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FACULDADE DE ARACAJU – FACAR ENFERMAGEM BACHARELADO Profº: Enfº Me Alan Oliveira Aracaju 2018 EXAMES MICROIOLÓGICOS Evita mortes; Conduz corretamente o tratamento; Coordena o tratamento empírico; Diminui a resistência bacteriana. IMPORTÂNCIA DA MICROBIOLOGIA EXAMES MICROBIOLÓGICOS A coleta, a conservação e o transporte de material ou amostra clínica constituem a base do trabalho microbiológico, que culmina com a identificação do agente infeccioso e o perfil de sensibilidade aos antimicrobianos. A padronização desses procedimentos reflete na melhor utilização dos recursos da microbiologia, com maior qualidade dos resultados e economia de recursos. REQUISIÇÃO DE EXAMES MICROBIOLÓGICOS O pedido de exame microbiológico deve informar: Nome, data de nascimento e registro do paciente; Clínica, enfermaria, setor; Dados clínicos, hipótese diagnóstica e o uso de antimicrobianos; Material (precisar o tipo e a técnica e/ou o local da coleta); REQUISIÇÃO DE EXAMES MICROBIOLÓGICOS O pedido de exame microbiológico deve informar: 5. Especificar os exames: Microscopia direta (a fresco, campo escuro), Microscopia com coloração (Gram, pesquisa de BAAR), cultura e antibiograma para bactérias, cultura e pesquisas especiais (anaeróbio, fungo, micobactéria, vírus) 6. Data da solicitação e assinatura e nome legível do requisitante (informar o telefone de contato facilita a comunicação do laboratório com a equipe de assistência); 7. Data, horário da coleta e o nome do responsável pela coleta. INFORMAÇÕES IMPORTANTES NA INTERPRETAÇÃO DOS EXAMES MICROBIOLÓGICOS Dados epidemiológicos relevantes: local de residência (endemias); viagens (para áreas endêmicas ou onde estejam ocorrendo surtos); envolvimento em surto de infecção hospitalar. Provável origem do processo infeccioso: comunitário ou hospitalar. Processo infeccioso relacionado a processo invasivo? Qual? (cirurgia, sonda vesical, cateter vascular, traqueostomia, ventilação mecânica, diálise, cirurgia). Qual cirurgia foi realizada? Existência de infecção em outra região do corpo. Qual? Paciente portador de comprometimento imunológico (prematuridade, transplante de órgãos, uso de imunossupressores, diabetes, câncer, AIDS, leucemia, esplenectomia). Paciente é colonizado ou infectado por bactérias multirresistentes? Paciente fez uso de antibióticos nos últimos dez dias? Quais? Paciente é transferido ou teve alta de outro hospital nos últimos trinta (30) dias? INFORMAÇÕES IMPORTANTES NA INTERPRETAÇÃO DOS EXAMES MICROBIOLÓGICOS A coleta deve ser realizada, sempre que possível, antes do início ou da modificação da terapia antimicrobiana. O material colhido deve ser representativo do processo infeccioso investigado, devendo ser eleito o melhor sitio da lesão. Por exemplo: as crostas das feridas devem ser removidas, uma vez que a melhor amostra localiza-se abaixo dessa crosta. A coleta deve ser feita dentro de técnica asséptica, utilizando recipientes de boca larga e materiais estéreis e evitando ou diminuindo ao máximo a contaminação com a microbiota não representativa do processo infeccioso. COLETA DO MATERIAL Todo material deve ser enviado ao laboratório em recipiente apropriado para o tipo de exame e material (conforme indicado pelo Laboratório) e devidamente acondicionado para evitar extravasamento do material durante o transporte. Para maior segurança no transporte do material, os frascos com sangue ou qualquer material devem ser transportados dentro de recipientes resistentes à perfuração e com tampa. Evitar a contaminação da superfície externa do frasco de coleta (se acontecer, fazer a desinfecção da superfície, com três aplicações de álcool 70%). Não contaminar o pedido de exame. ACONDIONAMENTO, CONSERVAÇÃO E TRANSPORTE DO MATERIAL Após a coleta, o material deve ser transportado ao laboratório no menor tempo possível. Quanto mais cedo iniciar o processamento da amostra no Laboratório de Microbiologia, maior a chance de recuperar o agente infeccioso e de beneficiar o paciente. Observar o tempo máximo para recepção da amostra (Tabela 1). O ato de recepção deve ser protocolado com registro do horário e conferência da adequação do pedido e do material, cabendo recusa conforme protocolo específico. ACONDIONAMENTO, CONSERVAÇÃO E TRANSPORTE DO MATERIAL Para todas as rotinas, observar: Explicar o procedimento ao paciente e posicioná-lo adequadamente. Após anti-sepsia cutânea com álcool ou soluções alcoólicas de PVP-I ou clorexidina, sempre aguardar até completa secagem espontânea. Verificar antecedente de alergia ao anti-séptico, especialmente ao iodo. Independente de história prévia de alergia, sempre remover o iodo no final do procedimento. ROTINAS DE COLETA DE MATERIAL ESPECÍFICO Hemocultura Secreção de ferida cutânea ou cirúrgica, abscesso ou fístula Fragmento de tecido (pele, tecido subcutâneo) Urocultura Ponta de Cateter Intravascular Líquidos orgânicos estéreis (Pleural, Ascítico, Sinovial, bile, etc.) Líquor Escarro Aspirado traqueal (ou secreção endotraqueal) Secreção Ocular coprocultura PRINCIPAIS EXAMES MICROBIOLÓGICOS HEMOCULTURA HEMOCULTURA Momento da coleta e número de amostras: Coletar antes do início do tratamento com antimicrobiano ou, se já estiver em uso de antimicrobiano, imediatamente antes da próxima dose. Não deve ser solicitada “coleta em pico febril”. O número de amostras e o intervalo entre as amostras são relacionados ao diagnóstico e à condição clínica do paciente. Em adulto, observar as seguintes recomendações: Sepse e infecções localizadas (meningite, osteomielite, artrite, pneumonia, pielonefrite): Duas ou três amostras com punções diferentes. Caso exista urgência quanto ao início do tratamento antimicrobiano, coletar as amostras ao mesmo tempo, em locais diferentes (Ex: braço esquerdo e braço direito). Sepse relacionada ao cateter vascular: Duas ou três amostras antes da retirada do cateter vascular. Enviar também a ponta do cateter para cultura. Endocardite subaguda: Três amostras colhidas com punções diferentes no 1 dia, com intervalo mínimo de 1 hora. Se negativas após 24 horas de cultivo, coletar mais três amostras. HEMOCULTURA SECREÇÃO DE FERIDA CUTÂNEA OU CIRÚRGICA, ABSCESSO OU FÍSTULA EXSUDATO DE FERIDA CUTÂNEA OU CIRURGICA, ABSCESSO OU FÍSTULA Preferencialmente, coletar material após lavar a lesão com soro fisiológico e/ou desbridamento. O exsudato pode ser coletada de duas maneiras: por aspiração do exsudato ou da coleção não-drenada utilizando seringa e agulha estéreis ou somente a seringa o material deve ser encaminhado imediatamente ao laboratório. com swab (é a técnica menos recomendada), tendo o cuidado de imergi-lo no meio de transporte ou encaminhá-lo imediatamente ao laboratório. P.S.:O termo “exsudato de ferida” não é apropriado para informar o tipo de material. Relatar no pedido o sítio anatômico e as informações adicionais (tipo de lesão, secreção superficial ou profunda, fístula, etc.)., EXSUDATO DE FERIDA CUTÂNEA OU CIRURGICA, ABSCESSO OU FÍSTULA Técnica de coleta de exsudato com a seringa: Realizar anti-sepsia do local (pele íntegra). Se lesão aberta, fazer limpeza com soro fisiológico, de acordo com a técnica do curativo. Aspirar o material com seringa e agulha estéreis ou somente com a seringa As coleções drenadas podem ser aspiradas diretamente na seringa tipo insulina ou por meio de um pequeno cateter Quando não houver secreção suficiente, injetar pequena quantidade de soro fisiológico estéril e aspirar com a mesma seringa 3.O material deve ser transportado na própria seringa, com eliminação do ar e vedação (principalmente nos casos de cultura para anaeróbio) ou em frasco estéril. 4.Anotar o horário da coleta, identificar o material e encaminhar ao laboratório SECREÇÃO DE FERIDA CUTÂNEA OU CIRURGICA, ABSCESSO OU FÍSTULA Técnica de coleta com o swab: Realizar a técnica do curativo, até a limpeza com soro fisiológicoe secagem com gaze esterilizada Com o swab, coletar amostra do local# onde houver maior suspeita de infecção, porém evitando áreas de tecido necrosado e pus que devem ser removidos Inserir o swab no invólucro especial ou no meio de transporte Concluir o curativo Anotar o horário da coleta, identificar o material e encaminhar ao laboratório FRAGMENTO DE TECIDO (PELE OU TECIDO SUBCUTÂNEO) FRAGMENTO DE TECIDO (PELE OU TECIDO SUBCUTÂNEO) No caso de ferida ou lesão cutânea, a cultura de pequeno fragmento de tecido (biópsia) fornece resultado mais representativo do processo infeccioso em relação ao swab. Técnica de coleta de fragmento de lesão (ou tecido) Realizar a técnica do curativo até a limpeza com soro fisiológico e secagem com gaze esterilizada Com o bisturi, tesoura ou instrumento para “punch” (se necessário, fazer anestesia local) retirar pequeno fragmento de tecido do local onde houver maior suspeita de infecção (+ 4mm), porém evitando áreas de tecido necrosado e pus, os quais devem ser removidos. Inserir o fragmento no frasco de boca larga estéril e seco (se for realizar estudo histopatológico, retirar outro fragmento e colocar em frasco com formol) Concluir o curativo Anotar o horário da coleta, identificar o material e encaminhar imediatamente ao laboratório FRAGMENTO DE TECIDO (PELE OU TECIDO SUBCUTÂNEO) No caso de ferida ou lesão cutânea, a cultura de pequeno fragmento de tecido (biópsia) fornece resultado mais representativo do processo infeccioso em relação ao swab. UROCULTURA A urina na bexiga é estéril, porém, com exceção da coleta suprapúbica, todos os métodos propiciam a contaminação da urina com a microbiota uretral. A coleta de urina do jato médio é o método mais utilizado, por não ser invasivo e pela relativa confiabilidade, quando realizada dentro de técnica adequada. A presença de piúria e de bactérias ao exame microscópico da urina não-centrifugada corada pelo Gram devem ser correlacionados. UROCULTURA Técnica de coleta do jato médio: A coleta de urina deve seguir técnica rigorosa, evitando ao máximo a contaminação da urina com a microbiota da genitália. O ideal é a coleta da primeira urina da manhã, se não for possível, coletar de 2 a 3 horas de retenção urinária. Explicar o procedimento ao paciente, que deverá lavar a genitália com água e sabonete (Não usar anti-séptico, pois interfere com o crescimento bacteriano) Na mulher, afastar os grandes lábios para melhor higiene do meato uretral Lavar a região genital de frente para trás e não usar duas vezes a mesma gaze. No homem, expor a glande para melhor higiene Enxaguar com bastante água ou com gaze umedecida para retirar o excesso de sabonete e enxugar com toalha limpa ou gaze. UROCULTURA Coletar a urina do jato médio, isto é, desprezando a primeira e a última porção de urina, diretamente em frasco estéril de boca larga: No homem, expor bem a glande Na mulher, manter os grandes lábios afastados (o procedimento deve ser supervisionado por enfermeira ou auxiliar treinada). Anotar o horário e identificar o frasco Transportar ao laboratório imediatamente, ou refrigerá-la (a 4 ºC) até no máximo 4 horas, mantendo a refrigeração durante o transporte (manter a temperatura com gelo ao redor do vasilhame) UROCULTURA Técnica de coleta por meio do cateter vesical: A bolsa de drenagem de urina é considerada como contaminada; A desconexão do sistema aumenta a possibilidade de infecções; UROCULTURA Técnica de coleta por meio do cateter vesical: Lavar as mãos; Preparar o material necessário, identificar o frasco e levar ao quarto/enfermaria; Fechar o sistema com uma pinça ou o clamp da bolsa de drenagem de 30 minutos a 01 hora, para permitir que a urina seja armazenada; Realizar a assepsia da via de coleta com uma gaze ou algodão embebido em álcool à 70%, deixe secar; Calçar a luva de procedimento; Introduzir a agulha na via de coleta e aspire 20 ml de urina Remover a agulha e limpe a via de coleta novamente com gaze com álcool a 70%; UROCULTURA Técnica de coleta por meio do cateter vesical: Injetar a urina em um frasco de coleta (estéril, se for urocultura); Tampar o frasco coletor; Desprezar a agulha e seringa em um dispositivo para descarte de material perfuro cortante; Retirar a luva e lave as mãos; Colocar em recipiente plástico, fechado identificado também; Encaminhar material ao laboratório. Relatar nas anotações de enfermagem. UROCULTURA OBSERVAÇÃO: O ponto de clampeamento deve ser justamente abaixo da via de coleta. Certifique-se de soltar a pinça ou o clamp da sonda após a coleta. PONTA DE CATETER INSTRAVASCULAR A técnica de cultura da ponta de cateter é a mais utilizada para determinar a relação entre colonização externa do cateter e sepse. PONTA DE CATETER INSTRAVASCULAR Técnica de retirada do cateter: Os mesmos cuidados de antissepsia utilizados na introdução do cateter devem ser adotados no momento da retirada do fragmento do cateter para cultura: Fazer uma rigorosa antissepsia da pele ao redor do cateter Remover o cateter utilizando uma pinça estéril, com cuidado para não tocar o cateter na pele Assepticamente, com tesoura ou lâmina estéril, cortar cerca de 5 cm da extremidade distal do cateter Colocar o pedaço do cateter num frasco estéril de boca larga e sem meio de cultura Anotar o horário e identificar o frasco Transportar ao laboratório imediatamente, evitando a excessiva secagem PONTA DE CATETER INSTRAVASCULAR LÍQUIDOS ORGÂNICOS ESTÉREIS Fazer anti-sepsia rigorosa da pele Realizar a aspiração do material com seringa e agulha estéril, dentro de técnica asséptica Inocular o material em um frasco de hemocultura-adulto (coletar 10 ml, de preferência) Na impossibilidade da semeadura direta do material em meio de cultura ou quando o objetivo é pesquisar fungo ou micobactéria, colocar o material em frasco estéril e adicionar heparina para evitar coagulação do líquido Anotar o horário e identificar o frasco Enviar ao laboratório imediatamente (conservar em temperatura ambiente) LÍQUIDOS ORGÂNICOS ESTÉREIS (PLEURAL, ASCÍTICO, SINOVIAL, BILE, ETC) LÍQUOR A punção lombar deve ser feita sob condições estritas de assepsia. Recomenda-se que o material seja colhido diretamente no meio de cultura, já que uma demora na semeadura implica em grande queda das taxas de isolamento de bactérias. Tanto Neisserias como Haemophilus não resistem às temperaturas baixas, daí porque o líquor para cultura não deve ficar em geladeira. LÍQUOR Fazer anti-sepsia rigorosa da pele Utilizar o kit especial do LACEN (Antes de iniciar a punção, retirar o kit da geladeira para que no momento do uso o mesmo esteja à temperatura ambiente) Realizar a punção lombar e coletar no tubo de ensaio (com o meio de cultura) 5 gotas de líquor, de preferência diretamente da agulha que se encontra introduzida no espaço subaracnóideo Coletar líquor para os demais exames, utilizando os dois frascos contido no Kit Anotar o horário e identificar o frasco Enviar todo o material imediatamente ao laboratório de Emergência Obs: Para pesquisa de BAAR ou Cryptococcus (coloração com tinta da China), coletar pelo menos 3 ml de líquor. LÍQUOR ESCARRO A orientação para a coleta deste material deve ser clara, evitando ao máximo coletar saliva ou material de vias aéreas superiores, preferencialmente a coleta deve ser feita sob supervisão direta da equipe de assistência. Coletar pela manhã com o paciente em jejum, após higiene oral (escovar os dentes sem o uso de pasta dental e fazer gargarejos) O escarro deve ser coletado após tosse profunda e depositado diretamente em frasco esterilizado de boca larga com tampa rosqueada Encaminhar ao laboratório por período não superior a 30 minutos Obs: Nos casos de suspeita de infecção por micobactéria ou fungo, coletar pelo menos três amostras, em dias consecutivos (1 amostra diária). Nos casos de suspeita de pneumocistose ou quando a expectoração é escassa, esta pode ser induzidapor meio de inalação. ESCARRO ASPIRADO TRAQUEAL O aspirado traqueal é realizado em paciente intubado ou traqueostomizado por meio de sonda de aspiração estéril. A cultura desse material, assim como a de escarro para o diagnóstico de pneumonia, é muito questionável quanto à sua utilidade. Ainda que também controverso, utiliza-se cultivo de aspirado traqueal com técnica quantitativa com o objetivo de melhorar a especificidade. ASPIRADO TRAQUEAL Técnica: Seguir a técnica asséptica de aspiração Ao retirar a sonda de aspiração, o material colhido deve ser colocado em frasco de boca larga estéril ou se escasso, cortar a extremidade distal da sonda (± 5 cm) com auxílio de material estéril (lâmina ou tesoura) e colocá-la em frasco seco e estéril. Anotar o horário, identificar o frasco e enviar imediatamente ao laboratório. ASPIRADO TRAQUEAL SECREÇÃO DE OROFARINGE O principal objetivo é a recuperação do Streptococcus pyogenes. Técnica: Orientar higiene oral não utilizando anti-séptico ou pasta dental Explicar o procedimento ao paciente e orientá-lo a abrir bem a boca Usar abaixador de língua e com swab estéril fazer esfregaços sobre as amígdalas e faringe posterior, evitando tocar na língua ou na mucosa oral Coletar material nas áreas com hiperemia, adjacentes aos pontos de supuração ou remover o pus ou placas coletando o material na mucosa logo abaixo Colher dois swabs e enviar imediatamente ao laboratório para evitar a excessiva secagem SECREÇÃO OROFARINGE SECREÇÃO OCULAR Coletar o material do saco conjuntival, evitando contato com a pálpebra ou os cílios. Técnica: Limpar a secreção purulenta superficial com gaze estéril Afastar a pálpebra e coletar com o swab o material do saco conjuntival, evitando coletar a secreção acumulada nos cantos Introduzir o swab em meio de transporte, se não for possível a semeadura imediata. Anotar o horário e identificar o frasc SECREÇÃO OCULAR COPROCULTURA Devem ser coletadas no início ou fase aguda da doença, quando os patógenos estão usualmente presentes em maior número. Preferir as porções mucosas e sanguinolentas do material. Na pesquisa de enteropatôgenos (Salmonella, Shigella, E. coli enteropatogênica) entrar em contato prévio com o Laboratório de Microbiologia ou o LACEN para orientação quanto ao tipo de material a ser coletado e os cuidados de conservação e transporte. COPROCULTURA Técnica swab retal: Usar swab de algodão, certificando-se de que a ponta da haste que suporta o algodão está bem revestida Umedecer o algodão em salina estéril (não usar gel lubrificante) Inserir no esfíncter anal, fazendo movimentos rotatórios Ao retirar, verificar se existe coloração fecal no algodão Anotar o horário da coleta e encaminhar o swab ao laboratório imediatamente ou usar meio de transporte COPROCULTURA Sem uma boa coleta, podemos estar influenciando para o tratamento incorreto do paciente!