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AMANDA ANDRADE MARCOLINO. EDUARDA NUNES RIBEIRO. ISADORA MAFFEI DE MOURA. THAÍS LUCIANE VIEIRA DE ALMEIDA. 3° MÓDULO – QUÍMICA – TURMA A. MICROBIOLOGIA – PROFESSORA ROSÂNGELA ALVES. BACILLUS CEREUS, STAPHYLOCOCCUS AUREUS E ASPERGILLUS FLAVUS. SOROCABA-SP 2020 sUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO .4 2. Bacillus cereus .4 2.1. biologia .4 2.2. habitat .5 2.3. morfologia 5 2.4. FORMAS DE TRANSMISSÃO 6 2.5. SINTOMAS e tratamento 7 2.6. PROFILAXIA 7 2.7. surto alimentar 8 2.8. Curiosidades 9 3. STAPHYLOCOCCUS AUREUS 10 3.1. biologia 10 3.2. habitat 10 3.3. morfologia 10 3.4. FORMAS DE TRANSMISSÃO 11 3.5. SINTOMAS e tratamento 12 3.6. PROFILAXIA 12 3.7. surto causado pela bactéria 13 3.8. curiosidades 13 4. ASPERGILLUS FLAVUS 14 4.1. biologia 14 4.2. habitat 14 4.3. morfologia 15 4.4. FORMAS DE TRANSMISSÃO 16 4.5. SINTOMAS e tratamento 16 4.6. PROFILAXIA 17 5. CONCLUSÃO 17 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 18 LISTA DE FIGURAS Figura 1: B. cereus; https://www.flickr.com/photos/mrs_rachel/6102088005 4 Figura 2: B cereus em meio de cultura; página 12 https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=2443908 5 Figura 3:Staphylococcus aureus; https://docplayer.com.br/docs-images/58/41385449/images/50-0.png. 10 Figura 4: S aureus em meio de cultura; https://www.biomerieux.pt/sites/subsidiary_pt/files/styles/product_big/public/bairdparker900.png 10 Figura 5: Aspergillus flavus; https://www.aspergillus.org.uk/content/aspergillus-flavus-30 14 Figura 6: Aspergillus flavus, morfologia; https://www.creative-biolabs.com/drug-discovery/therapeutics/aspergillus-flavus.htm 15 INTRODUÇÃO Esta pesquisa tem como intuíto ampliar a aprendizagem, foi-se divida para que todos os integrantes do grupo pudessem absorver o máximo de conhecimento possível. Os microrganismos geralmente são associados negativamente em assuntos relacionados a saúde, o que não é verdade, já que exite inúmeras bactérias que contribuem para a nossa alimentação. Nesta pesquisa iremos abordar três microrganismos que são prejudiciais à saúde, embora alguns deles façam parte da microbiota humana. A pesquisa será descrita em três grupos: Bacillus cereus, Staphylococcus aureus e Aspergillus flavus. Sendo abordado suas características gerais, formas de transmissão, sintomas e tratamentos, profilaxia, foi-se também adicionado nas duas bactérias casos de contaminação, todos eles detalhadamente e com máxima diligência. BACILLUS CEREUS · Biologia Bacillus Cereus é uma bacteria da familia bacillaceae, gram-positiva, anaeróbia facultativa, pertence ao filo Firmicutes e é responsavel pela maior parte das doenças de histórico alimentar. Se destaca por ter formato de bastão, é formadora de esporos esféricos e encarregado de uma grande produção de duas toxinas preocupantes: diarréica (ocasiona diarréias) e emética (ocasiona vômitos). A presença das toxinas é muito baixa em condições de anaerobiose.Figura 1; Bacillus cereus. Possui a capacidade de crescer em temperaturas baixas, em torno de 5°C, e de germinar em altas temperaturas, cerca de 50°C. O B. cereus tem uma temperatura ótima de crescimento entre 30°C e 40°C, sendo a máxima 55°C. A temperatura ótima de produção de enterotoxina emética situa-se entre 25°C e 30°C. Em relação ao pH, consegue crescer em ambientes com pH entre 5,0 e 9,3, embora com pH 5,1 resultante da presença de 0,1% de ácido acético possam inibir o crescimento. A toxina emética é estável em pH entre 2 e 11. A toxina diarréica é instável para valores inferiores a 4 e superiores a 11. A bactéria cresce em ambientes com valores de AW mínimos compreendidos entre 0,92 e 0,95. · Habitat Um dos aspectos mais destacados do Bacillus cereus é a sua onipresença, isso significa que pode ser encontrado em vários ambientes. Tudo pela sua capacidade de sobreviver em várias condições ambientais de pH e temperatura. Através de vários estudos tem sido possível isolar estirpes desta bactéria em ambos os solos polares e lugares tropicais, confirmando a sua capacidade de colonizar ambientes diversos. Sob a forma de esporo, este organismo está presente principalmente no solo e por isso quase sempre é o agente patológico responsável pela degradação de toda uma plantação; o B. cereus é amplamente disseminado no ambiente natural, o que contribui para que seja encontrado em diversos tipos de alimentos. O B. cereus encontra-se largamente distribuido na natureza, principalmente em cereais, vegetação, amidos, farinhas, leites e derivados, alimentos desidratados, temperos acondicionados de maneira inadequada, água e matéria em decomposição, podendo também ser encontrado em alimentos industrializados como carne etc. · Morfologia É uma bactéria típica do grupo bacilos, se destaca por suas células que apresentam-se na forma de bastonetes, móveis ou não, podendo ou não apresentar flagelos peritríqueos geralmente encontrando-se de forma isolada. O tamanho médio de cada célula bacteriana é de 1x3,4 microns e possuem flagelos distribuídos uniformemente ao longo da superfície.Figura2; B cereus em meio de cultura Ágar Sangue. Figura 2; B cereus em meio de cultura Ágar Sangue. São bactérias anaeróbicas facultativas, com parede celular formada predominantemente por peptideoglicano contendo ácido mesodiaminopimélico e por ácido teicóco. Os B. cereus, em virtude de sua capacidade de formar esporos, apresentam grande resistência. Os esporos suportam altas temperaturas, desidratação e até mesmo produtos químicos para higienização. Os endosporos são formados na fase estacionária de crescimento, ou quando as células vegetativas são transferidas de um meio enriquecido para um meio simples. · Formas de transmissão Uma das formas de transmissão é a ingestão de alimentos mantidos em tempertura ambiente por um longo tempo depois de cozidos, o que permite a multiplicação de organismos. A falta de higiene em manipulação de alimentos também está ligada à contaminação por esta bactéria. As intoxicações alimentares causadas pelo Bacillus cereus, ocorrem quando há ingestão de alimento contaminado com um número muito elevado de células, geralmente acima de 106 UFC/g. Os alimentos são contaminados por B. cereus durante o manuseio, processamento, estocagem ou distribuição, podendo os microrganismos crescer e determinar a ocorrência de doenças de origem alimentar, que se manifestam em forma de duas síndromes: Emética: é causada por uma toxina que é uma proteína de baixo peso molecular. Ela se assemelha à síndrome causada por uma enterotoxina produzida pelo Staphylococcus aureus e provoca no paciente náusea e vômito. A síndrome está associada à ingestão de arroz cozido que foi colocado em temperatura ambiente. Vale destacar que os surtos também podem ser associados a batatas, massas e queijos. Diarréica: a toxina causadora dessa síndrome é uma proteína de grande peso molecular. Assemelha-se bastante a uma síndrome produzida pela enterotoxina de Clostridium perfrigens, uma vez que provoca diarréia, dores abdominais, e algumas vezes, vômito e náusea. Vale destacar que essa síndrome está associada a uma série de problemas com a manipulação dos alimentos. · Sintomas e tratamentos Considera-se que B. cereus tem que estar presente numa concentração mínima de 105-106 células por grama de alimento para que seja produzida uma quantidade tóxica suficiente para causar doença. No entanto, alimentos contendo concentrações da bactéria superiores a 10000 por grama de alimento não podem ser considerados seguros para o consumo. Sintomas do tipo diarréico: resultado da ingestão de alimento contaminado com a toxina pré formada ou do alimento contaminado com a bactéria, após ser ingerida libera a toxina no intestino. Dependendo-se da quantidade da toxina ingerida, entre 6 e 15 horas após o consumo do alimento contaminado deve-se apresentar os seguintes sintomas: diarréia aquosa e cólicas abdominais, também podem surgir náuseas. Sintomas do tipo emético: resultado da ingestão do alimento com a toxina pré formada, tem sido associado a pratos de arroz, alimentos desidratados e queijos. Dependendo-seda quantidade de toxina ingerida, entre 1 a 6 horas após o consumo do alimento contaminado deve-se apresentar os seguintes sintomas: vômitos e náuseas. O tratamento desse tipo de intoxicação alimentar é sintomático, ou seja, apenas para aliviar os sintomas, deve-se fazer uso de sintomáticos e reposição hidroeletrolítica em casos mais graves. Bacillus cereus geralmente apresenta alta resistência à antibióticos, como, ampicillina, colistina e polimixina e sensibilidade à estreptomicina, eritromicina e cloranfenicol. Embora os antibióticos sejam drogas eficientes, a necessidade de se fazer provas de sensibilidade se tornou uma prática obrigatória pois existem muitas cepas resistentes e outras sensíveis ao mesmo antibiótico da mesma espécie de bactéria. · Profilaxia As formas vegetativas de B. cereus são inativadas durante a cozedura dos alimentos. A maioria das intoxicações resulta na germinação dos esporos e posterior multiplicação celular durante o armazenamento a temperaturas inadequadas de pratos cozinhados. A inativação de bactérias competitivas e a subsequente ativação dos esporros por aumento de temperatura faz com que grandes quantidades de alimentos cozinhados e armazenados entre 4 e 60°C permitam a multiplicação da bactéria e eventual produção da toxina. A prevenção das intoxicações alimentares pela bactéria deve ao menos cumprir os seguintes requisitos: 1. Aquecer os alimentos a temperaturas suficientes para que sejam destruídas as formas vegetativas; 2. Manter os alimentos a temperaturas superiores a 65°C depois de preparados e até que sejam servidos; 3. Promover o arrefecimento rápido dos alimentos que vão ser armazenados a temperatuas de refrigeração, para que não ocorra germinação de esporos; 4. É importante não deixar alimentos cozidos por mais de duas horas em temperatura ambiente; 5. Evitar guardar alimentos reaquecidos muitas vezes e, ao aquecer, elevar a temperatura além de 75°C. A toxina diarréica é destruida por temperaturas inferiores às de pasteurização (55°C em 5 minutos). A toxina emética é a 126°C durante pelo menos 90 minutos. · Surtos alimentares 1. Vigilância em Saúde suspende venda de esfihas do Habib's em Porto Alegre Após denúncias de intoxicação alimentar, a Coordenadoria Geral de Vigilância em Saúde de Porto Alegre notificou nesta quarta-feira (9) as quatro lojas da rede de lanches Habib's localizadas na capital do Rio Grande do Sul. Três clientes passaram mal depois de terem consumido esfihas no mês de abril em uma unidade instalada no Bairro Floresta. No laudo do Lacen/RS, foram identificadas as bactérias listeria monocytogenes, escherichia coli e bacillus cereus. "As três causam intoxicação alimentar, diarréias, vômitos. Mas a primeira pode provocar o aborto em mulheres grávidas e quadros mais graves ainda em crianças e idosos com imunidade baixa", explica a técnica da Divisão de Alimentos da Vigilância em Saúde de Porto Alegre, Paula Marques Rivas. "Essas bactérias têm muita importância em saúde pública, são nocivas à saúde e têm origem fecal". FONTE: G1 RS; publicado em: 10/05/2012. 2. Torta estragada causou intoxicação em alunos de rede estadual, diz laudo Uma torta de frango imprópria para o consumo e que tinha uma bactéria nociva à saúde foi servida aos alunos da Escola Estadual Condomínio Vargem Grande II, na Zona Sul de São Paulo. Segundo a secretaria, o laboratório de alimentos da Prefeitura de São Paulo constatou que o suco com data de validade vencida havia 40 dias e também servido às crianças não tinha microorganismos patogênicos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 33 crianças com sintomas de dor abdominal e vômito foram levadas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) a hospitais de Parelheiros, Balneário São José, Jabaquara, Grajaú e Pedreira. Outras 11 crianças também foram levadas por familiares ou responsáveis à unidade hospitalar de Parelheiros. O resultado apontou ausência de crescimento de microrganismos patogênicos na amostra de suco industrializado marca “La fruit” sabor manga, embora estivesse com validade vencida há cerca de 40 dias. Já na amostra da torta de frango produzida na escola foram encontradas bactérias do grupo Bacillus cereus, o que configurou o produto impróprio para consumo. FONTE: G1 São Paulo; publicado em: 17/09/2013. · Curiosidades - Bacillus cereus, foi pela primeira vez isolado e descrito em 1887, porém só foi reconhecido como agente causador de intoxicação alimentar após as publicações de Hauge, em 1950 e 1995, relacionado com 4 surtos, todos envolvendo molho de baunilha. - Os esporos de B. cereus são mais resistentes às radiações do que as células vegetativas. STAPHYLOCOCCUS AUREUS · Biologia O Staphylococcus aureus é uma bactéria do grupo dos cocos gram positivos que faz parte da microbiota humana. É uma bactéria esférica, aeróbia ou anaeróbia facultiva e cresce na forma de cachos de uva. Essa bactéria é considerada pelos médicos um problema, já que, além de provocar infecções, costumam ser encontradas na pele de até 15% dos seres humanos.Figura 3; S aureus, microscópio · Habitat Staphylococcus aureus é a mais perigosa de todas as bactérias estafilocócicas mais comuns. O S. aureus está presente no nariz (em geral temporariamente) de cerca de 30% dos adultos saudáveis e na pele de cerca de 20%. Os percentuais são maiores em pessoas que são pacientes ou trabalham em um hospital. Também são encontrados em boca e intestino. Eles agem como uma relação benigna ou simbiótica com o hospedeiro. As cepas enterogenéricas de S. aureus são encontradas em vários produtos alimentícios. É comum termos em nosso organismo colônias de bactérias que não nos causam doenças, mas é importante frisar que essas bactérias não causam doenças somente enquanto permanecem restritas a esses locais. · Morfologia Organizam-se em grupos que se assemelham à cachos de uvas, com formas esféricas de cocos. É uma bactéria gram positiva, não flagelado, imóvel, não espourolados e geralmente não encapsulados. Figura 4; S. aureus em meio de cultura. Produzem enterotoxinas, são mesófilos, são holófilicos. Porém não produz toxinas em concentrações superiores a 5% de NaCl e só as produzem em anaerobiose. A bactéria pode crescer em pH menor que 5 em aerobiose e não crescem em pH menor que 5 em anaerobiose. É uma bactéria anaeróbia facultativa e aeróbia, vivem muito bem com ou sem oxigênio. Porém, se o meio em que estiverem não fornecer oxigênio e estiver a uma temperatura por volta de 37°C, o seu desenvolvimento será potencializado. · Formas de transmissão As bactérias encontradas na pele ficam esperando apenas uma lesão para poderem aderir à pele ou à mucosa, em seguida, rompe as barreiras do epitélio, comprometendo estruturas de ligações intercelulares. Após a invasão do epitélio, o S. aureus utiliza inúmeras estratégias para permitir sua sobrevivência e proliferação, como a opsonização do complemento, a neutralização da fagocitose e a inibição das repostas imunes humoral e celular. É de extrema importância lavar bem as feridas, pois vários tipos de infecções no organismo são causados pelo Staphylococcus aureus, e o tipo mais comum é a infecção da pele, cuja porta de entrada pode ser até uma pequena mordida de inseto. Pode também invadir o nosso corpo através de alimento/produto contaminado com a enterotoxina estafilocócica, provocando intensa infecção intestinal, vômitos e diarréia. Esses alimentos podem ser contaminados na hora de sua manipulação (por pessoas que estejam contaminadas com a bactéria em secreções nasofaríngeas, ou com ferimentos nas mãos, abcessos ou acnes). Produtos que não foram cozidos ou refrigerados adequadamente permitem a multiplicação da bactéria e a produção da toxina. O Staphylococcus aureus começa o seu processo de multiplicaçõa em alimentos contaminados e, consequentemente carrega uma produção de toxinas. A bactéria produz enzimas, entre as quais existe a coagulase capaz de agir sobre o fibrinogênio, transformando-o em fibrina. Desta forma, em torno do germe se forma um coágulo, o qual protegee esconde nas fases iniciais da infecção. O microrganismo também pode ser encontrado em fezes e urina. · Sintomas e tratamentos Uns dos sintomas mais comuns são: - Náuseas; - Vômitos; - Diarréia; - Dor estomacal; - Dor intestinal; - Dor de cabeça; - Dores musculares; - Alterações na pressão sanguínea; - Alterações na frequência cardíaca; - Febre; - Tosse; - Mal estar; - Erupções na pele; - Fadiga. O S. aureus é responsável por infecções como impetigo, terçol, furúnculo, foliculite, mastite puerperal entre outras. Se invadir a circulação sanguínea, poderá atingir qualquer órgão, desencadeando infecções graves, sepse e choque séptico. Uma das infeções mais temidas, provocadas pelo Staphylococcus aureus, é a endocardite, no coração, mas outras infecções possíveis são a pneumonia, a pielonefrite e osteomielite. A cura contra o Staphylococcus aureus pode ser colocada em prática apenas após um diagnóstico, que não só com base nos sintomas, mas também envolve alguns testes, como por exemplo, usamos um esfregaço na garganta, onde é a remoção de secreções na faringe, em que a cultura bacteriana é então realizada. Infecções causadas por essa bactéria são tratadas com os derivados de penicilina, e nos casos mais graves é feita a internação hospitalar. · Profilaxia Medidas preventivas: educação de manipuladores de alimentos e conscientização sobre o risco da produção de alimentos em larga escala e dos fatores críticos que desencadeiam a produção da enterotoxina; orientações para uma higiene rigorosa e limpeza das cozinhas e equipamentos; controle de temperatura; limpeza das mãos e unhas; conscientização sobre o perigo de infecções em pele, nariz, garganta etc. Medidas em epidemias: investigação de surtos e determinação dos alimentos implicados e fatores contribuentes para o surto; intervenção e mudança de práticas inadequadas de preparo de alimentos. · Surto causado pela bactéria 1. CMEI suspende atendimento após surto de doença contagiosa em Marumbi O Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Maria Villa de Carvalho, em Marumbi, suspendeu o atendimento nesta segunda-feira (8), após sete crianças e três funcionários serem infectados com impetigo, doença de pele altamente contagiosa. A medida foi tomada para evitar novas contaminações. Segundo a secretária Municipal de Educação, Cristiani Brionis de Brito Gomes, existem ainda cerca de 30 casos suspeitos no CMEI, que no total atende uma média de 160 crianças, com idades entre 4 meses a 5 anos. Ela explica que, embora possa acometer pessoas de qualquer idade, o impetigo é mais comum em crianças entre dois e seis anos e por isso decidiu suspender as aulas para tomar as medidas necessárias. Impetigo é uma infecção cutânea, altamente contagiosa, causada por dois diferentes germes: o Staphylococcus aureus, uma bactéria gram-positiva, com o formato aproximado de um cacho de uva, que pode formar colônias na pele e nas narinas de pessoas saudáveis, e o Streptococcus pyogenes (estreptococos beta-hemolíticos do grupo A) que habita normalmente nossa pele, boca e trato respiratório superior. FONTE: OUL; publicado em: 08 de abril de 2019. · Curiosidades - Staphylococcus aureus traduz como “cacho da uva dourada”. - De acordo com a pesquisa, cerca de 25 a 30% de todas as pessoas são portadoras do patógeno. ASPERGILLUS FLAVUS · Biologia Aspergillus Flavus é uma espécie de fungo da família Trichocomaceae da ordem Eurotiales. Produzindo aflatoxinas, que são micotoxinas (metabolitos secundários), responsáveis por grandes perdas econômicas e capaz de provocar câncer.Figura 5; Aspergillus Flavus. Esse fungo afeta inúmeros tipos de subtratos, é considerado um fungo de armazenamento e iniciador de deterioração das sementes e grãos; Aspergillus Flavus é um patógeno comum que é disseminado ao mundo na forma de esporos. Possui grande valor do ponto de vista biotecnológico por ser um excelente produtor de enzimas de interesse alimentício, como pectinases utilizadas para clarificação de sucos de frutas, amilases para fabricação de xaropes e a produção do ácido cítrico. · Habitat Aspergillus Flavus cresce em tecidos mortos de plantas e animais no solo, cresce também em vegetação em decomposição. Este fungo também é um parasita e pode usar organismos vivos como hospedeiros. As espécies hospedeiras incluem milho, amendoim, nogueira, algodão e até mesmo humanos. O fungo prospera melhor em ambientes ricos em oxigênio e em materiais ricos em carbono dos quais se alimentam de nutrientes. A principal preocupação com este fungo é na agricultura, já que ele produz toxinas altamente cancerígenas chamadas aflatoxinas, qua são perigosas para a saúde. A aflatoxina tem sido identificada em milho e seus derivados, amendoins e seus derivados, sementes de algodão, leite e nozes como no caso do Brasil. Outros grãos e nozes pode ser suscetíveis, mas menos predispostos à contaminação. Há vários procedimentos químicos para identificar e mensurar as aflatoxinas nos alimentos. Outras micotoxinas são encontradas também em grãos, no café, tomate, uva etc. É importante frisar que a presença do fungo não necessariamente é indicador da presença de micotoxina. As micotoxinas em grãos podem ser produzidas em baixas temperaturas, significando que a produção de toxinas ocorre sob o efeito de choque térmico, como no caso de alternância das temperatuas, principalmente a diurna e a noturna. · Morfologia Morfologicamente Aspergillus Flavus pode apresentar hifas hialinas, estirpes e esporos rugosos, vesícula globulosa ou piriforme, espororos globulosos de cor verde oliva. Pode ser unisseriado, apresentando médulas de onde originam-se os esporos ou, podem ser bisseriados, possuindo métulas e fialides, os confioforos originam-se de uma estrutura chamada célula pé. Figura 6; Aspergillus Flavus. Macroscopicamente possui textura pulverulenta (de poeira), micélio branco (massa de ramificação formada por um conjunto de hifas emaranhadas), com esporulação cuja tonalidade varia de verde oliva à amarelado. Dependendo do meio de cultura pode ou não haver coloração no reverso da placa, sendo radiado em qualquer condição de cultivo em meio sólido. O Aspergillus Flavus se distingue pelo rápido crescimento a 25°C e 37°C, os limites de temperatura para o crescimento variam de 10°C a 43°C. Produz conídios que são bastante variáveis em forma e tamanho, têm paredes relativamente finas e variam de lisa para moderadamente rugosa, sendo a maioria rugosa. São importantes agente decompositores de alimentos. Com temperatura ideal de reprodução de 37°C e ótima adaptação ao pH sanguíneo, essa espécie se aloja no corpo humano perfeitamente, apesar disso, este fungo é capaz de se reproduzir em temperaturas de 12°C a 48°C, só se torna inativo com umidade inferior a 11% e tem pouca afinidade com a luz solar. Seus esporos são leves e bem pequenos, espalhados pelo ar e capazes de contaminar lavouras inteiras. · Formas de transmissão A principal via de infecção do Aspergiluus Flavus é através da inalação, permitindo que fique alojado nos pulmões provocando sintomas graves. Pode-se também ocorrer a transmissão através da ingestão de alimentos contaminados com aflatoxinas e outras micotoxinas. A aspergilose acontece com maior frequência em pessoas que possuem o sistema imunológico comprometido por doenças, como HIV e lúpus, por exemplo, ou devido a transplantes de órgãos ou uso de medicamentos que diminuam a atividade do sistema imunológico, como corticóides, quimioterápicos ou imunossupressores. Em 75% dos casos ocorrem em pacientes com doenças dermatológicas. · Sintomas e tratamentos A aflatoxina pode se alojar durante anos no seu corpo, sem mostrar os estragos causados. Possui alta aderência aos tecidos epiteliais e endoteliais e quando invade o sistema singuíneo pode ocasionar em hemorragias graves. Os principais sintomas são: - Hemorragia; - Danos epáticos; - Edema; - Alteração na digestão; - Atraso no crescimento com ou sem síndrome da aflatoxina. Os grãos também apresentam sintomas, como são mais leves apresentam descoloraçãona superfície variando do marrom claro, marrom escuro, roxo e vermelho claro. Os grãos no armazenamento desenvolvem mofo, outra característica é a redução na qualidade nutricional. A aspergilose pode ser invasiva ou não invasiva, sendo a do tipo não invasiva a mais comum e acomete indivíduos sem qualquer debilidade imunológica. A invasiva, por sua vez, é a mais perigosa e costuma ser mais frequente em pacientes imunodeprimidos; em pacientes com debilidades medulares ou no sistema nervoso central tende ser fatal em 95% dos casos. O tratamento para a aspergilose normalmente é iniciado com a ingestão de remédios antifúngicos, como o Itraconazol ou a Anfotericina B, que ajudam a eliminar o excesso de fungos no corpo, ajudando o sistema imune a controlar a infecção e aliviar os sintomas. O diagnóstico costuma ser difícil, geralmente se dá através de coleta de material infectado por biópsia. Este deve ser avaliado histologicamente e microbiologicamente, onde será necessário a utilização de coloração específica para identificá-lo. Exames radiológicos também pode demonstar seus estragos. Nenhum desses métodos isoladamente é suficiente para diagóstico. · Profilaxia Medidas preventivas: medidas sanitárias em relação à produção de grãos; cuidados com solo, colheita e armazenamento; não retardar a colheita; fazer o enterro dos restos atacados pelo fungo; vigilância para a qualidade dos produtos comercializados; educação sanitária para plantadores; conscientização da população sobre os riscos de consumo com origem desconhecida e sem higienização. Medidas em epidemias: investigação de casos e surtos, e identificação dos alimentos para controle e prevenção. CONCLUSÃO Pode-se concluir com este estudo que é de extrema importância ter os devidos cuidados com alimentos e feridas, deve-se higienizar alimentos, pele, mucosas de uma forma rigorosa para que a partir delas não se possa adquirir nenhum tipo de microrganismo prejudicial à saúde. Para evitar qualquer contaminação deve-se certificar que tal estabelecimento está seguindo as leis e regulamentações para assegurar a saúde no consumo dos alimentos. Em casa deve-se ter o mesmo cuidado, o correto é higienizar os igredientes, armazenar alimentos em recipientes esterilizados e fechados, lembrando não reaquecer o alimento muitas vezes, é também orientado não deixar o alimento por mais de 2 horas em temperatura ambiente, assim evitando a proliferação e multiplicação desses alimentos nocivos para a saúde. Concluímos que apesar de supermercados e outras redes distribuidoras de alimentos efetuarem uma certa higienização, devemos ter o cuidado de repeti-lá em casa não se deixando ser contaminado por irresponsábilidade prória ou de terceiros. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. <Por: Ma. 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