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Inflamação
• Introdução ao processo inflamatório:
◦Resposta do indivíduo saudável diante de uma
agressão através da modulação de reações imunes
e inflamatórias envolvendo células e mediadores
químicos
◦Qualquer estímulo pode estimular um processo
inflamatório: físico, químico ou biológico
◦ Com isso, haverá o estímulo da produção e
liberação de mediadores do processo inflamatório.
▪ Ação realizada por eventos vasculares e
celulares:
• Primeiro ocorrer a identificação do antígeno
pelos macrófagos, células dendríticas,
mastócito, dentre outros.
• Após a identificação ocorre a liberação dos
mediadores químicos por essas células e por
proteínas plasmáticas
• Em seguida há indução de alterações
hemodinâmicas, como vasodilatação e aumento
da permeabilidade vascular permitindo a
migração de leucócitos e proteínas plasmáticas
para o local lesionado
• Tentativa de remoção do patógeno e reparo
• O processo inflamatório será classificado de acordo
com os eventos citológicos, a presença dos sintomas
e a sua duração.
▪ Inflamação aguda: Curta duração, sinais cardeais:
dor, rubor, edema, calor e perda da função. O
epitélio do tecido lesionado ou invadido libera
quimiocinas que serão responsáveis pela atração
das células de defesa. Inicialmente ocorre uma
vasoconstrição transitória com diminuição do
fluxo de sangue nos capilares(calor e rubor).
Adiante há vasodilatação aumentando o fluxo
sanguíneo local, levando ao acúmulo de células
sanguíneas no local. Em seguida ocorre o
aumento da permeabilidade vascular favorecendo
a saída do plasma rico em proteínas e
neutrófilos para o exterior do vaso(diapedese)
que será acumulado no tecido lesado(edema).
Os leucócitos reconhecerão os Ag através de
mediadores químicos liberado por eles através
de seus receptores. Estes leucócitos começam a
liberam citocinas para atrair outras células e
além disso produzem metabólitos para acabar
com esse antígeno. Além dos neutrófilos, os
mastócitos podem migram para o local liberando
seus granulos para auxiliar na defesa contra o
agente agressor. 
▪ Inflamação crônica: período mais longo e
indeterminado, seu padrão varia de acordo com
os mediadores celulares e humorais presentes.
Ocorre quando a inflamação aguda não é capaz
de reverter os efeitos deletérios causados no
tecido ou terá início insidioso. As células que
predominam são os linfócitos e macrófagos e
estão relacionados com maiores danos teciduais.
Os macrófagos são responsáveis por realizar a
ingestão e eliminação de microrganismos e
tecidos mortos, iniciam o reparo tecidual,
secretam mediadores químicos, apresentam Ag
aos linfócitos T e responde aos sinais destas
células que liberam, TNF, IL-12 e Il-17. Deste
modo, ocorre a destruição do tecido tanto pelo
agente nocivo como também pela liberação
destes mediadores químicos liberados pelas
células de defesa que por fim, repercutirá no
reparo tecidual, fibrose e angiogênese na
tentativa de reparar a lesão
• Mediadores químicos que participam da
resposta inflamatória:
◦Os mediadores inflamatórios podem ter origem
tissular ou origem plasmática
▪ Origem tissular: Aminas vasoativas, fator de
ativação plaquetária, eicosanoides, radicais livres
superóxidos, óxido nítrico e neuropeptídeos
▪ Origem plasmática: sistema de coagulação,
sistema complemento e cininas 
Mediador Fonte Ação
Histamina e Serotonina Mastócitos,
plaquetas,
basófilos e células
Vasodilatação,
aumento da
permeabilidade
neuroendócrinas
vascular, ativação
endotelial
Prostaglandina
Mastócitos,
leucócitos
Vasodilatação, dor,
febre
Leucotrienos
Mastócitos,
leucócitos
Aumento da
permeabilidade
vascular, produção
de citocinas,
estimula a
agregação
plaquetária
quimiotaxia, adesão
e ativação de
leucócitos
Prostaciclinas
Mastócitos,
macrófagos e
células endoteliais
Inibem a agregação
plaquetária e a
vasodilatação.
Atuam ainda na
indução da febre e
dor
Lipoxinas
Inibem o
recrutamento de
neutrófilos no
epitélio
Tromboxanos Plaquetas
Estimulam a
agregação
plaquetária e a
vasoconstrição 
Citocinas(TNF, IL-1, IL-6)
Macrófagos,
células endoteliais,
mastócitos
Local: ativação
endotelial através
do estímulo da
expressão das
moléculas de
adesão. Sistêmica:
febre,
anormalidades
metabólicas,
hipotensão(choque
anafilático)
Quimiocinas
Leucócitos,
macrófagos ativos
Quimiotaxia,
ativação de
leucócitos
Fator ativador plaquetário Leucócitos,
mastócitos
Vasodilatação,
aumento da
permeabilidade
vascular, adesão de
leucócitos,
quimiotaxia,
degranulação,
explosão oxidativa
Sistema complemento
Plasma(fígado
produz)
Quimiotaxia,
ativação de
leucócitos,
eliminação direta
do alvo através do
complexo de ataque
á membrana,
vasodilatação
estimulando os
mastócitos
Cininas
Plasma(fígado
produz)
Aumento da
permeabilidade
vascular, contração
do músculo liso,
dor 
• Produção dos eicosanoides:
◦O que é o ácido aracdônico: O ácido aracdônico,
em sua forma inativa, são fosfolipídeos
presentes na membrana celular de grande parte
das células que compõem o organismo, são
adquiridos através do ácido linoleico(AG
essencial). Uma vez que ocorre um estímulo
nocivo(químico, físico ou biológico) a enzima
fosfolipase A2 será responsável por transformar
esses fosfolipídeos em ácido aracdônico. 
O ácido aracdônico sofrerá a ação de duas
enzimas: a lipoxigenase que formara os
leucotrienos(podem se tornar lipoxinas) e a
cicloxigenase (cox) que dará origem as
prostaglandinas, estas, por sua vez, são
divididas em prostaciclinas e tromboxano.
 
FOSFOLIPASE A2
INJÚRIA NO TECIDO
ÁCIDO 
ARACDÔNICO
LEUCOTRIENOSPROSTAGLANDINAS
lipoxigenaseCicloxigenase 
COX 1 e COX 2
Aumento da permeabilidade 
vascular, produção de citocinas, 
estimula a agregação plaquetária 
quimiotaxia, adesão e ativação de 
leucócitos
LIPOXINAS
Molécula quimiotática 
presente nas células 
inflamatórias. Aumenta a 
permeabilidade vascular, 
estimula a produção de 
citocinas e estimula 
agregação plaquetária 
Responsável por causar 
contração brônquica e 
por causar dor, edema e 
febre
Constituí boa parte das 
membranas celulares. Proteção 
gástrica através da produção 
do muco do 
estômago,relaxamento dos 
brônquios auxilia na 
manutenção do fluxo renal e 
do TGI, e auxilia na produção 
das plaquetas. Indução da 
contração uterina, inibição da 
agregação plaquetária
TROMBOXANOS
Estimulam a 
agregação plaquetária 
e a vasoconstrição 
Os leucotrienos podem ou não 
tornar-se lipoxinas. Estas 
Inibem o recrutamento de 
neutrófilos no epitélio
• Anti-inflamatórios não esteroides
• Os AINEs são medicamentos com ação anti-
inflamatória, antipirética e analgésica. Seu
principal mecanismos de ação é inibir a enzima
cicloxigenase responsável pela formação de
mediadores químicos que auxiliam no
mecanismo da inflamação.
 
• Farmacocinética: A maioria dos AINEs são
administrados por VO, com exceção do
cetorolaco e do perecoxibe que são
administrados por IV e o diclofenaco que pode
ser administrado tanto VO, IV e VR.
◦Ácidos orgânicos fracos
◦Ligam-se fortemente à albumina plasmática
Ação dos AINEs
▪Pacientes com hipoalbuminemia
(hepatopatas, hipovolêmicos…)
metabolizarão e excretarão estes fármacos
de forma mais rápida, uma vez que a
forma livre dos mesmos, está em maiores
concentrações.
◦Absorção ocorre em torno de 1 a 4 horas
após administração por VO, sendo está
completada no TGI
◦Demoram para atravessar a BHE
◦Possuí baixo metabolismo hepático de
primeira passagem o que corrobora para a
alta biodisponibilidade destes fármacos
◦A formação de seus metabólitos inativos
ocorre no fígado e são excretados pelos rins
e em menor quantidade pela bile
◦Tempo de meia-vida:
▪Ação curta: Menos de 6 horas
• Ibuprofeno,diclofenaco, cetoprofeno e
indometacina
▪Ação prolongada: Mais de 6 horas
• Naproxeno, celecoxibe, meloxicam,
nabumetona e piroxicam
▪Lipossolúveis penetram o SNC e podem
estar associados com leve alterações de
humor e na função cognitiva
 
• Mecanismo de ação: Os efeitos terapêuticos e
colaterais dos AINEs resultam da inibição da
COX de modo a impedir a formação do ádico
araquidônico em prostaglandinas, prostaciclinas
e tromboxanos. Porém, estes medicamentos
não bloqueiam a fia da lipoxigenase e deste
modo, não inibem a formação dos leucotrienos,
ou seja, os AINEs apenas reduzem os sinais e
efeitos da inflamação.
Absorção
Pico de 
Concentração
Metabolização
Excreção
1a4hrs
◦Os AINEs não seletivos inibirão a formação
tanto da COX-1 e da COX-2 e este é uma
das causas de seus efeitos colaterais
◦Agem de forma reversível sobre as enzimas
▪A aspirina inativa-as irreversivelmente
◦Primeira ação: vasodilatação e inibição dos
processos inflamatórios
◦ Segunda ação: Analgesia inibindo os
mediadores inflamatórios responsáveis pela
dor (prostaglandinas)
◦Terceira ação: Inibição da febre
Os AINEs inibem a 
Pgs diminuindo o 
estímulo dos 
nociceptores 
▪Lipopolissacarideo(pirogênio exógeno)
liberado pelas bactérias no início do
processo inflamatório
▪Ativação de macrófagos e
polimorfonucleares
▪Liberação de mediadores inflamatórios, IL-
6,IL-1 e TNF liberada pelo macrófago
▪Aumento de liberação de citocinas
(pirogênios endógenos)
▪Alcançam o termostato hipotalamico que
contém vários receptores Ilira
▪ Ilira ativado a proteína quinase e inicia a
síntese de COX2
▪A cox2 gera prostaglandina hipotalâmica
▪Pge2 ativa seus receptores que altera a
frequência de disparo dos neurônios
hipotalâmicos causando o aumento da
temperatura sistêmica e também há ativa
o SNA simpático
▪Manda o comando para arteriolas
eferentes, levando uma vasoconstrição
periférica ocasionando em retenção do calor
▪Ainda há o estímulo hepático promovendo
o aceleramento de reações enzimáticas,
processo de desacoplamento de fosforilação
oxidativa, gerando calor pela glicólise,
glicogenólise
▪Fígado faz o organismo superaquecer
▪O aumento da temperatura exacerbada faz
os testículos entrar em degeneração, após
tecidos do SNC, confusão mental, epilepsia
◦Os anti-inflamatórios agem de inibindo a
cox2 produzida pelo hipotalamo
Colocar o paciente em água morna(37ºC) para
ocorrer vasodilatação periférica dissepando mais
rapidamente o calor
◦Quarta ação: Efeito antitrombotico 
• O óxido nítrico e prostaciclina 2 possuem
ação antitrombótica inibindo o EDRF e
ativando o tromboxano A2(é uma
prostaglandina da atividade da cox1 e inicia
o estímulo de apoptose de plaquetas para
gerar a rede de fibrina)
• Há então a ativação da cascata de
coagulação
• Os AINES em baixa dosagem inibem a
tromboxano sintetase de modo a diminuir
ou inibir a produção de tromboxano a1
(aspirina infantil) não inibe a cox
• Aspina de adultos inibem a Cox1
• Fármacos de emergência age na
tromboxano sintetase
• Farmacodinâmica e efeitos colaterais:
◦Gastrointestinais: Uma das principais
limitações. Pode causar gastrite, diarreia,
náuseas, vômitos, constipação, halitose
cetônica, leve dispepsia e até hemorragia
causada pela formação de úlceras gástricas
perfuradas devido a inibição da produção das
prostaciclinas(estas são responsáveis por
produzirem o muco protetor do estômago e
melhorar o fluxo sanguíneo local).
◦Renais: A inibição das prostaciclinas pode
levar a diminuição da taxa do filtrado
glomerular, retenção de sódio e água e
causar uma lesão renal aguda, nefrite
crônica, anúria. Isto ocorre pois as
prostaciclinas e o NO são responsáveis por
causarem o relaxamento da musculatura lisa
dos vasos sanguíneos e ainda desempenham a
regulação do tônus das arteríolas aferentes e
eferentes do glomérulo , deste modo, há
preservação da função renal durante estados
de hipovolemia. Deste modo o uso de AINEs
em pacientes cardiopatas deve ser cuidadoso.
◦Respiratórios: A inibição da cicloxigenase leva
ao aumento na produção dos leucotrienos,
estes têm ação broncoconstritora e pode
levar a exacerbação dos sinais clínicos de
pacientes asmáticos. Ainda, favorecem o
surgimento de broncoespasmos em animais já
acometidos com doenças respiratórias, pois
são capazes de inibir o fator de relaxamento
derivado do epitélio respiratório (aspirina)
◦Cardiovasculares: O uso de inibidores
seletivos de COX-2 é contraindicado para
pacientes com IC, doença cardíaca isquêmica,
doença vascular periférica e cerebrovascular.
Uma vez que, a COX-1 levará a ativação do
tromboxano-1 estimulando a agregação
plaquetária e, desta forma, favorece a
formação de trombos. Isto ocorre pois, a
COX-2 está inibida e com isso a
prostaglandinas responsáveis por inibir a
agregação plaquetária também estão inativas.
◦Hematológicos: Há um equilíbrio entre a
produção de tromboxano pelas plaquetas,
que causam vasoconstrição e aumento da
adesividade das plaquetas, e entre a
prostaciclina presente na musculatura do
endotélio vascular que causara redução da
agregação plaquetária e vasodilatação. Os
AINEs reduzem a adesividade plaquetária
aumentando o tempo de sangramento
(destaque para a ASPIRINA que inibe
irreversivelmente a COX das plaquetas).
◦Cutâneas: Eritemas
◦Hepáticos: O paracetamol produz um
subproduto hepatotóxico, denominado de N-
acetil-benzoquinona, através do sistema
p450 oxidase. Este subproduto reage com
grupamento SH da glutationa(cofator
importanete na depuração de xenobióticos)
resultando em ácido mercaptúrico-cisteína
causando uma hepatite tóxica devido à
dificuldade de metabolização de fármacos.
Outros fármacos que também podem causar
toxicidade hepática (cetorolaco, derivados do
piroxicam)
◦SNC: depressão, convulsões, tremores,
ataxia, Síndrome de Reye: distúrbio
neurológico em crianças com tratamento de
AINEs quando estão com síndromes virais
cursando em quadro de retardamento
mental.
◦Outros: Altas doses de salicilismo causa dor
de ouvido, zumbido no ouvido.
• Fármacos:
PRINCIPAIS GRUPOS QUÍMICOS DE 1º, 2º e 3ºGERAÇÃO DE AINEs
NOME DO PRINCIPAIS AÇÕES DOSES
GRUPO
QUÍMICO FÁRMACO
Salicilatos
(não seletivos)
ASA (ácido
acetilsalicílico)
Analgésico, antitérmico e inibidor da agregação plaquetária
A dose deve ser diminuída em neonatos e pacientes com
hipoalbuminemia
Cães: 0,5 a 25 mg/kg
Gatos 10 a 20 mg/kg
Diflunisal
Analgésico, Antipirético
osteoartrite crônica, artrite reumatoide, artrite reumatoide
extraarticular dismenorreia, gota
Derivados
pirazolônico(n
ão seletivos)
Dipirona
Analgésico, antitérmico, antiespasmódica
Enxaquecas, cólica renal, intestinal ou uterina
Cães e gatos: 1 gota por
kg
Fenibutazona
Inflamações ósseas e articulares
Afecções de tecidos moles
Pouca margem de segurança
Cães: orteoartrite, anormalidades de discos intervertebrais,
espondilite anquilosante e artrite reumática
Antioxidantes diminuindo a produção de superóxido
Contraindicado em pacientes com doenças renais, hepáticas
e cardiopatias
Cães: 10 mg/kg
Derivados do
p-
aminofeno(nã
o seletivos)
Acetaminofen É o paracetamol
Paracetamol
Analgésico e antitérmico
Dor de cabeça. Enxaqueca, dores musculoesquelética,
dismenorréias, dor de garganta, dor de dente, pós operatório
odontológico, vacinação, osteoartrite
CONTRAINDICADO
S EM GATOS
Cães: 10 a 15 mg/kg
Derivados do
ácido
acétic(não
seletivos)
Indometacina
Artrite, distúrbios musculoesqueléticos, dores musculares,
menstruais, pós-cirúrgicas
Sulindaco
Analgésico e antitérmico
Inibição do crescimento de pólipos e lesões pré cancerosas
do cólon (polipose adenomatosa)
Derivados
carboxílicose
pirrolpirrólico
s
Etodolaco
Analgésico e antitérmico
Osteoartrose, artrite reumatoide(aguda ou crônica), pós-
operatório odontológico, obstétrico, traumas, artrite gotosa
aguda, dismenorreia, enxaqueca
Ketorolaco
Potente analgesia utilizado em dores moderadas a grave e
em pós-operatório
Conjuntivite alérgica e pós-cirurgia oftálmica
Derivados do
ácido
fenilacélico
Diclofenaco
Analgésico
Dor e inflamação pós-operatório, entorses, distensões,
artrite, gota, dor nas costas, síndrome do ombro congelado,
cotovelo de tenista, reumatismo de tecidos moles, infecções
de ouvido, nariz e garganta, cólica menstrual
Tolmetina
Dores de origem mioarticular, patologias reumáticas, artrite
reumatoide, osteoartrite, artrite reumatóide juvenil,
espondilite anquilosante, entorses, distensões e luxações
Fenclofenaco
Derivados do
ácido n-
acetilan-
tranílico
(fenamatos)
Ácido
mefenâmico
Artrite reumatoide, osteoartrite, dor muscular, dor
traumática, dor de dente, cefaleias, pós-operatório, pós-
parto, dismenorreia primária, menorreia, síndrome pré-
menstrual
Meclofenâmic
o
Analgésico
Derivados do
ácido
propiônico
(não seletivos)
Ibuprofeno
Analgésico e antitérmico
Dor de cabeça, dor muscular, dor de dentes, dor de garganta,
enxaqueca, cólica menstrual, gripes e resfriados comuns
Cães e gatos: 5 mg/kg
Naproxeno
Analgésico e antitérmico
Dor reumática, dor articular, dor nas costas, dor na coluna
vertebral, cefaleia, enxqueca, dores musculares, contusões,
entorses, distensões, traumas, dor ciática, torcicolo,
tendinite, bursite, dor varicosa, dores na perna
Cetoprofeno Osteoarticular, antitérmico, pós-operatório, anti-reumático Cães e Gatos: 1 mg/kg
Derivados
enólicos(não
seletivos)
Piroxicam Analgésico e adjuvante em terapias de algumas neoplasias
CUIDADO COM OS
FELINOS
Cães e gatos: o,3 mg/kg
Meloxicam Analgésico, artrite reumatoide, osteoartrite
Cães: o,1 a 0,2 mg/kg
Gatos: 0,1 mg/kg
Tenoxicam
Artrite reumatoide, osteoartrite, artrose, espodilite
anquilosante, tendinite, bursite, periartrite, síndrome ombro-
mão, distensões, entorses, gota aguda, dor pós operatória e
dismenorreia primária
Cães: o,5 a 2 mg/kg
Sulfonanilida
(2ºgeração
preferencial
Cox2)
Nimesulida
Analgésico, antipirético, dores articulares, tendinite, bursite,
pós-operatório, dores musculares, dor de dente, sinusite, dor
de garganta, cólicas
Cães: 0,7 a 5 mg/kg
Alcalonas
(2ºgeração
preferencial
Cox2)
Nabumetona Anti-reumático: artroses, artrite reumatoide e reumatismo
Diarilheterocí
clicos
(inibidores
seletivos da
COX-2)
Rofecoxibe
Furanona
diaril-
substituído
Osteoartrite, artrite reumatoide, dores
crônicas, artrite gotosa, dor aguda e
espondilite anquilosante
Segurança gastrointestinal e tolerabilidade
Efeitos adversos: edema, hipertensão,
doença coronariana, infarto e falência
cardíaca em idoso
OBS: Os AINEs de segunda geração em altas doses
inibem a COX1 levando a efeitos adversos
• AINEs atípicos:
◦Ácidos aminonicotinicos: Flunixina-meglumina
(Banamine)
▪ Infecções agudas
▪Grande ação antinflamatória e análgesica
em cavalos
▪Dor visceral associada a cólicas
▪Cólicas e distúrbios musculoesqueléticos
▪Afecções pulmonares
▪Septicemias
▪Metrites
▪Suíno: síndrome MMA
▪Meia vida mais longa (efeitos após 2 dias
de aplicação)
◦Dimetilssulfóxido- DMSO (subproduto da
madeira)
▪Removedor de radicais livres 
▪Deprime a condução de impulsos sensoriais
aferentes (analgésico)
▪Aumenta a absorção de antibióticos 
▪COX-2 preferencial a 0,1%
▪Reduz quimiotaxia
▪ Inflamações em úbere, ouvido, útero,
membros, traumas cerebrais e de coluna
▪Uso tópico 
▪Uso parenteral deve-se ter cuidado pois é
alergênico, teratogênico, alopecia, cataratas
e inibidor de acetilcolinesterase
◦Tepoxalina:
▪ Inibidor dual da COX e LOX
▪Não ulcerogênico
▪Suprime a expressão da E-selectina
(proteínas presente na membrana celular
dos leucócitos para se aderirem na parede
dos vasos durante a diapedese)
▪Bloqueia a migração celular por LPS
▪ Inibidor da ativação do NF-kB
◦Licofelone:
▪ Inibidor dual COX/ LOX
▪Ações semelhantes a tepoxalina
◦NOVIDADE
▪ azd3582: Primeiro doador de óxido nítrico
inibidor da COX
▪Dor aguda e dor crônicas em 
desenvolvimento
▪Eficácia e segurança sem efeitos adversos 
cardíacos-vasodilatador
▪Nitroaspirina
Anti-inflamatórios Esteroides 
• Introdução:
◦Os glicocorticoides endógenos são hormônios
esteroides produzidos na zona fasciculada do
córtex da adrenal.
◦Os fármacos utilizados são sintéticos do
cortisol e seu uso terapêutico ocorre devido
seus efeitos imunossupressores e anti-
inflamatórios
◦Sabe-se que o hipotálamo produz o
hormônio liberador de corticotropina CRH
diate de estímulos de emocionais(estresse),
físico(fuga e luta) e funcionais(hipoglicemia,
traumatismos, queimaduras, dor excessiva,
ação adrenérgica, dentre outras.). O CRH,
por sua vez estimulará a produção do
homrônio adrenocorticotrófico ACTH
produzido na adeno-hipófise que uma fez
presente na circulação sanguínea induzira a
produção dos esteroides presentes no córtex
da adrenal, tais como:
glicocorticoides(cortisol), mileralocorticoides e
hormônios sexuais. Somado a isso, o ACTH
leva a hipertrofia e hiperplasia da zona
fasciculada e reticulada diante de estímulos
prolongados.
◦O controle de liberação do CRH e ACTH
ocorrem através do mecanismo de feedback
da liberação do cortisol
 
• Farmacocinética:
◦Os glicocorticoides são compostos lipofílicos e
por isso possuem baixa solubilidade no plasma
sanguíneo. Cerca de 80% do cortisol é
transportado ligado a uma proteína, o
restante permanece livre em sua forma
ativa.
◦Possuem alta absorção por VO,
principalmente no jejuno
◦São classificados de acordo com seu tempo
de meia-vida plasmática, sua potência em
relação a hidrocortisona e sua duração de
ação
◦Metabolismo é hepático e são
biotransformados no fígado
◦A eliminação é renal
• Farmacodinâmica:
◦ São fármacos que atuam de forma
sistêmica no organismo
◦Ligam-se aos seus receptores e desencadeiam
a transativação e transpressão gênica
▪Primeiramente atravessam a membrana das
células por difusão simples por serem
lipossolúveis
▪No citoplasma ligam-se aos receptores de
glicocorticoides GR que é uma
fosfoproteínas formada pelo acoplamento
de duas proteínas inativas denominadas de
heat shocker proteins HSP
▪Ocorre a formação do complexo
glicocoticoide-receptor havendo uma
mudança estrutural nessa molécula
permitindo sua entrada no núcleo da célula
▪O complexo atua por meio de duas ações
gênicas:
• Transativação: Um dímero do complexo
glicocorticoide-receptor se acopla á
regiões denominadas de elementos
responsivos ao glicocorticoide
desencadeando a síntese de proteínas
anti-inflamatórias, tais como a
lipocortina-1, iKB e proteínas
responsáveis por induzirem a
gliconeogênese.
• Transrepressão: Um monômero do
complexo reage com fatore de
transcrição, como a AP-1 e o NF-KB de
modo a inibi-los e assim levar a redução
da síntese de citocinas pró-inflamatórias
como a IL-1, IL-6 e IL-2,TNF, INF e
prostaglandinas.
 
◦Metabolismo de carboidratos: Os GC
contribuem para a hiperglicemia, pois causam
Um dímero do complexo glicocorticoide-receptor se 
acopla á regiões denominadas de elementos 
responsivos ao glicocorticoide desencadeando a 
síntese de proteínas anti-inflamatórias, tais como a 
lipocortina-1, iKB e proteínas responsáveis por 
induzirem a gliconeogênese.
Um monômero do complexo reage com 
fatore de transcrição, como a AP-1 e o 
NF-KB de modo a inibi-los e assim levar 
a redução da síntese de citocinas pró-
inflamatórias como a IL-1, IL-6 e IL-
12,TNF, INF e prostaglandinas.
o aumento da absorção, do consumo
periférico e na síntese de carboidrato. Deste
modo, estimula a gliconeogênese hepática a
partir deaa providos da inibição da síntese
proteica periférica, além do aumento da ação
do glucagon e das catecolaminas, estas
atuam aumentando a liberação de mais
glicose e AG como meio de aumentar o
aporte energético do organismo.
Há então diminuição da utilização de glicose
nos tecidos periféricos, com o aumento de
sua concentração sérica e aumento na
absorção intestinal.
◦Metabolismo de proteínas: Os GC inibem a
síntese de proteínas, uma vez que desviam
os aa dos tecidos periféricos para a produção
de glicose. Além disso, contribuem para o
catabolismo proteico aumentando a
quantidade de aa livre para a realização de
gliconeogênese hepática. Há o aumento da
excreção dos metabolitos proteicos, como aa
e ácido úrico.
◦Metabolismo de lipídios: Os glicocorticoides
estimulam a lipólise, principalmente do
tecido adiposo periférico, e inibem a síntese
de AG, de modo à favorecem a liberação dos
AG e glicerol para serem utilizados como
substratos na gliconeogênese. Deste modo,
favorece o desenvolvimento de um quadro de
obesidade.
◦Metabolismo de cálcio e dos ossos: As doses
terapêuticas dos GC diminuem a formação
óssea (estimulam os osteoclastos) e a
produção de colágeno. Porém dependerá da
dose e tempo de uso.
◦Outros: Favorecem a ação inotrópicas
positivas das catecolaminas devido ao
aumento do número e da afinidade dos
receptores beta-adrenérgicos. 
• Efeitos farmacológicos:
Aumento da força de contração
Aumento do débito cardíaco 
◦De forma geral, ocorre a potencialização dos
efeitos fisiológicos do cortisol, sendo os
efeitos mais esperados a ação anti-
inflamatória e a imunossupressão.
◦Os glicocorticoides sintéticos diminuem a
liberação de citocinas pró inflamatórias, tais
como: IL-1, IL-6, IL-12, fator de necrose
tumoral e metabólitos do ácido araquidônico
através da inibição da enzima fosfolipase A2
◦Ainda, contribuem para o aumento da
síntese de proteínas anti-inflamatórias de
modo a corroborarem com o retardo das
etapas do processo inflamatório.
▪Redução da permeabilidade vascular causada
pela redução dos níveis de NO
Glicocorticoide
s sintéticos
▪ Inibição da marginalização dos neutrófilos,
sem diminuir sua quantidade sérica
▪Diminuição da síntese de citocinas,
metabólitos do AA e diminuição da
fagocitose dos macrófagos e monócitos,
com a diminuição na quantidade dos
mesmos
▪Aumento da apoptose dos eosinófilos
▪Redução da síntese de citocinas e atividade
proliferativa dos linfócitos e basófilos, com
diminução da produção de igG pelos
primeiros.
▪Redução dos níveis de enzimas hidrolíticas
liberadas pelos lisossomos 
▪Redução das concentrações plasmáticas do
sistema complemento.
▪Aumento da atividade dos osteoclastos e
diminuição da atividade dos osteoblastos
(favorecendo a osteoporose)
▪Redução da atividade de cicatrização por
deposição de fibrina e proliferação dos
fibroblastos causando dificuldade nos
processos de cicatrização
• Uso terapêutico:
◦Doenças endócrinas: Terapia substitutiva
quando há hipofunção da adrenal, as
doses recomendadas são inferiores
naquelas utilizadas em ação anti-
inflamatória e imunossupressora.
◦Doença do colágeno: Utilizado como
último recurso para estabilizar o quadro
do paciente
◦Doenças no TGI: quando o tratamento
de primeira escolha não é eficaz em
colite ulcerativa, doença de crohn…
◦Doenças hematopoiéticas: Anemias
hemolíticas autoimunes, púrpura
trombocitopênica idiopática, leucemias
agudas, anemia aplástica, reações de
transfusão e mieloma múltiplo.
◦Doenças neurológicas: Edema cerebral de
origem vasogênica, miastenia gravis,
esclerose múltipla…
◦Doenças infecciosas: Tuberculose,
mononucleose grave, meningite
tuberculosa, laringotraqueobronquites
graves e pneumonias virais
◦Choques: Choque quando há insuficiência
adrenocortical ou choque séptico
• Doenças respiratórias:
Tuberculose pulmonar,
viroses, asma brônquicas,
fibrose intersticial difusa,
sarcoidose…
• Doenças renais: síndrome
nefrótica idiopática, LES
com envolvimento renal…
• Doenças oftálmicas:
conjuntivites extremas,
exoftalmia grave…
• Efeitos colaterais:
◦Dependerá da dose e do tempo do
tratamento.
◦Outros fatores que influenciam é a condição
em que o paciente se encontra:
▪ Idosos (metabolização e excreção
diminuídas)
▪Diabéticos(efeitos hiperglicemiante)
▪Desnutridos (diminuição das proteínas
séricas)
◦Osteomuscular: Pode causar osteoporose,
osteonecrose(aumento da pressão do
capilares ósseos devido ao acúmulo de lipídeos
podendo gerar isquemia), miopatia
metabólica devido a atrofia das fibras
musculares, diminuição do crescimento ósseo
e muscular
◦TGI: Úlcera peptídica uma vez associado aos
AINEs(inibição do ciclo do AA), pancreatite,
candidíase (devido a imunossupressão)…
◦Sistema imune: Infecções em geral devido a
imunossupressão
◦Circulatório: Distúrbios eletrolíticos por
efeitos em receptores de mineralocorticoides
podendo causar retenção de cálcio no sangue,
edema e aterosclerose
◦Endócrino: Deposição de tecido adiposo,
dislipidemia com o aumento de LDL, VLDL,
colesterol total e TGL e insuficiência adrenal
secundária(síndrome de cushing iatrogênico)
◦Ocular: Catarata subcapsular e glaucoma
causado por aumento da pressão intraocular
◦Cutâneo: Acne, pele fina, púrpuras pela
atrofia do tecido subcutâneo
◦Neurológico: Psicose e distúrbios de humor.
◦Outros: poliúria osmótica, polidipsia,
hiperglicemia (favorecendo o desenvolvimento
de diabetes), glicosúria, hipocalemia, acidose
metabólica, retardo na cicatrização e abortos
TABELA DOS GLICOCORTICOIDES
Fármaco
Potên
cia
glicoc
ortico
ide
Potenci
a
mineral
ocortico
Indicação Dose
Hidrocortiso
sa(ação
rápida)
1 1 Medicamento de escolha para
reposição de emergências em
choques anafiláticos
IV, VO
Cães e
gatos: 50-
150
mg/kg
Cortisona(aç
ão rápida)
0,8 0,8 Fraca atuação anti-
inflamatória
Prednisolona
(ação
intermediári
a)
4 0,8 Medicamento de escolha para
terapias sistêmicas anti-
inflamatórias ou
imunossupressora crônicas e
doenças autoimunes
IM, VO
Cães: 0,5
a 2,0
mg/kg
Gatos: 1 a
4 mg/kg
Prednisona(a
ção
intermediári
a)
4 0,8 Inativada até sua conversão
em predinisolona, utilizada
em processos inflamatórios de
caráter agudo
IM, VO
Cães: 0,5
a 2 mg/kg
Gatos: 1 a
4 mg/kg
Metilpredini
solona(ação
intermediári
a)
5 mínima Anti-inflamatória e
imunossupressiva
IM, IV e
Intra-
ocular
Cães e
gatos em
choque:
25 a 30
mg/kg
Cães: 1 a
2 mg/kg
Triancinolon
a(ação
intermediári
a)
5 zero Mais tóxica que as demais,
efeito anti-inflamatório e
imunossupressivo
Cães e
gatos: IM
e SC 0,1 a
0,2
mg/kg,
VO 0,5 a
0,1
mg/kg,
Intralesio
nal 1,2 a
1,8
mg/anima
l
Dexametaso
na(ação
prolongada)
30 mínima Medicamento de escolha para
terapias anti-inflamatórias e
imunossupressivas agudas,
indicada para testes de
supressão
IM, IV,
VO, SC,
Tópica
Imunossu
pressão
cães e
gatos: 0,3
a 0,6
mg/kg
Choque
IV: 4 a 8
mg/kg
Anti-
infla: cães
0,25 a 1
mg/kg,
gatos
0,125 a
0,5 mg/kg
Betametason
a(ação
prolongada)
30 neglígiv
el
Alternativa à dexametasona Cães e
gatos: 0,1
a 0,5
mg/kg

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