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Auditoria Interna 
em Qualidade
Curso de Aperfeiçoamento em Gestão
Créditos
Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – Senac/SC
Departamento Regional em Santa Catarina
FECOMÉRCIO
Presidente 
Bruno Breithaupt
Diretor Regional
Rudney Raulino
Diretoria de Educação Profissional
Ivan Luiz Ecco
Conteudista
Paulo Roberto Ramos
Desenvolvimento e Editoração
Equipe de Produção do Setor de Tecnologias Educacionais – SETED
Coordenação Técnica
Setor de Tecnologias Educacionais – SETED
© Senac | Todos os Direitos Reservados
sumário
CONTEXTUALIZANDO  ���������������������������������������������� 4
1 OBJETIVO E DEFINIÇÕES DA AUDITORIA  ���������������������� 5
1.1 OBJETIVO DA AUDITORIA   �������������������������������������������������������  5
1.2 DEFINIÇÕES DA TERMINOLOGIA USADA EM AUDITORIAS 
DE SGQ  �����������������������������������������������������������������������������������  6
2 PRINCÍPIOS DE AUDITORIA  ������������������������������������� 9
3 DETERMINAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS E 
OPORTUNIDADES DO PROGRAMA DE AUDITORIA  ����������  11
3.1 DETERMINAÇÃO DOS OBJETIVOS E DA ABRANGÊNCIA 
DO PROGRAMA DE AUDITORIA  ��������������������������������������������  13
3.2 DETERMINAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS E 
OPORTUNIDADES DO PROGRAMA DE AUDITORIA  ��������������  14
3.3 DEFINIÇÃO DO PROGRAMA DE AUDITORIA  �������������������������  15
3.4 IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE AUDITORIA  ��������������  16
3.5 MONITORAMENTO DO PROGRAMA DE AUDITORIA  ������������  18
3.6 ANÁLISE CRÍTICA E MELHORIA DO PROGRAMA 
DE AUDITORIA  ����������������������������������������������������������������������  19
4 PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA INTERNA  �����������������  20
4.1 INICIANDO A AUDITORIA  ������������������������������������������������������  21
4.2 PREPARANDO ATIVIDADES DA AUDITORIA  ��������������������������  23
4.3 CONDUZINDO AS ATIVIDADES DA AUDITORIA  ��������������������  28
4.4 PREPARANDO E DISTRIBUINDO O RELATÓRIO 
DA AUDITORIA  ����������������������������������������������������������������������  35
4.5 CONCLUINDO A AUDITORIA  �������������������������������������������������  37
4.6 CONDUZINDO O ACOMPANHAMENTO DA AUDITORIA   ������  37
CONSIDERAÇÕES  �������������������������������������������������  38
REFERÊNCIAS  �����������������������������������������������������  39
Auditoria Interna em Qualidade 4
CONTEXTUALIZANDO
Olá! Seja bem�vindo(a) ao curso Auditoria Interna em Qualidade!
Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQs) são importantes para auxiliar na competitividade das 
empresas, pois auxiliam no controle e melhoria dos seus processos. Esses sistemas precisam 
ser auditados para controlar o seu funcionamento e corrigir eventuais falhas. Nesse sentido, 
o contexto desse curso possibilita aos alunos o conhecimento técnico básico necessário 
para executar auditorias de SGQs, possibilitando acompanhar os procedimentos internos da 
empresa e verificar se estão sendo realizados adequadamente, bem como se estão alinhados 
com os objetivos da organização. 
Além disso, o curso de Auditoria Interna em Qualidade é essencial para o desempenho de 
funções de acompanhamento do Sistema de Gestão da Qualidade de uma empresa, portanto 
é um diferencial para os profissionais que desejam atuar nessa área na organização onde 
trabalham e pode abrir oportunidades de trabalho em outras organizações que necessitem 
de profissionais com essa formação. 
No contexto empresarial o curso possibilita que seus profissionais adquiram o conhecimento 
técnico necessário para facilitar o processo de tomada de decisão, por meio das informações 
obtidas no processo de auditoria, contribuindo com a melhoria dos resultados da organização. 
A auditoria da qualidade é uma forma de controle administrativo, que avalia a eficiência e 
eficácia dos processos da empresa e seu papel é de alta relevância, pois auxilia na redução 
de desperdícios e correção de falhas dos processos e sua melhoria, resultando em um maior 
poder de competitividade. 
As organizações que possuem funcionários preparados para realizar auditorias internas da 
qualidade têm como benefício adicional a facilitação da liderança nas equipes de trabalho, 
além de poder contar com mais confiabilidade nas informações internas e relatórios produzidos. 
Bons estudos!
Auditoria Interna em Qualidade 5
1 OBJETIVO E DEFINIÇÕES DA AUDITORIA
Uma auditoria da qualidade pode ter diferentes objetivos, de acordo com os interesses da empresa. 
Para realizar uma auditoria é importante conhecermos as definições e as terminologias utilizadas para 
que todas as partes envolvidas usem um vocabulário comum.
1.1 OBJETIVO DA AUDITORIA 
A auditoria interna do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) pode ter diferentes objetivos, tais como, 
avaliar com que eficácia o sistema de gestão está alcançando os resultados por ele pretendidos, 
identificar oportunidades de melhoria do sistema de gestão, avaliar qual a capacidade do sistema de 
gestão no auxílio à organização para o atendimento dos seus requisitos regulamentares e estatutários, 
determinar quando o sistema de gestão ou suas partes estão em conformidade com os critérios de 
auditoria, entre outros objetivos (ABNT, 2018). 
Assim, o cumprimento pela organização dos requisitos da norma ISO 9001:2015 (ABNT, 2015) pode ser 
verificado pela auditoria interna do SGQ . Essa norma estabelece, no seu capítulo 9, (ABNT, 2015, p. 20) 
que as empresas devem realizar auditorias do sistema da qualidade para prover informações sobre 
o sistema, tais como, se o sistema está em conformidade com “os requisitos da própria organização 
para o seu sistema de gestão da qualidade”, se atende os requisitos da norma ISO 9001:2015, e se está 
implementado eficazmente. A norma ainda estabelece que as organizações devem: 
Planejar, estabelecer, implementar e manter um programa de auditoria, incluindo a frequência, 
métodos, responsabilidades, requisitos para planejar e para relatar, o que deve levar em consideração 
a importância dos processos concernentes, mudanças que afetam a organização e os resultados de 
auditorias anteriores (ABNT, 2015, p. 20).
Uma organização pode se empenhar por um longo período para implementar um SGQ, mas os 
resultados em benefício da melhoria dos processos da empresa podem ser muito pequenos, ou até 
não existirem, caso não se consiga manter o Sistema funcionando. 
Para o seu funcionamento, os procedimentos da gestão da qualidade devem ser executados e os tipos 
de registros determinados no planejamento do SGQ devem ser feitos cotidianamente, assim como a 
informação deve ser documentada e ter acesso disponível, bem como ser armazenada e preservada.
A auditoria interna do SGQ é chamada de Auditoria de Primeira Parte, quando é realizada pela 
própria organização como uma forma de verificar o cumprimento dos seus requisitos ao longo do 
tempo. Dessa maneira, a norma ISO 19011:2018 (ABNT, 2018) é uma ferramenta adequada para 
fornecer informações para que organizações de todos os portes e tipos possam realizar auditorias 
internas do seu sistema de gestão (auditoria de primeira parte), para seu controle interno ou ainda 
com vistas a uma autodeclaração de conformidade com a norma ISO 9001. Segundo a ABNT (2018) 
também pode ser útil para orientar a realização de auditorias por uma empresa sobre outra com a qual 
A ISO 9001:2015 é uma norma internacional que fornece requisitos 
para o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) das organizações.
1 - Objetivo e definições da auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 6
mantém ou almeja manter relações comerciais, por exemplo, fornecedores (auditoria de segunda 
parte). Outra utilidade da norma é para a realização de auditorias externas, desde que não sejam 
conduzidas para a certificação de terceiraparte de sistemas de gestão. Para esse fim a norma ABNT 
NBR ISO/IEC 17021-1 (ABNT, 2016) fornece orientações específicas.
Mas existem outros tipos básicos de auditoria da qualidade, tais como: 
Auditoria de Segunda Parte Auditoria de Terceira Parte
Quando é realizada por uma empresa sobre 
outra com a qual mantém ou almeja manter 
relações comerciais, ou seja, pela parte que 
tem interesse – a empresa cliente.
Quando é realizada por um auditor independente 
com o objetivo de certificação ou recertificação 
do sistema, ou seja, por organismos de 
certificação ou órgãos governamentais.
Numa Auditoria de Segunda Parte, por exemplo, uma organização que deseja comprovar se o SGQ 
de uma empresa que é sua fornecedora atende aos requisitos estabelecidos para o fornecimento dos 
produtos ou serviços a fim de proteger a sua marca e reputação. Os requisitos a serem analisados 
para verificar a conformidade podem ser os mesmos da norma ABNT ISO 9001, ou outros requisitos 
do seu SGQ. 
Você consegue imaginar alguma empresa que realize auditoria sobre seus fornecedores? 
Reflita um pouco sobre o assunto e você notará que esse tipo de procedimento é perfeitamente 
possível e depende do contrato estabelecido entre cliente e fornecedores. 
1.2 DEFINIÇÕES DA TERMINOLOGIA USADA EM AUDITORIAS DE SGQ
As definições apresentadas a seguir são um glossário dos termos utilizados nas auditorias internas de 
um sistema de gestão, portanto, aplicáveis a um SGQ, e a sua descrição está de acordo com a constante 
da norma ABNT ISO 19011:2018 (ABNT, 2018). Conheça a seguir. 
 Ÿ Auditoria
É o processo sistemático, documentado e independente realizado para obter evidências 
objetivas de auditoria e avaliá-las também de maneira objetiva, para estabelecer qual o 
alcance do atendimento dos critérios da auditoria.
 Ÿ Critérios de auditoria
É definido como o conjunto de requisitos a serem verificados e comparados pela auditoria. 
São usados como referência para comparação com as evidências objetivas. 
Esta Norma “fornece orientação sobre a auditoria de sistemas de gestão, incluindo os princípios 
de auditoria, a gestão de um programa de auditoria e a condução de auditoria de sistemas de 
gestão, como também orientação sobre a avaliação de competência de pessoas envolvidas no 
processo de auditoria. Essas atividades incluem as pessoa(s) que gerencia(m) o programa de 
auditoria, os auditores e a equipe de auditoria” (ABNT, 2018, p. 1).
1 - Objetivo e definições da auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 7
 Ÿ Evidência de auditoria
São os registros, apresentação de fatos ou outras informações, que sejam verificáveis e 
estejam relacionadas aos critérios de auditoria. Portanto, comparam-se as evidências de 
auditoria com os critérios desta para verificar o funcionamento do SGQ.
 Ÿ Constatação de auditoria
Trata-se do resultado da comparação das evidências de auditoria (os fatos verificados 
na auditoria) com os critérios desta (o estabelecido para verificação). Como resultado da 
constatação de auditoria, podemos ter tanto a confirmação da concordância do registro 
verificado com o critério auditado, o que indica “conformidade”, ou uma situação divergente, 
ou uma “não conformidade”, o que se configuraria como uma oportunidade para melhoria.
 Ÿ Conclusão de auditoria
Com base nos objetivos e nas constatações da auditoria, a equipe de auditoria apresenta 
o resultado desta.
 Ÿ Cliente da auditoria
É quem solicitou a auditoria, seja uma organização ou uma pessoa. Neste ponto é importante 
mencionar que a norma ABNT ISO 19011:2018 estabelece que o cliente da auditoria pode 
ser não apenas a própria organização auditada ou o gestor do programa de auditoria, mas 
também uma organização externa como clientes existentes ou potencias, reguladores ou 
partes contratantes.
 Ÿ Auditado
É a organização objeto da auditoria, podendo ser a organização como um todo ou suas partes.
 Ÿ Auditor
É a pessoa que realiza uma auditoria.
 Ÿ Equipe de auditoria
É formada por um ou mais auditores, os quais podem ser apoiados por especialistas para 
realizar a auditoria. A equipe deve ter um líder da equipe de auditoria, na qual é possível a 
inclusão de auditores em treinamento.
 Ÿ Especialista
Trata-se de uma pessoa que auxilia a equipe de auditoria fornecendo conhecimento ou 
experiência específicos. Tal conhecimento ou experiência pode ser relativo tanto à organi�
zação, como ao processo ou atividade objeto da auditoria, ou ainda ao idioma ou cultura. 
É importante salientar que um especialista não desempenha a função de auditor junta�
mente com a equipe de auditoria, apenas a auxilia com o seu conhecimento ou experiência.
 Ÿ Programa de auditoria
São “arranjos para um conjunto de uma ou mais auditorias, planejado para um período de 
tempo específico e direcionado a um propósito específico” (ABNT, 2018, p. 2).
1 - Objetivo e definições da auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 8
 Ÿ Plano de auditoria
É o documento que descreve as atividades e arranjos para a realização de uma auditoria.
Cabe destacar aqui a diferença entre programa e plano de auditoria. Enquanto o programa 
se refere a uma programação das auditorias da organização para um determinado período, 
por exemplo, durante determinado ano, o plano diz respeito ao que será feito durante a 
auditoria especificamente e como ela será realizada.
 Ÿ Escopo de auditoria
É o conteúdo da auditoria, ou seja, sua abrangência e seus limites. Na descrição do conteúdo 
da auditoria, geralmente, as informações acerca do que será auditado incluem descrição 
sobre as localizações físicas ou virtuais, as unidades organizacionais, as atividades e processos 
a serem auditados, e sobre o período de tempo coberto pela auditoria.
 Ÿ Competência
É a “capacidade de aplicar conhecimentos e habilidades para alcançar resultados pretendidos” 
(ABNT, 2018, p.5). São características do comportamento pessoal exigidas do auditor para a 
realização da auditoria.
Agora é com você!
Vimos, até aqui, os objetivos da auditoria interna da qualidade, bem como as definições e terminologias 
para que as partes envolvidas usem um vocabulário comum. Antes de dar sequência aos seus estudos, 
acesse a sala virtual deste curso no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e faça a atividade de Reflita 
e Responda proposta. Após estudará sobre os princípios da auditoria.
Auditoria Interna em Qualidade 9
2 PRINCÍPIOS DE AUDITORIA
Imagine se cada auditor tivesse as suas regras para realizar uma auditoria. Poderíamos ter resultados 
diferentes para uma mesma situação da empresa caso a auditoria fosse realizada por diferentes auditores. 
Em uma auditoria interna da qualidade, na qual algum membro da equipe de auditoria tivesse que ser 
substituído por alguma razão, o resultado dessa poderia ser diferente em relação ao auditor titular. 
Uma vez que, as pessoas possuem características individuais, as quais podem influenciar suas decisões, 
alguns princípios de auditoria são estabelecidos na norma ABNT ISO 19011:2018 (ABNT, 2018) 
com o intuito de reduzir a possibilidade de parcialidade ou subjetividade no processo de auditoria. 
Tais princípios serão abordados a seguir, clique nas abas para conhece-los. 
 Ÿ Integridade
Esse princípio está relacionado com o comportamento ético do auditor e da pessoa que 
gerencia a auditoria. Características profissionais nesse sentido são ética, competência, 
honestidade, responsabilidade, atendimento de requisitos legais e imparcialidade.
 Ÿ Apresentação justa
É uma obrigação do auditor o relato objetivo, em tempo hábil, verdadeiro, exato, claro e 
completo da auditoria. Nem sempre tudo ocorre com tranquilidade em uma auditoria, 
por vezes ocorrem divergências entre auditor e auditados, ou são encontradosobstáculos 
para as atividades de auditorias; esses fatos devem ser devidamente registrados pelo 
auditor no seu relatório.
 Ÿ Devido cuidado profissional
A atividade de auditoria compreende uma grande responsabilidade, e nos auditores é 
depositado um amplo grau de confiança. Por isso, as suas decisões devem ser muito bem 
pensadas e tomadas com profissionalismo, sendo importante que o auditor tenha a devida 
competência e faça julgamentos ponderados para realizar as atividades exigidas. 
 Ÿ Confidencialidade
Esse princípio aborda a segurança das informações da auditoria. Cada situação de auditoria 
pode exigir níveis diferentes de confidencialidade, pois conforme o seu escopo e objetivos, 
as informações apuradas devem ficar restritas a determinadas pessoas ou departamentos 
da empresa auditada, sendo que o auditor não deve usá�las de maneira inapropriada ou 
buscando ganhos pessoais para o auditor ou para o cliente da auditoria.
 Ÿ Independência 
As conclusões da auditoria devem ser baseadas exclusivamente nas evidências de auditoria. 
Portanto, o auditor deve possuir independência em relação às atividades auditadas, 
de maneira que possa ser imparcial na sua análise e não haja conflito de interesses. Portanto, 
sempre que possível, é recomendado que os auditores internos tenham independência em 
relação às atividades alvo da auditoria. Essa recomendação é mais difícil de seguir no caso 
de organizações de pequeno porte, mas mesmo nessas organizações, deve�se buscar evitar 
a tendenciosidade e focar na objetividade. 
2 - Princípios de auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 10
 Ÿ Abordagem baseada em evidência
Considerando que a auditoria é um processo sistemático, geralmente baseado em amos�
tragem, o auditor deve executar e aplicar um método racional na sua atividade, com uma 
utilização apropriada das amostras, para que a auditoria possa ser confiável e reproduzível 
com a utilização de um processo semelhante. Em outras palavras, se determinado auditor 
constatou uma evidência na sua auditoria, a mesma evidência deve poder ser verificada por 
outro auditor, que use o mesmo método racional estabelecido pelo primeiro.
 Ÿ Abordagem baseada em risco
Esse princípio trata da consideração dos riscos e oportunidades para a auditoria. Tal consi�
deração deve influenciar tanto o planejamento quanto a condução e o relato das auditorias, 
assegurando assim que as auditorias foquem assuntos de relevância para o cliente da auditoria 
e contribuam para o alcance dos objetivos do programa de auditoria.
Agora é com você!
Vimos, até aqui, os princípios da auditoria interna da qualidade no sentido de reduzir a possibilidade 
de parcialidade ou subjetividade no processo. Antes de dar sequência aos seus estudos, acesse a 
sala virtual deste curso no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e faça a atividade de Reflita e 
Responda proposta. Após estudará sobre o gerenciamento de um programa de auditoria.
Auditoria Interna em Qualidade 11
3 DETERMINAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS E 
OPORTUNIDADES DO PROGRAMA DE AUDITORIA
Conforme já mencionado nesse curso, um programa de auditoria pode envolver uma ou mais auditorias. 
Além disso, dentro de um mesmo programa, a organização pode contemplar tipos diferentes de 
auditoria, como de sistemas de gestão da qualidade e sistemas de gestão ambiental.
Como um programa se configura como “arranjos para um conjunto de uma ou mais auditorias, 
planejado para um período de tempo específico e direcionado a um propósito específico” (ABNT, 2018, 
p. 2), é importante um controle sobre tal processo. Nesse sentido, a norma ABNT ISO 19011:2018 
(ABNT, 2018) estabelece um fluxograma do processo de gestão do programa de auditoria, o qual segue 
os princípios do ciclo PDCA (do inglês: Plan � Do � Check � Act) ou ciclo da qualidade, como também é 
conhecido, significa: Planejar - Fazer - Checar - Agir. 
O ciclo PDCA é uma ferramenta para auxiliar no controle da qualidade da empresa, mantendo ou 
melhorando o desempenho dos processos, o que significa aprimorar os seus padrões de uma maneira 
contínua, correspondendo cada ciclo de melhoria a um novo nível de controle, ou seja, estabelecimento 
de novas metas de qualidade do processo (CAMPOS, 2004).
Esse mesmo ciclo é utilizado na gestão de um sistema de gestão da qualidade, o qual é objeto de 
auditorias que seguem as normas que estamos estudando nesse curso e cujos requisitos são 
estabelecidos pela Norma ABNT ISO 9001 (ABNT, 2015). 
A seguir, conheça os princípios do ciclo PDCA (Figura 1).
Figura 1 - Ciclo PDCA
PLANEJAR
PLAN
P
Define os objetivos de seu 
sistema de gestão, bem como 
os processos e recursos que 
seriam necessários para que os 
resultados atendam às políticas 
e aos requisitos estabelecidos 
pelos clientes. 
FAZER
DO
D
Executa-se o que foi planejado 
na fase anterior.
CHECAR
CHECK
C
Envolve o monitoramento e 
medição dos resultados do que 
foi executado, relacionando-os 
com os requisitos dos clientes e 
as políticas estabelecidas pela 
organização, é neste momento 
que se reportam tais resultados. 
AGIR
ACT
A
A organização executa as ações 
necessárias para a melhoria do 
sistema de gestão, a partir dos 
resultados reportados. 
P
DC
A
Fonte: Senac (2017).
3 - Determinação e avaliação dos riscos e oportunidades do programa de auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 12
É importante que a Alta Direção da empresa, ao estabelecer um programa de auditoria, defina 
autoridade específica para que tal programa possa ser gerenciado e melhorado continuamente. 
A gestão de um programa de auditoria é realizada com o uso do PDCA, seguindo o fluxograma conforme 
a Figura 2, com base em estabelecimento (planejar), implementação (fazer), monitoramento (checar), 
análise crítica e melhoria do programa de auditoria (agir).
Figura 2 - Fluxograma do processo de gestão de um programa de auditoria
PLANEJAR (PLAN) FAZER (DO) CHECAR (CHECK) AGIR (ACT)
PLANEJAR (PLAN) FAZER (DO) CHECAR (CHECK) AGIR (ACT)
5.2 Estabelecendo 
objetivos do programa 
de auditoria
5.3 Determinando e
avaliando riscos 
e oportunidades do
programa de auditoria
5.4 Estabelecendo o
programa de auditoria
5.5 Implementando o
programa de auditoria
6.2 Iniciando 
a auditoria
6.3 Preparando
atividades da auditoria
6.4 Conduzindo 
as atividades 
da auditoria
6.7 Conduzindo
acompanhamento
da auditoria
6.5 Preparando e
distribuindo o
relatório da auditoria
6.6 Concluindo 
a auditoria
5.6 Monitorando o
programa de auditoria
5.7 Analisando
criticamente e
melhorando o
programa de auditoria
Seção 5
Seção 6
Fonte: Adaptado de ABNT (2018, p.9).
Como você pôde observar na Figura 2, um programa de auditoria pode ser beneficiado pela política de 
qualidade implementada pela organização, ou seja, a empresa aplica princípios da gestão da qualidade 
para todos os seus processos, inclusive o processo de gestão do programa de auditoria.
O fluxograma apresentado na Figura 2 
contempla a numeração das seções e 
subseções da própria Norma ISO 19011.
3 - Determinação e avaliação dos riscos e oportunidades do programa de auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 13
O processo de gestão de um programa de auditoria segue a mesma lógica da gestão da qualidade. 
A seguir, para um melhor entendimento do gerenciamento dos programas de auditoria, detalharemos 
as atividades indicadas na Figura 2.
Videoaula
Clique aqui e assista ao vídeo sobre o PDCA e a sua relação com o fluxograma do processo de gestão 
do programa de auditoria estabelecido na norma ABNT ISO 19011 DE 2012. 
3.1 DETERMINAÇÃO DOS OBJETIVOS E DA ABRANGÊNCIA DO PROGRAMA DE 
AUDITORIA
Um programa de auditoria interna da qualidade pode ser estabelecido em uma organizaçãopor várias 
razões, portanto, pode ter diferentes objetivos de acordo com o tipo e complexidade da empresa.
Exemplo
Se a sua empresa, por exemplo, está implementando um SGQ e pretende certificá-lo, o programa de 
auditoria pode ter como objetivo satisfazer os requisitos da norma ABNT ISO 9001 para a certificação, 
pois esse tipo de programa é um dos requisitos da referida norma.
Imagine outra situação: 
Exemplo
A sua empresa estabeleceu com determinados clientes certos requisitos contratuais sobre qualidade 
e precisa verificar a conformidade a respeito desses requisitos para comprová-la aos clientes. 
O estabelecimento de um programa de auditoria pode servir para tal objetivo.
Outra situação possível seria o objetivo de contribuir com a melhoria do SGQ da empresa, indepen�
dentemente de certificação ou contratos. Lembre-se de que a melhoria contínua deve estar presente 
o tempo todo nas iniciativas da empresa acerca dos seus processos.
Portanto, os objetivos pelos quais está sendo implementado um programa de auditoria direcionarão 
várias decisões sobre qual perfil terá tal programa, incluindo a sua abrangência, responsabilidades e 
procedimentos, ou seja, o planejamento e a realização das auditorias.
Para o estabelecimento dos objetivos do programa de auditoria, pode�se levar em conta várias questões, 
como por exemplo (ABNT, 2018, p.10):
a) necessidades e expectativas de partes interessadas pertinentes, externas e internas;
b) características e requisitos de processos, produtos, serviços e projetos, e quaisquer 
mudanças neles;
3 - Determinação e avaliação dos riscos e oportunidades do programa de auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 14
c) requisitos de sistema de gestão;
d) necessidade para avaliação de fornecedores externos;
e) nível de desempenho e nível de maturidade do(s) sistema(s) de gestão do auditado, como 
refletido nos indicadores de desempenho pertinentes (por exemplo, KPI), a ocorrência de não 
conformidades ou incidentes ou reclamações de partes interessadas;
f) riscos e oportunidades identificados para o auditado;
g) resultados de auditorias anteriores.
A abrangência de um programa de auditoria pode ser estabelecida levando-se em consideração fatores 
relacionados ao tipo de empresa, como porte, natureza e complexidade da organização. Além disso, 
questões como escopo, objetivo, duração e frequência de cada auditoria podem também influenciar 
a abrangência do programa. 
3.2 DETERMINAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS E OPORTUNIDADES DO PROGRAMA 
DE AUDITORIA
Algumas características ou situações inerentes ao auditado (setor ou a empresa como um todo) podem 
influenciar positivamente ou negativamente o programa de auditoria, podendo afetar os alcances da 
auditoria. Portanto, no gerenciamento do programa de auditoria é recomendado que se fique atento 
a essas questões no desenvolvimento do programa de auditoria.
Os riscos estão associados a possíveis influências negativas dessas características do auditado sobre 
o programa de auditoria, enquanto as oportunidades se associam a possíveis influências positivas.
Como exemplo de risco, é possível citar os recursos como o tempo. Caso o auditado não disponha de 
tempo adequado para desenvolver o programa de auditoria ou para conduzi-la, isso pode influenciar 
negativamente o programa de auditoria. Outro exemplo de risco seria a falta de competência da equipe 
selecionada para a auditoria, o que poderia prejudicar a condução eficaz da auditoria.
No caso de oportunidades, uma situação poderia ser a possibilidade do auditado de permitir a realização 
de mais de uma auditoria em uma mesma visita do auditor. Isso facilitaria a execução do programa de 
auditoria, portanto, poderia ser levado em consideração para a execução do programa da auditoria. 
Outra oportunidade para melhorar o programa de auditoria seria a possibilidade de programar as datas 
de auditoria com a disponibilidade do pessoal chave do auditado, contribuindo para a facilitação do 
alcance dos objetivos da auditoria.
KPI ou Key Performace Indicators é um termo em inglês para se referir 
a indicadores chave de desempenho para um processo, por exemplo.
3 - Determinação e avaliação dos riscos e oportunidades do programa de auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 15
3.3 DEFINIÇÃO DO PROGRAMA DE AUDITORIA
Durante o estabelecimento de um programa de auditoria, necessitamos definir quem serão os 
responsáveis por gerenciar o programa, quais os recursos necessários e os procedimentos de auditoria 
que serão utilizados. 
Para gerenciar o programa, é necessário que a(s) pessoa(s) responsável(eis) tenham o devido preparo e 
conhecimento sobre auditorias, ou seja, que compreenda(m) como se aplicam as técnicas de auditoria, 
qual a competência necessária aos auditores e que tenha(m) um entendimento sobre os princípios que 
devem ser obedecidos por uma auditoria (aproveite para revisar o item 2 – princípios de auditoria).
É importante que as pessoas cuja responsabilidade é gerenciar o programa de auditoria sejam as 
mesmas responsáveis pelo estabelecimento dos objetivos e abrangência do programa, bem como das 
respectivas responsabilidades e procedimentos, garantia de disponibilização dos recursos do programa, 
sua implementação, manutenção de registros e melhoria do programa de auditoria. Dessa maneira, 
terão melhores condições de gerenciar o programa em razão do conhecimento de seu planejamento. 
A extensão de um programa de auditoria pode ser influenciada por diferentes fatores, sendo alguns 
deles o objetivo, a duração e o escopo da auditoria; resultados de auditorias anteriores; quantidade e 
complexidade das atividades que serão foco da auditoria. 
Para o estabelecimento dos recursos necessários para o programa de auditoria, devem ser analisadas 
algumas questões, como: 
 Ÿ Recursos financeiros que envolvem o desenvolvimento, implementação, monitoramento e 
aperfeiçoamento do programa de auditoria;
 Ÿ Técnicas de auditoria a serem utilizadas.
 Ÿ Processos necessários para obter a competência dos auditores e aperfeiçoar o seu desempenho.
 Ÿ Disponibilidade de auditores especialistas, que atendam às especificidades dos objetivos 
do programa em particular.
 Ÿ Abrangência do próprio programa de auditoria. 
Dependendo do tipo de empresa e da sua complexidade na programação dos recursos, também pode 
ser preciso considerar necessidades de viagens para realizar auditorias em unidades distanciadas 
geograficamente. 
Exemplo
Imagine, por exemplo, o estabelecimento de um programa de auditoria da qualidade que abranja 
várias unidades de uma mesma empresa localizadas em diferentes municípios de um estado. 
Haverá, neste caso, necessidade de gastos de viagens, alimentação e hospedagem para que possam 
ser realizadas as auditorias em todas as unidades. Portanto, é preciso programar a necessidade desse 
tipo de recurso.
3 - Determinação e avaliação dos riscos e oportunidades do programa de auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 16
Com relação aos procedimentos que devem fazer parte de um programa de auditoria, a norma ABNT 
ISO 19011 (ABNT, 2012, p.10-11, adaptado) apresenta como sugestão o texto abaixo, salientando que, 
para o caso de organizações de pequeno porte, as atividades podem compor um único procedimento: 
a) Planejamento e programação das auditorias considerando os riscos do programa de auditoria;
b) Asseguramento da confidencialidade e segurança da informação;
c) Asseguramento da competência de auditores e dos líderes da equipe de auditoria;
d) Seleção apropriada das equipes de auditoria, atribuições de seus papéis e responsabilidades;
e) Realização de auditorias, incluindo o uso apropriado de métodos de amostragem;
f) Realização de auditoria de acompanhamento, se aplicável;
g) Relato para a Alta Direçãosobre os resultados globais do programa de auditoria;
h) Manutenção dos registros do programa de auditoria;
i) Monitoramento e análise crítica do desempenho e riscos e das melhorias da eficácia do 
programa de auditoria.
Definidas, assim, todas essas questões relacionadas ao estabelecimento do programa de auditoria, 
que em resumo são o próprio planejamento de como deverá funcionar o programa, passa-se para a 
próxima etapa que é a sua implementação propriamente dita.
3.4 IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE AUDITORIA
Implementar um programa de auditoria significa “fazê-lo acontecer”. Para a implementação do programa 
de auditoria, um conjunto de atividades são recomendadas, que devem ficar sob responsabilidade 
de quem gerencia o programa, para que sua implementação seja realizada adequadamente. Assim, 
é importante que os responsáveis pelo gerenciamento do programa de auditoria devem (ABNT, 2018, 
p. 14, modificada):
a) comunicar-se com as partes pertinentes do programa de auditoria, incluindo os riscos e 
oportunidades envolvidos, e com as partes interessadas pertinentes e informar periodicamente 
de seu progresso, usando canais de comunicação externos e internos estabelecidos;
b) especificar objetivos, escopo e critérios para cada auditoria individual;
c) selecionar métodos de auditoria;
d) coordenar e agendar auditorias e outras atividades pertinentes ao programa de auditoria;
e) assegurar que as equipes de auditoria tenham a competência necessária;
f) fornecer recursos individuais e globais necessários para as equipes de auditoria;
g) assegurar a condução de auditorias de acordo com o programa de auditoria, gerenciando 
todos os riscos operacionais, oportunidades e questões (isto é, eventos inesperados), conforme 
eles surjam durante a implantação do programa;
3 - Determinação e avaliação dos riscos e oportunidades do programa de auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 17
h) assegurar que a informação documentada pertinente relativa às atividades de auditoria seja 
gerenciada e mantida apropriadamente;
i) definir e implementar os controles operacionais necessários para o monitoramento do programa 
de auditoria;
j) analisar criticamente o programa de auditoria para identificar oportunidades para sua melhoria.
Embora o programa de auditoria tenha objetivos globais, previamente estabelecidos, é importante que 
para cada auditoria individual, em função de suas características específicas, sejam definidos objetivos, 
escopo e critérios de auditoria específicos. Essas definições, por sua vez, vão influenciar na escolha 
dos métodos a serem utilizados na auditoria, tais como auditoria no local, remota ou a combinação de 
ambas, buscando sempre a eficácia e eficiência da auditoria.
Ainda na execução do programa de auditoria é preciso fazer com que ocorra a seleção das equipes 
de auditoria e o alinhamento da execução das auditorias ao que foi estabelecido no programa, assim 
como garantir a disponibilização dos recursos previstos e necessários para as atividades dos auditores 
de acordo com o planejado e fazer os registros das atividades de auditorias.
Na seleção da equipe de auditoria, é importante que seja definido um líder da equipe. Essa função deve 
ficar sob responsabilidade de quem gerencia o programa de auditora, sendo que o líder de equipe 
deve ser definido com tempo suficiente para um adequado planejamento da auditoria a ser realizada 
(ABNT, 2018).
Como estamos em um processo de melhoria contínua, é importante que após a auditoria sejam 
realizadas avaliações da auditoria, tais como sobre seus alcances em relação ao programa de auditoria, 
bem como análise crítica a respeito da eficácia das ações tomadas a partir das constatações da auditoria. 
Recomenda-se também que deva ser assegurado que os relatórios elaborados sejam analisados 
criticamente e aprovados, e, do mesmo modo, que sejam distribuídos para as partes interessadas, 
inclusive servindo como feedback para os clientes da auditoria. 
Se o seu superior hierárquico na empresa lhe solicitasse comprovar que o programa de auditorias 
está realmente sendo implementado, o que você faria? Reflita um pouco sobre o assunto, antes de ler 
o parágrafo seguinte.
Para comprovarmos alguma realização na empresa, normalmente recorremos a relatórios, números, 
gráficos, estatísticas. 
E onde encontramos essas informações relativas às auditorias ou ao programa de auditoria? 
Nos registros de auditoria. Então, no que concerne às auditorias da qualidade, faz sentido valorizarmos 
a manutenção de disponibilidade dos registros referentes ao programa de auditorias.
3 - Determinação e avaliação dos riscos e oportunidades do programa de auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 18
Conheça no Quadro 1, a relação apresentada pela Norma ABNT ISO 19011:2018 (ABNT, 2018, p. 19) 
sobre o que deve ser incluído nos registros do programa de auditoria. 
Quadro 1 - Registros do programa de auditoria
Registros relacionados ao programa da auditoria
• Agenda de auditoria;
• Objetivos e extensão do programa de auditoria;
• Aqueles que abordam riscos e oportunidades do programa de auditoria e questões externas e 
internas pertinentes;
• Análise crítica da eficácia do programa de auditoria. 
Registros relativos a cada auditoria individual
• Planos de auditoria e relatórios de auditoria;
• Evidência objetiva e constatações de auditoria;
• Relatórios de não conformidade;
• Relatórios de correções e ações corretivas;
• Relatórios de acompanhamento de auditoria.
Registros relativos à equipe da auditoria
• Avaliação de competência e desempenho dos membros da equipe de auditoria;
• Critérios para a seleção de equipes de auditoria e membros da equipe, e formação de equipes 
de auditoria;
• Manutenção e melhoria da competência.
Fonte: ABNT (2018, p. 19).
Com a execução das auditorias programadas, torna-se imprescindível o estabelecimento e a manu�
tenção de um processo para avaliação dos auditores e o desenvolvimento profissional das pessoas que 
atuam nessa atividade. A norma ABNT ISO 19011:2018 (ABNT, 2018), na sua seção 7, descreve quais 
os processos necessários para avaliar os auditores.
3.5 MONITORAMENTO DO PROGRAMA DE AUDITORIA
Seguindo o que está demonstrado na Figura 2, (início do tópico 3 desta Unidade), utilizando a abordagem 
do ciclo PDCA, vemos que os resultados das análises críticas do programa de auditoria podem propiciar 
a definição de ações com o objetivo de melhorar o programa de auditoria. 
Para isso, necessitamos monitorar o programa periodicamente, verificando se ele está atendendo aos 
objetivos para os quais foi estabelecido.
Para realizar o monitoramento do programa de auditoria algumas orientações são importantes para 
o responsável pelo monitoramento, tais como avaliar o seguinte (ABNT, 2018, p. 19):
a) se os agendamentos estão sendo cumpridos e se os objetivos do programa de auditoria estão 
sendo alcançados;
b) desempenho dos membros da equipe de auditoria, incluindo o líder da equipe de auditoria e 
os especialistas;
A Norma pode ser adquirida por meio do Catálogo da ABNT: https://www.abntcatalogo.com.br/.
3 - Determinação e avaliação dos riscos e oportunidades do programa de auditoria
Auditoria Interna em Qualidade 19
c) capacidade das equipes de auditoria de implementar o plano de auditoria;
d) feedback para clientes de auditoria, auditados, auditores, especialistas e outras partes inte-
ressadas pertinentes;
e) suficiência e adequação de informação documentada em todo o processo de auditoria.
3.6 ANÁLISE CRÍTICA E MELHORIA DO PROGRAMA DE AUDITORIA
Na intenção de aperfeiçoar o programa de auditoria, a sua análise crítica deveria considerar questões 
relevantes sobre o seu funcionamento, com o objetivo de constatar a alcance dos seus objetivos, como 
as indicadasa seguir (ABNT, 2018, p. 20):
a) resultados e tendências do monitoramento do programa da auditoria;
b) conformidade com os processos do programa da auditoria e informação documentada 
pertinente;
c) necessidades e expectativas em evolução de partes interessadas pertinentes;
d) registros do programa de auditoria;
e) métodos novos ou alternativos de auditoria;
f) métodos novos ou alternativos para avaliar auditores;
g) eficácia de ações para abordar os riscos e oportunidades e questões internas e externas 
associadas ao programa de auditoria;
h) questões de confidencialidade e segurança da informação relativas ao programa da auditoria. 
Observe que um programa de auditoria não possui um conteúdo definitivo pois é dinâmico, ou seja, 
da mesma forma que procuramos melhorar continuamente os processos das empresas por meio da 
gestão da qualidade, o mesmo foco pode ser dado para o programa de auditoria. Isto é, por melhor 
que ele seja planejado, durante a sua execução, ao longo do tempo, podemos e devemos monitorá-lo, 
analisá�lo, para que consigamos agir para a sua melhoria continuamente.
Videoaula
Clique aqui e assista ao vídeo referente ao detalhamento das atividades constantes no fluxograma do 
processo de gestão de um programa de auditoria.
Agora é com você!
Vimos, até aqui, sobre o gerenciamento dos programas de auditoria, bem como o fluxograma do 
processo de gestão, seguindo os princípios do ciclo PDCA. Antes de dar sequência aos seus estudos, 
acesse a sala virtual deste curso no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e faça a atividade de 
Reflita e Responda proposta. Após você estudará sobre os procedimentos de auditoria interna.
Auditoria Interna em Qualidade 20
4 PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA INTERNA
A norma ABNT ISO 19011:2018 (ABNT, 2018) sistematiza as atividades de auditoria, ilustradas na seção 6 
da Figura 2, e repetidas a seguir na Figura 3, sendo as atividades organizadas em uma ordem sequencial, 
servindo como um guia para os auditores realizarem seu trabalho e permitindo o desenvolvimento de 
um roteiro a ser seguido durante as auditorias.
Figura 3 - Organização e sequenciamento das atividades de auditoria
PLANEJAR (PLAN) FAZER (DO) CHECAR (CHECK) AGIR (ACT)
6.2 Iniciando 
a auditoria
6.3 Preparando
atividades da auditoria
6.4 Conduzindo 
as atividades 
da auditoria
6.7 Conduzindo
acompanhamento
da auditoria
6.5 Preparando e
distribuindo o
relatório da auditoria
6.6 Concluindo 
a auditoria
Seção 6
Fonte: Adaptado de ABNT (2018, p.9).
Ao observar a Figura 3, pode-se constatar que há uma série de providências a serem tomadas antes de 
conduzir as atividades da auditoria. Elas são necessárias para a organização do trabalho de auditoria e 
para que este possa ser realizado com eficácia e realmente contribua para a melhoria contínua do SGQ.
Na sequência das atividades da Figura 3, são estabelecidos vários passos que vão levar à conclusão da 
auditoria logo após a distribuição do seu relatório. Cabe observar que o item “Conduzindo acompanha�
mento da auditoria” não faz mais parte da auditoria propriamente dita, mas consta da figura porque 
pode ser inserida no plano da auditoria para verificar o encaminhamento das questões apuradas 
durante o processo de auditoria. 
Nos próximos tópicos, apresentaremos a descrição de cada uma das etapas de sequenciamento das 
atividades de auditoria apresentadas na Figura 3, as quais podem ou não seguir a sequência exata do 
fluxo da referida figura, dependendo de especificidades como o que será o auditado, quais os processos 
serão auditados e de circunstâncias específicas da auditoria.
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 21
4.1 INICIANDO A AUDITORIA
Como primeira providência a ser tomada antes do início da auditoria, é recomendável designar um 
líder da equipe, para que todos os envolvidos possam saber a quem se reportar em relação as suas 
atividades durante todo o processo. 
Quando se trata de uma auditoria interna do SGQ de uma empresa de pequeno porte, normalmente a 
equipe de trabalho não é muito numerosa, mas quando a empresa é maior e necessita-se, por exemplo, 
auditar várias unidades da empresa, o tamanho da equipe tende a aumentar. Sendo assim, haverá 
maior necessidade de definir detalhadamente as atribuições de cada um durante o processo e a 
autoridade do líder da equipe. 
A seguir, apresentaremos a descrição das atividades da etapa “Iniciando a auditoria”. 
1ª ETAPA 2ª ETAPA
Estabelecendo contato com o auditado 
Antes do início da auditoria convém que o auditor líder da equipe, ou que seja responsável pelo 
gerenciamento do programa de auditoria, inicie contato com o auditado para facilitar o processo de 
auditoria a ser realizado. 
Esse contato inicial entre equipe de auditoria e o auditado pode ter como objetivos:
 Ÿ Confirmar que a equipe tem autoridade para realizar a condução do processo de auditoria; 
 Ÿ Informar ao auditado sobre o objetivo e escopo da auditoria, sobre quem será a equipe 
auditora e qual a duração de todo o processo; 
 Ÿ Solicitar acesso a documentos e registros da empresa relacionados ao SGQ e estabelecer 
arranjos para a realização da auditoria, incluindo o seu agendamento.
Mesmo a auditoria estando planejada de acordo com o programa de auditoria da empresa para 
determinado período, no momento de realizá-la, nem sempre há viabilidade para sua execução. 
Questões  que podem inviabilizá-la podem estar relacionadas com a insuficiência e/ou falta de 
informações apropriadas para a sua realização, falta de cooperação do auditado, seja de determinado 
setor da empresa, seja da organização integralmente, e disponibilidade não adequada de tempo e 
recursos para a realização do processo (ABNT, 2018).
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 22
1ª ETAPA 2ª ETAPA
Determinando a viabilidade da auditoria
A partir do momento em que se determina a viabilidade da auditoria, passa-se a definir a equipe de 
auditoria. Para a sua composição, deverá ser levada em conta a competência necessária da equipe 
para que possam ser alcançados os objetivos propostos. 
Nesse sentido, a norma ABNT ISO 19011:2018, na sua seção 7, descreve como pode ser determinada 
a competência dos auditores e quais os processos necessários para avaliá-los.
Informação
Para conhecer as informações relativas à competência e avaliação dos auditores, componente este 
não abrangido pelo nosso curso, você pode adquirir a norma ABNT ISO 19011:2018, com algum 
representante da ABNT próximo à sua cidade ou encomendá-la pelo site http://www.abnt.org.br, 
ou https://www.abntcatalogo.com.br/. 
Se a sua empresa pretende implementar um Sistema de Gestão da Qualidade SGQ, provavelmente 
ela adquirirá ABNT ISO 19011 então, você poderá utilizá-la para conhecer as informações sobre esse 
assunto.
Videoaula
Clique aqui e assista ao vídeo sobre a etapa “Iniciando a auditoria”.
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 23
4.2 PREPARANDO ATIVIDADES DA AUDITORIA
A seguir, apresentaremos a descrição das atividades da etapa “Preparando as atividades da auditoria”.
1ª ETAPA 2ª ETAPA
Realizando análise crítica de informação documentada 
3ª ETAPA 4ª ETAPA
Antes de se iniciar a auditoria propriamente dita, é importante ter conhecimento da documentação do 
auditado e analisá-la criticamente. Essa providência é fundamental em auditorias feitas por auditores 
externos, quando é indispensável verificar a condição de documentação até para confirmar a data da 
auditoria, pois tal processo envolve remuneração dos auditores externos e, caso a documentação não 
esteja em ordem, faz�se necessário reprogramar a data da auditoria para evitar que o trabalho seja 
improdutivoe que acarrete em custos desnecessários para a organização. 
Como estamos tratando nesse curso de auditoria interna, os custos aqui mencionados não se referem 
a pagamento de consultores, mas à eventual necessidade de deslocamento dos auditores internos 
para auditar o SGQ em unidades distantes das suas. 
Por outro lado, para a otimização do trabalho dos auditores internos, é importante que a documentação 
do SGQ seja verificada com antecedência para checar se há condições mínimas para realizar a auditoria, 
pois o processo envolve a disponibilização de tempo dos auditores internos e dos auditados durante 
a auditoria, e o desperdício de tempo não é desejável por nenhuma das partes.
A análise crítica prévia da documentação pode incluir, por exemplo, a verificação dos registros do 
SGQ e relatórios de auditorias anteriores, considerando os objetivos e o escopo da auditoria que se 
pretende realizar, bem como “o contexto da organização do auditado, incluindo seu tamanho, natureza 
e complexidade, e seus riscos e oportunidades relacionados” (ABNT, 2018, p. 22).
1ª ETAPA 2ª ETAPA
Planejando a auditoria
3ª ETAPA 4ª ETAPA
Um auditor interno da qualidade necessita ser um profissional organizado. Assim sendo, deve planejar 
adequadamente as suas atividades para a realização da auditoria. Desse modo, para preparar as 
atividades de auditoria no local a ser auditado, além de realizar a análise crítica de informação 
documentada, o auditor deve estar atento às seguintes questões:
 Ÿ Realizar o planejamento da auditoria;
 Ÿ Designar o trabalho para a equipe de auditoria;
 Ÿ Preparar os documentos de trabalho para a auditoria.
Você deve lembrar que a empresa que quer realizar uma auditoria interna da qualidade já deve possuir 
um programa de auditoria estabelecido. Portanto, deve seguir o que está estabelecido na sua estrutura. 
As atividades de cada auditoria deverão ser planejadas especificamente para cada situação. Sendo assim, 
antes de chegar ao setor auditado e começar a solicitar aos funcionários os registros do SGQ e uma série 
de informações, é fundamental preparar o seu plano de auditoria e comunicá-lo ao auditado. Em outras 
palavras, é importante informar a quem será auditado como será realizada a auditoria. 
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 24
No planejamento da auditoria, devem ser levados em consideração também os riscos eventuais que 
as atividades de auditoria podem acarretar nos processos do auditado. Lembre�se que a abordagem 
baseada em risco, discutida no tópico 2 do curso, é um dos princípios de auditoria.
O plano deve ser consistente e claro, para facilitar a coordenação das atividades da auditoria. Porém, 
não deve ser rígido a ponto de não admitir modificações. É possível que seja necessário providenciar 
algumas adaptações no plano previamente elaborado, em razão de particularidades ou necessidades 
do auditado.
A Norma ABNT ISO 19011:2018 (2018, p. 23) relaciona uma série de itens que devem fazer parte do 
planejamento da auditoria. Esses itens podem servir como um roteiro para o auditor realizar as suas 
atividades e também para o auditado se programar devidamente. 
O plano de auditoria pode conter:
a) Os objetivos da auditoria;
b) O escopo da auditoria, incluindo identificação das unidades organizacionais e funcionais, bem 
como os processos a serem auditados; 
c) Os critérios da auditoria e qualquer informação documentada de referência;
d) Os locais (físicos e virtuais), datas, tempo e duração estimados das atividades de auditoria a 
serem conduzidas, incluindo reuniões com a direção do auditado;
e) A necessidade de a equipe de auditoria se familiarizar com as instalações e processos do 
auditado (por exemplo, conduzindo uma visita ao(s) local(is) físico(s) ou analisando critica-
mente tecnologia; de informação e comunicação);
f) Os métodos de auditoria a serem usados, incluindo a extensão na qual a amostragem de 
auditoria seja necessária para obter evidências suficientes de auditoria;
g) Os papéis e responsabilidades dos membros da equipe de auditoria, assim como dos guias 
e observadores ou intérpretes;
h) A alocação de recursos apropriados, baseada na consideração dos riscos e oportunidades 
relacionados às atividades que serão auditadas.
Convém que o planejamento da auditoria leve em conta, conforme apropriado:
 Ÿ Identificação do(s) representante(s) do auditado na auditoria;
 Ÿ Idioma de trabalho e do relatório da auditoria, quando for diferente do idioma do auditor ou 
do auditado ou ambos;
 Ÿ Tópicos do relatório de auditoria;
 Ÿ Arranjos de logística e de comunicação, incluindo arranjos específicos para os locais a serem 
auditados;
 Ÿ Quaisquer ações específicas a serem tomadas para abordar riscos para se alcançarem os 
objetivos de auditoria e oportunidades que surjam;
 Ÿ Assuntos relacionados à confidencialidade e segurança da informação;
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 25
 Ÿ Quaisquer ações de acompanhamento de uma auditoria anterior ou outra(s) fonte(s), 
por exemplo,lições apreendidas, análises críticas de projeto;
 Ÿ Quaisquer atividades de acompanhamento para a auditoria planejada;
 Ÿ Coordenação com outras atividades da auditoria, no caso de uma auditoria conjunta.
Certamente esses itens são uma sugestão da norma mencionada. Você, na condição de auditor interno, 
deve adaptar o planejamento da auditoria à realidade e às necessidades e particularidades da empresa.
1ª ETAPA 2ª ETAPA
Atribuindo trabalho para a equipe de auditoria
3ª ETAPA 4ª ETAPA
No que diz respeito à equipe que realizará a auditoria, é essencial programar o trabalho de cada 
profissional, para que as atividades sejam otimizadas e todos saibam o que fazer durante a auditoria. 
Nesse sentido, o auditor líder da equipe, consultando a equipe de auditoria, deve determinar o trabalho 
e as responsabilidades de cada profissional, levando em consideração as especificidades da auditoria 
e a formação e experiência de cada participante da equipe. 
A determinação de responsabilidades pode ser diferente, por exemplo, para auditores em treina�
mento e especialistas ou com mais experiência nas atividades de auditoria. Portanto, é recomendável 
que responsabilidades mais complexas sejam determinadas para auditores especialistas ou mais 
experientes.
1ª ETAPA 2ª ETAPA
Preparando informação documentada para a auditoria
3ª ETAPA 4ª ETAPA
Na preparação das atividades da auditoria, cada membro da equipe deve organizar adequadamente 
o seu material de trabalho, de acordo com as responsabilidades designadas a cada um. 
Para o registro das atividades, é importante que o auditor elabore formulários para registros de 
informações coletadas durante a auditoria. Esse tipo de formulário deve prever campos para o 
registro de informações já previamente planejadas, mas também deve ter espaço para o registro de 
outras informações apuradas durante o processo, que sejam importantes, mas que não haviam sido 
programadas no planejamento.
Para o registro das informações da auditoria interna do SGQ, podem ser úteis informações audiovisuais, 
detalhes de amostragem de auditoria e listas de verificação (checklist), sendo essas últimas especial�
mente importantes para facilitar o trabalho e evitar que algum item importante seja esquecido.
A seguir, no Quadro 2, apresentamos um modelo de lista de verificação (checklist) para auditoria interna 
do SGQ.
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 26
Quadro 2 - Modelo de lista de verificação (checklist)
MARCA DA EMPRESA
SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE
Lista de Verificação de Auditoria Interna
Processo auditado: Departamento/setor/área: Data:
Auditor/auditores:
Auditado/auditados:
RequisitoSituação Comentários/
evidênciasC NC NA 
4. Contexto da organização
4.4 Sistema de Gestão da Qualidade e seus processos
4.4.1 A organização estabelece, implementa, mantém e melhora 
continuamente seu Sistema de Gestão da Qualidade, incluindo os 
processos necessários e suas interações, de acordo com os requisitos 
da Norma ABNT ISO 9001:2015?
5 Liderança 
5.1 Liderança e comprometimento
5.1.1 Generalidades
A organização:
Responsabiliza-se por prestar contas pela eficácia do sistema de gestão 
da qualidade?
Assegura que a política da qualidade e os objetivos da qualidade 
são estabelecidos para o sistema de gestão da qualidade e que são 
compatíveis com o contexto e a direção estratégica da organização?
5.1.2 Foco no cliente
A organização demonstra liderança e comprometimento com relação ao 
foco no ciente, assegurando que:
Os requisitos do cliente e os requisitos estatutários e regulamentares 
pertinentes são determinados, entendidos e atendidos consistentemente?
Os riscos e oportunidades que possam afetar a conformidade de 
produtos e serviços e a capacidade de aumentar a satisfação do cliente 
são determinados e abordados?
O foco no aumento da satisfação do cliente é mantido?
7.5 Informação documentada 
7.5.1 Generalidades
O Sistema de Gestão da Qualidade da empresa inclui:
Informação documentada requerida pela norma ABNT ISO 9001: 2015? 
Informação documentada determinada pela organização como sendo 
necessária para a eficácia do sistema de gestão da qualidade?
9. Avaliação de desempenho
9.1 Monitoramento, medição, análise e avaliação
Em relação ao seu Sistema de Gestão da Qualidade, a empresa possui 
definição sobre: 
a) o que precisa ser monitorado e medido? 
b) os métodos para monitoramento, medição, análise e avaliação necessários 
para assegurar resultados válidos? 
c) quando o monitoramento e a medição devem ser realizados? 
d) quando os resultados de monitoramento e medição devem ser analisados 
e avaliados?
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 27
9.2 Auditoria interna
A empresa possui um programa de auditoria interna do Sistema de 
Gestão da Qualidade planejado, estabelecido, implementado e mantido?
O Sistema de Gestão da Qualidade inclui a frequência, métodos, 
responsabilidades, requisitos para planejar e para relatar, inclui 
o que deve levar em consideração, a importância dos processos 
concernentes, mudanças que afetam a organização e os resultados de 
auditorias anteriores?
10 Melhoria
10.2 Não conformidade e ação corretiva
Ao ocorrer uma não conformidade, incluindo as provenientes de 
reclamações, a organização:
Reage a não conformidade e, como aplicável?
Toma ação para controlá-la e corrigi-la?
Lida com as consequências?
Avalia a necessidade de ação para eliminar a(s) causa(s) da não 
conformidade, a fim de que ela não se repita ou ocorra em outro lugar?
Analisa criticamente e analisa a não conformidade?
Determina as causas da não conformidade?
Assinatura do(s) auditor(es) que verificou(aram) os processos da lista
C = Conforme NC = Não-conforme NA = Não se aplica
Observação: No modelo constam apenas alguns requisitos da Norma ABNT ISO 9001:2015.
As perguntas do checklist foram elaboradas a partir do conteúdo da norma ABNT ISO 9001:2015 (ABNT, 2015, p. 1-22).
Fonte: Senac (2017).
Como durante a auditoria é necessário reter alguns documentos de trabalho do auditado para verificação, 
você deve lembrar dos princípios que os auditores devem seguir, os quais já foram apresentados neste 
curso e são: 
 Ÿ Integridade;
 Ÿ Apresentação justa;
 Ÿ Devido cuidado profissional;
 Ÿ Confidencialidade;
 Ÿ Independência;
 Ÿ Abordagem baseada em evidência;
 Ÿ Abordagem baseada em risco.
Muitas vezes, durante a auditoria, o auditor tem acesso a documentos confidenciais da empresa e deve 
tomar extremo cuidado tanto no que se refere a não divulgação das informações quanto a um possível 
extravio desses documentos. Durante a auditoria, o auditor deve ser responsável pela proteção e guarda 
dos documentos da empresa que estiverem sob seu poder para análise ou conferência.
Videoaula
Clique aqui para assistir ao vídeo com a explicação da etapa “Preparando as atividades da auditoria”.
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 28
4.3 CONDUZINDO AS ATIVIDADES DA AUDITORIA
A seguir, apresentaremos a terceira fase do item “Conduzindo as atividades da auditoria”, ou seja, 
as atividades que compõem a auditoria propriamente dita.
Atribuindo papéis e responsabilidades para guias e observadores
1ª ETAPA 4ª ETAPA3ª ETAPA2ª ETAPA 5ª ETAPA 6ª ETAPA 7ª ETAPA 8ª ETAPA 9ª ETAPA
Em uma auditoria é possível que além dos auditores e auditados também participem, eventualmente, 
guias e observadores, desde que eles não interfiram na condução da auditoria. A autorização dessa 
participação deve ser solicitada ao líder da equipe da auditoria, ao cliente da auditoria e/ou o auditado.
Mas, se os guias e observadores não devem interferir na condução da auditoria, qual a sua função? 
Segundo a norma ABNT ISO 19011:2018, (2018, p. 25) suas responsabilidades podem incluir:
a) auxiliar os auditores na identificação de pessoas para participar de entrevistas e na confir-
mação de horários e locais;
b) arranjar acesso aos locais específicos do auditado;
c) assegurar que as regras relativas aos arranjos para acesso específicos do local, saúde e 
segurança, meio ambiente, segurança, confidencialidade e outras questões sejam conhecidas 
e respeitadas pelos membros da equipe de auditoria e observadores, e que quaisquer riscos 
sejam abordados;
d) testemunhar a auditoria em nome do auditado, quando apropriado;
e) fornecer esclarecimento ou auxiliar na coleta de informação, quando necessário.
Conduzindo a reunião de abertura
1ª ETAPA 4ª ETAPA3ª ETAPA2ª ETAPA 5ª ETAPA 6ª ETAPA 7ª ETAPA 8ª ETAPA 9ª ETAPA
Antes de iniciar a coleta de informações nas instalações da empresa, é importante oficializar a reali�
zação da auditoria. Essa oficialização pode ser formal ou informal, dependendo do tipo e estrutura da 
empresa. Se você está trabalhando em uma empresa com dez funcionários e dois ou três setores, e 
a gestão da empresa é pouco complexa, possivelmente não será necessária uma reunião formal de 
abertura. 
Porém, se você for auditor de uma empresa com cem funcionários, vários departamentos e unidades, 
muito provavelmente será recomendável e até exigido pela organização que seja realizada uma reunião 
formal para comunicar o início do trabalho e alinhar algumas questões entre a equipe de auditoria e 
os setores ou unidades a serem auditadas.
Na medida do possível, e dependendo da dinâmica e gestão da empresa, devem participar da reunião 
de abertura a equipe de auditoria (o líder da equipe deve presidir a reunião), a direção da empresa 
auditada ou o responsável pelo setor, unidades ou processos a serem auditados.
Esse tipo de reunião pode ser bastante útil para o trabalho a ser realizado, pois é uma oportunidade 
para a confirmação do plano de auditoria, para explicação de como as atividades serão realizadas 
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 29
(podendo ser distribuído um resumo aos auditados); para a apresentação da equipe de auditoria, bem 
como de suas funções; assegurar a possibilidade de realização de todas as atividades planejadas da 
auditoria (ABNT, 2018).
Importante
É importante que se registre a reunião de abertura, o que pode ser feito por meio de ata ou relatório, 
além de registro fotográfico, caso seja conveniente. Desse modo, já se iniciam as atividades de uma 
forma organizada, auxiliando no seu controle.
Comunicação durante a auditoria
1ª ETAPA 4ª ETAPA3ª ETAPA2ª ETAPA 5ª ETAPA 6ª ETAPA 7ª ETAPA 8ª ETAPA 9ª ETAPA
A comunicaçãoé uma das habilidades mais importantes para os profissionais que trabalham intera�
gindo com pessoas. Em uma auditoria do SGQ, quando um profissional ou uma equipe analisa docu�
mentos e registros da empresa, falhas de comunicação podem prejudicar a realização do trabalho.
Portanto, deve ser considerada a necessidade de alinhamento entre a equipe de auditoria e os auditados 
sobre como será realizada a comunicação durante a auditoria, especialmente no caso de processos 
complexos e quando o escopo da auditoria for mais abrangente.
A própria equipe de auditoria deve se comunicar periodicamente entre si para a verificação de como está 
o andamento do trabalho (por exemplo, qual o percentual da auditoria já realizado em dado momento 
e eventuais dificuldades encontradas para a realização do trabalho), informar eventuais necessidades 
de mudanças ou de redistribuição das atividades entre os membros da equipe. Esse tipo de informação 
pode auxiliar na tomada de decisão da própria equipe de auditoria e da empresa auditada.
A comunicação periódica do andamento da auditoria também deve ser feita para o auditado e o cliente 
da auditoria. Qualquer evidência da auditoria coletada durante a realização do trabalho que necessite 
de uma providência urgente deve ser relatada logo que possível para o auditado e, se for o caso, para 
o cliente. 
Durante uma auditoria também podem surgir assuntos fora do escopo planejado originalmente. 
Nesse caso, igualmente é recomendável a comunicação ao líder da auditoria e ao auditado, podendo, 
a partir dessa comunicação, ser realizada alguma mudança nos objetivos ou no escopo da auditoria, 
ou ainda pode ser inclusive encerrada a auditoria. Contudo, qualquer mudança tem que ser analisada 
e autorizada pelo cliente, ou, se for o caso, pelo auditado (ABNT, 2018).
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 30
Disponibilidade e acesso de informação de auditoria
1ª ETAPA 4ª ETAPA3ª ETAPA2ª ETAPA 5ª ETAPA 6ª ETAPA 7ª ETAPA 8ª ETAPA 9ª ETAPA
O acesso adequado e em tempo hábil é importante para o alcance dos objetivos da auditoria. Contudo, 
nem sempre a informação está disponível no local físico onde é realizada a auditoria, podendo difi�
cultar o seu acesso. Com a crescente digitalização dos processos no ambiente corporativo, existe uma 
tendência no aumento do armazenamento das informações de forma digital, o que pode influenciar 
na facilidade de acesso às informações. Por exemplo, se uma equipe de auditoria está auditando um 
processo em uma área de produção de uma indústria, é possível que as informações dos processos 
realizados nesse setor se encontrem em arquivos digitais armazenados em computadores de áreas 
administrativas da empresa. 
Assim, atividades de auditoria podem ser presenciais (realizadas no local do auditado) ou remotas 
(realizadas em local diferente do local do auditado). Esse fato pode influenciar a maneira como a auditoria 
será executada, portanto, é importante que a equipe de auditoria saiba, antes de iniciar a auditoria, onde 
se encontram informações da empresa necessárias para a auditoria (ABNT, 2018).
Analisando criticamente a informação documentada ao conduzir a auditoria
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Deve ser realizada uma análise crítica da documentação do auditado para verificar se o sistema está 
em concordância com os critérios de auditoria e se está documentado (ABNT, 2018). 
Durante a análise crítica deve ser observado se a informação que consta nos documentos está completa, 
correta, consistente e se os documentos analisados abrangem o escopo definido para a auditoria, bem 
como se são suficientes para auxiliar no alcance dos objetivos da auditoria. Caso essas condições não 
estejam sendo alcançadas, é possível que as atividades de auditoria sejam suspensas até que sejam 
atendidas essas necessidades para a auditoria (ABNT, 2018).
Coletando e verificando informação
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Este é o processo de consulta aos documentos e registros referentes ao SGQ da empresa para verificar 
a sua adequação aos requisitos do sistema. O tipo de informações coletadas e verificadas é direcionado 
pelos objetivos, escopo e critério da auditoria, definidos na fase de iniciação da auditoria.
Para a coleta das informações é importante que seja realizada uma amostragem adequada ao tipo e 
complexidade do processo ou do setor que está sendo auditado. O que se deseja nessa fase é a geração 
de evidências da auditoria, que já estudamos neste curso. Ou seja, a intenção é acessar registros, fatos e 
outras informações e compará-los com os critérios da auditoria, que são as referências para a comparação.
São os registros, apresentação de fatos ou outras informações, que sejam verificáveis e 
estejam relacionadas aos critérios de auditoria. Portanto, comparam-se as evidências de 
auditoria com os critérios desta para verificar o funcionamento do SGQ (ABNT, 2012).
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 31
Pelo fato de as evidências serem geradas com base em amostragens, é importante que as pessoas que 
utilizarão as constatações da auditoria tenham em mente a incerteza do processo de amostragem e, 
por consequência, da auditoria.
Para a geração de evidências da auditoria, é possível buscar informações de várias formas dentro da 
empresa, no setor ou área auditada. Além de documentos que podem ser consultados para a verificação 
dos registros do SGQ e observação in loco da realização das atividades auditadas, podem ser realizadas 
entrevistas com pessoas ligadas ao escopo da auditoria. Tais entrevistas precisam ser apropriadas às 
pessoas entrevistadas, para que as informações coletadas sejam representativas do processo ou das 
atividades auditadas.
A norma ABNT ISO 19011:2018 (ABNT, 2012, p. 29) apresenta uma relação de fontes possíveis de infor�
mação para a geração de evidências da auditoria, bem como algumas orientações para a condução de 
entrevistas para a coleta de informações durante a auditoria. 
As fontes de informações e orientações podem variar de acordo com o escopo e a complexidade da 
auditoria. Conheça a seguir quais são essas fontes: 
 Ÿ Entrevista com os empregados e outras pessoas.
 Ÿ Observações de atividades e ambiente de trabalho ao redor, incluindo condições.
 Ÿ Documentos, como políticas, objetivos, planos, procedimentos, normas, instruções, licenças 
e permissões, especificações, desenhos, contratos e ordens de compra.
 Ÿ Registros, como registros de inspeção, atas de reuniões, relatórios de auditoria, registros 
programas de monitoramento e os resultados de medições.
 Ÿ Dados sumarizados, análises e indicadores de desempenho.
 Ÿ Informações sobre os planos de amostragem do auditado e sobre os procedimentos para 
controle de amostragem e processos de medição.
 Ÿ Relatórios de outras fontes, como, por exemplo, realimentação dos clientes (feedback), 
medições e pesquisas externas outras informações pertinentes de partes externas e clas�
sificação de fornecedores.
 Ÿ Base de dados e sites.
 Ÿ Simulação e modelagem.
Entrevistas representam uma das mais importantes formas de coletar informações, e convém que sejam 
realizadas de tal maneira a adaptar a situação à pessoa entrevistada, seja pessoalmente ou por outros 
meios de comunicação. Entretanto, convém que o auditor considere alguns cuidados, tais como:
 Ÿ Que entrevistas sejam realizadas com pessoas de funções e níveis apropriados que realizem 
as atividades ou tarefas dentro do escopo da auditoria.
 Ÿ Que entrevistas sejam normalmente conduzidas durante o horário normal de trabalho e, 
sempre que possível, no local de trabalho da pessoa que está sendo entrevistada.4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 32
 Ÿ Sempre que possível deixar a pessoa que está sendo entrevistada à vontade, antes e 
durante a entrevista.
 Ÿ Que a razão para a entrevista e quaisquer anotações sejam explicadas.
 Ÿ Que as entrevistas possam ser iniciadas pedindo às pessoas que descrevam os seus trabalhos.
 Ÿ Selecionar cuidadosamente o tipo de questão usada (por exemplo, usar questões abertas, 
fechadas).
 Ÿ Que os resultados das entrevistas sejam sumarizados e analisados criticamente com a 
pessoa entrevistada.
 Ÿ Agradecer às pessoas entrevistadas pela sua participação e cooperação.
Gerando constatações de auditoria
1ª ETAPA 4ª ETAPA3ª ETAPA2ª ETAPA 5ª ETAPA 6ª ETAPA 7ª ETAPA 8ª ETAPA 9ª ETAPA
As constatações da auditoria são geradas com base na comparação das evidências com os critérios da 
auditoria. Portanto, tal etapa é consequência da coleta e verificação das informações.
Estudamos ao longo deste curso, que como resultado da constatação de auditoria podemos encontrar 
tanto conformidades (confirmação da concordância do registro verificado com o critério auditado), 
como não conformidades (situação divergente em relação ao critério), o que se configuraria como 
uma oportunidade para melhoria.
Nem sempre há concordância entre auditores e auditados a respeito das não conformidades encon�
tradas. Para reduzir essa possibilidade de não concordância e para o aumento do grau de certeza das 
não conformidades detectadas, é recomendável que a equipe de auditoria se reúna durante a reali�
zação desta, quando julgar necessário, com o objetivo de analisar criticamente as não conformidades 
detectadas. Nessa análise, também se recomenda que sejam checadas e registradas não somente as 
não conformidades como também as evidências de auditoria que as indicaram como tal (ABNT, 2012).
As não conformidades podem ter diferentes graus. Portanto, é importante que elas sejam analisadas 
também em conjunto com o auditado, para se certificar que sejam necessárias e foram compreendidas. 
Sempre que houver divergências a esse respeito, deve-se agir no sentido de solucioná-las e, caso algum 
ponto não fique resolvido, esse fato deve fazer parte do relatório.
A seguir, no Quadro 3, apresentamos um modelo de relatório de não-conformidade de auditoria 
interna do SGQ. 
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 33
Quadro 3 - Modelo de relatório de não conformidade 
MARCA DA EMPRESA
SISTEMA DE GESTÃO DA QUALIDADE
Relatório de Não Conformidade
Nº:
Elaborado por (nome):
Processo auditado: Departamento/setor/área: Data:
Fato detectado (descrição da não conformidade):
Requisito (da norma ISO 9001 que não foi atendido)
Evidência de auditoria (que demonstra que o requisito não foi atendido):
Causa da não conformidade:
Ação corretiva/preventiva 
recomendada:
Responsável: Data para a implementação:
Análise da ação corretiva/preventiva 
implementada:
Responsável (auditor): Data: 
Aprovação da análise da ação: Responsável (Representante 
da Direção):
Data: 
Fonte: Senac (2017).
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 34
As constatações da auditoria também podem indicar situações de conformidade, ou seja, que os requisitos 
do SGQ estão sendo atendidos. Da mesma forma que para as não conformidades, as evidências que dão 
suporte às constatações de conformidade devem ser registradas pelo auditor.
Determinando conclusões de auditoria
1ª ETAPA 4ª ETAPA3ª ETAPA2ª ETAPA 5ª ETAPA 6ª ETAPA 7ª ETAPA 8ª ETAPA 9ª ETAPA
Antes de realizar a reunião de encerramento da auditoria, a equipe de auditoria deve se reunir ou se 
comunicar com a finalidade de definir como serão abordados os resultados do processo realizado. 
A equipe necessita realizar uma análise crítica das constatações da auditoria e outras informações 
coletadas para examinar a sua relação com os objetivos da auditoria. 
A equipe deve ainda, levando em consideração a incerteza do processo de auditoria e assumindo que 
esse processo é baseado em amostragens, decidir sobre as conclusões a serem feitas sobre a auditoria.
Considerando ainda os objetivos da auditoria, a equipe pode elaborar recomendações para o auditado 
e, se constar do plano de auditoria a organização de ações de acompanhamento de auditoria, discutir 
sobre tais ações a serem planejadas.
As conclusões da auditoria podem abranger, entre outros pontos, pareceres da equipe de auditoria a 
respeito de quão conforme está o SGQ relativamente ao critério de auditoria, a eficácia da implemen�
tação do SGQ, sua manutenção e melhoria, além da capacidade atual do processo de análise crítica 
pela direção da empresa para garantir que o SGQ seja pertinente, adequado e sua melhoria seja eficaz 
de maneira contínua (ABNT, 2018).
Caso os objetivos da auditoria tenham determinado, a equipe de auditoria pode fazer sugestões para 
a empresa auditada, no sentido de melhorar o seu SGQ. 
Conduzindo a reunião de encerramento
1ª ETAPA 4ª ETAPA3ª ETAPA2ª ETAPA 5ª ETAPA 6ª ETAPA 7ª ETAPA 8ª ETAPA 9ª ETAPA
Após a devida programação, o líder da equipe de auditoria deve conduzir a reunião de encerramento 
desta, da qual podem participar, além dos demais auditores da equipe, os responsáveis pelas funções 
e processos auditados, o cliente, o auditado e a direção do auditado (ABNT, 2018).
Nessa reunião, devem ser apresentadas as constatações e conclusões da auditoria. No entanto, o auditor 
deve se empenhar em se certificar que elas sejam compreendidas e reconhecidas pelo auditado, ressal�
tando o caráter de amostragem e possíveis incertezas no que se refere às constatações, evidenciando 
alguma situação ocorrida ou encontrada durante o processo que possa diminuir a confiabilidade das 
conclusões da auditoria.
Outro ponto que pode ser abordado nessa reunião é a determinação de um prazo para apresentação 
de um plano de ação corretiva e preventiva por parte do auditado, caso isso também esteja alinhado 
aos objetivos da auditoria.
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 35
A exemplo da reunião de abertura da auditoria, a reunião de encerramento também deve ser regis�
trada, por exemplo, por meio de uma ata. Certamente, que, quando auditoria for realizada em uma 
pequena empresa, esse nível de formalidade pode não ser necessário, bastando apenas comunicar ao 
auditado e ao cliente as conclusões da auditoria.
Eventuais opiniões e divergências sobre a auditoria devem ser discutidas e, sempre que possível 
resolvidas. Na impossibilidade de serem resolvidas, as divergências devem registradas em ata ou outro 
documento de registro (ABNT, 2012).
Videoaula
Clique aqui para assistir ao vídeo com a explicação da etapa “Conduzindo as atividades da auditoria”.
4.4 PREPARANDO E DISTRIBUINDO O RELATÓRIO DA AUDITORIA
A seguir, apresentaremos a descrição das etapas do item “Preparando e distribuindo o relatório da 
auditoria”. 
1ª ETAPA 2ª ETAPA
Preparando o relatório de auditoria
A elaboração do conteúdo do relatório da auditoria deve ser de responsabilidade do líder da equipe, 
que tomará como base os seus próprios registros e os registros dos demais auditores da equipe.
O relatório deve conter informações a respeito da auditoria de uma forma clara, concisa e completa.
A norma ABNT ISO 19011:2018 (ABNT, 2018, p. 32) apresenta uma relação de itens que deve conter um 
relatório de auditoria. Conheça a seguir sugestões de conteúdo para esses relatórios:
a) Objetivos de auditoria;
b) Escopo de auditoria, particularmente a identificação da organização (o auditado) e as funções 
ou processos auditados;
c) Identificação do cliente de auditoria;
d) Identificação da equipe de auditoria e de participantes do auditadona auditoria;
e) Datas e locais onde as atividades de auditoria foram conduzidas;
f) Critérios de auditoria;
g) Constatações de auditoria e evidências relacionadas;
h) Conclusões de auditoria;
i) Uma declaração sobre o grau no qual os critérios de auditoria foram atendidos;
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 36
j) Quaisquer opiniões divergentes não resolvidas entre a equipe de auditoria e o auditado;
k) Auditorias por natureza são um exercício de amostragem; como tal, há um risco de que a 
evidência de auditoria examinada não seja representativa.
Conheça a seguir, outras informações que podem ser incluídas no relatório da auditoria, ou fazer 
referência, se apropriado.
 Ÿ Plano de auditoria, incluindo agenda;
 Ÿ Um resumo do processo de auditoria, incluindo quaisquer obstáculos encontrados que 
possam reduzir a confiabilidade das conclusões de auditoria;
 Ÿ Confirmação de que os objetivos de auditoria foram alcançados no escopo de auditoria de 
acordo com o plano de auditoria;
 Ÿ Quaisquer áreas no escopo da auditoria não cobertas, incluindo quaisquer questões de 
disponibilidade de evidência, recursos ou confidencialidade, com justificativas relacionadas;
 Ÿ Um resumo cobrindo as conclusões de auditoria e as principais constatações de auditoria 
que a apoiam;
 Ÿ Boas práticas identificadas;
 Ÿ Acompanhamento de plano de ação acordado, se houver;
 Ÿ Uma declaração da natureza confidencial dos conteúdos;
 Ÿ Quaisquer implicações para o programa de auditoria ou auditorias subsequentes.
Faz parte das responsabilidades do auditor emitir o relatório da auditoria dentro do período estabele�
cido com o cliente, documento esse que deve ser datado.
O programa de auditoria estabelecido previamente orientará os procedimentos de análise crítica 
e aprovação do relatório. Cabe, portanto, ao auditor seguir o que foi estabelecido no programa de 
auditoria.
1ª ETAPA 2ª ETAPA
Distribuindo o relatório da auditoria
Após a aprovação, o relatório da auditoria deverá ser distribuído às pessoas e setores determinados 
pelo cliente da auditoria.
Lembre-se de que o relatório da auditoria pertence ao cliente, portanto, os membros da equipe da 
auditoria devem manter a confidencialidade desse documento.
Além disso, é importante que o relatório seja datado, tenha sofrido uma análise crítica e tenha sido 
aprovado, atendendo o programa de auditoria (ABNT, 2018).
4 - Procedimentos de auditoria interna
Auditoria Interna em Qualidade 37
4.5 CONCLUINDO A AUDITORIA
Terminada a reunião de encerramento, aprovado e distribuído o relatório e concluídas todas as 
atividades previstas no plano da auditoria em questão, o auditor pode considerar então a auditoria 
como concluída.
A retenção ou destruição dos documentos pertencentes à auditoria dependerá do que for acordado 
entre auditor, cliente e auditado, bem como deverá seguir os procedimentos do programa da auditoria, 
além de atender a requisitos definidos em estatutos, regulamentos ou contratos. 
O princípio da conduta ética, que você estudou no tópico 2 deste curso também deve ser respeitado 
após a conclusão da auditoria. Assim, a menos que requerido por lei, o auditor não deve revelar para 
ninguém, conteúdo de documentos ou informações obtidas na auditoria, ou constantes do relatório 
da auditoria, sem que tal divulgação seja aprovada explicitamente pelo cliente da auditoria ou pelo 
auditado. 
Videoaula
Clique aqui para assistir ao vídeo com a explicação sobre as últimas etapas da auditoria, que é o 
relatório e a conclusão do mesmo. 
4.6 CONDUZINDO O ACOMPANHAMENTO DA AUDITORIA 
Caso as conclusões da auditoria indiquem a necessidade de ações corretivas, preventivas ou de melhoria, 
tais ações devem ser executadas pelo auditado dentro de um prazo consensuado. Contudo, elas não 
mais fazem parte da auditoria. 
No entanto, durante o prazo estabelecido para a realização das ações determinadas no relatório da 
auditoria, ou em uma auditoria subsequente, pode ser verificado, por exemplo, se as ações corretivas 
estão sendo eficazes, por meio de uma auditoria subsequente.
Auditoria Interna em Qualidade 38
CONSIDERAÇÕES
Você chegou ao final do curso Auditoria Interna em Qualidade, no qual você teve a oportunidade 
de conhecer e estudar as principais nomenclaturas utilizadas em auditorias e os importantes 
princípios que um auditor interno da qualidade deve seguir para realizar uma auditoria confiável. 
Esses princípios permeiam praticamente todas as atividades do auditor, envolvendo o plane�
jamento dos programas de auditoria, a elaboração dos planos dessa, bem como a realização da 
auditoria propriamente dita e a elaboração do seu relatório.
Dentre os pontos estudados, os mais relevantes para a sua atuação como auditor interno da 
qualidade, além dos princípios da auditoria, conhecimento das etapas do programa de auditoria, 
são as etapas do processo de gestão de um programa de auditoria e as atividades de auditoria. 
Essas atividades devem seguir uma sequência lógica estabelecida também em um fluxograma, 
podendo, essa sequência, ser alterada em função de especificidades da auditoria, sendo que a 
auditoria deve culminar com um relatório consistente que será distribuído às pessoas e setores 
determinados pelo cliente da auditoria.
Portanto, podemos concluir que o papel do auditor interno da qualidade é de grande impor�
tância para a gestão das empresas. A partir do aperfeiçoamento que você obteve por meio 
deste curso você terá possibilidade de acompanhar os procedimentos internos da empresa 
e verificar se estão sendo realizados adequadamente, bem como se estão alinhados com os 
objetivos da organização. Dessa forma, agora você possui um diferencial para atuar na área 
de gestão da qualidade na empresa onde trabalha, ou ainda, tem possibilidade de melhorar a 
sua empregabilidade no mercado de trabalho, com a condição de atuar nessa área em outras 
organizações que necessitem de profissionais com a formação em gestão da qualidade.
Atenção
Você finalizou seus estudos neste curso. Agora, realize a atividade Avaliativa, que está disponível 
no menu lateral esquerdo da Sala Virtual deste curso no Ambiente Virtual. Lembre�se que para ser 
aprovado e receber o certificado, você deverá atingir um aproveitamento superior ou igual a 70%.
Auditoria Interna em Qualidade 39
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 19011:2018 
– Diretrizes para auditorias de sistemas de gestão. Rio de Janeiro, ABNT: 
2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO/IEC 17021-1 
– Avaliação da conformidade – Requisitos para organismos que 
fornecem auditoria e certificação de sistemas de gestão – Parte  1: 
Requisitos. Rio de Janeiro, ABNT: 2016.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 9001: 2015 
– Sistemas de Gestão da Qualidade – Requisitos. Rio de Janeiro, ABNT: 
2015.
CAMPOS, V. F. TQC – Controle da qualidade total (no estilo japonês). 
Nova Lima, MG: INDG Tecnologia e Serviços Ltda., 2004.
DA SILVA, A. C.; DA COSTA, S. R. R. Efetividade das auditorias da 
qualidade realizadas por montadoras em indústrias de autopeças. 
Revista Gestão Industrial, v. 09, n. 01: p.254-285, 2013. Universidade 
Tecnológica Federal do Paraná - UTFPR, Campus Ponta Grossa – Paraná.
PAIM, R.; CARDOSO, V.; CAULHERAUS, H.; CLEMENTE, R. Gestão de 
Processos: pensar, agir e aprender. Porto Alegre: Bookman, 2009.
THINKSTOCK. Banco de Imagens. Disponível em: http://www.thinks�
tockphotos.com. Acesso em: 14 de jul. 2017.
	CONTEXTUALIZANDO
	1 OBJETIVO E DEFINIÇÕES DA AUDITORIA
	1.1 OBJETIVO DA AUDITORIA 
	1.2 DEFINIÇÕES DA TERMINOLOGIA USADA EM AUDITORIAS DE SGQ
	2 PRINCÍPIOS DE AUDITORIA
	3 DETERMINAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS E OPORTUNIDADESDO PROGRAMA DE AUDITORIA
	3.1 DETERMINAÇÃO DOS OBJETIVOS E DA ABRANGÊNCIA DO PROGRAMA DE AUDITORIA
	3.2 DETERMINAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS E OPORTUNIDADES DO PROGRAMA DE AUDITORIA
	3.3 DEFINIÇÃO DO PROGRAMA DE AUDITORIA
	3.4 IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA DE AUDITORIA
	3.5 MONITORAMENTO DO PROGRAMA DE AUDITORIA
	3.6 ANÁLISE CRÍTICA E MELHORIA DO PROGRAMA DE AUDITORIA
	4 PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA INTERNA
	4.1 INICIANDO A AUDITORIA
	4.2 PREPARANDO ATIVIDADES DA AUDITORIA
	4.3 CONDUZINDO AS ATIVIDADES DA AUDITORIA
	4.4 PREPARANDO E DISTRIBUINDO O RELATÓRIO DA AUDITORIA
	4.5 CONCLUINDO A AUDITORIA
	4.6 CONDUZINDO O ACOMPANHAMENTO DA AUDITORIA 
	CONSIDERAÇÕES
	REFERÊNCIAS

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