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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS CURSO: FISIOTERAPIA DISCIPLINA: AVALIAÇÃO FUNCIONAL NOME DO ALUNO: R.A: POLO: DATA: TÍTULO DO ROTEIRO: Avaliação Funcional. INTRODUÇÃO: A avaliação funcional é uma ferramenta que permite identificar principalmente déficits de movimento, força e equilíbrio, analisa e avalia o movimento humano em situações específicas, com objetivo de prevenir lesões ou direcionar o tratamento e alta de pacientes. (2,3,4) Aula 01 - Roteiro 01 - avaliar e identificar as alterações no sistema nervoso central e periférico. Aula 02 - Roteiro 01 – avaliar e identificar as alterações no sistema nervoso central e periférico. Aula 03 - Roteiro 01 - avaliar e identificar as alterações no sistema respiratório. Aula 04 - Roteiro 01 - avaliar e identificar as alterações no sistema cardiovascular. Aula 04 - Roteiro 02 - avaliar e identificar as alterações posturais no paciente. Durante as aulas, com auxílio da professora, nos revezamos, em duplas, tivemos a oportunidade de observar e realizar avaliação funcional identificando alterações no sistema nervoso central e periférico. Avaliamos a sensibilidade, os reflexos miotáticos, o tônus muscular, a coordenação, o equilíbrio, o sistema respiratório e o sistema cardiovascular. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Aula 01 - Roteiro 01 - avaliar e identificar as alterações no sistema nervoso central e periférico. Durante a avaliação da sensibilidade superficial e profunda compreendemos a importância de deixar o paciente em posição relaxada e confortável, explicar o teste ao paciente e de obstruir sua visão para um resultado mais exato. Recordamos a nomenclatura correta do grau de envolvimento da avaliação, no início confundimos e trocamos os nomes, sinal que precisamos exercitar mais: Sensibilidade tátil: Anestesia (sem sensibilidade), Hipoestesia (sensibilidade diminuída), Normoestesia (sensibilidade normal) e Hiperestesia (sensibilidade aumentada); Sensibilidade dolorosa: - Analgesia (sem sensibilidade dolorosa), Hipoalgesia (sensibilidade dolorosa diminuída), Normoalgesia (sensibilidade dolorosa normal) e Hiperalgesia (sensibilidade dolorosa aumentada); Sensibilidade profunda: - Alterada ou preservada. (2,3,4) Compreendemos também que não se deve realizar o mesmo procedimento mais de três vezes no mesmo local, para não comprometer o envolvimento do paciente. Após a demonstração da professora, nos revezamos em duplas para realizar os testes um nos outros, depois trocamos de posição, ora fomos pacientes, ora fomos avaliadores (fisioterapeutas). Para avaliar o tato protopático (tato grosso) utilizamos um pincel com cerdas e um pedaço de algodão, o paciente ficou deitado confortavelmente e lhe expliquei que ficaria de olhos fechados e após sentir o estímulo me contaria em qual local (por exemplo: pé esquerdo) e o que estava sentindo. Escolhi o braço esquerdo e iniciei o procedimento de deslizar algodão, após a resposta do paciente iniciei o mesmo processo no braço direito e após a resposta repeti o procedimento nos pés e para finalizar utilizei o pincel com cerdas. Anotei o envolvimento do paciente e trocamos de posição o avaliador se posicionou como paciente e repetimos o processo de avaliação e no final verificamos que nosso grau de envolvimento foi normal, ou seja, normoestesia. A figura 1 apresenta a avaliação do tato protopático utilizando um pedaço de algodão. (2,3,4) Figura 1 - Avaliação do tato protopático. Fonte: Pavan, Fernanda Vicenzi (2019). Ao realizarmos a avaliação da sensibilidade dolorosa, utilizamos o mesmo procedimento do tato grosso, só o material que foi modificado, utilizamos um material pontiagudo semelhante a uma agulha grossa, no início eu e o meu parceiro ficamos apreensivos em utilizar a força adequada para não machucar o paciente, mas ocorreu tudo bem, a ponta não era perfurante e no final verificamos que nosso grau de envolvimento resultou em normal, ou seja, normoalgesia. A figura 2 apresenta a avaliação da sensibilidade dolorosa utilizando material pontiagudo. (2,3,4) Figura 2 - Avaliação da sensibilidade dolorosa. Fonte: Pavan, Fernanda Vicenzi (2019). Na avaliação da sensibilidade profunda (propriocepção consciente), também nos revezamos, expliquei ao paciente com os olhos abertos os movimentos que eu realizaria com seu dedo polegar da mão e que ao cessar o movimento o paciente de olhos vendados falaria qual a posição que o dedo se encontrava, para cima ou para baixo. Escolhi o polegar esquerdo e iniciei o procedimento, após a resposta do paciente iniciei o mesmo processo no polegar direito e após a resposta repeti o procedimento com os polegares dos pés. Anotei o envolvimento do paciente e trocamos de posição o avaliador se posicionou como paciente e repetimos o processo de avaliação e no final verificamos que nosso grau de envolvimento foi normal, ou seja, sensibilidade preservada. (2,3,4) Após finalizarmos as avaliações envolvendo a sensibilidade, um dos colegas se dispôs a ser o paciente, a professora demonstrou as avaliações dos reflexos e posteriormente em duplas realizamos as avaliações: Realizamos a avaliação dos reflexos miotáticos avaliando e classificando as respostas dos reflexos: bicipital, tricipital, patelar, calcâneo e estilorradial: Utilizando o martelo neurológico, eu realizei no meu colega (depois trocamos de posição) uma percussão sobre os tendões: distal do bíceps, distal do tríceps com o braço do paciente em abdução de 90° de ombro e flexão de 90° de cotovelo, o tendão patelar com o joelho do paciente fletido a 90°, o tendão do calcâneo com o tornozelo do paciente neutro e sobre o tendão do músculo braquiorradial com antebraço do paciente em posição neutra. Realizamos essas avaliações com o paciente em posição de decúbito frontal e depois sentado e percebemos que na segunda a presença de reflexos foram mais evidentes (de fácil visualização, sem deixar dúvidas). E foi necessário o auxílio da professora para recordar a localização desses tendões, mas conseguimos encontra-los para avaliar. Recordamos a classificação da intensidade dos reflexos de acordo com os resultados: 0 = Ausente (sem reflexo), + = Hiporreflexia (reflexo diminuído), ++ = Normal, +++ = Hiperreflexia (reflexo aumentado), ++++ = Hiperrreflexia com aumento da área reflexógena (reflexo aumentado e aumento no músculo correspondente ao tendão avaliado). (2,3,4) Ao percutir o martelo sobre o tendão bicipital tivemos como resposta a flexão do cotovelo e leve supinação. Afigura 3 apresenta a avaliação do reflexo bicipital com o paciente sentado numa maca. (2,3,4) Figura 3 - Avaliação do reflexo bicipital. Fonte: Pavan, Fernanda Vicenzi (2019). Ao percutir o martelo sobre o tendão tricipital tivemos como resposta a extensão do antebraço. A figura 4 apresenta a avaliação do reflexo tricipital com o paciente sentado numa maca. (2,3,4) Figura 4 - Avaliação do reflexo tricipital. Fonte: Pavan, Fernanda Vicenzi (2019). Ao percutir o martelo sobre o tendão do músculo braquiorradial com antebraço do paciente em posição neutra, tivemos como resposta uma leve pronação e flexão dos dedos. (2,3,4) Ao percutir o martelo sobre o tendão patelar com o paciente sentado à beira da maca, com os joelhos flexionados e pés pendentes, tivemos como resposta a extensão da perna. A figura 5 apresenta a avaliação do reflexo patelar. (2,3,4) Figura 5 - Avaliação do reflexo patelar. Fonte: Pavan, Fernanda Vicenzi(2019). Ao percutir o martelo sobre o tendão do calcâneo com o tornozelo do paciente neutro, tivemos como resposta a flexão plantar do tornozelo. (2,3,4) Finalizando as avaliações de reflexos todas as nossas respostas foram ++ = Normal. Após finalizarmos as avaliações envolvendo os reflexos, a professora perguntou o que sabíamos sobre tônus muscular, alguns colegas colocaram suas ideias e concluímos que é um processo que mantém os músculos em estado de alerta mesmo quando estamos em repouso. Recordamos que o tônus pode ser caracterizado conforme suas características: tônus aumentado e acima dos padrões normais em repouso = hipertônico, tônus reduzido e abaixo dos níveis normais em repouso = normal ou hipotônico. Revisitamos a escala de Ashworth modificada para especificar e classificar o grau de espasticidade. (3,4) Um dos colegas se dispôs a ser o paciente e a professora demonstrou as avaliações de tônus dos músculos: bíceps braquial, tríceps braquial, quadríceps, isquiotibiais e tríceps sural. Posteriormente em duplas realizamos as avaliações. Com o paciente em decúbito frontal e relaxado realizamos a observação do relevo dos músculos, a palpação e movimentos passivos de extensão e contração. Obtivemos resultado de tônus normal (sem aumento ou diminuição de tônus) para todos os músculos avaliados. (3,4) Aula 02 - Roteiro 01 – avaliar e identificar as alterações no sistema nervoso central e periférico. Após finalizarmos as avaliações de tônus muscular, um dos colegas se dispôs a ser o paciente, a professora demonstrou as avaliações envolvendo coordenação motora grossa e fina com os testes: índex-nariz (dedo ao nariz), índex-índex (dedo ao dedo do terapeuta), rebote, calcanhar-joelho, diadococinesia e equilíbrios estático e dinâmico em base estável e em base instável aplicando as estratégias de equilíbrio. Recordamos que movimentos coordenados apresentam velocidade, distância, direção, ritmo e tensão muscular adequados e os movimentos incoordenados apresentam uma deficiência de coordenação como: movimentos desajeitados, estranhos, irregulares ou meticulosos. (2,3,4) Após a demonstração da professora, nos revezamos em duplas para realizar os testes um nos outros, depois trocamos de posição, ora fomos pacientes, ora fomos avaliadores (fisioterapeutas). Não tivemos dificuldades em realizar os testes por tratarem de movimentos simples. (2,3,4) Ao realizar o teste de índex-nariz, pedi ao meu paciente que se deitasse na maca de barriga para cima (decúbito frontal), expliquei que iria posicionar o seu braço e pedir que tocasse um membro do corpo, pedi que fechasse os olhos e iniciei o teste: posicionei o braço esquerdo do paciente com o ombro abduzido a 90 graus com o cotovelo estendido e solicitei que levasse a ponta do dedo indicador até a ponta do nariz, repeti o procedimento com o braço direito e depois repeti novamente os dois procedimentos com o paciente de olhos abertos. Depois trocamos de posição e percebemos que obtivemos os mesmos resultados (normal). A figura 6 apresenta o teste índex-nariz em decúbito frontal. (2,3,4) Figura 6 - Teste índex-nariz. Fonte: Pavan, Fernanda Vicenzi (2019). No teste de índex-índex (dedo ao dedo do terapeuta) expliquei ao meu paciente que sentaríamos em oposição e que ele tocaria com o dedo indicador na ponta do meu dedo indicador, iniciei o teste posicionando o meu dedo e pedi que o tocasse. Depois trocamos de posição e percebemos que obtivemos os mesmos resultados (normal). (2,3,4) No teste do rebote expliquei ao meu paciente sentado na maca que seu braço ficaria flexionado e com as minhas mãos eu faria uma força contraria a flexão e que ele tentaria resistir ao máximo “parecido com a brincadeira de criança braço de força”, iniciei o teste posicionando o braço do paciente e aplicando a força. Depois trocamos de posição e percebemos que obtivemos os mesmos resultados (normal). A figura 7 apresenta o teste do rebote. (2,3,4) Figura 7 - Teste do rebote. Fonte: Pavan, Fernanda Vicenzi (2019). No teste calcanhar-joelho pedi ao meu paciente que se deitasse na maca de barriga para cima (decúbito frontal) e expliquei que ao meu comando ele tocaria com calcanhar esquerdo o joelho da perna direita e deslizaria o calcanhar pela tíbia até o pé, iniciei o teste emanando o comando, repeti o procedimento por mais duas vezes e pedi que trocasse as pernas, agora com o calcanhar direito tocaria o joelho direito. Depois trocamos de posição e percebemos que obtivemos os mesmos resultados (normal). (2,3,4) Para o teste de diadococinesia a professora explicou que poderíamos escolher realizar com as mãos (pronação e supinação) ou com os pés (flexão e extensão) do paciente, escolhemos as mãos. Expliquei ao meu paciente sentado na maca que ao meu comando ele faria movimentos de pronação e de supinação das mãos realizando movimentos alternados, realizei os movimentos com as minhas mãos para facilitar a compreensão do paciente, iniciei o teste emanando o comando, repeti o procedimento por mais duas vezes e depois trocamos de posição e percebemos que obtivemos os mesmos resultados (normal). (2,3,4) Para o teste de equilíbrios estático e dinâmico, escolhemos as seguintes formas de avaliar o paciente: andar ao longo de uma linha reta, andar para o lado e para trás, andar em círculos e alternando direções, andar sobre a ponta dos pés, andar para o lado e para trás, se manter de pé sobre um dos pés, se manter de pé em postura normal e confortável, se manter de pé com base estreita de sustentação e marchar no lugar. (2,3,4) Pedi ao meu paciente que realizasse os movimentos não chão e depois em um colchonete enquanto fui anotando os resultados, depois trocamos de posição e observamos que eu tive um leve desiquilíbrio ao realizar o movimento de me manter de pé sobre um dos pés e o meu colega teve desconforto ao andar para o lado e para trás. (2,3,4) Aula 03 - Roteiro 01 – avaliar e identificar as alterações no sistema respiratório. Após finalizarmos as avaliações de coordenação e equilíbrio, um dos colegas se dispôs a ser o paciente, a professora demonstrou a avaliação do sistema respiratório realizando a inspeção estática, inspeção dinâmica, a verificação da frequência respiratória, e a ausculta. (2,5) Recordamos a constituição e características do tórax, a classificação do tórax patológico e os tipos respiratórios: O tórax é constituído pelo osso esterno, 24 costelas (sendo 12 de cada lado), cartilagens costais e vértebras torácicas. Temos o osso esterno, na região anterior; os corpos das doze vértebras torácicas, como limite posterior; a clavícula, como limite superior; e o músculo diafragma, como limite inferior. (2,5) Tórax Patológico: Tórax em tonel, enfisematoso, inspiratório, em barril ou globoso (diâmetros anteroposterior e transverso aumentados, impressão de constante inspiração); Tórax expiratório, chato, paralítico ou tísico (diâmetro anteroposterior diminuído, impressão de constante expiração); Tórax raquítico ou em peito de pombo ou cariniforme (diâmetros torácicos com achatamento das faces laterais e anteriorização do esterno); Tórax infundibuliforme ou pectus escavatum (depressão da metade inferior do esterno, que se estende até o apêndice xifoide); Tórax cifótico, lordótico e escoliótico (curvaturas anormais da coluna vertebral). As figuras 8, 9, 10 e 11 apresentam respectivamente tórax de pombo, tórax infundibuliforme, tórax raquítico e tórax escoliótico. (2,5) Figura 8 - Tórax de pombo. Fonte: Sarmento, G. J. V. (2009). Figura 9 - Tórax infundibuliforme. Fonte: Sarmento, G. J. V. (2009).Figura 10 - Tórax raquítico. Fonte: Sarmento, G. J. V. (2009). Figura 11 - Tórax escoliótico. Fonte: Sarmento, G. J. V. (2009). Tipos Respiratórios: Misto ou toracoabdominal (costoabdominal): onde expansões abdominal e costal ocorrem simultaneamente; Torácico ou costal: onde há maior atividade dos músculos intercostais causando movimentos visíveis na parte superior do tórax; Abdominal ou diafragmático: ampla excursão diafragmática causando distensão abdominal causando movimentação diafragmática visível; Paradoxal: movimento para dentro do abdome durante a inspiração. (2,5) Após a demonstração da professora, nos revezamos em duplas para realizar a inspeção estática e dinâmica, depois trocamos de posição, ora fomos pacientes, ora fomos avaliadores (fisioterapeutas). Pedi ao meu paciente para se manter em pé de frente pra mim, com o tórax descoberto e alinhado, demarquei a posição dos pés do paciente, me posicionei adequadamente para ter boa visão de todo o tórax e anotei observando se havia aumento ou retrações do volume de algum dos hemitórax, lesões na pele, cicatrizes, presença de edema ou trofismo muscular. Realizei o mesmo procedimento com o paciente de costas e de lado, depois trocamos de posição e ao compararmos nossas anotações identificamos que foram identificas não encontramos nenhuma patologia ou anormalidade. As figuras 12, 13 e 14 apresentam os locais de palpação das regiões anterior do tórax, lateral do tórax e posterior do tórax respectivamente. (2,5) Figura 12 - Locais de palpação da região anterior do tórax. Fonte: Júnior, F.V.A. (2019). Figura 13 - Locais de palpação da região lateral do tórax. Fonte: Júnior, F.V.A. (2019). Figura 14 - Locais de palpação da região posterior do tórax. Fonte: Júnior, F.V.A. (2019). Para a verificação da frequência respiratória, utilizamos a observação da elevação e o abaixamento da caixa torácica (ciclo completo) e a quantidade de movimentação por minuto, o paciente se manteve deitado e eu aferi 22 respirações por minuto (no colega) e o meu colega aferiu 19 (em mim). Anotamos os resultados e com o auxílio da professora que nos recordou que em condições normais para homens a frequência respiratória é de 16 a 20 respirações por minuto, para mulheres é de 18 a 24 e para crianças é de 25 a 30, chegamos a conclusão que as duas aferições estavam normais. Recordamos que chamamos de: Polipneia, quando o paciente apresenta a frequência respiratória aumentada; Taquipneia, quando o paciente apresenta a frequência respiratória aumentada e movimentos respiratórios superficiais; Bradipneia quando o paciente apresenta a frequência respiratória diminuída. (2,5) Ao realizar a ausculta direta e indireta, expliquei o procedimento ao paciente, coloquei a orelha sobre a parede torácica com o paciente deitado, solicitei que o paciente respirasse normalmente com a boca entreaberta, sem fazer ruído, ouvi a face posterior, anterior e lateral; primeiramente em um hemitórax e depois no outro para compará-los. Realizei os mesmos procedimentos utilizando o estetoscópio (ausculta indireta) sobre a parede torácica. Durante os procedimentos ouvi movimentos respiratórios regulares e de igual amplitude respiratória (ruídos respiratórios normais), depois trocamos de posição e o meu colega relatou ouvir ruídos respiratórios normais. (2,5) Aula 04 - Roteiro 01 - avaliar e identificar as alterações no sistema cardiovascular. Após finalizarmos as avaliações do sistema respiratório, a professora convidou um colega para demonstrar o exame periférico do sistema cardiovascular: a inspeção, a palpação, a mensuração da pressão arterial e a aferição da frequência cardíaca no pulso radial e no pulso carotídeo. (1,2) Após a demonstração da professora, nos revezamos em duplas para realizar o exame periférico, depois trocamos de posição, ora fomos pacientes, ora fomos avaliadores (fisioterapeutas). Pedi ao meu paciente para se manter em pé com os pulsos voltados para frente (posição ortostática) e iniciei a inspeção em conjunto com a palpação, observei e palpei os membros inferiores e depois os superiores, não presenciei anormalidades na pele, assimetrias, alterações no tecido subcutâneo ou na camada muscular, a coloração dos membros superiores e dos membros inferiores bilateralmente estavam normais. (1,2) Aferi a temperatura dos membros superiores e inferiores com o dorso da mão e comparei com membro homólogo, pressionei a região dos membros inferiores por cerca de 10 segundos e não percebi a presença de edemas. (1,2) Para verificar a elasticidade da pele, pincei utilizando os dedos polegar e indicador uma prega da pele, incluindo o tecido subcutâneo e a prega se desfez rapidamente demonstrando normalidade da elasticidade da pele. (1,2) Ao verificar o enchimento capilar comprimi a pele na região da coxa com suspeita de acometimento vascular e, ao retirar a compressão após 3 segundos a pele recuperou a coloração normal demonstrando que não havia comprometimento no enchimento capilar. (1,2) Na palpação das artérias tive dificuldades em localizar e identificar e precisei do auxílio da professora que me ajudou indicando a localização de cada uma delas: carótida (entre o músculo esternocleidomastoideo e a traqueia), subclávia (acima do terço médio da clavícula), axilar (no ápice da axila), braquial (na fossa antecubital), radial (lateralmente ao tendão do flexor radial do carpo, no punho), ulnar (no terço distal do antebraço), femoral ( no trígono femoral, abaixo do ligamento inguinal), tibial posterior (abaixo e um pouco posterior ao maléolo medial). As figuras 15, 16, 17, 18, 19 e 20 apresentam a palpação das artérias carótida, axilar, braquial, radial, femoral e tibial posterior respectivamente. (1,2) Figura 15 - Palpação da artéria carótida. Fonte: Aragão, José Aderval (2020). Figura 16 - Palpação da artéria axilar. Fonte: Aragão, José Aderval (2020). Figura 17 - Palpação da artéria braquial. Fonte: Aragão, José Aderval (2020). Figura 18 - Palpação da artéria radial. Fonte: Aragão, José Aderval (2020). Figura 19 - Palpação da artéria femoral. Fonte: Aragão, José Aderval (2020). Figura 20 - Palpação da artéria tibial posterior. Fonte: Aragão, José Aderval (2020). Depois do auxílio da professora, pedi para o paciente se deitar, expliquei o procedimento e iniciei a palpação e senti a pulsação de todas as artérias e percebi que a artéria carótida pulsa mais forte sendo pra mim a mais fácil de sentir, trocamos de posição e o meu colega não teve dificuldade em executar a palpação. (1,2) Ao finalizarmos a palpação das artérias a professora demonstrou novamente a aferição da pressão arterial em um colega (a pedido da turma). Após a observação da aferição cada dupla se posicionou em uma área da sala para realizar o procedimento utilizando o esfigmomanômetro e o estetoscópio. A figura 21 apresenta o posicionamento do esfigmomanômetro e do estetoscópio para monitorar a pressão arterial braquial. (1,2) Figura 21 - Monitoramento da pressão arterial. Fonte: O’SULLIVAN, Susan B. (2010). Pedi ao meu paciente para se manter sentado e expliquei o procedimento, me certifiquei que estava descansado, não praticou exercícios físicos e não ingeriu bebidas alcoólicas, café, alimentos ou fumou até 30 minutos antes da medida, posicionei seu braçosobre uma superfície firme (mesa), com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente fletido, na altura do coração, palpei a artéria braquial, coloquei o manguito firmemente cerca de dois a três centímetros acima da fossa antecubital, centralizei a bolsa de borracha sobre a artéria braquial, palpei o pulso radial, fechei completamente a válvula de pressão do bulbo no sentido horário e inflei o manguito até desaparecer a pulsação da artéria, coloquei as olivas do estetoscópio nos ouvidos e posicionei a campânula sobre a artéria braquial, na fossa antecubital, evitando compressão excessiva, pedi ao paciente que mantivesse tranquilo, sem falar ou se mexer durante a aferição, liberei a válvula de pressão lentamente e determinei a pressão sistólica no aparecimento do primeiro som, determinei a pressão diastólica, continuando a deflação, no desaparecimento do som, iniciei a deflação rápida e completa e retirei o manguito, informei ao paciente o valor da medida e anotei (110 por 70). Por ser meu primeiro contato com esses instrumentos, elevei o braço do paciente para normalizar a estase venosa, aguardei 2 minutos e repeti a aferição por três vezes, pois tive dificuldades em ouvir os sons de Korotkoff, que pra mim se misturaram com o do ambiente, portanto fechei a porta para escutar melhor e ajudou muito. Troquei de posição com o meu colega que teve dificuldades em ouvir os sons de Korotkoff, chamamos a professora e compreendemos que por eu tomar medicação para hipertensão é preciso de uma ausculta aguçada para identificar os sons, portanto o colega repeti por mais vezes até conseguir aferir a minha pressão que resultou em 120 por 80. (1,2) Não tivemos dificuldades ao medir a frequência cardíaca no pulso radial e carotídeo. Ao medir no pulso radial, pedi ao paciente para se manter relaxado na posição sentado, expliquei o procedimento e posicionei meu dedo indicador e anelar no seu punho, encontrando a artéria radial lateralmente ao tendão do flexor radial do carpo, ao sentir a pulsação iniciei a contagem do pulso radial durante 60 segundos observando a frequência de pulso, utilizei meu relógio para contar o tempo, anotei a frequência, data, hora e ritmo da pulsação do membro avaliado. Repeti o procedimento posicionando meu dedo indicador e anelar encontrando a artéria carótida entre o músculo esternocleidomastoideo e a traqueia, anotando também a frequência, data, hora e ritmo do pulso. Troquei de posição com o meu colega e constatamos que nossa frequência e ritmo cardíacos estavam normais. Participar das aulas de laboratório está sendo gratificante, é muito bom ter a oportunidade de conhecer um pouco sobre essa “máquina” que funciona em conjunto com diversos sistemas, compreender o funcionamento das estruturas do corpo é indispensável para que no futuro possamos prevenir lesões, diagnosticar e direcionar o tratamento e alta de pacientes. REFERÊNCIAS: 1. ARAGÃO, José Aderval; [Et Al]. Exame físico do sistema vascular periférico. 1. ed. Aracaju: ArtNer Comunicação, 2020. 32 p. 2. JÚNIOR, F. V. A.; SOUZA, A. B. G. Manual de exame físico. 1. ed. São Paulo: Elsevier, 2019. 400 p. 3. O’SULLIVAN, Susan B. ;SCHMITZ, Thomas J. Fisioterapia: Avaliação e Tratamento. 5. ed. Barueri, São Paulo: Manole, 2010. 1448 p. 4. PAVAN, Fernanda Vicenzi. Avaliação físico-funcional e imaginologia. 1.ed. Indaial: Uniasselvi, 2019. 214 p. 5. SARMENTO, G. J. V. O ABC da fisioterapia respiratória. 2. ed. Barueri, São Paulo: Manole, 2009. 554 p. CRITÉRIOS PARA AVALIAÇÃO ITEM CRITÉRIOS PONTUAÇÃO INTRODUÇÃO Apresentar o contexto no qual serão discutidas as experiências realizadas em aula. A abordagem deverá descrever os aspectos gerais, indicando o contexto que será trabalhado. Clareza, precisão de linguagem. Citação de referências. 4,0 RESULTADOS E DISCUSSÃO Descrever os resultados por roteiros, indicando as informações relacionadas aos aspectos analisados. Relacionar os achados à teoria, referenciando-os. Reflexão, raciocínio. Citação de referências. 5,0 REFERÊNCIAS Listagem, em ordem alfabética ou por citação no texto, das obras utilizadas. Seguir determinação das normas da ABNT. 1,0