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N2 – HABILIDADES MÉDICAS Assuntos: ¾ Exame físico geral • Fácies • Atitudes • Biótipo • Marcha • Pele • Linfonodo ¾ Respiratório ¾ Cardíaco SOMATOSCOPIA No exame físico geral, são obtidos dados gerais, independentemente dos vários sistemas orgânicos ou segmentos corporais, o que possibilita uma visão do paciente como um todo. Preliminares para um exame físico adequado: local adequado, iluminação correta e posição do paciente. O exame físico geral inclui: → Avaliação do estado geral É uma avaliação subjetiva com base no conjunto de dados exibidos pelo paciente e interpretados de acordo com a experiencia de cada um. Pode ser bom, regular ou ruim. Se tem a verificação do estado de nutrição, condições de higiene, aparência de doença aguda ou crônica, modo como o paciente se apresenta, etc. LOTE: Lucido, orientado em tempo e espaço. → Avaliação do nível de consciência Implica avaliação neurológica e psiquiátrica. A percepção consciente do mundo exterior e de si mesmo caracteriza o estado de vigília. Quando a consciência é comprometida moderadamente, chama- se obnubilação. Se a alteração de consciência for mais intensa, mas o paciente ainda despertar por estímulos mais fortes, tiver movimentos espontâneos e não abrir os olhos, caracteriza-se o torpor ou estupor. Se não há despertar com estimulação forte, e o paciente está sem movimentos espontâneos, caracteriza-se o estado de coma. O estado de coma se caracteriza em: coma leve (vígil), de grau médio, profundo (carus) e depassé (IV - irreversível). Levar em conta perceptividade, reatividade, deglutição e reflexos. → Fala e linguagem As alterações da fala classificam-se em: • Disfonia ou afonia (alteração no timbre por problema no órgão fonador) • Dislalia (alterações menores na fala, comum em crianças) • Disritmolalia (distúrbio no ritmo da fala, tipo gagueira) • Disartria (alterações nos músculos da fonação) • Disfagia (perturbação na elaboração cortical da fala, pode ser sensorial, motora ou mista) Outros distúrbios: • Disgrafia (perda da capacidade de escrever) • Dislexia (perda da capacidade de ler) → Avaliação do estado de hidratação Avaliado a partir dos seguintes parâmetros: alteração abrupta do peso, alteração da pele quanto a umidade, elasticidade e turgor, alteração da mucosa quanto a umidade, alterações oculares, estado geral e fontanelas (“moleira”). A desidratação é caracterizada por: sede, diminuição abrupta do peso, pele seca, mucosas secas, olhos afundados Mobile User (enoftalmia) e hipotônicos, abatimento, oligúria e fontanelas deprimidas. Desidratação pode ser classificada a partir da intensidade (leve, moderada ou grave) e da osmolaridade (isotônica, hipotônica e hipertônica). → Altura e outras medidas antropométricas Quando o paciente é capaz de ficar em posição ortostática, a altura é aferida em balança com estadiometro ou com fita métrica. Sendo importante que os cinco pontos anatômicos estejam próximos a parede. Em crianças de ate 2 anos, recomenda-se medir a altura com ela deitada. Nos primeiros anos de vida é muito importante verificar se a criança está atingindo o padrão de crescimento esperado para a idade e sexo. Outras medidas antropométricas: envergadura (distancia entre os extremos dos membros superiores), distancia pubovértice (distância entre a sínfise púbica e o ponto mais alto da cabeça) e a distância puboplantar (distância entre a sínfise púbica e a planta dos pés). A altura recumbente é feita no caso de pacientes acamados. → Peso É a soma de todos os componentes da composição corporal (água, tecido adiposo, musculatura e ossos), sua avaliação é útil para determinar e monitorar o estado nutricional. • Peso usual/habitual: é o peso que mantém por maior período de tempo • Peso ideal: é o peso definido a partir da idade, biótipo, sexo e altura. Pode ser calculado a partir do IMC, pela fórmula: PI = Altura ao quadrado X IMC médio, sendo que entre 20 e 25 está normal. Regra simples de broca: o peso ideal se aproxima do número de centímetros que excede um metro de altura e se expressa em kg. Ex: um homem de 1,70m deve pesar cerca de 70kg. • Peso ajustado: é utilizado para fazer prescrição de dietas, utilizando o PA e o PI. • Peso corrigido: utilizado para paciente amputados, a partir da porcentagem da amputação. • Peso seco: descontado de edema ou ascite. • Peso máximo normal: de 5 a 10% a mais que o peso ideal. • Peso mínimo normal: de 5 a 10% a menos que o peso ideal. A circunferência da cintura é utilizada para o diagnostico de obesidade abdominal e reflete o conteúdo de gordura visceral (aquela aderida aos órgãos internos). A circunferência da panturrilha é utilizada para acompanhar o estado nutricional de pacientes hospitalizados e em idosos. O perímetro cefálico é utilizado no acompanhamento de crianças até 2 anos. → Avaliação do estado de nutrição Deve ser sistematicamente avaliado de acordo com: peso, musculatura, panículo adiposo, desenvolvimento físico, estado geral, pele, pelos e olhos Variações do peso: • Magreza (pode ser constitucional ou patológica) • Caquexia (extrema magreza) • Obesidade (exógena/hábito de vida ou endógena) No homem, a gordura em excesso tende a se armazenar na parte superior do corpo Mobile User ou na região abdominal (“pneu”), configurando a obesidade tipo androide (maçã). Na mulher, o acumulo de gordura predomina nos quadris e nas coxas, configurando a obesidade tipo ginecoide (pera) → Desenvolvimento físico Essa avaliação é feita pela inspeção global, acrescida de informações a respeito do desenvolvimento osteomuscular. Os achados podem se enquadrar em: • Desenvolvimento normal • Hiperdesenvolvimento (gigantismo) • Hipodesenvolvimento (nanismo) • Hábito grácil (constituição corporal frágil e delgada) • Infantilismo (características infantis na idade adulta) → Fáceis Certas doenças imprimem na face traços característicos • Normal ou atípica • Hipocrática: olhos fundos, parados e inexpressivos, nariz afilado e lábios adelgados. Observado “batimentos das asas do nariz”, rosto coberto de suor, palidez cutânea e cianose labial. Típica de doenças graves e estados agônicos • Renal: edema palpebral (ao redor dos olhos). Observado em síndromes nefróticas e nas glomerulonefrites • Leonina: pele espessada e sede de grande número de lepromas. Supercílios caem, nariz se espessa e se alarga. Lábios grossos e proeminentes, bochecha deformada e barba escassa ou inexistente. Típico de hanseníase. • Adenoidiana: nariz pequeno e afilado, boca sempre entreaberta. Presente nos indivíduos com hipertrofia das adenoides, que dificultam a respiração pelo nariz • Parkinsoniana ou cérea: inexpressiva, com rigidez facial • Basedowiana: exoftalmia (olhos salientes), rosto magro, com expressão fisionômica de vivacidade e as vezes aspecto de espanto e ansiedade. Presença de bócio. Típica de hipertireoidismo Mobile User • Mixedematosa: rosto arredondado, nariz e lábios grossos, pele seca, espessada, com aumento dos sulcos. Edema periorbital, supercílios escassos, cabelos secos e sem brilho. Fisionomia de desanimo e apatia. Presente principalmente no hipotireoidismo. • Acromegálica: saliência das arcadas supraorbitárias, proeminência do nariz, lábios e orelhas. Visto na acromegalia, consequente a hiperfunção hipofisária do adulto. • Cushingóide ou de lua cheia: arredondamento do rosto, caracterizando edema, com bochechas avermelhadas e surgimento de acne. Observado em pacientes com uso prolongado de corticoides. • Mongoloide: fenda palpebral, prega cutânea (epicanto) que torna os olhos oblíquos e distantes um do outro. Rosto redondo, boca quase sempre entreaberta, fisionomia de pouca inteligência. Ex: Síndrome de Down. • Depressão: cabisbaixo, olhos com poucobrilho e fixos, sulco nasolabial acentuado e o canto da boca rebaixado. Visível na síndrome da depressão. • Pseudobulbar: crises de choro ou riso, involuntárias, mas conscientes, que levam o paciente a tentar conte-las, dando um aspecto espasmódico a face. Geralmente na paralisia pseudobulbar. • Miastênica: ptose palpebral bilateral, que obriga o paciente a franzir a testa e levantar a cabeça. Ocorre na miastenia gravis e em outras miopatias. • Tetânica: exprime sensação de dor crônica e permanente, contratura intensa e involuntária da musculatura. • Paralisia facial periférica: assimetria da face, impossibilidade de fechar as pálpebras do lado afetado, repuxamento da boca para o lado e apagamento do sulco nasolabial • Esclerodérmica (de múmia): imobilidade facial, pele apergaminhada, endurecida e aderente aos planos profundos. Repuxamento dos lábios, afinamento do nariz e imobilização das pálpebras. • Lúpica • Etílica → Atitudes Posição adotada pelo paciente no leito ou fora dele, por comodidade, hábito ou com objetivo de conseguir alivio para algum padecimento. Atitudes voluntárias: conscientemente procuradas pelo paciente • Ortopneica: para aliviar falta de ar decorrente de insuficiência cardíaca, asma brônquica ou ascite volumosa. O paciente senta com os pés no chão e as mãos apoiadas no colchão. Em casos graves, o paciente fica deitado e recosta-se com a ajuda de dois ou mais travesseiros. • Genupeitoral (prece maometana): se posiciona de joelhos com o tronco fletido sobre as coxas, enquanto o peito põe-se em contato com o chão, o rosto descansa sobre as mãos. Essa posição facilita o enchimento do coração nos casos de derrame pericárdico. • Cócoras (squatting): observada em crianças com cardiopatia congênita cianótica, proporciona alivio da hipóxia generalizada, facilitando o retorno venoso para o coração • Parkinsoniana: ao se pôr em pé, apresenta semiflexão da cabeça, tronco e membros inferiores, ao caminhar parece estar correndo atrás do próprio eixo gravitacional • Décubito preferido: pode ser dorsal (processos inflamatórios pelviperiotoneais), ventral (cólica intestinal) ou lateral (dor pleurítica – se deita sobre o lado da dor pra reduzir o atrito) • Antálgica: colocação da mão no local que dói Atitudes involuntárias: independem da vontade do paciente ou são resultantes de estímulos cerebrais • Passiva: paciente fica na posição que é colocado no leito, comum em pacientes comatosos • Ortótono: tronco e membros rígidos • Opistótono: corpo passa a se apoiar na cabeça e nos calcanhares, decorrente de contração da musculatura lombar, comum em tétano e meningite • Emprostótono: corpo do paciente forma uma concavidade voltada para diante. Observada no tétano, meningite e raiva • Pleurostótono: o corpo se curva lateralmente, observada no tétano, meningite e raiva • Em gatilho: comum em crianças com irritação meníngea, caracterizada pela hiperextensão da cabeça, flexão das pernas sobre as coxas e encurvamento do tronco com concavidade para diante → Pele É o maior órgão do corpo humano e um dos melhores indicadores de saúde Constituída de 3 camadas: epiderme ou camada externa, derme ou córion e hipoderme ou tecido celular subcutâneo Principais funções: revestimento, proteção, regulação da temperatura corporal, contato com o ambiente e isolamento do corpo O que deve ser observado: • Coloração � Palidez generalizada ou localizada � Eritrose generalizada ou localizada � Cianose generalizada, localizada, central, periférica, mista ou por alteração da hemoglobina � Icterícia � Albinismo � Bronzeamento � Dermatografismo • Umidade � Normal � Seca � Sudorenta • Textura � Normal � Lisa ou fina � Áspera � Enrugada • Espessura � Normal � Atrófica (translucida) � Hipertrófica ou espessa • Temperatura � Normal � Aumentada � Diminuida • Elasticidade � Normal � Aumentada (hiperelástica) � Diminuída (hipoelástica) • Turgor � Normal � Diminuído • Sensibilidade � Dolorosa � Tátil � Térmica → Lesões Elementares da Pele Modificações do tegumento cutâneo determinadas por processos inflamatórios, degenerativos, circulatórios, neoplásicos, distúrbios do metabolismo ou por defeito de formação Mobile User Para avaliação de lesões elementares, empregam-se a inspeção e a palpação Alterações de cor (máculas ou manchas): uma área circunscrita de coloração diferente da pele que a circunda, no mesmo plano do tegumento e sem alterações na superfície • Pigmentares: quando decorrem de alterações do pigmento melânico o Hipocrômica ou acrômica: diminuição ou ausência de melanina. Ex: vitiligo o Hipercrômica: dependem do aumento de pigmento melânico. Ex: pelagra ou melasma • Vasculares: distúrbios da microcirculação da pele que desaparecem após compressão o Telangiectasias: dilatações dos vasos terminais (vênulas, arteríolas e capilares). Ex: Varizes o Eritematosa ou hiperemica: decorrem da vasodilatação, tem cor rosa ou vermelho vivo • Hemorrágicas: não desaparecem pela compressão, se trata de sangue extravasado o Petequias: quando são puntiformes e com até 1cm de diâmetro o Víbices: forma linear o Equimoses: em placas, mais de 1 cm. Se o extravasamento sanguíneo for suficiente para produzir elevação da pele, é denominado hematoma • Elevações edematosas: elevações causadas por edema na derme ou hipoderme • Lesões Sólidas: o Pápulas: até 1cm, superficiais, bem delimitadas, com bordas facilmente percebidas quando se desliza uma polpa digital sobre a lesão. Ex: picada de inseto, acne e erupções Aranhas vasculares o Tubérculos: elevações sólidas, circunscritas, com mais de 1cm, situadas na derme. Geralmente evoluem formando cicatriz. o Vegetações: são lesões sólidas, salientes, lobulares, filiformes, de consistência mole e agrupados em maior ou menor quantidade. Quando a camada córnea é mais endurecida, a lesão apresenta consistência endurecida e recebe o nome de verucosidade. o Nódulos: na hipoderme, mais perceptíveis pela palpação do que pela insperção. Caso sejam grandes são chamados de nodulosidades, as que tendem aa amolecimento e ulceração são as gomas. Ex: furúnculo • Lesões líquidas: o Vesícula: elevação circunscrita da pele que contem liquido em seu interior, até 1 cm. Ex: herpes o Bolha: elevação da pele contendo uma substancia liquida, tem mais de 1 cm. Ex: queimaduras o Pústula: vesícula de conteúdo purulento. Ex: varicela e acne o Abcessos: coleções purulentas, de proporções variáveis, flutuantes, de localização dermo hipodérmica ou subcutânea. Divididos em quentes (com secreção) ou frios (ausência de secreção). Ex: furunculose o Hematomas: decorrentes de derrame de sangue na pele ou tecidos subjacentes • Alterações de espessura: o Queratose: modificação da espessura da pele, que se torna mais consistente, dura e inelástica, em consequência de espessamento da camada córnea. Ex: calo o Espessamento ou infiltração: aumento da consistência e da espessura da pele que se mantem depressível. Ex: mal de Hansen virchowiana o Liquenificação: espessamento da pele com acentuação das estrias, a pele torna-se cor castanho-escura o Esclerose: aumento da consistência da pele, que se torna mais firme, aderente aos planos profundos, sendo difícil ser pregueada pelos dedos. Ex: esclerodermia o Edema: acumulo de liquido no espaço intersticial, a pele se torna lisa e brilhante o Atrofias: adelgaçamento da pele, a qual torna-se fina, lisa, translucida e pregueada • Perdas e reparações teciduais de continuidade: são lesões oriundas da eliminação ou destruição patológica e de reparação dos tecidos cutâneos o Erosão ou Exulceração: desaparecimento da parte superficial da pele, atingindo apenas a epiderme. Pode ser traumática (escoriação) ou não traumáticao Ulceração ou ulceração: perda delimitada das estruturas que constituem a pele e que chega a atingir a derme. Ulceração deixa cicatriz o Fissura ou rágades: comprometem a epiderme e a derme, são perdas de substancia linear, superficial e profunda o Fístula: o Escama: lâminas epidérmicas secas que tendem a desprender se da superfície cutânea. Se apresentarem o aspecto de farelo são denominadas furfuráceas, e, quando em tiras, foliáceas o Crosta: proveniente do ressecamento de secreção serosa, sanguínea, purulenta ou mista que recobre uma área cutânea previamente lesionada. Ex: final do processo de cicatrização o Escara: porção de tecido cutâneo necrosado, resultante de pressão isolada. A área afetada torna-se insensível. • Sequelas: o Atrofias o Cicatriz o Queloide → Fotossensibilidade E Fotodermatoses Reação incomum de sensibilidade extrema da pele quando exposta à luz solar ou a fontes luminosas artificiais, com aparecimento de eritema e pigmentação. A capacidade de desenvolver eritema guarda relação com a pigmentação melânica da pele: • Pig. Intrínseca: geneticamente determinada, imutável, cor da pele • Pig. Facultativa: decorrente da ação dos raios solares ou por bronzeamento (imediato ou tardio) Classificação da Fotossensibilidade e dermatoses fotoinduzidas: • Formas crônicas: o Dermato-heliose (fotoenvelhecimento) o Dermatite actínia crônica o Lentigo solar o Queratose solar: lesões queratósicas, rugosas, com escamas amareladas ou acastanhadas, finas, aderentes, secas, podendo apresentar discreto eritema. Ocorre no dorso da mão, face, antebraços, pescoço o Câncer de pele (carcinoma basocelular, espinocelular e melanoma) • Formas agudas: o Queimadura solar o Fotoxicidade • Formas agudas e/ou crônicas: o Porfiria cutânea tardia o Protoporfiria eritropoiética o Xeroderma pigmentoso o Pelagra Fotoalergia: causada pela radiação luminosa, relacionado a reatividade da pele, de caráter imunológico. Ocorre um quadro de eczema, com eritema, edema, vesiculação e exsudação Qualquer substancia fototóxica pode se tornar fotoalérgica, porém o inverso não é verdadeiro Urticária solar: desenvolvimento de vesículas, as vezes pápulas, podendo acompanhar-se de prurido, mal-estar e cefaleia → Mucosas As mucosas facilmente examináveis a olho nu e sem auxílio de qualquer aparelho são: • Conjuntivas oculares • Mucosa labiobucal • Mucosa lingual • Mucosa gengival Os seguintes parâmetros devem ser analisados: • Coloração o Normocoradas: róseo avermelhada o Hipocoradas ou descoradas: diminuição ou perda da cor normal. Pode indicar anemia. o Hipercoradas: acentuação da coloração normal o Cianose o Icterícia o Leucoplasia: áreas esbranquiçadas • Umidade o Normal o Seca → Fâneros • Cabelos o Tipo de implantação: varia de acordo com o sexo ou patologia o Distribuição: uniforme, alopecia, calvície (parcial ou total) o Quantidade: varia de acordo com o indivíduo e a idade o Coloração: varia com a raça e características genéticas. Podem ocorrer mudanças por meios artificiais ou por enfermidades. • Pelos: até a puberdade, são finos, escassos e claros, após, adquirem as características de cada sexo o Hipertricose: aumento de pelos terminais o Hirsutismo: aumento de pelos sexuais masculinos na mulher o Virilização: hirsutismo com aprofundamento da voz e aumento do clitóris • Unhas: deve-se observar forma ou configuração, tipos de implantação, espessura, superfície, consistência brilho e coloração o Implantação normal: 160° o Hipocratismo digital: 180° o Leuconiquias: mancha branca comum em pessoas sadias o Unhas distróficas: espessadas, rugosas, irregulares o Coiloníquea: unha de colher o Deve-se observar onicofagia (quem rói unha) e processos inflamatórios → Biótipo Também denominado tipo morfológico, é o conjunto de características morfológicas apresentadas pelo indivíduo. A sua determinação é importante para a correta interpretação das variações anatômicas que acompanham cada tipo morfológico. Ex: localização do ictus cordis e a forma do estomago • Brevilíneo (Sancho Pança): pescoço curto e grosso, tórax alargado e volumoso, membros curtos em relação ao trono, ângulo de Charpy maior que 90°, musculatura desenvolvida e panículo adiposo espesso, tendência para baixa estatura • Normolíneo: tipo intermediário, tem equilíbrio entre os membros e o tronco,desenvolvimento harmônico da musculatura e do panículo adiposo. Com ângulo de Charpy em torno de 90° • Longilíneo (D. Quixote): pescoço longo e delgado, tórax afilado e chato, membros alongados com franco predomínio sobre o trono, ângulo de Charpy menor que 90°, musculatura delgada e panículo adiposo pouco desenvolvido, tendência para estatura elevada → Marcha Avaliação dinâmica do paciente ao caminhar ou deambular. Deve ser analisada solicitando que o doente caminhe por si mesmo, sempre que possível, fazendo-o percorrer uma distância de alguns metros, descalço, com os olhos abertos e fechados, sob observação do examinador. A marcha deverá se dar nos dois sentidos (ida e volta) Grande utilidade diagnóstica sobretudo, nas afecções neurológicas. Períodos específicos da vida – velhice - podem sofrer alterações sem que isso signifique disfunção A marcha normal (atípica) pode sofrer variações em relação a particularidades individuais ou razão de transtorno do aparelho locomotor Tipos: • Espasmódica ou ceifante: o doente arrasta a perna comprometida e traça por seu intermédio um semicírculo, sendo que o pé igualmente se arrasta e se apoia no chão pelo seu bordo externo e ponta. Movem-se os pés como se estivessem aderentes ao solo. Evidente rigidez nos membros inferiores. • Pendular: em alguns casos, há tanta dificuldade no andar que o paciente não dispensa as muletas Pendurado nelas, o corpo oscila a cada passo. Marcha típica dos hemiplégicos • Parética ou escarvante: quando tenta caminhar, os pés pendem e arrastam a ponta no chão obriga a levantar excessivamente a perna, fazendo exagerada flexão da coxa sobre o abdome a cada passo O pé, na descida, se apoia por intermédio da ponta e rebordo externo (passo de ganso dos soldados prussianos) • Atáxica ou cerebelosa: doente é titubeante quando caminha, com os braços afastados do tronco e pernas bem abertas, andando em ziguezague, tal qual o bêbado • Tabética: Aumento da base de sustentação (pés muito afastados), olhar dirigido para o solo e, ao caminhar, eleva súbita e violentamente os membros inferiores, recolocando-os no chão por intermédio dos calcanhares Mobile User inicialmente. Encontrada nas lesões dos cordões posteriores da medula, cujo exemplo clássico é a tabes dorsalis • Espástico-Atáxica: de rara observação, pode ser vista nas lesões mistas dos cordões laterais e posteriores da medula. • Senil: caracteriza-se por aumento da flexão dos cotovelos, cintura e quadril. Diminui também o balanço dos braços, o levantamento dos pés e o comprimento dos passos. • Passos miúdos: o doente caminha com passos curtos e rápidos, arrastando os pés, comum em idosos • Anserina (do pato): caminha inclinando o tronco para a direita e esquerda alternadamente, com a cabeça e o tórax meio inclinados para trás. Comum em mulheres gravidas e miopatias com lordose lombar. • Do sapo: os doentes caminham de cócoras apoiados nas mãos, impossibilitados que estão de caminhar em bipedestação. Observada nos estados avançados de miopatias • Clauditante: paciente manca, comum nos processos que possam provocar dor quando anda • Parkinsoniana: anda como um bloco, enrijecido, sem movimento dos braços • Trôpega ou difícil: encontrada nas doenças debilitantes e idosos → Exame dos linfonodos É uma rede complexa de vasos e gânglios linfáticos que transportam o fluido linfático (linfa- contem linfócitos) dos tecidos de volta para o sistema circulatório. Os linfonodos são órgãos encapsulados, constituídos de tecido linfoide, espalhados por todo o organismo no trajeto dos vasos linfáticos. Atuam como filtros que drenam fora as substancias nocivas trazidas pelos canais linfáticos Causa de adenomegalias: inflamatória (trauma ou processo inflamatório regionalizado), reacional (toxoplasmose, etc) e malignidade (neoplasia) Os linfonodos se organizam em grupos superficiais (no tecido subcutâneo) e profundos (abaixo da fáscia dos músculos e dentro das várias cavidades do corpo) Mobile User O exame físico geral inclui a investigação dos linfonodos superficiais, a dos profundos só é possível com exames de imagem Grupo ganglionar da cabeça e do pescoço (linfonodos cervicofaciais): • Occipital • Pré-auricular • Retroauricular • Parotídea • Bucais • Submandibular • Cervical anterior e posterior Grupo ganglionar dos membros superiores: • Axilares • Epitrocleanos • Supratrocleanos Grupo ganglionar dos membros inferiores: • Das virilhas (inguinais) • Poplíteos Grupo ganglionar do tórax: • Mediastinais Grupo ganglionar do abdômen: • Mesentéricos • Para-aórticos Anamnese: tempo de aparecimento, febre, perda ponderal, sudorese noturna, anemia, equimoses, sangramentos, dores ósseas, edemas articulares, aumento do volume abdominal Avaliação do linfonodo: • Tamanho: variam de 0,5 a 2,5 cm de diâmetro • Localização: necessário saber os grupamentos ganglionares afetados • Consistência: pode ser endurecido (própria de processos neoplásicos) ou amolecido (próprio de processos inflamatórios), com flutuação ou não • Sensibilidade: pode ser doloroso (comum adenopatias infecciosas bacterianas) ou indolores (metastáticos) • Aderência: buscar o fixar com o polegar e o indicador, pode estar móvel ou aderido a planos profundos • Sinais inflamatórios • Fístula Os linfonodos inflamatórios são: de evolução rápida, dolorosos, geralmente múltiplos, superfície regular e lisa, tem menos de 2cm, consistência ferroelástica, etc. Mobile User Os linfonodos neoplásicos são: de evolução silenciosa e progressiva, a pele não sofre alteração no começo, indolor, geralmente único, superfície irregular, mais de 2cm, consistência pétrea, etc Adenomegalias: trata-se de um aumento dos linfonodos que pode surgir ao longo da cadeia linfática existente no organismo. Ela pode ser inflamatória, reacional ou maligna. O diagnostico é feito pela história do pacientem, tempo de aparecimento, sintomas associados, etc. SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA O sistema respiratório é dividido em trato respiratório superior (compartimento nasofaringolaringeo) e trato respiratório inferior (compartimento traqueobrônquico e alveolar). Sendo o TRS responsável pela condução do ar, fazendo sua filtração, aquecimento e umidificação, para que as trocas gasosas sejam realizadas nos alvéolos pulmonares. • Pulmão esquerdo: pouco menor que o direito, pois compartilha o espaço com o coração, no lado esquerdo do tórax. • Pleura: membrana que reveste os pulmões, se dividindo em parietal ou visceral • Diafragma: separa os órgãos torácicos dos órgãos abdominais • Ventilação pulmonar: processo em que o ar chega até os alvéolos, distribuindo-se adequadamente, para que possa entrar em contato com os capilares pulmonares, onde ocorrerão as trocas gasosas (processo de entrada e saída de ar). Ocorre pela ação dos músculos respiratórios, que se contraem de maneira coordenada, de modo a aumentar ou reduzir o volume da cavidade torácica. • Na inspiração: processo ativo em que o diafragma e os músculos intercostais contraem-se, aumentando o volume interno da caixa torácica, desse modo, o ar entra nos pulmões • Na expiração: processo passivo em que o diafragma e os músculos intercostais relaxam, diminuindo o volume interno da caixa torácica, determinando a saída de ar dos pulmões • Trocas gasosas: cada brônquio se ramifica em tubos cada vez mais finos, denominados bronquíolos, que estão conectados a bolsas de ar denominadas alvéolos, que são cobertos por capilares sanguíneos, onde ocorrem as trocas gasosas no processo de respiração. O sangue libera gás carbônico para os alvéolos, os quais liberam gás oxigênio para as hemácias do sangue. Mecanismos de defesa: muco, cílios e tosse Exames do aparelho respiratório: → Linhas e regiões do tórax Mobile User → Alterações da coloração da pele e mucosas: principalmente cianose → Formato do tórax → Baqueteamento digital → Tipo de respiração: • Toracoabdominal: predominante em homens, prevalecendo a movimentação da metade inferior do tórax e da parte superior do abdômen • Costal superior: predominante em mulheres, em que se desloca a parte superior do tórax para cima e para frente → Ritmo e amplitude • Cheyne-Stokes: caracteriza-se por uma fase de apneia seguida de incursões inspiratórias cada vez mais profundas, até que ocorra uma nova pausa. Comum em insuficiências cardíacas, acidentes vasculares cerebrais e traumatismos craniocefálicos. • De Biot: períodos de apneia que interrompem a sequência das incursões respiratórias, tendo variação nas amplitudes. É comum na meningite, neoplasias e hematoma extradural. • De Kussmaul: amplas e rápidas inspirações interrompidas por curtos períodos de apneia, após os quais ocorrem expirações profundas e ruidosas, também seguidas de pausas. Observada em casos de acidoses. • Suspirosa: respiração normal é interrompida por suspiros • Dispneia: movimentos respiratórios amplos e rápidos Mobile User • Tiragem: dificuldade para respirar, ocorrendo a depressão inspiratória dos espaços intercostais. → Expansibilidade dos ápices pulmonares Ambas as mãos ficam espalmadas, de modo que as bordas internas toquem a base do pescoço, os polegares apoiem-se na coluna vertebral e os demais dedos nas fossas supra claviculares. → Expansibilidade das bases pulmonares: Apoiam-se os polegares nas linhas paravertebrais, enquanto os outros dedos recobrem os últimos arcos costais. Em ambas, o médico deve se posicionar atrás do paciente em posição sentada, e este deve respirar profundamente e pausadamente. → Frêmito toracovocal: Exame das vibrações sentidas na mão do examinador na parede torácica, quando o paciente emite algum som. Deve colocar-se atrás do paciente, iniciar o exame pelo alto e ir deslocando a mão em direção às bases, em cada uma das faces torácicas. Pousar a mão espalmada, ora de um lado, ora do outro, com os dedos levemente estendidos, sobre as regiões do tórax a serem examinadas ao mesmo tempo em que o paciente vai falando em voz alta – 33 • Exame ideal: FTV normal e simétrico Os derrames pleurais líquidos ou gasosos, dificultam a transmissão das vibrações até a superfície, com redução ou mesmo abolição do FTV Estando os brônquios afetados (atelectasia), o som não se propaga Caso se perceba alteração, deve-se classificar grau de intensidade e clareza → Percussão: Deve-se iniciar a percussão do tórax pela sua face posterior, de cima para baixo, ficando o médico atrás e a esquerda do paciente. Percute-se separadamente cada hemitórax, golpeando os espaços intercostais Importante manter a força do golpe constante Identificar os 3 sons pulmonares, a percussão e as áreas em que ocorrem Comparar o exame entre pessoas magras e musculosas Quatro tonalidades de som são obtidas: • Sonoridade pulmonar nas áreas de projeção dos pulmões (indica Mobile User aumento de ar nos alvéolos, ex enfisema) • Som timpânico no espaço de traube (indica ar aprisionado na pleura) • Som submaciço na região inferior do esterno • Som maciço na região inframamária direita (macicez hepática) As causas mais comuns de submacicez e macicez são os derrames ou espaçamentos pleurais, emdoenças como pneumonia, tuberculose, etc. A percussão só possibilita captar os sons de estruturas localizadas no máximo a 5 cm do ponto de impacto de dedo percursor → Ausculta O paciente deve ficar sentado, com o tórax total ou parcialmente descoberto. Deve-se solicitar que o paciente respire de forma lenta e profunda, com a boca entreaberta. A ausculta se inicia pela face posterior do tórax, indo para as faces laterais e anterior Sons normais: • Som traqueal (região da traqueia, no pescoço e esterno) • Som brônquico (na projeção dos brônquios de maior calibre, na face anterior do tórax, próximo ao esterno) • Murmúrio vesicular (ouve-se em quase todo o tórax, produzidos pelas turbulências do ar circulante ao chocar-se contra as saliências das bifurcações brônquicas) • Som bronco vesicular (na região esternal superior e interescapulovertebral). Sons normais podem estar fisiológicos, aumentados, diminuídos ou abolidos Sons anormais descontínuos • Estertores finos: ouvidos nas bases pulmonares, ocorrem no final da inspiração, são agudos e de curta duração, não se modificam com a tosse, podem se modificar com a posição do paciente (atrito de um punhado de cabelo) • Estertores grossos: audíveis no inicio da inspiração e durante toda a expiração em todas as áreas do tórax, tem frequência menor e duração maior, sofrem alteração com tosse, mas não se modificam com a posição do paciente Sons anormais contínuos • Roncos (sons graves): originam-se nas vibrações das paredes brônquicas e do conteúdo gasoso quando há estreitamento desses ductos. Ocorrem tanto na inspiração quanto na expiração (predomina), são fugazes, mutáveis, surgindo e desaparecendo em curto período de tempo. Ex: bronquites Mobile User • Sibilos (sons agudos): originam-se de vibrações das paredes bronquiolares e de seu conteúdo gasoso, ocorrendo na inspiração e expiração. São múltiplos e disseminados por todo o tórax quando provocado por enfermidades que comprometem toda a arvore brônquica. Quando é localizado em determinada região, indica a presença de uma obstrução por neoplasia ou corpo estranho. Ex: asma • Estridor: ruído inspiratório produzido por obstrução da laringe ou da traqueia. Quando a respiração é calma e pouco profunda, a intensidade do estridor é pequena, mas, na respiração forçada, o aumento do fluxo de ar provoca significativa intensificação deste som. Ex: difteria e laringite aguda • Atrito pleural: em condições normais, os folhetos viscerais e parietal da pleura deslizam um sobre o outro durante os movimentos respiratórios sem produzir qualquer ruído. Nos casos de pleurite, por se recobrirem de exsudato, passam a produzir um ruído irregular, descontínuo, mais intenso na inspiração, com frequência comparado ao ranger de couro atritado. Representa um som de duração maior e frequência baixa. Sons Vocais: auscultam-se a voz nitidamente pronunciada e a voz cochichada. Solicitado que o paciente fale 33. Em condições normais, a ressonância vocal constitui-se de sons incompreensíveis. • Broncofonia: ausculta da voz sem nitidez • Egofonia: broncofonia de qualidade nasalada e metálica. Aparece na parte superior dos derrames pleurais. • Pectorilóquia fônica: ausculta da voz nitidamente • Pectorilóquia afônica: ausculta da voz cochichada nitidamente Na ausculta da voz podem-se observar: ressonância vocal normal, diminuída ou aumentada → Síndromes Pulmonares Principais queixas: dispneia, tosse, expectoração, hemoptise (expectoração de sangue), sibilância (ruídos), rouquidão e dor torácica A tosse é o principal mecanismo de defesa e pode ser de natureza: inflamatória, mecânica, química ou térmica. Tipos: • Produtiva (com expectoração) • Seca (não possui expectoração) • Síncope (após crise intensa resulta em perda de consciência) • Bitonal (paralisia de uma das cordas vocais) • Rouca (laringite crônica – em tabagistas) • Reprimida (aquela que tenta evitar, por dor torácica ou abdominal) A expectoração é caracterizada a partir do volume, cor, odor, transparência e consistência. Pode ser seroso, purulento ou hemoptoica (com um pouco de sangue) A dispneia pode ser: • Relacionada a atividades físicas (aos grandes, médios e pequenos esforços) • De repouso • Ortopneia • Trepopneia (quando está em decúbito lateral – comum em derrame pleural) • Obstrutiva A sibilância (chiado) é um ruído que o paciente pode perceber, predomina na Mobile User fase expiratória da respiração, quase sempre acompanhada de dispneia. As síndromes pulmonares podem ser: • Brônquicas: acomete os brônquios, com redução do calibre, dilatação e/ou hipersecreção brônquica. o Manifestações Clínicas: dispneia acompanhadas de sensação de constrição ou aperto no tórax, dor torácica difusa, sibilância e tosse. A tosse, que pode ser seca ou produtiva, é decorrente da irritação brônquica e/ou do aumento da produção de muco. o Causas: asma, DPOC, bronquiectasia e infecções traqueobrônquicas. o Palpação: frêmito toracovocal normal ou diminuído o Percussão: normal ou hipersonoridade o Ausculta: diminuição do murmúrio vesicular com expiração prolongada, sibilos predominantemente expiratórios em ambos os campos pulmonares. Pode haver roncos e estertores grossos • Parenquimatosas: consolidação, atelectasia e hiperaeração. As principais causas de consolidação pulmonar são as pneumonias, o infarto pulmonar e a tuberculose. As causas de atelectasia são as neoplasias e corpos estranhos. A síndrome de hiperaeração é representada pelo enfisema pulmonar. Além dessas, podem ser incluídas entre as síndromes parenquimatosas a congestão passiva dos pulmões e a escavação ou caverna pulmonar. o Sintomas: tosse produtiva, dispneia, dor torácica o Inspeção: expansibilidade diminuída o Palpação: expansibilidade diminuída e frêmito toracovocal aumentado o Percussão: submacicez ou macicez o Ausculta: respiração brônquica substituindo o murmúrio vesicular, sopro tubário, broncofonia ou egofonia e estertores • Pleurais: compreendem a síndrome pleurítica, a síndrome de derrame pleural e a síndrome pleural aérea (de pneumotórax). o Pleurite (inflamação dos folhetos pleurais) o Caracterizada - atrito pleural. Na pleurite aguda - principal sintoma - dor localizada em um dos hemitórax. o Pode haver tosse, dispneia, febre e outros sintomas relacionados com a causa da pleurite. o À medida que a inflamação da pleura evolui, existe produção de líquido que acumula no espaço pleural e afasta o folheto parietal do visceral, causando o desaparecimento da dor pleurítica e do atrito pleural evoluindo para sd. de derrame pleural. o Derrames pleurais nas pleurites, pneumonias, neoplasias, colagenoses, síndrome nefrótica e na insuficiência cardíaca. o Sintomas: dispneia, tosse, dor torácica o Inspeção: expansibilidade red. o Palpação: expansibilidade red e frêmito toracovocal abolido na área do derrame e aumentado na área do pulmão em contato com o líquido pleural o Percussão: macicez o Ausculta: MV abolido na área do derrame, egofonia e estertores finos na área do pulmão em contato com o líquido pleural na parte mais alta do derrame SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR O coração é a principal estrutura do mediastino médio, sendo dividido em duas metades (direita e esquerda) por um septo longitudinal. Cada metade consiste em duas câmaras: os atrios (recebem sangue das veias) e os ventrículos (impulsionam o sangue para o interior das artérias Os principais sintomas relacionados a alterações no funcionamento cardíaco, são: • Dor torácica o Tipo: constritiva (aperto peito) o Caso dure menos de 20 min indica angina instável, se durar mais indica IAM o Intensidade pode ser leve, moderada ou intensa o A irradiação pode se dar de forma cervical, maxilar, MSE ou epigástrioo Dor no Precordio o Associada a fatores de piora (esforço) e de alívio (repouso) • Palpitações • Dispneia → Exame Físico do Coração Inspeção e palpação: • Abaulamentos: deve procurar com o paciente em pé (tangencial) e deitado (frontal), pode indicar a presença de aneurisma da aorta, cardiomegalia, derrame pericárdico, etc. • Retrações • Ictus Cordis ou choque de ponta: é estudado pela inspeção e palpação, deve-se investigar: o Localização: varia com o biótipo do paciente, mas em geral está no nível da inserção do 4° ou 5° EICE com a linha hemiclavicular esquerda o Extensão: determina quantas polpas digitais são necessárias para cobri-lo. Normalmente tem de 1 a 2 polpas, que equivalem de 2 a 3 cm. o Mobilidade: localizar o ictus cordis do paciente em decúbito dorsal, marca-se o local e pede pro paciente adotar ambos os decúbitos laterais, então marca o ictus nessa posição. O normal é deslocar de 1 a 2cm. o Intensidade: repouse e a palma da mão sobre a região dos batimentos. Sua intensidade varia dentro de certos limites, sendo mais forte em pessoas magras ou após exercício, emoções, etc. Quando o IC corresponde a 3 ou mais polpas digitais (difuso), indica dilatação. Quando a mão que o palpa é levantada a cada contração (propulsivo), indica hipertrofia. Mobile User o Ritmo e frequência: observados na ausculta o Frêmito cardio: sensação tátil determinada por vibrações produzidas no coração ou nos vasos. Precisa ser investigado localização (áreas de ausculta), situação no ciclo cardíaco (frêmitos sistólico, diastólico e sistodiastolico) e intensidade (em cruzes). Os frêmitos correspondem aos sopros. Ausculta cardíaca: deve ser realizada com o paciente em decúbito dorsal, sentado, decúbito lateral esquerdo com a mão esquerda na cabeça e em pé com o tórax fletido. Deve ser obedecido o ambiente de ausculta, posição do paciente e do examinador, instrução adequada do paciente, escolha e aplicação correta do receptor e relação dos batimentos com a respiração. • Focos ou áreas de ausculta: o Aórtica: situa-se no segundo EICD, justaesternal o Pulmonar: no segundo EICE, junto ao esterno (ideal para analisar a segunda bulha) o Tricúspide: base do processo xifoide, ligeiramente para a esquerda o Mitral: no quinto EICE na linha hemiclavicular e corresponde ao ictus cordis, onde é melhor percebido fenômenos esteto acústicos (bulhas, sopros, etc) • Ciclo cardíaco o Conjunto de atividades que ocorrem entre o início de um batimento até o próximo. Este ciclo se inicia pelo regulamento do nó sinusal. O potencial de ação começa neste ponto para os dois átrios e depois vai para os ventrículos através do feixe atrioventricular, originando o ciclo e começando a circulação sanguínea. o Existem dois tipos de circulação, a primeira é a pulmonar ou pequena circulação, que ocorre do lado direito do coração onde o sangue é bombeado para os pulmões e voltam ricos em oxigênio para o lado esquerdo. A segunda é a circulação sistêmica ou grande circulação, que ocorre do lado esquerdo do coração, onde o sangue que veio dos pulmões é bombeado para todo o corpo por intermédio inicial da artéria aorta. o O ciclo cardíaco abrange o período de diástole, no qual o coração se enche de sangue, e o período de sístole que é de contração, onde o sangue é ejetado. o Valvas semilunares: aórtica e pulmonar o Valvas atrioventriculares: mitral e tricúspide o Fases do ciclo cardíaco: 1) Enchimento ventricular lento: o sangue que está no átrio escoa diretamente para o ventrículo sem o auxilio de contração 2) Enchimento ventricular rápido Mobile User 3) Contração isovolumétrica: valvas atrioventriculares se fecham e o ventrículo se contrai. Ocorre a primeira bulha. 4) Ejeção rápida: as valvas semilunares abrem e o sangue é ejetado cerca de 70% para as respectivas artérias 5) Ejeção lenta: ejeta os 30% restantes 6) Relaxamento isovolumétrico: as semilunares se fecham e o ventrículo relaxa (ocorre a segunda bulha) • Bulhas cardíacas o B1 (Tum): fechamento das valvas mitral e tricúspide, coincide com o ictus cordis e com o pulso carotídeo, timbre mais alto e um pouco maior que o da B2. Em condições normais, a primeira bulha tem maior intensidade no foco mitral. Quando a bulha está desdobrada, seu ruído corresponde a “TLUM” o B2 (Tá): fechamento das valvas aórtica (auscultado em toda a região precordial) e pulmonar (auscultado no foco pulmonar), em condições normais o componente aórtico precede o pulmonar. Quando a bulha está desdobrada, seu ruído corresponde a “TLA” o B3 (TU): ruído protodiastólico de baixa frequência que se origina das vibrações da parede ventricular subitamente distendida pela corrente sanguínea que penetra na cavidade durante o enchimento ventricular rápido. Observada em crianças e adolescentes, sendo mais audível na área mitral, com o paciente em decúbito lateral esquerdo o B4: ruído débil que ocorre no fim da diástole ou pré sístole e pode ser ouvida em crianças e nos adultos jovens. Origina-se pela brusca desaceleração do fluxo sanguíneo mobilizado pela contração atrial de encontro a massa sanguínea existente no interior do ventrículo, no final da diástole. Quando se faz a ausculta do coração e nota-se outros sons que não sejam as bulhas, cumpre localiza-los exatamente na revolução cardíaca. Para isso, dividem- se a sístole e a diástole nas seguintes partes: • Proto: terço inicial da s ou d • Meso: terço médio • Tele: terço final • Holo: todo o período A intensidade da B1 e da B2 podem ser aumentados (hiperfonese) ou diminuídos (hipofonese) • Ritmo e frequência cardíaca (n° de batimentos por minutos, sendo o normal entre 60 e 100) o Havendo apenas duas bulhas, caracteriza-se o ritmo binário, se houver uma terceira é o ritmo tríplice. o Pode ser regular ou irregular o Bradicardia e taquicardia • Sopros cardíacos: vibrações decorrentes de alterações do fluxo Mobile User sanguíneo. Os mecanismos formadores de sopro podem ser sistematizados da seguinte maneira: o Aumento da velocidade da corrente sanguínea: sopros que surgem comumente após exercício físico o Diminuição da viscosidade sanguínea: comum em sopros anêmicos o Passagem do sangue através de uma zona estreitada: fluxo sanguíneo deixa de ser laminar para ser turbulento o Passagem do sangue por uma zona dilatada: a explicação é a mesma do item anterior. o Passagem do sangue por uma membrana de borda livre Estenose: é um estreitamento da abertura da válvula aórtica que bloqueia (obstrui) o fluxo de sangue do ventrículo esquerdo para a aorta. Para se caracterizar semiologicamente um sopro, é necessário investigar os seguintes parâmetros: • Situação no ciclo cardíaco: os sopros podem ser o Sistólicos: surgem durante a sístole e podem ser de ejeção (surge após a B1, causados por estenose da valva aórtica e pulmonar) ou de regurgitação (surge com a B1, é holossistolico, são causados pela regurgitação do sangue do ventrículo para o átrio), o Diastólicos: surgem durante a diástole e são classificados em protodiastólico, mesodiastólico e teledistólico. São sopros de baixa frequência e tom grave, o que lhes confere o caráter de “ruflar” o Contínuos: são ouvidos durante toda a sístole e a diástole, sem interrupção, recobrindo e mascarando a B1 e a B2. • Localização, irradiação, timbre e tom, intensidade, modificações com a fase da respiração, posição do paciente e exercício físico Insuficiência cardíaca é um distúrbio em que o coração não consegue suprir as necessidades do corpo, causando redução do fluxo sanguíneo, refluxo (congestão) de sangue nas veias e nos pulmões e/ou outras alterações que podem debilitar ou enrijecer ainda mais o coração. • Pulsos arteriais: pode ser normal, célere (aparecem e somem), pequeno (fraco e pequeno),filiforme (pequena amplitude e mole), alternante (onda ampla seguida de mais fraca) e paradoxal (indica pericardite construtiva) Mobile User