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Farmacologia N1 @bruniellyaguiar - Turma 35 (UNISL) Mobile User Farmacologia Semana 2 - Tratamento farmacológico da dor Tratamento da DOR Introdução International Association for the Study of Pain (IASP) define a dor como uma experiência sensorial e emocional desagradável associada a dano tecidual real ou potencial. É uma experiência subjetiva e pessoal, e envolve aspectos sensitivos e culturais que podem ser alterados pelas variáveis socioculturais e psíquicas do indivíduo e do meio. De acordo com a Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), a dor aguda é biologicamente benéfica, pois alerta que há algo errado, levando o indivíduo à procura por tratamento. Geralmente ela é o sintoma que auxilia no diagnóstico da doença que a causa, que, por sua vez, receberá o tratamento. Já a dor crônica refere-se aquela que persiste por mais de 3 meses. Analgésicos são os principais medicamentos usados para tratar a dor: A escolha do analgésico ocorre em função do tipo e da duração da dor, ponderando os possíveis riscos e benefícios. A maioria dos analgésicos é eficaz para a dor nociceptiva (causada por lesões), mas menos eficaz para a dor neuropática (devido a lesão ou disfunção dos nervos, medula espinhal ou cérebro). Para muitos tipos de dor, em especial a dor crônica, tratamentos não farmacológicos também são importantes. Esses medicamentos são classificados em três categorias principais: • Analgésicos não-opioides: São medicamentos frequentemente preferidos no tratamento das dores leve a moderado. As pessoas não se tornam fisicamente dependentes desses medicamentos ou tolerantes aos efeitos de alívio da dor. Exemplos incluem o paracetamol e os antiinflamatórios não esteroides (AINEs), como o ibuprofeno e o naproxeno. Esses medicamentos agem principalmente bloqueando a síntese de substâncias envolvidas na geração da dor e da inflamação. • Analgésicos opioides: São medicamentos mais potentes no alívio da dor, mas têm um risco maior de causar dependência e efeitos colaterais. Os exemplos incluem a morfina, o oxicodona e a codeína. Os opioides atuam em receptores específicos no sistema nervoso central para reduzir a percepção da dor. • Adjuvantes ou coadjuvantes para as analgesias: Estes medicamentos não são analgésicos em si, mas podem potencializar ou melhorar os efeitos das analgesias primárias. Eles podem incluir antidepressivos, anticonvulsivantes e relaxantes musculares. A escolha da medicação adequada depende do tipo e intensidade da dor, bem como das condições de saúde individuais do paciente. O tratamento da dor muitas vezes envolve uma abordagem multimodal, combinando o uso de medicamentos com terapias não farmacológicas, como fisioterapia, acupuntura ou técnicas de relaxamento. Escala analgésica da Organização Mundial de Saúde (OMS) Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Situação Clínica 1 C.O.A, sexo masculino, 35 anos, procura atendimento médico em uma clínica comunitária com queixa de dor intensa no joelho direito após uma queda durante a prática de esportes. Ele relata que o incidente ocorreu há cerca de duas horas e, desde então, a dor tem aumentado progressivamente, dificultando a mobilidade do joelho afetado. O médico realiza um exame físico detalhado do joelho do paciente e suspeita de uma lesão do ligamento ou articular. Para aliviar a dor e reduzir o inchaço enquanto investiga a causa exata da lesão, o médico decide prescrever um antiinflamatório não esteroide (AINE) para o paciente. O médico escolhe o ibuprofeno como primeira opção, explicando ao paciente que o medicamento é um AINE amplamente utilizado para tratar condições inflamatórias e dolorosas, como lesões musculoesqueléticas. Além disso, o paciente é orientado a tomar o ibuprofeno conforme a dosagem prescrita, respeitando o intervalo entre as doses para obter um alívio eficaz da dor. O médico alerta sobre os possíveis efeitos colaterais associados ao uso de AINEs, como náuseas, úlceras, sangramentos e lesões renais. Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Mobile User Informações adicionais AINES Os AINEs têm atividade antipirética, analgésica e anti-inflamatória. A classe inclui derivados do: ● Ácido salicílico (ácido acetilsalicílico [AAS], diflunisal e salsalato) ● Ácido propiônico (ibuprofeno, fenoprofeno, flurbiprofeno, cetoprofeno, naproxeno e oxaprozina) ● Ácido acético (diclofenaco, etodolaco, indometacina, cetorolaco, nabumetona, sulindaco e tolmetina), do ácido enólico (meloxicam e piroxicam), ● Fenamatos (ácido mefenâmico e meclofenamato) e do inibidor COX-2 seletivo (celecoxibe). Mecanismos de ação Eles atuam, inibindo as enzimas cicloxigenase levando à redução da síntese de PGs. Obs: Há diferenças na segurança e na eficácia dos AINEs de acordo com seletividade relativa das enzimas COX-1 ou COX-2. A inibição da COX-2 parece levar aos efeitos anti-inflamatório e analgésico dos AINEs, ao passo que a inibição da COX-1 é responsável pela prevenção dos eventos cardiovasculares e pela maioria dos eventos adversos. Efeitos adversos ● Efeitos GI: Os efeitos adversos mais comuns dos AINEs são relacionados ao TGI, variando desde dispepsia até sangramento. Normalmente, a produção de PGI2 inibe a secreção de ácido gástrico, e a PGE2 e a PGF2α estimulam a síntese de muco protetor no estômago e no intestino delgado. Fármacos que inibem a COX-1 Mobile User diminuem os níveis benéficos dessas PGs, resultando em aumento da secreção de ácido gástrico, diminuição da proteção da mucosa e aumento do risco de sangramento GI e ulcerações. ● Aumento do risco de sangramentos (efeito antiplaquetário): O TXA2 aumenta a aglutinação das plaquetas, ao passo que a PGI2 a reduz. O AAS inibe irreversivelmente a formação de TXA2 mediada por COX-1, e outros AINEs a inibem reversivelmente. Rins ● Ação sobre os rins: Os AINEs previnem a síntese de PGE2 e PGI2, PGs responsáveis pela manutenção do fluxo sanguíneo renal. A diminuição da síntese de PGs pode resultar na retenção de sódio e água e, consequentemente, causar edema em alguns pacientes. Esses efeitos também podem diminuir o efeito benéfico dos anti-hipertensivos. ● Efeitos cardíacos: Fármacos como o AAS, com alto grau de seletividade pela COX-1, mostraram efeito protetor cardiovascular, já os Fármacos com maior seletividade relativa para a COX-2 são associados ao aumento do risco de eventos cardiovasculares. Obs: O aumento do risco de eventos cardiovasculares, incluindo IM e AVE, é associado a todos os AINEs, com exceção do AAS. ● Outros efeitos adversos: A inibição da síntese de PGs pode causar desvio em direção à produção de leucotrienos e, consequentemente, aumentar manifestações de asma. Podem ocorrer eventos adversos no sistema nervoso central (SNC), como cefaléia, zumbidos e tonturas, também hipersensibilidade. AAS Mecanismo de ação: O AAS é um ácido orgânico fraco que acetila irreversivelmente e, assim, inativa a cicloxigenase, realizam três ações terapêuticas principais: reduzem a inflamação (afeito anti-inflamatório), a dor (efeito analgésico) e a febre (efeito antipirético). Efeito antiplaquetário: O AAS inibe irreversivelmente a formação de TXA2 mediada por COX-1. Contraindicação do AAS ele não é indicado para crianças menores de 12 anos. ● Associação com a Síndrome de Reye A síndrome de Reye é uma doença muito rara, mas potencialmente fatal, que causa inflamação e inchaço do cérebro e degeneração e perda da função hepática. A causa da síndrome de Reye é desconhecida, mas ela podeser desencadeada por uma infecção viral e pelo uso de aspirina AAS. PARACETAMOL (ACETAMINOFENO) O paracetamol (N-acetil-p-aminofenol, ou APAF) inibe a síntese das PGs no SNC. Isso explica suas propriedades antipiréticas e analgésicas. O paracetamol exerce menor efeito sobre as cicloxigenases nos tecidos periféricos devido à inativação periférica, o que contribui para a sua fraca atividade anti -inflamatória. Esse fármaco não afeta a função plaquetária nem aumenta o tempo de sangramento. O paracetamol não é considerado um AINE pois não tem ação anti-inflamatória. ● Usos terapêuticos O paracetamol é o analgésico/antipirético de escolha para crianças com infecções virais ou varicela, pois o AAS oferece risco de síndrome de Reye. ● Efeitos adversos Em dosagens terapêuticas normais, o paracetamol é praticamente livre de efeitos adversos significativos. Em dosagens altas, a glutationa disponível no fígado se esgota, e a NAPQI reage com o grupo sulfidrila das Mobile User proteínas hepáticas, formando ligações covalentes Assim Pode ocorrer necrose hepática, uma condição muito grave e potencialmente fatal. Celecoxibe O celecoxibe é um inibidor seletivo da COX-2, significativamente mais seletivo para inibir a COX-2 do que a COX-1 , a inibição da COX-2 é reversível. ● Usos terapêuticos O celecoxibe é aprovado para o tratamento de AR, osteoartrite e dor de leve a moderada. No tratamento da dor, a eficácia do celecoxibe é similar à dos AINEs. Ele deve ser evitado em pacientes com doença hepática ou renal grave, e a dosagem deve ser reduzida à metade em pacientes com insuficiência hepática moderada. ● Efeitos adversos: - Cefaleia, dispepsia, diarreia e dor abdominal são os efeitos adversos mais comuns do celecoxibe. - O celecoxibe provoca menos sangramento GI e dispepsia do que outros AINEs. - Pacientes com alto risco de úlcera e que necessitam do AAS para prevenção cardiovascular devem evitar o uso de celecoxibe. - O celecoxibe oferece risco de eventos cardiovasculares similares aos de outros AINEs. - Ele deve ser usado com cautela em pacientes alérgicos a sulfonamidas. Os pacientes que apresentaram reações anafilactoides ao AAS ou aos AINEs não seletivos correm o risco de apresentar efeitos similares com celecoxibe. OPIOIDES São medicamentos potentes no alívio da dor mas que tem risco de causar dependência e efeitos colaterais. Eles atuam em receptores específicos no SNC para reduzir a percepção da dor. Potência analgésica: Forte Morfina, petidina, sufentanila, fentanila e fentanila. Intermediário Pentazocina e oxicodona Fraco Codeína tramadol Origem: Natural Morfina e codeína Semi sintética Heroína e oxicodona Sintética Metadona, petidina e fentanila Função Agonistas puros Morfina, fentanila e petidina Agonistas parciais Pentazocina e buprenorfina Antagonistas Naloxona e naltrexona Morfina Mecanismo de ação: A morfina e outros opioides exercem seus efeitos principais interagindo estereoespecificamente com os receptores opioides nas membranas de certas células no SNC e em outras estruturas anatômicas, como o trato gastrintestinal (TGI) e a bexiga. Ela diminui a liberação de substância P que modula a percepção da dor na medula espinal. A morfina também parece inibir a liberação de vários transmissores excitatórios dos terminais nervosos que levam a estímulos nociceptivos Ações: Analgesia, Euforia, Respiração: A morfina causa depressão respiratória pela dessensibilização ao dióxido de carbono dos neurônios do centro respiratório. Depressão do reflexo da tosse: Morfina e codeína possuem propriedades antitussígenas. Mobile User Miose: A pupila puntiforme característica do uso da morfina, resulta do estímulo dos receptores μ e κ Êmese: A morfina estimula diretamente a zona quimiorreceptora disparadora na área postrema que causa êmese Sistema cardiovascular: A morfina em dosagens baixas não tem efeito significativo na pressão arterial ou na frequência cardíaca Liberação de histamina: A morfina libera histamina dos mastócitos, causando urticária, sudoração e vasodilatação. Ações hormonais: A morfina aumenta a liberação de hormônio do crescimento e aumenta a secreção de prolactina. Parto: A morfina pode prolongar o segundo estágio do trabalho de parto. ● Efeitos adversos: Com a maioria dos agonistas μ, pode ocorrer grave depressão respiratória, e a dosagem excessiva com opioide pode resultar em óbito. A morfina deve ser utilizada com cautela em pacientes com asma, doença hepática ou disfunção renal. O uso repetido da morfina causa tolerância aos seus efeitos depressor respiratório, analgésico, eufórico e sedativo No entanto, normalmente não se desenvolve tolerância aos efeitos de constrição pupilar e de constipação. Pode ocorrer dependência física e psicológica com a morfina . Codeína É pró-fármaco: biotransformado pela CYP2D6 ao fármaco ativo, morfina • Não usar em pacientes com disfunção renal • Usar somente para dores leves a moderadas Fentanila Sem metabólitos ativos; opção para pacientes com insuficiência renal, mas deve ser usado com cautela • Cem vezes mais potente do que a morfina • Menor liberação de histamina, sedação e constipação em comparação com morfina Oxicodona Biotransformado pela CYP2D6 e CYP3A4 • Advertência em tarja preta: interações farmacológicas em CYP3A4 • Menos náuseas e liberação de histamina em comparação com morfina Agonistas parciais e antagonistas mistos Buprenorfina A buprenorfina é classificada como agonista parcial e atua no receptor μ. Ela atua como a morfina em pacientes virgens, mas também pode provocar abstinência em usuários de morfina ou outros agonistas opioides totais. O uso principal é na desintoxicação opioide, pois tem sintomas de retirada menos graves e mais curtos em comparação com a metadona Pentazocina A pentazocina age como agonista nos receptores κ e é um antagonista fraco nos receptores μ e δ. Nalbufina e butorfanol Nalbufina e butorfanol são agonistas-antagonistas opioides mistos. Como a pentazocina, eles têm papel limitado no tratamento da dor crônica. Tramadol Mobile User O tramadol é um analgésico de ação central que se liga ao receptor opioide μ. O fármaco sofre extensa biotransformação via CYP2D6, resultando em um metabólito ativo com afinidade muito maior pelo receptor μ do que o composto original. Antagonistas opioides Os antagonistas opioides se ligam com alta afinidade aos receptores opioides, mas não ativam a resposta mediada pelo receptor. Os antagonistas revertem rapidamente o efeito dos agonistas, como a morfina e outros agonistas μ totais, e precipitam os sintomas de abstinência de opioides. Naloxona A naloxona é utilizada para reverter o coma e a depressão respiratória causados pela dose excessiva de opioides. Ela rapidamente desloca todas as moléculas opioides ligadas ao receptor e, assim, é capaz de reverter o efeito da dose excessiva de morfina. Dentro de 30 segundos após a injeção IV de naloxona, a depressão respiratória e o coma característicos da superdose de morfina são revertidos, reanimando o paciente e tornando-o alerta. Naltrexona A naltrexona tem ações similares às da naloxona. Ela tem duração de ação mais longa do que a naloxona, e uma única dose oral de naltrexona bloqueia o efeito da heroína injetada por até 24 horas. Mobile User Semana 3 - Tratamento da Artrite Reumatóide Conceito - Artrite Reumatóide Afecção crônica, progressiva, sistêmica e inflamatória que acomete preferencialmente as articulações. Dados epidemiológicos • Distribuição universal • Artrite inflamatória mais frequente • Prevalência em torno de 1% a 3% na população mundial • O Brasil tem uma prevalência de 0,6% • Média de idade entre 35 a 45 anos • Acomete mais o sexo feminino 3:1 Tecido sinovial - Pannus Os mediadores químicos - citocinas: IL-1/ IL-6 e TNF. INTRODUÇÃO O tratamento medicamentoso de Artrite Reumatóide inclui o uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINE), glicocorticóides, imunossupressores, medicamentos modificadores do curso da doença (MMCD) - sintéticos, biológicos e alvo específico sintéticos (MMCDsae). A metaterapêutica é a remissão ou baixa atividade da doença. O uso seguro desses fármacos exige o conhecimento de suas contraindicações absolutas. O tratamento inicial, primeira etapa, se recomenda a classe MMCD sintéticos (MMCDs), composta pelos medicamentos: metotrexato (MTX), leflunomida (LEF), azatioprina (AZA), sulfassalazina (SSZ), cloroquina e hidroxicloroquina (HCQ). O tratamento deve ser iniciado com MTX, em monoterapia. Caso haja intolerância ou contraindicação, a monoterapia pode ser combinada com LEF ou SSZ. Em caso de falha da monoterapia inicial, após 3 meses de tratamento otimizado (dose máxima tolerada e adesão adequada), passa-se para a terapia com a combinação dupla ou tripla de MMCDs. As associações de medicamentos MMCDs mais comumente recomendadas são MTX ou LEF com HCQ/cloroquina ou MTX ou LEF com SSZ. A tripla terapia pode ser realizada com a combinação de MTX com HCQ/cloroquina e SSZ. Após o uso de pelo menos dois esquemas terapêuticos, na primeira etapa, por no mínimo 3 meses cada, havendo persistência da atividade da doença, utiliza-se um dos medicamentos da classe MMCD biológicos (MMCDbio) ou da classe MMCD sintéticos alvos específicos (MMCDsae) que compõem a segunda etapa. O MMCDbio deve ser usado em associação com o MTX, exceto no caso de contraindicação; neste caso, pode ser considerada a associação com outro MMCDs (LEF e SSZ). A classe MMCDbio tem duas subclasses: antifator de necrose tumoral (anti-TNF): certolizumabe pegol, golimumabe, infliximabe, etanercepte e adalimumabe e, os não antifator de necrose tumoral (não anti-TNF): abatacepte, tocilizumabe e rituximabe. A outra classe é a MMCDsae com os Mobile User medicamentos: baricitinibe, tofacitinibe e upadacitinibe. A terceira etapa é composta pelas classes MMCDbio e MMCDsae e se utiliza após 3 meses da segunda etapa terapêutica quando há persistência da atividade da doença ou toxicidade inaceitável ao medicamento utilizado buscando prescrever outros medicamentos destas classes ainda não utilizados. Se possível, o medicamento selecionado deve ser associado a um MMCDs, preferencialmente o MTX. Os imunossupressores como a azatioprina e a ciclosporina podem ser usados no tratamento de manutenção da artrite reumatoide. Esses medicamentos são efetivos na modificação do curso natural da doença, mas estão associados a significante incidência de eventos adversos, em especial devido à imunossupressão. Em qualquer das etapas e linhas discriminadas para o tratamento dos pacientes com AR, glicocorticoides ou anti-inflamatórios não esteroidais (AINE) podem ser prescritos para o controle sintomático, tendo sempre em mente o uso da menor dose pelo menor tempo possível. 1. Medicamentos modificadores do curso da doença sintéticos (MMCD) Metotrexato (MTX) - 1ª escolha no tratamento, Azatioprina (AZA), leflunomida (LEF), sulfassalazina (SSZ), cloroquina e hidroxicloroquina (HCQ). 2. Medicamentos modificadores do curso da doença biológicos (MMCDbio) Duas subclasses: a) antifator de necrose tumoral (anti-TNF): certolizumabe pegol, golimumabe, infliximabe, etanercepte e adalimumabe. b) não antifator de necrose tumoral (não anti-TNF): abatacepte, tocilizumabe e rituximabe. 3. Medicamentos modificadores do curso da doença sintéticos alvo específicos (MMCDsae) Baricitinibe, tofacitinibe e upadacitinibe ESTAÇÃO 1: MEDICAMENTOS MODIFICADORES DO CURSO DA DOENÇA (MMCD) Em relação aos medicamentos modificadores do curso da doença (MMCD) utilizados no tratamento da artrite reumatóide, correlacione as colunas abaixo: 1. Medicamentos modificadores do curso da doença sintéticos 2. Medicamentos modificadores do curso da doença biológicos (MMCDbio) 2A. anti-TNF 2B. não anti-TNF 3. Medicamentos modificadores sintéticos do alvo curso da doença específicos (MMCDsae) (1) Leflunomida Mobile User (2B ) Abatacepte (3) Baricitinibe (2B) Tocilizumabe (1) Sulfassalazina (2B) Rituximabe (2A) Certolizumabepegol (1) Metotrexato (1) Cloroquina/ hidroxicloroquina. (1 ) Ciclosporina (2A) Golimumabe (1) Azatioprina (3) Tofacitinibe (3) Upadacitinibe (2A) Etanercepte ESTAÇÃO 2: PRIMEIRA LINHA DE TRATAMENTO DA ARTRITE REUMATOIDE SITUAÇÃO CLÍNICA 01: Paciente, 35 anos, sexo feminino, foi recentemente diagnosticada com artrite reumatoide (AR) de moderada a grave. Após o diagnóstico, o reumatologista recomendou o uso de metotrexato, em monoterapia, como primeira linha de escolha terapêutica. Além disso, prescreveu também o ácido fólico. De acordo com a situação clínica apresentada, responda: A) Qual o mecanismo de ação do metotrexato? O metotrexato é um antagonista do ácido fólico (Folato) que tem atividade citotóxica (Câncer) e imunossupressora (Artrite Reumatoide). • Folatos são essenciais para a síntese de nucleotídeos purínicos e timidilato, os quais, por sua vez, são vitais para a síntese de DNA e a divisão celular. • A principal ação dos antagonistas do folato é interferir na síntese de timidilato. O metotrexato atua principalmente inibindo a diidrofolato redutase, o que reduz a disponibilidade de tetraidrofolato. Isso diminui a síntese de nucleotídeos necessários para a produção de DNA e RNA, afetando a Mobile User divisão celular e a função das células do sistema imunológico. Esses efeitos são benéficos no tratamento de cânceres e doenças autoimunes, mas também podem levar a efeitos colaterais associados à redução dos níveis de folato. B) Quais são os potenciais efeitos adversos do metotrexato? • Depressão da medula óssea, causando uma queda na contagem de leucócitos e de plaquetas (potencialmente fatal). • Cirrose hepática. • Dano ao epitélio do TGI - Trato Gastro Intestinal Necessidade de monitoramento durante o tratamento durante. Em pessoas com artrite reumatoide que utilizam metotrexato (MTX): - Tomar ácido fólico ou folínico provavelmente melhora alguns efeitos colaterais do MTX, tais como náusea e dor abdominal. - Tomar ácido fólico ou folínico provavelmente reduz a chance de desenvolver exames de sangue de fígado anormais. - Tomar ácido fólico ou folínico provavelmente ajuda as pessoas a continuar seu tratamento com MTX. - Tomar ácido fólico ou folínico pode melhorar alguns efeitos colaterais do MTX, tais como feridas na boca. - Fomos incapazes determinar se tomar ou não ácido fólico ou folínico com MTX previne neutropenia (problemas com a produção de glóbulos brancos). - Tomar ácido fólico ou folínico com MTX provavelmente não tem nenhum efeito sobre quão bem o MTX é capaz de tratar a artrite reumatoide. C) Com que finalidade foi prescrito o ácido fólico? O ácido fólico previne os danos causados pela ação do metotrexato em outros tecidos com atividade metabólica menor do medicamento. ESTAÇÃO 03: TRATAMENTO SINTOMÁTICO DA ARTRITE REUMATÓIDE SITUAÇÃO CLÍNICA 1: Uma mulher de 40 anos de idade sem história clínica pregressa conhecida, além de suspeita de artrite reumatoide (AR), apresenta-se para a avaliação de sua dor. A paciente relata rigidez matinal, edema e sensibilidade das articulações das mãos, dos ombros e dos joelhos por mais de seis meses. Também relata fadiga e uma história familiar materna de AR. Trouxe seus prontuários antigos que mostram critérios laboratoriais e clínicos suficientes para o diagnóstico de AR. Não tem sido acompanhada por seu médico de cuidados primários ou seu reumatologista e vem tentando auto tratar-se com ibuprofeno e paracetamol, os quais não necessitam de prescrição. Com base na história e no exame foi diagnosticada uma exacerbação aguda da AR. Verifica-se também que a doença em geral não está sendo adequadamente tratada. Assim, foi orientada a suspender o uso de ibuprofeno e paracetamol, foi prescrita predisona 20 mg, via oral, por breve período e metotrexato e ácido fólico cronicamente. Mobile User De acordo com a situação clínica apresentada, responda: A) A qual classe farmacológica a predisona pertence? Classe dos corticóides (glicocorticóides/imunossupressor/esteróide/esteroidal) B) Qual é o mecanismo de supressão da imunidade mediada por glicocorticóides? Ativando receptores de glicocorticóides dentrodo sistema imune (formando uma estrutura dímero que se liga ao receptor, entrando no núcleo da célula e promovendo vários efeitos como: ligação ao DNA e o desenovelamento - desenrolar. C) Justifique a indicação de corticosteroides neste caso. Para aliviar os sintomas da doença, é usado quando o paciente está em crise por um curto tempo. Mobile User Semana 4 - Tratamento da Gota Introdução A gota é uma doença que ocorre quando há cristalização de ácido úrico nas articulações do corpo, geralmente no dedão do pé ou em articulações grandes. A hiperuricemia é uma condição cunica caracterizada por níveis elevados de ácido úrico. Isso leva à formação de cristais de urato de sódio: que são encontrados inicialmente nas articulações das extremidades e no l interstício renal. A presença de cristais de urato está associada com grande inchaço e sensibilidade nas articulações das extremidades. Essa doença é geralmente chamada de gota ou artrite gotosa. Neta, niveis elevados de ácido úrico são detectados no sangue e na urina. O diagnóstico definitivo pode ser feito pela observação da presença de cristais de urato no líquido sinovial coletado das articulações afetadas. A preferência da formação de cristais de urato nas articulações das extremidades, como no dedão do pé, é associada a diminuição da temperatura das extremidades, que ajuda na formação de cristais de urato quando seus niveis excedem o limite da solubilidade. Estação 1: Fisiopatologia da gota SITUAÇÃO CLÍNICA 1: Homem de 46 anos chega ao setor de emergência com forte dor nos dedos do pé direito. O paciente apresentava um estado de saúde normal até de manhã cedo quando se levantou com dor forte no dedão do pé direito. O paciente nega qualquer trauma no pé por batida e não tinha histórico prévio desse tipo de dor em outras articulações. Relatou ter tomado "algumas cervejas a mais' com os'amigos na noite anterior. O exame mostrou temperatura de 38,2°C e o incômodo decorrente da dor no dedão do pé direito, que estava inchado, quente, avermelhado e muito sensível. O resto do exame foi normal. Foi coletado líquido sinovial que mostrou a presença de cristais na forma de bastão ou agulha com birrefringência negativa quando examinado em microscópio com luz polarizada, o que é consistente com gota. De acordo com a situação clínica apresentada, responda: A) Qual é a fisiopatologia da gota? Presença de níveis plasmáticos elevados de ácido úrico, podendo levar ao depósito de cristais de ácido úrico (sais de urato) nas articulações, mais frequentemente na primeira articulação metatarsofalangiana (do hátux). O resultado é a ativação de uma resposta inflamatória, gerando dor intensa e deformidades nas articulações afetadas. A gota é uma doença que acomete exclusivamente os seres humanos. Os mamíferos têm, em sua maioria, a uricase, uma enzima que metaboliza os produtos de degradação das purinas a uma substância livremente hidrossolúvel, a alantoína. Em contrapartida, os seres humanos excretam a maioria das purinas na forma de ácido úrico pouco solúvel. Doença causada pelo acúmulo de ácido úrico nas articulações (cristais de urato), ocorre por meio de alguns eventos, causados devido uma resposta inflamatória, o cristal de urato é reconhecido como antígeno e começa a produzir citocinas que causam a inflamação, ativando a via de inflamação (IL-1 beta, TNF-ALFA, IL-6 e IL-8) B) Descrever a via do ácido úrico. 1. Hipoxantina > 2. Xantina > 3. Ácido Úrico > 4. Urato Sérico (Excretado pela via renal/ reabsorção/secreção) > 5. Gota Mobile User Fontes de Purinas: Alimentos, ADN- ácido desoxirribonucleico, ARN - ácido ribonucleico, ATP -adenosina trifosfato e GTP - trifosfato de guanosina C) Explicar a base lógica do tratamento da gota com colchicina e alopurinol. Colchicina - usado na fase aguda. Precisa-se controlar os eventos inflamatórios. Alopurinol - usado na fase crônica. Manutenção dos níveis adequados do ácido úrico. IMAGEM - RESUMINDO Os neutrófilos começam a se movimentar do sangue para o tecido articular - ocorrendo o seu acúmulo e as manifestações clínicas. Mecanismos da resposta inflamatória aos cristais de urato. IMAGEM • Liberação de enzimas: Neutrófilos liberam enzimas proteolíticas e outras substâncias químicas que podem causar danos ao tecido e contribuir para a inflamação. •Produção de Radical Livre: Eles também geram radicais livres e espécies reativas de oxigênio (ERO), que podem intensificar a inflamação e causar danos adicionais às células e tecidos adjacentes. Mobile User Estação 2 1. Quais os possíveis medicamentos podem ser utilizados no tratamento farmacológico da gota? A) AINEs, Colchicina, Corticosteróides e Alopurinol. B) Indometacina, Colchicina, Metotrexato e Antibióticos, C) Antifúngicos, AINEs, Colchicina e Antidepressivos. D) AINEs, Colchicina, Anticoagulantes e Estatinas. 2. Um homem de 46 anos, ao perceber dor na articulação do tornozelo esquerdo, procurou a Unidade de Saúde. Essa dor surgiu há 7 dias e está acompanhada de sinais flogísticos, surgindo após uma cirurgia de hérnia inguinal. Ele também menciona ter passado por episódios semelhantes anteriormente em ambos os pés, especialmente nas articulações metatarsofalangeanas. Além disso, o paciente apresenta tofos no cotovelo direito. Ele relata ter um histórico de cálculos renais (0,5 cm) e ser etilista. Pensando no diagnóstico de gota, qual é o fármaco de primeira escolha para a crise aguda? A) Alopurinol. B) Uricosúricos. C) Corticosteróides. D) Anti-inflamatórios não-esteroides. É a primeira linha de tratamento para a crise aguda de gota, como: indometacina, naproxeno e ibuprofeno. Eles ajudam a reduzir a inflamação e a dor associada à crise. Tratamento da GOTA Grupos de terapias (fármacos): 1) As que tratam as crises agudas de gota • Os fármacos que suprimem a resposta imune aos depósitos de cristais ou limitam a extensão da inflamação podem ser utilizados para ambas as indicações, embora sejam mais comumente prescritos para tratar crises agudas. 2) As que evitam as crises recorrentes • Os agentes que reduzem a síntese de ácido úrico ou aumentam sua excreção renal impedem a formação de cristais de urato monossódico e mostram-se úteis na prevenção de crises recorrentes. Tratamento da gota aguda | Supressores de recrutamento e da ativação dos leucócitos Mobile User • Agentes anti-inflamatórios • Colchicina • Glicocorticóides ento e da ativação dos leucócitos Tratamento da gota crônica | Agentes que reduzem a concentração plasmática de urato Agentes que diminuem a síntese de ácido úrico • Alopurinol • Febuxostate Agentes que aumentam a excreção de ácido úrico (agentes uricosúricos). • Probenecida • Sulfimpirazona • Benzbromarona • Losartana Agentes que intensificam o metabolismo do ácido úrico Análogos da Uricase: Rasburicase e Pegloticase Mobile User Semana 5 - Osteoporose Introdução A osteoporose, perda de massa óssea, afeta cerca de 30% das mulheres com idades entre 65 anos ou mais e um percentual menor, mas significativo, de homens. Historicamente, a osteoporose foi dividida em osteoporose pósmenopausa, que ocorre em mulheres e está relacionada com a perda de hormônios ovarianos após a menopausa, e osteoporose senil, que está relacionada com a idade e afeta ambos os sexos. Histológica e bioquimicamente, parecem distúrbios indistinguíveis do metabolismo ósseo causados por reabsorção óssea excessiva ou formação óssea inadequada. O Ca2+ e a vitamina D (para facilitar a absorção de Ca2+) são fundamentais em pacientes com risco de osteoporose. Os estrogênios reduzem a taxa de perda óssea no período pós-menopausa, quando a taxa de perda pode ser de até 10% por ano. Os estrogênios aumentam a densidade mineral óssea e diminuem a incidência de fraturas vertebrais e não vertebrais. No entanto, não aumentam a formação óssea geral. Estação 1 - Fisiopatologia da Osteoporose Situação Clínica 1: C.G., 61 anos, feminino, branca, divorciada, professora, procedente de Manaus. A paciente, em menopausa há 9 anos, escorregou e se apoiou no punho esquerdo. Houve fraturado rádio, sendo instituídas medidas cabíveis. Após 3 semanas de imobilização, passou por uma avaliação geral de saúde. Na história pregressa não referia outras doenças, exceto obesidade, para o que fazia dieta hipocalórica e exercícios físicos regulares. Na história familiar, constatava-se a presença de fratura em quadril decorrente de queda (mãe e uma tia). Exame físico e exame subsidiário Sinais vitais e demais características dentro da normalidade. Densitometria mineral óssea (DMO): valores indicativos de osteopenia em vértebras lombares L1-L4 e no colo do fêmur proximal direito. (Atenção a história familiar, idade e a menopausa que produz pouco estrogênio) Fraturas mais comuns são: no quadril, úmero e coluna. De acordo com a situação clínica apresentada, responda: A) Discuta sobre a fisiopatologia da osteoporose. B) Qual é o mecanismo de ação do hormônio da paratireoide (PTH) no osso e no rim? Mobile User C) Quais as recomendações do uso de cálcio e vitamina D no tratamento da osteoporose? Mobile User Ingestão de cálcio Recomendação: Em mulheres com mais de 50 anos, é recomendado e seguro o consumo de até 1.200 mg de cálcio ao dia, preferencialmente por meio da dieta, especialmente com o consumo deleite e derivados. Quando há impossibilidade de fazê-lo por meio de fontes nutricionais, é recomendável a administração de suplementos de cálcio, com avaliação de riscos e benefícios. Apesar de o uso complementar do cálcio e da vitamina D ser fundamental para a mineralização óssea adequada, não se recomenda o tratamento da osteoporose em pacientes na pós-menopausa exclusivamente com cálcio associado ou não com a vitamina D. Ingestão de Vitamina D A vitamina D é um pró-hormônio sintetizado na pele exposição aos raios ultravioleta B (UVB) da luz solar. As fontes de vitamina D alimentares são escassas e os seres humanos dependem principalmente da produção cutânea pelos raios UVB solares. A vitamina D, produzida na pele ou ingerida, sofre transformações químicas Mobile User até se transformar em sua forma ativa (calcitriol), com importantes funções na fisiologia osteo-mineral, especialmente no que se refere à absorção intestinal e à homeostase do cálcio. Recomendação: Em pacientes com osteoporose pós-menopausa, recomenda-se avaliar as concentrações plasmáticas da 25(OH)D antes de se iniciar o tratamento. Em pacientes deficientes de vitamina D, a reposição deve ser iniciada com 50.000 UI por semana durante oito semanas e, então, reavaliar. Como dose de manutenção, recomendam-se doses diárias de 1000-2000 UI e valores séricos acima de 30 ng/mL para a prevenção do hiperparatireoidismo secundário, melhoria da massa óssea, redução do risco de quedas. Tratamentos com altas doses de vitamina D não estão indicados. Estação 2: Tratamento farmacológico da osteoporose Situação Clínica 1: Uma mulher de 66 anos de idade apresenta-se para uma consulta anual de manutenção da saúde. Em geral, sente-se bem e não tem queixas específicas. Toma hidroclorotiazida contra hipertensão, levotiroxina sódica contra o hipotirecidismo e um multivitaminico. Entrou na menopausa aos 48 anos e nunca fez terapia de reposição hormonal. Relata que a mãe faleceu por câncer de mama. É ex-fumante, fumava 30 pacotes por ano e parou de fumar há 20 anos. Ocasionalmente bebe um copo de vinho no jantar e caminha três ou quatro vezes por semana. Ao exame, percebe-se que sua altura está 2,5 cm menor do que há três anos. Seus sinais vitais estão normais. Ela tem cifoescoliose proeminente da coluna vertebral. O exame é normal em outros aspectos. O exame de sangue revela níveis normais de eletrólitos, função renal, hemograma, cálcio e hormônio estimulante da tireoide (TSH). Foi solicitado um teste de densidade óssea, que mostra uma redução significativa da densidade na coluna e nos quadris. O médico fecha o diagnóstico com osteoporose e inicia tratamento com alendronato de sódio. A) O alendronato de sódio pertence a qual classe farmacológica? Classes e agentes farmacológicos Carbonato de cálcio e a vitamina D Agentes antirressortivos (reduzem a perda óssea) • Bisfosfonatos - Alendronato, Ibandronato, Risedronato, Ácido zoledrônico • Terapia de reposição hormonal (TRH) - Estrogênio ou Estrogênio + Progestágeno • Moduladores seletivos dos receptores estrogênicos (SERM) - Raloxifeno, Tamoxifeno • Antagonistas do RANKL - Denosumabe Agentes anabólicos ósseos (aumentam a formação óssea) • Teriparatida (Análogo do PTH) B) Qual é o mecanismo de ação do alendronato de sódio? Mobile User C) Quais os eventos adversos relevantes associados ao uso de bifosfonatos? • Os BP orais podem causar esofagite local e erosão esofágica; por esse motivo, os pacientes são aconselhados a degluti-los com pelo menos 250 ml de água e a permanecer na posição ortostática durante os próximos 30 a 60 min. Somente depois desse intervalo é que o paciente pode ingerir outros medicamentos, líquidos ou alimento. • Dada sua pouca absorção intestinal, os BP orais devem ser deglutidos pela manhã após o jejum noturno, e o paciente não deve ingerir nenhum alimento, a não ser água com o bisfosfonato, durante os 30 a 60 min subsequentes. D) Quais os riscos da utilização da terapia de reposição hormonal no tratamento da osteoporose? Terapia de reposição hormonal (TH) Mobile User • Os estrogênios desempenham papel antirreabsortivo importante no metabolismo ósseo das mulheres na pré-menopausa. • O hipoestrogenismo, que ocorre após a menopausa, promove perda acelerada de massa óssea, mas pode ser atenuado com uso de terapia de reposição hormonal (TH). • RISCO: A TH apresenta risco de tromboembolismo cerca de duas vezes maior em usuárias de doses convencionais (estrogênio conjugado equino 0,625 mg/dia associado a 2,5 mg de acetatode medroxiprogesterona em esquema combinado ou cíclico), particularmente no primeiro ano de tratamento e que se reduz quando o mesmo se prolonga por mais tempo. O uso prolongado da TH, por mais de cinco anos, com associação de estrogênios e progestagênios, produz pequeno aumento do risco de câncer de mama (oito casos em cada 10.000 mulheres/ano). • Recomendação: A TH pode ser considerada para o tratamento da osteoporose pós-menopáusica, especialmente nas mulheres com sintomas climatéricos, antes dos 60 anos ou com menos de 10 anos depós-menopausa. A descontinuação da TH resulta em perda de massa óssea e aumento das taxas de fraturas e as pacientes devem ser reavaliadas para outra opção terapêutica. As pacientes com indicação de TH devem ser avaliadas cuidadosamente, de forma individualizada, e a sua prescrição só deve ser feita quando o benefício suplantar o risco. Mobile User Semana 6 Introdução Os antitrombóticos são medicamentos que atuam na prevenção ou tratamento de tromboses, que são a formação de coágulos sanguíneos dentro dos vasos sanguíneos. Esses coágulos podem obstruir o fluxo sanguíneo e causar graves complicações, como infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC). Os antitrombóticos podem ser divididos em duas categorias principais: anticoagulantes e antiagregantes plaquetários. Os anticoagulantes, como a heparina e a varfarina, interferem na cascata de coagulação sanguínea, tornando o sangue mais fluido e menos propenso a formar coágulos. Já os antiagregantes plaquetários, como a aspirina e o clopidogrel, inibem a agregação das plaquetas, diminuindo a formação de coágulos. O uso de antitrombóticos é comum em pacientes com histórico de doenças cardiovasculares, fibrilação atrial, próteses valvares cardíacas, entre outras condições. Mobile User Os trombolíticos são medicamentos utilizados para dissolver coágulos sanguíneos já formados, restaurando o fluxo sanguíneo em vasos obstruídos. Esses medicamentos atuam ativando a plasmina, uma enzima que quebra as fibrinas, componentes essenciais para a formação do coágulo. Os trombolíticos são frequentemente utilizados em situações emergenciais, como no tratamento do infarto agudo do miocárdio e do acidente vascular cerebral isquêmico, pois a rápida intervenção pode salvarvidas e reduzir os danos causados pela obstrução do vaso sanguíneo. No entanto, seu uso requer cuidado, pois eles podem aumentar o risco de sangramentos, sendo contraindicados em algumas situações, como em pacientes com sangramento ativo, cirurgias recentes ou acidente vascular cerebral hemorrágico. Estação 01: farmacologia dos antilipêmicos e antiagregantes plaquetários Situação clínica 1 J.O.A, 58 anos, sexo masculino. Apresenta hipertensão arterial há 10 anos, diabetes tipo 2 há 5 anos, tabagismo (parou há 2 anos) e obesidade. Comparece a Unidade de Pronto Atendimento reclamando de desconforto torácico ocasional e dificuldade em caminhar longas distâncias devido à sensação de falta de ar. Na avaliação clínica, observa-se que o paciente é de meia-idade com vários fatores de risco cardiovascular. Seu histórico médico inclui hipertensão arterial, diabetes tipo 2, tabagismo passado e obesidade. O pai faleceu subitamente aos 64 anos de idade. Além disso, ele relata desconforto torácico ocasional e dispneia (falta de ar) durante atividades físicas. Após avaliação clínica inicial, o paciente é submetido a exames laboratoriais e de imagem. Seus resultados mostram os seguintes resultados: Mobile User → Diante do resultado laboratorial, o médico da unidade prescreveu um antilipêmico e alertou sobre o risco de AVC, prescrevendo um antitrombótico profilático. Qual alternativa se encaixa a esta prescrição? Justifique a resposta. A) Sinvastatina + AAS B) Ciprofibrato + warfarina C) Ácido nicotínico + ciprofibrato D) Orlistate + rivaroxabana Mobile User Sinvastatina - Inibidores da síntese de colesterol Mecanismo - Inibem a HMG-CoA redutase, a enzima que limita a velocidade na síntese de colesterol → diminuição das LDL em até 60%, aumento das HDL em cerca de 10%, diminuição dos triglicerídeos em até 40% Ciprofibrato - Fibrato Mecanismo - Agonistas do receptor ativado pelo proliferador peroxissômico alfa (PPAR alfa) → diminuição dos triglicerídeos em até 50%, aumento das HDL em até 20%, diminuição das LDL em até 15% Niacina (Ácido nicotínico) Mecanismo - Diminui a liberação de ácidos graxos livres do tecido adiposo; aumenta o tempo de permanência da apoA1 no plasma. Diminuição dos triglicerídeos em até 45%; diminuição das LDL em até 20%; elevação das HDL em até 30% Orlistat - Inibidor de lipases gástrica e pancreática Mecanismo - No intestino, o orlistate reage com resíduos de serina nos locais ativos das lipases gástrica e pancreática, inibindo irreversivelmente essas enzimas e, assim, impedindo a degradação da gordura da dieta a ácidos graxos e glicerol. Portanto, ele reduz a absorção (e causa a eliminação fecal correspondente) de cerca de 30% da gordura da dieta. AAS - Antiagregante plaquetário Mecanismo - Mecanismo - Inibem a ciclo-oxigenase plaquetária, bloqueando, assim, a produção de tromboxano A2 e inibindo a reação de liberação dos gránulos das plaquetas e a agregação plaquetária Varfarina - Anticoagulante Mecanismo - Inibe a epóxido redutase hepática que catalisa a regeneração da vitamina K reduzida, necessária para a síntese dos fatores da coagulação II, VII, IX e X biologicamente ativos e das proteínas anticoagulantes C e S Rivaroxabana - Anticoagulante da classe dos Inibidores diretos da trombina Mecanismo - Ligam-se diretamente à trombina e inibem, portanto, a hemostasia secundária Mobile User Estação 2: Farmacologia dos anticoagulantes Situação clínica 1 J.M.S, 22 anos, apresenta dor e inchaço na perna direita deu entrada na emergência. A ultrassonografia mostrou trombose na veia poplítea. A paciente, é gestante, no segundo trimestre de gestação, foi tratada durante sete dias com heparina não fracionada por via IV. A dor sumiu durante o tratamento, e a paciente recebeu alta no 8° dia. Foi prescrito o uso de heparina de baixa massa molecular (HBMM), Enoxaparina, para a paciente que mora a 160 km do hospital mais próximo. Com relação a situação clínica apresentada, responda: A) Qual a via de administração da enoxaparina? Via parenteral: Subcutânea ou Endovenosa B) Quais as vantagens da enoxaparina em relação a varfarina para a gestante? A varfarina é teratogênica e nunca deve ser usada durante a gestação. Se o tratamento anticoagulante é necessário durante a gestação, deve-se administrar heparina ou HBPM. Mobile User Estação 3: Farmacologia dos trombolíticos Qual dos seguintes fármacos é considerado seletivo para fibrina por ativar rapidamente o plasminogênio que se liga à fibrina? A) Alteplase. B) Fondaparinux. Mobile User C) Estreptoquinase. D) Uroquinase. Mobile User Semana 7 - Demência O que é Demência? Demência é o declínio geral das habilidades mentais, como memória, linguagem e raciocínio que persiste por toda a vida e pode interferir com as atividades normais da pessoa e seus relacionamentos. Pessoas com demência podem se tornar confusas, incapaz de lembrar as coisas ou perder habilidades que antes tinham, incluindo as tarefas do dia-a-dia. Às vezes, podem não reconhecer familiares ou amigos e podem apresentar comportamento agitado. Apesar de ser mais frequente em idosos, demência não é uma consequência normal do envelhecimento. Síndromes Demenciais As síndromes demenciais são caracterizadas pela presença de déficit progressivo na função cognitiva, com maior ênfase na perda de memória, e interferência nas atividades sociais e ocupacionais. O diagnóstico diferencial deve, primeiramente, identificar os quadros potencialmente reversíveis, de etiologias diversas, tais como alterações metabólicas, intoxicações, infecções, deficiências nutricionais etc. Nas demências degenerativas primárias e nas formas sequelares, o diagnóstico etiológico carrega implicações terapêuticas e prognósticas. Sabe-se que o diagnóstico definitivo da maioria das síndromes demenciais depende do exame neuropatológico. Entretanto, uma avaliação clínica cuidadosa incluindo anamnese detalhada, exames físico e neurológico, associado a determinações bioquímicas e de neuroimagem, podem possibilitar maior acurácia no diagnóstico diferencial. Arch. Clin. Psychiatry (São Paulo) 32 (3) • Jun 2005 • https://doi.org/10.1590/S0101-60832005000300004 ARTIGO ORIGINAL: Diagnóstico diferencial das demências (The differential diagnosis of dementia) José Gallucci Netol; Melissa Garcia Tamelinil; Orestes Vicente Forlenzall Diagnóstico diferencial das demências (Sadock e Sadock, 1999). Degenerativas primárias • Doença de Alzheimer (DA) • Degeneração lobar frontotemporal (DFT) • Doença de Parkinson Vasculares • Infartos isolados em grandes vasos cerebrais • Microangiopatia (substância branca) Lesionais • Lesões cerebrais focais (Tumores cerebrais) • Traumáticas (Demência pugilística; Traumatismo cranioencefálico) • Infecciosas (SIDA; Neurosífilis; Neurocisticercose) • Inflamatórias (Vasculites do sistema nervoso central; Lúpus eritematoso sistêmico) Tóxico-metabólicas • Intoxicações crônicas (Demência alcoólica; Metais pesados) • Anóxia/hipóxia Mobile User • Metabólicas (Distúrbios endócrinos: Tireoidopatias, hiperparatireoidismo) • Nutricionais (Deficiências vitamínicas: tiamina (B1), niacina (B3), cobalamina (B12), ácido fólico). Estação 1 - Situação clínica 1 G.S., 34 anos, masculino, casado, branco, garçom, procedente de Porto Alegre. O paciente abusava de bebidas alcoólicas já há alguns anos, fazendo uso de 2 doses de destilados por dia, além de várias cervejas. Não ingeria qualquer bebida alcoólica cerca de 12 h antes do atendimento, em uma tentativa de parar de beber. Passara mal durante a noite, com insônia e ansiedade. Pela manhã apareceram tremor de extremidades, sudorese, náuseas, vômitos e cólicas abdominais. Nestas condições, foi levado pela esposa ao serviço médico. Na consulta, disse estar confuso e informou ter percepções caracterizáveis como alucinações visuais. Ao exame físico, observaram-se agitação, tremores intensos e sudorese profusa, temperatura axilar de 37,5°C e taquipneia. Não havia outras alterações significativas. Frente ao quadro descrito, decidiu-se pela internação do paciente.A conduta constou de uso de Diazepam, na dose de 10 mg, IV, administrada lentamente, e observação. As manifestações regrediram parcialmente, sendo necessária a suplementação de dose. Com o controle obtido, planejou-se o esquema de manutenção e o programa de tratamento do alcoolismo. 1) Descrever o mecanismo de ação do álcool no SNC. Neurotransmissores inibitórios GABA/ GLUTAMATO - Neurotransmissor excitatório Mobile User 2) Discutir sobre o metabolismo e a excreção do álcool. 3) Discutir sobre o Delirium induzido pelo uso crônico do álcool. Delirium tremens (DT): Confusão mental (psicose) e física que normalmente se desenvolve em dependentes do consumo de etanol que se encontram em abstinência. Ocorre normalmente 3-4 dias após o início dos sintomas de abstinência e pode durar vários dias. Sintomas: alucinações e delírios, acompanhados de tremores. Manifestações físicas: agitação, arritmia cardíaca e taquicardia, sudorese, hipertermia, convulsões e morte. Mobile User 4) Qual a classe farmacológica do Diazepam? As benzodiazepinas, como diazepam e clordiazepóxido, reduzem tremores, agitação e outros efeitos da abstinência aguda de álcool. O uso desses medicamentos em um paciente que está apresentando abstinência por uso abusivo crônico de álcool também pode evitar o desenvolvimento de convulsões por abstinência (delirium tremens). 5) Justifique a indicação de Diazepam como tratamento de abstinência ao álcool. Devido à rápida eliminação de álcool e alprazolam, os níveis plasmáticos caem rapidamente após a cessação do uso da substância. Os níveis plasmáticos de diazepam, cuja meia-vida de eliminação é longa, declinam em taxa mais lenta. Além disso, a meia-vida biológica efetiva do diazepam é ainda mais longa, devido à formação de metabólitos ativos, desmetildiazepam (que apresenta meia-vida de eliminação ainda mais longa) e oxazepam. Mobile User Estação 02- Demências Paciente do sexo feminino de 74 anos, HC: trazida ao consultório por seu filho, que está preocupado com as mudanças súbitas na cognição e no comportamento da mãe. Nos últimos seis meses, ele notou uma queda significativa na memória e na capacidade de realizar tarefas diárias. A paciente tem dificuldades para organizar atividades simples, como preparar refeições, e apresenta episódios de confusão, especialmente após pequenos AVCs (acidentes vasculares cerebrais) isquêmicos que ocorreram no último ano. Antecedentes: Hipertensão arterial de longa data, dislipidemia e diabetes mellitus tipo 2 mal controlados, teve dois pequenos AVCs no ano passado, com recuperação parcial. Ao Exame Físico: Alerta e cooperativa, mas visivelmente ansiosa. Sinais vitais: pressão arterial 160/90 mmHg, frequência cardíaca 78 bpm, temperatura 36,7°C. Ao Exame Neurológico: Orientada na pessoa e no lugar, mas desorientada no tempo. Apresenta dificuldades significativas em recordar eventos recentes e em realizar cálculos simples; Linguagem: Linguagem preservada, mas com dificuldades ocasionais em encontrar palavras e seguir conversas complexas; Memória: Dificuldade em recordar três objetos após cinco minutos; não consegue descrever adequadamente o que fez no dia anterior.; Funções executivas: Mostra dificuldade em planejar e organizar tarefas; erros em tarefas sequenciais.; Função motora: Leve hemiparesia à esquerda residual dos AVCs anteriores. Exames Complementares: Laboratório: Hemograma completo, função renal e hepática normais. Níveis de glicose elevados. Neuroimagem: Tomografia computadorizada (TC) do cérebro revela múltiplas áreas de infartos lacunares, principalmente nos núcleos da base e na substância branca periventricular. Há sinais de doença de pequenos vasos com leucoaraiose significativa. Hipótese diagnóstica: Demência vascular, caracterizada por deterioração cognitiva associada a múltiplos pequenos AVCs e alterações vasculares cerebrais. 1) Considerando o caso acima quais seriam os fármacos que devem ser prescritos inicialmente: Não há tratamento específico para a demência vascular. É indicado o uso de medicamentos para tratar fatores de risco: • Anti-hipertensivos • Antitrombóticos • Dislipidêmicos • Antidiabéticos • Ansiolíticos • Antidepressivos • Anticolinesterásicos (Tratamento da doença de Alzheimer) • Antagonista de receptores NMDA (Tratamento da doença de Alzheimer) Medidas de segurança e apoio ao paciente e ao cuidador Mobile User 2) Esse caso poderia ser um Delirium? Apesar de o delirium e a demência poderem apresentar-se em conjunto, essas duas perturbações são um tanto diferentes: • O delirium começa subitamente, causa flutuações no funcionamento mental e, na maioria dos casos, é reversível. • A demência inicia-se de forma paulatina, avança lentamente e, normalmente, é irreversível. Mobile User