Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

Semiologia: Resumo Completo da Primeira Prova (P1) RE SU MO SEM IO LO GI A Semiotécnica: “ Arte e ciência do diag nóstico”. Competências:  Saber reconhecer o qu e é anormal.  Conhecer a causa.  Conhecer a fisiopatologia do problema . DIAGNÓSTICO  Saber quais as chances de ocorr er. Sensibilidade: Verdadeiro positivo. Especificidade: Verdadeiro negativo. Sinal patognôm ico: Quando o sinal é o suficiente para o diagnóstico. LR positivo: sensibilidade/1-especificidade LR>1 a umenta a probabilidade LR negativo: especificidade/1-sensibili dade LR<1 diminui a probabilidade ECTOSCOPIA W – Wash hands (Lavar as m ãos antes de examinar TODOS os pa cientes) I – Introduce (Apresentar-s e antes de começar o e xame) P – Position (Colocar o pacie nte na melhor posição para realiz ar as manobras) E – Expose (Despir o pacient e antes do exame) R – Right Side (Posicionar-se sempre à direita do paciente) Ectoscopia (Exame geral):  Estado geral : Muito subjetivo, com base no conjunto de dados do paciente e experiência do médico. Classifica-se como BEG (Bom estado geral), REG (regular estado geral) e MEG (mal estado geral).Avalia-se:  Primeiras impressões, como odores (podem fazer diagnóstico, c o mo no caso de cetoacidos e diabética), vestimenta adeq uada ao local, temperatura e te mpo.  Postura do paciente: -Sinal d e psoas: Joelho flexionado e rodado p ara dentro, comum nos pacientes que possuem inflamação intrabdominal na região do psoas. -Sinal de Dahl: Posição que o paciente senta para melhorar a respiração, com mãos ou cotovelos apoiados sobre os joelhos.  Fácies: É o conjunto de dados exibidos na face do paciente resultante de traços anatômicos e expressão fisionômica. Deve-se avaliar a expressão do olh ar, movimento das asas do nar iz e posição da boca. -Normal ou atípica : Mesmo quando n ão há tr aços anatômicos, é preciso identificar expressão de tristeza, ansied ade, medo, indiferença e apr eensão. -Hipocrática: Olhos fundos, parados e inexpressivos. Nariz afilado e lábios adelgaçados. Rosto coberto por suor. Palidez cutânea e discreta cianos e labial. Indica doença grave. -Renal: Predomina edema ao redor dos olhos, acompanhado de palidez cutânea. Observada nas doenças difusas do rim. -Leonina: Pele espessa, sede de grandes lepromas de tamanhos variados e confluentes na fronte. Lábios gr ossos e proeminentes, supercílios caídos, n ariz espesso e alargado. Bochechas e mento d eformados por nódulos e barba escassa. Paciente perde a sobrancelha. Essas alterações são produzi das pelo mal de Hansen. -Adenoidiana: Nariz p equeno e afilado e boca entreaberta. Aparece nos indivíduos portadores de hipertr ofia de adenoide. -Parkisoniana: Cabeça inc lina da para a frente e imóvel nessa posição. Olhar fixo, supercílios elevados, fronte enrug ada, expressão de espanto. -Basedowniana: Olhos salientes e brilhantes em rosto magro. Expressão de vivacidade, podendo ter aspecto de ansied ade e espanto. Há presença de bó cio. Indica hipertireoidismo. -Mixedematosa: Rosto arredondado, na riz e lábios grossos, pele seca e espessada com acentuação dos sulcos. Pálpebras infiltradas e enrugadas, supercilio escasso e cabelo seco e sem brilho. Expressão de desânimo e apatia. Encontrada no hipotir eoidismo e mixedema. -Acromegálica: Arcadas su praorbi tárias salientes, maçãs do rosto proeminentes e maxilar inferior aumentado, assim co mo nariz, lábios e orelhas. -Cushingoide: Rosto a rr edondado com acentuaç ão dos traços faciais. Pode ter aparecimento de acne. Pode aparecer nos pacientes com síndrome de Cushing ou em pacientes que faze m uso de corticoide. -Mongoloide: Preg a cutânea no epicanto que torna os olhos oblíquos e distantes. Nota-se rosto arredondado, boca entreaberta e fisionomia de “pouca inteligência”. Característi ca da síndrome de Down. -Depressão: Cabisbaixo, olhos com pou co brilho, fixos em um ponto distante . Sulco nasolabial acentuado e canto da boca rebaixado. Observado nos transtornos d e humor. -Pseudobulbar: Súbitas crises de choro ou riso, involuntárias, que leva o paciente a tentar conte-las, da ndo um aspe cto espasmódico. Aparece geralmente n a paralisia pseudobulbar (aterosclerose cerebr al). -Paralisia facial periférica: Assimetria d a face com impossibilidade de fechar as pálpebras, repuxamento da boca e a pagamento do sulco nasolabial. -Miastênica/Hutchinson: Ptose palpebral bilateral q ue obriga o p aciente a franzir a testa e levantar a cabeça. Ocorr e na miastenia gravis e em outras miopatias. -Deficiente mental: Traços faciais apagados e grosseiros, boca entreaberta, olh ar des provido de interesse, movimenta ndo-se sem fixação em um ponto. -Etílica: Olhos a ver melhados e face ruborizada, acompanhados de hálito etílico, sorriso indefinido e voz pastosa. -Esclerodérmica: Pode também ser chamada de fácies de múmia devido a q u ase completa imobilidade facial. Deve-se a alterações de pele, que se torna apergaminhada, endurecida e aderente aos planos profundos, com repuxamento dos lábios, afin amento do na riz e imobilização das pálpebras. A fisi onomia é inexpressiva. -Élfica (de Williams): criança possui problema na válvula aórtica. Ca ra cterísticas: parece élfica mesmo e a crian ça possui retardo.  Coloração da pele: melanina (br onzeado, manchas), icterícia, cianose, palidez.  Orientação tempo-esp acial.  Dados vitais:  Frequência cardíac a: é diferente de pulso. O pulso pode ser palpa do, a frequência cardíaca d eve ser auscultada. Normalmente os va lor es são iguais, mas pode haver um a difer ença entre o resultado, geralmente em arritmias por fibrilação atrial. A frequência cardíaca deve ser contada durante 1 minuto, avaliando a regularidade e amplitude. Os valores de referência encontram-se entre 50-100 spm, -bradicardia< 50 spm -taquicardia>100  Frequência respiratória: Deve der contada durante 1 minuto, sem que o p aciente perceba para que não haja mimetização d o valor. Avalia-se o ritmo e a profundidade. O valor d e referência é 14-20 rpm. -Taquipneia > 20 (25) rpm -Bradipneia< 8 rpm -Hiperpneia: aumento da a mplitude da respiração -Hipopneia: diminuição da ampl itude de respiração -Polipneia: alta frequência e baixa amplitude.  Pressão arterial: O método utilizado é o palpatório + auscultatório. Deve-se utilizar o material e as condições clínicas adequadas (esperar a pós ingestão de café, fumo ou atividade). A medida d e ve ser feita SEMPRE nos dois membros superiores e, quando possível, nos dois membros inferiores. Em casos de divergência d eve ser novamente reali zada a medida . O pacient e nunca d eve fazer f orç a para suspender o braço, que deve ficar na altura do coraç ão (5 EIC). A campânula do esteto d eve estar posicionada 2,5 cm acima da prega na fossa cubital. A largura do manguito deve corr esponder a 40% da circunferência braquial e a a ltura a 80% do comprimento do br aço. O braço não deve fic ar dobrado e o manguito não po de ficar solto. O esteto não pode ficar preso pelo manguito. 1. Após posicionamento, palpar o pulso r adial ou branquial. 2. Inflar até desaparecimen to do pulso. Memorizar o valor. 3. Desinflar. Novamente inflar até um valor 20-30 mmHg aci ma do memorizado. 4. Posicionar o estetoscópio sobre a artéria. Iniciar a ausculta. 5. Desinflar lentamente (2-3 mm Hg/s) 6. Notar o aparecimento do pr imeiro som de Korotkoff. Esse é o valor da pressão sistólica . 7. Notar o desaparecimento dos so ns. Esse é o valor da pressão diastóli ca . *Entre fase I e II pode haver hiato – não há som. Relacion ado à rigidez arterial e doen ça arteriosclerótica. *Diferença de pressão superior a 10-1 5 mmHg entre os dois braços ocorre na síndrome do roubo da subclávia e na dissecção aórtica. *Som audível até 0: Quando os batimentos persistirem até o nível 0, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase IV de korotkoff). *Estenose mitral: Aumen ta a pressão sistólica.  Temperatura: Para aferição da t emperatura o termôme tro deve e star limpo e zerado. O aparelho deve permanecer em contato com o paciente de 3-5minutos. A aferição pode ser feita por via retal, axilar ou oral. O valor de re ferência é de 36,8°C ± 0,4°C, variando de acordo com a via: -Retal 0,4°C maior do q ue oral -Axilar 0,5°C menor do qu e oral A classificação quanto à hiper termia também varia de acordo c om a via e com o horário ( a tarde a temp eratura é maior): -Hipertermia oral >37, 5°C -Hipertermia axilar > 3 7,7°C -Hipertermia retal > 3 8°C É considerado h ipotermi a quando a temperatura encontra-se abaixo de 35 °C . A principal causa é o frio, mas também pode ser por redução dos movimentos, v asconstrição, jejum, hipotireoidismo e hipo glicemia. Frequências respiratórias rápidas tendem a aumentar a disc rep ância entre temperatura oral e retal, sendo a mais confiável a r etal.  Saturação: Hoje pode ser considerado um 5º dado vit al, sendo aferido na maioria dos PA’s. O valor normal é de 95 a 100 % de saturação.  Hidratação: Deve-se avaliar:  Alterações de peso – o p aciente perde peso quando encontr a-se desidratado.  Elasticidade, umidade e turgor da pele – estão diminuídos em c aso de desidratação.  Mucosas – Secas.  Oculares – olhos afundados e hipotôni cos. Fase I – Tapping Fase II – Swishing Fase III – Knocking Fase IV – MufÒing Fase V - Desaparecimento  Fontanelas (em crianças) – ab aulada.  Dados vitais – estado ger al comprometido.  Diurese – paciente apres enta oligúria.  Enchimento capilar- diminuído n a desidratação. *Pode haver edema e desidratação ao mesmo tempo. Deve ser p rocurado o sinal de cacifo, rever a hidratação, avaliar peso e débito urinário e dados vitais. A avaliação do peso e do débito urinário são os pontos chaves para di agnóstico dessa situação. *Sinal de cacifo pode aparec er por baixa concentração de proteína pl asmática.  Nutrição: Deve-se avaliar:  Peso  Musculatura  Panículo adiposo  Desenvolvimento físico  Estado geral  Olhos – Na desnutrição observa-se sequidão conjuntival, perda do reflexo à luz, fotofobia e dificuldade de acomodação, rel acionadas à avitaminose A (xeroftalmia).  Tegumento – Em estado de desnutrição a pele torna-se rugosa, adquirindo aspecto de lixa em casos avançados.  Pelos – A desnutrição proteica faz com que os cabelos e pelos mudem de cor e tornem-se finos, secos e quebradiços. Nas formas m ais graves são arrancados fa cilmente. Classificação do estado de des nutrição: -1º grau: déficit de peso superior a 10% -2º grau: déficit de peso superior a 25% -3° grau: déficit de p eso superior a 40%  Dados antropométricos:  Peso: -Magreza: Indica que o paciente está abaixo do peso mínimo, mas não apresenta estado de subnutrição. Redução de 10 a 15% dos valores ponderais. Pode ser constitucional, quando não tem qualquer relação com enfermidade, ou patológica, quando ocorre em consequência da doença. -Caquexia: Estado de extrema ma greza com comprometimento do estado geral do paciente. Aparece em doenças como tub erculose, cirrose, desnutrição, n eoplasias e AIDS. -Sobrepeso e obesidade: Paciente encontra-se acima do peso máximo, normalmente acompanhado de distúrbios metabólicos relacionados com lipídios e gli cídios.  IMC:  Circunferência abdominal: É m edida logo acima da crista ilíaca . O excesso de gordura abdominal está relacionado com alterações metabólicas. -Homem até 90 cm. -Mulher até 80 cm.  Índice cintura-quadril: Mede-se a circunferência da cintura em um ponto médio ao final dos arcos costais e a do quadril nas es pinhas ilíacas anteriores. -Homem deve se menor do qu e 1. -Mulher deve ser menor do que 0,9.  Formato do corpo: -Pera: Na mulher o acumulo de gordura predomin a nos quadris e nas coxas, caracteriz ando obesidade ginecoide. -Maçã: No homem a gordura em excesso tende a armazenar na parte superior do corpo ou na região abdominal. É cl assificada como obesidade do tipo androide. Técnicas do exame físico:  Inspeção: Observação aten ta do paciente.  Estática  Dinâmica  Percussão: Desencadeia onda so nora de acordo com a região.  Direta  Indireta  Palpação: Pressão tátil dos dedos p ara avaliação.  Superficial  Profunda  Mão única – polpa digital ou m ão toda (garra).  Bimanual  Mãos em garra  Mãos em pinça  Ausculta: Detecção de ruídos a través do estetoscópio.  Alta  Baixa Questões: 1) Quais são os valores normais de pressão arterial seguindo a dir etriz brasileira de PA e a dir etriz da AHA? São consideradas anormais, segu ndo as diretrizes brasileiras,medidas sup eriores a 130/85. 2) O que é dissociação frequên cia cardíaca-temperatura e qu ais são as suas causas? Para cada 1°C de temperatura aumentada, deveria a um entar 10bpm. Salmonelose, febre tifoide, le gionelose. Sinal de Faget. CABEÇA E PESCOÇO Cabeça:  Inspeção : tamanho, posição, movimentos, suturas, couro c abeludo, lesões, forma, simetr ia. Cabelos: distribuição, padrão, text ura, se há perda ou não. Couro cabeludo: Descamação, nevos, nódulos ou lesões. Crânio: tamanho, contorno, deformida des, depressões, nódulso, hipersensibilidade. Face: expressão, contorno facial, sim etria, movimentos involuntários, edem a e massas. Pele: cor, pigmentação, tex tura, espessura, distribuição de pel os e lesões.  Assimetria facial congênit a: Queixo desviado, assimetria faci al congênita, deficiência óssea.  Paralisia facial de Bell: Con sid erado alteração neurológica. Um dos lados não se move. É uma paralisia leve, podendo levar de semanas a meses para retornar. É diferente da paralisia causada pelo AVC.  Oxicefalia ou acrocefalia: Fech amento precoce das suturas cor onal e lambdoidea.  Escafocefalia: fechamento pre maturo da sutura sagital.  Torcicolo congênito: Sobrancelhas e cílios:  Inspeção  Quantidade  Distribuição  Madarose: Ausência total ou parcial das sobrancelhas. Pode ter c omo causa hansenías e, hipertireoidismo e lúpus. Pálpebras:  Largura das fendas  Coloração  Edema  Fechamento  Ptose  Retração palpebral  Cisto de in clusão palpebral: p equenos traumas que podem se encapsular e crescer formando uma saliência ao redor dos olhos. Conjuntiva e esclera:  Inspeção  Coloração: Pode ser am arelada, azulada, avermelhada, poden do fazer o diagnóstico de doenças espe cíficas.  Padrão vascular  Icterícia  Conjuntivite: Há diferentes tipos ( bacterianas, virais, alérgic as). Pode ou não apresentar secre ção. Íris:  Inspeção  Coloração: Pode apresentar algumas alterações que sinalizam alg umas doenças.  Presença de arcos ou a néis.  Melanoma de íris  Hifema: Lesão, que po de ser por trauma, provocando sangr amento na câmara anterior .  Nódulos de Lish (neurofibromatose): Doença hereditária dominante que aparece como manchas (café com leite). Pode evolui r com alterações neurológicas, como alg umas paralisias.  Arco senil: deposição de células d e gordura ao redor da íris. Pupilas:  Inspeção  Reflexos (exame neurológico)  Simetria  Anisocoria: Algumas doenças e também traumatismos cranianos podem provocar isso. Quando exposto a luz, uma das pupilas n ão contrai. Seios da face:  Palpação: Compressão dos seios d a face (esfenoidal, maxilar e front al).  Dor  Sensibilidade * Teste da transiluminação: Se a luz passa significa que o seio não está v edado por líquido ou secreção. Fim do documento Avalie para ter melhores recomendações Texto de pré-visualização RESUMO SEMIOLOGIA Semiotécnica: “Arte e ciência do diagnóstico”. Competências:  Saber reconhecer o que é anormal.
 Conhecer a causa.
 Conhecer a fisiopatologia do problema. DIAGNÓSTICO
 Saber quais as chances de ocorrer. Sensibilidade: Verdadeiro positivo. Especificidade: Verdadeiro negativo. Sinal patognômico: Quando o sinal é o suficiente para o diagnóstico. LR positivo: sensibilidade/1-especificidade LR>1 aumenta a probabilidade LR negativo: especificidade/1-sensibilidade LR<1 diminui a probabilidade ECTOSCOPIA W – Wash hands (Lavar as mãos antes de examinar TODOS os pacientes) I – Introduce (Apresentar-se antes de começar o exame) P – Position (Colocar o paciente na melhor posição para realizar as manobras) E – Expose (Despir o paciente antes do exame) R – RightSide (Posicionar-se sempre à direita do paciente) Ectoscopia (Exame geral):  Estado geral : Muito subjetivo, com base no conjunto de dados do paciente e experiência do médico.
Classifica-se como BEG (Bom estado geral), REG (regular estado geral) e MEG (mal estado geral).Avalia-se:  Primeiras impressões, como odores (podem fazer diagnóstico, como no caso de cetoacidose
diabética), vestimenta adequada ao local, temperatura e tempo.
 Postura do paciente:
-Sinal de psoas: Joelho flexionado e rodado para dentro, comum nos pacientes que possuem
inflamação intrabdominal na região do psoas.
-Sinal de Dahl: Posição que o paciente senta para melhorar a respiração, com mãos ou
cotovelos apoiados sobre os joelhos.
 Fácies: É o conjunto de dados exibidos na face do paciente resultante de traços anatômicos e
expressão fisionômica. Deve-se avaliar a expressão do olhar, movimento das asas do nariz e posição
da boca.
-Normal ou atípica: Mesmo quando não há traços anatômicos, é preciso identificar
expressão de tristeza, ansiedade, medo, indiferença e apreensão.
-Hipocrática: Olhos fundos, parados e inexpressivos. Nariz afilado e lábios adelgaçados.
Rosto coberto por suor. Palidez cutânea e discreta cianose labial. Indica doença grave. -Renal: Predomina edema ao redor dos olhos, acompanhado de palidez cutânea. Observada
nas doenças difusas do rim. -Leonina: Pele espessa, sede de grandes lepromas de tamanhos variados e confluentes na
fronte. Lábios grossos e proeminentes, supercílios caídos, nariz espesso e alargado.
Bochechas e mento deformados por nódulos e barba escassa. Paciente perde a sobrancelha.
Essas alterações são produzidas pelo mal de Hansen. -Adenoidiana: Nariz pequeno e afilado e boca entreaberta. Aparece nos indivíduos
portadores de hipertrofia de adenoide. -Cushingoide: Rosto arredondado com acentuação dos traços faciais. Pode ter aparecimento
de acne. Pode aparecer nos pacientes com síndrome de Cushing ou em pacientes que fazem
uso de corticoide. -Mongoloide: Prega cutânea no epicanto que torna os olhos oblíquos e distantes. Nota-se
rosto arredondado, boca entreaberta e fisionomia de “pouca inteligência”. Característica da
síndrome de Down. -Depressão: Cabisbaixo, olhos com pouco brilho, fixos em um ponto distante. Sulco
nasolabial acentuado e canto da boca rebaixado. Observado nos transtornos de humor.
-Pseudobulbar: Súbitas crises de choro ou riso, involuntárias, que leva o paciente a tentar
conte-las, dando um aspecto espasmódico. Aparece geralmente na paralisia pseudobulbar
(aterosclerose cerebral).
-Paralisia facial periférica: Assimetria da face com impossibilidade de fechar as pálpebras,
repuxamento da boca e apagamento do sulco nasolabial. -Miastênica/Hutchinson: Ptose palpebral bilateral que obriga o paciente a franzir a testa e
levantar a cabeça. Ocorre na miastenia gravis e em outras miopatias. -Deficiente mental: Traços faciais apagados e grosseiros, boca entreaberta, olhar desprovido
de interesse, movimentando-se sem fixação em um ponto. -Etílica: Olhos avermelhados e face ruborizada, acompanhados de hálito etílico, sorriso
indefinido e voz pastosa.
-Esclerodérmica: Pode também ser chamada de fácies de múmia devido a quase completa
imobilidade facial. Deve-se a alterações de pele, que se torna apergaminhada, endurecida e
aderente aos planos profundos, com repuxamento dos lábios, afinamento do nariz e
imobilização das pálpebras. A fisionomia é inexpressiva. -Élfica (de Williams): criança possui problema na válvula aórtica. Características: parece
élfica mesmo e a criança possui retardo.  Pressão arterial: O método utilizado é o palpatório + auscultatório. Deve-se utilizar o material e as
condições clínicas adequadas (esperar após ingestão de café, fumo ou atividade). A medida deve ser
feita SEMPRE nos dois membros superiores e, quando possível, nos dois membros inferiores. Em
casos de divergência deve ser novamente realizada a medida. O paciente nunca deve fazer força
para suspender o braço, que deve ficar na altura do coração (5 EIC). A campânula do esteto deve
estar posicionada 2,5 cm acima da prega na fossa cubital. A largura do manguito deve corresponder
a 40% da circunferência braquial e a altura a 80% do comprimento do braço. O braço não deve ficar
dobrado e o manguito não pode ficar solto. O esteto não pode ficar preso pelo manguito.
1. Após posicionamento, palpar o pulso radial ou branquial.
2. Inflar até desaparecimento do pulso. Memorizar o valor.
3. Desinflar. Novamente inflar até um valor 20-30 mmHg acima do memorizado.
4. Posicionar o estetoscópio sobre a artéria. Iniciar a ausculta.
5. Desinflar lentamente (2-3 mmHg/s)
6. Notar o aparecimento do primeiro som de Korotkoff. Esse é o valor da pressão sistólica.
7. Notar o desaparecimento dos sons. Esse é o valor da pressão diastólica. *Entre fase I e II pode haver hiato – não há som. Relacionado à rigidez arterial e doença arteriosclerótica. *Diferença de pressão superior a 10-15 mmHg entre os dois braços ocorre na síndrome do roubo da subclávia e na
dissecção aórtica. *Som audível até 0: Quando os batimentos persistirem até o nível 0, determinar a pressão diastólica no abafamento
dos sons (fase IV de korotkoff). *Estenose mitral: Aumenta a pressão sistólica.  Temperatura: Para aferição da temperatura o termômetro deve estar limpo e zerado. O aparelho
deve permanecer em contato com o paciente de 3-5 minutos. A aferição pode ser feita por via retal,
axilar ou oral. O valor de referência é de 36,8°C ± 0,4°C, variando de acordo com a via:
-Retal 0,4°C maior do que oral
-Axilar 0,5°C menor do que oral A classificação quanto à hipertermia também varia de acordo com a via e com o
horário ( a tarde a temperatura é maior): -Hipertermia oral >37,5°C -Hipertermia axilar > 37,7°C -Hipertermia retal > 38°C É considerado hipotermia quando a temperatura encontra-se abaixo de 35°C. A principal causa é o
frio, mas também pode ser por redução dos movimentos, vasconstrição, jejum, hipotireoidismo e hipoglicemia. Frequências respiratórias rápidas tendem a aumentar a discrepância entre temperatura oral e retal,
sendo a mais confiável a retal.  Saturação: Hoje pode ser considerado um 5º dado vital, sendo aferido na maioria dos PA’s. O valor
normal é de 95 a 100% de saturação.
 Hidratação: Deve-se avaliar:
 Alterações de peso – o paciente perde peso quando encontra-se desidratado.
 Elasticidade, umidade e turgor da pele – estão diminuídos em caso de desidratação.
 Mucosas – Secas.
 Oculares – olhos afundados e hipotônicos. Fase I – Tapping Fase II – Swishing Fase III – Knocking Fase IV – Muffling Fase V - Desaparecimento não tem qualquer relação com enfermidade, ou patológica, quando ocorre em consequência
da doença.
-Caquexia: Estado de extrema magreza com comprometimento do estado geral do paciente.
Aparece em doenças como tuberculose, cirrose, desnutrição, neoplasias e AIDS.
-Sobrepeso e obesidade: Paciente encontra-se acima do peso máximo, normalmente
acompanhado de distúrbios metabólicos relacionados com lipídios e glicídios.
 IMC:  Circunferência abdominal: É medida logo acima da crista ilíaca. O excesso de gordura abdominal está
relacionado com alterações metabólicas.
-Homem até 90 cm.
-Mulher até 80 cm.
 Índice cintura-quadril: Mede-se a circunferência da cintura em um ponto médio ao final dos arcos
costais e a do quadril nas espinhas ilíacas anteriores.
-Homem deve se menor do que 1.
-Mulher deve ser menor do que 0,9.
 Formato do corpo:
-Pera: Na mulher o acumulo de gordura predomina nos quadris e nas coxas, caracterizando
obesidade ginecoide.
-Maçã: No homem a gordura em excesso tende a armazenar na parte superior do corpo ou
na região abdominal. É classificada como obesidade do tipo androide. Técnicas do exame físico:  Inspeção: Observação atenta do paciente.
 Estática
 Dinâmica
 Percussão: Desencadeia onda sonora de acordo com a região.
 Direta
 Indireta
 Palpação: Pressão tátil dos dedos para avaliação.
 Superficial
 Profunda
 Mão única – polpa digital ou mão toda (garra).
 Bimanual
 Mãos em garra Mãos em pinça
 Ausculta: Detecção de ruídos através do estetoscópio.
 Alta
 Baixa Questões: Quais são os valores normais de pressão arterial seguindo a diretriz brasileira de PA e a diretriz da AHA?
São consideradas anormais, segundo as diretrizes brasileiras,medidas superiores a 130/85. O que é dissociação frequência cardíaca-temperatura e quais são as suas causas? Para cada 1°C de temperatura aumentada, deveria aumentar 10bpm. Salmonelose, febre tifoide, legionelose. Sinal
de Faget. CABEÇA E PESCOÇO Cabeça:  Inspeção : tamanho, posição, movimentos, suturas, couro cabeludo, lesões, forma, simetria. Cabelos: distribuição, padrão, textura, se há perda ou não. Couro cabeludo: Descamação, nevos, nódulos ou lesões. Crânio: tamanho, contorno, deformidades, depressões, nódulso, hipersensibilidade. Face: expressão, contorno facial, simetria, movimentos involuntários, edema e massas. Pele: cor, pigmentação, textura, espessura, distribuição de pelos e lesões.  Assimetria facial congênita: Queixo desviado, assimetria facial congênita, deficiência óssea.  Paralisia facial de Bell: Considerado alteração neurológica. Um dos lados não se move. É uma
paralisia leve, podendo levar de semanas a meses para retornar. É diferente da paralisia causada
pelo AVC. Pálpebras:  Largura das fendas
 Coloração
 Edema
 Fechamento
 Ptose  Retração palpebral  Cisto de inclusão palpebral: pequenos traumas que podem se encapsular e crescer formando uma
saliência ao redor dos olhos. Conjuntiva e esclera:  Inspeção
 Coloração: Pode ser amarelada, azulada, avermelhada, podendo fazer o diagnóstico de doenças específicas.
 Padrão vascular
 Icterícia  Conjuntivite: Há diferentes tipos (bacterianas, virais, alérgicas). Pode ou não apresentar secreção. Íris:  Inspeção  Coloração: Pode apresentar algumas alterações que sinalizam algumas doenças.
 Presença de arcos ou anéis.
 Melanoma de íris  Hifema: Lesão, que pode ser por trauma, provocando sangramento na câmara anterior.  Nódulos de Lish (neurofibromatose): Doença hereditária dominante que aparece como manchas
(café com leite). Pode evoluir com alterações neurológicas, como algumas paralisias.  Arco senil: deposição de células de gordura ao redor da íris. Pupilas:  Inspeção
 Reflexos (exame neurológico)
 Simetria
 Anisocoria: Algumas doenças e também traumatismos cranianos podem provocar isso. Quando
exposto a luz, uma das pupilas não contrai. Seios da face:  Palpação: Compressão dos seios da face (esfenoidal, maxilar e frontal).
 Dor
 Sensibilidade *Teste da transiluminação: Se a luz passa significa que o seio não está vedado por líquido ou secreção.  Edema de parótida: caxumba, parotidite.
 Angioedema: reação alérgica que pode atingir a glote. Se atingir deve ser feito cricotireoideostomia.  Bócio: pode ser multinodular (doença de plummer), mergulhante.
*Sinal de Pemberton: pede pro paciente levantar os braços, dessa forma, se houver bócio mergulhante, há
compressão de carótida e o paciente fica com o rosto eritematoso.
 Sinal de Frank: prega no lóbulo da orelha que indica aterosclerose por causa desconhecida.  Tofo gotoso: Deposição de cristais de ácido úrico na hélice da orelha.
*Podagra: deposição de cristais no hálux.  Ptose palpebral: Síndrome de Horner (quadro com vários sinais e sintomas, como cefaleia em salvas), lesão
nervosa ou pancoast (tumor de ápice de pulmão comprime a inervação e por estpimulo parassimpático).
 Exoftalmia: hipertireoidismo de graves.
 Hordéolo/Calásio: inflamação da pálpebra, canalículos.  Anel de Kaiser-Fletcher: Doença de Wilson (doença causada pelo cobre, alteração genética que quando entra
em contato com o cobre há acúmulo pois há desequilíbrio entre produção e eliminação).  Catarata: opacidade do cristalino. Reflexo luminoso é esbranquiçado.  -Pterígio: “asa” de membrana que vai da esclera até a córnea que ocorre por irritação crônica. Membrana
fibro-vascular.  -Pinguécula: deposição de membrana localizada na esclera. É mais leve do que o pterígio.  Entrópio: pálpebra virada para dentro, cílios tocam a esclera.  Ectrópio: pálpebra virada para fora.  Carcinoma de língua: massa tumoral.
 Língua saburrosa: mistura de saliva seca, restos alimentares, fungos e bactérias.
 Língua pilosa negra:Saburro com cor enegrecida. normalmente em idosos, pacientes urêmicos e com
sobrecarga de antibiótico.  Língua geográfica: Saburro com áreas de falhas.  Síndrome de Peutz-Jeghers: comum em pacientes que têm quadro intestinal de polipose. Manchas pequenas
na boca e rosto, parecidos com sarda.  Hipertrofia gengival: comum na gravidez.
 Aftas: Doença de Behçet. Pode ocorrer em diveras áreas. Aftas isoladas normalmente são por traumatismos
que causam processo inflamatório.
 Leucoplasia gengival: pode ser causada em pacientes tabagistas e geralmente é pré-cancerígena.  Mucocele: traumatismo na mucosa.  Osler-Weber-Rendu: telangectasias (pontos vermelhos na língua), acompanhado de epistaxe. É um quadro
familiar.  Herpes simples: A infecção prima normalmente é uma estomatite herpética. OFTALMOSCOPIA Na clínica não é utilizado colírio para dilatação das pupilas, portanto o exame fica restrito às estruturas posteriores
da retina. É indicado que o examinador não use óculos no momento do exame. Ligue o oftalmoscópio e verifique o tipo e intensidade de luz desejada. Ajuste a dioptria para melhor focalização. Segurar o oftalmoscópio com a mão direita quando examinar o olho direito do paciente, e esquerda quando
examinar o olho esquerdo. Posicionar o oftalmoscópio a cerca de 20° da vertical. Orientar o paciente a fixar o olhar em um ponto
específico. Posicionar a luz na pupila e encontrar o reflexo alaranjado.
*A ausência de reflexo vermelho sugere opacificação do cristalino ou do humor vítreo. Raramente em
crianças pode ser por retinoblastoma. Próteses não exibem o reflexo. Colocar o polegar da outra mão na sobrancelha do paciente. Disco óptico: Visualizar o disco óptico, estrutura oval e arredondada de coloração amarelo-alaranjada, que preenche
o campo visual. Observar no disco óptico:  Nitidez ou definição do contorno.
 Coloração do disco.
 Simetria comparativa dos olhos. *Papiledema: edema do disco óptico e abaulamento anterior da escavação fisiológica. Causada por hipertensão
intracraniana que seria transmitida ao nervo óptico causando estase do fluxo e edema. Indica patologia cerebral.
Disco óptico não tem contorno definido e está aumentado.

Mais conteúdos dessa disciplina