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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA
CIÊNCIAS CONTÁBEIS
COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL
Gabriele de Oliveira Leite
Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2016.
GABRIELE DE OLIVEIRA LEITE
Aluna do Curso de Ciências Contábeis – 1º período
COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL
Atividade individual apresentada como requisito parcial para a aprovação em A1 na disciplina de Comportamento organizacional, sob a avaliação da Professora Ana Maria Carvalho.
Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2016.
SUMÁRIO
	
	INTRODUÇÃO
	04
	
	CONCLUSÃO
	07
	
	REFERÊNCIAS 
	08
INTRODUÇÃO
A presente atividade visa abordar o comportamento organizacional atual, em que as empresas vivem em um ambiente complexo e com muitos desafios a enfrentar diante da globalização e da diversidade. Entenderemos por que esse ambiente é complexo e como se pode vencer seus desafios.
Entendendo a influencia da globalização no âmbito organizacional, de acordo com Robbins, Judge e Sobral (2011, p. 14) “As organizações não se limitam mais às fronteiras dos países”. Com a globalização o mundo virou uma aldeia global completamente conectada e os administradores precisam aprender a lidar com pessoas de diferentes culturas para exercer funções especificas, mas que exigiam até então o mesmo perfil comportamental individual. 
As organizações vivem enormes transformações, que geram um ambiente complexo e dinâmico, transformações ocasionadas pelos avanços tecnológicos, mudanças de conceito culturais, políticos e de valores, além da quebra de paradigmas que acercam as sociedades diversificadas por todo o mundo. 
O mundo está muito diversificado e conectado pela globalização, já é um fato pontuado. E esta diversificação, a conexão e o resultado das mudanças do mundo são o que fazem com que as empresas se tornem instáveis e imprevisíveis gerando muitos desafios. Como a adaptação às diferenças entre as pessoas dentro de um empresa e a diversidade da força de trabalho. 
Logo, para uma organização globalizada o que a destaca são as diferenças entre pessoas de diferentes países criando heterogeneidade e a diversidade da força de trabalho destaca as diferenças heterogêneas entre as pessoas em termos de raça, etnia ou sexo. 
E a inclusão dos diferentes grupos de pessoas em uma empresa, que consiga atender a diferentes estilos de vida, necessidades individuais e personalidades é que se torna um grande desafio para um administrador. Ainda no âmbito das mudanças globais que afetam o mundo corporativo, podemos dizer com certeza, que houve uma transição do ambiente econômico no mundo. Atualmente temos a gestão pró-ativa do conhecimento assumindo papel fundamental para a competitividade. 
Com o avanço e a disseminação da tecnologia, as organizações passam a entrar na era digital. O trabalho colaborativo e em equipe começa a se sobressair devido à facilidade de comunicação e troca de informação. Poderíamos dizer que os desafios são atuar com avanços de tecnologia e diversificação de pessoas ao mesmo tempo.
 Os atributos mais comuns na organização da era digital e globalizada são o downsizing (achatamento), com a redução de cargos, pois alguns sistemas conseguem executar tarefas de maneira mais rápida e eficaz, e por também poder eliminar a burocracia corporativa desnecessária. A descentralização que tornam as organizações mais flexíveis e distribuem autonomia para gerencias de escalão mais baixo para tomadas de decisão, gerando maior envolvimento dos funcionários operacionais e para Robbins, Judge e Sobral (2011, p. 474) “permite que os processos sejam mais ágeis e aumenta a criatividade e produtividade dos funcionários envolvidos”. A independência de localização, quebrar as barreiras culturais é o objetivo das organizações sem fronteiras onde os trabalhadores exercem suas atividades fora dos limites físicos de suas empresas. O empowerment (delegação de autoridade) trata-se da delegação de poderes de decisão, autonomia e até participação de funcionários na administração das empresas. Assim, usuários de sistemas passam a ter informações mais ricas e consequentemente pontos de vista diferenciados para tomar decisões. É visível que estes elementos somados em conjunto, consigam coexistir de maneira a formar uma nova formula de estrutura empresarial eficiente. 
As organizações contemporâneas usam intensamente a tecnologia da informação para gerir seus negócios e também para buscar novas oportunidades, ou seja, o conhecimento é o diferencial no fator de produção. É a divisão de tecnologia da informação que exerce o papel fundamental nas organizações para atingir a maturidade corporativa. 
As empresas investem em tecnologia da informação visando alcançar importantes objetivos organizacionais, como por exemplo, a excelência operacional nas melhorias da eficiência que resultam em maior lucratividade. Novas tecnologias e sistemas de informação ajudam a melhorar a eficiência e a produtividade. Assim como a vantagem competitiva sobre um concorrente sempre virá do que foi previamente planejado pela organização. 
É a necessidade de atualização global e tecnológica, de estar em vantagem competitiva, além da necessidade de sobrevivência das empresas, que as fazem investirem em sistemas de tecnologia da informação.
Para Menegon, 2012, p. 98) 
Tecnologia são os meios pelos quais as empresas transformam insumos em resultados, convertendo os recursos financeiros, humanos e físicos em produtos ou serviços. A estrutura organizacional adapta-se à tecnologia disponível na empresa.
Atualmente estamos vivendo uma quebra nos paradigmas estruturais corporativos. Hoje o conhecimento da tecnologia é visto como um grande capital de uma empresa, além do capital humano, sem um anular ou sobressair o outro, ambos se complementam, o conhecimento de especialização de funções necessitam do conhecimento de tecnologias da informação para controlar e aumentar a produtividade. Cada vez mais temos a valorização do trabalho criativo, pois hoje o conhecimento revoluciona o processo de produção e permite a realização de tarefas de maneira mais rápida e eficiente. Esta ideia de que o conhecimento é um grande capital de uma empresa, está sendo tão difundida, porque o mercado está cada vez mais exigente e porque os concorrentes adquirem rapidamente o conhecimento de processos e ideias, a evolução tecnologia ao redor do mundo é rápida e difícil de acompanhar. Logo, para atingir metas as organizações necessitam construir, transformar, organizar e utilizar os ativos de conhecimento de modo eficiente. E esta construção, transformação e diversificação de conhecimento é o que tange a maior parte do comportamento de uma organização moderna e complexa. 
Os desafios vencidos pelos gestores são em atuar de forma analítica, sensível, consciente e flexível para lidarem com pessoas de diferentes perfis e valores, em um ambiente socioeconômico capitalista e profundamente mutável culturamente. 
No entendimento de Robbins, Judge e Sobral (2011, p. 28) 
Os administradores precisam desenvolver suas habilidades interpessoais ou humanas para serem eficazes em suas funções. O comportamento organizacional investiga os impactos que os indivíduos, os grupos e a estrutura têm sobre o comportamento dentro de uma organização e, em seguida, utiliza esse conhecimento para ajudar as empresas a trabalhar com maior eficácia.
Nesse contexto entre as necessidades de transformações e inovações organizacionais e a cultura local, o foco no individuo intrinsecamente é do entendimento de que cada individuo possui características pessoais distintas e com diferentes capacidades. A natureza humana não permite que os Homens dispam-se das suas características básicas ao ingressar para uma empresa. A principal característica de todo o indivíduo é a personalidade, que engloba os mais diversos fatores que permitem a identificação e/ou diferenciação uns dos outros, tornando-oúnico. A personalidade abrange todos os traços de comportamento e as características fundamentais de cada pessoa.
Para Chiavenato (2012, p. 6) 
O capital humano depende de talentos que a empresa precisa conquistar reter, aplicar, desenvolver, motivar e recompensar. Mas, por melhores que sejam os talentos, eles somente podem trabalhar, utilizar plenamente suas competências e alcançar resultados alavancados na medida em que a empresa lhes ofereça uma organização de trabalho adequada, a estrutura ou desenho organizacional, e uma cultura organizacional democrática e incentivadora, mentalidade, impulso e comportamento. Sem isso, talento, por melhor que seja, não tem condições de operar.
As mudanças do mundo são consequências da evolução da humanidade e a organização tendo que se adaptar o tempo todo às mudanças do mundo, deve atentar à sua cultura, se consegue ser mais flexível, dinâmica e se adapta ao tempo real em que a atualidade se encontra. 
E para Menegon (2012, p. 100) “A cultura é implícita, sutil e sempre presente. Ela soma regras informais às regras formais da organização. Funcionários cujo desempenho é considerado excelente são aqueles que se mostram afinados com a cultura do local onde trabalha”. 
Por isso, é preciso que o administrador saiba que é preciso que a seleção de pessoal tenha uma maior avaliação e cuidado, pois o quadro de funcionários depende da afinidade necessária de acordo com a cultura organizacional. O desafio então é a organização adaptar sua estrutura e cultura, e depois adaptar seus funcionários ao ambiente. Para saber o que oferecer aos colaboradores, é preciso identificar e consolidar melhor o que o ambiente pode oferecer, e o ambiente deve ser democrático e igualitário, tratando os funcionários de forma igual, sem diferir quaisquer aspectos em cada individuo. E usufruir da diversidade como gatilho para inovação. A organização deve adotar uma política explicita para debater o seu código de ética ou renova-lo se necessário, deve ser aberto e transparente para uma visão ampla pelas pessoas e suas práticas devem ser seguidas por todos que compõem o capital humano da empresa. O papel do líder é primordial ao cumprimento das suas diretrizes a fim de servir como reflexo aos outros colaboradores, tanto os antigos quanto os novos. 
O comportamento organizacional deve estar paralelo com o comportamento ético da sociedade para seus funcionários, clientes e sociedade, os princípios, a visão e a missão da empresa. A empresa deve mostrar que o que diz ser, também pratica.
CONCLUSÃO
Conclui-se que, as perspectivas sistêmicas das empresas em relação ao ambiente devem ser acompanhadas por um planejamento de contingencia. Cada empresa deve ser estruturada de acordo com as necessidades de negocio e nicho ambiental, assim como os valores que a sociedade de modo geral exige e assim como a sua ética e seus princípios. A atual globalização exige uma interação enorme de esforços para vencer desafios com adaptabilidade deste sistema complexo que forma a organização, envolvendo recursos humanos, materiais, financeiros, tecnológicos e culturais. 
O ser humano em si é um ser complexo por natureza, ao mesmo tempo em que é distinto um dos outros, possuindo características próprias definidas essencialmente pela sua personalidade. E ao mesmo temo que seja um ser complexo, é também o recurso mais importante da organização, além do conhecimento e da comunicação empresarial. Em suma, entender a personalidade individual, do grupo e da organização, é uma forma de se aliar a uma boa gestão, visto que isto permite perceber com maior profundidade as necessidades dos colaboradores, e como estes se comportam perante a organização.
De alguma forma pode-se dizer que as organizações são um conjunto de equipes ou grupos formados por indivíduos, onde cada qual possui a sua personalidade e visão do mundo, sendo necessário então que o líder conheça as formas de pensamento e ação dos seus colaboradores de modo a conseguir integrar os objetivos pessoais de cada indivíduo com os da organização.
Então chegamos à conclusão de que a compreensão do comportamento organizacional pelo lado do individuo, do grupo, da cultura empresarial e da influencia global é de suma importância para os administradores. E são pelas tomadas de decisões e ações dos administradores, gestores e líderes que se chegará ao êxito da eficiência organizacional.
REFERÊNCIAS:
CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando comas pessoas.Transformando o executivo em um excelente gestor de pessoas. 9ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
MENEGON, Letícia F. Comportamento Organizacional. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2012.
ROBBINS, S. P.; JUDGE, T. A.; SOBRAL, F. Comportamento organizacional: teoria e prática no contexto brasileiro.  14ª Ed. São Paulo: Pearson/ Prentice Hall, 2011.

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