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Tranquilizantes e Miorrelaxantes TRANQUILIZANTES Promovem a tranquilização; Acalmar a agitação e hiperatividade dos pacientes; Sinônimos: sedativo, calmante; Tranquilizantes maiores e menores; Em medicina veterinária são usados como: medicação pré-anestesia (M.P.A.); contenção química; distúrbios comportamentais (novidade na MV.); Tranquilizantes Tranquilizantes 1. TRANQUILIZANTES MAIORES (NEUROLÉPTICOS) Classificados: Derivados de fenotiazínicos (clorpromazina, levomepromazina, acepromazina); Derivados de butirofenônicos (haloperidol, droperidol,azaperone); Derivados de tioxantênicos (tiotixeno, clorportixeno); Derivados de ortopramidas ou benzamidas (sulpirida, tiaprida) Farmacocinética: Absorvidos pelo TGI e via parenteral; Distribuídos pelos tecidos (pp. fígado, pulmões e encéfalo); Metabolizados pelo fígado; Eliminados pela urina e fezes; Tranquilizantes Tranquilizantes 1. TRANQUILIZANTES MAIORES (NEUROLÉPTICOS) Mecanismo de ação: Alterações no funcionamento da neurotransmissão dopaminérgica; Bloqueio do receptor pré-sináptico – regulam a síntese e liberação do neurotransmissor; Bloqueio do receptor pós-sináptico – incapacitando de responder ao neurotransmissor endógeno (dopamina); Tranquilizantes Tranquilizantes 1. TRANQUILIZANTES MAIORES (NEUROLÉPTICOS) Efeitos terapêuticos e colaterais: Perda da motilidade voluntária - catelepsia; Ação anti-emética – bloqueio da ação da dopamina; Indiferença aos estímulos exteriores sem perda da consciência; Diminuição da agressividade; Potencializa os efeitos dos opiáceos, dos analgésicos; Hipersecreção de prolactina, diminuição ACTH, TSH, LH, FSH, ADH; Tranquilizantes Tranquilizantes 1. TRANQUILIZANTES MAIORES (NEUROLÉPTICOS) Efeitos terapêuticos e colaterais: Sonolência, apatia; Diminui o limiar convulsivo – favorece o aparecimento das crises; Hipotensão, depressão do miocárdio; Priapismo (acepromazina), devido ao relaxamento do músculo retrator do pênis; Hipotermia (hipotálamo); Indicação: medicação pré anestésica, potencializadores da analgesia e anti-eméticos. Contra-indicações: associação com anestesia epidurais; MAPA (2008) – monitora o resíduos de clorpromazina e acepromazina POAs Tranquilizantes Tranquilizantes 1. TRANQUILIZANTES MAIORES (NEUROLÉPTICOS) Tranquilizantes Tranquilizantes 2. TRANQUILIZANTES MENORES (CALMANTE E ANSIOLÍTICOS) Classificação: Benzodiazepínicos (diazepam, midazolam, clonazepam) Buspirona (desordens comportamentais); Farmacocinética: Absorvidos TGI (VO), administração via parenteral (IV); Atravessa barreira hematoencefálica e placentária; Biotransformado pelo fígado e eliminado via urina; Tranquilizantes Tranquilizantes Tranquilizantes Tranquilizantes 2. TRANQUILIZANTES MENORES (CALMANTE E ANSIOLÍTICOS) Mecanismo de ação: Atua no GABA; Promovendo hiperpolarização na membrana pós- sinaptica; Impedindo a passagem do estímulo nervoso; Efeito miorrelaxante na musculatura esquelética, Efeito ansiolítico, reduzindo o comportamento agressivo; Efeito sedativo; Efeito anticonvulsivante; Tranquilizantes Tranquilizantes 2. TRANQUILIZANTES MENORES (CALMANTE E ANSIOLÍTICOS) Indicação: Reduzir a agressividade; Promover miorrelaxamento de ação central; Efeitos anticonvulsivantes; Usados como pré-anestésico; Contraindicação: ataxia, possível efeito teratogênico (fenda palatina) e carcinogênico; Antagonista: Flumazenil (0,1 mg/kg IV) é antagonista dos receptores benzodiazepínicos. Tranquilizantes Tranquilizantes RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL Relaxantes musculares de ação central Medicamentos usados no tratamento do espasmo da musculatura; Ex. tétano, intoxicação por estricnina, miosites, estiramento de ligamento; RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL Base anátomo-fisiológica arco reflexo: Fuso muscular: estrutura fusiforme sensorial complexa dentro do músculo; serve para sinalizar alterações de extensão muscular; Inervação muscular: As fibras musculares quando estimuladas enviam (neurônios aferentes) impulsos nervosos até a medula espinhal (células Renshaw); Na medula ocorrem sinapses com os interneurônios que por sua vez fazem sinapse com os motoneurônios alfa (tono muscular) e gama (regulam a atividade); As fibras eferentes motoras liberam acetilcolina em suas junções neuromusculares, gerando o potencial de ação e a contração muscular – resposta do estímulo; Mecanismo de ação geral: inibir a nível de impulsos dos neurônios motores, imitando a ação dos inibitórios ; RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL 1. Éter gliceril guaiacol (EGG) Guaifenensina (Gecolate®); Eficaz relaxante muscular; Usado principalmente em equinos; Farmacocinética: absorvidos pelo TGI e via parenteral (IV), atravessa a barreira placentária (associado a dextrose 5%); RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL 1. Guaifenesina - Éter gliceril guaiacol (EGG) Indicação: medicação pré anestésica, tétano, estricnina, contenção química ou manobras obstétricas; MA: promove hiperpolariazação pós-sináptica nos motoneurônios; Modo de uso - diluído a sol. de dextrose a 5% aquecida; Biotransformada no fígado; RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL 1. Guaifenesina - Éter gliceril guaiacol (EGG) Atravessa a barreira placentária – depressão nos movimentos fetais; Larga margem de segurança; Uso concentrado causa hemólise intravascular; Efeitos colaterais: violentos espasmos musculares seguido de estágio de anestesia, inflamação ou necrose perivascular no local da injeção; RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL 2. Metocarbamol Usado em eqüinos, cães e gatos; Na terapia da dor de origem muscular esquelética; Miopatia de esforço, espasmo da musculatura; Trauma da medula espinhal; Intoxicação por estricnina e tétano; Dose: Cães e gatos 44 mg/kg TID VO (moderados), 55 a 220 mg/kg IV (graves); Equinos 4,4 a 22 mg/kg IV (moderados), 22 a 55 mg/kg (graves) Não comercializado no Brasil; Efeitos colaterais: salivação excessiva, vômitos, fraqueza muscular, não recomenda para em fêmeas prenhes, não indicado para animais renais; RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL 3. Benzodiazepínicos Visto anteriormente RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL 4. Agonistas de α2 Adrenérgicos (Xilazina, Romifidina, Detomidina, Medetomidina); São sedativos hipnóticos, possuem propriedades analgésicas, e relaxantes musculares; Farmacocinética: Administradas: via parenteral (IV); Distribuídas rapidamente pelos vários tecidos (SNC); Os ruminantes são os mais sensíveis; Biotransformada via hepática, eliminada viarenal; RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL 4. Agonistas de α2 Adrenérgicos (Xilazina, Romifidina, Detomidina, Medetomidina); São agonistra de α2 adrenérgico pré-sinaptico (SNC) e pós-sináptico periférico; Pré-sináptico: sedação, relaxamento muscular, analgesia; Pós-sináptico: bradicardia, depressão respiratória; Indicação: miorrelaxamento de ação central, medicação pré anestésica, promoção da analgesia, contenção química ; Antagonista: ioimbina, atipamezol; RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL RELAXANTES MUSCULARES DE AÇÃO CENTRAL ATÉ BREVE!!!