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UNIVERSIDADE estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE Centro de Ciências Agrárias – CCA Curso de Zootecnia Lucas Luan Tonelli Paulo Evaristo Rupolo Vivian Herrmann SEMINÁRIO DE TPOA JULHO 2018 CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS POR IRRADIAÇÃO INTRODUÇÃO A irradiação é uma técnica eficiente na conservação dos alimentos; Reduz as perdas naturais causadas por processos fisiológicos (brotamento, maturação e envelhecimento); Elimina ou reduz microrganismos, parasitas e pragas, sem causar qualquer prejuízo ao alimento, tornando-os também mais seguros ao consumidor. 2 Conceito A irradiação de alimentos é o tratamento dos mesmos com radiação ionizante. O processo consiste em submetê-los, já embalados ou a granel, a uma quantidade minuciosamente controlada dessa radiação, por um tempo prefixado e com objetivos bem determinados. 3 A irradiação pode impedir a multiplicação de microrganismos que causam a deterioração do alimento, tais como bactérias e fungos. Inibir a maturação de algumas frutas e legumes, através de alterações no processo fisiológico dos tecidos da planta. 4 Condições de Autorização A irradiação de alimentos só poderá ser autorizada se: For justificada e necessária do ponto de vista tecnológico; For inofensiva à saúde e conduzida de forma segura; For benéfica ao consumidor; Não for utilizada para substituir normas sanitárias e de higiene nem boas práticas de fabrico ou de cultivo. 5 Condições de Autorização A irradiação de alimentos só pode ter os seguintes objetivos: Reduzir o risco de doenças de origem alimentar pela destruição de microrganismos patogênicos; Reduzir a perda de gêneros alimentícios pelo amadurecimento, germinação ou crescimento prematuro. 6 Irradiação O processo de irradiação pode ser subdividido em três segmentos, classificados com base na quantidade de radiação utilizada: Radurização: a técnica pela qual o alimento é sujeito a baixas doses de radiação. É indicada para inibir o brotamento da cebola, do alho e da batata; e retardar a maturação natural de frutas e verduras. 7 Radiciação ou radio pasteurização: exposição do alimento a quantidades intermediárias de radiação, controle do crescimento de fungos e bactérias situadas na superfície de alimentos como peixes e carnes. Radapertização: tratamento do produto com doses maiores de radiação. Capaz de eliminar totalmente os microrganismos que decompõem os alimentos, produzindo efeitos muito parecidos com os da esterilização. 8 Unidade de Radapertização (nível industrial). (VENTURA , 2010). 9 PRINCIPAIS RADIAÇÕES (VENTURA , 2010). 10 11 (VENTURA , 2010). 12 IRRADIAÇÃO Quando é dissipada a energia de um joule (J) em um quilograma (kg) de qualquer material diz-se que o material recebeu a dose de um gray (Gy). Doses: baixas (< 1 kGy); médias (1-10kGy) e; grandes (> 10 kGy). (VENTURA , 2010). 13 Aplicações Fonte: ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA – PORTUGAL, 2010 14 Efeitos sobre os M.O. Fonte: ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA – PORTUGAL, 2010 15 15 Efeitos sobre os M.O. Fonte: ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA – PORTUGAL, 2010 16 Efeito nas proteínas Pode ser um efeito indesejável; Utilizada para provocar desdobramento na molécula da proteína, liderando a capacidade para mais reações; No caso do ovo, a dose necessária para a destruição da Salmonella vai provocar perda de viscosidade da clara e sabores indesejáveis na gema. 17 Efeito nas proteínas Um ovo sujeito a radiação com 6 kGy tem como consequência a destruição ou alteração da ovomucina, o principal composto espessante da albumina do ovo. A caseína do leite sujeita à mesma radiação tem um aumento do tempo de coagulação do coalho e redução da estabilidade térmica. 18 Efeitos nos Hidratos de Carbono O açúcar pode ser hidrolisado ou oxidado quando sujeito a radiação gama. A irradiação do trigo até 0,2- 10 kGy aumenta o nível inicial de água solúvel reduzindo o açúcar de 5% - 92% comparando com amostras não tratadas, resultado da degradação do amido. Pode-se obter efeitos mutagênicos e citotóxicos, quando sujeitos a doses de irradiação muito elevadas. 19 Efeito nos lipídeos É frequente, utilizando radiação, encontrar gorduras com sabor de ranço, provocadas pelo processo natural de auto oxidação que é iniciado pela radiação. Os ácidos insaturados são mais susceptíveis à oxidação do que os ácidos saturados, porque são mais instáveis. Este processo pode ser mais demorado pela eliminação do oxigênio pelo vácuo ou pela atmosfera modificada. 20 Efeito nas vitaminas A destruição das vitaminas C, E e K depende da dose usada, e por isso, as perdas são baixas. O ácido ascórbico em solução é completamente instável à radiação mas nos frutos e vegetais é totalmente estável a doses baixas de tratamento. As vitaminas, particularmente a A, B12, C, E, K, e tiamina, que é bastante estável, são degradadas quando a irradiação é feita na presença de oxigênio. 21 Alimentos de Origem Animal A irradiação é eficaz para matar as bactérias patogênicas presentes em carne vermelha e eficaz para prevenir ou retardar a deterioração microbiana de carnes frescas e aves. Mas não é eficaz para impedir mudanças nas carnes, como: A oxidação dos pigmentos, que produz descolorações cinza a castanho; e Oxidação da gordura da carne causando mau sabor, devido ao oxigénio atmosférico. 22 Efeitos sobre os produtos de Origem Animal Fonte: ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA – PORTUGAL, 2010 23 Efeitos sobre carne de aves Fonte: ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA – PORTUGAL, 2010 24 Efeitos sobre carne de carneiro Fonte: ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA – PORTUGAL, 2010 25 Efeitos sobre carnes processadas Fonte: ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA – PORTUGAL, 2010 26 Efeitos sobre pescados Fonte: ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA – PORTUGAL, 2010 27 Efeitos sobre cereais e grãos Fonte: ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA – PORTUGAL, 2010 28 PAIXÃO et al., 2014. 29 Regulamentação 30 31 Conclusão A Irradiação tem altos custos de capital e cima das doses limiar provoca alterações organolépticas e odores desagradáveis. No entanto tem baixo custo operacional, exige baixo consumo de energia, elimina todos os microrganismos e suas toxinas, prolonga a vida útil do alimento e não se verifica perdas significativas de nutrientes. 32 Fermentação Primeiro processo usado para obtenção de energia pelos seres vivos; Processo utilizado por seres anaeróbios obrigatórios e/ou facultativos; Uso de glicose como substrato inicial. 33 Fermentação Processo implica em síntese de ATP. Baixo rendimento energético (2 ATP) quando comparado com a respiração celular; Processo dependente da atividade biológica de micro-organismos. 34 O que é fermentação? Conjunto de reações químicas controladas enzimaticamente, em que uma molécula orgânica é degradada em compostos mais simples, liberando energia. 35 Etapas da fermentação Conjunto de reações enzimáticas que ocorrem no hialoplasma. 1- Glicólise: Degradação da glicose em ácido pirúvico. 2- Redução do ácido pirúvico: Formação de produtos da fermentação. 36 Importância Conservação – prolongar a vida útil; Produção de metabólitos com atividade antimicrobiana; Conteúdos energéticos disponíveis, superiores aos dos alimentos oxidados; Ganho de valor nutritivo para o alimento; Síntese de substâncias essenciais à nutrição. 37 Objetivos da fermentação Inibição de bactérias deteriorantes e patogênicas. Formação de sabor e aroma característicos. Desenvolvimento de textura e viscosidade. Torna os alimentos mais digeríveis. 38 Alimentos Fermentados Origem vegetal: grãos, frutas, hortaliças Origem animal: leite, carnes, pescados Natureza do produto dominante no final da fermentação: -produção de ácido -produção de álcool Inibição seletiva de microrganismos39 Micro-organismos – Indústria de alimentos 1- Bactérias 2- Fungos Bolores Leveduras 40 Fermentação Ácido adicionado - aditivo Ácido produzido no processo ► Fermentação natural; ► Fermentação controlada – culturas iniciadoras. Vida útil Textura Sabor/aroma Preservar o produto 41 Culturas iniciadoras (starter) Culturas individuais ou mistas de linhagens de micro-organismos selecionadas com uma determinada atividade enzimática. Soma das ações de micro-organismos, com a característica de cada um, visa um efeito desejado no produto final. 42 Produção de ácidos orgânicos Inibição do desenvolvimento de outros microrganismos, garantindo um efeito conservador. Melhoram a cor, aroma e textura. Acelera a desidratação. Facilidade no uso tecnológico. Redução do pH. Mínima dissociação do ácido. Especificidade da molécula de ácido. 43 Fermentação com produção de Ácido Láctica: Bactérias ácido lácticas (BAL) fermentam carboidratos produzindo ácido lático (homo fermentativas). Acética: BAL heterofermentativas fermentam carboidratos produzindo ácido acético. 44 Fermentação com produção de Ácido Propriônica: bactérias do gênero Propionibacterium, produzem ácido propiônico, ácido acético, ácido succínico e CO2 . Glucônica: É usada na indústria de alimentos como estabilizadora para evitar a rancificação, o escurecimento de batatas fritas e como acelerador da cura de embutidos. 45 46 Fermentação láctica Importante método de preservação de alimentos. Consiste na oxidação anaeróbica, parcial de hidratos de carbono, com a produção final de ácido láctico além de várias outras substâncias orgânicas. 47 48 Fermentação de produtos lácteos Iogurte – Streptococcus thermophilus, Lactobacillus bulgaricus Kefir – Lactococcus lactis, L. bulgaricus e leveduras Leite fermentado – Lactobacillus acidophilus Manteiga – Streptococcus cremoris, Leuconostoc cremoris e Lactobacillus lactis 49 Fermentação de produtos lácteos Queijos Lactococcus e Lactobacillus Propionibacterium – queijo Suíço Penicillium – queijo camembert, roquefort, brie 50 Fermentação de carnes Embutidos – produzidos por bactérias ácido lácticas, em particular Pediococcus pentosaceus, Lactobacillus plantarum. 51 Vegetais fermentados Chucrute – Leuconostoc mesenteroides, Lactobacillus plantarum, L. brevis. Picles – L. plantarum, L. mesentereoides, Enterococcus faecalis, Pediococcus cerevisae, Pseudomonas spp., Flavobacterium spp., Bacillus spp. e leveduras. 52 Vegetais fermentados Azeitonas – Lactobacillus plantarum ou Lactobacillus brevis, Leuconostoc. Molho de soja – Aspergillus oryzae, Pediococcus soyae, Saccharomyces spp., Torulopsis spp., e Lactobacillus spp. 53 Iogurte O iogurte é uma coalhada ácida obtida de leite de vaca pela ação conjunta dos microrganismos Streptococcus thermophilus e Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus. Inóculo: 2 a 3% 54 Fonte: Ordóñez et al., 2005. 55 Processo de coagulação do leite Coagulação fundamentalmente ácida: bactérias lácticas – fermentação - ácido láctico, ácido propiônico. Coagulação fundamentalmente enzimática: ação do coalho (ENZIMA quimosina) Coagulação mista: coalho e fermento láctico. 56 Fermentação com produção de Ácido e Álcool Kefir Conjunto de lactobacilos e de algumas leveduras, fermentam a lactose do leite. Dois tipos de fermentação: láctica- bactéria láctica heterofermentativa alcoólica - leveduras 57 Produtos cárneos Métodos de preservação: secagem, salga e fermentação. Produtos fermentados – salames Transformações físicas, bioquímicas e microbiológicas. Conservação em temperatura ambiente. 58 Fermentação alcoólica 1- Ácido pirúvico é descarboxilado formando acetaldeído. 2- Acetaldeído reduzido em etanol. Regula a fermentação através da inibição seletiva de microrganismos. 59 60 Produção de pão Fermentação por Saccharomyces cerevisiae Hidrólise do amido – açúcares simples – CO2 e etanol. CO2 – textura porosa ao pão Calor – expansão do gás e evaporação do álcool Estrutura do pão 61 Produção de cerveja Saccharomyces cerevisiae e Saccharomyces uvarun. Fabricada a partir de malte, amido, lúpulo e água. Açúcares – etanol atinge concentração de 3,8% do volume e CO2 é liberado. 62 Produção de vinho Fermentação do açúcar das uvas por leveduras principalmente Saccharomyces cerevisiae. O CO2 é liberado para a atmosfera e a concentração de etanol vai aumentando. Término da fermentação – em torno de 12% de álcool. Fermentação maloláctica – ác. Malolático a ác. Láctico. 63 Fermentação acética Oxidação do etanol a ácido acético 64 Produção de vinagre Leveduras para conversão de açúcares em etanol - S. cerevisae. Bactérias Acetobacter – transformação do álcool em ácido acético - Acetobacter aceti, A. pasteurianus, A. acidophilum. Legislação brasileira admite valor mínimo de 4%. 65 Conclusão O mercado passou a utilizar a fermentação em maior escala por conferir características sensoriais agradáveis aos alimentos, em detrimento da finalidade conservativa. 66 Embalagens para produtos alimentícios Embalagem para alimento, de acordo com a ANVISA, é o invólucro, recipiente ou qualquer forma de acondicionamento, removível ou não, destinada a cobrir, empacotar, envasar, proteger ou manter, especificamente ou não, matérias-primas, produtos semielaborados ou produtos acabados. Incluí as embalagens primárias, secundárias e terciárias (RIBEIRO et al., 2008). 67 Embalagens para produtos alimentícios As embalagens, por serem o primeiro contato do consumidor com o produto, são consideradas como um veículo de venda e de divulgação da marca e da sua identidade; Tornam-se uma das características principais na hora da compra. (DELLA LUCIA et al., 2007 apud GONÇALVES; PASSOS; BIEDRZYCKI, 2008). 68 As funções da embalagem As principais funções que a embalagem deve exercer são: Proteção; Conservação; Informação; e Função relacionada ao serviço ou à conveniência na utilização do produto. 69 Proteção A embalagem é um recipiente que acondiciona o produto, tendo como finalidade protegê-lo durante o: Transporte; Na distribuição; ou Manuseio. Contra choques, vibrações e compressões que ocorrem durante todo o percurso; Contra adulterações, sejam acidentais ou provocadas. 70 Conservação A embalagem deve controlar os fatores como umidade, oxigênio, luz, servindo como barreira aos microrganismos presentes na atmosfera, impedindo o seu desenvolvimento no produto. Garante assim, a qualidade e a segurança do produto, além de prolongar a sua vida útil e minimizar as perdas por deterioração (CABRAL et al., 1984). 71 Informação Para os distribuidores, a embalagem transmite informação para a: Gestão de estoque; Instruções de armazenamento e de manuseamento; Preço; e Identificação e rastreabilidade do produto. 72 Para os consumidores, a embalagem é o suporte das informações legais que constam no rótulo como: 73 Conveniência ou Serviço A facilidade de manuseio e estocagem que as embalagens fornecem para o consumidor, como: Abertura fácil; Tampas dosadoras e possibilidade de fecho entre utilizações; Possibilidade de aquecer, cozinhar e servir na própria embalagem; Utilização em fornos de micro-ondas. 74 75 Classificação das embalagens Quanto a classificação: Rígidas; Semirrígidas; ou Flexíveis. 76 Classificação das embalagens Rígidas Maior proteção do produto à ação mecânica, devido a sua maior espessura. Podem ser representadas pelas: Embalagens metálicas, as latas em folha de flandres e alumínio; De vidros, pelas garrafas e frascos; Plásticas, pelas grades de bebidas; e a De papel, as caixas de cartão canelado. 77 78 Classificação das embalagens Semirrígidas São representadaspelas: Bandejas de alumínio; Bandejas em poliestireno expandido, como os frascos, copos e potes termoformados; e As caixas e cartuchos em cartolina. 79 80 Classificação das embalagens Flexíveis: Moldadas no formato do produto a ser acondicionado, como as: Folhas de alumínio; Os filmes plásticos; e Folhas de papel. Finalidade de estruturar as embalagens, aumentando assim, a barreira contra os agentes externos. 81 82 Classificação das embalagens As embalagens quanto a sua estrutura são apresentadas em três níveis: Primária; Secundária; e Terciária ou de transporte. (CABRAL et al., 1984). 83 (CABRAL et al., 1984). 84 Vidro como embalagem para alimentos As embalagens mais utilizadas para produtos alimentícios são as garrafas, potes e copos. As garrafas possuem, em geral, formas cilíndricas, chatas e retangulares. São utilizadas principalmente em cervejas, refrigerantes, vinhos, aguardentes, licores, água mineral e azeites. (CABRAL et al., 1984). 85 Vidro como embalagem para alimentos Os potes são recipientes de qualquer formato com uma boca larga, que facilita a retirada do produto em porções, pedaços ou unidades. Acondicionam produtos como doces de frutas em pedaços, alimentos em conserva; maioneses, café solúvel e alimentos infantis (papinhas). (CABRAL et al., 1984). 86 Vidro como embalagem para alimentos Os copos são recipientes com menor capacidade de armazenamento que os potes, destinados a acondicionar alimentos como geleias, requeijão e extrato de tomate. Os copos têm a vantagem de serem reutilizados após o consumo do produto no uso doméstico. (CABRAL et al., 1984). 87 Embalagens metálicas para alimentos Proteger o alimento a ser comercializados de ações físicas, químicas e biológicas. Suas propriedades fundamentais são a resistência à corrosão e a resistência mecânica. O produto enlatado deve ser conservado de modo adequado, evitando assim a alteração da cor e do sabor do alimento. 88 Embalagens metálicas para alimentos As embalagens metálicas para alimentos são classificadas em embalagens de três peças e de duas peças. As de três peças apresentam costura no corpo da lata e duas tampas (tampo e fundo). Já as de duas peças são constituídas pelo o corpo e o fundo da lata como uma única peça e uma tampa. 89 As latas de três peças são normalmente feitas em folha de flandres e as latas de duas peças podem ser feitas em folha de flandres, folha cromada ou alumínio. 90 Embalagens metálicas para alimentos As latas metálicas apresentam vários formatos: redondas, retangulares, ovais, trapezoidais. Para os produtos esterilizados, como conservas de legumes, pescado, carne, frutas e sumos de frutas, as embalagens mais adequadas são as latas de 2 ou 3 peças, redondas, retangulares, ovais e trapezoidais; As cervejas e bebidas carbonatadas são usadas as latas de 2 peças embutidas-estiradas em alumínio e em folha de flandres; Para outros produtos alimentares como produtos lácteos em pó, xaropes, óleos alimentares, chocolate, café e biscoitos, as embalagens adequadas são latas de 3 peças. 91 92 Camada de verniz (orgânico) 93 Embalagens de plástico O plástico (polímero), como é denominado comercialmente, é um material que tem a capacidade de ser moldado em condições especiais de calor e pressão. Classificados em dois tipos: termofixos ou termoplásticos. 94 Embalagens de plástico Os termofixos ou termorrígidos são materiais que, também, podem ser moldados com a ação do calor e pressão, porém a reação é irreversível, pois com a aplicação do calor eles amolecem e após o resfriamento endurecem irreversivelmente, devido à formação de ligações cruzadas. Os materiais termoplásticos são produtos moldados que amolecem quando sujeitos a ação do calor e pressão. As propriedades do plástico após resfriado são as mesmas de antes do aquecimento, não ocorrendo a formação de ligações cruzadas. São os mais utilizados. 95 Embalagens de plástico Os principais termoplásticos usados em embalagem de alimentos são o: polietileno (PE); polipropileno (PP); policloreto de vinila (PVC); poliestireno (PS); e o polietileno tereftalato (PET). 96 Polietileno (PE) Em função da densidade existem três tipos de polietileno, o de baixa densidade (PEBD), o de alta densidade (PEAD) e o de densidade intermediária. Principais aplicações: • Carnes: usado na forma de envoltório para carnes frescas, pois tem alta permeabilidade ao oxigênio. Também são usados para embalar carne e frango congelados, por apresentar excelente comportamento a baixas temperaturas; • Frutas e vegetais frescos: as embalagens de frutas e vegetais de polietileno devem ser perfuradas para evitar o acúmulo de umidade na superfície interna, devido a sua baixa permeabilidade ao vapor da água; 97 Polipropileno (PP) O polipropileno é usado, principalmente, nas embalagens de produtos desidratados e alimentos gordurosos, como batata frita e salgadinhos, por apresentar alta barreira ao vapor e gases. As bolachas também são acondicionadas em embalagens de PP, devido a sua boa aparência e alto brilho, fatores estes que fazem o material adequado para alimentos que querem um atrativo a mais para a compra. 98 Policloreto de vinila (PVC) O emprego mais frequente do PVC é na proteção de carnes estocadas, pois reduz à perda de peso e evita a descoloração, melhorando, assim, a qualidade do alimento. As carnes acondicionadas com filmes de PVC mantêm sua cor vermelha brilhante, devido à permeabilidade do filme. Outros produtos que são acondicionados por recipientes de PVC são: vinagre e a água mineral e menos frequente o óleo vegetal. 99 Poliestireno (PS) O poliestireno (PS) não pode ser usado para alimentos quentes ou outras aplicações a alta temperatura, pois tem baixo ponto de amolecimento. O PS pode ser dividido em três classes: • Filme endurecido ou de alto impacto; • Filme biorientado; • Filme expandido (isopor). Devido a sua característica de proteção ao conteúdo, as embalagens de poliestireno podem ser usadas para acondicionar ovos, frutas e chocolates. 100 Polietileno tereftalato (PET) Quando submetido a altas temperaturas, esse plástico amolece, se funde e pode ser novamente modelado. O PET é utilizado, principalmente, nas indústrias de bebidas para a produção de frascos de refrigerantes e água mineral. 101 Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT, 2012. 102 Serviço Brasileiro de Respostas Técnicas – SBRT, 2012. 103 PAPEL E PAPELÃO As embalagens celulósicas revestidas são geralmente empregadas como embalagem primária nas indústrias de alimentos, ou seja, em contato direto com o alimento. Quando não revestidas são usadas para embalagem de produtos secos (farináceos), devido a grande sensibilidade dos materiais celulósicos à umidade. 104 PAPEL E PAPELÃO Seu emprego nas embalagens secundárias, aquelas que não entram em contato direto com o alimento, como cartão ou papelão ondulado, proteção contra impactos. O papelão ondulado também pode ser utilizado como embalagem primária para o acondicionamento e o transporte de frutas e vegetais. 105 PAPEL E PAPELÃO A caixinha de leite longa vida (UHT) é elaborada por diversas camadas de três materiais: cartão, alumínio e polietileno. A camada de cartão garante forma e resistência mecânica à embalagem. A camada de alumínio apresenta boa barreira ao oxigênio e à luz, assim, a combinação desses materiais impede a entrada do ar atmosférico na embalagem, evitando contaminação microbiológica e oxidação de lipídeos (aroma de ranço). As camadas de polietileno protegem a embalagem da umidade, separam o alumínio do produto, promovem a união entre os materiais e garantem a selagem e a hermeticidade da embalagem. 106 Embalagem cartonada. 107 Conclusão Apesar das inúmeras inovações registadas a nível da produção, aplicação dos materiais, tecnologiade conservação dos produtos e sistemas de distribuição, os sistemas e formas de embalagem tradicionais coexistem graças a características específicas e funcionais e à sua capacidade de adaptação como resposta às necessidades e exigências dos mercados. 108 OBRIGADO! 109 Referências Luci Cleide Farias Soares Sousa et al., 2012. Tecnologia de embalagens e conservação de alimentos quanto aos aspectos físico, químico e microbiológico. UFCG - Universidade Federal de Campina Grande. Centro de Saúde e Tecnologia Rural – CSTR. Campus de Patos – PB. V. 8, n. 1, p. 19-27, jan - mar, 2012. Andréa Liliam Paixão et al., 2014. CONSERVAÇÃO DE ALIMENTOS POR IRRADIAÇÃO. SEMINÁRIO DE PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS. Governo do Estado do Rio de Janeiro. Diana Ventura et al., 2010. UTLIZAÇÃO DA IRRADIAÇÃO NO TRATAMENTO DE ALIMENTOS. ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA DE COIMBRA. BARÃO, Mariana Zanon. Embalagens para produtos alimentícios. Instituto de Tecnologia do Paraná – TECPAR, 2011. Profa. Ângela Maria Fiorentini . Conservação de Alimentos por Acidificação. Evangelista, José. Tecnologia de Alimentos. Livraria Atheneu – Rio de Janeiro. São Paulo, 1987. 110