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Cálculo Numérico Cálculo Numérico Professor: Leonardo Dagnino Chiwiacowsky – PPGEP/UCS E-mail: ldchiwiacowsky@ucs.br Solução de Equações Não-Lineares • O problema de determinar a solução de uma equação, rotineiramente aparece em diversas áreas da ciência e engenharia; • Uma equação de uma única variável pode ser escrita na forma f(x) = 0; • A solução dessa equação, chamada raiz ou zero, é um valor numérico de x* que satisfaz à equação; • Graficamente, a solução é o ponto onde a função f(x) cruza ou toca o eixo horizontal; Solução de Equações Não-Lineares Exemplo: Verifique que a) x1 = 1 é zero de f(x) = x3 – x2, b) x2 = 1,465571231876768 é zero de g(x) = x3 – x2 – 1 c) x3 = 0,588532743981861 é zero de h(x) = e–x – sen(x) Solução de Equações Não-Lineares Exemplo: Verifique que a) x1 = 1 é zero de f(x) = x3 – x2, f(x1) = 13 – 12 = 1 – 1 = 0 b) x2 = 1,465571231876768 é zero de g(x) = x3 – x2 – 1 g(x2) = -4.4409e-16 c) x3 = 0,588532743981861 é zero de h(x) = e–x – sen(x) h(x3) = 1.1102e-16 Solução de Equações Não-Lineares • Uma equação pode não ter solução real ou ter uma ou várias raízes; • Quando a equação é simples, o valor de x* pode ser determinado analiticamente, entretanto em muitas situações tal tarefa é impossível de ser realizada, sendo necessário o uso de técnicas numéricas para a determinação da raiz; Solução de Equações Não-Lineares • Em geral, a aplicação de técnicas numéricas para solução de equações não-lineares pode ser dividida em duas fases distintas: – Fase I: localização ou isolamento das raízes, que consiste em obter um intervalo que contém a raiz; – Fase II: refinamento, que consiste em, escolhida a aproximação inicial pertencente ao intervalo encontrado na Fase I, melhorá-la sucessivamente até ser obtida uma aproximação para a raiz dentro de uma precisão pré-fixada. Fase I: Isolamento das Raízes • Nesta fase, é feita uma análise teórica e gráfica da função f(x). É importante ressaltar que o sucesso da Fase II depende fortemente da precisão desta análise; • Na análise teórica, é levado em consideração o fato de que se f(x) é uma função contínua em um intervalo [a, b] e se f(a)f(b) < 0, então existe pelo menos um ponto x = x* entre a e b que é raiz de f(x); Fase I: Isolamento das Raízes • Uma forma de se isolar as raízes de f(x), usando a propriedade anterior, é tabelar o valor da função para vários valores de x e analisar as mudanças de sinal. Exemplo: f(x) = x3 – 9x + 3 • Construindo uma tabela de valores para f(x) e considerando apenas os sinais, temos: Após o cálculo de f(x),é possível visualizar apenas os sinais. Para tanto, deve- se efetuar uma alteração de formato. Execute o comando “format +“ x -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 f(x) Fase I: Isolamento das Raízes • Uma forma de se isolar as raízes de f(x), usando a propriedade anterior, é tabelar o valor da função para vários valores de x e analisar as mudanças de sinal. Exemplo: f(x) = x3 – 9x + 3 • Construindo uma tabela de valores para f(x) e considerando apenas os sinais, temos: Após o cálculo de f(x),é possível visualizar apenas os sinais. Para tanto, deve- se efetuar uma alteração de formato. Execute o comando “format +“ x -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 f(x) - - + + + + - - + + + Fase I: Isolamento das Raízes Exemplo: f(x) = x3 – 9x + 3 Sabendo que f(x) é contínua para qualquer x real e observando as variações de sinal, podemos concluir que cada um dos intervalos I1=[-5, -3], I2=[0, 1] e I3=[2, 3] contém pelo menos uma raiz de f(x). Como f(x) é um polinômio de grau 3, podemos afirmar que cada intervalo contém um único zero. x -5 -4 -3 -2 -1 0 1 2 3 4 5 f(x) - - + + + + - - + + + Fase I: Isolamento das Raízes • Outra estratégia, utilizada na determinação do intervalo de localização das raízes de uma função, é o emprego da análise gráfica; • Conhecendo o gráfico de uma função f(x), os intervalos de localização de suas raízes podem ser determinados por inspeção visual; • O Matlab é uma ferramenta que permite a realização desta tarefa de forma simples, por meio dos comandos para construção de gráficos já conhecidos: – plot – fplot – ezplot Fase I: Isolamento das Raízes Exercício: Identifique, graficamente, o intervalo de localização das raízes das funções abaixo. Com base no intervalo identificado assuma uma aproximação inicial para a raiz da função: a) f(x) = x3 – 9x + 3 b) f(x) = x1/2 – 5e–x c) f(x) = 8 – 4,5[x – sen(x)] d) f(x) = 1 + ln(x) e) f(x) = x/2 + x4 – 1 Fase II: Refinamento • Existem diferentes técnicas utilizadas para o refinamento da busca pela raiz de uma equação não-linear; • Em geral, estes métodos pertencem à classe dos métodos iterativos (repetitivos); • Um método iterativo consiste em uma sequência de instruções que são executadas passo a passo, algumas das quais repetidas em ciclos; • A execução de um ciclo recebe o nome de iteração, onde cada nova iteração utiliza resultados das iterações anteriores; Fase II: Refinamento • Observa-se que os métodos iterativos fornecem apenas uma aproximação para a solução exata; • Entretanto, esta aproximação pode ser tão precisa quanto se deseja, bastando para isso determinar o número de iterações (ciclos) a serem efetuados; • O número de iterações a serem executadas é determinado de acordo com o critério de parada adotado; • O critério de parada normalmente está baseado no cálculo do erro de estimação baseado na diferença relativa. Método da Bissecção • A ideia aplicada no método da bissecção baseia-se no Teorema de Anulamento Seja f uma função contínua em um intervalo [a, b], tal que f(a) e f(b) tenham sinais contrários. Então existe (pelo menos) um x (a, b) tal que f(x) = 0. Objetivo desse método é reduzir a amplitude do intervalo que contém a raiz até se atingir a precisão requerida usando, para isso, a sucessiva divisão de [a, b] ao meio. Método da Bissecção - Algoritmo Passo 1: Definir um intervalo inicial de busca [a1, b1], tal que f(a1) e f(b1) tenham sinais contrários; Passo 2: Na iteração k, dividir o intervalo [ak, bk] em dois subintervalos [ak, xk] e [xk, bk], sendo o ponto médio entre ak e bk. Passo 3: Decidir qual subintervalo contém o zero de f e renomear xk de modo a obter um novo intervalo [ak+1, bk+1] tal que f(ak+1) e f(bk+1) tenham sinais contrários. Passo 4: Repetir os passos 2 e 3 até atingir a precisão desejada. Critérios de Parada • Usualmente são utilizados os seguintes critérios de parada: • O critério 1 estabelece uma estimativa para o erro relativo; • O critério 2 fornece a magnitude do resíduo da função, isto é, a diferença entre f(x) = 0 e f(xk); • O critério 3 estabelece um número máximo de iterações. Método da Bissecção • O algoritmo ZEROBISSEÇÃO sistematiza o Método da Bissecção utilizando os critérios de parada 1 e 3. Método da Bissecção Exemplos: 1) Calcule o zero positivo da função f(x) = x2 - 3, com tol = 0,01 para o erro relativo. Método da Bissecção Exemplos: 1) Calcule o zero positivo da função f(x) = x2 - 3, com tol = 0,01 para o erro relativo. Fase I: identificação do intervalo que contém a raiz Método da Bissecção Exemplos: 1) Calcule o zero positivo da função f(x) = x2 - 3, com tol = 0,01 para o erro relativo. Fase I: identificação do intervalo que contém a raiz No Matlab, efetuar a definição da função anônima e a construção do gráfico correspondente: Método da Bissecção Exemplos: 1) Calcule o zero positivo da função f(x) = x2 - 3, com tol = 0,01 para o erro relativo. Fase I: identificação do intervalo que contém a raiz No Matlab, efetuar a definição da função anônima e a construção do gráfico correspondente: >> f=@(x) x^2 – 3 >> ezplot(f) >> grid Método da Bissecção Exemplos: 1) Calcule o zero positivo da função f(x) = x2 - 3, com tol = 0,01 para o erro relativo. Fase I: identificação do intervalo que contém a raiz No Matlab, efetuar a definição da função anônima e a construção do gráfico correspondente: >>f=@(x) x^2 – 3 >> ezplot(f) >> grid Fase II: refinamento pelo Método da Bissecção Método da Bissecção Exemplos: 1) Calcule o zero positivo da função f(x) = x2 - 3, com tol = 0,01 para o erro relativo. Fase II: refinamento pelo Método da Bissecção Preenchimento da tabela k ak bk xk ERk Método da Bissecção Exemplos: 1) Calcule o zero positivo da função f(x) = x2 - 3, com tol = 0,01 para o erro relativo. Fase II: refinamento pelo Método da Bissecção Preenchimento da tabela k ak bk xk ERk 1 1 2 1.5 2 1.5 2 1.75 0.142857 3 1.5 1.75 1.625 0.076923 4 1.625 1.75 1.6875 0.037037 5 1.6875 1.75 1.71875 0.018181 6 1.71875 1.75 1.734375 0.009009 Método da Bissecção Exemplos: 2) Determine as três raízes do função f(x) = x3 – 9x + 3 com tolerância para o erro relativo de 10-8. 3) Calcule a raiz real da equação x3 – 131x + 1 = 0 no intervalo [-12,-11], com tol = 0,007 para o resíduo da função. 4) Determine o maior zero do polinômio definido pela expressão p(x) = x6 – x – 1, com pelo menos 3 DSE. Use format long. Método da Bissecção - Convergência • Quanto à convergência do Método da Bissecção, podemos observar que as condições necessárias para que o método funcione são mínimas: f deve ser contínua e trocar de sinal em um intervalo [a, b] inicial (Teorema do Anulamento); • Assumidas essas condições, o processo é seguramente convergente; • Observa-se também, que, como, em média, ERk (ERk-1)/2, o método possui convergência linear; • São necessárias aproximadamente 3,3 iterações para cada DSE adicional; • Essa convergência é considerada lenta. Método da Bissecção Exercícios: 1) Determine o único zero da função 𝑓 𝑥 = 𝑥 − 5𝑒−𝑥, com tolerância tol = 0,01 para o erro relativo. 2) Encontre o zero da função f(x) = x2 + ln(x) no intervalo [0, 1] tol = 0,005. 3) Pontos críticos de uma função são aqueles em que ocorrem os máximos ou mínimos da função. Um ponto crítico de uma função é um número “c” no domínio de f onde f ’(c) = 0 ou f ’(c) não existe. Encontre os pontos críticos da função f(x) = x2/2 + x[ln(x)-1] com o auxílio do Método da Bissecção. Método da Bissecção Exercícios: 4) O montante acumulado de uma conta de poupança baseada em depósitos regulares periódicos pode ser determinado a partir da equação de anuidades devidas: 𝐴 = 𝑃 𝑖 1 + 𝑖 𝑛 − 1 Nesta equação, A é o montante da conta, P é o valor regularmente depositado e i é a taxa de juros por período para os n períodos em que os depósitos foram efetuados. Um engenheiro gostaria de ter em sua conta um total de R$750.000,00 para efetuar retiradas após 10 anos e poder dispor de R$1.500,00 por mês para atingir essa meta. Método da Bissecção Exercícios: 4) Qual a taxa de juros mínima a que esse valor deve ser investido, assumindo que o período de capitalização é mensal? Para a resolução desse exercício pede-se: a) A identificação do intervalo que contém a raiz da função. b) A raiz com tolerância de 1e-5 (10-5) para o resíduo da função, bem como o erro relativo e o número de interações necessários para o método da Bissecção atingir o critério de parada. Método da Bissecção Exercícios: 5) Duas escadas, uma de 20 m e outra de 30 m, apoiam-se em edifícios frontais a uma avenida, conforme ilustrado na figura. Se o ponto no qual as escadas se cruzam está a 8 m de altura do solo, determinar a largura da avenida. Gruenberger e Jeffrey, em Problems for Computer Solution (New York: Wiley, 1964), mostraram que este problema pode ser formulado pela seguinte equação: 𝑦4 − 16𝑦3 + 500𝑦2 − 8000𝑦 + 32000 = 0 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎 𝑞𝑢𝑎𝑙 𝑥 = 400 − 𝑦2 Método da Bissecção Exercícios: 5) Com base na situação descrita anteriormente: a) Encontre o intervalo em que a raiz da equação em y se encontra. b) Encontre uma estimativa para a raiz da equação em y pelo método da Bissecção com tolerância de 1e-5 para o erro relativo. c) Qual é a largura da avenida? Método de Newton-Raphson • Também chamado de Método de Newton, é um método utilizado para a obtenção de raízes de funções contínuas e diferenciáveis; • Ele pode ser deduzido da sua interpretação geométrica: Dado um ponto (xk, f(xk)), a aproximação seguinte é determinada a partir da reta tangente passando por este ponto. Método de Newton-Raphson • Sabendo que a expansão em série de Taylor de f(x) em torno de xk é dada por: • Se xk+1 é uma solução da equação f(x) = 0 e xk é um ponto próximo a este ponto, então: Método de Newton-Raphson • Considerando apenas os dois primeiros termos da série, temos: • Resolvendo a equação anterior para x* temos: • Esta expressão pode ser generalizada para que a próxima solução xk+1 seja obtida a partir da solução atual xk: Critérios de Parada • Os critérios de parada são os mesmos que vêm sendo empregados: – Erro relativo; – Resíduo da função; – Número máximo de iterações; – Número de DSE. Método de Newton-Raphson • O algoritmo ZERONEWTON sistematiza o Método de Newton-Raphson utilizando os critérios de parada ER e kmax. Método de Newton-Raphson Exemplos: 1) Calcular a raiz real de x3 – x – 1 = 0 com tol = 10-4 para o resíduo da função. Método de Newton-Raphson Exemplos: 1) Calcular a raiz real de x3 – x – 1 = 0 com tol = 10-4 para o resíduo da função. Fase I: identificação do intervalo que contém a raiz e determinação de uma aproximação inicial; Método de Newton-Raphson Exemplos: 1) Calcular a raiz real de x3 – x – 1 = 0 com tol = 10-4 para o resíduo da função. Fase I: identificação do intervalo que contém a raiz e determinação de uma aproximação inicial; No Matlab, efetuar a definição da função anônima e a construção do gráfico correspondente: >> f=@(x) x^3 – x – 1 >> ezplot(f) >> grid Método de Newton-Raphson Exemplos: 1) Calcular a raiz real de x3 – x – 1 = 0 com tol = 10-4 para o resíduo da função. Fase I: identificação do intervalo que contém a raiz e determinação de uma aproximação inicial; No Matlab, efetuar a definição da função anônima e a construção do gráfico correspondente: >> f=@(x) x^3 – x – 1 >> ezplot(f) >> grid Fase II: refinamento pelo Método de Newton-Raphson Método de Newton-Raphson Exemplos: 1) Calcular a raiz real de x3 – x – 1 = 0 com tol = 10-4 para o resíduo da função. Fase II: refinamento pelo Método de Newton-Raphson Preenchimento da tabela: k xk |f(xk)| Método de Newton-Raphson Exemplos: 1) Calcular a raiz real de x3 – x – 1 = 0 com tol = 10-4 para o resíduo da função. Fase II: refinamento pelo Método de Newton-Raphson Preenchimento da tabela: k xk |f(xk)| 1 1.0 1.0 2 1.5 8.75e-1 3 1.34782609 1.00682173e-01 4 1.32520040 2.05836192e-03 5 1.32471817 9.24377760e-07 Método de Newton-Raphson Exemplos: 2) Determine, pelo método de Newton-Raphson, as quatro primeiras aproximações da menor raiz de f(x) = xe-x - 0,2. Calcule o ER e o número de DSE para a última aproximação. Apresente os cálculos com seis algarismos significativos. 3) Calcule a menor raiz positiva da equação 4cos(x) – sen(x) = 0 com erro relativo inferior a 0,01. Apresente as expressões utilizadas para obtenção da última aproximação e do respectivo erro relativo. 4) Determine, pelo método de Newton-Raphson, uma aproximação para a raiz de f(x) = ln(x) – sen(x), tal que |f(xk)| < 10 -3. Apresente a expressão utilizada para a obtenção da última aproximação e forneça o número de DSE. Apresente os cálculos com seis algarismos significativos. Método de Newton-Raphson - Convergência • É possível observar que, em geral, o método de Newton-Raphson é mais rápido que o método da bissecção; • Quando xk x *, temos ERk (ERk-1) 2, isto é, temos uma taxa de convergência quadrática; • Isto significa que a quantidade de DSE dobra a cada iteração; • Entretanto, o método nem sempre converge, tipicamente quando o valor de f ’(x) é próximo de zero na vizinhança da solução; • A não convergência, usualmente, acontece devido ao ponto de partida (Fase I) não estar suficientemente próximoda solução. Método de Newton-Raphson - Convergência • As situações em que o método de Newton-Raphson não converge são ilustradas abaixo: Método de Newton-Raphson Exercícios: 2) Usando os métodos da Bissecção e de Newton-Raphson, determine as raízes reais das equações no caso de o número de raízes ser finito. No caso de a função possuir infinitas raízes reais, determine a menor raiz positiva. Preencha a tabela abaixo utilizando tol=1e-6 para o erro relativo. a) x3 – x2 + 1 = 0 b) 2e-x – sen(x) = 0 c) (ex + x)/4 – cos(x) = 0 d) xln(x) – 0,8 = 0 Bissecção Newton-Raphson Intervalo que contém a raiz Raiz obtida Número de iterações Resíduo da Função Método de Newton-Raphson Exercícios: 3) O deslocamento horizontal da estrutura de um prédio é definido pela seguinte equação de amortecimento: y(t) = 10e-kt cos(wt) onde k = 0,5 e w = 2. Determine o tempo necessário para que o deslocamento horizontal chegue a y(t) = 4. 4) A equação de Kepler, usada para determinar órbitas de satélites, é dada por: M = x – E sen(x). Dado que E = 0,2 e M = 0,5, obtenha a solução da equação de Kepler usando o método de Newton-Raphson. 5) A concentração de bactérias em um lago é dada pela seguinte expressão: c = 70e-1,5t + 25e-0,075t onde c0 é a concentração no instante inicial (t=0). Determine o tempo no qual a concentração c é igual a 0,7c0 com uma precisão de 10-3. Utilize o método de Newton-Raphson.