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Anemias e hemogramas · · Resposta medular – com reticulocitose (anemia reticulocitose) e hiporreticulocitose (reticulocitopenia) – ajuda a desvendar a causa da anemia – pedir HC e reticulócitos · Sempre examinar (EF) os pacientes procurando sinais compensatórios – “exame não fala sozinho” · Avaliar a tolerância do paciente – quem é o paciente (idosos >80% tem anemia) · ECG alterado · Sinais de choque, alterações neurológicas (confusão, vertigem, cefaleia), dispneia de repouso · Tempo de anemia – modo de instalação (aguda ou crônica) – mecanismos compensatórios · Urgência: hemorragia e hemólise · Não se pode ter reflexo na transfusão – nem toda anemia é transfusão · Erros diagnósticos · Hemodiluição (falsa anemia): esplenomegalia, gravidez no último trimestre · Hemoconcentração (mascara anemia): desidratação · Interrogatório · Buscar por sangramentos: melena, STV aumentado (menstruação intensa) · Medicamentos, AAS, AINES, warfarina, heparina, citotóxicos · Antecedentes: hemoglobinopatia, ulcera gastroduodenal, IRC, prótese valvar... (identifica possíveis locais de perdas) · Clinica · Anemia aguda: astenia, FC alta, infarto – não há mecanismos compensatórios · Anemia crônica: tolerância é variável: palidez, sopro sistólico, cefaleia, palpitação lipotimia · Obs: antecedentes cardiovasculares e uso de B BLOQ podem mascarar sinais, como taquicardia – reforça a importância de colher bem a historia · Classificação etipotagenia das anemias – tem sempre que comprovar a causa da anemia pra conduzir um bom tto. Anemia por: · Perdas sanguíneas · Agudas – não chegam aos especialistas- resolve na emergência – corpo corrige só – eritropoese (hipóxia – fator indutor de hipóxia-eritropoetina – eritropoese) · Crônica – mais vista – causa depleção de estoque de ferro (anemia ferropriva maior causa de anemia – por perda crônica) · Produção inadequada de eritoricitos · Deficiência de nutrientes essenciais (depleção de Fe gerado pela perda crônica – maior causa de anemia no mundo) · Aplasias globais – substituição da MO vermelha pela gordura · Aplasias puras · Substituição infiltrativa · Anormalidade endócrinas (hipo/hiperitroidismo, ...) · Outras · Destruição excessiva de eritrócitos (menor parcela da população) – pequeno nº de pacientes com grande nº de causas diferentes – difícil diagnóstico e, portanto, tardio · Extracorpusculares · Intracorpusculares heriditarias adiquiridas (hemoglobinopatia, enzimopatias, alterações de membrana, esferocitose) · Classificação morfológica – depende do hemograma · A. microcitica – baixa produção de Fe – deficiência no grupo HEME (def. de ferro - a. ferropriva) ou na GLOBINA – “antes de pensar em dá o ferro, tem que dar o diagnostico” · A. macrocitica – pedir HC com reticulócitos (se aumentado pode ser a causa da macrocitose) · Drogas – hidroxitose CASO 1 · Homem, 77 anos, com queixa de palidez e adinamia · Hemograma – HB baixa e VCM baixo (descartar a. ferropriva), alto RDW · Pedir de exames: ferritina (baixo), ferro sérico(baixo), capacidade total de ligação de ferro (transferrina) (alta), índice de saturação de transferrina (baixa) · Sempre pedir cinética/perfil do ferro quando há hipótese de anemia ferro priva · Sempre Pesquisar etiologia – solicitar colonoscopia sempre quando houver perfil do de a. ferropriva – devido hipótese de perda crônica por CA de cólon · CONHECER A ETIOLOGIA!! CASO 2 · Mulher, 37 anos, HC (hb baixa, VCM baixo, Ht baixo, RDW alto) + hemácia em rouleaux- anemia microcitica (sempre pesquisar a cinética do ferro), queixa de dores ósseas · Pesquisa do perfil do ferro – · Ferro sérico (baixo), ferritina (alta, maior que 100), capacidade total de ligação do ferro (normal/ não aumentou), índice de saturação de transferrina (baixa) – paciente tem anemia microcítica, mas não ferropriva · A 2ª maior causa após a. ferropriva é anemia da inflamação · A maior causa de anemia microcítica FORA do hospital é anemia ferropriva; e · A maior causa de anemia microcítica NO hospital é anemia da inflamação · PCR aumentado – suspeita de anemia da inflamação *quando ferritina abaixo de 10 –É anemia ferropriva (0 estoque de Fe) *quando ferritina > 100 – fala a favor de a. da inflamação (ferro indisponível) *valores intermediários sugerem uma sobreposição de anemias – neste momento o exame indicado é a capacidade total de ligação ao ferro (transferrina), que SÓ AUMENTA QUANDO HÁ DEFICIÊNCIA DE FERRO · Diagnostico – mieloma múltipla ósseo · Talassemia é defeito na globina e anemia sideroblastica é defeito no grupo heme · *anemia ferropriva é a única anemia em que a causa precede a anemia – 1º esgota o ferro pra depois aparecer a anemia (vide imagem abaixo) · *a depleção de ferro é progressiva. Ao mesmo tempo q a ferritina vem baixando, a transferrina vem aumentando · Quando finalmente houver um estoque baixo de ferro (poolbaixo), as próprias células do organismo param de sintetizar ferritina pra sintetizar transferrina (que só aumenta quando tem ferropenia) · Na anemia da inflamação (pool elevado de ferro), há a ferritina alta (sintetizada pelas células – há ferro de estoque) e uma transferrina baixa – nessa inflamação o ferro não consegue se disponibilizar aos tecidos · Ocorre anemia, porque a proteína hepcidina bloqueia a ferroportina dos enterócitos (de onde o fe passa pra circulação) e dos macrófagos (estoque de ferro). Uma vez bloqueada a ferroportina é degradada, assim, o ferro sérico (que vai baixar) não entra nas células e na circulação, tornando-se INDISPONIVEL. · Por isso, o ferro sérico, isoladamente, não diagnostica anemia. Tem que pedir FERRITINA. Ferritina baixa = anemia ferropriva; ferritina alta = descartar a. da inflamação · Na anemia da inflamação, o nível eritropoietina é INFERIOR, pois não há hipóxia · O tto da anemia da inflamação tem que tratar 1º a doença de base (no caso era o mieloma) · *sempre cruzar os dados laboratoriais com a história, pois é possível ser anemia mista (p.ex. hepatopata com varizes de esôfago, sangrando a baixo debito) CASO 2 · H, 21 a, hb baixo (anemia leve), VCM baixo (menor que esperado pra a. ferropriva – microcitose importante – microcitose = ht/nºhemácias, provavelmente hemácias estão em número elevado, trata-se de uma anemia com eritrocitose), RDW normal, ASSINTOMATICO, HF+ - suspeita de talassemia minor · T. minor não se trata com Fe · Exames · Cinética do ferro – reserva normal – afastar talassemia · Eletroforese de Hb – cromatografia liquida de alta performance ou dosagem Hb A2 (acima de 3,5 é talassemia minor) · Valor 5,5% - diagnostico talassemia minor · *RDW é normal porque todas as hemácias tem a mesma síntese de hemoglobina, diferente da a. ferropriva e da inflamação · Única anemia com eritrocitose é a talassemia CASO 3 · M, 47 a, adinamia · História de cirurgia bariátrica há 12 anos · Hemograma – hemácias baixas; Hb baixa, Ht baixo, VCM alto, · Dosar B12 (sempre dosar folato junto) e reticulócitos em a. macrocíticas · B12 - Anemia megaloblástica · Deficiência de B12 – gera mais quadros neurológicos – pode ser irreverssivel · Serie branca – neutrófilos hipersegmentados · Deficiências B12 abaixo de 100 – é com certeza uma anemia megaloblástica por deficiência de B12 · Níveis intermediários (entre 200-300) e com forte suspeita (história +) – perfis ac. Acetil malônico, se baixo, é diagnóstico de anemia megaloblástica por deficiência de B12 *homocisteina alterada é deficiência de folato · Pacientes da geriatria e da neuro com anemia e valores B12 levemente baixo · Pesquisa etiologia da anemia megaloblástica (próxima etapa) · Colonoscopia · Pesquisar anemia perniciosa – entender a dieta (presença de carne – verificar se corrige), absorção de b12, pancreatite crônica (quebra a ligação da B12), pesquisar ileíte, · Tto: tem que tomar b12 o resto da vida se a. perniciosa CASO 3 · H, 65 a, febre, mialgia e cefaleia que durou 8 dias · Hemograma – leucopenia que corrigiu, mas anemia macrocítica persistente (sem resposta ao B12 e folato) · Toda anemia macrocítica – sempre pedir reticulócitos· Elas geram anemias hipoproliferativas · Apresenta reticulocitose relativa e em valores absolutos · Pensar em hemólise – pesquisar bilirrubina e autoimunidade (COOMBS – é o diagnóstico da anemia hemólise - . hemolítica autoimune) · COOMBS deu positivo · Em anemia macrocíticas, por tanto, sempre seguir o fluxo grama Hematology count MMA = ác. Metil malonico CASO 4 · M, 4 a, palidez, icterícia e esplenomegalia · Anemia normocitica, CHCM alta (única anemia com CHCM alta é anemia esferocítica), esfregaço com esferócitos (hemácias que não tem mais centro claro) e eritroblastos (precursores indicam maior demanda da medula) Reticulocitose – indica hemólise · esferócitos · Pesquisa de esforocitose hereditária – exame: curva de fragilidade osmótica · Em anemias hemolíticas: · Pesquisar Coombs assim que possível em adultos – quadro agudo de anemia autoimune – alta morbimortalidade!! – pesquisa sangramento – pedir hemograma com reticulócito, LDH e haptoglobinas CASO 5 · 35 a, hosp. Por hematúria, dor abd, e febre. Piora rápida dos exames · Anmia normocitica, desvio a esquerda e eritroblastos · Esfregaço com esquizócito - hemácia fragmentada (glilhotinada) · Anemia micro angiopática – inibição da ADAMS 13 (que corta os multímetros do Von Willebrand), que forma a rede de fibrina e corta a hemácia esquizócito ANEMIAS NORMOCITICAS · Toda anemia se inicia como normocítica · Pode-se sempre permitir dosar a ferritina – a. ferropriva é a causa mais frequente · Pedir reticulócitos ajuda · Olhar esfregaço periférico é fundamental · Todo paciente com anemia, icterícia não explicada, sugestiva de doença falciforme, sequestro esplênico, adultos e crianças mais velhas · Blastos são achados fortuitos de grande importância e que é presente na linhagem branca · Malária neutrófilos hipersegmentados blastos · Função renal (creatinina) – avaliar capacidade do rim em produzir eritropoietina PROVA – EXERCITAR CASOS