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Anti-inflamatórios não-esteroidais (AINEs)
Prof. Dr. Lucas T. Parreiras-e-Silva
e-mail: lucastabajara@usp.br
Setembro/2024
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 
Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto
Departamento de Ciências BioMoleculares
Laboratório de Farmacologia Molecular de GPCRs
Bloco S – 3º andar – sala 086A 
Disciplina: Farmacologia II
Anti-inflamatórios
O que é inflamação?
Inflamação: resposta ativa do organismo, que envolve
componentes celulares e vasculares, visando eliminar
ou neutralizar estímulos lesivos de maneira a devolver
a homeostasia à área afetada.
3
ESTÍMULO LESIVO
RESPOSTA
INFLAMATÓRIA
Agentes infecciosos 
Substâncias irritantesAgentes físicos
Lesão térmica
Isquemia
4
ESTÍMULO LESIVO
RESPOSTA
INFLAMATÓRIA
Mediadores
Agentes infecciosos 
Substâncias irritantesAgentes físicos
Lesão térmica
Isquemia
Componentes dinâmicos da inflamação
• Vasodilatação
• Permeabilidade vascular
• Migração celular
Normal
Inflamado
Componentes dinâmicos da inflamação
Aumento do fluxo sanguíneo local
Marginalização de leucócitos
• Histamina
• Bradicinina
• Prostaglandina
• Óxido Nítrico
Aumento de permeabilidade 
vascular: edema
Retração das junções endoteliais: Venular
Saída de proteínas para espaço extravascular, e 
consequente saida de líquido e células
8
• Aminas vasoativas
• Bradicinina
• Leucotrienos C4, D4, E4
• PAF
Manifestações clínicas da inflamação
9
Inflamação Crônica (Artrite reumatóide)
Inflamação Crônica (Artrite reumatóide)
Antirreumáticos (Modificadores da doença)
Antirreumáticos (Modificadores da doença)
Anticitocinas e outros
Pâncreas
(Inibe liberação de 
Insulina)
Músculo
(Reduz a captação de aa e 
aumenta a proteólise)
Fígado
(Reduz a captação de 
glicose e aumenta 
gliconeogênese)
Ossos
(Reduz a formação 
de ossos)
Tecido adiposo
(Promove a quebra de 
gordura)
Cortisol
Sistema imune
(Inibe o sistema; 
citocinas e PLA-2)
betametasona
Cortisol
Anti-inflamatórios Esteroidais
Tratamento da Gota
Febuxostat
Probenecida
Lesinurad
Antiinflamatórios não-esteroidais
(AINEs)
Mercado de $15 – 20 bilhões anuais
Fármacos que possuem a capacidade de suprimir os
sinais e sintomas da inflamação.
Alguns destes fármacos além de possuírem efeitos
anti-inflamatórios apresentam efeitos
antipiréticos e analgésicos.
Anti-inflamatórios Não-Esteroidais
(AINEs; NSAIDs)
• Efeito anti-inflamatório – modifica a reação inflamatória
• Efeito analgésico – redução de certos tipos de dor
• Efeito antipirético – diminui a resposta febril
Ação primária – Inibição da COX
Anti-inflamatórios Não-Esteroidais
Prostaglandinas 
Histamina
Bradicinina
Óxido Nítrico
AUMENTO DA 
PERMEABILIDADE 
VENULAR
Aminas vasoativas
C3a e C5a
Bradicinina
Leucotrienos C4, D4, E4
PAF
QUIMIOTAXIA 
ATIVAÇÃO DE 
LEUCÓCITOS
C5a
Leucotrieno B4
Citocinas
Mediadores da Inflamação
19
VASOLADILATAÇÃO
VASOLADILATAÇÃO
Prostaglandinas 
Histamina
Bradicinina
Óxido Nítrico
AUMENTO DA 
PERMEABILIDADE 
VENULAR
Aminas vasoativas
C3a e C5a
Bradicinina
Leucotrienos C4, D4, E4
PAF
QUIMIOTAXIA 
ATIVAÇÃO DE 
LEUCÓCITOS
C5a
Leucotrieno B4
Citocinas
20
Mediadores da Inflamação
Quem são os Eicosanóides?
• Família de substâncias endógenas que contém
ácidos graxos insaturados, oxigenados com 20
átomos de carbono.
• Derivados do ácido aracdônico liberados das
membranas celulares pela ação,
principalmente, da fosfolipase A2.
Ex: prostaglandinas, tromboxanos e leucotrienos.
Eicosanóides
Síntese de Eicosanódes
Síntese de Eicosanódes
CysLT1 – montelucaste
(Singulair®)
COX está ancorada à membrana do RE e do núcleo
COX não atravessa a membrana!!
Características das cicloxigenases
Isoformas COX-1 e COX-2
• Homologia de sequencia de 60% e estruturas tridimensionais 
quase superpostas.
• Genes localizados em cromossomos diferentes.
• Catalisam a mesma reação.
• Diferem quanto ao perfil celular, genético, fisiológico, 
patológico e farmacológico.
Características das cicloxigenases
Localização das cicloxigenases
• COX-1:
- expressa em vários tecidos constitutivamente, principalmente 
epitélio gástrico e plaquetas.
• COX-2:
- expressão é induzida por citocinas, estresse de cisalhamento, 
fatores de crescimento e tumores.
- expressão constitutiva geralmente baixa (SNC), apresenta
funções fisiológicas em alguns tecidos (rins, endotélio e
articulações).
Ciclooxigenase:
inserção do oxigênio
molecular no C11
e no C15 do ácido
araquidônico
 PGG2
Peroxidase:
reduz o grupamento
15-hidroperoxi a 15-
hidroxi
 PGH2
Biossíntese das Prostaglandinas
Dupla ação da enzima ciclooxigenase
Prostaglandina G2 (PGG2)
Prostaglandina H2 (PGH2)
Reação da COX
Qual o cofator necessário para aceitar o oxigênio 
na segunda etapa (peroxidação)?
Chandrasekharan & Simmons, Genome Biology, 2004
Prostaglandina G2 (PGG2) Prostaglandina H2 (PGH2)
Prostaglandina H2 (PGH2)
Prostaglandina D2
Prostaglandina E2
Prostaglandina F2α
Prostaglandina I2
(Prostaciclina)
Tromboxano A2
Cicloxigenase
Prostaglandinas e TxA2
Sinalização de Prostaglandinas (receptores prostanóides)
Sinalização de Prostaglandinas
Vasodilatação Vasoconstrição
Inibe agregação 
plaquetária
promove agregação 
plaquetária
Proteção gástrica ↑ quimiotaxiaTemperatura
Contr musc liso
(Parto)
Cytotec®
(misoprostol)
↓ quimiotaxia
Inflamação
Sensibilização (Dor)
Contr musc liso
(Parto)
Cervidil®
(dinoprostona)
Inflamação
Dor térmica
Receptores prostanóides com alvos para fármacos
Latanoprost e Bimatoprost (FP receptors): glaucoma; Epoprostenol e Iloprost (IP
receptor): hipertensão arterial pulmonar (HAP). Age como vasodilatador e inibe
agregação plaquetária. Doença arterial periférica, melhorando a microcirculação.
Funções fisiológicas das prostaglandinas
COX-1
COX-2
Efeitos inflamatórios das Prostaglandinas
COX-2
 Estudos independentes e simultâneos:
- SIMMONS, 1991 e HERSCHMAN, 1991 - identificação de
gene que codifica uma proteína com estrutura similar à
COX.
Identificação da COX-2
- Detectada em tecidos inflamados.
- Expressão induzida por estímulos pró-inflamatórios e inibida por 
substâncias anti-inflamatórias.
COX-1: constitutiva (sinalização celular + homeostase);
COX-2: induzida em processo inflamatório.
•Inicialmente detectada em tecidos inflamados.
Expressão é induzida por estímulos pró-
inflamatórios e inibida por substâncias
antiinflamatórias: Macrófagos, sinoviócitos,
céls. endoteliais, fibroblastos.
Estímulos inflamatórios (infecção - LPS)
citocinas inflamatórias (IL-1, TNF)
Ativação da Transcrição do gene da
COX-2: dependência de NF-B
Estudos da modulação da expressão da COX-2
Papéis das COX
Papéis infalamatórios das PGs (Eritema)
Normal
Inflamado
arteríola vênula
Arteríola dilatada Vênula dilatada
 Fluxo sanguíneo 
Crunkhorn & Willis. Br J Pharmacol. 1971
PGE2
 permeabilidade venular e potencializa 
outros mediadores (bradicinina e 
histamina)
PGE2 50 ng
PGE2 25 ngSaline
Lesão
Gânglio da
Raiz dorsal
Mastócitos
PGs
Medula Espinhal
Vasos 
Sanguíneos 
Fibras C
Ferreira & Nakamura, Prostaglandins 1979
Sensibilização dos neurônios nociceptivos
0 1 2 3 4
0
5
10
15
20
horas
IN
T
E
N
S
ID
A
D
E
 D
E
 H
IP
E
R
N
O
C
IC
E
P
Ç
Ã
O

 t
e
m
p
o
 d
e
 r
e
a
ç
ã
o
, 
(s
)
PGE2
100 ng.pata -1
Salina 100 l.pata-1
PGE2 - hiperalgesia induzida por estimulação mecânica
Papéis infalamatórios das PGs (Hiperalgesia inflamatória)
Papéis infalamatórios das PGs (Febre)
Milton & Wendlandt, J Physiol, 1971
PGE2 - Mudanças na atividade de 
neurônios hipotalâmicos que 
controlam a temperatura corporal
Inflamação: 
Vasodilatação (Anggard & Bergstrom. Acta Physiol Scand, 1963) 
Eritema
Edema (Glenn et al., 1972)
Dor :
Sensibilização dos receptores da dor aos estímulos 
mecânicos e químicos. (Bergstrom et al., 1959; Collier et 
al.,1972; Ferreira, 1972)
Febre: 
Prostaglandinaé um potente agente pirético quando injetada 
nos ventrículos cerebrais ou diretamente no cérebro. (Milton and 
Wendlandt, 1971; Feldberg and Saxena, 1971).
Papéis infalamatórios das PGs
Anti-inflamatórios não-esteroidais
(AINEs)
Salix alba (salgueiro) Tronco
(salicilatos)
1763 - Reverendo Edward Stone escreve uma carta a
Sociedade Real Inglesa reportando os efeitos da casca do
salgueiro para o tratamento da febre.
Histórico dos AINEs
47
1899 – Dreser introduziu a aspirina no mercado como um novo 
fármaco (Bayer).
ASPIRINA
(A = Acetil; SPIR = Spiraea)
Heinrich Dreser
(1860 - 1924 ) 
Foto do primeiro frasco
Histórico dos AINEs
Felix Hoffmann
(1868 - 1946 ) 
1971 - John Vane utilizando sobrenadante de homogenato de
pulmão de cobaia.
AA
 PGs
AA + Morfina
 PGs
Aspirina e indometacina mas não a morfina, inibiram a síntese
de PGs a partir do AA.
AA + Aspirina
PGsX
AA + Indo
PGsX
Mecanismo de ação dos AINEs
Sir John R. Vane 
Prêmio Nobel em Fisiologia e Medicina (1982)
“Por suas descobertas em relação ao 
mecanismo de ação da aspirina”
Fosfolipídeos de membrana
AINEs
Como os AINEs inibem a síntese 
de prostaglandinas ?
Fosfolipase A2
Ác. Araquidônico
Ciclooxigenase1/2
Endoperóxidos cíclicos
PGI2
PGF2 PGE2 PGD2
TXA2
X
Diferença entre inibidores seletivos COX-1 e COX-2
Diferentes classes químicas dos AINEs
Dipirona (metamizol)
Coxibes
1) Acetilação direta da COX, no resíduo de serina 530 (aspirina);
2) Competição reversível por sítios ativos da COX (Exs: Ácidos orgânicos
– indometacina, diclofenaco, cetorolaco, ibuprofeno, cetoprofeno, ác.
mefenâmico, piroxicam, meloxicam e nabumetona).
Fonte: adaptado de Catella-Lawson e cols. New England Journal of Medicine, 345: 1809-1817, 2001. 
Ciclooxigenase de plaquetas
plaquetas
canal
Ácido 
Araquidônico
Resíduo de 
serina posição 
529
Sítio catalítico
com aspirina
acetil 
serina
Diferentes Formas de Inibição da Síntese de 
Prostaglandinas pelos AINES
Propriedades Farmacológicas 
dos AINEs
• Efeito anti-inflamatório
• Efeito antipirético
• Efeitos analgésico
Ação Farmacológicas dos AINEs
• Proporciona alívio sintomático de dor e edema
em artropatia crônicas, afecções inflamatórias
agudas e crônicas (fraturas, traumas e dores
menores).
• Tratamento de dor pós operatório, odontológico,
menstrual, alívio de cefaléia e enxaqueca.
Ácido acetilsalicílico (Aspirina)
Inibição irreversível das COX
Acetilação da serina 530
Aspirina (Salicilato)
• Tratamento de dor leve a moderada, de cefaléia, 
mialgia e artralgia.
•Agente anti-trombogênico (inibe a síntese de 
TXA2 nas plaquetas)
• Indicado para sind. coronariana aguda, AVC 
Toxicidade da Aspirina
•Principalmente: gastropatia, nefropatia e lesão
hepática.
•Pode causar ainda:
Hiper reatividade das vias respiratórias (cuidado
com paciente asmático)
Sindrome de Reye (encefalopatia e esteatose
hepática) em crianças
Derivados do ácido acético
Indometacina, sulindaco e etodolaco.
• Inibidores reversíveis da COX.
• Atividade: antiinflamatória, analgésica.
• Menos utilizado como antitérmico.
• Toxicidade da indometacina restringe uso; outros AINEs 
com menos efeito gástrico.
• Tratamento: gota, espondilite anquilosante e osteoartrite.
• Ef. adverso: semelhantes aos outros AINEs (gástricos e 
cardiovasculares).
Derivados do ácido propiônico
Ibuprofeno, naproxeno, fenoprofeno, cetoprofeno, flurbiprofeno.
• Inibidores reversíveis da COX.
• Atividade: antiinflamatória, antipirética e analgésica.
• Boa absorção oral, liga-se quase totalmente a alb. plasm.
• Biotransformação hepática e excreção renal.
• Ef. adversos: dispepsia, cefaléia, zumbidos e tontura.
• Tratamento: artrite reumatóide e osteoartrite (ef. GI menos
intensos que AAS)
Ibuprofeno
Derivados do oxicam (enolato)
Piroxicam e meloxicam.
• Inibidores reversíveis da COX.
• Meia vida longa (administração 1x ao dia)
• Excreção renal do composto inalterado e dos metabólitos.
• Ef. adverso: distúrbios gastrintestinais encontrados em
20% dos pacientes tratados com piroxicam. 
• Tratamento: artrite reumatóide, espondilite anquilosante
e osteoartrite.
Piroxicam
Derivados do heteroarila acético (fenilacetato)
Diclofenaco e tolmetina.
• Inibidores reversíveis da COX.
• Tratamento: artrite reumatóide, espondilite anquilosante e 
osteoartrite.
• Excreção renal.
• Ef adverso: semelhantes aos outros AINEs. 
Cetorolaco
• Potente analgésico, com efeito anti-inflamatório moderado
• Biotransformação hepática, eliminação renal
• Deve ser evitado em pacientes pediátricos
• Pode causar úlcera péptica fatal, e sangramento GI com 
perfuração do estômago e do intestino.
• Indicado para alívio de dor moderada a intensa
Diclofenaco
Derivados da pirazolona
• Dipirona, trimetazona, fenazona.
• Inibidores reversíveis da COX.
• Eficazes na redução da dor (incluindo dor aguda, dor associada a 
espasmos e dor oncológica), na diminuição da febre e, em menor grau, 
no tratamento de condições inflamatórias.
• Bem absorvidos pelo trato gastrointestinal após administração oral. 
Dipirona sendo rapidamente hidrolisada em seu principal metabólito 
ativo, o 4-metilaminoantipirina (MAA)
• Distribuição ampla pelo corpo, inclusive BHE.
• Metabolismo no fígado, excreção pela urina.
• Ef adverso: semelhantes aos outros AINEs. Dipirona: agranulocitose e 
Neutropenia (retirada do mercado em alguns países).
Dipirona
Derivados do fenamato
• Ácido mefenâmico e meclofenamato.
• Inibidores reversíveis da COX.
• Tratamento da dor, incluindo dor menstrual (dismenorreia) e artrite, 
devido às suas propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e 
antipiréticas.
• Bem absorvidos pelo trato gastrointestinal após administração oral.
• Distribuição ampla pelo corpo e podem se ligar significativamente 
às proteínas plasmáticas.
• Metabolismo: São primariamente metabolizados no fígado.
• Excreção: Os metabólitos e uma pequena quantidade do fármaco 
inalterado são excretados principalmente pelos rins na urina.
• Ef adverso: semelhantes aos outros AINEs. 
Apesar de a maioria dos AINEs estarem 
disponíveis via oral, existem alguns formulados 
para i.v.
Exemplos: cetorolaco, diclofenaco, ibuprofeno, 
cetoprofeno, indometacina.
Inibidores seletivos da COX-2
1999: Primeira geração dos coxibes
- Rofecoxib (Vioxx-Merk)
- Celecoxib (Celebra, Pfizer) 
2002: Segunda geração dos coxibes
- Valdecoxib (Bextra, Pfizer) 
- Etoricoxib (Arcoxia, Merk)
- Parecoxib (Dynastat, Pfizer pró-fármaco do valdecoxibe) 
- Lumiracoxib (Prexige-Novartis)
Garret, 2003
Diferença entre inibidores seletivos COX-1 e COX-2
Classificação dos AINEs
Alívio sintomático da dor e do edema associado a 
quadros de:
• Inflamação aguda em pós-operatório;
• Cólicas menstruais;
• Doenças articulares.
Agente paliativo não age na causa da 
inflamação
(menor dose eficaz pelo menor tempo)
Indicação dos AINEs
EFEITOS INDESEJÁVEIS
PGE2 e PGI2 participam da proteção da mucosa gástrica:
-inibindo a secreção de ácido, 
-aumentando a produção de muco e bicarbonato, e ainda 
causando vasodilatação.
Efeitos no trato gastrintestinal
EFEITOS DOS AINEs
- Dispepsia, irritação gástrica, ulceração, perfurações e 
hemorragia gástrica. 
Efeitos indesejados mais importantes dos AINES.
Responsável por mais de 100 mil internações e 17 mil 
mortes anuais nos EUA.
Efeitos no trato gastrintestinal
Tratamento com AINEs não seletivos promove 
lesões gástricas
Tanaka et al., J Physiology, 95: 2001
 EFEITO DOS AINES (COX-1)
Aumentam o tempo de sangramento, anti-trombóticos.
 PAPEL BIOLÓGICO
TXA2 está envolvido na:
Agregação plaquetária e vasoconstricção.
Efeito na agregação plaquetária
Hemostasia 
(tampão hemostático primário)
 PAPEL BIOLÓGICO
PGE2 e PGI2 mantêm a dinâmica sangüínea renal
(vasodilatação compensatória).
EFEITO DOS AINES
Diminuem fluxo sangüíneo renal e a taxa de filtração 
glomerular.
Efeitos noSistema Renal
Catella-Lawson et al., JPET 1999
Efeitos no Sistema Renal
E
x
c
re
ç
ã
o
 d
e
 s
ó
d
io
Outros efeitos indesejáveis
• Distúrbios da medula óssea
• Distúrbios hepáticos
• Inibição da motilidade uterina
• Crise de asma em pacientes asmáticos
• Aumentam o tempo de sangramento (ação
anti-trombóticos)
Contra-indicações
• Úlcera
• Asma
• Gota (em alguns casos)
• Influenza (sindrome de Reye)
• Estado de Hipocoagulação
• Paciente hemofílico
• Suspeita de dengue
• Pré-cirurgias
• Cuidado com pacientes com histórico doenças vasculares.
Uso crônico de Aspirina.
Contra-indicações
Williams et al., Clin Ther 23: 2001
Dor Rigidez Articular
S
c
o
re
Placebo CXB
100 mg 
2x dia
CXB
200 mg 
CXB
200 mg 
CXB
100 mg 
2x dia
Placebo
basal
6 semanas
Efeitos do CELECOXIB na osteoartrite em humanos
Inibidor seletivo da COX-2 analgésico eficaz
Principal efeito colateral de AINEs:
lesões de mucosa gástrica.
Inibidores seletivos para COX-2 
= ausência de efeitos adversos?
Efeitos adversos relacionados aos inibidores de 
COX-2
• A PGI2 produzida pelas células endoteliais é 
derivada da COX-2;
• Essa PGI2 tem a função de anticoagulante;
• Sua deficiência pode resultar em eventos 
trombóticos.
Outros efeitos indesejáveis de inibidores seletivos 
de COX2
• Aumento de riscos cardiovasculares
 Infarto do miocárdio
 AVC
 Hipertensão sistêmica e pulmonar
 Insuficiência cardíaca congestiva
 PAPEL BIOLÓGICO
A produção de PGI2 (vasodilatadora e antitrombótica) endotelial em
humanos saudáveis parece depender da COX-2;
PGI2 previne a ação de agregação plaquetária e causa vasodilatação.
Prostaciclinas Sintetizadas a Partir da Cox-2: Céls. 
Endoteliais Vasculares
PAPEL BIOLÓGIO
BRATER 1999: Prostaglandinas sintetizadas a partir da COX-2 também
estão envolvidas na manutenção da dinâmica sanguínea renal.
Prostaglandinas Sintetizadas a Partir da Cox-2: 
Sistema Renal
COX-2 seletivos- Também diminuem fluxo sanguíneo renal e a tx de
filtração glomerular
Rofecoxib Aumenta a Incidência de Problemas
Cardiovasculares
VIGOR TEST: Bombardier et al., N Engl J Med, 343: 2000; 
revisado por Mukherjee et al., JAMA, 286: 2001.
COX-2 seletivos: retirada do mercado
Setembro de 2004:
- A Merck remove voluntariamente o rofecoxibe do mercado 
mundial, após os resultados de um ensaio clínico duplo-
cego (infartos e AVC), utilizando placebo como controle;
- 2005- Valdecoxib (Bextra) 
- 2008 - Lumiracoxib (Prexige)/ 100 e 400mg
- Etoricoxib (EUA) (Arcoxia)/ 120mg
• Parecoxib (Bextra)- pró-droga- uso hospitalar
• Etoricoxib (Arcoxia-60 e 90 mg)- alterações na bula
• Celecoxib (Celebra) 100 e 200mg- alterações na bula 
(restrição qto ao tempo de tratamento, gravidez e 
lactação)
• Venda sob prescrição médica com retenção da receita
COX-2 seletivos: retirada do mercado
Acetaminofeno
(paracetamol)
AINEs
Anti-inflamatório
Analgésico
Antipirético
Acetaminofeno
Analgésico
Antipirético
Anti-inflamatório
Inibição da formação de prostaglandina por 
paracetamol
Aspirina
Acetaminofen
Indometacina
Sintetase
do baço
ID50 g ml-1
6,6
100,0
0,06
Sintetase
do cérebro
ID50 g ml-1
11,0
14,0
1,3
Nature 240: 410, 1972
“inibição da síntese de prostaglandinas no cérebro explica a atividade antipirética do 
paracetamol (COX-2)” Vane, 1972
Mecanismos de ação
COX-3 - Hipótese não confirmada!
Indicação de uso
• Pacientes alérgicos a aspirina;
• Pacientes com hemofilia ou úlcera péptica;
• Pacientes asmáticos;
• Infecções virais em detrimento à aspirina.
Efeitos Adversos
Super dosagem aguda
Hepatotoxicidade
Náuseas
Vômitos
Diarréia
Dor abdominal
Efeitos Adversos
NAPQI
Novos alvos para anti-inflamatórios
Principais Indicações:
- Controle da dor odontogênica aguda (ex.: dor de dente, pulpite).
- Tratamento da inflamação em procedimentos como extrações dentárias
e cirurgias periodontais.
- Controle da dor pós-operatória: prevenção e tratamento do 
desconforto após intervenções cirúrgicas.
AINEs Comumente Utilizados:
- Ibuprofeno: Eficaz no manejo da dor aguda odontológica, com menos 
efeitos gastrointestinais.
- Naproxeno: Alternativa de ação prolongada.
- Diclofenaco: Potente anti-inflamatório, mas maior risco de efeitos 
adversos gastrointestinais.
- Paracetamol para pacientes com contraindicações ao uso de AINEs.
AINEs na Odontologia
 PGs são mediadores inflamatórios sintetizados pela COX;
 Existem duas isoformas: COX-1 e COX-2;
 O alvo da ação dos AINEs é a COX;
 Existem AINEs não seletivos e seletivos para COX-2;
 Efeitos indesejados mais importantes dos AINEs:
sistemas GI e cardiovascular.
 Não existe o melhor AINE para todos os pacientes.
Resumo da Aula

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