaga responda a tudo que você gostaria de saber, pesquise mais sobre a organização que está contratando, sobre o mercado dela, oportunidades e concorrentes. Nada vai impressionar mais o seu entrevistador ou banca do que perceber que você tem conhecimento de assuntos correntes sobre o tema. Não se limite ao site da empresa, pesquise notícias e, se possível, recorra a algum contato que conheça a organização.</p><p>· Currículo: Revise e reveja seu currículo, tenha uma cópia dele consigo no momento da entrevista, e se alguma das suas respostas for divergir do que constava no currículo que você enviou à empresa, explique a razão, pois seus entrevistadores irão perceber, ainda que não falem nada a você na hora.</p><p>· Evite emergências: Na véspera, durma bem e se alimente de forma segura!</p><p>· Chegue a tempo: Mesmo em casos de entrevistadores benevolentes, que permitirão que você seja entrevistado mesmo chegando atrasado, a impontualidade conta muitos pontos negativos. Planeje antes sua rota para chegar a tempo. Dependendo da natureza da entrevista, você pode ser entrevistado por chefes das áreas em que há vagas, e não tenha dúvida de que o tempo deles é valioso. Planeje chegar 15 minutos mais cedo, e use o tempo extra para relembrar ou revisar suas anotações, ou mesmo para trocar ideias com outros candidatos, ou com alguém da organização que esteja na sala de espera, mesmo que casualmente.</p><p>Eu sempre procuro passar na sala de espera antes das entrevistas, me identifico claramente (sem pegadinhas) e espero para ver quem tem iniciativa de conversar e fazer perguntas inteligentes.</p><p>· Polidez: Seja educado e civilizado, tanto na sala de espera quanto na entrevista. Não masque chiclete, não fique olhando para o relógio, desligue o celular. Evite fumar, e não abuse do cafezinho. Repense seu piercing.</p><p>· Fair play: Nunca fale mal de sua antiga empresa, empregadores, fornecedores ou clientes – nem mesmo na sala de espera e, principalmente, na entrevista. Este conselho serve também para a sua vida pessoal.</p><p>· Traje: Use o bom senso na hora de escolher a roupa, e separe-a e revise-a já na véspera. Mostre que você se dedicou para escolher uma roupa adequada a um ambiente profissional e à imagem da organização. Mas não exagere!</p><p>· Pratique e treine Obtenha ou prepare uma lista de perguntas típicas de entrevistas de emprego, e convide alguém de sua confiança para praticar a lista várias vezes. Se possível, grave e depois ouça. O ideal é chegar ao ponto em que você responde a qualquer uma das perguntas básicas sem parar para pensar mais do que alguns segundos, nem dizer os típicos “Ééééé”, “Ahhhhh”, “Bom…”. Mas, cuidado para não se precipitar – você deve refletir, para responder exatamente o que foi perguntado – sem ser monossilábico. Interaja, mostre que você tem conteúdo. Mas, nunca exagere!</p><p>· Antecipe o mais difícil: Planeje boas respostas (mas, sempre totalmente sinceras) para perguntas potencialmente difíceis, como a lista de seus pontos fortes e fracos, ou a razão pela qual você deixou seu último emprego. Uma boa resposta para a questão dos pontos fracos começa com “Eu percebi que não estou tão bem quanto gostaria no aspecto X, e por isso ultimamente tenho tentado corrigir isto fazendo Y”. Mas, só é boa ideia se for verdade.</p><p>· Saiba o que perguntar: Tenha boas perguntas preparadas. Se o seu entrevistador abrir espaço para que você faça perguntas, e você não tiver nenhuma, isto pode passar uma imagem de desinteresse ou de desatenção.</p><p>SLIDE 11</p><p>Recadinho aos educadores</p><p>É inesgotável o assunto de preparação para o trabalho.</p><p>Nossas informações, dicas e recomendações têm por objetivo norteá-lo, indicando possibilidades, nunca cercá-lo, negando que outras oportunidades possam, talvez, serem vistas apenas por quem está aí próximo, contextualizado e vivenciando esta realidade.</p><p>São ideias iniciais, embrionárias que precisam ser musculadas e ampliadas, como forma de mudar o nosso mundo, pois se tem algo que a educação se propõe, é mudar o mundo na forma como o conhecemos.</p><p>Cada educador é um “soprador de brasas”. Acredite que cada educando a você confiado, que passa por suas mãos, é uma centelha viva de esperança e de possibilidades de realização!</p><p>Projeto de Vida + Formação para o Mundo do Trabalho + Trilha de Formação Profissional</p><p>Figura 5 – Preparação Básica para o Trabalho</p><p>Fonte: Frente Novo Currículo Médio</p><p>Algumas dicas adicionais</p><p>Sendo assim, os seguintes norteadores são oportunos de serem previstos no Planejamento do desenvolvimento docente, no que tange a Formação Técnico-Profissional:</p><p>· Proporcionar vivências práticas dos docentes através de projetos reais e experienciais;</p><p>· Valorizar as atuais práticas pedagógicas como ponto de partida para atualizações educacionais mais alinhadas com os novos modelos propostos;</p><p>· Desenvolver o “pensar estratégico docente” permitindo correlacionar os projetos pedagógicos com os Projetos de Vida discentes, tornando a educação a alavanca de mudança social pretendida;</p><p>· Entre os tópicos de desenvolvimento docente torna-se oportuno a ampliação e/ou conhecimento dos propósitos de vida e autoconsciência. Não se pode mudar o que não se conhece. O Professor é a base do processo para engajamento dos estudantes e desenho de carreiras futuras;</p><p>· Há um contrassenso a ser considerado no sentido de usar a CBO (passado e presente) e desenvolver competências para futuro, sob pena de reprodução do modelo de formação de “mão de obra” para os meios produtivos. Sendo assim, precisamos apresentar competências e carreiras do futuro a exemplo apontado (WORLD ECONOMIC FORUM, 2020), assim como, competências Empreendedoras (BACIGALUPO, 2016);</p><p>· Com relação às avaliações, no que concerne aos percursos formativos técnico profissionalizantes, sugere-se incluir feedbacks de mercado (comunidade envolvida nos projetos). Sustenta-se tal ação ao artigo cinco, inciso VII letra (b), da Formação Continuada de Professores da Educação Básica (BNC-2020), onde descreve como competência do professor a colaboração mútua, com vista ao pleno desenvolvimento de cada aluno, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.</p><p>A análise de contexto social é fundamental quando se fala em Percursos Formativos Técnico Profissionalizantes, pois tange a sobrevivências e realização do Potencial Humano. Sob essa perspectiva, percebe-se que os currículos apresentados consideraram os marcos legais vigentes e solicitados, valorizaram na sua construção o respeito à realidade local e envolveram/consultaram suas comunidades na construção dos projetos pedagógicos.</p><p>SLIDE 12</p><p>Atividade Avaliativa</p><p>Questão 1</p><p>Observe os critérios de reflexão dispostos abaixo. Considere-os como um guia para avaliar o que existe ou não na sua instituição de Educação. Assinale (S) para Sim e (N) para Não. Essa é uma atividade avaliativa obrigatória para prosseguir até</p><p>a próxima unidade.</p><p>SIM</p><p>Os Eixos Estruturantes (investigação científica, mediação e intervenção sociocultural, processos criativos e empreendedorismo) integram interdisciplinarmente o itinerário formativo técnico profissionalizante?</p><p>SIM</p><p>Os Eixo estruturantes (investigação científica, mediação e intervenção sociocultural, processos criativos e empreendedorismo) conectam experiências educativas com a realidade contemporânea?</p><p>SIM</p><p>Os Eixos estruturantes (investigação científica, mediação e intervenção sociocultural, processos criativos e empreendedorismo), desenvolvem habilidades importantes para a formação integral?</p><p>SIM</p><p>Sobre CURRÍCULO: apresenta orientações sobre critérios para a definição dos itinerários e/ou eletivas?</p><p>SIM</p><p>Sobre QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL: a formação inicial continuada para desenvolvimento de competências está relacionada aos perfis listados no CBO?</p><p>SIM</p><p>Sobre HABILITAÇÃO TÉCNICA PROFISSIONAL do nível médio: essa Formação técnica é reconhecida por meio de diploma em curso listado no CNCT (catálogo brasileiro de curso técnicos)</p><p>SIM</p><p>Sobre FORMAÇÃO EXPERIMENTAL: apresenta alguma formação profissional ainda não reconhecida formalmente, com prazo de 6 meses a cinco anos para inclusão na CBCT Catálogo Nacional de Cursos Técnicos</p><p>SIM</p><p>Sobre ITINERÁRIOS INTEGRADOS: Apresenta Itinerários que combinam + de uma área do conhecimento complementados por formação técnica e profissional.</p><p>SIM</p><p>Existência de Critérios de seleção dos parceiros? As questões pedagógicas estão definidas com os parceiros ofertantes, organizadas com os procedimentos de autorização específica para a oferta de formações experimentais de cursos de habilitação profissional técnica de nível médio, que não constem no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos.</p><p>SIM</p><p>O percurso Formativo possui o perfil do egresso e deixa claro o desenvolvimento das competências que precisam ser desenvolvidas?</p><p>SIM</p><p>Apresenta inovação no percurso formativo?</p><p>SIM</p><p>O percurso contempla o Projeto de vida do Estudante?</p><p>SIM</p><p>O percurso contempla a educação Integral, respeitando a Singularidades e Diversidade (negros, índios, pardos, LGBTQIA+) ?</p><p>SIM</p><p>O percurso contempla estratégias de engajamento discente?</p><p>SIM</p><p>O percurso contempla estratégias de engajamento docente ?</p><p>Enviar Atividade</p><p>Respondida 1 de 1 questão</p><p>Há uma sopa de caracteres que corresponde, na verdade, às iniciais (em inglês) das sete diretrizes que, quando bem estabelecidas, eliminam quaisquer dúvidas que possam aparecer ao longo de um processo ou de uma atividade.</p><p>São elas 5 W: What (o que será feito?) – Why (por que será feito?) – Where (onde será feito?) – When (quando?) – Who (por quem será feito?</p><p>2H: How (como será feito?) – How much (quanto vai custar?)</p><p>Ou seja, é uma metodologia cuja base são as respostas para estas sete perguntas essenciais. Com estas respostas em mãos, você terá um mapa de atividades que vão te ajudar a seguir todos os passos relativos a um projeto, de forma a tornar a execução muito mais clara e efetiva (ENDEAVOR BRASIL).</p><p>Atividade</p><p>Agora, preencha o quadro abaixo, observando o que se pede. Trata-se de um plano de ação simples, mas completo. Divirta-se:</p><p>a</p><p>O QUE SERÁ FEITO?</p><p>b</p><p>POR QUE SERÁ FEITO?</p><p>c</p><p>QUANDO SERÁ FEITO?</p><p>d</p><p>POR QUEM SERÁ FEITO?</p><p>e</p><p>COMO SERÁ FEITO?</p><p>Enviar Atividade</p><p>Respondida 0 de 1 questão</p><p>#FICAADICA</p><p>Para saber mais e pensar em novas aplicações na vida, nos negócios, na educação (NAKAGAWA, 2021).</p><p>· Ferramenta 5w2h - Plano de Ação para Empreendedores https: //www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/5W2H.pdf.</p><p>AUTOAVALIAÇÃO do PLANO DE AÇÃO</p><p>Questão 1</p><p>Leia cada dimensão, a seguir, e faça uma autoavaliação do quanto você considerou os itens a seguir abordados no seu planejamento. Lembre-se de realizar essa autoavaliação para fins de certificação.</p><p>1</p><p>Discordo Totalmente</p><p>2</p><p>Discordo</p><p>3</p><p>Indiferente</p><p>4</p><p>Concordo</p><p>5</p><p>Concordo Totalmente</p><p>O QUE SERÁ FEITO?</p><p>· as metas, objetivos ações foram descritas?</p><p>· elas estão correlacionadas com o projeto pedagógico?</p><p>POR QUE SERÁ FEITO?</p><p>· Finalidades, objetivos e compromissos foram descritos?</p><p>· Os resultados pedagógicos foram considerados (perfil do egresso e competências)</p><p>QUANDO SERÁ FEITO?</p><p>· O período de execução está planejado, considerando-se: carga-horária e aprendizado, sazonalidade, disponibilidade e otimização dos recursos pedagógicos?</p><p>POR QUEM SERÁ FEITO?</p><p>· Os líderes e/ou responsáveis das atividades estão definidos e planejados? Está previsto o envolvimento de governança local, parceiros, sociedade, responsabilidade compartilhada ,comunidade, pais, associações de bairro, etc.</p><p>QUANTO VAI CUSTAR?</p><p>· A relação entre orçamento e gastos foi prevista?</p><p>· A sustentabilidade receita e despesa foi considerada?</p><p>ONDE SERÁ FEITO?</p><p>· Houve planejamento dos espaços onde será executada a atividade: será na escola, em ambientes de salas com parceiros, ambientes virtuais, espaços ao ar livre,públicos etc.</p><p>COMO SERÁ FEITO?</p><p>· Quais os recursos pedagógicos serão utilizados?</p><p>· Quais metodologias serão utilizadas, elas irão facilitar a aprendizagem e o desenvolvimento de competências?</p><p>Enviar Atividade</p><p>Respondida 0 de 1 questão</p><p>UNIDADE 2</p><p>SLIDE 13</p><p>UNIDADE 2 - INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA</p><p>Nesta unidade, iremos apresentar a pesquisa correlacionada aos projetos, além da aprendizagem das etapas do processo de iniciação científica para inovação social, bem como, conhecer os métodos para sua execução, analisando o contexto, investigando e resolvendo problemas da sociedade, do cotidiano, levantando hipóteses, gerando ideias e validando hipóteses. Os objetivos desta unidade são os de possibilitar os docentes para uma futura aplicação no percurso formativo técnico profissionalizante.</p><p>2.1 Habilidades em foco</p><p>· (EMIFFTP01) Investigar, analisar e resolver problemas do cotidiano pessoal, da escola e do trabalho, considerando dados e informações disponíveis em diferentes mídias, planejando, desenvolvendo e avaliando as atividades realizadas, compreendendo a proposição de soluções para o problema identificado, a descrição de proposições lógicas por meio de fluxogramas, a aplicação de variáveis e constantes, a aplicação de operadores lógicos, de operadores aritméticos, de laços de repetição, de decisão e de condição.</p><p>· (EMIFFTP02) Levantar e testar hipóteses para resolver problemas do cotidiano pessoal, da escola e do trabalho, utilizando procedimentos e linguagens adequados à investigação científica.</p><p>· (EMIFFTP03) Selecionar e sistematizar, com base em estudos e/ou pesquisas (bibliográfica, exploratória, de campo, experimental etc.) em fontes confiáveis, informações sobre problemas do cotidiano pessoal, da escola e do trabalho, identificando os diversos pontos de vista e posicionando-se mediante argumentação, com o cuidado de citar as fontes dos recursos utilizados na pesquisa e buscando apresentar conclusões com o uso de diferentes mídias (BRASIL, 2018).</p><p>Fonte: Portaria MEC nº. 1432 de 28/12/2018</p><p>Todos nós utilizamos o pensamento científico em nossas vidas no cotidiano, como quando cozinhamos e nos perguntamos o que faz um bolo murchar ao abrir a porta do forno que está assando, ou quando olhamos pela janela e nos perguntamos de onde surgem os ventos. Quando tentamos descobrir os porquês, estamos usando a curiosidade para descobrir as causas e procurar respostas para as nossas inquietações diárias.</p><p>Aprender habilidades para apoiar o pensamento científico é uma parte importante do desenvolvimento de um estudante, saber quais habilidades utilizar para resolver problemas, a maneira como usá-las e como trabalhar em um processo de maneira lógica são essenciais. As habilidades de pensamento científico incluem observar, fazer perguntas, fazer previsões, testar ideias, documentar dados e comunicar pensamentos.</p><p>Segundo Gil (2010), a pesquisa é o processo de organizar o pensamento científico, é o procedimento racional e sistemático que busca proporcionar respostas aos problemas.</p><p>SLIDE 14</p><p>A pesquisa é a investigação, e ela alcança seus objetivos, de forma científica, quando cumpre ou se propõe a cumprir as seguintes etapas:</p><p>· descobrimento do problema ou lacuna - mapear problemas</p><p>potenciais caso não fiquem muito claros, passamos para a etapa seguinte;</p><p>· colocação precisa do problema - nessa etapa a ideia é submeter velhos problemas à luz de novos conhecimentos (empíricos ou teóricos, substantivos ou metodológicos);</p><p>· procura de conhecimentos ou instrumentos relevantes ao problema - por exemplo, pesquisar dados e informações correlacionados ao problema;</p><p>· tentativa de solução do Problema com meios identificados - se a tentativa resultar inútil, passa-se para a etapa seguinte; em caso contrário a subsequente;</p><p>· invenção de novas ideias - (hipóteses, teorias ou técnicas) ou produção de novos dados empíricos que promovam resolver o problema;</p><p>· obtenção de uma solução - (exata ou aproximada) do problema com auxílio instrumental planejado;</p><p>· investigação das consequências da solução obtida - correlacionar os resultados da pesquisa com teorias existentes ou surgimento de potenciais inovações;</p><p>· prova (comprovação) da solução - buscar evidências para comprovar ou refutar as hipóteses de pesquisa;</p><p>· correção das hipóteses, teorias, procedimentos ou dados empregados na obtenção da solução incorreta - aqui pode começar um novo ciclo de pesquisa, dinâmico, pois podem surgir novos questionamentos e novas hipóteses. (LAKATOS; MARCONI, 2010)</p><p>2.2 Estratégias de investigação</p><p>Os níveis de inter-relações das variáveis do processo de pesquisa são a base para o pesquisador escolher a técnica a ser utilizada que podem ser, segundo Creswell (2007), quantitativa (coleta de dados que geram dados estatísticos, utilizando técnicas de estatística, média, desvio-padrão, como porcentagem). Por outro lado, uma técnica qualitativa é aquela em que o investigador sempre faz alegações, com significados múltiplos das experiências individuais, significados social e historicamente construídos, com o objetivo de construir uma teoria ou padrão. Finalmente, métodos mistos que é a combinação dos dois anteriores: a coleta de dados também envolve obtenção de informações numéricas (por exemplo, em instrumentos), como de informações de texto (por exemplo, em entrevistas).</p><p>É importante esclarecer também que uma pesquisa pode ter muitas finalidades e a depender desses fins ela pode ser classificada, se o pesquisador for o instrumento-chave para se chegar à uma conclusão, como qualitativa.</p><p>Quando o objetivo é produzir conhecimento na busca de uma aplicação direta para uma solução ou problema, chamamos de pesquisa Aplicada. Já quando a pesquisa não tem o objetivo de uma aplicação direta imediata, envolve interesses amplos de conhecimentos universais, chamamos de pesquisa Básica.</p><p>SLIDE 15</p><p>2.3 Delineamento de pesquisa</p><p>Os ambientes em que ocorre a pesquisa são muito diversificados. Também são muito diversos os métodos e técnicas utilizados. Por isso, é importante saber o objetivo da sua aplicação, para conseguirmos classificá-las. Segundo Creswell (2007), os questionamentos para classificação de um projeto de pesquisa, são:</p><p>· Quais são as alegações de conhecimentos, perspectivas de bases teóricas?</p><p>· Que estratégias de investigação vão orientar os procedimentos?</p><p>· Que métodos de coleta e análise de dados serão usados?</p><p>As pesquisas exploratórias, como o próprio nome diz, têm como propósito proporcionar uma investigação com o objetivo de explorar uma maior familiaridade com o objeto de estudo, problema e o seu planejamento tende a ser bastante flexível (GIL, 2010).</p><p>Já as pesquisas descritivas, têm como objetivo a descrição das características de determinada população. Podem ser elaboradas também com o propósito de identificar possíveis relações entre variáveis. Elas descrevem, por exemplo, comportamentos de grupos por idade, sexo, procedência, etc.</p><p>Com o advento da internet sabemos que existem muitos dados e informações disponíveis nas redes, nesse sentido, quando realizamos a pesquisa bibliográfica, ela é elaborada com base em material já publicado, que pode ser digital ou não. Essa modalidade inclui livros, revistas, jornais, teses, dissertações e anais de eventos científicos (GIL, 2010).</p><p>As pesquisas experimentais consistem em investigações de pesquisa empírica, cujo objetivo principal é o teste de hipóteses que dizem respeito às relações de tipo causa-efeito. Para que os projetos possam respeitar padrões científicos, os projetos experimentais usam grupos de controle (além do experimental), com técnicas e regras de amostragem com o objetivo de possibilitar a generalização das descobertas. (LAKATOS; MARCONI, 2010).</p><p>Outra questão importante que deve ser considerada quando realizamos uma determinada pesquisa é o local, o espaço e o território que iremos realizar a mesma. Essa escolha pode ser determinante para os resultados de uma pesquisa. Nesse sentido, assim como vimos anteriormente que podemos analisar uma pesquisa como a natureza dos dados, precisamos analisar também onde os mesmos serão coletados, nesse caso, podem ser em laboratório ou em campo, pesquisa de campo. O grau de controle das variáveis podem ser experimentais ou não experimentais (GIL, 2010).</p><p>SLIDE 16</p><p>2.4 A pesquisa e a inovação social</p><p>A inovação social refere-se ao conhecimento aplicado às necessidades sociais (LIMEIRA, 2018). A pesquisa gera inovação Social quando o resultado desse conhecimento objetiva atender necessidades sociais através da participação e da cooperação de todos os atores envolvidos, gerando soluções novas e duradouras para grupos sociais, para comunidades. (BIGNETTI, 2011).</p><p>Para resolver problemas sociais multidimensionais, a pesquisa é utilizada para levantar oportunidades de inovação social, que se refere ao resultado do conhecimento aplicado às necessidades sociais, gerando soluções de base comunitária (LIMEIRA, 2018).</p><p>Desse modo, ao se abordar a pesquisa como inovação social e para construirmos uma prática pedagógica que instigue o pensamento científico, ou seja, educar pela pesquisa, é importante que o estudante desenvolva as habilidades de formular, analisar problemas e hipóteses.</p><p>2.5 Qual o seu problema?</p><p>Quantas vezes perdemos tempo, recursos e esforços resolvendo problemas errados? Segundo Wedell 2017, a maioria dos problemas que encontramos no mundo real, alguém já o apresentou para nós, por exemplo, um problema como o elevador é lento em nossa ânsia por encontrar uma solução, muitos de nós começaria a procurar soluções para esse problema: trocar o motor, colocar outro elevador, organizar o fluxo das pessoas por horários, etc.</p><p>Essas soluções podem ter sucesso, mas, segundo o autor, se você contextualizar o problema, poderia colocar espelhos na frente do elevador, pois essa medida se mostra eficaz para reduzir queixas quanto a lentidão do elevador, já que a pessoas tendem a perder a noção do tempo quando tem uma distração, ou seja, resolvemos o problema com uma solução mais simples. Sob essa perspectiva ao analisar problemas é importante compreender a extensão dos mesmos, suas causas e derivações, nesse sentido, sugere-se uma ferramenta que se chama árvore de solução de problemas, onde a mesma segundo Oribe (2004), tem a finalidade de levantar causas e efeitos dos problemas.</p><p>Como construir a árvore de soluções de problemas? Souza (2010) sugere que se utilize a técnica de “Brainstorming” (tempestade de ideias), onde se coloca no tronco da árvore o problema central o que quer ser resolvido e as equipes/estudantes/pessoas podem, de forma divergente, construir alternativas das causas problema (raiz da árvore), bem como, as consequências do problema (copa da árvore). Para facilitar o entendimento, na figura colocamos um exemplo de um problema central, que diz respeito à evasão no ensino médio, bem como, a aplicação da árvore de solução de problema.</p><p>Figura 1 – Árvore de Solução de Problema</p><p>Fonte: Adaptado do Gera Social (2020, documento on-line).</p><p>SLIDE 17</p><p>2.6 Validando hipóteses</p><p>Questões-chave</p><p>Afinal, o que é uma hipótese?</p><p>Uma hipótese é uma afirmativa, uma sentença, uma suposição (LAKATOS; MARCONI, 2010). Conforme abordado anteriormente, a investigação científica começa com a construção de um problema passível de solução,</p><p>entende-se como hipótese uma suposição ou explicação provisória do problema, e essa suposição consiste numa expressão verbal que pode ser definida como verdadeira ou falsa, a partir de um teste (GIL, 2010).</p><p>Teste: Forma como você pretende verificar se a hipótese é verdadeira ou não.</p><p>Métrica: Unidade de medida para verificar se o teste foi bem-sucedido e a hipótese foi validada.</p><p>Meta: Valor que você espera atingir na métrica para validar a sua hipótese. Com dados praticamente inexistentes, determinar uma meta também é muito difícil. Por este motivo, ela é por si mesma uma hipótese. É importante, portanto, melhorar essa meta ao longo do teste, não apenas assumindo a validação da hipótese como sendo verdadeira.</p><p>Quadro teste de hipótese</p><p>Fonte: Schüler (2019, documento on-line)</p><p>Você se lembra do problema “Evasão Escolar no Ensino Médio” utilizado anteriormente na Árvore de Solução de Problemas? Vamos colocá-lo, agora, no Quadro Teste de Hipótese!</p><p>Quadro teste de hipótese</p><p>#FICAADICA</p><p>Conheça a história prática do Professor Hudisson Ferreira, de Ciências da Natureza, na Escola Cidadã Integral Técnica José do Patrocínio, com relatos reais e inspiradores. O professor Francisco Fechine, professor do Curso Técnico Eletrônico de Engenharia Elétrica, do Instituto Federal da Paraíba - Campus de João Pessoa, faz comentários pedagógicos sobre a prática do professor.</p><p>Assista ao vídeo de 60 minutos e, em seguida, responda o quiz!</p><p>QUIZ do vídeo</p><p>Agora que você terminou de assistir ao vídeo acima, responda o QUIZ.</p><p>Questão 1</p><p>Qual foi a principal estratégia do professor Hudison Ferreira para incentivar a temática de investigação científica?</p><p>B - Correlacionar o que estava sendo ensinado com o cotidiano dos estudantes.</p><p>Questão 2</p><p>De acordo com o professor Francisco Fechine, o professor Hudison Ferreira usou uma estratégia fundamental no processo de investigação científica. Qual é ela?</p><p>E - Estimular a curiosidade dos estudantes.</p><p>Questão 3</p><p>O professor Francisco Fechine destacou que os estudantes durante a aula apresentam desenvoltura ao responder conhecimentos prévios. Para ele, o professor Hudison Ferreira trabalhou quais habilidades com os estudantes?</p><p>B - Autoaprendizado e autoconhecimento.</p><p>Questão 4</p><p>O professor Francisco Fechine destacou uma etapa muito importante e muitas vezes não realizada pelos estudantes no processo de investigação científica e que o professor Hudison Ferreira executou com seus estudantes. Qual seria essa etapa?</p><p>B - Busca da informação e sintetização.</p><p>Questão 5</p><p>O professor Francisco Fechine destacou uma metodologia ativa importante na atividade do professor e que pode ser muito usada no Novo Ensino Médio. Qual seria ela?</p><p>C - Aprendizagem experimental-aprender fazendo.</p><p>SLIDE 18</p><p>AUTOAVALIAÇÃO do PLANO DE AÇÃO</p><p>Questão 1</p><p>Leia cada dimensão, a seguir, e faça uma autoavaliação do quanto você considerou os itens a seguir abordados no seu planejamento. Lembre-se de realizar essa autoavaliação para fins de certificação.</p><p>1</p><p>Discordo Totalmente</p><p>2</p><p>Discordo</p><p>3</p><p>Indiferente</p><p>4</p><p>Concordo</p><p>5</p><p>Concordo Totalmente</p><p>4</p><p>O QUE SERÁ FEITO?</p><p>· as metas, objetivos ações foram descritas?</p><p>· elas estão correlacionadas com o projeto pedagógico?</p><p>4</p><p>POR QUE SERÁ FEITO?</p><p>· Finalidades, objetivos e compromissos foram descritos?</p><p>· Os resultados pedagógicos foram considerados (perfil do egresso e competências)</p><p>4</p><p>QUANDO SERÁ FEITO?</p><p>· O período de execução está planejado, considerando-se: carga-horária e aprendizado, sazonalidade, disponibilidade e otimização dos recursos pedagógicos?</p><p>4</p><p>POR QUEM SERÁ FEITO?</p><p>· Os líderes e/ou responsáveis das atividades estão definidos e planejados? Está previsto o envolvimento de governança local, parceiros, sociedade, responsabilidade compartilhada ,comunidade, pais, associações de bairro, etc.</p><p>5</p><p>QUANTO VAI CUSTAR?</p><p>· A relação entre orçamento e gastos foi prevista?</p><p>· A sustentabilidade receita e despesa foi considerada?</p><p>5</p><p>ONDE SERÁ FEITO?</p><p>· Houve planejamento dos espaços onde será executada a atividade: será na escola, em ambientes de salas com parceiros, ambientes virtuais, espaços ao ar livre,públicos etc.</p><p>4</p><p>COMO SERÁ FEITO?</p><p>· Quais os recursos pedagógicos serão utilizados?</p><p>· Quais metodologias serão utilizadas, elas irão facilitar a aprendizagem e o desenvolvimento de competências?</p><p>UNIDADE 3</p><p>SLIDE 19</p><p>UNIDADE 3 - PROCESSOS CRIATIVOS</p><p>Nesta última unidade do primeiro módulo, discutiremos os conceitos de processos criativos, por meio da potencialização das expressões criativas e culturais dos estudantes, além de apresentar os conceitos de Inovação Social e Design Thinking como estratégias de inovação social. Os objetivos desta unidade são: refletir como potencializar as expressões criativas, culturais e artísticas dos estudantes, apreendendo estratégias pedagógicas que incentivem o potencial criativo e colaborativo dos estudantes; conhecer a metodologia de Design Thinking nos diversos contextos, com vistas à promoção do desenvolvimento local; e conhecer a inovação, reconhecendo o seu papel nas práticas da inovação social.</p><p>3.1 Habilidades em foco</p><p>· (EMIFFTP04) reconhecer produtos, serviços e/ ou processos criativos por meio de fruição, vivências e reflexão crítica sobre as funcionalidades de ferramentas de produtividade, colaboração e/ou comunicação.</p><p>· (EMIFFTP05) selecionar e mobilizar intencionalmente recursos criativos para resolver problemas reais relacionados à produtividade, à colaboração e/ou à comunicação.</p><p>· (EMIFFTP06) propor e testar soluções éticas, estéticas, criativas e inovadoras para problemas reais relacionados à produtividade, à colaboração e/ ou à comunicação, observando a necessidade de seguir as boas práticas de segurança da informação no uso das ferramentas (BRASIL, 2018).</p><p>Fonte: Portaria MEC nº 1432 de 28/12/2018</p><p>3.2 Da Ideia à Inovação</p><p>Diferentes autores definem a inovação como um processo que vai além da criatividade, mas, sim, a implementação de uma nova ideia. Ela pode ser identificada em produtos, processos, mercados ou em modelos organizacionais. Com a difusão das tecnologias de informação e comunicação, os processos de inovação vêm se tornado descentralizados e horizontalizados, visto que as organizações passam a adotar o modelo de inovação aberta (CHESBROUGH, 2003).</p><p>O estabelecimento de um conceito no Manual de Oslo (1997), um dos documentos preparados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), se figura como uma das principais coleções sobre o uso de dados em atividades inovadoras, discute a inovação como: “[...] a implementação de um produto (bens ou serviço) novo ou significativamente melhorado, ou um processo, ou um novo método de marketing, ou um novo método organizacional nas práticas de negócios, organização no local de trabalho ou nas relações externas.” Essa definição identifica claramente as quatro dimensões da inovação: inovação de produto, processo, marketing e método organizacional.</p><p>Prossiga até o próximo slide para ver um pouco mais sobre Inovação.</p><p>SLIDE 20</p><p>Introdução ao Mundo do Trabalho: Explorando Oportunidades</p><p>Inovação social é quando atores da sociedade buscam resolver problemas socioambientais. A inovação social pode estar associada a ações da iniciativa privada, organizações não governamentais e sem fins lucrativos, governo, e sociedade civil organizada (LIMEIRA, 2018).</p><p>O Fórum Econômico Mundial (WORLD ECONOMIC FORUM, 2020) divulgou o seu famoso relatório anual “The Future of Jobs”, e uma das competências destacadas para os profissionais é trabalhar com criatividade para lidar com problemas complexos. Leia o Guia Criatividade e Pensamento Crítico, do Instituto Ayrton Senna, a seguir, e você verá uma aplicação da Criatividade como competência.</p><p>#FICAADICA - PARA SABER MAIS</p><p>· Guia Criatividade e Pensamento Crítico https://institutoayrtonsenna.org.br/content/dam/institutoayrtonsenna/guiacpc/instituto-ayrton-senna-guia-criatividade-e-pensamento-critico.pdf</p><p>· O papel da criatividade na educação do século XXI, Denise de Souza Fleith da Universidade de Brasília: institutoayrtonsenna.org.br/content/dam/institutoayrtonsenna/guiacpc/o-papel-da-criatividade-na-educacao-do-seculo-xxi-por-denise-de-souza-fleith.pdf</p><p>· Vídeo do Professor Paulo Cunha (Especialista em Formação de Professores e currículos) - Eixo Estruturante Processos Criativos:</p><p>https://youtu.be/uDB5k1zZNB4</p><p>Você leu o artigo da Professora Denise de Souza Fleith, e O Papel da Criatividade na Educação do Século XXI, da Universidade de Brasília, além de assistir ao vídeo do Professor Paulo Cunha. A partir desses conhecimentos, tente refletir sobre as seguintes questões no seu contexto de atuação:</p><p>Questões-chave</p><p>· Eu dou oportunidade aos meus alunos para realizar projetos criativos, utilizando e integrando diferentes linguagens, manifestações sensoriais, vivências artísticas, culturais, midiáticas e científicas?</p><p>· Eu valorizo as expressões e produções culturais e artísticas dos meus estudantes, criando ambiente de aprendizagem flexível e tolerante ao erro e ao aprendizado contínuo?</p><p>· No Planejamento pedagógico, estimulo os alunos a explorarem novos recursos e técnicas para criarem novos repertórios?</p><p>· Incentivo a interdisciplinaridade proporcionando que o estudante possa explorar os processos criativos em diferentes áreas, conhecimentos, espaços?</p><p>· Promovo a autoestima dos estudantes para a questão da inovação e criatividade?</p><p>· Incentivo que a Criatividade e a Inovação surjam a partir dos seus propósitos e interesses individuais para aplicação na sua realidade?</p><p>Com certeza você teria muitas outras perguntas... essas são apenas um ponto de partida para começar seu Plano de Ação que iremos propor mais adiante.</p><p>#FICAADICA</p><p>· Descubra como Janet Echelman encontrou sua verdadeira voz como artista, quando suas tintas desapareceram - o que a forçou a olhar para um novo material de arte pouco ortodoxo. Agora, ela faz esculturas onduladas e fluidas do tamanho de um prédio com um toque surpreendentemente geek. Um transporte de 10 minutos de pura criatividade.</p><p>https://www.ted.com/talks/janet_echelman_taking_imagination_seriously?language=pt</p><p>· O que Steve Jobs, em um dos seus mais famosos discursos, pode nos ensinar sobre a vida, sobre criatividade e sobre seguir seus sonhos?</p><p>https://youtu.be/UF8uR6Z6KLc</p><p>SLIDE 21</p><p>Agora, voltamos às questões:</p><p>Questões-chave</p><p>Um processo criativo usando alguma abordagem, seria capaz de influenciar de forma significativa o mundo? Já pensou sobre isso? Impossível? Será?</p><p>E, se houvesse uma metodologia ágil, usada internacionalmente, disponível, que contemplasse diferenças e problemas complexos, equilibrasse teoria e prática, racionalismo e intuição? Você usaria?</p><p>Que tal conhecer algo assim?</p><p>O Design Thinking (DT) foi criado por Tim Brown, que conceitua o mesmo como: “Design Thinking, ou pensamento de Design, é uma abstração do modelo mental utilizado há anos pelos designers para dar vida a ideias. Esse modelo mental e seus poderosos conceitos podem ser aprendidos e utilizados por qualquer pessoa e aplicados em qualquer cenário de negócio ou social.”</p><p>#FICAADICA - PARA SABER MAIS</p><p>· Assista ao vídeo e entenda não apenas esse poderoso conceito em sua origem, como exemplos incríveis de aplicação:</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=0M9G70OpT6U</p><p>O conceito do SEBRAE ajuda a entender o DT como um modelo de pensamento que vai além da necessidade de criar um produto ou serviço, compreendendo o mesmo como uma mentalidade que busca criar soluções inovadoras, tanto para problemas simples quanto complexos; é totalmente centrado no ser humano, empaticamente considerado como pilar fundamental (SEBRAE, 2014). Suas etapas compreendem:</p><p>Sendo que o significado dessas palavras sintetizam-se em:</p><p>· Empatizar: é colocar o ser humano como centro do processo, entendendo sentir empatia; colocar-se no lugar do outro, comportando-se ou pensando da mesma forma como ele pensaria ou agiria nas mesmas situações: empatizar com a dor do amigo.</p><p>· Definir: significa construir pontos de vistas considerando as necessidades, dores e insights dos empatizados para que a Idealização seja um Toró de Palpites, ou seja, um Brainstorm, uma chuva de ideias.</p><p>· Idealizar: ...</p><p>· Prototipar: é materializar uma ideia, neste caso, uma solução. É de alguma forma concretizar.</p><p>· Testar: significa ver se funciona, ainda que de forma incipiente, buscando as melhorias possíveis.</p><p>Veja, na sequência, um exemplo incrível de utilização desta técnica aplicada à saúde.</p><p>SLIDE 22</p><p>Doug Dietz foi o principal designer da GE Healthcare. Ele desenvolvia equipamentos de diagnóstico por imagem há mais de 20 anos, mas não acompanhava em campo a utilização dos mesmos. Até o dia que percebeu que a experiência real de pacientes jovens, em especial crianças, com essa tecnologia de ponta era sofrível. Ficou estarrecido ao saber que 80% das crianças costumavam ficar tão apavoradas com a perspectiva de ficarem sozinhas dentro da máquina enorme e barulhenta que, muitas vezes, precisavam ser sedadas apenas para passar pela experiência.</p><p>Imagine o impacto disso no pequeno paciente, que incluía tempo do “despertar” do paciente, exames de checagem após a sedação, envolvimento de familiares para acompanhamento e da equipe de médicos e enfermeiros, além do óbvio stress do paciente.</p><p>Ciente disso, Doug reuniu uma equipe de especialistas para resolver esse problema, incluindo funcionários de um museu infantil local, crianças e funcionários do hospital. O resultado foi uma solução inovadora e orientada para o design que transformou totalmente a experiência das crianças (GNT, 2012).</p><p>Em palestra à plataforma TED (DIETZ, 2012), Doug comenta que a empatia foi fundamental para entender como os pacientes jovens, em especial as crianças, se sentiam “dentro da máquina”, e que “adentrar e entender o mundo infantil foi fundamental para que o time encontrasse uma solução adequada”.</p><p>A solução envolveu várias etapas complementares, sendo uma delas adesivar as salas com motivos do universo infantil, como a da foto abaixo, e preparar a equipe de enfermagem que passou a contar uma história sobre os barulhos que o navio pirata faz e como é importante “ficar quietinho para que o Capitão Gancho não te encontre”.</p><p>Máquinas de diagnóstico para crianças</p><p>Fonte: GNT (2012, documento on-line).</p><p>Os exemplos desta abordagem são inúmeros e existem em todas as áreas do conhecimento.</p><p>SLIDE 23</p><p>Mãos na massa</p><p>Material: um(a) colega + post it + canetas + explicações abaixo.</p><p>(Este material foi traduzido e adaptado do Institute of Design at Stanford University 1.</p><p>Técnica: Give to gift, adaptado).</p><p>Entregue-se ao exercício e descubra como a simplicidade pode ser poderosa (sabemos que esta é uma formação individual. Caso seja viável, faça com um colega. Caso não seja possível, aplique em seus educandos).</p><p>Sua Missão: Ressignificar a experiência de ganhar um presente. Seu desafio é projetar algo útil e significativo para o seu colega.</p><p>Lembre-se que um dos pontos mais importantes aqui é exercitar a empatia pelo outro. Para isso, converse. Uma boa conversa é importante, mas lembre-se de respeitar o tempo para cada etapa. Uma forma de ajudar é colocando um despertador (pode ser o do celular mesmo). Uma forma de conhecer o outro, por exemplo, é perguntando o que ele carrega na carteira... isso mesmo, geralmente colocamos na carteira o que é importante ou significativo, (ex.: o que eles carregam na carteira? Por que eles têm um cartão específico lá? O que as coisas na carteira deles dizem sobre a vida deles?).</p><p>Passados 4 minutos, troque os papéis. É a sua vez de se deixar guiar pela curiosidade do colega.</p><p>Após a primeira rodada de entrevistas, diga-lhes para acompanhar o que os intrigou durante a primeira entrevista:</p><p>“Tente descobrir histórias, sentimentos e emoções.”</p><p>“Pergunte 'POR QUÊ?' com frequência.”</p><p>“Esqueça a carteira, descubra o que é importante para o seu parceiro.”</p><p>“Por que ele ainda carrega uma foto da ex-namorada? Quando foi que ele carregava muito dinheiro? O que ela mais lembra sobre seu primeiro emprego remunerado?</p><p>É hora de mudar!</p><p>Mais uma vez, anote quaisquer descobertas inesperadas ao longo do caminho, capture aspas!</p><p>Veja, a seguir, os passos que você deve realizar.</p><p>· Entreviste (8min)</p><p>Comece entrevistando seu colega: para</p>