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Como colocar em prática o seu plano estratégico? Utilização da ferramenta de implementação e gestão estratégica do BSCP (Balanced Scorecard Pessoal) no método PEP - Planejamento Estratégico Pessoal. Daniel Estima Carvalho, Martinho Isnard Ribeiro de Almeida e James Terence Coulter Wright Resumo Este artigo tem o objetivo de estudar conceitos relacionados ao Planejamento Estratégico organizacional de forma aplicada a uma pessoa. Pretende-se estudar, de forma mais específica, a partir dos conceitos de Planejamento Estratégico Pessoal (PEP) de Almeida (2007), a implementação e a gestão do planejamento estratégico do indivíduo baseados na visão de Balanced Scorecard Pessoal (BSCP). Essas duas metodologias baseiam-se na mesma premissa que o planejamento individual deve ser focado tanto no lado pessoal quanto no lado profissional do indivíduo. Tem-se o intuito de contribuir para a metodologia PEP sugerindo uma complementação de ferramentas para auxiliar a implementação de planos de ação para uma pessoa discutindo a aplicabilidade dos conceitos de Gestão Estratégica do Planejamento Individual. Para contribuir com tais objetivos buscou-se aprofundar o entendimento sobre Planejamento Estratégico Pessoal e sobre a metodologia de Total Performance Scorecard (TPS), mais especificamente sobre BSCP - dimensão que enfatiza o planejamento do indivíduo através de um Balanced Scorecard focado na gestão pessoal das ambições e objetivos profissionais e pessoais. Acredita-se que esta abordagem reforça e complementa a metodologia PEP enfatizando o acompanhamento e a gestão da estratégia do indivíduo. Palavras-chave: Balanced Scorecard Pessoal. Gestão Estratégica do Indivíduo. Planejamento Individual. Abstract This article has the objective to study, from the concepts of Personal Strategic Planning (PEP - in Portuguese), the implementation and the strategic planning management of the individual in the vision of Personal Balanced Scorecard. These two methodologies are based on the same premise that the individual planning must be focused in the personal side as much as in the professional side of the individual. We have the intention to contribute for PEP methodology being suggested tools to assist the implementation of individual’s action plans discussing the applicability of the concepts on Strategic Management of the Individual Planning that can be followed through a Personal Balanced Scorecard and be implemented through the PDAC cycle. To contribute with such objectives one searched to deepen the agreement of the methodology of Total Performance Scorecard, more specifically on Personal Balanced Scorecard, dimension of the TPS that emphasizes the planning of the individual through Balanced Scorecard (BSC) - methodology for strategic management, that in this case will be focused in the ambitions and objectives of the individual in such a way for professional subjects as for personal subjects. One gives credit that this boarding strengthens and complements PEP methodology emphasizing the accompaniment and the management of the individual strategy. Key-words: Personal Balanced Scorecard. Individual Planning. Individual’s Strategic Management. Introdução e objetivos Diversas ferramentas existentes apóiam o planejamento estratégico de uma organização. No entanto, são poucas ferramentas que abrangem nesse tipo de planejamento uma ênfase para os profissionais que contribuem para a empresa. Mais escassos são os métodos que estruturam planos que cobrem tanto a parte profissional do indivíduo (relacionada diretamente com a organização e que inclui planos e formas de se tornar um profissional melhor e mais produtivo para a empresa) como a parte pessoal (aspectos de qualidade de vida, relacionamento com a família, amigos e a sociedade, bem-estar físico, espiritual e psicológico). Aspectos esses, que se estão controlados e em boa situação, contribuem fortemente para que este lado profissional também esteja bem. A partir disto tem-se o intuito de estudar métodos que auxiliem o planejamento estratégico pessoal, trabalhando tanto com aspectos profissionais como também com aspectos pessoais do indivíduo. Assim, este artigo tem o objetivo de estudar, a partir dos conceitos de Planejamento Estratégico Pessoal1 (PEP) apresentado por Almeida et al. (2006, 2007), a implementação e a gestão do planejamento estratégico do indivíduo baseados na visão de Balanced Scorecard Pessoal2 (BSCP) de Rampersad (2007). O método PEP foi concebido através de paralelos traçados a partir da ferramenta de Planejamento Estratégico de Almeida: método MIRA (Almeida, 2003) (Almeida et al. 2006). Onde a definição do assunto é dada da seguinte forma por Almeida (2003) “Planejamento estratégico é uma técnica administrativa que procura ordenar as idéias das pessoas de forma que se possa criar uma visão do caminho que se deve seguir (estratégia)”. Depois de ordenar tais idéias, são estruturadas as ações, que diz respeito a implementação do plano estratégico, para que, sem desperdício de esforços, faça a companhia caminhar na direção pretendida. Conforme citado pelo autor, da mesma forma em que são analisados pontos fortes, fraquezas, oportunidades e estratégias para cumprir a missão e visão de uma organização, é possível discutir a estratégia em nível do indivíduo. Almeida et al. (2006) enfatiza que o exercício do 1 Também chamado por Almeida et al. de Planejamento Estratégico do Indivíduo (2006). 2 Personal Balanced Scorecard (PBSC) no original em inglês planejamento estratégico individual pode auxiliar no auto-conhecimento e na definição de ações prioritárias que serão importantes para a vida uma pessoa. Neste artigo tem-se o objetivo de enfatizar a etapa Operacional do método PEP, onde, de acordo com Almeida (2006), “nesta etapa é planejado como a estratégia será transformada em ação (realidade)”. A metodologia de Almeida alcança a etapa Operacional em que os objetivos e estratégias são transformadas em ações dentro de um cronograma detalhado. Com base nisto, tem-se o intuito de contribuir para este método sugerindo uma complementação de ferramentas para auxiliar a implementação de planos de ação para o indivíduo a partir da discussão da aplicabilidade dos conceitos de Gestão Estratégica do Planejamento Individual. Neste caso tais métodos podem ser acompanhados através de um Balanced Scorecard Pessoal e implementados através do ciclo de PDAC, ambas as metodologias de Rampersad (2005), que serão detalhadas adiante, e que podem trabalhar em conjunto com os conceitos de PEP de Almeida. Deve-se destacar que iremos enfocar tanto o planejamento profissional quanto o pessoal. Rampersad (2007) enfatiza que a sua vida profissional renderá bem mais se vida pessoal estiver bem organizada. Para contribuir com tais objetivos buscou-se aprofundar o entendimento da metodologia de Rampersad (2006) sobre o Total Performance Scorecard (TPS) que é composto pelo BSCO (Balanced Scorecard Organizacional) e por BSCP – Balanced Scorecard Pessoal, dimensão do TPS que enfatiza o planejamento do indivíduo através de um Balanced Scorecard (BSC) – metodologia de Kaplan e Norton para gestão estratégica, só que neste caso focada nas ambições e objetivos do indivíduo tanto para assuntos profissionais como para assuntos pessoais. Acredita-se que esta abordagem reforça e complementa a metodologia PEP de Almeida enfatizando o acompanhamento e a gestão da estratégia do indivíduo. Na visão de Rampersad (2007) os fatores críticos de sucesso de seu BSCO formam uma ponte entrea missão, visão e valores organizacionais ao passo que no conceito de Kaplan e Norton esta interligação não está claramente presente. O autor ainda destaca que o BSC não possui um vínculo claro com o capital humano, colocando de forma superficial aspectos de treinamento e aperfeiçoamento (sem pensar, por exemplo, no lado pessoal do indivíduo). Rampersad (2005) enfatiza que de acordo com suas pesquisas, as implementações de BSC tendem a ser insuficientemente compromissadas com a aprendizagem e raramente levam em consideração as ambições pessoais dos funcionários. Este trabalho não possui o objetivo de desqualificar o BSC como ferramenta de gestão, assim como Rampersad (2007) coloca que não considera esse conceito inapropriado. O que o autor defende é que esse conceito pode ser aprimorado com uma abordagem modificada, na linha de que um BSC organizacional alinhado a um BSC pessoal aprimora esse conceito tornando um poderoso recurso voltado ao desempenho organizacional sustentado. O intuito de estudar tais objetivos dá-se, pois, ao contrário das metodologias citadas acima que analisam planos pessoais e profissionais a maioria das outras metodologias enfatiza prioritariamente a carreira do indivíduo. Como por exemplo, a metodologia de Dutra (2002) o planejamento de carreira e a o método PSP de Duffus (2004). Deve-se destacar que no PEP e no BSCP são trabalhados planos da parte pessoal, e também da vida social do indivíduo, ou seja, nessas duas metodologias o planejamento estratégico do indivíduo é mais abrangente levando em conta todas as dimensões da vida do indivíduo e não apenas aspectos profissionais. Apesar de destacar a influência e pressão que eventos pessoais como casamento, crise da meia-idade causa nas pessoas (cria um pano de fundo para os eventos seguintes), a metodologia de Dutra (2006) é baseada no planejamento da carreira do indivíduo destacando o auto-desenvolvimento, a identificação de oportunidades da carreira, análise de mercado e estratégias de implementação da carreira. Outro exemplo pode ser baseado na metodologia de Duffus (2004) que é o PSP Personal Strategic Plan, baseado num plano estratégico de marketing. É focado na carreira do indivíduo, registrando tanto o passado da carreira, seu background como seu planejamento para o futuro, desde cargos que deseja ocupar como investimentos necessários para a carreira como cursos e novos conhecimentos que se deseja adquirir. Apesar de ser mais abrangente que o planejamento de carreira, essa metodologia também enfoca apenas a vida profissional da pessoa sem dar espaço a aspectos sociais ou familiares. Cada metodologia tem sua aplicabilidade, assim como seus casos de sucesso. No entanto para os objetivos deste trabalho as metodologias PEP e BSCP, ambas por enfatizar a vida pessoal e profissional do indivíduo, se encaixam da forma esperada para este estudo. Para detalhar as idéias propostas dividimos o artigo nas seguintes partes: a seguir será mostrada uma breve visão da metodologia MIRA de Almeida (2003) para Planejamento Estratégico e o seu paralelo para a metodologia PEP para Planejamento Estratégico Pessoal, pois se entende necessário mostrar a metodologia que originou o PEP. Na seqüência será apresentada a visão do TPS - Total Performance Scorecard metodologia de Rampersad para condução estratégica que engloba organizações e indivíduos. A partir dessa explicação será enfatizada a descrição do BSCP Balanced Scorecard Pessoal o que nos levará ao item seguinte o qual será discutido a aplicabilidade do método de implementação do BSCP para viabilizar a gestão estratégica do PEP assim como reforçar sua fixação. Planejamento Estratégico e Planejamento Estratégico Pessoal - Almeida Conforme é citado no artigo de Almeida (2006) “Por que não discutir a estratégia em nível individual?”. Montenegro e Barros (1998, apud Almeida 2006) enfatizam a existência de oportunidades e ameaças às pessoas, pontos fortes e fracos, da existência e necessidade em cada indivíduo de se ter uma missão tanto profissional com de ser humano. De acordo com Almeida (2006), o exercício do planejamento estratégico individual pode auxiliar no autoconhecimento e definição de ações prioritárias que serão de fato importantes para a vida de uma pessoa. Antes de falarmos especificamente do Planejamento Estratégico Pessoal vamos recapitular a metodologia MIRA de Planejamento Estratégico, base para o PEP – ambos de autoria de Almeida (2003, 2006). Segundo Almeida (2003), o processo de planejamento estratégico é composto nas cinco etapas mostradas na figura 1 e descritas a seguir. DiagnósticoOrientação Direção OperacionalViabilidade Missão Vocação Cronograma AçõesEstratégias ObjetivosCampo de Atuação Análise Ambiental Aspectos Internos Mutações Visão Diretrizes Superiores Estratégia Vigente Balanço Demonstração de Resultados Índices Figura 1: Modelo MIRA de Planejamento Estratégico. Fonte: Almeida (2003). Orientação: esta etapa busca a missão, vocação e visão da empresa, todas orientadas por diretrizes superiores. Ou seja, a razão de ser da organização, a facilidade que a empresa tem para desenvolver determinadas atividades e o que a empresa espera se tornar no futuro. É a referência da empresa no que tange a verificar se existem atividades que são feitas na organização mas não condizem com sua orientação, ou, se ocorre o inverso. Diagnóstico: nesta etapa analisam-se tantos aspectos internos como aspectos externos da organização, onde fatores críticos de sucesso na área de atuação da empresa são destacados assim como a comparação com outras empresas de referência no setor. Também se analisam ameaças e oportunidades decorrentes do ambiente e o campo de atuação que a empresa deve estar operando sempre de acordo com sua orientação. Dessa forma pode ser avaliada a estratégia vigente que está conduzindo a organização e que será aprimorada ou descontinuada nas etapas seguintes. Almeida (2007) destaca que é necessário haver continuidade nesse ponto e não recomeçar do zero a cada nova administração. Direção: aqui são definidas as estratégias e objetivos que nortearão a organização. Nesta fase é importante sintetizar e dar um sentido geral ao material produzido nas etapas anteriores para que este seja identificado com um conjunto de estratégias coesas assim como os objetivos que dela resultarão. Viabilidade: é a etapa de quantificação dos objetivos em termos de valores, desempenho. São analisados fluxos de caixa para verificar a liquidez de determinados projetos e estratégias. Na medida do possível, buscam estabelecer uma “fotografia” da situação no final do período, verificando inclusive a contribuição de cada ação para a estratégia da empresa. Assim, os objetivos tornam-se mensuráveis facilitando, inclusive, a etapa seguinte. Operacional: coordenação prática do planejamento através de ações com cronogramas e controles definidos. Almeida (2007) destaca que é necessário integrar aquilo que é planejado em nível estratégico seja refletido para os níveis administrativo e operacional para que as ações ocorram de fato como planejado e seja controlada e acompanhada pelos níveis competentes. Com os conceitos de Planejamento Estratégico apresentados através da metodologia MIRA de Almeida (2003), mostraremos a aplicabilidade desta metodologia em nível do indivíduo conforme o artigo de 2006, já citado, e conforme o material de aula da disciplina de Planejamento Estratégico (PPGEA-FEA/USP) de 2007, ambos de Almeida. No seu artigo de 2006 Almeida já destaca que o planejamento profissional,como por exemplo, na metodologia de Dutra também é considerado um insumo para o planejamento do indivíduo uma vez que o plano profissional faz parte do planejamento do indivíduo como um todo. Dutra (2002) destaca os riscos que o indivíduo corre quando não se têm um plano consciente, como armadilhas profissionais, falta de foco, alternativas restritas etc. No artigo é dito que as pessoas devem se planejar e alinhar seus planos pessoais com os da empresa. Rampersad (2005) enfatiza tal ponto ao afirmar que o indivíduo estando bem em sua vida pessoal, renderá mais em sua vida profissional. No PEP de Almeida também são usadas cinco etapas baseadas no MIRA com os devidos ajustes para administrar a vida pessoal e profissional do indivíduo. Como veremos apresentados na figura 2, a seguir, e na descrição que vem na seqüência: DiagnósticoOrientação Direção OperacionalViabilidade Missão profissional e de relacioname ntos Vocação Cronograma e Próximas ações Projetos Estratégias ObjetivosCampo de Atuação Base emocional da mudança Análise Ambiental Aspectos Internos Fluxo de caixa Visão Valores Estratégia Vigente Figura 2: Modelo PEP-MIRA de Planejamento Estratégico Pessoal. Fonte: Almeida (2007). Orientação: Vocação, Visão, Valores e Missão. Conforme cita Almeida (2006) no caso dos indivíduos pesará mais a vocação, relacionada ao prazer e habilidade em realizar determinada atividade, ao contrário de grandes empresas que possuem maior preocupação com a identificação da missão. A reflexão sobre a vocação pessoal deve ser um grande diferencial no PEP porque ajudará na definição seqüencial de objetivos. Diagnóstico: compreende Aspectos Internos, Análise Ambiental e Campo de Atuação. No planejamento estratégico, o diagnóstico busca avaliar a direção tomada até então pela empresa. No caso do indivíduo é o caso de avaliar o quanto ele tem sido eficiente na sua carreira e nos demais aspectos da sua vida. Para um indivíduo, os fatores críticos de sucesso dependem da atividade que ele exerce. Alguns exemplos dados pelo autor são: conhecimento técnico, habilidade de relacionamento, disponibilidade para mudanças, experiência, formação, conhecimento de línguas e informática (ALMEIDA, 2003). O indivíduo deverá considerar variáveis que afetam a própria organização que ele trabalha além de aspectos pessoais relacionados à família, amigos. Ele também sofrerá influências da unidade e/ou departamento em que se encontra e assim como de toda a empresa. Além de especialmente, sofrer influências da forma que ele se relaciona com os demais indivíduos. No PEP, de forma semelhante a uma empresa, o indivíduo possui clientes e fornecedores que ele precisa atender, além de concorrentes. Pensando diretamente em um vendedor (mencionado no artigo de Almeida, 2006), esse fato fica mais claro que tem concorrência direta de outros vendedores por exemplo. Direção: Estratégias e Objetivos. Almeida (2007) enfatiza que é a partir de estratégias que se chega aos objetivos, ao contrário do que alguns autores propõem. As estratégias criadas na fase de diagnóstico são agrupadas e podem ser aproveitadas em grandes estratégias. É importante estabelecer objetivos para que se tenha claro aonde se deseja chegar. Dutra (2002) enfatiza que quando se define onde quer chegar, desistir do objetivo torna-se mais difícil. Viabilidade: Estabelecer índices. A formatação de índices e metas quantitativas para o indivíduo pode ser representada por uma projeção de fluxo de caixa pessoal. Os objetivos podem ser traduzidos em valores monetários para se analisar a viabilidade financeira das estratégias. Operacional: ações, cronograma e indicadores de controle. Nesta etapa é planejado como a estratégia será transformada em ação. Cada ação deve ter a descrição das dificuldades a superar e os recursos (tempo e dinheiro) necessários a investir. Essas ações podem ser subdivididas em atividades para enquadrá-las em um cronograma. A Gestão Estratégica é um processo, onde o BSC é uma das formas (auto-entitulado como forma balanceada) de gerir a estratégia. Os projetos a serem implementados estão sempre ligados a procura da eficácia (tem o objetivo de buscar a adaptação da empresa ao ambiente), enquanto que os índices de acompanhamento estão em busca de tornar a empresa eficiente. Almeida (2006), diz após esse exercício cabe a pessoa conseguir formatar o que ela deseja no formato de ações com prazo determinado além de seus controles. Nessa etapa o BSCP será útil para ajudar a implementar o PEP, para isso será detalhando esta metodologia de Rampersad. Mas antes vale a pena considerarmos os conceitos de Total Performance Scorecard metodologia mais ampla que abrange o BSCP como uma de suas partes. Total Performance Scorecard – Scorecard para Performance Total As ferramentas do Total Performance Scorecard-TPS enfatizam o controle de processo para mudanças e aprimoramento contínuo visando assim o alcance de vantagens competitivas. É necessário levar aspectos humanos (de cada empregado) em consideração. Aspectos como desenvolvimento, aprendizagem, experiências etc que se considerados criam um vínculo com os anseios pessoais de seus funcionários. Segundo Rampersad (2005) os conceitos tradicionais de gerenciamento de negócios raramente levam as aspirações pessoais especificas de cada empregado em consideração. Rampersad (2006) enfatiza que a vida pessoal e profissional do indivíduo precisam ser tratadas em conjunto, pois as duas esferas se referem a mesma pessoa. Um exemplo citado pelo autor é o de um consultor de empresas que tinha problemas em casa por suas longas ausências por causa do trabalho. Por conseqüência nem seus negócios e nem sua saúde iam bem. Usando as ferramentas do TPS este consultor criou uma tabela para monitorar pontos cruciais da sua vida e como se tornar uma pessoa, marido e pai melhor. O conceito de TPS (Scorecard para Performance Total – na tradução para o português) destaca a importância da empresa possuir estruturas organizacionais e filosofias que combinem metas e aspirações do indivíduo e da companhia. Este conceito integra e expande conceitos como Balanced Scorecard, Total Quality Management, Performance Management e Gestão por Competências (Competence Management) em um mesmo framework. Implementações do Balanced Scorecard-BSC tendem a ser insuficientemente relacionados com aprendizagem e raramente levam as ambições pessoais dos empregados em conta. Rampersad (2006) não concorda que o BSC é fundamentalmente inapropriado como ferramenta de gerenciamento. Pelo o contrário, o autor não só apóia essa filosofia como sugere ajustes em uma diferente abordagem como o sistema do BSCO – Balanced Scorecard Organizacional em que a implementação visa melhores resultados e comprometimento dos empregados. A opinião do autor é que os BSCs organizacionais necessitam estar alinhados com objetivos dos indivíduos para tornar o BSC uma poderosa ferramenta para a performance organizacional sustentável. O conceito do TPS abrange missão, visão, papéis chave, valores, fatores críticos de sucesso, objetivos, métricas de desempenho, metas e ações de aperfeiçoamento tanto para a empresa como para o indivíduo que resultam em um processo de aprimoramento contínuo, de desenvolvimento e aprendizagem. A metodologia de Rampersad (2006) consiste nos seguintes elementos: • Balanced Scorecard Pessoal (BSCP) conceito que foca no aprimoramento contínuo do comportamento e habilidades do indivíduo, focando no seu bem-estar e no seu sucesso. • Balanced ScorecardOrganizacional (BSCO) enfatiza o aprimoramento contínuo e o controle dos processos de negócio focando no alcance de vantagens competitivas pela empresa. Este “BSC corporativo”, chamado assim por Rampersad, é comunicado e traduzido em todos os BSCs de unidades de negócios, BSC de equipe e planos de desempenho individuais dos empregados. • Gestão da Qualidade Total (Total Quality Management) – TQM enfoca uma disciplinada forma de conduzir a organização no seu aprimoramento contínuo sempre mobilizando a empresa em satisfazer as necessidades do cliente. • Gerenciamento de Talentos - engloba o processo de desenvolvimento contínuo do potencial humano para a organização. Foca no máximo desenvolvimento dos empregados e faz um uso otimizado dos potenciais de seus empregados para alcançar as metas da organização. Kolb’s Learning Cycle – Esse processo enfoca o aprendizado pela experiência baseado nos quatro conceitos anteriores. Um processo de aprendizagem via educação/treinamento resulta em mudanças de comportamento tanto individual e como coletiva. Esses aspectos de aprendizagem contribuem para o conceito do TPS, pois através de aprendizagem é que se criam condições para uma efetiva mudança organizacional. A figura 3 a seguir sintetiza a correlação entre os diferentes elementos do TPS. A área negra no centro da figura ilustra as similaridades entre os conceitos em que Aprimoramento (Improvement), Desenvolvimento (Development), e Aprendizagem (Learning) fazem parte dessa área comum. Total Performance Scorecard (Scorecard para Performance Total) Balanced Scorecard Pessoal (BSCP) Balanced Scorecard Organizacional (BSCO) Gestão da Competência (TM) Gestão da Qualidade Total (TQM) Melhoria Desenvolvimento Aprendizado Figura 3: as partes inter-relacionadas do conceito de TPS. Fonte: Rampersad (2005) O Balanced Scorecard Pessoal - Personal Balanced Scorecard O Balanced Scorecard Pessoal - BSCP pode ser entendido com o “começo” do processo de mudança dentro da metodologia do TPS – já que é necessário mudar o indivíduo para depois mudar o restante. Segundo Rampersad (2006), o BSCP possibilita criar uma “distância” de você mesmo, de forma que o mundo exterior (e seus desejos de curto prazo) não pressione seu planejamento, criando uma maneira mais efetiva de ouvir os objetivos mais relevantes de médio e longo prazo para sua vida. Dessa forma cria-se uma melhor auto-imagem e auto- conhecimento tornando possível melhoramos nossa capacidade de aprendizado. De acordo com o autor, formular suas aspirações é uma busca por sua identidade, e entender sua identidade é a chave para a ação. Essa busca por auto-conhecimento e identidade também gera efeitos positivos sobre a motivação, inspiração, energia, entusiasmo e comprometimento. Se a pessoa possui um claro objetivo pessoal, está dando significado e direção para sua vida. Formulando um BSCP e refletindo tais objetivos nele, terá maior controle sobre sua própria vida e aprenderá como se conhecer melhor. O BSCP auxilia a implementação da ação de forma ordenada e ao mesmo tempo, estimulará a motivação do indivíduo que está fazendo o plano. Na figura 4, a seguir, destacaremos os itens constantes no BSCP que serão explicados na seqüência: Iniciativas de Melhoria Pessoal Missão Pessoal Indicadores de Desempenho e Metas Pessoais Objetivos Pessoais Fatores Críticos de Sucesso Pessoal Papéis-chave Pessoais Visão Pessoal Perspectiva de Conhecimento e Aprendizado Perspectiva de Perspectiva de Conhecimento e Conhecimento e AprendizadoAprendizado Perspectiva Financeira Perspectiva Perspectiva FinanceiraFinanceira Perspectiva InternaPerspectiva InternaPerspectiva Interna Perspectiva ExternaPerspectiva ExternaPerspectiva Externa Figura 4. Elementos do BCSP Fonte: Rampersad (2007). Escrevendo sua missão pessoal, visão e objetivos, o indivíduo deixará suas idéias obrigatoriamente mais claras e concretas, aprendendo melhor para obter sucesso na implementação deste plano. Para tais objetivos serem alcançados é necessário que três perguntas primárias sejam feitas e sempre respondidas: Quem sou eu? Qual o meu propósito aqui na Terra? Para onde estou indo? Essas perguntas se relacionam com as ambições pessoais e refletem a missão e a visão de cada indivíduo. A missão pessoal do indivíduo pode incluir filosofias de vida e objetivos primários de vida e descrevem para que se esteja vivendo e o que se está buscando em sua vida. Essas respostas dão a direção para a vida do indivíduo. A visão pessoal, por sua vez, descreve para onde se quer ir, com valores e princípios que norteiam a vida do indivíduo. A formulação da visão e missão pessoal significa que podem aparecer oportunidades para aprimorar a habilidade de aprendizagem assim como aprimorar seu comportamento. Relacionado ao comportamento temos outra pergunta que diz respeito a Que tipo de relacionamento deseja-se ter com colegas, amigos, familiares, vizinhos etc.? Esse tipo de formulação também beneficiará um maior auto-conhecimento e uma melhor auto- imagem e também pode aprimorar a habilidade de aprendizado da pessoa. Os fatores críticos de sucesso pessoal também são derivados da missão, visão e papéis chave e se refere às seguintes questões centrais: Que fatores me fazem único? O que é decisivo para meu sucesso pessoal? Quais são minhas competências mais importantes? Da mesma maneira as perguntas chave dos objetivos pessoais são: Que resultados mensuráveis de curto prazo devo atingir? É descrito como o resultado do que é desejado realizar na visão pessoal. Eles são derivados dos fatores críticos de sucesso e também resultam da análise de forças e fraquezas. As ações de aprimoramento pessoal são métricas para realizar a missão, visão e objetivos pessoais. Eles se relacionam para aprimorar as competências pessoais e o comportamento do indivíduo. As questões centrais: Como quero alcançar meus resultados pessoais? Como eu realizo meus objetivos? Como eu aprimoro meu comportamento? Que ações de aprimoramento devo executar para alcançar esses pontos? Como eu vejo esses itens que devo aprender de forma contínua, individualmente e também coletivamente? Como posso me conhecer melhor? Assim como o BSC, os elementos do BSCP também são divididos em perspectivas que tem essencial importância para o auto-desenvolvimento, bem estar e sucesso do indivíduo tanto na empresa quanto na sociedade. As mesmas quatro perspectivas do BSC aparecem no BSCP adaptadas à realidade do planejamento individual, como se pode ver a seguir. 1. Financeiro: estabilidade financeira. Em que grau estará apto para preencher suas necessidades financeiras? 2. Clientes (externa) relacionamentos com esposa, crianças, amigos, empregador, colegas etc. Como eles o vêem? 3. Processos internos: a própria saúde física e estado mental. Como controlar esses aspectos para criar valor para si próprio e para os outros? Como permanecer sentindo- se bem no trabalho e em seu tempo livre? 4. Conhecimento e aprendizagem: suas habilidades e capacidade de aprendizado (habilidade de aprender) Como se aprende? Como você manterá o sucesso no futuro? Rampersad (2007) enfatiza que essas quatro perspectivas básicas formam uma parte de sua ambição pessoal possa formular o BSCP de maneira inteligível que, segundo o autor, inclui a missão, visão e papéis-chave. Esses itens juntamente com os fatores críticos de sucesso formam o vínculo entre a ambição e a ação pessoal que o autor explica como sendo os objetivos, indicadores de desempenho, metas, iniciativasde melhorias pessoais etc. A ambição pessoal pode identificada em um pacote de fatores críticos de sucesso e após isso, traduzidas para o BSCP em objetivos, indicadores de desempenho, metas e iniciativas de melhoria pessoais. Em suma, o BSCP é resumido por Rampersad (2006) com a seguinte fórmula: BSCP = missão + visão + papéis-chave + fatores críticos de sucesso + objetivos + indicadores de desempenho + metas + iniciativas de melhoria pessoais (divididos ao longo das quatro perspectivas) A implementação do seu BSCP é importante para possibilitar o crescimento gradual de suas competências e habilidades. De acordo com Rampersad (2007) viver de acordo com o BSCP e a implementação desse método pelo ciclo PDAC resulta em um aprendizado cíclico e processo gradativo para melhora tanto de aspectos pessoais como aspectos profissionais além de felicidade, empatia, satisfação, criatividade etc. Na visão do autor quando as pessoas estão no controle de suas próprias ações e são livres para enfrentar desafios elas tendem a ser mais felizes. Para implementar o BSCP, Rampersad (2005) criou um novo ciclo de implementação baseado no PDCA de Demig que ele denominou PDAC (Plan-Do-Act-Challenge ou Planejar-Fazer- Agir-Desafiar) que deve funcionar continuamente, conforme demonstra a figura 5. Melhorar Melhora gradual da consciência, satisfação, recreação, aprendizagem e criatividade ACT (Agir) PLAN (Planejar) CHALLENGE (Desafiar) DO (Fazer) • Confira se a iniciativa de melhoria está dando certo e aja em caso contrário • Avalie os resultados • Desenvolva suas aptidões para atingir os objetivos selecionados • Inicie com um objetivo simples com a correspondente iniciativa de melhoria • Formule ou atualize o seu BSCP • Aplique o exercício envolvendo respiração e silêncio • Aceite desafios maiores selecionando um objetivo mais difícil e a correspondente iniciativa de melhoria do BSCP • Opte por um objetivo mais difícil em linha com a melhoria da suas habilidades, quando a atual iniciativa de melhoria começar a ficar maçante • Aprecie a experiência. • Seja compromissado e determinado na execução da sua iniciativa de melhoria • Peça feedback Figura 5. O ciclo PDAC. Fonte: Rampersad (2006). Este ciclo possui quatro fases: • Plan – Planejar: formular ou atualizar seu plano BSCP com foco no seu trabalho e na sua vida pessoal. A partir dessa fase a ambição pessoal do indivíduo é transformada em ação estratégica através de objetivos, indicadores, metas etc. • Do – Executar/Fazer: começar com um objetivo simples de seu plano com a correspondente iniciativa de melhoria, tendo em mente a prioridade que foi dada. Apresentar este objetivo a um agente de confiança (esposa, amigo, colega etc) que fará perguntas e dará um feedback honesto. Depois, começar a implementar as ações para executar o plano, sempre de acordo com as habilidades do indivíduo. É interessante para colher sempre um feedback do agente, isso possibilitará avaliar o quanto e quão bem o plano foi executado. O autor recomenda começar a mudar hábitos, restritos ao indivíduo, que influenciam sua vida desfavoravelmente e tragam resultados fracos. • Act – Agir: verificar se as ações de aprimoramento estão funcionando e tomar atitudes para as que não estão. Revisar os resultados de acordo com as metas e métricas de performance pessoal. Através de uma reunião mensal com o agente é possível avaliar o desempenho e aprender com as experiências adquiridas. O autor destaca que é necessário criar o hábito tanto de consultar um agente como continuar com as iniciativas de melhoria. • Challenge – Desafio: aceitar maiores desafios selecionando objetivos mais difíceis e ações de aprimoramento correspondentes. É necessário ter consciência de que se está aprimorando algumas habilidades e escolher um objetivo que force a isso. Aproveitar e a experiência, documentar tudo o que foi aprendido e o que não foi. Rampersad (2007) explica ainda a necessidade de atualizar o BSCP constantemente assim como um dos macetes para o plano de melhoria funcionar é atualizá-lo e buscar maiores desafios assim que uma ação de melhoria for se tornando maçante. O autor também destaca algumas etapas críticas em que a construção e implementação do BSCP deve passar: a escolha de uma pessoa confiável para ser o agente e a decisão de que se essa pessoa ajudará na construção do BSCP ou apenas da avaliação; a própria avaliação e declaração/formalização de missão pessoal, visão, valores lembrando que esses itens devem estar ligados com as ambições pessoais; Após um intervalo de alguns dias para reflexão do que foi produzido identificar os fatores críticos de sucesso e convertê-los em objetivos com respectivas medições, metas e iniciativas de melhoria; Após outros intervalo de reflexão, deve-se implementar o BSCP de acordo com o ciclo PDAC apresentando esse material para o agente para colher seu feedback. Depois de algum período o BSCP deve ser refletido e atualizado (até para manter sua autenticidade), os objetivos devem ser implementados de acordo com o ciclo PDAC e as sessões de feedback com o agente se repetem. É importante destacar que o BSCP é uma ferramenta de desenvolvimento contínuo que está sempre em transformação. Rampersad (2007) enfatiza que é necessário alinhar as ambições pessoais com o comportamento pessoal, até para gerar credibilidade perante os outros. Quando se faz isso se evitam conflitos com sua consciência e possibilita agir de uma maneira ética. Quando essa atitude é balanceada, o indivíduo tem seu auto-conhecimento aprimorado e estará apto a trazer mais efetividade às suas ações. O autor destaca outro ponto que em que o alinhamento é necessário entre ambições pessoais com as ambições compartilhadas por toda a companhia. Este tipo de alinhamento possibilita uma redução no stress e no esgotamento do indivíduo além de trazer benefícios para a empresa e para a pessoa como aumento da participação nas ações, motivação, melhor apreciação do trabalho. O autor acrescenta que claridade e uniformidade dos valores e princípios individuais e organizacionais são essenciais para um maior envolvimento das pessoas. O BSCP irá colaborar para uma organização efetiva do tempo da pessoa. Permite ajudar a conseguir alcançar os objetivos que são realmente importantes e desfrute de horas de diversão edificantes em seu tempo livre. O autor destaca ainda que com o BSCP pretende ainda aumentar o envolvimento interno dos empregados em seu local de trabalho de forma a usar melhor sua capacidade e ter maior produtividade no trabalho. Alinhar a ambição pessoal com a compartilhada lida com a concordância mútua dos BSCO e BSCP ou da aprendizagem individual versus coletiva. O alinhamento da ambição pessoal com a ambição organizacional compartilhada tem relação com o desenvolvimento de um alto nível de correspondência entre o BSCP e BSCO. Rampersad (2007) destaca que para converter visão estratégica em ação, é necessário interligar o scorecard corporativo (BSCO) aos BSCs dos departamentos e equipes, bem como os planos individuais das equipes em que cada participante no processo deve também elaborar seu próprio BSCP. Segundo o autor, cada unidade de negócios de uma empresa define seu próprio scorecard que é sincronizado com o BSCO, por sua vez cada equipe também desenvolve um scorecard, assim cada membro da equipe traduz o scorecard da equipe no seu próprio plano de desempenho individual que concentra a função da própria pessoa que por sua vez estará ligado ao BSCP. O autor enfatiza ainda as diferenças entre o BSCP eo plano de desempenho individual: no primeiro a ênfase é na vida pessoal dos funcionários, suas atitudes, habilidades e comportamento na sociedade (trabalho e vida privada). O segundo é formulado no nível operacional e foca o serviço a ser executado pelo funcionário na organização (competências associadas ao trabalho) e a melhora das performances referentes ao trabalho no dia-a-dia. Este plano é interligado ao scorecard da equipe. O autor destaca que a construção dos scorecards passa por quatro níveis: estratégico, tático, operacional e individual. Considerações finais Vimos que tanto a metodologia do PEP como do BSCP possuem características interessantes para sua aplicação no Planejamento Estratégico de um indivíduo. Essas duas metodologias funcionando em conjunto, aproveitando a sinergia de suas características e utilizando a complementaridade que uma ferramenta tem sobre a outra, torna a junção dos dois métodos em uma ferramenta completa de Planejamento Individual englobando o plano em si com suas reflexões, análises e constatações criando projetos e ações estruturadas de mudança a serem implementadas pelo ciclo PDAC. A união destas duas metodologias torna a cobertura do Planejamento Estratégico Pessoal de um indivíduo mais completa visando aspectos desde missão, visão, valores (comuns aos dois), passando por fatores de base emocional de mudança que funcionam como motivadores e impulsionadores das mudanças contidas nas ações do plano chegando a implementação destes pontos de mudança via PDAC onde suas melhorias serão implementadas de forma gradativa, aprimorando um item de cada vez, sempre adicionando um projeto de mudança mais desafiador quando necessário e quanto o item anterior já tiver sido internalizado. A figura 6 ilustra como sugestão, a junção destes dois modelos em um modelo único que além de destacar os pontos de comum das duas metodologias enfatizará os complementos que um modelo traz ao outro. Gestão Estratégica Perspectiva de Conhecimento e Aprendizado Perspectiva de Perspectiva de Conhecimento Conhecimento e Aprendizadoe Aprendizado Perspectiva Financeira Perspectiva Perspectiva FinanceiraFinanceira Perspectiva Interna Perspectiva Perspectiva InternaInterna Perspectiva Externa Perspectiva Perspectiva ExternaExterna Figura 6. Sugestão de junção dos dois modelos. Fonte: elaborado pelo autor com base em Almeida (2007) e Rampersad (2007) Na etapa Operacional em especial, tem-se uma boa oportunidade de complementar os dois modelos com essa junção, onde o PDAC do Rampersad ajudará a implementar os projetos e ações definidos na fase de planejamento. O PDAC será responsável também pela criação de uma etapa adicional que diz respeito à própria gestão estratégica – conceito a qual esta metodologia também está relacionada. As quatro dimensões: Externa, Interna, Financeira e Aprendizagem também estão presentes em todo o modelo desde o início da concepção do plano passando pela criação da missão, visão, dentre outras, até se chegar na fase de gestão onde estas dimensões serão acompanhadas. Dessa forma, fica como sugestão para próximos trabalhos, o aprofundamento teórico dos itens aqui trabalhados, além da aplicação prática desses itens. Referências bibliográficas ALMEIDA, Martinho I. R. Manual de Planejamento Estratégico: desenvolvimento de um plano estratégico com a utilização de planilhas Excel. São Paulo: Atlas, 2003. ALMEIDA, Martinho I. R. et al. Um ensaio sobre planejamento estratégico individual. Seminários de Administração – Universidade de São Paulo Semead, 9, São Paulo, 2006. ALMEIDA, Martinho I. R. Planejamento Estratégico do Indivíduo. Material de aula: disciplina Planejamento Estratégico – Programa de Pós-graduação em Administração da FEA/USP, 2007. DUFFUS, Lee R. 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