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Formação de Auditores Internos baseada na ISO 19011:2018 Janeiro/2021 Todas as informações fornecidas neste documento são protegidas por direitos autorais e são de propriedade do BUREAU VERITAS CERTIFICATION (BVQI do Brasil), salvo indica- ção em contrário por escrito. Nenhuma parte do documento pode ser reproduzida, copia- da, transmitida a qualquer pessoa, de qualquer forma e por qualquer meio, sem o prévio consentimento por escrito da BUREAU VERITAS CERTIFICATION (BVQI do Brasil). "BUREAU VERITAS" e o BUREAU VERITAS 1828 são marcas registradas e de propriedade da BUREAU VERITAS SA. Nenhuma licença ou direito explícito ou implícito de qualquer tipo é concedido em relação a quaisquer marcas registradas ou outros direitos de propri- edade intelectual da BUREAU VERITAS CERTIFICATION HOLDING ou BUREAU VERITAS SA. Formação de Auditores Internos baseada na ISO 19011:2018 1 Janeiro 2021 Introdução a Auditorias 2 2 3 Auditoria • Processo sistemático, documentado e independente para obter evidências de auditoria e avaliá-las objetivamente, para determinar a extensão na qual os critérios de auditoria são atendidos. 4 Credenciamento (acreditação) Bureau Veritas Certification Outras certificadoras Organismos de Certificação Certificação Terceira Parte Segunda Parte Segunda Parte Organização Primeira Parte Fornecedor Cliente Organismos de Acreditação 3 5 • Primeira parte (Auditoria interna) • Realizada internamente, pela própria organização; • O Auditor interno audita a organização. • Segunda parte (Auditoria externa) • Realizada por uma organização interessada em outra organização; • Ex.: Clientes auditando fornecedores. • Terceira parte (Auditoria externa) • Realizada por um organismo independente, com vistas à certificação; • Um Auditor independente audita a organização. 6 • Não estabelece requisitos. • Fornece diretrizes sobre: • Gestão de um programa de auditoria; • Planejamento e a realização de uma auditoria; • Competência e a avaliação de um auditor e de uma equipe de auditoria. • Diretrizes flexíveis, aplicação pode variar de acordo com tamanho, maturidade, complexidade da organização, assim como objetivos e escopo das auditorias. 4 7 • Existem diversas definições que são apresentadas na ISO 19011 que são importantes para entender o processo de auditoria: • 3.1 Auditoria; • 3.5 Escopo de auditoria; • 3.7 Critérios de auditoria; • 3.9 Evidência de auditoria; • 3.10 Constatações de auditoria; • 3.11 Conclusão de auditoria; • 3.12 Cliente de Auditoria; • 3.13 Auditado; • 3.15 Auditor; • 3.16 Especialista. Consulte a sua apostila impressa (ISO 19011) 8 • O que é a Certificação de Empresas? • É o reconhecimento formal da implantação de um sistema de gestão. • Como a certificação é concebida? • Por meio de avaliações conduzidas por auditores qualificados; • E pela verificação da conformidade do sistema de gestão implantado com os critérios das normas: ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001, IATF 16949, ISO 50001 e outras reconhecidas. 5 9 • É válida por 3 anos; • Identifica o escopo compreendido no sistema de gestão e os sites; • Atesta conformidade com os requisitos normativos para partes interessadas, internas e externas; • Permite à empresa certificada utilizar o logo do organismo acreditador/certificador, conforme regras. Gerenciando um Programa de Auditoria 10 6 11 • Razões para conduzir uma auditoria: • identificar oportunidades para a melhoria de um sistema de gestão e de seu desempenho; • avaliar a capacidade do auditado de determinar seu contexto; • avaliar a capacidade do auditado de determinar riscos e oportunidades e identificar e implementar ações eficazes para abordá-los. • estar conforme com todos os requisitos pertinentes, por exemplo, requisitos estatutários e regulamentares, compromissos de compliance, requisitos para certificação em relação a uma norma de sistema de gestão; • obter e manter confiança na capacidade de um fornecedor externo; • determinar a contínua adequação, suficiência e eficácia do sistema de gestão do auditado; • avaliar a compatibilidade e o alinhamento dos objetivos do sistemas de gestão com a direção estratégica da organização. 12 • Escopo de auditoria: • Determinar a abrangência da auditoria a ser realizada. • Critério de Auditoria: • Normas; • Especificação; • Requisitos; • Contrato. • Objetivo da auditoria: • Qualificação de um fornecedor; • Certificação; • Validação de um produto/processo/serviço. 7 13 • Programa de auditoria • arranjos para um conjunto de uma ou mais auditorias, planejado para um período de tempo específico e direcionado a um propósito específico. • Objetivos de um programa de auditoria • Direcionar o planejamento e a realização de auditorias e para assegurar que o programa de auditoria seja implementado eficazmente; • Convém que os objetivos do programa de auditoria sejam consistentes com e apoiem os objetivos e a política do sistema de gestão; • Convém que a abrangência de um programa de auditoria esteja baseada na natureza e tamanho da organização que está sendo auditada, como também na funcionalidade, complexidade e nível de maturidade do sistema de gestão a ser auditado. 14 • Riscos associados: • planejamento, por exemplo, falha em estabelecer objetivos de auditoria pertinentes e em determinar a extensão, número, duração, locais e agenda das auditorias; • recursos, por exemplo, dispor de tempo, equipamento e/ou treinamento insuficientes para desenvolver o programa de auditoria ou conduzir uma auditoria; • seleção da equipe de auditoria, por exemplo, competência global insuficiente para conduzir auditorias eficazmente; • comunicação, por exemplo, processos/canais de comunicação externa/interna ineficazes; • implementação, por exemplo, coordenação ineficaz das auditorias no programa de auditoria ou não considerar segurança e confidencialidade da informação; 8 15 • controle de informação documentada, por exemplo, determinação ineficaz da informação documentada necessária requerida por auditores e partes interessadas pertinentes, falha em proteger suficientemente registros de auditoria para demonstrar a eficácia do programa de auditoria; • monitoramento, análise crítica e melhoria do programa de auditoria, por exemplo, monitoramento ineficaz de resultados do programa de auditoria; • disponibilidade e cooperação do auditado e disponibilidade de evidência para ser amostrada. 16 Processos 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 Produção - Usinagem Produção - Estamparia Produção - Pintura Vendas Compras TI Recursos Humanos Segurança do Trabalho Estação Tratamento de Efluentes 9 Executando uma auditoria 17 18 Início Preparação Conduzindo as atividades de auditoria Preparando e distribuindo relatórios Concluindo a auditoria 10 19 • Realizando a análise crítica documental na preparação para a auditoria: • Convém que a documentação pertinente do sistema de gestão do auditado seja analisada criticamente para: • obter informações para preparar as atividades da auditoria e os documentos de trabalho aplicáveis, por exemplo, sobre processos e funções; • estabelecer uma visão da abrangência da documentação do sistema para detectar possíveis lacunas. 20 • Plano auditoria • Descrição das atividades e arranjos para uma auditoria. • Preparando o plano da auditoria • Convém que o líder de equipe de auditoria prepare um plano da auditoria com base nas informações contidas no programa da auditoria e na documentação fornecida pelo auditado. 11 21 • No planejamento considerar: • Objetivo da Auditoria; • Escopo e Critério da Auditoria; • Localização, data e tempo estimado; • Risco do processo de auditoria; • A importância do processo a ser auditado (Risco do processo auditado); • Métodos a serem utilizados; • Papéis e responsabilidades;• A independência dos Auditores. 22 Data Horário Processo Equipe Auditora Guia 02/06 08:30 09:00 Reunião de Abertura Sílvia Marcelo 02/06 09:00 10:30 Alta Direção Sílvia Marcelo 02/06 10:30 12:00 Sistema de Gestão Sílvia Marcelo 02/06 12:00 13:00 Almoço Sílvia Marcelo 02/06 13:00 14:00 Produção - Usinagem Sílvia Marcelo 02/06 13:00 16:00 Produção – Estamparia Sílvia Marcelo 02/06 16:00 16:30 Preparação de relatório Sílvia Marcelo 02/06 16:30 16:45 Reunião de Encerramento Sílvia Marcelo 12 23 • Tamanho da equipe: • Auditorias com apenas um Auditor não são recomendadas; • Equipes de 2 ou 3 pessoas são ideais; • Benefícios do trabalho em equipe são: • Mais experiência e conhecimento técnico; • Melhor foco em áreas específicas; • Sinergia/brainstorm/discussão de ideias. 24 • Orientações para a Equipe Auditora: • Escopo da Auditoria; • Capacitação da equipe e especialização de seus componentes; • Regras para a Auditoria (ex.: uso de checklist); • Temas específicos, pontos de conflito e preocupações da administração; • Atividades e áreas criticas a serem analisadas (Risco dos processos/atividades). 13 25 • Notificação da Auditoria: • Fazer com antecedência; • Formalizar por escrito; • Informar: • Propósito e escopo da Auditoria; • Objetivos; • Plano de auditoria; • Composição da equipe auditora. 26 • Preparando documentos de trabalho • Convém que os membros da equipe de auditoria coletem e analisem criticamente as informações pertinentes às suas tarefas de auditoria e preparem documentos de trabalho, se necessário, para referência e registro de evidência da auditoria. • Tais documentos de trabalho podem incluir: • listas de verificação; • planos de amostragem da auditoria; • formulários para registros de informação, como evidência de suporte, constatações da auditoria e registros de reuniões. 14 27 • Objetivos da Lista de Verificação (Checklist) • Ajudar a memória; • Assegurar/cobrir todos os temas e pontos de controle; • Assegurar profundidade e continuidade da Auditoria; • Ajudar na administração do tempo; • Organizar as anotações; • Prover meios de documentar as investigações. 28 • Lembre-se: • Checklists genéricas são de uso limitado; • Checklists devem ser específicas para cada Sistema de Gestão; • Checklists devem ser preparadas utilizando a documentação do Sistema de Gestão; • Fazê-las de maneira que sejam de fácil uso, com formato lógico e que permitam flexibilidade; • Evitar checklist detalhada. 15 29 Lista de Verificação Processo / Área: Auditor: Data: Verificação Norma / Cláusula Resultado 30 Processo A Processo C Processo B Processo D Entradas: Saídas: Controles: QUAL É A DEFINIÇÃO DE PROCESSO ? 16 31 • Como Auditar um Processo: • Conhecer os elementos de um processo: • Finalidade; • Entradas e Saídas; • Fornecedores e Clientes; • Requisitos do Cliente a serem atendidos; • Atividades existentes no processo; • Procedimentos aplicáveis; • Desempenho esperado • Controles existentes; • Risco do processo. 32 • Amostragem • Uma Auditoria é um processo amostral; • Os resultados da Auditoria são afetados pela qualidade e quantidade da informação obtida; • Obter informações: • Observando atividades; • Entrevistando o pessoal; • Analisando criticamente informações documentadas (Documentos e Registros). • A amostragem está diretamente relacionada à auditoria baseada em risco. 17 33 • Corte Horizontal • Tamanho de amostra relativamente grande; • Normalmente direcionado a um elemento do Sistema. • Corte Vertical • Tamanho de amostra relativamente pequeno; • Normalmente direcionado a vários elementos do Sistema. A q u is iç ão C ap ac it aç ão P ro d u çã o P ro je to e d es en vo lv im en to C o m er ci al Lo gí st ic a Fi n an ce ir o A ss is tê n ci a té cn ic a 4 Contexto da organização X 4.1 Entendendo a organização e seu contexto X 4.2 Entendendo as necessidades e expectativas de partes interessadas X 4.3 Determinando o escopo do sistema de gestão da qualidade X 4.4 Sistema de gestão da qualidade e seus processos X 5 Liderança e comprometimento X 5.2 Política X 5.3 Papéis, responsabilidades e autoridades organizacionais X 6.1 Ações para abordar riscos e oportunidades X 6.2 Objetivos da qualidade e planejamento para alcança-los X 6.3 Planejamento de mudanças X 7 Apoio X 7.1 Recursos X 7.2 Competência X 7.3 Conscientização X 7.4 Comunicação X 7.5 Informação documentada X 8 Operação X 8.1 Planejamento e controle operacionais X 8.2 Requisitos para produtos e serviços X 8.3 Projeto e desenvolvimento de produtos e serviços X 8.4 Controle de processos, produtos e serviços providos externamente X 8.5 Produção e provisão de serviço X 8.5.1 Controle de produção e de provisão de serviço X 8.5.2 Identificação e rastreabilidade X 8.5.3 Propriedade pertencente a clientes ou provedores externos X 8.5.4 Preservação X 8.5.5 Atividades pós-entrega X 8.5.6 Controle de mudanças X 8.6 Liberação de produtos e serviços X 8.7 Controle de saídas não conformes X 9 Avaliação de desempenho X 9.1 Monitoramento, medição, análise e avaliação X 9.1.2 Satisfação do cliente X 9.1.3 Análise e avaliação X 9.2 Auditoria interna X 9.3 Análise crítica pela direção X 10 Melhoria X 10.1 Generalidades X 10.2 Não conformidade e ação corretiva X 10.3 Melhoria contínua X PROCESSOS REQUISITOS DA NORMA DE REFERÊNCIA 34 • Reunião de Abertura; • Entrevistas/Observações/Análise de Documentos e Registros; • Consolidação das Informações; • Reunião de Encerramento. 18 35 • Reunião de Abertura: • É importante para prevenir problemas de comunicação e gerar confiança; • Deverá ser realizada em um formato de reunião; • Realizada sempre no início das atividades da auditoria, em seu primeiro dia, acordado com o representante da direção e o Auditor líder; • O Auditor líder comanda a reunião em presença dos responsáveis envolvidos e auditados, se possível. 36 • Como proceder: • Apresentar a Equipe de Auditoria; • Informar os Objetivos da Auditoria; • Comentar sobre a Metodologia aplicada; • Conhecer os auditados e estabelecer canais de comunicação; • Validar a programação/agenda e ajustá-la, se necessário. 19 37 • Na Reunião de Abertura o Auditor Líder deve evitar: • Os assuntos delicados; • As frases tristes; • As desculpas; • As situações de inferioridade. 38 • Condução da Reunião: • Agir de maneira profissional; • Fornecer o maior número possível de informações ao auditado: • Plano de Auditoria; • Gerenciamento do tempo; • Fazer com que as discussões sejam breves; • Tomar notas dos problemas e preocupações, para analisar mais tarde. 20 39 • Boas Práticas no Processo de Auditoria: • Efetuar visita inicial às instalações, quando necessário; • Utilizar Listas de Verificação como base para as entrevistas; • Utilizar técnicas de rastreamento; • Sempre comunicar as deficiências encontradas ao responsável da área auditada. 40 • Visita às Instalações auxilia a: • Entender a atividade e o fluxo do processo; • Avaliar recursos e instalações; • Identificar áreas para posterior exame; • Identificar os indivíduos a serem entrevistados; • Esclarecer por que os elementos são implementados de uma maneira em particular. 21 41 • Técnicas de Auditoria: • Não deixe os problemas guiarem a Auditoria - use a lista de verificação como guia; • Obtenha uma visão completa do problema - 5 “Ws”; • Conduza as entrevistas; • Quando um problema não for significante, continue adiante; • Use o conceito de auditoria baseada em risco; • Documente tudo o que for examinado. Não despreze atividades de outro turno 42 Emissor (Quem?) Receptor (A Quem?) Efeito (Ação) Os meios (Como?) As mensagens (O que?) 22 43 • Melhorando a Comunicação? • O Auditor deve transmitir todas as solicitações de informações de forma clara; • O Auditor deve ouvir as respostas atentamente; • A informação deve ser retransmitida do Auditor para o auditado demodo a indicar como a resposta foi interpretada (feedback); • Caso o auditado não concorde com a resposta retransmitida, tente novamente, sempre utilizando uma abordagem lógica. 44 • Fatores que influenciam na confiança do Auditor perante o auditado: • Estar com boa apresentação física; • Ter atitude positiva; • Ter ética no trato com o auditado, mantendo sempre o respeito. 23 45 • Formas de comunicação física. • Evitar: • Contato “rude” com os olhos (encarar); • Estalar os dedos; • Olhos arregalados; • Movimento de pernas e de braços, entre outros. 46 • Linguagem Auditiva – problemas: • Assunto desinteressante; • Atenção concentrada na avaliação de quem fala e não no assunto; • Envolvimento emocional; • Ouvir os fatos e não as ideias; • Tomar notas; • Falta de atenção; • Distração; • Evitar assuntos complexos; • Fugas periódicas. 24 47 • Habilidades para Ouvir Atentamente • Confirmar a Resposta • “É isso mesmo que você está dizendo?” • Espera • Ter certeza de que o auditado acabou. • Não interromper • Não seja impaciente. • Resumir a resposta • Corrige qualquer mal entendido. 48 • Na entrevista o Auditor deve: • Recolher informações suficientes para poder analisar a situação e concluir sobre a conformidade com a norma. • Conduzindo uma Entrevista: • Diretrizes gerais: • Conduzir as entrevistas em ambiente adequado; • Entrevistar separadamente; • Fazer a mesma pergunta a níveis diferentes; • Suportar as entrevistas com evidência documentada. 25 49 • Diretrizes gerais: • Conduzir as entrevistas em ambiente adequado; • Entrevistar separadamente; • Fazer a mesma pergunta a níveis diferentes; • Suportar as entrevistas com evidência documentada. 50 • Perguntas Fechadas: • Obtêm informação específica; • Geralmente um “sim” ou “não” como resposta; • Fornecem informação limitada; • Confirmação; • Esclarecem informações já obtidas. • Perguntas Abertas: • Obtêm informação abrangente; • Geralmente requerem uma explanação como resposta. 26 51 • Como? • de que modo. • O quê? • o fato. • Quando? • o tempo. • Onde? • o lugar. • Quem? • as pessoas. • Por quê? • os motivos. • Mostre-me • a evidência objetiva. 52 • Durante a execução da auditoria, o Auditor deve: • Adotar uma atitude e imprimir um ritmo à Auditoria; • Questionar corretamente; • Manter a imparcialidade e a objetividade, como condições básicas para obtenção dos fatos; • Mostrar respeito pelo profissional que está sendo auditado; • Realizar avaliação no local; • Comprovar as informações verbais; • Utilizar linguagem direta nas conclusões; • Certificar-se dos fatos antes das conclusões; • Mostrar organização; • Dirigir-se às pessoas responsáveis pelas atividades; • Seguir a orientação do Auditor líder; • Não interromper os serviços em execução; • Dirigir as críticas aos fatos, nunca às pessoas. 27 53 • Durante a Auditoria, não confie na memória: • Seja sistemático ao efetuar as anotações; • Não tenha pressa ao escrever, faz parte do seu trabalho tomar notas; • Ordene as anotações de forma lógica. • Nunca esqueça de registrar: • Que documentação verificou, título, revisão, número e outros dados pertinentes; • Que produtos/processos foram verificados; • Qual equipamento, os dados necessários para verificar se o mesmo foi calibrado; • Local onde você esteve e com quem falou. 54 • O que é uma não conformidade? • Não atendimento de um requisito. • O Auditor deve: • Basear suas observações e comentários nos fatos identificados, buscando as evidências objetivas. • O Auditor não deve: • Inferir no sistema que está auditando ou emitir opiniões. 28 55 • Evidência objetiva (ISO 9000:2015): • dados que apoiam a existência ou a veracidade de alguma coisa; • NOTA1 Evidência objetiva pode ser obtida através de observação, medição, ensaio ou outros meios; • NOTA 2 Evidência objetiva para o propósito de auditoria (3.13.1) geralmente consiste em registros (3.8.10), declarações de um fato ou outra informação (3.8.2) que seja pertinente para o critério de auditoria (3.13.7) e verificável. 56 • Cuidado com a inferência!! • Exemplo: • Fato: A temperatura é de 17 °C nesta sala, conforme observado no termômetro calibrado nº 15; • Inferência: O aquecedor não funciona; • Opinião: Faz frio nesta sala. 29 57 • Ao identificar uma não conformidade o Auditor deve: • Notificar ao auditado; • Validar junto ao auditado; • Anotar em local próprio. • Documentando uma não conformidade: • É uma função importante da equipe; • Usualmente inicia-se sob a forma de um sintoma; • A equipe precisa determinar a significância e o escopo; • “O sintoma leva à não conformidade?” • Assegurar que houve análise adequada antes de escrever a não conformidade. 58 • A declaração de uma não conformidade deve incluir: • Uma descrição detalhada do problema; • Evidência Objetiva que demonstra o problema; • Um esclarecimento quanto ao requisito, incluindo a fonte (citar o subelemento mais próximo); • O impacto ou significância do problema, se for de conhecimento do auditor ou da equipe de auditoria. 30 59 • Ao redigir uma constatação de Auditoria, o Auditor deve: • Enunciar o fato constatado, de forma clara, concisa e compreensível; • Ser preciso/exato, através de evidências (fatos, dados, documentos, informações) que dão veracidade à informação; • Identificar a referência encontrada como válida e desenvolver um breve relato sobre o requisito (item normativo/documentação da organização) que não foi atendido. • Comunicação da não conformidade: • Deve ser informada 4 vezes: • Inicialmente, o problema deve ser apresentado ao auditado; • No final do dia deve ser informada ao Representante da Direção; • Durante a Reunião de Encerramento a não conformidade deve ser confirmada; • No relatório da auditoria, todas as não conformidades devem ser mencionadas. 60 • O Auditor deve antecipar-se às objeções, para que no momento de sua formulação possa: • Responder imediatamente (se possível); • Responder mais tarde, se previsto na abordagem do auditor, comunicando este fato ao auditado. 31 61 • Possui as seguintes funções: • Permite ao líder da equipe monitorar o progresso da auditoria e dos auditores; • Permite a troca de informações; • Auxilia na identificação de problemas sistemáticos; • Tira proveito da experiência técnica de toda a equipe; • Tira proveito do brainstorm e sinergia: • Permite um debate para determinar as declarações de Não Conformidades, oportunidades para melhoria e contribui para resumir os resultados para reunião de encerramento. 62 • O Auditor Líder é responsável por: • Formalizar as conclusões da Auditoria, através do Relatório de Auditoria e dos Registros das não conformidades encontradas. • Resultados da Auditoria dependem de: • Quantidade de informação; • Qualidade da informação; • Habilidade do Auditor em obter e avaliar a informação. 32 63 • Resultados da Auditoria interessam ao: • Cliente da Auditoria; • Gestores da Organização Auditada; • Auditores; • Pessoal das áreas auditadas. 64 • Qualidade do relatório – a linguagem escrita: • As mensagens transmitidas desta forma são conduzidas somente por palavras, sem nenhuma entonação ou linguagem corporal para auxiliar a sua interpretação; • Todas as comunicações escritas devem ser baseadas em termos apropriados à fluência dos seus destinatários. 33 65 • Convém que o relatório da auditoria forneça um registro completo, preciso, conciso e claro da auditoria, e que inclua ou se refira ao seguinte: • objetivos de auditoria; • escopo de auditoria, particularmente a identificação da organização (o auditado) e as funções ou processos auditados; • identificação do cliente de auditoria; • identificação da equipe de auditoria e de participantes do auditado na auditoria; • datas e locais onde as atividades de auditoria foram conduzidas; • critérios de auditoria; • constatações de auditoria e evidênciasrelacionadas; • conclusões de auditoria; • uma declaração sobre o grau no qual os critérios de auditoria foram atendidos; • quaisquer opiniões divergentes não resolvidas entre a equipe de auditoria e o auditado; • auditorias por natureza são um exercício de amostragem; como tal, há um risco de que a evidência de auditoria examinada não seja representativa. 66 • Assuntos complementares que são recomendados constar do relatório: • plano de auditoria, incluindo agenda; • um resumo do processo de auditoria, incluindo quaisquer obstáculos encontrados que possam reduzir a confiabilidade das conclusões de auditoria; • confirmação de que os objetivos de auditoria foram alcançados no escopo de auditoria de acordo com o plano de auditoria; • quaisquer áreas no escopo da auditoria não cobertas, incluindo quaisquer questões de disponibilidade de evidência, recursos ou confidencialidade, com justificativas relacionadas; • um resumo cobrindo as conclusões de auditoria e as principais constatações de auditoria que a apoiam; • boas práticas identificadas; • acompanhamento de plano de ação acordado, se houver; • uma declaração da natureza confidencial dos conteúdos; • quaisquer implicações para o programa de auditoria ou auditorias subsequentes. 34 67 • A auditoria estará concluída quando todas as atividades planejadas da auditoria forem realizadas, ou de outra forma acordadas com o cliente da auditoria; • Convém que lições aprendidas da auditoria sejam usadas no processo de melhoria contínua do sistema de gestão das organizações auditadas. 68 • O Auditor Líder é responsável por: • Apresentar o resumo do resultado da auditoria na Reunião de encerramento; • Comentar sobre as constatações da Auditoria mais relevantes; • Agradecer a colaboração de todos os auditados; • Comentar sobre os pontos fortes do Sistema de Gestão da organização, Boas Práticas e Oportunidades de Melhoria; • Confirmar as não conformidades encontradas; • Conclusão da equipe sobre a eficácia do Sistema de Gestão. É importante que a Alta Direção esteja presente. Os auditados podem participar da reunião de fechamento. 35 69 • Auditorias de Acompanhamento • As conclusões da auditoria podem, dependendo dos objetivos da auditoria, indicar a necessidade para correções e/ou ações corretivas; • Tais ações são decididas e realizadas pelo auditado dentro de um período de tempo acordado. • Nota: • As normas baseadas no Anexo SL não apresentam o conceito de Ação Preventiva, embora tais ações possam ser identificadas em uma auditoria; • Algumas normas, como a IATF 16949 exigem ações preventivas; • Ações corretivas e ações preventivas são coisas distintas!!!! 70 • Após a Auditoria, o responsável pelo processo ou gerente da área, ao receber as não conformidades constatadas e o relatório de auditoria, deve tratar as constatações identificadas pelo Auditor. • Devem ser realizadas as seguintes ações: • Analisar as causas das não conformidades constatadas; • Definir as correções e/ou ações corretivas a serem efetuadas; • Implantar as soluções de acordo com planos de ação que serão estabelecidos; • Analisar a eficácia das soluções implantadas e registrar os resultados. 36 71 • Correção: • Ação tomada para eliminar o efeito de uma não conformidade identificada. • Ação Corretiva: • Ação tomada para eliminar a causa de uma não conformidade identificada ou outra situação indesejável. 72 • O Auditor, após o prazo estabelecido para a correção das Não Conformidades, (pelos responsáveis definidos pela organização), deve: • Avaliar se as ações efetuadas pela organização, para a correção das não conformidades, foram efetivas de forma a evitar a sua reocorrência; • Verificar se os resultados das ações efetuadas foram registrados e se os registros de auditoria foram fechados. Caso a não conformidade não tenha sido tratada adequadamente, o Auditor deverá avaliar se isto colocará em risco a conformidade do Sistema de Gestão da organização com as normas. 37 Auditores Competência e Avaliação 73 74 • Critérios mínimos para Auditores: • Comportamento pessoal; • Conhecimento e habilidades genéricos; • Conhecimento e habilidades genéricos de auditores de sistema de gestão; • Conhecimento e habilidades de setores específicos; • Conhecimento e habilidades específicas para os líderes de equipe; • Conhecimento e habilidades para auditar múltiplas normas. 38 75 • Independência; • Treinamento em técnicas de auditoria; • Habilidade específica; • Experiência em participação de auditoria; • Habilidade na comunicação oral e escrita; • Capacidade para exame da documentação de referência. 76 • É recomendado que os Auditores: • Mantenham atualizados os seus conhecimentos; • Submetam-se à formação complementar, quando necessário; • AUDITEM! 39 77 • Persistência • Capacidade de vencer as dificuldades e manter o curso planejado das ações, sem retroceder. • Persistência Flexível • Capacidade de ver as coisas de diferentes pontos de vista e de se adaptar às circunstâncias sem alteração. • Habilidades Sociais • Capacidade de se comunicar e de trabalhar com pessoas em diferentes níveis e de diferentes formações. 78 • Habilidades de Apresentação • Capacidade de expressar pensamentos, ideias e propostas claramente, ambos oralmente e por escrito. • Habilidades Técnicas • Capacidade de investigar e determinar conformidade em todas as áreas. • Abordagem Disciplinada • Capacidade de tratar um problema com lógica e sistematicamente e definir os limites referentes às responsabilidades. 40 79 • Características Positivas: • Educação; • Amizade; • Prestimosidade; • Capacidade de ser Construtivo; • Capacidade de ser Informativo; • Perspicácia; • Sensatez; • Tenacidade; • Mente aberta; • Diplomacia; • Honestidade; • Maturidade; • Modéstia; • Tato. 80 • Características Negativas: • Crítico; • Controverso; • Dogmático; • Apressado para Conclusões; • Agressivo; • Desatencioso; • Inconsistente. • Inflexível; • Preguiçoso; • Desonesto; • Susceptível; • Não prático; • “Sabe tudo”; • Indeciso. 41 81 • Ser aberto; • Usar a comunicação em duas vias; • Não enfatizar erros; • Não relacionar pessoas com problemas; • Quando errado, admitir; • Respeitar os canais da Organização; • Criar uma ambiente propício a melhorias; • Acreditar em declarações verbais, mas requerer provas. 82 • Auditor Líder deve: • Programar as Auditorias Internas; • Disponibilizar recursos para a Equipe de Auditoria; • Coordenar a execução da Auditoria, Reunião de Abertura e Reunião de Fechamento; • Elaborar o Relatório de Auditoria; • Analisar criticamente a efetividade das ações tomadas pela organização. • Equipe de Auditoria deve: • Preparar Lista de Verificação; • Efetuar Auditoria; • Preencher registros de constatações de Não Conformidades. 42 83 • Considerações: • Abordagem; • Empatia ou simpatia; • Adequação aos costumes locais; • Objetividade e ausência de tendência; • Ética da auditoria; • Benefício da dúvida. • Relato impessoal; • Julgamentos de valor; • Relacionamento; • Informações sigilosas; • Ambiente da entrevista; • Condições secundárias. 84 • Situações Comuns de Problemas: • Resistência a mudanças; • Informações/dicas espontâneas; • Conflitos internos; • Fraude/desvio; • Perda de tempo. 43 85 Método de Avaliação Objetivos Exemplos Análise crítica de registros Verificar a formação profissional do auditor. Registros de Educação, treinamento, emprego, experiência em auditorias. Realimentação Fornecer informações sobre como o desempenho do auditor é percebido. Pesquisas e questionários, testemunhos, reclamações, análise por pares. Entrevista Avaliar comportamento pessoal do auditor e a habilidade em comunicação para verificar informações e testar conhecimentos e para adquirir informações adicionais. Entrevista pessoal. Observação Avaliar o comportamento pessoal e a capacidadede aplicar conhecimento e habilidade. Auditorias de testemunho. Teste Avaliar o comportamentos e conhecimentos e habilidades desejados e sua aplicação. Testes orais e escritos. Análise crítica pós- auditoria Fornecer informações sobre o desempenho do auditor durante a atividade de auditoria. Identificar forças e fraquezas. Análise crítica do relatório, entrevista com auditor líder. 86 Bureau Veritas Brasil @bvtreinamento Bureau Veritas Brasil blog.bvtreinamento.com Bureau Veritas Certification Brasil 44 ESPERAMOS REVÊ-LO EM OUTROS TREINAMENTOS @bvtreinamento Bureau Veritas Brasil blog.bvtreinamento.com Bureau Veritas Certifi- cation Brasil Bureau Veritas Brasil