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AUTOIMUNIDADE Maturação do linfócito T seleção positiva/negativa O desenvolvimento das células T no timo desempenha o papel principal na eliminação de células capazes de reconhecer os peptídeos provenientes de auto proteínas Tolerância a antígenos próprios Todos os antígenos que forem diferentes dos aqui reconhecidos, serão alvo de reação imune na vida adulta AUTOIMUNIDADE???? Não há definição de como ou porque a doença ocorre Doença auto imune ocorre quando há o desenvolvimento de resposta imune contra antígenos próprios causando inflamação crônicas e injuria aos tecidos Etiologia e patogenese da doença autoimune Fatores internos Fatores genéticos (HLA) imunodeficiência Sistema endócrino Fatores ambientais infecções, radiação UV, dieta Outros fatores trauma, ingestão de drogas Síndromes desencadeadas por drogas terapêuticas Síndrome Droga Hepatite crônica Halotano (anestésico geral) Anemia hemolítica Metildopa (anti-hipertensivo) Miastenias grave D-penicilamina Lupus sistêmico Hidralazina, Procainamida, Minociclina Glomerulonefrite D-penicilamina ESTÍMULOS AO DESENVOLVIMENTO DE RESPOSTA AUTOIMUNE Teoria do “seqüestro” antigênico. Alterações químicas e físicas de antígenos. Reatividade cruzada de anticorpos contra antígenos “não-próprios” (superantígenos). Perda das funções imuno-regulatórias das células T. T helper T supressor Linfócito B auto-reativo T helper T supressor Linfócito B auto-reativo T helper T supressor Linfócito B auto-reativo Células com funções Imunorregulatórias TOLERÂNCIA IMUNOLÓGICA Equilíbrio entre T “helper” e supressor Controlado pelos genes da resposta imune (MHC) AUTOIMUNIDADE: quebra dos mecanismos de tolerância imunológica. AUTOIMUNIDADE O que pode ocorrer quando auto-anticorpos são produzidos? AUTO-ANTICORPOS Podem destruir seus antígenos. Podem formar imuno-complexos que circulam e destroem outros antígenos à distância. Podem estimular resposta inflamatória. PODEM CAUSAR DOENÇA!!! DOENÇAS AUTO-IMUNES Mais de 40 tipos diferentes. Acometem de 5 a 10 % da população mundial. SISTÊMICAS ÓRGÃO-ESPECÍFICAS DOENÇAS AUTOIMUNES Lúpus Eritematoso Sistêmico Tireóide Tireoidite de Hashimoto Estômago Anemia perniciosa Adrenal Doença de Addison Pâncreas Diabetes Melitus insulino- dependente Doença do SNC Rash cutâneo Pleurite Pericardite Rash cutâneo Glomerulonefrite Fenômeno de Raynaud Artrite Associação HLA/Doença auto- imune Associação HLA/espondiloartrite Arthritis Research & Therapy 2012, 14:R53 Is interleukin-6 an appropriate target to treat spondyloarthritis patients refractory to anti-tnf therapy? A cross-sectional national survey. Tratamento com anti-IL6 (tocilizumab ) que não responderam a anti-TNF, houve diminuição de reatividade na fase aguda, mas não houve melhora efetiva na espondiloartrite periferica. peripheral spondyloarthritis. Papel do sistema endócrino na DAI Hormônios sexuais A DAI é mais freqüente em mulheres Ativação ou exacerbação ocorre durante a puberdade ou gravidez AUTOIMUNIDADE É UM FENÔMENO NORMAL Tolerância Autoimunidade A PRESENÇA DE LINFOCITOS CONTRA ANTÍGENOS PRÓPRIOS OCORRE NORMALMENTE homeostase A presença de auto anticorpos sem sintomas clínicos NÃO pode ser considerado como presença de doença autoimune Doença auto-imune é a presença de dano tecidual, ou alteração de uma função fisiológica devido à resposta auto-imune. Papel da infecção na patogênese da DAI A quebra da auto-tolerância pode ocorre por vários mecanismos Ativação policlonal dos linf B, (auto) anticorpos - EBV, superantigenos autoAg semelhante a agentes infecciosos -mimetismo (anticorpos ao agente infeccioso reage de forma autoimmune) Febre reumática - streptococcus beta-hemolitico A e Auto antígenos cardíacos Cardite Reumática Apresentação de antígenos Defesa / auto- anticorpos Papel das infecções virais na DAI Outros fatores na patogênese da DAI Inicio após certos eventos como: Operação, trauma, ingestão de drogas Alteração de antígenos autologos Antígenos previamente seqüestrados repentinamente são apresentados ao sistema imune. (Ag esperma - vasectomia; Oculares Ags – retirada de catarata) Mecanismos da autoimunidade Orgão específica Artrite reumatóide Tireoidite de Hashimoto Doença de Graves Miastenias gravis Diabete melitus tipo I Hepatite auto imune Anemia hemolítica Sistêmica Lupus Eritematoso sistêmico Doença auto Imune LES Etiologia desconhecida Mais comum em mulheres Dano tecidual devido principalmente a anticorpos anti-ds DNA Outros antígenos citoplasmáticos e nucleares tb são importantes Deficiência hereditária de C1,C2,C4 aumenta o risco de LES LUPUS ERITEMATOSO DISCÓIDE: Forma cutânea pura Nunca apresentam anticorpos anti-ds DNA Só 25% são FAN reagentes LUPUS ERITEMATOSO CUTÂNEO SUBAGUDO: disseminado com raro envolvimento renal. Caracteriza-se pela presença de anticorpos anti Ro (SS-A) tipo III (deposição de imunocomplexos IgG e IgM, ativação de C) LES (anti-dsDNA, rim, pele ) Vasculite por imunocomplexo Glomerulonefrite por imunocomplexo DOENÇA AUTO IMUNE SISTÊMICA APOPTOSE e LES Apoptose anormal, por si só, não é deletéria, se a remoção das células apoptóticas for rápida e eficiente. Portanto, o impedimento da remoção das células apoptóticas é, provavelmente, mais importante do que os próprios distúrbios da apoptose. Pesquisa de anti-nucleossomo: Principal autoantígeno no LES Anti-DsDNA liga-se preferencialmente a GBM mediada por nucleossomos Útil em pacientes com suspeita clínica de LES com anti-dsDNa negativo Ùtil no acompanhamento da atividade renal ESPECIFICIDADE É CONTROVERSA, aparece na DMTC e SS FAGOCITOSE DAS CÉLULAS APOPTÓTICAS NO LES Todos os autoantígenos-alvo no LES pode ser encontrados na superfície das células apoptóticas (SS-A 52kD, SS-A 60kD, ribosomal P, Jo-1, SS-B, Sm, SnRNP e outros). Autoantígenos alterados durante a apoptose são mais imunogênicos. Como todos os autoantígenos estão localizados na superfície, postula- se que uma fagocitose defeituosa das células apoptóticas seja um evento crucial para a geração da resposta autoimune. Circulating nuclear antígen (nucleosomes) can be found in SLE patients and lupus mice.Rosen A, et al. Cell Death Differ 1999; 6:6-12. O PAPEL DOS NUCLEOSSOMOS NA PATOGÊNESE DO LES APOPTOPTIC CELL MODIFIED NUCLEOSOMES AUTOREACTIVE B CELL GLOMERULAR BASEMENT MEMBRANE T HELPER CELL DENDRITIC CELL MACROPHAGE HEPARAN SULPHATE (HS) Modified from Berden JHM, Neth J Med, 2003, vol 61, No 8: 233-8 Imunologia % Hematologia % Ds DNA 70-85 Elevação do VHS 60 FAN (títulos >1/320) 95 Leucopenia 45 Baixos níveis de C3 C4 (soro) 60 Coombs direto positivo 40 Anticorpos Anticoagulante lupus 10-20 Sm 30 RNP 35 Ro 30 La 15 Elevação de IgG sérica 65 Ac anti fosfolípide 30-40 Fator reumatóide (título baixo) 30 Proteína C reativa normal LES Diagnóstico Laboratorial LES DiagnósticoLaboratorial Pesquisa negativa de anticorpos anti-nucleo (FAN) não exclui a presença de LES Presença de anticorpos anti-ds DNA apóia a suspeita: - atividade de doença renal no LES - Acompanhamento de resposta terapêutica na glomerulonefrite lúpica Pesquisar: Anticorpos anti fosfolipídios Níveis séricos de IgG Componentes do complemento Artrite reumatóide Diabete melitus tipo I Tireoidite de Hashimoto (hipotireoidismo) Síndrome de Sjogren Tipo IV (hipersensibilidade tardia , Cel T- macrófago DOENÇA AUTOIMUNE ORGÃO ESPECÍFICA Artrite Reumatóide Caracteriza-se pela destruição da cartilagem articular e pela inflamação do sinóvio, estando presentes linfócitos TCD4+, linfócitos B ativados e plasmócitos. Citocinas ativam células locais para produção de enzimas hidrolíticas, como a colagenase, destruindo a cartilagem. Artrite Reumatóide Células CD4+ ativam macrófago mediando destruição articular (sopa de citocinas) Presença de Fator Reumatóide (IgM anti IgG humana) tem papel menor na sinovite não fazendo parte do processo inflamatório Não se conhece o antígeno desencadeante Observa-se associação com com HLA DR4 e DR1 Artrite Reumatóide anti-TNF No momento, o grupo de biológicos utilizados é composto de quatro tipos de medicamentos: anticitocinas; anti-células B; inibidores de co- estimulação; anti-moléculas de adesão Artrite Reumatóide Depleção de células B (anti-CD20) Arthritis Research & Therapy 2012, 14:R57 Induction of long-term B-cell depletion in refractory rheumatoid arthritis patients preferentially affects autoreactive more than protective humoral immunity. Houve diminuição de anticorpos anti-CCP e manutenção de anticorpos de memoria contra, sarampo, rubéola, etc..... Artrite Reumatóide Diagnóstico Laboratorial Não existe teste diagnóstico para a Artrite Reumatóide Doença menos severa: FR negativo Doença mais agressiva: FR positivo PPRREEVVAALLÊÊNNCCIIAA DDOO FFAATTOORR RREEUUMMAATTÓÓIIDDEE Artrite reumatóide 50-85% Endocardite 5-10% Tuberculose 5-10% Febre reumática 5-10% Artrite psoríasica 5-10% Artrite Reumatóide Diagnóstico Laboratorial FAN: presente em 40% dos casos, em títulos baixos presente em outras doenças Níveis de C3, C4: normais ou elevados ( proteínas de fase aguda) Ajuda a distinguir entre AR ativa e LES Por apresentar maior especificidade para AR, a pesquisa de anti-CCP pode auxiliar na diferenciação de AR e Lupus eritematoso sistêmico erosivo e outras colagenoses Anticorpos anti-ccp (cyclic Citrullinated Peptide) Tabela 1 - Desempenho diagnóstico dos anticorpos antipeptídeo citrulinado cíclico e do fator reumatóide IgM em 8 diferentes centros Anti-CCP + Fator Reumatóide IgM + CENTRO Artrite reumatóide Outras doenças Artrite reumatóide Outras doenças Leeds 76% 14% 79% 55% Londres 90% 3% 94% 53% Viena 81% 1,5% 67% 24% Atenas 60% 3% 50% NR --- Boston 68% 9% 66% NR --- Sensibilidade 78% 74% Especificidade 96% 65% NR: Não realizado Sensibilidade similar ao FR Anticorpos anti-ccp (cyclic Citrullinated Peptide) Teste é realizado no sangue por Enzima Imuno Ensaio Aparece precocemente no curso da Artrite reumatóide •Não há evidências que justifiquem o uso como marcador de atividade de doença, contudo a positividade aumenta a probabilidade de doença mais grave. •Útil particularmente em pacientes FR negativo J Rheumatol. 39(4):694-700; 2012 Anticitrullinated protein antibody, but not its titer, is a predictor of radiographic progression and disease activity in rheumatoid arthritis. Shiozawa K, Kawasaki Y, Yamane T, Yoshihara R, Tanaka Y, Uto K, Shiozawa S. Artrite reumatóide Diabete melitus tipo I Tireoidite de Hashimoto (hipotireoidismo) Síndrome de Sjogren Tipo IV (hipersensibilidade tardia , Cel T- macrófago Diabete melitus tipo I Insulite: Destruição das células produtoras de insulina por infiltrado de linfócitos e macrófagos. Estão presentes auto-anticorpos Envolvimento de múltiplos gens (HLA) DR4/DQB1*0302 Os auto-anticorpos estão presentes alguns anos antes da manifestação do diabete mellitus tipo 1. Quando confirmada sua presença pode fazer diagnóstico diferencial entre DM1 e DM2. Anticorpos na DM1 A decarboxilase do ác. Glutâmico (Anti-GAD) é um dos mais importantes auto antígenos das células beta pancreáticas, juntamente com a tirosina quinase (Anti-IA2 ). Anticorpos na DM1 Os testes imunológicos não têm nenhuma função no diagnóstico mas sim no PROGNÓSTICO da DM1 Anti- GAD positivos Ao diagnóstico de DM 50% Deficiência de insulina em 10 anos Anti- GAD negativos Ao diagnóstico de DM 3% Anti- insulina ( IAA = anti –insulin Auto-antibody) Este anticorpo pode ocorrer de forma espontânea ou após o uso de insulina. Impedem a ação da insulina. Anticorpos na DM1 Anticorpos anti-GAD e IAA podem aparecer até 8 anos antes da manifestação da doença LADA Latent Autoimmune Diabetes in Adults Diabete auto-imune de instalação insidiosa Idade média dos pacientes – 50 anos Difere da DM1 na menor freqüência de auto-anticorpos pancreáticos Artrite reumatóide Diabete melitus tipo I Tireoidite de Hashimoto (hipotireoidismo) Síndrome de Sjogren Tipo IV (hipersensibilidade tardia , Cel T- macrófago Tireoidite de Hashimoto Linfócito T cd8 + Celulas Killer ac. IgG célula tireóide TPO e outros Ag Complemento processo auto-imune gradualmente destrói o tecido da tireóide eventualmente resultando no hipotireoidismo primário. Tireoidite de Hashimoto Linfócito T cd8 + Celulas Killer ac. IgG célula tireóide TPO e outros Ag Complemento No momento do diagnóstico 75% dos pacientes são eutireoides 20% estão hipotireóides 5% estão hipertireoideanos ( semelhante a D. Graves = Hashitoxicose) 50% tornam-se hipotireoideanos devido a destruição da glândula Tipo V (auto anticorpos anti-receptor estimulante ou bloqueador) Estimulador: Doença de Graves (auto- ac x r TSH ) Bloqueador: Miastenias gravis (auto-ac receptor acetilcolina, desordem na transmissão neuromuscular) Doença de Graves Anticorpos anti-tireoideanos Auto anticorpos dirigidos contra as três moléculas sabidamente específicas da tireóide e envolvidas na DAIT: anti-Tireoglobulina (Tgab) anti-peroxidase Tireoidiana , ou microssomal(TPOAb) anti-Receptor de TSH (TSHAb ou TRAb), estimulador ou inibidor do receptor de TSH. Anticorpos anti tireoglobulina Presente em: 55% dos pacientes com tiroidite de Hashimoto 25% dos pacientes com doença de Graves. carcinomas da tiróide doenças autoimunes não tiroideanas. Em pacientes que tiveram ablação da tireóide, mantendo concentrações de anticorpos anti-Tg alterados ou exibindo aumento, indica mau prognóstico, servindo como marcador do câncer tireoideano diferenciado. Anticorpos anti TPO Anticorpos anti-TPO são formados em resposta ao antígeno encontrado no citoplasma das células foliculares da tireóide, estando bastante relacionados com a atividade da doença autoimune. São observados em : 95% dos pacientes com tiroiditede Hashimoto, 90% dos pacientes com mixedema idiopático 80% dos pacientes com doença de Graves. Anticorpos anti TPO Anticorpos anti-receptores de TSH Níveis altos de TRAb no terceiro trimestre da gravidez podem desencadear a doença de Graves fetal ou neonatal, por transferência passiva destes anticorpos ao feto pela placenta. Caso clínico 1 Sintomas clínicos: sudorese, perda de peso, agitação, tremor nas mãos Tireóide aumentada, sem exoftalmia T3: 4,8nm/l ( 0,8-2,4) T4: 48nm/l (9-23) TSH: 0,4mU/l (0,4-5 mU/l) Anti TPO: 1/3000 (HA) Caso clínico 2 Sintomas clínicos: Aumento gradual e difuso da tireóide Se sentia de modo geral bem. T3: 1,2nm/l (0,8-2,4) T4: 12nm/l (9-23) TSH: 6,3mU/l (0,4-5mU/l) Anti TPO: 1/64.000 (HA) Doença de Graves Doença de Hashimoto Miastenias Gravis Mimetismo de molécula fisiológica por auto-anticorpo gerando inibição Anticorpo anti-receptor de acetilcolina Hepatite autoimune Patogenia não conhecida. Provavelmente citotoxicidade mediada por células. Y. Ichiki et al. / Autoimmunity Reviews 4 (2005) 315–321 Hepatite autoimune pesquisa de Auto- anticorpos NÃO ORGÃO ESPECÍFICOS: ANA Anti músculo-liso (maiores que 1:320 geralmente refletem a presença de ac anti –actina.) LKM-1 (anti microssomo de fígado e rim – citocromo P450). Presentes em 20 a 80% dos pacientes com hepatite auto-imune. Presentes em pacientes com HCV (0-8%). Refletem reação cruzada entre o genoma viral e o auto-antígeno da HAI tipo II. Anti actina (não padronizado) ESPECÍFICO para fígado:( ainda não padronizados) Hepatite autoimune Manifestações clínicas: O inicio pode ser gradual, crônico ou insidioso. Sintomas agudos (30%) Icterícia (77%), febre, fadiga (85%), como hepatite viral aguda. Insidiosa (30 a 80 %) descoberta no estado cirrótico Ocorre em qualquer idade e sexo, predominando no sexo Feminino Amenorreia Outras doenças auto-imunes associadas: tireoidite, síndrome de Sjogren , Lupus Eritematoso Sistêmico. Hepatite autoimune Classificação clínica Tipo1: Representa 80% dos casos de HAI Idade: 10-20 anos 45-70 anos Sexo feminino: 78% Frequentemente associada a tireoidite auto-imune Tipo 2: Acomete principalmente crianças (2-14 anos) Frequentemente fulminante Maior progressão para cirrose Sub-tipo 2ª: jovem, sexo F, sem HCV, Sub-tipo 2b: idoso, sexo M, com HCV Tipo 3: Preferencialmente adultos (30-50 anos) Sexo Feminino 90% Subtipos da HAI Tipo 1 (80%) Tipo 2 (4%) Tipo 3 (3%) Auto-anticorpos característicos ANA, AML Anti-LKM1 Anti-SLA/LP Auto-anticorpos associados Anti-actina, pANCA Anti-LC1 ANA, AML Autoantígenos desconhecido P450 IID6 (CYP2D6) tRNP Idade 16-30 anos 2-14 anos 20-40 anos Gênero Feminino (70%) Feminino Feminino (91%) Doenças imunológicas comuns Tireoidite autoimune Sinovite Colite ulcerativa Doença de Graves Diabetes Vitiligo Tireoidite autoimune Tireoidite autoimune Sinovite Colite ulcerativa Doença de Graves Aparecimento agudo 40% Comum Comum HLAs associados DR3, DR4 B14, DR3 DR3 Alelos susceptíveis DRB1*0301, DBR1*0401 C4A-QO, DRB1*07 desconhecido Hepatite autoimune Diagnóstico Critérios sugeridos pelo International Autoimmune Hepatitis Group: -Níveis séricos normais de alfa-1-antitripsina, e ceruloplasmina. -soronegatividade para IgM (hepatites virais) -Soronegatividade para CMV e EBV. – sem exposição parenteral. -Baixa ingestão de álcool. -Ausência de uso recente de drogas hepatotóxicas. -Qualquer anormalidade nos níveis de aminotransferases -gamaglobulina sérica , IgG, >1.5% normal. -ANA, anti-músculo liso ou LKM1 >1:80 em adultos e >1:20 em crianças. -biopsia hepática para descartar outras lesões. Diagnóstico precoce é mandatário para instituição de tratamento rápido. Algoritmo das doenças hepáticas de causa indefinida Anticorpos ANA; AML;AMt; LKM-1 Soropositivo Soronegativo ANA e/ou AML Anti- LKM1 AAM Hepatite Auto-imune Tipo 1 Hepatite Auto-imune Tipo 2 Cirrose Biliar primária Panca, Anti SLA AAM-M2 P-ANCA ou Anti-SLA + Hepatite Auto-imune Anti Mt Cirrose Biliar primaria Hepatite autoimune Prognóstico Remissão em 55% dos pacientes após 2 anos de tratamento. Reativação em 50% dos pacientes após 6 meses retirada da medicação. Falha: 9% dos pacientes Ref: Czaja A J, Medical Clinics of North America, 80:973-994, 1966 Esclerose Multipla Todos os tipos de reações imunopatológicas causam dano tecidual Tipo II (citotoxicidade IgG) ADCC, ativação de Complemento , opsonisação Anemia hemolítica Síndrome de Goodpaster (anti-BM glomerulo e alveolo)