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N2 – HABILIDADES MÉDICAS 
Assuntos: 
¾ Exame físico geral 
• Fácies 
• Atitudes 
• Biótipo 
• Marcha 
• Pele 
• Linfonodo 
¾ Respiratório 
¾ Cardíaco 
SOMATOSCOPIA 
No exame físico geral, são obtidos dados 
gerais, independentemente dos vários 
sistemas orgânicos ou segmentos 
corporais, o que possibilita uma visão do 
paciente como um todo. 
Preliminares para um exame físico 
adequado: local adequado, iluminação 
correta e posição do paciente. 
O exame físico geral inclui: 
→ Avaliação do estado geral 
É uma avaliação subjetiva com base no 
conjunto de dados exibidos pelo paciente 
e interpretados de acordo com a 
experiencia de cada um. 
Pode ser bom, regular ou ruim. 
Se tem a verificação do estado de 
nutrição, condições de higiene, aparência 
de doença aguda ou crônica, modo como 
o paciente se apresenta, etc. 
LOTE: Lucido, orientado em tempo e 
espaço. 
→ Avaliação do nível de consciência 
Implica avaliação neurológica e 
psiquiátrica. 
A percepção consciente do mundo 
exterior e de si mesmo caracteriza o 
estado de vigília. Quando a consciência é 
comprometida moderadamente, chama-
se obnubilação. 
Se a alteração de consciência for mais 
intensa, mas o paciente ainda despertar 
por estímulos mais fortes, tiver 
movimentos espontâneos e não abrir os 
olhos, caracteriza-se o torpor ou estupor. 
Se não há despertar com estimulação 
forte, e o paciente está sem movimentos 
espontâneos, caracteriza-se o estado de 
coma. 
O estado de coma se caracteriza em: 
coma leve (vígil), de grau médio, profundo 
(carus) e depassé (IV - irreversível). 
Levar em conta perceptividade, 
reatividade, deglutição e reflexos. 
→ Fala e linguagem 
As alterações da fala classificam-se em: 
• Disfonia ou afonia (alteração no 
timbre por problema no órgão 
fonador) 
• Dislalia (alterações menores na 
fala, comum em crianças) 
• Disritmolalia (distúrbio no ritmo da 
fala, tipo gagueira) 
• Disartria (alterações nos músculos 
da fonação) 
• Disfagia (perturbação na 
elaboração cortical da fala, pode 
ser sensorial, motora ou mista) 
Outros distúrbios: 
• Disgrafia (perda da capacidade de 
escrever) 
• Dislexia (perda da capacidade de 
ler) 
→ Avaliação do estado de hidratação 
Avaliado a partir dos seguintes 
parâmetros: alteração abrupta do peso, 
alteração da pele quanto a umidade, 
elasticidade e turgor, alteração da mucosa 
quanto a umidade, alterações oculares, 
estado geral e fontanelas (“moleira”). 
A desidratação é caracterizada por: sede, 
diminuição abrupta do peso, pele seca, 
mucosas secas, olhos afundados 
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(enoftalmia) e hipotônicos, abatimento, 
oligúria e fontanelas deprimidas. 
Desidratação pode ser classificada a partir 
da intensidade (leve, moderada ou grave) 
e da osmolaridade (isotônica, hipotônica e 
hipertônica). 
→ Altura e outras medidas 
antropométricas 
Quando o paciente é capaz de ficar em 
posição ortostática, a altura é aferida em 
balança com estadiometro ou com fita 
métrica. Sendo importante que os cinco 
pontos anatômicos estejam próximos a 
parede. 
Em crianças de ate 2 anos, recomenda-se 
medir a altura com ela deitada. 
Nos primeiros anos de vida é muito 
importante verificar se a criança está 
atingindo o padrão de crescimento 
esperado para a idade e sexo. 
Outras medidas antropométricas: 
envergadura (distancia entre os extremos 
dos membros superiores), distancia 
pubovértice (distância entre a sínfise 
púbica e o ponto mais alto da cabeça) e a 
distância puboplantar (distância entre a 
sínfise púbica e a planta dos pés). 
A altura recumbente é feita no caso de 
pacientes acamados. 
→ Peso 
É a soma de todos os componentes da 
composição corporal (água, tecido 
adiposo, musculatura e ossos), sua 
avaliação é útil para determinar e 
monitorar o estado nutricional. 
• Peso usual/habitual: é o peso que 
mantém por maior período de 
tempo 
• Peso ideal: é o peso definido a 
partir da idade, biótipo, sexo e 
altura. Pode ser calculado a partir 
do IMC, pela fórmula: PI = Altura ao 
quadrado X IMC médio, sendo que 
entre 20 e 25 está normal. 
Regra simples de broca: o peso ideal se 
aproxima do número de centímetros que 
excede um metro de altura e se expressa 
em kg. Ex: um homem de 1,70m deve 
pesar cerca de 70kg. 
• Peso ajustado: é utilizado para 
fazer prescrição de dietas, 
utilizando o PA e o PI. 
• Peso corrigido: utilizado para 
paciente amputados, a partir da 
porcentagem da amputação. 
• Peso seco: descontado de edema 
ou ascite. 
• Peso máximo normal: de 5 a 10% a 
mais que o peso ideal. 
• Peso mínimo normal: de 5 a 10% a 
menos que o peso ideal. 
A circunferência da cintura é utilizada para 
o diagnostico de obesidade abdominal e 
reflete o conteúdo de gordura visceral 
(aquela aderida aos órgãos internos). 
A circunferência da panturrilha é utilizada 
para acompanhar o estado nutricional de 
pacientes hospitalizados e em idosos. 
O perímetro cefálico é utilizado no 
acompanhamento de crianças até 2 anos. 
→ Avaliação do estado de nutrição 
Deve ser sistematicamente avaliado de 
acordo com: peso, musculatura, panículo 
adiposo, desenvolvimento físico, estado 
geral, pele, pelos e olhos 
Variações do peso: 
• Magreza (pode ser constitucional 
ou patológica) 
• Caquexia (extrema magreza) 
• Obesidade (exógena/hábito de vida 
ou endógena) 
No homem, a gordura em excesso tende 
a se armazenar na parte superior do corpo 
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ou na região abdominal (“pneu”), 
configurando a obesidade tipo androide 
(maçã). Na mulher, o acumulo de gordura 
predomina nos quadris e nas coxas, 
configurando a obesidade tipo ginecoide 
(pera) 
→ Desenvolvimento físico 
Essa avaliação é feita pela inspeção 
global, acrescida de informações a 
respeito do desenvolvimento 
osteomuscular. 
Os achados podem se enquadrar em: 
• Desenvolvimento normal 
• Hiperdesenvolvimento 
(gigantismo) 
• Hipodesenvolvimento (nanismo) 
• Hábito grácil (constituição corporal 
frágil e delgada) 
• Infantilismo (características infantis 
na idade adulta) 
→ Fáceis 
Certas doenças imprimem na face traços 
característicos 
• Normal ou atípica 
• Hipocrática: olhos fundos, parados 
e inexpressivos, nariz afilado e 
lábios adelgados. Observado 
“batimentos das asas do nariz”, 
rosto coberto de suor, palidez 
cutânea e cianose labial. Típica de 
doenças graves e estados 
agônicos 
• Renal: edema palpebral (ao redor 
dos olhos). Observado em 
síndromes nefróticas e nas 
glomerulonefrites 
• Leonina: pele espessada e sede de 
grande número de lepromas. 
Supercílios caem, nariz se espessa 
e se alarga. Lábios grossos e 
proeminentes, bochecha 
deformada e barba escassa ou 
inexistente. Típico de hanseníase. 
• Adenoidiana: nariz pequeno e 
afilado, boca sempre entreaberta. 
Presente nos indivíduos com 
hipertrofia das adenoides, que 
dificultam a respiração pelo nariz 
• Parkinsoniana ou cérea: 
inexpressiva, com rigidez facial 
• Basedowiana: exoftalmia (olhos 
salientes), rosto magro, com 
expressão fisionômica de 
vivacidade e as vezes 
aspecto de espanto e 
ansiedade. Presença 
de bócio. Típica de 
hipertireoidismo 
 
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• Mixedematosa: rosto arredondado, 
nariz e lábios grossos, pele seca, 
espessada, com aumento dos 
sulcos. Edema periorbital, 
supercílios escassos, cabelos 
secos e sem brilho. Fisionomia de 
desanimo e apatia. Presente 
principalmente no hipotireoidismo. 
• Acromegálica: saliência das 
arcadas supraorbitárias, 
proeminência do nariz, lábios e 
orelhas. Visto na acromegalia, 
consequente a hiperfunção 
hipofisária do adulto. 
• Cushingóide ou de lua cheia: 
arredondamento do rosto, 
caracterizando edema, com 
bochechas avermelhadas e 
surgimento de acne. Observado 
em pacientes com uso prolongado 
de corticoides. 
• Mongoloide: fenda palpebral, prega 
cutânea (epicanto) que torna os 
olhos oblíquos e distantes um do 
outro. Rosto redondo, boca quase 
sempre entreaberta, fisionomia de 
pouca inteligência. Ex: Síndrome 
de Down. 
• Depressão: cabisbaixo, olhos com 
poucobrilho e fixos, sulco 
nasolabial acentuado e o canto da 
boca rebaixado. Visível na 
síndrome da depressão. 
• Pseudobulbar: crises de choro ou 
riso, involuntárias, mas 
conscientes, que levam o paciente 
a tentar conte-las, dando um 
aspecto espasmódico a face. 
Geralmente na paralisia 
pseudobulbar. 
• Miastênica: ptose palpebral 
bilateral, que obriga o paciente a 
franzir a testa e levantar a cabeça. 
Ocorre na miastenia gravis e em 
outras miopatias. 
• Tetânica: exprime sensação de dor 
crônica e permanente, contratura 
intensa e involuntária da 
musculatura. 
• Paralisia facial periférica: 
assimetria da face, impossibilidade 
de fechar as pálpebras do lado 
afetado, repuxamento da boca para 
o lado e apagamento do sulco 
nasolabial 
• Esclerodérmica (de múmia): 
imobilidade facial, pele 
apergaminhada, endurecida e 
aderente aos planos profundos. 
Repuxamento dos lábios, 
afinamento do nariz e imobilização 
das pálpebras. 
• Lúpica 
• Etílica 
→ Atitudes 
Posição adotada pelo paciente no leito ou 
fora dele, por comodidade, hábito ou com 
objetivo de conseguir alivio para algum 
padecimento. 
Atitudes voluntárias: conscientemente 
procuradas pelo paciente 
• Ortopneica: para aliviar falta de ar 
decorrente de insuficiência 
cardíaca, asma brônquica ou ascite 
volumosa. O paciente senta com os 
pés no chão e as mãos apoiadas no 
colchão. Em casos graves, o 
paciente fica deitado e recosta-se 
com a ajuda de dois ou mais 
travesseiros. 
• Genupeitoral (prece maometana): 
se posiciona de joelhos com o 
tronco fletido sobre as coxas, 
enquanto o peito põe-se em 
contato com o chão, o rosto 
descansa sobre as mãos. Essa 
posição facilita o enchimento do 
coração nos casos de derrame 
pericárdico. 
• Cócoras (squatting): observada em 
crianças com cardiopatia congênita 
cianótica, proporciona alivio da 
hipóxia generalizada, facilitando o 
retorno venoso para o coração 
• Parkinsoniana: ao se pôr em pé, 
apresenta semiflexão da cabeça, 
tronco e membros inferiores, ao 
caminhar parece estar correndo 
atrás do próprio eixo gravitacional 
• Décubito preferido: pode ser dorsal 
(processos inflamatórios 
pelviperiotoneais), ventral (cólica 
intestinal) ou lateral (dor pleurítica – 
se deita sobre o lado da dor pra 
reduzir o atrito) 
• Antálgica: colocação da mão no 
local que dói 
Atitudes involuntárias: independem da 
vontade do paciente ou são resultantes de 
estímulos cerebrais 
• Passiva: paciente fica na posição 
que é colocado no leito, comum em 
pacientes comatosos 
• Ortótono: tronco e membros rígidos 
• Opistótono: corpo passa a se 
apoiar na cabeça e nos 
calcanhares, decorrente de 
contração da musculatura lombar, 
comum em tétano e meningite 
• Emprostótono: corpo do paciente 
forma uma concavidade voltada 
para diante. Observada no tétano, 
meningite e raiva 
• Pleurostótono: o corpo se curva 
lateralmente, observada no tétano, 
meningite e raiva 
• Em gatilho: comum em crianças 
com irritação meníngea, 
caracterizada pela hiperextensão 
da cabeça, flexão das pernas sobre 
as coxas e encurvamento do tronco 
com concavidade para diante 
→ Pele 
É o maior órgão do corpo humano e um 
dos melhores indicadores de saúde 
Constituída de 3 camadas: epiderme ou 
camada externa, derme ou córion e 
hipoderme ou tecido celular subcutâneo 
Principais funções: revestimento, 
proteção, regulação da temperatura 
corporal, contato com o ambiente e 
isolamento do corpo 
O que deve ser observado: 
• Coloração 
� Palidez generalizada ou 
localizada 
� Eritrose generalizada ou 
localizada 
� Cianose generalizada, 
localizada, central, periférica, 
mista ou por alteração da 
hemoglobina 
� Icterícia 
� Albinismo 
� Bronzeamento 
� Dermatografismo 
• Umidade 
� Normal 
� Seca 
� Sudorenta 
• Textura 
� Normal 
� Lisa ou fina 
� Áspera 
� Enrugada 
• Espessura 
� Normal 
� Atrófica (translucida) 
� Hipertrófica ou espessa 
• Temperatura 
� Normal 
� Aumentada 
� Diminuida 
• Elasticidade 
� Normal 
� Aumentada (hiperelástica) 
� Diminuída (hipoelástica) 
• Turgor 
� Normal 
� Diminuído 
• Sensibilidade 
� Dolorosa 
� Tátil 
� Térmica 
→ Lesões Elementares da Pele 
Modificações do tegumento cutâneo 
determinadas por processos 
inflamatórios, degenerativos, circulatórios, 
neoplásicos, distúrbios do metabolismo ou 
por defeito de formação 
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Para avaliação de lesões elementares, 
empregam-se a inspeção e a palpação 
Alterações de cor (máculas ou manchas): 
uma área circunscrita de coloração 
diferente da pele que a circunda, no 
mesmo plano do tegumento e sem 
alterações na superfície 
• Pigmentares: quando decorrem de 
alterações do pigmento melânico 
o Hipocrômica ou acrômica: 
diminuição ou ausência de 
melanina. Ex: vitiligo 
o Hipercrômica: dependem do 
aumento de pigmento melânico. 
Ex: pelagra ou melasma 
• Vasculares: distúrbios da 
microcirculação da pele que 
desaparecem após compressão 
o Telangiectasias: dilatações dos 
vasos terminais (vênulas, 
arteríolas e capilares). Ex: 
Varizes 
o Eritematosa ou hiperemica: 
decorrem da vasodilatação, tem 
cor rosa ou vermelho vivo 
 
• Hemorrágicas: não desaparecem 
pela compressão, se trata de 
sangue extravasado 
o Petequias: quando são 
puntiformes e com até 1cm de 
diâmetro 
o Víbices: forma linear 
o Equimoses: em placas, mais de 
1 cm. Se o extravasamento 
sanguíneo for suficiente para 
produzir elevação da pele, é 
denominado hematoma 
• Elevações edematosas: elevações 
causadas por edema na derme ou 
hipoderme 
• Lesões Sólidas: 
o Pápulas: até 1cm, superficiais, 
bem delimitadas, com bordas 
facilmente percebidas quando 
se desliza uma polpa digital 
sobre a lesão. Ex: picada de 
inseto, acne e 
erupções 
 
Aranhas vasculares 
o Tubérculos: elevações sólidas, 
circunscritas, com mais de 1cm, 
situadas na derme. Geralmente 
evoluem formando cicatriz. 
 
o Vegetações: são lesões sólidas, 
salientes, lobulares, filiformes, 
de consistência mole e 
agrupados em maior ou menor 
quantidade. Quando a camada 
córnea é mais endurecida, a 
lesão apresenta consistência 
endurecida e recebe o nome de 
verucosidade. 
o Nódulos: na hipoderme, mais 
perceptíveis pela palpação do 
que pela insperção. Caso sejam 
grandes são chamados de 
nodulosidades, as que tendem 
aa amolecimento e ulceração 
são as gomas. Ex: furúnculo 
• Lesões líquidas: 
o Vesícula: elevação circunscrita 
da pele que contem liquido em 
seu interior, até 1 cm. Ex: 
herpes 
 
o Bolha: elevação da pele 
contendo uma substancia 
liquida, tem mais de 1 cm. Ex: 
queimaduras 
o Pústula: vesícula de conteúdo 
purulento. Ex: varicela e acne 
o Abcessos: coleções purulentas, 
de proporções variáveis, 
flutuantes, de localização dermo 
hipodérmica ou subcutânea. 
Divididos em quentes (com 
secreção) ou frios (ausência de 
secreção). Ex: furunculose 
o Hematomas: 
decorrentes de 
derrame de sangue na 
pele ou tecidos 
subjacentes 
 
• Alterações de espessura: 
o Queratose: modificação da 
espessura da pele, que se torna 
mais consistente, dura e 
inelástica, em consequência de 
espessamento da camada 
córnea. Ex: calo 
o Espessamento ou infiltração: 
aumento da consistência e da 
espessura da pele que se 
mantem depressível. Ex: mal de 
Hansen virchowiana 
o Liquenificação: espessamento 
da pele com acentuação das 
estrias, a pele torna-se cor 
castanho-escura 
o Esclerose: aumento da 
consistência da pele, que se 
torna mais firme, aderente aos 
planos profundos, sendo difícil 
ser pregueada pelos dedos. Ex: 
esclerodermia 
o Edema: acumulo de liquido no 
espaço intersticial, a pele se 
torna lisa e brilhante 
o Atrofias: adelgaçamento da 
pele, a qual torna-se fina, lisa, 
translucida e pregueada 
• Perdas e reparações teciduais de 
continuidade: são lesões oriundas 
da eliminação ou destruição 
patológica e de reparação dos 
tecidos cutâneos 
o Erosão ou Exulceração: 
desaparecimento da parte 
superficial da pele, atingindo 
apenas a epiderme. Pode ser 
traumática (escoriação) ou não 
traumáticao Ulceração ou ulceração: perda 
delimitada das estruturas que 
constituem a pele e que chega 
a atingir a derme. Ulceração 
deixa cicatriz 
o Fissura ou rágades: 
comprometem a epiderme e a 
derme, são perdas de 
substancia linear, superficial e 
profunda 
o Fístula: 
o Escama: lâminas epidérmicas 
secas que tendem a desprender 
se da superfície cutânea. Se 
apresentarem o aspecto de 
farelo são denominadas 
furfuráceas, e, quando em tiras, 
foliáceas 
o Crosta: proveniente do 
ressecamento de secreção 
serosa, sanguínea, purulenta 
ou mista que recobre uma área 
cutânea previamente lesionada. 
Ex: final do processo de 
cicatrização 
o Escara: porção de tecido 
cutâneo necrosado, resultante 
de pressão isolada. A área 
afetada torna-se insensível. 
• Sequelas: 
o Atrofias 
o Cicatriz 
o Queloide 
→ Fotossensibilidade 
E Fotodermatoses 
Reação incomum de sensibilidade 
extrema da pele quando exposta à luz 
solar ou a fontes luminosas artificiais, com 
aparecimento de eritema e pigmentação. 
A capacidade de desenvolver eritema 
guarda relação com a pigmentação 
melânica da pele: 
• Pig. Intrínseca: geneticamente 
determinada, imutável, cor da pele 
• Pig. Facultativa: decorrente da 
ação dos raios solares ou por 
bronzeamento (imediato ou tardio) 
Classificação da Fotossensibilidade e 
dermatoses fotoinduzidas: 
• Formas crônicas: 
o Dermato-heliose 
(fotoenvelhecimento) 
o Dermatite actínia crônica 
o Lentigo solar 
o Queratose solar: lesões 
queratósicas, rugosas, com 
escamas amareladas ou 
acastanhadas, finas, aderentes, 
secas, podendo apresentar 
discreto eritema. Ocorre no 
dorso da mão, face, antebraços, 
pescoço 
o Câncer de pele (carcinoma 
basocelular, espinocelular e 
melanoma) 
• Formas agudas: 
o Queimadura solar 
o Fotoxicidade 
• Formas agudas e/ou crônicas: 
o Porfiria cutânea tardia 
o Protoporfiria eritropoiética 
o Xeroderma pigmentoso 
o Pelagra 
 
Fotoalergia: causada pela radiação 
luminosa, relacionado a reatividade da 
pele, de caráter imunológico. Ocorre um 
quadro de eczema, com eritema, edema, 
vesiculação e exsudação 
Qualquer substancia fototóxica pode se 
tornar fotoalérgica, porém o inverso não é 
verdadeiro 
Urticária solar: desenvolvimento de 
vesículas, as vezes pápulas, podendo 
acompanhar-se de prurido, mal-estar e 
cefaleia 
→ Mucosas 
As mucosas facilmente examináveis a 
olho nu e sem auxílio de qualquer 
aparelho são: 
• Conjuntivas oculares 
• Mucosa labiobucal 
• Mucosa lingual 
• Mucosa gengival 
Os seguintes parâmetros devem ser 
analisados: 
• Coloração 
o Normocoradas: róseo 
avermelhada 
o Hipocoradas ou descoradas: 
diminuição ou perda da cor 
normal. Pode indicar anemia. 
o Hipercoradas: acentuação da 
coloração normal 
o Cianose 
o Icterícia 
o Leucoplasia: áreas 
esbranquiçadas 
• Umidade 
o Normal 
o Seca 
→ Fâneros 
• Cabelos 
o Tipo de implantação: varia de 
acordo com o sexo ou patologia 
o Distribuição: uniforme, alopecia, 
calvície (parcial ou total) 
o Quantidade: varia de acordo 
com o indivíduo e a idade 
o Coloração: varia com a raça e 
características genéticas. 
Podem ocorrer mudanças por 
meios artificiais ou por 
enfermidades. 
• Pelos: até a puberdade, são finos, 
escassos e claros, após, adquirem 
as características de cada sexo 
o Hipertricose: aumento de pelos 
terminais 
o Hirsutismo: aumento de pelos 
sexuais masculinos na mulher 
o Virilização: hirsutismo com 
aprofundamento da voz e 
aumento do clitóris 
• Unhas: deve-se observar forma ou 
configuração, tipos de implantação, 
espessura, superfície, consistência 
brilho e coloração 
o Implantação normal: 160° 
o Hipocratismo digital: 180° 
o Leuconiquias: mancha branca 
comum em pessoas sadias 
o Unhas distróficas: espessadas, 
rugosas, irregulares 
o Coiloníquea: unha de colher 
o Deve-se observar onicofagia 
(quem rói unha) e processos 
inflamatórios 
→ Biótipo 
Também denominado tipo morfológico, é 
o conjunto de características morfológicas 
apresentadas pelo indivíduo. 
A sua determinação é importante para a 
correta interpretação das variações 
anatômicas que acompanham cada tipo 
morfológico. Ex: localização do ictus 
cordis e a forma do estomago 
• Brevilíneo (Sancho Pança): 
pescoço curto e grosso, tórax 
alargado e volumoso, membros 
curtos em relação ao trono, ângulo 
de Charpy maior que 90°, 
musculatura desenvolvida e 
panículo adiposo espesso, 
tendência para baixa estatura 
• Normolíneo: tipo intermediário, tem 
equilíbrio entre os membros e o 
tronco,desenvolvimento harmônico 
da musculatura e do panículo 
adiposo. Com ângulo de Charpy 
em torno de 90° 
• Longilíneo (D. Quixote): pescoço 
longo e delgado, tórax afilado e 
chato, membros alongados com 
franco predomínio sobre o trono, 
ângulo de Charpy menor que 90°, 
musculatura delgada e panículo 
adiposo pouco desenvolvido, 
tendência para estatura elevada 
→ Marcha 
Avaliação dinâmica do paciente ao 
caminhar ou deambular. Deve ser 
analisada solicitando que o doente 
caminhe por si mesmo, sempre que 
possível, fazendo-o percorrer uma 
distância de alguns metros, descalço, com 
os olhos abertos e fechados, sob 
observação do examinador. A marcha 
deverá se dar nos dois sentidos (ida e 
volta) 
Grande utilidade diagnóstica sobretudo, 
nas afecções neurológicas. Períodos 
específicos da vida – velhice - podem 
sofrer alterações sem que isso signifique 
disfunção 
A marcha normal (atípica) pode sofrer 
variações em relação a particularidades 
individuais ou razão de transtorno do 
aparelho locomotor 
Tipos: 
• Espasmódica ou 
ceifante: o doente 
arrasta a perna 
comprometida e traça 
por seu intermédio 
um semicírculo, 
sendo que o pé 
igualmente se arrasta 
e se apoia no chão 
pelo seu bordo 
externo e ponta. 
Movem-se os pés 
como se estivessem 
aderentes ao solo. 
Evidente rigidez nos membros 
inferiores. 
• Pendular: em alguns casos, há 
tanta dificuldade no andar que o 
paciente não dispensa as muletas 
Pendurado nelas, o corpo oscila a 
cada passo. Marcha típica dos 
hemiplégicos 
• Parética ou escarvante: 
quando tenta caminhar, os 
pés pendem e arrastam a 
ponta no chão obriga a 
levantar excessivamente a 
perna, fazendo exagerada 
flexão da coxa sobre o 
abdome a cada passo 
O pé, na descida, se 
apoia por intermédio 
da ponta e rebordo 
externo (passo de 
ganso dos soldados 
prussianos) 
• Atáxica ou cerebelosa: doente é 
titubeante quando caminha, com os 
braços afastados do tronco e 
pernas bem abertas, andando em 
ziguezague, tal qual o bêbado 
• Tabética: Aumento da base de 
sustentação (pés muito afastados), 
olhar dirigido para o solo e, ao 
caminhar, eleva súbita e 
violentamente os membros 
inferiores, recolocando-os no chão 
por intermédio dos calcanhares 
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inicialmente. Encontrada nas 
lesões dos cordões posteriores da 
medula, cujo exemplo clássico é a 
tabes dorsalis 
• Espástico-Atáxica: de rara 
observação, pode ser vista nas 
lesões mistas dos cordões laterais 
e posteriores da medula. 
• Senil: caracteriza-se por 
aumento da flexão dos 
cotovelos, cintura e 
quadril. Diminui também 
o balanço dos braços, o 
levantamento dos pés e 
o comprimento dos 
passos. 
 
• Passos miúdos: o doente caminha 
com passos curtos e rápidos, 
arrastando os pés, comum em 
idosos 
• Anserina (do pato): caminha 
inclinando o tronco para a direita e 
esquerda alternadamente, com a 
cabeça e o tórax meio inclinados 
para trás. Comum em mulheres 
gravidas e miopatias com lordose 
lombar. 
• Do sapo: os doentes caminham de 
cócoras apoiados nas mãos, 
impossibilitados que estão de 
caminhar em bipedestação. 
Observada nos estados avançados 
de miopatias 
• Clauditante: paciente manca, 
comum nos processos que possam 
provocar dor quando anda 
• Parkinsoniana: anda como um 
bloco, enrijecido, sem movimento 
dos braços 
• Trôpega ou difícil: encontrada nas 
doenças debilitantes e idosos 
→ Exame dos linfonodos 
É uma rede complexa de vasos e gânglios 
linfáticos que transportam o fluido linfático 
(linfa- contem linfócitos) dos tecidos de 
volta para o sistema circulatório. 
Os linfonodos são órgãos encapsulados, 
constituídos de tecido linfoide, espalhados 
por todo o organismo no trajeto dos vasos 
linfáticos. Atuam como filtros que drenam 
fora as substancias nocivas trazidas pelos 
canais linfáticos 
Causa de adenomegalias: inflamatória 
(trauma ou processo inflamatório 
regionalizado), reacional (toxoplasmose, 
etc) e malignidade (neoplasia) 
Os linfonodos se organizam em grupos 
superficiais (no tecido subcutâneo) e 
profundos (abaixo da fáscia dos músculos 
e dentro das várias cavidades do corpo) 
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O exame físico geral inclui a investigação 
dos linfonodos superficiais, a dos 
profundos só é possível com exames de 
imagem 
Grupo ganglionar da cabeça e do pescoço 
(linfonodos cervicofaciais): 
• Occipital 
• Pré-auricular 
• Retroauricular 
• Parotídea 
• Bucais 
• Submandibular 
• Cervical anterior e posterior 
Grupo ganglionar dos membros 
superiores: 
• Axilares 
• Epitrocleanos 
• Supratrocleanos 
Grupo ganglionar dos membros inferiores: 
• Das virilhas (inguinais) 
• Poplíteos 
Grupo ganglionar do tórax: 
• Mediastinais 
Grupo ganglionar do abdômen: 
• Mesentéricos 
• Para-aórticos 
Anamnese: tempo de aparecimento, 
febre, perda ponderal, sudorese noturna, 
anemia, equimoses, sangramentos, dores 
ósseas, edemas articulares, aumento do 
volume abdominal 
Avaliação do linfonodo: 
• Tamanho: variam de 0,5 a 2,5 cm 
de diâmetro 
• Localização: necessário saber os 
grupamentos ganglionares 
afetados 
• Consistência: pode ser endurecido 
(própria de processos neoplásicos) 
ou amolecido (próprio de 
processos inflamatórios), com 
flutuação ou não 
• Sensibilidade: pode ser doloroso 
(comum adenopatias infecciosas 
bacterianas) ou indolores 
(metastáticos) 
• Aderência: buscar o fixar com o 
polegar e o indicador, pode estar 
móvel ou aderido a planos 
profundos 
• Sinais inflamatórios 
• Fístula 
Os linfonodos inflamatórios são: de 
evolução rápida, dolorosos, geralmente 
múltiplos, superfície regular e lisa, tem 
menos de 2cm, consistência ferroelástica, 
etc. 
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Os linfonodos neoplásicos são: de 
evolução silenciosa e progressiva, a pele 
não sofre alteração no começo, indolor, 
geralmente único, superfície irregular, 
mais de 2cm, consistência pétrea, etc 
Adenomegalias: trata-se de um aumento 
dos linfonodos que pode surgir ao longo 
da cadeia linfática existente no organismo. 
Ela pode ser inflamatória, reacional ou 
maligna. O diagnostico é feito pela história 
do pacientem, tempo de aparecimento, 
sintomas associados, etc. 
SEMIOLOGIA RESPIRATÓRIA 
O sistema respiratório é dividido em trato 
respiratório superior (compartimento 
nasofaringolaringeo) e trato respiratório 
inferior (compartimento traqueobrônquico 
e alveolar). Sendo o TRS responsável 
pela condução do ar, fazendo sua 
filtração, aquecimento e umidificação, 
para que as trocas gasosas sejam 
realizadas nos alvéolos pulmonares. 
• Pulmão esquerdo: pouco menor 
que o direito, pois compartilha o 
espaço com o coração, no lado 
esquerdo do tórax. 
• Pleura: membrana que reveste os 
pulmões, se dividindo em parietal 
ou visceral 
• Diafragma: separa os órgãos 
torácicos dos órgãos abdominais 
• Ventilação pulmonar: processo em 
que o ar chega até os alvéolos, 
distribuindo-se adequadamente, 
para que possa entrar em contato 
com os capilares pulmonares, onde 
ocorrerão as trocas gasosas 
(processo de entrada e saída de 
ar). Ocorre pela ação dos músculos 
respiratórios, que se contraem de 
maneira coordenada, de modo a 
aumentar ou reduzir o volume da 
cavidade torácica. 
• Na inspiração: processo ativo em 
que o diafragma e os músculos 
intercostais contraem-se, 
aumentando o volume interno da 
caixa torácica, desse modo, o ar 
entra nos pulmões 
• Na expiração: processo passivo em 
que o diafragma e os músculos 
intercostais relaxam, diminuindo o 
volume interno da caixa torácica, 
determinando a saída de ar dos 
pulmões 
• Trocas gasosas: cada brônquio se 
ramifica em tubos cada vez mais 
finos, denominados bronquíolos, 
que estão conectados a bolsas de 
ar denominadas alvéolos, que são 
cobertos por capilares sanguíneos, 
onde ocorrem as trocas gasosas no 
processo de respiração. O sangue 
libera gás carbônico para os 
alvéolos, os quais liberam gás 
oxigênio para as hemácias do 
sangue. 
Mecanismos de defesa: muco, cílios e 
tosse 
Exames do aparelho respiratório: 
→ Linhas e regiões do tórax 
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→ Alterações da coloração da pele e 
mucosas: principalmente cianose 
→ Formato do tórax 
 
→ Baqueteamento digital 
→ Tipo de respiração: 
• Toracoabdominal: predominante 
em homens, prevalecendo a 
movimentação da metade inferior 
do tórax e da parte superior do 
abdômen 
• Costal superior: predominante em 
mulheres, em que se desloca a 
parte superior do tórax para cima e 
para frente 
→ Ritmo e amplitude 
• Cheyne-Stokes: caracteriza-se por 
uma fase de apneia seguida de 
incursões inspiratórias cada vez 
mais profundas, até que ocorra 
uma nova pausa. Comum em 
insuficiências cardíacas, acidentes 
vasculares cerebrais e 
traumatismos craniocefálicos. 
• De Biot: períodos de apneia que 
interrompem a sequência das 
incursões respiratórias, tendo 
variação nas amplitudes. É comum 
na meningite, neoplasias e 
hematoma extradural. 
• De Kussmaul: amplas e rápidas 
inspirações interrompidas por 
curtos períodos de apneia, após os 
quais ocorrem expirações 
profundas e ruidosas, também 
seguidas de pausas. Observada 
em casos de acidoses. 
• Suspirosa: respiração normal é 
interrompida por suspiros 
• Dispneia: movimentos respiratórios 
amplos e rápidos 
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• Tiragem: dificuldade para respirar, 
ocorrendo a depressão inspiratória 
dos espaços intercostais. 
→ Expansibilidade dos ápices 
pulmonares 
Ambas as mãos ficam espalmadas, de 
modo que as bordas internas toquem a 
base do pescoço, os polegares apoiem-se 
na coluna vertebral e os demais dedos nas 
fossas supra claviculares. 
→ Expansibilidade das bases 
pulmonares: 
Apoiam-se os polegares nas linhas 
paravertebrais, enquanto os outros dedos 
recobrem os últimos arcos costais. 
Em ambas, o médico deve se posicionar 
atrás do paciente em posição sentada, e 
este deve respirar profundamente e 
pausadamente. 
 
→ Frêmito toracovocal: 
Exame das vibrações sentidas na mão do 
examinador na parede torácica, quando o 
paciente emite algum som. 
Deve colocar-se atrás do paciente, iniciar 
o exame pelo alto e ir deslocando a mão 
em direção às bases, em cada uma das 
faces torácicas. 
Pousar a mão espalmada, ora de um lado, 
ora do outro, com os dedos levemente 
estendidos, sobre as regiões do tórax a 
serem examinadas ao mesmo tempo em 
que o paciente vai falando em voz alta – 
33 
• Exame ideal: FTV normal e 
simétrico 
Os derrames pleurais líquidos ou 
gasosos, dificultam a transmissão das 
vibrações até a superfície, com redução 
ou mesmo abolição do FTV 
Estando os brônquios afetados 
(atelectasia), o som não se propaga 
Caso se perceba alteração, deve-se 
classificar grau de intensidade e clareza 
→ Percussão: 
Deve-se iniciar a percussão do tórax pela 
sua face posterior, de cima para baixo, 
ficando o médico atrás e a esquerda do 
paciente. Percute-se separadamente 
cada hemitórax, golpeando os espaços 
intercostais 
Importante manter a força do golpe 
constante 
Identificar os 3 sons pulmonares, a 
percussão e as áreas em que ocorrem 
Comparar o exame entre pessoas magras 
e musculosas 
Quatro tonalidades de som são obtidas: 
• Sonoridade pulmonar nas áreas de 
projeção dos pulmões (indica 
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aumento de ar nos alvéolos, ex 
enfisema) 
• Som timpânico no espaço de 
traube (indica ar aprisionado na 
pleura) 
• Som submaciço na região inferior 
do esterno 
• Som maciço na região 
inframamária direita (macicez 
hepática) 
As causas mais comuns de submacicez e 
macicez são os derrames ou 
espaçamentos pleurais, emdoenças 
como pneumonia, tuberculose, etc. 
A percussão só possibilita captar os sons 
de estruturas localizadas no máximo a 5 
cm do ponto de impacto de dedo percursor 
 
→ Ausculta 
O paciente deve ficar sentado, com o tórax 
total ou parcialmente descoberto. 
Deve-se solicitar que o paciente respire de 
forma lenta e profunda, com a boca 
entreaberta. 
A ausculta se inicia pela face posterior do 
tórax, indo para as faces laterais e anterior 
Sons normais: 
• Som traqueal (região da traqueia, 
no pescoço e esterno) 
• Som brônquico (na projeção dos 
brônquios de maior calibre, na face 
anterior do tórax, próximo ao 
esterno) 
• Murmúrio vesicular (ouve-se em 
quase todo o tórax, produzidos 
pelas turbulências do ar circulante 
ao chocar-se contra as saliências 
das bifurcações brônquicas) 
• Som bronco vesicular (na região 
esternal superior e 
interescapulovertebral). 
Sons normais podem estar fisiológicos, 
aumentados, diminuídos ou abolidos 
Sons anormais descontínuos 
• Estertores finos: ouvidos nas bases 
pulmonares, ocorrem no final da 
inspiração, são agudos e de curta 
duração, não se modificam com a 
tosse, podem se modificar com a 
posição do paciente (atrito de um 
punhado de cabelo) 
• Estertores grossos: audíveis no 
inicio da inspiração e durante toda 
a expiração em todas as áreas do 
tórax, tem frequência menor e 
duração maior, sofrem alteração 
com tosse, mas não se modificam 
com a posição do paciente 
Sons anormais contínuos 
• Roncos (sons graves): originam-se 
nas vibrações das paredes 
brônquicas e do conteúdo gasoso 
quando há estreitamento desses 
ductos. Ocorrem tanto na 
inspiração quanto na expiração 
(predomina), são fugazes, 
mutáveis, surgindo e 
desaparecendo em curto período 
de tempo. Ex: bronquites 
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• Sibilos (sons agudos): originam-se 
de vibrações das paredes 
bronquiolares e de seu conteúdo 
gasoso, ocorrendo na inspiração e 
expiração. São múltiplos e 
disseminados por todo o tórax 
quando provocado por 
enfermidades que comprometem 
toda a arvore brônquica. Quando é 
localizado em determinada região, 
indica a presença de uma 
obstrução por neoplasia ou corpo 
estranho. Ex: asma 
• Estridor: ruído inspiratório 
produzido por obstrução da laringe 
ou da traqueia. Quando a 
respiração é calma e pouco 
profunda, a intensidade do estridor 
é pequena, mas, na respiração 
forçada, o aumento do fluxo de ar 
provoca significativa intensificação 
deste som. Ex: difteria e laringite 
aguda 
• Atrito pleural: em condições 
normais, os folhetos viscerais e 
parietal da pleura deslizam um 
sobre o outro durante os 
movimentos respiratórios sem 
produzir qualquer ruído. Nos casos 
de pleurite, por se recobrirem de 
exsudato, passam a produzir um 
ruído irregular, descontínuo, mais 
intenso na inspiração, com 
frequência comparado ao ranger 
de couro atritado. Representa um 
som de duração maior e frequência 
baixa. 
Sons Vocais: auscultam-se a voz 
nitidamente pronunciada e a voz 
cochichada. Solicitado que o paciente fale 
33. Em condições normais, a ressonância 
vocal constitui-se de sons 
incompreensíveis. 
• Broncofonia: ausculta da voz sem 
nitidez 
• Egofonia: broncofonia de qualidade 
nasalada e metálica. Aparece na 
parte superior dos derrames 
pleurais. 
• Pectorilóquia fônica: ausculta da 
voz nitidamente 
• Pectorilóquia afônica: ausculta da 
voz cochichada nitidamente 
Na ausculta da voz podem-se observar: 
ressonância vocal normal, diminuída ou 
aumentada 
→ Síndromes Pulmonares 
Principais queixas: dispneia, tosse, 
expectoração, hemoptise (expectoração 
de sangue), sibilância (ruídos), rouquidão 
e dor torácica 
A tosse é o principal mecanismo de defesa 
e pode ser de natureza: inflamatória, 
mecânica, química ou térmica. Tipos: 
• Produtiva (com expectoração) 
• Seca (não possui expectoração) 
• Síncope (após crise intensa resulta 
em perda de consciência) 
• Bitonal (paralisia de uma das 
cordas vocais) 
• Rouca (laringite crônica – em 
tabagistas) 
• Reprimida (aquela que tenta evitar, 
por dor torácica ou abdominal) 
A expectoração é caracterizada a partir do 
volume, cor, odor, transparência e 
consistência. Pode ser seroso, purulento 
ou hemoptoica (com um pouco de sangue) 
A dispneia pode ser: 
• Relacionada a atividades físicas 
(aos grandes, médios e pequenos 
esforços) 
• De repouso 
• Ortopneia 
• Trepopneia (quando está em 
decúbito lateral – comum em 
derrame pleural) 
• Obstrutiva 
A sibilância (chiado) é um ruído que o 
paciente pode perceber, predomina na 
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fase expiratória da respiração, quase 
sempre acompanhada de dispneia. 
As síndromes pulmonares podem ser: 
• Brônquicas: acomete os brônquios, 
com redução do calibre, dilatação 
e/ou hipersecreção brônquica. 
o Manifestações Clínicas: 
dispneia acompanhadas de 
sensação de constrição ou 
aperto no tórax, dor torácica 
difusa, sibilância e tosse. A 
tosse, que pode ser seca ou 
produtiva, é decorrente da 
irritação brônquica e/ou do 
aumento da produção de muco. 
o Causas: asma, DPOC, 
bronquiectasia e infecções 
traqueobrônquicas. 
o Palpação: frêmito toracovocal 
normal ou diminuído 
o Percussão: normal ou 
hipersonoridade 
o Ausculta: diminuição do 
murmúrio vesicular com 
expiração prolongada, sibilos 
predominantemente 
expiratórios em ambos os 
campos pulmonares. Pode 
haver roncos e estertores 
grossos 
• Parenquimatosas: consolidação, 
atelectasia e hiperaeração. As 
principais causas de consolidação 
pulmonar são as pneumonias, o 
infarto pulmonar e a tuberculose. 
As causas de atelectasia são as 
neoplasias e corpos estranhos. A 
síndrome de hiperaeração é 
representada pelo enfisema 
pulmonar. Além dessas, podem ser 
incluídas entre as síndromes 
parenquimatosas a congestão 
passiva dos pulmões e a 
escavação ou caverna pulmonar. 
o Sintomas: tosse produtiva, 
dispneia, dor torácica 
o Inspeção: expansibilidade 
diminuída 
o Palpação: expansibilidade 
diminuída e frêmito toracovocal 
aumentado 
o Percussão: submacicez ou 
macicez 
o Ausculta: respiração brônquica 
substituindo o murmúrio 
vesicular, sopro tubário, 
broncofonia ou egofonia e 
estertores 
• Pleurais: compreendem a 
síndrome pleurítica, a síndrome de 
derrame pleural e a síndrome 
pleural aérea (de pneumotórax). 
o Pleurite (inflamação dos 
folhetos pleurais) 
o Caracterizada - atrito pleural. 
Na pleurite aguda - principal 
sintoma - dor localizada em um 
dos hemitórax. 
o Pode haver tosse, dispneia, 
febre e outros sintomas 
relacionados com a causa da 
pleurite. 
o À medida que a inflamação da 
pleura evolui, existe produção 
de líquido que acumula no 
espaço pleural e afasta o 
folheto parietal do visceral, 
causando o desaparecimento 
da dor pleurítica e do atrito 
pleural evoluindo para sd. de 
derrame pleural. 
o Derrames pleurais nas 
pleurites, pneumonias, 
neoplasias, colagenoses, 
síndrome nefrótica e na 
insuficiência cardíaca. 
o Sintomas: dispneia, tosse, dor 
torácica 
o Inspeção: expansibilidade red. 
o Palpação: expansibilidade red e 
frêmito toracovocal abolido na 
área do derrame e aumentado 
na área do pulmão em contato 
com o líquido pleural 
o Percussão: macicez 
o Ausculta: MV abolido na área 
do derrame, egofonia e 
estertores finos na área do 
pulmão em contato com o 
líquido pleural na parte mais 
alta do derrame 
SEMIOLOGIA CARDIOVASCULAR 
O coração é a principal estrutura do 
mediastino médio, sendo dividido em duas 
metades (direita e esquerda) por um septo 
longitudinal. Cada metade consiste em 
duas câmaras: os atrios (recebem sangue 
das veias) e os ventrículos (impulsionam o 
sangue para o interior das artérias 
Os principais sintomas relacionados a 
alterações no funcionamento cardíaco, 
são: 
• Dor torácica 
o Tipo: constritiva (aperto peito) 
o Caso dure menos de 20 min 
indica angina instável, se durar 
mais indica IAM 
o Intensidade pode ser leve, 
moderada ou intensa 
o A irradiação pode se dar de 
forma cervical, maxilar, MSE ou 
epigástrioo Dor no Precordio 
o Associada a fatores de piora 
(esforço) e de alívio (repouso) 
• Palpitações 
• Dispneia 
→ Exame Físico do Coração 
Inspeção e palpação: 
• Abaulamentos: deve procurar com 
o paciente em pé (tangencial) e 
deitado (frontal), pode indicar a 
presença de aneurisma da aorta, 
cardiomegalia, derrame 
pericárdico, etc. 
• Retrações 
• Ictus Cordis ou choque de ponta: é 
estudado pela inspeção e 
palpação, deve-se investigar: 
o Localização: varia com o biótipo 
do paciente, mas em geral está 
no nível da inserção do 4° ou 5° 
EICE com a linha hemiclavicular 
esquerda 
o Extensão: determina quantas 
polpas digitais são necessárias 
para cobri-lo. Normalmente tem 
de 1 a 2 polpas, que equivalem 
de 2 a 3 cm. 
o Mobilidade: localizar o ictus 
cordis do paciente em decúbito 
dorsal, marca-se o local e pede 
pro paciente adotar ambos os 
decúbitos laterais, então marca 
o ictus nessa posição. O normal 
é deslocar de 1 a 2cm. 
o Intensidade: repouse e a palma 
da mão sobre a região dos 
batimentos. Sua intensidade 
varia dentro de certos limites, 
sendo mais forte em pessoas 
magras ou após exercício, 
emoções, etc. Quando o IC 
corresponde a 3 ou mais polpas 
digitais (difuso), indica 
dilatação. Quando a mão que o 
palpa é levantada a cada 
contração (propulsivo), indica 
hipertrofia. 
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o Ritmo e frequência: observados 
na ausculta 
o Frêmito cardio: sensação tátil 
determinada por vibrações 
produzidas no coração ou nos 
vasos. Precisa ser investigado 
localização (áreas de ausculta), 
situação no ciclo cardíaco 
(frêmitos sistólico, diastólico e 
sistodiastolico) e intensidade 
(em cruzes). Os frêmitos 
correspondem aos sopros. 
Ausculta cardíaca: deve ser realizada com 
o paciente em decúbito dorsal, sentado, 
decúbito lateral esquerdo com a mão 
esquerda na cabeça e em pé com o tórax 
fletido. Deve ser obedecido o ambiente de 
ausculta, posição do paciente e do 
examinador, instrução adequada do 
paciente, escolha e aplicação correta do 
receptor e relação dos batimentos com a 
respiração. 
• Focos ou áreas de ausculta: 
o Aórtica: situa-se no segundo 
EICD, justaesternal 
o Pulmonar: no segundo EICE, 
junto ao esterno (ideal para 
analisar a segunda bulha) 
o Tricúspide: base do processo 
xifoide, ligeiramente para a 
esquerda 
o Mitral: no quinto EICE na linha 
hemiclavicular e corresponde 
ao ictus cordis, onde é melhor 
percebido fenômenos esteto 
acústicos (bulhas, sopros, etc) 
• Ciclo cardíaco 
o Conjunto de atividades que 
ocorrem entre o início de um 
batimento até o próximo. Este 
ciclo se inicia pelo regulamento 
do nó sinusal. O potencial de 
ação começa neste ponto para 
os dois átrios e depois vai para 
os ventrículos através do feixe 
atrioventricular, originando o 
ciclo e começando a circulação 
sanguínea. 
o Existem dois tipos de 
circulação, a primeira é a 
pulmonar ou pequena 
circulação, que ocorre do lado 
direito do coração onde o 
sangue é bombeado para os 
pulmões e voltam ricos em 
oxigênio para o lado esquerdo. 
A segunda é a circulação 
sistêmica ou grande circulação, 
que ocorre do lado esquerdo do 
coração, onde o sangue que 
veio dos pulmões é bombeado 
para todo o corpo por 
intermédio inicial da artéria 
aorta. 
o O ciclo cardíaco abrange o 
período de diástole, no qual o 
coração se enche de sangue, e 
o período de sístole que é de 
contração, onde o sangue é 
ejetado. 
o Valvas semilunares: aórtica e 
pulmonar 
o Valvas atrioventriculares: mitral 
e tricúspide 
o Fases do ciclo cardíaco: 
1) Enchimento ventricular lento: o 
sangue que está no átrio escoa 
diretamente para o ventrículo 
sem o auxilio de contração 
2) Enchimento ventricular rápido 
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3) Contração isovolumétrica: 
valvas atrioventriculares se 
fecham e o ventrículo se 
contrai. Ocorre a primeira bulha. 
4) Ejeção rápida: as valvas 
semilunares abrem e o sangue 
é ejetado cerca de 70% para as 
respectivas artérias 
5) Ejeção lenta: ejeta os 30% 
restantes 
6) Relaxamento isovolumétrico: as 
semilunares se fecham e o 
ventrículo relaxa (ocorre a 
segunda bulha) 
 
• Bulhas cardíacas 
o B1 (Tum): fechamento das 
valvas mitral e tricúspide, 
coincide com o ictus cordis e 
com o pulso carotídeo, timbre 
mais alto e um pouco maior que 
o da B2. Em condições normais, 
a primeira bulha tem maior 
intensidade no foco mitral. 
Quando a bulha está 
desdobrada, seu ruído 
corresponde a “TLUM” 
o B2 (Tá): fechamento das valvas 
aórtica (auscultado em toda a 
região precordial) e pulmonar 
(auscultado no foco pulmonar), 
em condições normais o 
componente aórtico precede o 
pulmonar. Quando a bulha está 
desdobrada, seu ruído 
corresponde a “TLA” 
o B3 (TU): ruído protodiastólico 
de baixa frequência que se 
origina das vibrações da parede 
ventricular subitamente 
distendida pela corrente 
sanguínea que penetra na 
cavidade durante o enchimento 
ventricular rápido. Observada 
em crianças e adolescentes, 
sendo mais audível na área 
mitral, com o paciente em 
decúbito lateral esquerdo 
o B4: ruído débil que ocorre no fim 
da diástole ou pré sístole e pode 
ser ouvida em crianças e nos 
adultos jovens. Origina-se pela 
brusca desaceleração do fluxo 
sanguíneo mobilizado pela 
contração atrial de encontro a 
massa sanguínea existente no 
interior do ventrículo, no final da 
diástole. 
Quando se faz a ausculta do coração e 
nota-se outros sons que não sejam as 
bulhas, cumpre localiza-los exatamente 
na revolução cardíaca. Para isso, dividem-
se a sístole e a diástole nas seguintes 
partes: 
• Proto: terço inicial da s ou d 
• Meso: terço médio 
• Tele: terço final 
• Holo: todo o período 
A intensidade da B1 e da B2 podem ser 
aumentados (hiperfonese) ou diminuídos 
(hipofonese) 
• Ritmo e frequência cardíaca (n° de 
batimentos por minutos, sendo o 
normal entre 60 e 100) 
o Havendo apenas duas bulhas, 
caracteriza-se o ritmo binário, 
se houver uma terceira é o ritmo 
tríplice. 
o Pode ser regular ou irregular 
o Bradicardia e taquicardia 
• Sopros cardíacos: vibrações 
decorrentes de alterações do fluxo 
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sanguíneo. Os mecanismos 
formadores de sopro podem ser 
sistematizados da seguinte 
maneira: 
o Aumento da velocidade da 
corrente sanguínea: sopros que 
surgem comumente após 
exercício físico 
o Diminuição da viscosidade 
sanguínea: comum em sopros 
anêmicos 
o Passagem do sangue através 
de uma zona estreitada: fluxo 
sanguíneo deixa de ser laminar 
para ser turbulento 
o Passagem do sangue por uma 
zona dilatada: a explicação é a 
mesma do item anterior. 
 
o Passagem do sangue por uma 
membrana de borda livre 
 
Estenose: é um estreitamento da abertura 
da válvula aórtica que bloqueia (obstrui) o 
fluxo de sangue do ventrículo esquerdo 
para a aorta. 
Para se caracterizar semiologicamente 
um sopro, é necessário investigar os 
seguintes parâmetros: 
• Situação no ciclo cardíaco: os 
sopros podem ser 
o Sistólicos: surgem durante a 
sístole e podem ser de ejeção 
(surge após a B1, causados por 
estenose da valva aórtica e 
pulmonar) ou de regurgitação 
(surge com a B1, é 
holossistolico, são causados 
pela regurgitação do sangue do 
ventrículo para o átrio), 
o Diastólicos: surgem durante a 
diástole e são classificados em 
protodiastólico, mesodiastólico 
e teledistólico. São sopros de 
baixa frequência e tom grave, o 
que lhes confere o caráter de 
“ruflar” 
o Contínuos: são ouvidos durante 
toda a sístole e a diástole, sem 
interrupção, recobrindo e 
mascarando a B1 e a B2. 
• Localização, irradiação, timbre e 
tom, intensidade, modificações 
com a fase da respiração, posição 
do paciente e exercício físico 
Insuficiência cardíaca é um distúrbio em 
que o coração não consegue suprir as 
necessidades do corpo, causando 
redução do fluxo sanguíneo, refluxo 
(congestão) de sangue nas veias e nos 
pulmões e/ou outras alterações que 
podem debilitar ou enrijecer ainda mais o 
coração. 
• Pulsos arteriais: pode ser normal, 
célere (aparecem e somem), 
pequeno (fraco e pequeno),filiforme (pequena amplitude e 
mole), alternante (onda ampla 
seguida de mais fraca) e paradoxal 
(indica pericardite construtiva) 
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