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Inflamação • Introdução ao processo inflamatório: ◦Resposta do indivíduo saudável diante de uma agressão através da modulação de reações imunes e inflamatórias envolvendo células e mediadores químicos ◦Qualquer estímulo pode estimular um processo inflamatório: físico, químico ou biológico ◦ Com isso, haverá o estímulo da produção e liberação de mediadores do processo inflamatório. ▪ Ação realizada por eventos vasculares e celulares: • Primeiro ocorrer a identificação do antígeno pelos macrófagos, células dendríticas, mastócito, dentre outros. • Após a identificação ocorre a liberação dos mediadores químicos por essas células e por proteínas plasmáticas • Em seguida há indução de alterações hemodinâmicas, como vasodilatação e aumento da permeabilidade vascular permitindo a migração de leucócitos e proteínas plasmáticas para o local lesionado • Tentativa de remoção do patógeno e reparo • O processo inflamatório será classificado de acordo com os eventos citológicos, a presença dos sintomas e a sua duração. ▪ Inflamação aguda: Curta duração, sinais cardeais: dor, rubor, edema, calor e perda da função. O epitélio do tecido lesionado ou invadido libera quimiocinas que serão responsáveis pela atração das células de defesa. Inicialmente ocorre uma vasoconstrição transitória com diminuição do fluxo de sangue nos capilares(calor e rubor). Adiante há vasodilatação aumentando o fluxo sanguíneo local, levando ao acúmulo de células sanguíneas no local. Em seguida ocorre o aumento da permeabilidade vascular favorecendo a saída do plasma rico em proteínas e neutrófilos para o exterior do vaso(diapedese) que será acumulado no tecido lesado(edema). Os leucócitos reconhecerão os Ag através de mediadores químicos liberado por eles através de seus receptores. Estes leucócitos começam a liberam citocinas para atrair outras células e além disso produzem metabólitos para acabar com esse antígeno. Além dos neutrófilos, os mastócitos podem migram para o local liberando seus granulos para auxiliar na defesa contra o agente agressor. ▪ Inflamação crônica: período mais longo e indeterminado, seu padrão varia de acordo com os mediadores celulares e humorais presentes. Ocorre quando a inflamação aguda não é capaz de reverter os efeitos deletérios causados no tecido ou terá início insidioso. As células que predominam são os linfócitos e macrófagos e estão relacionados com maiores danos teciduais. Os macrófagos são responsáveis por realizar a ingestão e eliminação de microrganismos e tecidos mortos, iniciam o reparo tecidual, secretam mediadores químicos, apresentam Ag aos linfócitos T e responde aos sinais destas células que liberam, TNF, IL-12 e Il-17. Deste modo, ocorre a destruição do tecido tanto pelo agente nocivo como também pela liberação destes mediadores químicos liberados pelas células de defesa que por fim, repercutirá no reparo tecidual, fibrose e angiogênese na tentativa de reparar a lesão • Mediadores químicos que participam da resposta inflamatória: ◦Os mediadores inflamatórios podem ter origem tissular ou origem plasmática ▪ Origem tissular: Aminas vasoativas, fator de ativação plaquetária, eicosanoides, radicais livres superóxidos, óxido nítrico e neuropeptídeos ▪ Origem plasmática: sistema de coagulação, sistema complemento e cininas Mediador Fonte Ação Histamina e Serotonina Mastócitos, plaquetas, basófilos e células Vasodilatação, aumento da permeabilidade neuroendócrinas vascular, ativação endotelial Prostaglandina Mastócitos, leucócitos Vasodilatação, dor, febre Leucotrienos Mastócitos, leucócitos Aumento da permeabilidade vascular, produção de citocinas, estimula a agregação plaquetária quimiotaxia, adesão e ativação de leucócitos Prostaciclinas Mastócitos, macrófagos e células endoteliais Inibem a agregação plaquetária e a vasodilatação. Atuam ainda na indução da febre e dor Lipoxinas Inibem o recrutamento de neutrófilos no epitélio Tromboxanos Plaquetas Estimulam a agregação plaquetária e a vasoconstrição Citocinas(TNF, IL-1, IL-6) Macrófagos, células endoteliais, mastócitos Local: ativação endotelial através do estímulo da expressão das moléculas de adesão. Sistêmica: febre, anormalidades metabólicas, hipotensão(choque anafilático) Quimiocinas Leucócitos, macrófagos ativos Quimiotaxia, ativação de leucócitos Fator ativador plaquetário Leucócitos, mastócitos Vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, adesão de leucócitos, quimiotaxia, degranulação, explosão oxidativa Sistema complemento Plasma(fígado produz) Quimiotaxia, ativação de leucócitos, eliminação direta do alvo através do complexo de ataque á membrana, vasodilatação estimulando os mastócitos Cininas Plasma(fígado produz) Aumento da permeabilidade vascular, contração do músculo liso, dor • Produção dos eicosanoides: ◦O que é o ácido aracdônico: O ácido aracdônico, em sua forma inativa, são fosfolipídeos presentes na membrana celular de grande parte das células que compõem o organismo, são adquiridos através do ácido linoleico(AG essencial). Uma vez que ocorre um estímulo nocivo(químico, físico ou biológico) a enzima fosfolipase A2 será responsável por transformar esses fosfolipídeos em ácido aracdônico. O ácido aracdônico sofrerá a ação de duas enzimas: a lipoxigenase que formara os leucotrienos(podem se tornar lipoxinas) e a cicloxigenase (cox) que dará origem as prostaglandinas, estas, por sua vez, são divididas em prostaciclinas e tromboxano. FOSFOLIPASE A2 INJÚRIA NO TECIDO ÁCIDO ARACDÔNICO LEUCOTRIENOSPROSTAGLANDINAS lipoxigenaseCicloxigenase COX 1 e COX 2 Aumento da permeabilidade vascular, produção de citocinas, estimula a agregação plaquetária quimiotaxia, adesão e ativação de leucócitos LIPOXINAS Molécula quimiotática presente nas células inflamatórias. Aumenta a permeabilidade vascular, estimula a produção de citocinas e estimula agregação plaquetária Responsável por causar contração brônquica e por causar dor, edema e febre Constituí boa parte das membranas celulares. Proteção gástrica através da produção do muco do estômago,relaxamento dos brônquios auxilia na manutenção do fluxo renal e do TGI, e auxilia na produção das plaquetas. Indução da contração uterina, inibição da agregação plaquetária TROMBOXANOS Estimulam a agregação plaquetária e a vasoconstrição Os leucotrienos podem ou não tornar-se lipoxinas. Estas Inibem o recrutamento de neutrófilos no epitélio • Anti-inflamatórios não esteroides • Os AINEs são medicamentos com ação anti- inflamatória, antipirética e analgésica. Seu principal mecanismos de ação é inibir a enzima cicloxigenase responsável pela formação de mediadores químicos que auxiliam no mecanismo da inflamação. • Farmacocinética: A maioria dos AINEs são administrados por VO, com exceção do cetorolaco e do perecoxibe que são administrados por IV e o diclofenaco que pode ser administrado tanto VO, IV e VR. ◦Ácidos orgânicos fracos ◦Ligam-se fortemente à albumina plasmática Ação dos AINEs ▪Pacientes com hipoalbuminemia (hepatopatas, hipovolêmicos…) metabolizarão e excretarão estes fármacos de forma mais rápida, uma vez que a forma livre dos mesmos, está em maiores concentrações. ◦Absorção ocorre em torno de 1 a 4 horas após administração por VO, sendo está completada no TGI ◦Demoram para atravessar a BHE ◦Possuí baixo metabolismo hepático de primeira passagem o que corrobora para a alta biodisponibilidade destes fármacos ◦A formação de seus metabólitos inativos ocorre no fígado e são excretados pelos rins e em menor quantidade pela bile ◦Tempo de meia-vida: ▪Ação curta: Menos de 6 horas • Ibuprofeno,diclofenaco, cetoprofeno e indometacina ▪Ação prolongada: Mais de 6 horas • Naproxeno, celecoxibe, meloxicam, nabumetona e piroxicam ▪Lipossolúveis penetram o SNC e podem estar associados com leve alterações de humor e na função cognitiva • Mecanismo de ação: Os efeitos terapêuticos e colaterais dos AINEs resultam da inibição da COX de modo a impedir a formação do ádico araquidônico em prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxanos. Porém, estes medicamentos não bloqueiam a fia da lipoxigenase e deste modo, não inibem a formação dos leucotrienos, ou seja, os AINEs apenas reduzem os sinais e efeitos da inflamação. Absorção Pico de Concentração Metabolização Excreção 1a4hrs ◦Os AINEs não seletivos inibirão a formação tanto da COX-1 e da COX-2 e este é uma das causas de seus efeitos colaterais ◦Agem de forma reversível sobre as enzimas ▪A aspirina inativa-as irreversivelmente ◦Primeira ação: vasodilatação e inibição dos processos inflamatórios ◦ Segunda ação: Analgesia inibindo os mediadores inflamatórios responsáveis pela dor (prostaglandinas) ◦Terceira ação: Inibição da febre Os AINEs inibem a Pgs diminuindo o estímulo dos nociceptores ▪Lipopolissacarideo(pirogênio exógeno) liberado pelas bactérias no início do processo inflamatório ▪Ativação de macrófagos e polimorfonucleares ▪Liberação de mediadores inflamatórios, IL- 6,IL-1 e TNF liberada pelo macrófago ▪Aumento de liberação de citocinas (pirogênios endógenos) ▪Alcançam o termostato hipotalamico que contém vários receptores Ilira ▪ Ilira ativado a proteína quinase e inicia a síntese de COX2 ▪A cox2 gera prostaglandina hipotalâmica ▪Pge2 ativa seus receptores que altera a frequência de disparo dos neurônios hipotalâmicos causando o aumento da temperatura sistêmica e também há ativa o SNA simpático ▪Manda o comando para arteriolas eferentes, levando uma vasoconstrição periférica ocasionando em retenção do calor ▪Ainda há o estímulo hepático promovendo o aceleramento de reações enzimáticas, processo de desacoplamento de fosforilação oxidativa, gerando calor pela glicólise, glicogenólise ▪Fígado faz o organismo superaquecer ▪O aumento da temperatura exacerbada faz os testículos entrar em degeneração, após tecidos do SNC, confusão mental, epilepsia ◦Os anti-inflamatórios agem de inibindo a cox2 produzida pelo hipotalamo Colocar o paciente em água morna(37ºC) para ocorrer vasodilatação periférica dissepando mais rapidamente o calor ◦Quarta ação: Efeito antitrombotico • O óxido nítrico e prostaciclina 2 possuem ação antitrombótica inibindo o EDRF e ativando o tromboxano A2(é uma prostaglandina da atividade da cox1 e inicia o estímulo de apoptose de plaquetas para gerar a rede de fibrina) • Há então a ativação da cascata de coagulação • Os AINES em baixa dosagem inibem a tromboxano sintetase de modo a diminuir ou inibir a produção de tromboxano a1 (aspirina infantil) não inibe a cox • Aspina de adultos inibem a Cox1 • Fármacos de emergência age na tromboxano sintetase • Farmacodinâmica e efeitos colaterais: ◦Gastrointestinais: Uma das principais limitações. Pode causar gastrite, diarreia, náuseas, vômitos, constipação, halitose cetônica, leve dispepsia e até hemorragia causada pela formação de úlceras gástricas perfuradas devido a inibição da produção das prostaciclinas(estas são responsáveis por produzirem o muco protetor do estômago e melhorar o fluxo sanguíneo local). ◦Renais: A inibição das prostaciclinas pode levar a diminuição da taxa do filtrado glomerular, retenção de sódio e água e causar uma lesão renal aguda, nefrite crônica, anúria. Isto ocorre pois as prostaciclinas e o NO são responsáveis por causarem o relaxamento da musculatura lisa dos vasos sanguíneos e ainda desempenham a regulação do tônus das arteríolas aferentes e eferentes do glomérulo , deste modo, há preservação da função renal durante estados de hipovolemia. Deste modo o uso de AINEs em pacientes cardiopatas deve ser cuidadoso. ◦Respiratórios: A inibição da cicloxigenase leva ao aumento na produção dos leucotrienos, estes têm ação broncoconstritora e pode levar a exacerbação dos sinais clínicos de pacientes asmáticos. Ainda, favorecem o surgimento de broncoespasmos em animais já acometidos com doenças respiratórias, pois são capazes de inibir o fator de relaxamento derivado do epitélio respiratório (aspirina) ◦Cardiovasculares: O uso de inibidores seletivos de COX-2 é contraindicado para pacientes com IC, doença cardíaca isquêmica, doença vascular periférica e cerebrovascular. Uma vez que, a COX-1 levará a ativação do tromboxano-1 estimulando a agregação plaquetária e, desta forma, favorece a formação de trombos. Isto ocorre pois, a COX-2 está inibida e com isso a prostaglandinas responsáveis por inibir a agregação plaquetária também estão inativas. ◦Hematológicos: Há um equilíbrio entre a produção de tromboxano pelas plaquetas, que causam vasoconstrição e aumento da adesividade das plaquetas, e entre a prostaciclina presente na musculatura do endotélio vascular que causara redução da agregação plaquetária e vasodilatação. Os AINEs reduzem a adesividade plaquetária aumentando o tempo de sangramento (destaque para a ASPIRINA que inibe irreversivelmente a COX das plaquetas). ◦Cutâneas: Eritemas ◦Hepáticos: O paracetamol produz um subproduto hepatotóxico, denominado de N- acetil-benzoquinona, através do sistema p450 oxidase. Este subproduto reage com grupamento SH da glutationa(cofator importanete na depuração de xenobióticos) resultando em ácido mercaptúrico-cisteína causando uma hepatite tóxica devido à dificuldade de metabolização de fármacos. Outros fármacos que também podem causar toxicidade hepática (cetorolaco, derivados do piroxicam) ◦SNC: depressão, convulsões, tremores, ataxia, Síndrome de Reye: distúrbio neurológico em crianças com tratamento de AINEs quando estão com síndromes virais cursando em quadro de retardamento mental. ◦Outros: Altas doses de salicilismo causa dor de ouvido, zumbido no ouvido. • Fármacos: PRINCIPAIS GRUPOS QUÍMICOS DE 1º, 2º e 3ºGERAÇÃO DE AINEs NOME DO PRINCIPAIS AÇÕES DOSES GRUPO QUÍMICO FÁRMACO Salicilatos (não seletivos) ASA (ácido acetilsalicílico) Analgésico, antitérmico e inibidor da agregação plaquetária A dose deve ser diminuída em neonatos e pacientes com hipoalbuminemia Cães: 0,5 a 25 mg/kg Gatos 10 a 20 mg/kg Diflunisal Analgésico, Antipirético osteoartrite crônica, artrite reumatoide, artrite reumatoide extraarticular dismenorreia, gota Derivados pirazolônico(n ão seletivos) Dipirona Analgésico, antitérmico, antiespasmódica Enxaquecas, cólica renal, intestinal ou uterina Cães e gatos: 1 gota por kg Fenibutazona Inflamações ósseas e articulares Afecções de tecidos moles Pouca margem de segurança Cães: orteoartrite, anormalidades de discos intervertebrais, espondilite anquilosante e artrite reumática Antioxidantes diminuindo a produção de superóxido Contraindicado em pacientes com doenças renais, hepáticas e cardiopatias Cães: 10 mg/kg Derivados do p- aminofeno(nã o seletivos) Acetaminofen É o paracetamol Paracetamol Analgésico e antitérmico Dor de cabeça. Enxaqueca, dores musculoesquelética, dismenorréias, dor de garganta, dor de dente, pós operatório odontológico, vacinação, osteoartrite CONTRAINDICADO S EM GATOS Cães: 10 a 15 mg/kg Derivados do ácido acétic(não seletivos) Indometacina Artrite, distúrbios musculoesqueléticos, dores musculares, menstruais, pós-cirúrgicas Sulindaco Analgésico e antitérmico Inibição do crescimento de pólipos e lesões pré cancerosas do cólon (polipose adenomatosa) Derivados carboxílicose pirrolpirrólico s Etodolaco Analgésico e antitérmico Osteoartrose, artrite reumatoide(aguda ou crônica), pós- operatório odontológico, obstétrico, traumas, artrite gotosa aguda, dismenorreia, enxaqueca Ketorolaco Potente analgesia utilizado em dores moderadas a grave e em pós-operatório Conjuntivite alérgica e pós-cirurgia oftálmica Derivados do ácido fenilacélico Diclofenaco Analgésico Dor e inflamação pós-operatório, entorses, distensões, artrite, gota, dor nas costas, síndrome do ombro congelado, cotovelo de tenista, reumatismo de tecidos moles, infecções de ouvido, nariz e garganta, cólica menstrual Tolmetina Dores de origem mioarticular, patologias reumáticas, artrite reumatoide, osteoartrite, artrite reumatóide juvenil, espondilite anquilosante, entorses, distensões e luxações Fenclofenaco Derivados do ácido n- acetilan- tranílico (fenamatos) Ácido mefenâmico Artrite reumatoide, osteoartrite, dor muscular, dor traumática, dor de dente, cefaleias, pós-operatório, pós- parto, dismenorreia primária, menorreia, síndrome pré- menstrual Meclofenâmic o Analgésico Derivados do ácido propiônico (não seletivos) Ibuprofeno Analgésico e antitérmico Dor de cabeça, dor muscular, dor de dentes, dor de garganta, enxaqueca, cólica menstrual, gripes e resfriados comuns Cães e gatos: 5 mg/kg Naproxeno Analgésico e antitérmico Dor reumática, dor articular, dor nas costas, dor na coluna vertebral, cefaleia, enxqueca, dores musculares, contusões, entorses, distensões, traumas, dor ciática, torcicolo, tendinite, bursite, dor varicosa, dores na perna Cetoprofeno Osteoarticular, antitérmico, pós-operatório, anti-reumático Cães e Gatos: 1 mg/kg Derivados enólicos(não seletivos) Piroxicam Analgésico e adjuvante em terapias de algumas neoplasias CUIDADO COM OS FELINOS Cães e gatos: o,3 mg/kg Meloxicam Analgésico, artrite reumatoide, osteoartrite Cães: o,1 a 0,2 mg/kg Gatos: 0,1 mg/kg Tenoxicam Artrite reumatoide, osteoartrite, artrose, espodilite anquilosante, tendinite, bursite, periartrite, síndrome ombro- mão, distensões, entorses, gota aguda, dor pós operatória e dismenorreia primária Cães: o,5 a 2 mg/kg Sulfonanilida (2ºgeração preferencial Cox2) Nimesulida Analgésico, antipirético, dores articulares, tendinite, bursite, pós-operatório, dores musculares, dor de dente, sinusite, dor de garganta, cólicas Cães: 0,7 a 5 mg/kg Alcalonas (2ºgeração preferencial Cox2) Nabumetona Anti-reumático: artroses, artrite reumatoide e reumatismo Diarilheterocí clicos (inibidores seletivos da COX-2) Rofecoxibe Furanona diaril- substituído Osteoartrite, artrite reumatoide, dores crônicas, artrite gotosa, dor aguda e espondilite anquilosante Segurança gastrointestinal e tolerabilidade Efeitos adversos: edema, hipertensão, doença coronariana, infarto e falência cardíaca em idoso OBS: Os AINEs de segunda geração em altas doses inibem a COX1 levando a efeitos adversos • AINEs atípicos: ◦Ácidos aminonicotinicos: Flunixina-meglumina (Banamine) ▪ Infecções agudas ▪Grande ação antinflamatória e análgesica em cavalos ▪Dor visceral associada a cólicas ▪Cólicas e distúrbios musculoesqueléticos ▪Afecções pulmonares ▪Septicemias ▪Metrites ▪Suíno: síndrome MMA ▪Meia vida mais longa (efeitos após 2 dias de aplicação) ◦Dimetilssulfóxido- DMSO (subproduto da madeira) ▪Removedor de radicais livres ▪Deprime a condução de impulsos sensoriais aferentes (analgésico) ▪Aumenta a absorção de antibióticos ▪COX-2 preferencial a 0,1% ▪Reduz quimiotaxia ▪ Inflamações em úbere, ouvido, útero, membros, traumas cerebrais e de coluna ▪Uso tópico ▪Uso parenteral deve-se ter cuidado pois é alergênico, teratogênico, alopecia, cataratas e inibidor de acetilcolinesterase ◦Tepoxalina: ▪ Inibidor dual da COX e LOX ▪Não ulcerogênico ▪Suprime a expressão da E-selectina (proteínas presente na membrana celular dos leucócitos para se aderirem na parede dos vasos durante a diapedese) ▪Bloqueia a migração celular por LPS ▪ Inibidor da ativação do NF-kB ◦Licofelone: ▪ Inibidor dual COX/ LOX ▪Ações semelhantes a tepoxalina ◦NOVIDADE ▪ azd3582: Primeiro doador de óxido nítrico inibidor da COX ▪Dor aguda e dor crônicas em desenvolvimento ▪Eficácia e segurança sem efeitos adversos cardíacos-vasodilatador ▪Nitroaspirina Anti-inflamatórios Esteroides • Introdução: ◦Os glicocorticoides endógenos são hormônios esteroides produzidos na zona fasciculada do córtex da adrenal. ◦Os fármacos utilizados são sintéticos do cortisol e seu uso terapêutico ocorre devido seus efeitos imunossupressores e anti- inflamatórios ◦Sabe-se que o hipotálamo produz o hormônio liberador de corticotropina CRH diate de estímulos de emocionais(estresse), físico(fuga e luta) e funcionais(hipoglicemia, traumatismos, queimaduras, dor excessiva, ação adrenérgica, dentre outras.). O CRH, por sua vez estimulará a produção do homrônio adrenocorticotrófico ACTH produzido na adeno-hipófise que uma fez presente na circulação sanguínea induzira a produção dos esteroides presentes no córtex da adrenal, tais como: glicocorticoides(cortisol), mileralocorticoides e hormônios sexuais. Somado a isso, o ACTH leva a hipertrofia e hiperplasia da zona fasciculada e reticulada diante de estímulos prolongados. ◦O controle de liberação do CRH e ACTH ocorrem através do mecanismo de feedback da liberação do cortisol • Farmacocinética: ◦Os glicocorticoides são compostos lipofílicos e por isso possuem baixa solubilidade no plasma sanguíneo. Cerca de 80% do cortisol é transportado ligado a uma proteína, o restante permanece livre em sua forma ativa. ◦Possuem alta absorção por VO, principalmente no jejuno ◦São classificados de acordo com seu tempo de meia-vida plasmática, sua potência em relação a hidrocortisona e sua duração de ação ◦Metabolismo é hepático e são biotransformados no fígado ◦A eliminação é renal • Farmacodinâmica: ◦ São fármacos que atuam de forma sistêmica no organismo ◦Ligam-se aos seus receptores e desencadeiam a transativação e transpressão gênica ▪Primeiramente atravessam a membrana das células por difusão simples por serem lipossolúveis ▪No citoplasma ligam-se aos receptores de glicocorticoides GR que é uma fosfoproteínas formada pelo acoplamento de duas proteínas inativas denominadas de heat shocker proteins HSP ▪Ocorre a formação do complexo glicocoticoide-receptor havendo uma mudança estrutural nessa molécula permitindo sua entrada no núcleo da célula ▪O complexo atua por meio de duas ações gênicas: • Transativação: Um dímero do complexo glicocorticoide-receptor se acopla á regiões denominadas de elementos responsivos ao glicocorticoide desencadeando a síntese de proteínas anti-inflamatórias, tais como a lipocortina-1, iKB e proteínas responsáveis por induzirem a gliconeogênese. • Transrepressão: Um monômero do complexo reage com fatore de transcrição, como a AP-1 e o NF-KB de modo a inibi-los e assim levar a redução da síntese de citocinas pró-inflamatórias como a IL-1, IL-6 e IL-2,TNF, INF e prostaglandinas. ◦Metabolismo de carboidratos: Os GC contribuem para a hiperglicemia, pois causam Um dímero do complexo glicocorticoide-receptor se acopla á regiões denominadas de elementos responsivos ao glicocorticoide desencadeando a síntese de proteínas anti-inflamatórias, tais como a lipocortina-1, iKB e proteínas responsáveis por induzirem a gliconeogênese. Um monômero do complexo reage com fatore de transcrição, como a AP-1 e o NF-KB de modo a inibi-los e assim levar a redução da síntese de citocinas pró- inflamatórias como a IL-1, IL-6 e IL- 12,TNF, INF e prostaglandinas. o aumento da absorção, do consumo periférico e na síntese de carboidrato. Deste modo, estimula a gliconeogênese hepática a partir deaa providos da inibição da síntese proteica periférica, além do aumento da ação do glucagon e das catecolaminas, estas atuam aumentando a liberação de mais glicose e AG como meio de aumentar o aporte energético do organismo. Há então diminuição da utilização de glicose nos tecidos periféricos, com o aumento de sua concentração sérica e aumento na absorção intestinal. ◦Metabolismo de proteínas: Os GC inibem a síntese de proteínas, uma vez que desviam os aa dos tecidos periféricos para a produção de glicose. Além disso, contribuem para o catabolismo proteico aumentando a quantidade de aa livre para a realização de gliconeogênese hepática. Há o aumento da excreção dos metabolitos proteicos, como aa e ácido úrico. ◦Metabolismo de lipídios: Os glicocorticoides estimulam a lipólise, principalmente do tecido adiposo periférico, e inibem a síntese de AG, de modo à favorecem a liberação dos AG e glicerol para serem utilizados como substratos na gliconeogênese. Deste modo, favorece o desenvolvimento de um quadro de obesidade. ◦Metabolismo de cálcio e dos ossos: As doses terapêuticas dos GC diminuem a formação óssea (estimulam os osteoclastos) e a produção de colágeno. Porém dependerá da dose e tempo de uso. ◦Outros: Favorecem a ação inotrópicas positivas das catecolaminas devido ao aumento do número e da afinidade dos receptores beta-adrenérgicos. • Efeitos farmacológicos: Aumento da força de contração Aumento do débito cardíaco ◦De forma geral, ocorre a potencialização dos efeitos fisiológicos do cortisol, sendo os efeitos mais esperados a ação anti- inflamatória e a imunossupressão. ◦Os glicocorticoides sintéticos diminuem a liberação de citocinas pró inflamatórias, tais como: IL-1, IL-6, IL-12, fator de necrose tumoral e metabólitos do ácido araquidônico através da inibição da enzima fosfolipase A2 ◦Ainda, contribuem para o aumento da síntese de proteínas anti-inflamatórias de modo a corroborarem com o retardo das etapas do processo inflamatório. ▪Redução da permeabilidade vascular causada pela redução dos níveis de NO Glicocorticoide s sintéticos ▪ Inibição da marginalização dos neutrófilos, sem diminuir sua quantidade sérica ▪Diminuição da síntese de citocinas, metabólitos do AA e diminuição da fagocitose dos macrófagos e monócitos, com a diminuição na quantidade dos mesmos ▪Aumento da apoptose dos eosinófilos ▪Redução da síntese de citocinas e atividade proliferativa dos linfócitos e basófilos, com diminução da produção de igG pelos primeiros. ▪Redução dos níveis de enzimas hidrolíticas liberadas pelos lisossomos ▪Redução das concentrações plasmáticas do sistema complemento. ▪Aumento da atividade dos osteoclastos e diminuição da atividade dos osteoblastos (favorecendo a osteoporose) ▪Redução da atividade de cicatrização por deposição de fibrina e proliferação dos fibroblastos causando dificuldade nos processos de cicatrização • Uso terapêutico: ◦Doenças endócrinas: Terapia substitutiva quando há hipofunção da adrenal, as doses recomendadas são inferiores naquelas utilizadas em ação anti- inflamatória e imunossupressora. ◦Doença do colágeno: Utilizado como último recurso para estabilizar o quadro do paciente ◦Doenças no TGI: quando o tratamento de primeira escolha não é eficaz em colite ulcerativa, doença de crohn… ◦Doenças hematopoiéticas: Anemias hemolíticas autoimunes, púrpura trombocitopênica idiopática, leucemias agudas, anemia aplástica, reações de transfusão e mieloma múltiplo. ◦Doenças neurológicas: Edema cerebral de origem vasogênica, miastenia gravis, esclerose múltipla… ◦Doenças infecciosas: Tuberculose, mononucleose grave, meningite tuberculosa, laringotraqueobronquites graves e pneumonias virais ◦Choques: Choque quando há insuficiência adrenocortical ou choque séptico • Doenças respiratórias: Tuberculose pulmonar, viroses, asma brônquicas, fibrose intersticial difusa, sarcoidose… • Doenças renais: síndrome nefrótica idiopática, LES com envolvimento renal… • Doenças oftálmicas: conjuntivites extremas, exoftalmia grave… • Efeitos colaterais: ◦Dependerá da dose e do tempo do tratamento. ◦Outros fatores que influenciam é a condição em que o paciente se encontra: ▪ Idosos (metabolização e excreção diminuídas) ▪Diabéticos(efeitos hiperglicemiante) ▪Desnutridos (diminuição das proteínas séricas) ◦Osteomuscular: Pode causar osteoporose, osteonecrose(aumento da pressão do capilares ósseos devido ao acúmulo de lipídeos podendo gerar isquemia), miopatia metabólica devido a atrofia das fibras musculares, diminuição do crescimento ósseo e muscular ◦TGI: Úlcera peptídica uma vez associado aos AINEs(inibição do ciclo do AA), pancreatite, candidíase (devido a imunossupressão)… ◦Sistema imune: Infecções em geral devido a imunossupressão ◦Circulatório: Distúrbios eletrolíticos por efeitos em receptores de mineralocorticoides podendo causar retenção de cálcio no sangue, edema e aterosclerose ◦Endócrino: Deposição de tecido adiposo, dislipidemia com o aumento de LDL, VLDL, colesterol total e TGL e insuficiência adrenal secundária(síndrome de cushing iatrogênico) ◦Ocular: Catarata subcapsular e glaucoma causado por aumento da pressão intraocular ◦Cutâneo: Acne, pele fina, púrpuras pela atrofia do tecido subcutâneo ◦Neurológico: Psicose e distúrbios de humor. ◦Outros: poliúria osmótica, polidipsia, hiperglicemia (favorecendo o desenvolvimento de diabetes), glicosúria, hipocalemia, acidose metabólica, retardo na cicatrização e abortos TABELA DOS GLICOCORTICOIDES Fármaco Potên cia glicoc ortico ide Potenci a mineral ocortico Indicação Dose Hidrocortiso sa(ação rápida) 1 1 Medicamento de escolha para reposição de emergências em choques anafiláticos IV, VO Cães e gatos: 50- 150 mg/kg Cortisona(aç ão rápida) 0,8 0,8 Fraca atuação anti- inflamatória Prednisolona (ação intermediári a) 4 0,8 Medicamento de escolha para terapias sistêmicas anti- inflamatórias ou imunossupressora crônicas e doenças autoimunes IM, VO Cães: 0,5 a 2,0 mg/kg Gatos: 1 a 4 mg/kg Prednisona(a ção intermediári a) 4 0,8 Inativada até sua conversão em predinisolona, utilizada em processos inflamatórios de caráter agudo IM, VO Cães: 0,5 a 2 mg/kg Gatos: 1 a 4 mg/kg Metilpredini solona(ação intermediári a) 5 mínima Anti-inflamatória e imunossupressiva IM, IV e Intra- ocular Cães e gatos em choque: 25 a 30 mg/kg Cães: 1 a 2 mg/kg Triancinolon a(ação intermediári a) 5 zero Mais tóxica que as demais, efeito anti-inflamatório e imunossupressivo Cães e gatos: IM e SC 0,1 a 0,2 mg/kg, VO 0,5 a 0,1 mg/kg, Intralesio nal 1,2 a 1,8 mg/anima l Dexametaso na(ação prolongada) 30 mínima Medicamento de escolha para terapias anti-inflamatórias e imunossupressivas agudas, indicada para testes de supressão IM, IV, VO, SC, Tópica Imunossu pressão cães e gatos: 0,3 a 0,6 mg/kg Choque IV: 4 a 8 mg/kg Anti- infla: cães 0,25 a 1 mg/kg, gatos 0,125 a 0,5 mg/kg Betametason a(ação prolongada) 30 neglígiv el Alternativa à dexametasona Cães e gatos: 0,1 a 0,5 mg/kg