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Anti-inflamatórios 
esteroidais e não esteroidais
Prfª Ms. Thais Teixeira
O que é inflamação?
• A inflamação é uma resposta à infecção ou
lesão tecidual para erradicar microrganismos
ou agentes irritantes,
• levando ao acúmulo de fluidos e leucócitos
com objetivo de destruir, diluir e isolar os
agentes lesivos.
• Quando ativada de forma excessiva pode
causar o comprometimento de órgãos e
sistemas, levando à descompensação,
disfunção orgânica e morte.
• Ocorre por meio de células e mediadores
químicos
Inflamação
• Exsudato→ líquido que extravasa
dos vasos sanguíneos para o
tecido
• Células inflamatórias → que são
atraídos para o local da
inflamação→ remove patógenos
• Vasodilatação → favorece a
chegada das células para o local
da inflamação
Sinais cardinais da inflamação
• Calor→ aumento do fluxo sanguíneo e
metabolismo celular
• Rubor → vermelhidão devido ao
aumento do fluxo sanguíneo (células
cheguem ao local)
• Inchaço (edema) → aumento da
permeabilidade vascular faz chegar as
células ao tecido
• Dor → aumento da sensibilidade das
fibras nociceptivas da dor e indica o
local da lesão
• Perda de função → consequência dos
outros 4 sinais cardinais
Funções da inflamação
➢Matar microrganismos
➢Coordenar reações imunitárias
➢Eliminar células lesadas
➢Restaurar tecidos
➢Restaurar a função normal
Componentes da inflamação aguda
• Resposta imunológica inata → contração de
arteríolas, formação de edema e exsudação local
rica em autacoides ou mediadores químicos como
citocinas, prostaglandinas, leucotrienos histaminas,
óxido nítrico.
• Resposta imunológica adaptativa → ativação de
células competentes contra possíveis patógenos na
inflamação
Eventos locais que disparam respostas 
inflamatórias agudas locais
▸ Macrófagos induzem moléculas de 
adesão nas células endoteliais por 
meio de citocinas IL-1 e TNF-a
▸ Células locais atraem demais 
fagócitos por meio da produção de 
quimiotaxinas
▸ Fagócitos aderem ao endotélio 
vascular
▸ Fagócitos promovem a fagocitose e há 
ativação das proteínas do 
complemento
▸ Finalização do processo infecioso e 
inflamatório
Respostas da inflamação
➢ NÃO há cura sem inflamação
➢ Benéfica
➢ Se não houvesse inflamação, microrganismos estariam livres para penetrar nas mucosas e
feridas, não existiria cicatrização.
➢ Maléfica
➢ Quando a inflamação interfere na função do órgão acometido pode ocorrer uma ameaça
maior que a inicial, ocasionando morte de tecidos sadios, edema (aumento da pressão),
resposta inapropriada. Ex.: cirrose hepática, artrite reumatoide, choque anafilático.
➢ Fármacos podem reduzir os malefícios da resposta inflamatória
Respostas da inflamação
➢ Célula→membrana fosfolipídica
➢ Fosfolipídios sofre ação da enzima
fosfolipase A2 quando ativada por um
estímulo, ex. a prostaglandina
➢ Ao ser ativada, a fosfolipase A2 libera o
ácido araquidônico que é substrato de
outras enzimas como a lipooxigenase que
produz leucotrienos e a ciclooxigenase
que produz as prostaglandinas,
prostaciclinas e tromboxano A2
Ciclooxigenases (COX)
• Constitutiva → produzidas a todo
momento pelas células, não
precisam de enzimas para serem
produzidas.
• Induzida → processos
inflamatórios
Biossíntese da prostaglandinas pela COX
Ações das prostaglandinas
Papeis biológicos dos produtos da COX
Sítios ativos da COX-1 e COX-2
Interage com fármacos
Anti-inflamatórios
➢ Divididos em duas classes:
➢ Glicocorticoides (AIES)
➢ Anti-inflamatórios não esteroidais (AINES)
➢ Amplamente utilizados
➢ Existem mais de 50 AINES diferentes
➢ Nenhum deles atua na modificação dos sinais
da inflamação (atuam na COX)
➢ Praticamente todos possuem efeitos
indesejáveis
➢ Efeito AAA → anti-inflamatório, antipirético e
analgésico
Ácido acetil salicílico
▪ O uso de anti-inflamatórios se iniciou com a descoberta da aspirina
▪ Uso comum da casca do Salix alba → analgésico
Felix Hoffmann - 1897
Salix alba
Ácido acetil salicílico
Hidrolisou a ligação do carboidrato da Salicilina e produziu o ácido 
salicílico → analgésico, porém tinha reação na mucosa gástrica
Ácido salicílico + anidrido acético = Ácido acetil salicílico
Fórmula de Hoffmann para Aspirina
Inibição da Síntese de Eicosanóides
▪ A aspirina age como um inibidor irreversível da ciclooxigenase
▪ As demais drogas anti-inflamatórias não esteroidais (AINES) 
ligam-se de forma não covalente à enzima
Eicosanóides 
São substâncias que 
possuem efeitos 
semelhantes aos dos 
hormônios, que são 
mediados por receptores 
especializados
AINES
➢ Efeito antipirético
➢ Regulação térmica via hipotalâmica
➢ AINES reajustam o “termostato” 
hipotalâmico
➢ Inibição das prostaglandinas de ação
hipotalâmica (PGE2) que são responsáveis
por aumentar a temperatura gerando o que 
chamamos de febre
➢ Os AINES agem inibindo a ciclooxigenase
responsáveis por produzir a prostaglandina
Mecanismo de ação antipirético
Neutrófilos
AINES
AINES
➢ Efeito analgésico
➢ AINES são eficazes contra a dor
➢ Diminuem a produção de
prostaglandinas que sensibilizam os
nociceptores
➢ Eficazes: bursite, artrite, dor de
dente, dor por metástase cancerosa,
dores musculares e de origem
vascular
➢ Utilizados nas cefaleias com o
objetivo de diminuir a vasodilatação
cerebral via prostaglandinas
Vias nociceptivas – mecanismo da dor
▪ Efeito analgésico
AINES
AINES
➢ Efeito anti-inflamatório
➢ Variam muito em potencial de ação
➢ Indometacina, Piroxicam (fortes), ibuprofeno 
(média), paracetamol (baixa)
➢ Reduzem
➢ Vasodilatação
➢ Edema 
➢ Dor
➢ São considerados anti-inflamatórios clássicos 
por reduzirem os sinais cardinais
AINES - Efeito anti-inflamatório
História do AINES
Inibidores específicos da COX2
Anti-inflamatórios
▪ Anti-inflamatórios de 1ª geração inibidores não seletivos da COX
Anti-inflamatórios
▪ Ácido gástrico tem papel central no dano gastrintestinal associado ao AINE
Anti-inflamatórios
▪ Alta prevalência de úlcera péptica durante o tratamento com AINES
Aspirina e lesão gástrica
Anti-inflamatórios
▪ Anti-inflamatórios de 2ª geração inibidores seletivos da COX
Era Coxibes
➢ Inibe seletivamente a COX-2
➢ Significante redução do número de
sangramentos gástricos nos EUA após o
início da comercialização dos COXIBES:
1998-2001
➢ Seria ideal, porém ....
➢ Aumenta eventos tromboembolíticos →
trombose
➢ Ocorre por inibirem somente a COX-2 leva
a um desbalanço nas funções das
prostaglandinas produzidas
AINES
▪ Razões dos riscos tromboembólico para pacientes que fazem uso de AINES por um 
ano ou mais
▪ COX-2
▪ Vasodilatação
▪ Inibição da agregação plaquetária
▪ Inibição da proliferação do músculo liso 
vascular
▪ COX-1
▪ Proteção da mucosa gástrica
▪ Efeitos vaso oclusivos
▪ Agregação plaquetária
▪ Vasoconstrição
▪ Proliferação do músculo liso vascular
Anatomia da adrenal
▪ Corticoides → Hormônios produzidos no córtex e medula das glândulas suprarrenais
Adrenal
• Cada região da 
adrenal produz
hormônios
diferentes→ todos
produzidos a partir
do colesterol
Revisão 
terapêutica
• Principal glicocorticoide endógeno → cortisol
• Necessário para a manutenção da vida
• Síntese e secreção estritamente reguladas
• Funções do cortisol
Controle hormonal nas 
adrenais
▪ Eixo hipotálamo-hipófise-adrenal
Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH)
CRH = hormônio liberador de corticotrofina
Controle hormonal nas adrenais
▪ A liberação dos hormônios da adrenal é 
controlada pelo hipotálamo que libere o CRH 
que age na adeno-hipófise fazendo com que ela 
libere ACTH que age nas glândulas adrenais 
para produção dos seus hormônios
▪ Feedback é feito pelo excesso de hormônios 
liberados pelas adrenais
Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) - Age sobre as 
glândulas suprarrenais
CRH = hormônio liberador de corticotrofina
Secreção normal de ACTH e cortisol
Principais ações dos glicocorticoides
Produzido em condições de estresse e aumenta o metabolismo para suprir as 
necessidades durante o estresse▪ Promovem o metabolismo intermediário normal
▪ Favorecem a gliconeogênese → aumenta glicemia
▪ Estimulam o catabolismo proteico e a lipólise
▪ Aumentam a resistência ao estresse
▪ Aumenta o nível de glicose plasmática
▪ Aumenta modestamente a pressão arterial
▪ Alteração dos níveis das células do plasma
▪ Diminuição dos eosinófilos, basófilos, monócitos e linfócitos
▪ Aumento de hemoglobina, hemácias e plaquetas
Ações dos glicocorticoides
Utiliza os aminoácidos 
para produção de energia
Lipídeos
Ativação da 
lipase
Redistribuição da 
gordura corporal
Ações dos glicocorticoides
Células inflamatórias
Ações dos fármacos glicocorticoides
Ações anti-inflamatórias → inibição da 
fosfolipase A2
Ações dos fármacos 
glicocorticoides
Ações anti-inflamatórias → inibição da 
ciclooxigenase
Ações dos fármacos 
glicocorticoides
Mediadores inflamatórios
Ações dos fármacos 
glicocorticoides
Principais ações dos 
fármacos glicocorticoides
▪ Atuam em outros sistemas
▪ Aumenta a produção de pepsina e ácido clorídrico
▪ Grave perda óssea
Mecanismo de ações dos fármacos glicocorticoides
▪ Glicocorticoides conseguem controlar a expressão de 
diversos genes
▪ Atravessam a membrana celular e se ligam a receptores 
citoplasmáticos
▪ Complexo hormônio-receptor é levado ao núcleo celular 
onde se liga a elementos de resposta aos glicorticoides
▪ Isso estimula ou inibe a atividade da RNA polimerase 
em um promotor que inicia ou inibe a transcrição de um 
gene produzindo proteínas específicas → efeitos 
biológicos
Principais ações dos 
glicocorticoides
▪ Atuam em outros sistemas
Predinisona e supressão da adrenal
Seleção do fármaco
▪ A seleção de corticosteroides é baseada basicamente em 3 propriedades fundamentais
Atividade terapêutica
Reação adversa
Efeito dos fármacos 
glicocorticoides
Efeitos dos fármacos comparados ao de 
hidrocortisona
Seleção do fármaco
▪ Cortisol e cortisona
▪ Usados apenas em terapias de reposição
▪ Não possuem propriedades anti-inflamatórias
▪ Atividade mineralocorticoide relativamente alta
Seleção do fármaco
▪ Prednisona, prednisolona e metilprednisolona
▪ Primeira escolha para tratamentos anti-inflamatórios e 
imunossupressores a longo prazo (poliosite-dermatosite e 
Doença Pulmonar Obstrutiva - DPOC)
▪ Meia –vida plasmática intermediária
▪ Atividades mineralocorticoides relativamente baixa
Seleção do fármaco
▪ Dexametasona e betametasona
▪ Usados em terapias anti-inflamatórias 
agudas máximas (choque séptico e 
edema cerebral)
▪ Meia-vida plasmática longa e 
atividade mineralocorticoide mínima
▪ Apresenta atividades supressoras de 
crescimento
Farmacocinética dos 
corticoides
▪ Absorção rápida e fácil pelo TGI
▪ Absorvidos prontamente pelos espaços sinoviais e 
conjuntivo, porém lentamente pela pele
▪ Administração tópica usada apenas brevemente para produzir 
ação local
Efeitos adversos
▪ Exposição excessiva a glicocorticoides
▪ Síndrome de Cushing
▪ É o resultado da administração exógena excessiva 
de glicocorticoides, mas também pode ser 
desencadeada por problemas endógenos
▪ Tratamento → remoção cirúrgica do adenoma ou 
inibidores biossintéticos
Efeitos adversos
▪ Osteoporose → aumenta ação dos osteoclastos
▪ Hiperglicemia → aumenta gliconeogênese → cuidado em pacientes com Diabetes
▪ Úlcera → aumento da secreção gástrica
▪ Altera o crescimento → altera o desenvolvimento ósseo e a fisiologia muscular
	Slide 1: Anti-inflamatórios esteroidais e não esteroidais Prfª Ms. Thais Teixeira
	Slide 2: O que é inflamação?
	Slide 3: Inflamação
	Slide 4: Sinais cardinais da inflamação
	Slide 5: Funções da inflamação
	Slide 6: Componentes da inflamação aguda
	Slide 7: Eventos locais que disparam respostas inflamatórias agudas locais
	Slide 8: Respostas da inflamação
	Slide 9: Respostas da inflamação
	Slide 10: Ciclooxigenases (COX)
	Slide 11: Biossíntese da prostaglandinas pela COX
	Slide 12: Ações das prostaglandinas
	Slide 13: Papeis biológicos dos produtos da COX
	Slide 14: Sítios ativos da COX-1 e COX-2
	Slide 15
	Slide 16: Anti-inflamatórios
	Slide 17: Ácido acetil salicílico
	Slide 18: Ácido acetil salicílico
	Slide 19: Fórmula de Hoffmann para Aspirina
	Slide 20: Inibição da Síntese de Eicosanóides
	Slide 21: AINES
	Slide 22: Mecanismo de ação antipirético
	Slide 23: AINES
	Slide 24: Vias nociceptivas – mecanismo da dor
	Slide 25: AINES
	Slide 26: AINES - Efeito anti-inflamatório 
	Slide 27: História do AINES 
	Slide 28: Anti-inflamatórios
	Slide 29: Anti-inflamatórios
	Slide 30: Anti-inflamatórios
	Slide 31: Aspirina e lesão gástrica
	Slide 32: Anti-inflamatórios
	Slide 33: Era Coxibes
	Slide 34: AINES
	Slide 35
	Slide 36: Anatomia da adrenal
	Slide 37: Adrenal
	Slide 38: Revisão terapêutica
	Slide 39: Controle hormonal nas adrenais
	Slide 40: Controle hormonal nas adrenais
	Slide 41: Secreção normal de ACTH e cortisol
	Slide 42: Principais ações dos glicocorticoides
	Slide 43: Ações dos glicocorticoides
	Slide 44: Ações dos glicocorticoides
	Slide 45: Ações dos fármacos glicocorticoides
	Slide 46
	Slide 47
	Slide 48
	Slide 49: Principais ações dos fármacos glicocorticoides
	Slide 50: Mecanismo de ações dos fármacos glicocorticoides
	Slide 51: Principais ações dos glicocorticoides
	Slide 52: Seleção do fármaco
	Slide 53: Efeito dos fármacos glicocorticoides
	Slide 54: Seleção do fármaco
	Slide 55: Seleção do fármaco
	Slide 56: Seleção do fármaco
	Slide 57: Farmacocinética dos corticoides
	Slide 58: Efeitos adversos
	Slide 59: Efeitos adversos
	Slide 60