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GOTA
Artrite por deposição de cristais 
“Hiperuricemia”
PROF. MSc. MÁRDEN MATTOS 
UNIATENAS
Daniella Silva Pires – Delta XV
• Ácido úrico vem do metabolismo de purinas, bases nitrogenadas
que fazem parte da composição de ácidos nucleicos, segundos
mensageiros, moléculas energéticas intracelulares.
• Quando um indivíduo desenvolve hiperuricemia é pelo fato de
termos alguma alteração associada ao metabolismo das purinas,
aumentando a produção de ácido úrico, ou alguma alteração
renal em relação a uma menor capacidade de filtração desses
ácidos úricos, hipoexcreção, levando a um acúmulo desse no
sangue.
• Alguns homens também podem desenvolver mecanismos
de fundo hereditário. Ele terá um aumento da atividade
metabólica associada, principalmente, a uma enzima
chamada PRPPsintase que leva a produção de nucleotídeos
púricos, assim, o catabolismos dessas purinas que formam
os nucleotídeos estará aumentado, aumentando a
produção de ácido úrico.
• Nem todos os indivíduos que possuem déficit em relação a
eliminação de ácido úrico tem alguma disfunção renal. Esse
fator também pode ter um fundo hereditário.
• Nem todos os indivíduos que possuem hiperuricemia são
sintomáticos. Para o desenvolvimento de gota ou cálculos
renais é necessário que o ácido úrico sature no sangue.
• Uma das principais características que fazem o indivíduo a
apresentar gota é a saturação do urato de sódio, acido úrico
combinado com sódio no sangue, levando um acúmulo
extraordinário, onde o organismo terá uma dificuldade de
diluí-lo. O ácido úrico tem afinidade pelo Na, ao se
combinar com ele se converte em urato de sódio, esse sal,
diurato, acaba sendo um pouco mais solúvel que a forma
ácida, facilitando a solubilidade dele no sangue.
Histórico
Os humanos são susceptíveis ao desenvolvimento
de gota devido à falta da enzima uricase, a qual
metaboliza o ácido úrico formando alantoína nos
outros mamíferos. Esta deficiência enzimática da
espécie humana pare ter surgido durante o
período Mioceno (20 a 5 milhões de anos atrás)
em que duas mutações ocorreram em hominídeos
iniciais que tornaram o gene uricase não-
funcional.
Características clínicas
 HIPERURICEMIA (principal característica)
 DEPÓSITO DE CRISTAIS DE ÁCIDO ÚRICO (URATO)
- ♂ até 7.0 mg/dl e ♀ até 6mg/dl
- AUMENTO DAPRODUÇÃO
- DIMINUIÇÃO DA EXCREÇÃO
• Fatores desencadeantes podem potencializar o aumento desse
ac. úrico no sangue em indivíduos que são hiperuricemicos.
 Alimentação rica em purinas;
 Uso de etanol;
 Doenças metabólicas graves.
• A partir desse momento o individuo poderá desenvolver o
fator fisiopatológico envolvendo a gota, se ele não tiver fatores
desencadeantes associados ele pode conviver com a
hiperuricemia sem desenvolver gota ou cálculo renal, uma vez
que para desenvolver essas patologias é necessário uma
saturação do ácido úrico.
85% dos 
indivíduos 
hiperuricemicos 
são devido a 
alguma falha renal
• O liquido sinovial, que esta presente nas articulações vem do
plasma sanguíneo.
• Na capsula articular existem membranas que fazem o processo
de filtração desse líquido.
• O plasma sanguíneo irá exercer uma pressão hidrostática sob a
membrana da cápsula articular facilitando a entrada de
líquido para dentro da região das articulações, essa filtração
barra a entrada de muitas partículas, facilitando a entrada
apenas do líquido plasmático.
• Porém, se tiverem partículas em grande concentração no
plasma, ou seja, se tiverem partículas SATURADAS no
plasma, e elas forem solúveis e possuírem afinidade com
tecidos moles, existem a possibilidade da entrada dessas
partículas.
• O ácido úrico dentro das articulações será reconhecido como
uma partícula estranha.
• Macrófagos teciduais, irão fagocitar o urato, e isso irá
desencadear o processo de inflamação que levará a uma
artrite e posteriormente à gota.
Os destinos da glicose
- Piruvato: geração de energia a partir do Acetil Coa.
- Glicogênio: armazenamento energético no fígado e nos 
músculos.
- Ribose-5-fosfato: nucleotídeos, DNA e RNA, de forma 
secundaria NADPH (Cofator enzimático).
• Metabolismo das purinas tem como objetivo a formação de
nucleotídeos púricos. Do ponto de vista anabólico, ele forma
nucleoproteínas a partir da ribose, AMP e o GMP, que darão origem a
nucleotídeos para a formação de DNA, RNA, segundos mensageiros,
na sinalização intracelular, e substâncias energéticas. E do ponto de
vista catabólico, produção de ácido úrico.
• Enzimas são moléculas proteicas que funcionam como catalisadores,
que precisam do substrato e de cofatores para formar um produto.
Existem enzimas chamadas oxidases, desidrogenases, translocases,
hidrolases .
-Desidrogenases: desidrogenam, retiram H da estrutura
química;
-Quinases: fosforilam;
-Fosfatases: desfosforilam.
• Glutationas são proteínas que neutralizam os radicais livres
dentro das nossas células.
• Radicais livres são moléculas instáveis, que tem na última
camada eletrônica um elétron desemparelhado, esses
radicais livres não formam nenhum tipo de ligação química
estável, e acaba, sendo danosos para as células, estimulando
meios de necrose e apoptose celular.
• Durante a nossa atividade metabólica nós podemos produzir
e liberar radicais livres que devem ser neutralizados por
enzimas antioxidantes, ou por moléculas antioxidantes, por
exemplo, vitaminas A e E, outra enzima seriam a glutationa
redutase.
SINTESE DE NOVO
• Glicose convertida em ribose
5-fosfato, a partir da ribose
há reação de síntese de novo.
• IMP (Inositol monofosfato)
é o nucleotídeo
intermediário, formado por
uma inosina e um fosfato
ligado a ribose, que gera
AMP e GMP, dois
nucleotídeos importantes
para geração de DNA e RNA
nas células.
• Homens podem ter mecanismos hereditários associados à
enzima PRPPsintase, o que gera alteração no processo de
regulação da enzima.
• Algumas enzimas são reguladas por sítios alostérico. As
enzimas geralmente têm o sítio de ativação, que é onde o
substrato vai se encaixar para gerar uma reação bioquímica
modificando a estrutura desse substrato gerando produto, mas
elas possuem outro sítio chamado sítio alostérico, que
funcionará como mecanismo de regulação das enzimas, uma
vez que essas podem estar estimuladas ou inibidas, se eles
estiverem sempre estimuladas, teremos um desequilíbrio.
• Quando tem-se um excesso na produção de púricos, o organismo entende
que não precisa produzir mais, assim, IMP, AMP, GMP, fazem função
alostérica, interagindo no sítio, e inibindo a produção de nucleotídeos pela
quantidade satisfatória já existente. Nesse feedback bioquímico o acúmulo
de componentes dentro da célula interage com o sítio alostérico enzimático
bloqueando a atividade da enzima.
• Se o indivíduo perder a capacidade de regulação alostérica da PRPP sintase,
ele irá perder a capacidade de inibir a síntese de PRPP. Dessa forma, a via de
síntese de novo vai ser muito estimulada, promovendo a produção
excessiva de AMP e GMP, e assim, além do anabolismo para formação de
DNA e RNA, acontecerá um catabolismo expressivo, devido a produção
excessiva de nucleotídeos. O catabolismo é importante porque degrada
nucleotídeos que não esta sendo usado, formando ácido úrico.
• Indivíduos que tem defeito genético associado à regulação alostérica da
enzima PRPP sintase irá produzir de forma excessiva ácido úrico, sendo um
individuo HIPERURICEMICO.
• Componente IMP é o intermediário, composto de uma base
nitrogenada (inosina), ribose(açúcar)e fosfato, é um nucleotídeo.
• Sofre ação de uma sintetase, que sintetiza um novo composto
adicionando à molécula alguma substância.
• GTP virou GDP quebra de fosfato, perdendo energia.
• Ao adicionar o aminoácido aspartato, forma adenillossuccinato
(aspartato+inositol+ribose+fosfato), ela, então, sofre ação da liase, que
retira o fumarato (cadeia carbônica), gerando adenilato (AMP).
• Estrutura carbônica representada pelo fumarato sai sobrando NH, NH
associado ao IMP da origem ao adenilato (AMP).
• IMP sofre ação da desidrogenase,perde H para o NAD que vira
NADH, formando xantilato ou XMP.
• Esse sofre ação de uma transferase, que transforma glicina em ácido
glutâmico e libera amina, que é adicionada ao XMP (xantina
monofosfato). XMP recebeu amina formando o GMP (guanosil
monofosfato).
• AMP e GMP formam ácidos nucléicos (DNA, RNA, segundos mensageiros) 
para a composição das células.
• A síntese de novo serve para formar nucleotídeos púricos.
• Enzimas: atividade anabólica e catabólica
-Anabolismo: há gasto de energia para criar moléculas mais complexas.
-Catabolismo: produz energia ao quebrar componentes simples.
• Principal informação da síntese de novo: defeito genético da enzima PRPP 
sintase quando não é regulada, não há inibição da enzima, apenas estímulo, 
levando a uma hiperuricemia.
• AMP: adenina 
• GMP: guanina.
• AMP e GMP célula envelhecida, degradados formarão ácido
úrico. Quando o indivíduo tem um distúrbio que estimulará
a produção de nucleotídeos em excesso, esses serão
destruídos e formarão ácido úrico.
A degradação dos ácidos nucleicos e nucleotídeos
ocorre principalmente no fígado e inicia-se por
enzimas ditas nucleases e nucleotidases.
 Os nucleotídeos de guanina geram: guanosina, 
guanina e xantina.
 Os nucleotídeos de adenina geram: adenosina, 
inosina e hipoxantina.
CATABOLISMO DE PURINAS
CATABOLISMO DE PURINAS
• AMP (nucleotídeo púrico), IMP e XMP (intermediários de nucleotídeo
púrico), GMP (nucleotídeo púrico final).
• Nucleotidase: enzima que retira o fosfato dos nucleotídeos, quando tira
o fosfato gera o nucleosídeo, base nitrogenada mais a pentose.
-AMP gera adenosina.
-IMP gera inosina.
-XMP gera xantosina.
-GMP gerou guanosina.
• Adenosina será desaminada pela desaminase, retirada da amina, libera a
molécula de inosina.
• Inosina, xantosina e guanosina, vão sofrer efeito da fosforilase, que retira
a ribose sobra só a base nitrogenada (hipoxantina, xantina e guanina).
• Xantina oxidase (mais importante) transforma hipoxantina e guanina
em xantina, e xantina em acido úrico.
• Durante o tratamento e indivíduos hiperuricêmicos que
tem crises de gota , uso da medicação alopurinol que é
inibidor da xantina oxidase, inibindo a produção de ácido
úrico, mas aumenta xantina no organismo, por isso não
pode ser utilizado em grandes quantidades e por muito
tempo, melhora a crise de gota , mas há acúmulo de
xantina (xantinoma) gerando crise hepática, atrapalha a
função hepática, causa efeitos colaterais.
Metilmalonilsemialdeído é um 
intermediário do metabolismo de valina, 
gerando Succinil-CoA.
A degradação de pirimidinas 
termina em amônia.
 Atinge 20 homens a cada 1 mulher.
 Maior manifestação em homens geralmente entre 30 e 60 anos, por
causa do comportamento alimentar, doenças associadas a faixa etária.
 Atinge geralmente mulheres após a menopausa, devido a deficiência do
estrógeno que gera a diminuição de excreção do ácido úrico. Se essa
mulher for obesa, portadora de doenças crônicas, ingerir álcool, ingesta
excessiva de purinas, ela pode ter mecanismos para desencadear a gota
 Antecedentes famílias podem estimular de 30 a 80% a possibilidade de
filhos de homens com gota apresentarem a patologia. Essa variação
ocorre porque cada mutação tem heranças diferentes, uma característica
pode ser recessiva e outra ser dominante.
Epidemiologia
Artrite gotosa aguda
 Quase sempre é monoarticular, geralmente atinge a
articulação metatarsofalangeana (articulação
proximal do hálux- dedão do pé).
 Início súbito.
 Dor intensa + edema + eritema (vermelhidão).
 Duração de 3 a 10 dias quando o médico não trata.
 Podagra: manifestação na 1ª metatarsofalangeana,
articulação proximal do hálux.
 Pode atingir joelho, tornozelo, punho, mão.
Articulação metatarsofalangeana:
Podagra
Articulação do tornozelo
Articulação do punho
 Processo inflamatório: associado principalmente a
capacidade de fagocitose dos macrófagos, após a
fagocitose células começa a produzir citocinas
(interleucinas 1, 6 e 8, TNF alfa), que levam a produção
excessiva de eicosanoides, prostangladinas é o principal
eicosanóide, que são moléculas vasodilatadoras,
promovendo edema e dor.
 Neutrófilos podem degranular liberando proteases,
enzimas que pioram a dor, lesão, processo inflamatório.
 Cada vez que o paciente tem gota mais danos ele terá
naquela articulação, ela pode ser tornar crônica levando
a uma perda da função da articulação nesse individuo.
Gota tofácea crônica
 Desenvolvimento de tofos, acúmulo
crônico de cristais de ácidos úricos na
articulação, podendo gerar perdas
funcionais da articulação ou limitação da
função articular. Leva de 5 a 10 anos para
manifestar, superfície das articulações
estarão comprometidas.
Tofos
Fatores desencadeantes
• Excessos dietéticos através da alimentação rica em
purinas:
- Proteínas, alimentos derivados de animais são ricos
em purinas, principalmente carne.
- Alguns alimentos derivados de vegetais, como tomate
e feijão.
Fatores desencadeantes
• Ingesta de etanol:
- Transformado no fígado, pela álcool desidrogenase, em
acetaldeído substância tóxica no corpo.
-Responsável pela embriaguez, a enzima álcool
desidrogenase converte do NAD em NADH, cofator reduzido da
desidrogenase do piruvato, o NADH é utilizado por outra enzima
chamada lactase oxigenase, que estimula a transformação de
piruvato em lactato.
-Lactato eliminado na urina, concorre com o ácido úrico,
bloqueia eliminação de ácido úrico, diminuição da filtração renal,
acumulando acido úrico no sangue do paciente.
Fatores desencadeantes
• Diuréticos: se a pessoa toma diurético e é hiperuricêmica
ao eliminar muito líquido o ácido úrico satura no sangue.
• Doenças crônicas aumentam o turn over celular, ou seja,
promovem maior a degradação de células que precisam ser
recompostas e, consequentemente, degrada mais purinas e
forma mais ácido úrico.
Gota e Rim
 OBS: Carlão urina sem cristais, mas é hiperuricêmico, tem
hipoexcreção de ácido úrico na urina, acaba acumulando no
sangue.
 O rim é um sítio extra-articular mais afetado.
 Se não elimina ácido úrico não terá capacidade de formar cálculo.
 Rim: Reabsorção no glomérulo, túbulos contorcidos distal e
proximal e alça de Henle, o resto é eliminado na urina. Cristal tem
que sair pela urina para se acumular no tecido renal, e formar
cálculos depois de anos.
Capilares 
glomerulares
Glomérulo
túbulo contorcido 
proximal
É a primeira 
parte onde 
haverá a filtração 
do sangue
Alça de Henle
túbulo contorcido 
distal
Ducto coletor
Tudo que será absorvido pelo rim, 
será reabsorvido no glomérulo, nos 
túbulos contorcidos proximal e distal 
e na alça de Henle, o restante sairá 
na forma de urina
Para um individuo desenvolver cálculos renais, 
existe a necessidade de, durante anos, o cristal 
de ácido de úrico percorrer todo o néfrons, para 
se acumular no tecido renal e, então, sair pela 
urina. 
Nos rins dos humanos 
existem milhares de néfrons, 
eles são a unidade funcional 
de filtração renal.
Urolitíase (cálculo urinário)
 Cálculos nos ureteres e na bexiga. Quando eles estão nos
rins obstruindo os néfrons, são nefrolitíase ou calculo renal.
 cálculos de ácido úrico ou mistos – 33%
 excreção elevada ácido úrico pelo rim
 baixo PH urinário
 predisposição à infecção
 50% excreção urinaria maior que 1100 mg/dia.
Hiperuricemia assintomática
 níveis elevados ácido úrico (> 7.0 mg/dl)
 ausência de sintomas
 10% ♂ > 40 anos apresentam sintomas
 Quanto maior a hiperuricemia mais fácil a saturação de urato de sódio por
fatores desencadeantes levando a possibilidade de haver gota.
 7.1 – 8.0 mg/dl = 3% GOTA
 8.1 - 9.0 mg/dl = 22% GOTA
 > 9.0 mg/dl = 49% GOTA
 urolitíase 50% excreção urinária > 1.100 mg/dia
 Doenças crônicas aumentam a capacidade de
degradação celular, pelo aumento do turn over
 Hipertensão arterial
 Obesidade
 Dislipidemia
 Diabetes mellitus
Doenças Associadas
DIAGNÓSTICO
 História sugestiva
- episódiosmonoartrites (dores, edemas e eritema em
articulações) sucessivas, podagra , ♂ ↑ 40 anos, história
familiar, urolitíase
 Hiperuricemia / excreção urinária
 Cristais em líq. sinovial
 Raio-X sugestivo: degradação óssea
Etiopatogenia
 Aumento na produção de ácido úrico :
- Idiopático (sem causa aparente)
- defeito enzimático 
- PRPP sintase
- Hipoxantina-guanina fosforibosil transferase (síndrome de
Lesch-Nyhan)
- alto turn over ácidos nucleicos
- dieta rica em purinas
 Diminuição na eliminação de ácido úrico
- 85% pacientes
Fatores desencadeantes de 
gota
Via de Salvação
 GMP e IMP são degradados por enzimas liberando as bases
nitrogenas guanina e hipoxantina, que se transformam em xantina
e, assim, em ácido úrico.
 Existe uma enzima chamada HPRT (fosforibosiltransferase) que
salva as bases nitrogenadas formando novamente nucleotídeos
púricos, que são reutilizados dentro do organismo. Fazendo, assim,
a via de salvação.
 Tem-se, dessa forma, uma diminuição da produção de ácido úrico.
 Tem pessoas que nascem com deficiência nessa enzima tem a
síndrome de Lesch-Nyhan,
Síndrome de Lesch-Nyhan é uma doença congênita, rara, de característica
autossômica recessiva. Manifesta-se pela deficiência da enzima
Hipoxantina Guanina Fosforribosil Transferase ou HPRT. Como
consequência acumula-se Ácido Úrico, que forma cristais de urato não
apenas nas articulações, mas, também, em outros tecidos do organismos,
como o sistema nervoso central, causando danos, problemas neurológicos
e comportamentais.
Classificação
 Gota primária
▪ idiopática
▪ aumento produção de ácido úrico
- ↑ PRPP sintetase
Classificação
 Gota secundária
▪ ↑ turn over ácido úrico
- neoplasias (mieloma múltiplo, linfoma)
- tratamento quimioterápico
- anemias hemolíticas,
▪ ↓ excreção - insuficiência renal
Tratamento medicamentoso da hiperuricemia
Alopurinol (cps100 mg): diminui produção de ácido úrico, função mais 
preventiva. Mas não pode ser utilizado com frequência por causar um 
acúmulo de xantina, causando um processo de intoxicação hepática. 

dose 100 – 300 mg/dia, máx. 900 mg/dia
 Colchicina (cps 0,5 mg) : inibe a fagocitose, atividade de 
macrófagos, considerado anti-inflamatório, em situações onde 
esta manifestando a gota, função curativa.
Anti-inflamatória dose 0,5 mg 12/12 h, máx. 2 mg/dia
Alimentos com alto teor de purinas
-carnes como vitela, bacon, embutidos;
-miúdos como fígado, coração, língua, rim emiolos;
-peixes e frutos do mar como sardinha, salmão, bacalhau, ovas depeixe;
-bebidas alcoólicas de todos os tipos;
-tomate e extrato de tomate;
-caldo de carnes e molhos prontos.
Alimentos com médio teor de purinas
-carne de vaca, frango, porco,presunto;
-peixes e frutos do mar como camarão, ostra, lagosta, caranguejo;
-leguminosas como feijão (exceto feijão adzuki), soja, grão de bico, ervilha e lentilha,
-aspargo, cogumelos, couve-flor, espinafre
-cereais integrais como arroz integral, trigo em grão, centeio eaveia;
-oleaginosas como coco, nozes, amendoim, castanhas, pistache, avelã.
Alimentos com baixo teor de purinas
-queijos magros, ovos cozidos, manteiga e margarina;
-cereais e farináceos como pão, macarrão, sagu, fubá, mandioca, arroz branco e
milho
-vegetais como couve, repolho, alface, acelga,agrião;
-doces e frutas de todos os tipos.

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