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CURSO ON-LINE – ADM PÚBLICA EM EXERCÍCIOS – AFRFB E AFT 
PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 
Prof. Rafael Encinas www.pontodosconcursos.com.br 1 
Aula 02 
Olá, Pessoal! 
Esta é a segunda aula do curso de Administração Pública em Exercícios para 
AFRFB e AFT. 
Gostaria de chamar a atenção para um ponto colocado tanto na aula 01 quanto 
na demonstrativa. Nelas consta o seguinte trecho do PPA 2008-2011: 
Art. 1º A gestão do PPA, para o quadriênio 2008-2011, orientada para 
resultados, segundo os princípios de eficiência, eficácia e efetividade, 
compõe-se dos níveis estratégico e tático-operacional. 
Lembrem-se que o PPA 2012-2015 não vai mais trazer a dimensão 
operacional, pois as ações não vão mais constar dele, ficam para os 
orçamentos. 
Boa Aula! 
Sumário 
1 QUESTÕES COMENTADAS ..................................................................................... 2
1.1 SIMULADO 1 ..................................................................................................... 2
1.2 SIMULADO 2 ................................................................................................... 17
1.3 SIMULADO 3 ................................................................................................... 34
2 LISTA DAS QUESTÕES ........................................................................................ 52
2.1 SIMULADO 1 ................................................................................................... 52
2.2 SIMULADO 2 ................................................................................................... 57
2.3 SIMULADO 3 ................................................................................................... 62
3 GABARITO ......................................................................................................... 66
4 PONTOS IMPORTANTES DA AULA ....................................................................... 67
CURSO ON-LINE – ADM PÚBLICA EM EXERCÍCIOS – AFRFB E AFT 
PROFESSOR: RAFAEL ENCINAS 
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1 Questões Comentadas 
1.1 SIMULADO 1 
1. (ESAF/ENAP/2006) Sobre organização político-administrativa, na 
Constituição Federal de 1988, assinale a única opção correta. 
a) Em razão de emenda ao texto constitucional de 1988, todas as áreas das 
ilhas oceânicas ou costeiras que contenham sede de Municípios deixaram de 
ser bens da União. 
b) O registro, o acompanhamento e a fiscalização das concessões de direitos 
de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais são ações que se 
inserem na competência exclusiva da União. 
c) Compete ao município organizar e prestar, diretamente ou sob regime de 
concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluídos o 
de transporte coletivo e o de exploração local de gás canalizado, os quais 
têm caráter essencial. 
d) A utilização, pelo Governo do Distrito Federal, das polícias civil e militar e 
do corpo de bombeiros militar é matéria que se insere dentro da 
competência legislativa exclusiva desse ente da Federação. 
e) A intervenção da União nos Estados dependerá de provimento, pelo 
Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da 
República, no caso de recusa à execução de lei federal. 
Essa era uma questão de Direito Constitucional, por isso ela é um pouco mais 
difícil do que vocês devem encontrar na prova de administração pública, mas 
sempre é bom estar preparado. 
A letra “A” é errada. Segundo a CF88: 
Art. 20. São bens da União: 
IV - as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as 
praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as 
áreas referidas no art. 26, II;
IV as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as 
praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as 
que contenham a sede de Municípios, exceto aquelas áreas afetadas ao 
serviço público e a unidade ambiental federal, e as referidas no art. 26, II; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 46, de 2005) 
Portanto, as ilhas oceânicas que contenham sede de municípios deixaram de 
ser bens da União, porém, não são todas as áreas, como afirma a alternativa, 
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aquelas afetadas ao serviço público e a unidade ambiental federal não foram 
excluídas. 
A letra “B” é errada. Segundo a CF88: 
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e 
dos Municípios: 
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa 
e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios; 
Portanto, é uma competência comum, e não exclusiva da União. 
A letra “C” é errada. Segundo a CF88: 
Art. 30. Compete aos Municípios: 
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou 
permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte 
coletivo, que tem caráter essencial; 
Art. 25. § 2º - Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante 
concessão, os serviços locais de gás canalizado, na forma da lei, vedada a 
edição de medida provisória para a sua regulamentação. 
A alternativa é errada porque o transporte coletivo local é sim de competência 
do município. Já o serviço de gás canalizado é de competência dos estados. 
A letra “D” é errada. Segundo a CF88: 
Art. 32. § 4º - Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do 
Distrito Federal, das polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar. 
A letra “E” é certa. Segundo a CF88: 
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá: 
III de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do 
Procurador-Geral da República, na hipótese do art. 34, VII, e no caso de 
recusa à execução de lei federal. 
Gabarito: E. 
2. (ESAF/ENAP/2006) Assinale a opção incorreta. 
a) No modelo patrimonialista de administração pública existe uma 
interpermeabilidade dos patrimônios público e privado. 
b) Um dos princípios do modelo burocrático de administração pública é um 
sistema administrativo impessoal, formal e racional. 
c) Um dos princípios do modelo patrimonialista de administração pública é o 
acesso por concurso ao serviço público. 
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d) O modelo gerencial de administração pública tem como um dos seus 
objetivos garantir a propriedade e o contrato. 
e) O modelo burocrático de administração pública se baseia no serviço 
público profissional. 
Essa questão foi copiada do texto “A administração pública gerencial: 
estratégia e estrutura para um novo Estado”, de Luiz Carlos Bresser Pereira, 
disponível em: 
http://www.enap.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid
=2751
Já o vimos na questão 22 da aula passada. 
A letra “A” é certa. Segundo Luis Carlos Bresser Pereira: 
A característica que definia o governo nas sociedades pré-capitalistas e pré-
democráticas era a privatização do Estado, ou a interpermeabilidade dos 
patrimônios público e privado. ‘Patrimonialismo’ significa a incapacidade ou 
a relutância de o príncipe distinguir entre o patrimônio público e seus bens 
privados. A administração do Estado pré-capitalista era uma administração 
patrimonialista. 
As letras “B” e “E” são certas. Segundo Bresser: 
Burocracia é a instituição administrativa que usa como instrumento para 
combater o nepotismo e a corrupção — dois traços inerentes à 
administração patrimonialista —, os princípios de um serviço público 
profissional, e de um sistema administrativo impessoal, formal, legal e 
racional. 
A letra “C” é errada porque no patrimonialismo não havia concurso, esseé um 
instrumento impessoal da burocracia. 
A letra “D” foi dada como certa, mas discordo da ESAF. A administração 
gerencial garante sim a propriedade e os contratos, mas falar que esse é um 
objetivo dela é um pouco equivocado. Temos que tomar cuidado um ponto do 
texto do Bresser, que diferencia a administração gerencial do neoliberalismo. 
Segundo o autor: 
Aqui, o Estado não é visto como produtor — como prega o burocratismo —, 
nem como simples regulador que garanta os contratos e os direitos de 
propriedade —, como reza o “credo” neoliberal —, mas, além disto, como 
“financiador” ou (“subsidiador”) dos serviços não-exclusivos. 
Bresser gosta de deixar muito clara a distinção entre o neoliberalismo e o 
gerencialismo. No setor de serviços não exclusivos, o neoliberalismo realizaria 
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a privatização, enquanto a administração gerencial faz a publicização, 
transforma em entidades públicas não estatais, como as organizações sociais. 
O que estou querendo dizer não significa que a administração gerencial vá 
contra a propriedade e os contratos, pelo contrário, ela os garante sim. O que 
eu questiono na questão é afirmar que esse é um objetivo da administração 
gerencial, quando na realidade o Bresser defende que ela vai muito além disso, 
que essa é uma ótica neoliberal, e não gerencial. 
Gabarito: D. 
3. (FGV/TCM-PA/2008) Em relação à evolução do pensamento da 
Administração Pública no Brasil, assinale a afirmativa incorreta. 
(A) No Brasil, o modelo de administração burocrática emerge a partir dos 
anos 30. Surge no quadro da aceleração da industrialização brasileira, em 
que o Estado assume papel decisivo, intervindo pesadamente no setor 
produtivo de bens e serviços. A partir da reforma empreendida no governo 
Vargas por Maurício Nabuco e Luiz Simões Lopes, a administração pública 
sofre um processo de racionalização que se traduziu no surgimento das 
primeiras carreiras burocráticas e na tentativa de adoção do concurso como 
forma de acesso ao serviço público. A implantação da administração pública 
burocrática é uma consequência clara da emergência de um capitalismo 
moderno no país. 
(B) A reforma operada em 1967 pelo Decreto-Lei nº 200 constitui um marco 
na tentativa de superação da rigidez burocrática, podendo ser considerada 
como um primeiro momento da administração gerencial no Brasil. Mediante 
o referido decreto-lei, realizou-se a transferência de atividades para 
autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista, 
a fim de obter-se maior dinamismo operacional por meio da descentralização 
funcional. Instituíram-se, como princípios de racionalidade administrativa, o 
planejamento e o orçamento, o descongestionamento das chefias executivas 
superiores (desconcentração/descentralização), a tentativa de reunir 
competência e informação no processo decisório, a sistematização, a 
coordenação e o controle. 
(C) No início dos anos 80, registrou-se uma nova tentativa de reformar a 
burocracia e orientá-la na direção da administração pública gerencial, com a 
criação do Ministério da Desburocratização e do Programa Nacional de 
Desburocratização – PrND, cujos objetivos eram a revitalização e agilização 
das organizações do Estado, a descentralização da autoridade, a melhoria e 
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simplificação dos processos administrativos e a promoção da eficiência. As 
ações do PrND voltaram-se inicialmente para o combate à burocratização 
dos procedimentos. Posteriormente, foram dirigidas para o desenvolvimento 
do Programa Nacional de Desestatização, num esforço para conter os 
excessos da expansão da administração descentralizada, estimulada pelo 
Decreto-Lei nº 200/67. 
(D) O Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado, da década de 1990, 
preconizava que na administração pública gerencial a estratégia se volta: (i) 
para a definição precisa dos objetivos que o administrador público deverá 
atingir em sua unidade; (ii) para a garantia de autonomia do administrador 
na gestão dos recursos humanos, materiais e financeiros que lhe forem 
colocados à disposição para que possa atingir os objetivos contratados; e 
(iii) para o controle ou cobrança a posteriori dos resultados. Adicionalmente, 
pratica-se a competição administrada no interior do próprio Estado, quando 
há a possibilidade de estabelecer concorrência entre unidades internas. No 
plano da estrutura organizacional, a descentralização e a redução dos níveis 
hierárquicos tornam-se essenciais e, enfim, negava todos os Princípios da 
Administração Burocrática. 
(E) Nos anos 2000, podemos elencar como novas ferramentas de 
Administração Pública o uso das Parcerias Público-Privadas e a aprovação da 
legislação sobre consórcios públicos, o que pode gerar um novo arranjo de 
gestão frente a alguns problemas referentes à questão federativa. 
Aqui vocês veem a importância de ler o Plano Diretor, pois essa questão foi 
copiada dele. Segundo o documento: 
No Brasil, o modelo de administração burocrática emerge a partir dos anos 
30. Surge no quadro da aceleração da industrialização brasileira, em que o 
Estado assume papel decisivo, intervindo pesadamente no setor produtivo 
de bens e serviços. A partir da reforma empreendida no governo Vargas por 
Maurício Nabuco e Luiz Simões Lopes, a administração pública sofre um 
processo de racionalização que se traduziu no surgimento das primeiras 
carreiras burocráticas e na tentativa de adoção do concurso como forma de 
acesso ao serviço público. A implantação da administração pública 
burocrática é uma consequência clara da emergência de um capitalismo 
moderno no país. 
Vejam que a letra “A” é “ctrl+c & ctrl+v” do texto. A letra “A” é certa. 
A letra “B” é certa. Ainda segundo o Plano: 
A reforma operada em 1967 pelo Decreto-Lei 200, entretanto, constitui um 
marco na tentativa de superação da rigidez burocrática, podendo ser 
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considerada como um primeiro momento da administração gerencial no 
Brasil. Mediante o referido decreto-lei, realizou-se a transferência de 
atividades para autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de 
economia mista, a fim de obter-se maior dinamismo operacional por meio 
da descentralização funcional. Instituíram-se como princípios de 
racionalidade administrativa o planejamento e o orçamento, o 
descongestionamento das chefias executivas superiores 
(desconcentração/descentralização), a tentativa de reunir competência e 
informação no processo decisório, a sistematização, a coordenação e o 
controle. 
A letra “C” é certa, copiou do seguinte trecho do Plano Diretor: 
No início dos anos 80, registrou-se uma nova tentativa de reformar a 
burocracia e orientá-la na direção da administração pública gerencial, com a 
criação do Ministério da Desburocratização e do Programa Nacional de 
Desburocratização - PrND, cujos objetivos eram a revitalização e agilização 
das organizações do Estado, a descentralização da autoridade, a melhoria e 
simplificação dos processos administrativos e a promoção da eficiência. As 
ações do PrND voltaram-se inicialmente para o combate à burocratização 
dos procedimentos. Posteriormente, foram dirigidas para o desenvolvimento 
do Programa Nacional de Desestatização, num esforço para conter os 
excessos da expansão da administração descentralizada, estimulada pelo 
Decreto-Lei 200/67. 
A letra “D” é errada. Segundo o Plano: 
Na administração pública gerencial a estratégia volta-se (1) para a definição 
precisa dos objetivos que o administradorpúblico deverá atingir em sua 
unidade, (2) para a garantia de autonomia do administrador na gestão dos 
recursos humanos, materiais e financeiros que lhe forem colocados à 
disposição para que possa atingir os objetivos contratados, e (3) para o 
controle ou cobrança a posteriori dos resultados. Adicionalmente, pratica-se 
a competição administrada no interior do próprio Estado, quando há a 
possibilidade de estabelecer concorrência entre unidades internas. No plano 
da estrutura organizacional, a descentralização e a redução dos níveis 
hierárquicos tornam-se essenciais. Em suma, afirma-se que a administração 
pública deve ser permeável à maior participação dos agentes privados e/ou 
das organizações da sociedade civil e deslocar a ênfase dos procedimentos 
(meios) para os resultados (fins). 
A alternativa copiou desse trecho, mas acrescentou “negava todos os Princípios 
da Administração Burocrática”. Segundo o Plano: 
A administração pública gerencial constitui um avanço e até um certo ponto 
um rompimento com a administração pública burocrática. Isto não significa, 
entretanto, que negue todos os seus princípios. Pelo contrário, a 
administração pública gerencial está apoiada na anterior, da qual conserva, 
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embora flexibilizando, alguns dos seus princípios fundamentais, como a 
admissão segundo rígidos critérios de mérito, a existência de um sistema 
estruturado e universal de remuneração, as carreiras, a avaliação constante 
de desempenho, o treinamento sistemático. 
Assim, a administração gerencial não nega todos os princípios da 
administração burocrática. 
A letra “E” é certa, as PPPs e os consórcios públicos são instrumentos que 
também surgiram ao longo das reformas gerenciais. 
Gabarito: D. 
4. (ESAF/TCE-ES/2001) Mudanças de grande intensidade aparecem em 
todos os ambientes - competitivo, tecnológico, econômico, social - 
provocando o surgimento de novos conceitos e técnicas para administrar 
organizações. Muitas dessas novidades eram ideias que já vinham evoluindo 
ao longo do tempo, e outras são ou foram autênticas inovações trazidas 
especialmente pela evolução da tecnologia. 
Uma dessas técnicas refere-se à busca das melhores práticas da 
administração, isso como forma de ganhar vantagens competitivas. Essa 
técnica, consiste em fazer comparações e procurar imitar as organizações, 
concorrentes ou não, do mesmo ramo de negócio ou de outros, que façam 
algo de maneira particularmente bem feita, denomina-se: 
a) Brainstorming 
b) Benchmarking 
c) Downsizing 
d) Balanced scoredcard 
e) Brainwriting 
Benchmarking é a busca das melhores práticas na indústria que conduzem ao 
desempenho superior. O benchmarking é visto como um processo positivo e 
pró-ativo por meio do qual uma empresa examina como outra realiza uma 
função específica a fim de melhorar como realizar a mesma ou uma função 
semelhante. 
A ideia central é a busca das melhores práticas da administração, como forma 
de identificar e ganhar vantagens comparativas. Esta é outra ferramenta da 
melhoria contínua. Ela foi introduzida em 1979 pela Xerox, que a define como: 
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O processo contínuo de avaliar produtos, serviços e práticas dos 
concorrentes mais fortes e daquelas empresas que são reconhecidas como 
líderes empresariais. 
Normalmente, quando as questões falam em imitação estão erradas, mas esta 
já colocou no enunciado. Não é certo falar em imitação porque é necessária 
uma adaptação. 
Vamos ver as demais técnicas presentes na questão: 
ƒ Brainstorming: Brain, em inglês, significa cérebro, e storm, 
tempestade. Brainstorming também pode ser traduzido como 
tempestade de ideias. É um trabalho em grupo, no qual, em um curto 
espaço de tempo, as pessoas emitem ideias sem refletir previamente 
sobre elas. No Brainstorming, “os grupos devem ter entre cinco e doze 
pessoas e é recomendável que a participação seja voluntária, com regras 
claras e por prazo determinado. Devem-se utilizar facilitadores, 
adequadamente treinados para lidar com os grupos. 
ƒ Downsizing: pode ser traduzido como “achatamento” e surgiu como 
uma necessidade de solucionar o excesso de burocracia que se verificava 
em muitas organizações, o que, além da morosidade, dificultava a 
tomada de decisões e a adaptação às novas realidades ambientais. A 
aplicação desse termo à gestão significa a redução radical do tamanho 
da empresa, geralmente por meio do delayering (redução dos níveis 
hierárquicos) ou do outsourcing (sub-contratação de atividades não 
fundamentais, terceirização). 
ƒ Balanced Scorecard: é um instrumento de avaliação da implementação 
da estratégia da organização que procura valorizar outras dimensões do 
desempenho, além da financeira. Assim, ele compreende quatro 
perspectivas: financeira, clientes, processos internos e aprendizado e 
crescimento. Veremo-lo melhor ao longo do curso. 
ƒ Brainwriting: semelhante ao brainstorming, dizem que é a sua versão 
silenciosa. Ao invés de colocar as ideias falando para todos, os 
participantes as colocam no papel. Depois de um tempo passam o papel 
para o lado e os demais participantes podem acrescentar pontos a ideia 
colocada no papel. Depois é feita a leitura e todos discutem o que foi 
escrito. 
Gabarito: B. 
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5. (ESAF/TCE-ES/2001) Um dos conceitos mais importantes para a 
moderna gestão do setor público é o de "accountability". Admitindo a 
inexistência de uma tradução exata do termo para o português, assinale 
entre as opções abaixo aquela que melhor expressa o significado desse 
conceito. 
a) Refere-se a novos processos contábeis, menos burocráticos e mais 
adequados à moderna gestão da coisa pública. 
b) Indica a tomada de responsabilidade por parte dos funcionários públicos 
em suas relações com os cidadãos. 
c) Indica o alcance da eficiência na gestão da coisa pública. 
d) Refere-se a novos padrões de desempenho na gestão dos recursos 
financeiros, mais adequados às dificuldades enfrentadas pelos estados 
nacionais. 
e) Relaciona-se à satisfação do funcionário público no desempenho de suas 
tarefas cotidianas. 
Já vimos que a accountability pode ser dividida em três aspectos: obrigação de 
prestar contas, responsabilização e responsividade. 
Elementos do Conceito de Accountability 
ƒ Obrigação em prestar contas 
ƒ Responsabilização pelos atos e resultados 
ƒ Responsividade 
A letra “A” é errada. De vez em quando eles gostam de associar a 
accountability com um controle contábil, mas ela vai muito além disso, ela 
envolve controles de resultado, eleitorais, sociais, etc., praticamente todas as 
formas de controle. 
A letra “B” é certa, um dos aspectos do conceito é a responsabilização. 
A letra “C” é errada. O alcance da eficiência está mais ligado ao conceito de 
governança, a accountability até busca controlar os resultados, mas ela não 
indica apenas o alcance da eficiência. Caso falasse em responsabilização pelo 
alcance da eficiência estaria correto. 
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A letra “D” é errada. Semelhante a anterior, a accountability não se refere 
apenas aos padrões de desempenho, mas à responsabilização quanto ao 
alcance desses padrões. Só tomem cuidado, pois o próprio conceito de 
accountability tem sofrido alterações com as reformas administrativas do final 
do Século XX para cá. 
Segundo Fernando Luiz Abrucio: 
Normalmente,a literatura sobre a accountability trata do controle dos atos 
dos governantes em relação ao programa de governo, à corrupção ou à 
preservação de direitos fundamentais dos cidadãos. Mais recentemente, 
esse tema tem sido estudado em sua intersecção com a reforma do Estado, 
analisando como o aperfeiçoamento das instituições estatais pode 
contemplar, ao mesmo tempo, a melhoria do desempenho dos programas 
governamentais e sua maior transparência e responsabilização do poder 
público frente à sociedade. 
A letra “E” é errada. Não tem nada a ver com accountability. 
Gabarito: B. 
6. (ESAF/TCE-ES/2001) As novas tecnologias da informação cada vez mais 
fazem parte do dia-a-dia das organizações, tanto públicas como privadas. A 
adoção e a utilização adequadas destas novas tecnologias pelo setor público 
podem representar enormes benefícios. Entre as opções abaixo, assinale 
aquela que não indica um benefício garantido pela utilização das novas 
tecnologias da informação no setor público. 
a) Ao possibilitar a automatização do controle, tendem a liberar o 
funcionário público para o exercício de atividades fins. 
b) Facilitam a documentação e a disseminação dos resultados do 
desempenho. 
c) Facilitam a comunicação interorganizacional, contribuindo para a 
integração entre os diversos setores da administração pública. 
d) Agilizam o contato entre a administração pública e os cidadãos, 
facilitando o controle externo. 
e) Ao possibilitar o controle das ações administrativas por parte dos 
cidadãos, garantem transparência na utilização dos recursos públicos. 
A letra “A” é certa, as tecnologias da informação liberam as pessoas para 
tarefas mais importantes, automatizando as tarefas rotineiras. 
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A letra “B” é certa. A TI facilita a documentação porque armazena 
eletronicamente, sem necessidade de espaços físicos. Também favorece a 
divulgação, pois é mais fácil mandar um e-mail do que uma carta. 
A letra “C” é certa. Mês ma coisa que a anterior, a TI favorece a comunicação, 
aproxima mais as pessoas, pois cria canais de comunicação mais ágeis. 
A letra “D” é certa. A TI favorece a transparência, pois as pessoas têm acesso 
mais fácil às informações públicas, como os portais da transparência que 
disponibilizam os gastos na internet. 
A letra “E” é errada. A TI por si só não garante a transparência, é necessário 
que alguém disponibilize a informação e que as informações disponibilizadas 
sejam corretas. 
Gabarito: E. 
7. (FGV/SAD-PE/2008) Com relação à Parceria Público-Privada (PPP), é 
correto afirmar que: 
(A) a principal dificuldade, no Brasil, para a implementação de projetos de 
PPP é a ausência de legislação específica que regule a criação de 
modalidades de contratos administrativos desta natureza. 
(B) a PPP, formalmente, é um contrato administrativo de concessão, na 
modalidade patrocinada ou administrativa, sendo a concessão administrativa 
o contrato de prestação de serviços dos quais a Administração Pública seja a 
usuária direta ou indireta. 
(C) o aumento do número de projetos de PPP, em nível nacional e mundial, 
reflete as novas funções do setor público, em especial a importância de sua 
função estabilizadora. 
(D) a principal justificativa teórica para a adoção de projetos de PPP no 
Brasil é a disponibilidade positiva de recursos financeiros pelo poder público 
e o aproveitamento da eficiência de gestão do setor privado. 
(E) o estabelecimento de projetos de PPP, no Brasil, é uma das soluções 
para a chamada “crise do setor público” observada no País. 
A letra “A” é errada porque já existe legislação de PPP, a Lei 11.079/2004. 
A letra “B” é certa, traz a definição correta de PPP e de concessão 
administrativa. Vamos rever as definições: 
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§ 1º Concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou de obras 
públicas de que trata a Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, quando 
envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos usuários contraprestação 
pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. 
§ 2º Concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que 
a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva 
execução de obra ou fornecimento e instalação de bens. 
A letra “C” é errada. De acordo com a classificação tradicional de Musgrave, as 
atribuições do Estado enquadram-se em três grandes categorias: 
ƒ Promover ajustamento na alocação de recursos – Função Alocativa; 
ƒ Promover ajustamento na distribuição da renda – Função Distributiva; 
ƒ Manter a estabilidade econômica – Função Estabilizadora 
A função alocativa seria necessária quando não fossem observáveis as 
condições necessárias para assegurar maior eficiência na utilização dos 
recursos disponíveis. Envolve, por exemplo, aspectos ligados à possibilidade de 
existência de economias externas e problemas de satisfação de necessidades 
coletivas. No primeiro caso, temos a justificativa muitas vezes para atuação do 
governo nos investimentos de infraestrutura, como, Por exemplo, a construção 
de uma estrada pode induzir a expansão da atividade econômica de 
determinada região. A função do Estado nas PPP é a alocativa, de 
direcionar os recursos para os investimentos mais importantes. 
Em relação à função distributiva, em determinados casos, numa economia de 
mercado, a utilização de critérios puramente econômicos de eficiência nas 
decisões referentes à utilização dos fatores de produção pode resultar em uma 
distribuição da renda não aceitável socialmente. O governo então desempenha 
o papel de corrigir desigualdades na repartição da renda. Normalmente são 
utilizados o sistema tributário e os gastos governamentais. 
Por fim, quanto à manutenção da estabilidade econômica, o objetivo é 
controlar o nível da demanda agregada, buscando atenuar o impacto social e 
econômico de crises inflacionárias ou de depressão. Utiliza-se a intervenção 
sobre o crescimento das despesas privadas e governamentais de consumo ou 
investimento por meio, por exemplo, do controle dos gastos públicos, do 
crédito e dos níveis de tributação. 
A letra “D” é errada, as PPP se justificam pela falta de dinheiro do setor 
público, como forma de atrair recursos privados. 
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A letra “E” é errada. A crise do setor público é uma crise de ineficiência. As PPP 
buscam solucionar a crise da falta de infraestrutura, e não a crise do setor 
público. Esta deve ser solucionada por reformas. 
Gabarito: B. 
8. (ESAF/ANEEL/2004) De acordo com o Decreto nº 1.171/1994 (Código 
de Conduta do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), são 
deveres fundamentais do servidor público 
I. ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu 
caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor 
e a mais vantajosa para o bem comum. 
II. não prejudicar a Administração Pública, mesmo que, para tanto, seja 
necessário omitir a verdade sobre fato relevante. 
III. abster-se de observar as formalidades legais desde que não cometa 
qualquer violação expressa à lei. 
IV. facilitar a fiscalização de todos os atos ou serviços por quem de direito. 
V. apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da 
função. 
Estão corretos os itens 
a) I, II e III. 
b) II, IV e V. 
c) III, IV e V. 
d) I, II e IV. 
e) I, IV e V. 
As afirmações I, IV e V são certas. Segundo o Decreto 1.171/1994: 
XIV - São deveres fundamentais do servidorpúblico; 
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu 
caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a 
melhor e a mais vantajosa para o bem comum; 
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de direito; 
p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da 
função; 
A afirmação II é errada porque a verdade não pode ser omitida mesmo que 
isso seja contrário ao interesse da Administração. Segundo o Decreto. 
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VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode omiti-la ou 
falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria pessoa interessada 
ou da Administração Pública. Nenhum Estado pode crescer ou estabilizar-se 
sobre o poder corruptivo do hábito do erro, da opressão ou da mentira, que 
sempre aniquilam até mesmo a dignidade humana quanto mais a de uma 
Nação. 
A afirmação III é errada, devem ser observadas as formalidades legais. 
Segundo o Decreto: 
XIV - São deveres fundamentais do servidor público; 
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder ou 
autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mesmo que 
observando as formalidades legais e não cometendo qualquer violação 
expressa à lei; 
Gabarito: E. 
9. (ESAF/ANEEL/2004) Em gestão pública é importante o exercício, pelos 
cidadãos, do controle social. A gestão pública de excelência, orientada para 
resultados precisa definir uma estratégia vigorosa de indução do controle 
social por parte da sociedade. Em muitos países, de diversas maneiras, essa 
estratégia tem estado presente quando se fala em excelência de 
atendimento. Assinale a assertiva que apresenta a base dessa estratégia 
indutora do controle social. 
a) O estabelecimento e a divulgação de padrões de qualidade de 
atendimento. 
b) A realização de pesquisas de imagem da organização prestadora de 
serviço público. 
c) A promoção da responsabilidade pública e da cidadania. 
d) O compartilhamento de valores éticos. 
e) O gerenciamento das sugestões dos usuários. 
Ainda durante essa questão vigorava o Decreto 3.507/2000, cuja ementa era: 
Dispõe sobre o estabelecimento de padrões de qualidade do atendimento 
prestado aos cidadãos pelos órgãos e pelas entidades da Administração 
Pública Federal direta, indireta e fundacional, e dá outras providências. 
A questão relaciona o controle social com a qualidade na gestão pública, por 
isso que ela dá importância grande à questão dos padrões de qualidade. Na 
última década, a qualidade no setor público esteve muito associada com a 
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tentativa de permitir que os cidadãos avaliassem os serviços públicos, fixando 
e divulgando os padrões de qualidade. 
Isso anda permanece. O Decreto 6.932/2009, que revogou o anterior, dá 
grande importância à divulgação dos padrões de qualidade, tanto que ele 
instituiu a “Carta de Serviços ao Cidadão”: 
Art. 11. Os órgãos e entidades do Poder Executivo Federal que prestam 
serviços diretamente ao cidadão deverão elaborar e divulgar “Carta de 
Serviços ao Cidadão”, no âmbito de sua esfera de competência. 
§ 1º A Carta de Serviços ao Cidadão tem por objetivo informar o cidadão 
dos serviços prestados pelo órgão ou entidade, das formas de acesso a 
esses serviços e dos respectivos compromissos e padrões de qualidade 
de atendimento ao público. 
Gabarito: A. 
10. (ESAF/APO-MPOG/2010) Na integração do Sistema de Planejamento e 
Orçamento Federal, indique qual(ais) instrumento(s) legal(is) explicita(m) as 
metas e prioridades para cada ano. 
a) O Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual. 
b) A Lei de Responsabilidade Fiscal. 
c) A Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
d) A Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Orçamentária Anual. 
e) A Lei Orçamentária Anual. 
Segundo a CF88: 
§ 2º - A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e 
prioridades da administração pública federal, incluindo as despesas de 
capital para o exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da 
lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e 
estabelecerá a política de aplicação das agências financeiras oficiais de 
fomento. 
Não confundam com o PPA, que estabelece o DOM: 
§ 1º - A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma 
regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública 
federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as 
relativas aos programas de duração continuada. 
Gabarito: C. 
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1.2 SIMULADO 2 
11. (ESAF/ENAP/2006) São entidades políticas, com personalidade jurídica 
de direito público interno, integrantes da República Federativa do Brasil 
a) as autarquias da União e dos Estados. 
b) as autarquias e empresas públicas da União. 
c) os Estados brasileiros. 
d) os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário da União. 
e) os Três Poderes da União, dos Estados e dos Municípios. 
Segundo a CF88: 
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel 
dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado 
Democrático de Direito e tem como fundamentos: 
Portanto, são integrantes da Federação a União, os estados, os municípios e o 
Distrito Federal. 
Gabarito: C. 
12. (ESAF/TCE-ES/2001) O tipo de aparato administrativo característico das 
dominações racionais-legais, descrito por Max Weber no início do século XX, 
denominado burocracia, surgiu como um modelo capaz de combater as 
mazelas da administração patrimonial. A partir da descrição de Weber sobre 
a burocracia, assinale entre as opções abaixo aquela que reúne 
características descritas pelo autor para este tipo de aparato administrativo. 
a) disciplina; formalismo; hierarquia; mérito. 
b) lealdade; disciplina; formalismo; hierarquia. 
c) disciplina; mérito; impessoalidade; descentralização. 
d) integração; hierarquia; mérito; formalismo. 
e) impessoalidade; descentralização; disciplina; integração. 
A letra “A” é certa, traz características da burocracia. 
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A letra “B” é errada. A lealdade não é uma característica da burocracia porque 
ela insere um aspecto pessoal, a lealdade a uma pessoa. Na burocracia, as 
pessoas não são leais umas as outras, há a impessoalidade, obedece-se às leis 
e não às pessoas. 
A letra “C” é errada porque a burocracia é centralizadora, há quase nada de 
autonomia das unidades organizacionais. 
A letra “D” é errada porque na burocracia as unidades são separadas de acordo 
com as funções exercidas, e esse tipo de estrutura gera isolamento. A 
especialização dos funcionários faz com que eles se dediquem a determinada 
função e não haja integração com as demais unidades. 
A letra “E” é errada por causa da descentralização e da integração. 
Gabarito: A. 
13. (CESPE/SENADO/2002) A respeito do new public management (NPM), 
assinale a opção incorreta. 
a) O NPM é um conjunto de teorias predominantemente descritivas acerca 
do perfil de atuação do Estado. 
b) Um dos principais argumentos do NPM é que a crescente complexidade do 
contexto das organizações públicas requer modelos de gestão mais flexíveis, 
de tal forma a processarem demandas cada vez mais dinâmicas de seus 
segmentos beneficiários. 
c) Eficiência é o valor central da abordagem gerencialista.d) Uma das características da fase consumerista das reformas britânicas foi 
a redução do quadro de servidores. 
e) No Brasil, a reforma gerencial preconizada no Plano Diretor da Reforma 
do Aparelho do Estado foi inspirada predominantemente nas 
implementações britânicas dos princípios do NPM. 
A letra “A” é certa. A Nova Gestão Pública (ou New Public Management) 
realmente caracteriza-se pelo caráter descritivo e não prescritivo. Segundo 
Humberto Falcão Martins: 
O NPM é um conjunto de argumentos e filosofias administrativas aceitas em 
determinados contextos e propostas como novo paradigma de gestão 
pública a partir da emergência dos temas crise e reforma do estado nos 
anos 80. O termo foi originalmente lançado como recurso estruturador da 
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discussão acadêmica sobre as transformações transcorridas na gestão e 
organização executiva de governos a partir dos anos 80. 
Portanto, a Nova Gestão Pública em si não representa um novo paradigma, 
mas um campo de discussão profissional e de políticas públicas de abrangência 
internacional sobre assuntos que dizem respeito à gestão pública. Portanto, 
seu caráter é mais de análise do que prescritivo, ou seja, é mais de estudo do 
que aconteceu do que afirmação de como deveria ser. 
A letra “B” é certa. O NPM defende a maior flexibilidade das organizações 
públicas, o que já vinha acontecendo nas organizações privadas há muito 
tempo. Isso se tornou ainda mais necessário devido a fatores como a 
globalização e ao desenvolvimento das tecnologias da informação, que fizeram 
com que o mundo mudasse muito mais rapidamente. 
A letra “C” é certa. Acho muito simplista falar que a eficiência é o valor central, 
valoriza-se também a qualidade, a efetividade, a accountability, a equidade, 
entre outros aspectos. Mas as bancas gostam de colocar a eficiência como a 
principal, e é isso que importa. 
A letra “D” é errada. Já vimos a evolução do NPM na aula passada, por meio do 
gerencialismo puro, consumerism e PSO. A redução do quadro de servidores 
foi uma marca do gerencialismo puro, e não do consumerism. O fato é que, no 
início do NPM, as modificações na burocracia estavam vinculadas a um projeto 
de reforma do Estado que se caracterizava como um movimento de retração 
da máquina governamental a um número menor de atividades. A palavra de 
ordem da primeira-ministra inglesa, Margareth Thatcher, era “rolling back the 
state”, o que na prática significou privatização, desregulamentação, devolução 
de atividades governamentais à iniciativa privada ou à comunidade e 
constantes tentativas de reduzir os gastos públicos. 
A letra “E” é certa. Nossa reforma gerencial de 1995 foi muito influenciada pela 
reforma inglesa. 
Gabarito: D. 
14. (FCC/TCE-MA/2005) O Decreto-Lei nº 200, que embasou a reforma 
administrativa de 1967, é considerado um avanço na busca de superação da 
rigidez burocrática e é tido como um marco na introdução da administração 
gerencial no Brasil. A respeito do referido diploma legal, é correto afirmar 
que 
(A) desencadeou um movimento de centralização progressiva das decisões 
no Executivo Federal. 
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(B) introduziu uma política desenvolvimentista, fundada em parcerias com o 
setor privado. 
(C) possibilitou a transferência de atividades para autarquias, fundações, 
empresas públicas e sociedades de economia mista, visando alcançar a 
descentralização funcional. 
(D) promoveu a multiplicação de órgãos de planejamento junto à 
Administração Pública federal, estadual e municipal, com o objetivo de 
formularem planos regionalizados de fomento à indústria. 
(E) estabeleceu mecanismos de controle de desempenho e avaliação de 
resultados da atuação dos servidores. 
A letra “A” foi dada como certa. Na reforma do Decreto-lei 200, não podemos 
confundir descentralização administrativa com descentralização política. A 
primeira ocorreu em grande proporção, principalmente para as entidades da 
administração indireta. Também ocorreu para os níveis hierárquicos inferiores 
nas organizações. Contudo, não houve descentralização política para estados e 
municípios. O DL200 até fala que faria isso, dentro do princípio da 
descentralização, mas o que houve na prática foi uma ampla centralização na 
União, retirando dos entes subnacionais qualquer autonomia 
A questão fala em centralização progressiva das decisões no Executivo Federal. 
Acho que ela permite dupla interpretação, pois, se falarmos em decisões 
políticas, tal alternativa estaria certa. Mas ela foi dada como errada, o que 
indica que eles estão se referindo à descentralização administrativa. 
A letra “B” está errada porque o projeto desenvolvimentista foi tocado 
basicamente pelo Estado, por meio das empresas estatais. O DL 200 até previa 
a descentralização para a iniciativa privada, mas isso não chegou a se 
consolidar. O que houve foi uma ampliação da administração indireta, com a 
criação de empresas públicas e sociedades de economia mista, que ficaram 
responsáveis por garantir o desenvolvimento do país. 
A letra “C” é certa. Segundo Bresser Pereira: 
O aspecto mais marcante da Reforma Desenvolvimentista de 1967 foi a 
desconcentração para a administração indireta, particularmente para as 
fundações de direito privado criadas pelo Estado, as empresas públicas e as 
empresas de economia mista, além das autarquias, que já existiam desde 
1938. 
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Bresser fala em “desconcentração para a administração indireta”, mas o 
correto seria “descentralização”. Maria Sylvia Zanella Di Pietro classifica a 
descentralização administrativa em três tipos: 
ƒ Territorial ou Geográfica: verifica-se quando uma entidade local é dotada 
de personalidade jurídica própria, de direito público, com capacidade 
administrativa genérica. É própria dos Estados unitários, constituídos por 
Departamentos, Regiões, Províncias, etc. 
ƒ Por Serviços, Funcional ou Técnica: ocorre quando o poder público cria 
uma pessoa jurídica de direito público ou privado e a ela atribui a 
titularidade e a execução de determinado serviço público. No Brasil, esta 
criação somente pode dar-se por meio de lei e corresponde, 
basicamente, à figura de autarquia, mas abrange também as fundações 
governamentais, sociedades de economia mista e empresas públicas, 
que exerçam serviços públicos. 
ƒ Por Colaboração: ocorre quando se transfere a execução de determinado 
serviços público a pessoa jurídica de direito privado, previamente 
existente, conservando o Poder Público a titularidade do serviço. Ocorre 
por meio da concessão, permissão ou autorização de serviço público. 
Portanto, a descentralização para a administração indireta é a funcional, como 
afirma a questão. O Plano Diretor mudará o foco e dará privilégio para a 
descentralização por colaboração, substituindo as fundações por Organizações 
Sociais, agora sim dando preferência para parcerias com o setor privado. 
A letra “D” é errada porque o DL200 centralizou o planejamento, não 
promovendo esta multiplicação de órgãos. A SEPLAN, ganhou status de 
ministério e passou a coordenar o sistema de planejamento do governo 
federal. A sua supervisão estão submetidos os órgãos centrais de 
planejamento dos ministérios. 
A letra “E” é errada porque o DL 200 não falava ainda em avaliação de 
desempenho, controle de resultados. Afirma-se que o DL200 pode ser 
considerado o início da administração gerencial no Brasil, e é esse o 
entendimento que devemos ter nas questões, mas eu acho isso equivocadoporque ele ainda não trazia estes aspectos relacionados ao resultado, tão 
importantes para o gerencialismo. Ele falava em flexibilização, 
desburocratização, descentralização, etc., mas não abordava o desempenho. 
Gabarito: C. 
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15. (ESAF/TCE-ES/2001) O Plano Diretor da Reforma do Estado que 
começou a ser implementado no primeiro Governo Fernando Henrique 
propôs uma nova política de recursos humanos para o setor público. Entre 
as opções abaixo, assinale aquela que não representa uma proposta dessa 
nova política. 
a) Uma política de concursos regulares que permita a lotação adequada ao 
pleno desenvolvimento das atividades. 
b) Organização das carreiras baseada nas atribuições dos cargos, buscando-
se, sempre que possível, o enriquecimento do trabalho. 
c) Nova regulamentação para os benefícios que compõem a seguridade 
social dos servidores. 
d) A classificação dos cargos baseada em dois tipos de carreira: do núcleo 
estratégico e do núcleo operacional. 
e) Desenvolvimento dos recursos humanos por meio da formação e 
capacitação dos servidores públicos. 
Questão tirada do Plano Diretor 
A letra “A” é certa. Segundo o texto: 
Juntamente com a estruturação das carreiras deverá ser desenvolvida uma 
política de concursos regulares que permita uma lotação adequada ao pleno 
desenvolvimento das atividades e a recomposição regular e permanente da 
sua força de trabalho. Os concursos para as principais carreiras serão 
realizados anualmente. Portaria do MARE determinará a realização dos 
concursos, o número de vagas, e o mês de sua realização até 1999. 
Isso é na teoria, porque na prática os concursos minguaram no Governo FHC, 
foi somente com o Lula que observamos essa política regular de concursos, 
tanto que ele previa isso em seu Plano Gestão Pública para um País de Todos, 
de 2004. Segundo o documento, na Estruturação da Administração Pública 
Federal seriam realizadas intervenções no curto e no longo prazos, no sentido 
de se proceder à recomposição da força de trabalho do setor público, segundo 
as necessidades e requisitos identificados, além do redesenho dos sistemas de 
cargos, carreiras, benefícios e concursos. 
A letra “B” é certa. Segundo o texto: 
A organização das carreiras atenderá às necessidades da administração e 
será baseada nas atribuições dos cargos, buscando-se, sempre que 
possível, o enriquecimento do trabalho, especialmente nas áreas de 
atividades rotineiras, podendo ser genéricas, quando vinculadas ao exercício 
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de atividades comuns de toda administração, ou específicas de um ou mais 
órgãos ou entidades, dependendo das atribuições. 
O conceito de Enriquecimento do Trabalho (job enrichment) significa que o 
trabalho de determinada pessoa é ampliado, atribuindo-lhe mais 
competências. Ele pode ser vertical, adicionando competências mais 
complexas, que seriam de cargos superiores, ou horizontal, de mesma 
complexidade. O objetivo é motivar a pessoa e permitir maior flexibilidade, 
retirando-a de tarefas rotineiras. 
A letra “C” é certa. Segundo o Plano: 
Quanto à aposentadoria e programa de saúde dos servidores públicos, o 
projeto propõe uma nova regulamentação para os benefícios que compõem 
a seguridade social do servidor público, notadamente no que diz respeito 
aos critérios de concessão da aposentadoria, os quais deverão pautar-se 
pelos princípios gerais que regem o Regime Geral da Previdência Social, 
quais sejam: a) delimitação do prazo de carência; b) proporcionalidade no 
que tange à quantidade de contribuições e seus valores versus o valor do 
benefício da aposentadoria; e c) manutenção de aposentadorias especiais 
para servidores envolvidos em atividades penosas, insalubres e perigosas. 
Dessa forma, pretende-se rever os critérios de concessão e os valores e 
formas de reajuste das pensões. 
A letra “D” é errada. Segundo o Plano: 
Com relação às carreiras, elas podem ser classificadas em carreiras de 
Estado, formadas principalmente por servidores estatutários no núcleo 
estratégico do Estado, e carreiras de empregados celetistas, utilizadas na 
administração indireta e nos serviços operacionais inclusive do núcleo 
estratégico. 
Portanto, são carreiras de Estado e de empregados celetistas, as primeiras do 
núcleo estratégico e as últimas nas atividades operacionais, que também 
podem ser do núcleo estratégico. 
A letra “E” é certa. O Plano Diretor tinha o projeto “Desenvolvimento de 
Recursos Humanos”. 
Esse projeto deverá ser implementado pelas diversas escolas de 
administração pública do Estado, como forma de viabilizar a estratégia de 
modernização da gestão pública. Tem como objetivo a formação e 
capacitação dos servidores públicos para o desenvolvimento de uma 
administração pública ágil e eficiente. 
Gabarito: D. 
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16. Acerca da governança e da governabilidade, assinale a opção correta. 
a) (CESPE/DPU/2010) A governabilidade possui um aspecto muito 
abrangente, que por vezes extrapola a dimensão estatal, pois envolve todo o 
cenário de articulação social para garantir a efetividade das medidas 
adotadas pelo governo por meio do desempenho dos atores e de sua 
capacidade de exercer poder. 
b) (ESAF/APO/2010) O exercício da Governança Pública, a exemplo do que 
ocorre no orçamento participativo, implica o aumento da importância do uso 
de critérios técnicos nos processos de decisão. 
c) (CESPE/DPU/2010) A base da governança, conceito proveniente do 
mercado privado, diz respeito à forma de estudo da interação entre partidos 
políticos e oposição. 
d) (CESPE/DPU/2010) O conceito de governança corresponde aos padrões 
de articulação e cooperação entre atores sociais e políticos e arranjos 
institucionais que coordenam e regulam transações dentro e por meio das 
fronteiras do sistema econômico. 
e) (CESPE/DPU/2010) O conceito de governabilidade relaciona-se com a 
capacidade de representação das instituições sociais no processo decisório 
de implementação de políticas públicas. 
A letra “A” é errada, é a governança e não a governabilidade. O conceito de 
governança vem passando por uma transformação, deixando de se restringir 
aos aspectos gerenciais e administrativos do Estado, para abranger aspectos 
ligados à cooperação entre os diversos atores e a capacidade destes em 
trabalharem juntos. 
A discussão mais recente do conceito de governança ultrapassa o marco 
operacional para incorporar questões relativas a padrões de articulação e 
cooperação entre atores sociais e políticos e arranjos institucionais que 
coordenam e regulam transações dentro e através das fronteiras do sistema 
econômico. Com a ampliação do conceito de governança fica cada vez mais 
imprecisa sua distinção daquele de governabilidade. 
Uma das definições de governança mais recentes, originária da América Latina, 
trata de fazer uma reapropriação do conceito de governance formulado pelo 
Banco Mundial, incluindo nele a dimensão da “justiça social”, como sendo uma 
responsabilidade do Estado. Essa nova interpretação é uma espécie de 
vertente de esquerda da noção de governança, que se opõe a noção difundida 
inicialmente pelo Banco. Enquanto esta última tem como orientação a redução 
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do tamanho do Estado, principalmente através do seu desengajamento em 
relação a questões sociais, a primeira tenta atribuir a esse mesmoEstado, o 
papel de ator principal nas soluções dos problemas sociais. 
É nesse contexto que Klaus Frey fala da existência de pelo menos duas 
grandes vertentes analíticas que tratam de governança. Uma seria orientada 
pela noção difundida pelo Banco Mundial, nela se inscrevem abordagens que 
tem como objetivos finais principais o aumento da eficiência e da eficácia dos 
governos, usando para isso mecanismos de participação da sociedade civil. Na 
outra vertente estão inscritas abordagens que focam o potencial democrático e 
emancipatório da sociedade civil, como por exemplo, a noção de governança 
participativa. Mas, segundo o autor as diferenças significativas entre essas 
abordagens parecem subsistir apenas no plano ideológico, já que em termos 
práticos elas parecem muito próximas. 
Em cada uma delas, a necessidade de se levar em conta a “questão da 
mobilização dos saberes” tem razões diferentes. Os que seguem a vertente do 
Banco Mundial olham a participação a partir “da lógica e das necessidades 
administrativas e governamentais”. Enquanto que, os adeptos da governança 
democrática, veem na participação a possibilidade da “emancipação social e da 
redistribuição do poder”. 
As teorias da governança estão se voltando cada vez mais para a análise das 
redes de políticas públicas, buscando analisar qual o papel do governo frente 
às mudanças que estão ocorrendo na prestação de serviços públicos. Por isso 
que a questão 14 fala “que extrapola a dimensão estatal, pois envolve todo o 
cenário de articulação social para garantir a efetividade das medidas adotadas 
pelo governo por meio do desempenho dos atores e de sua capacidade de 
exercer poder”. 
Segundo Löffer: 
A governança pode ser entendida como uma nova geração de reformas 
administrativas e de Estado, que têm como objeto a ação conjunta, levada 
a efeito de forma eficaz, transparente e compartilhada, pelo Estado, pelas 
empresas e pela sociedade civil, visando uma solução inovadora dos 
problemas sociais e criando possibilidades e chances de um 
desenvolvimento futuro sustentável para todos os participantes. 
A letra “B” é errada. Essa alternativa segue as novas tendências do conceito de 
governança, que a vê como a capacidade de diferentes atores – Estado, 
terceiro setor e mercado – em atuarem de forma coordenada na 
implementação das políticas públicas. A governança pública é vista como a 
gestão compartilhada, a capacidade do Estado em permitir a participação da 
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sociedade e gerar resultados para a sociedade por meio de uma atuação 
horizontal, não hierarquizada. 
Na questão 06 da aula passada vimos a seguinte alternativa, que se aproxima 
mais do conceito antigo de governança: 
1. (CESPE/TCE-PE/2004) O conceito de governança pública 
está associado às condições políticas de exercício da gestão. 
A questão é certa, pois a governança estaria ligada à gestão e a 
governabilidade à política. 
Agora, esta questão da ESAF, do ano passado, foi copiada de Leonardo Secchi: 
A Governança Pública também significa um resgate da política dentro da 
administração pública, diminuindo a importância de critérios técnicos
nos processos de decisão e um reforço de mecanismos participativos de 
deliberação na esfera pública. 
Portanto, segundo o autor com a Governança Pública, diminuí a necessidade 
de critérios técnicos. Esse texto do autor também foi usado na prova de AFRFB 
de 2009, que vimos na questão 05 da aula demonstrativa. 
Viram como a coisa é confusa, né gente? Já vimos como as bancas se 
embananam na hora de falar de conflitos de interesse e como os próprios 
autores divergem sobre isso. Quanto a essa questão dos critérios técnicos, 
normalmente se associa a governança com a técnica, com a gestão, mas essa 
nova tendência no conceito vem aproximando ela da política, inclusive 
relacionando com a legitimidade. Para Edmilson Francisco de Oliveira: 
Esse esforço teórico mostrou que a principal diferença entre governabilidade 
e governança está na forma como a legitimidade das ações dos governos é 
entendida. Enquanto no conceito de governabilidade a legitimidade vem da 
capacidade do governo de representar os interesses de suas próprias 
instituições. No conceito de governança, parte de sua legitimidade
vem do processo, do entendimento de que, quando grupos específicos da 
população quando participam da elaboração e implantação de uma política 
pública, ela tem mais chances de ser bem sucedida em seus objetivos. 
Podemos ver aqui que a legitimidade não é mais associada apenas ao conceito 
de governabilidade, ela passa a integrar também o conceito de governança. Na 
governabilidade, a legitimidade está relacionada com a representação de 
interesses, se a sociedade percebe o governo como um legítimo intermediário 
na disputa de interesses entre os diversos grupos da sociedade ou se ele é 
visto como direcionado para determinado grupo. Na governança, a 
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legitimidade está relacionada com a participação da sociedade nas decisões, se 
as políticas são formadas e implementadas junto com a sociedade. Por isso 
que a questão 15 fala em “representação das instituições sociais no processo 
decisório”. 
A letra “C” é errada, refere-se a um aspecto político, por isso é 
governabilidade. Aqui sim, quando falamos do relacionamento do Executivo e 
Legislativo, partidos políticos, estamos nos referindo à capacidade de governar, 
governabilidade. 
A letra “D” é certa. Segundo Maria Helena de Castro Santos: 
A governança refere-se a padrões de articulação e cooperação entre atores 
sociais e políticos e arranjos institucionais que coordenam e regulam 
transações dentro e por meio das fronteiras do sistema econômico, 
incluindo-se aí não apenas os mecanismos tradicionais de agregação de 
interesses, tais como os partidos políticos e grupos de pressão, como 
também redes sociais informais (de fornecedores, famílias, gerentes), 
hierarquias e associações de diversos tipos. 
A letra “E” é errada. Novamente é governança e não governabilidade. O 
conceito de governança deixa de estar restrito ao campo da gestão, para 
ganhar contornos políticos, tanto que Frederickson afirma que “a definição 
implica que a governança é inerentemente política, que envolve barganha e 
compromisso entre atores com interesses diversos”. 
Gabarito: D. 
17. (ESAF/ANEEL/2004) A maior transparência das ações governamentais 
visa a elevar 
I. a carga tributária; 
II. os níveis de controle social; 
III. a responsabilização política dos altos administradores públicos; 
IV. o controle do executivo sobre o legislativo. 
Escolha a opção correspondente às afirmativas corretas. 
a) I, II e III. 
b) I e II. 
c) III e IV. 
d) II e III. 
e) II, III e IV. 
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A afirmação I é errada. Quem estuda para a Receita Federal teria a tendência 
de marcá-la como certa, mas se contenham, não é um objetivo da 
transparência. 
A afirmação II é certa. A transparência permite que a sociedade tenha acesso 
às informações e realize o controle social. 
A afirmação III é certa. Podemos ver a transparência e a responsabilização 
como aspectos da accountability. Aí, é fácil perceber como um não funciona 
sem o outro. Sem prestação de contas, sem transparência, o controle fica 
prejudicado e a responsabilização também. 
A afirmação IV é errada. Na realidade seria o inverso, uma vez que o controle 
externo é atribuição do Legislativo sobre o Executivo. 
Gabarito: D. 
18. (ESAF/TCE-ES/2001) Maisdo que uma simples técnica de controle, a 
qualidade total sugere uma nova filosofia para a administração. Tal filosofia 
é orientada por determinados princípios. Entre as opções abaixo, assinale 
aquela que contém três destes princípios. 
a) Mentalidade preventiva; mudanças drásticas; foco no cliente. 
b) Mentalidade preventiva; mudanças graduais; envolvimento da alta 
administração. 
c) Foco no cliente; mudanças graduais; reforço da hierarquia. 
d) Controle estatístico; mudanças drásticas; foco no cliente. 
e) Controle estatístico; foco no produto; envolvimento da alta administração. 
A Qualidade Total tem cinco princípios: 
ƒ Quem define qualidade é o cliente; 
ƒ A qualidade deve ser um compromisso de toda a organização; 
ƒ O controle deve ser feito de forma descentralizada e por equipes; 
ƒ A qualidade deve ser buscada continuamente; 
ƒ Custos menores e eliminação de desperdício. 
Antes de entrarmos nos conceitos da Qualidade Total, vamos ver um pouco do 
histórico da qualidade nas organizações. Podemos identificar três fases da 
qualidade: 
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ƒ Inspeção em Massa 
ƒ Controle Estatístico da Qualidade 
ƒ Gestão da Qualidade Total. 
A inspeção em massa, do início do Século XX, buscava inspecionar todos os 
produtos que saiam da linha de produção, verificando se eles atendiam as 
especificações do projeto. Com o passar do tempo, o constante aumento das 
quantidades e da complexidade dos produtos fabricados elevava os custos para 
obtenção de níveis razoáveis de qualidade. Tornava-se impossível olhar peça 
por peça para saber se havia defeito ou não. Na década de 1930, as empresas 
desenvolveram e adaptaram ferramentas estatísticas para uso no controle da 
qualidade. 
Contudo, a lógica do controle de qualidade foi mantida. A qualidade ainda era 
verificada apenas no final do processo de produção. Somente depois que os 
produtos já estavam prontos é que se verificava se tinham defeitos ou não. Na 
década de 1950 começaram a surgir autores defendendo que a qualidade não 
deveria ser algo a ser pensado apenas no final da cadeia de produção, mas 
durante todo o processo. Uma organização que pretenda ser capaz de entregar 
produtos e serviços de qualidade aos seus clientes precisa que todos os seus 
departamentos e áreas funcionais excedam seu desempenho, e não somente a 
área de operações. Por isso dizemos que é chamada de qualidade total. 
A parir desta ideia, ganha importância a noção de trabalho em equipes dentro 
da organização. O controle é uma das funções administrativas, junto com o 
planejamento, a organização e a direção. A TQM é uma forma de controle 
descentralizado, ou seja, não burocrático. Os próprios funcionários podem 
realizar o controle, não há necessidade que ele parta de cima. Assim, é 
importante a formação de equipes para se discutir a qualidade e identificar os 
problemas dentro das organizações. 
Além disso, outra diferença em relação à visão anterior estava no conceito de 
qualidade. Enquanto antes se pensava na qualidade como a conformidade com 
o projeto, a ausência de defeitos, na metade do Século XX percebe-se que 
quem define o que é qualidade é o cliente, e não o projeto. Se um produto sai 
da linha de produção de acordo com o que fora pensado no projeto, não 
significa que o cliente irá gostar do produto. O projeto, desde o início, poderia 
estar equivocado. 
Um quarto ponto importante ligado ao surgimento da Qualidade Total está no 
fato de que a qualidade não é algo que, uma vez alcançado, não precisa mais 
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ser procurado. A busca pela qualidade deve ser contínua, todos os dias deve-
se tentar melhorar um pouco mais. 
No entanto, buscar um produto de maior qualidade não significa que este 
produto necessariamente terá um custo maior e, consequentemente, um preço 
maior para o consumidor. Outra ideia muito ligada à noção de qualidade total é 
a redução de custos por meio da eliminação de desperdícios. 
A letra “A” é errada porque as mudanças drásticas ocorrem na reengenharia, a 
qualidade busca a melhoria contínua, gradual. 
A letra “B” é certa, apesar de que seria mais correto falar em envolvimento dos 
funcionários, busca-se o controle de qualidade descentralizado. Mas a alta 
administração não deixa de participar. 
A letra “C” é errada porque são reforçadas as equipes e a descentralização, e 
não a hierarquia. 
A letra “D” é errada. O controle não é estatístico, essa é uma visão anterior, e 
as mudanças não são drásticas. 
A letra “E” é errada, também fala em controle estatístico. 
Gabarito: B. 
19. (ESAF/ANEEL/2004) Julgue as afirmações referentes a Moral e Ética e, 
em seguida, marque a opção que apresenta os itens corretos. 
I. Moral e Ética são termos que possuem sentido semelhante. 
II. "Moral” vem do latim mos, que quer dizer “costume”. 
III. “Ética” vem do grego ethos, que quer dizer “costume”. 
IV. Os dois termos – Moral e Ética – vêm do grego mos e ethos, sendo que o 
primeiro (mos) quer dizer “moradia” enquanto que o segundo (ethos) quer 
dizer “costume”. 
V. Moral e Ética são termos complementares um do outro e significam 
“costume” (ethos) segundo o lugar em que se mora (mos). 
a) I, II e III 
b) III, IV e V 
c) I, IV e V 
d) I, III e IV 
e) I, III, IV e V 
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A primeira afirmação é certa. Os dois conceitos são considerados em muitos 
casos como sinônimos. Vamos ver outra questão da ESAF: 
2. (ESAF/ANEEL/2006) Assinale a opção correta. 
a) Ética e moral, num sentido amplo, são palavras sinônimas. 
Referem-se aos valores que regem a conduta humana, tendo 
caráter normativo ou prescritivo. 
b) Ética e moral, num sentido amplo, são palavras sinônimas. 
Referem-se ao estudo dos princípios que explicam regras de 
conduta consideradas como universalmente válidas. 
c) A ética, num sentido restrito, está preocupada na 
construção de um conjunto de prescrições destinadas a 
assegurar uma vida em comum justa e harmoniosa. 
d) A ética, num sentido restrito, diz respeito aos costumes, 
valores e normas de conduta específicas de uma sociedade ou 
cultura. 
e) A moral, num sentido restrito, está preocupada em detectar 
os princípios que regem a conduta humana. 
A resposta foi a letra “A”. Aqui usaram o entendimento de que, num sentido 
amplo, ética e moral são sinônimos, abordam os padrões de conduta que são 
aceitos em determinada comunidade. A diferença está no sentido restrito, em 
que a ética é vista como o estudo da moral, ou seja, o estudo dos padrões de 
conduta. Por isso que a letra “B” é errada, já traz o conceito restrito de ética. A 
letra “E” é errada porque é a ética, num sentido restrito que procura detectar a 
moral. As letras “C” e “D” estão erradas porque trazem o conceito de moral, e 
não ética em um sentido restrito. 
As afirmações II e III são certas, mas temos que tomar cuidado, pois há uma 
diferença nas duas palavras. O termo “ética” é derivado da palavra grega 
Ethos, que significa modo de ser, caráter. Ética significa o que é bom para o 
indivíduo e para a sociedade. A “moral” vem de mos, que significa costumes. 
Os dois termos, em muitos casos, são considerados sinônimos. Porém, alguns 
os diferenciam afirmando que a moral se fundamenta na obediência a normas, 
tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos 
recebidos; enquanto a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de 
viver pelo pensamento humano. 
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As afirmações IV e V são erradas. A palavra grega “ethos” pode ser escrita de 
duas formas: com eta, (a letra e em tamanho pequeno) e com epsílon (a letra 
E em tamanho grande). 
Com e pequeno, ethos significa a morada, o abrigo permanente dos animais, 
ou dos seres humanos. A morada dá raízes ao homem, dá-lhe segurança e 
permite a ele sentir-se bem no mundo. A morada deve ser cuidada e 
continuamente retrabalhada, enfeitada e melhorada. Em outras palavras: o 
ethos não é algo acabado, mas algo aberto a ser sempre feito, refeito e 
cuidado como só acontece com a moradia humana. 
Ethos, escrito com E grande (o epsílon, em grego), significa os costumes, o 
conjunto de valores e de hábitos consagrados pela tradição cultural de um 
povo, traduzido comumente por moral. 
Gabarito: A. 
20. (ESAF/SEFAZ-CE/2006) A respeito da elaboração do Orçamento Geral 
da União, é correto afirmar, exceto: 
a) o Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso 
Nacional propondo a alteração do projeto de lei orçamentária a qualquer 
tempo. 
b) é prerrogativa do Presidente da República a iniciativa dos projetos de lei 
orçamentária. 
c) as emendas parlamentares aos projetos de lei orçamentária anual não 
poderão indicar como despesas a serem anuladas as destinadas ao 
pagamento de pessoal e seus encargos. 
d) na fase de tramitação no Congresso Nacional, cabe a uma comissão mista 
de Senadores e Deputados examinar e emitir parecer sobre os projetos de 
lei que tratam de orçamento. 
e) a proposta orçamentária para o exercício seguinte deverá ser enviada ao 
Congresso Nacional até 31 de agosto do ano anterior. 
A letra “A” é errada. Segundo a CF88: 
5º - O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso 
Nacional para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo 
enquanto não iniciada a votação, na Comissão mista, da parte cuja 
alteração é proposta. 
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O Presidente da República poderá remeter mensagem ao Congresso Nacional, 
propondo modificações nos projetos de lei, enquanto não iniciada a votação, 
na Comissão Mista, da parte cuja alteração é proposta. A mensagem deve ser 
enviada antes da votação na Comissão Mista, e não da votação no plenário. A 
apreciação das leis orçamentárias será em sessão conjunta entre as duas 
casas, mas a apuração de votos é feita separadamente. 
A letra “B” é certa. Segundo a CF88: 
Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: 
I - o plano plurianual; 
II - as diretrizes orçamentárias; 
III - os orçamentos anuais. 
A letra “C” é certa. Segundo a CF88: 
§ 3º - As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos 
que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso: 
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes 
orçamentárias; 
II - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de 
anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre: 
a) dotações para pessoal e seus encargos; 
b) serviço da dívida; 
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e 
Distrito Federal; ou 
III - sejam relacionadas: 
a) com a correção de erros ou omissões; ou 
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei. 
A letra “D” é certa. Segundo a CF88: 
Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes 
orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão 
apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento 
comum. 
§ 1º - Caberá a uma Comissão mista permanente de Senadores e 
Deputados: 
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e 
sobre as contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República; 
II - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, 
regionais e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o 
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acompanhamento e a fiscalização orçamentária, sem prejuízo da atuação 
das demais comissões do Congresso Nacional e de suas Casas, criadas de 
acordo com o art. 58. 
A letra “E” é certa. Os prazos para envio dos projetos de lei pelo Executivo e 
devolução pelo Legislativo são: 
Art. 35 do 
ADCT 
Prazos 
Encaminhamento 
ao Congresso 
Devolução 
para Sanção 
PPA 31 de agosto 22 de dezembro 
LDO 15 de abril 17 de julho 
LOA 31 de agosto 22 de dezembro 
Gabarito: A. 
1.3 SIMULADO 3 
21. (ESAF/AFC/2001) Em relação à organização administrativa, não é 
correto afirmar: 
a) A autonomia gerencial de órgão despersonalizado pode ser ampliada 
mediante contrato de gestão. 
b) Somente lei específica pode criar autarquia. 
c) As organizações sociais gozam de personalidade jurídica de direito 
privado. 
d) A área de atuação da fundação deve ser objeto de lei complementar. 
e) A participação da sociedade de economia mista em empresa privada 
prescinde de autorização legislativa. 
A letra “A” é certa. Órgãos despersonalizados são os órgãos públicos, que não 
possuem personalidade jurídica própria, como as entidades da administração 
indireta. Podemos ter órgãos na administração direta e também na indireta. 
Segundo a Lei 9.784 de 1999: 
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§ 2º Para os fins desta Lei, consideram-se: 
I - órgão - a unidade de atuação integrante da estrutura da Administração 
direta e da estrutura da Administração indireta; 
II - entidade - a unidade de atuação dotada de personalidade jurídica; 
Portanto, uma entidade da administração indireta pode ser estruturada em 
órgãos. 
A Emenda Constitucional nº 19 de 1998 inseriu então, no art. 37 da 
Constituição Federal, o §8º que trata do contrato de gestão dentro do poder 
público. 
§ 8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e 
entidades da administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante 
contrato, a ser firmado entre seus administradores e o poder público, que 
tenha por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou 
entidade, cabendo à lei dispor sobre: 
I - o prazo de duração do contrato; 
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, 
obrigações e responsabilidade dos dirigentes; 
III - a remuneração do pessoal 
Este contrato de gestão pode ser assinado por qualquer órgão da 
administração direta ou entidade da indireta. Até mesmo empresas públicas e 
sociedades de economia mista podem ganhar maior autonomia por meio de tal 
instrumento 
A letra “B” é certa. Segundo a CF88: 
XIX - somente por lei específica poderão ser criadas empresa pública, 
sociedade de economia mista, autarquia ou fundação pública;
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a 
instituição de empresa pública, sociedade de economia mista e de fundação, 
cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de sua 
atuação; 
Este inciso foi alterado pela Emenda Constitucional 19 de 1998. Surgiu então 
uma discussão em torno da criação das fundações públicas, que, segundo a 
nova redação, não seriam criadas por lei, mas sim teriam sua criação 
autorizada por lei. O STF analisou essa mudança e foi estabelecido que, 
atualmente, há duas modalidades de fundação pública: as de direito público e 
as de direito privado. Aquelas são criadas por lei específica; estas, pelo 
registro do ato constitutivo, após autorização em lei específica. 
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Assim, autarquias e fundações públicas de direito público são criadas por lei. 
Fundações públicas de direito privado, empresas públicas e sociedades de 
economia mista têm sua criação autorizada por lei e são criadas pelo de seu 
ato constitutivo. A lei específica autoriza a instituição da entidade; a partir 
desta autorização, o chefe do Poder Executivo edita o ato constitutivo da 
entidade, sob a forma de decreto; este decreto é levado a registro na Junta 
Comercial ou no Registro Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso; com a 
efetivação do registro a entidade adquire personalidade jurídica. 
A letra “C” é certa, as organizações sociais são pessoas jurídicas de direito 
privado que recebem uma qualificação do poder público. Elas não fazem parte 
do governo, nem da administração direta, nem da indireta. 
A letra “D” é certa. Revendo o inciso XIX: 
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a 
instituição de empresa pública, sociedade de economia mista e de fundação, 
cabendo à lei complementar, neste último caso, definir as áreas de 
sua atuação; 
A letra “E” é errada. Segundo a CF88: 
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de 
subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a 
participação de qualquer delas em empresa privada; 
“Prescindir” significa justamente que não depende. 
Gabarito: E. 
22. (CESPE/SEAD/2001) Acerca do denominado New Public Management, 
assinale a opção incorreta: 
a) é um campo de estudo, um recurso estruturador da discussão acadêmica 
e profissional acerca das transformações ocorridas no Estado e na gestão 
pública a partir de 1980. 
b) baseia-se em teorias contemporâneas de gestão e em abordagens do 
campo denominado neoinstitucionalismo econômico. 
c) prescreve formas de organização e gestão pública embasados na 
flexibilidade, na orientação por resultado, no foco no cliente e em 
accountability. 
d) foi originalmente muito influenciado por visões minimalistas sobre o 
Estado, oriundas da onda liberal. 
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e) a sua culminância foi o denominado consumeirismo, que, além de 
prescrever a aplicação de tecnologia de gestão privada nas organizações 
públicas, consistia numa forma velada de privatização e redução 
orçamentária. 
A letra “A” é certa. As reformas da segunda metade do Século XX que 
buscavam implantar a administração gerencial ficaram conhecidas como a 
Nova Gestão Pública (New Public Management). Segundo Humberto Falcão 
Martins: 
O NPM é um conjunto de argumentos e filosofias administrativas aceitas em 
determinados contextos e propostas como novo paradigma de gestão 
pública a partir da emergência dos temas crise e reforma do estado nos 
anos 80. O termo foi originalmente lançado como recurso estruturador da 
discussão acadêmica sobre as transformações transcorridas na gestão e 
organização executiva de governos a partir dos anos 80. 
Portanto, a Nova Gestão Pública em si não representa um novo paradigma, 
mas um campo de discussão profissional e de políticas públicas de abrangência 
internacional sobre assuntos que dizem respeito à gestão pública. Portanto, 
seu caráter é mais de análise do que prescritivo, ou seja, é mais de estudo do 
que aconteceu do que afirmação de como deveria ser. 
A letra “B” é certa. As teorias do neoinstitucionalismo econômico formaram 
algumas das bases da NGP. Trata-se uma escola de pensamento que emergiu 
ao longo da década de 1980, tendo como principal foco de análise as 
instituições. O neoinstitucionalismo faz parte das diversas correntes de 
pensamento econômico liberal. 
A contribuição do neoinstitucionalismo econômico ao discurso da crise do 
Estado é que as instituições são importantes (institutions matter) em dois 
principais sentidos: 
ƒ elas são vitais para a produção de resultados, mas são uma escolha de 
segunda ordem (second best), um mal necessário, uma vez que o 
mercado por si só não pode assegurar as transações sem estruturas ou 
organizações formais; 
ƒ as organizações não são instâncias tão racionais assim; a racionalidade 
(da eficiência econômica) é limitada, sujeita a uma série de 
“interferências” e constrangimentos decorrentes da sua natureza 
multifacetada (política, humana, cultural etc.). 
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A partir desses fundamentos, o Estado passa a ser considerado como um 
problema – logo, a solução seria haver menos Estado, e mais mercado e 
sociedade civil. 
Questão semelhante foi cobrada no concurso do TCU de 2002: 
3. (ESAF/TCU/2002) Teorias no âmbito do 
neoinstitucionalismo econômico, entre as quais a teoria da 
agência e a teoria da escolha pública, formam, juntamente 
com abordagens contemporâneas de gestão, a base conceitual 
do New Public Management. 
A questão é certa. Dentro do neoinstitucionalismo econômico, a Teoria da 
Escolha Pública (TEP) é o estudo dos processos de decisão política numa 
democracia, utilizando o instrumental analítico da economia, 
fundamentalmente os conceitos de comportamento racional e autointeresse 
que definem o homo economicus. Segundo a TEP, políticos e burocratas, da 
mesma forma que empresários e consumidores, são atores racionais e estão 
motivados pelo interesse próprio, que no caso dos políticos consiste em atingir 
o poder e/ou manter-se nele. Isso resulta muitas vezes no fracasso das 
políticas públicas em satisfazer de forma eficaz ao conjunto da sociedade ou 
mesmo à maioria da população através de políticas em prol do bem comum. A 
conclusão da TEP é que existem falhas na ação dos governos, da mesma forma 
que existem falhas no funcionamento do mercado. 
Outra corrente importante do neoinstitucionalismo é a Teoria da Agência, 
segundo a qual as relações contratuais, quer explícitas ou implícitas, delimitam 
a figura de um sujeito ativo que recebe o nome genérico de principal, e de um 
sujeito passivo chamado agente. O principal é quem contrata e o agente o 
contratado. A Teoria da Agência enfoca as transações sociais entre atores nas 
esferas tradicionais do Estado e do mercado como relações contratuais. 
Podemos observar três tipos de relações agente-principal na administração 
pública: 
ƒ Cidadãos e políticos: 
ƒ Políticos e burocratas; 
ƒ Estado (burocracia e sistema político) e agentes econômicos; 
Os primeiros são os principais, os segundos os agentes. O agente é contratado 
para perseguir objetivos do principal, mas possui seus próprios interesses, por 
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isso pode adotar condutas que prejudicam o primeiro, o que recebe o nome de 
risco moral. O caráter contratual da relação deve ser reforçado mediante 
incentivos. 
O ideal, para o principal, é um sistema de incentivos em que o agente só 
pode ganhar mais por meio de esforços que aumentam os benefícios do 
principal 
Daqui que vem muito da gestão por resultados, que seria uma forma de 
incentivar os burocratas a perseguirem os objetivos determinados. 
A letra “C” é certa. São características da NGP. O Public Service Oriented 
defende maior accountability, junto com a equidade. 
A letra “D” é certa, a NGP irá seguir orientações liberais. Porém, temos que 
tomar cuidado porque a administração gerencial, com o tempo, irá se afastar 
do neoliberalismo, e é errado afirmar que ela defende o Estado Mínimo. 
A letra “E” é errada. A terceira fase é o PSO, esse sim é a “culminância. Além 
disso, é no gerencialismo puro que temos privatizaçõese redução 
orçamentária, mas não tinha nada de velado não, era tudo muito claro. 
Gabarito: E. 
23. (CESPE/TRE-ES/2011) Em relação às reformas administrativas 
empreendidas no Brasil nos anos de 1930 a 1967, julgue os itens a seguir. 
a) Nesse período, a preocupação governamental direcionava-se mais ao 
caráter impositivo das medidas que aos processos de internalização das 
ações administrativas. 
b) Entre os anos 1950 e 1960, o modelo de gestão administrativa proposto 
estava voltado para o desenvolvimento, especialmente para a expansão do 
poder de intervenção do Estado na vida econômica e social do país. 
c) A instituição, em 1936, do Departamento de Administração do Serviço 
Público (DASP) teve como objetivo principal suprimir o modelo 
patrimonialista de gestão. 
d) As tentativas de reformas ocorridas na década de 50 do século passado 
guiavam-se estrategicamente pelos princípios autoritários e centralizados, 
típicos de uma nação em desenvolvimento. 
e) A estratégia da administração para o desenvolvimento teve como 
resultados, entre outros, a hipertrofia da administração indireta e um alto 
grau de insulamento burocrático. 
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A letra “A” é certa. Eram regimes ditatoriais, que impunham as reformas 
administrativas de cima para baixo, sem preocupação com a sua assimilação 
pela administração pública. 
A letra “B” é certa. Vivíamos o desenvolvimentismo, a ideia de colocar o Brasil 
entre os países industriais. E para isso se usava muito o Estado como 
empresário, produtor direto de bens e serviços. 
A letra “C” é certa. Tem um errinho, que é o fato de o DASP ter sido criado em 
1938, mas esse erro está no Plano Diretor. Segundo Bresser, a reforma 
burocrática brasileira inicia-se de fato em 1936 quando é criado o criado o 
Conselho Federal do Serviço Público Civil, que teria responsabilidade sobre a 
segunda perna do tripé. Já em 1938 tal Conselho foi transformado no 
Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP). 
O DASP viria a ter uma longa e importante trajetória na administração pública, 
vindo a ser extinto apenas em 1986. Ele passou a ser o órgão executor e, 
também, formulador da nova forma de pensar e organizar a administração 
pública. O DASP foi criado no início do Estado Novo, um momento em que o 
autoritarismo brasileiro ganhava força, com o objetivo de realizar a revolução 
modernizadora do país, industrializá-lo, e valorizar a competência técnica. 
Representou, assim, no plano administrativo, a afirmação dos princípios 
centralizadores e hierárquicos da burocracia clássica. 
A letra “D” é errada. Já na década de 1950 o governo JK buscou a 
descentralização, não era um governo autoritário, como no Estado Novo e na 
Ditadura de 1964. 
A letra “E” é certa. Juscelino Kubitschek tomou posse em 1956 e tentou 
implantar no Brasil a “Administração para o Desenvolvimento”, 
consubstanciada no Plano de Metas. A administração para o desenvolvimento 
foi um conjunto de ideias que surgiu a partir da década de 1950 que buscava 
discutir os meios administrativos necessários para alcançar as metas do 
desenvolvimento político, econômico e social. Defendia que era necessário 
reformar o sistema administrativo para transformá-lo em instrumento de 
modernização da sociedade. A ideia básica é a de que a administração pública 
deve adaptar-se às tarefas estatais com o propósito de servir eficientemente o 
desenvolvimento do país. 
Outro princípio desta corrente era a necessidade de planejar o 
desenvolvimento, visando estabelecer prioridades de investimento de recursos 
escassos para utilizá-los da melhor forma possível. Assim, a ação do governo 
deveria estar intimamente relacionada com o planejamento. 
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A aplicação da administração para o desenvolvimento no Brasil resultou, tanto 
no governo de JK quanto na ditadura, no crescimento (inclusive desordenado, 
hipertrofia) da administração indireta. Como se defendia a adequação da 
administração pública às necessidades desenvolvimentistas do país, eram 
necessárias estruturas administrativas mais flexíveis do que a rigidez do 
modelo burocrático implantado pelo DASP. 
Gabarito: D. 
24. (ESAF/CGU/2004) Assinale como verdadeira (V) ou falsa (F) as 
definições sobre a Governabilidade, relacionadas a seguir: 
( ) A governabilidade refere-se às próprias condições substantivas / 
materiais de exercício do poder e de legitimidade do Estado e do seu 
governo, derivadas da sua postura diante da sociedade civil e do mercado. 
( ) A governabilidade é a autoridade política do Estado em si, entendida 
como a habilidade que este tem para agregar os múltiplos interesses 
dispersos pela sociedade e apresentar-lhes um objetivo comum. 
( ) A fonte e a origem da governabilidade são as leis e o poder legislativo, 
pois é ele que garante a estabilidade política do Estado, por representar 
todas as unidades da Federação e os diversos segmentos da sociedade. 
( ) A fonte da governabilidade são os agentes públicos ou servidores do 
Estado que possibilitam a formulação / implementação correta das políticas 
públicas. 
( ) A governabilidade é o apoio obtido pelo Estado às suas políticas e à sua 
capacidade de articular alianças e coalizões para viabilizar o projeto de 
Estado e sociedade a ser implementado. 
Escolha a opção correta. 
a) V, F, V, V, F 
b) F, V, F, V, V 
c) V, V, F, F, V 
d) V, F, V, F, F 
e) F, F, V, F, V 
Essa questão foi copiada do texto “A conceituação de governabilidade e 
governança, da sua relação entre si e com o conjunto da reforma do Estado e 
do seu aparelho”, de Vinícius de Carvalho Araújo, disponível em: 
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www.enap.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=1
649
Segundo o autor: 
Em uma definição genérica, podemos dizer que a governabilidade refere-se 
às próprias condições substantivas/materiais de exercício do poder e 
de legitimidade do Estado e do seu governo derivadas da sua postura diante 
da sociedade civil e do mercado (em um regime democrático, claro). 
Pode ser concebida como a autoridade política do Estado em si, entendida 
como a capacidade que este tem para agregar os múltiplos interesses 
dispersos pela sociedade e apresentar-lhes um objetivo comum para os 
curto, médio e longo prazos. 
Estas condições podem ser sumarizadas como o apoio obtido pelo Estado às 
suas políticas e à sua capacidade de articular alianças e 
coalizões/pactos entre os diferentes grupos sócio-políticos para viabilizar 
o projeto de Estado e sociedade a ser implementado. 
Já a governança pode ser entendida como a outra face de um mesmo 
processo, ou seja, como os aspectos adjetivos/instrumentais da 
governabilidade. Em geral, entende-se a governança como a capacidade 
que um determinado governo tem para formular e implementar as suas 
políticas. Esta capacidade pode ser decomposta analiticamente em 
financeira, gerencial e técnica, todas importantes para a consecução das 
metas coletivas definidas que compõem o programa de um determinado 
governo, legitimado pelas urnas. 
A primeira, a segunda e a quinta afirmações são verdadeiras, estão na 
definição de governabilidade. Ainda segundo o autor: 
É importante lembrar também, como mais um elemento distintivo com a 
governança, que a fonte ou origem principal da governabilidade são 
os cidadãos e a cidadania organizada, ou seja, é a partir deles (e da sua 
capacidade de articulação em partidos, associações e demais instituições 
representativas) que surgem e se desenvolvemas condições citadas acima 
como imperativas para a governabilidade plena. 
Destacamos aqui que, diferente da governabilidade, a fonte da governança 
não são os cidadãos ou a cidadania organizada em si mesma, mas sim um 
prolongamento desta, ou seja, são os próprios agentes públicos ou 
servidores do Estado que possibilitam a formulação/implementação correta 
das políticas públicas e representam a face deste diante da sociedade civil e 
do mercado, no setor de prestação de serviços diretos ao público. 
A terceira afirmação é errada porque a fonte da governabilidade são os 
cidadãos e a cidadania organizada. A quarta afirmação é errada porque os 
agentes públicos são a fonte da governança, e não da governabilidade. 
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Gabarito: C. 
25. (CESPE/TCE-AC/2009) Assinale a opção correta acerca de 
accountability. 
(A) Accountability representa a opção que a organização tem de prestar 
contas dos resultados obtidos, em função das responsabilidades que 
decorrem de uma delegação de poder. 
(B) A accountability vertical restringe-se à dimensão eleitoral, o que significa 
premiar ou punir um governante nas eleições. 
(C) A accountability horizontal implica a existência de agências e instituições 
estatais possuidoras de poder legal e de fato para realizar ações que vão 
desde a supervisão de rotina até sanções legais contra atos delituosos de 
seus congêneres do Estado. 
(D) A visão de administração pública, em accountability, está indiretamente 
ligada à descentralização de responsabilidades. 
(E) A accountability não requer o acesso do cidadão à informação e à 
documentação relativas aos atos públicos. 
A accountability abrange a obrigação de prestar contas, não é uma opção. A 
letra “A” é errada. 
Vimos na aula passada a classificação da accountability, vamos rever as 
principais características de cada uma: 
Classificação da Accountability 
Vertical Horizontal Societal 
ƒ Controle exercido pelo 
processo eleitoral, por meio 
do voto, ou hierárquico. 
ƒ Controle exercido 
por agências 
governamentais 
ƒ Controle exercido 
pela sociedade – 
institucional ou não 
A letra “B” é errada. A accountability vertical pressupõe uma ação entre 
desiguais, seja sob a forma do mecanismo do voto (controle de baixo para 
cima) ou sob a forma do controle burocrático (de cima para baixo). A 
accountability vertical é, principalmente, embora de forma não exclusiva, a 
dimensão eleitoral, o que significa premiar ou punir um governante nas 
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eleições. No entanto, ela abrange também o controle exercido por instituições 
de hierarquia superior. 
A letra “C” é certa, traz o conceito de accountability horizontal. 
A visão de administração pública está DIRETAMENTE ligada à descentralização 
de responsabilidades. A letra “D” é errada. Temos accountability quando 
alguém transfere uma responsabilidade para um terceiro, relação estudada 
pela Teoria da Agência. 
Esta teoria as relações contratuais em que se observa a figura de um sujeito 
ativo que recebe o nome de principal, e de um sujeito passivo chamado 
agente. O principal é quem contrata e o agente o contratado. 
A suposição básica existente na relação principal-agente é de que o agente irá 
agir em favor do principal e que por isso receberá alguma recompensa. O 
agente, ou contratado, deverá desempenhar certas funções, de acordo com os 
critérios do principal, ou contratante. A teoria tenta identificar os incentivos 
que levam o agente a servir melhor os interesses do principal. 
Segundo essa teoria, os conflitos de agência aparecem quando o bem-estar de 
uma parte, o principal, depende das decisões tomadas por outra, responsável 
pela gestão do patrimônio do principal, o agente. 
O conceito de Accountability existe dentro dessa relação principal-agente, 
buscando definir as responsabilidades do agente em relação ao principal. A 
relação entre a sociedade e o Estado também é uma relação de principal-
agente. A sociedade é o principal que delega a responsabilidade pela gestão de 
seu patrimônio para o Estado. 
A transparência é imprescindível para a accountability. A letra “E” é errada. 
Gabarito: C. 
26. (ESAF/TCE-ES/2001) Entre as novas tecnologias gerenciais, a 
reengenharia aparece no início da década de 90 como uma das mais 
utilizadas e discutidas. Entre as opções abaixo, assinale a que melhor 
sintetiza a idéia básica da reengenharia. 
a) Automatizar os processos de trabalho. 
b) Efetuar mudanças graduais nos processos de trabalho. 
c) Redesenhar os processos de trabalho. 
d) Demitir os trabalhadores que não se adequem aos processos de trabalho. 
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e) Corrigir eventuais falhas nos processos de trabalho. 
O termo reengenharia foi usado pela primeira vez no mundo dos negócios em 
1990, no artigo “Reengineering Work: Don´t Automate, Obliterate”, de Michael 
Hammer. Traduzindo o nome do artigo temos “Reengenharia do trabalho: não 
automatize, elimine”. 
Podemos ver que a letra “A” é errada no nome do artigo, que justamente fala 
que a reengenharia fala que não é automatização. 
Hammer apresentou a seguinte definição oficial: 
Reengenharia é o repensar fundamental e o reprojeto radical dos processos 
empresariais para obter melhorias drásticas em desempenho. 
Existem quatro palavras-chave nesta definição. Vamos olhar primeiro para 
“melhorias drásticas”. A reengenharia não trata de melhorias marginais nos 
negócios. Tampouco se refere a realizar as coisas de 5 a 10 por cento melhor. 
Ela consiste em dar saltos quânticos de desempenho, alcançando inovações 
revolucionárias. A letra “B” é errada, pois não é gradua, é drástico e radical. 
A segunda palavra-chave é “radical”. Radical significa ir à raiz das coisas. A 
reengenharia não se preocupa em melhorar o que já existe. Ao contrário, 
trata-se de descartar o que existe e recomeçar, iniciar com a página em 
branco e reinventar sua maneira de trabalhar. A letra “E” é errada, pois não 
basta corrigir eventuais falhas, tem que começar do zero. 
A letra “C” é certa. A terceira palavra-chave na definição é “processo”. 
Hammer define processo como um grupo de tarefas relacionadas que, juntas, 
criam valor para o cliente. Por exemplo, o atendimento de pedidos é um 
processo que envolve uma série de tarefas: o recebimento do pedido, a 
entrada do pedido no computador, a verificação do crédito do cliente, a baixa 
dos produtos no estoque, a retirada dos produtos fisicamente dos depósitos, o 
embalar dos produtos em caixas, a entrega. Nenhuma dessas atividades, 
isoladamente, representa o menor interesse ou valor para o cliente. A única 
preocupação do cliente é com o produto final – os bens entregues, o que se 
cria com a soma total de todas essas atividades relacionadas. 
A quarta palavra-chave é “reprojeto”. A reengenharia trata da reconcepção de 
como o trabalho é feito. Frequentemente, pensamos em projeto como algo que 
se aplica apenas a projeto de produtos. Entretanto, a reengenharia baseia-se 
na premissa de que o projeto de processos – como o trabalho é feito – é de 
essencial importância. O ponto de partida para o sucesso organizacional 
consiste em processos bem projetados. 
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A letra “D” é errada. Na prática, a reengenharia resultou em muitas demissões, 
pois as empresas a utilizaram como uma desculpa para realizar processos de 
enxugamento.Porém, isso é a prática, na teoria a reengenharia busca 
redesenhar os processos, sem significar necessariamente que haverá 
demissões. 
Gabarito: C. 
27. (ESAF/ANEEL/2004) Os centros práticos das ações de melhoria na 
gestão pela qualidade são: 
a) as unidades organizacionais. 
b) as pessoas. 
c) os sistemas. 
d) os processos. 
e) as normas. 
Vimos na questão anterior que a reengenharia busca redesenhar os processos. 
Estes são de extrema importância também para a qualidade. É no processo 
que é medida a eficiência e a qualidade, em que são corrigidos os problemas. 
Os gerentes têm buscado meios para transformarem suas organizações em 
sistemas mais flexíveis que enfatizam uma resposta rápida e o foco no cliente. 
Há uma tendência de quebra das barreiras entre os departamentos, e muitas 
empresas estão adotando estruturas horizontais, baseadas nos processos de 
trabalho em vez de funções departamentais. 
A visão tradicional ou vertical de uma organização apresenta uma estrutura 
funcional, onde as atividades pertencentes a uma mesma área técnica ou de 
conhecimento são agrupadas em uma mesma unidade administrativa. Esta 
estrutura propicia uma visão distorcida da organização. Primeiramente, ela não 
mostra os clientes (para quem produz); em segundo lugar não são vistos os 
produtos/serviços fornecidos aos clientes (o que produz) e finalmente não se 
tem ideia do fluxo de trabalho por meio do qual são desenvolvidos, produzidos 
e entregues o produto/serviço (como produz). 
A estrutura horizontal é criada ao redor dos fluxos de trabalho ou dos 
processos centrais em vez das funções departamentais. Todas as pessoas que 
trabalham em um processo específico têm acesso entre si para que possam se 
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comunicar facilmente e coordenar seus esforços, compartilhar o conhecimento 
e proporcionar valor diretamente para os clientes. 
Ao se orientar pelos processos, a organização estará trabalhando com todas as 
dimensões complexas do seu negócio e poderá empregar, não mais de forma 
isolada, todos os seus esforços para adquirir as vantagens competitivas. 
A gestão por processos é muito semelhante à gestão por programas do PPA. 
Ao invés de cada órgão ficar preocupado com suas atividades, ela organiza a 
gestão em função de programas, que são definidos como um conjunto de 
ações necessárias para se resolve determinado problema da sociedade, para se 
gerar um produto. Assim, ao invés de cada órgão trabalhar isoladamente, eles 
trabalham juntos dentro de um mesmo programa. É o foco nos resultados. 
Gabarito: D. 
28. (FGV/BADESC/2010) As alternativas a seguir apresentam características 
do orçamento-programa, à exceção de uma. Assinale-a. 
a) O orçamento-programa aloca recursos para a consecução de objetivos e 
metas. 
b) O orçamento-programa adota, como principal critério de classificação, o 
funcional-programático. 
c) O orçamento-programa usa sistematicamente indicadores e padrões de 
medidas de desempenho. 
d) A estrutura do orçamento-programa é voltada para os aspectos 
administrativos e de planejamento. 
e) A elaboração do orçamento-programa considera as necessidades 
financeiras das unidades organizacionais. 
O orçamento-programa foi difundido pela Organização das Nações Unidas 
(ONU) a partir do final da década de 50, inspirado na experiência do 
orçamento de desempenho nos Estados Unidos da América. 
O orçamento-programa é instrumento de planejamento que permite identificar 
os programas, os projetos e as atividades que o governo pretende realizar, 
além de estabelecer os objetivos, as metas, os custos e os resultados 
esperados. 
O programa é um conjunto articulado de ações (relativas a investimentos, 
despesas correntes e outras ações não orçamentárias), para o alcance de um 
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objetivo. Esse objetivo é concretizado em resultados — resultado é a solução 
de um problema ou o atendimento de demanda da sociedade — mensurados 
pela evolução de indicadores no período de execução do programa, 
possibilitando, assim, a avaliação objetiva da atuação do governo. 
A constituição dos programas pressupõe orientar toda a ação do governo para 
a resolução de problemas ou demandas da sociedade. Isso rompe com a visão 
departamentalizada das organizações do setor público, cuja tradição tem sido 
a de otimizar sua função, independente dos resultados globais atingidos. 
Para James Giacomoni, o orçamento-programa é aquele que enfatiza: 
ƒ Os objetivos e propósitos perseguidos pela instituição e para cuja 
consecução são utilizados os recursos orçamentários. 
ƒ Os programas, isto é, os instrumentos de integração dos esforços 
governamentais, no sentido de concretização dos objetivos. 
ƒ Os custos dos programas medidos através da identificação dos meios ou 
insumos (pessoal, material, equipamentos, serviços etc.) necessários à 
obtenção de resultados. Tal análise pode, inclusive, projetar os custos 
para mais de um exercício financeiro. 
ƒ Medidas de desempenho, com a finalidade de medir as realizações, os 
esforços despendidos na execução dos programas e a responsabilidade 
pela execução. 
O orçamento-programa busca incorporar ao planejamento a preocupação com 
resultados, agregando num programa as ações necessárias para atender 
determinada demanda da sociedade. Ele não considera as necessidades 
financeiras, essa é a lógica tradicional. 
Gabarito: E. 
29. (CESPE/VÁRIAS) Acerca do empreendedorismo governamental, assinale 
a opção incorreta: 
a) A noção de empreendedorismo público denota uma postura estratégica 
proativa de organizações públicas e do próprio Estado como um 
empreendedor seletivo. 
b) O governo caracteristicamente empreendedor fomenta a transferência do 
poder decisório da burocracia para as comunidades, possibilitando a efetiva 
participação da população de modo a ser eficiente na resolução dos 
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problemas e no alcance dos objetivos consensualmente determinados por 
cada comunidade. 
c) O princípio da competição nos serviços públicos tem como meta a 
competição não apenas entre os setores público e privado, mas dentro de 
cada um desses dois setores que operam na jurisdição de um dado governo. 
d) O governo orientado por missões surge em associação às organizações 
públicas rigidamente dirigidas por normas e regulamentos. As organizações 
orientadas por missões são menos racionais, eficazes, criativas, embora 
possuam maior flexibilidade operativa e moral mais elevado. 
e) Caracterizado pela busca pró-ativa de resultados, pela eficiência e pela 
eficácia da gestão pública, o modelo do governo empreendedor se contrapõe 
ao modelo do governo burocrático, voltado para o controle interno e para a 
mera conformidade com os custos orçados. 
A letra “A” é certa. Segundo Humberto Falcão Martins: 
No âmbito micro-organizacional, propõe a adoção de tecnologia gerencial de 
ponta. No âmbito macro-organizacional, prescreve um setor público como 
empreendedor seletivo, baseado nos critérios empresariais, até mesmo 
competitivos dentre si e com o setor privado. 
Uma coisa importante em relação ao conceito de governo empreendedor é não 
confundir com governo empresário. O verdadeiro significado da palavra 
empreendedor é bem mais amplo. Segundo os autores, ela foi usada 
inicialmente por volta do ano 1800, para se referir àquele que “movimenta 
recursos econômicos de um setor de menor produtividade para um outro de 
maior produtividade e melhor rendimento”. Em outras palavras, oempreendedor emprega recursos de novas formas, para maximizar a 
produtividade e a eficiência. 
Já vimos os princípios do governo empreendedor: 
Princípios do Governo Empreendedor 
1. Preferência às alternativas de produção externa de bens e serviços: 
terceirização, parcerias governo-sociedade civil, voluntarismo etc.; 
2. Gestão participativa de programas e projetos com clientes; 
3. Estímulo à competição interna e externa; 
4. Desregulamentação interna, simplificação organizacional e 
clarificação de papeis e missões; 
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5. Avaliação e financiamentos baseados em resultados; 
6. Imagem do cliente como consumidor: com direito a escolhas, 
pesquisas de preferências e atitudes, treinamento de atendimento e 
formulários de sugestões; 
7. Criação de centros de resultados financeiros, promovendo ação 
pública rentável; 
8. Antevisão estratégica de serviços; 
9. Descentralização e desconcentração: controle hierárquico versus 
autoridade, desenvolvimento de equipes (team building), gestão 
participativa, cooperação trabalhadores-gerentes, círculos de 
controle de qualidade e programas de desenvolvimento gerencial; e 
10. Atingimento das finalidades governamentais através da 
reestruturação do mercado. 
 
A letra “B” é certa, está no segundo princípio. O governo empreendedor 
descentraliza a autoridade, abdica da hierarquia em nome da participação e do 
trabalho em equipe. Muitos dos princípios do governo empreendedor são os 
mesmos do paradigma pós-burocrático. 
A letra “C” é certa. O terceiro princípio é o da competição, que tem como meta 
a competição não apenas entre os setores público e privado, como, por 
exemplo, entre uma empresa estatal e uma concessionária na área de limpeza 
pública, mas dentro de cada um desses dois setores que operam na jurisdição 
de um dado governo. A questão não é público versus privado, mas competição 
versus monopólio. Assim, podemos ter os seguintes tipos de competição: 
ƒ Público versus privado; 
ƒ Privado versus privado; 
ƒ Público versus público. 
A letra “D” é errada. O quarto princípio é “Governo orientado por missões: 
transformando órgãos burocratizados”. Segundo Osborne e Gaebler: 
Nunca diga as pessoas como fazer as coisas. Diga-lhes apenas o que elas 
façam e ficará surpreso com sua engenhosidade. 
A maioria das organizações públicas é orientada não por suas missões, mas 
por suas regras e sua previsão orçamentária. Estabelecem uma regra para 
tudo que eventualmente possa sair errado, com uma linha adicional para cada 
subcategoria de gastos em cada unidade, de cada departamento. Em outras 
palavras, é como se uma cola poderosa unisse todas as burocracias públicas. É 
como uma supercola: vem em duas bisnagas diferentes. Em uma bisnaga, as 
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regras; na outra, as contas separadas. Misture tudo e o resultado será 
cimento. 
A letra “E” é certa. O oitavo princípio é “Governo preventivo: a prevenção em 
lugar da cura”. 
Os governos burocráticos tradicionais se concentram na prestação de serviços 
destinados a enfrentar problemas. Contra a doença, custeiam serviços 
médicos; e para combater o crime, aumentam o aparato policial; para lutar 
contra os incêndios, adquirem mais carros de bombeiros. O modelo burocrático 
trouxe consigo uma preocupação com a prestação do serviço – a preocupação 
em remar. Gastam somas consideráveis tratando os sintomas, atuando apenas 
quando os problemas se transformam em crises, enquanto faltam estratégias 
para a prevenção desses problemas. A burocracia é cega no que se refere ao 
futuro. 
Numa era em que as mudanças ocorrem com assustadora rapidez, a cegueira 
com relação ao futuro é uma falha mortal. Os governos empreendedores 
passaram a atuar de forma completamente diferente, fazendo da prevenção 
um tema central de sua administração. 
Gabarito: D. 
30. (ESAF/ANEEL/2004) Ética no setor público pode ser qualificada como 
I. cumprimento dos deveres e finalidades para os quais o serviço público foi 
criado. 
II. uso do cargo público para alcançar as finalidades de interesse do seu 
titular. 
III. poder responsabilizar o servidor público por aquilo que ele fez e, 
também, por aquilo que não fez mas que deveria tê-lo feito. 
IV. fornecimento aos cidadãos de informações relativas às razões que 
levaram à adoção de decisão de interesse público, num sentido ou noutro. 
V. pleitear ajuda financeira dos administrados, quando entender necessária, 
em retribuição ao cumprimento de suas obrigações funcionais. 
Estão corretos os itens 
a) I, II e III. 
b) I, III e IV. 
c) II, III e V. 
d) I, IV e V. 
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e) II, IV e V. 
Essa ficou fácil. Ética é cumprir com os deveres (I). É responsabilizar o 
servidor não só pelas suas ações, como também pelas omissões (III). É ter 
transparência e fornecer as informações aos cidadãos (IV). 
Ética não é usar o cargo em benefício próprio (II) nem pedir suborno (V). 
Gabarito: B. 
2 Lista das Questões 
2.1 SIMULADO 1 
1. Sobre organização político-administrativa, na Constituição Federal de 
1988, assinale a única opção correta. 
a) Em razão de emenda ao texto constitucional de 1988, todas as áreas das 
ilhas oceânicas ou costeiras que contenham sede de Municípios deixaram de 
ser bens da União. 
b) O registro, o acompanhamento e a fiscalização das concessões de direitos 
de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais são ações que se 
inserem na competência exclusiva da União. 
c) Compete ao município organizar e prestar, diretamente ou sob regime de 
concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluídos o de 
transporte coletivo e o de exploração local de gás canalizado, os quais têm 
caráter essencial. 
d) A utilização, pelo Governo do Distrito Federal, das polícias civil e militar e do 
corpo de bombeiros militar é matéria que se insere dentro da competência 
legislativa exclusiva desse ente da Federação. 
e) A intervenção da União nos Estados dependerá de provimento, pelo 
Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República, 
no caso de recusa à execução de lei federal. 
2. Assinale a opção incorreta. 
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a) No modelo patrimonialista de administração pública existe uma 
interpermeabilidade dos patrimônios público e privado. 
b) Um dos princípios do modelo burocrático de administração pública é um 
sistema administrativo impessoal, formal e racional. 
c) Um dos princípios do modelo patrimonialista de administração pública é o 
acesso por concurso ao serviço público. 
d) O modelo gerencial de administração pública tem como um dos seus 
objetivos garantir a propriedade e o contrato. 
e) O modelo burocrático de administração pública se baseia no serviço público 
profissional. 
3. Em relação à evolução do pensamento da Administração Pública no Brasil, 
assinale a afirmativa incorreta. 
(A) No Brasil, o modelo de administração burocrática emerge a partir dos anos 
30. Surge no quadro da aceleração da industrialização brasileira, em que o 
Estado assume papel decisivo, intervindo pesadamente no setor produtivo de 
bens e serviços. A partir da reforma empreendida no governo Vargas por 
Maurício Nabuco e Luiz Simões Lopes, a administração pública sofre um 
processo de racionalização que se traduziu no surgimento das primeiras 
carreiras burocráticase na tentativa de adoção do concurso como forma de 
acesso ao serviço público. A implantação da administração pública burocrática 
é uma consequência clara da emergência de um capitalismo moderno no país. 
(B) A reforma operada em 1967 pelo Decreto-Lei nº 200 constitui um marco 
na tentativa de superação da rigidez burocrática, podendo ser considerada 
como um primeiro momento da administração gerencial no Brasil. Mediante o 
referido decreto-lei, realizou-se a transferência de atividades para autarquias, 
fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista, a fim de obter-
se maior dinamismo operacional por meio da descentralização funcional. 
Instituíram-se, como princípios de racionalidade administrativa, o 
planejamento e o orçamento, o descongestionamento das chefias executivas 
superiores (desconcentração/descentralização), a tentativa de reunir 
competência e informação no processo decisório, a sistematização, a 
coordenação e o controle. 
(C) No início dos anos 80, registrou-se uma nova tentativa de reformar a 
burocracia e orientá-la na direção da administração pública gerencial, com a 
criação do Ministério da Desburocratização e do Programa Nacional de 
Desburocratização – PrND, cujos objetivos eram a revitalização e agilização 
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das organizações do Estado, a descentralização da autoridade, a melhoria e 
simplificação dos processos administrativos e a promoção da eficiência. As 
ações do PrND voltaram-se inicialmente para o combate à burocratização dos 
procedimentos. Posteriormente, foram dirigidas para o desenvolvimento do 
Programa Nacional de Desestatização, num esforço para conter os excessos da 
expansão da administração descentralizada, estimulada pelo Decreto-Lei nº 
200/67. 
(D) O Plano Diretor de Reforma do Aparelho do Estado, da década de 1990, 
preconizava que na administração pública gerencial a estratégia se volta: (i) 
para a definição precisa dos objetivos que o administrador público deverá 
atingir em sua unidade; (ii) para a garantia de autonomia do administrador na 
gestão dos recursos humanos, materiais e financeiros que lhe forem colocados 
à disposição para que possa atingir os objetivos contratados; e (iii) para o 
controle ou cobrança a posteriori dos resultados. Adicionalmente, pratica-se a 
competição administrada no interior do próprio Estado, quando há a 
possibilidade de estabelecer concorrência entre unidades internas. No plano da 
estrutura organizacional, a descentralização e a redução dos níveis 
hierárquicos tornam-se essenciais e, enfim, negava todos os Princípios da 
Administração Burocrática. 
(E) Nos anos 2000, podemos elencar como novas ferramentas de 
Administração Pública o uso das Parcerias Público-Privadas e a aprovação da 
legislação sobre consórcios públicos, o que pode gerar um novo arranjo de 
gestão frente a alguns problemas referentes à questão federativa. 
4. Mudanças de grande intensidade aparecem em todos os ambientes - 
competitivo, tecnológico, econômico, social - provocando o surgimento de 
novos conceitos e técnicas para administrar organizações. Muitas dessas 
novidades eram ideias que já vinham evoluindo ao longo do tempo, e outras 
são ou foram autênticas inovações trazidas especialmente pela evolução da 
tecnologia. 
Uma dessas técnicas refere-se à busca das melhores práticas da 
administração, isso como forma de ganhar vantagens competitivas. Essa 
técnica, consiste em fazer comparações e procurar imitar as organizações, 
concorrentes ou não, do mesmo ramo de negócio ou de outros, que façam algo 
de maneira particularmente bem feita, denomina-se: 
a) Brainstorming 
b) Benchmarking 
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c) Downsizing 
d) Balanced scoredcard 
e) Brainwriting 
5. Um dos conceitos mais importantes para a moderna gestão do setor 
público é o de "acountability". Admitindo a inexistência de uma tradução exata 
do termo para o português, assinale entre as opções abaixo aquela que melhor 
expressa o significado desse conceito. 
a) Refere-se a novos processos contábeis, menos burocráticos e mais 
adequados à moderna gestão da coisa pública. 
b) Indica a tomada de responsabilidade por parte dos funcionários públicos em 
suas relações com os cidadãos. 
c) Indica o alcance da eficiência na gestão da coisa pública. 
d) Refere-se a novos padrões de desempenho na gestão dos recursos 
financeiros, mais adequados às dificuldades enfrentadas pelos estados 
nacionais. 
e) Relaciona-se à satisfação do funcionário público no desempenho de suas 
tarefas cotidianas. 
6. As novas tecnologias da informação cada vez mais fazem parte do dia-a-
dia das organizações, tanto públicas como privadas. A adoção e a utilização 
adequadas destas novas tecnologias pelo setor público podem representar 
enormes benefícios. Entre as opções abaixo, assinale aquela que não indica um 
benefício garantido pela utilização das novas tecnologias da informação no 
setor público. 
a) Ao possibilitar a automatização do controle, tendem a liberar o funcionário 
público para o exercício de atividades fins. 
b) Facilitam a documentação e a disseminação dos resultados do desempenho. 
c) Facilitam a comunicação interorganizacional, contribuindo para a integração 
entre os diversos setores da administração pública. 
d) Agilizam o contato entre a administração pública e os cidadãos, facilitando o 
controle externo. 
e) Ao possibilitar o controle das ações administrativas por parte dos cidadãos, 
garantem transparência na utilização dos recursos públicos. 
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7. Com relação à Parceria Público-Privada (PPP), é correto afirmar que: 
(A) a principal dificuldade, no Brasil, para a implementação de projetos de PPP 
é a ausência de legislação específica que regule a criação de modalidades de 
contratos administrativos desta natureza. 
(B) a PPP, formalmente, é um contrato administrativo de concessão, na 
modalidade patrocinada ou administrativa, sendo a concessão administrativa o 
contrato de prestação de serviços dos quais a Administração Pública seja a 
usuária direta ou indireta. 
(C) o aumento do número de projetos de PPP, em nível nacional e mundial, 
reflete as novas funções do setor público, em especial a importância de sua 
função estabilizadora. 
(D) a principal justificativa teórica para a adoção de projetos de PPP no Brasil é 
a disponibilidade positiva de recursos financeiros pelo poder público e o 
aproveitamento da eficiência de gestão do setor privado. 
(E) o estabelecimento de projetos de PPP, no Brasil, é uma das soluções para a 
chamada “crise do setor público” observada no País. 
8. De acordo com o Decreto nº 1.171/1994 (Código de Conduta do Servidor 
Público Civil do Poder Executivo Federal), são deveres fundamentais do 
servidor público 
I. ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade do seu 
caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas opções, a melhor e 
a mais vantajosa para o bem comum. 
II. não prejudicar a Administração Pública, mesmo que, para tanto, seja 
necessário omitir a verdade sobre fato relevante. 
III. abster-se de observar as formalidades legais desde que não cometa 
qualquer violação expressa à lei. 
IV. facilitar a fiscalização de todos os atos ou serviços por quem de direito. 
V. apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao exercício da 
função. 
Estão corretos os itens 
a) I, II e III. 
b) II, IV e V. 
c) III, IV e V. 
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d) I, II e IV. 
e) I, IV e V. 
9. Em gestão pública é importante o exercício, pelos cidadãos, do controle 
social. A gestão pública de excelência, orientada para resultados precisa denifir 
uma estratégia vigorosa de indução do controle social por parte da sociedade. 
Em muitos países, de diversas maneiras, essa estratégia tem estado presente 
quando se fala em excelência de atendimento. Assinale a assertiva que 
apresenta a base dessa estratégia indutora do controle social. 
a) O estabelecimento e a divulgação de padrões de qualidade de atendimento. 
b) A realização de pesquisas de imagem da organização prestadora de serviço 
público. 
c) A promoção da responsabilidade pública e da cidadania. 
d) O compartilhamento de valores éticos. 
e) O gerenciamento das sugestões dos usuários. 
10. Na integração do Sistema de Planejamento e Orçamento Federal, indique 
qual(ais) instrumento(s) legal(is) explicita(m) as metas e prioridades para 
cada ano. 
a) O Plano Plurianual (PPA) e a Lei Orçamentária Anual. 
b) A Lei de Responsabilidade Fiscal. 
c) A Lei de Diretrizes Orçamentárias. 
d) A Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei Orçamentária Anual. 
e) A Lei Orçamentária Anual. 
2.2 SIMULADO 2 
11. São entidades políticas, com personalidade jurídica de direito público 
interno, integrantes da República Federativa do Brasil 
a) as autarquias da União e dos Estados. 
b) as autarquias e empresas públicas da União. 
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c) os Estados brasileiros. 
d) os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário da União. 
e) os Três Poderes da União, dos Estados e dos Municípios. 
12. O tipo de aparato administrativo característico das dominações racionais-
legais, descrito por Max Weber no início do século XX, denominado burocracia, 
surgiu como um modelo capaz de combater as mazelas da administração 
patrimonial. A partir da descrição de Weber sobre a burocracia, assinale entre 
as opções abaixo aquela que reúne características descritas pelo autor para 
este tipo de aparato administrativo. 
a) disciplina; formalismo; hierarquia; mérito. 
b) lealdade; disciplina; formalismo; hierarquia. 
c) disciplina; mérito; impessoalidade; descentralização. 
d) integração; hierarquia; mérito; formalismo. 
e) impessoalidade; descentralização; disciplina; integração. 
13. A respeito do new public management (NPM), assinale a opção incorreta. 
a) O NPM é um conjunto de teorias predominantemente descritivas acerca do 
perfil de atuação do Estado. 
b) Um dos principais argumentos do NPM é que a crescente complexidade do 
contexto das organizações públicas requer modelos de gestão mais flexíveis, 
de tal forma a processarem demandas cada vez mais dinâmicas de seus 
segmentos beneficiários. 
c) Eficiência é o valor central da abordagem gerencialista. 
d) Uma das características da fase consumerista das reformas britânicas foi a 
redução do quadro de servidores. 
e) No Brasil, a reforma gerencial preconizada no Plano Diretor da Reforma do 
Aparelho do Estado foi inspirada predominantemente nas implementações 
britânicas dos princípios do NPM. 
14. O Decreto-Lei nº 200, que embasou a reforma administrativa de 1967, é 
considerado um avanço na busca de superação da rigidez burocrática e é tido 
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como um marco na introdução da administração gerencial no Brasil. A respeito 
do referido diploma legal, é correto afirmar que 
(A) desencadeou um movimento de centralização progressiva das decisões no 
Executivo Federal. 
(B) introduziu uma política desenvolvimentista, fundada em parcerias com o 
setor privado. 
(C) possibilitou a transferência de atividades para autarquias, fundações, 
empresas públicas e sociedades de economia mista, visando alcançar a 
descentralização funcional. 
(D) promoveu a multiplicação de órgãos de planejamento junto à 
Administração Pública federal, estadual e municipal, com o objetivo de 
formularem planos regionalizados de fomento à indústria. 
(E) estabeleceu mecanismos de controle de desempenho e avaliação de 
resultados da atuação dos servidores. 
15. O Plano Diretor da Reforma do Estado que começou a ser implementado 
no primeiro Governo Fernando Henrique propôs uma nova política de recursos 
humanos para o setor público. Entre as opções abaixo, assinale aquela que não 
representa uma proposta dessa nova política. 
a) Uma política de concursos regulares que permita a lotação adequada ao 
pleno desenvolvimento das atividades. 
b) Organização das carreiras baseada nas atribuições dos cargos, buscando-se, 
sempre que possível, o enriquecimento do trabalho. 
c) Nova regulamentação para os benefícios que compõem a seguridade social 
dos servidores. 
d) A classificação dos cargos baseada em dois tipos de carreira: do núcleo 
estratégico e do núcleo operacional. 
e) Desenvolvimento dos recursos humanos por meio da formação e 
capacitação dos servidores públicos. 
16. Acerca da governança e da governabilidade, assinale a opção correta. 
a) A governabilidade possui um aspecto muito abrangente, que por vezes 
extrapola a dimensão estatal, pois envolve todo o cenário de articulação social 
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para garantir a efetividade das medidas adotadas pelo governo por meio do 
desempenho dos atores e de sua capacidade de exercer poder. 
b) O exercício da Governança Pública, a exemplo do que ocorre no orçamento 
participativo, implica o aumento da importância do uso de critérios técnicos 
nos processos de decisão. 
c) A base da governança, conceito proveniente do mercado privado, diz 
respeito à forma de estudo da interação entre partidos políticos e oposição. 
d) O conceito de governança corresponde aos padrões de articulação e 
cooperação entre atores sociais e políticos e arranjos institucionais que 
coordenam e regulam transações dentro e por meio das fronteiras do sistema 
econômico. 
e) O conceito de governabilidade relaciona-se com a capacidade de 
representação das instituições sociais no processo decisório de implementação 
de políticas públicas. 
17. A maior transparência das ações governamentais visa a elevar 
I. a carga tributária; 
II. os níveis de controle social; 
III. a responsabilização política dos altos administradores públicos; 
IV. o controle do executivo sobre o legislativo. 
Escolha a opção correspondente às afirmativas corretas. 
a) I, II e III. 
b) I e II. 
c) III e IV. 
d) II e III. 
e) II, III e IV. 
18. Mais do que uma simples técnica de controle, a qualidade total sugere 
uma nova filosofia para a administração. Tal filosofia é orientada por 
determinados princípios. Entre as opções abaixo, assinale aquela que contém 
três destes princípios. 
a) Mentalidade preventiva; mudanças drásticas; foco no cliente. 
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b) Mentalidade preventiva; mudanças graduais; envolvimento da alta 
administração. 
c) Foco no cliente; mudanças graduais; reforço da hierarquia. 
d) Controle estatístico; mudanças drásticas; foco no cliente. 
e) Controle estatístico; foco no produto; envolvimento da alta administração. 
19. Julgue as afirmações referentes a Moral e Ética e, em seguida, marque a 
opção que apresenta os itens corretos. 
I. Moral e Ética são termos que possuem sentido semelhante. 
II. "Moral” vem dolatim mos, que quer dizer “costume”. 
III. “Ética” vem do grego ethos, que quer dizer “costume”. 
IV. Os dois termos – Moral e Ética – vêm do grego mos e ethos, sendo que o 
primeiro (mos) quer dizer “moradia” enquanto que o segundo (ethos) quer 
dizer “costume”. 
V. Moral e Ética são termos complementares um do outro e significam 
“costume” (ethos) segundo o lugar em que se mora (mos). 
a) I, II e III 
b) III, IV e V 
c) I, IV e V 
d) I, III e IV 
e) I, III, IV e V 
20. A respeito da elaboração do Orçamento Geral da União, é correto afirmar, 
exceto: 
a) o Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional 
propondo a alteração do projeto de lei orçamentária a qualquer tempo. 
b) é prerrogativa do Presidente da República a iniciativa dos projetos de lei 
orçamentária. 
c) as emendas parlamentares aos projetos de lei orçamentária anual não 
poderão indicar como despesas a serem anuladas as destinadas ao pagamento 
de pessoal e seus encargos. 
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d) na fase de tramitação no Congresso Nacional, cabe a uma comissão mista 
de Senadores e Deputados examinar e emitir parecer sobre os projetos de lei 
que tratam de orçamento. 
e) a proposta orçamentária para o exercício seguinte deverá ser enviada ao 
Congresso Nacional até 31 de agosto do ano anterior. 
2.3 SIMULADO 3 
21. Em relação à organização administrativa, não é correto afirmar: 
a) A autonomia gerencial de órgão despersonalizado pode ser ampliada 
mediante contrato de gestão. 
b) Somente lei específica pode criar autarquia. 
c) As organizações sociais gozam de personalidade jurídica de direito privado. 
d) A área de atuação da fundação deve ser objeto de lei complementar. 
e) A participação da sociedade de economia mista em empresa privada 
prescinde de autorização legislativa. 
22. Acerca do denominado New Public Management, assinale a opção 
incorreta: 
a) é um campo de estudo, um recurso estruturador da discussão acadêmica e 
profissional acerca das transformações ocorridas no Estado e na gestão pública 
a partir de 1980. 
b) baseia-se em teorias contemporâneas de gestão e em abordagens do 
campo denominado neoinstitucionalismo econômico. 
c) prescreve formas de organização e gestão pública embasados na 
flexibilidade, na orientação por resultado, no foco no cliente e em 
accountability. 
d) foi originalmente muito influenciado por visões minimalistas sobre o Estado, 
oriundas da onda liberal. 
e) a sua culminância foi o denomindo consumeirismo, que, além de prescrever 
a aplicação de tecnologia de gestão privada nas organizações públicas, 
consistia numa forma velada de privatização e redução orçamentária. 
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23. Em relação às reformas administrativas empreendidas no Brasil nos anos 
de 1930 a 1967, julgue os itens a seguir. 
a) Nesse período, a preocupação governamental direcionava-se mais ao 
caráter impositivo das medidas que aos processos de internalização das ações 
administrativas. 
b) Entre os anos 1950 e 1960, o modelo de gestão administrativa proposto 
estava voltado para o desenvolvimento, especialmente para a expansão do 
poder de intervenção do Estado na vida econômica e social do país. 
c) A instituição, em 1936, do Departamento de Administração do Serviço 
Público (DASP) teve como objetivo principal suprimir o modelo patrimonialista 
de gestão. 
d) As tentativas de reformas ocorridas na década de 50 do século passado 
guiavam-se estrategicamente pelos princípios autoritários e centralizados, 
típicos de uma nação em desenvolvimento. 
e) A estratégia da administração para o desenvolvimento teve como 
resultados, entre outros, a hipertrofia da administração indireta e um alto grau 
de insulamento burocrático. 
24. Assinale como verdadeira (V) ou falsa (F) as definições sobre a 
Governabilidade, relacionadas a seguir: 
( ) A governabilidade refere-se às próprias condições substantivas / materiais 
de exercício do poder e de legitimidade do Estado e do seu governo, derivadas 
da sua postura diante da sociedade civil e do mercado. 
( ) A governabilidade é a autoridade política do Estado em si, entendida como 
a habilidade que este tem para agregar os múltiplos interesses dispersos pela 
sociedade e apresentar-lhes um objetivo comum. 
( ) A fonte e a origem da governabilidade são as leis e o poder legislativo, pois 
é ele que garante a estabilidade política do Estado, por representar todas as 
unidades da Federação e os diversos segmentos da sociedade. 
( ) A fonte da governabilidade são os agentes públicos ou servidores do Estado 
que possibilitam a formulação / implementação correta das políticas públicas. 
( ) A governabilidade é o apoio obtido pelo Estado às suas políticas e à sua 
capacidade de articular alianças e coalizões para viabilizar o projeto de Estado 
e sociedade a ser implementado. 
Escolha a opção correta. 
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a) V, F, V, V, F 
b) F, V, F, V, V 
c) V, V, F, F, V 
d) V, F, V, F, F 
e) F, F, V, F, V 
25. Assinale a opção correta acerca de accountability. 
(A) Accountability representa a opção que a organização tem de prestar contas 
dos resultados obtidos, em função das responsabilidades que decorrem de uma 
delegação de poder. 
(B) A accountability vertical restringe-se à dimensão eleitoral, o que significa 
premiar ou punir um governante nas eleições. 
(C) A accountability horizontal implica a existência de agências e instituições 
estatais possuidoras de poder legal e de fato para realizar ações que vão desde 
a supervisão de rotina até sanções legais contra atos delituosos de seus 
congêneres do Estado. 
(D) A visão de administração pública, em accountability, está indiretamente 
ligada à descentralização de responsabilidades. 
(E) A accountability não requer o acesso do cidadão à informação e à 
documentação relativas aos atos públicos. 
26. Entre as novas tecnologias gerenciais, a reengenharia aparece no início da 
década de 90 como uma das mais utilizadas e discutidas. Entre as opções 
abaixo, assinale a que melhor sintetiza a idéia básica da reengenharia. 
a) Automatizar os processos de trabalho. 
b) Efetuar mudanças graduais nos processos de trabalho. 
c) Redesenhar os processos de trabalho. 
d) Demitir os trabalhadores que não se adequem aos processos de trabalho. 
e) Corrigir eventuais falhas nos processos de trabalho. 
27. Os centros práticos das ações de melhoria na gestão pela qualidade são: 
a) as unidades organizacionais. 
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b) as pessoas. 
c) os sistemas. 
d) os processos. 
e) as normas. 
28. As alternativas a seguir apresentam características do orçamento-
programa, à exceção de uma. Assinale-a. 
a) O orçamento-programa aloca recursos para a consecução de objetivos e 
metas. 
b) O orçamento-programa adota, como principal critério de classificação, o 
funcional-programático. 
c) O orçamento-programa usa sistematicamente indicadores e padrões de 
medidas de desempenho. 
d) A estrutura do orçamento-programa é voltada para os aspectos 
administrativos e de planejamento. 
e) A elaboração do orçamento-programa considera as necessidades financeiras 
das unidades organizacionais. 
29. Acerca do empreendedorismo governamental, assinale a opção incorreta: 
a) A noção de empreendedorismo público denota uma postura estratégica 
proativa de organizaçõespúblicas e do próprio Estado como um empreendedor 
seletivo. 
b) O governo caracteristicamente empreendedor fomenta a transferência do 
poder decisório da burocracia para as comunidades, possibilitando a efetiva 
participação da população de modo a ser eficiente na resolução dos problemas 
e no alcance dos objetivos consensualmente determinados por cada 
comunidade. 
c) O princípio da competição nos serviços públicos tem como meta a 
competição não apenas entre os setores público e privado, mas dentro de cada 
um desses dois setores que operam na jurisdição de um dado governo. 
d) O governo orientado por missões surge em associação às organizações 
públicas rigidamente dirigidas por normas e regulamentos. As organizações 
orientadas por missões são menos racionais, eficazes, criativas, embora 
possuam maior flexibilidade operativa e moral mais elevado. 
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e) Caracterizado pela busca pró-ativa de resultados, pela eficiência e pela 
eficácia da gestão pública, o modelo do governo empreendedor se contrapõe 
ao modelo do governo burocrático, voltado para o controle interno e para a 
mera conformidade com os custos orçados. 
30. Ética no setor público pode ser qualificada como 
I. cumprimento dos deveres e finalidades para os quais o serviço público foi 
criado. 
II. uso do cargo público para alcançar as finalidades de interesse do seu titular. 
III. poder responsabilizar o servidor público por aquilo que ele fez e, também, 
por aquilo que não fez mas que deveria tê-lo feito. 
IV. fornecimento aos cidadãos de informações relativas às razões que levaram 
à adoção de decisão de interesse público, num sentido ou noutro. 
V. pleitear ajuda financeira dos administrados, quando entender necessária, 
em retribuição ao cumprimento de suas obrigações funcionais. 
Estão corretos os itens 
a) I, II e III. 
b) I, III e IV. 
c) II, III e V. 
d) I, IV e V. 
e) II, IV e V. 
3 Gabarito 
1. E 
2. D 
3. D 
4. B 
5. B 
6. E 
7. B 
8. E 
9. A 
10. C 
11. C 
12. A 
13. D 
14. C 
15. D 
16. D 
17. D 
18. B 
19. A 
20. A 
21. E 
22. E 
23. D 
24. C 
25. C 
26. C 
27. D 
28. E 
29. D 
30. B
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4 Pontos Importantes da Aula 
ƒ Accountability não se refere a controles contábeis, é muito mais 
abrangente que isso. 
ƒ Nas PPPs, concessão patrocinada é a concessão de serviços públicos ou 
de obras públicas, quando envolver, adicionalmente à tarifa cobrada dos 
usuários contraprestação pecuniária do parceiro público ao parceiro privado. 
ƒ A concessão administrativa é o contrato de prestação de serviços de que 
a Administração Pública seja a usuária direta ou indireta, ainda que envolva 
execução de obra ou fornecimento e instalação de bens. 
ƒ A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades
da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o 
exercício financeiro subsequente, orientará a elaboração da lei orçamentária 
anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá a 
política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento. 
ƒ A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de forma regionalizada, 
as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as 
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos 
programas de duração continuada. 
ƒ A Governança Pública também significa um resgate da política dentro da 
administração pública, diminuindo a importância de critérios técnicos nos 
processos de decisão e um reforço de mecanismos participativos de 
deliberação na esfera pública. 
ƒ A fonte ou origem principal da governabilidade são os cidadãos e a 
cidadania organizada, ou seja, é a partir deles (e da sua capacidade de 
articulação em partidos, associações e demais instituições representativas) que 
surgem e se desenvolvem as condições citadas acima como imperativas para a 
governabilidade plena. 
ƒ A fonte da governança são os próprios agentes públicos ou 
servidores do Estado que possibilitam a formulação/implementação correta das 
políticas públicas e representam a face deste diante da sociedade civil e do 
mercado, no setor de prestação de serviços diretos ao público.

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