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CURSO PREPARATÓRIO PARA 1ª FASE DO 37º EXAME DA ORDEM DOS 
ADVOGADOS DO BRASIL (OAB) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Processo do Trabalho 
Diego Oliveira 
 
 
 
Estimados Guerreiros e Guerreiras! 
 
É com muita alegria que apresentamos o módulo de Processo do Trabalho do preparatório para 38º 
exame da Ordem dos Advogados do Brasil. Sejam todos muito bem-vindos! 
 
Preparei esse roteiro pensando no seu exame e sabendo da importância desses temas para sua prova, 
então, valerá a pena o nosso esforço durante essas aulas! 
 
Nosso módulo não dispensa suas anotações pessoais e, principalmente, a leitura e os grifos dos 
dispositivos específicos de cada assunto que abordaremos. Utilize, portanto, o seu Vade Mecum (1ª Fase 
da OAB e Concursos) e vamos juntos! 
 
Espero que vocês tenham um excelente proveito! 
 
Receba o nosso sincero abraço! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
 
 
 
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Processo do Trabalho 
Diego Oliveira 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRINCÍPIOS APLICÁVEIS AO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO: 
 
1. PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO AO TRABALHADOR 
 Este princípio tem suma relevância no Direito do Trabalho, na medida em que visa atenuar as 
diferenças processuais existentes entre as partes, em razão da hipossuficiência do 
empregado, equiparando-o ao seu empregador. 
 Deve-se ter maior atenção aos interesses do trabalhador na relação processual, em face da sua 
hipossuficiência. 
 Súmula n 212 do TST – O ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a 
prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio da continuidade da 
relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. 
 Esse princípio se divide nos princípios da (I) aplicação da norma mais favorável, (II) 
condição mais benéfica e (III) in dubio pro operário. 
 
2. PRINCÍPIO DA ORALIDADE 
 Consubstancia-se na predominância da prática de atos processuais de forma verbal. 
 Como exemplo à aplicação deste princípio, temos: 
I. A leitura da reclamação de forma verbal – art. 847, CLT; 
II. Ajuizamento a reclamação trabalhista de forma verbal – art. 840, CLT; 
III. Tentativas de conciliação – art. 846 e 850, CLT; 
IV. A apresentação de defesa oral em 20 minutos – art. 847, CLT; 
V. Produção de provas, oitivas de partes e testemunhas; 
VI. Razões finais em 10 minutos – art. 850, CLT; 
VII. Somente no procedimento ordinário, há uma 2ª tentativa de conciliação. 
O Direito Processual do Trabalho é conceituado como um conjunto 
de princípios, normas, regras e institutos jurídicos próprios 
destinadas a regular a atividade dos órgãos jurisdicionais do 
Estado na solução dos dissídios, individuais e coletivos, 
decorrentes das relações de trabalho. 
 
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO E SEUS PRINCÍPIOS 
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Processo do Trabalho 
Diego Oliveira 
 
3. PRINCÍPIO DA CONCENTRAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS 
 Deriva do princípio da celeridade. 
 Visa a realização da maior quantidade de atos processuais em uma única audiência. 
 No processo do trabalho, em regra, as audiências são unas, todavia, os juízes vêm, em sua 
maioria, fracionando-as. 
 
4. PRINCÍPIO DA CONCILIAÇÃO 
 Os juízes e Tribunais irão usar dos seus bons ofícios e do poder de persuasão, de modo a 
solucionarem os conflitos de forma amigável, segundo previsão do art. 764, § 1º, da CLT. 
o Os acordos são extremamente relevantes no processo do trabalho. 
 Caso o juiz homologue o acordo e seja possível, as partes poderão ajuizar ação rescisória. 
o O art. 966, do CPC, prevê as hipóteses de cabimento da ação rescisória. 
 A decisão que homologa o acordo é irrecorrível para às partes, somente sendo possível recurso 
pela previdência social no que tange as contribuições previdenciárias. 
o A homologação do acordo é ato facultativo do juiz, podendo não fazê-lo, caso verifique 
que há prejuízo de direitos, mediante sentença indeferindo a homologação. Dessa 
sentença que nega a homologação de acordo, caberá recurso ordinário, no prazo de oito 
dias (não é cabível o mandado de segurança, pois, não há direito líquido e certo). 
 O juiz deverá propor a conciliação, sob pena de nulidade, obrigatoriamente, em dois momentos 
processuais específicos. 
o O primeiro momento é logo após a abertura da audiência (art. 846, CLT), e o segundo 
momento é após as razões finais (art. 850, CLT). 
 Ademais, o juiz poderá propor ainda outras tentativas de conciliação no curso do processo, até 
mesmo quando já tiver transitado em julgado, na fase de execução (art. 764, § 3º, CLT). 
 
5. PRINCÍPIO DA BUSCA DA VERDADE REAL 
 Deriva do princípio da primazia da realidade, onde deverá prevalecer a verdade dos fatos sobre 
a verdade dos documentos. 
 Os juízes e Tribunais poderão determinar a realização de qualquer diligência a fim de localizar a 
realidade dos fatos, necessários para o deslinde da questão, com base no art. 765, da CLT. 
 
6. PRINCÍPIO DO JUS POSTULANDI 
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Processo do Trabalho 
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 As partes (reclamante, reclamado, empregado, empregador) 
poderão acompanhar seu processo sem o auxílio de um advogado até o final, nos moldes do art. 
791, da CTL. 
 O Tribunal Superior do Trabalho (TST) editou a Súmula 425, em 2010, limitando o exercício do 
jus postulandi, mediante a limitação por recursos e a limitação por ações. 
a) Limitação por recursos: O jus postulandi não é aplicado aos recursos dirigidos ao 
TST, por ser instância extraordinária, onde é cabível somente a discussão de 
matéria de direito. 
b) Limitação por ações: A ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e 
o processo de homologação de acordo extrajudicial não podem ser ajuizadas sem 
advogado. 
 
7. PRINCÍPIO DA IRRECORRIBILIDADE IMEDIATA DAS DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS 
 As decisões interlocutórias são aquelas proferidas no curso do processo, resolvendo questão 
incidente, à exemplo da concessão de liminar. 
o Não colocam fim ao processo. 
 No processo do trabalho, as decisões interlocutórias não comportam recurso de imediato, nos 
moldes do art. 893, § 1º, da CLT. 
o As exceções estão previstas na Súmula 214, do TST: 
Súmula nº 214 do TST – 
Na Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, § 1º, da CLT, as decisões 
interlocutórias não ensejam recurso imediato, salvo nas hipóteses de decisão: 
a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação 
Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; 
b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal; 
c) que acolhe exceção de incompetência territorial, com a remessa dos autos para 
Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado, 
consoante o disposto no art. 799, § 2º, da CLT. 
 Esse princípio visa evitar a burocracia e procrastinação do processo, vez que, o processo do 
trabalho trata em diversas situações sobre verbas alimentares. 
 É possível recorrer dessa decisão interlocutória posteriormente, em momento oportuno, 
manifestando-se no momento da decisão em ata, através de protesto de nulidade processual por 
cerceamento de defesa, sob pena de preclusão. 
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o Após a sentença, é possível o ajuizamento do recurso 
ordinário, onde tratar-se-á da sentençao auto de inspeção com as suas observações sobre a inspeção, podendo 
mencionar e anexar fotos, desenhos, gráficos, etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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➢ É facultado aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer 
instância conceder, a requerimento ou de ofício, o benefício da justiça gratuita, inclusive 
quanto a traslados e instrumentos, àqueles que perceberem remuneração igual ou inferior a 40% 
do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). 
 
➢ O benefício da justiça gratuita será concedido àqueles que comprovarem insuficiência de 
recursos para o pagamento das custas do processo. 
 
➢ O advogado poderá requerer a justiça gratuita em nome do seu cliente, desde que possua 
procuração com esses poderes específicos. 
 
➢ Vencido o beneficiário da justiça gratuita, desde que não tenha obtido em juízo, ainda que em outro 
processo, créditos capazes de suportar a despesa, as obrigações decorrentes de sua sucumbência 
ficarão sob condição suspensiva de exigibilidade e somente poderão ser executadas se, nos dois 
anos subsequentes ao trânsito em julgado da decisão que as certificou, o credor demonstrar que 
deixou de existir a situação de insuficiência de recursos que justificou a concessão de gratuidade, 
extinguindo-se, passado esse prazo, tais obrigações do beneficiário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JUSTIÇA GRATUITA 
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➢ Ao advogado, ainda que atue em causa própria, serão devidos honorários de sucumbência, 
fixados entre o mínimo de 5% e o máximo de 15% sobre o valor da causa, da condenação ou do 
proveito econômico obtido. 
o Estipulado pelo juiz. 
 
➢ Os honorários são devidos também nas ações contra a Fazenda Pública e nas ações em que a 
parte estiver assistida ou substituída pelo sindicato de sua categoria. 
 
➢ Ao atuar como advogado da reclamante, ganha-se os honorários contratuais e sucumbenciais. Ao 
atuar como advogado da reclamada, ganha-se um valor fixo pela defesa e os honorários 
sucumbenciais. 
 
➢ O advogado não pode receber mais do que o cliente. 
 
➢ Serão devidos honorários nas causas de substituição ou representação processual, causas contra 
a Fazenda Pública, e na reconvenção. 
 
➢ São devidos honorários na hipótese de sucumbência parcial, que ocorre quando o pedido autoral 
não é inteiramente atendido. 
o Situação em que, por exemplo, você faz dez pedidos na sua reclamação, tem dois acolhidos e 
oito negados. Você ganha honorários sobre dois, e paga sobre oito. 
o Não é cabível compensação, pois, quem paga não é quem recebe. A parte paga ao advogado 
do vencedor. 
 
➢ Ao fixar os honorários, o juízo observará: 
I. o grau de zelo do profissional; 
II. o lugar de prestação do serviço; 
III. a natureza e a importância da causa; 
IV. o trabalho realizado pelo advogado e o tempo exigido para o seu serviço. 
 
 
 
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS 
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Art. 770, CLT. Os atos processuais serão públicos, nos dias úteis das 6h às 20h horas, salvo quando o 
contrário determinar o interesse social. 
 
Art. 772, CLT. Os atos e termos processuais, que devam ser assinados pelas partes interessadas, quando 
estas, por motivo justificado, não possam fazê-lo, serão firmados a rogo, na presença de duas 
testemunhas, sempre que não houver procurador legalmente constituído. 
 
Observação: A penhora poderá realizar-se em domingo ou dia 
feriado, mediante autorização expressa do juiz ou presidente. 
 
1) PRAZOS PROCESSUAIS: 
▪ Os prazos processuais serão contados em dias úteis, com exclusão do dia do início e incluindo o 
dia do vencimento. 
o Sábado, domingo e feriado não inicia e nem termina prazo. 
o A contagem começa no dia útil subsequente. 
▪ Os prazos podem ser prorrogados, pelo tempo estritamente necessário, nas seguintes 
hipóteses: 
I. quando o juízo entender necessário; 
II. em virtude de força maior, devidamente comprovada. 
▪ Ao juízo incumbe dilatar os prazos processuais e alterar a ordem de produção dos meios de 
prova, adequando-os às necessidades do conflito, de modo a conferir maior efetividade à 
tutela do direito. 
▪ Art. 775-A, CLT. Suspende-se o curso do prazo processual nos dias compreendidos entre 20 de 
dezembro e 20 de janeiro. 
o Durante a suspensão do prazo, não se realizarão audiências e nem sessões de julgamento. 
▪ O vencimento dos prazos será certificado nos processos pelos escrivães ou secretários. 
o O último dia do prazo entra na contagem. 
▪ Caso a intimação tiver lugar na sexta-feira, ou a publicação com efeito de intimação for feita nesse 
dia, o prazo judicial será contado da segunda-feira imediata, salvo se não houver expediente, 
caso em que fluirá no dia útil que se seguir. 
ATOS, TERMOS E PRAZOS PROCESSUAIS 
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Processo do Trabalho 
Diego Oliveira 
▪ Art. 777, CLT. Os requerimentos e documentos apresentados, os 
atos e termos processuais, as petições ou razões de recursos e quaisquer outros papéis 
referentes aos feitos formarão os autos dos processos, os quais ficarão sob a responsabilidade 
dos escrivães ou secretários. 
▪ Art. 778, CLT. Os autos dos processos da Justiça do Trabalho, não poderão sair dos cartórios 
ou secretarias, salvo se solicitados por advogados regularmente constituído por qualquer das 
partes, ou quando tiverem de ser remetidos aos órgãos competentes, em caso de recurso ou 
requisição. 
▪ Art. 779, CLT. As partes, ou seus procuradores, poderão consultar, com ampla liberdade, os 
processos nos cartórios ou secretarias. 
▪ Art. 780, CLT. Os documentos juntos aos autos poderão ser desentranhados somente depois 
de findo o processo, ficando traslado. 
▪ Art. 781, CLT. As partes poderão requerer certidões dos processos em curso ou arquivados, 
as quais serão lavradas pelos escrivães ou secretários. As certidões dos processos que correrem 
em segredo de justiça dependerão de despacho do juiz ou presidente. 
▪ Art. 782 - São isentos de selo as reclamações, representações, requerimentos. atos e processos 
relativos à Justiça do Trabalho. 
▪ Súmula 427, do TST. Havendo pedido expresso de que as intimações e publicações sejam 
realizadas exclusivamente em nome de determinado advogado, a comunicação em nome de 
outro profissional constituído nos autos é nula, salvo se constatada a inexistência de prejuízo. 
 
2) DA RESPONSABILIDADE POR DANO PROCESSUAL: 
▪ Art. 793-A, CLT. Responde por perdas e danos aquele que litigar de má-fé como reclamante, 
reclamado ou interveniente. 
▪ Art. 793-B, CLT. Considera-se litigante de má-fé aquele que: 
I. deduzir pretensão ou defesa contra texto expresso de lei ou fato incontroverso; 
II. alterar a verdade dos fatos; 
III. usar do processo para conseguir objetivo ilegal; 
IV. opuser resistência injustificada ao andamento do processo; 
V. proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do processo; 
VI. provocar incidente manifestamente infundado; 
VII. interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório. 
▪ Art. 793-C, CLT. De ofício ou a requerimento, o juízo condenará o litigante de má-fé a pagar 
multa, que deverá ser superior a 1% e inferior a 10% do valor corrigido da causa, a indenizar a 
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Processo do Trabalho 
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parte contrária pelos prejuízos que esta sofreu e a arcar com os 
honorários advocatícios e com todas as despesas que efetuou. 
o Quando forem dois ou mais os litigantes de má-fé, o juízo condenará cada um na 
proporção de seu respectivo interesse na causa ou solidariamente aqueles que se 
coligaram para lesar a parte contrária. 
o Quando o valor da causa for irrisório ou inestimável, a multa poderá ser fixada em até 
duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. 
o O valor da indenização será fixado pelo juízo ou, caso não seja possível mensurá-lo, 
liquidado por arbitramento ou pelo procedimento comum, nos próprios autos. 
▪ Art. 793-D, CLT. Aplica-se a multa prevista no art. 793-C desta Consolidação à testemunha que 
intencionalmente alterar a verdade dos fatos ou omitir fatos essenciais ao julgamento da causa. 
Parágrafo único. A execução da multa prevista neste artigo dar-se-á nos mesmos autos. 
 
3) DA FASE DECISÓRIA: 
▪ Os juízes podem, no exercício da atividade jurisdicional, praticar atos decisórios, como 
despachos, decisões interlocutórias, sentenças e acórdãos. 
o Despacho: aqueles que apenas impulsionam o processo sem cunho decisório, como 
determinação de remessa dos autos ao calculista da vara. 
o Decisões interlocutórias: São as que no curso do processo, resolvem questão incidente, 
por exemplo, concessão de liminares. 
o Sentença: é o ato do juiz que implica alguma das situações previstas nos arts. 485 e 487, 
do CPC. 
▪ Quanto ao seu conteúdo, as sentenças classificam-se em: 
o Sentenças Declaratórias: O juiz se limita à declaração da existência ou inexistência da 
relação jurídica, vínculo empregatício, ou da autenticidade ou falsidade do documento. 
o Sentenças Constitutivas: O juiz cria, modifica ou extingue uma relação jurídica, com 
eficácia ex nunc, ou seja, desde então. 
o Sentenças Condenatórias: O juiz profere um comando condenatório ao réu, traduzindo 
uma obrigação de fazer, de não fazer, de entregar a coisa ou de pagar quantia (mais 
comuns na Justiça do Trabalho). 
▪ Quanto ao resultado da lide, as sentenças classificam-se em: 
o Terminativa: Não aprecia o mérito, e permite interposição de nova ação, nos termos do 
art. 485 do CPC. Geralmente se dá quando falta uma das condições da ação ou um dos 
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Processo do Trabalho 
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pressupostos processuais. Esta sentença soluciona o 
processo de conhecimento no primeiro grau de jurisdição, mas não soluciona o litígio. 
o Definitiva: Aprecia o mérito, e não permite interposição de outra ação, sob pena da parte 
incorrer em litispendência ou coisa julgada, nos termos do art. 487, do CPC. 
 
3) REQUISITOS DA SENTENÇA – ART. 489, CPC: 
I. o relatório, que conterá os nomes das partes, a identificação do caso, com a suma do 
pedido e da contestação, e o registro das principais ocorrências havidas no andamento 
do processo; 
II. os fundamentos, em que o juiz analisará as questões de fato e de direito; 
III. o dispositivo, em que o juiz resolverá as questões principais que as partes lhe 
submeterem. 
 
▪ O art. 832. da CLT, por sua vez, também traz os requisitos essenciais da sentença, ao dispor que 
da decisão deverão constar: 
i. o nome das partes e o resumo do pedido e da defesa – equivalendo ao relatório; 
ii. a apreciação das provas e os fundamentos da decisão – equivalendo à 
fundamentação; 
iii. a respectiva conclusão – equivalendo à parte dispositiva. 
 
I. Relatório: 
• No relatório, será realizada pelo julgador a descrição resumida das principais 
ocorrências do processo, com indicação do pedido formulado pelo demandante, 
bem como as defesas opostas pelo demandado. 
 
II. Fundamentos: 
• Na motivação o magistrado deverá expor os fundamentos fáticos e jurídicos que 
motivaram a sua convicção na prolação da decisão, mediante análise 
circunstanciada dos argumentos dos litigantes. Em outras palavras, deverá o juiz 
indicar suas razões de decidir, ou seja, apresentando os fatores que contribuíram 
para a formação do seu convencimento mediante a análise das questões 
processuais, as alegações das partes e as provas produzidas. 
 
III. Dispositivo: 
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• O terceiro elemento essencial da sentença é o 
dispositivo, que se constitui na parte da sentença que tem conteúdo decisório. É 
na parte dispositiva que o magistrado apresentará sua conclusão, extinguindo o 
processo com ou sem julgamento do mérito. 
• O dispositivo é o elemento mais importante do decisum, pois é nele que 
encontraremos o “comando” contido na sentença, o qual será, posteriormente, 
coberto pelo manto da coisa julgada. 
• A ausência da parte dispositiva importa na inexistência da sentença. 
• Os §§ 1º, 2º e 3º do art. 832 consolidado estabelecem alguns requisitos 
complementares da sentença, os quais serão inseridos na parte dispositiva da 
sentença. 
• Também importante ressaltar que a sentença judicial se encontra subordinada ao 
princípio da congruência, que significa que a decisão é uma resposta ao pedido, 
devendo haver correlação, correspondência ou simetria entre um e outro ato 
processual. 
• Nesses termos, como é uma resposta aos pedidos formulados, a sentença decidirá 
a lide nos limites em que foi proposta (art. 128 do CPC), não podendo o juiz proferir 
sentença de natureza diversa da que foi pedida ou condenar o réu em quantidade 
superior ou em objeto diverso do que lhe foi demandado (art. 460 do CPC). 
 
ASSIM, A SENTENÇA QUE DESCONSIDERAR ESSA DIRETRIZ BÁSICA, SERÁ CONSIDERADA: 
a) ultra petita – quando defere mais do que foi pedido; 
b) citra petita – quando defere menos do que foi pleiteado, com omissão na análise das 
matérias invocadas; 
c) extra petita – quando defere algo diverso do que foi pleiteado. 
 
Observações: 
→ A existência desses vícios na sentença não a torna nula, mesmo em 
parte, pois, na interposição do recurso, o tribunal poderá corrigir esse 
defeito, restituindo a congruência e correlação entre o pedido e a decisão. 
→ Podemos concluir que a citra petita pode ter seu vício corrigido pela 
interposição de embargos declaratórios para suprir omissão. Os 
embargos, nessa situação, terão efeito modificativo ou infringente. 
 
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A palavra recurso pode ser entendida com dois sentidos: amplo e restrito. Em sentido amplo, significa 
um meio de proteger um direito, uma forma de agir. Em sentido restrito, significa a provocação de 
um novo julgamento, em uma mesma relação processual, da decisão pela mesma instância ou 
instâncias superiores. Assim, a parte que estiver inconformada com uma decisão poderá via 
recurso reexaminar a decisão prolatada pelo mesmo juízo prolator ou pelo juízo imediatamente 
superior, havendo um prolongamento do exercício do direito de ação. 
 
Nesses termos, podemos afirmar que o recurso não é uma ação impugnativa autônoma, pois não 
cria nova relação jurídica processual (ex.: ação rescisória). 
 
1) PRINCÍPIOS APLICÁVEIS: 
1.1. DUPLO GRAU DE JURISDIÇÃO OBRIGATÓRIO: 
 O art. 5º, da CRFB/88, dispõe sobre os princípios da inafastabilidade da jurisdição, do 
devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. 
 Também chamado de reexame necessário, que ocorre nas decisões desfavoráveis 
contra a Fazenda Pública. Sendo assim, o Tribunal precisará reexaminar e confirmar 
a decisão. 
o As exceções estão na Súmula 303, do TST. 
 Frise-se, por fim, que das decisões oriundas de processosque tramitam sobre o rito 
sumário, dissídio de alçada, não caberá recurso, salvo sobre matéria constitucional. 
 
1.2. PRINCÍPIO DA UNIRRECORRIBILIDADE: 
 Também conhecido como princípio da singularidade ou da unicidade recursal, 
referido princípio veda a interposição de mais um recurso, simultaneamente, contra a 
mesma decisão, apenas permitindo, sucessivamente. 
 A doutrina prevê apenas duas exceções: 
I. A interposição de RO e antes do 5º dia, de um ED com efeito 
modificativo. Assim, caso a decisão que julgar o ED modifique o julgado, 
a parte terá novo prazo para interposição de RO, ou mesmo para aditar 
o RO já interposto. 
TEORIA DOS RECURSOS NO PROCESSO DO TRABALHO 
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II. A segunda exceção está no art. 7º, §2º, 
da Lei 7.701/88, dispõe que nos dissídios coletivos, caso não haja a 
publicação do acórdão em até 20 dias após o julgamento da lide, 
poderão as partes e o MPT interpor recurso ordinário, reabrindo o 
prazo para aditamento do recurso tão logo seja publicado o acórdão. 
 Nesse sentido, um recurso somente pode ser interposto uma vez contra a mesma 
decisão. Exemplo: cabe embargos declaratórios da decisão de embargos declaratórios, 
e o segundo embargo são somente contra a decisão do primeiro, e não contra a decisão 
principal (prestem atenção). 
 Também cabe ressaltar que se um recurso é interposto antes do prazo, ou seja, antes 
da publicação da decisão recorrida, e o outro após a publicação da decisão, o primeiro 
é considerado inexistente, apreciando-se apenas o segundo, se interposto dentro do 
prazo legal. 
 
1.3. TAXATIVIDADE: 
 Esse princípio diz que somente podem ser interpostos os recursos previstos em lei, 
não podendo a parte inovar, já que são taxativos, ou seja, numerus clausus, não 
comportam ampliação. 
 Cabe salientar que compete privativamente à União legislar sobre direito processual, 
conforme estabelece o inciso I, do art. 22, da CRFB/88. 
 Como o rol dos recursos trabalhistas é taxativo, o recurso que não esteja previsto em 
lei não será admitido, não sendo possível interpretação analógica ou extensiva, mas 
apenas restritiva. 
 São os seguintes os recursos previstos no sistema processual trabalhista brasileiro 
que nos interessam: 
I) Embargos de declaração (art. 897-A da CLT); 
II) Recurso ordinário (art. 895 da CLT); 
III) Agravo de instrumento (art. 897 da CLT); 
IV) Recurso de revista (art. 896 da CLT); 
V) Embargos para o TST (ART. 894 da CLT); 
VI) Agravo regimental (art. 709, §1º, da CLT); 
VII) Recurso extraordinário (art. 102, III, da CF). 
VIII) Embargos à execução 
IX) Agravo de petição 
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X) Exceção de pré-executividade 
 O duplo grau de jurisdição obrigatório, também conhecido como reexame necessário 
ou remessa de ofício, no DL 779/69, é aplicável ao processo do trabalho. 
 
1.4. FUNGIBILIDADE: 
 Também conhecido como princípio da conversibilidade, permite que o juiz conheça 
de um recurso que foi erroneamente interposto como se fosse o recurso cabível, 
aproveitando-se, desde que existam três requisitos: 
1) inexistência de erro grosseiro ou de má-fé; 
2) existência de dúvida objetiva quanto ao recurso cabível no caso concreto; 
3) o recurso interposto de forma errada deve estar dentro do prazo do 
recurso cabível. 
 Assim, permite-se o aproveitamento do recurso interposto com o nome equivocado, 
com base nos princípios da simplicidade e da finalidade, além de prestigiar o princípio 
do jus postulandi. 
 
1.5. VEDAÇÃO DO REFORMATIO IN PEJUS: 
 Este princípio traz a ideia de que o tribunal competente para julgamento do recurso 
não pode piorar, agravar a situação do recorrente. Dizendo de outro modo, o tribunal, 
ao julgar o recurso, não pode proferir decisão mais desfavorável ao recorrente do que 
aquela recorrida. 
 Com efeito, as matérias que poderão ser objeto de apreciação pelo tribunal já foram 
delimitadas. Nessa linha de raciocínio, o julgamento proferido pelo tribunal 
substituirá a sentença ou a decisão recorrida no que tiver sido objeto de recurso. Ao 
contrário, aquilo que não foi objeto de recurso transitou em julgado, não podendo ser 
atingido pelo julgamento prolatado pelo tribunal. 
 São exceções as matérias de ordem pública, que podem ser conhecidas de ofício pelo 
juiz, em qualquer tempo e grau de jurisdição. 
 
2) PRAZOS RECURSAIS TRABALHISTAS UNIFORMES: 
▪ O art. 6º, da Lei 5.584/1970, prevê que será de 8 dias o prazo para interpor e contrarrazões 
qualquer recurso trabalhista. 
▪ Recursos que observam o referido prazo: 
→ Recurso ordinário; 
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→ Agravo de instrumento; 
→ Recurso de revista; 
→ Embargos no TST; 
→ Agravo de petição. 
 
Contudo, deve-se prestar atenção nas exceções. 
a) Embargos de declaração – 05 dias, segundo o art. 897-A da CLT, tanto para interpor 
como contrarrazões. 
b) Recurso Extraordinário – 15 dias, na forma do art. 1003, §5º do CPC, tanto para interpor 
como contrarrazões; 
c) Recurso de Revisão ou Pedido de Revisão – 48h, nos termos dos §§1º e 2º do art. 2º da 
Lei 5.584/70. 
d) Agravo Regimental – o prazo depende da previsão do respectivo regimento interno dos 
tribunais trabalhistas, cabendo observar que o TST o fixou em 08 dias, e os Tribunais Regionais, 
em regra, têm fixado o prazo em 05 dias. 
e) Fazenda Pública e Ministério Público do Trabalho – prazo em dobro para recorrer, 
nos termos do inciso III do art. 1º do DL 779/69 e art. 496 CPC. Importante ressaltar que vem 
prevalecendo o entendimento de que o prazo para contrarrazões será simples. 
f) Quanto ao art. 229, §1º e §2º do CPC – que prevê prazo em dobro para contestar, para 
recorrer e para falar nos autos de um modo geral, quando houver litisconsortes com 
procuradores diferentes, não é aplicável ao processo do trabalho, como já visto, tendo o TST se 
pronunciado sobre o assunto na OJ nº 310 da SDI-I do TST. 
 
3) OS RECURSOS TRABALHISTAS SÃO DOTADOS DE APENAS EFEITO DEVOLUTIVO: 
▪ No processo do trabalho, a regra geral é que os recursos são dotados de efeito devolutivo 
apenas, não possuindo efeito suspensivo, o que permite ao credor a extração da carta de 
sentença para realização da execução provisória, que vai até a penhora. 
▪ Essa regra está disposta no caput do art. 899, da CLT. 
▪ Contudo, o efeito suspensivo dos recursos trabalhistas pode ser conseguido excepcionalmente, 
mediante o ajuizamento de ação cautelar, é o que estabelece a Súmula 414, inciso I, parte final, 
do TST. 
 
 
 
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3) INEXIGIBILIDADE DE FUNTAMENTAÇÃO: 
▪ O art. 899 da CLT já lido acima estabelece que os recursos serão interpostos por simples petição, 
ou seja, permite-se que sejam apresentados sem qualquer fundamentação ou razão do apelo, 
bastando a simples petição de interposição. 
▪ No entanto, com o advento da CF/88, que traz os princípios do contraditório e da ampla defesa, 
a doutrina trabalhista vem entendendo pela necessidade de fundamentação nos recursos 
trabalhistas, de modo que o recorrido possa contra-arrazoar, e o tribunal analisar as razoes do 
inconformismo. 
▪ A necessidade de fundamentação nos recursos trabalhistas consubstancia o princípio da 
dialeticidade ou discursividade. 
▪ Nesse contexto, pode-se concluir que: a CLT não prevê a necessidade de fundamentação para 
interpor recursos trabalhistas, mas o TST sim.4) JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE: 
▪ Via de regra, o recurso interposto é submetido à análise de dois juízos de admissibilidade, 
quais sejam: 
I) Juízo a quo – juízo prolator da decisão impugnada 
II) Juízo ad quem – juízo competente para julgar o recurso 
▪ O juízo de admissibilidade visa, principalmente, a verificação do atendimento aos 
pressupostos de admissibilidade, também conhecidos como requisitos de admissibilidade 
recursal. 
▪ O recurso somente será conhecido se estiverem atendidos concomitantemente todos os 
pressupostos recursais. Ou seja, a ausência de apenas um deles, induz o não conhecimento do 
apelo. 
▪ Cumpre ressaltar que o despacho exarado pelo juízo a quo, não vincula o juízo ad quem. Assim, 
um recurso pode ser conhecido por um juízo e não conhecido por outro e vice-versa. 
▪ Quanto ao juízo ad quem, pode ser exercido isoladamente pelo relator, ou em colegiado pelo 
tribunal. 
 
5) PRESSUPOSTOS RECURSAIS: 
▪ Os pressupostos recursais trabalhistas são classificados em objetivos ou extrínsecos e 
subjetivos ou intrínsecos. 
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a) objetivos ou extrínsecos: como preleciona Leone 
Pereira, dizem respeito a fatores externos à decisão judicial que se pretende 
impugnar, sendo normalmente posteriores a ela. São eles: 
• Cabimento ou recorribilidade do ato; 
• Adequação; 
• Tempestividade; 
• Preparo; 
• Regularidade formal 
 
b) subjetivos ou intrínsecos: 
• Legitimidade; 
• Capacidade; 
• Interesse. 
 
 
Recursos Sem Depósito Recursal: 
• Embargos de declaração; 
• Agravo de petição; 
• Agravo regimental; 
• Pedido de revisão. 
 
Recursos com depósito recursal obrigatório por parte do empregador 
recorrente: 
• Recurso ordinário; 
• Recurso de revista; 
• Embargos no TST; 
• Recurso extraordinário; 
• Recurso adesivo; 
• Agravo de instrumento. 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO: 
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➢ O recurso pode ser total (recorre de toda matéria) ou parcial (recorre de uma parte das matérias). 
➢ O recurso pode ser principal (interposto dentro do prazo legal) e adesivo (interposto no prazo das 
contrarrazões). 
o No processo do trabalho, nos moldes da Súmula 283, do TST, só cabe recurso adesivo de 
quatro recursos, quais sejam, (i) o recurso ordinário, (ii) recurso de revista, (iii) embargos 
ao TST, e (iv) agravo de petição. 
➢ O processo do trabalho tem diversos recursos típicos. 
 
1. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO: 
▪ Os embargos de declaração possuem previsão no artigo 897-A, da CLT, aplicando-se, 
subsidiariamente, os artigos 1022 a 1026, do CPC. 
A) CABIMENTO – Cabem embargos de declaração em face de sentença ou acórdão que 
apresentem omissão, obscuridade, contradição ou manifesto equívoco na análise dos 
pressupostos extrínsecos do recurso. 
B) PRAZO – Os embargos de declaração devem ser opostos no prazo de cinco dias, a contar 
da ciência ou publicação da decisão. As pessoas jurídicas de Direito Público gozam de 
prazo em dobro para oposição de ED, conforme prevê a OJ 192 da SDI-I, do TST. 
o A oposição de embargos de declaração interrompe o prazo recursal. Ou seja, 
após o seu julgamento, zera o prazo para a interposição de um novo recurso, 
salvo quando intempestivos, irregular a representação da parte ou ausente a 
sua assinatura, conforme prevê o §3º do art. 897-A, da CLT. 
C) EFEITO MODIFICATIVO – Via de regra, não há contraditório, mas, é possível na hipótese 
de aplicação de efeito modificativo, com prazo de cinco dias, sob pena de nulidade da 
decisão, conforme o art. 897-A, § 2º, da CLT. Nas hipóteses de omissão, contradição e 
manifesto equívoco na análise dos pressupostos extrínsecos do recurso, os embargos de 
declaração podem modificar a decisão embargada. 
o A súmula 278 do TST prevê, expressamente, o efeito modificativo dos 
embargos de declaração apenas na hipótese de omissão. 
D) EMBARGOS PROTELATÓRIOS – Quando manifestamente protelatórios os embargos de 
declaração, o juiz ou o tribunal, em decisão fundamentada, condenará o embargante a 
RECURSOS EM ESPÉCIE 
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pagar ao embargado multa não excedente a dois por 
cento sobre o valor atualizado da causa. (art. 1.026, §2º, CPC). 
E) PREQUESTIONAMENTO – Outra hipótese de cabimento dos embargos de declaração 
está prevista nas Súmulas 184 e 297, II do TST: embargos de declaração para fins de 
prequestionamento. O prequestionamento é um pressuposto exclusivo dos recursos de 
natureza extraordinária (recurso de revista, embargos ao TST e recurso extraordinário). 
F) SENTENÇA – Os embargos de declaração serão decididos por meio de sentença, que 
substitui a sentença anterior no que foi objeto dos embargos. 
 
2. RECURSO ORDINÁRIO: 
▪ O recurso ordinário o recurso próprio para atacar a sentença no processo do trabalho, sendo 
cabível, também, contra acórdãos do TRT e TST, bem como, contra decisões terminativas ou 
definitivas em ações especiais, como dissídio coletivo, inquérito para apuração de falta grave, 
ação rescisória e mandando de segurança. 
A) JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE – O juízo de admissibilidade é a verificação requisitos do 
recurso, para saber se ele será ou não analisado (conhecido) e julgado (dado ou não 
provimento). O primeiro juízo de admissibilidade é feito sempre pelo órgão que proferiu 
a decisão (juízo o quo) para RECEBER o recurso, O segundo juízo de admissibilidade será 
feito pelo órgão que irá julgar o recurso (juízo ad quem) para CONHECER o recurso. 
o Para tanto, ao interpor o recurso, precisamos dirigi-lo para o juízo que proferiu 
a decisão (juízo a quo), com uma folha de rosto (ou peça de interposição), para 
que o juízo a quo faça a verificação dos seus pressupostos de admissibilidade 
(requisitos). 
o Junto a folha de rosto, iremos juntar as nossas razões recursais (preliminares, 
prejudiciais de mérito e mérito) do nosso recurso, dirigindo-as para o órgão 
que irá julgar o recurso. 
o Em síntese, o recurso será sempre interposto com: 
- Folha de rosto (ou de interposição) 
- Razões recursais 
B) HIPÓTESES DE CABIMENTO – O recurso ordinário tem previsão legal no art. 895, da CLT, 
(fulcro de peça) e cabível em duas hipóteses, quais sejam, (i) das decisões definitivas ou 
terminativas das Varas e Juízos, no prazo de oito dias, e (ii) das decisões definitivas ou 
terminativas dos Tribunais Regionais, em processos de sua competência originária, no 
prazo de oito dias, quer nos dissídios individuais, quer nos dissídios coletivos. 
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3. RECURSO DE REVISTA: 
▪ O recurso de revista é um recurso de natureza extraordinária. Isso significa que somente pode 
ser objeto de recurso de revista matéria de direito, não podendo ser objeto de recurso de 
revista matérias relacionadas a fatos e provas, conforme súmula 126 do TST, pois visam a 
uniformização da jurisprudência. 
▪ O recurso de revista, dotado de efeito apenas devolutivo, será interposto perante o Presidente 
do Tribunal Regional do Trabalho, que, por decisão fundamentada, poderá recebê-lo ou denegá-
lo. 
▪ O recurso de revista está previsto no art. 896, da CLT, e é cabível nas seguintes hipóteses: 
a) derem ao mesmo dispositivo de lei federal interpretação diversa da que lhe houver 
dado outro Tribunal Regional do Trabalho, no seu Pleno ou Turma, ou a Seção de 
Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, ou contrariarem súmula de 
jurisprudênciauniforme dessa Corte ou súmula vinculante do Supremo Tribunal 
Federal; 
b) derem ao mesmo dispositivo de lei estadual, Convenção Coletiva de Trabalho, Acordo 
Coletivo, sentença normativa ou regulamento empresarial de observância obrigatória 
em área territorial que exceda a jurisdição do Tribunal Regional prolator da decisão 
recorrida, interpretação divergente, na forma da alínea a; 
c) proferidas com violação literal de disposição de lei federal ou afronta direta e literal à 
Constituição Federal. 
A) PREQUESTIONAMENTO – O prequestionamento é pressuposto do recurso de revista, 
assim como dos demais recursos de natureza extraordinária. A matéria estará 
prequestionada quando houver sido tratada no acórdão impugnado (Súmula nº 297, I, 
TST), ou seja, o TST só conhecerá o recurso se houver manifestação explícita do TRT no 
acórdão sobre a discussão abordada no recurso de revista, inclusive quanto à matéria de 
ordem pública (OJ 62, SDI-I, TST). 
B) TRANSCENDÊNCIA – Embora prevista no artigo 896-A, da CLT, atualmente a 
transcendência não é um pressuposto de admissibilidade do recurso de revista, posto que 
ainda não está regulamentada. O recurso de revista é dirigido ao Presidente do TRT (art. 
896, § 1°, CLT), o qual poderá delegar o exame dos pressupostos de admissibilidade ao 
vice-presidente, de acordo com a previsão do Regimento Interno. 
 
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4. AGRAVO DE INSTRUMENTO: 
▪ No processo civil, o agravo de instrumento serve para atacar as decisões interlocutórias. 
o No processo do trabalho as decisões interlocutórias, em regra, não podem ser alvo 
imediato de recurso. Sendo assim, na seara trabalhista, o agravo de instrumento possui 
outra finalidade: destrancar um recurso que teve denegado o seu seguimento pelo 
juízo a quo. 
o Isso significa que, quando o juízo a quo estiver fazendo o juízo de admissibilidade e 
verificar a inexistência de qualquer dos pressupostos de admissibilidade, irá denegar 
seguimento ao recurso (trancar o recurso), sendo cabível o agravo de instrumento 
visando destrancar o recurso principal para que este seja analisado pelo juízo ad quem. 
o Todavia, caso seja o juízo ad quem que denegue seguimento ao recurso, será cabível o 
agravo regimental, visando a análise do recurso principal. 
▪ O agravo de instrumento tem previsão legal no art. 897, b, da CLT. 
▪ Logo, interposto o agravo de instrumento, este será analisado pelo juízo ad quem, responsável 
pela análise do recurso principal. O agravado será intimado para oferecer resposta ao agravo 
e ao recurso principal, instruindo-a com as peças que considerar necessárias ao julgamento de 
ambos os recursos. 
▪ No ato de interposição do agravo de instrumento, o depósito recursal corresponderá a 50% do 
valor do depósito do recurso ao qual se pretende destrancar. 
o Quando o agravo de instrumento tem a finalidade de destrancar recurso de revista que 
se insurge contra decisão que contraria a jurisprudência uniforme do Tribunal Superior 
do Trabalho, consubstanciada nas suas súmulas ou em orientação jurisprudencial, não 
haverá obrigatoriedade de se efetuar o depósito. 
 
5. AGRAVO INTERNO: 
▪ O Agravo Interno é um instrumento recursal cabível contra decisões monocráticas proferidas 
nos Tribunais, nas hipóteses legalmente previstas. 
▪ É também conhecido como Agravo Regimental, pois, possui previsão de cabimento e 
procedimento nos regimentos internos de cada Tribunal. 
 
6. AGRAVO DE PETIÇÃO: 
▪ O agravo de petição é a medida processual, de natureza recursal, cabível contra as decisões 
proferidas nas execuções trabalhistas. Assim, ele só pode ser interposto contra decisões 
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terminativas ou definitivas, proferidas por um juiz, em sede de 
processo executivo que tramita na Justiça do Trabalho. 
 
7. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: 
▪ O recurso extraordinário será cabível para enfrentar decisão: (i) proferida em “única” ou 
“última instância” na Justiça do Trabalho, e (ii) sobre matéria constitucional que apresentar 
repercussão geral. 
▪ O recurso extraordinário não obedecerá ao prazo de oito dias que indica o processo do 
trabalho para os recursos da esfera trabalhista. 
o O prazo do Recurso Extraordinário é de quinze dias, afastando-se do padrão trabalhista 
de oito dias, por se tratar de norma especial. 
o O recolhimento de depósito recursal foi dispensado a partir da década de 2020, por ser 
considerado incompatível com a jurisdição constitucional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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➢ Art. 11, CLT. A pretensão quanto a créditos resultantes das relações de trabalho prescreve em 
cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite de dois anos após a extinção do 
contrato de trabalho. 
o Tratando-se de pretensão que envolva pedido de prestações sucessivas decorrente de 
alteração ou descumprimento do pactuado, a prescrição é total, exceto quando o direito à 
parcela esteja também assegurado por preceito de lei. 
o A interrupção da prescrição somente ocorrerá pelo ajuizamento de reclamação trabalhista, 
mesmo que em juízo incompetente, ainda que venha a ser extinta sem resolução do mérito, 
produzindo efeitos apenas em relação aos pedidos idênticos. 
 
1) MODALIDADES DE PRESCRIÇÃO: 
1.1. PRESCRIÇÃO BIENAL, TOTAL OU NUCLEAR: 
 A prescrição bienal trabalhista é o prazo que o trabalhador, no caso o exequente, tem para 
acionar juridicamente a parte executada, a empresa. Ou seja, até dois anos após o término do 
contrato de trabalho – seja qual for a razão – é o prazo delimitado por lei para que se abra 
uma reclamação de trabalho judicial. 
 O prazo da prescrição bienal começa a contar a partir do término do contrato de trabalho, 
incluindo a projeção do aviso prévio proporcional ao tempo de trabalho. 
 
1.2. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE: 
 A prescrição intercorrente trabalhista tem a função de arquivar ações judiciais – no prazo de 
dois anos – onde a parte exequente não apresenta os recursos solicitados pelo juízo. Ou seja, 
deixa de cumprir determinações judiciais. A intenção desse prazo é de prescrever, ou seja, 
desativar ações que foram abandonadas ou foram resolvidas com acordos extrajudiciais. 
 Art. 11-A, CLT. Ocorre a prescrição intercorrente no processo do trabalho no prazo de 
dois anos. 
PRESCRIÇÃO 
Perda do direito de ação pelo 
decurso do tempo. 
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§ 1. A fluência do prazo prescricional intercorrente inicia-
se quando o exequente deixa de cumprir determinação judicial no curso da execução. 
§ 2. A declaração da prescrição intercorrente pode ser requerida ou declarada de ofício 
em qualquer grau de jurisdição. 
 
1.3. PRESCRIÇÃO QUINQUENAL: 
 A prescrição quinquenal trabalhista se refere ao tempo de serviço que poderá ter suas verbas 
devidas reclamadas, ou seja, a partir da abertura da ação judicial até cinco anos antes. 
 É contada a partir da abertura da ação judicial, ou seja, quanto antes o exequente abrir a ação, 
mais tempo de trabalho poderá contar – caso seja devido. 
 Veja um exemplo a seguir: Caso um funcionário seja desligado em 01/12/2020 e abra a ação 
judicial em 01/12/2021, ele só poderá reclamar suas verbas até 01/12/2017, o que foi 
devido antes disso, prescreveu. 
 
Observações: 
→ O ajuizamento da ação, ainda que em foro incompetente,interrompe o prazo prescricional em relação aos 
pedidos idênticos. 
→ Existem causas que implicam na não aplicação dos 
prazos de prescrição, e uma delas é a menoridade, citada 
no art. 440, da CLT. Outras questões, como Comissão de 
Conciliação Prévia, acordo extrajudicial e, até mesmo, a 
impossibilidade de acesso ao judiciário por motivos de 
doenças graves, são causas de suspensão da prescrição 
trabalhista. 
→ A interrupção do prazo da prescrição prevista na CLT 
indica que os prazos apenas serão interrompidos caso 
haja ajuizamento de ação trabalhista, ou seja, caso seja 
aberto um novo processo trabalhista, no qual só será 
válido para os direitos pleiteados na primeira ação. Veja o 
que diz o Artigo 11, parágrafo terceiro, da CLT na íntegra: 
 
 
 
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➢ O processo de execução é autônomo, pois que há citação do devedor para pagamento, além de o 
processo de execução guardar diferenças com o processo de conhecimento, como por exemplo, a 
possibilidade de títulos executivos extrajudiciais, o que lhe dá autonomia. 
➢ Atualmente, o CPC em seu art. 591, dispõe que o devedor somente responde pelas dívidas com 
seu patrimônio, sendo, portanto, invioláveis a sua vida, liberdade e integridade física. No processo 
do trabalho, a execução está disciplinada em 4 diplomas normativos que devem ser seguidos na 
seguinte ordem: 
1. CLT 
2. Lei 5584/70 
3. Lei 6830/80 
4. CPC 
 
A execução pode ser: 
Provisória > Ocorre antes do trânsito em julgado. Na fase de recursos já é 
possível praticar alguns atos da execução: 
Definitiva > Já temos uma sentença. A decisão transita em julgado. Para que 
a sentença seja executada, precisa ser liquidada. 
 
Existem três modalidades de liquidação da sentença, quais sejam: 
I) Por cálculo: Utilizada quando temos todas as informações do 
cálculo no processo. É a mais comum. 
II) Por arbitramento: Utilizada quando, de fato, o valor da parcela 
precisa ser arbitrado. O juiz determina, as partes convencionam ou 
o objeto da liquidação exigir. 
III) Por artigos: Utilizada quando os fatos não ficam suficientemente 
provados na fase de conhecimento ou quando a prova do fato 
depender de novas provas. É a mais incomum de todas, por ser 
contrária a celeridade processual. 
 
- Uma vez liquidado o valor, o calculo chega às mãos do juiz. Esse cálculo precisa 
ter o valor principal, as despesas processuais e as contribuições previdenciárias. 
EXECUÇÃO TRABALHISTA 
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- Após pegar os cálculos, o juiz deverá intimar as 
partes para manifestação sobre o cálculo, no prazo comum de oito dias. 
- Com o prazo comum de oito dias, as partes deverão fazer uma impugnação 
específica dos cálculos. Se a parte fizer uma impugnação genérica, gerará uma 
preclusão. 
- O juiz analisa as impugnações e define o cálculo certo, para homologar. 
- Após a homologação dos cálculos, o juiz expede um mandado de citação para 
pagamento. O oficial de justiça vai procurar o devedor por até duas vezes, no 
prazo de 48h. 
- Após ser citado, o executado poderá concordar e pagar, ou garantir o juízo para 
que possa discordar do valor. A garantia do juízo pode ser feita mediante depósito 
judicial, indicação de bens ou através do seguro garantia judicial. 
- Se quiser discutir, terá que apresentar uma medida chamada de embargos à 
execução. 
 
 
 Os embargos à execução é a medida que o executado vai apresentar para 
impugnar o cálculo após a homologação. Em regra, para que seja ajuizado, 
precisará da garantia do juízo, porém, nem todos precisam garantir o juízo para 
apresentar embargos à execução, por conta da sua isenção legal, como as entidades 
filantrópicas, seus diretores e ex-diretores. 
o Em sede de embargos à execução pode haver audiência se forem arroladas 
testemunhas. 
 Se o exequente não concordar com os cálculos, ele apresentará impugnação à 
sentença de liquidação. 
 
O juiz analisa os embargos à execução, a impugnação à sentença, e julga 
ambos em uma única sentença. Dessa sentença na fase de execução, cabe 
agravo de petição. 
 
Do agravo de petição cabe recurso de revista, caso haja violação a 
Constituição Federal. 
 
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Apenas após o trânsito em julgado do 
processo de execução é que o pagamento, seja ele em depósito judicial ou 
em forma de bem penhorado, é liberado. No caso do bem penhorado, ele 
ainda é levado à leilão, para que seja convertido em dinheiro. 
 
Existe, também, a possibilidade de negativar o nome do devedor, levar à 
protesto e inscrever no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas 
(BNDT), caso (i) tenha passado quarenta e cinco dias da notificação e (ii) 
não ter ocorrido a garantia do juízo, nos moldes do art. 883-A, da CLT. 
 
DA PENHORA 
• Se o executado não pagar a dívida, não efetuar o depósito judicial para apresentação de embargos à 
execução ou não nomear bens à penhora, no prazo de 48 horas contados da citação, o oficial de 
justiça retornará ao local de execução e penhorará tanto bens quantos bastem para a satisfação do 
julgado, inclusive custas, juros de mora, correção monetária e contribuição previdenciária, na forma 
do art. 883, da CLT. 
• Não pagando o executado, nem garantindo a execução, seguir-se-á penhora dos bens, tantos quantos 
bastem ao pagamento da importância da condenação, acrescida de custas e juros de mora, sendo 
estes, em qualquer caso, devidos a partir da data em que for ajuizada a reclamação inicial. 
• A penhora será realizada onde quer que se encontrem os bens, ainda que na posse de terceiros. 
• O TST entende que o cargo de depositário depende de aceitação do nomeado, conforme OJ 89, da 
SDI – II. 
• No ato da penhora, o oficial já irá avaliar os bens, não se aplicando mais o art. 888, da CLT. 
• O art. 847, do CPC dispõe que o executado pode, no prazo de 10 (dez) dias após intimado da penhora, 
requerer a substituição do bem penhorado, desde que comprove cabalmente que a substituição não 
trará prejuízo algum ao exequente e será menos onerosa para ele devedor. 
• Por fim, destaque-se que o art. 874, do CPC prevê que o juiz, após a avaliação dos bens pode ampliar 
ou reduzir a penhora, quando a requerimento da parte e, ouvida a parte contrária. 
• Caso haja resistência à penhora, deverá o oficial certificar o fato ao juiz, solicitando reforço policial 
e, se for o caso, ordem de arrombamento. 
• Os bens impenhoráveis estão previstos no art. 833, do CPC. 
 
 
 
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PRAÇA E LEILÃO 
 A efetivação do processo de execução depende da expropriação dos bens do devedor de modo a 
satisfazer o direito do credor. Com efeito, os bens do executado serão alienados em hasta pública. 
 O CPC passou a denominar como “praça” a hasta pública de bem imóvel e “leilão”, a hasta pública de 
bem móvel. 
 O art. 888 da CLT dispõe que, concluída a avaliação, dentro de dez dias, contados da data da 
nomeação do avaliador, seguir-se-á a arrematação, que será anunciada por edital afixado na sede do 
juízo ou tribunal e publicado no jornal local, se houver, com a antecedência de vinte (20) dias. 
 Portanto, o edital de hasta pública é requisito indispensável, formal, essencial à validade do ato de 
expropriação dos bens levados à hasta pública, ensejando nulidade do ato o desatendimento da 
formalidade prevista no artigo supra. 
 No processodo trabalho, a hasta pública é única, sendo os bens, desde logo, vendidos pelo maior 
lance, conforme art. 888, §1º, da CLT. 
 Caso não haja licitantes, e não requerendo o credor a adjudicação dos bens penhorados, poderão os 
mesmos ser vendidos por leiloeiro nomeado pelo juiz, conforme previsão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MELÔ DA LINHA DO TEMPO 
“Antes do processo sempre tem a entrevista, logo depois, RECLAMAÇÃO TRABALHISTA. 
Se tiver uma tutela provisória, não se espanta, porque aí já cabe MANDADO DE SEGURANÇA. 
Mas, se for na sentença, não precisa ter dó, porque aí já sabe, caberá o R.O. 
Não podemos esquecer de uma situação, pra garantir ampla defesa pode haver 
CONTESTAÇÃO. 
Sentença prolatada vem aí o ORDINÁRIO, mas antes tem que ver se o recurso foi negado. 
Se pelo juízo “a quo” foi negado seguimento, aí o que é que cabe? AGRAVO DE 
INSTRUMENTO. Negado pelo “ad quem”, isso não é normal. O que caberá? AGRAVO 
REGIMENTAL. 
Pra se defender do R.O. haverá notificação pra parte contrária apresentar CONTRARRAZÃO. 
R.O. interposto pela outra parte? Perigo! Pra atacar a sentença só o RECURSO ADESIVO. 
E se a sentença for obscura, contradita ou tiver uma omissão, o que caberá? EMBARGOS DE 
DECLARAÇÃO! 
Acórdão na área, se liga! O que caberá? RECURSO DE REVISTA! 
Julgamento não unânime ou divergente, o que fazer? Não se desespere, EMBARGOS AO TST! 
Preste atenção, se ligue nesse papo! Se tiver repercussão geral é o RECURSO 
EXTRAORDINÁRIO. 
Chegamos na execução? Nem vi, passou tão rápido! Por favor, Excelência, APRESENTA ESSES 
CÁLCULOS! Mas, se ainda assim gerar insatisfação, aí vai depender, EMBARGOU ou 
IMPUGNAÇÃO. 
Se tiver legitimado pra entrar no meio, pode apresentar EMBARGOS DE TERCEIRO. 
Preste atenção na execução, pra combater a sentença, AGRAVO DE PETIÇÃO. 
Trânsito em julgado, vício insanável? Meu Deus, e agora? AÇÃO RESCISÓRIA. 
Vê se não esquece, ouça o que eu digo, a execução só anda com o JUÍZO GARANTIDO. 
Como diz esse Diego “BORA GALERA”, nesse embalo! Levanta a mão e grita quem vai ser 
APROVADO!” 
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É instituída a Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT), expedida gratuita e 
eletronicamente, para comprovar a inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho. 
 
O INTERESSADO NÃO OBTERÁ A CERTIDÃO QUANDO EM SEU NOME CONSTAR: 
I. o inadimplemento de obrigações estabelecidas em sentença condenatória transitada em julgado 
proferida pela Justiça do Trabalho ou em acordos judiciais trabalhistas, inclusive no concernente 
aos recolhimentos previdenciários, a honorários, a custas, a emolumentos ou a recolhimentos 
determinados em lei; ou 
II. inadimplemento de obrigações decorrentes de execução de acordos firmados perante o Ministério 
Público do Trabalho ou Comissão de Conciliação Prévia. 
 
 
➢ Verificada a existência de débitos garantidos por penhora suficiente ou com exigibilidade suspensa, 
será expedida Certidão Positiva de Débitos Trabalhistas em nome do interessado com os mesmos 
efeitos da CNDT. 
➢ A CNDT certificará a empresa em relação a todos os seus estabelecimentos, agências e filiais. 
➢ O prazo de validade da CNDT é de 180 dias, contado da data de sua emissão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DA PROVA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITOS TRABALHISTAS 
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➢ Na CLT, a ação rescisória encontra amparo no art. 836, e condiciona a sua proposição ao depósito 
prévio de 20% do valor da causa, à título de multa, salvo prova de miserabilidade jurídica do autor. 
➢ O valor da multa será revertido ao réu na ação. 
 
REQUISITOS: 
a) Sentença de mérito 
b) Trânsito em julgado da decisão (Súmula 299 TST) 
 
IMPORTANTE! 
 Para o ajuizamento da ação rescisória é necessário que seja uma 
sentença ou acórdão de mérito, pois somente as sentenças e acórdãos 
de mérito podem ser alvos de ação rescisória, pois que o objeto desta 
ação é a coisa julgada material. 
 Caso fosse uma decisão terminativa (que extingue o processo sem 
resolução do mérito), possibilitaria o ajuizamento de uma nova decisão, 
não sendo cabível a ação rescisória. 
 Ademais, da decisão que se pretende rescindir, deve haver o trânsito em 
julgado da decisão, conforme Súmula 299, do TST. 
 
COMPETÊNCIA: 
• A competência para processamento e julgamento da ação rescisória será sempre dos Tribunais 
Regionais do Trabalho respectivos ou do Tribunal Superior do Trabalho, dependendo da decisão 
a ser rescindida. Cada tribunal terá competência para rescindir as suas próprias decisões. 
É a ação que visa desconstituir ou anular uma decisão 
(sentença ou acórdão) transitada em julgado, por conter 
vícios insanáveis. A ação rescisória tem previsão nos 
artigos 966 e seguintes do CPC. 
 
AÇÃO RESCISÓRIA 
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• Caso a decisão a ser rescindida seja do juiz do trabalho ou do 
Tribunal Regional do Trabalho, a competência originária será do TRT. Caso a decisão a ser 
rescindida seja do TST, a competência originária será do próprio TST, conforme entendimento 
da Súmula 192 do TST. 
 
LEGITIMIDADE: A legitimidade para propor ação rescisória está prevista no art. 967 do CPC. 
 
IMPORTANTE! 
 O sindicato em ação que atuou como substituto processual e autor 
da reclamação trabalhista, possui legitimidade para propor ação 
rescisória (Súmula 406, II, TST). 
 As sentenças homologatórias de acordo, no processo civil, não 
podem ser objeto de ação rescisória, podendo ser submetidas a 
simples ação anulatória, em caso de verificação de vício de vontade. 
 Todavia, no âmbito laboral, o parágrafo único do art. 831, da CLT 
prevê que o termo de acordo é irrecorrível para as partes, salvo para 
a Previdência Social, no que tange às contribuições previdenciárias 
que lhe forem devidas. 
 Assim, o TST, firmou o entendimento de que o termo de acordo 
somente é impugnável via ação rescisória (Súmula 259, TST): 
 
CABIMENTO: As hipóteses de cabimento da ação rescisória estão previstas no art. 966, do CPC. 
 
PRAZO: O prazo para propositura de ação rescisória é de 2 (dois) anos a contar do trânsito em julgado 
da decisão. 
 
RECURSO: Quando a ação rescisória for julgada originalmente pelo Tribunal Regional do Trabalho, o 
recurso cabível é o recurso ordinário e será julgado pelo TST, conforme entendimento da Súmula 158, 
do TST. 
 
 
 
 
 
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IMPORTANTE! 
 Cumpre frisar que havendo recurso ordinário em sede de ação 
rescisória, o depósito recursal só é exigível quando for julgado 
procedente o pedido e imposta condenação em pecúnia, devendo 
este ser efetuado no prazo recursal, sob pena de deserção, vide 
Súmula 99, do TST. 
 Impende destacar ainda que na ação rescisória não é possível a 
utilização do jus postulandi, por força da Súmula 425 do TST. 
 Ressalte-se ainda que na ação rescisória não é cabível o instituto 
da revelia, uma vez que o seu objeto é o vício insanável da decisão 
e não o contraditório da parte, sendo a coisa julgada matéria de 
ordem pública, conforme Súmula 398 do TST. 
 Porfim, destaque-se que na ação rescisória é cabível a 
condenação em honorários advocatícios de sucumbência, 
conforme Súmula 219 do TST. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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➢ A Constituição Federal de 1988 prestigiou em vários dispositivos a negociação coletiva, o que 
acaba por estimular a solução dos conflitos pelas partes envolvidas. 
 
➢ Neste sentido, frise-se que as entidades sindicais possuem autonomia para representar as 
respectivas categorias em questões administrativas e judiciais, tornando obrigatória a participação 
dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. 
 
➢ Todavia, a autocomposição (espécie de solução de conflitos onde as partes envolvidas chegam a 
um consenso sem a participação de terceiros), acaba por não ser materializada através de um acordo 
coletivo de trabalho ou uma convenção coletiva de trabalho, em função das discordâncias das partes. 
 
➢ Neste sentido, impende salientar que o art. 114, § 1º, da CRFB/88, define que, frustrada a 
negociação coletiva, poderão as partes, eleger árbitros, ou, em comum acordo, ajuizar dissídio 
coletivo, utilizando da espécie da heterocomposição para solucionar o conflito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DISSÍDIO COLETIVO 
Ação que visa dirimir os conflitos coletivos de 
trabalho por meio do pronunciamento do Poder 
Judiciário, seja fixando novas normas e condições 
de trabalho, seja interpretando normas jurídicas 
preexistentes. 
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➢ O poder normativo da Justiça do Trabalho consiste na competência constitucional assegurada 
aos tribunais trabalhistas de solucionar os conflitos coletivos de trabalho, estabelecendo 
através da chamada sentença normativa, normas gerais e abstratas de conduta, de observância 
obrigatória para as categorias profissionais e econômicas abrangidas na lide, com repercussão nas 
relações individuais de trabalho. 
 
➢ Neste diapasão, cumpre frisar que a EC 45/04, limitou o Poder normativo da Justiça do Trabalho, 
ao alterar o §2º do art. 114, da CF/88, visto que o dissídio coletivo de natureza econômica somente 
poderá ser proposto se houver mútuo acordo entre as entidades sindicais envolvidas no conflito. 
 
➢ Logo, a Justiça do Trabalho somente poderá agir se ambos os entes sindicais estiverem de acordo 
com o ajuizamento do acordo. 
 
CLASSIFICAÇÃO: 
A) De natureza econômica ou de interesse – São aqueles em que são reivindicadas novas 
condições econômicas ou sociais que serão aplicáveis no âmbito das relações individuais de 
trabalho. Representam a maioria dos dissídios coletivos. A sentença prolatada nestes dissídios 
coletivos tem natureza jurídica constitutiva, pois cria novas regras jurídicas de observância 
obrigatória pelos entes sindicais envolvidos e que repercutem nas relações de trabalho. 
 
B) De natureza jurídica – São aqueles que visam a interpretação de cláusulas de sentenças 
normativas, de instrumentos de negociação coletiva, de acordos e convenções coletivas, de 
disposições legais particulares de categoria profissional ou econômica e de atos normativos. A 
sentença normativa destes dissídios tem natureza jurídica declaratória, pois objetivam 
interpretar normas de caráter genérico, conforme entendimento da OJ 7, da SDC, do TST. 
 
CABIMENTO: 
• O dissídio coletivo somente poderá ser suscitado uma vez esgotada ou frustrada, total ou 
parcialmente, a negociação coletiva implementada diretamente pelos entes interessados, ou 
mesmo intermediada pelo MTE, nas chamadas “mesas de conciliação”. 
PODER NORMATIVO 
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• Neste sentido, caso seja suscitado um dissídio coletivo antes do 
esgotamento da negociação coletiva prévia pelos entes interessados, será o processo extinto sem 
resolução do mérito, com base no art. 267, IV, do CPC. 
• Saliente-se que os dissídios coletivos de natureza jurídica, que objetivam interpretar norma 
jurídica, a CF/88 não impôs o requisito do mútuo acordo dos entes sindicais. 
• Já o §3º do art. 114 da CF/88 prevê que em caso de greve de atividade essencial, com 
possibilidade de lesão ao interesse público, o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar 
dissídio coletivo perante à Justiça do Trabalho. 
• Estabelece ainda o art. 856 da CLT que a instância poderá ser instaurada de ofício por iniciativa 
do TRT ou a requerimento da Procuradoria Regional do Trabalho, sempre que houver 
paralisação dos trabalhos. 
 
PARTES: 
• Independente da natureza do dissídio, quem suscita ou instaura-o é chamado de suscitante e a 
parte adversa é chamado de suscitado. 
 
COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO: 
• Quando a base territorial dos sindicatos envolvidos estiver sob a jurisdição de um mesmo 
Tribunal, será deste a competência originária para processar e julgar o dissídio. 
• Todavia, se os entes sindicais envolvidos abarcarem base territorial sob a jurisdição de TRTs 
distintos, será do TST a competência para processar e julgar o dissídio coletivo. 
 
SENTENÇA NORMATIVA: 
• É a decisão proferida pelos tribunais ao julgarem um dissídio coletivo. 
• Tratando-se de dissídio coletivo de natureza econômica, a sentença normativa terá natureza 
jurídica constitutiva, pois cria novas regras jurídicas de observância obrigatória pelos entes 
sindicais envolvidos e que repercutem nas relações de trabalho. 
• De outro lado, quando a sentença normativa resultar de dissídio coletivo de natureza jurídica, 
terá natureza jurídica declaratória, pois que visa esta interpretar normas de caráter genérico, 
conforme entendimento da OJ 7, da SDC, do TST. 
 
PRAZO E VIGÊNCIA DA SENTENÇA NORMATIVA: 
• O prazo máximo de vigência da sentença normativa, com base no art. 868, parágrafo único, da 
CLT, é de no máximo 4 (quatro) anos. 
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• Vale frisar que o acordo coletivo e convenção coletiva possuem 
prazo máximo de validade de 2(dois) anos. As condições de trabalho alcançadas por força de 
acordo coletivo e convenção coletiva vigoram apenas no prazo assinalado integrando o contrato 
de trabalho somente neste período. 
• Ocorre que enquanto não vier a formalização de nova norma coletiva, a norma coletiva 
continuará vigente, produzindo efeitos, mesmo após a vigência do instrumento, conforme 
entendimento da Súmula 277 do TST. 
 
RECURSOS: 
• O recurso cabível das sentenças normativas é o recurso ordinário, no prazo de 8 (oito) dias. 
• Embora os recursos no processo do trabalho, em regra, sejam dotados apenas de efeito 
devolutivo, nos dissídios coletivos, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, pode 
conceder efeito suspensivo ao recurso interposto em face de sentença normativa prolatada pelo 
TRT. 
 
AÇÃO DE CUMPRIMENTO: 
• Vimos que nos dissídios coletivos, a sentença normativa, poderá ter apenas natureza jurídica 
declaratória ou constitutiva, e, por não conter natureza condenatória, não comporta execução. 
• Assim, caso haja descumprimento da sentença normativa, a medida a ser adotada será a 
propositura ação de cumprimento, e não de ação de execução. 
• Neste diapasão, frise-se que a ação de cumprimento é uma ação de cumprimento de cunho 
condenatório proposta pelo sindicato profissional ou pelos próprios trabalhadores interessados 
perante a Vara do Trabalho, onde serão discutidos apenas questões de direito, pois as questões 
de fato já foram discutidas nodissídio coletivo. 
• Não obstante o art. 872, da CLT disponha que é necessário o trânsito em julgado da sentença 
normativa para o ajuizamento de ação de cumprimento, o TST, através da Súmula 246, dispensou 
esse requisito. 
• Vale frisar que a ação de cumprimento pode ser ajuizada também em caso de descumprimento 
de acordo ou convenção coletiva, segundo a esteira da Súmula 286, do TST. 
 
 
 
 
 
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➢ O inquérito para apuração de falta grave é uma ação de natureza constitutivo-negativa, 
promovida pelo empregador, para resolução de contrato de trabalho de empregado estável, em 
razão de prática de falta grave pelo trabalhador. 
➢ No inquérito, o empregador recebe o nome de requerente, e o empregado de requerido. 
➢ O inquérito tem previsão nos artigos 494 e seguinte, da CLT. 
➢ Antes da Constituição Federal de 1988 entrar em vigor, determinando que o regime de FGTS era 
obrigatório, os trabalhadores que contassem com mais de dez anos de serviços na mesma empresa, 
não poderiam ser despedidos, senão por força maior ou falta grave devidamente comprovada, 
sendo chamada de estabilidade decenal. 
o Todavia, os empregados não optantes pelo regime do FGTS que alcançaram a estabilidade 
decenal, continuariam estáveis em função do direito adquirido. 
➢ Importante frisar que o art. 19, do ADCT, prevê que, com a promulgação da CF/88, os servidores 
admitidos pela Administração pública direta e indireta, estatutários ou celetistas, há mais de cinco 
anos, adquiririam estabilidade. 
➢ De outro lado, a legislação estabeleceu alguns casos de estabilidade provisória em que o 
empregado somente pode ser dispensado se cometer falta grave e regularmente apurada através da 
ação de inquérito para apuração de falta grave: 
• Dirigente sindical – art. 8º, VIII, da CF/88 e art. 543, §3º da CLT 
• Empregados membros da CNPS – Lei 8.213/91, art. 3º, §7º 
• Empregados eleitos diretores de sociedades cooperativas – art. 55, Lei 5.764/71 
• Estável decenal 
 
Importante frisar que em relação à dispensa do dirigente 
sindical, a Súmula 379, do TST, exige o ajuizamento de 
inquérito para apuração de falta grave. 
 
PROCEDIMENTO E PRAZO – 
• O procedimento do inquérito para apuração de falta grave está previsto nos artigos 853 a 855 
da CLT. 
INQUÉRITO PARA APURAÇÃO DE FALTA GRAVE 
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• Dispõe o art. 853 que o empregador apresentará reclamação por 
escrito à Vara do Trabalho ou Juízo de Direito, quando investido na jurisdição trabalhista, dentro 
de 30 (trinta) dias, contados da data da suspensão do empregado. 
• Frise, neste sentido, que a reclamação deste procedimento deve obrigatoriamente feita por 
escrito, sob pena de extinção do processo sem resolução do mérito. 
• Ademais, o prazo para o ajuizamento da ação é decadencial, ou seja, passados os 30 dias da 
suspensão do empregado sem que o empregador tenha procedido o ajuizamento, não mais 
poderá fazê-lo, por ter consumado o seu direito. 
• É de decadência o prazo de trinta dias para instauração do inquérito judicial, a contar da 
suspensão, por falta grave, de empregado estável. 
• Entendimento idêntico tem o Tribunal Superior do Trabalho, conforme previsão da Súmula 62. 
• O artigo 494, parágrafo único, da CLT prevê que o empregado poderá ficar suspenso de suas 
funções, mas a sua despedida somente pode ser efetivada após a decisão final de procedência da 
ação. 
• Impende salientar que não é obrigatória a suspensão do empregado estável para o ajuizamento 
do inquérito para apuração de falta grave, podendo o empregador fazê-lo sem que as atividades 
do empregado sejam suspensas. 
• Assim, tem entendido a doutrina e a jurisprudência que o prazo para o ajuizamento da ação é de 
5(cinco) anos a contar da ciência pelo empregador da falta grave cometida pelo seu empregado. 
• Todavia, parte da doutrina entende que caso empregador não ajuíze a ação em curto espaço de 
tempo teria havido um perdão tácito, renunciando o empregador ao direito de aplicar a punição 
pela aplicação do princípio da imediaticidade. 
• No processo de inquérito para apuração de falta grave cometida por empregado estável, as 
partes poderão, cada uma, utilizar-se de até 6 testemunhas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PARABÉNS PELO EMPENHO! 
NÓS ACREDITAMOS 
EM VOCÊ!! 
 
 
Família CEJAS: Líderes em aprovação em todo o Brasil!(mérito do RO) e da decisão interlocutória 
(preliminar do RO), na mesma peça. 
 
8. PRINCÍPIO DA EXTRAPETIÇÃO 
 Pelo princípio em tela, permite-se que o magistrado possa, em casos específicos, previstos em 
lei, condenar o réu em pedidos não contidos na petição inicial, como nos casos da multa do art. 
467, da CLT e da Súmula 211, do TST. 
o Súmula nº 211 do TST – 
Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação, ainda que omisso o 
pedido inicial ou a condenação. 
 
9. PRINCÍPIO DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA (ART. 5º, LV, CF/88) 
 Pelo contraditório significa dar conhecimento às partes de todos os atos praticados no processo, 
seja pelo órgão julgador, seja pela parte adversa. 
 Pela ampla defesa entende que o Estado deve assegurar às partes todos os meios necessários 
para que possam exercer o seu direito de defesa. 
 
10. PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL 
 Previsto na Constituição Federal, art. 5º, LIV, dispõe que ninguém será privado de sua liberdade 
ou de seus bens sem o devido processo legal. 
 Referido princípio assume relevância fundamental nos ramos processuais, baseando, inclusive 
outros princípios, como duplo grau de jurisdição, motivação das decisões, etc. 
 Isto porque traz em seu bojo a garantia constitucional do acesso não apenas à ordem jurídica, 
mas à ordem jurídica justa. 
 
11. PRINCÍPIO DO DISPOSITIVO 
 Também conhecido como princípio da demanda ou da inércia da jurisdição, versa que cabe à 
parte interessada romper a inércia do Estado, na busca pela tutela do seu direito lesado ou 
ameaçado de lesão. 
 Este princípio comporta duas exceções: 
 A primeira exceção está no art. 856, da CLT, que possibilita ao Presidente do Tribunal suscitar, 
de ofício, dissídio coletivo que verse sobre greve no processo do trabalho. 
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 A segunda exceção está no art. 39, da CLT, que dize que a 
reclamação trabalhista pode ter início mediante ofício encaminhado pela Superintendência 
Regional do Trabalho para averiguação de vínculo de emprego. 
 
12. PRINCÍPIO DO INQUISITIVO OU DO IMPULSO OFICIAL 
 O princípio em tela diz que, uma vez iniciada a demanda, cabe ao juiz impulsioná-lo até o final 
na busca da solução do litígio. No processo do trabalho encontra previsão no art. 765, da CLT, 
que diz que os juízes terão amplos poderes de direção processual, velando pelo seu andamento 
célere, podendo determinar qualquer diligência necessária para o andamento do feito. 
 
13. PRINCÍPIO DA ESTABILIDADE DA LIDE 
 O autor poderá aditar (acrescentar algo) ou emendar (consertar algo) a petição inicial até o 
recebimento da defesa em audiência. Após isso, somente poderá modificar a petição com a 
anuência da parte contrária. 
 Assim, o processo adquire estabilidade, de modo que a petição inicial não mais poderá ser 
modificada. 
 Sempre que o autor modificar a petição, será concedido prazo para o réu se manifestar, podendo 
esta manifestação ser feita na forma oral, ou marcando-se nova audiência para apresentação de 
defesa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ÓRGÃOS DA JUSTIÇA DO TRABALHO – ART. 111 DA CF/88: 
• Tribunal Superior do Trabalho – TST 
• Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) 
• Juízes do Trabalho 
 
SÃO 3 GRAUS DE JURISDIÇÃO: 
 
I. TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO (TST) – ART. 111-A DA CF. 
É o órgão de cúpula, composto por 27 ministros com os seguintes requisitos: 
• Acima de 35 anos e menos de 65. 
• Nomeados pelo Presidente da República 
• Após aprovação pela maioria absoluta do Senado 
 
Composição do TST: 
• 1/5 de advogados com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e de membros 
do MPT com mais de 10 de efetivo exercício 
• 4/5 dentre juízes dos TRTs indicados pelo TST. 
• Para a formação do quinto constitucional o órgão respectivo forma a lista sêxtupla, 
com membros com notório saber jurídico e reputação ilibada e o tribunal forma lista 
tríplice para indicação do chefe do executivo. (Art. 94 CF/88) 
 
Órgãos do TST: 
• Órgão Especial 
• Tribunal Pleno 
• Seção Administrativa 
• Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) 
• Seção Especializada em Dissídios Individuais (I e II) 
• Turmas (oito) 
 
 
ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA 
JUSTIÇA DO TRABALHO 
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II. TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO (TRT) - (ART. 115, CF/88). 
Os Tribunais Regionais do Trabalho são compostos de, no mínimo, sete juízes, com os seguintes 
requisitos: 
• mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos 
• nomeados pelo Presidente da República 
 
Composição do TRT: 
• 1/5 de advogados com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e de membros do 
MPT com mais de 10 de efetivo exercício. 
• 4/5 dentre juízes promovidos, antiguidade ou merecimento, alternadamente. 
• A lista sêxtupla se forma da mesma maneira que o TST. 
 
Observação: Existem 24 TRTs (Tocantins, Amapá, Roraima e 
Acre não possuem TRT). 
 
III. VARAS DO TRABALHO (JUÍZES DO TRABALHO) – ART. 112, CF/88 
• Todos os TRT tem um número de varas do trabalho onde atuam os juízes do trabalho, sendo que 
nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atuam os juízes de direito, com recurso para o 
respectivo Tribunal Regional do Trabalho. 
• A competência dos Juízes estende-se em um raio de 100km, desde que haja meios de acesso e 
comunicação regulares com os referidos locais, definido pelos TRTs. (Lei 6947/81). 
▪ Súmula 10 do STJ – Instalada a Vara do Trabalho, cessa a competência do juiz de 
Direito, inclusive para a execução das sentenças por ele proferidas. 
 
 
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JURISDIÇÃO X COMPETÊNCIA 
Dever do Estado de aplicar as normas jurídicas 
para prestar a tutela jurisdicional a quem 
tem uma pretensão resistida. 
X Determinação da esfera da jurisdição, das 
atribuições dos cargos investidos na função 
jurisdicional. 
 
 
1) COMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA DO TRABALHO (EM RAZÃO DA MATÉRIA E DA 
PESSOA): 
▪ É definida de acordo com o objeto da lide, de acordo com a natureza da ação proposta. 
▪ A competência em razão da matéria e da pessoa está prevista no art. 114, da CRFB/88. 
▪ Com a Emenda Constitucional 45/2004, a Justiça do Trabalho passou a ter competência para 
processar e julgar: 
I. as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito 
público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 
o Competência para processar e julgar apenas os de vínculo celetista > 
tem que haver aprovação em concurso público. 
II. as ações que envolvam exercício do direito de greve; 
o Súmula 189, TST – Competência para declarar abuso no exercício do 
direito. 
III. as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e 
trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; 
IV. os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato 
questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; 
o Atualmente, ações em primeiro grau. Antes não cabia. Exemplo: 
fiscalização da DRT que fecha estabelecimento. Ato do delegado. 
o Habeas corpus – esvaziado em face do Pacto de San José – depositário 
infiel – Ver Súmula vinculante n.º 25, STF. 
V. os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado 
o disposto no art. 102, I, o;JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO 
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VI. as ações de indenização por dano moral ou 
patrimonial, decorrentes da relação de trabalho; 
Basta apenas o requisito do fundamento da relação de trabalho, pré ou pós 
contratuais. 
VII. as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores 
pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; 
o Não se permite conciliação em autuação. Ações que dizem respeito a 
legalidade e validade da penalidade é da competência da JT. 
VIII. a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, e 
seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; 
o Apenas aquelas decorrentes da sentença referente aos pedidos. Súmula 
368, do TST. 
IX. outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. 
o Em aberto, podem ser incluídas novas relações de trabalho. 
§ 1. Frustrada a negociação coletiva, as partes poderão eleger árbitros. 
§ 2. Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem, é 
facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica, 
podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas 
legais de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente. 
§ 3. Em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse 
público, o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à 
Justiça do Trabalho decidir o conflito. 
 
2) CONFLITOS DE COMPETÊNCIA: 
▪ Os conflitos de competência podem ser: 
I. Positivos: Quando dois ou mais juízes se julgam competentes para julgar. 
II. Negativos: Quando dois ou mais juízes se julgam incompetentes. 
III. Controvérsia de dois ou mais juízes sobre a reunião de processos. 
▪ Os conflitos de competência são sempre dirimidos por um Tribunal de instância superior aos 
conflitantes. 
o Pelo TRT, quando os suscitados entre Juntas e entre Juízos de Direito, ou entre uma e 
outras, nas respectivas regiões; 
o Pelo TST quando suscitados entre TRTs, entre Varas do Trabalho e juízes de direito 
investidos na jurisdição trabalhista sujeitos a TRTs distintos; 
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o Pelo STJ quando suscitados por Juízes do Trabalho e 
juízes de direito não investidos da jurisdição trabalhista; 
o Pelo STF quando suscitados entre o TST e órgãos de outros ramos do Judiciário; quando 
suscitados pelo STJ, entre Tribunais Superiores ou entre estes e qualquer outro tribunal; 
▪ Não se configura conflito de competência entre o TRT e a Vara a ele vinculada, nos moldes da 
Súmula 420, do TST, quando o juiz acolhe exceção de incompetência em razão do lugar, 
remetendo o processo para outro TRT, caberá recurso de imediato da decisão interlocutória, 
com base no princípio do acesso à Justiça. 
 
3) PODER NORMATIVO DA JUSTIÇA DO TRABALHO: 
▪ Consiste na competência dos tribunais laborais de solucionar os conflitos coletivos de 
trabalho, estabelecendo normas gerais e abstratas a serem observadas pelas categorias 
envolvidas, repercutindo nas relações individuais de trabalho, nos moldes do art. 114, §§ 2º e 3º, 
da CRFB/88. 
 
4) COMPETÊNCIA FUNCIONAL DA JUSTIÇA DO TRABALHO: 
▪ A competência funcional está relacionada com as funções do órgão judicante. 
o Competência da Vara do Trabalho – Art. 652, CLT 
o Competência TRT – Art. 678, CLT 
o Competência TST – Lei 7.701/88 
 
5) COMPETÊNCIA TERRITORIAL RELATIVA 
▪ A competência territorial é definida em razão do lugar. 
▪ Disciplinada no art. 651, da CLT. 
 
Regra geral: 
A competência para julgamento será definida pela localidade da prestação de serviços. 
 
Exceções: 
I) Agente ou viajante comercial: Competência da localidade da filial da empresa que o 
empregado esteja vinculado. Na falta, será onde o empregado tenha domicílio ou localidade mais 
próxima. 
II) Agência ou filial no estrangeiro: Competência será a do local da prestação de serviços, desde 
que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário. 
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III) Empregador que possua atividades em local diverso da 
contratação: Poderá o empregado ajuizar ação tanto no foro da contratação como no local da 
prestação de serviços. 
 
Função social do art. 651, da CLT 
A função social do artigo em tela atende à duas finalidades precípuas: a proteção ao trabalhador e a 
facilitação à produção de provas. 
 
6) FORO DE ELEIÇÃO: 
▪ Previsto no CPC, em casos de competência territorial e em razão do valor da causa, a eleição 
de foro visa o direito das de partes de escolherem o foro para dirimir eventuais conflitos. 
▪ Em função de as normas de direito do trabalho serem de ordem pública, a eleição de foro, embora 
não esteja prevista expressamente, é incompatível com o processo do trabalho, tendo em 
vista, inclusive, que o objetivo do art. 651, da CLT, é facilitar o acesso e a produção de provas 
pelo hipossuficiente. 
 
7) MODIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIA: 
▪ A competência absoluta, aquela definida em razão da matéria e da hierarquia é imodificável. Já 
a competência relativa é aquela definida em razão do valor da causa e do território poderá ser 
modificada. 
 
8) PRORROGAÇÃO DE COMPETÊNCIA: 
▪ Sendo a competência territorial relativa, prorrogável, não sendo oposta exceção no prazo 
legal, prorrogar-se-á a competência. 
▪ Proposta a exceção, o juiz abrirá prazo de 24 horas para o exceto se manifestar. 
▪ Sentença prolatada por juízo absolutamente incompetente é nula, podendo ser objeto de ação 
rescisória. 
 
9) CONEXÃO: 
▪ Há conexão quando as causas têm em comum o objeto ou a causa de pedir. 
▪ A reunião de processos conexos tem como objetivo evitar a prolação de decisões conflitantes, 
somente podendo ser reunidas se for possível o julgamento simultâneo das ações. 
▪ Havendo várias ações com identidade de matéria e propostas por empregado da mesma 
empresa, poderão também ser cumuladas por conexão, conforme o art. 842, da CLT. 
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▪ Como no processo do trabalho não há a figura do despacho 
saneador, será prevento o juízo onde foi distribuída primeiro a petição inicial. 
 
10) CONTINÊNCIA: 
▪ Haverá continência quando em duas ou mais ações houver identidade quanto às partes e à 
causa de pedir, mas o objeto de uma, por ser mais amplo, abrange o das outras. 
▪ Neste caso, toda vez que há continência, há conexão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1) AÇÃO: 
▪ A ação é o meio conferido ao indivíduo para obter a prestação jurisdicional, diante de um 
direito violado ou ameaçado, em determinado conflito de interesses. O direito de exigir do 
Estado que exerça sua função jurisdicional. 
▪ A função jurisdicional do Estado, em regra, deve ser provocada, apresentando-se a jurisdição 
inerte, aguardando a provocação da parte interessada. 
▪ Para se obter uma sentença de mérito, o autor deve atender a alguns requisitos, denominados 
de condições da ação, que são três: 
 
1.1. CONDIÇÕES DA AÇÃO: 
 Há doutrinadores que consideram que não existem mais as condições da ação. 
 Fato é que, apenas a possibilidadejurídica do pedido que desapareceu com o advento 
do novo CPC. 
 Independente da nomenclatura, temos ainda a legitimidade de parte e o interesse de 
agir. 
 
I) Legitimidade da Ação: Qualidade que a parte tem de ser o titular, ativo ou 
passivo, do direito ou interesse que está sendo discutido no processo, que 
originou o litígio. 
o Legitimidade ordinária: a parte pleiteia direito próprio, na qualidade de 
titular do direito. 
o Legitimidade extraordinária: Via de regra, não se permite a parte 
pleitear em nome próprio, direito alheio. (art. 18º, CPC). Um exemplo: 
quando o sindicato atua na qualidade de substituto processual dos 
associados. 
 
II) Interesse Processual: Caracteriza-se pelo trinômio: necessidade-utilidade-
adequação. O processo deve ser necessário para que o autor obtenha o bem da 
vida vindicado; deve ser útil para que o reclamante alcance o bem pretendido, 
visto que o exercício do direito de ação somente pode ser exercido quando 
AÇÃO E PROCEDIMENTOS PROCESSUAIS 
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houver lesão ou perigo de lesão e, por fim, o 
meio processual escolhido deve ser o adequado a proporcionar a pretensão do 
autor. 
 
Observações: 
➢ As condições da ação representam os requisitos 
obrigatórios para o exercício desse direito. 
➢ A ausência das condições da ação ou dos pressupostos 
processuais pode ser declarada de ofício pelo juiz e enseja a 
prolação de sentença sem julgamento do mérito. 
➢ Cumpre, ainda, registrar que uma ação é considerada idêntica a 
outra quando coincidem os seus elementos, havendo a tríplice 
identidade, quais sejam: 
 
1.2. ELEMENTOS DA AÇÃO: 
a) Partes: As partes são os elementos subjetivos da ação. Dizem respeito aos sujeitos que 
irão figurar na lide. Por isso, alguns doutrinadores chamam de sujeitos da ação. No 
processo do trabalho, historicamente conhecidos como reclamante e reclamado. 
b) Pedido: É o elemento objetivo da ação. Através do pedido, o autor delimita o objeto da 
ação, sendo defeso ao juiz deferir em favor do autor pedido diverso do pleiteado, bem 
como condenar ao réu em quantidade superior ou objeto diverso do que lhe foi 
demandado. 
c) Causa de pedir: São os fundamentos fáticos e jurídicos que justificam o pedido. O CPC 
determina, em seu art. 319, III, que ao elaborar a petição inicial, o autor deve aduzir os 
fatos e fundamentos jurídicos do pedido. 
 
Observação: A CLT, em seu art. 840, § 1º, exige apenas que o autor formule o 
pedido, sem fazer referência à causa de pedir, exigindo apenas uma breve 
exposição dos fatos. Essa peculiaridade decorre do jus postulandi (art. 791, CLT), 
das partes que não possuem conhecimento técnico para aduzir os fundamentos 
jurídicos do pedido. 
 
 
 
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2) PROCEDIMENTOS PROCESSUAIS: 
▪ Procedimento é o modo e a forma como os atos processuais se movimentam, ou seja, 
caminham no tempo, de acordo com a natureza do processo, podendo ser mais complexa ou mais 
singela. 
 
2.1. TIPOS DE PROCEDIMENTO: 
 Os procedimentos trabalhistas dividem-se em: 
I) Especial: É o procedimento adotado para as ações especiais para ações 
previstas na própria CLT, como o inquérito para a apuração de falta 
grave e o dissídio coletivo. 
II) Comum: O procedimento comum se subdivide em ordinário, sumário e 
sumaríssimo, e são definidos de acordo com o valor da causa. 
a) Procedimento Sumário: Procedimento utilizado nas 
causas cujo valor não ultrapasse dois salários mínimos. 
Também conhecido como dissídio de alçada, o 
procedimento sumário foi instituído pela lei 5.584/70 
com a finalidade de empreender maior celeridade às 
causas de até dois salários mínimos. 
Peculiaridades: 
- Dispensabilidade do resumo dos 
depoimentos, devendo constar a conclusão 
quanto a matéria de fato. 
- Não caberá recurso da sentença, salvo se 
versar sobre matéria constitucional, como 
exceção ao princípio do duplo grau de 
jurisdição, vide art. 102, III, CRFB/88. 
- Não há previsão legal sobre a quantidade de 
testemunhas, então, o juiz pode determinar 
duas ou três. 
b) Procedimento Sumaríssimo: Procedimento utilizado 
quando o valor da causa não ultrapassar quarenta salários 
mínimos. O procedimento sumaríssimo tem previsão 
legal nos artigos 852-A a 852-I, da CLT. 
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Peculiaridades: 
- Causas com valor até 40 salários mínimos. 
- Estão excluídas do procedimento 
sumaríssimo as demandas em que é parte a 
administração pública direta, autárquica e 
fundacional. 
- O pedido da petição e inicial deverá ser líquido 
e certo, indicando o valor correspondente. 
- Não caberá citação por edital, devendo o 
reclamante indicar corretamente o nome e o 
endereço da reclamada. 
- Caso não liquide os pedidos e/ou não indique 
corretamente o nome e o endereço da 
reclamada, o processo deverá ser extinto sem 
resolução do mérito e o reclamante condenado 
ao pagamento das custas processuais. 
- A apreciação deverá ocorrer em no máximo 
15 dias, podendo constar de pauta especial, se 
necessário. 
- O processo deverá ser instruído e julgado em 
audiência única (em regra). 
- Não haverá juízo de conciliação obrigatório. O 
juiz deverá apenas esclarecer sobre as 
vantagens da conciliação. 
- Serão decididos, de plano, todos os incidentes 
e exceções que possam interferir no 
prosseguimento da audiência e do processo. As 
demais questões serão decididas na sentença. 
- Sobre os documentos apresentados por uma 
das partes manifestar-se-á imediatamente a 
parte contrária, sem interrupção da audiência, 
salvo absoluta impossibilidade, a critério do 
juiz. 
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- Somente 
serão possíveis duas testemunhas para cada 
parte, que se não comparecer o juiz pode 
determinar a sua condução coercitiva. 
- Só será deferida intimação de testemunha 
que, comprovadamente convidada, deixar de 
comparecer. Não comparecendo a testemunha 
intimada, o juiz poderá determinar sua 
imediata condução coercitiva. 
- As partes deverão se manifestar sobre os 
documentos de forma imediata (na mesma 
audiência), salvo absoluta impossibilidade, 
deixando a concessão de um prazo a critério do 
juiz. 
- Caso seja realizada perícia, o juiz, desde logo, 
irá nomear o perito, fixar o objeto da perícia e 
um prazo para entrega do laudo pericial. Após 
a entrega do laudo, as partes deverão se 
manifestar no prazo comum de cinco dias. 
- As partes deverão informar ao juízo a 
mudança de endereço, sob pena das 
comunicações enviadas ao endereço anterior 
serem consideradas válidas. 
- Interrompida a audiência, o seu 
prosseguimento e a solução do processo dar-
se-ão no prazo máximo de trinta dias, salvo 
motivo relevante justificado nos autos pelo juiz 
da causa. 
- Não cabe recurso de revista se a decisão do 
TRT contrariar uma OJ do TST. Somente caberá 
recurso de revista se a decisão do TRT: 
i. contrariar Súmula do TST; 
ii. contrariar Súmula Vinculante, do STF; 
iii. violar a Constituição Federal. 
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c) Procedimento Ordinário: Procedimento utilizado nas 
causas cujo valor ultrapasse quarenta salários mínimos. É 
o procedimento mais utilizado na Justiça do Trabalho. 
Deve ser adotado para as causas com valor acimade 40 
salários mínimos. Previsão legal nos artigos 837 a 852, da 
CLT. 
Peculiaridades: 
- Quando a administração pública direta, 
autárquica e fundacional fizer parte da 
demanda, no procedimento seguirá pelo rito 
ordinário, independente do valor da causa. 
- Somente serão possíveis três testemunhas 
para cada parte, que se não comparecer o juiz 
pode determinar a sua condução coercitiva. 
Em comum a todos os ritos: 
- O processo tem início com a petição inicial, 
rompendo a inércia do Estado. 
 
 
 
 
 
 
 
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É a peça que inicia o processo, rompendo a inércia do estado, provocando o seu poder-dever de 
prestar a tutela jurisdicional, definindo os limites subjetivos e objetivos da lide. 
 
Em face dos princípios da simplicidade e da informalidade, a petição inicial trabalhista não 
obedece aos mesmos requisitos da previsão do art. 319, do CPC. 
 
A petição inicial trabalhista é chamada de Reclamação Trabalhista. 
 
O artigo 840, da CLT diz que a petição inicial poderá ser: 
I. VERBAL: 
 O reclamante deverá comparecer pessoalmente a Justiça do Trabalho, a fim de prestar a sua 
reclamação verbal, e retornar no prazo de cinco dias para reduzir a termo a sua reclamação. 
o Deverá ser reduzida a termo pelo servidor em duas vias. 
 O não retorno injustificado do reclamante à Justiça do Trabalho no prazo de cinco dias para 
reduzir a termo a sua reclamação verbal, acarretará na perempção, ficando impossibilitado 
de ajuizar a mesma reclamação trabalhista contra o mesmo empregador perante a Justiça do 
Trabalho, no prazo de seis meses, conforme entendimento do art. 731, da CLT. 
II. ESCRITA: Sendo escrita, deverá conter alguns elementos, como: 
a) a designação do juízo competente; 
b) a qualificação das partes (art. 319, CPC + CTPS, RG, CPF/CNPJ, nome ou razão social); 
c) uma breve exposição dos fatos de que resulte o dissídio; 
o Em face do “jus postulandi”, não é necessária a indicação dos fundamentos jurídicos 
do pedido. Parte da doutrina argumenta que fere o princípio do contraditório e o 
exame de litispendência, coisa julgada, conexão, etc. 
d) o pedido, certo e determinado, com indicação do valor correspondente, sendo defeso ao juiz 
deferir em favor do autor pedido diverso do pleiteado, bem como condenar ao réu em 
quantidade superior ou objeto diverso do que lhe foi demandado; 
o No procedimento ordinário, a ausência de liquidação (indicação do valor) acarretará 
na extinção sem resolução do mérito apenas dos pedidos não liquidados, 
prosseguindo o processo em relação aos demais. No procedimento sumaríssimo, essa 
PETIÇÃO INICIAL 
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ausência de indicação da liquidação gera extinção sem 
resolução do mérito para todos os pedidos (liquidados e não liquidados). 
e) a data e a assinatura do reclamante ou de seu representante. 
o A assinatura apócrifa importa em inexistência do processo. 
 
Observação: Os pedidos que não atendam ao disposto acima 
serão julgados extintos sem resolução do mérito. 
 
1) DO ADITAMENTO DA PETIÇÃO INICIAL: 
▪ O aditamento é quando a parte ou o advogado desejam acrescentar algo na petição inicial. 
▪ O aditamento da petição inicial é facultado ao autor até a citação do réu, nos moldes do art. 
329, I, do CPC. A CLT é omissa neste particular, cabendo a aplicação subsidiária do CPC, uma 
vez que no processo do trabalho não existe a citação, apenas notificação do réu para 
comparecer à audiência. 
▪ Assim, ao autor, cabe o aditamento da petição inicial até o recebimento da resposta do réu. 
Após esse momento, a petição inicial somente poderá ser aditada com o consentimento do 
réu. Caso o réu discorde, o autor poderá desistir da ação e ajuizá-la novamente. 
▪ Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá, sem o 
consentimento do reclamado, desistir da ação. 
▪ Com o aditamento, o juiz abrirá vista à ao réu, podendo se manifestar em mesa, com base no 
princípio da oralidade, ou designar-se-á nova audiência para apresentação de resposta do réu. 
 
2) DA EMENDA À PETIÇÃ INICIAL: 
▪ A iniciativa da emenda à petição é do juiz, após verificar que a petição inicial não preenche os 
requisitos legais ou não está acompanhada dos documentos indispensáveis. 
▪ O art. 321, do CPC, prevê a possibilidade de o juiz determinar que o autor emende ou 
complete a petição inicial, no prazo de quinze dias, caso verifique que não estejam presentes 
os requisitos exigidos nos art. 319, do CPC, apresentando defeitos ou irregularidades de modo 
a dificultar o julgamento da ação, sob pena de indeferimento da inicial. 
▪ Caso a petição inicial esteja desacompanhada dos documentos indispensáveis à propositura 
da ação ou não preencher outro requisito legal, o autor será intimado para suprir a 
irregularidade, no prazo de quinze dias, devendo a intimação indicar corretamente o que 
precisa ser corrigido ou completado. 
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▪ Caso não atenda as exigências, haverá o indeferimento da 
petição inicial, conforme entendimento da Súmula 263, do TST. 
▪ Caso já tenha sido apresentada a defesa, a inicial não poderá ser indeferida, devendo o 
processo ser extinto sem julgamento do mérito, conforme o art. 485, IV, CPC. 
 
3) DO INDEFERIMENTO DA PETIÇÃO INICIAL: 
▪ O art. 330, do CPC prevê as hipóteses de indeferimento da petição inicial. 
▪ A petição inicial será indeferida quando: 
I. for inepta; 
II. a parte for manifestamente ilegítima; 
III. o autor carecer de interesse processual; 
IV. não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321. 
▪ Considera-se inepta a petição inicial, conforme previsão do §1º, do art. 330, do CPC: 
I. lhe faltar pedido ou causa de pedir; 
II. o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o 
pedido genérico; 
III. da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; 
IV. contiver pedidos incompatíveis entre si. 
 
4) PROCEDIMENTOS PROCESSUAIS: 
▪ A improcedência liminar do pedido ocorre quando o juiz verifica que os pedidos da petição 
inicial estão em desacordo com a jurisprudência uniforme dos tribunais. Nestes casos, o juiz irá, 
sem a citação do réu, analisar o mérito dos pedidos do autor, julgando-os improcedentes. 
▪ Desta forma, o processo será extinto com resolução do mérito, em relação a um ou mais 
pedidos, em razão da sua improcedência. 
▪ A improcedência liminar do pedido encontra previsão no artigo 332 do CPC, contudo a sua 
aplicação no processo do trabalho estaria condicionada à uma adaptação às decisões uniformes 
em matéria trabalhista. 
▪ O juiz também poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a 
ocorrência de decadência. 
 
 
 
 
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➢ Após o peticionamento da petição inicial, a notificação é automática, e será acompanhada pelo 
aviso de recebimento (AR), que será juntado ao processo. 
➢ Presume-se relativamente recebida a notificação 48h após a sua postagem. 
o Caso não tenha recebido ou recebido fora do prazo, o ônus da prova será sempre do 
destinatário. 
➢ No processo do trabalho, o sujeito é notificado para comparecer a audiência e, querendo, 
apresentar defesa. 
➢ Entre o recebimento da notificação e a data da audiência deve haver um intervalo mínimo de cinco 
dias úteis. 
o Caso a notificação seja recebida disponibilizando detempo menor, será considerada nula, 
gerando a remarcação da audiência. 
o Para pessoa jurídica de direito público, o prazo de intervalo será de vinte dias. 
➢ Caso a ação seja ajuizada no local incorreto, deverá ser protocolada uma petição apartada da 
contestação para responder. 
 
 
 
 
 
 
 
 
NOTIFICAÇÃO 
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➢ De acordo com os princípios do contraditório e da ampla defesa, uma vez que o autor rompe a 
inércia do Estado na busca pela tutela do seu direito, o Estado deve possibilitar ao réu o exercício 
do seu direito de defesa. 
➢ O art. 335, do CPC, prevê que, após a citação, o réu poderá oferecer exceção, contestação e 
reconvenção. 
➢ A CLT, todavia, prevê expressamente apenas a defesa, no sentido de contestação e a exceção de 
foro (incompetência) e de suspeição, não havendo previsão específica para a reconvenção e para a 
exceção de impedimento, aplicando subsidiariamente e supletivamente o CPC (art. 769, CLT e 15 do 
CPC). 
o Ver art. 847, CLT. 
 
1) CARACTERÍSTICAS DA RESPOSTA DO RÉU: 
▪ A apresentação de defesa é uma faculdade do réu que, não sendo exercida, importará em revelia 
e confissão quanto à matéria fática. 
o O reclamado pode, concomitantemente, apresentar uma, duas ou nenhuma forma de 
defesa, vez que não é obrigado a se defender. 
▪ A defesa poderá ser escrita, e deverá ser apresentada após o juízo de conciliação. 
▪ Poderá ser verbal, devendo ser apresentada no prazo de 20 minutos, após a leitura da petição 
inicial, podendo ser dispensada pelas partes. 
o Caso haja mais de um reclamado, o prazo será de 20 minutos para cada um. 
▪ O prazo de cinco dias para realização da audiência deve ser observado, sob pena de nulidade 
absoluta. 
o Para pessoa jurídica de direito público, o prazo de intervalo será de vinte dias. 
 
2) REVELIA E SEUS EFEITOS: 
▪ A revelia é a aplicada quando a parte, devidamente notificada, não comparece em audiência 
(art. 844, CLT) ou, comparecendo, não exerce o direito de defesa, nem verbal e nem escrito, 
conforme o art. 344, do CPC. 
 
Observação: Embora no processo civil seja considerado 
revel o réu que não apresentar defesa, após o transcurso do 
RESPOSTA DO RÉU 
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prazo da citação, no processo 
do trabalho, em virtude da notificação ser automática, será 
considerado revel, o reclamado que, devidamente notificado, 
não comparece à audiência ou comparece, mas não apresenta 
defesa. 
▪ Na revelia reputar-se-ão verdadeiros os fatos alegados na exordial, uma vez que o 
reclamado não os contestou, aplicando-se a confissão quanto a matéria fática, gerando uma 
presunção relativa da matéria alegada na inicial. 
▪ Haverá o julgamento antecipado da lide, salvo se exista alguma prova que a lei repute 
indispensável, como nos casos dos pedidos de pagamento dos adicionais de insalubridade e 
periculosidade, em que é necessária a produção da prova técnica pericial, mesmo na hipótese de 
revelia. 
▪ Para o réu revel, a fluência dos prazos processuais ocorrerá independente de notificação. 
▪ Nos casos de responsabilidade subsidiária, caso a primeira reclamada seja revel, a revelia 
afetará também a segunda reclamada, ainda que esta tenha oferecido contestação específica. 
▪ O réu revel pode intervir no processo em qualquer fase, recebendo-o no estado em que se 
encontrar. Com a intervenção, o réu passará, necessariamente, a ser intimado dos atos 
processuais, por meio do seu advogado, nos moldes do art. 346, parágrafo único, do CPC. 
▪ O réu revel pode, sem impugnar as alegações fáticas feitas pelo autor, demonstrar que mesmo 
que tais alegações sejam verdadeiras, delas não é possível extrair o efeito jurídico desejado. 
Como por exemplo, tendo o autor descrito os fatos e invocado determinada norma para embasar 
o seu pedido, o réu, sem atacar os fatos, pode demonstrar que a norma aplicável é outra). 
▪ Ainda, o réu revel pode alegar qualquer matéria da qual o juiz está obrigado a tomar 
conhecimento de ofício, a exemplo da ilegitimidade das partes, da ausência de interesse de agir, 
da falta de capacidade de ser parte, da falta de capacidade processual, da ausência de capacidade 
postulatória, da litispendência, da coisa julgada, da perempção, do defeito na representação 
judicial do autor, da incompetência absoluta, da prescrição e da decadência legal. 
 
3) ESPÉCIES DE RESPOSTA DO RÉU: 
3.1. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA 
• Prevista no art. 799, da CLT. 
• Espécie de defesa utilizada para atacar a incompetência territorial do juízo. 
• Deve ser apresentada em peça apartada da contestação, nos próprios autos da ação 
trabalhista. 
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• A exceção deve ser ajuizada no prazo de cinco dias, a 
contar do recebimento da notificação. 
• O reclamante será notificado para se manifestar no prazo de cinco dias. Se for mais de um 
reclamante, o prazo será comum. 
• O juiz irá suspender a audiência marcada até que se resolva a exceção de incompetência. 
• A exceção não ataca o mérito da ação, apenas a irregularidade quanto à incompetência, 
impedimento ou suspeição. 
• O juiz poderá acolher ou rejeitar a exceção, por meio de decisão interlocutória. Se acolher, 
o processo seguirá para o local competente. Se rejeitar, o processo continua no mesmo 
juízo. 
o Decisão de cunho terminativo, ainda que não interfira no mérito do processo. 
o Quando o juiz acolhe a exceção de incompetência e remete os autos para um TRT 
distinto, caberá recurso ordinário para o TRT de origem, no prazo de oito dias. 
• Ocorrerá a prorrogação de competência caso a reclamada não apresente a exceção de 
incompetência no prazo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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➢ A contestação é a forma mais usual de defesa do reclamado, também conhecida como a peça de 
defesa por excelência, resistência ou peça de bloqueio, sendo a única capaz de evitar a revelia 
processual. 
➢ A contestação poderá ser verbal ou escrita. Se for verbal, poderá ser apresentada em audiência, em 
vinte minutos. Se for escrita, poderá ser apresentada até a audiência. 
➢ A redação da contestação não exige requisitos específicos, como a petição inicial, contudo, o 
demandado não é plenamente livre para redigir a sua contestação, pois, deve obedecer a dois 
princípios: 
I. Princípio do ônus da impugnação específica (art. 336 do CPC); 
II. Princípio da eventualidade ou da concentração (art. 342 do CPC). 
➢ De acordo com o princípio do ônus da impugnação específica, o acionado deve impugnar 
especificamente cada fato afirmado pelo autor na petição inicial, isto porque, fato não impugnado é 
incontroverso, havendo presunção relativa de veracidade, não sendo objeto de prova. 
o Tal princípio veda a apresentação de contestação por negativa geral, comportando as 
exceções previstas na lei, que são as mesmas do processo civil. 
➢ Pelo princípio da eventualidade ou da concentração, cabe ao reclamado alegar toda a matéria de 
defesa na peça contestatória, sendo vedado alegar posteriormente matéria de defesa não 
manifestada na contestação, pela preclusão consumativa, salvo as exceções legais, ou seja, quando 
versar sobre direito superveniente (matéria surgida após a apresentação da defesa), e caso se trate 
de questões de ordem pública, as quais o juiz pode conhecer de ofício em qualquer grau de jurisdição 
ea qualquer tempo. 
o Assim, o reclamado não poderá alegar a contestação por etapas. 
➢ O reclamado deverá organizar o texto da sua contestação, alegando, primeiramente, a defesa 
processual, na forma de preliminares de contestação, que são aquelas previstas no art. 337, do CPC. 
Posteriormente, deve dirigir a sua defesa ao mérito, de forma indireta (prescrição e decadência) e, 
por fim, de forma direta, propriamente dita (pedidos que serão combatidos). 
 
Observações: 
• A compensação está restrita a dívidas de natureza 
trabalhista. Vide Súmula n º 18 do TST. 
• Súmula nº 18 do TST 
CONTESTAÇÃO 
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• A compensação, na Justiça 
do Trabalho, está restrita a dívidas de natureza 
trabalhista. 
• A compensação distingue-se da retenção. Na 
compensação existem créditos contrapostos, sendo que 
um deles será então extinto e o outro reduzido, ou se 
forem iguais, extinguem-se mutuamente. A compensação 
é matéria prevista no Código Civil, que em seu art. 368, 
apregoa: "Se duas pessoas forem ao mesmo tempo credor 
e devedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-
se, até onde se compensarem.". 
• Já na retenção, que é uma situação mais rara, não há dois 
créditos para serem compensados. Na contestação, o 
reclamado demonstra que, ao contrário do pleiteado, 
quem é credor é ele, reclamado. Então, para assegurar-se 
do recebimento a que faz jus, requer ao juiz autorização 
para reter consigo o bem de propriedade do reclamante 
(p.ex.: ferramentas, equipamentos eletrônicos, 
cadastros). A Justiça do Trabalho só tem competência 
para decidir sobre a legitimidade da retenção de coisa do 
devedor entregue ao credor, se tal entrega tiver relação 
com o contrato de trabalho. 
 
➢ Com a reforma trabalhista, a parte poderá apresentar defesa escrita pelo sistema de processo 
judicial eletrônico até a audiência. 
➢ Oferecida a contestação, ainda que eletronicamente, o reclamante não poderá desistir da ação sem 
o consentimento do reclamado. 
 
 
 
 
 
 
 
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➢ Deverá ser apresentada uma petição conjunta, cada parte com o seu próprio advogado, nos moldes 
do art. 855-B, da CLT. 
o As partes não poderão ser representadas por advogado comum. 
o Faculta-se ao trabalhador ser assistido pelo advogado do sindicato de sua categoria. 
➢ A Justiça do Trabalho entende que acordo extrajudicial deve ser homologado em respeito ao 
princípio da autonomia da vontade. 
➢ O juiz terá o prazo de quinze dias para analisar e homologar o acordo, podendo marcar 
audiência, se entender necessário. 
o Se recusar o acordo, o juiz dará uma sentença negando a homologação. Dessa sentença, 
caberá o recurso ordinário. 
o Da sentença que homologa o acordo não cabe recurso, salvo para previdência social e ação 
rescisória, no caso das hipóteses do art. 966, do CPC. 
➢ O processo deverá respeitar o prazo para pagamento das verbas rescisórias. 
➢ O processo de homologação do acordo suspende o prazo prescricional. 
 
 
 
 
 
 
PROCESSO DE HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO EXTRAJUDICIAL 
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➢ Como já visto anteriormente, a fase de instrução inicia-se em audiência, sem a necessidade de 
protesto por produção de provas, tendo em vista que as provas são produzidas, via de regra, em 
audiência. 
➢ A audiência trabalhista é o ato solene, formal, caracterizado pelo comparecimento das partes, dos 
advogados, e dos auxiliares do juízo, onde são realizados a maioria dos atos processuais, como as 
tentativas obrigatórias de conciliação, o interrogatório e o depoimento pessoal das partes, a oitiva 
de testemunhas e de peritos, em que o magistrado formará o seu convencimento e, ao final, prolatará 
a sentença. 
➢ As principais características das audiências trabalhistas estão previstas nos artigos 813 a 817, 
da CLT. 
➢ As audiências dos órgãos da Justiça do Trabalho serão públicas e realizar-se-ão na sede do Juízo 
ou Tribunal em dias úteis previamente fixados, entre 8 (oito) e 18 (dezoito) horas, não podendo 
ultrapassar 5 (cinco) horas seguidas, salvo quando houver matéria urgente. 
o Matéria urgente é aquela considerada como inadiável pelo juiz. 
➢ As partes, o juiz e os servidores deverão estar presentes nas audiências. No direito do trabalho, o 
juiz possui tolerância de atraso de 15 minutos. As partes e os advogados não possuem qualquer 
tolerância de atraso, vide OJ nº 245 da SDI –I, do TST. 
o Se, todavia, passados 15 minutos do horário da audiência, o juiz não tiver comparecido, as 
partes poderão se retirar, devendo constar o ocorrido no livro de registros de audiência. 
o O Estatuto da Advocacia (Lei n. 8.906/94), no inciso XX do art. 7º, dispõe que o advogado 
pode retirar-se do recinto onde se encontre aguardando o pregão para ato judicial, após 30 
minutos do horário designado e ao qual ainda não tenha comparecido a autoridade que deva 
presidi-lo, mediante comunicação protocolada em juízo. 
➢ Em casos especiais, poderá ser designado outro local para a realização das audiências, mediante 
edital afixado na sede do Juízo ou Tribunal, com a antecedência mínima de 24 (vinte e quatro) horas. 
➢ Sempre que for necessário, poderão ser convocadas audiências extraordinárias, observado o 
prazo de 24h. 
➢ O juiz é o responsável, na forma do art. 816, da CLT, por manter a ordem na audiência, podendo 
mandar se retirar quem estiver perturbando os trabalhos, sendo chamado de poder de polícia 
processual. 
FASE INSTRUTÓRIA E AUDIÊNCIA TRABALHISTA 
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➢ O registro das audiências será feito em livro próprio, constando 
de cada registro os processos apreciados e a respectiva solução, bem como, as ocorrências eventuais, 
podendo ser fornecidas certidões às pessoas que o requererem. 
 
1) COMPARECIMENTO DAS PARTES EM AUDIÊNCIA: 
▪ As partes devem comparecer à audiência independente da presença dos seus representantes 
legais, nos moldes do art. 843, da CLT. 
▪ Lembre-se que, na Justiça do Trabalho, a presença dos advogados acompanhando às partes 
é facultativa, em face do jus postulandi, previsto no art. 791, da CLT. Contudo, o TST editou a 
Súmula 425, limitando o exercício do jus postulandi por ações e por recursos. 
▪ O art. 849, da CLT, faculta ao juiz o fracionamento da audiência, por motivos de força maior, 
marcando a sua continuação para a primeira desimpedida, independentemente de nova 
notificação. 
▪ Com a reforma trabalhista, o preposto não mais precisará ser empregado da reclamada, em 
nenhuma hipótese. 
▪ Bem como, por conta da reforma trabalhista, ocorrendo motivo relevante, poderá o juiz 
suspender o julgamento, designando nova audiência 
 
1.1. COMPARECIMENTO DO RECLAMANTE 
 O reclamante deverá se fazer presente em audiência, sob pena de arquivamento da 
reclamação, nos moldes do art. 844, da CLT. 
o O arquivamento da reclamação importa em extinção do processo sem resolução 
do mérito. 
 O reclamante poderá ser substituído em algumas hipóteses, quais sejam: 
I. Ações plúrimas; 
II. Ações de cumprimento; 
o O sindicato pode substituir o empregado em caso de ações 
plúrimas ou ações de cumprimento, ou por motivo de doença ou 
outro motivo poderoso, devidamente comprovado. 
III. Motivo de doença; e 
IV. Motivo poderoso devidamente comprovado. 
o Em casos de doença ou qualquer outro motivo poderoso, 
devidamente comprovado, o empregadotambém poderá fazer-
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se representar por outro 
empregado que pertença à mesma profissão. 
 
Observação: A substituição tem a finalidade de impedir o 
arquivamento dos autos (extinção do processo sem 
resolução do mérito), não podendo o representante, transigir, 
confessar, recorrer ou renunciar o direito que funda a ação. 
 
 Na hipótese de ausência do reclamante, este será condenado ao pagamento das custas 
calculadas na forma do art. 789, da CLT, ainda que beneficiário da justiça gratuita, salvo 
se comprovar, no prazo de quinze dias, que a ausência ocorreu por motivo legalmente 
justificável. 
o O pagamento das custas é condição para a propositura de nova demanda. 
 
1.2. COMPARECIMENTO DA RECLAMADA 
 A ausência em audiência una ou inaugural da reclamada importará, nos termos do art. 
844, da CLT, em revelia e confissão quanto à matéria fática. 
o Ainda que ausente a reclamada, esta poderá se fazer presente através do gerente 
ou do preposto, desde que tenha conhecimento dos fatos. 
o O preposto não precisa ser um empregado, podendo ser qualquer pessoa, desde 
que tenha conhecimento dos fatos. 
o Ainda que ausente a reclamada, o advogado poderá juntar a contestação e os 
documentos eventualmente apresentados. 
 A revelia não produz o efeito mencionado se: 
I. havendo pluralidade de reclamados, algum deles contestar a ação; 
II. o litígio versar sobre direitos indisponíveis; 
III. a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei 
considere indispensável à prova do ato; 
IV. as alegações de fato formuladas pelo reclamante forem inverossímeis 
ou estiverem em contradição com prova constante dos autos. 
 Alguns julgados entendem que o advogado, desde que empregado, possa atuar como 
causídico e como preposto do reclamado. Isso não parece ser válido, tendo em vista que 
o advogado está obrigado manter sigilo profissional com o seu cliente, o que torna 
incompatível o acúmulo das duas funções. 
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o Esse entendimento é também respaldado pelo art. 
23 do Código de Ética e Disciplina da OAB, que proíbe a atuação conjunta do 
advogado como patrono e preposto. 
 Caso o reclamado esteja ausente à audiência de instrução na qual fora intimado para 
prestar depoimento, incorrerá em confissão ficta, aplicando-se a Súmula 74, I, TST, como 
no caso do reclamante. 
 
1.3. AUSÊNCIA DAS PARTES EM AUDIÊNCIA: 
 Em regra, a audiência é una, mas, excepcionalmente, poderá ser fracionada. 
A) Reclamada: 
 Caso a reclamada falte a audiência una ou inaugural, ocorrerá a revelia. Caso o 
advogado compareça, e apresente defesa e documentos, o juiz é obrigado a 
aceita-los. 
 Caso a reclamada falte a audiência de instrução, incorrerá em confissão. 
B) Reclamante: 
 Caso o reclamante falte a audiência una ou inaugural, ocorrerá o arquivamento, 
gerando a extinção do processo sem resolução do mérito e a condenação ao 
pagamento das custas processuais, mesmo que seja beneficiário da justiça 
gratuita. Se for beneficiário da justiça gratuita, terá o prazo de quinze dias para 
justificar a ausência, objetivando o não pagamento das custas. O pagamento 
das custas é uma condição para o ajuizamento de uma nova ação. Caso o 
reclamante dê causa a dois arquivamentos consecutivos, por ausência em 
audiência, incorrerá em perempção. 
 Caso o reclamante falte a audiência de instrução, incorrerá em confissão. 
 
1.4. NÃO COMPARECIMENTO SIMULTÂNEO DAS PARTES: 
 Ocorre quando ambas as partes faltam à audiência. 
 Caso seja una audiência uma ou inaugural, deverá o juiz determinar o arquivamento do 
processo, extinguindo-o sem resolução do mérito. 
 Caso seja uma audiência de instrução, deverá o juiz aplicar a pena de confissão para 
ambas as partes, julgando o processo na forma da distribuição do ônus da prova, prevista 
no artigo 818, da CLT e artigo 373, do CPC. 
 Se ambos faltarem, o reclamante é responsável por pagar as custas, tendo em vista que 
deu causa ao processo. 
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Como é sabido, as alegações feitas em juízo precisam ser comprovadas para facilitar a formação do 
convencimento do magistrado, que é o destinatário das provas. 
 
Provas são os instrumentos processuais considerados pelo ordenamento jurídico como aptos para a 
demonstração da veracidade dos fatos alegados em juízo. 
 
1) OBJETO DE PROVA: 
▪ No processo, em regra, é possível provar matéria de fato, salvo as matérias incontroversas e 
notórias. A matéria de direito não precisa ser provada, vez que, há presunção legal e absoluta 
de que já é conhecida pelo juiz. 
o Os fatos que não dependem de prova estão elencados no art. 334, do CPC. 
 
2) ÔNUS DA PROVA: 
▪ O ônus da prova é a incumbência que a parte tem de provar os fatos alegados em juízo. 
▪ No processo do trabalho, a distribuição do ônus da prova é acerca do que se alega sobre o fato, 
com base nos artigos 818, da CLT, e 333, do CPC, cabendo: 
▪ O ônus da prova possui duas teorias, quais sejam: 
a) Teoria estática: Art. 818, do CLT. 
 Ao autor, cabe o ônus da prova do fato constitutivo do seu direito. 
 Ao réu, cabe o ônus da prova do impeditivo, modificativo ou extintivo do direito 
do autor. 
b) Teoria dinâmica: O juiz não está obrigado a aplicar essa teoria, mas, até mesmo 
considerando a proteção do trabalhador, caso queira, poderá inverter o ônus da prova 
(i) se perceber excessiva dificuldade para quem detém o ônus da prova, e (ii) se 
houver maior facilidade para quem não detém o ônus da prova. O que importa é que 
o fato seja provado. À exemplo dessa teoria, temos: 
- Os cartões de ponto que demonstram horário de entrada e de saída 
uniformes (cartões de ponto britânicos) são inválidos como meio de prova, 
invertendo-se o ônus da prova, relativo às horas extras, que passa a ser do 
PROVAS NO PROCESSO DO TRABALHO 
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empregador, prevalecendo a jornada da 
inicial se dele não se desincumbir (inciso III, da Súmula 338, do TST). 
- Ônus de provar o término do contrato de trabalho, quando negados a 
prestação de serviço e o despedimento, é do empregador, pois o princípio 
da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao 
empregado (Súmula 212, do TST). 
▪ Quando a negativa resulta de uma afirmação que se pretende obter por via de uma declaração 
negativa, impõe-se a parte que nega o ônus de prova-lo. 
▪ Trata-se da possibilidade de o juiz atribuir o ônus da prova àquele possui melhores 
condições de produzi-la. Vale frisar, neste sentido, que o juiz é o diretor processual (art. 765 
CLT), sendo, portanto, o destinatário das provas a serem produzidas. Ocorre que, por vezes, a 
parte não possui condições favoráveis de produzir a prova relacionada a determinado fato. 
Nestes casos, o juiz pode atribuir o encargo a quem possa produzir a prova com maior facilidade. 
▪ Por fim, frise que, diferentemente do processo civil, não cabe no processo do trabalho a 
distribuição do ônus da prova por convenção das partes, por ser incompatível com o 
processo do trabalho. 
 
3) MEIOS DE PROVA: 
▪ No processo do trabalho não há uma enumeração taxativa dos meios de prova. Assim, são 
meios de prova aqueles previstos em lei, como, o depoimento pessoal e interrogatório das partes 
(prova oral), testemunhas, documentos (prova documental), perícias (provapericial) e 
inspeções judiciais. 
 
3.1. PROVA ORAL: 
 A prova oral divide-se no depoimento das partes e das testemunhas. E, ainda, o 
depoimento se divide em: 
i. Depoimento pessoal: Requerimento que o advogado faz para que a 
parte contrária seja ouvida no processo. É único e deverá ocorrer 
sempre na audiência de instrução. Finalidade de obter a confissão real, 
embora não despreze os esclarecimentos. Caso a parte seja intimada 
para comparecer em audiência com o fim de prestar depoimento, e não 
compareça, será aplicada a pena de confissão, nos termos da Súmula 74, 
do TST, sendo-lhe aplicada a mesma pena caso compareça e não queira 
responder alguma questão que lhe seja submetida. 
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ii. Interrogatório das partes: Determinado 
de ofício pelo juiz. Pode ser feito a qualquer tempo. Finalidade de obter 
esclarecimentos sobre os fatos. 
 
3.2. PROVA TESTEMUNHAL: 
 Em face do princípio da primazia da realidade sobre a forma, que rege o processo do 
trabalho, a testemunha assume elevada importância na busca da verdade real, 
constituindo, muitas vezes, o único meio de prova da parte. 
 Consiste no meio de prova em que se busca a elucidação dos fatos através do depoimento 
de terceiro, pessoa física, chamada a depor em juízo sobre um fato relevante para o 
processo que tenha vivenciado ou presenciado. 
o A testemunha não pode somente ter conhecimento dos fatos, ela precisa ter 
vivenciado ou presenciado, diferente do preposto. 
 A testemunha é convidada pela parte, mas não é obrigada a depor. Quando convidada pelo 
juízo, a testemunha está obrigada a comparecer, por tornar-se testemunha do juízo. 
 A testemunha não é obrigada a depor sobre fato que venha a lhe acarretar prejuízo grave 
ou a um parente de até 3º grau. 
 A testemunha também não é obrigada a depor sobre fato do qual deva legalmente guardar 
sigilo, à exemplo do advogado. 
 A testemunha não pode ser amiga íntima e nem inimiga da parte, para evitar que seja 
considerada suspeita pelo juízo. 
o O simples fato de a testemunha ter tido ou ter processo contra o mesmo 
empregador não a torna suspeita. 
 Há um limite de testemunhas por rito processual: Ordinário (3), Sumário (3), 
Sumaríssimo (2) e no inquérito judicial para apuração de falta grave (6). 
 Não podem depor como testemunhas as pessoas elencadas nos artigos 829, da CLT, e 447, 
§§ 1º, 2º e 3º, do CPC. 
 É facultado à parte contraditar a testemunha, alegando incapacidade, suspeição ou 
impedimento. 
o O momento processual oportuno para apresentar a contradita é após a 
qualificação da testemunha, antes de prestar o compromisso de dizer a verdade 
do que souber acerca do que lhe for perguntado. 
 
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Observação: O TST firmou 
entendimento, através da Súmula 357, no sentido de que não torna 
suspeita a testemunha, o simples fato de litigar ou ter litigado contra 
o mesmo empregador. 
Súmula nº 357 do TST – Não torna suspeita a testemunha o 
simples fato de estar litigando ou de ter litigado contra o 
mesmo empregador. 
 
3.3. PROVA DOCUMENTAL: 
 Documento é o meio probatório utilizado no processo para a prova material da existência 
de um fato, à exemplo de textos, fotografias, vídeos, desenhos, gráficos, gravações, 
contratos, recibos, anotações, etc. 
 A CLT tem uma previsão minguada acerca da prova documental, devendo aplicar-se o CPC 
subsidiariamente, observados os princípios e peculiaridades do processo do trabalho. 
 No processo do trabalho, os documentos constituem importante meio de prova, contudo, 
na valoração da prova, o juiz deverá primar pela primazia da realidade sobrepondo sobre 
a forma dos documentos. 
 Os documentos deverão ser juntados com a petição inicial e a defesa, mas podem ser 
juntados na fase recursal nas seguintes hipóteses: 
I. Se o documento se referir a um fato superveniente à sentença; 
II. Se provado o justo motivo de não ter juntado o documento em momento 
oportuno. 
 Importante destaque para o art. 830, da CLT, que traz ao advogado a faculdade de 
declaração de autenticidade das cópias dos documentos juntados com a petição inicial e 
com a defesa. 
o Impugnada a autenticidade da cópia, a parte que a produziu será intimada para 
apresentar cópias devidamente autenticadas ou o original, cabendo ao 
serventuário competente proceder à conferência e certificar a conformidade entre 
esses documentos. 
 Os documentos juntados pela parte adversa deverão ser impugnados especificamente. 
Caso não sejam impugnados, ou sejam impugnados de forma genérica, serão 
considerados como hábeis como meio de prova a que pretendem. 
 
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Observação: Em relação à 
juntada de documentos na fase recursal, deve ser aplicado o 
entendimento consubstanciado na Súmula nº 8 do TST, in 
verbis: SUM-8 JUNTADA DE DOCUMENTO (mantida) - Res. 
121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003. A juntada de documentos 
na fase recursal só se justifica quando provado o justo 
impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a 
fato posterior à sentença. 
 
3.4. PROVA PERICIAL: 
 Consiste na verificação da coisa, pessoa ou lugar, quando a prova do fato depender de um 
conhecimento técnico ou específico. 
 O perito é considerado um auxiliar da justiça, e será designado por um juiz. 
 O perito deverá fazer exame, vistoria ou avaliação, e elaborar um laudo elucidando os 
fatos para o favorecimento da formação da convicção do juiz. Contudo, o juiz não está 
adstrito ao laudo pericial, podendo formar o seu convencimento com base em outros 
meios de prova, conforme art. 464, do CPC. 
 Conforme prevê o art. 464, § 1º, da CLT, o juiz indeferirá a prova pericial quando: 
i. a prova do fato não depender do conhecimento especial de técnico; 
ii. for desnecessária em vista de outras provas produzidas; 
iii. a verificação for impraticável. 
 O juiz pode permitir que as partes façam perguntas para o perito responder do laudo, e, 
também pode permitir que as partes indiquem um assistente técnico (perito particular). 
o Os honorários do assistente técnico são pagos pela parte que indicou. 
 Os honorários periciais são pagos pela parte sucumbente na pretensão objeto da perícia, 
ainda que beneficiária da justiça gratuita. 
 Não há mais a necessidade dos peritos prestarem o compromisso, uma vez que podem 
ser substituídos nas hipóteses previstas em lei. 
 Os peritos estão sujeitos às causas de impedimento e suspeição aplicadas aos juízes. 
o Não há que se falar em impedimento ou suspeição dos assistentes técnicos, 
porquanto a sua indicação é faculdade das partes. 
 Ao fixar o valor dos honorários periciais, o juízo deverá respeitar o limite máximo 
estabelecido pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho. 
 O juízo poderá deferir parcelamento dos honorários periciais. 
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 O juízo não poderá exigir adiantamento de valores para 
realização de perícias. 
 Somente no caso em que o beneficiário da justiça gratuita não tenha obtido em juízo 
créditos capazes de suportar a despesa referida, ainda que em outro processo, a União 
responderá pelo encargo. 
 
3.5. INSPEÇÃO JUDICIAL: 
 A inspeção judicial consiste na investigação feita pelo magistrado em pessoas, coisas, 
lugares, etc., a fim de elucidar fato relevante a decisão da lide, com base no art. 481, do 
CPC. 
 O juiz lavrará

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