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Administração

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ETAPA 1 - Apresentação do Desafio Profissional.

A empresa NovaMec Indústria de Equipamentos, após um período de retração econômica, retomou seu plano estratégico com foco em inovação e reestruturação operacional. Nesse novo ciclo, a organização aprovou um projeto estratégico de automação de uma de suas linhas de produção, cujo objetivo é reduzir desperdícios, melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a produtividade em 25%.

O projeto foi iniciado, e seu Termo de Abertura do Projeto (TAP) já foi aprovado. Porém, nas primeiras semanas de execução, ocorreram problemas importantes:

- O escopo não estava suficientemente detalhado, revelando divergências entre stakeholders.

- O cronograma apresentou atrasos significativos, especialmente por falhas nas estimativas de duração.

- A equipe relatou dificuldades de comunicação e sobrecarga de atividades, refletindo a necessidade de planejamento de comunicação e mobilização da equipe.

- Durante a execução, surgiram riscos não previstos, indicando falhas na identificação e análise de riscos.

Diante da instabilidade do projeto, você foi designado como novo Gerente de Projetos e deverá:

Analisar a situação utilizando os conceitos de Gestão de Projetos. Identificar falhas no processo de iniciação, planejamento, execução e controle. E propor ações corretivas alinhadas às boas práticas da área (PMBOK).

Demonstrar como reestruturar o projeto para recuperar prazos, custos e alinhamento estratégico.

ETAPA 2 - Materiais de referência (ambientação) para o Desafio Profissional

Para auxiliar na resolução do desafio da NovaMec Indústria de Equipamentos, utilize este material como guia para que você diagnostique as falhas e proponha o plano de reestruturação.

1. Diagnóstico da Iniciação e Definição de Escopo

O problema cita que o Termo de Abertura do Projeto (TAP) foi aprovado, mas o escopo permanece vago, gerando divergências.

• O Papel do TAP: O TAP é o documento que formaliza o início do projeto e concede autoridade ao gerente. No entanto, ele é desenvolvido em um momento de incertezas. O gerente deve identificar premissas (suposições tidas como verdadeiras para iniciar o planejamento) para cobrir lacunas de informação.

• Gestão de Stakeholders: A divergência entre as partes interessadas indica falha na identificação e gestão de stakeholders. É crucial mapear quem são os patrocinadores (quem tem o problema/oportunidade e provê recursos), os intervenientes e os agidos. Você deve analisar o grau de influência e interesse de cada um para resolver conflitos de expectativas.

• Estruturação do Escopo (EAP): Para resolver a falta de detalhamento, a ferramenta central é a Estrutura Analítica do Projeto (EAP). Ela decompõe o projeto em partes menores (pacotes de trabalho) hierarquicamente. A EAP é a base para todos os documentos subsequentes (cronograma, orçamento).

 Dica para o desafio: Considere se o escopo foi decomposto com a ajuda de especialistas e se os pacotes de trabalho estão com o tamanho adequado (regra heurística de 4 a 40 horas ou 8 a 80 horas) para permitir controle sem microgerenciamento.

2. Recuperação de Prazos e Estimativas (Cronograma)

Os atrasos significativos por falhas nas estimativas indicam que o planejamento de tempo foi deficiente.

• Técnicas de Estimativa: As estimativas são suposições, não verdades absolutas. O erro pode ter ocorrido pela escolha da técnica errada:

Estimativa Paramétrica: Usa dados históricos (ex: horas/m²). É confiável apenas se houver base histórica sólida.

Opinião Especializada: Útil quando não há base histórica, mas deve ser baseada em especificações claras.

Técnica Delphi: Utilizada para reduzir incertezas e divergências entre especialistas, rodando estimativas anônimas até chegar a um consenso.

• Esforço vs. Duração: Um erro comum é confundir o esforço (horas de trabalho) com a duração (tempo de calendário). A duração depende da disponibilidade do recurso (agenda).

• Sequenciamento: Reveja as dependências entre atividades (Mandatórias? Lógicas?). O método mais comum é "Terminar para Iniciar" (FTS), mas outras relações podem otimizar o tempo.

3. Comunicação e Mobilização da Equipe

A sobrecarga e as dificuldades de comunicação relatadas pela equipe da NovaMec são sintomas de falhas na gestão de recursos humanos e integração.

• Planejamento da Comunicação: A comunicação não pode ser aleatória. É necessário um Plano de Comunicação que defina: o que comunicar, para quem (público-alvo), com qual frequência e por qual meio.

Dica: O uso excessivo de e-mails pode gerar ruído. Sistemas de informação (como quadros Kanban) podem dar transparência ao status das atividades.

• Liderança e Alinhamento: O gerente de projetos deve atuar como facilitador e garantir que a equipe esteja comprometida com o plano. Se o plano foi imposto sem a participação da equipe, a execução tende a falhar.

• Gestão da Equipe: Utilize a "clarificação de resultados" para definir explicitamente o que se espera de cada membro. A sobrecarga pode ser identificada e tratada por meio da análise de GAP entre as competências necessárias e as disponíveis.

4. Gestão de Riscos (Prevenção e Resposta)

O surgimento de riscos "não previstos" aponta para uma identificação passiva ou inexistente.

• Identificação Proativa: Riscos nascem das premissas assumidas no TAP e nas estimativas. Se uma premissa não se confirma, ela vira um risco. A identificação deve ser contínua (ex: nas reuniões diárias).

• Avaliação e Priorização: Os riscos devem ser avaliados por Impacto x Probabilidade para definir a exposição ao risco.

• Planos de Resposta: Para a reestruturação, você deve criar planos de resposta para os riscos prioritários: Mitigar (reduzir probabilidade/impacto), Evitar (alterar o escopo), ou Aceitar (ter uma reserva de contingência).

5. Controle e Reestruturação (Ações Corretivas)

Para "demonstrar como reestruturar", você deve aplicar processos de Monitoramento e Controle.

• Linha de Base (Baseline): Para controlar, é preciso comparar o Executado versus o Planejado (Linha de Base). Se o desvio for muito grande, a linha de base original pode não ser mais válida.

• Solicitação de Mudança: Se o planejamento original não é mais factível (ex: prazos impossíveis de recuperar), é necessário formalizar uma Solicitação de Mudança. Isso altera a linha de base e realinha as expectativas dos stakeholders.

• Análise de Desempenho: Utilize a técnica de Valor Agregado (comparando Valor Planejado, Valor Agregado e Custo Real) para medir objetivamente a magnitude dos desvios de prazo e custo.

• Ações Corretivas: O objetivo do controle é trazer o projeto de volta aos trilhos ou ajustar os trilhos (mudança). As ações devem focar na causa raiz dos desvios (ex: falta de capacitação, estimativas erradas).

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Mayara Andrade

anteontem

Respostas

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carlamayarauniversitaria

ontem

Tenho disponível esse desafio profissional, pode me chamar (61) 9 9958-5792.

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