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ROTEIRO DE RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO VALÉRIA ALMEIDA DE FREITAS RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO Relatório Final de Estágio apresentado ao Curso de Biomedicina, como requisito de avaliação da disciplina Estágio Supervisionado I, sob a orientação e supervisão da Professora Débora Isoton. Várzea Grande/MT 2015 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO O ALUNO Nome: Valéria Almeida de Freitas Curso: Biomedicina Turma:13/1 Telefone Res.: ( 65) 3684-6654 Telefone Cel.: ( 65 ) 9287-4403 E-mail: valeria_bolgado@hotmail.com A INSTITUIÇÃO Nome: UNIVAG – Centro Universitário de Várzea Grande Endereço: Av. Dom Orlando Chaves, 2655 Bairro: Cristo Rei Cidade: Várzea Grande/ MT CEP: 78.118-000 Telefone: 3688-6114 Coordenador: Professor Orientador de Estágio: O LABORATÓRIO Nome: Laboratório Pró-Exame Análises Clínicas Endereço: R. São Paulo,60 Bairro: Nova Várzea Grande Cidade: Várzea Grande - MT CEP: 78135-730 Telefone: (65)3686-1776 Supervisor Responsável: Tatiane Alvares Figueiredo Período de Realização 21/ 09/2015 a 03/11 /2015 SUMÁRIO 1. Introdução...........................................................................................................4 2. Objetivos e planos de atividade..........................................................................5 3. Atividades desenvolvidas no estagio..................................................................6 3.1. Hematologia.................................................................................................7 3.2.Imunologia....................................................................................................9 3.3.Urinálise.......................................................................................................11 3.4.Microbiologia...............................................................................................13 3.5Bioquimica.....................................................................................................15 4. Relação teórico pratica........................................................................................16 5. Conclusão............................................................................................................17 6. Referencias Bibliográficas..................................................................................18 1.Introdução O Estágio Supervisionado I teve como objetivo de dar a oportunidade para aprofundar nos conhecimentos e habilidade na área de habilitação de análises clínicas. Podendo oferecer experiência dentro dos setores de hematologia, microbiologia, bioquímica, imunologia e urinálise e inclusive na coleta do sangue venoso permitindo assim um complemento do ensino teórico-prático. Logo que, esse relatório têm o intuito de demonstrar as atividades desenvolvidas na realização do meu estágio na área de Biomedicina , que foi efetuado no Laboratório Pró-Exame , localizado em Várzea Grande no período de 22/09/2015 á 03/11/2015 , onde aprimorei meus conhecimentos adquiridos em sala de aula e desenvolvendo atitudes profissionais através da supervisão. 2. Objetivos e Planos de Atividades O objetivo do estágio supervisionado I ,é compreendido como processo de vivência teórico-prático, que aproxima discente da realidade de sua área de formação e o auxilia a compreender as diferentes teorias que conduzem ao exercício profissional. É um elemento fundamental para a formação dos egressos da graduação. E, também, um espaço de aproximação real entre universidade e identidade, que possibilita uma integração à realidade social e participação no processo de desenvolvimento de competências e habilidades sob processo de supervisão. E os planos de atividades desenvolvidas no estágio supervisionado, no Laboratório Pró-Exame, anexo ao hospital Santa Rita, localizado no município de Várzea Grande, eram nos setores de: Hematologia; Imunologia; Urinálise; Microbiologia; Bioquímica. A demanda nos outros setores era pouca por conta de que o laboratório no horário noturno ( plantões) não executava exames de rotina. As principais atividades realizadas dentro dos setores no horário proposto pela instituição 18h00min as 22h00min de segunda a sábado eram as seguintes: · Hemograma (Por método automatizado); · VHS (Por método de Westergren modificado); · PCR (Método de aglutinação do Látex); · Gonadotrofina Coriônica Humana –Hcg (Por método Imunocromatografico); · Exame de Urina Tipo 1 (Por método de tiras reagente); · Urocultura (semeadura) · Troponina I · Sódio ( método automatizado) · Potássio ( método automatizado) · Cálcio Iônico( método automatizado) 3. Atividades Desenvolvidas no Estagio 3.1 Hematologia - Hemograma completo O hemograma avalia os elementos celulares do sangue quantitativa e qualitativa .Sendo um exame complementar mais exigido nas consultas médicas, sendo parte de todo check-up indispensável no diagnóstico e no controle evolutivo das doenças infecciosas, das crônicas em geral, das emergências médicas, cirúrgicas e traumatologistas e no acompanhamento de quimioterapia e radioterapia , relacionado com toda a patologia. A realização de um hemograma envolve três passos fundamentais: a colheita/ processamento da amostra, a análise da amostra (sendo por métodos manuais ou automatizados) e a avaliação/interpretação dos resultados, que, pois é atualmente no laboratório essa avaliação é feito em contadores eletrônicos , que aspiram e diluem o sangue fazendo todas as determinações em múltiplos canais Coleta da amostra A coleta e processamento da amostra de sangue para a análise do hemograma são fundamentais para um resultado correto, onde pude perceber que a maioria dos erros que acomete um exame laboratorial é totalmente dependente da fase pré-analítica, que deve ser feito de maneira minuciosa e atento para ter um exame de qualidade. Normalmente sangue é colhido por punção venosa para tubos com o anticoagulante (EDTA) - ácido etilenodiaminotetracético. Após a colheita, a amostra pode ser armazenada a 4ºC durante 24 horas, mas o ideal é ser analisado o mais rapidamente possível. Metodologia utilizada Automatizado Pentra – 60 HORIBA ABX. Estudo morfológico em esfregaços corados quando necessário. O exame inclui: · Contagem global de leucócitos (impedância); · Dosagem de hemoglobina (espectrofotometria); · Determinação de hematócrito ( impedância); · Contagem global de eritrócitos (impedância); · Índices hematimetricos VCM, HCM, CHCM e RDW (citoquímica); · Contagem diferencial de leucócitos (citometria de fluxo); · Contagem de plaquetas (impedância). Princípio do método: · Impedância; · Citoquimica; · Citometria de fluxo; · Espectrofotometria para leitura de hemoglobina; Equipamento: Penta 60 – HORIBA ABX. Procedimento Técnico Homogeneizar o sangue no agitador de tubos, destampar o tubo de ensaio e introduzir a amostra de sangue na agulha do aparelho e apertar “start” ou acionar a alavanca, aguardar 1 minuto para a liberação e impressão dos resultados. Limitações do método Não utilizar amostras que apresentem coágulos ou amostras armazenadas por mais de 48 horas. Valores de referência: Homem Mulher Eritrócitos 4,5 a 6,9 Milhões/mm3 4,0 a 5,2 Milhões/mm3 Hemoglobina 13,5 a 17,5 g/dL 11,5 a 16,0 g/dL Hematócrito 41,0 a 53,0 % 36,0 a 47,0 % VCM 82,0 a 93,0 fL HCM 27,0 a 32,0 pg CHCM 32,0 a 37,0 g/dL RDW 11,0 a 15% Leucócitos 4,0 a 11,5% Em % Por mm3 Eosinófilos 1 a 4 45 a 450 Basófilos 0 a 1 0 a 100 Linfócitos Típicos 20 a 45 1200 a 3200 Linfócitos atípicos 0 0 Monócitos 2 a 8 250 a 850 Mielocitos 0 0 Metamielocitos 0 a 1 0 a 100 Bastonetes 1 a 5 50 a 450 Segmentados 40 a 75 2100 a 7750 Plaquetas 140 a 450 milhões/mm3 Hemossedimentação – VHS A velocidade de hemossedimentação é um exame inespecífico, contudo bastante sensível no rastreamento deprocessos infecciosos, inflamatórios e neoplásicos assim como no controle de tratamento de determinadas doenças, como a artrite temporal. O exame consiste na medida da altura da camada de hemácias de uma amostra de sangue venoso anticoagulado que se sedimenta em um tubo de vidro graduado num determinado período de tempo Método: Westergren modificado Princípio do Método Quando o sangue venoso bem misturado é colocado em um tubo vertical, os eritrócitos tenderão a descer em direção ao fundo. O comprimento da queda do topo da coluna de eritrócitos em um determinado intervalo de tempo é chamado de velocidade de hemossedimentação dos eritrócitos (VHS). Amostra Sangue total com EDTA. Materiais e reagentes utilizados · Pipeta de westergren; · Estante de westergren; · Pera de sucção; Gaze; · Relógio despertador. Equipamento Não aplicável. Procedimento Técnico Preencher uma pipeta de westergren até a marca 0 e colocada exatamente na sua vertical na estante a temperatura ambiente sem vibrações ou exposição direta a luz solar. Após exatamente 60 minutos, a distância do topo da coluna é registrada em milímetros como o valor de VHS. Se a demarcação entre o plasma e a coluna de células vermelhas eh indistinta, o nível é lido onde a densidade total aparece primeiro. . Linearidade: · Para pipeta de westergren de 0 a 200mm. Limitação do Método Fontes de erros: · Se a concentração do anticoagulante é maior que a recomenda, a VHS pode ser elevada; · A heparina altera o potencial zeta da membrana e não pode ser usado como anticoagulante. A diminuição do potencial zeta promove a formação de roleaux, que sedimenta mais rapidamente que as células isoladas; · As bolhas deixadas no tubo quando é enchido, afetarão o VHS; · A hemólise pode modificar a sedimentação; · A limpeza do tubo é fundamental; · Inclinar o tubo acelera a hemossedimentação; · A temperatura deve estar na faixa entre 20 e 25 C. As temperaturas mais altas ou mais baixas em alguns casos alteram a hemossedimentação. Se o sangue foi mantido refrigerado, deve-se permitir que alcance a temperatura ambiente antes de realizar o teste; · O teste deve ser feito dentro de 02 horas após a obtenção da amostra de sangue ou 12 horas se o EDTA é usado como anticoagulante e o sangue é mantido a 4 C. Em repouso, os eritrócitos tendem a tornar-se esféricos e formam rouleaux menos rapidamente (resultado de VHS falsamente baixo); · O colesterol acelera o VHS; · A anemia aumenta a hemossedimentação. A alteração na relação eritrócito-plasma favorece a formação de rouleaux, independente das alterações da concentração das proteínas plasmáticas; · A velocidade de sedimentação é diretamente proporcional ao peso das células agregadas e inversamente proporcional a área da superfície. Sendo assim, os microcitos sedimentam mais lentamente que os macrócitos que tem a relação área para o volume diminuído. O rouleaux também tem a relação área da superfície para o volume diminuída e acelera a VHS; · As células vermelhas com forma irregular ou anormal, como as falciformes ou esferocitose inibem a formação do rouleaux e diminuem a VHS. Valores de Referência: Sexo masculino (1 hora): até 15 mm. Sexo feminino (1 hora): até 20 mm Obs.: Em RN a VHS é usualmente baixa. Em crianças e adolescentes os valores são os mesmos sem diferença para homens e mulheres. A VHS aumenta gradualmente com a idade. 3.2 Imunologia -Proteína C reativa-PCR Trata-se de uma proteína imunologicamente anômala, caracterizada pela capacidade de precipitar-se frente ao polissacarídeo C somático isolado de pneumococo. Costuma surgir no soro durante a evolução de numerosos processos inflamatórios , especialmente nos de caráter agudo, donde a denominação de “proteína da fase aguda”. Representa um indicador extremamente sensível de inflamação, sendo sua presença um sinal muito significativo de processo patológico. O aumento do PCR é uma resposta inespecífica à atividade inflamatória, sendo suas características mais marcantes o aparecimento precoce, bem como o seu rápido desaparecimento ( 1 a 2 semanas) Método · Aglutinação do látex Princípio do método · O imuno- látex PCR utiliza partículas de látex cobertas com anticorpo monoclonal anti-PCR, estabilizadas e suspensas em tampão glicina pH 8,2. Amostra · Soro livres de hemólise , lipemia e contaminação bacteriana. · Caso necessário, as amostras podem ser conservadas no freezer a -20ºC, por no máximo 6 semanas , ou entre 2 -8ºC por 48 horas. Os soros devem ser usados puros, ou seja, não diluídos. · Não se deve usar plasma porque o fibrinogênio pode causar aglutinação inespecífica. Materiais e Reagentes utilizados · Kit Wama (suspensão de latéx); · Pipetas com volume 50 microlitros; · Ponteiras para pipetas; · Solução salina (0,9%) à temperatura ambiente; · Varetas plásticas · Cartão teste; · Preparo de reagente – Reagente pronto para o uso A suspensão de látex é estável entre 2-8% até a data de vencimento. Contem azida sódia 0,1% .Deixar em temperatura ambiente antes de utilizar. Homogeneizar bem antes de utilizar. Equipamentos · Agitados de Kline Procedimento Prova Qualitativa · Conferir o nome do paciente com o mapa de trabalho; · Registrar no caderno específico do setor; · Pipetar 25 microlitro do soro do paciente em uma área do cartão teste. · Homogeneizar a suspensão de látex e pipetar 25 microlitro na mesma área da amostra; · Misturar muito bem o soro com o látex , espalhando-se cuidadosamente com uma vareta plástica; · Em seguida levar ao agitados de Kline por 2 minutos; · Após os 2 minutos, observar a formação de uma eventual aglutinação. · NOTA: Efeito pró-zona pode ocorrer em concentrações superiores a 400mg/litro. Se houver suspeitas de níveis superiore a este , a amostra deverá ser diluída. Resultado da Leitura: Resultado positivo: Aglutinação tênue ou nítida. Resultado negativo: Ausência total de aglutinação. Prova Semi-Quantitativa · Diluir o soro do paciente em salina (NaCl a 0.9%) 1:2, 1:4, 1:8, 1:16 e mais se necessário · Pipetar 25 microlitro de cada diluição em cada área do cartão – teste. · Homogeneizar a suspensão látex (1) e pipetar 25µl em cada área onde se encontra diluição da amostra. · Misturar muito bem o soro com o látex, espalhando-se cuidadosamente com uma vareta plástica (uma para cada diluição) · Levar ao agitador de Kline por 2 minutos · Após os 2 minutos , observar a formação de uma eventual aglutinação Limitações de Método Conservar os reagentes entre 2-8º C. Não congelar. Leituras realizadas após 2 minutos podem apresentar resultado falsamente positivo. Após o uso, lavar os cartões- teste com água destilada. Se isto não for efetuado imediatamente ,usar água com detergente neutro e enxaguar várias vezes com agua destilada ou deionizada. Secar antes de usar novamente , resíduos de detergentes podem provocar resultados falsamente positivos. Valores de Referência Não reagente Interpretações Indivíduos normais apresentam concentração de PCR igual ou menor que 6 mg/litro. Durante as fases iniciais de doenças, a concentração de PCR plasmática aumenta mais rapidamente do que a velocidade de hemossedimentação e desaparece imediatamente após a recuperação. Gonadotrofina Coriônica Humana –Hcg A gonadotrofina coriônica humana (hCG) é um hormônio glicoproteico produzido pelo desenvolvimento da placenta um pouco após a fertilização. Em gestações normais, o hCG pode ser detectado tanto no soro como no soro/urina tão cedo quanto 7 a 10 dias. Após a concepção os níveis de hCG continuam a crescer rapidamente, frequentemente excedendo 100mUl/ml cerca de 10-12 semanas durante a gravidez. Método · Imunocromatografico Princípio do método O método utiliza anticorpo monoclonal anti ßhCG, que reage com amostras de soro e urina. A mistura se move através de uma membrana cromatográfica por ação capilar. As amostras com concentrações superiores a 25 mUI/mL de ßhCG irão formar uma linha de cor vermelha na região onde o anti ßhCG está imobilizado, indicando que a amostra está positiva. A mistura reagente continuará sendoabsorvida pela membrana até a região do anticorpo controle, com a formação de outra linha vermelha, confirmando o processamento correto do teste, Amostra · Separa o soro do coagulo o mais breve possível para evitar a hemólise. · Utilizar amostras claras, não hemolisadas quando possível. · Deixar que as amostras de soro alcancem a temperatura ambiente (4-30ºC) durante o teste. Materiais e Reagente utilizados · Kit initial pregnancy gold reagent Equipamentos · Não aplicável Procedimento técnico · A amostra deve estar em temperatura entre 15 e 30°C antes de iniciar o teste. · Retirar a tira reativa da embalagem protetora e identificá-la de forma adequada. · Colocar a ponta absorvente da tira reativa em contato com a amostra (soro ou urina) por 10 segundos. · Não mergulhar a fita na amostra além das setas indicadoras do nível de amostra Como alternativa à imersão da tira reativa na amostra pode-se pipetar 100 mL da amostra (soro ou urina) e dispensar sobre a ponta absorvente da tira reativa. · Aguardar a formação das linhas. Linearidade e limite de detecção Sensibilidade analítica é de 25mlU/ml Limitações do método: Amostras muito diluídas indicadas por uma densidade especifica baixa podem não conter um nível representativo de hCG. Valores de referência: Negativo – em não gravidas; Positivo – em gravidas. Interpretação: Positivo: Duas bandas distintas vermelhas se formam, uma na região teste (T) e uma na região controle (C); Negativo: Apenas uma banda vermelha se forma se forma, na região do controle (C). Não se forma nenhuma linha aparente vermelha ou rosa na região teste (T). 3.3 Urinálise Exame de Urina tipo I ou EAS Realizei no setor da urinálise o exame de urina tipo 1 ,que, pois é utilizado para determinar os caracteres físicos e químicos e para verificar a presença e as características de estruturas e de outra viagem. O teste fornece indicações do estado geral de saúde das pessoas, bem como do estado do trato urinário ,distúrbios como hemorragia glomerular , hemopatias , erros inatos do metabolismo .As tiras reagentes são constituídas por pequenos quadrados de papel absorvente, impregnados com substância químicas e presos a uma tira de plástico. Quando o papel absorvente entra em contato com a urina , ocorre uma reação química que produz uma mudança cromática. Vários parâmetros podem ser analisados por tiras reagentes ,dentre os mais significantes destacam-se: densidade , pH , proteínas , glicose, cetona , sangue, bilirrubina , urobilinogênio e nitrito. A amostra também é centrifugada, e o sedimento é então examinado microscopicamente para determinar a presença e o tipo de células, se cilindros ,cristais e , ou micro-organismo , ou de outra origem. Método e Princípio Tiras reagentes Densidade: Este ensaio permite determinar a densidade da urina entre 1.000 a 1,030 pH: A zona reativa contém um indicador misto ( vermelho de metila e azul de bromotimol que assegura uma clara transformação cromática entre pH 5 a pH 9 ( cor laranja verde/ amarelo turquesa). Os indicadores não são influenciados pela proteína .Os valores de pH mais frequentes na urina recente de indivíduos variam entre 5-6. Nitrito: O teste é baseado no princípio de GREISS. Trata-se de um reconhecimento indireto de bactérias que provocam a formação de nitrito na urina. A zona tamponada está impregnada com uma amina e um copulante. A amina é diazotada pelo nitrito presente na urina. A subsequente reação copulativa gera um corante vermelho violeta. A maior parte dos germes uropatógenos têm a propriedade de reduzir o nitrato a nitrito , por exemplo : Klebsiella, Colli , Proteus , Citrobacter , etc. Um resultado negativo não exclui de todo uma infecção das vias urinárias. Cetonas: Reação do nitroprussiato de sódio com ácido acetoacétido e acetona em mio alcalino formando um complexo violeta. Glicose: Reação específica da glicose oxidase/peroxidase com o indicadro cloridrato de tolidina , com formação de cor variando de verde claro á verde seco. Leucócitos Hidrólise de carboxilato heterocíclico pelas esterases de neutrófilos , liberando uma fração capaz de reagir com um sal diazônico formando um pigmento violeta. Urubilinogênio: A zona reativa do urobilinogênio contém um sal diazonito estável e um tampão. Por população com o urobilinogênio gera-se um azocorante de cor avermelhada. Concetrações elevadas de formaldeído inibem reação . Corantes e fármacos excretados que em meio ácido apresentam autocolorações vermelhas , podem sugerir erroneamente um resultado positivo (fenozopiridina e beterraba). Devido a sensibilidade do urobilinogênio a luz, as amostras devem ser analisadas imediatamente ou guardadas em recipiente escuro. Também podem ocorrer resultado falso-negativos com amostras colhidas ao acaso, já que as maiores quantidades de urobilinogênio saõ excretadas nas duas ou três horas seguintes às refeições. Bilirrubina: A prova baseia-se na ligação de um sal diazóico com a bilirrubina . O azocorante gerado tem cor avermelhada. Certos componentes da urina como fármacos, podem provocar uma coloração amarela rosa na área do teste, reduzindo à sensibilidade a revelação de bilirrubina. Concentrações elevadas de ácido ascórbico e nitrito podem ter um efeito inibidor sobre reação. Bilirrubina é, tal como o urubilinogênio, sensível a luz de forma que uma exposição prolongada da urina a luz, podem induzir valores falsamente negativos. Sangue: A zona reativa do sangue tamponada ,contém um peróxido orgânico e um cromógeno . Por efeito peroxidático de hemoglobinas e da mioglobina gera-se um corante verde. Proteínas: Princípio do erro proteínico de um indicar o pH. Amostra A urina dever ser jato médio , recente e homogeneizada. Materiais e Reagentes Utilizados · Tiras reagentes contidas no frasco original; · Papel toalha (papel absorvente) Procedimento Técnico Procedimento Manual: · Misturar bem a amostra; · Mergulhar as tiras completamente, no tubo cônico com a amostra , mas por breve tempo; · Retirar o excesso da urina utilizando papel absorvente; · Comparar as cores da reação com a tabela do fabricante , com boa iluminação realizando a leitura com o tempo estipulado pelo escrivante ( o tempo está na bula e no próprio frasco); · Estar atento para a presença de substâncias interferentes , tais como medicamentos. Procedimento para Análise Física da Urina · A análise física compreende a observação do aspecto, da cor, do odor e da densidade. Aspecto: O aspecto da urina pode sofrer variações em virtude de estados de estados patológicos de contaminação da amostra em depósito. A terminologia comumente usada para descrever a aparência é: Límpido, ligeiramente turvo, turvo e muito turvo. Aparência Normal: A urina normal, recém – eliminada, geralmente é transparente, porém , no geral , aparece certa opacidade causada pela precipitação de fosfatos amorfos e carbonatos, na forma de névoa branca. A urina ácida normal, também pode mostrar-se opaca, devido a precipitação de uratos amorfos, cristais oxalato de cálcio ou de ácido úrico. A opacidade da urina ácida, muitas vezes se parece com pó de tijolo, devido ao acumulo de pigmento róseo de uroeritrina sobre a superfície dos cristais. A uroetrina é um constituinte normal da urina. A presença de células escamosas e de muco, principalmente na urina de mulheres, também, pode ser normal, apesar da opacidade. Turvação: Além dos cristãos amorfos , as quatro substâncias que mais comumente causam turvação da urina são: leucócitos, hemácias , células epiteliais e bactérias. Outras substâncias que provocam turvação na urina são : lipídeos , soro, linfa, cristais, levedura, material fecal e contaminação externa , como talco e material de contraste radiográfico. Muitas dessas substâncias não são patogênicas , porém como a presença de leucócitos, hemácias e bactérias são indícios de patogenicidade, o fato de a amostra recém eliminada se apresentar turva poder ser motivo de preocupação. A transparência é uma pista parao resultado do exame microscópio , já que o grau de turvação deve ser correspondência com a quantidade de material observado na microscopia. Cor A urina pode sofrer uma grande variação em sua coloração , em virtude de condições fisiológicas, patológicas, pelo uso de medicamentos ou por intoxicações químicas. Cor Interpretação sugestiva Amarelo-claro/ amarelo citrino Normal. Incolor Recente ingestão de líquidos. Amarelo-escuro ou castanho Estados oligúricos, estados febris, icterícias. Vermelho ou avermelhado Hematúria,hemoglobinúria, contaminação menstrual Alaranjado ou âmbar Ingestão de certos medicamentos Verde Infecção por Pseudonomas , uso de anti-séptico urinário Marrom/escurecida Eritrócito oxidado, uso de metildopa e metronidazol Odor: O odor da urina pode variar devido a infecção, excreção renal de medicamentos, urina em repouso Odor Interpretação sugestiva Sui generis Normal Fétido Infecção Limitações do Métodos · Guardar as tiras sempre no recipiente original · Guarda-las em local fresco, mas não refrigerado; · Não as expor á vapores voláteis; · Não usar depois do período de validade · Não usar tiras reagentes que estiverem danificadas ou sem coloração. Valores de Referências Valores de Referências Cor Amarelo claro Densidade 1.015 a 1.025 Odor Suis generis pH 5,0 a 6,0 Nitrito Ausente Proteínas Inferior a 0,1 g/L Glicose Ausente Corpos Cetônicos: ausente; Ausente Urobilinogênio: ausente Ausente Bilirrubina : ausente; Ausente Sangue(hemoglobina) Ausente Metodologia do sedimento da urina: observação microscópica de sedimento O estudo microscópico do sedimento urinário, após a centrifugação , constitui recurso propedêutico de grande valor , propiciando conclusões diagnósticas em numerosas circunstâncias em que os rins se acham direta ou indiretamente comprometidos . São seguintes elementos a serem analisados: leucócitos (piócitos), hemácias, cilindros, células epiteliais e germes. Os elementos inorgânicos, tais como substâncias amorfas, cristais, etc., possuem menor interesse diagnóstico., Método Microscopia óptica Principio do Método Não aplicável Amostra · A urina dever ser jato médio recente e homogeneizado. Materiais e Reagentes Utilizados · Câmara de Neubauer; · Lamínula; · Tubos cônicos de 10 ml; · Micropipeta de 20 microlitro · Ponteiras Equipamentos · Microscópico óptico; · Centrífuga. Procedimento Técnico · Misturar bem a amostra; · Centrifugar aproximadamente 10 ml de urina a 1.500 rpm por 10 min; · Desprezar o sobrenadante; · Ressuspender o sedimento com aproximadamente 1.000 microlitro da própria urina; · Colocar 20 microlitro desta mistura da câmara de Neubauer e cobrir com a lamínula. As gotas devem ter tamanho uniforme, sendo suficientemente pequenas para não transbordar da câmara de Neubauer; · Examinar ao microscópio pequena e grande ampliações e luz reduzida ( Nota: variar o parafuso do micrométrico durante toda a observação). Recomenda-se percorrer com pequeno aumento um mínimo de 10 campos nessa área, assim com as observações com grande número. · Fazer a contagem por mL( contar 16 campos da câmara de Neubauer examinados e multiplicar por 1.000) do leucócitos , das hemácias e das células epiteliais; · As células de descamação , cristais, bactérias , leveduras e cilindros são registrados de acordo com a quantidade em: ausentes, raro , moderados e numerosos; · O mudo é registrado de acordo com a quantidade em: escasso, moderado, abundante. Características Microscópicas do Sedimento: Eritrócitos: Hemácias Interpretação sugestiva Até 8.000/mm³ Normal Mais de 8.000/mm³ Sindrome nefrítica, contaminação por sangue menstrual Leucócitos Leucócitos Interpretação sugestiva Até 10.000/mm³ Normal Mais de 10.000/mm³ Infecção do trato urinário Observação A presença de piúria significativa com urocultura negativa pode sugerir tuberculose renal Cilindros Cilindros Interpretação sugestiva Hialinos Em pequena quantidade, é normal. Aparecem Na glomerulonefrite , na pielonefrite , na doença renal crônica , na insuficiência cardíaca congestiva, nos exercícios físicos Hemáticos Aparecem na glomerulonefrite , nos exercícios físicos intensos Leucocitários Aparecem na pielonefrite Epiteliais Aparecem na lesão tubular renal Granulosos Aparecem na estase do fluxo urinário , na infecção do trato urinário , nos exercícios físicos. Céreos Aparecem na síndrome nefrótica Gordurosos Filamentos de Muco Interpretação sugestiva Não são considerados clinicamente significativos . Aumentados em quadro irritativo do sistema geniturinário .A terminologia comumente usada para descrever o filamento de muco compreender: ausente, raros , moderados e numerosos Cristais Os cristais presentes na urina são classificados, de acordo com o pH , em cristais de urina ácida, alcalina ou neutra .O termo para descrever a presença de cristais são : ausente, raros , moderados e numerosos. Urina com pH ácida Oxalato de cálcio, ácido úrico e urato amorfo Urina com pH neutro Biurato de amônio, carbonato de cálcio, oxalato de cálcio e fosfato triplo Urina com pH alcalino Fosfato triplo, biurato de amônio, carbonato de cálcio , fosfato de cálcio e fosfato amorfo Bactérias Interpretação sugestiva A urina normal não deve conter bactérias. Sua presença indica infecção ou contaminação por secreção vaginal ou uretral. A presença de bactérias em qualquer quantidade, em amostra de coleta por punção supra-cúbica ou por cateter vesical , é sempre considerada infecção. A terminologia para descrever a presença de bactérias é: ausente, raros , moderados e numerosos. Leveduras Interpretação sugestiva A urina normal não deve conter leveduras. Pode ser comum no paciente diabético e ocorre por contaminação a partir da genitália. O termo para designar à presença de leveduras compreende: ausente ou (+) , (++) e (+++). Valores de Referências Valores de referência Leucócitos Até 7.000/ml Hemácias Até 5.000/ml Bactérias Ausente Filamento de muco : ausente Até 10.000/ml Células epiteliais Ausente Cilindros Ausente Leveduras Ausente Cristais Ausente 3.4 Microbiologia - Urocultura A urocultura um exame que oferece maior segurança no auxilio do diagnóstico das infecções do trato urinário, essas urinas proveniente paciente com sintomas ou algum fato de risco desenvolvimento de infecção do trato urinário são submetidas á cultura. Por sua vez, avaliam-se o número de colônias que se cresceram sendo a mais frequentemente como agentes etiológicos bactérias com características de crescimento rápido, como Eschericia coli, Enterococcus faecalis, Klebsieçça peneumoniae, Enterobacter cloacae, Proteus mirabilis, Pseudomonas spp e Staphylococcus saprophyticcus , representando a maioria dos isolamentos em pacientes hospitalizados, assim como na comunidade. Entretanto no laboratório apenas efetuei a semeadura quantitativa em estrias com uma alça flambada. Método e Princípio · Identificação de Bactérias · Crescimento bacteriano em meios de cultura seletivos e diferenciais que propiciam o desenvolvimento de patógenos de interesse em infecções urinárias e sua quantificação pela semeadura com alça calibrada. O objetivo é isolar e quantificar bactérias patogênicas do trato urinário, diferenciando infecção de contaminação ou colonização. Amostra Geralmente, é utilizada urina jato médio colhido em frasco estéril e de boca larga. Em alguns casos especiais, a urina pode ser colhida de punção supra-púbica, cateterização ou sonda. Em crianças, a urina é coletada utilizando um coletor auto aderente. Toda amostra deve ser colhida no laboratório. Na impossibilidade da coleta ser realizada no laboratório, o material deverá ser mantido sob refrigeração por um prazo máximo de duas horas. A conferência do número de amostra e do mapa de trabalho é realizada , bem como a verificação do estãoda amostra e sua adequação. Com a caneta de retroprojetor as placas são identificadas com o número de prontuário e data da semeadura. No mapa de trabalho é anotado o horário em que foi realizada a semeadura. Sempre dentro da área de segurança do bico de Bunsen, uma amostra por vez é semeada seguindo o procedimento abaixo. · Homogeneizar a amostra · Retirar o material (uma alíquota) do frasco com auxílio da alça flambada e fria e realizar uma estria central e outra perpendicular na placa chromoagar. · Realizar a semeadura propriamente dita com alça comum de níquel-cromo flambada e fria, Realizar estrias perpendiculares às estrias iniciais para obter colônias isoladas; · Incubar as palcas semeadas por 18 a 24 horas ,à temperatura de 35 a 37ºC; · No final do trabalho: flambar as alças, deixar esfriar e guardar .Limpa a bancada com hipoclorito e álcool 70%. Decorrido o período de incubação das placas semeadas, se não houver crescimento bacteriano ou for inferior a 10.000 UFC/ml, re-incubar por mais 24 horas. Quando houver, crescimento de até dois tipos de colônias realizar contagem de cada tipo de colônia, coloração de Gram segundo o POPMIC001- Coloração de Gram e proceder a identificação conforme POPMIC004 – Identificação dos bacilos Gram negativos ou POPMIC005 – Identificação dos cocos Gram positivos e antibiograma. Se houver desenvolvimento de três ou mais espécime considerar contaminação, sugerir no laudo uma nova coleta. Se após 48 horas não houver crescimento bacteriano ou inferior a 10.000 UFC/ml, liberar o laudo: da seguinte forma: · Não revelou crescimento bacteriano após 48 horas de incubação à 37ºC · Se houver desenvolvimento de uma ou duas espécimes cuja contagem individual for acima de 10.000 UFC/ml, realizar coloração de Gram seguida da identificação e antibiograma de cada espécime. · Liberar o laudo com contagem de cada tipo de colônia isolada juntamente com a identificação e o antibiograma de cada bactéria. Limitações de Método · Jato primário (exceto se houver pedido específico do médico); · Amostra colhida com menos de 4 horas antes da última micção (segunda micção da manhã); · Amostra colhida sem higiene previa; · Amostra em frasco não estéril; · Amostra colhida com coletor e contaminada com fezes; · Amostra de coletores auto aderentes que permaneceram por mais de uma hora aderidos à criança; · Amostra colhida na bolsa coletora de pacientes com sonda; · Amostra sem refrigeração e cujo prazo entre a coleta e o transporte ao laboratório for superior a 2 horas; · Amostra com conservantes como o formol. Valores de Referência Ausência de crescimento bacteriano Interpretação Ver aplicação clínica 3.5 Bioquímica - Sódio, Potássio e Cálcio Iônico. O método automatizado – eletrodo íons seletivo são normalmente usado na quantificação do :Sódio (Na+) ;Potássio (K+) ;Cálcio Ionizado (Ca2+);Cloreto (Cl-) ou Lítio (Li+).Que empregam uma membrana semi-permeável para desenvolver um potencial produzido pela diferença nas concentrações em cada lado da membrana. Neste sistema, dois eletrodos são usados. Um tem um potencial constante. A partir da diferença entre os potenciais do eletrodo de referência e o eletrodo de medida, é calculada a “concentração” do íon na solução. Notando- se que é a atividade do íon que está sendo medida e não seu teor. Os exames mais requerido e realizado no laboratório foi o de sódio , potássio e cálcio iônico. Pois o exame de sódio é útil na avaliação do equilíbrio hidro-salino, a hipernatremia ocorre desidratação hipertônica , no diabetes insipidus , em comas hiperosmoalares , entre outras situações . A hiponatremia pode ocorrer na síndrome nefrótica, insuficiência cardíaca, desidratação hipotônica, secreção inapropriada de hormônio antidiurético e em nefropatias com perda de sódio. O potássio utilizado na monitoração do potássio sérico e acompanhamento de pacientes em diureticoterapia , em nefropatias , principalmente com insuficiência renal , na cetoacidose diabética , no manejo da hidratação parenteral e na insuficiência hepática. Já o cálcio iônico importante no diagnóstico e seguimento de distúrbios de metabolismo do cálcio e fósforo, incluindo doenças ósseas, nefrológicas, e neoplásicas com repercussões naquele metabolismo. Método Automatizado – Eletrodo íon seletivo. Princípio do Método Neste método o principio empregado é eletroquímica , que envolver a medida da corrente ou voltagem gerada pela atividade de espécies específicas de íons. Um eletrodo íon seletivo (ISE) é um transdutor eletroquímico capaz de responder a um determinado íon . Um (ISE) é muito sensível e seletivo para o íon medido. Um ISE consiste de uma membrana separando uma solução de referência e um eletrodo de referência de uma solução a ser analisada. Amostra · Soro · Plasma Material e Reagente Utilizado KIT AVL 9181 , contendo: · Padrão · Água reagente tipo I para diluir os controles; · Controle PNCQ nível 1; · Pipeta volumétrica de 5 e 10 ml; · Micropipetas de 10μl , 20μl , 25μl, 50μl , 100μl, 200μl e 500 μl; · Ponteiras descartáveis; · Container para reagentes; · Tudo de Amostra; Preparo e estabilidade dos reagentes: O reagente e o padrão estão prontos para uso Os reagentes são estáveis até a data de validade impressa no rótulo , quando armazenado de 15 a 25 ºC. Equipamento AVL 9181 Procedimento Técnico Procedimento Técnico para o Instrumento AVL 9181 – Vide Manual do Equipamento no Setor de Bioquímica. Limitações do Método A limpeza do material utilizado é de primordial importância na qualidade dos resultados . A limpeza da vidraria deve ser feita com detergente neutro. O enxágue deve ser exaustivo sendo o último – enxágue com água reagente de boa qualidade. Valores de Referência · Sòdio 130 a 144 mEq/l ou mmol/L . É o principal cátion extracelular . Os sinais de sódio são os principais determinantes da osmolaridade celular. Alguns fatores regulam a homeostasia do balanço do sódio, tais como, aldosterona e hormônio antidiurético . O teste é útil na avaliação dos distúrbios hidroeletrolíticos. · Potássio 3,5 A 5,0 mEq/l ou mmol/l .É o principal cátion intracelular , como concentração em torno de 150 mEq/L enquanto no nível sérico esta concentração está em torno de 4 mEq/L .Esta diferença é importante na manutenção do potencial elétrico da membrana celular e na excitação do tecido neuromuscular. Na urina ou soro, sua aplicação está relacionada aos níveis de aldosterona , na reabsorção de sódio e no equilíbrio ácido/base. · Cálcio iônico: · Sangue cordão 1,30 a 1,46 mmol/L · RN de 3 a 24 horas 1,08 a 1,25 mmol/L · RN de 24 a 48 horas 1,00 a 1,18 mmol/L · Crianças e Adulto de 1,12 a 1,32 mmol/L O cálcio iônico é a fração biologicamente ativa do cálcio sérico total, representando 43% deste. Sua concentração é mais baixa a noite a maior pela manhã. A dosagem do cálcio iônico independente da albumino, entretanto varia com o pH, aumentando na acidose e diminuindo na alcalose. Troponina I A troponinas no geral é proteínas contidas nas células musculares do aparelho miiofibrilar das células que constituem o sarcômero, que é o núcleo básico do aparato contrátil da fibra muscular esquelética e cardíaca. Método Imunocromatográfico para determinação rápida e qualitativa de cTnI (Troponina I Cardíaca Humana). Somente para uso diagnóstico in vitro. Princípio do Método O método utiliza Anticorpos Monoclonais de camundongo anti-cTnI, que reagem com a Troponina presente em amostra de soro, plasma ou sangue total. As amostras se movem através de uma membrana cromatográfica por ação capilar. Amostras positivas para cTnI irão formar uma linha de cor vermelha na região onde os Anticorpos Monoclonais anti-cTnI estão imobilizados. As amostras continuam sendo absorvidas pela membrana até a região do Anticorpo Controle, com a formação de outra linha, confirmando o processamento correto do teste. Amostras · Soro/Plasma · Sangue Total Equipamento Relógio ou cronômetro Procedimento técnico · A amostra deve estar em temperatura entre 15 e30ºC (temperatura ambiente) antes de iniciar o teste. · Retirar o cassete da embalagem protetora e identificá-la de forma adequada. · Adicionar 3 gotas (100 mL) de soro, plasma ou sangue total sobre o centro da janela de aplicação do cassete. · Aguardar a formação das linhas. Os resultados devem ser observados após 15 minutos de reação. Não realizar a leitura do teste após 30 minutos de reação. Interpretação dos Resultados Teste Positivo: Linhas coloridas aparecem no controle e na linha destinada ao teste. O aparecimento de duas linhas indica a presença de cTnI na amostra. A coloração da linha teste intensifica com o aumento da concentração de cTnI. Teste Negativo: Somente uma linha colorida aparece na região do controle sem nenhuma coloração da linha na região do teste. Teste Inadequado: Nenhuma linha aparece ou a linha do controle não aparece. Repita o teste com outro cassete Limitações do Método · Os resultados obtidos após 30 minutos de reação devem ser considerados inválidos. · É importante o uso do volume correto de amostra, pois volumes inferiores ou superiores podem determinar resultados errôneos. · O tempo de leitura da reação deve ser seguido conforme a técnica estabelecida, a fim de se evitar falsas interpretações dos resultados. · O kit Troponina I, para cTnI, é um teste específico para auxílio na confirmação de um infarto do miocárdio. Resultados positivos devem ser confirmados com outro teste e informações clínicas disponíveis. Os resultados isolados do teste não podem ser utilizados para o diagnóstico definitivo. Os resultados fornecidos por este kit devem ser interpretados pelo profissional médico responsável, não sendo o único critério para a determinação do diagnóstico e/ou tratamento do paciente. 4. Relação teórico prático O uso dos conhecimentos teórico é extremamente importante no desenvolvimento do aluno com a prática , pois estas inter- relações desperta um olhar criterioso , atento e o discente aprende mais com facilidade , melhorando sua ampliação da sua área. Todavia houve uma grande diferença nesses campos , onde muitas vezes a aula teórica não se correlacionava com prática ou seja no estágio. Evidenciando uma outa realidade fora da sala de aula .Necessitando a ser melhorado essas inter-relações, por sua vez deveriam ter mais aula prática, ir mais a campo e sim sendo preciso de um aprofundamento de algumas indagações, pois foi o que mais necessitamos na atuação 5.Conclusão O estágio supervisionado I, executado no Laboratório Pró-Exame , no município de Várzea grande , atendeu minhas perspectivas no que diz respeito à diversidade de procedimentos que o campo oferece e relação com a comunidade. A receptividade do conjunto e o ambiente afável oportunizaram a sedimentação de conhecimentos, a interação com a equipe multidisciplinar e o atendimento digno aos pacientes. Tive a chance de desenvolver diversos procedimentos técnicos, e alguns que realizei pela primeira vez e que busquei aprimorar. No decorrer do período do desenvolvimento das atividades, foram vivenciados diversos desafios que contribuiu na minha formação acadêmica, e como, por exemplo, o caso da impossibilidade dos técnico e auxiliares de atender demanda das atividades a eles delegadas, onde essa situação me levou a assumir a reponsabilidade e a pensar a melhor maneira de realizar. De certa maneira alguns problemas relacionados como a fase pé- analítica dos exames , que me fez refletir que é realmente de suma importância para um exame de qualidade. Logo que, esses desafios postos me fez amadurecer , tendo uma fundamental importância na concretização do meu conhecimento, fazendo com que eu pensasse de diferentes maneiras de como conduzi-las corretamente. A técnica do laboratório Maiza , que me supervisionou me deu totalmente a autonomia para processar as amostra , aprender, tirando dúvidas , colocando-me a disposição para auxiliar nas dificuldades. E com sua experiência, e sua ética na profissão me ajudou como aluno e exemplo para minha carreira profissional. Sendo assim tive um aproveitamento muito grande das oportunidades disponíveis no estágio, explorei o máximo, tive limitações em alguns procedimentos, mas busquei a ter conhecimento, porém o período decorrido não deu tempo de manuseá-los. Portando aproveitei a disponibilidade e a liberdade dos funcionários em transmitir suas experiências e conhecimentos na área de análise clínicas. 6.Referencias Bibliográficas Hematologia: · LOGGETTO,SR.;BRAGA,J.A.P;TONE. L.G Hematologia Pediátrica. Sociedade de Pediatria.-1 ed. São Paulo. Atheneu, 2014( Série de atualizações pediátricas. · FAILACE,Renato.Hemograma :manual de interpretação.-4.ed.-Porto Alegre: Artmed,2003 Imunologia · Bula do Kit Wama ( Proteína C Reativa –PCR) · Bula do kit Initial Pregnancy Gold Gel Reagent ( Beta Hcg) Urinálise · MOTTA, Valter. Bioquimica Clínica para o Laboratório : princípios e interpretações.- 5 ed. Rio de Janeiro:MedBook,2009. · OLIVEIRA,João. Exames laboratoriais para o clínico.-1 ed. Rio de Janeiro: MEDSI.2003 · MILLER, Otto. Laboratório para o clínico. -8 ed. São Paulo: Atheneu,1995 Microbiologia · PERES,Alessandra, FIEGENBAUM,Marilu, TASCA, Tiana. Manual de consulta rápida em microbiologia. Porto Alegre: Editora Universitária Metodista, 2007 ,151p. Bioquímica · MOTTA, Valter. Bioquimica Clínica para o Laboratório : princípios e interpretações.- 5 ed. Rio de Janeiro:MedBook,2009. · OLIVEIRA,João. Exames laboratoriais para o clínico.-1 ed. Rio de Janeiro: MEDSI.2003 · MILLER, Otto. Laboratório para o clínico. -8 ed. São Paulo: Atheneu,1995 image1.png image2.jpeg