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Roteiro Habilidades Médicas 
Acadêmica: Bárbara Mariana 
3º Período - Medicina 
Prof. Jônio 
Exame Físico do Precórdio 
Primeiramente, deve-se estar em um local adequado, com a iluminação correta, de 
preferência natural, posição e exposição da área correta de exame do paciente. 
Exame físico é realizado em três etapas: 
1.Inspeção 
2.Palpação 
3. Ausculta 
Inspeção e Palpação 
São realizados simultaneamente 
1. Analisar, se o paciente possui abaulamentos ou elevações na área do precórdio - Alteração 
de nível na região do ictus cordis. 
2. Analisar, em duas incidências da região precordial para buscas de batimentos do ictus cordis 
(Região de encontro do coração com a caixa torácica) 
 Tangencialmente- examinador ao lado do paciente em decúbito dorsal. 
 Frontal- examinador junto aos pés do paciente em decúbito dorsal. 
3.Analisar batimentos ou movimentos visíveis e/ou palpáveis. 
4.Palpação de bulhas. 
5. Pesquisar se há frêmitos cardiovasculares - Vibração produzida pelo coração ou pelos vasos, 
Os frêmitos correspondem aos sopros. 
 
ICTUS CORDIS: Também Chamado de Choque de Ponta essa parte do exame é 
realizada através da inspeção e palpação, onde devem ser analisados os seguintes 
aspectos: 
Localização: Varia de acordo com o biótipo do paciente: 
 - Mediolíneos: cruzamento da linha hemiclavicular E com o 5° espaço 
intercostal; 
 - Brevelíenos: desloca-se 2 cm para fora e para cima, situando-se no 4° 
espaço intercostal; 
 - Longelíneos: desloca-se 1 ou 2 cm para dentro da linha hemiclavicular, 
mais medial. 
 
 
 
 
Extensão: 
Para analisar a extensão é preciso distinguir quantas polpas digitais são necessárias 
para cobri-lo 
- Normal – 1 ou 2 polpas digitais 
Intensidade: 
Para medir corretamente a intensidade, repousa-se a palma da mão sobre a região 
dos batimentos. É variável. 
Mesmo em pessoas normais a Intensidade pode variar com fatores como em 
pacientes magros, após exercícios físicos, emoções ou qualquer coisa que aumente 
a atividade cardíaca. 
Mobilidade: 
Determina-se a mobilidade do ictus cordis da seguinte maneira: 
- Em decúbito dorsal marca-se o local do ictus, em seguida coloca-se o paciente nos dois 
decúbitos laterais (esquerdo e direito) e faça uma nova marcação. 
- A mobilidade é normal quando se desloca 1 a 2 cm com a mudança de posição. 
 Ritmo e Frequência: São analisados na ausculta. 
Ausculta 
Primeiramente, o ambiente que será realizado a ausculta do paciente deve ser tranquilo e 
silencioso. O paciente deve estar despido, expondo a área da ausculta. E como a regra o 
examinador deve estar ao lado direito do paciente. É utilizado os dois lados do estetoscópio, o 
diafragma para ruídos de alta frequência e a campânula para os de baixa frequência. 
 Posição do paciente: 
 - Decúbito dorsal - é a posição habitual. 
 - Paciente sentado na beira do leito ou em uma cadeira com o tórax 
ligeiramente inclinado para frente – é a posição para auscultar fenômenos dos focos 
da base. 
 - Decúbito lateral esquerdo com a mão esquerda sob a cabeça – é a 
posição usada para tornar mais audível o ruflar diastólico da estenose mitral. (Posição 
de Pachon). 
 - Paciente põe-se de pé inclinado para frente ou debruçado sobre a 
mesa de exame ou o próprio leito – é a posição utilizada para ausculta de sopros da 
insuficiência aórtica ou quando as bulhas estão hipofonéticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Focos de ausculta: Na ordem que deve ser feito no exame 
- Foco Mitral: 4° ou 5° espaço intercostal esquerdo da linha hemiclavicular, 
corresponde ao ictus cordis; 
- Foco Aórtico: 2° espaço intercostal direito, junto ao esterno; 
 *Foco Aórtico acessório: 3° espaço intercostal esquerdo, junto ao 
esterno; 
- Foco Pulmonar: 2° espaço intercostal esquerdo, junto ao esterno; 
 - Foco Tricúspide: corresponde à base do apêndice xifoide, ligeiramente para a 
esquerda. 
 
 Manobras: 
 - Hand grip: Pede-se para o paciente que este aperte 2 dedos do 
examinador, isso aumenta a resistência vascular periférica, assim, aumenta-se os 
sopros do lado esquerdo do coração, com exceção do sopro da estenose aórtica. 
 - Rivero Carvallo: Paciente em decúbito dorsal, o examinador coloca o 
estetoscópio no foco tricúspide e em seguida pede para que o paciente faça uma 
inspiração profunda. Assim, isso pode aumentar os sons de doenças que acometem o 
ventrículo direito, podendo diferenciar o sopro da insuficiência tricúspide da 
insipiência mitral. 
 
Referência 
PORTO, C. C.; PORTO, A.L. Exame Clínico. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2017.

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