Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1- PRINCIPIO INQUISITIVO, INQUISITÓRIO OU IMPULSO OFICIAL
O princípio inquisitivo, ou inquisitório, é um dos princípios mais importantes do direito processual, e não apenas do processo trabalhista, pois dispõe sobre a liberdade e a autonomia assegurada aos magistrados na condução do processo.
Bezerra Leite, que também chama o princípio de “Impulso Oficial”, salienta que pode ser extraído do art. 262, do CPC e do art. 765, da CLT, art. 852-D . A ideia central, que vale para todos os casos, é que após o ajuizamento da ação o juiz assume o dever de prestar a jurisdição valendo-se de todas as prerrogativas que o ordenamento jurídico lhe atribui, sendo certo que o processo deve se desenvolver por impulso oficial.
De maneira simples, compete ao juiz, uma vez instaurada a relação processual, mover o procedimento de fase em fase, até exaurir a função jurisdicional: O processo começa por iniciativa das partes, mas se desenvolve por impulso oficial.
2- PRINCIPIO DA PROTEÇÃO AO HIPOSUFICIENTE
No direito material (direito do trabalho) por reconhecer a hipossuficiência do empregado, trata-se desigualmente os desiguais, por aplicação do:
1) in dubio pro operário – na duvida, pro trabalhador
2) condição mais benéfica – na duvida, vale a condição mais benéfica ao trabalhador
3) norma mais favorável - na duvida, vale a norma mais benéfica ao trabalhador
No Processo do trabalho também há aplicação de regras que beneficiam aquele que é considerado a parte mais fraca. exemplos:
· Pagamento de custas ao final (art 789$1º clt)- tanto rico quanto pobre podem entrar na justiça trabalhista
· § Pagamento de honorários da pericia ao final do processo o que não impede o hipossuficiente de realiza-la.
· Se o ausente é o reclamante o processo é extinto sem resolução de mérito. Caso o ausente seja o reclamado, será aplicada a revelia. (# tratamentos).
3-CONCILIAÇÃO Art. 852-E Art. 846 e 850 Art. 764 da CLT
Extremamente importante no processo do trabalho. Verdadeira fixação do legislador.Por meio dela são extintos milhares de processo do trabalho por ano. Há dois momentos obrigatórios para a proposição da conciliação:
1. No início da audiência
2. No final da audiência
Ao ser homologado o acordo, o juiz sentenciará extinguindo o feito com resolução de mérito. Porem o magistrado não é obrigado a aceitar o acordo. Segundo a sumula 418 do tst ,é ato facultativo do juiz. O magistrado não está obrigado a aceitar o que foi proposta pela parte.A única forma de desfazer o acordo é através de ação rescisória (sumula 259 do TST).
A reforma trabalhista inseriu o procedimento de homologação extrajudicial (ou seja homologa tb acordos antes do ajuizamento das demandas trabalhistas).
4-IRRECORRIBILIDADE IMEDIATA DAS INTERLOCUTORIAS (art 893$1º clt)
São incabíveis recursos de decisões proferidas no curso do processo, devendo a parte aguardar ser proferida decisão final para recorrer. Tal PP está totalmente atrelado a celeridade processual da Justiça do trabalho. Há algumas exceções. Não significa que não caiba recurso contra as decisões interlocutórias, mas sim que não cabe de imediato, só quando for recorrer da sentença.
5-JUS POSTULANDI (art 791 CLT)
Possibilidade das partes ajuizarem por elas mesmas as suas ações sem necessidade advogado. As exceções são ditadas pela SUMULA 425 o que permite dizer que tal pp (jus postulandi) foi mitigado. As exceções são:
1) Mandado de segurança
2) Ação rescisória
3) Ação cautelar
4) Recursos direcionados ao TST
Mais uma restrição é o art. 855-B ao afirmar que o acordo extrajudicial deve ser assinado por advogado.
6) ORALIDADE
Muitos dos atos processuais podem ser realizados oralmente na justiça o que facilita o Jus Postulandi. Prevalência dos atos orais praticados em audiência, incluindo as provas. Vale destaque aos seguintes atos que podem ser realizados oralmente:
· Petição inicial: 840 clt pode ser escrita ou oral por opção do autor
· Defesa pode ser oral (em 20 minutos) art 847 clt
· Razoes finais: art 850 clt (em ate 10 minutos para cada parte)
· Protesto em audiência: Sendo proferida decisão interlocutória deve a parte manifestar seu protesto de forma oral para evitar a preclusão em relação a matéria ; O protesto é a demonstração do inconformismo com a decisão proferida, não sendo um recurso, mas a inclusão da informação na ata da audiência.
7) PRINCIPIO DA CONCENTRAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS
O juiz deve tentar concentrar a maior parte dos atos processuais em uma única audiência, para que a sentença seja prolatada o mais rápido possível. Art. 849 da CLT: A audiência será contínua (hoje, é quase impraticável a audiência "una", e, portanto quase todos os magistrados do trabalho costumam partilhar a audiência em três sessões: audiência de conciliação (inaugural), audiência de instrução e audiência de julgamento. No entanto, segundo o art. 852-C, as demandas que seguem o procedimento sumaríssimo deverão ser de fato unas).
8) PRINCIPIO DA IDENTIDADE FISICA DO JUIZ:
O juiz que instruiu o processo deve ser o que vai proferir a sentença. Claro que há exceções como férias, doença, promoções do magistrado,...
9) PP DO CONTRADITORIO E DA AMPLA DEFESA:
Princípio constitucional, Art. 5º, LV da CF/88. Também incide no âmbito trabalhista. Direito ao pronunciamento daquele contra quem foi proposta a demanda, podendo contrapor as alegações e produzir todas as provas admitidas.
10) Princípio da imediatidade ou imediação: (Art. 342, 440 e 446, II do CPC Art. 820 da CLT)
Permite um contato mais próximo entre o magistrado, partes e testemunhas. O juiz é o destinatário da prova, e por isso o depoimento pessoal e as provas devem ser apresentadas perante o juiz, é preciso haver um contato próximo para o juiz exercer a tutela jurisdicional com mais eficiência.
Ex1: Juiz pode até mesmo comparecer em diligência com as partes para ver quem está falando a verdade.
EX2: Reclamação trabalhista em que a reclamante requer o reconhecimento do vínculo de emprego com a empresa “GHJ Ltda.”. A empresa reclamada, por sua vez, nega o referido vínculo, alegando que a reclamante não trabalhou para ela, não tendo, inclusive, jamais ingressado no interior do estabelecimento. O Magistrado converteu a audiência em diligência e se dirigiu à empresa reclamada com as partes. No local, o Magistrado solicitou que a reclamante indicasse o banheiro feminino. Esta não soube indicar e o Magistrado percebeu qual das partes estava faltando com a verdade.
11) Princípio da Imparcialidade:
A pessoa tem o direito de ser julgada por um juiz imparcial, que não tenha interesse nas partes ou no objeto do litígio.
12) Princípio do duplo grau de jurisdição:
Não está expresso na CF/88 e nem na CLT porem a CF não assegurou o princípio do duplo grau de jurisdição obrigatório. Entretanto, é um princípio implícito em virtude de Convenções Internacionais assinadas pelo Brasil. A Súmula 303 do TST regulamenta a aplicação deste princípio na Justiça do Trabalho.
13) Princípio da busca da verdade real: (Art. 765 da CLT)
O que o juiz busca no processo é a verdade dos fatos, e não a verdade meramente formal ou documental (semelhança com o princípio da primazia da realidade).
14) Princípio da normatização coletiva:
Possibilidade de a justiça do trabalho estabelecer o seu poder normativo, de proferir a chamada sentença normativa de cunho obrigatório para os sindicatos dos trabalhadores e sindicatos patronais, caso não haja o acordo entre eles. Art. 114, § 1º da CF/88. Chamado também de jurisdição normativa ou nomogênese derivada: a Justiça do Trabalho exerce o Poder Normativo, pelo qual substitui as partes na resolução de um conflito coletivo de natureza econômica. É feito por uma ação chamada dissídio coletivo. Na prática, pode-se estabelecer normas e condições de trabalho".
15) Princípio da extrapetição:
O magistrado pode condenar o reclamado em pedidos que não constaram no rol da inicial (Ex.: condenação em juros e correção monetária). Art. 137, §§ 1º e 2º da CLT (juiz pode determinar as férias do trabalhador e ao mesmo tempo pode condenar o empregador a uma multa). Art. 467 daCLT: As parcelas incontroversas devem ser pagas em audiência, sob pena de acréscimo de 50% pelo juiz. Art. 496 e 497 da CLT: Na ação de reintegração, quando esta se tornar desaconselhável, o juiz poderá converter a reintegração em indenização, mesmo que a parte não peça. Portanto, o juiz pode condenar além da inicial, sem que se configure uma sentença extra ou ultra-petita.
17-princípio da instrumentalidade das formas :
Se o ato atinge a sua finalidade sem causar prejuízo às partes, ainda que contenha vício, não se declara a sua nulidade. O que vale é o fim (finalidade).
18- Eventualidade:
Verdadeira pegadinha esse principio devido ao nome! Compete ao réu alegar, na contestação, toda matéria de defesa, expondo as razões de fato e de direito, com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir. Não confundir com o Princípio da Economia Processual que visa a obtenção do máximo rendimento da lei com o mínimo de atos processuais
19- PP DA NÃO PERMISSAO DA INQUIRIÇÃO DIRETA DAS TESTEMUNHAS PELA PARTE
De acordo com o Tribunal Superior do Trabalho, NÃO se aplica (m) ao processo laboral a (s) norma (s) do novo Código de Processo Civil que Permite (m) a inquirição direta das testemunhas pela parte.
Sabe-se que a aplicação do CPC ao processo do trabalho é subsidiária.
No caso, o art. 459 do NCPC fala que"as perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha...".
Ocorre que esse dispositivo é incompatível com o art. 820 da CLT" As partes e testemunhas serão inquiridas pelo juiz ou presidente, podendo ser reinquiridas, por seu intermédio, a requerimento dos vogais, das partes, seus representantes ou advogados ".
Portanto, neste caso, prevalece o art. 820 da CLT por ser norma mais específica.
20- Princípio da paridade das armas
O princípio constitucional da igualdade substancial das partes no processo manifesta-se por meio do princípio da paridade das armas, com o qual autorizam-se desequilíbrios no direito de ação como forma de compensação da inferioridade própria do hipossuficiente.
21-PRINCIPIO DA CELERIDADE
É um reflexo direto da simplicidade e da informalidade dos atos. O Processo Trabalhista, por cuidar, na maior parte dos casos, de verbas salariais que serão usadas para a subsistência da parte, deve ser realizado de maneira rápida e simples. É o fato de que o empregado deve receber mais rapidamente as verbas que lhe são devidas, porque é de natureza alimentar, devendo assim, haver simplificação de procedimento.
22- Principio dispositivo
Também conhecido como princípio da inércia da jurisdição, o princípio dispositivo preconiza que o juiz não pode conhecer de matéria a cujo respeito a lei exige a iniciativa da parte.A inércia se restringe apenas à iniciativa do processo, pois uma vez provocada a Jurisdição, ou seja, uma vez ajuizada a demanda, haverá o impulso oficial para o andamento do processo.
O direito processual trabalhista, contudo, em homenagem à celeridade que é uma de suas marcas, bem como à simplicidade que é um de seus vetores, concebe algumas mitigações ao princípio, como por exemplo, a execução ex officio pelo juiz, prevista no art. 878, da CLT.
É fácil encontrarmos que o PP dispositivo é regra e o inquisitivo (o primeiro estudado nesse artigo) é a exceção.
Segundo a doutrina, o pp inquisitivo não se aplica em detrimento do princípio dispositivo, dependendo da manifestação das partes para que os atos sejam praticados, ainda que na seara laboral haja um maior grau de inquisitoriedade (como na aplicação do artigo 878 da CLT), mas isso não significa a aplicação do princípio inquisitório plenamente.
O principio dispositivo se mostra antagônicos ao pp inquisitivo em parte.
Enquanto um está atrelado a necessidade de pedido da parte para que o poder judiciário atue (sendo inclusive chamado de pp da inercia com previsão no cpc 2º) o outro o judiciário age sem provocação das partes. Um outro exemplo: O artigo 39 da Consolidação das Leis do Trabalho permite que a Delegacia Regional do Trabalho - DRT encaminhe processo administrativo à Justiça do Trabalho, onde conste reclamação de trabalhador no tocante a recusa de anotação da CTPS pela empresa. Este é um exemplo de exceção ao princípio DISPOSITIVO.

Mais conteúdos dessa disciplina