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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO 
PROCESSUAL 
DO TRABALHO
Princípios do Processo do Trabalho
Livro Eletrônico
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Sumário
Princípios do Processo do Trabalho ............................................................................................ 3
1. Princípios Constitucionais do Processo ................................................................................. 3
2. Princípios do Processo Civil Aplicáveis ao Processo do Trabalho ................................. 14
3. Princípios Específicos do Processo do Trabalho................................................................20
4. Aplicação Subsidiária e Supletiva do Código de Processo Civil ao Processo do 
Trabalho (Princípio da Subsidiariedade do Processo do Trabalho)....................................28
Resumo ............................................................................................................................................ 32
Questões de Concurso ................................................................................................................. 37
Gabarito ............................................................................................................................................71
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
PRINCÍPIOS DO PROCESSO DO TRABALHO
Olá, próximo(a) aprovado(a)!
Hoje estudaremos os princípios do processo do trabalho. Eu sei que não é a coisa mais em-
polgante do mundo e é difícil alguém adorar a matéria. Mas adoramos a aprovação! E eu quero 
que a sua chegue muito em breve. Como a matéria cai demais em concurso, vamos estudá-la 
com afinco e animação, combinado?
Além disso, falaremos da aplicação subsidiária das normas do processo comum ao pro-
cesso do trabalho. Aí a coisa já começa a ficar mais prática!
Te falei que princípios caem muito em concursos, né? Agora vem a complicação: caem 
com nomenclaturas e abordagens diferentes, a depender da banca. Então, fazer e refazer to-
dos os exercícios é de extrema importância.
Os exercícios são sempre importantes, mas hoje eles ganham um destaque ainda maior, 
pois somente com a prática e a repetição é que você irá se familiarizar com as formas com que 
a matéria é cobrada em provas.
Tentei deixar a matéria e os comentários o mais objetivo e leve possível. Siga em frente 
com confiança e conte comigo na caminhada.
Abraços.
Priscila
1. PrincíPios constitucionais do Processo
Hoje trataremos dos princípios que norteiam o processo do trabalho. Mas, antes de aden-
trarmos aos princípios propriamente ditos, é importante estabelecermos quais as funções que 
eles desempenham no nosso ordenamento jurídico.
Basicamente, são 4 funções:
1) Inspiradora: inspira o legislador na criação da lei (muitos princípios acabam passando a 
texto expresso de lei);
2) Interpretativa: auxilia na interpretação da lei, conduzindo o intérprete ao real signifi-
cado da lei.
Obs.: � EXEMPLO
 � Esta função interpretativa é bem visível no direito do trabalho  De acordo com o princípio 
protetivo, a norma trabalhista deve ser interpretada de forma mais favorável ao trabalhador.
3) Supressão de lacunas: diante da inexistência de lei aplicável a um determinado caso, a 
controvérsia poderá ser resolvida mediante a utilização de princípios.
4) Sistematização do ordenamento jurídico: os princípios atuam como suporte que garan-
tem o equilíbrio e a coexistência harmônica das normas.
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Pode ser que você ouça o seguinte: “violar um princípio é muito mais grave do que violar 
uma norma”. E por que se diz isso? Porque quando se viola um princípio, não é apenas uma lei 
que não está sendo respeitada/cumprida, é todo um sistema, é a base sobre a qual se assenta 
todo um conjunto de normas que está sendo desrespeitado.
Embora a importância dos princípios seja inegável, no Brasil a tradição é positivista, o que 
quer dizer que prevalece aquilo que está disposto/positivado em lei, atuando os princípios, re-
gra geral, de forma supletiva (suprindo lacunas). É isso que se extrai do art. 4º da LINDB:
Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os 
princípios gerais de direito.
No mesmo sentido, o art. 8º da CLT:
Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com 
os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe 
ou particular prevaleça sobre o interesse público.
Embora os dispositivos acima transcritos demonstrem o entendimento que tradicional-
mente prevaleceu em nosso ordenamento jurídico, os princípios vêm ganhando cada dia mais 
força e não raramente vemos decisões judiciais que suplantam a lei e são embasadas exclu-
sivamente em princípios. No entanto, para concurso, é importante saber que os artigos acima 
continuam em vigor, e o que vem ocorrendo é uma interpretação ampliativa do alcance dos 
princípios, é o que a doutrina chama de “força normativa dos princípios” (isso significa que os 
princípios passam a ser vistos como normas, atuando não apenas como inspiração ou para 
suprir lacunas, mas como verdadeira regra positivada).
Quando se estuda princípios do processo, os primeiros que merecem ser estudados são os 
princípios constitucionais, os quais se aplicam a qualquer tipo de processo (incluído, portanto, 
o processo do trabalho).
Todos os princípios de qualquer ramo processual do direito devem estar de acordo com os prin-
cípios constitucionais do processo, incumbindo ao intérprete realizar o que a doutrina chama de 
“filtragem constitucional”: estudar qualquer lei ou princípio sob o enfoque da Constituição Federal.
Os princípios constitucionais do processo são os seguintes:
• Princípio da interpretação conforme a Constituição: segundo este princípio, não pode ha-
ver interpretação contrária a algum dispositivo constitucional. Todas as normas de pro-
cesso do trabalho devem ser lidas e interpretadas segundo os princípios, normas e valores 
previstos na Constituição Federal. É muito comum doutrinadores dizerem que toda norma 
do processo do trabalho deve ser “lida com os olhos da Constituição Federal”. A finalidade 
é a busca da máxima eficiência das normas e princípios constitucionais do processo.
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• Princípio da unidade: considera que a Constituição constitui um sistema harmônico de 
normas integradas em si (ou seja, as normas se comunicam, são compatíveis entre sipartes, mas deverá indicar, na sentença, os motivos que 
lhe formaram o convencimento (Art. 371 do CPC/2015).
• Princípio da função social do processo do trabalho: Em razão de o processo trabalhista dis-
cutir, em regra, crédito de natureza alimentar, a doutrina diz que ele exerce uma função social. 
O juiz precisa estar comprometido com a efetividade do processo e com a justiça da decisão.
O processo do trabalho tem a função de efetivar a realização dos direitos sociais indispo-
níveis dos trabalhadores.
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O referido princípio está consagrado no art. 8º da CLT:
As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratu-
ais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros princípios 
e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e 
costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou parti-
cular prevaleça sobre o interesse público.
O princípio da função social do processo do trabalho decorre diretamente dos princípios 
da função social da propriedade e da função social do contrato (Art. 421 do CC: “A liberdade de 
contratar será exercida em razão e nos limites da função social do contrato”).
Em decorrência do reconhecimento de que o processo deve observar o princípio da função 
social, há de se admitir, como consequência, o princípio da vedação do retrocesso social. E o 
que é esse princípio? É a imposição de um patamar mínimo de direitos. Aquilo que foi conquis-
tado não pode ser retrocedido, devendo-se sempre caminhar para frente em busca da efetivi-
dade dos direitos fundamentais.
• Princípio da normatização coletiva: normatização coletiva significa criar normas para 
uma categoria específica. Trata-se de uma exclusividade do ramo trabalhista que não se 
observa em nenhum outro ramo do direito.
E como funciona isso? Quando um conflito coletivo é levado à Justiça do Trabalho, ao 
solucionar o conflito (por meio da chamada sentença normativa) a Justiça do Trabalho pode 
criar novas normas (abstratas, genéricas, para o futuro. Como lei mesmo) a serem aplicadas 
às categorias profissional e econômica envolvidas no conflito. Essa competência atribuída à 
JT é chamada de Poder Normativo da Justiça do Trabalho.
Portanto, quando se tratar de um conflito coletivo, a JT não se limita a aplicar o direito pre-
existente, mas cria verdadeiras normas jurídicas para preencher o vazio da lei sobre a questão.
Essa possibilidade de criação de normas pelo Poder Judiciário Trabalhista, exercendo uma 
competência que, em regra, deveria ser do Poder Legislativo, encontra muitas críticas na doutrina. 
O assunto será estudado de forma mais aprofundada quando estudarmos o dissídio coletivo. Por 
ora, o importante a saber é que a Justiça do Trabalho pode criar normas por meio de sentença nor-
mativa, ao julgar um conflito coletivo, e isso está embasado no princípio da normatização coletiva.
• Princípio do jus postulandi: Antes da explicação, gostaria de fazer uma observação 
 a bem da verdade, não se trata de um “princípio” do processo do trabalho, tanto 
que a doutrina poucas vezes o coloca no rol de princípios processuais trabalhistas. 
Trata-se mais de uma especificidade do procedimento trabalhista. Contudo, ao elabo-
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rar os exercícios comentados, vi que as bancas costumam considerá-lo princípio pró-
prio do processo do trabalho, então resolvi colocá-lo aqui para que você se familiarize 
com a matéria.
O jus postulandi é a possibilidade de litigar sem assistência de advogado (direito de postu-
lar em causa própria).
Diz o art. 791 da CLT:
Art. 791. Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. […]
Embora o art. 791 fale em “até o final”, a Súmula n. 425 do TST limita a atuação do jus po-
tulandi nos seguintes termos:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos 
Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de 
segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.
Aqui encerramos o estudo dos princípios aplicáveis ao processo do trabalho. A matéria é 
bastante teórica e será mais bem fixada com a resolução de exercícios. Então, não deixe de 
fazê-los e, se possível, refazê-los, ok?
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4. aPlicação subsidiária e suPletiva do código de Processo civil ao Pro-
cesso do trabalho (PrincíPio da subsidiariedade do Processo do trabalho)
RELEMBRANDO: As leis são a principal fonte formal do direito processual do trabalho. Contudo, 
onde houver omissão da lei, devemos nos socorrer das fontes subsidiárias. E o que são fontes 
subsidiárias? São os instrumentos que conduzem o operador do direito naqueles casos em que 
não há Lei n. ordenamento jurídico que contemple aquela situação que precisa ser resolvida.
Está previsto no art. 140 do CPC que: “O juiz não se exime de decidir sob a alegação de lacuna ou 
obscuridade do ordenamento jurídico”. Portanto, na omissão da lei, o juiz que dê seus pulos e en-
contre uma fonte subsidiária que lhe sirva como caminho para condução do processo do trabalho.
A CLT trata expressamente das fontes subsidiárias no art. 8º:
Art. 8º As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou 
contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por equidade e outros 
princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com 
os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe 
ou particular prevaleça sobre o interesse público.
As principais fontes subsidiárias do Processo do Trabalho são: os costumes, os princípios ge-
rais de direito, a equidade, a jurisprudência e a doutrina.
Ao lado dessas fontes subsidiárias citadas acima, desponta como a principal fonte sub-
sidiária do processo do trabalho o Código de Processo Civil e Leis esparsas sobre processo 
civil. Como já estudamos, a lei é fonte primária, direta, do processo do trabalho. Contudo, 
onde não houver lei trabalhista capaz de resolver a demanda, deverá ser utilizada a legislação 
processual comum de forma subsidiária.
Assim, sempre que não houver norma na legislação processual trabalhista (em regra, CLT), de-
veremos nos socorrer do processo civil. É isso que extraímos do art. 769 da CLT, segundo o qual:
Art. 769. Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária dodireito proces-
sual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste Título.
O art. 769 não fala em “processo civil”, mas em “direito processual comum”, então podemos dizer 
que alguns artigos do Código de Processo Penal também podem ser aplicados ao processo do 
trabalho. É possível citar, como exemplo, a possibilidade de prisão em flagrante da testemunha 
que presta declaração falsa em audiência trabalhista, cometendo o crime de falso testemunho.
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Mas preste atenção em uma coisa muito importante para concursos: embora boa parte da dou-
trina diga que alguns dispositivos do Código de Processo Penal são aplicáveis ao processo do traba-
lho (e são mesmo, como vimos no exemplo acima), a grande fonte subsidiária que utilizamos (aque-
la que aplicamos com frequência; utilizando inúmeros dispositivos) é o Código de Processo Civil.
O PULO DO GATO
Portanto, se cair em concurso, em prova de marcar “X”, qual a fonte subsidiária do processo do 
trabalho, pense na GRANDE fonte subsidiária e marque “código de processo civil”.
Na fase de conhecimento, se houver lacuna da CLT, deverá ser utilizado o CPC (Art. 769 da 
CLT). Já na fase de execução, a lacuna deverá ser suprida, em primeiro lugar, pela utilização 
da Lei de Execução Fiscal (Lei n. 6.830/1980) e, posteriormente, pelo Código de Processo 
Civil (Art. 889 da CLT).
Dispõe o art. 889 da CLT:
Art. 889. Aos trâmites e incidentes do processo da execução são aplicáveis, naquilo em que não 
contravierem ao presente Título, os preceitos que regem o processo dos executivos fiscais para a 
cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda Pública Federal.
O que deve ser observado, para aplicação subsidiária do CPC, não é apenas a ausência 
de lei processual trabalhista, mas também a compatibilidade entre os institutos e o fato de as 
normas a serem aplicadas trazerem resultados satisfatórios ao processo trabalhista.
A aplicação subsidiária e supletiva das normas de processo civil está prevista no art. 15 do 
CPC: “Na ausência de normas que regulem processos eleitorais, trabalhistas ou administrati-
vos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente”.
Existe diferença entre aplicação subsidiária e supletiva? Sim.
Aplicação supletiva  aplicação do CPC quando, apesar de a lei processual trabalhista dis-
ciplinar a matéria, não for completa. Neste caso, o CPC irá complementar aquilo que a norma 
processual trabalhista diz, aperfeiçoando-a e tornando-a mais eficiente.
EXEMPLO
Lembra de quando estudamos as hipóteses de impedimento e suspeição do juiz? Vimos que a 
CLT trata a matéria de forma bem superficial, não foi? Então, neste caso, ao aplicarmos o CPC, 
estamos fazendo uma aplicação supletiva, pois a CLT trata da matéria, mas de forma incom-
pleta. E aí complementamos com o CPC.
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Aplicação subsidiária  Quando as normas processuais trabalhistas não tratam da maté-
ria e utilizamos o CPC de forma integral.
EXEMPLO
ação rescisória. Não há nada na CLT sobre ação rescisória, a não ser um dispositivo que diz 
expressamente que a ação rescisória será processada de acordo com o disposto no CPC 
(Art. 836 da CLT).
Utilizamos o CPC nas duas hipóteses: tanto para aplicação subsidiária, quanto para apli-
cação supletiva.
O Tribunal Superior do Trabalho editou a Instrução Normativa n. 39/16, dispondo que:
Aplica-se o Código de Processo Civil, subsidiária e supletivamente, ao Processo do Trabalho, em 
caso de omissão e desde que haja compatibilidade com as normas e princípios do Direito Proces-
sual do Trabalho, na forma dos arts. 769 e 889 da CLT e do art. 15 da Lei n. 13.105, de 17.3.2015.
§ 1º Observar-se-á, em todo caso, o princípio da irrecorribilidade em separado das decisões interlo-
cutórias, de conformidade com o art. 893, § 1º da CLT e Súmula n. 214 do TST.
§ 2º O prazo para interpor e contra-arrazoar todos os recursos trabalhistas, inclusive agravo interno 
e agravo regimental, é de oito dias (Art. 6º da Lei n. 5.584/1970 e art. 893 da CLT), exceto embargos 
de declaração (CLT, art. 897-A).
Há uma discussão importante em relação à matéria: E se a CLT trouxer previsão expressa, 
contrária ao regramento do CPC, mas a norma do CPC for muito mais efetiva? Será que mesmo 
havendo norma na CLT eu posso usar o CPC para garantir a efetividade do processo? Existem 
duas correntes de entendimento:
1) corrente restritiva: não aplica o CPC neste caso, pois a aplicação subsidiária e supletiva 
das normas do CPC só são cabíveis quando houver omissão ou incompletude da norma pro-
cessual trabalhista. O embasamento desta corrente está no princípio do devido processo legal, 
pois o jurisdicionado não pode ser surpreendido com a aplicação do CPC simplesmente em 
razão de o juiz entender que será mais efetiva, quando a CLT prevê uma norma especifica e 
com cuja aplicação o jurisdicionado estava contando.
2) corrente evolutiva ou ampliativa: aplica o CPC sempre que esta aplicação garantir maior 
efetividade ao processo trabalhista. Essa corrente se apoia nos princípios da efetividade, dura-
ção razoável do processo e acesso real e efetivo do trabalhador à Justiça do Trabalho.
Existem grandes doutrinadores dos dois lados: há os que defendem a corrente restritiva 
e os que defendem a corrente ampliativa, sendo que a segunda corrente (ampliativa) tem se 
mostrado majoritária na doutrina, ao argumento de que as normas do CPC, quando trazidas 
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para o processo do trabalho, são adaptadas à toda a principiologia do processo trabalhista e 
aplicadas de forma a garantir a maior efetividade do processo do trabalho e a célere entrega do 
bem buscado pelo trabalhador, que possui natureza alimentícia. Para que o operador do direito 
escolha qual a regra mais efetiva (se a do processo civil ou do processo do trabalho), deverá 
se valer dos princípios da razoabilidade e proporcionalidade.
Adotando-se essa segunda corrente, haverá surpresa para o jurisdicionado?
Os doutrinadores defendem que não, uma vez que o CPC é uma regra que já existe, é de co-
nhecimento geral (você já deve ter estudado que ninguém se exime de cumprir a lei alegando 
que não a conhece…) e que apenas é mais efetiva que a CLT em determinado caso, não haven-
do surpresa alguma na aplicação da norma processual civil.
Então, em síntese, o CPC será aplicado ao processo do trabalho nas seguintes hipóteses 
(e desde que haja compatibilidade das normas processuais civil com os princípios do pro-
cesso do trabalho):
a) omissão da CLT (a CLT não disciplina nada da matéria);
b) incompletude da CLT (a CLT até fala, mas de forma incompleta, superficial);
c) ainda que a CLT trate damatéria, as normas do CPC são mais efetivas que as da CLT.
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RESUMO
1 Os princípios apresentam 4 funções principais:
1) Inspiradora: inspira o legislador na criação da lei (muitos princípios acabam passando a 
texto expresso de lei);
2) Interpretativa: auxilia na interpretação da lei, conduzindo o intérprete ao real signifi-
cado da lei.
3) Supressão de lacunas: diante da inexistência de lei aplicável a um determinado caso, a 
controvérsia poderá ser resolvida mediante a utilização de princípios.
4) Sistematização do ordenamento jurídico: os princípios atuam como suporte que garan-
tem o equilíbrio e a coexistência harmônica das normas.
2 Princípios constitucionais no processo:
Todos os princípios de qualquer ramo processual do direito devem estar de acordo com 
os princípios constitucionais do processo, incumbindo ao intérprete realizar o que a doutri-
na chama de “filtragem constitucional”: estudar qualquer lei ou princípio sob o enfoque da 
Constituição Federal.
Os princípios constitucionais do processo são os seguintes:
• Princípio da interpretação conforme a Constituição: não pode haver interpretação con-
trária a algum dispositivo constitucional.
• Princípio da unidade: Embora cada norma constitucional conserve sua autonomia, en-
contra fundamento em outra norma constitucional. Desse modo, a interpretação deve 
procurar observar a harmonia do sistema constitucional.
• Princípio da proporcionalidade: tem como objetivo solucionar o conflito entre princípios 
constitucionais, em um caso concreto, escolhendo qual o princípio que deva ser aplica-
do àquele caso e qual o princípio que deverá ser sacrificado na situação específica. A uti-
lização do princípio da proporcionalidade é feita com base nos seguintes subprincípios: 
necessidade, adequação e proporcionalidade em sentido estrito.
• Devido processo legal: direito de qualquer pessoa somente ser processada com base 
em regras já existentes e que sejam integralmente cumpridas pelo Poder Judiciário.
• Princípio do Juiz natural (e também do Promotor natural): decorrem 3 dimensões do 
princípio em análise:
− 1) não haverá juízo ou tribunal de exceção (ou tribunal ad hoc);
− 2) toda pessoa tem direito de ser submetida a julgamento apenas por juiz competente 
e pré-constituído na forma da lei;
− 3) o juiz deve ser imparcial.
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• Princípio da igualdade: o juiz deve assegurar às partes igualdade de tratamento e aces-
so às mesmas oportunidades (é o que se chama de paridade de armas). O juiz não pode 
permitir que a parte mais forte (principalmente economicamente) tenha vantagens pro-
cessuais sobre a parte mais fraca.
• Princípio da inafastabilidade da jurisdição ou Princípio do acesso à Justiça: todos de-
vem ter acesso ao Poder Judiciário de forma igualitária.
• Princípio do contraditório e da ampla defesa: apresenta as seguintes características:
− a) dever de informação: as partes devem ter informação e acesso a todos os atos do 
processo (tanto os praticados pela parte contrária quanto os praticados pelo juiz);
− b) possibilidade de reação: a parte tem o direito de impugnar as argumentações, 
requerimentos e provas da parte contrária, bem como as decisões que lhe forem 
desfavoráveis;
− c) previsibilidade dos atos processuais: quer dizer que o processo deve seguir sua 
marcha normal, já pré-estabelecida em lei, com ampla participação das partes, sem 
possibilidade de decisões surpresas (veremos as decisões surpresas a seguir);
− d) possibilidade de as partes participarem ativamente do processo, com a finalidade 
de influir na formação da convicção do juiz.
A ampla defesa é a possibilidade de reação. É o direito de o réu usar todos os meios pro-
cessuais previstos no ordenamento jurídico para se defender; o direito de ser ouvido sobre 
cada requerimento, alegação ou prova apresentada pelo autor em seu desfavor.
• Princípio do duplo grau de jurisdição: garante à parte a possibilidade de reclamar com 
alguém hierarquicamente superior, é a possibilidade de recorrer.
• Princípio da motivação das decisões judiciais: Toda decisão precisa trazer, de forma 
expressa, as razões (de fato e de direito) pelas quais o juiz decidiu em determinado sen-
tido. A ausência de fundamentação torna a decisão nula.
• Princípio da publicidade: A publicidade das decisões tem por finalidade fazer com que 
qualquer pessoa possa ter conhecimento de como são proferidas as decisões pelo Po-
der Judiciário; em qual sentido está se firmando a jurisprudência. Além disso, é uma 
forma de garantir a fiscalização dos atos do Poder Judiciário pela sociedade.
• Princípio da vedação da prova ilícita: Para que uma prova seja válida no processo, ela 
deve ter sido obtida de maneira lícita. Todavia, em alguns casos, diante da gravidade 
da situação, a jurisprudência admite a mitigação desse princípio e a utilização da prova 
obtida por meio ilícito.
• Princípio da duração razoável do processo: tem o claro propósito de fazer com que a Jus-
tiça seja célere. No processo do trabalho a duração razoável do processo ganha especial 
importância em razão da natureza alimentar da maioria das verbas trabalhistas pleiteadas 
e também em razão da situação de hipossuficiência da maior parte dos trabalhadores.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
3 Principais princípios que trazemos do direito processual civil para o processo do trabalho:
• Princípio da ação, demanda ou da inércia do Poder Judiciário: o Judiciário é inerte e 
quem provoca a atuação é a parte. Isso garante a imparcialidade do juiz. O Poder Judici-
ário só age quando provocado. Há exceções (princípio da extrapetição).
• Princípio da disponibilidade ou dispositivo: a parte pode ou não dispor do seu direito de 
levar o problema, a contenda, ao Poder Judiciário. Significa, também, a liberdade que as 
partes têm, no processo, de praticar ou não os atos processuais facultados por lei.
• Princípio do impulso oficial: é o que está previsto no art. 2º do CPC: “O processo começa 
por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as exceções previstas em 
lei.” É o juiz quem irá conduzindo as fases processuais até que se chegue à decisão final.
• Princípio da oralidade: é composto pelos seguintes subprincípios:
− a) identidade física do juiz: o juiz que instruiu o processo (ou seja, que fez a audiência 
de instrução, que colheu as provas) é quem deve julgá-lo;
− b) prevalência da palavra oral sobre a escrita: deve-se priorizar os acontecimentos 
em audiência;
− c) concentração dos atos processuais em audiência: todos os atos (especialmente 
os atos probatórios) devem ocorrer em uma única audiência. O fracionamento da 
audiência é exceção;
− d) imediatidade do juiz na colheita da prova: os atosinstrutórios (ou seja, os atos 
destinados a provar algum fato) devem ser realizados perante o juiz, para melhor for-
mação do convencimento;
− e) irrecorribilidade das decisões interlocutórias: as decisões interlocutórias (ou 
seja, aquelas que decidem questões incidentes, sem colocar fim ao processo) são 
irrecorríveis de imediato, somente podendo ser questionadas quando do recurso 
cabível em face da decisão definitiva.
• Princípio da instrumentalidade das formas: significa que o processo não é um fim em 
si mesmo, mas sim um meio para se atingir a solução da lide e obtenção da justiça. 
Trata-se do aproveitamento dos atos processuais que atingiram a finalidade, ainda 
que de modo diverso daquele previsto em lei. Desse modo, somente haverá nulidade 
se houver prejuízo às partes.
• Princípio da cooperação: as partes, advogados e juiz têm, cada um, seu papel próprio 
dentro do processo. Contudo, devem operar em sistema de cooperação/colaboração 
entre si, objetivando a solução mais justa para o conflito.
• Princípio da observância da ordem cronológica das decisões: os processos mais recen-
tes não podem ser julgados antes de processos mais antigos.
• Princípio da impugnação especificada: todas as matérias de defesa devem ser trazidas 
na contestação. Aquilo que não for contestado, será considerado verdadeiro, salvo as 
exceções trazidas pelo art. 341 do CPC.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
• Princípio da estabilidade da lide ou da demanda: no processo do trabalho a alteração 
pode ser feita antes da citação, sem a concordância do reclamado. Após a citação, a 
alteração poderá ocorrer até o momento de apresentação da defesa, desde que haja 
concordância do reclamado.
• Princípio da eventualidade: De acordo com este princípio, as partes devem alegar, na 
oportunidade própria prevista em lei, todas as matérias de seu interesse.
• Princípio da preclusão: preclusão é a perda de uma faculdade ou direito processual por 
não ter sido exercido no momento oportuno.
• Princípio da boa-fé processual ou da probidade ou da lealdade: é o dever das partes de 
não agirem com má-fé (os litigantes devem agir de forma ética e com respeito mútuo).
• Princípio da vedação da decisão surpresa: evitar que as partes sejam surpreendidas por 
decisões nas quais não puderam influir com apresentação de argumentos ou provas. 
Mesmo quando a matéria seja passível de ser conhecida de ofício pelo juiz (sem provo-
cação das partes), as partes devem ter o direito à manifestação e apresentação de seus 
argumentos na tentativa de influenciar na formação da convicção do juiz.
4 Principais específicos do processo do trabalho:
• Princípio do protecionismo temperado ao trabalhador: tem por finalidade de assegurar que o 
trabalhador (geralmente a parte mais fraca) tenha “benefícios” processuais que lhe assegu-
rem meios de enfrentar a dificuldade para ingressar em juízo e para provar suas alegações.
• Princípio da informalidade: O processo do trabalho é mais simples (menos burocrático, 
menos formalista) que o processo civil.
• Princípio da conciliação: a primeira tentativa da Justiça do Trabalho deve ser sempre 
pela busca de composição entre as partes. A CLT prevê que a conciliação seja tentada, 
obrigatoriamente, no início da audiência, antes da apresentação da defesa (Art. 846 da 
CLT), e ao final da audiência, após a apresentação das razões finais (Art. 850 da CLT).
• Princípio da celeridade: não é exclusivo do processo do trabalho, mas é mais acentua-
do, porque o crédito pleiteado é de natureza alimentar.
• Princípio da simplicidade: deve ser buscada é a efetividade do processo, a solução justa 
para causa, sem apego desnecessário a formalidades.
• Princípio da oralidade: O Processo do Trabalho é essencialmente um procedimento oral, 
com possibilidade de apresentação de peças orais (petição inicial, defesa, razões finais) 
e boa parte das questões são resolvidas em audiência. O princípio da oralidade se de-
compõe nos seguintes subprincípios:
− 1) concentração dos atos processuais em audiência;
− 2) maior interatividade entre juiz e partes;
− 3) imediatidade do juiz na colheita da prova;
− 4) irrecorribilidade das decisões interlocutórias; e
− 5) identidade física do juiz.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
• Princípio da subsidiariedade: o processo civil é fonte subsidiária do processo do tra-
balho NA FASE DE CONHECIMENTO (Art. 769 da CLT). NA FASE DE EXECUÇÃO, a fonte 
subsidiária principal será a Lei de Execução Fiscal (Lei n. 6.830/1980) (Art. 889 da CLT) 
e, se ela também for omissa, será aplicado o CPC.
• Princípio da busca da verdade real: busca pelo que de fato aconteceu. Exige uma pos-
tura mais ativa do magistrado (princípio inquisitivo), que não deve se contentar apenas 
com a verdade formal trazida aos autos pelas partes. Dessa forma, o juiz deve buscar 
uma análise mais apurada da realidade, determinando as diligências que entender cabí-
veis (Art. 765, CLT).
• Princípio da função social do processo do trabalho: Em razão de o processo trabalhista 
discutir, em regra, crédito de natureza alimentar, a doutrina diz que ele exerce uma fun-
ção social. O juiz precisa estar comprometido com a efetividade do processo e com a 
justiça da decisão.
• Princípio da normatização coletiva: normatização coletiva significa criar normas para uma 
categoria específica. Trata-se de uma exclusividade do ramo trabalhista que não se observa 
em nenhum outro ramo do direito.
• Princípio do jus postulandi: é a possibilidade de empregador e empregado litigarem sem 
assistência de advogado (direito de postular em causa própria).
5 Aplicação subsidiária e supletiva do Código de Processo Civil ao processo 
do trabalho:
Sempre que não houver norma na legislação processual trabalhista (em regra, CLT), deve-
remos nos socorrer do processo civil (Art. 769 da CLT)
Na fase de conhecimento, se houver lacuna da CLT, deverá ser utilizado o CPC (Art. 769 da 
CLT). Já na fase de execução, a lacuna deverá ser suprida, em primeiro lugar, pela utilização 
da Lei de Execução Fiscal (Lei n. 6.830/1980) e, posteriormente, pelo Código de Processo Civil 
(Art. 889 da CLT).
O que deve ser observado, para aplicação subsidiária do CPC, não é apenas a ausência 
de lei processual trabalhista, mas também a compatibilidade entre os institutos e o fato de as 
normas a serem aplicadas trazerem resultados satisfatórios ao processo trabalhista.
• Aplicação supletiva  aplicação do CPC quando, apesar de a lei processual trabalhista 
disciplinar a matéria, não for completa.
• Aplicação subsidiária  Quando as normas processuais trabalhistas não tratam da ma-
téria e utilizamos o CPC de forma integral.
Utilizamos o CPC nas duas hipóteses: tanto para aplicação subsidiária, quanto para aplica-
ção supletiva. Utilizamos o CPC, ainda, quando a CLT trata da matéria de forma menos efetiva 
que o CPC.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
QUESTÕES DE CONCURSO
002. (FUMARC/AGE-MG/PROCURADOR DO ESTADO/2012/ADAPTADA) Sobre os princípios 
e as regras informadoras do processo do trabalho, assinale a alternativa INCORRETA:
a) O princípio da oralidade é aplicável ao processo do trabalho. Dele decorrem outros subprincí-
pios também aplicáveis ao processo trabalhista, dos quais se pode indicar: o princípio da concen-
tração dos atos processuais; o princípio da identidade física do juiz que, segundo entendimento 
do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior do Trabalho, é aplicado às Varas do Trabalho; 
o princípio da mediatidade; e o princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias.
b) Nas Varas do Trabalho, o jus postulandi é aplicável aos dissídios individuais que envolvam 
relação de emprego.
c) Excepciona a regra da adequação da sentença judicial ao pedido formulado pelo reclaman-
te, autorizando o julgador a extrapolar os limites objetivos da demanda, a possibilidade de o 
juiz converter, de ofício, o pedido de reintegração do empregado no pagamento de indenização 
substitutiva, quando houver incompatibilidade entre o empregado e o empregador que impos-
sibilite a continuidade da relação de emprego.
d) Serão executadas de ofício as contribuições sociais devidas em decorrência de decisão 
proferida pelos Juízes e Tribunais do Trabalho, resultantes de condenação judicial ou homolo-
gação de acordo trabalhista.
e) O arquivamento da reclamação trabalhista por duas vezes seguidas em razão da ausência 
injustificada do reclamante à audiência, impõe ao mesmo a aplicação da pena de perda, pelo 
prazo de 6 (seis) meses, do direito de reclamar perante a Justiça do Trabalho.
a) Errada. A resposta estava linda, corretíssima, até dizer que o subprincípio da mediatidade é 
decorrente do princípio da oralidade. Tá faltando uma letrinha aí, que muda tudo. O princípio 
é da Imediatidade do juiz na colheita da prova (princípio segundo o qual os atos instrutórios 
devem ser realizados perante o juiz, para melhor formação do convencimento).
b) Certa. O art. 791 da CLT, ao tratar do jus postulandi, fala em empregados e empregadores.
c) Certa. Esta possibilidade está expressa no art. 496 da CLT:
Art. 496. Quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, dado o grau de incom-
patibilidade resultante do dissídio, especialmente quando for o empregador pessoa física, o tribunal 
do trabalho poderá converter aquela obrigação em indenização devida nos termos do artigo seguinte.
d) Certa. Matéria que estudamos na aula passada. Súmula Vinculante n. 53: “A competência 
da Justiça do Trabalho prevista no art. 114, VIII, da Constituição Federal alcança a execução 
de ofício das contribuições previdenciárias relativas ao objeto da condenação constante das 
sentenças que proferir e acordos por ela homologados”.
e) Certa. Estudaremos esta matéria nas próximas aulas.
Letra a.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
003. (CESPE/CEBRASPE/TRT 8ª REGIÃO (PA E AP)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINIS-
TRATIVA/2016) Assinale a opção correta a respeito dos princípios gerais do processo trabalhista.
I – Dado o princípio da oralidade aplicável ao processo laboral, o juiz deverá propor a concilia-
ção antes da abertura da audiência.
II – O devido processo legal é princípio aplicável ao processo trabalhista e garante a celeridade 
no andamento do processo.
III – Configura hipótese de aplicação do princípio da proteção no processo do trabalho a regra de 
que o não comparecimento do reclamante à audiência importa no arquivamento da reclamação.
IV – Caracteriza o princípio da simplificação de procedimentos a norma que permite aos em-
pregadores reclamar pessoalmente perante a justiça do trabalho e acompanhar as suas recla-
mações durante todo o processo, inclusive interpor recursos no Tribunal Superior do Trabalho 
(TST), independentemente de advogado.
V – Decorre do princípio da adstrição ou congruência, aplicável ao processo do trabalho, o fato 
de o juiz poder determinar o pagamento de indenização a empregado estável que tiver pedido 
apenas reintegração, se houver incompatibilidade de retorno ao serviço.
a) Apenas duas afirmativas estão corretas.
b) Apenas uma das afirmativas estão corretas.
c) Apenas três afirmativas estão corretas.
d) Nenhuma alternativa está correta.
e) Todas as afirmativas estão corretas.
I – Errado. A CLT prevê que a conciliação seja tentada, obrigatoriamente, no início da audiência, an-
tes da apresentação da defesa (Art. 846 da CLT), e ao final da audiência, após a apresentação das 
razões finais (Art. 850 da CLT). Não há previsão de tentativa de conciliação antes da abertura da 
audiência, até mesmo porque se a audiência nem começou, não há ato que o juiz deva praticar, né?
II – Errado. O devido processo legal garante que qualquer pessoa somente seja processada 
com base em regras já existentes e que sejam integralmente cumpridas pelo Poder Judiciário, 
assegurando-se às partes que possam litigar em juízo utilizando-se de todos os instrumentos 
processuais previstos em nosso ordenamento jurídico. Não é o princípio do devido processo 
legal quem garante a celeridade.
O princípio da duração razoável do processo é que garante a celeridade no andamento do proces-
so. Como vimos, a busca pela celeridade não pode significar a supressão do contraditório ou inde-
ferimento de providências necessárias no processo. O que a duração razoável do processo deve 
contemplar é uma solução justa, em tempo adequado, sem dilações e burocracias desnecessárias.
III – Certo. Veremos nas próximas aulas que a ausência do reclamante à audiência implica 
apenas em arquivamento da ação (o reclamante poderá entrar com a ação novamente. Se 
houver um segundo arquivamento, aí sim haverá uma penalidade). Já a ausência do reclama-
do configura revelia (ou seja, será considerado que tudo que o reclamante falou contra ele é 
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
verdadeiro e a ação seguirá até o final, mesmo sem o reclamado). Trata-se, evidentemente, de 
um tratamento mais protetivo ao trabalhador.
IV – Errado. A alternativa trata do ius postulandi. Todavia, não há aplicação do ius postulandi 
perante o TST, pois os recursos dirigidos ao TST são técnicos e exigem conhecimentos espe-
cializados, de sorte que a parte (exceto se se tratar de advogado) não terá condições de inter-
por o recurso sozinha. Acerca da matéria, há a Súmula n. 425 do TST:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos 
Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de 
segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.
V – Errado. É justamente o contrário: a alternativa trata de uma EXCEÇÃO ao princípio da 
adstrição ou congruência (que é o princípio segundo o qual o juiz deve decidir nos exatos 
limites do pedido).
Letra b.
004. (INSTITUTO ÁGUIA/CEAGESP/ADVOGADO – TRABALHISTA/2018) Das alternativas 
abaixo, qual não é um recurso utilizado na integração das normas trabalhistas,previstos na 
Consolidação das Leis do Trabalho:
a) Súmulas.
b) Orientações jurisprudenciais.
c) Sentença arbitral.
d) Precedentes normativos.
A sentença arbitral é proferida extrajudicialmente, por árbitro eleito pelas partes e não forma 
jurisprudência, não demonstra o entendimento firmado no Judiciário, uma vez que foi proferida 
fora dele. As demais alternativas são integrativas, ou seja, utilizadas no caso de omissão da lei.
Letra c.
005. (CIEE/TRT 10ª REGIÃO (DF E TO)/ESTAGIÁRIO – DIREITO/2019) Previsto no art. 791 
da Consolidação das Leis do Trabalho, o princípio _____________ confere a empregados e em-
pregadores litigar na Justiça do Trabalho sem assistência de advogado. Assinale a alternativa 
que preenche corretamente a lacuna.
a) da oralidade
b) do jus postulandi
c) da informalidade
d) da conciliação
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
A possibilidade de litigar sem assistência de advogado é chamada de jus postulandi (direito de 
postular em causa própria).
Diz o art. 791 da CLT:
Art. 791 – Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. […]
Embora o art. 791 fale em “até o final”, a Súmula n. 425 do TST limita a atuação do jus potulandi 
nos seguintes termos:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos 
Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de 
segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.
Letra b.
006. (BIG ADVICE/PREFEITURA DE PARISI – SP/PROCURADOR JURÍDICO/2017) A CLT elen-
ca diversos princípios que devem ser observados no processo, determinadas formas descritas 
na lei visando às partes a segurança jurídica do processo. Nesse sentido assinale a incorreta:
a) Princípio da Economia Processual prevê que a nulidade não será pronunciada quando for 
possível suprir-se a falta ou repetir-se o ato.
b) Princípio do interesse consiste na proibição da alegação da própria torpeza, ou seja, aquele 
que deu causa à nulidade processual não poderá argui-la posteriormente.
c) Princípio da Transcendência consiste na possibilidade de decidir o mérito a favor da parte 
a quem aproveite declaração de nulidade, o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato.
d) Princípio da Utilidade consiste na declaração de nulidade do ato processual sendo útil para 
o processo.
e) Princípio da Instrumentalidade das formas ocorre quando a nulidade deve ser alegada na 
primeira oportunidade em que a parte tiver para se manifestar no processo.
a) Certa. A CLT comtempla este princípio de forma expressa no art. 794: “Nos processos sujei-
tos à apreciação da Justiça do Trabalho só haverá nulidade quando resultar dos atos inquina-
dos manifesto prejuízo às partes litigantes”.
Estudamos este princípio com o nome de Princípio da instrumentalidade das formas (significa que 
o processo não é um fim em si mesmo, mas sim um meio para se atingir a solução da lide e obten-
ção da justiça). Mas está correto também dizer que se trata do princípio da economia processual. 
Daí a importância de fazer os exercícios e se familiarizar com os termos utilizados pelas bancas.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Longe de mim querer complicar sua vida (rsrs), mas existem doutrinadores que diferenciam ins-
trumentalidade das formas de economia processual. Instrumentalidade das formas é o que está 
explicado acima; e economia processual seria obter o máximo de resultado com o mínimo de 
atos processuais, evitando-se gasto desnecessário de tempo e dinheiro para os jurisdicionados.
b) Certa. A matéria será melhor estudada quando formos ver as nulidades. Mas, por intuição, 
já dá para perceber que a alternativa está correta, né?
c) Certa. Idem acima.
d) Certa. Se a declaração de nulidade não trouxer nenhum benefício processual, não haverá 
razão/utilidade para sua decretação. É decorrência do princípio da instrumentalidade das for-
mas. Não está errado falar em princípio da utilidade.
e) Errada. O Princípio da Instrumentalidade das formas significa que o processo não é um fim 
em si mesmo, mas sim um meio para se atingir a solução da lide e obtenção da justiça.
Letra e.
007. (CONTEMAX/PREFEITURA DE LUCENA – PB/PROCURADOR/2019) Considerando a ju-
risprudência do Tribunal Superior do Trabalho, os fatos reconhecidos em sentença criminal con-
denatória transitada em julgado não podem ser rediscutidos na seara trabalhista por força do
a) Princípio in dubio pro operário.
b) Princípio da primazia da realidade.
c) Princípio da unidade da jurisdição.
d) Princípio do contraditório.
e) Princípio da Imperatividade das normas trabalhistas.
O princípio da unidade da jurisdição não é tratado nas doutrinas como um princípio do direito 
processual do trabalho, tampouco como um princípio constitucional ou do processo civil trazi-
do para o processo do trabalho. Na realidade, a nomenclatura ganhou força ao ser utilizada em 
um informativo do TST de 2018.
De acordo com o princípio, a jurisdição é una, razão pela qual não pode haver decisões confli-
tantes entre os diferentes ramos do Judiciário em relação a um mesmo processo. Trata-se de 
um princípio que decorre de tantos outros, como o princípio da unidade do sistema constitu-
cional, princípio da segurança jurídica.
Constou no informativo do TST:
Ação rescisória. Violação à coisa julgada. Configuração. Sentença criminal condenatória tran-
sitada em julgado em momento anterior ao trânsito em julgado da decisão rescindenda que 
declarou a nulidade da dispensa do reclamante. Unidade da jurisdição. Não subsistência da 
decisão proferida na seara trabalhista.
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Os fatos reconhecidos em sentença criminal condenatória transitada em julgado não podem ser 
rediscutidos na seara trabalhista, ante o princípio da unidade da jurisdição. No caso, a coisa julgada 
que se formou no processo criminal, em que constatado o crime cometido pelo empregado (ato de 
improbidade), com a consequente pena de perda do emprego público, operou-se anteriormente ao 
trânsito em julgado do acórdão rescindendo que, ao analisar as razões que ensejaram a justa causa, 
concluiu pela nulidade da dispensa do reclamante. Assim, a decisão penal se sobrepõe à sentença 
trabalhista, de modo que esta não pode subsistir com conteúdo decisório oposto àquele que tran-
sitou em julgado na esfera criminal. Sob esse entendimento, a SBDI-II, por unanimidade, conheceu 
e negou provimento ao recurso ordinário, mantendo, portanto, a decisão do Tribunal Regional que, 
com fundamento no art. 485, IV, do CPC de 1973, julgou procedente o pedido de corte rescisório para 
reconhecer a justa causa praticada peloempregado. TST-RO-9301-70.2010.5.01.0000, SBDI-II, rel. 
Min. Alexandre de Souza Agra Belmonte, 11.12.2018
Letra c.
008. (CESGRANRIO/LIQUIGÁS/PROFISSIONAL JÚNIOR – DIREITO/2018) A CLT, ao prever 
que os incidentes do processo são resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal, admitindo-se a 
apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão 
definitiva, traduz o princípio da irrecorribilidade
a) definitiva
b) imediata
c) posterior
d) eventual
e) projetada
O princípio da irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias estabelece justamente que 
a decisão interlocutória não poderá ser questionada imediatamente (assim que proferida), mas 
poderá ser discutida posteriormente, quando a parte interpuser recurso da decisão definitiva.
Letra b.
009. (INAZ DO PARÁ/CRF-PE/ADVOGADO/2018) Situação Hipotética: Maurício ajuizou re-
clamação trabalhista contra a empresa Panos e Pratos Ltda., pleiteando o pagamento de horas 
extras e dano moral. Foi expedida citação para a empresa reclamada, pelo correio, porém a en-
trega foi em endereço errado e distinto da sede da Panos e Pratos Ltda. Contudo, a reclamada, 
em audiência, apresentou defesa e juntou documentos. Após regular instrução do processo, o 
magistrado condenou a empresa a pagar todos os pedidos contidos na Petição Inicial.
Acerca do caso, pode-se considerar:
a) Pelo princípio da instrumentalidade das formas, a citação no processo acima é nula e, por-
tanto, a sentença também.
b) Pelo princípio da instrumentalidade das formas a citação no processo acima não é nula e, 
portanto, a sentença é válida.
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c) Pelo princípio do devido processo legal, a citação no processo acima contém uma nulidade 
de natureza absoluta e, portanto, deveria ser declarada ex-officio pelo Juiz.
d) Pelo princípio do contraditório, a falha na citação da reclamada torna nula a sentença.
e) Pelo princípio do contraditório, a falha na citação é sanada pelo comparecimento espontâ-
neo da reclamada.
Pelo princípio da instrumentalidade das formas devem ser aproveitados os atos processuais 
que atingiram a finalidade, ainda que de modo diverso daquele previsto em lei. Um ato que atin-
giu sua finalidade, ainda que de modo diverso do previsto em lei, não deve ser declarado nulo.
A falha na citação foi realmente sanada pelo comparecimento espontâneo da reclamada, con-
tudo, isso nada tem a ver com o princípio do contraditório, e sim com o princípio da instrumen-
talidade das formas.
Letra b.
010. (FCC/TRT 24ª REGIÃO (MS)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIA-
DOR FEDERAL/2017) O advogado da empresa Vênus de Millus Produções Artísticas apresentou 
uma reconvenção na audiência UNA em que a reclamada foi notificada para apresentação de 
sua contestação em reclamação trabalhista. Provocado a se manifestar sobre a peça processual 
apresentada pela empresa ré, o advogado do reclamante Hércules impugnou a juntada da recon-
venção sem justificar o motivo. Conforme teoria dos princípios gerais do Processo do Trabalho,
a) não se admite em ação trabalhista nenhuma medida processual que não tenha previsão 
expressa contida na Consolidação das Leis do Trabalho e que seja contrária ao trabalhador.
b) caberia a medida desde que houvesse concordância da parte contrária e que a mesma fos-
se apresentada antes da data da audiência para possibilitar o contraditório.
c) embora haja omissão da norma processual trabalhista em relação à reconvenção, há súmu-
la do Tribunal Superior do Trabalho interpretando pela sua absoluta incompatibilidade com o 
direito processual do trabalho.
d) nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito processual 
do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas contidas na Consolidação 
das Leis do Trabalho.
e) não caberia tal medida nesta fase processual porque somente é possível aplicar supletivamente 
norma do Código Processual Civil que não esteja prevista na lei trabalhista na fase de execução.
a) Errada. Se não se admitisse nenhuma medida processual não prevista na CLT, não haveria 
razão para se falar em aplicação subsidiária do CPC.
b) Errada. Não tem a menor possibilidade de uma parte precisar concordar com a medida pro-
cessual que a parte contrária vai utilizar.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
c) Errada. Não há súmula do Tribunal Superior do Trabalho dizendo que a reconvenção é in-
compatível com o direito processual do trabalho.
d) Certa. Perfeito. Como vimos na aula de hoje, sempre que houver omissão na CLT, o CPC será 
aplicado de forma subsidiária (desde que haja compatibilidade entre as normas).
e) Errada. O Código Processual Civil é aplicado de forma subsidiária tanto na fase de conheci-
mento quanto na fase de execução (sendo que na fase de execução deve-se aplicar primeiro a 
Lei de execução fiscal).
Letra d.
011. (TRT 22ª REGIÃO (PI)/JUIZ DO TRABALHO – PROVA 2/2013) São princípios do Direito 
Processual do Trabalho:
a) conciliação e jus postulandi;
b) identidade física do juiz e posição debitória complexa das partes;
c) oralidade e salvaguarda das partes;
d) impulso oficial nas execuções e jus variandi;
e) subsidiariedade do CPC e irrecorribilidade.
a) Certa. A conciliação é a base da Justiça do Trabalho. O jus postulandi é próprio do processo 
do trabalho e será estudado mais detidamente na próxima aula.
b) Errada. Quanto à identidade física do juiz, correto. O outro princípio trazido na alternativa está 
com a denominação incorreta (o correto seria compensação da posição debitória complexa das 
partes) e ainda não é considerado pela doutrina como um princípio do direito processual do traba-
lho brasileiro, embora tenha influenciado a reforma trabalhista. Trata-se de um princípio extraído da 
doutrina portuguesa, segundo o qual a proteção que o direito do trabalho confere ao empregado 
deve ser destinada também ao empregador. O empregado receberia a proteção por ser hipossu-
ficiente e não ter condições de negociar em pé de igualdade, e o empregador receberia proteção 
para viabilizar o cumprimento dos inúmeros deveres trabalhistas impostos por lei.
c) Errada. Quanto à oralidade, está correto. Princípio da salvaguarda das partes, não sei nem o 
que é. Rsrs. O que se extrai da doutrina portuguesa é o princípio da salvaguarda dos interesses 
de gestão, que consiste em proteger o empregador para que consiga viabilizar suas obriga-
ções trabalhistas (esse princípio, aliado ao princípio da proteção ao trabalhador, dá origem ao 
princípio da compensação da posição debitória complexa das partes falado acima);
d) Errada. Desde a reforma trabalhista, não há mais o impulso oficial nas execuções (agora 
depende da iniciativa da parte).
Aqui há uma observação importante: quando a questão foi elaborada (2013) a execução trabalhista 
poderia ser iniciada de ofício pelo juiz (desde a reforma trabalhista, de 2017, não pode mais). Então 
não foi por isso que a alternativa foi considerada incorreta à época. Foi em razão do jus variandi.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
O jus variandi não é um princípio do processo do trabalho (não confunda com o jus postulandi). 
Trata-se da possibilidade de o empregador alterar unilateralmente as condições de trabalho de 
seus empregados, mas isso só ocorre de forma excepcional.
e) Errada. Quanto à subsidiariedade do CPC, ok. Já irrecorribilidade não é um princípio do 
processo do trabalho. Como já vimos, apenas as decisões interlocutórias (e não todas as deci-
sões) são irrecorríveis de imediato (cabendo a discussão em recuso da decisão final).
Letra a.
012. (CONSULTEC/PREFEITURA DE ILHÉUS – BA/2016) Considere que um indivíduo recla-
mou, junto à DRT, a recusa da empresa PLIM Ltda., sua empregadora, em realizar anotação na 
CTPS. A Delegacia Regional do Trabalho, por sua vez, remeteu o processo à Justiça do Trabalho.
Tem-se, nesse procedimento, exceção ao princípio
a) da eventualidade.
b) inquisitivo.
c) da imediação.
d) dispositivo.
e) da extrapetição.
No caso da questão, a ação não foi ajuizada pela parte interessada, sendo uma exceção ao 
princípio dispositivo, segundo o qual o Poder Judiciário é inerte e só atua quando provocado, 
cabendo à parte dispor ou não do seu direito de se socorrer do Poder Judiciário.
Letra d.
013. (FCC/TRT 14ª REGIÃO (RO E AC)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA 
AVALIADOR FEDERAL/2016) Em relação aos princípios gerais do processo trabalhista, não 
havendo norma trabalhista para a prática de determinado ato processual
a) aplica-se subsidiariamente a Lei de Execuções Fiscais seja qual for a fase processual.
b) a Consolidação das Leis do Trabalho não prevê nenhuma norma específica sobre o tema, 
cabendo ao magistrado escolher a norma processual que melhor se aplica ao caso.
c) será aplicado o Código de Processo Civil para solucionar o caso, exceto nas fases recursal 
e de execução, pois nessas fases se aplica a Lei de Execuções Fiscais.
d) nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito pro-
cessual do trabalho, exceto quando houver incompatibilidade com as normas do processo 
judiciário do trabalho.
e) poderá ser aplicado de forma supletiva o direito processual comum, seja qual for a fase pro-
cessual, bastando apenas que haja omissão da norma trabalhista.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
a) Errada. A Lei de Execuções Fiscais é aplicada de forma subsidiária à fase de execução do 
processo do trabalho.
b) Errada. Dispõe o art. 769 da CLT:
Art. 769. Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do direito proces-
sual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas deste Título.
c) Errada. A Lei de Execuções Fiscais é aplicada subsidiariamente à fase de execução e não à 
fase recursal. E se a Lei de Execuções Fiscais não for suficiente, aplica-se o CPC à fase recursal.
e) Errada. Há diferença entre as fases processuais: se for conhecimento  aplica-se o CPC. 
Se for fase de execução  aplica-se primeiro a lei de execução fiscal e posteriormente o CPC.
Letra d.
014. (FCC/TRT 9ª REGIÃO (PR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2015) 
Segundo as normas processuais, em um reclamação trabalhista a reclamada deverá alegar 
toda a matéria de defesa na contestação, expondo as razões de fato e de direito com que im-
pugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir (Art. 300 do Código 
de Processo Civil). Trata-se especificamente do Princípio
a) da estabilidade da lide.
b) da eventualidade.
c) da instrumentalidade.
d) inquisitivo.
e) da economia processual.
Pelo princípio da eventualidade, toda a matéria que o reclamado quiser ver discutida e analisa-
da pelo Poder Judiciário, deve ser trazida com a defesa (contestação). O reclamado não pode 
vir discutir depois aquilo que não foi trazido no momento oportuno, ou seja, na defesa.
Letra b.
015. (FCC/TRT 1ª REGIÃO (RJ)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2014) O art. 1º da Lei n. 
5.584/1970 estatui a observância de seus princípios aos processos submetidos à Justiça do 
Trabalho. Sobre eles, é correto afirmar:
a) O princípio do devido processo legal estabelece garantias mínimas de meios e resultados 
com o emprego de instrumental técnico-processual, capaz em si de mitigar a oralidade, quan-
do contrária à memorização dos atos processuais, e a conciliação, quando prejudicial aos 
interesses sociais do trabalhador.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
b) A par do princípio dispositivo, próprio do processo do trabalho, restringe-se a liberdade do 
Juiz na condução do feito, sob pena de quebra do equilíbrio das relações jurídicas em face do 
princípio da imparcialidade.
c) O princípio constitucional da igualdade substancial das partes no processo manifesta-se 
por meio do princípio da paridade das armas, com o qual autorizam-se desequilíbrios no direito 
de ação como forma de compensação da inferioridade própria do hipossuficiente.
d) A indeterminação dos princípios obsta a aplicação de suas ideias e valores informativos na 
seara trabalhista diante da prevalência do primado da realidade sobre as formas solenes, tal 
como é típico ao reconhecimento do contrato de emprego.
e) A gratuidade processual apresenta-se como mera técnica de acesso à jurisdição, pois 
sua difusão entre outros ramos processuais retira-lhe a força de princípio forçoso à Justiça 
do Trabalho.
a) Errada. O princípio do devido processo legal não mitiga a oralidade. O que seria a “memo-
rização dos atos processuais”? Os envolvidos decorarem o que ocorreu no processo? Rsrs. 
O que existe é a documentação, o registro dos atos processuais que ocorreram de formal 
oral; e isso não significa mitigar o princípio da oralidade. E tampouco o princípio do devido 
processo legal mitiga a conciliação.
b) Errada. Para começar, o princípio dispositivo não é próprio do processo do trabalho, mas 
sim do processo civil, aplicável ao processo do trabalho. E não restringe a liberdade do Juiz 
na condução do feito. O processo começa por iniciativa da parte (princípio dispositivo), mas 
se desenvolve por impulso oficial. O fato de o processo se desenvolver por impulso oficial não 
implica em ofensa ao princípio da imparcialidade, pois o juiz conduzirá as fases do processo, 
mas sempre pautado na lei e de forma imparcial.
d) Errada. Os princípios são amplamente aplicados na seara trabalhista e a alternativa não faz 
o menor sentido.
e) Errada. A concessão de justiça gratuita é uma forma de atendimento ao princípio do acesso 
à Justiça e a difusão entre os demais ramos processuais não altera a sua natureza.
Letra c.
016. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO – CONSUL-
TOR LEGISLATIVO ÁREA V/2014) Em relação aos princípios e às fontes do direito processual 
do trabalho, julgue o item a seguir.
O princípio da imparcialidade do juiz não é aplicável ao processo do trabalho, uma vez que a 
justiça laboral possui caráter tutelar que visa à proteção do trabalhador, hipossuficiente em 
face do seu empregador.O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para MARIO LUIS DE SOUZA - 41250799864, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Super errado, pois o princípio da imparcialidade do juiz é princípio constitucional aplicável a 
todo e qualquer ramo processual.
A imparcialidade do juiz é uma garantia do indivíduo e do Estado Democrático de Direito.
Errado.
017. (CESPE/CEBRASPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/ANALISTA LEGISLATIVO – CONSUL-
TOR LEGISLATIVO ÁREA V/2014) Em relação aos princípios e às fontes do direito processual 
do trabalho, julgue o item a seguir.
A ampla liberdade conferida aos magistrados trabalhistas na direção do processo, com poder 
de determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento da causa, deriva do princípio 
da busca da verdade real, que é aplicado no direito processual do trabalho.
A liberdade do magistrado tratada na questão está prevista no art. 765 da CLT:
Art. 765. Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e ve-
larão pelo andamento rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária ao 
esclarecimento delas.
O intuito do dispositivo é assegurar a busca da verdade real (aquilo que, de fato, ocorreu) e a 
garantia da solução mais justa para o caso.
Certo.
018. (TRT 23R (MT)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2014) Em uma reclamação trabalhista, 
o reclamante informou que cumpria jornada de 07hs às 23hs, sem intervalo, de segunda a sábado; 
requereu o pagamento de horas extras; o reclamado, que apenas possuía dois empregados, em de-
fesa, limitou-se, APENAS, textualmente, a dizer que “o reclamante nunca prestou horas extras”. Não 
foi produzido qualquer meio de prova. Em sentença, o juiz deferiu horas extras e adicional noturno, 
determinando a dedução dos valores pagos a igual título na forma dos recibos insertos aos autos. 
O reclamante recorreu, impugnando a sentença por ter determinado a dedução de valores, matéria 
não suscitada em defesa; o reclamado recorreu, requerendo a nulidade do processo considerando 
ter sido deferido algo que não fora pedido. Com base neste texto, em cotejo com a lei e os princípios 
processuais, examine as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
I – O juiz não poderia ter deferido horas extras, já que o reclamante não provou o fato constitu-
tivo da sua pretensão.
II – Ao deferir adicional noturno, o julgador proferiu sentença ultra petita.
III – A irresignação do reclamante não merece acolhida, eis que a dedução de valores envolve 
norma de ordem pública, que veda o enriquecimento sem causa, devendo ser determinada 
mesmo de ofício.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
IV – Em nome do aproveitamento máximo dos atos processuais, a anulação do processo pre-
tendida pelo reclamado não se justifica, devendo o Tribunal, apenas, excluir da sentença a 
parcela não requerida.
a) As assertivas I, III e IV estão corretas.
b) As assertivas I, II e IV estão corretas.
c) As assertivas II, III e IV estão corretas.
d) As assertivas III e IV estão corretas.
e) Todas as assertivas estão corretas.
I – Errada. Esta alternativa é bastante questionável, mas não vale o aprofundamento porque 
foge muito da nossa matéria da aula. Mas, para você entender o raciocínio do examinador: o 
reclamado não impugnou de forma específica o horário de trabalho alegado na inicial, razão 
pela qual deveria ser considerado verdadeiro (Art. 341 do CPC)
II – Errada. Como o juiz deferiu fora do pedido (matéria que sequer havia sido questionada), a 
sentença foi extra petita.
III – perfeito. Toda sentença deve determinar a dedução de valores já pagos a idêntico título 
daqueles deferidos em sentença, sob pena de enriquecimento ilícito do reclamante.
IV – Certa. Não era caso de anulação do processo, mas sim de exclusão do pedido não cons-
tante na inicial.
Letra d.
019. (CESPE/CEBRASPE/TRT 8ª REGIÃO (PA E AP)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE 
JUSTIÇA AVALIADOR/2013) No que se refere aos princípios gerais do processo trabalhista, 
assinale a opção correta.
a) Não se aplica ao processo do trabalho o princípio da oralidade, devendo os atos processuais 
ser expressamente formalizados para que a parte possa impugná-los quando viciados.
b) O princípio da proteção, claramente evidenciado no direito material do trabalho, é também 
aplicável ao processo do trabalho e com base nele o juiz do trabalho pode instituir privilégios 
processuais ao trabalhador, conferindo tratamento não isonômico entre as partes.
c) A inclusão na liquidação de sentença de juros de mora e de correção monetária, ainda que 
a petição inicial e a condenação tenham sido omissas a tal respeito, exemplifica o princípio da 
extrapetição, aplicável ao processo do trabalho.
d) A verdade real, derivada do direito material do trabalho, não tem aplicação no campo pro-
cessual, pois o que importa para o julgamento é a prova documental apresentada nos autos 
pelas partes.
e) O princípio do dispositivo, segundo o qual o juiz está impedido de prestar a tutela jurisdicio-
nal sem que a parte interessada a requeira, não é aplicado no processo do trabalho, instância 
na qual impera a instauração processual por impulso oficial em favorecimento ao trabalhador.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
a) No processo do trabalho é que aplica! Os atos processuais devem ser reduzidos a termo, 
mas isso não afasta o princípio da oralidade extremamente presente no processo trabalhista.
b) Já vimos que a imparcialidade do juiz é um direito fundamental do cidadão e garantia do 
Estado Democrático de Direito.
c) Certa.
d) O juiz deve sempre buscar a verdade real no processo do trabalho.
e) O princípio do dispositivo é inteiramente aplicável ao processo do trabalho, o que não afasta o 
princípio do impulso oficial (o processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso 
oficial). E nenhum dos dois princípios tem qualquer relação com “favorecimento ao trabalhador”.
Letra c.
020. (SHDIAS/CEASA-CAMPINAS/ADVOGADO/2014) É o fato de que o empregado deve re-
ceber mais rapidamente as verbas que lhe são devidas, porque é de natureza alimentar, deven-
do assim, haver simplificação de procedimento. Estamos falando de qual princípio?
a) Princípio da simplicidade.
b) Princípio da proteção.
c) Princípio da celeridade.
d) Princípio da informalidade.
A questão poderia gerar alguma dúvida por falar em “simplificação de procedimento”, dando a 
ideia de que seria correta a letra “a”. No entanto, a resposta correta é o princípio da celeridade, 
uma vez que em razão da natureza alimentar da verba pleiteada, o processo deve ser o mais 
célere possível, garantindo ao trabalhador o acesso mais rápido possível ao valor que assegu-
rará seu sustento e de sua família.
Letra c.
021. (CONSULPLAN/TRT 13ª REGIÃO (PB)/ESTÁGIO – DIREITO/2012) “O princípio 
______________________ consiste na possibilidade de o juiz, em caso de dúvida razoável, inter-
pretara prova em benefício do empregado, geralmente, autor da ação trabalhista. Afinal, o 
caráter instrumental do processo não se confunde com sua forma.” Assinale a alternativa que 
completa corretamente a afirmativa anterior.
a) da unidade da prova
b) da proibição da prova ilícita
c) da imediação
d) da ampla defesa
e) “in dubio pro misero”
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Eu coloquei essa questão aqui apenas para que você não seja “pego de calça curta”, se ela cair 
na sua prova. Mas, olhe só, a coisa aqui é bem polêmica…
O princípio do in dubio pro misero, para a doutrina majoritária, não é um princípio do processo do 
trabalho, muito menos um princípio relacionado à prova. Trata-se de um princípio de direito ma-
terial do trabalho, relativo à interpretação da norma (de acordo com o princípio do in dubio pro mi-
sero ou in dubio pro operário, quando a norma comportar duas interpretações diferentes, deve ser 
utilizada aquela que seja mais benéfica ao trabalhador). Esta é a única função do referido prin-
cípio: interpretar a lei de forma mais favorável ao trabalhador. Não tem nada a ver com provas.
Na questão das provas, o juiz deve julgar de acordo com as provas efetivamente produ-
zidas no processo. E se não houver provas suficientes, o juiz deve julgar de forma contrária 
àquele que tinha o dever (o ônus) de produzir a prova e não a produziu. O juiz jamais diz que se 
não tem provas suficientes, a razão está com o empregado.
Bom, isso que te expliquei acima é o correto. Mas a questão trouxe o errado. Na verdade, não 
o errado, mas o minoritaríssimo.
Pelas alternativas, dava para ver que nenhuma das respostas estava correta, então o jeito seria 
seguir a intuição e marcar a letra “e”: se está falando em dúvida no enunciado e o princípio que 
trata da análise da dúvida é o in dubio pro misero, a gente já intui que o examinador quer essa 
resposta, né? Mas que caberia recurso contra esta questão, sem dúvida caberia.
Letra e.
022. (CESPE/CEBRASPE/AGU/PROCURADOR FEDERAL/2013) Em relação ao direito pro-
cessual do trabalho, julgue os itens a seguir.
Segundo entendimento do TST, a regra prevista no CPC que prevê o prazo em dobro quando 
litisconsortes tiverem procuradores diferentes é inaplicável ao processo do trabalho, em face 
da sua incompatibilidade com o princípio da celeridade.
Veja a importância dos exercícios… Este assunto não foi falado ainda, e está ligado ao princí-
pio da celeridade. Realmente o prazo em dobro é incompatível com a celeridade buscada no 
processo do trabalho.
A resposta está na OJ 310 da SDI-1 do TST:
OJ 310. LITISCONSORTES. PROCURADORES DISTINTOS. PRAZO EM DOBRO. ART. 229, CAPUT E 
§§ 1º E 2º, DO CPC DE 2015. ART. 191 DO CPC DE 1973. INAPLICÁVEL AO PROCESSO DO TRABA-
LHO (atualizada em decorrência do CPC de 2015) – Inaplicável ao processo do trabalho a norma 
contida no art. 229, caput e §§ 1º e 2º, do CPC de 2015 (Art. 191 do CPC de 1973), em razão de 
incompatibilidade com a celeridade que lhe é inerente.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
DICA: o prazo em dobro não aplicável ao processo do trabalho 
é para o caso de litisconsortes com procuradores diferentes. 
No caso do prazo em dobro para o Ministério Público do Tra-
balho ou os prazos especiais previstos em lei para a Fazenda 
Pública, estes devem ser respeitados na Justiça do Trabalho, 
em razão do princípio da proporcionalidade e das relevantes 
funções desempenhadas (especialmente pelo MPT).
Certo.
023. (TRT 2ª REGIÃO (SP)/JUIZ DO TRABALHO/2013) Analise as seguintes proposições, 
consoante entendimento majoritário da doutrina. Aponte a alternativa correta:
I – O princípio “em dúvida pelo mísero” é aplicável tanto ao direito material, quanto direito pro-
cessual do trabalho.
II – A Súmula n. 74, do TST, quanto à confissão do reclamante, configura exemplo de adoção 
de procedimentos e técnicas do processo civil.
III – O duplo grau de jurisdição é princípio que não comporta exceções.
IV – Exceções dilatórias são aquelas que obstam o curso normal do processo, pois constituem 
incidentes que deverão ser resolvidos antes de qualquer procedimento meritório.
V – Reconvenção é admitida no processo do trabalho, sendo irrelevante que a matéria por ela 
trazida tenha liame de conexidade com o pedido principal.
Está correta a alternativa:
a) II e IV.
b) II e III.
c) I e IV.
d) III e V.
e) I e V.
I – Errado. Veja que maravilha: aqui a alternativa foi considerada errada. E é errada mesmo 
(pelo menos é considerada errada para a doutrina majoritaríssima). O princípio “em dúvida 
pelo mísero” NÃO é aplicável ao direito processual do trabalho. Trata-se de um princípio do 
direito material do trabalho, utilizado na interpretação da norma que comporte dois sentidos 
(pelo princípio, deve-se preferir sempre o sentido mais favorável ao empregado).
Embora algumas alternativas desta questão tragam matérias que ainda não estudamos, achei 
importantíssimo colocá-la aqui para te mostrar como pode ter variação de uma banca para a 
outra em relação a um mesmo assunto e como é importante, em caso de dúvida, tentar enten-
der o que efetivamente o examinador pensou ali.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
DICA: jamais procure pelo em ovo! Esse negócio de tentar en-
tender a cabeça do examinador é apenas para aquelas ques-
tões que são um verdadeiro imbróglio, onde você não conse-
gue ver uma alternativa correta.
II – Certo.
Súmula n. 74 do TST
CONFISSÃO. (atualizada em decorrência do CPC de 2015) – Res. 208/2016, DEJT divulgado em 22, 
25 e 26.04.2016
I – Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não comparecer 
à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor. (ex-Súmula n. 74 – RA 69/1978, DJ 26.09.1978)
II – A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão 
ficta (arts. 442 e 443, do CPC de 2015 – art. 400, I, do CPC de 1973), não implicando cerceamento 
de defesa o indeferimento de provas posteriores. (ex-OJ n. 184 da SBDI-1 – inserida em 08.11.2000)
III – A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, não afe-
tando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.
III – Errado. Pelo princípio do duplo grau de jurisdição, a decisão proferida por uma instância 
poderá ser revista por instância superior. Contudo, existem exceções.
EXEMPLO
As causas originárias do STF (Art. 102 da CF) não têm como ser revistas por instância superior.
IV – Certo. Ainda estudaremos a matéria. Por ora, leia atentamente esta alternativa, pois o que 
ela traz está corretíssimo.
V – Errado. A reconvenção é admitida no processo do trabalho, mas é indispensável que a ma-
téria por ela trazida tenha liame de conexidade com o pedido principal.
Letra a.
024. (CESPE/CEBRASPE/TRTe 
se complementam, formando um sistema). Embora cada norma constitucional conser-
ve sua autonomia, encontra fundamento em outra norma constitucional. Desse modo, a 
interpretação deve procurar observar a harmonia do sistema constitucional, interpretan-
do as normas constitucionais em conjunto, de forma sistemática.
• Princípio da proporcionalidade: este princípio, também chamado de regra de pondera-
ção, tem como objetivo solucionar o conflito entre princípios constitucionais, em um 
caso concreto, escolhendo qual o princípio que deva ser aplicado àquele caso e qual 
o princípio que deverá ser deixado de lado na situação específica (é o sacrifício de um 
princípio em prol de outro). A utilização do princípio da proporcionalidade é feita com 
base em algumas regras ou subprincípios da proporcionalidade, quais sejam: necessi-
dade, adequação e proporcionalidade em sentido estrito.
A necessidade está ligada à avaliação da real impossibilidade de atingir o bem perseguido 
sem sacrifício de um direito fundamental.
EXEMPLO
uma questão bastante polêmica em nossa sociedade é o aborto. Não vou entrar aqui na questão 
de ser certa ou errada a previsão constante em nosso ordenamento jurídico, mas apenas explicar 
o que de fato temos hoje. O legislador fez opção pela possibilidade de aborto em caso de estupro. 
Esta é uma regra que surgiu da ponderação de princípios, sendo que o direito à dignidade humana 
da mulher foi garantido mediante o sacrifício do direito fundamental à vida do feto. Trata-se, portan-
to, de claro sacrifício de um direito fundamental em prol de outro, feita pelo legislador.
A adequação consiste no fato de a medida escolhida ser adequada para a efetividade do 
direito que se quer preservar no caso concreto. E a proporcionalidade em sentido estrito (ou 
juízo de ponderação) está ligada à aplicação do princípio mais vantajoso e menos traumático, 
em detrimento daquele que pode ser sacrificado no caso concreto, tendo por fim último a pro-
teção da dignidade da pessoa humana.
• Devido processo legal: este princípio está consagrado no inciso LIV, do art. 5º, da CF, segun-
do o qual: “Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal”.
O devido processo legal nada mais é do que o direito de qualquer pessoa somente ser proces-
sada com base em regras já existentes e que sejam integralmente cumpridas pelo Poder Judiciário.
Todo processo deverá tramitar segundo as normas processuais vigentes, assegurando-se 
às partes que possam litigar utilizando-se de todos os instrumentos processuais previstos em 
nosso ordenamento jurídico, não havendo limitação indevida na atuação das partes em juízo 
por arbitrariedade do julgador.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Isso não quer dizer que o juiz ficará preso às normas processuais que se tornaram ineficientes 
na prática forense. O juiz pode “atualizar” o processo de acordo com as necessidades da cau-
sa, inovações da tecnologia etc. Não é que o juiz vá desprezar as regras formais existentes, o 
que ele pode fazer é interpretá-las de modo a garantir a celeridade e justiça ao caso concreto.
Essa necessidade de adaptação das regras processuais é o que a doutrina chama de devido 
processo legal substancial, segundo o qual sem se afastar dos mandamentos constitucionais, 
deve o juiz buscar a forma mais justa, razoável e célere de garantir os direitos postulados em 
juízo, sendo vedado, é claro, qualquer tipo de arbitrariedade.
Os doutrinadores costumam dizer que é do princípio do devido processo legal que deri-
vam todos os demais princípios constitucionais do processo (como, por exemplo, princípio da 
igualdade de tratamento das partes, ampla defesa, motivação das decisões etc.).
• Princípio do Juiz natural (e também do Promotor natural): De acordo com o princípio 
do juiz natural, aquele que busca o Poder Judiciário tem o direito de ser julgado por um 
juiz pré-constituído, ou seja, um juiz que já estava ali, a postos, para julgar, com impar-
cialidade, aquele tipo de demanda que viesse a ser interposta por qualquer pessoa (por 
ex., o juiz do trabalho já está lá na Vara do Trabalho, pré-constituído, para julgar, com 
imparcialidade, as demandas decorrentes de relação de trabalho que sejam de sua 
competência territorial). Não é possível que depois da ocorrência do fato, seja designa-
do um juízo especificamente para cuidar daquele caso.
Dessa explanação, já é possível verificar que decorrem 3 dimensões do princípio em análise:
1) não haverá juízo ou tribunal de exceção (ou tribunal ad hoc);
2) toda pessoa tem direito de ser submetida a julgamento apenas por juiz competente e 
pré-constituído na forma da lei;
3) o juiz deve ser imparcial.
1) O que é tribunal de exceção (ou ad hoc)? É aquele tribunal ou juiz constituído depois da 
ocorrência do fato, para julgá-lo. Prevê o inciso XXXVII do art. 5º, da CF: “não haverá juízo ou 
tribunal de exceção”. O tribunal de exceção viola completamente o dever de imparcialidade, 
uma vez que é criado para julgar em um ou outro determinado sentido.
2) De acordo com o inciso LIII do art. 5º: “ninguém será processado nem sentenciado se-
não pela autoridade competente”. O juiz que julgará a causa deve ser, como dito ali em cima, 
aquele que já estava lá, a postos, para julgar demanda de sua competência material e que es-
teja dentro de sua área de atuação (competência territorial).
3) A imparcialidade do juiz é uma garantia do indivíduo e do Estado Democrático de Di-
reito. A doutrina moderna defende que imparcialidade é diferente de neutralidade e que o juiz 
atual não pode se manter inerte no processo, devendo atuar de forma que garanta às partes 
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
igualdade real de tratamento e oportunidades, corrigindo eventual desigualdade criada pela 
lei, na busca pela verdadeira justiça.
O princípio do promotor natural seria a aplicação dessas mesmas dimensões do juiz natu-
ral ao membro do Ministério Público.
• Princípio da igualdade: O art. 5º, caput, da CLT, dispõe acerca do princípio da isonomia: 
“Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-
-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à 
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade […]”
Você percebeu que eu falei isonomia e não igualdade? A rigor, o que a CF trata no caput 
do art. 5º, é isonomia e não igualdade. Apesar de alguns operadores do direito tratarem 
isonomia e igualdade como sinônimos, existe uma diferença de sentido e que pode acabar 
virando uma pegadinha de prova.
DICA: Olhe só, não é para você virar o(a) louco(a) do apego às 
nomenclaturas, tá? Pode até ser que na prova haja tratamento 
como sinônimos e não seja uma pegadinha. O importante é 
apenas estar atento, mas não caçar pelo em ovo. E se, por aca-
so, a questão disser expressamente que a isonomia e igualda-
de são a mesma coisa, pode ter certeza de que está errado.
Então, vamos à diferença:
Isonomia é aquilo que está previsto na Constituição Federal: a igualdade de todos perante 
a lei. E da isonomia decorre a igualdade: como restou consagrado pelo célebre Aristóteles, a 
verdadeira igualdade consiste17ª REGIÃO (ES)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATI-
VA/2013) Em relação aos princípios, às partes e ao processo do trabalho, julgue os próximos itens.
O princípio da proteção aplicado ao direito do trabalho não incide no âmbito do processo do 
trabalho, pois o juiz não pode instituir privilégios que descaracterizem o tratamento isonômico 
entre as partes.
O princípio da proteção aplicado ao direito do trabalho é muito mais intenso que no processo 
do trabalho, mas ele existe também no processo do trabalho. Na esfera processual, a aplica-
ção do princípio da igualdade consiste na busca da paridade de armas, na tentativa de colocar 
os dois lados em pé de igualdade para litigarem. É claro que isso não pode representar um 
tratamento parcial, o juiz deve ser sempre imparcial. Mas quando o juiz age dentro dos limites 
legais e da razoabilidade, não há se falar em imparcialidade.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
EXEMPLO de aplicação do princípio da proteção no processo do trabalho: quando o reclaman-
te falta à audiência, ocorre apenas o arquivamento. Se o reclamado falta, ocorre a revelia.
Errado.
025. (FCC/NOSSA CAIXA DESENVOLVIMENTO/ADVOGADO/2011) Mirto, juiz de direito, in-
dignado com determinadas situações que estão ocorrendo na empresa Z, gostaria de instaurar 
reclamação plúrima trabalhista. Porém, há um princípio que impede que o magistrado instaure 
de ofício o processo trabalhista. Trata-se especificamente do princípio
a) da imparcialidade do juiz.
b) do devido processo legal.
c) do contraditório.
d) dispositivo.
e) inquisitório.
Pelo princípio da disponibilidade ou dispositivo, o Poder Judiciário é inerte e só atua quando 
provocado, cabendo à parte dispor ou não de seu direito de levar a contenda ao Poder Judiciário.
Letra d.
026. (FCC/TRT 14ª REGIÃO (RO E AC)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2011) 
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, o Direito Processual Comum é fonte do Di-
reito Processual do Trabalho. Neste caso, está sendo aplicado especificamente o princípio
a) da informalidade.
b) da celeridade.
c) da simplicidade.
d) da subsidiariedade.
e) do protecionismo ao trabalhador.
Esta aqui foi bem tranquila, né? Pelo princípio da subsidiariedade, o direito processual comum 
será fonte subsidiária do processo do trabalho (Art. 769, CLT).
Letra d.
027. (FCC/TRT 24ª REGIÃO (MS)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2011) 
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho, os Juízos e Tribunais do Trabalho terão 
ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas, poden-
do determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas. Este dispositivo retrata 
especificamente o princípio
a) da instrumentalidade.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
b) dispositivo.
c) da estabilidade da lide.
d) inquisitivo.
e) da perpetuatio jurisdictionis.
Eu sei que já falei um monte de vezes, mas fico impressionada com a importância de fazer 
os exercícios. Veja: ao ler o enunciado, fica claro que se refere ao princípio do impulso oficial, 
não fica? E cadê essa alternativa? Não tem! Não tem porque aqui o examinador adotou outra 
terminologia, que é menos usada pela doutrina: princípio inquisitivo. E a gente só vai pegando 
esses detalhes e gravando ao exercitar…
O princípio do impulso oficial está previsto no art. 2º do CPC: “O processo começa por iniciati-
va da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei”.
Depois que o processo tem início (sempre por iniciativa da parte), quem toca o barco é o juiz 
(ou seja, segue por impulso oficial). É o juiz quem irá conduzindo as fases processuais até que 
se chegue à decisão final, podendo determinar qualquer diligência que entenda necessária ao 
deslinde da causa (Art. 765 da CLT).
Letra d.
028. (FCC/TRT 24ª REGIÃO (MS)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2011) De 
acordo com o art. 795 da CLT, as nulidades não serão declaradas senão mediante provocação 
das partes, as quais deverão argui-las à primeira vez em que tiverem de falar em audiência ou 
nos autos. Neste caso, trata-se especificamente do Princípio da
a) Estabilidade da Lide.
b) Preclusão.
c) Eventualidade.
d) Concentração.
e) Lealdade Processual.
a) Errada. Estabilidade da Lide: está ligada à impossibilidade de alterar o mérito da ação após 
a citação do reclamado (salvo com a concordância expressa).
b) Certa. O princípio segundo o qual o processo deve marchar para frente e as fases processu-
ais já praticadas não retornam é o princípio da preclusão.
c) Errada. Eventualidade: significa que as partes devem alegar, na oportunidade própria previs-
ta em lei, todas as matérias de seu interesse.
d) Errada. Concentração: trata-se do princípio da concentração dos atos processuais em audi-
ência: em regra, a audiência deve ser única e concentrar todos os atos processuais necessá-
rios à solução da causa.
e) Errada. Lealdade Processual: pressupõe que as partes ajam com ética, respeito e moralida-
de no processo.
Letra b.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
029. (CESGRANRIO/PETROBRAS/PROFISSIONAL JÚNIOR – DIREITO/2010) Nos termos da 
dicção do art. 496 da CLT, quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, 
dado o grau de incompatibilidade resultante do dissídio, o tribunal do trabalho poderá conver-
ter aquela obrigação em indenização. Tal faculdade, dada ao tribunal, encontra-se lastreada, 
como uma exceção, ao princípio processual trabalhista da(o)
a) fungibilidade.
b) celeridade.
c) duplo grau.
d) dispositivo.
e) contraditório.
O Poder Judiciário é inerte e só atua quando provocado. E, pelo princípio dispositivo, a parte 
só o provoca se quiser. É esta a base do princípio dispositivo ou da disponibilidade: a parte 
pode ou não dispor do seu direito de levar o problema, a contenda, ao Poder Judiciário. O art. 
496 traz uma exceção, pois a parte não optou por trazer o pedido de indenização e o juiz deci-
dirá assim mesmo, por autorização legal. O art. 496 é uma exceção, também, ao princípio da 
demanda ou da inércia do Poder Judiciário.
Letra d.
030. (FCC/TRT 12ª REGIÃO (SC)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2010) 
Quando a lei processual estabelece que compete ao réu alegar, na contestação, toda a matéria 
de defesa, expondo as razões de fato e de direito, com que impugna o pedido do autor e espe-
cificando as provas que pretende produzir, está mencionando especificamente o Princípio da
a) inafastabilidade de jurisdição.
b) boa-fé.
c) proteção.
d) instrumentalidade ou da finalidade.
e) eventualidade.
Trata-se do princípio da eventualidade, previsto de forma expressa no art. 336 do CPC: “Art. 336. 
Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato e 
de direito com que impugna o pedido do autor e especificandoas provas que pretende produzir”.
Letra e.
031. (FCC/TRT 9ª REGIÃO (PR)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2010) Mario 
ajuizou reclamação trabalhista em face da empresa W. A reclamação foi julgada totalmente proce-
dente e a empresa W ainda foi condenada nas penalidades inerentes à litigância de má-fé. Neste 
caso, com relação à condenação por litigância de má-fé, está presente especificamente o princípio da
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
a) Concentração.
b) Lealdade Processual.
c) Proteção.
d) Estabilidade da Lide.
e) Demanda ou Dispositivo.
A pena de litigância de má-fé será aplicada quando for violado o dever de lealdade processual.
Letra b.
032. (FCC/TRT 9ª REGIÃO (PR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2010) (ADAPTA-
DA) De acordo com o art. 820 da Consolidação das Leis do Trabalho: “as partes e testemunhas 
serão inquiridas pelo juiz, podendo ser reinquiridas, por seu intermédio, a requerimento das par-
tes, seus representantes ou advogados”. Neste artigo, está presente, especificamente o princípio
a) da instrumentalidade ou finalidade.
b) da imparcialidade do juiz.
c) do devido processo legal.
d) da normatização coletiva.
e) da imediatidade ou imediação.
O princípio da imediatidade do juiz na colheita da prova é, na verdade, um subprincípio da orali-
dade. Pela imediatidade, os atos instrutórios (ou seja, os atos destinados a provar algum fato) 
devem ser realizados perante o juiz e com a intervenção do juiz sempre que necessário, para 
melhor formação do convencimento.
Letra e.
033. (CESPE/CEBRASPE/AGU/ADVOGADO DA UNIÃO/2009) Acerca do Direito Processual 
do Trabalho, julgue os próximos itens.
O princípio do dispositivo confere ao juiz a prerrogativa de procurar e reunir o material do pro-
cesso, devendo o magistrado observar sempre o respeito à igualdade das partes perante a lei. 
A inspeção judicial constitui uma das formas de observância de tal princípio.
O juiz jamais poderá “procurar e reunir o material do processo”. Isso violaria completamente 
o dever de imparcialidade. O princípio dispositivo é algo completamente diferente: estabelece 
apenas que a parte pode ou não dispor do seu direito de levar o problema, a contenda, ao Poder 
Judiciário. Não é o juiz quem tem a faculdade de dispor do processo e sim a parte.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
034. (CESPE/CEBRASPE/AGU/ADVOGADO DA UNIÃO/2009) Os princípios do Direito Pro-
cessual do Trabalho funcionam como orientadores das partes, que devem apresentar fatos 
e postular a solução, e do juiz, o qual deve interpretar os fatos que lhe são apresentados e, 
aplicando a lei aos casos concretos, solucionar a lide. Tais princípios inspiram preceitos legais, 
orientam os intérpretes e sanam as omissões legais.
Descrição perfeita e didática acerca dos princípios. Aahhh, se todo examinador fosse claro 
assim, a vida do concurseiro seria bem mais fácil, né? 
Certo.
035. (FCC/PGE-MT/PROCURADOR DO ESTADO/2016) No estudo da Teoria Geral do Direito 
Processual do Trabalho com enfoque nos princípios, fontes, hermenêutica e nos métodos de 
solução dos conflitos trabalhistas,
a) a autocomposição é uma técnica de solução dos conflitos que consiste na solução direta 
entre os litigantes diante da imposição de interesses de um sobre o outro, sendo exemplos 
desta modalidade permitida pela legislação que regula a ordem trabalhista a greve, o locaute, 
o poder disciplinar do empregador e a autotutela sindical.
b) por força do princípio da subsidiariedade previsto expressamente no texto consolidado, o 
direito processual comum será aplicado na Justiça do Trabalho exclusivamente pelo critério da 
omissão da lei processual trabalhista.
c) os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão 
sempre sujeitos à conciliação e, não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á, obri-
gatoriamente, em arbitral; sendo lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, 
mesmo depois de encerrado o juízo conciliatório.
d) os costumes, a jurisprudência, a analogia e a autonomia privada coletiva são consideradas 
fontes materiais do direito processual do trabalho, conforme previsão expressa contida na 
Consolidação das Leis do Trabalho.
e) os princípios da irrecorribilidade das decisões interlocutórias e da execução ex officio 
das sentenças se restringem aos processos que tramitam pelo rito sumaríssimo na Justiça 
do Trabalho.
a) Errada. A alternativa não trata de autocomposição e sim de autotutela.
RELEMBRANDO: Na autocomposição não há imposição, há concessões recíprocas (transa-
ção) ou unilaterais (renúncia), mas sem imposição. Quando a parte mais forte impõe a solu-
ção sobre a mais fraca, trata-se de autotutela (o exemplo clássico na Justiça do Trabalho é a 
greve). A bem da verdade, a autotutela sequer é forma de resolver o conflito, mas sim forma de 
forçar a busca por uma solução.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
b) Errada. O princípio da subsidiariedade está previsto expressamente na CLT (Art. 769), mas 
não é aplicado exclusivamente pelo critério da omissão da lei processual trabalhista. Também 
é aplicado quando a lei trabalhista for incompleta ou trouxer solução menos efetiva que a nor-
ma processual civil. E sempre deve haver a compatibilidade entre os institutos.
c) perfeito.
d) Errada. Os costumes, a jurisprudência, a analogia e a autonomia privada coletiva são consi-
deradas fontes FORMAIS do direito processual do trabalho. As fontes materiais são os fatos 
que ocorrem na sociedade (fatos sociais) e demonstram a necessidade de regulação da con-
duta para o alcance do bem social. São os acontecimentos que levam o operador do direito a 
se debruçar sobre o assunto na intenção de regulá-lo, interpretá-lo.
e) Errada. O princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias se aplica a todos os ritos 
do processo do trabalho (sumário, sumaríssimo e ordinário). Além disso, não há mais execu-
ção ex officio na Justiça do Trabalho.
Letra c.
036. (TRT 16ª REGIÃO (MA)/JUIZ DO TRABALHO SUBSTITUTO/2011) Analise as afirmati-
vas e assinale a alternativa CORRETA,
a) Considera-se afronta ao princípio do devido processo legal e da ampla defesa e contraditó-
rio a inversão do ônus da prova na própria sentença, sem que tal seja antecipado pelo juiz às 
partes durante a instrução probatória e oportunizado defesa à parte prejudicada.
b) Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não 
comparecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor. A prova pré-constituída 
nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão ficta, sendo defeso a pro-
dução posterior de outras provas.
c) Não é possível a prova de fato negativo no processo do trabalho.
d) Apresentando-se a prova dividida, o Juizdo Trabalho deverá aplicar a regra in dubio 
pro operário.
e) As provas ilícitas não são admitidas no Processo do Trabalho.
a) Certa. Considera-se afronta ao princípio do devido processo legal e da ampla defesa e con-
traditório a inversão do ônus da prova na própria sentença, sem que tal seja antecipado pelo 
juiz às partes durante a instrução probatória e oportunizado defesa à parte prejudicada.
b) Errada. O começo está correto. O problema é quando diz que é “defeso a produção posterior 
de outras provas”. Não e proibida a produção de prova posterior. O que ocorre é que é facultado 
ao juiz, de acordo com a análise do caso, o indeferimento de prova posterior. Mas proibida a 
apresentação, não é. Pode ser até que o juiz determine a produção de alguma prova. A matéria 
está tratada na Súmula n. 74:
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
CONFISSÃO. (atualizada em decorrência do CPC de 2015) – Res. 208/2016, DEJT divulgado em 22, 
25 e 26.04.2016
I – Aplica-se a confissão à parte que, expressamente intimada com aquela cominação, não com-
parecer à audiência em prosseguimento, na qual deveria depor. (ex-Súmula n. 74 – RA 69/1978, DJ 
26.09.1978)
II – A prova pré-constituída nos autos pode ser levada em conta para confronto com a confissão 
ficta (arts. 442 e 443, do CPC de 2015 – art. 400, I, do CPC de 1973), não implicando cerceamento 
de defesa o indeferimento de provas posteriores. (ex-OJ n. 184 da SBDI-1 – inserida em 08.11.2000)
III – A vedação à produção de prova posterior pela parte confessa somente a ela se aplica, não afe-
tando o exercício, pelo magistrado, do poder/dever de conduzir o processo.
c) Errada. É muito mais difícil se fazer a prova de um fato negativo, mas isso não quer dizer que 
seja proibida tal prova no processo do trabalho.
d) Errada. O princípio in dubio pro operário não é utilizado para o caso de prova dividida. Se-
gundo a doutrina majoritaríssima, o in dubio pro operário não é sequer princípio do processo 
do trabalho e não tem nada a ver com a interpretação da prova. Trata-se de princípio do direito 
material do trabalho que estabelece que diante de duas interpretações possíveis da norma, 
deve ser prestigiada a que for mais favorável ao trabalhador.
Aqui a questão foi bem formulada e não era necessário tentar descobrir o que se passava na 
cabeça (geralmente confusa. Rsrs) do examinador.
e) Errada. O inciso LVI, do art. 5º, da CF, dispõe que: “são inadmissíveis, no processo, as provas 
obtidas por meios ilícitos”. Todavia, em alguns casos, diante da gravidade da situação, a juris-
prudência admite a mitigação do princípio da vedação da prova ilícita e permite a utilização da 
prova obtida por meio ilícito.
Letra a.
037. (CESPE/CEBRASPE/DPU/DEFENSOR PÚBLICO FEDERAL/2015) (ADAPTADA) Julgue 
o item subsequente, relativo aos princípios gerais que norteiam o processo do trabalho.
Amplamente admitido no direito material do trabalho, o princípio da busca da verdade real não 
se aplica ao direito processual do trabalho, uma vez que a finalidade do processo é a justa e 
igualitária composição do litígio com mesmos direitos ao contraditório e à ampla defesa.
O princípio da busca da verdade real deriva do princípio da primazia da realidade, que é um dos 
princípios fundamentais do direito material do trabalho.
O princípio da primazia da realidade prevê que aquilo de fato aconteceu deve prevalecer sobre 
a formalidade adotada pelas partes
EXEMPLO
as partes celebram contrato de prestação de serviços autônomos, mas, na realidade, havia vín-
culo de emprego. Deve ser reconhecida a existência da relação de emprego.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
No processo do trabalho, a busca pelo que de fato aconteceu dá origem ao princípio da busca 
da verdade real, o qual exige uma postura mais ativa do magistrado (princípio inquisitivo), que 
não deve se contentar apenas com a verdade formal trazida aos autos pelas partes. Dessa 
forma, o juiz deve buscar uma análise mais apurada da realidade, determinando as diligências 
que entender cabíveis (Art. 765, CLT).
Errado.
038. (FCC/TRT 16ª REGIÃO (MA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2014) No to-
cante ao Procedimento Sumaríssimo, dispõe o art. 852-D da CLT que: O juiz dirigirá o processo 
com liberdade para determinar as provas a serem produzidas, considerado o ônus probatório 
de cada litigante, podendo limitar ou excluir as que considerar excessivas, impertinentes ou 
protelatórias, bem como para apreciá-las e dar especial valor às regras de experiência comum 
ou técnica. Neste caso, está presente o Princípio
a) da Imediatidade.
b) Dispositivo.
c) da Identidade física do juiz.
d) Inquisitivo.
e) do Juiz natural.
a) da Imediatidade: os atos instrutórios (ou seja, os atos destinados a provar algum fato) de-
vem ser realizados perante o juiz, para melhor formação do convencimento. O princípio da 
imediatidade visa assegurar maior interação entre juiz e partes e também entre juiz e teste-
munhas, garantindo a comunicação direta entre todos em audiência e ampliando os poderes 
instrutórios do juiz.
b) Dispositivo: O Poder Judiciário é inerte e só atua quando provocado. E, pelo princípio disposi-
tivo, a parte só o provoca se quiser. É esta a base do princípio dispositivo ou da disponibilidade: 
a parte pode ou não dispor do seu direito de levar o problema, a contenda, ao Poder Judiciário.
c) da Identidade física do juiz: o juiz que instruiu o processo (ou seja, que fez a audiência de 
instrução, que colheu as provas) é quem deve julgá-lo, uma vez que teve contato direto com as 
provas, tirou suas impressões dos depoimentos das testemunhas e oitiva das partes colhidos 
em audiência e tem maiores condições de proferir uma decisão justa.
d) Inquisitivo ou impulso oficial: O princípio do impulso oficial está previsto no art. 2º do CPC: 
“O processo começa por iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as exce-
ções previstas em lei”.
Depois que o processo tem início (sempre por iniciativa da parte), quem toca o barco é o juiz 
(ou seja, segue por impulso oficial). É o juiz quem irá conduzindo as fases processuais até que 
se chegue à decisão final, podendo determinar qualquer diligência que entenda necessária ao 
deslinde da causa (Art. 765 da CLT).
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
e) do Juiz natural: De acordo com o princípio do juiz natural, aquele que busca o Poder Judici-
ário tem o direito de ser julgado por um juiz pré-constituído, ou seja, um juiz que já estava ali, 
a postos, para julgar, com imparcialidade, aquele tipo de demanda que viesse a ser interposta 
por qualquer pessoa (por ex., o juiz do trabalho já está lá na Vara do Trabalho, pré-constituído, 
para julgar, com imparcialidade, as demandas decorrentes de relação de trabalho que sejam de 
sua competência territorial).Não é possível que depois da ocorrência do fato, seja designado 
um juízo especificamente para cuidar daquele caso (chamado de juízo de exceção).
Letra d.
039. (FCC/TRT 19ª REGIÃO (AL)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRATIVA/2014) O 
art. 39 da Consolidação das Leis do Trabalho permite que a Delegacia Regional do Trabalho 
– DRT encaminhe processo administrativo à Justiça do Trabalho, onde conste reclamação de 
trabalhador no tocante a recusa de anotação da CTPS pela empresa. Este é um exemplo de 
exceção ao princípio
a) da eventualidade.
b) inquisitivo.
c) da imediação.
d) dispositivo.
e) da extrapetição.
Trata-se de clara exceção ao princípio dispositivo, pois a ação não teve início por iniciativa da 
parte; não foi a parte quem dispôs de seu direito de procurar o Poder Judiciário.
RELEMBRANDO: Não existe mais Delegacia Regional do Trabalho. Foi substituída pela SRTE, 
que significa Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Trata-se da representação 
do Ministério do Trabalho em nível regional.
Letra d.
040. (FCC/TRT 19ª REGIÃO (AL)/ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE JUSTIÇA AVALIA-
DOR/2014) Considere a seguinte situação hipotética: Reclamação trabalhista em que a recla-
mante requer o reconhecimento do vínculo de emprego com a empresa “GHJ Ltda.”. A empre-
sa reclamada, por sua vez, nega o referido vínculo, alegando que a reclamante não trabalhou 
para ela, não tendo, inclusive, jamais ingressado no interior do estabelecimento. O Magistrado 
converteu a audiência em diligência e se dirigiu à empresa reclamada com as partes. No local, 
o Magistrado solicitou que a reclamante indicasse o banheiro feminino. Esta não soube indicar 
e o Magistrado percebeu qual das partes estava faltando com a verdade. Esta hipótese é um 
exemplo específico do princípio.
a) dispositivo.
b) da imediação.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
c) da estabilidade da lide.
d) da eventualidade.
e) da perempção.
Para te falar bem a verdade, a resposta, a meu ver, não está em nenhuma das alternativas. O 
correto seria princípio inquisitivo ou impulso oficial, segundo o qual o processo tem início por 
iniciativa da parte, mas se desenvolve por impulso oficial, podendo o juiz determinar qualquer 
diligência que entenda necessária ao deslinde da causa (Art. 765 da CLT).
No entanto, não há essa alternativa. Dentre as alternativas colocadas, a única possível é a letra 
b: princípio da imediação ou da imediatidade do juiz na colheita da prova. De acordo com o re-
ferido princípio, os atos instrutórios devem ser realizados perante o juiz, para melhor formação 
do convencimento.
Aqui neste exercício a prova não foi apenas produzida perante o juiz (como o depoimento teste-
munhal, por exemplo), ela foi determinada pelo juiz. Por isso eu apostaria no princípio do impulso 
oficial. Mas para o examinador o dado mais importante é que a prova foi colhida na presença do juiz.
DICA
A questão não era complicada, pois nenhuma das outras alter-
nativas possuía qualquer relação com o que estava sendo ques-
tionado. Mas ela nos mostra como as questões de princípios exi-
gem uma sensibilidade maior; não é “preto no branco”. Existem 
nomenclaturas diferentes e entendimentos diversos para uma 
mesma situação; mas com atenção e calma, você conseguirá re-
solver as questões. Não há treino melhor para o raciocínio correto 
na resolução de questões que a repetição de exercícios.
Letra b.
041. (CESPE/CEBRASPE/TRT 8ª REGIÃO (PA E AP)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMI-
NISTRATIVA/2013) Acerca dos princípios do direito processual do trabalho, assinale a op-
ção correta.
a) Os princípios da celeridade e da economia processual não foram recepcionados pela CLT.
b) A oralidade não é um princípio do processo do trabalho.
c) O jus postulandi é um princípio do processo do trabalho facultado apenas ao empregado.
d) Em consonância com o princípio da concentração, existem procedimentos individualiza-
dos e dissociados entre si, como, por exemplo, a audiência de conciliação e outra audiência 
para instrução do feito.
e) De acordo com o princípio do jus postulandi, os empregados e os empregadores podem reclamar 
pessoalmente perante a justiça do trabalho e acompanhar as reclamações até o final do processo.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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a) Errada. É estranho falar em “recepcionados” pela CLT, porque quem recepciona ou não al-
guma norma ou princípio é a Constituição Federal. Anotado isso, vamos analisar os princípios 
mencionados: tanto a celeridade quanto a economia processual são princípios aplicados ao 
processo do trabalho e, portanto, a alterativa está incorreta.
b) Errada. Como estudamos, a oralidade é um princípio do processo do trabalho. O princípio 
tem origem no processo civil, mas isso não quer dizer que ele não seja, também, um princípio 
utilizado no processo do trabalho.
c) Errada. O art. 791 da CLT, ao tratar do jus postulandi, fala em empregados e empregadores.
d) Existem dois princípios denominados por parte da doutrina de “princípio da concentração” e 
nenhum dos dois tem nada a ver com o que está descrito na alternativa. O primeiro se refere ao 
princípio da concentração da defesa (ou princípio da eventualidade), segundo o qual todas as 
teses de defesa devem ser apresentadas na contestação. O segundo diz respeito ao princípio 
da concentração dos atos processuais, o qual, segundo Renato Saraiva, objetiva que a tutela 
jurisdicional seja prestada no menor tempo possível, concentrando os atos processuais em uma 
única audiência. Ou seja, é exatamente o contrário do disposto na alternativa.
e) Certa. É exatamente o que diz o art. 791 da CLT.
Letra e.
042. (FCC/TRT 5ª REGIÃO (BA)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁRIA/2013) Em rela-
ção aos princípios gerais do processo trabalhista, é INCORRETO afirmar:
a) A aplicação subsidiária do direito processual comum ao direito processual do trabalho deve 
ser feita de acordo com o prudente arbítrio do juiz.
b) Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e velarão 
pelo andamento rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária ao es-
clarecimento delas.
c) Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão 
sempre sujeitos à conciliação.
d) É lícito às partes celebrar acordo que ponha fim ao processo, ainda mesmo depois de en-
cerrado o juízo conciliatório.
e) A compensação, ou retenção, somente poderá ser arguida como matéria de defesa.
a) Errada. A aplicação subsidiária do direito processual comum ao direito processual do traba-
lho deve ser feita nos casos de omissão (sendo que já estudamos que essa omissão é enten-
dida num sentido amplo, abarcando também a incompletude da norma e sua menor eficiência 
que aquela prevista no CPC) e desde que haja compatibilidade entre os institutos. Não se trata 
de uma ampla discricionariedade do juiz, não ficando baseada apenas no seu prudente arbítrio.
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b) Certa. É o exato teor do art. 765 da CLT.
c) Certa. Isso está expresso no art. 764 da CLT: “Art. 764 – Os dissídios individuais ou coletivos 
submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre sujeitos à conciliação. […]”
d) Certa. As partes podem celebrar acordo a qualquer momento, mesmo após a sentença. A 
Justiça do Trabalho prioriza sempre a conciliação.
e) Certa. Ainda não estudamos o assunto, mas já te adianto que é exatamente isso que dis-
põe o art. 767 da CLT: “Art. 767 – A compensação, ou retenção, só poderá ser arguida como 
matéria de defesa”.
Letra a.
043. (CESPE/CEBRASPE/TRT 8ª REGIÃO (PA E AP)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDI-
CIÁRIA/2013) No que se refere aos princípios gerais do processo trabalhista, assinale a op-
ção correta.
a) A verdade real, derivada do direito material do trabalho, não tem aplicação no campo pro-
cessual, pois o que importa para o julgamento é a prova documental apresentada nos autos 
pelas partes.
b) O princípio do dispositivo, segundo o qual o juiz está impedido de prestar a tutela jurisdicio-
nal sem que a parte interessada a requeira, não é aplicado no processo do trabalho, instância 
na qual impera a instauração processual por impulso oficial em favorecimento ao trabalhador.
c) Não se aplica ao processo do trabalho o princípio da oralidade, devendo os atos processuais 
ser expressamente formalizados para que a parte possa impugná- los quando viciados.
d) O princípio da proteção, claramente evidenciado no direito material do trabalho, é também 
aplicável ao processo do trabalho e com base nele o juiz do trabalho pode instituir privilégios 
processuais ao trabalhador, conferindo tratamento não isonômico entre as partes.
e) A inclusão na liquidação de sentença de juros de mora e de correção monetária, ainda que 
a petição inicial e a condenação tenham sido omissas a tal respeito, exemplifica o princípio da 
extrapetição, aplicável ao processo do trabalho.
a) Errada. Tá tudo errado, né? O princípio da verdade real tem aplicação, SIM, no campo proces-
sual, e o que importa para o julgamento NÃO é apenas a prova documental apresentada nos 
autos pelas partes, mas o que verdadeiramente ocorreu, pois o documento pode ser contrário 
à realidade.
b) Errada. Erradíssimo também. A instauração processual NUNCA se dá por impulso oficial. O 
juiz não ajuíza o processo. O processo começa por iniciativa da parte e SE DESENVOLVE por 
impulso oficial. O princípio do dispositivo é super aplicado ao processo do trabalho.
c) Errada. O princípio da oralidade se aplica ao processo do trabalho. Os atos são praticados, 
em regra, de forma oral. O fato de serem reduzidos a termo para facilitar a impugnação não 
significa que não esteja sendo aplicado o princípio da oralidade.
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d) Errada. O princípio da proteção, claramente evidenciado no direito material do trabalho, é 
também aplicável ao processo do trabalho (até aqui, ok). Mas dizer que com base nele o juiz do 
trabalho pode instituir privilégios processuais ao trabalhador, conferindo tratamento não isonô-
mico entre as partes é o absurdo dos absurdos. Cadê a imparcialidade do juiz e o princípio da 
igualdade? Pelo princípio da igualdade o juiz deve assegurar às partes igualdade de tratamento 
e acesso às mesmas oportunidades (é o que se chama de paridade de armas). Eventual tra-
tamento diferenciado (tratar desigualmente os desiguais, na medida da desigualdade) é feito 
justamente com o objetivo de assegurar a igualdade substancial, e não para criar privilégio.
e) Certa. Perfeito!
Letra e.
044. (TRT 8ª REGIÃO (PA E AP)/JUIZ DO TRABALHO/2013) Sobre princípios do Direito Pro-
cessual do Trabalho é CORRETO afirmar que:
a) O princípio do impulso oficial expressa a possibilidade de o juiz substituir as partes, no que 
atine a atos que deveriam ser por estas praticados, em decorrência dos interesses que defen-
dem na causa e do correspondente ônus da prova que lhes incumbe.
b) O princípio de irrecorribilidade das decisões interlocutórias constitui uma das características 
do processo do trabalho e não permite exceções em face do princípio da celeridade processual.
c) De acordo com o entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho “os empregados 
e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do Trabalho e acompa-
nhar as suas reclamações até o final”. Todavia, em caso de eventual recurso extraordinário para 
o Supremo Tribunal Federal, deve ser subscrito por advogado, sob pena de não conhecimento.
d) O princípio da imediatidade se entrelaça com o da oralidade, pois traduz a necessidade de o 
juiz estar em contato direto com as partes, designadamente na audiência, permitindo-lhe pro-
ceder à acareação da parte com a testemunha ou de uma testemunha com outra e, quando for 
o caso, indeferir diligências inúteis ou protelatórias requeridas pelos litigantes, além de tentar 
conduzi- los a uma solução consensual do litígio, escopo fundamental da Justiça do Trabalho.
e) arcaico princípio da preservação da empresa foi superado pelo princípio da proteção do 
trabalhador, em razão da busca incessante da Justiça Social.
a) Errada. Pelo princípio do impulso oficial o juiz conduz o processo, mas quem deve praticar 
os atos são as partes. O juiz jamais substitui qualquer das partes.
b) Errada. Existem, sim, exceções ao princípio de irrecorribilidade das decisões interlocutórias, 
as quais são tratadas na Súmula n. 214 do TST:
DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. IRRECORRIBILIDADE
Na Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, § 1º, da CLT, as decisões interlocutórias não ense-
jam recurso imediato, salvo nas hipóteses de decisão:
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal 
Superior do Trabalho;
b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal;
c) que acolhe exceção de incompetência territorial, com a remessa dos autos para Tribunal Regional 
distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado, consoante o disposto no art. 799, § 2º, da CLT.
c) Errada. O assunto não está tratado em Súmula do TST, e sim no art. 791 da CLT:
Art. 791. Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante a Justiça do 
Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final. […]
A Súmula n. 425 do TST limita a atuação do jus potulandi, mas não apenas em caso de recurso 
extraordinário dirigido ao STF. Consta na referida Súmula:
JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE.
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos 
Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de 
segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.
d) Certa. Perfeito!
e) Errada. Os princípios devem coexistir em nosso sistema jurídico, sendo que de acordo com 
o princípio da proporcionalidade poderá haver preponderância de um sobre o outro no caso 
concreto. O princípio da preservação da empresa continuaexistindo (afinal de contas, é ela 
que gera o emprego!), ao lado do princípio da proteção do trabalhador. Nenhum dos princípios 
foi extirpado do ordenamento jurídico e nosso caso concreto será feito o devido sopesamento.
Letra d.
045. (CESPE/CEBRASPE/SERPRO/ANALISTA – ADVOCACIA/2013) O princípio da impar-
cialidade do juiz não é aplicado no processo do trabalho, pois o princípio da proteção ao traba-
lhador, que tutela o obreiro hipossuficiente na relação de emprego, suprime a imparcialidade.
Suprimir a imparcialidade não dá, né? Isso seria acabar com o processo do trabalho.
Errado.
046. (VUNESP/SPTRANS/ADVOGADO PLENO – TRABALHISTA/2012) São princípios de di-
reito processual do trabalho:
a) instrumentalidade das formas, celeridade processual, concentração e inquisitoriedade.
b) contraditório, oralidade, concentração e duplo grau de jurisdição.
c) duplo grau de jurisdição, contraditório, instrumentalidade das formas e tarifamento 
das provas.
d) instrumentalidade das formas, concentração, inquisitoriedade e contraditório.
e) princípio da demanda, impulso oficial, instrumentalidade das formas e tarifamento das provas.
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a) Errada. Instrumentalidade das formas (OK), celeridade processual (OK), concentração (OK) 
e inquisitoriedade. (O que temos no processo do trabalho é o princípio inquisitivo (ou do impul-
so oficial) e não inquisitoriedade. A inquisitoriedade é própria dos inquéritos policiais e signifi-
ca a busca de provas sem necessidade de manifestação das partes).
b) Certa. Contraditório (OK), oralidade (OK), concentração (OK) e duplo grau de jurisdição (OK).
c) Errada. Duplo grau de jurisdição (OK), contraditório (OK), instrumentalidade das formas (OK) 
e tarifamento das provas. (tarifamento das provas é dar peso estático às provas. Seria elabo-
rar uma tabela mais ou menos assim: prova testemunhal: peso 1; confissão: peso 3; cartão de 
ponto: peso 2 etc. As provas teriam um peso pré-estabelecido independentemente do caso 
concreto. Isso não é aceito em nosso ordenamento jurídico).
d) Errada. Instrumentalidade das formas (OK), concentração (OK), inquisitoriedade e contradi-
tório (OK).
e) Errada. Princípio da demanda (OK), impulso oficial (OK), instrumentalidade das formas (OK) 
e tarifamento das provas.
Letra b.
047. (FCC/TRT 11ª REGIÃO (AM E RR)/JUIZ DO TRABALHO/2012) No que diz respeito aos 
princípios no Direito Processual do Trabalho, é correto afirmar:
a) A Consolidação das Leis do Trabalho é norma lacunosa em relação ao princípio da probida-
de no processo do trabalho, razão pela qual é incompatível a sua aplicação.
b) A Consolidação das Leis do Trabalho encerra algumas hipóteses que operacionalizam o 
princípio inquisitivo no direito processual do trabalho.
c) O princípio dispositivo, também chamado princípio da demanda ou da inércia da jurisdição, 
não tem aplicação no processo do trabalho.
d) O princípio da instrumentalidade é aquele segundo o qual, quando a lei prescrever ao ato 
determinada forma, cominando nulidade, o juiz considerará válido o ato se, realizado de outro 
modo, alcançar a finalidade, de modo que não é aplicável ao processo do trabalho.
e) O princípio da concentração decorre da aplicação conjunta de vários princípios procedimen-
tais destinados a regulamentar e orientar a apuração de provas e a decisão judicial em uma 
única audiência, e se aplica ao direito processual do trabalho, apesar da disposição prevista na 
Consolidação das Leis do Trabalho ter sido revogada.
a) Errada. O princípio da probidade (ou lealdade processual) é aplicado no processo do tra-
balho, como é aplicado em qualquer ramo do direito. É um princípio basilar e que deve pautar 
qualquer processo.
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b) Certa. O princípio inquisitivo (ou do impulso oficial) está previsto em alguns artigos da CLT, 
especialmente no art. 765 da CLT.
c) Errada. O princípio dispositivo, também chamado princípio da demanda ou da inércia da 
jurisdição, não TEM aplicação no processo do trabalho.
d) Errada. O princípio da instrumentalidade é totalmente aplicável ao processo do trabalho.
e) Errada. Não houve revogação dos dispositivos celetistas que tratam da audiência una (arts. 
843 e seguintes e, especialmente, art. 849).
Letra b.
048. (CESGRANRIO/FINEP/ANALISTA – JURÍDICA/2011) Nos termos do art. 496 da CLT, 
quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, dado o grau de incompati-
bilidade resultante do dissídio, o Tribunal do Trabalho poderá converter aquela obrigação em 
indenização. Tal faculdade, dada ao Tribunal, encontra-se lastreada, como uma exceção, de 
acordo com o princípio processual trabalhista da(o)
a) fungibilidade
b) celeridade
c) duplo grau
d) contraditório
e) dispositivo
O Poder Judiciário é inerte e só atua quando provocado. E, pelo princípio dispositivo, a parte só 
o provoca se quiser. É esta a base do princípio dispositivo ou da disponibilidade: a parte pode 
ou não dispor do seu direito de levar o problema, a contenda, ao Poder Judiciário. O art. 496 
traz uma exceção, pois a parte não optou por trazer o pedido de indenização e o juiz decidirá 
assim mesmo, por autorização legal.
Letra e.
049. (CESPE/CEBRASPE/TRT 9ª REGIÃO (PR)/ANALISTA JUDICIÁRIO/ÁREA JUDICIÁ-
RIA/2007) De acordo com o princípio da oralidade, os atos processuais prescindem de forma 
ou transcrição escrita do inteiro teor ou do respectivo resumo e são sempre realizados em 
audiência perante o juiz do trabalho.
Como já vimos, o princípio da oralidade não é invalidado simplesmente porque os atos preci-
sam ser transcritos, reduzidos a termo (é IMprescindível que haja transcrição). A transcrição 
tem efeito documental e serve para facilitar a interposição de recurso. Mas os atos são prati-
cados, em geral, de forma oral. Hoje, com as audiências virtuais, basta a gravação para que o 
ato esteja registrado.
Errado.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
050. (CESPE/CEBRASPE/TRT 9ª REGIÃO (PR)/TÉCNICO JUDICIÁRIO/ÁREA ADMINISTRA-
TIVA/2007) No processo do trabalho, apenas se admite a reclamação trabalhista oral, dado o 
princípio da oralidade.
A reclamação trabalhista tem início com a petição inicial, que pode ser oral ou escrita. Mas se 
for oral, será reduzia a termo. É o que dispõem os arts. 786 e 787 da CLT:
Art. 786. A reclamação verbal será distribuída antes de sua redução a termo.
Parágrafo único. Distribuída a reclamação verbal, o reclamante deverá, salvo motivo de força maior, 
apresentar-se no prazo de 5 (cinco) dias, ao cartório ou à secretaria, para reduzi-la a termo, sob a 
pena estabelecida no art. 731.
Art. 787. A reclamação escrita deverá ser formulada em 2 (duas) vias e desde logo acompanhada 
dos documentos em que se fundar.
O transcorrer da reclamação trabalhista também será em muitosmomentos de forma oral, 
mas sempre com redução a termo nos autos.
Errado.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
GABARITO
1. c
2. a
3. b
4. c
5. b
6. e
7. c
8. b
9. b
10. d
11. a
12. d
13. d
14. b
15. c
16. E
17. C
18. d
19. c
20. c
21. e
22. C
23. a
24. E
25. d
26. d
27. d
28. b
29. d
30. e
31. b
32. e
33. E
34. C
35. c
36. a
37. E
38. d
39. d
40. b
41. e
42. a
43. e
44. d
45. E
46. b
47. b
48. e
49. E
50. E
Priscila Margarido
Formada em Direito pela Universidade Católica Dom Bosco (2005). Pós-graduação em Direito do Trabalho 
e Processo do Trabalho pela Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal 
(Uniderp). Juíza do Trabalho – Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região –, ocupando o cargo de 
Presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho da 24ª Região. Professora universitária da 
Faculdade Unigran Capital. Autora do livro A Vaga é Sua, sobre como se preparar para concursos.
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	art341i
	art341ii
	art341iii
	art341p
	art328i
	art328ii
	art328p
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	art786p
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	Princípios do Processo do Trabalho
	1. Princípios Constitucionais do Processo
	2. Princípios do Processo Civil Aplicáveis ao Processo do Trabalho
	3. Princípios Específicos do Processo do Trabalho
	4. Aplicação Subsidiária e Supletiva do Código de Processo Civil ao Processo do Trabalho (Princípio da Subsidiariedade do Processo do Trabalho)
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	AVALIAR 5: 
	Página 72:em tratar os iguais na medida das suas igualdades e os desi-
guais na medida das suas desigualdades.
A intenção da Constituição Federal é assegurar a todos tratamento isonômico, respeitan-
do-se as desigualdades (trata-se do princípio da igualdade substancial). Pelo princípio da igual-
dade o juiz deve assegurar às partes igualdade de tratamento e acesso às mesmas oportuni-
dades (é o que se chama de paridade de armas). O juiz não pode permitir que a parte mais forte 
(principalmente economicamente) tenha vantagens processuais sobre a parte mais fraca.
Você já deve ter estudado o princípio protetivo no direito do trabalho (princípio segundo 
o qual o trabalhador, por ser hipossuficiente, recebe uma proteção especial do ordenamen-
to jurídico trabalhista). Pois bem, esse princípio é exatamente a aplicação do princípio da 
igualdade substancial aplicado à esfera trabalhista (tratam-se pessoas desiguais de forma 
desigual, na medida de suas desigualdades).
• Princípio da inafastabilidade da jurisdição ou Princípio do acesso à Justiça: está previs-
to no inciso XXXV, do art. 5º, da CF: “A lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário 
lesão ou ameaça a direito”.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
De acordo com o princípio, todos devem ter acesso ao Poder Judiciário de forma igualitária.
EXEMPLO
A concessão de justiça gratuita é uma forma de atendimento ao princípio do acesso à Justiça, 
pois garante que pessoas que não tenham condições de arcar com o custo de um processo 
judicial possam ingressar em juízo.
A doutrina moderna defende que não basta que seja assegurado o acesso ao Poder Judici-
ário. É preciso que todo o trâmite do processo se dê de maneira justa e que produza resultados 
efetivos (entregue o bem a quem de direito). Ou seja, o que deve ser assegurado é o acesso a 
uma ordem jurídica justa, o que inclui conjunto de regras processuais que possibilitem (e não di-
ficultem) o ingresso em juízo; possibilidade de influir na convicção do juiz; possibilidade de se in-
surgir contra a decisão e ver entregue, em tempo razoável, o bem da vida concedido no processo.
O acesso à jurisdição NÃO é o direito de ter uma decisão de mérito sobre determinado as-
sunto. É apenas o direito de pleitear a intervenção do Poder Judiciário na solução de um pro-
blema. Se o processo for extinto sem julgamento do mérito porque, por exemplo, não foram 
preenchidos os pressupostos processuais ou as condições da ação, a parte terá exercido o 
direito de ação (de acesso à jurisdição).
• Princípio do contraditório e da ampla defesa: está disposto no inciso LV, do art. 5º, da CF, se-
gundo o qual “Aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral 
são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes”.
O princípio do contraditório nada mais é do que dar à parte o direito de rebater o que a 
parte contrária falou. É abrir espaço para argumentação e contra argumentação. E toda essa 
“falação” tem o objetivo único de influenciar na decisão do juiz.
Mas, falando isso de forma mais bonita, pode-se dizer que o contraditório apresenta as 
seguintes características:
a) dever de informação: as partes devem ter informação e acesso a todos os atos do pro-
cesso (tanto os praticados pela parte contrária quanto os praticados pelo juiz);
b) possibilidade de reação: a parte tem o direito de impugnar as argumentações, requeri-
mentos e provas da parte contrária, bem como as decisões que lhe forem desfavoráveis;
c) previsibilidade dos atos processuais: quer dizer que o processo deve seguir sua marcha 
normal, já pré-estabelecida em lei, com ampla participação das partes, sem possibilidade de 
decisões surpresas (veremos as decisões surpresas a seguir);
d) possibilidade de as partes participarem ativamente do processo, com a finalidade de 
influir na formação da convicção do juiz.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
Priscila Margarido
Nas lições de Nelson Nery Junior:
Por contraditório deve entender-se, de um lado, a necessidade de dar conhecimento da existência da 
ação e de todos os atos do processo às partes, e, de outro, a possibilidade de as partes reagirem aos 
atos que lhe sejam desfavoráveis. Os contendores têm direito de deduzir suas pretensões e defesas, 
de realizar as provas que requereram para demonstrar a existência de seu direito, em suma, direito 
de serem ouvidos paritariamente no processo em todos os seus termos.1
Vamos analisar melhor a questão das decisões surpresa.
Uma das funções do princípio do contraditório é evitar decisões surpresas, ou seja, evitar 
que as partes sejam surpreendidas por decisões nas quais não puderam influir com apresenta-
ção de argumentos ou provas. Mesmo quando a matéria seja passível de ser conhecida de ofí-
cio pelo juiz (sem provocação das partes), as partes devem ter o direito à manifestação e apre-
sentação de seus argumentos na tentativa de influenciar na formação da convicção do juiz.
O Código de Processo Civil tem dois artigos que tratam expressamente da vedação à deci-
são surpresa, os quais devem ser aplicados ao processo do trabalho diante da evidente com-
patibilidade. São eles:
Art. 9º Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que esta seja previamente ouvida.
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica:
I – à tutela provisória de urgência;
II – às hipóteses de tutela da evidência previstas no art. 309, incisos II e III;
III – à decisão prevista no art. 699.
------
Art. 10. O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito 
do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria 
sobre a qual deva decidir de ofício.
Além de os dispositivos acima serem evidentemente compatíveis com o processo do tra-
balho, o TST editou a Instrução Normativa n. 39/16, dispondo expressamente que os artigos 
são aplicados ao processo trabalhista, não restando, portanto, qualquer dúvida sobre o assun-
to. Estabelece o art. 4º, da mencionada Instrução:
Art. 4º Aplicam-se ao Processo do Trabalho as normas do CPC que regulam o princípio do contradi-
tório, em especial os arts. 9º e 10, no que vedam a decisão surpresa.
§ 1º Entende-se por “decisão surpresa” a que, no julgamento final do mérito da causa, em qualquer 
grau de jurisdição, aplicar fundamento jurídico ou embasar-se em fato não submetido à audiência 
prévia de uma ou de ambas as partes.
§ 2º Não se considera “decisão surpresa” a que, à luz do ordenamento jurídico nacional e dos princí-
pios que informam o Direito Processual do Trabalho, as partes tinham obrigação de prever, concer-
nente às condições da ação, aos pressupostos de admissibilidade de recurso e aos pressupostos 
processuais, salvo disposição legal expressa em contrário.
1 NERY JUNIOR, Nelson. Princípios de processo civil na Constituição Federal. 8. ed. São Paulo: RT, 2004. p. 172.
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Priscila Margarido
O § 2º, acima transcrito, merece uma atenção especial. Se você o ler atentamente, vai per-
ceber que ele não reproduz simplesmente a ideia do CPC, mas, na verdade, restringe um pouco 
essa ideia. Isso porque o art. 10 do CPC dispõe que o juiz não pode decidir nem mesmo ques-
tão de ordem pública (ou seja, matéria que possa conhecer de ofício), sem dar oportunidade às 
partes para fazerem suas manifestações. Contudo, a IN do TST restringe isso ao dizer que não 
será decisão surpresa quando o juiz, mesmo sem ouvir as partes, decidir matéria que a parte 
deveria conhecer e prever que o juiz iria “achar aquilo no processo” (ou seja, em alguns casos 
de matérias que o juiz possa conhecer de oficio, não é preciso a manifestação das partes antes 
da decisão, de acordo com o TST. E o § 2º especifica essas matérias).
Portanto, no caso de condições da ação, pressupostos processuais e pressupostos de 
admissibilidade dos recursos, o juiz pode, por exemplo, reconhecer a ausência de algum des-
ses requisitos e extinguir a ação sem julgamento do mérito, mesmo sem ter ouvido as partes. 
Segundo o TST, a intenção é favorecer a celeridade do processo trabalhista.
Existe um caso específico, em que mesmo o CPC admite a decisão antes da oitiva das 
partes. Trata-se da concessão de liminares chamadas inaudita altera parte (que nada mais é 
que a concessão de uma medida liminar sem a oitiva da parte contrária). Isso violaria o prin-
cípio do contraditório? Não, pois o que a Constituição Federal determina é que seja respeitado 
o contraditório, mas não diz que ele deve ser prévio, antes da decisão. Depois de concedida a 
liminar será aberta oportunidade para manifestação da parte contrária, de modo que o contra-
ditório estará sendo respeitado (é o chamado contraditório diferido: o contraditório ocorreu, 
só foi postergado para depois da decisão). Trata-se de situação de urgência e que justifica o 
tratamento diferenciado. O art. 9º, I, do CPC, trata especificamente dessa situação.
Registrado isso, vamos voltar ao nome do princípio que estamos estudando: princípio do 
contraditório e da ampla defesa. Do contraditório falamos acima. E a ampla defesa? Ela está 
abarcada ali na letra “b”: possibilidade de reação. É o direito de o réu usar todos os meios 
processuais previstos no ordenamento jurídico para se defender; o direito de ser ouvido sobre 
cada requerimento, alegação ou prova apresentada pelo autor em seu desfavor.
Para parte da doutrina o direito à ampla defesa não é apenas o direito de o réu/reclamado se defen-
der; mas o direito de qualquer parte defender o direito. Assim, tanto autor/reclamante quanto réu/
reclamado poderia sofrer cerceamento de defesa. Mas o entendimento ainda não é majoritário.
• Princípio do duplo grau de jurisdição: em geral, quem perdeu não se conforma com o resul-
tado, não é? O princípio do duplo grau de jurisdição garante à parte a possibilidade de recla-
mar com alguém hierarquicamente superior, é a possibilidade de recorrer. Diz a doutrina que 
o objetivo não é garantir apenas o direito de a parte manifestar seu inconformismo e buscar 
a mudança da decisão, mas também aperfeiçoar as decisões do Poder Judiciário.
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O princípio do duplo grau de jurisdição está expresso na Constituição Federal? Não há con-
senso sobre isso na doutrina. Há uma corrente que entende que está previsto na parte final do 
inciso LV, do art. 5º, ao dispor que: “aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos 
acusados em geral são assegurados o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos 
a ela inerentes”. Entretanto, a corrente majoritária defende que o termo recursos utilizado no 
inciso LV não se refere ao duplo grau de jurisdição, tendo significado mais amplo, no sentido de 
poderem ser utilizadas todas as possibilidades de participação processual pelas partes. Para 
esta corrente, o princípio do duplo grau de jurisdição NÃO É UM PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL. 
Portanto, cabe à lei estabelecer quais decisões serão recorríveis e de que forma.
• Princípio da motivação das decisões judiciais: previsto no inciso IX, do art. 93, da 
Constituição Federal:
Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as 
decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias 
partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à inti-
midade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação.
Toda decisão precisa trazer, de forma expressa, as razões (de fato e de direito) pelas quais 
o juiz decidiu em determinado sentido. A ausência de fundamentação torna a decisão nula. É 
direito das partes saber como o juiz formou o seu convencimento, qual foi sua linha de raciocí-
nio para chegar àquela conclusão. Se as partes não tiverem ciência dos motivos que levaram 
o juiz a entender em determinado sentido, ficará difícil até mesmo para interpor recurso, pois 
somente sabendo-se os fundamentos da decisão é que é possível combatê-los.
• Princípio da publicidade: está previsto no mesmo inciso IX, do art. 93, da CF, transcrito 
acima. Vamos novamente à leitura do inciso, com destaque para a parte que trata da 
necessidade de publicidade:
Todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e fundamentadas todas as 
decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar a presença, em determinados atos, às próprias 
partes e a seus advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à inti-
midade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à informação.
A publicidade das decisões tem por finalidade fazer com que qualquer pessoa possa ter 
conhecimento de como são proferidas as decisões pelo Poder Judiciário; em qual sentido está 
se firmando a jurisprudência. Além disso, é uma forma de garantir a fiscalização dos atos do 
Poder Judiciário pela sociedade.
Mas, como se vê no inciso IX, do art. 93, da CF, não é um direito absoluto, pois o próprio 
dispositivo traz limitações (situações em que não será dada publicidade à decisão). E quando 
é que não haverá publicidade? Quando a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem.
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EXEMPLO
as ações sobre a guarda de menor correm em segredo de justiça, pois o direito à intimidade e 
privacidade do menor se sobrepõem ao direito de a sociedade ter acesso às decisões judiciais. 
No processo do trabalho, podemos citar o seguinte exemplo:
empregada que sofreu assédio sexual no ambiente de trabalho e entra com ação pedindo inde-
nização por danos morais e rescisão indireta do contrato de trabalho. O processo deve tramitar 
em segredo de justiça. Imagine como a audiência desse processo será constrangedora para a 
empregada? Não é possível, neste caso, permitir que a audiência seja aberta ao público.
O art. 189 do CPC dispõe sobre os processos que devem tramitar em segredo de justiça e é ple-
namente aplicável ao processo do trabalho (também no processodo trabalho deve ser respeitada a 
intimidade da parte quando o processo, de alguma maneira, possa trazer uma exposição indevida):
Art. 189. Os atos processuais são públicos, todavia tramitam em segredo de justiça os processos:
I – em que o exija o interesse público ou social;
II – que versem sobre casamento, separação de corpos, divórcio, separação, união estável, filiação, 
alimentos e guarda de crianças e adolescentes;
III – em que constem dados protegidos pelo direito constitucional à intimidade;
IV – que versem sobre arbitragem, inclusive sobre cumprimento de carta arbitral, desde que a confi-
dencialidade estipulada na arbitragem seja comprovada perante o juízo.
§ 1º O direito de consultar os autos de processo que tramite em segredo de justiça e de pedir certi-
dões de seus atos é restrito às partes e aos seus procuradores.
§ 2º O terceiro que demonstrar interesse jurídico pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da 
sentença, bem como de inventário e de partilha resultantes de divórcio ou separação.
• Princípio da vedação da prova ilícita: de acordo com o inciso LVI, do art. 5º, da CF: “são 
inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos”.
Para que uma prova seja válida no processo, ela deve ter sido obtida de maneira lícita. Por me-
lhor que seja a intenção, a prova não será aceita se, por exemplo, se tratar de um documento que o 
empregado furtou da empresa. Todavia, em alguns casos, diante da gravidade da situação, a juris-
prudência admite a mitigação desse princípio e a utilização da prova obtida por meio ilícito (trata-
-se de um claro exemplo da aplicação do princípio da proporcionalidade, que estudamos acima).
EXEMPLO
o empregado ficou durante anos preso em uma fazenda, sendo submetido a trabalho escra-
vo. O empregador, por diversão, tirava fotos em seu celular das condições desumanas a que o 
trabalhador era submetido, inclusive das surras que levava do capataz. Em determinado dia o 
empregado conseguiu pegar o celular do empregador e fugir da fazenda. Levou o celular a um 
advogado, que imprimiu as fotos e juntou ao processo. Essas fotos não poderão ser usadas 
como prova? A rigor, não. Mas a gravidade do caso é tamanha (empregado submetido a con-
dições análogas a de escravo) que, pelo princípio da proporcionalidade, é possível superar o 
princípio da vedação da prova obtida por meio ilícito, utilizando-se a prova no processo.
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Este assunto comporta muita discussão e será estudado de forma bem completa quando 
formos estudar a matéria “provas”. Por ora, é importante você gravar que a Constituição Fede-
ral estabelece, de forma expressa, que não serão válidas as provas obtidas por meio ilícito e 
que a jurisprudência (e não a lei) é que acaba mitigando isso de forma excepcional.
• Princípio da duração razoável do processo: previsto no inciso LXXVIII, do art. 5º, da CF: 
“a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do 
processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”.
Esse princípio tem o claro propósito de fazer com que a Justiça seja célere. Já dizia Rui 
Barbosa, em sua célebre frase, “a justiça tardia é injustiça manifesta”.
No processo do trabalho a duração razoável do processo ganha especial importância em razão 
da natureza alimentar da maioria das verbas trabalhistas pleiteadas e também em razão da situação 
de hipossuficiência da maior parte dos trabalhadores. Em razão disso, a CLT também traz disposi-
tivo que trata da duração razoável do processo de maneira expressa. Dispõe o art. 765: “Os Juízos 
e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e velarão pelo andamento 
rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento delas”.
Contudo, a busca pela celeridade não pode significar a supressão do contraditório ou inde-
ferimento de providências necessárias no processo. O que a duração razoável do processo deve 
contemplar é uma solução justa, em tempo adequado, sem dilações e burocracias desnecessárias.
Aqui encerramos o estudo dos princípios constitucionais do processo e vamos iniciar a 
análise dos princípios do processo civil (previstos principalmente no Código de Processo Civil) 
e que são aplicados ao processo do trabalho.
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2. PrincíPios do Processo civil aPlicáveis ao Processo do trabalho
Os principais princípios que trazemos do direito processual civil para o processo do traba-
lho são os seguintes:
• Princípio da ação, demanda ou da inércia do Poder Judiciário: segundo este princípio, 
quem provoca a atuação do Poder Judiciário é a parte. O juiz não pode “caçar” a con-
fusão e resolver (falando bonito: o juiz não pode exercer a jurisdição de ofício). Ele fica 
inerte, parado, esperando as ações que venham até ele para serem resolvidas. Isso ga-
rante a imparcialidade do juiz. O Poder Judiciário só age quando provocado.
Isso está previsto no art. 2º do CPC: “O processo começa por iniciativa da parte e se desen-
volve por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei”.
Ao tratarmos do princípio da inércia, é importante fazermos um link para falarmos do que 
alguns doutrinadores chamam de princípio da extrapetição (seria uma forma de exceção ao 
princípio da inércia ou da demanda). O princípio da extrapetição permite que em alguns casos 
(desde que expressamente previstos em lei), o juiz julgue pedido não contido na inicial.
Obs.: � EXEMPLO
 � O exemplo clássico na Justiça do Trabalho está no art. 496 da CLT, que permite que o juiz, 
ao verificar uma situação de incompatibilidade entre empregado e empregador, defira inde-
nização, mesmo que o empregado estável tenha requerido a reintegração ao emprego.
Art. 496. Quando a reintegração do empregado estável for desaconselhável, dado o grau de incom-
patibilidade resultante do dissídio, especialmente quando for o empregador pessoa física, o tribunal 
do trabalho poderá converter aquela obrigação em indenização devida nos termos do artigo seguinte.
No mesmo sentido, a Súmula n. 396 do TST:
ESTABILIDADE PROVISÓRIA. PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO. CONCESSÃO DO SALÁRIO RELATIVO AO 
PERÍODO DE ESTABILIDADE JÁ EXAURIDO. INEXISTÊNCIA DE JULGAMENTO “EXTRA PETITA”
I – Exaurido o período de estabilidade, são devidos ao empregado apenas os salários do período 
compreendido entre a data da despedida e o final do período de estabilidade, não lhe sendo assegu-
rada a reintegração no emprego. (ex-OJ n. 116 da SBDI-1 – inserida em 01.10.1997)
II – Não há nulidade por julgamento “extra petita” da decisão que deferir salário quando o pedido for de 
reintegração, dados os termos do art. 496 da CLT. (ex-OJ n. 106 da SBDI-1 – inserida em 20.11.1997)
Outro exemplo está na Súmula n. 211 do TST:
JUROS DE MORA E CORREÇÃO MONETÁRIA. INDEPENDÊNCIA DO PEDIDO INICIAL E DO TÍTULO 
EXECUTIVO JUDICIAL
Os juros de mora e a correção monetária incluem-se na liquidação, ainda que omisso o pedido inicial 
ou a condenação.
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Princípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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• Princípio da disponibilidade ou dispositivo: decorre diretamente do princípio acima. 
Como vimos, o Poder Judiciário é inerte e só atua quando provocado. Por sua vez, a 
parte só o provoca se quiser. É esta a base do princípio dispositivo ou da disponibilida-
de: a parte pode ou não dispor do seu direito de levar o problema, a contenda, ao Poder 
Judiciário. Significa, também, a liberdade que as partes têm, no processo, de praticar 
ou não os atos processuais facultados por lei.
EXEMPLO
a parte decide se quer ou não recorrer de uma decisão que lhe foi desfavorável.
É a atuação processual das partes que define os limites da atuação do juiz: a amplitude da 
decisão será diretamente proporcional às alegações e às provas apresentadas pelas partes. 
O juiz só pode decidir nos limites das matérias que foram trazidas a juízo pelas partes. Mas 
é claro que o juiz não é mero espectador do processo, devendo conduzi-lo e determinando as 
diligências que entenda cabíveis para solução justa da lide. No processo do trabalho, a maior 
liberdade do juiz para condução do processo está prevista no art. 765 da CLT:
Art. 765. Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na direção do processo e ve-
larão pelo andamento rápido das causas, podendo determinar qualquer diligência necessária ao 
esclarecimento delas.
• Princípio do impulso oficial: é o que está previsto no art. 2º do CPC: “O processo começa por 
iniciativa da parte e se desenvolve por impulso oficial, salvo as exceções previstas em lei”.
Depois que o processo tem início (sempre por iniciativa da parte), quem toca o barco é o 
juiz (ou seja, segue por impulso oficial). É o juiz quem irá conduzindo as fases processuais até 
que se chegue à decisão final.
• Princípio da oralidade: este princípio tem origem no Direito Processual Civil, mas é no 
Processo do Trabalho que ele encontra maior campo de atuação, uma vez que o pro-
cesso do trabalho tem como base essencial a audiência. E o que seria este princípio da 
oralidade no processo do trabalho?
De acordo com a doutrina, o princípio da oralidade é composto pelos seguintes subprincípios:
a) identidade física do juiz: o juiz que instruiu o processo (ou seja, que fez a audiência de 
instrução, que colheu as provas) é quem deve julgá-lo, uma vez que teve contato direto com 
as provas, tirou suas impressões dos depoimentos das testemunhas e oitiva das partes, e tem 
maiores condições de proferir uma decisão justa;
b) prevalência da palavra oral sobre a escrita: deve-se priorizar os acontecimentos em audi-
ência, onde muitas pendências acabam sendo resolvidas; onde as partes muitas vezes confes-
sam e as testemunham acabam demonstrando ao juiz, de forma evidente, o que efetivamente 
ocorreu. Todos os atos orais devem ser documentados (reduzidos a termo e juntados ao pro-
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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cesso. Pelo menos, sempre foi assim. Agora, com as audiências virtuais surgidas durante a 
pandemia, o registro das audiências pode ser feito por meio de gravação).
c) concentração dos atos processuais em audiência: todos os atos (especialmente os atos 
probatórios) devem ocorrer em uma única audiência. O fracionamento da audiência é exceção;
d) imediatidade do juiz na colheita da prova: os atos instrutórios (ou seja, os atos destinados a 
provar algum fato) devem ser realizados perante o juiz, para melhor formação do convencimento;
e) irrecorribilidade das decisões interlocutórias: tem por função tornar o processo do tra-
balho mais célere e prestigiar a autoridade do juiz na condução do processo. No processo 
do trabalho, em regra, as decisões interlocutórias (ou seja, aquelas que decidem questões 
incidentes, sem colocar fim ao processo) são irrecorríveis de imediato, somente podendo ser 
questionadas quando do recurso cabível em face da decisão definitiva.
• Princípio da instrumentalidade das formas: significa que o processo não é um fim em 
si mesmo, mas sim um meio para se atingir a solução da lide e obtenção da justiça. O 
processo torna o direito efetivo.
Tendo em vista que o processo é conduzido de forma a entregar, da melhor forma possível, 
o bem da vida pleiteado, as regras processuais não são absolutas, podendo ser realizadas de 
modo diverso do previsto, desde que atinjam a finalidade essencial. É isso que está previsto 
no art. 188, do CPC: “Os atos e os termos processuais independem de forma determinada, 
salvo quando a lei expressamente a exigir, considerando-se válidos os que, realizados de outro 
modo, lhe preencham a finalidade essencial”.
No mesmo sentido, dispõe o art. 277 do CPC: “Quando a lei prescrever determinada forma, 
o juiz considerará válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a finalidade”.
Trata-se do aproveitamento dos atos processuais que atingiram a finalidade, ainda que de modo 
diverso daquele previsto em lei. Desse modo, somente haverá nulidade se houver prejuízo às partes.
A CLT comtempla este princípio de forma expressa no art. 794: “Nos processos sujeitos 
à apreciação da Justiça do Trabalho só haverá nulidade quando resultar dos atos inquinados 
manifesto prejuízo às partes litigantes”.
• Princípio da cooperação: as partes, advogados e juiz têm, cada um, seu papel próprio 
dentro do processo. Contudo, devem operar em sistema de cooperação/colaboração 
entre si, objetivando a solução mais justa para o conflito.
Por meio deste princípio, o juiz também passa a ter uma participação mais intensa no 
processo, não atuando como espectador, mas sim como agente de colaboração, prestando, 
sempre que necessário, auxílio e esclarecimento às partes.
O princípio está expresso no art. 6º, do CPC: “Todos os sujeitos do processo devem coope-
rar entre si para que se obtenha, em tempo razoável, decisão de mérito justa e efetiva”.
• Princípio da observância da ordem cronológica das decisões: o nome dado a este prin-
cípio já é autoexplicativo, né? Significa simplesmente que processos mais recentes não 
podem ser julgados antes de processos mais antigos.
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De acordo com o art. 12 do CPC:
Art. 12. Os juízes e os tribunais atenderão, preferencialmente, à ordem cronológica de conclusão 
para proferir sentença ou acórdão.
§ 1º A lista de processos aptos a julgamento deverá estar permanentemente à disposição para con-
sulta pública em cartório e na rede mundial de computadores.
§ 2º Estão excluídos da regra do caput:
I – as sentenças proferidas em audiência, homologatórias de acordo ou de improcedência liminar 
do pedido;
II – o julgamento de processos em bloco para aplicação de tese jurídica firmada em julgamento de 
casos repetitivos;
III – o julgamento de recursos repetitivos ou de incidente de resolução de demandas repetitivas;
IV – as decisões proferidas com base nos arts. 485 e 932;
V – o julgamento de embargos de declaração;
[…]
Esse dispositivo sempre foi muito questionado pelos juízes, uma vez que impede a admi-
nistração da unidadejudiciária de forma mais eficiente, não permitindo, por exemplo, que de-
mandas mais simples sejam julgadas rapidamente e acabam ficando represadas enquanto se 
analisam casos complexos. Foi em razão das reclamações dos juízes que a Lei n. 13.256/2016 
melhorou um pouco a situação: antes a redação do art. 12 dizia “deverão obedecer à ordem 
cronológica”, após a alteração em 2016 passou a constar que “atenderão preferencialmente”.
• Princípio da impugnação especificada: está previsto no art. 341 do CPC:
Art. 341. Incumbe também ao réu manifestar-se precisamente sobre as alegações de fato constan-
tes da petição inicial, presumindo-se verdadeiras as não impugnadas, salvo se:
I – não for admissível, a seu respeito, a confissão;
II – a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considerar da substância do ato;
III – estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu conjunto.
Parágrafo único. O ônus da impugnação especificada dos fatos não se aplica ao defensor público, 
ao advogado dativo e ao curador especial.
Portanto, de acordo com o princípio da impugnação especificada, todas as matérias de 
defesa devem ser trazidas na contestação. Aquilo que não for contestado, será considerado 
verdadeiro, salvo as exceções trazidas pelo art. 341 do CPC.
Uma parte da doutrina entende que o princípio não se aplica ao processo do trabalho em 
razão do jus postulandi (possibilidade de a parte litigar sem assistência de advogado), pois 
para a parte que litiga sozinha seria difícil ter o conhecimento de que precisa se manifestar 
sobre todos os fatos da inicial.
Contudo, a doutrina majoritária entende que é aplicável ao processo do trabalho, pois a 
necessidade de rebater todos os fatos alegados pela parte contrária não exige conhecimento 
técnico, mas sim bom senso e ordem lógica.
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• Princípio da estabilidade da lide ou da demanda: segundo este princípio, se o autor já 
ajuizou sua demanda contendo os seus argumentos e seus pedidos, e o réu já foi citado 
para se manifestar sobre eles, a lide está estabilizada, ou seja, o autor não poderá mais 
modificar sua pretensão sem concordância do réu. E depois de ultrapassado o momento 
da defesa, nem mesmo com a concordância do réu o autor poderá alterar a inicial.
Prevê o art. 329 do CPC:
Art. 329. O autor poderá:
I – até a citação, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, independentemente de consenti-
mento do réu;
II – até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com consentimento 
do réu, assegurado o contraditório mediante a possibilidade de manifestação deste no prazo míni-
mo de 15 (quinze) dias, facultado o requerimento de prova suplementar.
Parágrafo único. Aplica-se o disposto neste artigo à reconvenção e à respectiva causa de pedir.
A aplicação do princípio da estabilidade da lide no processo do trabalho exige uma adapta-
ção, pois não há a fase de saneamento prevista no inciso II do art. 329 do CPC.
No processo do trabalho a alteração pode ser feita antes da citação, sem a concordância 
do reclamado. Após a citação, a alteração poderá ocorrer até o momento de apresentação da 
defesa, desde que haja concordância do reclamado.
• Princípio da eventualidade: De acordo com este princípio, as partes devem alegar, na 
oportunidade própria prevista em lei, todas as matérias de seu interesse. As partes não 
podem vir discutir depois aquilo que não foi trazido no momento/evento oportuno.
Está previsto de forma expressa no art. 336 do CPC:
Art. 336. Incumbe ao réu alegar, na contestação, toda a matéria de defesa, expondo as razões de fato 
e de direito com que impugna o pedido do autor e especificando as provas que pretende produzir.
• Princípio da preclusão: preclusão é a perda de uma faculdade ou direito processual por 
não ter sido exercido no momento oportuno. O processo deve sempre marchar para 
frente, de forma que se uma fase já foi superada, o processo não pode retornar a ela.
Consta do art. 507 do CPC que: “É vedado à parte discutir no curso do processo as ques-
tões já decididas a cujo respeito se operou a preclusão”.
O princípio é aplicável ao processo do trabalho, sendo que em alguns dispositivos a CLT fala 
expressamente da preclusão, como, por exemplo, no § 2º do art. 879, que prevê: “Elaborada a conta 
e tornada líquida, o Juiz poderá abrir às partes prazo sucessivo de 10 (dez) dias para impugnação 
fundamentada com a indicação dos itens e valores objeto da discordância, sob pena de preclusão”.
• Princípio da boa-fé processual ou da probidade ou da lealdade: é o dever das partes de 
não agirem com má-fé (os litigantes devem agir de forma ética e com respeito mútuo). 
Está previsto no art. 5º do CPC: “Aquele quede qualquer forma participa do processo 
deve comportar-se de acordo com a boa-fé”.
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• Princípio da vedação da decisão surpresa: já estudamos a questão da decisão surpresa, 
sendo que a vedação se encontra prevista no art. 10 do CPC, segundo o qual:
Art. 10. O juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito 
do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria 
sobre a qual deva decidir de ofício.
Obs.: � EXEMPLO
 � Antes de indeferir a petição inicial, o juiz deve intimar a parte para que se manifeste 
nos autos.
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3. PrincíPios esPecíficos do Processo do trabalho
O objetivo do processo do trabalho é dar efetividade ao direito do trabalho, ou seja, garantir 
que os direitos trabalhistas sejam cumpridos. Portanto, deve estar alinhado aos princípios do 
direito do trabalho, uma vez que caminham juntos em direção a um mesmo objetivo.
Isso não quer dizer que os princípios do Direito Material do Trabalho sejam os mesmos do 
Processo do Trabalho. O processo deve velar sempre pela imparcialidade do juiz e isonomia de 
tratamento entre as partes, de forma que a aplicação do princípio protetivo (a principal carac-
terística do direito material do trabalho) não pode ser tão intensa quanto no direito do trabalho. 
É claro que há também um viés protetivo no processo trabalhista, mas de forma muito mais 
acentuada do que ocorre no direito material do trabalho.
Os conflitos trabalhistas são diferentes dos conflitos comuns e isso faz com que haja a 
necessidade de um processo específico que atenda à finalidade e aos princípios do direito 
material do trabalho. Surge, assim, o processo do trabalho2, o qual se assenta nos seguintes 
princípios específicos (além dos princípios constitucionais e dos princípios do processo civil 
que lhe são aplicáveis):
• Princípio da proteção ao trabalhador (também chamado de Protecionismo temperado ao 
trabalhador): é certoque o juiz deve ser imparcial na condução do processo, garantindo 
tratamento isonômico entre as partes. Mas, como vimos nos princípios constitucionais, o 
que deve ser observada é a igualdade substancial: tratar os desiguais de forma diferente, na 
medida de sua desigualdade, para, com isso, assegurar que litiguem tendo a mesma força.
É claro que no processo do trabalho o princípio protetivo não pode ter a mesma abrangên-
cia que tem no direito material do trabalho, sob pena de configurar evidente parcialidade do juiz 
e tratamento desigual dispensado às partes. No entanto, há, em certa medida, a aplicação do 
referido princípio (por isso chamado aqui de princípio do protecionismo temperado ao traba-
lhador), com a finalidade de assegurar que o trabalhador (geralmente a parte mais fraca) tenha 
“benefícios” processuais que lhe assegurem meios de enfrentar a dificuldade para ingressar 
em juízo e para provar suas alegações (uma vez que, em regra, os documentos da relação de 
emprego ficam na posse do empregador).
A própria legislação processual trabalhista traz inúmeras previsões de tratamento diferen-
ciado ao trabalhador com escopo de alcançar a igualdade substancial.
2 Na definição de Mauro Schiavi: “o Direito Processual do Trabalho conceitua-se como o conjunto de princípios, normas 
e instituições que regem a atividade da Justiça do Trabalho, com o objetivo de dar efetividade à legislação trabalhista e 
social, assegurar o acesso do trabalhador à Justiça e dirimir, com justiça, o conflito trabalhista.” (SCHIAVI, Mauro. Manual 
de Direito Processual do Trabalho. 17ª edição. Editora Jus Podivm. 2021)
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EXEMPLO
1) o art. 844 da CLT prevê que se o reclamante não comparecer à audiência inicial, o processo 
será arquivado. Mas se a ausência for do reclamado, haverá a revelia;
2) ampla concessão de justiça gratuita ao empregado e concessão restritíssima ao empregador;
3) exigência de depósito recursal para que o reclamado possa recorrer (Art. 899 da CLT), com 
a finalidade de garantir o sucesso de futura execução;
4) competência territorial fixada em razão do local de prestação de serviços (Art. 651 da CLT), 
que é o local onde o empregado terá melhores condições de produzir suas provas.
O princípio do protecionismo temperado não é incompatível com o princípio da paridade 
das armas (igualdade de oportunidades processuais para as partes). Isso porque a existência 
de alguns tratamentos diferenciados previstos em lei tem por objetivo justamente garantir a 
igualdade substancial, equilibrar as partes para que tenham, aí sim, condições de litigarem em 
pé de igualdade e com paridade de armas.
• Princípio da informalidade: O processo do trabalho é mais simples (menos burocrático, 
menos formalista) que o processo civil. Além disso, utiliza linguagem mais acessível a 
qualquer pessoa, não se dirigindo apenas aos operadores do direito; os atos processu-
ais são mais práticos e objetivos, com maior participação das partes. Enfim, o processo 
do trabalho é muito mais legal que o processo civil. Rsrs
EXEMPLO
Podemos perceber a adoção do princípio da informalidade na legislação processual trabalhis-
ta nos seguintes casos:
1) as próprias partes levam suas testemunhas à audiência, não havendo necessidade de inti-
mação nem de indicação prévia no processo (Art. 825 da CLT);
2) não há despacho do juiz recebendo a petição inicial, sendo que a própria Secretaria recebe 
a inicial e já notifica a parte contrária com a data da audiência (Art. 841 da CLT);
3) jus postulandi: é a possibilidade de empregado e empregador litigarem sem advogado na Jus-
tiça do Trabalho (Art. 791 da CLT).
• Princípio da conciliação: a alma da Justiça do Trabalho é conciliatória. A conciliação 
é a melhor forma de resolver o problema, pois a solução é encontrada pelas próprias 
partes que sabem realmente o que se passou, as condições pessoais e financeiras de 
cada uma delas, bem como suas necessidades. Em razão disso, a primeira tentativa da 
Justiça do Trabalho deve ser sempre pela busca de composição entre as partes. Isso 
está expresso no art. 764 da CLT:
Os dissídios individuais ou coletivos submetidos à apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre 
sujeitos à conciliação.
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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§ 1º Para os efeitos deste artigo, os Juízes e Tribunais do Trabalho empregarão sempre os seus 
bons ofícios e persuasão no sentido de uma solução conciliatória dos conflitos.
§ 2º Não havendo acordo, o juízo conciliatório converter-se-á obrigatoriamente em arbitral, proferin-
do decisão na forma prescrita neste Título.
§ 3º É lícito às partes celebrar acordo que ponha termo ao processo, ainda mesmo depois de encer-
rado o juízo conciliatório.
A CLT prevê que a conciliação seja tentada, obrigatoriamente, no início da audiência, antes 
da apresentação da defesa (Art. 846 da CLT), e ao final da audiência, após a apresentação das 
razões finais (Art. 850 da CLT).
E se o juiz não fizer essas duas tentativas de conciliação, o que acontece? Boa parte da 
doutrina entende que será caso de nulidade se o juiz não fizer, ao menos, a última tentativa de 
conciliação, uma vez que a conciliação é da própria essência do processo do trabalho. E outra 
parte da doutrina entende que não haverá qualquer nulidade, pois as próprias partes podem 
buscar a conciliação a qualquer tempo.
• Princípio da celeridade: não é exclusivo do processo do trabalho, mas é mais acentua-
do, porque o crédito pleiteado é de natureza alimentar. Lembrando que celeridade não é 
processo rápido a qualquer custo. Deve ser sempre observado o devido processo legal 
e todas as garantias processuais das partes.
• Princípio da simplicidade: como já vimos ali em cima, o processo do trabalho é mais 
simples e menos burocrático que o processo civil. O que deve ser buscada é a efetivida-
de do processo, a solução justa para causa, sem apego desnecessário a formalidades.
• Princípio da oralidade: O Processo do Trabalho é essencialmente um procedimento oral, 
com possibilidade de apresentação de peças orais (petição inicial, defesa, razões finais) 
e boa parte das questões são resolvidas em audiência.
Como vimos ao estudarmos os princípios do processo civil aplicáveis ao processo do tra-
balho, o princípio da oralidade se decompõe nos seguintes subprincípios:
1) concentração dos atos processuais em audiência;
2) maior interatividade entre juiz e partes;
3) imediatidade do juiz na colheita da prova;
4) irrecorribilidade das decisões interlocutórias; e
5) identidade física do juiz.
001. (FCC/PGE-TO/PROCURADOR DO ESTADO/2018) O princípio da oralidade é próprio do 
Direito Processual Civil, embora no Processo do Trabalho ele tenha maior destaque. A doutrina 
NÃO considera subprincípio derivado da oralidade o princípio da
a) identidade física do juiz.
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23 de 72www.grancursosonline.com.brPrincípios do Processo do Trabalho
DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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b) concentração dos atos processuais em audiência.
c) perpetuatio jurisdictionis.
d) imediatidade do juiz na colheita da prova.
e) irrecorribilidade das decisões interlocutórias.
A descrição do enunciado da questão é perfeita: o princípio da oralidade tem origem no processo 
civil, mas é no processo do trabalho que ele ganha força. É composto pelos seguintes subprincípios:
a) identidade física do juiz;
b) prevalência da palavra oral sobre a escrita;
c) concentração dos atos processuais em audiência;
d) imediatidade do juiz na colheita da prova;
e) irrecorribilidade das decisões interlocutórias.
Já o princípio da perpetuatio jurisdictionis (princípio da perpetuação da competência) não de-
corre do princípio da oralidade. Trata-se de princípio relativo à fixação da competência, segundo 
o qual fatos posteriores ao ajuizamento da ação, em regra, não podem alterar a competência.
EXEMPLO
Lembra que estudamos na aula passada que a competência territorial é fixada em razão do lugar 
de prestação dos serviços? Pois bem, considere que João prestava serviços em São Paulo e 
ajuizou uma ação naquela cidade (entrou com a reclamação trabalhista enquanto ainda estava 
trabalhando), posteriormente, foi transferido para o Rio de Janeiro (portanto, mudou o local da 
prestação dos serviços). A ação foi distribuída em São Paulo e continuará tramitando lá mesmo 
após a transferência, em razão do princípio da perpetuação/estabilização da competência.
Referido princípio está previsto no art. 43 do CPC:
Art. 43. Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, 
sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo 
quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta.
Letra c.
Vamos ver cada um dos subprincípios (novamente! Tenho certeza de que você já sabe que 
a repetição é a chave da memorização ):
1) identidade física do juiz: segundo este princípio, o juiz que presidiu a audiência de ins-
trução e colheu diretamente a prova oral tem melhores condições de julgar o processo, uma 
vez que teve contato direto com as partes e testemunhas e pôde observar os comportamentos, 
expressões etc., tendo maior possibilidade de proferir uma decisão justa.
Conquanto esse subprincípio tenha origem no processo civil, o CPC, desde a reforma de 2015, 
não contempla mais a identidade física do juiz de maneira expressa (o que não quer dizer que não 
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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO
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seja recomendada a observância à identidade física do juiz, mas apenas que a falta dela não acar-
retará nulidade). No processo do trabalho, o subprincípio continua sendo amplamente defendido 
pela doutrina, contudo, há decisões do TST dizendo que a observância não é obrigatória e que qual-
quer magistrado comprometido com a efetividade do processo tem condições de julgá-lo.
O PULO DO GATO
Se cair em prova que a identidade física do juiz do trabalho é obrigatória, considere a alterna-
tiva errada. Embora seja recomendada, não há disposição expressa na CLT (e nem mais no 
CPC, que foi onde o subprincípio teve origem) e o TST tem decisões no sentido de que a não 
observância à identidade física do juiz não gera nulidade.
2) prevalência da palavra oral sobre a escrita: deve ser priorizada a audiência, com colheita 
oral das provas.
EXEMPLO
o empregador junta aos autos declaração de um empregado que presenciou os fatos discu-
tidos na ação e, antes da audiência, viajou para o exterior e não pôde comparecer à sessão. 
Ainda que a declaração tenha sido feita em cartório extrajudicial, com firma reconhecida, não 
terá o mesmo valor das declarações de uma testemunha ouvida em juízo.
Além disso, de acordo com esse subprincípio, muitos dos atos (ex. petição inicial, defesa etc.) 
podem ser apresentados de forma oral, em respeito aos princípios da simplicidade e celeridade.
3) concentração dos atos processuais em audiência: em regra, a audiência deve ser úni-
ca e concentrar todos os atos processuais necessários à solução da causa. Mas, na prática, 
a audiência costuma ser dividida em audiência inicial (para tentativa de acordo, apresenta-
ção de defesa e solução de incidentes processuais) e audiência de instrução (para colheita 
de provas). No entanto, pelo menos a audiência de instrução deve ser feita em uma única 
oportunidade (a partição da audiência de instrução somente deve ocorrer em casos excep-
cionais e justificados).
A concentração dos atos processuais em uma única audiência facilita a compreensão da 
controvérsia pelo juiz e garante a celeridade na tramitação do feito.
4) imediatidade do juiz na colheita da prova: os atos instrutórios (ou seja, os atos destina-
dos a provar algum fato) devem ser realizados perante o juiz, para melhor formação do con-
vencimento. O princípio da imediatidade visa assegurar maior interação entre juiz e partes e 
também entre juiz e testemunhas, garantindo a comunicação direta entre todos em audiência 
e ampliando os poderes instrutórios do juiz.
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5) irrecorribilidade imediata das decisões interlocutórias: as decisões interlocutórias po-
derão ser objeto de discussão apenas no recurso cabível contra decisão final do processo. 
Dizem que isso prestigia a celeridade e a oralidade do processo trabalhista. Eu tenho minhas 
dúvidas, uma vez que pode chegar lá na frente e precisar voltar. Acelerou o quê? Nada. Presti-
giou a oralidade? Sim. Adiantou? Não. Mas, enfim, é assim que é: as decisões interlocutórias 
são irrecorríveis de imediato e isso é uma decorrência do princípio da oralidade.
• Princípio da subsidiariedade: o processo civil é fonte subsidiária do processo do tra-
balho NA FASE DE CONHECIMENTO (Art. 769 da CLT). Isso significa que em relação à 
fase de conhecimento do processo, quando a CLT for omissa, será aplicado o Código de 
Processo Civil desde que haja compatibilidade entre os institutos.
NA FASE DE EXECUÇÃO, a fonte subsidiária principal será a Lei de Execução Fiscal (Lei n. 
6.830/1980) (Art. 889 da CLT) e, se ela também for omissa, será aplicado o CPC.
• Princípio da busca da verdade real: é o desdobramento processual do princípio da pri-
mazia da realidade que vigora no direito material do trabalho.
O princípio da primazia da realidade prevê que aquilo de fato aconteceu deve prevalecer 
sobre a formalidade adotada pelas partes.
EXEMPLO
as partes celebram contrato de prestação de serviços autônomos, mas, na realidade, havia vín-
culo de emprego. Deve ser reconhecida a existência da relação de emprego.
No processo do trabalho, a busca pelo que de fato aconteceu dá origem ao princípio da 
busca da verdade real, o qual exige uma postura mais ativa do magistrado (princípio inquisi-
tivo), que não deve se contentar apenas com a verdade formal trazida aos autos pelas partes. 
Dessa forma, o juiz deve buscar uma análise mais apurada da realidade, determinando as dili-
gências que entender cabíveis (Art. 765, CLT).
O juiz apreciará livremente a prova, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos 
autos, ainda que não alegados pelas

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