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UROANÁLISE EAS – Elementos Anormais e Sedimentoscopia (exame de urina). Fornece parâmetros; Químicos, Microscópicos, Físicos. Fazendo a avaliação Quantitativa, Qualitativa e Semiquantitativa. EAS fornece informações sobre pH e elementos na urina que podem ser indicativos de alguns problemas, como; Nitrito, proteína, urobilinogênio, densidade, cetonas, leucócitos, glicose, sangue e bilirrubina através do uso da tira reativa no exame químico. A coleta das amostras de urina deve ser instruída oralmente e/ou impressa, de fácil entendimento. Para o EAS a urina deve ser coletada a parte. O tipo da amostra para o EAS deve ser a 1ª micção do dia, urina do jato médio ou o 2º jato. Pode ser: EAS de 1º jato = causas de uretrite, acometimento na uretra. Deve estar presente no laudo, que tipo de amostra foi coletada, data e hora. Prazo máximo para coleta e processamento pós coleta é de 4 horas. Se houver impossibilidade de processamento neste prazo, refrigerar em temperatura de 2º a 8ºC. Critérios de aceitabilidade da amostra; Volume >1ml Coletor universal Amostra sem contaminação visível Preservação adequada Identificação correta Método de conservação Manter intacto os parâmetros da amostra pois não há um método de conservação ideal. Inibir a urease e bacteriolítico Desvantagem de refrigerar se dá pela precipitação de cristais (fosfato amórfico) granulado arenoso. Amostra mal conservada; Turbidez Odor fétido Características físicas Cor – aspecto/transparência Odor – depósito/densidade Cor normal = amarelo citrino (urocromo) Suigeneris – odor de urina; subjetivo Densidade = substâncias químicas dissolvidas na amostra A sedimentoscopia busca identificar padrões relacionados à presença de leucócitos, hemácias, células epiteliais, cilindros, filamentos de muco, cristais, sais amorfos, leveduras, espermatozoides, parasitas e bactérias. PARASITOLOGIA Método Faust – Este método também chamado de centrífugo-flutuação em sulfato de zinco, permite a pesquisa parasitológica de ovos e larvas de helmintos (principalmente ancilostomídeos), cistos e oocistos de protozoários o que é grandemente empregada em estratégias de exames de parasitas intestinais. Num tubo para centrífuga, realizar a centrifugação por 1m em 2500rpm, descartar o sobrenadante, realizar nova homogeneização com agua destilada, centrifugar por 45 a 60 seg. até o sobrenadante ficar límpido descartar o sobrenadante, homogeneizar e adicionar sulfato de zinco a 33%, centrifugar por 45 a 60 seg, ao término, com alça de platina coletar apenas na superfície onde se encontra a película formada e transferir para a lâmina, adicionar lugol, lamínula e microscopia de 10 a 40x. Método Hoffman – Este método se fundamenta na sedimentação espontânea, permitindo assim a concentração de ovos, cistos e larvas de helmintos, decorrente de uma sedimentação gravitacional da amostra fecal para diagnóstico das enteroparasitoses, pois na maioria dos serviços de saúde em diagnósticos, adotam apenas este método de sedimentação espontânea como metodologia devido ao seu amplo campo de observação e identificação parasitária e relacionado também ao seu baixo custo. Preencher um cálice com água destilada suficiente para que entre em contato com a peneira, com um palito macere a amostra com aproximadamente 2g, aguarde até que ocorra a sedimentação das partes menores, de 30 a 40 min. Realizar coleta do sedimento, colocar 2 gotas na lâmina + lugol e lamínula, realizar microscopia. Método Baerman-Moraes (Rugai) – Este método consiste no isolamento de larvas por hidro termotropismo e sedimentação quando em contato com água. É um método seletivo e não específico que é indicado para pesquisas de larvas de Strongyloides stercolares e de Ancilostomídeos. Fazer uma trouxinha de gaze, acondicionando a amostra fecal de aproximadamente 10g, colocar no cálice com agua em temperatura de 40ºC, aguardar 1 hr, coletar uma amostra do sedimento, colocar na lâmina + lugol + lamínula, realizar microscopia 10 a 40x. MICROBIOLOGIA – estuda a forma, estrutura, reprodução e fisiologia, metabolismo e identificação dos seres microscópicos. 1º Suspeita clínica = sinais e sintomas 2º Coleta de material clínico 3º Exame direto – oferece morfologia da causa da infecção e realizar a identificação 4º Meios de cultura – morfologia e metabolismo => identificação (com base na morfologia do exame direto). 5º Antibiograma (susceptibilidade in vitro) – tratamento Exame direto => material clínico Exame a fresco para pesquisa de fungos Hidróxido de potássio clarifica o material evidenciando o fungo (raspado de pele) Tinta da china para metodologias específicas (leveduras encapsuladas), Criptococos Solução fisiológica estéril – impede o ressecamento da amostra. Coloração de Gram depende da suspeita clínica Ziehl-Nielsen = micobactérias => tuberculose/ tuberculose extra pulmonar Coloração + a partir da parede celular (peptidioglicano); G- treponema => sífilis primária Disco de fusão faz a medição do halo de inibição = resistente ou sensível. IMUNOLOGIA Reação Ag-Ac – determina as diferentes metodologias da reação ANALITO = enzima ou ANALITO = substrato ELISA – Reação enzimática colorimétrica Cromatografia – passagem da fase móvel sobre a fase estacionária (teste rápido); gravidez, covid, hiv. Imunofluorecência – fluorescência => chagas; toxoplasmose; sífilis Aglutinação – formação de precipitados visíveis a olho nú após reação Ag-Ac aglutinantes. Floculação – floculação Ag-Ac (VDRL) não treponêmico Quimioluminescência – produção de luz partindo de reação química. Sífilis primária – órgão genital Secundária – Pele Terciária – Órgãos internos (sistêmico) OBS. Na sífilis primária se faz o exame direto e pode realizar coloração de microbiologia ou imunofluorescência direta EXAME DIRETO – coloração pelo método de Fontana Tribondeau (microbiológico) ou imunofluorescência (imunologia). Teste treponêmico pesquisa Ac específicos com componentes diretos com Ag Teste não treponêmico pesquisa Ac inespecífico produzidos durante uma infecção. Reação de floculação utiliza cardiolipina que se liga ao Ac e que se liga a outro Ac formando flocos. (teste não treponêmico). Ex.: VDRL Elisa indireto pesquisa Ac = reação enzimática acoplada em uma reação Ag-Ac. Se utiliza de Ac variados invés de um apenas. ELISA 3ª geração (sanduiche) detecta ao mesmo temo 2 Ac, anti-IgG ou Anti-IgM. Sensibilidade corresponde ao percentual de resultados positivos entre pessoas com uma determinada doença. Especificidade é a capacidade do mesmo teste ser negativo nos indivíduos que não apresentam a doença que está sendo investigada. ELISA 4ª geração detecta diferentes Ac ao mesmo tempo Ag. CUTT-Off representa o ponto médio para que um soro venha a ser considerado positivo ou negativo. 1º cálculo de CUTT-Off 2º critérios de validação (Branco, controle negativo, controle positivo) 3º após interpretação dos exames se baseando no CUTT=Off: REAGENTE DUVIDOSO NÃO REAGENTE Imunofluorescência indireta para testes de chagas, toxoplasmose e sífilis (pesquisa de Ac) Será REAGENTE se a reação emitir luz Será NÃO REAGENTE se a reação não emitir luz Imunofluorescência direta pesquisa de clamídia na urina Quimioluminescência emissão de luz por reação enzimática acoplada ao Ac (substituto do método ELISA em grandes laboratórios). Anti-HBcAg total pesquisa Anti-antígeno (elisa por competição) REAGENTE = quando não há interação do Ac com o conjugado (não corado) NÃO REAGENTE = quando há interação do Ac com o conjugado (corado) Anti-HBcIgM (imunocaptura) – é o anticorpo contra o antígeno do core viral em soro ou plasma Bioelisa detecta AgHBs ELISA SANDWICH