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Apresentação Com o crescente ambiente competitivo, nos quais organizações e indivíduos encontram-se intimamente inseridos, os conhecimentos sobre gerenciamento de custos em projetos são uma vantagem competitiva, em face da globalização pós- moderna. A qualidade do gerenciamento de custo refletirá em valor agregado às informações que permeiam uma tomada de decisão, concedendo visão fidedigna de estimativa de custos, definição de orçamento e controle de custos. Introdução O gerenciamento de custos em projetos No quadro atual, o cenário econômico mundial demanda uma reconfiguração da gestão de custos em quaisquer organizações. Mudanças profundas nos processos de negócios de indústrias, empresas de serviços e comércio impelem uma acelerada competitividade de cadeias de valores em diversos segmentos. Obviamente, a gestão de custos, tão importante para o aumento da margem das cadeias de valores, não ficou alheia às mudanças. Introdução O gerenciamento de custos em projetos Os custos possuem caráter dissuasório essencial no início dos projetos, etapa onde reside certo desconhecimento, uma vez que ou os custos estão sendo negociados ou não estão totalmente desvendados. Nesse contexto, o gerenciamento de custos tem fundamental importância, pois alimenta o sistema de informações que são utilizados como suporte para tomada de decisão. PMBOK A partir da década de 1950 e até a década de 1960, as práticas da administração de projetos, no nível operacional, foram compiladas e organizadas e transformaram-se em uma disciplina, ou seja, um corpo organizado de conhecimentos. Essa compilação foi resultado de um movimento liderado pelo Project Management Institute (PMI). E até hoje as atualizações são editadas. Esse Instituto agrupou os praticantes e fizeram avançar a arte da administração de projetos. O resultado foi a produção do Guia dos conhecimentos sobre a administração de projetos (Guide to the Project management body of knowledge: PMBOK). PMBOK Esse Guia é um documento que sistematiza os conceitos e as ferramentas da administração de projetos. Todas as pessoas envolvidas ou interessadas em gestão de projetos devem dominar. Projetos são desenvolvidos em todos os setores e níveis das empresas, podendo ser um único departamento da empresa ou fora de suas fronteiras. Muitas vezes os projetos são componentes importantes da estratégia de negócio da companhia, servindo como um empreendimento de colaboração planejado para alcançar determinado objetivo. PMBOK O Guia PMBOK é muito importante para esse trabalho, já que explora três conceitos fundamentais para projetos: o ciclo de vida do projeto, o processo administrativo do projeto e as áreas de conhecimento. O Guia O Guia PMBOK não é um roteiro para ser seguido a risca e etapa a etapa. Você precisa ir além, já que o Guia deixa claro que os conhecimentos e as práticas da administração de projetos não podem nem devem ser aplicados de maneira uniforme a todos os projetos, ou seja, os projetos são singulares. Cada equipe é responsável pela decisão de escolher o que seja mais apropriado para seus planos. PMBOK A consulta ao Guia e a outras referências é recomendável para você ficar atualizado com as ideias mais recentes nesse campo, que está em constante evolução. O PMBOK Não é a única escola de gestão. Seu uso já foi realizado de forma incorreta por muitas empresas no Brasil, que assumiram um processo “pesado” sem avaliar quais práticas sugeridas no guia realmente eram adequadas para o momento atual destas empresas. Cautela, conhecimento, inovação e troca de experiências são muito importantes para fazer com que um projeto funcione. PMBOK A moderna administração de projetos, que nasceu com a sistematização promovida pelo PMI, baseia-se em dois conceitos fundamentais: o processo de gerenciar um projeto e as áreas de conhecimento (ou variáveis da administração). Processos gerenciais De acordo com o Guia PMBOK, administrar um projeto é um macroprocesso, composto por cinco grupos de processos principais ligados entre si: iniciação, planejamento, execução, monitoramento e controle e encerramento. Esses grupos de processos dividem-se em 47 processos menores. PMBOK Na ótica do PMI, os processos gerenciais começam e terminam ao longo de todas as fases do ciclo de vida do projeto. Sua base conceitual encontra-se nas clássicas funções administrativas de Fayol (planejamento, organização, comando, coordenação e controle) e no ciclo de Deming (planejar, fazer, controlar e agir). Áreas de conhecimento Os processos gerenciais ensinam como gerenciar o projeto. Já as áreas do conhecimento são o conteúdo do projeto, ou seja, o que deve ser de fato, administrado. O Guia do PMBOK identifica oito áreas de concentração dos conhecimentos de um projeto. PMBOK A integração (Project integration management), na visão do PMI, compreende o processo de preparar, executar e controlar o plano do projeto, considerando todas as áreas a seguir. O escopo (Project scope management) refere-se ao produto do projeto. A administração do tempo ou dos prazos (Project time management) trata do planejamento, programação e controle das atividades que devem ser concretizadas para que o produto possa ser fornecido. A administração de custos (Project cost management) diz respeito ao planejamento dos recursos necessários para a execução das ações e da preparação e controle do orçamento do projeto. PMBOK A administração da qualidade (Project quality management) fala sobre o planejamento, garantia e controle da qualidade do produto do projeto. A administração de recursos humanos (Project human resource management) ensina sobre o planejamento, organização e desenvolvimento da equipe do projeto. A administração das comunicações(Project communications management) trata das informações necessárias para a administração do projeto e de sua documentação, desde o planejamento até o fechamento administrativo do projeto. PMBOK A administração dos riscos (Project risk management) identifica, analisa, trata e controla os riscos, ou seja, os eventos adversos que podem afetar negativamente o projeto. Por fim, a administração de suprimentos (Project procurement management) fornece informações sobre a aquisição de produtos e serviços de fornecedores, abrangendo o planejamento, execução, contratação e controle de compras. Por fim, cabe ressaltar que o Guia PMBOK é um compilado de melhores práticas, mundialmente reconhecidas, para administração de projetos. O Guia não é uma receita de bolo para sucesso em projetos. PMBOK O sucesso do projeto depende de estudo, conhecimento, equipe altamente preparada e muita dedicação. Vale ressaltar que um projeto bem estruturado depende, ainda, de um software robusto de gestão de projetos capaz de lhe fornecer informações precisas e detalhadas sobre o andamento do seu projeto. Definição Com base no Guia PMBOK, o gerenciamento dos custos abarca os processos incluídos no planejamento, estimativas, orçamentos e controle dos custos, de modo que o projeto possa ser encerrado em concordância com o orçamento previsto. Em face da magnitude das correções cujos projetos são submetidos normalmente, o gerenciamento de custos é imprescindível em assegurar que o projeto seja executado, respeitando as premissas previstas no orçamento. Abordagem panorâmica dos processos do gerenciamento de custos conforme o Guia PMBOK, o gerenciamento de custos em projeto possui quatro processos fundamentais. Definição Cabe listar aspectos panorâmicos de cada processo: - Planejar gerenciamento dos custos: esse processo é uma inovação. Elecontém a descrição de como serão realizados os demais processos. Define instrumentos, técnicas, critérios e políticas que serão utilizados; - Estimar custos: determina a estimativa dos custos de cada elemento de um projeto; - Determinar o orçamento: permeia a utilização de métodos de previsão para custos agregados, simulações e adequação às variáveis de restrições de um projeto; Controlar custos: acompanha a execução do orçamento, lançando mão de indicadores que servem como suporte para tomada de ações, visando corrigir ou prevenir rumos. O papel do gestor de custos Assessorar a organização patrocinadora do projeto, apoiando a inovação da ênfase dos sistemas de contabilidade gerencial no âmbito do gerenciamento de custos em projetos, visando: - Incremento do atendimento das necessidades dos clientes e sustentabilidade da cadeia de valores da organização; - Gerar e manter vantagem competitiva dentro de uma organização, trabalhando a sinergia dos demais atores aliados aos custos, tais como: riscos, integração, tempo e qualidade; - Alcançar metas estratégicas de uma organização através de desenvolvimento de projetos apoiados pelo gerenciamento de custos, atuando nos processos de planejamento, estimativa e controle de custos; O papel do gestor de custos - Atuação positiva nos balanços patrimoniais das organizações, visando as frequentes reduções de custos e influenciando o dispêndio financeiro percebido em projetos. Tipos de custos Por ocasião do planejamento de gerenciamento de custos e estimativa de custos, serão utilizados tipos de custos que se diferem quanto a aspectos estabelecidos pela contabilidade gerencial. Portanto, conhecer bem a diferença entre esses custos é fundamental para o gerenciamento de projetos. Os diferentes tipos de custos podem ser analisados sob a égide de dois aspectos: Tipos de custos - Quanto aos produtos: custos diretos e indiretos; - Quanto ao volume de atividade: custos fixos e variáveis. Custos diretos de um projeto são de imediata compreensão qualitativa e quantitativa, alcançada através dos recursos demandados para a execução das atividades. A natureza de tais custos é a direta apropriação ao produto, não sendo necessária a utilização de rateios, pois são perfeitamente mensuráveis. São exemplos de custos diretos: mão de obra direta, horas de trabalho, materiais diretos utilizados no projeto, etc. Tipos de custos Custos indiretos não estão relacionados exatamente a uma atividade específica. No entanto, os custos indiretos devem constar no orçamento de quaisquer projetos. As parcelas dos custos indiretos são atribuídas a cada tipo de atividade dentro de um projeto, em razão de critérios de rateio ou estimativas estabelecidos previamente. Normalmente, classificam-se os custos indiretos em quatro grandes grupos de custos, a saber: Custos administrativos são os custos ligados diretamente à administração de uma organização. Exemplos de custos administrativos: Tipos de custos Obtenção de material de expediente; Energia elétrica; Remuneração de auditores e consultores; Salário do pessoal que atua na área da administração da organização. Custos comerciais são todos os custos envolvidos na comercialização dos produtos de uma determinada empresa. Exemplos de custos comerciais: Salários e comissões de vendedores Propaganda e marketing Royalties Tipos de custos Custos tributários são advindos de leis específicas. Impostos, taxas e tarifas são exemplos de custos tributários. Custos financeiros são os custos do capital percebido para determinado fim, seja oriundo do capital próprio ou de terceiros. Exemplo de custos financeiros: valor dos juros incorridos em empréstimo. Quanto ao volume da atividade, podemos dividir os custos em fixos e variáveis. Custos fixos são aqueles que não passam por quaisquer alterações de valor no nível de atividade inserida em um projeto. Exemplo de custos fixos: Tipos de custos Alugueis de equipamentos e imóveis Remuneração do pessoal que trabalha na administração Segurança e limpeza Custos variáveis - Diferente dos custos fixos, são aqueles que variam diretamente com o nível de atividades inseridas em um projeto, ou seja, quanto maior o volume da atividade, maior o custo variável. Exemplo de custos variáveis: Insumos utilizados no projeto Matéria-prima Energia elétrica Tipos de custos Nota-se que a soma dos custos fixos e variáveis da empresa é naturalmente o custo total. Deve-se ressaltar que temos apenas custos fixos por ocasião de grau de atividade zero. Conforme o volume da atividade cresce, os custos totais incrementam-se em função do valor dos custos variáveis. Custos afundados (sunkcosts): é o montante monetário já investido no projeto durante seu ciclo de vida (nota). Logo, por ser um investimento já realizado, o gerente de custos não possui qualquer controle sobre os custos afundados. Importante notar que os sunkcosts não influenciarão os custos futuros. Caso o projeto não siga adiante, o montante referido é considerado afundado. Tipos de custos Custos de oportunidade: considera-se custo de oportunidade a precificação da desistência de um projeto preterido a outro projeto. Plano de contas O plano de contas consiste em um conjunto de títulos, apresentados de forma coordenada e sistematizada, previamente definidos, nele traduzida a estrutura das contas a serem utilizadas de maneira uniforme para representar o estado patrimonial da entidade, e de suas variações, em um determinado período. Plano de contas O plano de contas uniformiza os registros contábeis para que os dados constantes do mesmo sejam analisados de forma pertinente. Plano de contas é um importante instrumento direcionador para as tarefas de escrituração contábil. Um plano de contas ideal deve ter o elenco de contas (relação de todas as contas a serem utilizadas), a função das contas (finalidade de cada uma) e o mecanismo de funcionamento das mesmas (a maneira como se debita e credita e a relação com outras). Na elaboração do plano de contas são evidenciadas as contas sintéticas (aquelas que resumem os registros contábeis e não são escrituradas) e as contas analíticas (aquelas que recebem diretamente os registros contábeis). Plano de contas Planejamento de gerenciamento de custos Consiste em descrever como serão utilizados os processos de gerenciamento de custos. O mote é definir as ferramentas e técnicas a serem utilizadas, além de padrões e políticas a serem observadas. Entradas, ferramentas e saídas do processo de planejar o gerenciamento dos custos. Entradas: Plano de gerenciamento do projeto Termo de abertura do projeto Fatores ambientais da empresa Ativos de processos organizacionais Planejamento de gerenciamento de custos Ferramentas: Opinião especializada Técnicas analíticas Reuniões Saída Plano de gerenciamento dos custos Planejamento de gerenciamento de custos O plano de gerenciamento de custos deve documentar os processos de gerenciamento dos custos, suas ferramentas e técnicas associadas, normalmente selecionadas durante a definição do ciclo de vida do projeto. Assim, o plano de gerenciamento dos custos pode estabelecer o seguinte : Níveis de exatidão; Unidades de medida; Associações com procedimentos organizacionais; Limites de controle; Regras para medição do desempenho; Formatos de relatórios; Descrições dos processos. Estimar Custos em Projetos Estimar custos em projeto é o processo de desenvolvimento de uma estimativa dos recursos monetários necessários para executar as atividades do projeto. Nesse importante processode gerenciamento dos custos, é importante considerar como fontes de consulta as melhores informações disponíveis, bem como adotar ferramentas e técnicas apropriadas, visando a elaboração de uma estimativa cada vez mais precisa. A busca dar-se-á por uma projeção de custos assertiva, abarcando os possíveis fatores que permeiam e impactam o projeto. Estimar Custos em Projetos Entretanto, podemos constatar que existem diversas incertezas e ameaças ao longo de cada etapa do ciclo de vida de um projeto. Estimar custos Uma estimativa de custo é uma avaliação qualitativa dos custos prováveis dos recursos necessários para completar a atividade Constituem-se como uma previsão, com base nas informações dadas num determinado momento. Nesse processo, compensações de custos e riscos devem ser consideradas, como: fazer versus comprar, comprar versus alugar, além do compartilhamento de recursos para alcançar custos otimizados para o projeto. Estimar Custos em Projetos Normalmente, as estimativas de custos são expressas em unidades monetárias (Real, Dólar, Euro, etc.). A estimativa de custos é um processo interativo. Consigna-se que a acurácia desse processo aumentará em razão do desenvolvimento do projeto. Com o intuito de realizar uma estimativa cada vez mais próxima ao custo real do projeto, é necessário definir que itens e que custos devem ser considerados, ou seja, se as estimativas serão limitadas somente aos custos diretos do projeto ou se incluirão também os custos indiretos. Todos os recursos alocados ao projeto são alvos de estimativa de custos. Estimar Custos em Projetos Exemplos: a) Instalações físicas b) Serviços c) Equipamentos d) Material para consumo e) Mão de obra f) Inflação g) Contingências Nesse processo, as fontes de informação de entrada são decorrentes da saída dos processos do projeto de diversas outras áreas do conhecimento, conforme pode ser observado na figura abaixo. Estimar Custos em Projetos Estimar Custos em Projetos Assim como ocorre nos outros processos, a estimativa de custos será constituída pelas seguintes etapas: Levantamento das entradas necessárias; Utilização de ferramentas e técnicas; As saídas, produtos desse processo. Estimar Custos em Projetos Estimar custos – Entrada As entradas serão elencadas a seguir: Linha de base do escopo – também chamada de baseline de escopo, inclui os aspectos de declaração de escopo e relações descritas na EAP, que possivelmente irão impactar os custos do projeto. Outras informações devem ser registradas e consideradas na linha de base do escopo: requisitos contratuais e legais que envolvam saúde, segurança, proteção, desempenho, ambiente seguro, propriedade intelectual, licenças e autorizações. Estimar Custos em Projetos - Declaração do escopo do projeto: fornece a descrição do produto, o critério de aceitação, as entregas chave, os limites, as premissas e restrições do projeto. Normalmente, todo projeto sofre as seguintes limitações: - orçamento escasso, - exigência de datas de entrega, políticas organizacionais e habilitação de recursos disponíveis. - Estrutura Analítica do Projeto (EAP): dispõe sobre os relacionamentos existentes entre todos os componentes do projeto e suas entregas; - Dicionário da EAP: atrela cada entrega às descrições do trabalho pertinente em cada componente do EAP. Estimar Custos em Projetos Cronograma do projeto: Consigna como o tipo e a quantidade de recursos alocados, bem como o tempo que tais recursos são necessários para completar os trabalhos atrelados ao projeto, são imprescindíveis para a determinação dos custos. - Os recursos das atividades do cronograma e suas respectivas durações são usados como entradas chave para a estimação de custo do projeto; - As estimativas de durações das atividades afetarão as estimativas de custos em qualquer projeto onde o orçamento inclua um subsídio para o custo de financiamento (inclusive cobranças de juros) e onde os recursos são aplicados por unidade de tempo para a duração da atividade. Estimar Custos em Projetos Plano de recursos humanos: Contemplam atributos que influenciam as estimativas de custos em projetos, tais quais: recrutamento do projeto, índice de pessoal e reconhecimentos/prêmios que podem afetar os custos do projeto. Registro dos riscos: São considerados eventos ameaçadores ou oportunos, que resultam em consequências na atividade, bem como em todo o projeto. Estimar Custos em Projetos Fatores ambientais da empresa: Os seguintes fatores podem influenciar a estimativa de custos em projeto: Condições do mercado: os custos são fortemente influenciados pelas condições da oferta e das demandas regionais ou globais. Informações comerciais publicadas: - Lista de preço de vendedores; - Taxas de custos de recursos (recursos humanos, equipamentos, material para consumo). Estimar Custos em Projetos Ativos de processos organizacionais: Vejamos alguns exemplos de ativos de processos organizacionais que trazem consequências às estimativas de custos: Políticas de estimativa de custo Modelos de estimativa de custos Informações históricas Lições aprendidas Ferramentas e Técnicas Ferramentas e técnicas que podem ser usadas para o desenvolvimento do processo: Estimar Custos em Projetos Opinião especializada: A opinião especializada, aliada a uma base de dados históricos, fornecerá maior acurácia às estimativas de custo e suas variáveis. Ademais, pode-se utilizar para medir o desempenho de métodos de estimativas; Estimativa análoga: Utilização de valores de um projeto anterior, a fim de estimar custos do projeto atual. Normalmente é utilizado para suplantar a carência de informações mais fidedignas (fase inicial do projeto). Também é certo que tal técnica é menos intensiva em capital e mão de obra do que as demais técnicas (sendo também menos importante do que outras técnicas). A estimativa análoga de custos é utilizada de forma subsidiaria a outras técnicas; Estimar Custos em Projetos Estimativa paramétrica: Utiliza aplicação estatística baseada em dados históricos, visando calcular o parâmetro estimado para custo, atividade, duração, etc. A acurácia das estimativas é função dos dados utilizados (confiabilidade do banco de dados) e os modelos implementados; Estimativa bottom-up: É empregada na identificação de um componente do trabalho. Há coleta pormenorizada de especificidades de cada pacote de trabalho ou atividade. O custo é resumido em nível estratégico e utilizado detalhamento em relatórios mais específicos. Ressalta-se que a precisão de tal técnica é função do tamanho ou complexidade de cada componente de trabalho do projeto. Estimar Custos em Projetos Estimativas de três pontos: Considera a variabilidade e os riscos inerentes a um projeto para estimar custos. De tal conceito, provém a Técnica de Revisão e Avaliação de Programa (PERT), que utiliza três componentes de estimativas para se aproximar da mais pertinente: Cm -> mais provável: custo realista e necessário para a realização de um determinado trabalho ou atividade; Co -> otimista: estimativa baseada no melhor cenário para o trabalho ou atividade em termos de custo; Cp -> pessimista: estimativa baseada no pior cenário para o trabalho ou atividade em termos de custo; A análise PERT calculará o custo esperado da atividade (Ce) usando a seguinte média ponderada: Ce = (Co + 4Cm + Cp) / 6. Análise das reservas: Considera que as reservas de contingências são consideradas para ter a percepção dos custos das incertezas. Ao decorrer da evolução do projeto, informações mais precisas serãodisponibilizadas, acarretando possível mitigação ou até eliminação das reservas de contingências; Custo de qualidade: Será utilizado adequando as premissas básicas sobre qualidade das entregas do projeto às estimativas associadas a cada componente de trabalho ou atividade; Software para estimativas de custos em gerenciamento de projetos: Podem ser considerados no sentido amplo, como planilhas eletrônicas, programas de simulação e aplicação estatística. É evidente que a utilização de tais softwares traz maior agilidade ao processo de estimar custos em projetos; Análise de proposta de fornecedor: As cotações recebidas de fornecedores também são utilizadas no processo de estimativa de custos em projetos. Estimar custos – Saídas Por fim, obtêm-se as saídas do processo, que poderão se tornar entrada em algum outro processo: Estimativas de custos da atividade: Perfazem análises quantitativas do provável custo do projeto a ser desenvolvido. Ressalta-se que os custos estimados permeiam todo o projeto. Exemplos: - Mão de obra direta - Custos indiretos - Materiais para consumo Bases de estimativas: Em função da necessidade de detalhamento, fornece os valores permeados por área funcional de aplicabilidade. Ressalta-se que deverá haver explicações transparentes e plenas sobre o processo de estimativa de custos. As explicações podem incluir: - Documentação das bases para a estimativa. - Documentação de todas as premissas adotadas. - Documentação de quaisquer restrições conhecidas. - Indicação das faixas de estimativas possíveis, por exemplo, $10 (+/- 10%). - Indicação do nível de confiança da estimativa final. LINKS